perspectivas

Quarta-feira, 24 Junho 2015

O puritanismo e o pensamento único de Anselmo Borges

Filed under: ética — O. Braga @ 9:31 am
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« O que desde há anos Hans Küng vem sublinhando – a necessidade do diálogo inter-religioso para ser possível a paz no mundo – é cada vez mais urgente. Entende-se mais claramente do que nunca que a obra do célebre teólogo, autor principal da “Declaração de uma Ética Mundial”, aprovada pelo Parlamento Mundial das Religiões em Chicago em 1993, se oriente pelo lema:

“Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais. Não haverá sobrevivência do nosso globo sem um ethos global, um ethos mundial” ».

Anselmo Borges, “Religião, religiões e diálogo inter-religioso” (PDF)

Anselmo Borges é um indivíduo que estudou o fenómeno da religião mas é pouco inteligente: faz lembrar aqueles colegas marrões que tiravam boas notas mas que nunca “pensavam fora da caixa”. Naturalmente que Anselmo Borges pensa de si próprio que “pensa fora da caixa”: para ele, “pensar fora da caixa” é seguir “os ares dos tempos”, é seguir a moda das ideias — o que é exactamente o contrário do que ele pensa.

Repare, caro leitor, na proposição subscrita implicitamente por Anselmo Borges:

“Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões (certo!). Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões (certo). Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais (errado). Não haverá sobrevivência do nosso globo sem um ethos global, um ethos mundial” (errado) ».

Sigamos a inferência falaciosa:

Paz → paz entre religiões → diálogo entre religiões → critérios éticos globais → ethos mundial.

O termo ethos é grego e significa “característica”, “conduta habitual”. O conceito de “ética” vem de ethos. A ética implica a existência de valores. Uma “ética mundial” significa a predominância ou mesmo a imposição de determinados valores a nível mundial através do modelo discursivo.

Desde logo, Anselmo Borges parte do princípio de que o ser humano já conhece todos os valores. Não há, para ele, a possibilidade de existirem valores que o Homem desconheça ainda. E como o Homem, segundo Anselmo Borges, conhece já todos os valores possíveis, o ethos mundial será a uniformização global da ética em função dos valores que o ser humano conhece neste momento.

Esta posição de Anselmo Borges é puritana. E perguntaria o leitor: “¿como é possível que um ex-sacerdote católico que defende o aborto possa ser puritano?!” Uma das características do puritanismo de qualquer época — defendendo o aborto, ou não — é o entendimento dos valores da ética como algo dado e acabado, que não depende do tempo e das modas de cada época. O facto de Anselmo Borges defender a legitimidade do aborto é apenas um detalhe utilitarista que marca o nosso tempo.

Por outro lado, não se segue — non sequitur — que o diálogo entre religiões implique necessariamente um ethos mundial, porque um ethos mundial — ou seja, um conformismo ético global — seria a negação a posteriori do próprio diálogo (contradição em termos). “Diálogo inter-religioso” não é a mesma coisa que discussão de opiniões diferentes sobre a equipa do Benfica ou acerca de programas eleitorais de partidos políticos.

Por exemplo, para Anselmo Borges, a prática do aborto deveria certamente fazer parte dos tais “critérios éticos globais” que determinam o tal “ethos mundial” — porque ele próprio defende a legalidade e a legitimidade do aborto. O que se pretende é que um determinado quadro ético global não religioso, e que está na moda, influencie a ética das religiões; e não o contrário disto. Ou seja, o que Anselmo Borges defende é um pensamento único.

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Sexta-feira, 3 Abril 2015

A religião não se originou na urgência de assegurar a solidariedade social

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:26 am
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Terça-feira, 2 Julho 2013

A Escolástica do século XX

José Pacheco Pereira fala-nos aqui da “Escolástica do século XX”.

A dogmatização dos direitos humanos, transformando-os em uma forma de fazer política, para além de repudiar o que há de bom e positivo nas tradições, é a causa do aumento da tutela da organização burocrática (por exemplo, na cúpula do leviatão da União Europeia), em que a afirmação retórica, obsessiva e repetida da singularidade das pessoas concretas é acompanhada pela sua equivalência abstracta num anonimato generalizado; e em que o reconhecimento social de todas as espécies de direitos – “casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, eutanásia “a pedido do freguês”, aborto livre “porque sim”, pedofilia como “orientação sexual”, teoria de género, feminismo, etc. – e liberdades tem como contraponto o retraimento narcísico dos indivíduos e o seu desinteresse pela coisa pública (ou seja, diminuição da coesão social), e em que a omnipresente encenação política de liberalização dos costumes esconde a propensão para um mimetismo na cultura antropológica, um seguidismo e um conformismo sem precedentes que abre caminho a uma nova forma de totalitarismo.

Exceptuando alguns poucos pensadores medievais católicos – como, por exemplo, Anselmo de Aosta ou S. Tomás de Aquino -, a Escolástica, em geral, passou o tempo a discutir o sexo dos anjos. De um modo semelhante, também existiu uma Escolástica no século XX, que já vinha da revolução francesa, da utopia positivista que evoluiu para o socialismo francês pela mão do utilitarismo de Bentham, e que teve em Karl Marx o seu corolário.

Paradoxalmente, a religião que Karl Marx criticou deu origem a um Ersatz da religião, a uma religião política imanente e moderna que também teve os seus relapsos, os seus “protestantes” e a sua “Reforma”: mas sempre a discutir o sexo dos anjos. O que se passa hoje, em grande parte da Europa e nomeadamente em França , é, de facto, o retorno às origens da Escolástica moderna; uma espécie de “vira o disco e toca o mesmo”.

José Pacheco Pereira fala de “humanismo” e de “anti-humanismo”. Mas ¿o que significa “humanismo”?

O termo “humanismo” sofreu tantas definições que já não se sabe bem o que é. O próprio marxismo ortodoxo, que se dizia “anti-humanista”, acabou por reclamar a herança do humanismo e, por isso, paradoxalmente, ser também – embora involuntariamente – “humanista”. Se considerarmos “humanismo” aquilo que saiu do Iluminismo – porque também existe um outro “humanismo” que saiu do Renascimento, para além do “humanismo” do personalismo cristão, e etc. -, esse humanismo iluminista é sinónimo de racionalismo; mas racionalismo não é a mesma coisa que racionalidade; mas durante muito tempo pensou-se que os dois conceitos eram equivalentes.

Dizia Albert Camus que “Nietzsche era grego e Karl Marx, cristão”. O que separa, realmente, Karl Marx do Cristianismo é a ausência de um fundamento último da teoria. Ou seja, o marxismo é construído sem alicerces na metafísica, sem uma axiomática que o prenda ao Real; neste sentido, é uma espécie de Escolástica medieval invertida ou do avesso.

Do racionalismo humanista do iluminismo, muitas vezes irracional, não poderíamos esperar outra coisa senão a construção do “Homem abstracto”, por exemplo, mediante uma “política dos direitos humanos” criticada profeticamente por Marcel Gauchet em princípios da década de 1980.

Existe aqui um paradoxo: os “direitos humanos”, assumidos como uma política em si mesma, diluiu qualquer tipo de humanismo – incluindo o personalismo cristão que sempre foi concreto (pelo menos em tese) por sua própria natureza. Vivemos numa época de paradoxos decorrentes de uma racionalização política que é, no fundo, uma tentativa (propositada!) de irracionalizar a sociedade e a cultura.

Os paradoxos da relação entre indivíduo e sociedade, por um lado, e por outro lado entre o indivíduo e o Estado, são mitigados (aparentemente) pela invocação ritualizada (por exemplo, pelo socialismo dos Khmers Rosa de François Hollande ) da liberdade, e da igualdade entendida como uma aplicação prática de uma espécie de ideologia de Procrustes.

A dogmatização dos direitos humanos, transformando-os em uma forma de fazer política, para além de repudiar o que há de bom e positivo nas tradições, é a causa do aumento da tutela da organização burocrática (por exemplo, na cúpula do leviatão da União Europeia), em que a afirmação retórica, obsessiva e repetida da singularidade das pessoas concretas é acompanhada pela sua equivalência abstracta num anonimato generalizado; e em que o reconhecimento social de todas as espécies de direitos – “casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, eutanásia “a pedido do freguês”, aborto livre “porque sim”, pedofilia como “orientação sexual”, teoria de género, feminismo, etc. – e liberdades tem como contraponto o retraimento narcísico dos indivíduos e o seu desinteresse pela coisa pública (ou seja, diminuição da coesão social), e em que a omnipresente encenação política de liberalização dos costumes esconde a propensão para um mimetismo na cultura antropológica, um seguidismo e um conformismo sem precedentes que abre caminho a uma nova forma de totalitarismo.

Foi nisto que desembocou a “Escolástica do século XX”.

Terça-feira, 5 Outubro 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (13)

Em um série de postais sobre o gnosticismo moderno, defendi aqui a tese (com o título genérico “A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna”) segundo a qual o gnosticismo (tanto o da antiguidade tardia como o moderno) tem como característica um gene recessivo cultural do paleolítico superior e do neolítico das religiosidades da Mãe-Terra. Isto significa que em termos culturais e religiosos, o gnosticismo atira a sociedade moderna para uma espiritualidade paleolítica.

Nem de propósito, fiquei a saber que o governo inglês reconheceu o druidismo — que como se sabe, é uma religiosidade da Mãe-Terra característica do paleolítico superior e do neolítico — como sendo uma religião comparável não só às religiões superiores da História como equivalente às religiões universais (Budismo, Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, etc.).

Para quem dizia que eu era maluco quando escrevi essa série de postais, aqui fica a prova provada de que nem sempre quem tem razão é maluco.

Terça-feira, 29 Junho 2010

Os monismos seculares (2)

A assunção de algumas posições éticas niilistas por parte de pessoas ligadas à Igreja católica, como são os casos do Bispo Januário Torgal Ferreira, do Padre Carreira das Neves ou do Frade Domingues (para mencionar apenas alguns), dão-nos a ideia de que como a ética cristã pode ceder perante as pressões de um mundo ocidental em grave crise de valores.

Eu passei alguns poucos anos a estudar as religiões, não como uma obrigação, mas como um passatempo. Antes da Era industrial, os monges cristãos inventaram o 3 X 8 : 8 horas de contemplação, meditação e oração, 8 horas de trabalho e 8 horas de sono. A Era industrial substituiu as primeiras 8 horas pelo entretenimento que consome a cultura e evacua-a. Eu não tenho nada contra o entretenimento, mas prefiro passar as 8 horas em que não trabalho nem durmo, a saber de coisas que não deito fora.
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Quarta-feira, 16 Junho 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (6)

Já vimos duas características do gnosticismo antigo: a sua raiz anticósmica e o unanimismo como exigência de pertença. Também falámos das diferenças entre as religiões superiores e as religiões universais. (more…)

Domingo, 13 Junho 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (5)

A afirmação do indivíduo e as religiões universais

Com o processo de diferenciação cultural das religiões superiores, tornou-se mais distinto o que sempre existiu no ser humano, embora de forma mitigada, reprimida e homogeneizada no paleolítico e neolítico : a individualização religiosa.
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Sexta-feira, 11 Junho 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (4)

Filed under: cultura,gnosticismo — O. Braga @ 2:03 pm
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O problema da culpa

Com a auto-consciência, o ser humano toma consciência da sua originalidade neste mundo ao mesmo tempo que concretiza a sua inserção na realidade natural. Estes são os dois pressupostos das concepções religiosas. A princípio, o objecto de veneração religiosa eram as próprias forças impessoais da natureza (com atributos femininos), que de certo modo espelhavam uma ordem que o ser humano estava submetido.

Marduk e Tiamat

Com a diferenciação cultural, e a partir das civilizações agrícolas desde o fim do neolítico até às culturas superiores (incluídas), o objecto de veneração passou a ser personificado em deusas objectivas e antropomorfizadas, mas que não deixavam de estar relacionadas com as forças impessoais da natureza.

Mais tarde, e já na História, foram aparecendo figuras masculinas de deuses com os quais as deusas formavam pares (Ísis e Osíris, Ishtar e Dumuzi, etc.). A formação de pares de deuses, para além de introduzir o masculino nos panteões, catalisou uma diferenciação cultural no sentido de separar a veneração em relação às forças impessoais da natureza terrestre (as forças ctónicas femininas), reconduzindo essa veneração para as forças cósmicas (astros e sol).

As forças impessoais da natureza e da fertilidade passaram progressivamente para um segundo plano e, numa fase ulterior — quando o ser humano se organizou em cidades muralhadas — foram mesmo consideradas como uma ameaça ao ser humano. As religiões superiores passaram, então, a caracterizar-se por um henoteísmo (adoração especial por um deus masculino, pessoal e antropomórfico, embora sem eliminar todos os outros deuses e deusas que assumem um papel secundário no panteão).


No entanto, o ser humano sempre teve um sentimento de culpa em relação à depredação da natureza. Quando o homem do paleolítico superior e do neolítico caçava para se alimentar, a morte dos animais causava um sentimento de culpa que era exorcizado através dos ritos religiosos de penitência. Com o desenvolvimento da agricultura e do trabalho dos metais, o antigo sentimento de culpa em relação à violação da natureza, manteve-se. As actividades humanas, e desde os tempos mais remotos e primordiais, sempre foi encarado como uma espécie de ultrapassagem dos limites impostos pela natureza, e portanto, de violação blasfema dos tabus relativos à natureza sagrada.

No cântico babilónico da Criação, “Quando lá em cima” ou “Enûma elish”, os deuses surgem de forças caóticas primordiais associadas à água, e as suas actividades perturbaram a paz existente na natureza até então. Os pais desses novos “deuses activos” queriam pôr cobro à confusão criada por estes; reza o cântico: “Haja silêncio, queremos dormir”, pediram os deuses primordiais aos novos deuses activos. Foi então que Marduk, o deus da cidade da Babilónia, matou os seus pais (os deuses primordiais, que existiam antes dos “deuses activos” que surgiram de forças caóticas primordiais associadas à água, como é o caso do próprio Marduk), formando o céu e a terra a partir dos cadáveres dos seus pais mortos. Assim, o cosmos carrega uma culpa desde o seu início, culpa essa que é partilhada pelo ser humano. O deus Marduk criou o ser humano a partir do sangue do deus Kingu, que se tornara culpado perante os outros “deuses activos” — e assim, o ser humano carrega uma culpa fundamental.

Este detalhe acerca da culpa e da cosmogonia babilónica de Marduk , é importante para se perceber a evolução do gnosticismo até aos nossos dias.

Estas concepções de “assassínio primordial” são comuns a várias culturas superiores e sem ligação entre si (não se trata apenas de uma concepção babilónica). Poderia dar aqui outros exemplos mas o espaço é curto.

Quinta-feira, 10 Junho 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (3)

Na Parte I falamos do culto da Mãe-Terra e na Parte II da noção de “diferenciação cultural”. Vimos que o culto da Mãe-Terra, característico da pré-história e do neolítico, se dirigia a forças numinosas objectivadas na vegetação e nos ciclos terrestres da fertilidade, com evidente preponderância do feminino. A Mãe-Terra não era personificada, do ponto de vista antropomórfico. A passagem para as culturas superiores através de um processo de diferenciação cultural e, portanto, para as religiões superiores, caracteriza-se pela introdução progressiva do masculino no culto, por um lado, e pelo antropomorfismo das divindades e pela atribuição da origem cósmica da criação, por outro lado.
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Segunda-feira, 7 Junho 2010

A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (1)

Filed under: cultura,gnosticismo — O. Braga @ 10:27 pm
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O culto da Mãe-Terra e a característica anticósmica do gnosticismo

Não é possível entender minimamente a complexidade dos fenómenos sociais da nossa contemporaneidade sem ter uma ideia da História das Religiões — e o mesmo acontece com o conhecimento da História : aquilo que entendemos por História foi determinado, em grande parte, pelo processo de evolução das religiões ao longo de milénios.
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Quinta-feira, 5 Novembro 2009

A coragem do pensamento em detrimento do desespero da bravura

Filed under: cultura — O. Braga @ 10:34 pm
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Este blogue criou uma ligação para o meu blogue, o que é sinal de coragem ou de bravura. Napoleão dizia que a bravura provém do sangue ― no sentido da irreverência, do afrontamento ― e a coragem provém do pensamento. Se a civilização é, em certo sentido, a luta contra o medo, a coragem é o medo vencido ― a coragem é a revelação da civilização plena e fecunda. Mas só podemos vencer o medo se nos interessarmos em saber a origem das coisas que nos rodeiam, e esse conhecimento não nos pode ser servido em um “pronto-a-vestir” ou “fast-food”. A cultura não se improvisa.

Sobre este postal em particular, não sei se se refere às religiões transcendentes e espirituais ou às “religiões imanentes” que são as ideologias. Os factos falam por si: entre finais do século 19 e finais do século 20, foram assassinadas pelas “religiões imanentes” ― as ideologias ― perto de 200 milhões de pessoas, incomparavelmente mais do que todas as guerras religiosas que aconteceram desde o século III antes de Cristo até ao século XIX da nossa era. Há que ter a coragem de assumir a realidade porque os “factos são teimosos” [Lenine]. Mas se olharmos para a barra lateral do dito blogue, vemos que quem critica as religiões é quem segue uma das ideologias políticas mais desumanas e sangrentas que existiram.

Mas nem tudo é negativo. No princípio do século XX as religiões deparavam-se com a detracção de três vultos com reconhecida autoridade de direito: Marx, Freud e Darwin. Já só resta o último e instala-se o desespero que afoga a razão, e os salvadores contemporâneos recrutados pela loucura debatem-se com as suas próprias contradições.

Quando o autor do referido blogue, um dia, tiver o interesse ― que decorre apenas da atenção que damos às coisas ― de investigar a origem das religiões, talvez eu me sinta então obrigado a devolver-lhe a ligação a partir deste blogue.

Sábado, 22 Agosto 2009

As religiões universais e o acto homossexual

uni-religions

Uma das características do gayzismo como agenda política é a tentativa sistemática de “branqueamento” moral do acto homossexual, e a procura de justificação da cultura gay tentando dividir a ética segundo as diversas religiões universais. Pretende-se, assim, relativizar a ética em função das diferentes religiões ― a ética passa a depender dos costumes ― sendo que a religião é assumida pelo gayzismo como um simples costume e não existe fora dele. É o caso deste postal.

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