perspectivas

Segunda-feira, 20 Fevereiro 2017

Uma tal Joana Pires, do Bloco de Esquerda, e a eutanásia

 

O Bloco de Esquerda, que é basicamente contra a propriedade privada (no sentido marxista), admite que “o direito à vida deveria ser um direito de propriedade”:

“O direito à vida deveria ser um direito de propriedade, e não como se configura hoje em dia, um direito de personalidade.”

uma tal Joana Pires, do Bloco de Esquerda

Há aqui um problema lógico: se o meu direito à vida é um “direito de propriedade”, trata-se de um “direito esquizofrénico”, por assim dizer, porque a nossa propriedade privada é, por definição clássica, algo que nos é exterior — e é por isso que os defensores do aborto dizem que o feto é algo exterior (ou mesmo estranho) ao corpo da mulher, e que, por isso, o feto é uma propriedade (no sentido de “posse de um objecto e de poder de dispôr dele”) da mulher que pode ser alienado e abortado por ela.

Se eu me considero a mim próprio como “propriedade de mim próprio”, tenho que me colocar fora de mim próprio para me conceber a mim próprio — o que é uma impossibilidade objectiva, porque não é possível pensar a nossa não-existência:

“Houve um tempo em que eu não vivia, e chegará um tempo em que eu já não viverei”.

Na tentativa de pensar a minha não-existência, tenho que produzir uma imagem de mim próprio; como se eu fosse outra pessoa; tenho que “saltar para fora” de mim próprio — o que é uma impossibilidade objectiva: nunca posso “pensar-me a mim próprio” a partir do “exterior de mim próprio”. Se me penso a partir do exterior de mim próprio, então não me penso a mim; e se me penso a partir do interior [de mim próprio], então não posso pensar o que seria não existir.

Por isso é que o direito à minha vida — ou seja, o direito à minha existência — não pode ser um “direito de propriedade”, porque a auto-referencialidade não me permite logicamente.

Segundo Gödel, todos os sistemas auto-referenciais (como, por exemplo, o ser humano) são insondáveis. Se traduzirmos o teorema de Gödel em modo filosófico e metafísico, teremos que deduzir o facto geral de “eu ser prisioneiro de mim próprio”, não me podendo ver a partir do exterior. E se “eu sou prisioneiro de mim próprio”, não posso simultaneamente ser “propriedade de mim mesmo”.

Quando a dita senhora do Bloco de Esquerda diz que o direito à vida é um “direito de personalidade”, o que ela pretende dizer é que o direito à existência é um “direito da pessoa”. E, enquanto pessoa, ninguém lhe tira a possibilidade de suicídio. O que essa pessoa — qualquer uma pessoa — não tem o direito, é de instituir a negação do direito à vida como uma regra moralmente válida (ou seja, uma regra moral universal, porque não existem valores da ética que não sejam universais).

Finalmente: é espantoso como a Esquerda pretende fazer desaparecer, da nossa sociedade, a noção de pessoa: é o primeiro passo para uma sociedade desumanizada, como aconteceu com o nazismo e com o estalinismo. E depois, o Donald Trump é que é o mau da fita.

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Domingo, 19 Fevereiro 2017

O sistema de ensino da geringonça: é tudo uma questão de crenças

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 1:52 pm
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“A frase seguinte (“matemática e Português perderão horas para as ciências sociais”) é ainda mais engraçada: em primeiro lugar, pela omissão das aspas em “ciências” que antecedem o adjectivo “sociais” (ainda me hão-de explicar quais são as ciências que não podem levar com o adjectivo “sociais”); em segundo, porque, o que realmente falta aos alunos proto-asnos é mais marxismo cultural.

A exultação dos asnos

¿Foi para isto que o “progressérrimo” Carlos Fiolhais apoiou a geringonça? — ¿para ver as ciências da natureza relegadas para segundo plano por aquilo a que se convencionou chamar de “ciências” sociais?

A Raquel Varela exulta: afinal, a tese dela segundo a qual “as ciências são todas exactas” venceu dentro da geringonça: a matemática passou a ser tão “exacta” quanto o é a antropologia dos chimpanzés do Gabão.

Para a geringonça, todas as ciências são crenças; ¿se 1 + 1 = 2? É uma crença!. E cabe à religião antropoteísta liderada pelo sumo-sacerdote António Costa (acolitado pelo Adão e Silva) dizer quais são as crenças mais correctas.

Afinal, e segundo a geringonça, a matemática é uma merda, porque tem lógica; para a esquerda, tudo o que tem lógica é uma merda. A matemática e a língua portuguesa são crenças obsoletas que terão que ser substituídas por crenças correctas, por exemplo, a crença segundo a qual “uma mulher é um homem que é um macaco que é um cão que é um dinossauro que é uma ameba”.

O ‘Faith’s Night Out’ Blowed Their Minds Out

 

José Tolentino Mendonça desafiou os jovens presentes no ‘Faith’s Night Out’ a serem “utópicos e sedentos”, acreditando na “força recriadora do amor” e rejeitando um “cristianismo insonso e por vezes também muito sonso, quando não aceita a dinâmica do serviço como a sua norma”.

«Faith’s Night Out»: «Espero que não se esqueçam que são crentes» – Ricardo Araújo Pereira

“Utópicos e sedentos”, diz o Tolentino. ¿O que significa isso? Não sei. ¿Alguém sabe? E parece que há vários tipos de Cristianismo: por exemplo, o do ‘Faith’s Night Out’, o do ‘Faith’s Day In’, e a puta-que-pariu.

Sábado, 18 Fevereiro 2017

O Anselmo Borges fala do Silêncio

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:20 pm
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1/ Conta-se que o Padre Pio de Pietrelcina recusou a confissão, pelo menos em duas ocasiões e a duas pessoas diferentes. Disse-lhes o Padre: quando estiveres verdadeiramente arrependido, volta cá. ¿Significa isto que o Padre Pio de Pietrelcina desrespeitou essas duas pessoas ou “renegou-lhes a dignidade humana”? Claro que não. Significa apenas que o Padre Pio compreendia perfeitamente as relações causais metafisicas (causa / efeito místicos) e que ele estava “para além” destas.

2/ O Anselmo Borges escreveu:

“O livro e o filme [“Silêncio”, do escritor católico Shusaku Endo] são obras cimeiras, de rara intensidade dramática e comoção, mas não admira que hoje não se perceba essa intensidade, porque, numa sociedade do bem-estar material e numa cultura do provisório e da pós-verdade, não há abertura para as decisivas questões metafísico-religiosas.”

Essa sociedade “do bem-estar material e de uma cultura do provisório e da pós-verdade” é a sociedade defendida pela esquerda, em geral, que o Anselmo Borges apoia. [¿Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?]

3/ não há religiões completas; o catolicismo é a religião mais completa de todas as que analisei. Mas isso não significa que o catolicismo, enquanto religião concreta (religião popular), seja perfeito ou completo.

Se entrarmos pelo esoterismo bíblico adentro, expresso nos Evangelhos (no “Reino De Deus”, segundo Jesus Cristo), percebemos que existem aspectos do Budismo, por exemplo, que são partilhados por esse Cristianismo que só a alguns pode ser dado a conhecer, porque só alguns se dispõem livremente (usando o seu livre-arbítrio, segundo o conceito de Santo Agostinho e de S. Tomás de Aquino) a abrir-se à exegese dos textos do Novo Testamento

[“¿Pregaste aos que estão adormecidos?” E uma resposta veio da cruz: “Sim.” (Pedro, 35-42)] — [“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”. (Efésios, 5,14)]

“Sei de um homem, em Cristo, que há 14 anos — ignoro se no corpo, ou fora dele, Deus o sabe — foi arrebatado até ao Terceiro Céu. E sei desse homem — se no corpo ou fora dele, não sei, Deus o sabe — que foi arrebatado ao Paraíso e ouviu palavras inexprimíveis que não é permitido a um homem divulgar”. → S. Paulo, 2 COR 12, 2-4

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. → João 7, 37

“Porque não há nada oculto senão para que seja revelado, nem se fez secreto senão para vir à claridade”. → Marcos 4, 22

4/ é óbvio que Deus não existe, no mesmo sentido em que existe uma qualquer coisa no espaço-tempo.

5/ E se lermos as epístolas chamadas de “deuteropaulinas” [Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito], verificamos que o Cristianismo não tem a “dinâmica democratizante” que o Anselmo Borges reivindica.

6/ Finalmente, o Cristianismo tem uma componente transcendental (dualismo) que as religiões monistas (incluindo o marxismo) não têm; e essa é a maior dificuldade de “inculturação” do catolicismo na Ásia (e entre os socialistas que o Anselmo Borges aprecia).


Tania Mariam

Esta menina de 12 anos chama-se Tania Mariam, vivia no Paquistão e foi assassinada por ser cristã.

¿Viram alguma notícia nos jornais? Claro que não, não só por causa do “Silêncio” de que fala o Anselmo Borges, mas também por causa da espiral do silêncio de que este papa é criminalmente cúmplice.

Sexta-feira, 17 Fevereiro 2017

O André Abrantes Amaral já mete nojo com a estória da carochinha (Fake News) do Donald Trump

 

Vou abrir aqui uma rubrica (ou etiqueta) em nome de “André Abrantes Amaral”, porque o homúnculo começa a meter nojo aos cães e necessita de uma marcação em cima.

Escreve o mentecapto:

“Com Trump na presidência, são muitos os que esperam que o congresso e os tribunais equilibrem a influência do presidente norte-americano. E esperam bem, porque Trump defende políticas desastrosas, como o proteccionismo, que boa parte da esquerda entre nós também advoga.”

Donald Trump foi empossado como presidente dos Estados Unidos no dia 20 de Janeiro de 2017 (ainda não fez 1 mês); ainda não teve tempo de tomar qualquer medida económica de relevo, e aquela abécula diz que Donald Trump é “proteccionista”.

Mas, para aquela besta, o regime chinês já não é “proteccionista”; só o Donald Trump é proteccionista. E os ingleses do Brexit também são “proteccionistas”; e os húngaros, os polacos, desobedientes ao Diktat alemão, também são proteccionistas; e os russos também, porque não obedecem a Bilderberg e desprezam a Trilateral.

Por falar em “Bilderberg”: nem o Pinto Balsemão morre, nem a gente almoça.

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A partir do momento em que as mulheres passaram a poder votar (princípio do século XX), o Estado americano foi “inchando” cada vez mais, com o passar do tempo. Podemos dizer que, com o voto das mulheres, o Estado ficou grávido; mas acaba por parir monstros, como acontece com o sonho da razão de Goya.

Temos hoje um presidente dos Estados Unidos que, por cada uma regulamentação burocrática federal nova a implementar, exige que desapareçam dois regulamentos do Estado. Uma regulação nova = menos duas regulações velhas. E aquele estúpido vem ali comparar o Donald Trump com o Barraca Abana…!

Diz o burro que “a centralização do poder na pessoa do presidente foi um processo longo”, quando, em boa verdade,  a Constituição dos Estados Unidos nunca foi alterada e relação aos poderes do presidente.

O que se foi alterando, com o passar do tempo, foi o poder burocrático do Estado, com o voto das mulheres, por um lado; e o poder financeiro anónimo da Reserva Federal, por outro lado, foi aumentando desde que o Banco Federal foi privatizado também no início do século XX — mas disso, o burro não fala: prefere dizer que houve uma “centralização do poder na pessoa do presidente” que não existiu de facto, até porque a percepção do Poder presidencial depende, em larga medida, do estilo pessoal de cada presidente: por exemplo, dois presidentes democratas: James “Jimmy” Carter e J.F. Kennedy; o segundo parecia ter mais Poder do que o primeiro, devido ao estilo, características e personalidades pessoais.

Portugal, o Euro, e o Índice de Desenvolvimento Humano

 

No mesmo ano em que teve lugar o referendo do Brexit, os políticos da União Europeia (incluindo Angela Merkel) andavam entretidos a importar dois milhões de imigrantes islâmicos. E depois ficaram admirados porque o Brexit ganhou. Um dos que ficou surpreso foi o insurgente.

Por vezes pergunto-me se esta gente tem cérebro; não percebem que são eles próprios — é a sua própria existência — que alimentam a Marine Le Pen e quejandos. Viktor Orbán, da Hungria, não teria tanto sucesso político se a Angela Merkel tivesse tido filhos, e não tivesse o síndroma da mãe sem filhos que vê nos imigrantes os filhos que ela não teve.

Quem está a destruir a União Europeia, em primeiro lugar, são os políticos defensores da União Europeia e do Euro. Escreve o Insurgente:

“O fim do euro, que acontecerá caso Marine Le Pen vença em França, o regresso tão desejado do escudo, que trará inflação, reduzirá salários, aumentará a pobreza, trará aflição para muitos. Mas servirá também de pretexto. As causas facilmente se apontarão ao estrangeiro. Seremos pobres, estaremos aflitos, não em virtude do Governo da geringonça mas por responsabilidade da Europa que se auto-liquidou.”

vesgoPortugal está no Euro, e no Índice de Desenvolvimento Humano, Portugal está no lugar 43.

Está abaixo de Malta e da Grécia; está abaixo da Lituânia e da Estónia; está abaixo da Eslovénia, da Islândia (que não está no Euro) e da Irlanda. Mas Portugal está no Euro.

Isto significa que, a julgar pela tese do insurgente, se o Euro acabar, Portugal passará para o nível do Burkina Fasso em termos de Índice de Desenvolvimento Humano. Ou seja, se dentro do Euro Portugal está no lugar 43 do Índice de Desenvolvimento Humano, fora do Euro estará aí por um lugar perto do 100.

“Ou o Euro, ou o caos” — diz o Insurgente.

E depois queixa-se da existência da Marine Le Pen ou do Viktor Órban (que não está no Euro). E dizem que o Brexit destruiu o Euro, mesmo sabendo que o Reino Unido não adoptou o Euro.

Quinta-feira, 16 Fevereiro 2017

O circo da TVI

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:34 am
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A TVI do José Alberto Carvalho faz lembrar, cada vez mais, um circo de província que eu visitei na década de 1980: o homem da bilheteira era o dono do circo, que era também o palhaço e o domador do único leão velho que lá existia. Penso que esse circo já faleceu.

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Quarta-feira, 15 Fevereiro 2017

A eutanásia e a autonomia do indivíduo

 

Um artigo escrito por um Diogo Costa Gonçalves, acerca da eutanásia e com o título “Eutanásia e o ‘mito da autonomia’”:

“Sucede, porém, que a autonomia é um mito: um novo dogma moderno com pouco sustentação na realidade. Não, não somos autónomos!”


“Autonomia” é também, e em primeiro lugar, o livre-arbítrio de S. Tomás de Aquino. Em segundo lugar, é sobretudo a “autonomia” segundo Kant que resume o conceito de livre-arbítrio de S. Tomás de Aquino.

No sentido comum ou vulgar, autonomia é a capacidade de um indivíduo ou de um grupo de determinar ele próprio o seu modo de organização e as regras em relação às quais se submete.

Mas, no sentido filosófico (ética) e moral, a autonomia pode ser uma de duas coisas:

1/ Em Kant, é a característica da vontade que se submeteu livremente à lei moral sancionada pela razão pura prática, por respeito a essa lei, e excluindo qualquer outro móbil.

2/ liberdade moral do sujeito que age de acordo com o que a sua razão lhe dita e não por simples obediência às suas paixões.


Em Kant, a autonomia é simultaneamente liberdade negativa e liberdade positiva.

A liberdade negativa é aquela que consiste em não ser impedido de agir — a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura.

Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral.

Segundo Kant, uma acção não pode ser verdadeiramente moral se não obedece a razões sensíveis, exteriores à razão legislativa. Por exemplo, segundo Kant, se ajo por amor à Humanidade, não ajo por dever, mas por sentimento. Ora, uma acção cuja máxima se baseia num sentimento não pode aspirar à universalidade e servir de lei a todo o ser racional.

Em contrapartida, e seja qual for o meu sentimento em relação à Humanidade, “tratar a Humanidade na minha pessoa e na pessoa de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fim, e não simplesmente como um meio”, é a máxima exigível universalmente, um dever para todos; a vontade que determina a sua acção a partir dela, é uma vontade autónoma, na medida em que se submete livremente à lei da razão pura prática.


Os que defendem a legalização da eutanásia e afins (que são todos de esquerda, mesmo que digam que não são de esquerda) utilizam o conceito de “autonomia” de forma abusiva e falaciosa, porque não cabe em nenhuma das duas noções de “autonomia” supracitadas. É neste sentido que o Diogo Costa Gonçalves tem razão: em nome da “autonomia” (vista apenas como liberdade negativa), negam-se deveres (liberdade positiva), por exemplo, o dever de solidariedade.

Ou seja: a autonomia (enquanto livre-arbítrio) não é um mito, como diz o Diogo Costa Gonçalves. O que que esquerda faz (por exemplo, Rui Rio, que diz que não é de esquerda) é interpretar erroneamente o conceito de “autonomia”; é ver só uma parte do conceito de “autonomia”, ou seja, vê-lo à luz das paixões (sentimentalismo), e não à luz da razão que universaliza a vontade e a lei moral. De resto, o Diogo Costa Gonçalves tem razão:

“Se a dependência é vista como um fardo, como um indignidade, o direito a uma morte rápida e indolor transforma-se facilmente num dever de morrer dignamente, de não ser pesado, de não onerar o outro com a minha existência.

Não tenhamos dúvidas: é isto o que está em debate na eutanásia. O sofrimento do outro – por quem, infelizmente, poucos realmente se interessam – é apenas um pretexto emocional para a discussão… tudo mais (menos cuidados paliativos, mais consentimento informado, etc.) são minudências de uma discussão que só não vê quem não quer.”


 

O utilitarismo da esquerda contemporânea

Terça-feira, 14 Fevereiro 2017

Lista de fuzilamentos

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:40 pm
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Eis aqui alguns nomes de traidores à Pátria que devem pertencer oportunamente a uma lista de fuzilamentos — porque fazem parte do grupo social que tem o poder político nas mãos, e fazem de Portugal o que querem e lhes dá na gana, sem qualquer respeito pelo povo português.

Querem os votos dos imigrantes para reforçar o papel do Estado socialista na sociedade. Paredão com eles!

paredon

Segunda-feira, 13 Fevereiro 2017

Bom humor, perante a estupidez da Fernanda Câncio

 

Para o esquerdalho, uma mulher que abortou é “uma mulher com coragem”. E foi a “coragem das mulheres” abortadeiras que ditaram a “grande derrota da Igreja Católica”.

A tonta não se contenta com a violação de uma regra ética: pretende que a sua transgressão se converta em regra nova; a perversidade desperta sempre a secreta admiração da imbecil que escreve umas coisas em um qualquer pasquim do Regime.

Uma estupidez não deixa de o ser, só porque há quem morra por ela; e é costume apregoar direitos para se poder violar deveres; portanto, não se tratou de “coragem das mulheres”, mas de estupidez de mulheres e de homens — a novela romântico-pornográfica, da Fernanda Câncio e da esquerda em geral, abortará sempre, porque a cópula não é um acto do indivíduo, mas é uma actividade da espécie.

E perante a estupidez da escriba — detentora de um alvará de inteligência concedido pela merda das elites que temos —, sorrimos: porque as derrotas nunca são definitivas quando se aceitam com bom humor. O mundo da Fernanda Câncio (e do politicamente correcto) parece invencível; como o dos dinossauros desaparecidos.

Tirem-me deste filme…!

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:53 am
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“E a tua tia sabes de que tem cara, de p., sabes o que é, uma mulher tão porca que f. com todos os homens e mesmo que tenha r. para f. deixa que lhe ponha a p. no c.”


Este é o excerto da polémica do livro “O Nosso Reino” de Valter Hugo Mãe dado a ler aos jovens de 13 anos do liceu Pedro Nunes, em Lisboa.

O comentário do comissário do Plano Nacional de Leitura, o poeta Fernando Pinto do Amaral, dado à Lusa, foi o seguinte:

“Não está em causa a sua qualidade literária, o que houve foi um problema de inserção na lista. O livro entrou no 3.º ciclo por lapso, porque foi escolhido para o secundário”.

O problema é que é a própria qualidade literária que está em causa aqui: o Mãe escreve mal e é pouco credível no que escreve, o Mãe não devia estar no Plano Nacional de Leitura, aliás uma fábrica para promover amigos e lhes vender os livros como pães.

Os palavrões de Valter Hugo Mãe


O problema deste país é profundo; não se resolve facilmente. Mas se não se resolver, teremos em breve um totalitarismo de esquerda.

Domingo, 12 Fevereiro 2017

Animais irracionais tomaram o poder político

 

"There is no neutral ground in the universe. Every square inch, every split second is claimed by God, and counterclaimed by Satan."C S Lewis.

Não existe terreno neutro no universo. As proposições ou são verdadeiras ou falsas; e essas proposições são o resultado de uma linguagem humana que as contêm.

eutanasia-velhariasO Anselmo Borges fala aqui da linguagem humana; mas, através de uma tolerância inusitada, pressupõe ele (o Anselmo Borges) que possa existir um terreno neutro no universo (e no planeta Terra) em que Deus e o diabo possam chegar a um acordo. Portanto: ou acreditamos no Lewis, ou acreditamos no Anselmo. Com todo o respeito pelo Anselmo, eu acredito no Lewis: “não existe terreno neutro no universo”.

De nada vale ao Anselmo Borges procurar compromissos em terrenos moralmente neutros, porque esses compromissos não existem nem são possíveis.

A linguagem humana — para além da expressão que outros animais têm; para além da comunicação que outros animais também têm; e para além do simbolismo que outros animais também têm — tem proposições descritivas que os outros animais não têm. Karl Bühler chamou-lhe a “função representativa” da linguagem especificamente humana, que são proposições que descrevem um estado objectivo de coisas, que podem, ou não, corresponder aos factos; ergo, as proposições podem ser falsas ou verdadeiras.

Para além da função representativa da linguagem humana — que afere a verdade dos factos — temos a função argumentativa da linguagem humana, através da qual se constrói o pensamento crítico que deve obrigar a vontade mediante a razão (S. Tomás de Aquino). O ser humano inventou a crítica que é um método de selecção consciente que permite detectar os nossos erros individuais e colectivos.

O problema da Esquerda actual é o de uma profunda doença espiritual. Em função dessa doença espiritual radical (uma doença que atacou as raízes do “ser de esquerda”), as funções representativa e argumentativa da linguagem humana deixaram de ter qualquer utilidade. A lógica deixou de fazer sentido.

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