perspectivas

Quarta-feira, 4 Março 2015

Vírus da estupidez: é preciso testar a nossa classe política

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:14 pm
Tags: ,

 

esquecimentoCientistas da Johns Hopkins Medical School identificaram um vírus misterioso a que deram o nome de Chlorovirus ATCV-, e que tem como característica alterar a expressão dos genes do cérebro humano, fazendo com que o ser humano perca faculdades cognitivas e se torne estúpido.

Testes efectuados revelaram que 45% das pessoas testadas estão infectados com o vírus da estupidez. Ora, esta percentagem tão alta de infecção de estúpidos deve preocupar o eleitor: ¿até que ponto a maioria da classe política não está infectada com o vírus da estupidez? Pode até acontecer que a infecção do vírus da estupidez seja a condição de progressão na carreira política — um reforço teórico daquilo a que Olavo de Carvalho chamou de “imbecil colectivo” .

Quando o António Costa não pagou a SISA e a contribuição autárquica, ou quando Passos Coelho não pagou às SS (Segurança Social), pergunto-me se o vírus Chlorovirus ATCV- não terá nada a ver com esses factos: é que uma das características do vírus da estupidez é o de que afecta seriamente a memória!

Sábado, 21 Fevereiro 2015

A Troika mudou de nome

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:45 am
Tags:

 

A pedido do governo grego, a Troika mudou de nome: agora chama-se τρόϊκα.

Para a Esquerda, esta mudança de nome é muito importante, porque se acredita que mudando o nome das coisas, estas deixam de ser o que são. Por exemplo, se a Esquerda chama a uma pedra, “pau”, a pedra deixa automaticamente de ser pedra e “vira” pau (neste caso seria um varapau pelas costas deles abaixo!), como que por magia.

Quarta-feira, 18 Fevereiro 2015

O Rerum Natura do Carlos Fiolhais, a satireta e o sátiro

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 2:09 pm
Tags: ,

 

satiroO blogue Rerum Natura, de Carlos Fiolhais  e comandita, critica os “gurus de cafés” e convida os leitores a assistir a uma conferência sobre “liberdade de expressão” e a defesa do direito à sátira, em que uma das palestrantes é … Fernanda Câncio!

Já estou como o Sá de Miranda: “M’espanto às vezes, outras m’avergonho…”

Deve haver ali uma confusão no Rerum Natura, porque “sátira” não é a mesma coisa que “satireta” [sátira de pouco merecimento]. A sátira, como crítica social, tem sempre muito de racional e de razoável; satireta é outra coisa.

Ademais, não devemos confundir — como confunde o Rerum Natura — “satirista” (que é o autor da sátira propriamente dita), por um lado, com “sátiro” (que é um semi-deus pagão com pés e pernas de bode, libidinoso e cínico, devasso e dissoluto).

Segunda-feira, 9 Fevereiro 2015

O Frei Bento Domingues confunde religião com ciência (e outras confusões)

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Igreja Católica — O. Braga @ 8:44 pm
Tags:

 

O Frei Bento Domingues pensa que “em terra de cegos, quem tem um olho é rei”. E tem razão. Só que o único olho dele é vesgo. Só uma criatura como o Frei Bento Domingues pode ser simultaneamente zarolho e vesgo de espírito.

O Frei Bento Domingues começa por se referir ao conceito de “verdade” no âmbito da religião, e depois passa imediatamente ao conceito de “verdade” na ciência, fazendo uma comparação ou colocando os dois conceitos em um mesmo plano de análise.

Há vantagens em não se julgar infalível. A primeira de todas talvez seja esta: o mundo não começou comigo nem vai acabar quando eu morrer. Os que jogaram ou jogam na ficção da infalibilidade gostariam de parar o tempo que vai medindo todas as mudanças.

A verdade, no entanto, nunca é uma posse definitiva, mas um horizonte irrenunciável que exige um trabalho nunca acabado. A busca da “teoria de tudo”, para explicar o universo, pode ser um grande motor de investigação, mas por enquanto ainda vive no campo dos sonhos fecundos.”

Ora, ou o Frei Bento Domingues é burro, ou então pensa que os católicos são vesgos como ele — o que vai dar no mesmo.

Em ética e na religião, a verdade decorre de valores intemporais — valores que não têm tempo, ou pertencem a todas as épocas: estes valores não podem ser deduzidos de qualquer utilidade e existem por si mesmos.

Seria até mais adequado, em religião, falar de “certeza”, em vez de “verdade”. A certeza não se confunde totalmente com a verdade, porque o carácter subjectivo da certeza aproxima-a da convicção. A certeza proíbe, em princípio, a dúvida.

Em ciência, a verdade obedece a paradigmas que são produto de cada época específica. Em ciência, o que é verdade hoje pode não ser amanhã. Na religião, as coisas não se passam assim senão na mente canolha do Frei Bento Domingues.


“Há pessoas e instituições que retardam, quanto podem, as mudanças. A chamada cultura tradicional procura assegurar a reprodução do passado no futuro. O método era o da iniciação das crianças nas teias do passado e acrescentar-lhes um feitiço, um tabu, que desgraçaria a vida de quem violasse essa herança. A cultura moderna coloca o acento na inovação do conhecer e do fazer: fazer acontecer o que nunca tinha acontecido e libertar o horizonte de preconceitos.”

Pelo facto de o Frei Bento Domingues ser vesgo de um único olho, não devemos nós descansar: devemos bradar a terreiro que o vesgo só tem um olho! Devemos persistir; quem porfia mata caça. Além disso, ele está mais com o olho vesgo para a cova do que para qualquer outra coisa. Esperemos que o Destino faça o seu trabalho.

O Frei Bento Domingues incorre na falácia ad Novitatem: tudo o que é moderno é bom, e tudo o que é antigo é mau. Se ele tivesse vinte anos, diria eu que ele padeceria da inexperiência vesga da juventude; mas sendo ele um vesgo serôdio, só nos ocorre constatar a sua desonestidade intelectual: Frei Bento Domingues é desonesto, merece descrédito e repulsa.

Para além da falácia ad Novitatem, ficamos sem saber quais são os novos preconceitos e os novos tabus que o Frei Bento Domingues defende para substituir os antigos — porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado. Porque se ele defende uma sociedade sem tabus e sem preconceitos, então ele deveria ser interditado com urgência, porque para malucos já nos bastam os que não escrevem nos jornais.

“Se há pessoas e instituições apostadas em retardar as mudanças, existem outras que as aceleram. O dogma da infalibilidade papal, no século XIX, pretendia parar o tempo, barrar o caminho a mudanças, sobretudo na Igreja, mesmo fora do âmbito restritíssimo da aplicação desse dogma. O importante era criar, nas pessoas e nos grupos, a ideia sub-reptícia de que tudo o que vinha de Roma trazia o carimbo da infalibilidade. Ressuscitava-se o adágio: Roma falou, assunto encerrado. Roma locuta, causa finita.

Este estilo serviu, maravilhosamente, para envenenar a questão dos ministérios ordenados das mulheres, nos anos 80-90 do século passado. Já no tempo de Paulo VI, a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) tinha apresentado as razões para impedir a admissão das mulheres ao “sacerdócio ministerial” (15.10.76).”

Todo o católico com algumas luzes da História sabe a origem do dogma da infalibilidade papal. E sabe que a infalibilidade papal é mais simbólica do que outra coisa qualquer. Mas o burro — arre burro! — interpreta a infalibilidade papal ad Litteram.

O burro não sabe distinguir um símbolo, por um lado, de um sinal ou de um facto, por outro lado. Quando o burro olha para a cruz, vê nela um sinal como as cavalgaduras vêem um sinal quando se lhes apresentam uma gamela, e nanjá o símbolo da cruz dos primeiros cristãos.

Portanto, o dogma da infalibilidade papal é perfeitamente pacífico porque se trata de um mero símbolo, e não de um facto. Mas a animália confunde símbolo e facto.

Quanto à ordenação de mulheres. A alimária pensa que a ordenação de mulheres é coisa moderna, progressista, prá frentex. É ver o estado a que chegou a Igreja Anglicana… um dia destes está a “casar” gays. Se o Frei Bento Domingues defende o “casamento” gay na Igreja Católica, devo dizer que talvez ele já não vá a tempo — embora saibamos que, com a vetustez, Deus tira-nos a “pica” mas não nos tira a ideia…!

Jesus Cristo tinha discípulos, mas não consta que tenha tido discípulas. Nem consta que, nos primeiros séculos de Cristianismo até ao Concílio de Niceia, tivessem existido discípulas mártires. Assim como sou contra que se coloquem mulheres nas frentes de batalha, assim sou contra a ordenação das mulheres — é uma posição fundamentada na Lei Natural. Em tempos de crise existencial, como aconteceu por exemplo durante o nazismo e o estalinismo, a fé mata.

Mas, o canolho de um olho só, pensa que as guerras acabaram, que as situações-limite nunca mais se repetirão na História, e que os cristão nunca mais serão perseguidos até à  morte como acontece hoje no Próximo Oriente. O vetusto zanolho não pensa na perseguição dos cristãos no Próximo Oriente: imaginem eventuais sacerdotisas católicas nas mãos dos radicais islâmicos… !

¿O que é que tem a ver a ciência com o “marido” do Alexandre Quintanilha?!

 

 

O Carlos Fiolhais  — ¿quem poderia ser, senão ele? — publicou no blogue Rerum Natura uma entrevista com o Alexandre Quintanilhaem que ele aponta o dedo à pseudo-avaliação da FCT da ciência nacional” (sic). Algumas pérolas do Alexandre Quintanilha:

“Apesar de viverem numa sociedade católica, [as pessoas] são livres na sua forma de estar, como é o caso das vizinhas que à varanda o vêem descer a rua de braço dado com o marido e cumprimentam o casal, como qualquer morador do bairro.”

(…)

“Dou um exemplo pessoal. Casei-me com o Richard [Zimler] em Portugal. Algo impensável há dez anos. Os meus amigos lá fora ficaram espantadíssimos. Portugal evoluiu imenso. Há milhares de jovens que, por exemplo, vivem com outros jovens sem se casarem, têm filhos sem se casarem, seguem os seus sonhos contra a vontade dos pais.”
(…)
“E, portanto, o investimento na educação teve um impacto enormíssimo mesmo que por vezes seja difícil de medir. É um certo empowerment que as pessoas adoptaram, mas que infelizmente está a enfraquecer porque muitos não sabem se vale ou valeu a pena.”

Reparem bem:

1/ Portugal evoluiu imenso porque o Alexandre Quintanilha “casou-se” com o Richard Zimmler.

2/ A “evolução” de Portugal foi tão grande que “há milhares de jovens que vivem com outros jovens sem se casarem, têm filhos sem se casarem, e seguem os seus sonhos contra a vontade dos pais”.

3/ Toda essa “evolução” deveu-se ao  “investimento na educação” que “teve um impacto enormíssimo mesmo que por vezes seja difícil de medir”. Foi o grande “investimento na educação” (de José Sócrates)  que permitiu que o Alexandre Quintanilha andasse de mãos dadas com o “marido” e vice-versa, e que incentivou que “milhares de jovens passassem a viver com outros jovens sem se casarem, terem filhos sem se casarem, e seguirem os seus sonhos contra a vontade dos pais”.

4/ Portanto, educação que se preze é contra os pais. Educar as crianças ou jovens contra os pais é sinal de “evolução” da sociedade.

Por outro  lado, a promiscuidade sexual é sinal de progresso e de “evolução” — simplesmente não é possível a investigação científica sem umas orgias no laboratório da universidade. Aliás, o governo de Passos Coelho, através do FCT, deveria facultar um “subsídio de coito” para os investigadores, para além da Bolsa: investigação científica digna desse nome não passa sem um subsídio de coito.

5/ Uma sociedade sem “casamento” gay, por um lado, e sem surubas estudantis, por outro  lado, não pode progredir na ciência. O “casamento” gay está directamente ligado ao progresso da ciência.

Sexta-feira, 6 Fevereiro 2015

O FaceBook e o tempo

 

cientismo2Só falta comparar a invenção do FaceBook à  descoberta da penicilina. Os ditos “progressistas” são tão estúpidos que tolhem qualquer tentativa de inteligibilidade. São contra a globalização, mas não toda: só apoiam um certo tipo de globalização internacionalista e marxizante, a que chamam de “comunidade” não obstante a realidade do Número de Dunbar. Gostam do FaceBook apenas pela possibilidade de propaganda política e ideológica: utilizam os instrumentos da globalização americana para poderem lutar contra ela.

O problema não é a existência do Facebook; eu próprio utilizo o Facebook, e portanto não tenho nada contra o Facebook. O problema é o carpe Diem:

“O tempo em que vivemos, todos nós, é o tempo. Com tudo o que advém do tempo. Não é “o meu tempo” ou o “teu tempo”. É o tempo. Ainda que outros tivessem vivido, tivessem tido carne e ossos a compor a sua condição humana noutros anos, noutras épocas, em outras eternidades.”

Este parágrafo é patético. Só uma pessoa estúpida o escreveria, e outro estúpido o publicaria. Quando os estúpidos começam a filosofar só sai estupidez: para estes, o tempo não tem passado; o tempo reduz-se ao presente.

Aqui a estupidez é elevada ao quadrado, porque há uma intencionalidade na defesa de uma posição estúpida: é como aquela pessoa que defende a estupidez porque acredita que pode retirar vantagem dela. É uma estupidez consciente, e por isso é elevada ao quadrado.

Nem a ciência vive sem tradição (o passado). Mas quando se trata de política, o Carlos Fiolhais faz do passado tábua-rasa. Ca’ganda cientista!

Domingo, 1 Fevereiro 2015

Frei Bento Domingues: um dogmático que condena o dogma

Já demonstrei aqui, por várias ocasiões, que o Frei Bento Domingues é um psicótico, e este texto vem mais uma ver dar-me razão. Mas, desta vez, vou-me cingir apenas uma frase do Frei Bento Domingues:

“Seja como for, o seu pontificado retomou, de forma original e surpreendente, o impulso meticulosamente abafado de João XXIII (1881-1963).

Este filho de camponeses pobres, de Sotto il Monte (Bergamo), foi uma bênção inesperada para um mundo dividido e ameaçado por um confronto nuclear. Já muito idoso teve a ousadia de provocar um abalo sísmico numa Igreja obsessionada com dogmas e anátemas, ao convocar o Vaticano II, o concílio do acolhimento universal e do diálogo irrestrito.

Consta que este bispo pobre, piedoso e cheio de humor sempre se sentiu bem na companhia de hereges, cismáticos e não-católicos. Destruiu barreiras e construiu pontes, em todas as direcções, sem nunca se julgar infalível.”

AS VANTAGENS DE NÃO SE JULGAR INFALÍVEL

Em teologia, dogma é um conjunto de posições características de uma religião.

¿É possível uma religião sem dogmas? Não! ¿Pode realmente crer-se e admitir simultaneamente que aquilo em que se crê é duvidoso e incerto? Não! Uma religião sem dogmas é uma simples filosofia. Não é possível conceber a transcendência religiosa sem símbolos que implicam um dogma.

Mas podemos ir mais longe: no significado comum, o dogma é ponto de uma doutrina estabelecido e considerado intangível e indiscutível numa escola filosófica ou religiosa, numa ideologia política, num paradigma científico, etc.  — ou seja, também há dogmas na ciência: a fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável.

Então, ¿como é possível ao Frei Bento Domingues defender uma religião (Cristianismo) sem dogmas? Por uma razão simples: estamos em presença de um estúpido que ganhou notoriedade a expensas de uma comunicação social endogenamente estúpida. Pela lei universal da afinidade, a estupidez atrai estupidez.

A hermenêutica do Novo Testamento, para além de correr o risco de ser especulativa, é e será sempre uma possibilidade ao alcance de uma pequeníssima minoria — e neste sentido, ao criticar os dogmas, o Frei Bento Domingues defende uma visão elitista do Cristianismo. Não há como fugir a isto senão transformando a religião em assunto para eruditos. Tudo o resto é utopia. E só há uma alternativa, se os dogmas existentes não cumprirem o seu papel: criar novos dogmas (é o que tem feito a ciência que se vem transformando em uma religião imanente e materialista).

Terça-feira, 27 Janeiro 2015

Espelho meu, espelho meu!

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:59 am

 

Ana Matos Pires WebFeia, todos os dias e a qualquer hora; mas critica as orelhas dos outros…!

Domingo, 25 Janeiro 2015

Uma questão de “ph”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 3:28 pm

Anda toda a gente à espera do “Syriza ganhar”. E depois, ¿o que acontece? Depois… o Syriza ganhou; amanhã vai ser Segunda-feira, o sol vai nascer outra vez, “et tout va bien Madame la Marquise!”.

Então, ¿por que razão anda toda a gente à  espera do “Syriza ganhar”?

Porque se espera por uma transformação radical da realidade que faça com que a dívida da Grécia, como que por milagre, deixe de existir. O Syriza tem uns pós de perlimpimpim e uma varinha mágica. Há quem tenha feito peregrinações a Atenas, para assistir ao milagre.

Daqui a um par de meses, os que estão à  espera do “Syriza ganhar” vão fazer de conta que o Syriza não ganhou. — “Que maçada! Era um filme tão bonito, pá!, e veio logo a merda da realidade estragá-lo! A culpa é de Deus, que inventou a realidade; por isso é que eu sou ateu!”.

É o nacional-porreirismo português: bandalheira é que é bom. Um bandalho que se preze não deixa de estar à  espera do “Syriza ganhar”.

Depois de toda a gente fazer de conta que o Syriza não ganhou, vai estar à  espera do “Podemos ganhar”. Poder, qualquer um pode; eu ainda sou do tempo em que se escrevia Podemos com PH. E depois de o Phodemos phoder a Espanha, toda a gente vai fazer de conta que a phoda não é consigo.

Sábado, 17 Janeiro 2015

Manuel Loff: o homem perfeito ou intelectual de merda

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:15 pm
Tags:

 

manuel-loff

Surpreende-me sempre a falta de vergonha; poderia já estar habituado a ela, mas não consigo deixar de me surpreender, porque no domínio da pouca-vergonha não consigo aprender com a experiência.

Tal com Estaline retirou Trotski da fotografia, assim os comunas como o Manuel Loff pretendem apagar a História, fazendo de conta de nada se passou no século XX e ainda hoje, que o passado não existe. E como o passado comunista não existe, podem arvorar-se com toda a superioridade moral para disparar em todas as direcções, como fazem os puritanos que andam a fazer filhos nas mulheres dos outros. Julien Benda tinha razão.

Quinta-feira, 15 Janeiro 2015

Liberdade forever!

 

“Há quem deteste a liberdade, há quem dela abuse, outros acreditam que só a sua própria é a verdadeira e, se não for a bem será a mal, sentem-se no direito de impô-la aos demais.”

J. Rentes de Carvalho: A liberdade e o medo

holanda hoje
“Vale a pena olhar a fotografia acima, porque representa um espírito libertário que, temo eu, irá desaparecer numa cidade e num país que tão livres se querem.” → idem


(more…)

Segunda-feira, 12 Janeiro 2015

A ignorância da Raquel Varela reduz-lhe o discernimento à “cassete”

 

“O grande salto da urbanização nas sociedades periféricas dá-se na segunda metade do século XX na Índia, na África, no Médio Oriente. O fim das sociedades camponesas, em pleno auge do falhado nacionalismo árabe, e sua evolução posterior para políticas liberais encheu as cidades destes países de mega bairros de lata e milhões de desempregados a viver em condições sub-humanas. Na Mauritânia, por exemplo, há 10 anos o desemprego atingia 80% da população…”

Raquel Varela

Quando em 1998 estive em Marrocos em visita a uma grande fábrica de confecção feminina, para além das operárias andarem descalças na fábrica (bem poderiam usar chinelos, mas elas não queriam: era assim que estavam habituadas), o patrão (marroquino e muçulmano de gema) explicou-me que para cada posto de trabalho, na linha de produção, existiam duas trabalhadoras disponíveis: no caso de uma faltar ao trabalho, mandavam chamar a outra a casa.

A forma como a Raquel Varela vê a História é própria de uma doente mental. É uma lástima que a revista Sábado abrigue no seu seio uma psicótica.

Achei estranho e perguntei por quê — ao que o patrão me informou que, em Marrocos, as trabalhadoras recebem à semana (como em Inglaterra) e não ao mês (como em Portugal); e se o marido de uma trabalhadora marroquina consegue uns “biscates por fora” que lhe dê uma semanada mais avantajada, ele diz à  mulher para ficar em casa na semana seguinte porque “não é preciso trabalhar porque esta semana temos o suficiente”. Havia excepções, mas esta era a norma em 1998.

Por outro  lado, os bens básicos de alimentação — pão, leite, arroz, farinhas, peixe, etc. — são ainda hoje subsidiados pelo Estado marroquino (compra abaixo do preço real de custo), o que acaba por ser uma forma “socializar o Estado”.

Na Mauritânia o caso era diferente porque teve uma guerra civil durante décadas. Escolher o caso da Mauritânia como exemplo é um insulto à  nossa inteligência.

Portanto, verificamos como a cultura antropológica influencia o comportamento social. Mas também não tenho dúvidas de que a esmagadora maioria das mulheres marroquinas é mais feliz do que a Raquel Varela — porque a notória infelicidade dela advém do seu delírio interpretativo.

“As universidades ocidentais mudaram o nome às disciplinas de estudo dos países periféricos, de coloniais para pós-coloniais. Optimismo ou falta de rigor, porque são todas, sem excepção, sociedades neocoloniais. Falamos de países devastados por uma política neocolonial que assenta 1) na exploração maciça dos seus recursos naturais; 2) na destruição da sua soberania alimentar, pelo domínio da monocultura do chá, café, cacau, etc.”

Quem foi que introduziu em África a mandioca, que é, juntamente com o milho, a base da alimentação das populações rurais, por exemplo, em Moçambique? Quem foi que introduziu em África o milho? Quem foi que introduziu em África a batata-doce? Quem foi que introduziu em África a batata?  Quem foi que introduziu em África o arroz? Etc..

Foram os “cabrões dos colonialistas” que a Raquel Varela tanto detesta!

A forma como a Raquel Varela vê a História é própria de uma doente mental. É uma lástima que a revista Sábado abrigue no seu seio uma psicótica.

Página seguinte »

The Rubric Theme. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 596 outros seguidores