perspectivas

Sexta-feira, 31 Julho 2015

Devo estar doente: concordo com o Ludwig Krippahl

Filed under: Política,aborto,politicamente correcto — O. Braga @ 10:17 am
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Provavelmente devo estar com problemas cognitivos (talvez seja da silly season), porque desta vez estou parcialmente de acordo com o Ludwig Krippahl. Sublinho: parcialmente. Mas, em primeiro lugar, vamos àquilo com que não estou de acordo com ele.

1/ o aborto não é um “acto médico”

Vamos ao dicionário saber a definição nominal de “medicina”: arte e ciência de curar ou atenuar doenças.

Se a gravidez é uma doença e uma condição passível de cura, o Ludwig Krippahl tem razão: o aborto é um acto médico. Portanto, trata-se aqui de uma questão de opinião: ele pensa que a gravidez é uma doença, e eu não. Portanto, eu considero que o aborto não é um acto médico.

A partir do momento em que o aborto é considerado um “acto médico”, todo o raciocínio do Ludwig Krippahl está inquinado.

2/ uma “taxa moderadora” não serve para evitar a utilização desnecessária dos serviços públicos

ana sa lopes frankesteinA falácia da governança começa com o adjectivo “moderadora”. A verdade é que se trata de uma taxa de acesso, e não de uma “taxa moderadora”. Assim como o politicamente correcto substitui o termo “aborto” pelo termo “IVG” (Interrupção Voluntária da Gravidez), assim o politicamente correcto substitui o termo “taxa de acesso” pelo termo “taxa moderadora”.

Por exemplo, se eu for uma pessoa rica, posso dar-me ao luxo de pagar todos os dias uma “taxa moderadora” para ir “conversar” com os médicos no hospital. Para um rico, a taxa não “modera” nada: trata-se de uma taxa de acesso. E ponto final. Deixemo-nos de confusões linguísticas induzidas.

Ademais, as taxas são objectivas — e não subjectivas. Não passa pela cabeça de ninguém criar uma “taxa moderadora” para impedir que as pessoas que gostam de “conversar” com os médicos acedam às consultas. Em primeiro lugar, teríamos que definir “conversar com os médicos”. ¿O que significa “conversar com os médicos”? Será possível uma consulta sem uma “conversa” com o médico? Os recursos financeiros são escassos, e portanto existe uma taxa de acesso para financiar o SNS, e não uma “taxa moderadora”. É esta a verdade, nua e crua. Deixemo-nos de merdas!

3/ um aborto não se compara com uma transfusão de sangue

Só um burro, como é o Ludwig Krippahl, ou uma burra, como a Ana Sá Lopes (na imagem), compara uma transfusão  de sangue com um aborto. É a mesma coisa que comparar alhos com bugalhos. Penso que nem vale a pena explicar por que razão a comparação é absurda.

¿Onde é que eu estou de acordo com o Ludwig Krippahl?

Há que atacar o problema social e cultural que está na causa do aborto, em vez de transformar o aborto em um acto contraceptivo.

Um exemplo da merda do Acordo Ortográfico

Filed under: acordo ortográfico — O. Braga @ 6:46 am

 

merda do acordo ortografico
É evidente o mal que esses cabrões estão a fazer à língua portuguesa apenas pelo ódio à cultura. Gente medíocre exige mediocridade.

Terça-feira, 28 Julho 2015

Os magistrados do politicamente correcto, e a estatização da sociedade

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:02 am
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Está aqui um texto do Alberto Gonçalves (ex “Homem a Dias”) que reflecte o aumento dos poderes dos juízes. Os juízes já começam a decidir sobre detalhes íntimos da nossa vida privada. Parece que a tendência é a de que o cidadão só terá vida privada quando estiver a dormir. Mas o cidadão também é culpado quando não respeita a sua própria privacidade: temos, portanto, uma pescadinha de rabo na boca que alimenta a estatização do cidadão, nomeadamente através dos juízes que desempenham o papel dos magistrados na República de Platão.

Platão divide a sociedade em três classes: povo, militares e magistrados. Só estes últimos detêm o poder político e são em número muitíssimo inferior ao das outras classes. Os magistrados são escolhidos a dedo pelo Legislador (o Rei-filósofo). Platão está certo de que os magistrados seguirão sempre as intenções do Legislador (o que é um absurdo), e considera que os magistrados são uma classe à parte (como eram os membros do Partido Comunista na URSS). Parece ser esse o papel dos juízes que se prepara para a nossa sociedade.

“ (…) custa perceber a recente decisão dos tribunais de Setúbal e Évora, que proibiram um casal de exibir a filha nas ‘redes sociais’ (…)

A segunda razão [do tribunal] é um primor: ‘os filhos não são coisas ou objectos pertencentes aos pais e de que estes podem dispor a seu belo sic prazer’.”

A coisificação das crianças tende a ser um direito monopolista do Estado patrocinado pelos magistrados que, alegadamente, seguem as instruções do Legislador. “Alegadamente”, dizemos nós – porque na realidade os magistrados tendem a actuar em roda livre. Os magistrados acusam os pais de coisificação das crianças, justificando assim que passe a ser o Estado a deter o exclusivo da coisificação das crianças.

Para que esta estratégia de estatização da sociedade tenha sucesso, o Legislador e os magistrados têm, em primeiro lugar, de classificar toda e qualquer dissidência politicamente incorrecta (em geral e em abstracto) como sendo doença mental. A seguir, os magistrados decidirão que os malucos dissidentes (politicamente incorrectos) devem ser interditados e internados em hospitais psiquiátricos. Será nesta altura que o Júlio Machado Vaz (ou quejando) assumirá as funções de Ministro da Sanidade Mental.

Por exemplo: ¿não gostas da ideia do “casamento” gay e manifestas a tua opinião em público? Então, por decisão do magistrado, tens que ser internado, porque certamente estás maluco.


Na República de Platão, por exemplo, mães e amas só podem contar às crianças histórias autorizadas pelos magistrados que, alegadamente, seguem as instruções do Legislador; também não podem ser contadas histórias em que as pessoas politicamente incorrectas são felizes e em que as politicamente correctas são infelizes — porque o efeito moral entre os espíritos tenros pode ser desastroso. Impõe-se também uma austera alimentação das crianças: a politicamente correcta, se possível vegetariana; peixe e carne só assados, sem molhos nem doçuras; diz Platão que as crianças que seguem este regime não precisam de médico.

No fulcro da estatização das crianças está a abolição (em termos práticos) do casamento — tal como previra Platão na sua utopia: “Estas mulheres serão, sem excepção, esposas comuns, e ninguém terá mulher sua”.

Todas as crianças devem ser separadas dos pais ao nascer ou em tenra idade, e ter-se-á todo o cuidado em que os pais não as conheçam, nem elas aos pais. Crianças deformadas são eutanasiadas (já está acontecer hoje na Holanda e na Bélgica). Os filhos de uma união não sancionada pelo Estado são considerados ilegítimos. Nos casamentos controlados pelo Estado, as pessoas não têm direito a opinião: têm que pensar segundo o seu dever para com o Estado e não segundo aquelas emoções vulgares como, por exemplo, o afecto maternal — isto já é defendido hoje pela deputada socialista Isabel Moreira: procura-se diminuir as emoções privadas, removendo obstáculos ao domínio do espírito público estatal e concordar-se com a ausência da propriedade privada (não veremos, por exemplo, o José Pacheco Pereira a discordar disto).

Como ninguém sabe quem sãos os pais, pode-se chamar “pai” a quem quiser e que tenha idade conveniente, e o mesmo quanto à “mãe”, “irmão” e “irmã”.



A coisa política vai por este caminho. O actual aumento do poder dos juízes (dos actuais magistrados da República de Platão) deve-se essencialmente a uma concepção determinista do ser humano fundamentada pela ideia (errada!), e que está na moda, de que as ciências sociais são ciências exactas. Não existindo (alegadamente) livre-arbítrio no ser humano, aumenta o poder discricionário dos juízes (que são os únicos que têm livre-arbítrio!). Do que estamos aqui a falar é de liberdade, e do Estado que no-la quer tirar.

¿Lembram-se da estória do canalizador polaco? Agora temos a do picheleiro sírio

Filed under: Europa,Política — O. Braga @ 7:57 am
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Manif contra a imigração na Polónia (ver vídeo). Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa.

Segunda-feira, 27 Julho 2015

Para o José Pacheco Pereira, o Fim da História é (também) a União Europeia e o Euro

 

« O que é a “realidade” para a qual “não há alternativa”?

Em primeiro lugar, é o que há, o que existe, e a ideia de que o “que existe tem muita força” e legitima-se por existir. Neste pensamento do TINA existe uma espécie de congelamento da história, ? o que se compreende visto que chegou ao “fim”, ? no actual momento europeu, visto que é uma doutrina essencialmente europeia. Não é global, nem americana, nem dos BRICs, nem asiática, vem da Europa e fixa-se na Europa. Mais: fixa-se no estado de coisas europeu dos últimos anos, nem sequer uma década, desde a crise financeira (real) seguida da crise das dívidas soberanas (politicamente gerada). »

→ José Pacheco Pereira: A direita radical encontrou o “fim da história” e chama-lhe “realidade”

O José Pacheco Pereira opõe o seu (dele) Fim da História, por um lado, ao Fim da História neoliberal (segundo o “santo” Fukuyama), por outro  lado: são dois tipos diferentes de Fim da História. O que há em comum entre o Fim da História de José Pacheco Pereira e o dos neoliberais, é a necessidade da União Europeia e do Euro.

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin


José Pacheco Pereira defendeu, na recente crise grega, que a União Europeia e o BCE [Banco Central Europeu] deveriam proceder de um determinado modo; e os neoliberais defenderam que as instituições deveriam proceder de modo diverso. São dois Fim da História que se opõem. Ou seja, o José Pacheco Pereira critica o determinismo histórico dos neoliberais opondo-lhe o seu (dele) próprio determinismo histórico: a União Europeia e o Euro fazem parte do seu (dele) Fim da História. Aliás, é sabido que o José Pacheco Pereira tem um arquétipo mental hegeliano, na esteira das opções políticas e ideológicas que o marcaram na juventude.

O José Pacheco Pereira é um federalista europeu, mas um federalista de tipo gramsciano: a União Europeia Federal (para ele) deverá ser construída a longo prazo através de uma democracia de base por intermédio de um “progresso da opinião pública” (leia-se, lenta lobotomia cultural, à boa maneira hegeliana de “progresso como uma lei da Natureza”). Em contraponto, os neoliberais e os socialistas (Partido Socialista) são também federalistas europeus, mas defendem que o federalismo deve ser uma espécie de leviatão que se impõe do cimo social e político, para baixo, para as massas anónimas e anódinas. O que difere, na posição de José Pacheco Pereira em relação à dos socialistas  e neoliberais em relação à União Europeia e ao Euro, é a forma, mas não o conteúdo: é a forma de se fazer as coisas, isto é, a forma de se atingir o federalismo europeu.

O que repugna ao José Pacheco Pereira é o conceito de Fim da História neoliberal, ou seja, a “realidade neoliberal”; e opõe-lhe os seu próprios conceitos de “realidade” e de Fim da História que apenas diferem do primeiro na sua forma: o conteúdo (o federalismo europeu) mantém-se comum aos dois tipos diferentes de “realidade”. Aqui, o José Pacheco Pereira está mais próximo do Bloco de Esquerda e do Livre do que do Partido Socialista (que também aceitou e ratificou o famigerado Tratado Orçamental).

O José Pacheco Pereira faz parte do actual “double blind” da política portuguesa, que apenas é “furado” — paradoxalmente! — pelo Partido Comunista que também tem o seu próprio Fim da História segundo Karl Marx.


Quando eu aqui critiquei o governo grego do Varoufucker e  do Tripas — e inclui nessa crítica a “puta da realidade” da União Europeia e do Euro que os gregos não aceitam —, essa minha crítica foi uma crítica ao determinismo histórico, ou seja, foi uma apologia à liberdade que passa sempre por povos que recusam a decadência e a subserviência canina em troca de um prato de lentilhas, e com elites corajosas e esclarecidas. Não existe um Eidos da História (Hegel estava errado!)  — pelo menos que seja perceptível pelo ser humano: os homens fazem a História que os faz; a História faz os homens que a fazem; os homens fazem a sua história sem a fazer.

Domingo, 26 Julho 2015

O Observador invoca “legalidade do Estado” na retirada dos filhos a Liliana Melo

Filed under: Justiça — O. Braga @ 9:42 pm
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“Em 2012, o Tribunal de Sintra mandou retirar a Liliana Melo, uma cabo-verdiana de 34 anos, sete dos seus dez filhos para que fossem adoptados. Na altura, o caso tornou-se mediático. Do processo de protecção das crianças, constavam várias medidas que Liliana tinha de cumprir. Mas que não cumpriu, como escreve o Público. Entre elas encontrava-se a obrigatoriedade de se submeter a uma intervenção de laqueação das trompas, que nunca quis fazer.”

→ Observador : Supremo Tribunal considera legal a decisão de tirar os filhos a Liliana Melo


“Uma lei injusta não é lei. Perante uma lei injusta, não a cumprir não é desobedecer, mas simplesmente reconhecer que essa lei simplesmente não existe”. — S. Tomás de Aquino

Opõe-se frequentemente a legalidade 1, e a legitimidade que remete para a ideia de equidade, de bem fundamentado, de bom Direito, de Justiça propriamente dita; e a legitimidade apela a valores considerados superiores aos das leis estabelecidas pelo Direito Positivo.

Neste sentido, existe o perigo do legalismo, ou seja, o perigo de uma atitude que consiste em levar à letra a lei. Ora, a lei pode ser injusta na sua aplicação porque não tem em consideração, na sua abstracção e carácter geral, as situações particulares. A lei também pode ser injusta no seu próprio princípio, nomeadamente se trair o seu carácter geral e se tornar discriminatória.

Ademais, as leis (jurídicas) podem ser consideradas superiores ao simples respeito das leis. Mas, neste caso, é a questão da legitimidade da recusa de obedecer que se coloca — por exemplo, com a objecção de consciência dos médicos em relação ao aborto.

Obrigar uma mulher a laquear as trompas não é legal nem legítimo. Não existe, em Portugal, qualquer lei que obrigue uma mulher a laquear as suas trompas de Falópio.

Quando o Supremo Tribunal de Justiça invoca a desobediência de Liliana Melo (na medida em que esta recusou laquear as suas trompas de Falópio) para lhe retirar os filhos e enviando-os para adopção — já não estamos em um Estado de Direito. O Estado de Direito não pode ser aqui invocado. Obrigar uma mulher a laquear as suas trompas de Falópio parece uma lei da Alemanha nazi.

Quando Hitler enviou os judeus para os campos de concentração, a decisão do estupor também foi legal. Foi legal mas não foi legítima. Pelo facto de o Supremo Tribunal de Justiça ter corroborado corporativamente os tribunais inferiores, não significa que a lei ou a sua interpretação tenha sido legítima, embora possa ser legal.

Naturalmente que explicar isto à Rita Cipriano, do Observador, (que por até escreve “certinho”, segundo o Acordo Ortográfico, obedecendo caninamente à lei do Estado), parece-me perda de tempo.

Nota
1. A simples conformidade às leis, sem avaliar previamente o seu bom fundo ou o carácter justo ou injusto

Sábado, 25 Julho 2015

A filha-da-putice do Anselmo Borges e do seu "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:39 am
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Imagine o leitor que eu faço a seguinte asserção: “O direito à vida humana é sagrado”. Estamos no âmbito do Direito Natural. Qualquer pessoa com dois dedos de testa e com um mínimo de sensibilidade moral concordaria com ela.

Agora imagine a seguinte asserção: “ O direito à vida humana é sagrado, e todos os seres humanos têm o direito de ser ricos”. Aqui temos uma mistura de Direito Natural (a primeira parte da proposição que é o significante), e uma qualquer ideologia política que marca o Direito Positivo (que é o significado da proposição) — ou seja, existe uma assimetria conceptual entre as duas partes da asserção que submete o significante ao significado.

O ex-padre  Anselmo Borges escreve o seguinte:

«Na recente visita do Papa Francisco à América Latina, foi marcante, para dizer ao que vem este pontificado, o discurso no encerramento do II Encontro Mundial dos Movimentos Populares. Continuou a reclamar “os três t”: terra, tecto, trabalho. “Disse e repito: são um direito sagrado.”

E que estava a falar não apenas de problemas da América Latina, mas de toda a humanidade: “Está-se a castigar a Terra, os povos, as pessoas, de um modo quase selvagem.” É preciso “dizer não a uma economia de exclusão e iniquidade”, assegurando que “o problema é um sistema que continua a negar a milhares de milhões de irmãos os mais elementares direitos económicos, sociais e culturais” e que este sistema “atenta contra o projecto de Jesus”, já que o destino universal dos bens não é um adorno da doutrina social da Igreja, mas uma realidade anterior à propriedade privada.»


Os “três t” fazem parte do Direito Natural (o significado). Mas o resto do relambório (o significante) já não faz parte do Direito Natural: antes, faz parte de uma qualquer ideologia política (neste caso, parece-me que é marxismo) que tem a ver com uma visão específica do Direito Positivo.

Ora, é possível defender o Direito Natural sem cair na armadilha de postular uma ideologia política característica de um determinada cultura de época: foi isto que fez, por exemplo, o Papa Leão XIII com a encíclica Rerum Novarum: defendeu o Direito Natural sem se imiscuir nas ideologias políticas da época, fossem liberais, socialistas ou marxistas do século XIX.

Nunca Jesus Cristo — nem os apóstolos — alguma vez disseram que “a propriedade privada é posterior ao destino universal dos bens” (seja o que for que isto signifique); nem sequer se pode verificar se alguma vez existiu uma sociedade em que não existisse propriedade privada.

Aliás, Jesus Cristo nunca disse que é impossível a um rico entrar no Reino de Deus (repito: impossível). Os ricos são seres humanos como todos os outros (segundo Jesus Cristo) que podem ter um comportamento consentâneo com a salvação. Jesus Cristo criticou comportamentos (actos) — tanto de ricos como de pobres —, mas não condenou as pessoas em função específica das suas posses materiais.

Podemos ver, por exemplo, na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30) que Jesus Cristo utilizou a linguagem natural que marca a realidade humana segundo a qual os seres humanos não são todos iguais: uns fazem multiplicar os talentos recebidos, e outros nem tanto.

Jesus Cristo não foi um revolucionário marxista como é o  Anselmo Borges e o “papa Francisco”. A realidade humana, das desigualdades, foi aceite por Jesus Cristo como sendo natural, embora eivada de imperativos éticos que decorrem da sensibilidade moral do indivíduo — “porque sabendo nós que Deus se preocupa com o indivíduo, não devemos esquecer que Ele parece preocupar-se pouco com a humanidade” (Nicolás Gómez Dávila). 

A filha-da-putice do  Anselmo Borges e do seu (dele) “papa Francisco” é a de transformar Jesus Cristo em um marxista.

Terça-feira, 21 Julho 2015

O “fim de ciclo” do FC Porto

Filed under: Futebol — O. Braga @ 1:11 pm
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fim-de-ciclo-fcp

Os jornaleiros dos me®dia lisboeiros devem estar com uns cornos do tamanho da cidade.

O caso Liliana Melo demonstra que a Justiça portuguesa é abjecta

 

 

“O Supremo Tribunal de Justiça não dá razão às pretensões da cabo-verdiana Liliana Melo, que tem travado um braço de ferro com a Justiça nos últimos três anos para voltar a ter os sete filhos de volta. E confirma assim as decisões dos tribunais de 1ª instância e da Relação. A defesa alegou várias nulidades no processo. Mas o Supremo nega que haja qualquer tipo de ilegalidades.”

→ Caso Liliana Melo: Supremo defende separação de Liliana e os sete filhos


A Justiça portuguesa é corporativista, por um lado, e por outro  lado controlada pela política (no sentido ideológico) — com poucas excepções que confirmam a regra.

É corporativista porque a magistratura, em juízo universal, protege o seu clã: é muito difícil revogar uma decisão de primeira instância salvo se o processo estiver ferido de irregularidades escandalosas; ou então, a revogabilidade da decisão da primeira instância em tribunais superiores, é ditada por razões meramente políticas-ideológicas.

O caso de Liliana Melo, a quem foram retirados, pelos tribunais, os seus filhos só porque ela é pobre, revela a abjecção, a baixeza moral, o estado ignóbil da Justiça portuguesa.

Mesmo depois de o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ter decidido que Liliana Melo tem o direito de ver os seus filhos e estar com eles, o Supremo Tribunal de Justiça vem corroborar, de forma corporativista (e obedecendo caninamente à ideologia política que coloca o Estado acima dos pais das crianças) o que tinha sido decidido — de forma vil, degradante, desprezível, torpe, indigna e abjecta — pelo tribunal de primeira instância.

Espero bem que os advogados de Liliana Melo recorram para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

O veneno cultural do Frei Bento Domingues

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 6:00 am
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“Cada cursilho obedecia a uma selecção dos participantes, apenas de varões, apoiado em ficha secreta. Era moderadamente interclassista. O cenário do acolhimento, o cancioneiro espanholado, de colores, os gestos, os rolhos doutrinais, recheados de anedotas certeiras, destinavam-se a desconstruir o imaginário de uma religião beata e para beatas e fazer a passagem exaltante para o essencial de um catolicismo másculo, marcado pela euforia do sacrifício e do testemunho, sem preocupações de transformação social imediata. O grande e repetido enunciado de marca, com eficácia do melhor marketing, era este: a religião católica não é para mulheres.”

→ Frei Bento Domingues: A religião não é para mulheres

1/

fbd-2-webA minha experiência desmente o Frei Bento Domingues: em meados da década de 1960, os meus pais1 frequentaram (em separado, e em Moçambique) os chamados “cursos de cristandade”. Portanto, a afirmação de Frei Bento Domingues de que “cada cursilho obedecia a uma selecção dos participantes, apenas de varões — segundo a minha experiência — não corresponde à verdade. Aliás, foi a minha mãe que conseguiu convencer o meu pai a frequentar o tal curso de cristandade, porque ele não estava minimamente pelos ajustes.

Ademais, mesmo que os cursos de cristandade fossem inicialmente só para homens (o que não aconteceu com os meus pais, portanto, não tenho experiência dessa realidade), constituíam um fenómeno elitista dentro da Igreja Católica de antanho: apenas uma ínfima minoria de católicos lhes tinha acesso. Dizer que “a religião católica não era (ou é)  para mulheres” baseando-se na realidade elitista dos cursos de cristandade da década de 1960, é um abuso, um enviesamento interpretativo da realidade.

2/

Depois da extensíssima documentação hagiográfica disponível na história da Igreja Católica relativa a mulheres (por outras palavras: na Igreja Católica, as santas são mais do que muitas), já não falando no papel salvífico especial que a Igreja Católica dá a Maria Mãe de Jesus — é um absurdo que o Frei Bento Domingues sinta a necessidade de denunciar uma “Igreja Católica machista”, quando o que se passa realmente é que os papéis e funções do homem e da mulher na Igreja Católica são diferentes, como não poderia ser de outro modo.

Quando o Frei Bento Domingues parece negar toda a história da Igreja Católica e das suas santas — desde logo, a nossa Santa Isabel, esposa de D. Dinis —, fazendo desse legado tábua rasa em nome de uma pretensa “igualdade” da mulher em relação ao homem, o que Frei Bento Domingues está a fazer é a envenenar o espírito dos católicos com a ideologia política saída da Escola de Frankfurt: o marxismo cultural.


Nota
1. ele e ela; hoje é necessário dizer que os pais são “ele e ela”.

Segunda-feira, 20 Julho 2015

“É preciso mais Europa”

Filed under: Europa — O. Braga @ 5:35 am
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Na década de 1980, quando a URSS estava já em desagregação interna, os líderes daquele  país diziam que “é preciso mais socialismo”. Hoje são os líderes da União Europeia que dizem que “é preciso mais Europa”.

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Domingo, 19 Julho 2015

A política de “inclusão” da Esquerda

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 6:49 pm
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O presidente da Câmara Municipal de Nova Iorque, Bill de Biasio, decretou um dia de feriado na cidade pelo fim do Ramadão (Aïd el-Fitr). E na última parada gay de Nova Iorque, lá esteve também presente (ver fotos). O cristianismo é o inimigo a abater.

this is democracy web

No vídeo aqui em baixo vemos como a polícia do rei da Arábia Saudita decapita na via pública uma mulher acusada de adultério. Ela grita que está inocente. Nem na Idade Média isto se passava na Europa.

Os políticos da “inclusão” de Esquerda  deveriam ter o mesmo fim daquela mulher, e desta feita por motivos que não necessitam de prova.

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