perspectivas

Terça-feira, 28 Junho 2016

A teoria da “Escócia independente e dentro da União Europeia”

 

Os me®dia, na sequência do Brexit, têm propagandeado a ideia segundo a qual a Escócia quer ser independente e aderir à União Europeia. Esta notícia é veiculada todos os dias nos me®dia para enganar o parolo português.

A Escócia tem uma população de 5 milhões de almas, uma dívida de 150 mil milhões de Euros, e sobretudo, um défice anual de 15 mil milhões de Euros. Com estes números, duvido que Angela Merkel aceite a adesão à União Europeia de uma “Escócia independente”. Mas os me®dia continuam a mentir.

Segunda-feira, 27 Junho 2016

A sinificação de regiões do globo não é apenas um fenómeno de Esquerda

Filed under: Política — O. Braga @ 11:37 am
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“O governo global que se forma ante os nossos olhos não é americano: é uma aliança das velhas potências europeias com a revolução islâmica e o movimento esquerdista mundial. Suas centrais de comando são os organismos internacionais, e a única força de resistência que se opõe à mais ambiciosa fórmula imperialista que já se viu no mundo é o nacionalismo americano”.

Olavo de Carvalho

¿Onde é que Olavo de Carvalho tem razão?

Por exemplo, Olavo de Carvalho tem razão quando diz que o nacionalismo americano é forte; mas o nacionalismo americano é uma característica do povo americano, e não propriamente das elites americanas.

É difícil acreditar que uma grande parte — senão mesmo a maioria — dos homens mais ricos do mundo (que são americanos) sejam “esquerdistas”. ¿Bill Gates é esquerdista? ¿George Soros é esquerdista? Essa elite plutocrata não faz parte do povo americano. Ou seja, tal como acontece na Europa, há que distinguir entre “povo americano”, por um lado, e a elite (a ruling class) americana.

O que o Olavo de Carvalho faz é branquear o papel das elites americanas no processo daquilo a que ele chama de “neoglobalismo”. Para o Olavo de Carvalho, não existe qualquer distinção entre o povo americano, por um lado, e as elites americanas, por outro lado — mas ele já faz essa distinção quando se trata da Europa.

O processo de sinificação das regiões do globo — defendido pelas elites mundiais reunidas no grupo de Bilderberg — existe pelo menos desde Henry Kissinger, nos anos de 1970, quando ele elogiou publicamente o regime comunista chinês. A este nível, é absurdo falar de Esquerda e de Direita: por razões diferentes, os plutocratas e a Esquerda concordam com a sinificação de partes consideráveis do globo.

O politicamente correcto diz que a moral católica reprime a sexualidade

 

O jornal Púbico publica um artigo da autoria da jornalista Ana Cristina Pereira, com o título “A prostituição diz muito sobre a sociedade”, que aborda o episódio das “Mães de Bragança”.

O artigo é uma crítica cultural ao homem/marido [de Bragança, neste caso — mas extensível ao marido em geral], e uma tentativa de vitimização da esposa, por um lado, e por outro lado incute a ideia da prostituta como uma espécie de “instrumento de revolução cultural”. E o corolário dessa revolução cultural está expresso no fim do texto, no seguinte trecho:

«Algumas mulheres [de Bragança] “começaram a deixar esturricar a comida, a tolerar os buracos nas meias dos maridos, a desleixar-se nas tarefas domésticas”, garante o sociólogo. Arranjaram tempo para frequentar salões de beleza, cuidar mais da sua imagem. E “a estabilidade matrimonial começou a ceder à influência de novas correntes socioculturais, propensas à valorização dos enlaces efectivos eróticos e não apenas à dos vínculos patrimoniais”.»

Naturalmente que uma “revolução” pressupõe, no pensamento mitológico da nossa actual cultura, uma melhoria e um progresso [entendido como “lei da Natureza”] em relação a condições anteriormente existentes. Mas o mais espantoso, no artigo, é a utilização sistemática da falácia da generalização: qualquer caso particular é generalizado em nome da “ciência social” de um tal José Machado Pais.
O corolário da tese ideológica do texto é a necessidade de precarização dos laços do casamento em nome da libertação da mulher; e, por outro lado, “quando um homem casado vai ao bar de alterne é sinal de quebra de estabilidade conjugal, diz o investigador”. E, a ida do homem [em geral, o que constitui uma falácia da generalização] ao bordel significa [segundo o artigo] “um afrouxar da ordem moralista ou repressiva” — e aqui está, na berlinda, a moral católica.

Ou seja, segundo o artigo, a existência de prostitutas até é uma coisa boa conquanto vá contra “a moral católica sexualmente repressiva”.


prostit-imNo século XV, e nas cidades da Europa, o bordel contribuía para a manutenção da paz social, e neste sentido, era uma “instituição católica”. Em meados do século XVI, o papado, para responder às críticas protestantes [Reforma], sentiu-se forçado a emitir uma defesa deste tipo [“o bordel contribui para a manutenção da paz social”] para justificar a existência dos “banhos públicos” em Roma. Ou seja, ao contrário do que dizem implicitamente a “jornalista” e o “sociólogo”, a moral católica não reprimia a prostituição [na Idade Média]; e a atitude tolerante de Salazar em relação à prostituição reflecte essa tradição católica medieval — que depois foi contrariada pela Contra-Reforma que, no fundo, imitou a Reforma.

A repressão [política] da prostituição iniciou-se com a Reforma protestante; e, de certo modo, essa “repressão sexual” foi imitada pela Contra-Reforma católica através da influência dos jesuítas na Igreja Católica. Em geral — e não só em relação às prostitutas —, antes da Reforma, as relações sexuais aconteciam frequentemente antes da actual “idade adulta” [21 anos]. A Igreja Católica medieval instituiu a figura cultural do padrinho de baptismo, que impedia que um homem mais velho pudesse ter relações sexuais com uma jovem afilhada com quem tinha um “relacionamento espiritual”; e era vulgar [na Idade Média] que uma menina pudesse ter vários padrinhos de baptismo: só depois da Reforma e da Contra-Reforma, o padrinho de baptismo passou a ser um só, e a sua figura foi desvalorizada pelo protestantismo.

Em consequência da repressão da prostituição, a partir do século XVII, (e da repressão sexual em geral), os casamentos passaram a realizar-se mais tarde na vida das pessoas, por um lado, e por outro lado, a idade dos nubentes passou a ser semelhante.


Não estou aqui a defender a prostituição; o que eu quero dizer é que é falso que a Igreja Católica tenha sempre reprimido a prostituição — porque os católicos medievais já tinham compreendido, mesmo sem dados científicos objectivos, que a mulher produz 400 óvulos durante toda a sua vida, ao passo que o homem produz biliões de espermatozóides. É a p*ta da realidade!

Sábado, 25 Junho 2016

O protestantismo de Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges escreve o seguinte:

Muitos terão ouvido sermões semelhantes a este, de São Leonardo de Porto Maurício. Jesus tinha de morrer para pagar uma dívida infinita contraída com Deus pela humanidade e assim reconciliá-lo. Foi esta concepção que levou muitos ao abandono da fé. Aí está um Deus bárbaro, inexorável, que se não deixa comover, e uma teologia da satisfação expiatória que santifica a justiça próxima da vingança. O contrário do Deus que Jesus revelou como Abbá e Misericórdia, na parábola do filho pródigo. "O dolorismo heterodoxo que a Cruz produziu no nosso catolicismo vem, em boa parte, daqui: estamos a um passo de uma redenção "sadomasoquista", com a perversão de uma grande verdade: "Tudo o que vale custa" transformou-se num falso princípio: "Tudo o que custa vale."

As dez heresias do catolicismo actual (1)



Em traços muito gerais e básicos, podemos distinguir os católicos, os luteranos e os calvinistas da seguinte forma:

1/ Os católicos seguiam a doutrina da salvação de S. Anselmo (baseada em Santo Agostinho), segundo a qual o pecado humano poderia ser resgatado por intermédio da expiação e da penitência, através das quais o ser humano se tornaria “amigo de Deus” através da Graça; ou seja, segundo a Igreja Católica tradicional, existe uma relação “social” cognoscível entre Deus e o ser humano (a ideia cristã de Deus como “Pai”).

2/ Lutero convenceu-se (seguindo a ideia de Erasmo de Roterdão) de que a ideia de expiação do/pelo pecado, estava contra o Evangelho; e que todas as formas de comportamento penitencial ou compensatório eram inúteis — através de uma interpretação enviesada de S. Paulo. Ao dizer que estamos desculpados só porque temos fé, ou apenas pela dádiva gratuita de uma Graça que é recebida em um estado de desconfiança quanto à bondade de Deus, Lutero estava a dizer ao seu povo que a expiação ou a reparação dos actos eram irrelevantes para a reconciliação com Deus; ou que, se pensavam que Deus ficaria satisfeito com os actos compensatórios realizados em relação ao outro, estavam enganados.

Ao contrário de S. Anselmo, o pensamento de Lutero não partiu da relação entre o Pai e o Filho.

O que em Anselmo era uma oferta adequada de compensação para afastar a justa vingança de Deus, e reatar as relações amigáveis entre Deus ofendido e o homem ofensor, foi adaptado por Lutero como uma submissão ao castigo exigido por uma ofensa criminal (introdução ao Direito Positivo, que culminou em Grócio) de carácter público. Na teoria criminal e penal de Lutero sobre a expiação, não havia “troca” entre Deus e o pecador: as partes não eram propriamente “reconciliadas” no sentido em que os dois se poderiam transformar em um só, uma vez que o acto de reconciliação era puramente unilateral e unívoco (de Deus para o homem).

Não havia, em Lutero (e ao contrário do que acontecia em Anselmo, que explicava a relação de Jesus Cristo e Deus através do parentesco entre o Pai e o Filho), nenhum axioma natural ou social para explicar a ideia segundo a qual Jesus era um substituto do ser humano em geral, na relação com Deus.

3/ Calvino, nas “Instituições” [II XVI – XVII], representou em Cristo “as penas propostas a ladrões e malfeitores”, evocando a agonia que Cristo sentiu na cruz ao ser finalmente julgado pelo Pai, e “sofreu na sua alma os terríveis tormentos de um condenado e escorraçado”. Calvino aplicou à justiça divina a moderna analogia da lei do Direito Positivo, que já estava, de certo modo, implícita (mas não explícita) em Lutero — e de tal modo que o mistério da reconciliação com Deus, de Lutero, se transformou, com Calvino, na doutrina da predestinação.

Eu penso que o raciocínio do Anselmo Borges se aproxima do Calvinismo, ou pelo menos do luteranismo.

Sexta-feira, 24 Junho 2016

É isto que os defensores da União Europeia defendem

 

Dizem eles que o controlo de fronteiras é sinónimo de “xenofobia”; então, segue-se que a defesa do Estado-Nação é uma manifestação de xenofobia. E como sem Estado-Nação não há democracia, a xenofobia só pode ser eliminada através de um Estado totalitário.

A Jugoslávia também viveu décadas de paz, e depois foi o que se viu

 

O chamado “intelectual português” é, em geral, maioritariamente estúpido. Eles olham para a realidade e para os factos, e recusam ver. O pior cego é aquele que não quer ver: perante a realidade, dizem que “a culpa é da extrema-direita” — como se um povo inteiro fosse “faxista”: se o povo não serve, manda-se o povo à merda e importa-se outro povo.

Quando alguém que se diz “liberal” defende a construção de um leviatão europeu, em que o Poder depende de arranjinhos de conveniência das elites políticas e sem dar cavaco aos cidadãos — verificamos a índole desse “liberalismo”. Cheguei à conclusão de que eu sou mais liberal do que os liberais portugueses.

A União Europeia cagou na democracia

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:29 am
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Dizer a União Europeia se pode reformar a si mesma, seria como afirmar que o teorema de Gödel é falso. Nenhum sistema é reformável senão colocando em causa o seu próprio fundamento; ou então essa reforma é imposta de fora, pela realidade dos factos.

A aposta da classe política da III República portuguesa, falhou; apostaram tudo em um só cavalo, e o cavalo perdeu. A aposta foi de tal maneira estúpida que endividaram o país, convencidos de que a União Europeia iria pagar a conta.


A União Europeia nasceu como um mercado livre, e os países tinham, cada um, a sua moeda. Essa União Europeia era boa. Depois, a União Europeia adoptou o tratado de Schengen que garantia a livre circulação de pessoas nacionais dos vários países. Essa União Europeia continuou a ser boa.

Depois, os globalistas plutocratas entraram em acção: inventaram o Euro; mas como uma moeda única não pode sobreviver sem uma união política, quiseram impôr um “nacionalismo europeu”, sacrificando as nações da Europa: diziam eles que “as nações indígenas são más”, e que a “nação europeia é que é boa”. Cagaram na democracia; a democracia passou a ser para tótós.

E foram mais longe: o tratado de Schengen previa a livre circulação de pessoas nacionais de cada país. Mas a Angela Merkel passou a importar milhões de pessoas de fora da Europa, e essa massa de imigrantes muçulmanos, inadaptados culturalmente, passou a circular na Europa como se fossem nacionais da Alemanha. Ou seja, os alemães “assassinaram” o tratado de Schengen. Mais uma vez, os “donos disto tudo” cagaram na democracia e nos tratados.

Depois, os burocratas de Bruxelas, a soldo dos globalistas, começaram a pressionar os países para aceitar o Euro; a pressão para adoptar o Euro aumentou sobre a Dinamarca, a Suécia e o Reino Unido. Entretanto, com a crise das dívidas soberanas, a Islândia retirou a sua candidatura à entrada para a União Europeia; e a Suíça, que tinha também equacionada a sua entrada para a União Europeia, também já retirou o seu pedido de adesão. A União Europeia é hoje uma casa a arder.

Agora começa uma nova fase: um novo referendo para anular este referendo,

Filed under: Europa,Política — O. Braga @ 8:09 am
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e depois outro referendo, e depois outro, até que os burocratas de Bruxelas consigam submeter os ingleses. E chamam a isso “democracia”.

A “direita” politicamente correcta de tipo “Observador”, perdeu. Rui Ramos perdeu; Paulo Sande perdeu; e o Paulo Rangel também.

Get over it.

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Quinta-feira, 23 Junho 2016

O puritanos da Esquerda moderna, e os puritanos do século XVII (parte 1)

 

Os Ranters eram uma seita calvinista inglesa do século XVII. Juntamente com os Seekers e com os Quakers, formavam as principais seitas calvinistas em Inglaterra.

quakerOs Ranters, que interpretavam a sua própria vitória sobre o “corpo” e sobre a “carne” (sobre a “matéria”, em termos gerais) denominando-se a eles próprios como o “corpo de Deus” — defendiam o fim da hierarquia social e o fim da propriedade privada, para além de serem contra o casamento monogâmico e contra a privacidade da família nuclear tradicional, porque diziam eles que a propriedade privada e o casamento monogâmico eram obstáculos à formação de uma verdadeira comunidade (tal como Engels defenderia dois séculos mais tarde).

Mas, ao mesmo tempo que queriam abolir a hierarquia social e a propriedade privada, os Ranters acreditavam na predestinação da “salvação dos eleitos”; e eles consideravam-se a si próprios como os “eleitos”. Ou seja, só os eleitos — eles próprios — seriam salvos, e por isso toda a gente deveria pensar como eles para serem salvos.

Temos aqui a génese do pensamento totalitário da Esquerda moderna.

Os Quakers e os Seekers não diferiam muito dos Ranters. Os Seekers, para além de concordarem com a doutrina dos Ranters, eram uma seita terrorista: para eles, não era suficiente que os “eleitos” se mantivessem fora do mundo (vivendo em uma espécie de apartheid): deviam pegar em armas, destruir todos os governos existentes, e erigir um regime teocrático (totalitário), com uma disciplina divina.

Se retirarmos dessas crenças calvinistas os conceitos de “Cristo” e de “Espírito”, vemos semelhanças com a Esquerda. É neste sentido que Eric Voegelin tem razão quando relaciona espistemologicamente os gnósticos da Antiguidade Tardia, os movimentos puritanos do século XVI, e o movimento revolucionário do século XIX e seguintes.

Portugal é o país da Europa com mais doentes mentais

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:40 pm
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De acordo com o primeiro estudo epidemiológico sobre saúde mental, Portugal é o país europeu com mais doenças mentais referenciadas e está próximo do líder mundial no campo dos distúrbios psiquiátricos, os EUA.”

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BREXIT: a Esquerda aliou-se às classes mais altas

Filed under: Política — O. Braga @ 11:03 am
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A Esquerda europeia e britânica aliou-se às classes altas do Reino Unido. Quem luta pelo LEAVE são as classes trabalhadoras e os mais pobres.

brexit-classes

Quarta-feira, 22 Junho 2016

Camaradas! Os homossexuais são gente pacífica !

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:59 pm
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Os faxistas andam por aí a dizer que os homossexuais são violentos, o que não é verdade! Dizem eles:

Mas os faxistas dizem que eles eram homossexuais — o que é falso!

Camaradas: não acreditem nos faxistas!.

Esses assassinos eram sociopatas e homófobos — como muito bem disse a Raquel Varela!. Os homossexuais são incapazes de agredir alguém, e muito menos de matar. Os faxistas deveriam ser presos por crime de ódio quando dizem coisas dessas.

A luta continua! A vitória é certa!

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