perspectivas

Domingo, 30 Abril 2017

As vacinas, e a indução na ciência

Filed under: Ciência,Cientismo,David Hume,indução,Karl Popper,utilitarismo,vacinas — O. Braga @ 11:41 am

 

Quando eu era menino, tive o sarampo, e o povo dizia: “Sarampo sarampelo, sete vezes no pêlo!”. Também apanhei a varicela, mas era só uma vez; e a papeira, que é aquela maleita que incha o pescoço. E como eu, a maioria das crianças teve sarampo, varicela e papeira; e, que eu saiba, ninguém da minha infância morreu por isso.

Quando eu era bebé, as vacinas eram: a BCG (tuberculose), a poliomielite, e a varíola. Ponto final. E a vacina não era tríplice: eram tomadas uma de cada vez, em separado e em tempos diferentes. Naquela época não havia vacina contra o “sarampo sarampelo, sete vezes no pêlo”.

Noutro dia fui ao Centro de Saúde aqui da zona, e o enfermeiro queria dar-me uma vacina contra o tétano; mandei-o dar uma volta ao bilhar grande.

Pode dar-nos a ideia de que determinadas pessoas, colocadas em altas posições sociais, estão convencidas de que as vacinas substituem o sistema imunitário, ou que impedem definitivamente o desenvolvimento de doenças — como é o caso da vacina contra o HPV (Human Papiloma virus) nas adolescentes, vacina essa que não impede a manifestação dessa doença. Mas segundo um vídeo que me enviaram, essa ideia pode estar errada: o que se passa é que há interesses financeiros por detrás da obrigatoriedade da toma de determinadas vacinas.

 


francisco-george-webMas vamos partir do princípio de que o senhor Francisco George, Director Geral de Saúde, é uma pessoa impoluta e que não cede aos interesses das multinacionais do medicamento. É apenas uma pessoa bem intencionada que acredita piamente na ciência.

Em ciência (ou em epistemologia), a indução é uma inferência  conjectural ou não-demonstrativa; ou seja, é o raciocínio que obtém leis gerais a partir de casos particulares.

Ao contrário do que acontece na dedução — na indução, as conclusões de um raciocínio não são logicamente necessárias. Na sequência de David Hume, filósofos como por exemplo Karl Popper insistiram no “círculo vicioso” da indução evocando, por exemplo, o princípio da regularidade dos fenómenos naturais, que é em si mesmo um princípio geral que, portanto, não pode ter sido estabelecido indutivamente. Karl Popper tira daqui o argumento para recusar à ciência fundar-se na indução.

David Hume rejeitou o princípio da indução, que, aplicado à questão causal, diz que

  • se A foi frequentemente acompanhado ou seguido de B, e se não se conhece nenhum caso em que A não seja acompanhado ou seguido de B, então é provável que na próxima ocasião em que A seja observado, seja acompanhado ou seguido por B.

Se o princípio é adequado, um número suficiente de exemplos dá uma probabilidade vizinha da certeza, e as inferências causais rejeitadas por Hume são válidas, não decerto para nos dar certeza, mas probabilidade praticamente suficiente.

Mas, se não é verdadeiro, todo o esforço de obter leis científicas a partir de observações particulares é falaz, e o cepticismo de Hume é irrefutável para um empirista. O princípio não pode inferir-se sem circularidade (como Karl Popper também afirmou) de umas uniformidades observadas, desde que por ele se justificam essas inferências. Deve, portanto, ser — ou ser deduzido de um princípio independente e não baseado na experiência. Nesta extensão, Hume provou que o empirismo puro não é base suficiente da ciência.

Para contrariar Hume, podemos nós dizer que a indução é princípio lógico independente, impossível de inferir da experiência ou de outros princípios lógicos, e que, sem esse princípio, a ciência é impossível.

O que eu pretendo dizer — com este relambório acerca da indução e da ciência — ao senhor Francisco George é o seguinte: as vacinas podem resultar bem, provavelmente em 99% dos casos, porque o critério da utilização da vacina segue o princípio da indução. Mas, provavelmente, existe 1% dos casos (por exemplo, mas podem ser mais) em que determinada vacina pode causar mais danos do que benefícios.

O problema do senhor Francisco George é o utilitarismo que predomina na nossa sociedade: “a maior felicidade para o maior número possível de pessoas”; e a quem não pertence ao “maior número”, diz o senhor Francisco George: “fodei-vos!”.

Sábado, 29 Abril 2017

Ó Anselmo Borges: toma lá, embrulha, e leva para casa

 

Eu tive aquilo a que se convencionou chamar uma “experiência quase-morte”.

eqm-webDurante a experiência, a luz que incidiu sobre mim era de tal forma forte que era insuportável (uma luz que me “cegou”); e a experiência foi marcada por um certo “transcorrer do tempo”, embora não fosse o “tempo normal” a que eu estava habituado. Depois, ali estava eu, junto ao tecto do quarto, a ver-me a mim próprio na cama com o médico da família à cabeceira, e com a azáfama preocupada da minha mãe. E ouvi todas as conversas; quando voltei a mim, contei as conversas havidas entre o médico e a minha mãe — conversas essas seriam difíceis de reter na memória em estado de quase-coma.

Se eu contasse esta minha experiência ao Anselmo Borges, ele diria que se trataria de uma experiência “subjectiva”, de uma “visão”; e que as figuras do médico, da minha mãe e de mim próprio, não passaram de “visões”, e não de “aparições” — porque o Anselmo Borges foi fortemente influenciado pela Nova Teologia que, por sua vez, foi fortemente influenciada pelo Positivismo que nada mais é do que o “Romantismo da ciência”.


O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada cita o papa Bento XVI no que diz respeito ao conceito de “aparição” de Nossa Senhora em Fátima:

« Prossegue Bento XVI, no seu Comentário teológico: “Como dissemos, a «visão interior» não é fantasia” – ao contrário do que o termo ‘visão imaginativa’, usado por D. Carlos Azevedo, na sua entrevista ao Público, no passado dia 21, poderia levar a crer – “mas uma verdadeira e própria maneira de verificação. Fá-lo, porém, com as limitações que lhe são próprias. Se, na visão exterior, já interfere o elemento subjectivo, isto é, não vemos o objecto puro mas este chega-nos através do filtro dos nossos sentidos que têm de operar um processo de tradução; na visão interior, isso é ainda mais claro, sobretudo quando se trata de realidades que por si mesmas ultrapassam o nosso horizonte”. »

Fátima (1): Aparições ou visões?


Em primeiro lugar, não podemos comparar a intelectualidade do papa Bento XVI com o vazio intelectual do papa Chico que o Anselmo Borges segue de forma canina. O Chico age; é um homem de acção, mas não pensa; e quando pensa, só diz asneiras.

Eu já abordei aqui o tema da subjectividade e da objectividade.


O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada aproxima-se da minha interpretação da realidade, mas ainda não coincidimos — porque, em última análise (e como ele escreveu acima), todos nós interpretamos a realidade de forma subjectiva, embora seja a intersubjectividade (ou seja, a objectividade) que cria os consensos necessários a uma interpretação racional da realidade prática, segundo leis naturais que regulam o mundo macroscópico em que se movem os seres vivos.

Realidade prática: desde que uma construção do nosso cérebro nos permita a sobrevivência no mundo (macroscópico), pode-se dizer que ela (a construção) está em consonância com a verdadeira realidade e não em contradição com ela. [Este conceito de “realidade prática” é muito importante e pode ser utilizado em diversas áreas do pensamento.]

A investigação das ciências da natureza e a sua aplicação na tecnologia não têm autoridade para fazer afirmações sobre a “realidade em si” (que é diferente da “realidade para nós” que é a realidade intersubjectiva e/ou objectiva): a ciência só pode afirmar, em casos concretos, que as suas afirmações ainda não foram refutadas e, neste sentido poderiam estar em consonância com a “verdadeira realidade”.

Aquilo a que o papa Bento XVI e o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada chamam de “visão interior”, é a “visão da consciência” que tem sempre algum grau de intersubjectividade que corresponde ao Nous aristotélico:

“Só vale a pena discutir com pessoas com as quais já estamos de acordo quanto aos pontos fundamentais; só aí se mantém, na pesquisa, a fraternidade essencial; tudo o resto é concorrência, batalha, luta pelo triunfo; não menos reais por serem disfarçados.” (Agostinho da Silva)

Este tipo de igualdade/desigualdade racional de Agostinho da Silva, que diz respeito às ideias, corresponde à noção de Noüs de Aristóteles em que se manifesta um determinado grau de intersubjectividade que distingue a “visão subjectiva”, por um lado, e a “aparição intersubjectiva”, por outro lado.

As ideias do Anselmo Borges e do Bispo gay, segundo a qual “em Fátima aconteceram visões subjectivas, e não aparições”, são tão absurdas que me fazem doer a inteligência — a inteligência também dói, quando nos deparamos com gente deste calibre. E para além de absurdas, as ideias das duas avantesmas supracitadas são perigosas, porque estão imbuídas de um Positivismo radical que se embrenhou no seio da Igreja Católica através do Concílio do Vaticano II.

Sexta-feira, 28 Abril 2017

Fátima, e o Santo Anselmo Borges (1)

Filed under: Anselmo Borges,Fátima,Igreja Católica,Padre Pio de Pietrelcina — O. Braga @ 11:44 am

 

Num momento em que os dois pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta, vão ser canonizados, o Anselmo Borges diz que “Fátima não é dogma de fé”.

Porém, a canonização, entendida exclusivamente em si mesma, é dogma de fé.

Portanto, podemos dizer que Fátima é dogma de fé por via indirecta — ou seja, por via da canonização dos pastorinhos que estão directamente ligados à causa do fenómeno de Fátima.

“Deve ficar claro, desde o princípio, que Fátima não é dogma de fé. Que é que isto significa? Que se pode ser bom católico e não acreditar em Fátima. Fátima não faz parte do Credo”.

O que eu penso sobre Fátima (1)

O Santo Padre Pio Vimos como se destrói o argumento do Anselmo Borges em duas penadas: de duas, uma: ou o Anselmo Borges não consente e não aceita a canonização dos pastorinhos, e então, segundo este raciocínio, “não é preciso acreditar em Fátima para ser católico”; ou o Anselmo Borges consente e aceita a canonização de Francisco e Jacinta, e então, Fátima passa a fazer parte do dogma de fé subjacente à própria canonização (entendida em si mesma) dos dois pastorinhos.

Ou ainda: para ser coerente, o Anselmo Borges deveria estar contra a canonização dos pastorinhos, e expressar essa sua opinião abertamente em público. Mas isso ele não faz, porque “não fica bem”.


“Fátima não ocupa nem pode ocupar o centro do cristianismo, o centro é Jesus de Nazaré, confessado como o Cristo, portanto, Jesus Cristo, e o Deus de Jesus e as pessoas, todas”.

ibidem

O S. Padre Pio de Pietrelcina dizia o seguinte:

« Quando vires uma imagem de Maria, diz-lhe: “Maria, saúdo-te! E dá os meus cumprimentos ao Teu filho, Jesus!” »


Naturalmente que sabemos que o S. Padre Pio de Pietrelcina, quando comparado com o Santo Anselmo Borges, é uma merda.

O Santo Anselmo Borges representa o progresso do Concílio do Vaticano II, a Nova Teologia (é nova! Por isso, é melhor!) que pretende substituir a doutrina católica tradicional, e a aproximação revolucionária da Igreja Católica ao luteranismo; é neste sentido que dizemos que o S. Padre Pio de Pietrelcina é uma merda quando comparado com o Santo Anselmo Borges.


Há fenómenos que não fazem parte do Credo e são dogmas de fé, directa- ou indirectamente.

Terça-feira, 25 Abril 2017

“É preciso uma esquerda católica” — disse o Emplastro de Lisboa

 

Marcelo Rebelo de Sousa pode ser especialista em Direito, mas é um aldrabão; ele não resistiria a um confronto ideológico comigo (e olhem que eu não sou grande coisa); e o problema da política portuguesa é a direitinha educadinha que não entra em confronto com os deuses instalados nas suas torres de marfim. Mas lá chegará o dia…

Não é possível ser de Esquerda sem ser marxista (marxista clássico, ou marxista cultural, ou as duas coisas). Aliás, essa foi uma das conclusões de Karl Marx ao criticar o socialismo utópico da França do século XIX.

Só um burro do calibre de Marcelo Rebelo de Sousa — grande asno! — pode dizer que “é preciso uma Esquerda católica”, o que é uma contradição em termos: um católico não pode ser marxista, e portanto, não pode ser de Esquerda. A ideia segundo a qual Jesus Cristo era marxista só pode vir de um animal como Marcelo Rebelo de Sousa.

emplastro de lisboa web

Outro insurgente com Q.I. de muçulmano

 

“Não faltam entusiastas dos autoritarismos/totalitarismos que vão de coisas como o Bloco, Podemos, Corbyn ou Siriza até ao Wilders, Le Pen ou AfD. O status quo democrata-liberal é uma merda não é?”

Insurgente, filho de primos direitos

Noutro dia escrevi aqui acerca do Síndroma Parasítico da Avestruz que consiste em não reconhecer quaisquer diferenças entre objectos ou fenómenos inseridos em uma mesma categoria, o que é característica do politicamente correcto. Ver exemplo neste vídeo.

Por exemplo, meter no mesmo saco o Podemos (marxista), por um lado, e Geert Wilders (libertário, anti-marxista e anti-totalitarismo islâmico), por outro lado, só pode vir de gente que padece de uma doença mental grave (Síndroma Parasítico da Avestruz) que pode ter origem genética (endogamia) ou epigenética.

Seria a mesma coisa comparar o Trump e o Kim.

Kim Jong-un-web

Os liberais portugueses (PSD) deveriam ser proibidos de criticar o José Pacheco Pereira

Filed under: Globalismo,globalização,Insurgente,liberalismo económico,PSD — O. Braga @ 11:05 am

 

Um Insurgente apresentou este gráfico abaixo com este título: “Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política”.

evolução-pib-relativo-1974-2000-web


Em primeiro lugar, parece que Portugal começou a ter o livre comércio depois dos outros países do mundo; dá a impressão de que o Estado Novo era contra o comércio livre — a não ser que “livre comércio” signifique “défice endémico da balança de transacções”, e, assim sendo, não vejo como se escapa à pobreza com esse défice endémico.

Em segundo lugar, vejam que desde o 25 de Abril de 1974 até ao ano 2000, o PIB português relativo subiu apenas 5 pontos percentuais (em 26 anos!), o que dá um crescimento real e relativo da economia de 0,2% por ano!; e se tivermos em consideração a crise económica e financeira de 2011, a economia portuguesa estará hoje nos mesmos níveis relativos de 1974 (sublinho: nível relativo).

Em terceiro lugar, a chamada “globalização” é hoje a mesma coisa que “globalismo”. E “globalismo” é uma ideologia política que colocou Portugal nos mesmos níveis de economia relativa de 1974 — não obstante a muleta da União Europeia e o apoio do BCE [Banco Central Europeu].

Segunda-feira, 24 Abril 2017

O feminazismo e a direitinha educadinha

 

welcome-refugeees-gay-webEu escrevi um verbete com o título “Ter a fama e o proveito — retirando o direito de voto à mulher” que fazia referência a um outro verbete publicado no jornal Huffington Post que, como sabemos, tem um corpo editorial exclusivamente composto por mulheres.
Entretanto, o tal verbete foi apagado, como podemos ver; e foi apagado não pelo conteúdo do mesmo, mas porque a autora do dito artigo era “anónima”. Mas eu guardei o referido artigo em ficheiro PDF, que pode ser lido aqui; e podemos verificar a violência com que o “homem branco” é tratado não só pelas mulheres feministas, mas pelo politicamente correcto em geral.

Podemos ler aqui o actual estatuto jurídico, cultural e social do homem em Espanha (também aqui em PDF).

O leitor português poderá até não acreditar no que está a acontecer ao estatuto do homem em Espanha, mas não perde pela demora: a Esquerda que nos governa está já a preparar legislação de perseguição ao homem português — e já não de protecção à mulher. O que Esquerda pretende é uma sociedade de eunucos, em que toda a gente é  “mulher que depende do Estado”; e, para isso, a classe política (de Esquerda) elabora leis que vão no sentido da emasculação da sociedade em geral.

Nas universidades americanas, em geral, e na de Berkeley (Califórnia) em particular, defende-se já oficialmente o fim da liberdade de expressão (Ann Coulter e Milo Yiannopoulos foram proibidos de falar na universidade, e proibidos por mulheres da direcção da universidade) — tudo o que não corresponda ao politicamente correcto  ou marxismo cultural  é calado; e esta repressão da liberdade de expressão é coordenada principalmente por mulheres colocadas em cargos de direcção nessas universidades — como aconteceu recentemente com o cancelamento de uma conferência do professor Jordan Jefferson na universidade de Portland, nos Estados Unidos, por parte de uma mulher dirigente da universidade que dá pelo nome de Susan Agre-Kippenhan.


Neste contexto, e depois do que foi escrito acima, concluímos que uma certa agenda política feminista é totalitária; e essa agenda política “totalitarizante” conta com o apoio geral da Esquerda e com a aquiescência benevolente de uma certa direita politicamente correcta, como podemos ver aqui, em uma crítica acrítica a meu verbete supracitado:

“Começou tão bem, mas acabou tão mal. Se não foi ironia, concluo que até no melhor pano cai a nódoa.”

É tão “ironia” a minha defesa da proibição do voto da mulher, como é irónica a eliminação da liberdade de expressão, ou a diabolização do “homem branco”.

E só uma direita estúpida não vê isso. As únicas armas para combater a Catarina Martins, Francisco Louçã, Daniel Oliveira, e quejandos, é utilizando as mesmas armas de intolerância contra eles — e não ser o “menino bonzinho da direitinha educadinha” que diz que “no melhor pano cai a nódoa”.

Domingo, 23 Abril 2017

Olha, que dois…!

Filed under: Anselmo Borges,Daniel Sampaio,imbecil colectivo,metafísica — O. Braga @ 12:38 pm

 

“Na quarta-feira, mais de 400 pessoas reuniram-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) para debater com Daniel Sampaio, psiquiatra, e Anselmo Borges, padre e professor de filosofia. O sentido da vida, a felicidade e o suicídio foram alguns dos temas abordados”.

O SENTIDO DA VIDA NUM MUNDO IMPREVISÍVEL


“De volta ao tema fulcral da conferência, o sentido da vida, o psiquiatra [Daniel Sampaio] começa por dizer que a nossa existência precede a nossa essência.”


“A essência não é uma pura construção. Nós já somos, mas ainda não somos completamente”, afirma o representante da religião [ Anselmo Borges].

Contra o behaviourismo  e o positivismo  do cientismo  do imbecil Sampaio, o Padre não entra de chofre: em vez disso, “contemporiza”, tenta não hostilizar o imbecil. É este o tipo de debate que existe em Portugal: o imbecil colectivo, e no fim do debate ganham sempre os mais imbecis.

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Sábado, 22 Abril 2017

Se eu fosse francês, ou votaria Marine Le Pen, ou optaria pela abstenção

Filed under: Front National,Marine Le Pen,França — O. Braga @ 2:16 pm

 

marine-le-pen-presidente-webSe eu fosse francês, e se decidisse votar, votaria Marine Le Pen.

Mas, provavelmente, optaria pela abstenção, porque Marine Le Pen entende o laicismo como uma igualdade entre o Cristianismo (que marcou a civilização europeia) e uma outra religião qualquer: para Marine Le Pen, o Cristianismo, enquanto religião, é equivalente, (por exemplo) ao Candomblé ou ao Umbanda. Ela mete todas as religiões no mesmo saco.

Para Marine Le Pen, as religiões são todas iguais, o que faz com que (para ela) o Islamismo seja tão legítimo em França quanto é o Cristianismo.

Ademais, Marine Le Pen é a favor do aborto pago pelo Estado; aliás, Marine Le Pen é demasiado estatista para o meu gosto, o que explica o apoio que lhe vota uma certa Esquerda francesa. Bastariam estas duas razões para que eu me abstivesse de votar em França, se eu fosse francês.

A Dhimmitude do presidente da república Marcelo Rebelo de Sousa

 

Marcelo Rebelo de Sousa é um Dhimmi: depois do ataque de terror islâmico em Paris na semana que finda, em que foi assassinado um polícia por um terrorista muçulmano — Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se no dia seguinte à mesquita de Lisboa para apaziguar os ânimos dos maomedanos que vivem em Portugal.

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Tratou-se de um acto de Dhimmitude sem a necessidade de maioria islâmica; ou seja, as minorias islâmicas na Europa já alcançaram a submissão Dhimmi  do poder politicamente correcto. Só falta ao Marcelo Rebelo de Sousa começar pagar a Jizya (a Câmara Municipal de Lisboa já paga a Jizya aos maomedanos, através da oferta de terrenos para construção de novas mesquitas).

Por tudo o que tem feito, este presidente da república consegue ser o pior da III república — mesmo pior do que Jorge Sampaio.

emplastro de lisboa web

Sexta-feira, 21 Abril 2017

O Bispo D. Carlos Azevedo gosta mais de “aparições” concretas do que de “visões” platónicas

Filed under: Igreja Católica,Anselmo Borges,Fátima — O. Braga @ 2:07 pm

 

O D. Carlos Azevedo gosta mais de “aparições” do que de “visões”. Ele é mais para o concreto, e menos para o platónico. Que ganhe juízo, que já tem idade para isso.

hmossecualidadeeraconhecida

Quer o Bispo dizer: uma pessoa vê (tem visões); mas aquilo que a pessoa vê, não aparece (não é aparição). Por exemplo, eu vejo o Manel, mas o Manel não é uma aparição: é apenas uma visão. Eu penso que vi o Manel, mas não o vi — porque não convém ao Bispo que eu tenha visto o Manel.

E o bispo, à laia do Groucho Marx, pergunta-me:

“ ¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?”

E como ele é Bispo e tem uma autoridade de direito concedida pela Igreja Católica do Vaticano II, eu começo a duvidar daquilo que vi; se calhar, o Bispo tem razão: o que eu vi não era o Manel! Era apenas uma visão do Manel que não existe de facto.

Talvez o Manel não exista senão na minha tola. Talvez não seja má ideia que eu dê entrada num manicómio; e com jeitinho, arrebanha-se, em campos de concentração para insanos, aquela gentalha toda católica que se reúne em Fátima, e que não gosta de gente com « passiones ignominiae », « usum contra naturam » e « turpitudinem operantes » (Romanos 1, 26-27).

É um Bispo intelectual. É tão intelectual que entra pela metafísica da linguagem adentro:

"Basta pensar que Maria, Mãe de Jesus, não aprendeu português para dialogar com Lúcia, para nos interrogarmos sobre como acontece o processo comunicativo do que se entende por visão".

Fátima: "Não foram aparições, foram visões"

Numa altura em que nas universidades americanas se estuda a transmissão de pensamento independentemente do idioma utilizado, o Bispo vem dizer que “Maria não aprendeu português para dialogar com Lúcia”. E isto para não falar na telepatia que é estudada há décadas pela psicologia.

É curioso que o Anselmo Borges também pensa da mesma forma que o Bispo: temos o Anselmo Borges, que defende a legalidade do aborto, e o Bispo gay, os dois a ler pela mesma cartilha da Nova Teologia e da Teologia da Libertação. Les bons esprits se rencontrent…

No mínimo, são « turpitudinem operantes », aqueles dois manguelas. Aliás, acerca deste assunto da “visão” e da “aparição” em Fátima, já escrevi aqui, ou seja, já reduzi esse argumento — do Padre abortista e do Bispo gay — ao absurdo.

Quinta-feira, 20 Abril 2017

A polícia inglesa politicamente correcta (coitadinhu du pretinhu!)

Filed under: Inglaterra,marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 12:48 pm

 

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