perspectivas

Quinta-feira, 28 Maio 2015

Muito bem visto!

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 7:23 pm
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« O “papa Francisco” usa o preconceito do mundo em relação à Igreja contra a própria Igreja. »

Boa malha! Vale a pena ler.

A Maria vai c’as outras

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 3:18 pm
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A Maria João Marques reconhece que é como umas e outras; podia ser pior, porque há pexoas que nem axim xão.

O argumento da Maria João Marques, para justificar o ser uma Maria vai c’as outras, é o seguinte: “toda a gente tem uma ideologia qualquer”. Por exemplo, se eu penso que é preciso trabalhar para viver, é ideologia minha; mas se o meu vizinho pensa que não é preciso trabalhar, é ideologia dele.

O argumento é tu quoque: se toda a gente tem uma ideologia, não me podem criticar por ter minha.

O marginalista Carl Menger escreveu o seguinte: “É tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso”. Para a Maria João Marques, o homem santo tem uma ideologia, e o criminoso tem outra. Vivam as diferenças!

relativismoQualquer pessoa que procura a justiça nada mais faz do que seguir a sua própria ideologia, uma vez que o conceito de “justiça” varia de pessoa para pessoa e tem tantas noções quantos seres humanos existem. Por isso é que a Maria João Marques diz que o CDS/PP tem um “socialismo beato” como ideologia, porque, segundo ela, a noção de justiça do CDS/PP passa pela “utilidade da oração para o homem santo”; e presume-se que a Maria João Marques, em contraponto, prefira porventura a liberdade da “utilidade do homem criminoso”.


Uma ideologia é um sistema de representações dominantes em uma determinada época, relativamente à qual constituem a vulgarização de uma filosofia, mais ou menos inconsciente. Trata-se, de facto, de uma redução/simplificação da filosofia: não tendo o estatuto de ciência, também não é possível decidir da sua exclusão do domínio dos conhecimentos regidos pela relação entre a teoria e a prática.

Ou seja, uma ideologia é uma simplificação de uma qualquer corrente filosófica. Mas não devemos confundir os ideólogos, por um lado, com as “Marias que vão c’as outras”, por outro lado. Os ideólogos simplificam uma doutrina para que as “Marias que vão c’as outras” as possam assimilar facilmente sem pensarem muito, e sem se preocuparem com a complexidade de alguns conceitos, como por exemplo, o conceito de “justiça” ou de Direito Natural.

O Observador e o problema intelectual da “cagadeira de género”

 

Eu já me referi à fraca qualidade intelectual dos colaboradores do Observador, salvo honrosas excepções. Eis um exemplo do que eu quis dizer (ver ficheiro PDF). Perante o absurdo (via), é muito difícil fazer uma análise; mas vamos começar por esta notícia:

“The speed with which the transgender agenda is moving may end up making the same-sex marriage debate look slow and deliberative by comparison. And now Scholastic, the children’s publisher that specializes in distributing and selling books through schools, is poised to bring the issue to a middle school classroom near you. The medium is George, the story of an eight year old boy named George who desperately wants to be considered a girl.”

Scholastic Publishing Novel on Transgender Eight-Year-Old By Self-Described ‘Fat Queer Activist’

Começam a aparecer livros para educar “crianças transgéneros” de 6, 7 ou 8 anos de idade.

Esta ideia vem da Revolução Francesa (Helvetius, Condorcet) segundo a qual o ser humano pode ser totalmente formatado através da educação. O determinismo congénito em relação ao ser humano (“o gay já nasce assim”) é apenas uma ferramenta de luta ideológica, porque o lóbi político gayzista sabe perfeitamente que “o gay não nasce assim”. Pelo contrário, na sequência dos ideólogos da Revolução Francesa, o ser humano é visto como uma “tábua rasa que não nasce assim”, e o tipo de educação determina totalmente o seu futuro. A premissa é behaviourista (ver behaviourismo): o ser humano pode ser adestrado como qualquer animal.

out of the closetJames Mill seguiu à risca a ideia de Helvetius na educação do seu filho Stuart Mill; e no fim da sua vida, Stuart Mill escreveu que o seu pai estava errado: a educação é apenas um dos muitos factores que orientam o ser humano, por um lado, e por outro lado não é possível através da educação erradicar os fundamentos da Natureza Humana.

Se não há diferença intelectual entre sanidade e insanidade, então o lunático que julga ser um ovo escalfado deve ser criticado por estar em minoria ou por o governo não concordar com ele.

Ou seja, criticar o lunático que julga ser um ovo escalfado torna-se ilegítimo, porque, em princípio, não se deve criticar as minorias, sejam quais forem. Isto resume o tipo de raciocínio dessa gente.

Mas se lhe acrescentarmos a ideia revolucionária de que a educação é tudo o que define o ser humano, forma-se a ideia segundo a qual educar alguém para pensar que é um ovo escalfado é absolutamente legítimo e são. Mas existe aqui um problema: não é possível afirmar que o lunático que pensa que é um ovo escalfado é saudável sem definir, em contraposição, o conceito de “insanidade” — porque sem uma diferença entre sanidade e insanidade, ninguém sabe o que é uma coisa e/ou outra.

“Kathleen Taylor, a neurologist at Oxford University, said that recent developments suggest that we will soon be able to treat religious fundamentalism and other forms of ideological beliefs potentially harmful to society as a form of mental illness.”

Religious fundamentalism could soon be treated as mental illness

A solução para o problema da diferença intelectual entre sanidade e insanidade, é considerar que o fundamentalismo religioso é uma doença mental.

Naturalmente que haveria que definir “fundamentalismo religioso”, mas o que se pretende é precisamente fugir a qualquer definição — porque uma das características dos ideólogos românticos que congeminaram a Revolução Francesa (por exemplo, Helvetius, Condorcet, Rousseau) é o horror às definições; tudo o que for racional é rejeitado pelo romantismo revolucionário que coloca a volição (a vontade) acima de qualquer outro atributo humano.

Portanto, “fundamentalista religiosa” pode ser aquela velha beata que vai à missa todos os dias; ela passará a ser uma doente mental. Ou pode ser um qualquer católico. Se se evita uma definição de “fundamentalismo religioso”, qualquer pessoa religiosa cai na categoria de “fundamentalista religiosa”.

Em contraponto, o fanchono que frequenta diariamente uma sauna gay é considerado absolutamente saudável em nome do “amor ao pecado” (porque é pecado não amar o pecado), assim como é saudável educar as crianças com livros que contam a estória de um menino de oito anos que é transgénero. Ser um lunático que pensa ser um ovo escalfado é saudável, e quem, como eu, faz análises racionais e preocupa-se com definições passa a ser “doente mental”.

A racionalidade passa ser “racionalmente” entendida como doença mental. Só se salva o ovo escalfado.

Para o lóbi político gayzista — e para a elite política em geral, que se aproveita de uma nova tendência política totalitária — não se trata constatar diferenças entre seres humanos, porque é evidente que eu sou diferente do meu vizinho. Do que se trata é de afirmar o direito à diferença!, que é outra coisa, bem diferente.

O conceito de “direito à diferença” refuta-se a si mesmo — porque se os direitos do Homem fundamentam-se no princípio da igualdade natural de todos os seres humanos, o “direito à diferença” é a negação dessa igualdade natural fundamental. Enquanto que os românticos da Revolução Francesa apoiaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o novo tipo de romantismo politicamente correcto refuta-os em nome do “direito à diferença”.

Além de ser contraditória em termos, o conceito de “direito à diferença” é radicalmente nocivo à sociedade, na medida em que a reivindicação de direitos especiais e exclusivistas de determinados grupos sociais — por exemplo, o feminismo, ou o homossexualismo —, pode conduzir a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os dois sexos mas também entre os seres humanos em geral.

O “direito à diferença” é um absurdo e um perigo iminente de retorno à barbárie. É é a barbárie do lunático que pensa que é um ovo escalfado que as elites políticas procuram, pensando que assim podem controlar melhor a sociedade. É um novo modelo de totalitarismo que surge.

Terça-feira, 26 Maio 2015

Ou concordas com os fanchonos e fufas, ou fechas o teu negócio

 

¿Faz algum sentido que um casal de noivos católicos devolva as alianças que comprou para o seu casamento religioso, só porque soube posteriormente que as alianças foram feitas por um joalheiro homossexual que até é activista da ILGA? Sinceramente, não acredito que isso acontecesse, porque o que estava em causa era a compra de alianças, e não quem as fez.

Por exemplo, seria irracional que um católico se recusasse a comer em um restaurante só porque o cozinheiro fosse gay; mas a racionalidade só se aplica a quem não é gay: os gays têm todo o direito reconhecido, política- e publicamente, de serem irracionais.

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Segunda-feira, 25 Maio 2015

António Marinho e Pinto: um advogado que coloca em causa o Direito Positivo

Filed under: A vida custa,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 7:50 pm
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Assim como David Hume levou a teoria do conhecimento de Locke até as suas últimas consequências, ou seja, a uma auto-refutação da racionalidade e a uma fé irracional em relação à realidade e à possibilidade de conhecimento — assim António Marinho e Pinto levou as incongruências do processo de promulgação do Direito Positivo, segundo Kelsen, às suas últimas consequências, através da sua negação prática.

A Justiça ideal, segundo António Marinho e Pinto, seria aquela decidida e definida por António Marinho e Pinto como corolário de uma Teoria Crítica, picareta demolidora. Montesquieu está obsoleto.

Por outro lado, António Marinho e Pinto, como é seu timbre demagógico, mistura as prebendas dos juízes com a própria função de juiz — quando, em verdade, uma coisa são os privilégios dos juízes que podem ser discutidos; outra coisa, diferente, é transformar o poder judicial em um braço do poder executivo ou do poder legislativo, como parece defender António Marinho e Pinto.

Ou seja, António Marinho e Pinto mistura no mesmo saco a autoridade dos juízes, por um lado, e os privilégios que lhe são concedidos, por outro lado.

António Marinho e Pinto é radicalmente contra qualquer tipo de privilégios seja em relação a quem for; um juiz deve ter semelhantes privilégios dos de um varredor de rua; é tudo igual ao litro — excepto quando ele defende o aumento dos salários dos deputados (porque ele é deputado): aí a coisa fia fino e já não há igualdade em relação ao lixeiro.

Lembro-me de G. K. Chesterton:

“Sem a educação e o ensino para todos, somos colocados numa situação horrível e de perigo mortífero de termos que levar a sério as pessoas cultas”.

Enquanto houver povo inculto, António Marinho e Pinto está nas suas sete quintas.

Os cinco males do mundo, segundo o "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 7:10 pm
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Segundo o “papa Francisco”, os cinco males do mundo são: pobreza, corrupção, tráfico humano (mas calou-se em relação ao referendo na Irlanda sobre o “casamento” gay que permitirá o tráfico de crianças para a adopção gay), os cosméticos e os animais de estimação.

«

– ¿Cuáles son los peores males que aquejan al mundo hoy?

Pobreza, corrupción, trata de personas… Me puedo equivocar en la estadística, pero qué me decís si te pregunto ¿qué ítem viene en gasto en el mundo después de alimentación, vestido y medicina?

El cuarto son los cosméticos y el quinto las mascotas. Es grave eso, eh. El cuidado de las mascotas es como el amor un poco programado, es decir, yo puedo programar la respuesta amorosa de un perro o de una gatita, y ya no necesito tener la experiencia de un amor de reciprocidad humana. Estoy exagerando, que no se tome textual, pero es para preocuparse.

»

Portanto, se você é bom católico não se preocupe com coisas menores e sem importância, como por exemplo o aborto em massa, a perseguição aos cristãos em todo o mundo, o materialismo empedernido na cultura antropológica, a degradação da espiritualidade na nossa sociedade, a promoção cultural da eutanásia, etc. — tudo temas que não têm nenhuma importância. São muito mais importantes os problemas dos cosméticos e dos animais de estimação.

Um erro comum na interpretação da Santíssima Trindade

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 8:02 am
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Em época de Pentecostes, vem a talhe de foice falar de um erro comum na concepção da Santíssima Trindade: “se Jesus Cristo é Deus”, concluem então os “católicos fervorosos” que “Deus é Jesus Cristo” (se A = B → B = A). Confunde-se o Ser Absoluto com a essência individual de Jesus Cristo. O Padre Pio de Pietrelcina sublinha a dimensão individual de Jesus Cristo, quando disse:

“Quando passares diante de uma imagem de Maria Mãe de Jesus, deves dizer: ‘Saúdo-Te Maria!, e saúda Jesus da minha parte’.”

Se Jesus Cristo é Deus, não se segue que Deus seja (o próprio) Jesus Cristo. Significa antes que Jesus Cristo é consubstancial a Deus, ou, em termos simples, que Jesus Cristo é divino [divino = de Deus, ou relativo a Deus] — qualidade que nenhum ser humano jamais teve.

Todo o bom católico que segue o "papa Francisco" apoia a sodomia

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 5:56 am
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A revista Time publica um artigo acerca do referendo na Irlanda sobre o “casamento” gay, e diz que, ao contrário do que se possa pensar, quem votou a favor do “casamento” gay fê-lo exactamente porque é católico:

« Ireland’s historic decision to pass gay marriage by popular vote Saturday has led many to question the strength of the Catholic Church in the land of St. Patrick. For example, The Telegraph’s Tim Stanley wrote that Ireland’s “yes” to gay marriage was a “no” to Catholicism. But such simplistic reductions miss the complex and evolving Catholic worldview on civil gay marriage.

Pope Francis began this evolution shortly after his election in July 2013 when he said, “If someone is gay and he searches for the Lord and has good will, who am I to judge?” Dublin’s Catholic archbishop Diarmuid Martin went even further last year: “Anybody who doesn’t show love towards gay and lesbian people is insulting God. They are not just homophobic if they do that—they are actually Godophobic because God loves every one of those people.” »

Gay Marriage in Ireland Isn’t a ‘No’ to Catholicism

Ou seja, segundo a Time (mas não só: é o discurso actual dos me®dia), a Igreja Católica alegadamente evoluiu porque o “papa Francisco” não tem nada contra a sodomia.

Ainda há pouco tempo, com Bento XVI, tomar no cu ia contra a doutrina da Igreja Católica expressa, por exemplo, em S. Paulo através do conceito de «passiones ignominiae », « usum contra naturam » et « turpitudinem operantes » (Romanos 1, 26-27).

…o bom católico respeita a sodomia…

Mas, com o “papa Francisco”, a doutrina da Igreja Católica evoluiu e tomar no cu passou a ser uma coisa muito saudável e que merece todo o respeito por parte dos católicos. Portanto, segundo os me®dia, os católicos irlandeses nada mais fazem do que seguir as instruções do “papa Francisco” que recomenda que tomar no cu deve ser um comportamento que merece todo o respeito e, quiçá, ser até adoptado por todo bom católico.

Podemos concluir que esta tese, levada até às suas últimas consequências, implica que o católico que não toma no cu pode estar a cometer o pecado de excluir socialmente os outros católicos que tomam no cu e que querem “casar” pela Igreja Católica. Em última análise, todo o católico deveria tomar no cu para não discriminar ninguém.

Caro leitor: deixemo-nos de tretas: quem votou a favor do “casamento” gay não é católico. Essa é a verdade. Não é porque alguém diz que é “católico” que passa automaticamente a ser católico.

Ser católico significa a concordância em relação à doutrina da Igreja Católica que não foi revogada, e por isso podemos afirmar que apenas um terço dos irlandeses é católico, por um lado, e por outro lado podemos dizer (e demonstrar, se necessário) que o “papa Francisco” não é católico: a cabeça do Vaticano está ocupada por um usurpador herege.

Domingo, 24 Maio 2015

O problema da indução e da dedução da ministra Maria Luís Albuquerque

 

A economia não é uma ciência exacta, por mais que hoje esteja na moda dizer que todas as ciências são exactas. Desde David Hume que sabemos que o empirismo puro não é base suficiente de ciência; e sendo as estatísticas baseadas no passado, não podemos ter a certeza da validade científica desses dados estatísticos no futuro.

Hume defendeu a ideia de que, para se estabelecer um conhecimento necessário de uma sequência de eventos, deveria ter que se provar que a sequência não podia ser de outro modo; e que não é uma auto-contradição afirmar que “embora todo o A tenha sido seguido de B, o próximo A não será seguido de B”. O único conhecimento causal que podíamos esperar atingir é o conhecimento de associações de facto de duas classes de acontecimentos. Até hoje, ninguém conseguiu refutar esta ideia de Hume.

Portanto, não podemos ter a certeza, como a ministra Maria Luís Albuquerque diz que tem, que os futuros pensionistas serão prejudicados por causa dos actuais pensionistas (via) — mesmo que haja uma possibilidade indiciada por indução por enumeração simples (inferência não demonstrativa). A indução é um princípio lógico, embora independente, que é impossível de inferir da experiência.

Mas vamos partir do princípio de que a posição da ministra Maria Luís Albuquerque se baseia na prudência: existe uma possibilidade — ou mesmo probabilidade — de que as coisas se passem como ela pensa que se vão passar e, por isso, por uma questão de prudência, resolve cortar 600 milhões de Euros por ano nas pensões dos reformados actuais.

Se pensarmos que as PPP (Parceria Público-privada) custaram ao erário público desde 2009 cerca de 8 mil milhões de Euros (equivalente à despesa do ministério da saúde em um ano), e sabendo que a corrupção (incluindo sobretudo a corrupção no Estado) custa ao país cerca de 20 mil milhões de Euros por ano — a posição “prudente” da ministra é difícil de sustentar porque a prudência dela aplica-se apenas a uma dimensão específica da economia, e por isso tem um carácter puramente ideológico.

Não trata apenas de um problema de indução: é sobretudo um problema de dedução errada e enviesada.

O romântico Daniel Oliveira

Filed under: Política — O. Braga @ 10:01 am
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« Outro dos temas que muita discussão gerou foi o terrível crime de Salvaterra de Magos, em que um miúdo de 17 terá morto outro, de 14, de forma selvagem. O Daniel Oliveira pegou nas declarações da mãe do alegado assassino, que disse, entre outras coisas, “Deus me perdoe o que vou dizer, o meu filho morreu, o que fez vai ter de pagar sozinho (devia ser entregue para fazerem justiça pelas próprias mãos)” e partiu para a crónica “Mãe que arrepia”.

Ao ouvir estas frases na televisão senti mais do que um incómodo. Era como se alguém estivesse a raspar as unhas numa ardósia”, afirmou o colunista do Expresso. Este artigo publicado terça-feira foi muito lido e muito comentado. O João Miguel Tavares respondeu-lhe no Público. E o Daniel Oliveira respondeu à resposta e voltou à carga com nova reflexão que merece ser lida. Chama-se “O amor por um mundo vago” e nela o Daniel afirma que “foi ao colocar valores tão nobres como os da justiça ou da igualdade sempre à frente de vidas concretas que se cometeram os mais hediondos crimes”. »

As Nossas Escolhas

Vou usar um discurso romântico que o Daniel Oliveira entende perfeitamente.

FrankensteinO monstro de Frankenstein (de Mary Shelley) não era monstro, mas antes era belo; era um ser dócil, saudoso de afeição humana e que queria ser amado; mas ninguém o amou. E por isso, revoltado, assassinou a família toda e os amigos do dr. Frankenstein. Monstros, esses, eram talvez as pessoas que não o conseguiam amar, que colocaram um qualquer padrão de igualdade sempre à frente da sua (dele) existência concreta. E no fim, depois de ter assassinado o seu criador, disse:

“Quando percorro o temeroso catálogo dos meus pecados, custa-me a crer que sou o mesmo que tinha pensamentos cheios de visões transcendentes de beleza e majestosa bondade. Mas é assim: o anjo caído torna-se demónio maligno. Até o inimigo de Deus e do homem” [referia-se a Satanás] “tem amigos e sócios na desolação. Eu estou só.”

O Daniel Oliveira tem razão: nunca ninguém tentou reformar o monstro de Frankenstein que, no fim, ficou só. O erro humano não é de psicologia, mas antes é de padrão de valores.


Daniel Oliveira, na sua juventude, à semelhança do Rousseau, admirou as paixões fortes independentemente das consequências sociais. Porém, com o avançar da idade, e tal como aconteceu com os românticos protestantes do norte da Europa dos séculos XVIII e XIX, o Daniel Oliveira deixará possivelmente a sua individualidade obscurecer-se na uniformidade da Igreja Católica do “papa Francisco”.

Sábado, 23 Maio 2015

O "papa Francisco" opera as artes do maligno

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:36 am
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Um cisma na Igreja Católica é inevitável devido ao efeito “papa Francisco”; haverá duas igrejas: a dos que o apoiam politicamente mas que são insensíveis à transcendência da doutrina e que reduzem a teologia à imanência; e os que separam a religião, da política politiqueira, — como ensinou Jesus Cristo — e que serão os fiéis depositários da tradição católica. Não falamos já aqui de um pequeno grupo, como por exemplo a SSPX: estamos a falar de uma imensa mole de gente que vive em silêncio causado pelo efeito “papa Francisco” na Igreja Católica; como nos disse a Nossa Senhora de Akita em 13 de Outubro de 1973:

“O trabalho de Lúcifer infiltrar-se-á até na Igreja de uma forma tal que veremos cardeais contra cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão zombados e contrariados pelos seus congéneres… a Igreja ficará cheia daqueles que aceitam compromissos.”

che-bergoglio-png-webEm uma mesma cidade, haverá paróquias de um e do outro lado, igrejas que celebrarão uma nova missa luciferina [com a bênção de pares de gays, bênção de casados e recasados que já se recasaram várias vezes, com a aliança com um neomarxismo materialista e com a bênção da Teologia da Libertação], e outras pessoas que se manterão fiéis à missa católica tradicional.

Alguns Estados perseguirão politicamente os católicos tradicionais em nome da Concordata, e esses católicos entrarão na clandestinidade da prática religiosa privada (no recato do lar) e viverão das catacumbas da contemporaneidade; outros Estados manter-se-ão politicamente neutrais em relação ao efeito “papa Francisco”; outros Estados ainda, por exemplo, a Hungria, protegerão os católicos tradicionais.

Isto não é uma profecia: é apenas a constatação de uma tendência, de uma probabilidade. Por exemplo, um dado viciado, quando lançado, tende a repetir um determinado número. A Igreja Católica do “papa Francisco” — o “papa do erro” — é hoje um dado viciado.

Aqueles como o Frei Bento Domingues ou Leonardo Boff que hoje cantam vitória devido à acção do “papa Francisco” e seus sequazes, não verão a glória do seu pleito na adesão do povo religioso, mas apenas na veneração das elites políticas; é para as elites mundiais que eles trabalham em nome das “periferias”. A perversidade do “papa Francisco” e dos seus correligionários é trabalharem para elites políticas em nome das “periferias”.

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Sexta-feira, 22 Maio 2015

Dez deputados socialistas apoiaram a lei do cultivo de marijuana do Bloco de Esquerda

 

“PSD, CDS e PCP rejeitaram hoje, na generalidade, o projecto do Bloco de Esquerda que pretendia legalizar o cultivo de canábis para consumo pessoal e criar um enquadramento legal para a existência de clubes sociais de canábis.

O diploma do Bloco de Esquerda teve o apoio de dez deputados socialistas: Maria Antónia Almeida Santos, João Paulo Pedrosa, Paulo Campos, João Galamba, Elza Pais, Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves e Gabriela Canavilhas.”

PSD, CDS e PCP chumbam projecto do Bloco para legalizar cultivo de canábis

Dez deputados socialistas já é alguma coisa. António Costa pode ter esperança.

antonio costa marijuana web

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