perspectivas

Sexta-feira, 27 Março 2015

José Sócrates: a maior fraude da III república

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 9:08 am

 

“Terá sido um professor catedrático português a escrever o livro A Confiança no Mundo – Sobre a Tortura em Democracia, publicado como sendo da autoria de José Sócrates. Esta conclusão, baseada em escutas telefónicas, faz parte dos indícios recolhidos na Operação Marquês, segundo o SOL apurou junto de uma fonte conhecedora do processo.

Com prefácio de Lula da Silva e posfácio de Eduardo Lourenço, o livro foi lançado em Outubro de 2013, sob a chancela da editora Verbo, numa concorrida cerimónia, onde estiveram as figuras de topo do PS, incluindo Mário Soares (que apresentou o livro conjuntamente com o ex-Presidente brasileiro), António Costa, Ferro Rodrigues, Almeida Santos e Manuel Alegre. Na altura, Sócrates explicou que o texto correspondia ao trabalho académico que realizara para o Instituto de Estudos Políticos (‘Sciences Po’) de Paris depois de abandonar o Governo, em 2011. Numa entrevista que deu na ocasião ao Expresso, chegou mesmo a precisar que tinha escrito o livro em francês e que depois o traduzira para português.”

Livro de Sócrates não foi escrito por ele

Na I república tivemos o Alves dos Reis.

GermanWings: co-piloto alemão tinha ligações à Jihad islâmica

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:40 am

 

Aqui.

germanwings

É evidente!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:24 am

O “suicídio colectivo” dos pilotos comerciais e o cientismo

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 6:56 am
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A Maria João Marques escreve aqui sobre os “perigos psicológicos”, sobre as “doenças psicológicas” que, entre outros casos, na última década têm levado ao “suicídio colectivo” de pilotos de aviões comerciais. Repito: na última década — porque tal nunca tinha acontecido desde o Dakota e o Super Constellation da década de 1950 até aos super jumbos de 2000.

super-constellation-tap-webMas a Maria João Marques não se questiona sobre a razão por que não existiram “suicídios colectivos” de pilotos durante 50 anos, e de repente e nos últimos 15 anos, aconteceram “uma data deles”. Prefere arrumar o problema nas gavetas da psicologia e da psiquiatria: “a ciência resolve todos os problemas da humanidade”.

Não é preciso ser psicólogo ou psiquiatra, ou licenciado em outra merda qualquer, para perceber que estamos perante um fenómeno cultural inédito. É uma coisa nova.

E devemos perguntar: se, durante 50 anos de aviação comercial, não foi precisa a psicologia e a psiquiatria para evitar “suicídios colectivos” de pilotos, então ¿por que razão presume a Maria João Marques que as ciências humanas e/ou sociais irão evitá-los no futuro?  

Se durante 50 anos nunca nenhum piloto sentiu a necessidade de se suicidar e levar consigo, para a morte, os passageiros, ¿por que razão este fenómeno passou a acontecer nos últimos 15 anos?

Esta é a pergunta que deveria ser respondida, e não tentando evitar a resposta incómoda — como faz a Maria João Marques — invocando a psicologia e a psiquiatria. Se alguma ciência humana pode ser chamada a estudar o fenómeno, é a sociologia, e não a psiquiatria ou a psicologia.

É certo que, até certo ponto, a psiquiatria pode detectar um psicopata, mas nem sempre. Estamos aqui no campo dos valores, no campo da ética que enforma uma determinada cultura antropológica, e por isso não há ciências humanas que valham para evitar mais “suicídios colectivos” de pilotos no futuro — a não ser que a liberdade do cidadão em geral vá sendo restringida em crescendo até ao advento de uma sociedade orwelliana: é assim que os liberais cientificistas se tornam totalitários (como eu compreendo o Carlos Abreu Amorim, que renegou o liberalismo!).

Por último: a Maria João Marques mistura o stress pós-traumático decorrente de uma situação de guerra de maior ou menor intensidade (soldados e polícias) com a situação do piloto comercial. Por aqui se vê a dificuldade que eu tive em analisar ideologicamente o verbete dela.

(imagem daqui).

O "papa Francisco" faz meios-milagres

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 5:08 am
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Eu desconhecia o conceito de “meio-milagre”; mas com o advento do “papa Francisco”, tudo passou a ser possível, até porque, pelo que parece, a Igreja Católica começou com ele que é certamente um dos personagens de que nos fala o Livro do Apocalipse (não sabemos é qual).

Portanto, a partir de agora há milagres, meios-milagres, milagres mais ou menos, milagrões e milagrinhos.

“Pope Francis has supposedly performed a “half miracle” during his visit to Naples Cathedral in Italy on Saturday by turning dry blood into liquid.

The vial of blood belonged to the Neapolitan patron St. Gennaro, who used to be the bishop of Naples. When Pope Francis prayed “Our Father” over it and kissed the relic, something strange happened, NBC News reports.”

Pope Francis performs ‘half miracle’ in Naples by turning blood into liquid

Repare-se que foi a NBC que fez questão de sublinhar o meio-milagre do “papa Francisco”, mas também poderia ser a CNN ou o pasquim Público. Eu sempre disse, desde que o cardeal Bergoglio foi empossado como papa, que ele iria ser canonizado em vida: para já temos um meio-milagre, mas em breve aparecerão notícias milagrórias, por exemplo na BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation), de milagrinhos e milagrões do “papa Francisco”.

Quinta-feira, 26 Março 2015

A Maria João Marques e “as barrigas e peitos de aluguer”

 

Pela minha experiência, parece-me que as pessoas nascidas depois de 1970 apresentam fortes tendências para a sociopatia (não confundir com psicopatia). Por exemplo, é normal no Twitter aparecerem anuências a imagens deste tipo:

gerações-de-urano

¿O que está errado nesta imagem? Uma pessoa nascida depois de 1970 (as “gerações de Urano”), regra geral, não saberá dizer. E dirá mesmo que concorda com a mensagem subliminar ou explícita da imagem. Se o leitor detectar alguma coisa de errada na imagem (do ponto de vista ético), deixe um comentário; se não, não se preocupe porque faz parte das “gerações de Urano”.


“Mas, em boa verdade, uma gravidez resultante de um preservativo que se rompeu num caso de uma noite também não é romântica. E um casal com problemas de fertilidade que se dedica mês após mês ao método tradicional de concepção de crianças acaba usando mais teimosia e voluntarismo do que desejo ou romantismo. Mais: o casamento por amor é uma realidade com pouco mais de um século e sempre houve numerosos filhos fora do casamento; não vale a pena exigirmos agora purismos às concepções que quantas vezes ocorreram distantes do ideal.”

Maria João Marques

Uma noite de amor em que o preservativo se rompe ¿deixa de ser uma noite romântica? E uma possível gravidez que advenha dessa noite romântica ¿já não é romântica porque o preservativo se rompeu?

A sociopatia da Maria João Marques e das gerações de Urano impedem qualquer análise objectiva que não seja a libertação da uniformidade a todo o custo, mesmo à custa do mais abstruso irracionalismo. O irracionalismo voltou a estar na moda. Nas gerações de Urano, os processos de separação em relação à sociedade e de individualização face ao colectivo implicam uma necessidade de marginalização que é erradamente tomada como “originalidade”.

E tal como na imagem acima, faz-se uma comparação entre coisas que não são comparáveis: os filhos fora do casamento, no neolítico como no século XXI, são feitos entre duas pessoas de sexos diferentes que se amaram, em princípio, em uma qualquer noite de amor, mesmo à custa do preço da infidelidade conjugal. Comparar o mal ético da infidelidade conjugal, que é amor apesar de tudo, por um lado, com o mal ético da inseminação in vitro ou com uma barriga que é alugada como se aluga um automóvel — só pode vir de uma mente sociopata das gerações de Urano.

O ableísmo homossexual

 

A melhor definição de “ableism” pode ser encontrada aqui:

«

“Ableism” é a ideia de que palavras comuns, usadas todos os dias, devem ser consideradas ofensivas em relação a certas pessoas com determinadas incapacidades e/ou anomalias.

Por exemplo:

Dizer “maluco” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas malucas.

Dizer “mudo” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas mudas.

Dizer “caminhar” é “ableism”, e é ofensivo a pessoas em cadeiras de rodas.

Dizer “invertido” é “ableism”, e é ofensivo para os gays”.

»


“Ableism” não é exactamente a mesma coisa que “capacitismo”, pelo menos no sentido dado aqui. O ableism não se aplica somente a pessoas com incapacidades físicas: também se aplica a qualquer tipo de característica, seja psicológica ou física, que afaste um determinado indivíduo da normalidade (qualquer que seja) constatada por uma curva de gauss. Se Albert Einstein vivesse hoje, poderia eventualmente acusar a sociedade de “ableism” por “tornar invisíveis” as pessoas com uma inteligência superior à média.

einstein-mesa-destrambelhada

À falta de melhor, e dado que “capacitismo” não é a mesma coisa que “ableism”, vamos importar o neologismo “ableísmo”.

ableism-web

O ableísmo impõe a ideia segundo a qual a sociedade é sempre culpada pela situação do indivíduo que, em qualquer aspecto da sua identidade (ou falta dela), se afaste da normalidade necessariamente imposta pela curva de gauss. O ableísmo pretende impôr à sociedade a ideia de que não existe qualquer tipo de normalidade, que o indivíduo é incategorizável, não existem categorias que classifiquem o ser humano, e portanto o pensamento racional e a ciência são também formas de ableísmo.

Por outro lado, o ableísmo projecta para a sociedade a culpa do comportamento pouco saudável de um indivíduo. Por exemplo, se um gay tem um cancro anal ou apanhou a SIDA, sente-se pouco à vontade em falar do seu problema e, por isso, ele diz que a sociedade o tornou invisível e que é vítima de ableísmo. A culpa é sempre da sociedade e nunca da putativa vítima de ableísmo.

Como é normal num blogue politicamente correcto como é o Jugular, os homossexuais são, alegadamente, “tornados invisíveis pela sociedade”, o que (alegadamente) constitui uma forma de ableísmo em relação aos homossexuais.

ableism2

O que torna o ableísmo insuportável é que inibe qualquer discurso: qualquer palavra proferida pode ser tida subjectivamente como uma forma de ableísmo. A vítima de ableísmo vive, como é óbvio, da sua subjectividade, e por isso qualquer interpretação subjectiva do homossexual pode ser uma forma de ableísmo. Ou seja, o próprio ableísmo impõe as barreiras ao discurso e à comunicação de que se queixa que não existem.

Por exemplo, se um médico se dirige a um homossexual de uma forma que este considere subjectivamente “paternalista”, o gay queixa-se de ableísmo. Ou se o médico diz ao gay que não convém ter muitos parceiros sexuais, automaticamente isso é interpretado como uma forma de ableísmo. No limite, não há nada que se possa dizer a um gay que não possa ser interpretado por ele como ableísmo.

Tornando o discurso impossível através da subjectivização das posições do homossexual, o movimento político gayzista consegue aquilo que pretende: a supremacia real da condição homossexual em relação ao comum dos mortais.

Sob a forma de vitimização ableísta, o comportamento gay (qualquer que seja) passa a ser inatacável, por um lado, e por outro lado a sociedade é sempre responsável pelas consequências objectivas de tal comportamento.

É evidente que não se procura a “igualdade”: em vez disso, procura-se uma superioridade ontológica do homossexual, na medida em que qualquer discurso ou debate são coarctados à partida, e é a subjectividade do homossexual que dita as regras do jogo. Não se procura a aceitação do homossexual: procura-se a sua celebração cultural como casta superior.

Quarta-feira, 25 Março 2015

A presciência de Deus e o livre-arbítrio do ser humano

Filed under: filosofia — O. Braga @ 9:08 pm

 

O Domingos Faria faz aqui a “demonstração lógica” da incompatibilidade entre a presciência de Deus, por um lado, e o livre-arbítrio, por outro lado. Porém, e independentemente da veracidade ou da falsidade do raciocínio do Domingos Faria, há que atender ao seguinte:

1/ há que definir “tempo”. O Domingos Faria refere-se ao “tempo”, mas há que saber o que significa o “tempo” para que o seu (dele) raciocínio faça algum sentido.

2/ os axiomas da lógica não se aplicam na realidade quântica. O paradoxo do formalismo matemático é o de que demonstrou que os princípios fundamentais da lógica, como o princípio da identidade , da não-contradição e do terceiro-excluído, não se aplicam no microcosmos. No microcosmos, a lógica do Domingos Faria é uma batata.

3/ por isso, quando falamos na presciência de Deus, por um lado, e no livre-arbítrio do ser humano, por outro lado, estamos a falar de factos que pertencem a diferentes dimensões da realidade — seria como se estivéssemos a colocar num mesmo plano de análise melões e aviões.

4/ quando falamos no livre-arbítrio humano, não precisamos da lógica formal para nos ajudar a percebê-lo: basta-nos a lógica proposicional.

Quando olhamos para o passado da nossa vida, dá-nos a sensação de que tudo o que nos aconteceu não poderia ter acontecido de outra forma — dá-nos a sensação de um determinismo. Mas se olharmos para o presente, e perante as várias possibilidades de acção que podemos conceber em uma situação concreta, então verificamos que o livre-arbítrio existe de facto. Não precisamos da lógica formal porque é uma evidência.

5/ não podemos falar na presciência de Deus sem, pelo menos, termos uma noção bastante precisa — através de símbolos — da realidade quântica que anula a lógica que utilizamos na realidade macroscópica e que é indispensável à sobrevivência do ser humano. Na medida em que o Domingos Faria mistura planos da realidade que são incompatíveis, o raciocínio dele não se aplica.

O orifício anal foi feito pela Natureza para defecar.

Filed under: Homofascismo,Homofobismo — O. Braga @ 6:52 pm
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Vejam os comentários desta notícia do Sol no FaceBook.

o-cu-foi-feito-para-cagar

Quando confrontado com o facto de a Natureza ter feito o cu para cagar, o politicamente correcto não tem outro tipo de argumento senão o ataque ad Hominem.

Neologismo: “Climocondríaco”

Filosofia e ciência

Filed under: Ciência,filosofia — O. Braga @ 9:17 am
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Thomas F. Bertonneau  é um filósofo e Sylvain Gouguenheim é um historiador (ciências humanas).

Thomas F. Bertonneau  pega num livro de Sylvain Gouguenheim e escreve este ensaio sobre ele (o livro). O filósofo faz uma análise à  tese de um historiador (neste caso), como poderia fazer uma análise de um qualquer postulado ou teoria científicos, seja na matemática, na química ou na física.

(more…)

Terça-feira, 24 Março 2015

O Varoufucker não usa gravata, mas abotoa-se bem !

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:52 pm
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“O ministro das Finanças grego colocou a sua casa de férias a arrendar por um preço semanal de cinco mil euros, noticia o Daily Mail.

Segundo este diário britânico, Varoufakis terá considerado que seria errado manter a luxuosa casa na sua posse, numa altura em que o país enfrenta elevadas medidas de austeridade e terá decidido que o melhor era livrar-se da mesma. Refere o Daily Mail, que a casa não ‘condizia’ com o seu novo cargo político.”

Varoufakis arrenda casa de luxo por cinco mil euros por semana

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