perspectivas

Sábado, 25 Janeiro 2020

Burro todos os dias ! (graças a Deus! Mas já não há paciência!)

Segundo este “liberal”, “um democrata-cristão não é um liberal clássico” :

«Quanto à democracia-cristã alemã, há que ter em conta que os seus dois nomes maiores – Konrad Adenauer e Ludwig Erhard – eram, sobretudo o segundo, verdadeiros liberais clássicos, influenciados pelo pensamento austríaco de Menger e Mises, graças ao que a reconstrução alemã foi um êxito. Por isso, ser hoje «democrata-cristão» à alemã só pode significar uma coisa: ser liberal.»

O burro confunde Menger e Mises (coloca os dois no mesmo saco; e chama a isso “liberalismo clássico”) — como se o Marginalismo de Menger estivesse directamente ligado à escola económica escocesa a que se convencionou chamar de “liberalismo clássico”. É este tipo de asno que faz opinião em Portugal.

Ademais, o burro ignora que os princípios económicos basilares o chamado “liberalismo clássico” já existiam desde finais do século XVI, em Espanha e com a contra-reforma católica, nomeadamente com o clérigo católico Francisco Suárez (1548-1617), entre outros intelectuais católicos.

A originalidade da “escola escocesa” (o chamado “liberalismo clássico”) consistiu em reunir as teorias económicas esparsas previamente existentes (desde o espanhol Suárez até ao Boisguilbert e aos fisiocratas franceses) e transformá-las em doutrina sob a influência da filosofia do escocês David Hume — por exemplo, com Adam Smith (1723-1790).

Carl Menger não é “liberalismo clássico”. Carl Menger é Marginalismo.

A principal razão por que o CDS caiu no abismo foi correctamente diagnosticada pela Helena Matos em um recente artigo — a despolitização da Direita: ou seja, a redução de toda a realidade (incluindo a realidade política) à teoria económica marginalista (é isto que o burro defende). Mas nem os artigos dos seus colegas de blogue consegue ler!

Afirmar que a democracia-cristã não defende os princípios económicos do “liberalismo clássico”, não lembra ao careca. Só pode vir de um grande asno.

Para o burro, ser “liberal” é defender um modelo de sociedade onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes (ou seja, “vale tudo, até arrancar olhos!”); mas o “liberalismo clássico” não defende isso: basta verificarmos que a teoria económica de Adam Smith está imbuída de uma ética claramente cristã, que por isso não é utilitarista (no sentido de “utilitarismo” dado por Bentham que foi um dos precursores do socialismo).

Na teoria económica de Adam Smith, não há o “cálculo de prazeres” típico do utilitarismo, nem mesmo no plano económico.

Não sei qual é a confusão naquela cabeça asnil que faz com que a democracia-cristã seja por ela considerada “anti-capitalista”. Aconselho o asno a ler “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de 1905, de Max Weber. Aprende burro!

Domingo, 19 Janeiro 2020

Os últimos aristocratas do Ocidente

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 2:11 pm

Quando ouvi a Joacine "Vai-te Katar" Moreira a berrar na televisão, lembrei-me desta frase de Nicolás Gómez Dávila:

“A sociedade moderna deteriora-se tão depressa que, em cada nova manhã, contemplamos com nostalgia os adversários de ontem. Os velhos militantes do Partido Comunista já começam a parecer-nos os últimos aristocratas do Ocidente”.

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Sábado, 18 Janeiro 2020

A crítica de Alberto Gonçalves a André Ventura

«André Ventura aborreceu-se por não ser chamado a conviver com o lixo, atitude curiosa que traduz na perfeição a ambiguidade dele, dos seguidores dele e dos inimigos dele.

(…)

André Ventura queixa-se do desprezo do “sistema” que afirma combater.

(…)

A maior e mais indiscutível virtude do Chega é a capacidade de horrorizar criaturas horrorosas.»

Alberto Gonçalves


O Alberto Gonçalves tem razão em algumas críticas que faz a André Ventura — por exemplo quando aquele diz (implicitamente) que o André Ventura é muitíssimo vulnerável ao ataque ideológico vindo da Esquerda. É verdade.

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A mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

Porém, o Berto perde a razão quando diz que o Passos Coelho é melhor peça do que o Ventura — alegadamente porque este último é detentor de uma “bazófia nacionalista” (ao contrário de Passos Coelho, que felizmente vendeu o país inteiro por dez mil reis de mel coado), de uma “subtil aversão ao capitalismo e à globalização” (o que é falso, desde logo porque “globalização” não é a mesma coisa que “globalismo”, e depois porque o programa do CHEGA é de um capitalismo ortodoxo; só não vê quem é Betinho cegueta).

Ademais, quando o Berto não tem argumentos plausíveis, opta por chamar o seus interlocutores ideológicos de “malucos” (o Beto anda a aprender umas coisas com a Isabel Moreira).

O que me chateia em certo tipo de “liberais”, como é o caso do Berto, é o que nunca dizem claramente aquilo com que concordam; tal como os defensores da Teoria Crítica, só revelam publicamente aquilo com que não concordam. Ficamos com um vago esboço acerca do que eles pensam através de uma análise negativa.

“O liberalismo prega o direito do indivíduo ao embrutecimento, desde que esse embrutecimento não estorve o embrutecimento do seu vizinho.”Nicolás Gómez Dávila 

Para o Betinho, “a família é matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”; e por isso, o Ventura não teria que entrar pela “exaltação vazia da família”, por exemplo, quando este critica o "casamento" gay. Para o Beto, o "casamento" gay e adopção de crianças por pares de invertidos são supostamente “porreiros pá”, porque fazem parte de “matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”a mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

Segunda-feira, 30 Dezembro 2019

A estória das “mudanças climáticas”

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¿Por que “carga de água” o Francisco Louçã faz parte do Conselho de Estado?!

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 5:13 pm

«Francisco Louçã esteve entre os conselheiros de Estado que, de forma unânime, decidiram que António Costa prestará esclarecimentos por escrito ao tribunal, no caso Tancos. O juiz Carlos Alexandre pretendia que o primeiro-ministro o fizesse presencialmente mas, considera Louçã, “não há nenhuma justificação para esse pedido”. Trata-se de mais um episódio em que o chamado ‘superjuiz’ se esquece dos seus deveres de reserva e discrição e resvala para a política e o justicialismo, sugere Francisco Louçã.»

→ Francisco Louçã e a fronda contra os princípios constitucionais do Estado de Direito

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Domingo, 22 Dezembro 2019

O monhé Costa institui um prémio hinduísta …

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Monhé Costa,monhé das cobras — O. Braga @ 1:16 pm

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…e o comuna-ministro da inducação bate palmas…!


Imaginem agora, por pura hipótese académica, um prémio para a educação e cidadania inspirado em S. Francisco de Assiso santo católico que tratava os animais por “irmãos”:

«Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento, pelo ar
e pelas nuvens, pelo entardecer e por todo o tempo com
que dás sustento às tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra,
que nos sustenta e governa, produz frutos diversos, flores e ervas

Seria impensável, tal cenário !: teríamos, certamente, o comuna-ministro da inducação a demitir-se das suas funções — tal como o estaurofóbico ministro-maçon da saúde do governo de José Sócrates, António Correia de Campos, que se recusou entrar num hospital por causa de um crucifixo afixado em uma das paredes de entrada do edifício.

Porém, se o santo for monhé, já vale tudo!

o-monhe-das-cobras-web

Terça-feira, 17 Dezembro 2019

André Ventura “tem que ser travado a tempo”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 8:46 pm

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Quinta-feira, 5 Dezembro 2019

NÃO-ME-CAÇA-O-PITO !

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 8:13 pm

“Eu não devia estar aqui. Eu deveria estar na minha escola, do outro lado do oceano. E vocês vêm até nós, jovens, para pedir esperança. Como vocês ousam? Vocês roubaram os meus sonhos e a minha esperança com as vossas palavras vazias”.

“As pessoas estão a sofrer e estão a morrer. Os nossos ecossistemas estão a morrer. Nós estamos vivenciando o começo de uma extinção em massa. E tudo o que vocês fazem é falar de dinheiro e de contos de fadas sobre um crescimento económico eterno.

Como vocês se atrevem?”

(Greta Thunberg)

NÃO-ME-CAÇA-O-PITO !


Segunda-feira, 2 Dezembro 2019

O Chico diz que “as pessoas tristes não são cristãs”

“Pope Francis has declared that sad people are not Christians, so let’s all be cheerful, guys, and we’ll be saved!”

Pope says that sad people are not Christians

vamos-fugir-para-o-Egipto-web

Domingo, 1 Dezembro 2019

A "Direitinha" insurgente estupidificada

Donald Trump promulgou uma lei que proíbe o animal crushing (ver significado); mas essa lei não proíbe nem a caça, nem as garraiadas texanas com touros, nem outras actividades desportivas que impliquem a utilização de animais (por exemplo, não proíbe o tiro aos pombos, nem proíbe as touradas no Estado do Novo México).

E, nisto, vem um estúpido da "Direitinha" educadinha e politicamente correcta dizer que “chamar marxista cultural a tudo o que não encaixa numa certa cartilha e fazer um policiamento constante é basicamente uma nova versão de politicamente correcto (só que um politicamente correcto da direita)”.

Ademais, o burro em causa confunde o sufrágio das mulheres defendido pelas sufragistas do princípio do século XX, por um lado, com o feminismo de tipo “Betty Friedan” (que é o que impera ainda hoje no Ocidente), por outro lado — o que revela uma enorme ignorância; ou então revela-se, no burro, a Lei de O’Sullivan em todo o seu esplendor.1

Nota
1. De acordo com o jornalista britânico John O’Sullivan, há uma lei segundo a qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios éticos, com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Quarta-feira, 27 Novembro 2019

O cabrão do Rui Tavares deve estar arrependido…

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:02 pm
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Quarta-feira, 20 Novembro 2019

Acerca do porreirismo do José Mário Branco

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 4:23 pm

estaline-gajo-porreiro-webNão me interessa saber se o JMB era um gajo porreiro ou não; provavelmente era um gajo porreiraço, dentro ambiente  do Nacional-porreirismo que governou Portugal desde o 28 de Abril de Troca-O-Passo.

Há quem diga que Estaline era um gajo porreiro nas suas relações privadas; assumo que sim, que Estaline era um gajo porreiríssimo e que até gostava de crianças. Gajos porreiros como o JMB só não se transformaram em “mini-estalines” porque não lhes surgiu a oportunidade para tal.

Eu conheci gajos porreiros em Moçambique, que depois da tomada do Poder absoluto pela Frelimo em 1975, militaram no partido único e se transformaram em autênticos filhos-de-puta. A minha experiência diz-me que o grau de porreirismo de um gajo é independente do seu potencial de filha-da-putice.


A propósito do porreirismo do JMB, dedico duas citações do ex-comunista Edgar Morin a este e a estoutro, como seguem:

« O marxismo, que relativiza a moral dos outros, situa-se no plano da ética absoluta quando denuncia os crimes capitalistas e imperialistas. Assim, a ideologia coloca-se num trono auto-cêntrico, no lugar da Terra no sistema de Ptolomeu, no lugar do Sol no sistema de Copérnico. Torna-se o centro de referência absoluto».

→ Edgar Morin (“Pour sortir du XX siècle”, 1981)


« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin (Idem)

Para os que justificam a filha-da-putice em potência do JMB por causa da sua (dele) arte, aconselho a leitura deste artigo.

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