perspectivas

Domingo, 26 Abril 2015

A Igreja Católica do "papa Francisco" faz funerais de cães

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 9:07 am
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“The Novus Ordo Sect has reached a new low in Belgium. Explicitly citing “Pope” Francis’ call to reach out to the peripheries, “Fr.” Francis Lallemand has conducted a “Liturgy of the Word” funeral service for a dog in his parish church of St. Victor in Sambreville, Belgium. The abomination took place on Wednesday, April 22. Lallemand is part of the “Catholic” diocese of Namur, whose local “bishop” is Remy Victor Vancottem, appointed by Benedict XVI in 2010.

The “funeral” was conducted for “Miss Chiwa”, an 11-year-old Chihuahua who had become somewhat famous for having appared in various television shows. It was attended by approximately 70 people, many of whom brought their own dogs to the service.”

Gone to the Dogs : “Catholic” Funeral for Chihuahua in Belgium

Invocando o “papa Francisco” e a sua “teoria das periferias” que o Frei Bento Domingues tanto preza, celebrou-se na Bélgica uma missa de um funeral católico de uma cadela. A cerimónia foi presidida pelo próprio Bispo da diocese da cidade de Namur.

Um dia destes vamos ver o “papa Francisco” a baptizar cães, gatos, antas e formigas.

Sábado, 25 Abril 2015

ZZzzzzzz…

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:53 pm
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zzzzzz

A fotografia mais inteligente alguma vez tirada

Filed under: Ciência — O. Braga @ 4:14 pm
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the solvay conference 1927 web

Conferência de Solvay, Bélgica, sobre Mecânica Quântica, 1927



Na primeira fila, em baixo, da esquerda para a direita (como convém):

Irving Langmuir, Max Planck, Marie Curie, Hendrik Lorentz, Albert Einstein, Paul Langevin, Charles-Eugène Guye, C.T.R Wilson, Owen Richardson.

Na segunda fila, no meio:

Peter Debye, Martin Knudsen, William Lawrence Bragg, Hendrik Anthony Kramers, Paul Dirac, Arthur Compton, Louis de Broglie, Max Born, Niels Bohr.

Na terceira fila, em cima:

Auguste Piccard, Émile Henriot, Paul Ehrenfest, Édouard Herzen, Théophile de Donder, Erwin Schrödinger, JE Verschaffelt, Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg, Ralph Fowler, Léon Brillouin.

(fonte)

Igualdade e desigualdade na economia

Filed under: ética — O. Braga @ 6:07 am
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“Um exemplo simples: numa economia com 10 pessoas, onde todas ganham 1000€, se uma ganhar o Euromilhões o coeficiente de Gini dispara a instala-se a pândega da desigualdade. Isso é mau para o crescimento económico? Não. Isso significa que todas as desigualdades são neutras em termos de crescimento económico? Não sabemos bem. O que sabemos com toda a certeza é que ninguém alguma vez escreveu que a desigualdade é boa por definição.”

Histórica económica portuguesa

Não é verdade. Platão e Aristóteles (principalmente este último), por exemplo, escreveram, preto no branco, que a desigualdade é boa por definição.

Aliás, foram ambos absolutamente consequentes e a suas éticas apresentam um todo coerente. Podemos não concordar com eles, mas não porque sejam incoerentes. A diferença entre eles e o conceito moderno de “desigualdade” estabelecido pelo marginalismo, é que este despiu a economia de qualquer tipo de ética, ou reduziu a ética ao subjectivismo — ao passo que a ética desigual de Aristóteles era racionalmente fundamentada, por mais que cause repulsa a muita gente.

O Iluminismo pode ser resumido em um conceito: retirada da ética da economia.

“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa” — Nicolas Gomez Dávila. Este conceito de “desigualdade justa” reflecte a reforma cristã do aristotelismo, por um lado, e por outro lado baseia-se no conceito aristotélico de “equidade” que não é a mesma coisa que “igualdade”.

Se fundamentarmos racionalmente a “desigualdade”, esta torna-se inteligível e assume uma forma lógica. O que não podemos é defender o conceito subjectivo de “desigualdade” imposto pelo marginalismo, por Hayek e pela escola de Chicago, que se aproxima do social-darwinismo.

Se a desigualdade é justa, é sempre boa para a economia; mas para ser justa, a desigualdade tem que se basear em uma ética universal (e não subjectivista), e por isso racionalmente fundamentada.

Platão, Aristóteles e a mimesis

Filed under: filosofia — O. Braga @ 4:38 am
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Platão nasceu em Atenas, no seio de uma família aristocrática. Como muitos filhos de aristocratas atenienses, foi discípulo de Sócrates. Quando Sócrates era jovem, chegou a conviver com Parménides que já era velho. Parménides ficou conhecido pela sua polémica com Heraclito: Parménides era pitagórico ao passo que Heraclito era herdeiro ideológico do pensamento da Ásia Menor (Tales, Demócrito, etc.).

Aristóteles nasceu na Trácia, longe de Atenas, em um território que era considerado em parte como “bárbaro” pelos atenienses. Portanto, para além de Aristóteles não ter convivido directamente com Sócrates, e embora tendo sido discípulo de Platão, as heranças culturais e o tipo de experiência de vida são muito diferentes em Platão e Aristóteles.

Para que possamos ter uma noção da base fundamental do pensamento de Platão (e não tanto de Aristóteles), temos que ter uma ideia do fluxo ideológico do platonismo:

Religiões dionisíacas → orfismo (reforma intelectual de Orfeu) → pitagorismo (reforma intelectual de Pitágoras) → platonismo → neoplatonismo (Plotino).

Existiu um outro fluxo ideológico a partir das mesmas origens:

Religiões dionisíacas → religiões de mistérios (populares) → gnosticismo da Antiguidade Tardia.

De facto Plotino criticou o gnosticismo, embora com certa dificuldade porque as origens do platonismo e do gnosticismo mergulham nas mesmas origens ancestrais e remotas (religiões báquicas).

A oposição ao conceito de mimesis — como cópia ou representação da “verdadeira realidade” — é tão antigo quanto o orfismo; por isso Platão assumiu-o segundo a sua herança cultural a partir do pitagorismo — ao passo que a influência de Alexandre e dos macedónios em Aristóteles, por um lado, e por outro lado as sua origens culturais, filtraram, por assim dizer, neste último a tendência pitagórica de Platão.

Finalmente, não é verdade que Aristóteles não tenha seguido o conceito de “forma” de Platão (a “teoria das ideias”): a “doutrina dos universais” foi desenvolvida por Aristóteles e essa doutrina baseia-se no conceito de “forma” de Platão. O que Aristóteles fez foi dar uma interpretação diferente da teoria de Platão, o que não significa que a não tenha seguido.

Sexta-feira, 24 Abril 2015

A corrida de Paulo Trigo Pereira e do Partido Socialista

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:53 pm

 

 

A metafísica económica do Partido Socialista

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:45 pm
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O plano económico do Partido Socialista faz lembrar aquele gajo que tem uma camisa muito comprida e umas calças muito curtas: o cu fica tapado, é verdade; mas o andar dele torna-se difícil e desafia constantemente a lei da gravidade.

Em economia, como no andar, devemos aplicar o princípio da navalha de Ockham: “não devemos multiplicar as entidades não necessárias”. A economia de pensamento exige que se uma teoria resolve um problema de forma mais simples, não devemos complicar arranjando teorias mais rebuscadas. O Partido Socialista é ateísta na ontologia, mas altamente metafísico em economia. Ora, misturar metafísica e economia é tão perigoso como os talibãs que misturam religião e política.

Uma das características do plano metafísico do Partido Socialista é o presentismo, o que revela uma mentalidade incivilizada:

“A proposta que está no documento é substituir o consumo presente em relação ao consumo futuro. As pessoas consomem mais no presente e consumirão menos no futuro. A necessidade disto é porque estamos numa situação em que é necessário relançar a procura agregada em Portugal. É isso que distingue significativamente esta proposta daquilo que tem sido feito pelo Governo – que é só actuar do lado da oferta e pensar que actuando só aí a economia começa a crescer. Nós achamos que não. Achamos que é necessário algum alívio para as famílias. No fundo, a redução da taxa contributiva dos trabalhadores para a Segurança Social vai aumentar o rendimento disponível das famílias.”

Ou seja, o cidadão “alivia-se” agora em qualquer lado, e alguém virá no futuro que trate da limpeza escatológica.

O que é importante é que o cidadão “se alivie” agora e a qualquer custo; se o cidadão do futuro passar fome e ganhar teias de aranha no cu, problema dele! A metafísica do Partido Socialista traduzida pelo Paulo Trigo Pereira faz lembrar a estória do professor espertalhão que pretendia ensinar um burro a ler, e a mando do rei: diz Paulo Trigo Pereira: “Não há problema!: em um ano, ou morre o rei (o Partido Socialista), ou morre o burro (o povo), ou morro eu”.

O problema da economia portuguesa é insanável enquanto existir a construção actual do Euro.

Tanto os sequazes de Passos Coelho como os de António Costa sabem disso. Aumentem o consumo interno e as importações disparam, e a dívida nacional não diminui. Mas se não aumentam o consumo interno, a economia só cresce para cerca de 5% da população; disparam as assimetrias sociais, e não há mais impostos sobre as heranças que valham: não me importava de ganhar mais 100% e pagar mais 10% de impostos sobre heranças. Preso por ter cão, e preso por não ter: o Euro assim obriga.

Isto é tão simples que não é necessário meter a metafísica no assunto. Deixemos a metafísica para os metafísicos.

O racismo cultural e as anti-touradas

O racismo já não é hoje a crença na desigualdade das raças, nem a hostilidade de princípio em relação a uma determinada categoria de seres humanos — tudo isso pertence ao passado; em vez disso, o racismo é hoje considerado pelo politicamente correcto, e pela classe política em geral, como qualquer forma de apego a um modo de vida específico, a uma paisagem natal, e a uma identidade particular.

A ideologia dominante actualmente é uma ideologia universalista (maçonaria) que condena no fogo da nova Inquisição qualquer forma de enraizamento cultural e patriótico. É uma ideologia que privilegia a mobilidade irracionalizada, o desenraizamento cultural e político, um novo nomadismo bárbaro, a aceitação do “novo” como sempre melhor do que o tradicional (falácia ad Novitatem), a precariedade como um valor supremo, a instabilidade pessoal como modo de vida.

O conceito actual de “racismo” já não tem a ver com a cor da pele: hoje é classificado de “racista” quem preza a sua cultura e as suas tradições, e quem gosta do seu país e da sua nação. Estes são os novos racistas.

O patriota, para além de ser considerado “racista”, é considerado pelo politicamente correcto como tendo uma natureza corrompida. Quando as pessoas simples do povo dizem que preferem conservar as suas tradições em vez de se submeterem a culturas estrangeiras, os ditos progressistas vêm a terreiro bradar que “o povo é egoísta  e xenófobo”. Ou seja, o povo é racista e corrompido, e há que substituir o povo português por outro povo qualquer.

O culto do mestiço é a inversão do culto nazi da pureza da raça: assim como, para o III Reich, o ariano era o modelo ideal, o mestiço é o modelo ideal da nova ideologia que — tal como os nazis tinham —  têm hoje uma obsessão com a raça, uma mesma sobrevalorização da importância dos factores rácico e étnico na evolução das sociedades humanas. O contrário do racismo passou a ser um racismo em sentido contrário.

É neste ambiente irracional que se situam o Ricardo Araújo Pereira e o Nuno Markl. Ser “anti qualquer coisa” passou a ser a norma. Segundo aquelas mentes anormais, as tradições portuguesas são racistas e/ou desumanas, e o povo tem uma natureza corrompida. Por isso há que acabar com este povo e arranjar outro povo para o substituir. Neste contexto, ser “anti-touradas” assume uma semelhante significação em relação a ser “anti-racista”. 

A decadência da democracia

Filed under: cultura,Política — O. Braga @ 5:46 am
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Um candidato socialista espanhol às próximas eleições aparece nu nas redes sociais e em painéis de rua (outdoors), apenas com uma rosa a tapar as partes pudibundas.

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“Este miércoles han aparecido colgados por las calles del pueblo carteles con una fotografía de Luis Alberto totalmente desnudo y con sólo una rosa roja tapándole los genitales. El candidato aparece señalando con el dedo al frente y sobreimpresionado puede leerse el siguiente lema: “Soy mejor que tú y lo sabes”. Además, ha publicado otra versión del cartel en el que aparece de espaldas (de nuevo una rosa le tapa el trasero) y señala su espalda donde se puede leer: “No cuentas en Suiza, ni en Andorra, ni tarjeta black, ni me tocó la Lotería de Navidad del feriante”.”

Não tarda nada vamos ver nas ruas das cidades portuguesas painéis com uma versão estática do “Bearback Mountain”, com o Sampaio da Névoa a montar o Monhé das Cobras.

Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira: dois pacóvios anormais armados em espertalhões

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Comunicado da ProToiro:

“Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira surgiram num vídeo ( http://bit.ly/video_Markl_RAP ) da ANIMAL fazendo afirmações demagógicas que promovem falsidades e preconceitos contra a cultura taurina e os milhões de aficionados portugueses.

A Rádio Comercial surge nesta campanha pelo que pedimos que entrem no Facebook da Rádio Comercial em https://www.facebook.com/RadioComercial e deixem o vosso protesto, respeitoso, sobre a presença irresponsável desta marca na campanha e porque vão deixar de ouvir a Comercial.

picassoA primeira mentira tem que ver com o facto de que os “supostos” apoios milionários, que estes grupos anti-taurinos, falam não passarem de uma completa invenção. O próprio Ministério da Agricultura respondeu ao Bloco de Esquerda, no parlamento português, afirmando categoricamente que “Não existe qualquer apoio que seja atribuído aos touros de lide”, tal como o IAFP, organismo responsável pela atribuição de apoios agrícolas, confirmou não existir qualquer programa de apoio à tauromaquia.

A Tauromaquia movimenta milhões de portugueses anualmente e é tutelada pela cultura e, ao contrário do teatro, da música ou do cinema, não recebe um cêntimo do estado central. É a actividade cultural que mais retorno dá às autarquias e a única que se auto-sustenta. Além disso, esta é uma actividade cultural que cria riqueza, emprego e lucro para o estado, através dos impostos directos e indirectos que gera.

Segunda, toda presença de menores na prática do toureio é feita dentro dos preceitos da lei. Além do mais, as touradas são parte integrante do património da cultura portuguesa, sendo assim consideradas também pelo Estado português. Logo, cabe ao Estado a obrigação de promover o acesso de todos os cidadãos à cultura, tal como não pode deixar de suceder com as corridas de toiros. Razão pela qual os menores têm todo o direito de aceder à cultura taurina, cabendo ao pais a decisão de que espectáculos culturais frequentam os seus filhos.

Entretanto esta Federação vai pedir esclarecimentos à Media Capital, empresa detentora da Rádio Comercial, sobre o envolvimento desta marca nesta campanha lamentável. Enviem o vosso protesto para sec.administracao@mediacapital.pt e aitavares@mediacapital.pt.

A ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, lamenta que duas figuras públicas venham de uma forma tão leviana, demagógica e irresponsável, promover preconceitos taurofóbicos sobre os milhões de portugueses que vivem e amam livremente a sua cultura.

PROTOIRO
Federação Portuguesa de Tauromaquia”

Quinta-feira, 23 Abril 2015

Ainda sobre as esguichadelas das mamas lactantes: a civilização regrediu a olhos vistos

Filed under: cultura — O. Braga @ 8:56 pm
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A minha avó era professora primária ainda antes do Estado Novo (e a minha bisavó foi professora primária ainda no tempo da monarquia) e ouvi contar que as suas (delas) empregadas domésticas com filhos bebés faziam pausas (pagas!) no trabalho para os amamentar —  e tudo isto era considerado natural e normal: ninguém reclamava um desconto pela pausa da trabalhadora.

Hoje falamos em “progresso” do tempo actual, mas há muitas coisas em que houve um real retrocesso, nomeadamente nas relações entre as pessoas e na importância excessiva e mesquinha que hoje se dá ao dinheiro.

A amálgama da Helena Matos

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:01 pm
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Hoje está na moda, em França, utilizar na política o substantivo “amálgama”: sempre que o governo socialista francês mistura coisas que não são misturáveis (e fá-lo muitas vezes), a oposição fala em “amálgama”.

É também o caso da Helena Matos: faz aqui uma amálgama quando compara, por exemplo, uma rectoscopia, por um lado, e uma “aspersão láctea mamilar” — “amálgama” porque a gravidez não é uma doença e a amamentação não é uma patologia.

Parece que a Helena Matos considera a gravidez uma doença e a amamentação uma patologia que deve ser verificada pelo Estado para justificar uma falta ao trabalho.

Para ela parece ser igual que um indivíduo vá fazer uma rectoscopia para verificação de um cancro na próstata que justifique um estado de incapacidade para o trabalho, ou que uma mãe faça esguichar as tetas em frente a um médico para provar que ela está a amamentar e que merece uma hora de folga por dia (ou coisa que o valha). Para ela parece ser tudo uma questão de doença.

Esta amálgama é confrangedora e está em contradição com as medidas de apoio à natalidade do governo de Passos Coelho: por um lado dizem que apoiam a natalidade, mas por outro  lado metem as mamas das mães de fora para provarem que estão a amamentar.

Decidam-se! Ou a amamentação é, por princípio, um direito que carrega em si mesmo um delito em potência (jus gentium), a vigiar pela ASAE ou por organizações afins do Estado; ou é por princípio uma virtude e um direito natural (jus naturale).

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