perspectivas

Quinta-feira, 11 Fevereiro 2016

Por que um liberal humanista (não religioso) não deve concordar com a legalização da eutanásia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:00 pm
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  • A morte do indivíduo passa a fazer parte do processo burocrático do Estado.
  • A legalização da eutanásia retira a responsabilidade moral de quem se suicida. O processo burocrático estatal subjacente à eutanásia enfraquece essa responsabilidade moral, transferindo-a para a burocracia do Estado que depende, por sua vez, de uma classe de profissionais que é chamada a pronunciar-se sobre a forma física e psicológica do doente. O facto de essa classe de profissionais estar a receber ordens superiores absolve-os de qualquer responsabilidade moral.
  • A legalização da eutanásia desvaloriza todas as vidas que se aproximam do fim — e não apenas a de quem pede para ser eutanasiado.
  • A lei da eutanásia permite ao Estado demitir-se, mais ou menos, das suas obrigações em relação ao cidadão em matéria de saúde. Os cuidados paliativos custam muito dinheiro. Ao permitir a eutanásia, o Estado pode poupar dinheiro à custa de muitas mortes prematuras.
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Domingo, 21 Janeiro 2018

Temos que pedir ao Carlos Fiolhais para ter pena da Suíça e enviar para lá o calor do Aquecimento Global

 

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Alpes suíços, 21 de Janeiro de 2018

Quinta-feira, 18 Janeiro 2018

O Henrique Raposo anda a ver mal a “coisa”

 

“No entanto, meu caro, o problema central não é a rapariga. É o rapaz, é o homem. O problema não é o corpo vestido ou tapado da rapariga, é a cabeça do rapaz e do homem. No passado, nas sociedades ocidentais, as mulheres andavam tapadas, mas isso não impedia o abuso sistemático”.

Henrique Raposo


O Henrique Raposo faz uma confusão de tal forma que torna o texto dele ininteligível; é uma logomaquia acerca do fenómeno cultural feminista que é o #metoo .

Vejamos este vídeo do Tucker Carlson da Fox News:

 

Ao contrário do que parece, e ao contrário do que ele próprio diz, o Henrique Raposo segue o feminismo de quarta geração (que saiu da Revolução Sexual pós-moderna); e Catherine Deneuve segue o paradigma cultural vigente anterior aos pós-modernismo.

Nota bem: “seguir um paradigma” não é a mesma coisa que “voltar ao passado” — como parece implicitamente defender o Henrique Raposo. “Seguir um paradigma” é adoptar o conceito de Fernando Pessoa de “velhice do eterno novo”: as coisas podem ser novas dentro de um paradigma antigo.


O movimento #metoo é uma manifestação do feminismo radical americano, que é um liberalismo (“liberalismo” no sentido anglo-saxónico de “esquerdismo”), uma ode ao indivíduo que se emancipa das tradições e das estruturas colectivas: o feminismo americano é comunitarista (no sentido de “identitário”).

Mas quando o predador masculino vem dos países do sul e/ou dos países muçulmanos, o feminismo americano do #Metoo encontra todas as desculpas possíveis para os abusos sexuais, porque é um feminismo aliado às minorias raciais: feministas e minorias raciais combatem em conjunto o inimigo comum: o macho heterossexual branco.

Por isto é que o Henrique Raposo anda a ver mal a “coisa”.


A terceira parte do vídeo é a mais importante, no minuto 8:30 — uma conversa com Heather MacDonald do Manhattan Institute. A opinião desta senhora é exactamente a mesma expressa por Catherine Deneuve e que (alegadamente) o Henrique Raposo diz que decorre da Revolução Sexual pós-moderna.

  • “Homens e mulheres são diferentes, não se trata de construções sociais”: têm biologias diferentes e libidos distintos.
  • Antes da Revolução Sexual (antes de 1968, nomeadamente), tínhamos um conjunto de normas que condicionavam e reprimiam a libido do macho — normas (culturais) de cavalheirismo e de cortesia, e as mulheres tinham, por definição cultural, o poder primordial de dizer “não” e, por isso, não tinham que negociar com o homem o relacionamento sexual.

A Revolução Sexual acabou com essa cultura, e decidiu que os homens e mulheres são iguais, e é isto que o Henrique Raposo parece não ter compreendido, talvez porque só tem filhas.

O absolutismo pode ser invocado a nível supranacional

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:22 am

 

“De todas as mentiras democráticas, nenhuma mais irrisória do que a da soberania do povo. Da soberania advém a faculdade de declarar o interesse nacional e o poder de o defender; mas o povo nunca atinge o grau de consciência e a unidade de pensar que o exercício da soberania exige”.

O Reaccionário


É exactamente este o argumento invocado pelos euro-federalistas — da laia do Paulo Rangel, por exemplo — para justificar a alienação da soberania portuguesa em favor da soberania (não-representativa) do leviatão da União Europeia sobre Portugal.

Ou seja: todo o argumento político absolutista (a nível nacional) pode se invocado para aniquilar a soberania nacional em favor de um poder supra-nacional (também este) absolutista.

Até ao reinado de D. Pedro II, sempre existiram Cortes em Portugal; ou seja, o absolutismo político (propriamente dito) não existia em Portugal até ao início do século XVIII. Foi no fim do reinado de D. Pedro II que as Cortes se foram tornando raras, sendo abolidas no reinado do seu filho D. João V.

Terça-feira, 16 Janeiro 2018

O FaceBook e o Twitter censuram alguns sítios, como por exemplo o Breitbart.com

 

Quando tento partilhar um artigo do Breitbart.com, o FaceBook diz-me que o sítio está na lista negra por ser de Direita. Por isso criei um blogue que terá a função de partilhar indirectamente os sítios proibidos no FaceBook e no Twitter.

Segunda-feira, 15 Janeiro 2018

Vamos pedir ao Carlos Fiolhais para mandar vir um pouco de Aquecimento Global

 

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Domingo, 14 Janeiro 2018

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada escamoteia a acção da máfia alfazema no seio da Igreja Católica do papa Chiquinho

 

Um bom gestor de recursos humanos fala muito mais nas virtudes das pessoas que tem sob sua responsabilidade, do que nos seus defeitos; e quando fala dos defeitos dos seus subordinados, é sempre em privado, evitando os holofotes da opinião pública.

cardeal_coloridoUm patrão que passa a vida a maldizer os seus empregados, não vai longe no negócio. É isto que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada parece não ter compreendido, no que diz respeito ao papa Chico.

Por outro lado, não é insignificante ou irrelevante que o papa seja “este” ou “aqueloutro” — como parece dizer o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada. E quando criticamos as ideias de uma pessoa (seja papa ou não), temos a obrigação de dizer claramente por que as criticamos.

Por exemplo, os clérigos (entre eles o anterior cardeal patriarca de Lisboa) que criticaram os papas antecessores (Bento XVI e João Paulo II), nunca se atreveram a afirmar publicamente o teor das suas críticas: eram eminências pardas que manobravam na sombra, sem que o povo católico suspeitasse da conspiração da máfia alfazema que apoia claramente este papa.

Quando o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada faz referência à infalibilidade da Igreja, invocando Mateus 16,18 — convém citar o que diz o trecho de Mateus:

“também eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.”

Em primeiro lugar, Cristo referia-se a Pedro, e não a um qualquer papa. A “Igreja edificada” seria uma consequência de Pedro. Em segundo lugar, o facto de “as portas do Abismo nada poderem contra ela” não significa que a Igreja seja necessariamente infalível em um dado momento ou em uma dada moda de época — porque se assim fosse, por exemplo, o papa Bórgia teria sido infalível, o que não me parece ser uma boa ideia.

O Padre pode enganar o Zé Pagode; mas não engana quem já leu umas coisas da História. E eu não li muito, mas li umas coisitas, o suficiente para dizer ao Padre que “papas há muitos”. E concordo com S. Roberto Belarmino:

“Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo que é permitido resistir-lhe se faz mal às almas ou perturba a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja — é permitido, digo, opôr-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada.

Não é licito, contudo, julgá-lo em tribunal, impor-lhe punição, nem o depor, pois estes são actos próprios a um superior”.

— São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Capítulo 29.


comunion-for-adulterers-webEm relação à aberração ideológica que é o Amoris Laetitia, o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada diz que é uma “questão de interpretação”:

“É verdade que a ‘Amoris laetitia’, que é susceptível de uma leitura coerente com o precedente magistério da Igreja, foi também interpretada por alguns eclesiásticos de forma contrária à doutrina católica”.

Mais uma vez, o Padre quer enganar o pagode, sugerindo que o problema é de “interpretação”. Mas a gente não anda a dormir, e vamos lendo umas coisas porque ainda não desaprendemos de ler português, embora não saibamos o latinório do Padre (se é que os padres ainda sabem latim!).

Esta semana, o Acta Apostolicae Sedis, que é o órgão oficial do Vaticano responsável pela promulgação apostólica, publicou a infame e desprezível carta do papa Chicão aos bispos de Buenos Aires, declarando, ademais, que não há outras interpretações (“no hay otras interpretaciones”) do Amoris Laetitia senão aquela exarada na famigerada carta aos bispos argentinos.

É claro que o facto de o pagode não ler inglês favorece o Padre e comandita; mas eles podem enganar o povo durante algum tempo, mas não o enganarão pelo tempo todo.

A interpretação do Amoris Laetitia, segundo Chiquinho, é a seguinte: qualquer par em estado de mancebia pode participar na comunhão eucarística. Ponto final. É está “interpretação” do Chicozinho que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada escamoteia.

Em suma: é lamentável que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada venha defender o indefensável, e que se coloque ao nível do psicótico Frei Bento Domingues e do marxista Anselmo Borges.

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Sábado, 13 Janeiro 2018

Os ditos “liberais” dizem que o proteccionismo nunca funciona

Filed under: Esta gente vota,economia,A vida custa,Donald Trump — O. Braga @ 9:37 am

Sexta-feira, 12 Janeiro 2018

José Pacheco Pereira e a depuração necessária

Filed under: José Pacheco Pereira,PSD,Rui Rio,Santana Lopes — O. Braga @ 10:14 am

 

As declarações de hoje de José Pacheco Pereira aos me®dia, acerca de Pedro Santana Lopes, são a demonstração de que o Partido Social Democrata necessita urgentemente de uma depuração assim que Santana assumir o Poder. E que Rui Rio seria a perpetuação da influência do esquerdista José Pacheco Pereira no partido.

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Quarta-feira, 10 Janeiro 2018

A estratégia estalinista da actual Esquerda

Filed under: Donald Trump,Esquerda,esquerdalho,Estaline,marxismo — O. Braga @ 10:53 am

 

“Donald Trump é demente e tem que ser interditado.”

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Estaline seguiu o mesmo método de acção política em relação não só à oposição política, como também em relação aos seus próprios acólitos.

A minha posição acerca dos judeus

Filed under: Israel,judeus,Olavo de Carvalho — O. Braga @ 10:28 am

 

Eu não sou anti-judaico 1 ; mas também não me considero estúpido e acrítico.

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Não só não sou anti-judaico, como defendo a existência do Estado de Israel; e mais: defendo que a capital histórica de Israel é Jerusalém.

Porém, a minha defesa da existência do Estado de Israel tem a ver com a justiça e verdade históricas. E não tem a ver com qualquer ideologia política.

A invasão islâmica e árabe da Palestina no século VII lançou a esmagadora maioria dos judeus — que viviam naquele território — na Diáspora. Esta é a verdade histórica que a Esquerda pretende ocultar.

Portanto, a defesa da existência do Estado de Israel é uma questão de justiça.

Porém, uma coisa é a defesa da existência do Estado de Israel e do povo de Israel; outra coisa, bem diferente, é a defesa acrítica da acção política dos imigrantes judeus, em geral, na Europa e ao longo dos últimos séculos — que é o que implicitamente faz Olavo de Carvalho; pelo menos é assim que eu interpreto esse textículo dele.

Fernando Pessoa, que era ele próprio descendente directo de judeus por parte do pai, escreveu o seguinte:

"Tem-se suposto que esta força (Judaísmo) que opera através da Maçonaria e se manifesta sempre judia, é consubstanciada com o povo de Israel. É um erro e é fácil de ver onde está o erro.

O povo (de) Israel, como qualquer outro povo, pode colaborar na civilização europeia, porém há que organizar-se aristocraticamente, como essa civilização. Ora o que há presentemente adentro dos judeus, em todo o mundo, é o predomínio do baixo sobre o alto judaísmo.

O materialismo ateu da época moderna tomou o íntimo da alma do baixo judeu, porque, de todas as populações da Europa, era essa gente a mais naturalmente propícia a aceitar como teoria o ateísmo irracionalista, que é o que distingue a nossa época".

Como vemos, o descendente de judeus Fernando Pessoa faz a distinção entre o povo de Israel, por um lado, e, por outro lado, o chamado “baixo judeu” que controla a Europa e os Estados Unidos. E quem não faz essa diferença age por mera influência de uma ideologia política, e não porque procura a verdade e a justiça.


Nota
1. “anti-semita” é outra coisa, porque o judeu não é o único povo semita.

Terça-feira, 9 Janeiro 2018

O Carlos Fiolhais já não tem vergonha

 

O Carlos Fiolhais concorda com o NYT na opinião segundo a qual “Donald Trump desdenha a ciência” porque este não se submeteu à agenda política globalista do Aquecimento Global Antropogénico.

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Repare bem, caro leitor: a teoria do Aquecimento Global Antropogénico não é falsificável (seja qual for o fenómeno climático, tudo é atribuído ou ao Aquecimento Global Antropogénico ou às chamadas mudanças climáticas) ; e por isso não pode fazer parte da ciência. E o Carlos Fiolhais tinha a obrigação de saber isto, mas faz de conta que não sabe porque já perdeu a vergonha.

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Segunda-feira, 8 Janeiro 2018

A Rute à procura de Agulhas no palheiro

Filed under: ética,Moral,parafilias,Pedofilia — O. Braga @ 7:15 pm

 

Uma gaja que dá pelo nome de Rute Agulhas escreveu isto (via) — ver ficheiro PDF — acerca da hebefilia. Diz ela que um abusador sexual “pode aprender a mudar” “se for devidamente ajudado”. Mas não diz como se ajuda um abusador sexual a deixar de o ser. Diz ela que “a prisão não resolve. Pune e adia comportamentos, mas não os elimina”.

Há, no texto da gaja, um cheirinho a Foucault. E, portanto, um forte odor a marxismo cultural.

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