perspectivas

Segunda-feira, 3 Abril 2017

Quando a Fernanda Câncio ganha autoridade de direito, estamos já todos no Pigalle, em Paris

 

Não devemos dar atenção à Fernanda Câncio, mas convenhamos que ela sabe comunicar com os burros, quiçá em função da sua própria burrice. Por exemplo, quando ela compara uma festa do Partido Comunista em uma escola pública no Alentejo, por um lado, e uma missa católica em uma escola pública de Trás-os-Montes, por outro lado.

Vejamos o que escreveu Eric Voegelin1 , acerca da diferença que a Fernanda Câncio não enxerga:

« Os partidários de movimentos que se querem hostis à religião e ateus, erguem-se violentamente contra a ideia de que se possam revelar experiências religiosas nas raízes da sua atitude fanática, quando eles simplesmente veneram algo diferente da religião, contra a qual se batem. Devemos, por isso, tomar uma decisão linguística: as religiões espirituais que encontram o Realissimum no fundamento do mundo2 , designamo-las como religiões “supra-mundanas”; todas as outras, que encontram o divino em elementos parciais do mundo, designamo-las como religiões “intra-mundanas”. »

Ou seja, a festa marxista do Partido Comunista em uma escola do Alentejo é uma cerimónia de uma religião intra-mundana; e a missa católica em uma escola de Trás-os-Montes é uma cerimónia de uma religião supra-mundana. Mas Fernanda Câncio, na sua burrice propositada destinada a arregimentar os asnos que abundam, misturou os dois tipos de religião mediante uma comparação estúpida.

Mas, ¿será que os pais comunistas das crianças de uma escola do Alentejo — ou seja, os pais que são crentes de uma religião intra-mundana como é o marxismo — não têm o direito de festejar a revolução marxista de Outubro de 1917 na escola dos seus filhos?

Fernanda cancio webEu, que sigo Locke (mas não sigo Rousseau), penso que esses pais marxistas têm todo o direito a realizar uma qualquer cerimónia da sua religião intra-mundana (o marxismo) na escola pública com os seus filhos — desde que se respeite também a liberdade daqueles pais que não são marxistas em recusar participar na dita cerimónia.

Na senda de Locke, o Estado não é proprietário nem tutor das crianças (salvo nos casos excepcionais que confirmam a regra): a responsabilidade pela educação das crianças recai, em primeiro lugar, nos respectivos pais. E se os pais comunistas entendem que os seus filhos devem ser formados segundo a sua religião política (intra-mundana), o Estado não deverá intervir no domínio privado — mesmo quando as crianças frequentam a escola pública.

Os comunistas da escola do Alentejo têm todo o direito de organizar uma festa comunista para os seus filhos em uma escola pública. Quem não gostar da festa comunista na escola, não é obrigado a comparecer. O Estado não tem nada a ver com isso, porque a sua esfera de competência não deverá exceder o domínio estritamente público, por um lado, e a escola pública serve também interesses privados (por exemplo, através dos interesses das associações de pais), por outro lado.

Mutatis mutandis, o mesmo critério aplica-se à outra cerimónia, a da religião supra-mundana, de Trás-os-Montes.

Portanto, ficou aqui demonstrado por que razão a Fernanda Câncio é estúpida. Não se trata de um ad Hominem: ela é mesmo estúpida. Mas, podemos ir mais longe na demonstração da deficiência cognitiva da Fernanda Câncio.

A Fernanda Câncio invoca o artigo 41 da Constituição: "Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis."

Mas, para que os pais marxistas da escola do Alentejo organizem a sua cerimónia religiosa intra-mundana na companhia dos seus filhos, não é necessário que qualquer “autoridade” ande a indagar se a religião de uns e de outros é a marxista, ou não: adere à cerimónia quem quiser, sem necessidade de ser perguntado sobre as razões da sua adesão; e quem não quiser aderir, não tem que dar cavaco a ninguém (e muito menos a uma aberração humana como é a Fernanda Câncio).


Notas
1. “As Religiões Políticas”, 2002, Vega Lda., página 31
2. Do “mundo”, no sentido do “universo”

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Terça-feira, 28 Março 2017

O Diário de Notícias não deixa de me surpreender, no seu fatal caminho para se transformar no jornal Público

 

Os me®dia (o Diário de Notícias também) chegaram à conclusão de que os italianos que vêem os canais de televisão do Berlusconi têm uma maior tendência para votar no partido político do Berlusconi (!), ou nos partidos políticos apoiados pelo Berlusconi.

Perante tanta sapiência dos me®dia, curvo-me humildemente.

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Domingo, 19 Março 2017

Como a Isabel Moreira vê o mundo

 

Isabel Moreira: “Eu só quero ser um espírito livre. E pago o preço disso com a solidão. Os homens têm medo de mulheres livres”.


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Quinta-feira, 16 Março 2017

O maniqueísmo totalitário do socialista João Galamba

 

As críticas ao jornalismo são diferentes — segundo o Galamba — se forem da Esquerda ou da Direita.

 

Ou seja, o pensamento lógico não se aplica da mesma maneira a uma pessoa de Direita ou a outra de Esquerda. A crítica lógica (seja qual for) só é válida (a tolerância repressiva) se vier da Esquerda: aliás, a julgar pelo Galamba, até a lógica-matemática é de Esquerda.

E ainda dizem que não vivemos no PREC [Processo Revolucionário em Curso].

Sábado, 11 Março 2017

Carne para canhão

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 11:28 am

 

Os cães ladram e a caravana passa.

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Quinta-feira, 9 Março 2017

A idiotice do Paulo Baldaia

 

O Baldaia, de vez em quando, balda-se no que respeita ao bom-senso. Desta vez escreveu esta esterqueira ideológica.

O parvalhão Paulo Baldaia fez uso da opinião do parvalhão polaco Janusz Korwin-Mikke para nos tentar aparvalhar a todos: trata-se da lei universal da afinidade: os parvalhões encontram-se e tentam fazer de nós parvos.

Diz o Baldaia que “a sociedade continua bastante machista” — o que pressupõe que, para as filhas dele, recomenda-se o mulismo. Em vez do machismo, convém-lhe mais o mulismo, quiçá por causa das filhas que ele tem em casa.

Há uma coisa que a inteligência do Baldaia parece não abarcar: não devemos reduzir a política ao jurídico — nem tão pouco reduzir a cultura antropológica à política, e muito menos reduzir a ética à política e ao jurídico.

Pelo facto de haver uma lei de mil novecentos e troca o passo que tem que ser mudada, ou por haver uma lei actual que (alegadamente) o Bloco de Esquerda vai mudar — não é por esse facto que um homem deixa de ser biologicamente homem e uma mulher deixa de ser biologicamente mulher.

Ó Baldaia: é ciência, parvalhão!

Quarta-feira, 8 Março 2017

O politicamente correcto também vai acabar com a economia

 

Imaginem um dono de uma empresa que prefere um homem incompetente em determinada função, em vez de uma mulher competente para essa mesma função. ¿Já imaginaram esse patrão? Está falido!

Por isso é que o sistema de quotas defendido pelo gado asinino é um absurdo. Um patrão digno desse nome quer o melhor funcionário para a sua empresa, independentemente de ser homem ou mulher.

O sistema de quotas para mulheres vai dar merda, porque vai reduzir a competitividade das empresas: um estudo publicado pela Forbes revela que homens e mulheres com valor profissional real, preferem trabalhar empresas que não aplicam o sistema de quotas.

“While using a gender quota might seem like an effective way to compete in the war for talent, our research found that it actually drives away the highly talented professionals they were intended to attract”.

Gender Quotas in Hiring Drive Away Both Women and Men

Terça-feira, 7 Março 2017

Maria da Luz Rodrigues: “mantra” é a puta que te pariu!

 

“A terapeuta de reiki, Maria da Luz Rodrigues, compara a (oração católica) Avé Maria com o ‘Om Mani Padme Hum’, um mantra relacionado com uma “mãe divina budista”, Kuan Yin, adorada na China, Japão, Coreia e Vietname, e que simboliza a compaixão e o amor”.

¿Pode uma Avé Maria ser um mantra?


Maria, mãe de Jesus, foi uma personagem histórica concreta; Maria existiu mesmo, em carne e osso: não é um mito ou uma invenção. Comparar uma pessoa que existiu e teve a sua própria vida, por um lado, com um mito budista, por outro lado, é estupidez.

Uma Avé Maria é uma oração transcendental, e não um mantra.

Um mantra é imanente; a oração católica, em geral, (como, por exemplo, o Credo) apela ao transcendente. Quando a Maria da Luz Rodrigues não sabe a diferença entre o transcendente  e o imanente , é caso para dizer que “mantra é a puta-que-pariu”.

A Esquerda é naturalmente fascista: Jaime Nogueira Pinto proibido de falar na UNL

 

“Não nos permitimos calar: a Nova Portugalidade em defesa da democracia e contra a censura.

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Soube a Nova Portugalidade ter a Reunião Geral de Alunos da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa aprovado uma moção relativa à proibição da conferência-debate "Populismo ou democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate".

A palestra, a proferir pelo Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto, possui um carácter exclusivamente académico e trará à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas um intelectual de renome, autor de vasta obra e merecedor de apreço geral. Não podemos, portanto, reconhecer mérito à acusação de que o evento "está associado a argumentos racistas, colonialistas e xenófobos" ou de que periga a "democraticidade e inclusividade" da Faculdade. A equipa da NP, que se integra de indivíduos de todos os géneros humanos, é prova viva do ridículo do texto e rejeita-o com dose igual de seriedade e bom humor.”

Nova Portugalidade


Sábado, 4 Março 2017

Monhé tem perne pequene mas corre muito mesmo

 

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje que é preciso ter "nervos de aço e sangue frio", porque a oposição anda "muito irritada" com o sucesso do país, praticando "um exercício artificial de incharia e insultos".

António Costa: são precisos "nervos de aço e sangue frio" com a oposição

Quando o Estado for outra vez à falência, os "nervos de aço e sangue frio" passam para a oposição; e o monhé vai assobiar para o lado, fazendo de conta que não é nada com ele como já aconteceu no passado recente.

“Monhé tem esperto no cabece…”

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Segunda-feira, 27 Fevereiro 2017

Síntese crítica da teoria subjectivista niilista de Peter Singer (parte 1)

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 2:06 pm
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Um dos problemas do consequencialismo (em ética), é a certeza do futuro. O consequencialista puro tem a certeza do futuro.

Por exemplo: se eu vejo um automóvel a uma velocidade de 150 quilómetros / hora dentro da cidade, posso afirmar o seguinte:

“É provável que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Se o automóvel vai a 80 quilómetros / hora, posso dizer:

“É verosímil que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Se o automóvel vai a 40 quilómetros / hora, posso afirmar:

“É possível que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Mas em nenhum caso posso ter a certeza, porque ninguém conhece o futuro. Mas o consequencialista conhece o futuro: senão vejamos o que diz o Peter Singer:

“On absolute moral standards: There are still absolutists. Some are proponents of the “new natural law” tradition, which has its roots in Catholic moral theology, even though it is presented as a secular position. Others are Kantians, many of them outside English-speaking philosophy. In Germany, for example, you would find wide support for the idea that we should not torture a child, even if (as in Dostoevsky’s example in The Brothers Karamazov) that would produce peace on earth forever. To me it seems obvious that if by torturing one child you could prevent a vast number of children (and adults) suffering as much or more than the child you have to torture, it would be wrong not to torture that child.”

Peter Singer diz que torturar uma criança não é mau, se a tortura dessa criança evitar que um vasto número de crianças e adultos venham a sofrer também (o nazi Josef Mengele pensava da mesma forma, quando fazia experiências médicas com crianças judias).

Há aqui uma certeza, da parte de Peter Singer: a de que a consequência do sofrimento (causado propositadamente) dessa criança aliviará, no futuro, o sofrimento de muitas outras crianças e de adultos. E por isso, diz Peter Singer, a tortura dessa criança até é coisa muito boa de se fazer; porque ele tem a certeza do futuro, tal como Mengele tinha.

Mas se a tortura for aplicada em um porco ou num cão, Peter Singer já não concorda com o seu próprio consequencialismo, porque ele considera que um porco ou um cão é um animal superior a uma criança. Mas deixemos esta incongruência para um outro verbete.

Não sei se Peter Singer tem filhos, mas se torturassem um filho dele para “bem da humanidade”, talvez ele não ficasse feliz. Talvez ele não tenha filhos para poder defender a tese da “tortura racional de uma criança”. (Por outro lado, Peter Singer é contra a tortura de terroristas islâmicos no GITMO; porque um terrorista islâmico é um adulto, e não uma criança: para Peter Singer, uma criança tem um valor ontológico inferior a um adulto).

O problema do consequencialismo puro é que não distingue o racionalmente impossível, o possível, o verosímil, o provável, e a certeza.

Para o consequencialista puro, o futuro é sempre uma certeza subjectiva, ou intersubjectiva de uma elite. E como o futuro é sempre uma certeza da elite, a sua moral é teleológica: os fins justificam quaisquer meios, porque se tem a certeza de que os fins se realizarão exactamente conforme o pressuposto.

No consequencialista puro coexiste um romântico e um positivista (porque o positivismo é o romantismo da ciência).

Mas mesmo que tivéssemos a certeza do futuro, segundo o qual a tortura de uma criança beneficiaria muitas outras crianças e adultos, essa tortura seria barbárie, do ponto de vista ético — porque nem todos os fins justificam quaisquer meios; há limites.

E aqui o limite é o do ADN da criança que é um ADN humano, único e irrepetível.

O que nos separa irredutivelmente de Peter Singer é o valor do ser humano: para ele, o ser humano tem um determinado valor, dependendo se é uma criança, um adulto ou um velho. Porém, o problema de Peter Singer é que não existe um consenso universal e geral sobre quanto vale um ser humano; e portanto, o valor que ele dá ao ser humano é um valor subjectivo que, ipso facto, não pode ser universal e, por isso, não se pode transformar em uma teoria ética propriamente dita.

Quarta-feira, 22 Fevereiro 2017

Maria de Lurdes Rodrigues: é burrinha que nem um tamanco

 

A Lurdinhas (que não tem filhos) apresentou o seguinte gráfico para justificar a ideia segundo a qual “a carreira profissional feminina não impede a procriação suficiente e necessária”.

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feminismo_trabalho_domestico_webNa Europa, o único país que atinge a taxa de natalidade necessária à reposição populacional é a França (2,1 filhos por mulher), mas essa taxa de natalidade deve-se à imigração islâmica e à poligenia islâmica. Todos os restantes países da Europa não atingem os 2 filhos por mulher — e a Lurdinhas exulta, porque sempre podemos importar “escravas sexuais islâmicas”.

A Irlanda é um país onde até há pouco tempo, o aborto era proibido por lei — o que significa que a taxa de natalidade vai diminuir na Irlanda também, como diminuiu drasticamente em Portugal depois da lei do aborto de 2007.

Islândia, Suécia, Reino Unido, Noruega, Bélgica, Holanda, Dinamarca — são países de imigração islâmica e poligénica.

O Islamismo não permite o aborto nem contraceptivos; a poligenia faz com que uma “família” islâmica possa atingir 10 filhos ou mais. As mulheres imigrantes muçulmanas, em geral, não trabalham fora de casa e não usam contraceptivos.

Na Irlanda, a tradição do trabalho doméstico da mulher (ainda) está muito arreigado. É uma questão de cultura antropológica.

É claro que existe uma relação directa entre o trabalho da mulher fora de casa, por um lado, e a taxa de natalidade, por outro lado. Um círculo quadrado é uma impossibilidade. Só a burrinha da Lurdinhas não vê.

feminismo

Uma cultura em que a mulher pretende ser homem, está condenada à extinção. Ou há uma revolução em Portugal que elimine (literalmente) as Lurdinhas & amigos, ou Portugal está no caminho da extinção como país, povo, cultura e identidade nacional.

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