perspectivas

Sábado, 6 Fevereiro 2016

A “licença de parentalidade” é coisa boa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:44 pm
Tags:

 

licença de parentalidade-web

Os defensores da eutanásia deveriam imediatamente eutanasiados

 

A mesma elite política que legalizou o "casamento" gay e a adopção de crianças por pares de invertidos à revelia da vontade do povo português, irá certamente legalizar a eutanásia.

Estamos perante a adopção da filosofia da “República” de Platão, em que uma elite se arroga no direito de definir o destino de toda a sociedade sem a consultar.

Quaisquer argumentos racionais contra a legalização da eutanásia, não irão adiantar absolutamente nada, porque a decisão já foi tomada nas lojas maçónicas e nas sedes dos partidos políticos jacobinos. O parlamento português está sitiado e condicionado; a classe política está controlada. O debate está inquinado à partida, e qualquer discussão pública sobre o assunto é prolixa.

Das duas, uma: ou o povo baixa os braços; ou reage com violência física — por exemplo, dando à Paula Teixeira da Cruz, desde já, a eutanásia que ela defende. Todos os defensores da eutanásia deveriam imediatamente eutanasiados, para que a sociedade possa manter a sua salubridade ética e cultural.

Quinta-feira, 4 Fevereiro 2016

O liberalismo europeu e a “liberdade cognitiva”

 

Segundo os liberais europeus — a Esquerda e a Direita dita “liberal” —, o acesso livre ao consumo de quaisquer drogas é um direito consignado no artigo 9º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem através do conceito de “liberdade cognitiva”.

junkie

Em nome da “liberdade cognitiva”, o consumo e o comércio de todas as drogas devem ser legalizados — alegadamente porque a “liberdade cognitiva” é um “direito humano”. A liberdade de pensamento, prevista no Artº 9 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, legitima o direito cognitivo do indivíduo “pedrado” e com uma “ganda moca”.

A logomaquia psicótica do Paulo de Almeida Sande

 

O Sande ensandeceu.

“Foi assim (lição de História): a crise conhecida como dos refugiados, com epicentro em 2015, levou vários países europeus a pôr em causa o princípio fundamental da livre circulação das pessoas no espaço europeu”.

Paulo de Almeida Sande

frontal lobotomy-300-web

Para o Sande ensandecido, o tratado de Schengen — embora assinado apenas por alguns países europeus — aplica-se ao mundo inteiro: qualquer imigrante vindo da Conchichina ou da Papua pode entrar em qualquer país europeu ao abrigo do tratado de Schengen.

Ou seja, segundo o critério ensandecido do Sande, a partir do momento em que um imigrante das ilhas Galápagos entra ilegalmente no espaço Schengen, passa a ter os mesmos direitos dos cidadãos dos países que aderiram ao tratado.

A narrativa sandia do Sande é uma logomaquia psicótica. Por exemplo, estabelece uma relação causal entre o fim do Euro, por um lado, e a restrição da imigração, por outro lado.

¿Como é que um sandeu deste calibre tem tanta visibilidade nos me®dia?!

(via)

Quarta-feira, 3 Fevereiro 2016

A Elisabete Rodrigues e a guerra dos mamilos

 

« A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. » — Fernando Pessoa, “Livro do Desassossego”


A Elisabete Rodrigues escreveu (no jornal Púbico) um artigo com o título Libertem os mamilos:

“Porque é que as nossas sociedades toleram melhor os mamilos de um homem do que o seu equivalente feminino? Porque é que um homem, na praia, pode passear-se livremente de peito ao léu sem, por isso, despertar qualquer interesse e uma mulher o faz num clima grandemente envolto de tensão e censura?”

Antes de respondermos à Elisabete Rodrigues, vejamos este vídeo em baixo. Nele, duas mulheres (Dakota Johnson and Leslie Mann) de Hollywood  lançam piropos a um jornalista (Chris Van Vliet). Naturalmente que eu não vejo nada de mal no vídeo e, como eu, a maioria das pessoas (incluindo a Elisabete Rodrigues) acharia até que o vídeo é divertido.

Mas imaginemos que os entrevistados eram dois homens e a jornalista era uma mulher. ¿Seria, neste caso, divertido, o vídeo? Não! Seria sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

 

Ou seja: é impossível que uma mulher seja “sexista” — assim como é impossível a um preto ser racista.

Penso que as mulheres têm todo o direito ao “sexismo” (seja o que for que isso signifique) e os homens também; os piropos são tão bons vindos de homens como de mulheres, desde que não sejam obscenos. Acho que o sexismo é coisa boa, porque assinala a diferença real entre mulheres e homens.


Ora, é essa diferença entre mulheres e homens que a Elisabete Rodrigues tem dificuldade em reconhecer.

Os mamilos têm, na mulher, uma função biológica no sistema de reprodução. A principal função das mamas das mulheres não é decorativa: em vez disso, a principal função das mamas é a de amamentação da prole.

Os mamilos das mulheres são, por isso, diferentes dos mamilos dos homens. Aliás, se os homens não tivessem mamilos, esse facto não seria relevante em termos de reprodução da espécie. Não é por acaso que quando vemos (nós, homens civilizados) uma mulher com uma mama à mostra a amamentar o seu filho, não ficamos escandalizados e até achamos bem — porque, instintivamente, o homem alia a exibição pública da mama da mulher ao acto de amamentação.

Já a exibição pública das mamas fora do contexto da amamentação é considerada como acto de exibicionismo, porque a mama da mulher tem uma função na reprodução da espécie humana que o mamilo do homem não tem.

A natureza da mulher é diferente da natureza do homem, embora pertençam à mesma espécie. E quem reconhece esta diferença, é sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

A língua de pau da Esquerda: o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia

 

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o heterossexismo prevalente, o preconceito sexual e a homofobia”.


O trecho foi escrito por Diana Martins Correia que diz de si mesma ser médica. Há três perguntas que devemos fazer:

  • ¿O que é “heterossexismo”?
  • ¿O que é “preconceito sexual”?
  • ¿O que é “homofobia”?

Quando perguntamos, por exemplo, ¿o que significa heterossexismo?, pretendemos uma noção de “heterossexismo” — e não um conceito de “heterossexismo”. Porém, desafio qualquer inteligente de Esquerda a definir “heterossexismo”, “preconceito sexual” e “homofobia”. Venham daí as definições!

Seria exactamente o mesmo se a dita médica escrevesse, por exemplo, o seguinte:

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia”.

A noção de “testiculismo prevalente” é o que você, caro leitor, quiser — porque tal noção não existe verdadeiramente. Você pode elaborar em um conceito de “testiculismo prevalente” escrevendo 25 livros sobre o termo, mas nunca se chega a uma noção. É uma palavra-mestra ideológica.

De modo semelhante, o “preconceito escrotal” é uma palavra mágica que não tem significado concreto (não existe uma noção de “preconceito escrotal”), embora se possa inventar um conceito tão abrangente de “preconceito escrotal” que permita qualquer interpretação subjectiva do termo.

A “hormonofobia” seria, por definição (ou seja, noção), uma fobia em relação às hormonas. Mas, que se saiba, não consta que exista, por parte de alguém, um medo irracional em relação ao sistema hormonal.

Ou seja, “heterossexismo prevalente”, o “preconceito sexual” e “homofobia” são abstracções delirantes, conceitos artificialmente construídos e sem aderência à realidade, desprovidos de quaisquer noções que lhes dêem um sentido preciso e claro. É língua de pau.

Domingo, 31 Janeiro 2016

O jacobinismo é uma forma romântica de revolta

 

A Helena Matos tem razão neste artigo:

“O nosso problema é o iluminismo jacobino, esse período/modo de ser em que umas criaturas se achavam melhores que as outras e como tal se entendiam não só predestinadas para mandar como não aceitavam quaisquer limites à sua vontade”.

O que distingue realmente o Partido Comunista do Bloco de Esquerda é que o primeiro adopta uma forma racionalista de revolta, enquanto que o segundo adopta o jacobinismo que é uma forma romântica de revolta.


A forma romântica de revolta vê-se no calvinista Byron, por exemplo, mas também em Schopenhauer ou em Nietzsche — para além de Rousseau. A forma romântica de revolta tende a elevar a vontade (subjectiva) sacrificando o intelecto; impacienta-se com quaisquer cadeias de raciocínio e glorifica determinadas formas de violência.

Na política prática, a forma romântica de revolta tem importância como aliada de um nacionalismo emotivo e não fundamentado racionalmente. Por tendência, os revoltosos românticos tendem a ser hostis à Razão, e até anticientíficos; é por isso que não vale a pena perder tempo a argumentar com eles. Discutir com alguém do Bloco de Esquerda ou da ala radical do Partido Socialista, é pura perda de tempo.

Algumas das formas mais extremas do forma romântica de revolta encontram-se entre os anarquistas russos, mas foi a Alemanha que deu saída à filosofia anti-racional da Vontade Nua. Trata-se de uma filosofia aristocrática da rebelião (Byron) que, em crescendo, inspirou uma longa série de movimentos revolucionários — desde a Carbonária (depois da queda de Napoleão), até ao golpe de Estado de Hitler em 1933; e em cada fase inspirou o modo de pensar e sentir entre intelectuais e artistas.

As pessoas cultas de França, no século XVIII, admiravam muito a chamada “sensibilité” (sensibilidade), a tendência para a emoção, em especial a da simpatia: para ser verdadeira e genuína, a “sensibilidade” tinha que ser directa, violenta, inteiramente liberta do pensamento e da razão. Um homem de “sensibilidade”, no século XVIII, choraria copiosamente ao ver a miséria de uma só família campesina, mas ficaria indiferente diante um programa político de melhoria das condições de vida do campesinato. Um homem de “sensibilidade” supõe os pobres mais virtuosos do que os ricos (na linha de Rousseau).

Esta atitude romântica da “sensibilidade” encontra-se plasmada no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista de António Costa.

Os românticos não ambicionam paz e descanso, mas antes uma vigorosa e apaixonada vida individual. Não simpatizam com o industrialismo, por ser feio: a minhoca é útil mas não é bela; o tigre é belo mas não é útil. A moral dos românticos tinha motivos estéticos; mas o problema do romantismo actual é o de que inverteu os valores estéticos do século XVIII.

Nos românticos — verifica-se isto, por exemplo, no Daniel Oliveira — o erro do ser humano não tem origem na psicologia do indivíduo, mas antes tem origem no padrão de valores. Admiram as paixões fortes, sejam quais forem, na qualidade e nas consequências sociais; e têm uma enorme dificuldade em renunciar a satisfações presentes para obter vantagens futuras (Carpe Diem). O movimento romântico visa libertar a personalidade humana de quaisquer convenções e moralidade sociais, criando um espírito de revolta inconsequente e irracional.

Depois das esganiçadas, temos a engraçadinha

 

Quando Pedro Arroja falou nas esganiçadas do Bloco de Esquerda, caiu o Carmo e a Trindade; e quando Jerónimo de Sousa falou numa engraçadinha, caiu Lisboa inteira.

“Na noite das eleições, Jerónimo não disse só “engraçadinha”. Disse que essa “engraçadinha” tinha um “discurso populista”, para “aumentar votos”, e que isso correspondia a “opções”, que não serão nunca as do PCP porque o PCP tem “ideias” e “princípios”. Isto é mais do que um deslize marialva, é chocarreiro e altaneiro, e por não se esperar de um líder comunista é que vale a pena falar do conjunto”.

O Jerónimo de Sousa tem razão numa coisa: ela é apenas engraçadinha; não é “boa como o milho”. Aliás, no Bloco de Esquerda não há “boas como o milho”: são quase todas Gouines comme des camions.

Gouines comme des camions

Quarta-feira, 27 Janeiro 2016

A psicótica Teresa de Sousa e o argumento ad Hitlerum em relação ao controlo da imigração

 

teresa-de-sousa-webA jornaleira Teresa de Sousa compara as medidas da Dinamarca de controlo da imigração, por um lado, com o holocausto nazi, por outro lado. Naturalmente que teria que ser no jornal Púbico.

A psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise, como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contacto com a realidade".

Segundo Freud, enquanto que na neurose, o Eu tenta recalcar as reivindicações pulsionais, na psicose produz-se uma ruptura entre o Eu e a realidade, o que deixa o Eu sob domínio do ID. Num segundo momento, o Eu reconstrói a realidade segundo os desejos do ID (construções delirantes).

Comparar o controlo da imigração, por um lado, com o holocausto nazi, por outro lado, revela a psicose da Teresa de Sousa. Ela precisa de tratamento urgente.

Aliás, praticamente toda a Esquerda padece de um tipo especifico de psicose: o delírio interpretativo, que é incurável, embora sem demência terminal.

Terça-feira, 26 Janeiro 2016

Emotivismo Moral

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:35 am
Tags: , , ,

 

“Outra teoria meta-ética importante é conhecida como emotivismo ou não cognitivismo. Os emotivistas, como A. J. Ayer (1910-1988), no capítulo 6 de Linguagem, Verdade e Lógica, defendem que nenhuma afirmação ética tem literalmente sentido. Não exprimem quaisquer factos; o que exprimem é a emoção do locutor.

Os juízos morais não têm nenhum significado literal: são apenas expressões de emoção, como resmungos, bocejos ou gargalhadas.

Logo, quando alguém diz «a tortura está errada» ou «devemos dizer a verdade», está a fazer pouco mais do que mostrar o que sente em relação à tortura e à honestidade”.

Emotivismo Moral

Deveríamos perguntar ao A. J. Ayer se a sua (dele) proposição ética exprime quaisquer factos, ou se apenas exprime a emoção dele.

E o Rolando Almeida e o Desidério Murcho deveriam colocar esta pergunta aos seus (deles) alunos.

Domingo, 17 Janeiro 2016

O passa-culpas da Raquel Varela acerca dos “refugiados”

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:25 pm
Tags: , , ,

 

A Raquel Varela diz que “a culpa, dolorosa e insuportável, é das empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países – se há taxa a ser paga é por eles. Ela refere-se a uma “taxa sugerida pela ONU sobre transportes, cinema e futebol para financiar ajuda humanitária”.

¿Onde estava a Esquerda da Raquel Varela durante a Primavera Árabe?!

A resposta é simples: estava de alma e coração com a política daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”. Ou seja, ela apoiou a Primavera Árabe. E agora a culpa é daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”.

Basta ler a minha posição acerca da Primavera Árabe (ver etiqueta) para me permitir dizer o seguinte: a Esquerda que pague a crise! Debitem a conta ao Partido Socialista, ao Partido Comunista, ao Bloco de Esquerda e quejandos.

No taxation without representation! A ONU que vá para a puta-que-pariu.

Sábado, 16 Janeiro 2016

O espírito de manada da classe política portuguesa

 

No recente debate televisionado entre Maria de Belém e Marcelo Rebelo de Sousa, a primeira disse o seguinte acerca de uma eventual lei da eutanásia:

“É preciso ter cuidado com a questão da eutanásia, até porque só existem dois países da União Europeia que aprovaram uma lei da eutanásia”.

Esta frase passou despercebida a muita gente; e significa o seguinte:

Se a maioria dos países da União Europeia tivesse já aprovada uma lei da eutanásia, a questão seria diferente e Portugal poderia adoptar também uma lei idêntica.

A preocupação da Maria de Belém com aquilo que os outros países da União Europeia fazem, é evidente; se a maioria dos países da União Europeia se atirar a um poço, a Maria de Belém vai a seguir. Isto revela um espírito de manada por parte da nossa classe política. Não são indivíduos: são bois e vacas que nos representam e que nos controlam.

No espírito de manada, os indivíduos (políticos) actuam colectivamente sem uma direcção centralizada, ou seja, actuam em roda livre. A manada (da nossa classe política) aparece como uma unidade em movimento, mas a sua função resulta de um comportamento descoordenado de indivíduos em regime de auto-gestão.

Kierkegaard e Nietzsche criticaram o espírito de manada. A classe política portuguesa, que supostamente deveria ser um melhor exemplo para a sociedade, é um grupo de pessoas que imita os membros de outro grupo que consideram superior — as classes políticas dos outros países da União Europeia.

O ser humano não pode escapar ao mimetismo cultural. Mas em questões fundamentais da cultura, como por exemplo na estética ou na ética, o espírito de manada é a antítese de civilização.

Página seguinte »

O tema Rubric. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 729 outros seguidores