perspectivas

Quinta-feira, 28 Julho 2016

Papa Chico: um enorme erro de casting

 

Quem elegeu o papa Chiquinho bem pode limpar as mãos à parede. A culpa não é dele: é dos cardeais que o elegeram; e não me venham falar do Espírito Santo: é política pura e dura!

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Quando Chico fala dentro de um avião, ou entra mosca ou sai asneira. Durante a viagem para a Polónia, o Chico afirmou, a propósito da degolação do Padre Jacques Hamel, que “todas as religiões querem a paz”.

Para além de o Chiquitito não se ter pronunciado directa e pessoalmente acerca do assassínio do sacerdote (remeteu para um comunicado do Arcebispo de Rouen), não teve em consideração o exemplo do Iraque (entre outros países): dos cerca de 3 milhões de cristãos que existiam no Iraque há apenas 10 anos, restam cerca de 400 mil. Se isto não é uma guerra religiosa, então o Chico é um Imã da Mafoma.

Este papa é o pior desastre que poderia acontecer à Igreja Católica. Pior do que aquela criatura é difícil de imaginar.

Kant e a beleza

Filed under: cultura — O. Braga @ 11:46 am
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“Silvana Lima é a melhor surfista do Brasil e foi duas vezes vice-campeã do mundo. Apesar disso, como não é “bonitinha”, não consegue patrocínios.

A sexualização feminina é muito comum. Enfatiza-se atributos que estimulam a atracção sexual no sexo oposto e usa-se esses atributos para avaliar as mulheres. As mini-saias das jogadoras de ténis, as poses sugestivas das raparigas nos anúncios e a atenção dispensada à roupa da ministra ilustram esta prática que muitos dizem ser machista. Ironicamente, o machismo está no diagnóstico”.

Ludwig Krippahl

Kant define o “belo” como “o que agrada universalmente, sem conceito (“Crítica do Juízo”, §9); e, por isso, distingue a beleza livre (por exemplo, a beleza de uma flor), que não pressupõe nenhum conceito, e a beleza aderente (por exemplo, a de uma mulher ou de um edifício) que pressupõe o conceito daquilo que a coisa deve ser. A beleza aderente não é um juízo de gosto propriamente dito, porque supõe o conceito daquele gosto que deve ser válido: é, em vez disso, um conceito de gosto construído por critérios intelectuais (me®dia, elite intelectual e as elites em geral, etc.).

Por isso, Kant diz que “a beleza é a forma da finalidade de um objecto, na medida em que é nele (no objecto) percebida (a beleza) sem a representação de uma finalidade”.

Ou seja, a beleza não se identifica necessariamente com o útil (a finalidade), embora o útil esteja já incluído na beleza em situação valorativa subalterna. Toda a gente (ou quase toda a gente) está de acordo sobre a validade do juízo aderente ou juízo intelectual acerca da beleza, mas o juízo do gosto ou beleza livre não tem necessidade do juízo intelectual. O senso comum acerca da beleza é apenas uma norma ideal que depende da cultura intelectual de cada época: em uma época de cultura intelectual miserável, como é a nossa, o senso comum acerca da beleza também é miserável.


Há que distinguir entre a intuição da beleza, por um lado, e o instinto sexual (masculino, por exemplo), por outro lado.

Intuição (que é uma forma de inteligência) e instinto não são a mesma coisa. O Ludwig Krippahl confunde as duas coisas. A intuição do belo não pressupõe a sua finalidade e utilidade; mas o instinto sexual não pressupõe outra coisa; a intuição do belo não pode ser manipulada pelas elites: ou é clara na consciência do Homem, ou está obnubilada pela cultura intelectual através do belo aderente do “deve ser assim e não de outra forma”.

O Ludwig Krippahl diz que a Silvana Lima “apesar de ser campeã (ou por causa disso), é sexualmente menos atraente do que uma rapariga bonitinha que não faça nada de jeito”.

Mas o juízo de beleza a que se refere o Ludwig Krippahl é o da beleza aderente, e não a da beleza livre; ele refere-se a um padrão de beleza “que deve ser”, fabricada pelas elites intelectuais do nosso tempo. A beleza aderente é determinada pela cultura antropológica imposta, pela propaganda persuasiva dos me®dia, pelas elites em relação às massas.

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Podemos ver na Silvana Lima a beleza livre (uma beleza exótica, até!) de que nos fala Kant. É a simetria e a harmonia das formas que define a beleza, e não os elementos e detalhes secundários do corpo. É evidente que a atracção sexual (o instinto) é, em grande parte, determinada pela beleza aderente (a da cultura antropológica imposta pelas elites) que é aquela que “deve ser válida”; mas qualquer pessoa com intuição mínima sabe imediatamente que a Silvana Lima é bela.

O Ocidente ainda não percebeu o arquétipo mental do muçulmano comum

 

Os me®dia franceses (com excepção do Le Figaro) pretende tornar anónimos os terroristas islâmicos, não publicando os nomes e as fotos dos terroristas.

Em termos objectivos, o que resulta desta decisão dos me®dia (patrocinada pelo governo de François Hollande e pela maçonaria) é que o público, em geral, deixará de saber se um ataque terrorista é islâmico ou de outra índole qualquer; e aumentará a informação paralela (nos blogues), e proliferarão as teorias de conspiração.

Por outro lado, a Justiça não funciona da mesma maneira que os me®dia. Logo que uma investigação judicial é lançada, a Justiça não pode esconder os nomes dos arguidos no processo.

Parte-se de um princípio errado — o de que a não divulgação dos nomes e das fotos dos terroristas terá um efeito preventivo nas futuras acções de terror. O princípio está errado porque o que interessa aos mentores do terrorismo islâmico é o terror real (concreto, físico) causado nas comunidades de que são alvo; a divulgação, nos me®dia, desses actos (o terror virtual) tem uma importância secundária para os mentores do terror, até porque os islamitas têm canais próprios de difusão de informação.


Os me®dia ocidentais dizem amiúde o seguinte: “O terrorismo mata mais muçulmanos do que não-muçulmanos, e, por isso, o terrorismo islâmico não tem como alvo apenas os não-muçulmanos”.

jacques-hamelEsquecem-se do seguinte: segundo o Alcorão, todos os muçulmanos sunitas que são vítimas inocentes da Jihad têm entrada directa do paraíso com as suas 72 virgens. Se o atentado terrorista de Nice matou muçulmanos sunitas, estes (segundo o Alcorão) já estão no paraíso na companhia das 72 virgens; e portanto, a morte de muçulmanos sunitas inocentes, durante a Jihad, é justificada pelo Alcorão. A morte de muçulmanos sunitas inocentes, durante a Jihad, até é vista pelo Alcorão como um facto positivo.

É esta inversão da cultura europeia que confunde o Ocidente: o verdadeiro catolicismo não pretende o martírio (ao contrário do que acontece no Islamismo): para o católico, o martírio é um mal que a comunidade católica terá que aceitar a contra-gosto. Os católicos vêem o assassínio do Padre Jacques Hamel como um mal, não obstante o martírio; mas se o cidadão Jacques Hamel fosse muçulmano, o seu martírio seria visto pela comunidade muçulmana como um bem.

Quarta-feira, 27 Julho 2016

A polícia francesa perde a paciência

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:45 pm
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Uma refugida islâmica recusa-se a sair de um campo de refugiados ad hoc que foi fechado pela polícia francesa.

É inevitável que, depois dos atentados terroristas islâmicos em França, a própria polícia francesa comece a perder a paciência com os “refugiados”: muita desta gente é mesmo refugiada de guerra, mas a maioria são imigrantes económicos ou gente da pior espécie. Cabe ao poder político estabelecer critérios de selecção que distinga os que são realmente refugiados, e os oportunistas; e é isto que os países da Europa não sabem fazer.

Donald Trump e a “carta LGBT” [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:35 pm
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Um político nunca faz aquilo que pensa, mas antes aquilo que julga ser mais eficaz.

Apagar a História

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:47 am
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“Atacar uma igreja, matar um Padre, é profanar a república” → François Hollande

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A maior parte dos sacerdotes católicos mártires franceses foram assassinados pela república.

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico (2)

 

O Anselmo Borges considera o Islamismo como uma religião como outra qualquer; é das mentiras mais imundas que grassam pelos me®dia, e o Anselmo Borges é um dos mentores desta mentira generalizada.

O Islão é um princípio de ordem política, e não uma religião propriamente dita.

Decorre dessa mentira obscena e imunda, a ideia de que a causa do terrorismo islâmico está na sociedade; escreve o Anselmo Borges:

“Daí, a urgência da educação para os grandes valores humanistas, para a paz, para a convivência na comunicação humana, e a atenção que é necessário prestar às causas que podem agudizar a violência: marginalização, não integração, falta de comunidade e de sentido, desorientação, injustiça. Certamente, o niilismo de valores reinante e o aliciamento das redes sociais para ideais de vinculação, com a participação na restauração do califado universal, por exemplo, ajudam nesta explicação”.

A História parece que se repete, e voltamos hoje ao Romantismo dos séculos XVIII e XIX que explicava o comportamento do ser humano em função da influência da sociedade. “A culpa é os outros”. Gente como o Anselmo Borges escreve obscenidades deste calibre sem qualquer responsabilização e sem contraditório. A filha-da-putice parece estar impune.

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico

 

“Antes, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, absolve os pecados” — Nicolás Gómez Dávila

Perante o terrorismo islâmico que degolou um sacerdote dentro de uma igreja francesa , “a única solução é rezar”diz o Padre Portocarrero de Almada. Recordemos o que nos disse Dietrich Bonhoeffer: “O silêncio em relação ao Mal é, em si mesmo, um mal: Deus não deixará de nos responsabilizar. Não falar é falar. Não agir é agir”.

Não chega rezar. É preciso agir. Se “a única solução é rezar”, o Padre Portocarrero de Almada torna-se cúmplice do mal. Quando não agimos, absolvemos os pecados, e não o pecador.

Dietrich  Bonhoeffer

Terça-feira, 26 Julho 2016

Como acabar com o terrorismo islâmico na Europa

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:33 pm
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“Trigo limpo, farinha amparo”. “Para grandes males, grandes remédios”.

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A completa incongruência da geringonça

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 4:38 pm
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Passam uma lei segundo a qual as empresas privadas não podem participar no capital das empresas de transportes públicos; mas, por outro lado, passam outra lei segundo a qual as empresas privadas podem passar multas de trânsito — o que deveria ser reservado às forças policiais. A geringonça é isto: uma coisa e o seu contrário.

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A “estagnação secular” e a Religião da Humanidade

 

Ontem, em um programa na RTP3, três economistas falaram da “estagnação secular”. Um deles (de Esquerda) fez referência a Karl Marx, e outro (da Não-Esquerda) afirmou que a solução para o problema da estagnação económica é uma (ainda) maior globalização das economias (internacionalização). Vemos como a Esquerda e a Não-Esquerda estão de acordo em pontos essenciais sobre este assunto.

Em ambos os casos (na Esquerda e na Não-Esquerda) verificamos a eliminação do elemento ético nas relações económicas, e a redução de toda a realidade humana à economia.


Segundo Karl Marx (“Ideologia Alemã”), a estagnação da economia deve-se às “relações de propriedade” — que é a relação que existe entre as “forças produtivas” e as “relações de produção”: alegadamente, quando as “forças produtivas” atingem determinado estado de desenvolvimento, “entram em contradição” com as “relações de produção”, e essa “contradição” é a causa da estagnação económica.

Quando os marxistas e os neoliberais reduzem a realidade inteira à economia, simplificam o que é complexo e adoptam um pensamento dogmático que ignora as retroacções da História. A História é vista por eles como sendo linear e progressiva, sem possibilidade de recuperação, por parte da sociedade, de conceitos do passado; e quando esses conceitos retroactores surgem, marxistas e neoliberais adoptam o ad Novitatem, fazendo com que o “novo” nunca possa ter qualquer coisa em comum com o “velho”.

A reacção contra a estagnação secular já se está a fazer sentir. Por exemplo, o Brexit é uma reacção à estagnação económica na União Europeia; a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos também; na Hungria temos o Viktor Orbán com os 12% de IRS universal; fenómenos similares acontecem na Irlanda, na Polónia, na Rep. Checa, ou mesmo na Eslovénia. No Japão, a reacção à estagnação secular é por demais evidente:

“This week, Japan’s Liberal Democratic Party and its coalition partners won a two-thirds majority in the legislature’s upper house, to go along with their two-thirds majority in the lower house. A two-thirds majority is required in each house to begin the process of amending Japan’s constitution. And amending the constitution is one of the central planks in the LDP’s platform”.

Japan’s New Fascism

Os direitos humanos, entendidos em si mesmos como uma política, tende a ser colocada em causa ou questionada. Os Direitos do Homem não são uma Política [Marcel Gauchet, “Le Débat”, 1980].


É neste contexto que surge a imigração aberta e suicida na Europa. É uma fuga para a frente, no sentido errado.

mulher islamica em inglaterra kodachromeAntes de o problema da “estagnação” ser económico — é metafísico, ético, cultural e político. Os “comunistas do mercado” (os neoliberais) e os “comunistas da revolução” (os marxistas) descobriram a vantagem da imigração em massa, e dizem que os resultados são excelentes: ambos pensam que saem a ganhar do negócio da imigração em barda.

A instalação multiculturalista de comunidades de imigrantes acelera a proletarização dos imigrantes, e também reduz os trabalhadores indígenas (os brancos europeus) à antiga condição de proletários: privados da protecção de uma nação coerente, tratados como “suspeitos históricos” pelo poder político controlado pelos “comunistas do mercado” (os neoliberais) e pelos “comunistas da revolução” (os marxistas), os europeus indígenas perdem as suas últimas imunidades comunitárias: transformam-se em uma versão actualizada dos proletários do século XIX, em zômbis em potência.

Esta estratégia de proletarização geral da sociedade convém tanto aos neoliberais como aos marxistas, embora por razões distintas — é aquilo a que eu chamei de sinificação.

Trata-se de uma aliança entre Trotski e Hayek.

O neoliberalismo utiliza os velhos intelectuais marxistas (por exemplo, Francisco Louçã, José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, etc.) que são os seus compagnons de route, e que se transformam no novo clero inquisitorial da Religião da Humanidade (esse novo ópio do povo): uma religião que se baseia nas tábuas da lei dos direitos humanos, ou seja, nos direitos dos zômbis, e que se transformam nos deveres do Homem. A Religião da Humanidade tem os seus dogmas, e o seu braço secular: a União Europeia e os tribunais nacionais e internacionais.

Um dos instrumentos privilegiados de controlo dos zômbis europeus por parte dos “comunistas do mercado” e dos “comunistas da revolução”, é a exploração sistemática do sentimento de culpa colectiva dos europeus: a Victimilogia “virou” ciência, e transformou-se em um sistema de legitimização de uma sociedade pouco legítima.

“A classe que tem o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, a que tem o poder espiritual do dominante” → Karl Marx, “Miséria da Filosofia”

¿Quem detém hoje o Poder espiritual dominante? É a Religião da Humanidade. E repartem entre si o poder material. Trata-se de uma aliança que aparece ao povo como a mistificação de uma cisão política. É a nova “superstrutura” constituída pelos “comunistas do mercado” e pelos “comunistas da revolução” (Karl Marx pode ser útil, mesmo quando é inútil).

Segunda-feira, 25 Julho 2016

As tensões aumentam na Alemanha.

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:18 pm
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As tensões aumentam na Alemanha. No funeral das vítimas do atentado de Sábado, os anormais dos muçulmanos gritaram “Alaú Vamos Ao Bar!”. E a reacção dos alemães não se fez esperar. Muitos dos muçulmanos que vivem na Europa terão que ser deportados; é uma questão de tempo. A convivência é impossível.

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