perspectivas

Terça-feira, 3 Maio 2016

Sou de esquerda e sou uma vaca tirolesa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 4:30 pm
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Camaradas progressistas e camarados progressistos do Bloco de Esquerda:

Vemos neste vídeo abaixo (com subtítulos em inglês) uma reportagem com perguntas a estudantes e estudantas suecos e suecas, em que se pergunta, nomeadamente, se uma mulher pode ser um homem. As respostas são unânimes: se uma mulher se assumir como homem e quiser ser um homem, então essa mulher é um homem.

Subtítulos em inglês

Porém, o problema começa quando a entrevistadora faz duas perguntas. A primeira: se uma pessoa quiser medir 10 metros de altura, ¿passará a ter 10 metros de altura? E, a segunda: se uma pessoa sueca quiser ser japonesa, ¿passará a ser japonesa? As respostas a estas duas perguntas não são claras — porque os estudantes e estudantas entrevistados e entrevistadas não são suficientemente progressistas (e progressistos).

É nosso dever ensinar as pessoas que, se alguém assume que tem 10 metros de altura, então passa a ter mesmo 10 metros de altura.

Eu, por exemplo, sou uma vaca tirolesa: vemos na fotografia abaixo, a mulher que é homem, e eu. Se alguém negar que a vaca tirolesa sou eu, atenta contra a minha autonomia e deve ser censurado no programa da SIC “¿E se fosse consigo?”.

vaca-tirolesa

A religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira

 

Quando chegamos à conclusão de que a “democracia está cansada”, (“nós”, os que pensam como eu), não o fazemos com gáudio ou prazer. Fazemo-lo com tristeza. É triste constatar que a democracia está exausta.

A principal causa da exaustão da democracia é a ideia laicista segundo a qual o Direito Positivo substitui a ética: acredita-se que se os valores da ética forem sujeitos a regulação jurídica, então tudo é regulável.

Ou seja, na democracia cansada, a lei pretende substituir a ética. Mas, sendo que os valores da ética só se impõem através do sacrifício do interesse próprio, esses valores impõem-se por intermédio da religião; mas, na democracia cansada, a religião foi afastada da praça pública pelo Poder político; a democracia cansada acredita que a lei substitui a religião.

A democracia cansada acredita que a vigilância da polícia tem o mesmo efeito prático do sacrifício do interesse próprio que os valores da ética impõem. Segundo a democracia cansada, basta que se regule por lei, por exemplo, a eutanásia ou as "barriga de aluguer", para que a eutanásia e a "barriga de aluguer" se tornem eticamente legítimas. É como se os valores da ética se esfumassem e fossem substituídos por uma norma policial.

No caso da eutanásia, a democracia cansada acredita que, regulando-a por lei, se evitam assassinatos. Sendo que os valores da ética são eliminados e substituídos pelo Direito Positivo (por normas policiais), os democratas cansados acreditam que é possível regular a eutanásia de modo a evitar homicídios. E quando esses homicídios não são evitáveis, os democratas cansados dizem que se tratam de “danos colaterais”. O assassínio passa a ser um dano colateral, em nome do sacrifício radical da ética e da sua submissão ao império do Direito Positivo.

No caso das "barriga de aluguer", a democracia cansada fractura a maternidade em três partes: biológica, gestacional e social.

Tal como uma prostituta é reduzida ao sexo, a mãe da "barriga de aluguer" é reduzida aos seus atributos físicos e à capacidade de ter filhos. E a criança fruto da "barriga de aluguer" é reduzida a um objecto que se compra e se vende. E a democracia cansada acredita que, através da regulação do Direito Positivo, a transformação da mulher e da criança em objectos são perfeitamente legítimos por via da norma legal, e por isso, os valores da ética se tornaram obsoletos e anti-modernos. A ética passou a ser um fenómeno anacrónico.

Mas são os mesmos que defendem o anacronismo da ética que pretendem regular os offshores através do Direito Positivo.

Pensam que através da repressão policial o mundo se tornará perfeito; e que a ética não é necessária para nada, e a religião também não. A nova religião da democracia cansada é o Direito Positivo, e a nova Bíblia é o Código Penal. Esta é a religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira.

A democracia cansada está doente. Ou acabamos com ela, ou ela acaba connosco.

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer acabar com os animais

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 9:35 am
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O PAN (Pessoas-Animais-Natureza), partido dos animais, chegou à conclusão de que a única forma de acabar com o abate de animais abandonados nos canis municipais é impedir que os animais se reproduzam, ou seja, é acabar com os animais. A conclusão do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é lógica: se os animais não se reproduzem, então não será preciso abatê-los.

Segue-se que, segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), uma sociedade que respeite os direitos dos animais é uma sociedade em que não existem animais para desrespeitar.

Nesse documento é por demais evidente a filosofia na qual assenta a mesma ILC, propondo a esterilização de todos os animais presentes nos Canis Municipais e Centros de Recolha e a sua devolução às ruas, com a figura legal do "animal comunitário", sobre a (ir)responsabilidade de um tutor. Acrescentando publicamente, à mesma proposta, a necessidade de uma esterilização massiva de todos os animais de companhia, e ainda, acrescentando de uma forma veemente o fim da criação de animais domésticos de raça.

O PAN pretende, e as entidades que o apoiam, fomentar e organizar a extinção de qualquer cão ou gato doméstico num horizonte de curto e médio prazo, impedindo a reprodução e o apuramento de raças, com o propósito de terminar com os abates em canis municipais.

Pretendem, também, que todo e qualquer Português que queira ter um cão ou gato em sua casa, seja submetido a um enorme escrutínio burocrático, a licenciamentos e cursos de formação em bem-estar animal, retirando aos cidadãos o livre-arbítrio do direito de escolha do seu animal doméstico.”

Portanto, a solução do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é radical: para que os animais deixem de sofrer, é preciso acabar com os animais. Se não existirem animais, eles não sofrem.

Quando observo a Esquerda portuguesa, lembro-me amiúde da noção de “imbecil colectivo”, de Olavo de Carvalho:

“O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

Sábado, 30 Abril 2016

O José Pacheco Pereira e o conceito de “direita radical”

 

Se, por exemplo e por absurdo, a Esquerda defendesse a luta armada para conquistar o Poder, e a Direita ficasse escandalizada, a reacção da Direita passaria a ser “radical”. Para o José Pacheco Pereira, é o posicionamento político da Direita que conta, mas não a análise racional (passo a redundância, porque há “análises irracionais”) desse posicionamento político.

jpp-marxÀ medida em que a Esquerda vai entrando pelo absurdo adentro ("barriga de aluguer", eutanásia a pedido do cliente, procriação medicamente assistida para toda a gente, adopção de crianças por pares de invertidos, aborto pago pelo Estado, etc.), é (alegadamente) “a direita que se radicaliza” — a mesma Direita que não mudou de opinião quando, na realidade, foi a Esquerda que se radicalizou. Mas, para o José Pacheco Pereira, essa Direita, que não mudou, passou a ser “radical”.

O José Pacheco Pereira consegue uma coisa extraordinária: chamar de “radical” a uma pessoa que manteve a sua opinião igual à que tinha no tempo em que não era considerada “radical”. Por exemplo, uma pessoa católica que não concordava com o divórcio em 1970, é hoje “radical” porque ainda não concorda com o divórcio (segundo o papa Chico que o José Pacheco Pereira tanto admira).

À medida em que a Esquerda radicaliza, a responsabilidade do radicalismo é transferida para a Direita.

O argumento do José Pacheco Pereira funda-se na falácia ad Novitatem que identifica o “radicalismo” com um alegado “imobilismo ideológico”: qualquer pessoa que mantenha uma opinião ortodoxa corre o risco de ser apodada de “radical”. A única ortodoxia que vale é a de Esquerda que concebe o progresso como uma lei da Natureza.

Se levarmos o conceito pachequiano de “Direita radical” à letra e ao limite, um dia destes qualquer pessoa (por exemplo) que não concorde com o aborto pertencerá à “Direita radical”.

O princípio do José Pacheco Pereira é maniqueísta e totalitário; a diversidade cultural (propalada pela Esquerda) é uma forma de imposição de uma uniformidade ideológica. E a palavra-mestra “Direita radical”, utilizada pelo José Pacheco Pereira, funciona como uma espécie de argumento ad Hitlerum que pretende estigmatizar os relapsos da uniformidade ideológica de Esquerda.

A nova guerra fracturante da Esquerda: a regulação da vida sexual por parte do Estado

 

Os Estados Unidos (onde nasceu o politicamente correcto) prepara-se para alterar o Código Penal introduzindo a figura jurídica de “consentimento afirmativo”, o que significa que as relações sexuais serão à partida e sempre consideradas como “violações sexuais” — a não ser que nenhuma das partes envolvidas na relação denuncie o acto sexual.

Ou seja: o homem é, por princípio, sempre considerado um violador sexual — a não ser que a mulher se cale. Basta que a mulher diga que foi violada (basta a palavra dela), para que o homem seja preso.

Temos aqui a inversão do ónus da prova: é o homem que tem que provar que não é um predador sexual; mas a verdade é que esse “consentimento afirmativo” é impossível de provar, a não ser que, antes de cada acto sexual, se assine um contrato entre as partes.

¿Quando é que a Catarina Martins apresenta um projecto-de-lei que regule as relações sexuais?

A sexortação pós-sinodal "A alegria do amor", do papa Chico

 

O papa Pio X avisou-nos que a ambiguidade é uma arma dos relativistas para apresentar as suas doutrinas sem uma ordem clara e identificável, dando a ilusão de que o ambíguo relativista pode ter dúvidas quando, na realidade, sabe bem o que quer.

Como não podia deixar de ser, o Anselmo Borges faz uma ode à sexortação pós-sinodal "A alegria do amor". Começa por dizer que “a pessoa é a verdade”, para daí concluir que “qualquer pessoa é a verdade”; ou seja, infere-se que a pessoa do santo é a verdade, na mesma proporção em que a pessoa do assassino é a verdade. O Anselmo Borges faz lembrar o Marginalismo.

A sexortação pós-sinodal "A alegria do amor" do papa Chico segue dois padrões ideológicos: a casuística jesuíta e a intencionalidade subjectivista de Pedro Abelardo. A ler:

Não vou aqui comentar profusamente a opinião do Anselmo Borges acerca da “profunda alteração do casamento”, porque só isso daria um artigo. O casamento, em si mesmo, não se alterou; o que se alterou foi a cultura, e as culturas não são todas iguais ou equivalentes entre si. O divórcio não é invenção moderna; já existia, por exemplo, entre os romanos do império, e não consta que os romanos fossem modernos e prá-frentex; a redução da chamada “família tradicional” a uma unidade económica é um absurdo, porque toma a parte pelo todo.

Para além de impôr a casuística como norma arbitrária, por um lado, e de adoptar o subjectivismo como padrão de juízo ético (o que é impossível, em termos práticos), por outro lado, o papa Chico repudia as epístolas do verdadeiro S. Paulo, para além de se colocar acima de Jesus Cristo quando Este definiu o casamento (“não separe o homem aquilo que Deus uniu”). O papa Chico considera-se acima do próprio Jesus Cristo, e o Anselmo Borges presta-lhe vassalagem.

O papa Chico é o coveiro da Igreja Católica, com a bênção de Anselmo Borges e quejandos. O Anselmo Borges pode enganá-lo a si, caro leitor; mas não engana toda a gente. O Anselmo Borges não resistiria a cinco minutos de discussão comigo acerca do papa Chico. E ele sabe disso; e por isso é que tenta branquear aquilo que está de tal forma maculado que já não pode ser recuperado.

Sexta-feira, 29 Abril 2016

O Fernando Rosas é uma contradição com duas pernas

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 9:29 am
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O Fernando Rosas tem razão quando critica o “fim da História” de Francis Fukuyama; mas perde a razão quando defende o “fim da História” de Karl Marx. O Fernando Rosas tem uma visão maniqueísta da História que é, segundo ele, o palco da luta das forças do bem contra as forças do mal. Essa visão maniqueísta caracteriza os gnósticos modernos e os puritanos contemporâneos; a diferença fundamental entre os gnósticos modernos e os da Antiguidade Tardia é a de que os primeiros têm uma religiosidade imanente, ao passo que a religiosidade dos segundos era transcendente.

O Fernando Rosas tem razão quando critica o presentismo:

No entanto, identificou os processos pelos quais, na actual sociedade portuguesa, se desenvolvem as “tentativas de reinterpretação” do passado recente. A primeira que apontou foi a “desmemória” criada pelos media, pela escola e as novas tecnologias, que criam um ambiente de “presente contínuo”, que significa “uma forma de manipulação da memória” pelo “apagamento de acontecimentos, de processos históricos e de valores que transportem do passado um potencial subversor da nova ordem que se pretende estabelecer”. “Uma espécie de amoralismo paralisante” que inculca “a aceitação acrítica da lei do mais forte, da injustiça social, da destruição das forças produtivas”, disse.

Mas o Fernando Rosas perde a razão quando se verifica que o corte radical com o passado (cultural, tradicional, epistemológico) é característica da revolução marxista que ele defende. O presentismo é uma consequência cultural da tentativa da construção marxista do Homem Novo, em que o passado histórico é desconstruído e denunciado como negativo à luz da dialéctica hegeliana que define o progresso como uma lei da Natureza. A responsabilidade do Diktat cultural do presentismo não é apenas dos neoliberais: os marxistas são também responsáveis (juntou-se a “fome” com a “vontade de comer”, em uma conjunção de vontades que destrói a sociedade).

O Fernando Rosas reduz a moral à economia; ou seja, a ética e o valor da justiça são reduzidas às relações económicas. É certo que a equidade é uma característica da justiça, mas ficamos sem saber por que razão o Fernando Rosas critica a lei do mais forte (darwinismo social) ao mesmo tempo que defende o aborto, por exemplo. Se há exemplo escandaloso da lei do mais forte é o exercício discricionário do aborto, porque configura um acto gratuito que representa o exercício de um arbítrio total.

O Fernando Rosas é uma contradição com duas pernas. O rei vai nu.

Quinta-feira, 28 Abril 2016

¿Por que é que a Raquel Varela não se dedica à História?

 

A Raquel Varela faz aqui uma confusão de grelos! Aliás, já desisti de tentar compreender o arquétipo mental da criatura.

“Existia em 1974 no sector industrial 1.246.000 de tipos, em 2011, 1.272.9 (mais portanto ligeiramente em 2011 do que em 1974!) e em 2015, já depois de uma sangria migratória e imobilização da capacidade produtiva 1.107.000. E escrevo sobre números brutos porque por força da tecnologia a produção de valor pelo mesmo número é muito superior…Ou seja o país está mais rico (outro grande mito, o de que somos um país pobre)”.

Vejamos aqui a análise de um economista:

“O Índice de Desenvolvimento Humano calculado pela ONU é o índice sintético mais utilizado para medir e comparar o desenvolvimento dos países. Foi calculado pela primeira vez em 1975 (normalmente, é calculado com dados estatísticos dos dois últimos anos, neste caso 1973, 1974).

Nesse ano existiam apenas 23 países com um IDH superior a Portugal (o IDH de 1975 não está calculado para a Alemanha, mas considerei ser superior ao de Portugal). Portanto, o Estado Novo deixou Portugal como o 24º país mais desenvolvido do mundo.

Em 2015 Portugal era o 43º país mais desenvolvido do mundo, segundo o mesmo indicador”.

Ou seja, Portugal era mais rico — em termos relativos, obviamente — em 1974 do que em 2015.

É óbvio que, ao longo de 40 anos, a economia portuguesa cresceu; mas não cresceu (nem de longe nem de perto) ao nível do crescimento verificado durante o Estado Novo (maldito Salazar! Faxista! Então, faxisto?!); e, entretanto, também se alterou o quadro político e macroeconómico: por exemplo, hoje não temos controlo sobre a política monetária, e a circulação de capitais é livre — o que não acontecia em 1974.

Portanto, dizer que o país é hoje “mais rico” quando o dinheiro foge a sete pés daqui para fora, só pode ser estupidez: um país “mais rico” teria a capacidade de ter uma Banca sólida. E isso só se faz com o afastamento radical de pessoas como a Raquel Varela da vida pública.

Mesmo que os números apresentados pela Raquel Varela sejam verdadeiros, o pico da indústria de mão-de-obra intensiva aconteceu na década de 1980 em Portugal; ou seja, o número de “tipos” trabalhando na indústria foi maior na década de 1980 quando comparado com os anos de 1974 e de 2011. Portanto, aconteceu de facto uma desindustrialização em Portugal.

Quarta-feira, 27 Abril 2016

O lóbi político gayzista pretende expulsar a Lituânia da União Europeia

 

A Lituânia tem uma lei de protecção de menores de idade, que impede a propaganda sodomita e gayzista nas escolas primárias e nos jardins infantis. Porém, o lóbi político sodomita pretende que a comissão europeia abra um procedimento de suspensão da Lituânia na União Europeia, apenas porque este país proíbe a propaganda gayzista em crianças até aos nove anos de idade.

Terça-feira, 26 Abril 2016

Por detrás de um utopista socialista, esconde-se um sargento da polícia

 

“Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adopção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género.

Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas e a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes – embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia…

E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças”.

Eunucos



Quando a utopia se confronta com a realidade — neste caso, com a realidade social —, a realidade perde sempre.

Quando os ditos “conservadores” denunciam que uma determinada política esquerdista não funciona ou é contra-producente, essa denúncia é considerada pelos utopistas como sendo irrelevante; o que conta é a utopia: os factos, e mesmo o que é evidente, não contam. O que conta — para o utopista — é o compromisso total e absoluto com a utopia.

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo.

O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado “mau”, o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico.

Por detrás de um utopista, esconde-se um sargento da polícia.

Igualdade do Bloco de Esquerda: o Estado vai oferecer um helicóptero portátil aos coxos

 

“Agora, o que o Bloco de Esquerda propõe é que se dê à pessoa com deficiência “meios económicos para que possam contratar alguém que o auxilie nas tarefas da vida quotidiana”. É este “princípio de vida independente que queremos instituir”, sublinha o bloquista”.

Causas fracturantes do Bloco estão para durar

Para que mancos (e mancas) sejam iguais às pessoas (e pessôos) que não são mancas (e mancos), o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) propõe que o Estado (e a Estada) ofereça um@ mini-helicópter@ (ver vídeo ou vídea abaixo ou abaixa) a cada manquinh@ português (e portuguesa), para que assim não exista discriminação dos não-mancos (e não-mancas) em relação aos coxos (e coxas).

Para tal, o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) vai impôr a António Costa a inscrição de uma rubrica do Orçamento de Estado de 2017 com o nome “igualdade para os manquinhos e manquinhas, coitadinhos e coitadinhas”.

Quarta-feira, 20 Abril 2016

¿Tadeu? Tá dado!

 

Um frade dominicano entrou no campo da universidade de Indiana, e alguns alunos ficaram indignados pelo facto de um membro do Ku Klux Klan andar livre no campo. Ou seja, os alunos perderam a noção do que é um frade católico, a ponto de o confundirem com um militante do Ku Klux Klan; mas não perderam a noção do que é um membro do Ku Klux Klan.

Quero dizer o seguinte: com o “progresso”, há muita coisa — na cultura intelectual e/ou antropológica — que se perde. Perde-se, por exemplo, o sentido da alegoria e da metáfora, perde-se a noção de símbolo, e perde-se até o sentido de humor. Se não, vejamos um texto acerca de Pedro Arroja que nos deu um tal Tadeu:

  • Dizer que “as dirigentes do Bloco de Esquerda são esganiçadas” é “machismo homofóbico” (parte-se do princípio de que existe um machismo que não é homofóbico);
  • O uso da metáfora e/ou da alegoria no discurso (sobre a função natural dos homens ou mulheres, ou sobre as diferenças entre sexos) é “parvoíce”.

O Tadeu não tem culpa; perdeu a noção de alegoria ou metáfora, reduz os símbolos a simples sinais de trânsito ou coisa que o valha. E — pasme-se! — critica os que deram atenção a Pedro Arroja escrevendo um arrazoado acerca de Pedro Arroja.

A verdade é que temos uma pseudo-elite política (a ruling class) que controla Lisboa e para quem os factos incomodam. Vivemos em uma cultura política psicótica, em que a realidade é negada; e o Tadeu é um exemplo dessa cultura. Lisboa vive em mundo à parte, divorciado do resto do país; mas o problema é que vem de lá o Poder. O exemplo disto é o facto de o Tadeu considerar o Porto Canal “um canal de televisão mais ou menos secreto”; ou seja, tudo o que não seja de Lisboa é considerado invisível. O sistema político esquerdista que temos já perdeu a vergonha.

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