perspectivas

Segunda-feira, 23 Janeiro 2017

Descasca!, Pacheco!

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 12:03 pm
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JPP-ZAROLHOQuando a Troika voltar a entrar em Portugal, o José Pacheco Pereira vai dizer que a culpa é da oposição de Passos Coelho. Está-lhe na massa do sangue manipular factos de forma enviesada, ou negá-los.

Para já, ainda vamos nos 4% de taxa de juro a 10 anos. Mas o Pacheco diz que não há problema: até aos 7% de taxa de juro, ainda temos espaço de manobra da gerigonça. O diabo afinal não chegou; nem chegará; “o diabo não existe” — o que convém ao diabo que se diga.

Entretanto temos brevemente eleições em França e Marine Le Pen lidera as sondagens; e temos eleições na Holanda; surgiu o Brexit (menos 10 mil milhões de Euros no budget da União Europeia) e o Donald Trump ganhou nos Estados Unidos. Mas o Pacheco está preocupado com “a inevitabilidade dos juros e do mercado”, que ele considera coisa estúpida.

Faz lembrar alguém que diz ao condutor do automóvel: “Olha, tem cuidado que o carro vai em contra-mão!”, ao que o condutor responde: “Porra, para o teu pensamento único! Merda de Vulgata que julgas ser a realidade”. E bum!, p.a.f.! (Portugal à Frente).

Sábado, 21 Janeiro 2017

O síndroma do “país inviável”: tudo como dantes, no quartel de Abrantes

 

Há uma casta de liberais em Portugal que padece do “síndroma do país inviável”; um deles é Pinto Balsemão (que também nem morre, nem a gente almoça), que afirmou um dia em um programa da SICn que “se Portugal tivesse metade da sua população, seria um país viável” — o que é contraditório, porque teria ainda um mercado meTIme Agosto 1975nor; mas é assim que os Bilderbergers liberais pensam de Portugal.

Então ¿o que diríamos da Islândia, que tem uma população de 300 mil habitantes com um PIB per capita de 50 mil US Dollars? ¿Também é um “país inviável”? Ou a Suíça, ¿também é um “país inviável”?

Em consequência do síndroma do “país inviável”, os liberais defendem a ideia segundo a qual “ou o Euro, ou o caos” — sendo que o caos é o “país inviável”. Sem o Euro, o país é inviável (esquecendo-se que a Islândia, ou a Dinamarca, ou a Suíça, por exemplo, não têm Euro).

O liberal Insurgente de serviço é tão idiota que menciona os anos de inflação alta em Portugal sem referir que ela foi devida ao PREC [Processo Revolucionário em Curso] e aos anos que se lhe seguiram. E depois, fala do Euro como se fosse a antítese da inflação e do PREC [Processo Revolucionário em Curso] que ele não mencionou. Ou seja, compara alhos com bugalhos.

A instabilidade política em um pequeno país cria instabilidade económica, e cria automaticamente uma desconfiança na moeda desse país; basta isto para criar inflação, porque a moeda vai sendo desvalorizada de modo “deslizante” em função dessa desconfiança política. Mas num país sem instabilidade política — por exemplo, a Dinamarca que também não tem Euro —, a moeda é credível e a inflação é baixa, embora o país seja pequeno.

O problema de Portugal é que tem uma esquerda marxista e radical na ordem dos 30% dos votos (contando com a ala radical do Partido Socialista), e por isso é que o país é inviável. Enquanto não limparmos o sebo à elite dessa tropa, nem sequer o Euro nos salva. E já agora: há que tratar dos patrões analfabetos funcionais que temos.

Sexta-feira, 20 Janeiro 2017

Os chinocas podem ser proteccionistas; mas os outros, não!

 

Há no Ocidente uma espécie de tendência para o suicídio, seja na cultura antropológica ou na economia; e a tal ponto que se a China, por exemplo, protege (de várias maneiras) a sua economia, as cabeças bem pensantes do Ocidente acham normal; mas se os Estados Unidos fazem o mesmo, então já é “proteccionismo”.

E são essas luminárias suicidárias que transformam a economia política em uma ciência exacta; desenham um gráfico qualquer e atribuem-lhe a exactidão de um axioma. E pensam exactamente (sem tirar nem pôr) como pensa o George Soros (o tal que levou o Banco de Inglaterra à falência). É desta estirpe de animais suicidários de que se constitui o capitalismo actual.


"Those who will not even admit the Capitalist problem deserve to get the Bolshevist solution."

→ G. K. Chesterton

Por isso é que temos uma geringonça a governar Portugal: é produto dos “liberais” que temos.

Quarta-feira, 18 Janeiro 2017

Londres, 2017

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 7:12 pm
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Domingo, 15 Janeiro 2017

O partido liberal português que é socialista

 

Começo a ter pouca vontade de escrever aqui no blogue. Um dia destes fecho-o sem anunciar que foi fechado — porque, por exemplo, quando leio que se pretende fundar um partido liberal que fica situado entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, não me apetece escrever sobre o assunto, e sobre nada. Apetece-me insultar os filhos da puta.

“Liberalismo” vem do latim “liberalis”, que significa “benfeitor”, “generoso”.

Em filosofia política, o liberalismo é o conceito do qual John Locke foi um dos primeiros representantes, e que faz do sujeito individual, dotado de direitos inalienáveis (direito à propriedade, à liberdade, etc.), a fonte e o centro das relações sociais.

Em economia política — que é o que nos mais interessa num partido liberal! —, o liberalismo é o princípio associado ao liberalismo político de que se falou acima, mas segundo o qual as leis do mercado devem continuar a ser livres, pois são naturais (por exemplo, a lei da oferta e da procura), e dependem delas mesmas o equilíbrio entre a produção, a distribuição e o consumo (Adam Smith).

A função do Estado liberal deve ser a de garantir os direitos individuais, e a sua autoridade apresenta, então, limites: os seus diferentes poderes (executivo, legislativo, judicial) devem ser separados. Para o liberal, a igualdade é reduzida à igualdade de direitos, e não à igualdade social. A igualdade social, própria do Partido Socialista e da Esquerda em geral, supõe que o Estado intervenha para “corrigir o livre jogo da sociedade civil”, o que é sempre interpretado pelo liberalismo como funesto para a liberdade.

Ou seja, um liberal não é um socialista.

Dizer que o novo partido liberal fica politicamente situado entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, é dizer que o liberalismo é socialismo.

Sexta-feira, 13 Janeiro 2017

Existe um plano da ONU de genocídio dos brancos

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:15 am
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Quinta-feira, 12 Janeiro 2017

O argumento neoliberal da inferioridade ontológica portuguesa

 

“O Reino Unido e a Irlanda efectivamente usaram um modelo de nacionalizações temporárias, com posterior privatização. Este modelo é interessante, mas não o podemos aplicar a Portugal esquecendo-nos de um factor de contexto relevante: estamos em Portugal. Em Portugal, como a Caixa aliás ilustra, o banco serviria para atender a interesses e caprichos políticos, e é questionável se a gestão sob batuta pública seria mais eficaz. Olhando para a Caixa, a conclusão seria um rotundo não”.

Argumentos contra a nacionalização do Novo Banco (Insurgente)

É a merda da ideologia: quando o Reino Unido e a Irlanda procedem segundo a cartilha neoliberal, os portugueses são inteligentes e deveriam seguir-lhes o exemplo. Quando o Reino Unido e a Irlanda são pragmáticos e fogem à ideologia, os portugueses são uma merda e não podem seguir-lhes o exemplo.

Podemos ver também o enviesamento ideológico de sinal contrário em Paul Krugman: o défice excessivo é bom se for de esquerda; se for de direita, é mau.

Toda a gente com bom senso sabe que a melhor solução para o Novo Banco é a nacionalização temporária temporária, estúpido! Limpa a cera dos ouvidos!

Quarta-feira, 11 Janeiro 2017

O erro protestante do Anselmo Borges

 

O facto de o Anselmo Borges ser católico é um erro de casting: ele deveria assumir o seu protestantismo, e toda a gente ficaria a ganhar.

Os católicos assumem a figura do purgatório — que os protestantes não assumem. Para o Anselmo Borges e para os protestantes, o purgatório não faz parte das contas: as almas vão directamente ao encontro de Deus, ou vice-versa.

Para o Anselmo Borges, Mário Soares foi uma pessoa muito importante na política esquerdista e na democracia, e por isso foi directamente para o Céu (sem passar pela casa da Partida).

É assim que aquela mente desajeitada vê o destino das almas: se fores de esquerda e democrata, vais para o Céu; e fores como o Padre Pio de Pietrelcina, que de democrata tinha pouco e de esquerda nada, vais para o inferno.

Terça-feira, 10 Janeiro 2017

O Carlos Fiolhais e Lutero

 

É preciso que alguém diga ao Carlos Fiolhais que a tese de Max Weber acerca do capitalismo não se relacionava com o luteranismo, mas antes com o Calvinismo. É claro que, para o Carlos Fiolhais, “é tudo protestantismo”. Mas o luteranismo é bastante diferente do Calvinismo.

Também é falso que “a Europa do norte se tenha desenvolvido mais rapidamente do que a do sul” — como diz o Carlos Fiolhais .

Em princípios do século XIX, a Prússia (Alemanha) luterana ainda vivia em um sistema feudal.

Quem se desenvolveu mais depressa foi a potência marítima inglesa (depois da revolução inglesa da segunda metade do século XVII, em que se separou o Estado e a Igreja [John Locke], o que não aconteceu na Alemanha e noutros países nórdicos até ao final do século XIX); e não consta que “o norte da Europa” se reduza à Inglaterra.

E, a par com a Inglaterra, foi a França latina e do sul que comandou o progresso nas ciências e na cultura do século XIX; e no princípio do século, o alemão Hegel tecia loas a Napoleão como o “salvador do mundo”; só com Bismarck a Alemanha começou a levantar-se do chão, e à custa de sucessivas guerras que acabaram em Hitler.

Comparar Lutero com Santo Agostinho (ou mesmo com S. Tomás de Aquino) só pode vir de uma mente alienada.

Mas de nada nos vale dizer que o Carlos Fiolhais não percebe pívia do assunto: é ele que tem acesso aos me®dia, tem um alvará de inteligente, e ninguém o contradiz porque a atitude da elite portuguesa é (e quase sempre foi) corporativista.

Que a terra lhe seja leve e que Deus lhe perdoe — porque eu não lhe perdoo

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 10:46 am
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Um tal Pedro Guerreiro faz o panegírico de Mário Soares no jornal púbico.

Um dia a História irá ser feita e contada, sem reconstruções politicamente correctas; um dia haverá historiadores isentos que nos irão dizer que morreu mais gente inocente — vítimas mortais, pretos e/ou brancos — durante o processo de “descolonização exemplar” de que se orgulhou Mário Soares, do que durante 500 anos de colonização portuguesa em África.

Entretanto, os filhos-de-puta vão tentando manipular e branquear a História.

Que fique claro: a descolonização teria que ser feita.

Mas não da forma defendida por Mário Soares e seus apaniguados, que matou milhões de pessoas, muito mais pretos do que brancos. Que a terra lhe seja leve e que Deus lhe perdoe — porque eu, que fui testemunha ocular, não lhe perdoo.

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Segunda-feira, 9 Janeiro 2017

A flor cheirosa

 

O João Távora confunde “grosseria”, por um lado, com “verdade”, por outro lado. Quando a verdade incomoda, é grosseria.

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Quinta-feira, 5 Janeiro 2017

Coincidência: o Leopildo (¿ou Leopoldo?) assumiu a gerência, e o Alberto Gonçalves foi despedido do Diário de Notícias

 

“O Alberto Gonçalves, pessoa que não conheço socialmente a não ser das redes sociais, como aliás boa parte dos amigos mais chegados das redes sociais, e autor de colunas de opinião no Diário de Notícias e na revista Sábado com um sentido de crítica e de humor cáusticos quase sempre dirigidas ao governo e aos partidos de esquerda que o apoiam, com especial incidência sobre os socialistas e os bloquistas que lhe dedicam publicamente um odiozinho especial e se dão ao trabalho de o comentar, acabou de ser despedido do Diário de Notícias, jornal do grupo Global Media presidido pelo advogado Proença de Carvalho.”

A censura só conta quando é feita pela direita.

Com democracia desta, venha o Salazar.

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