perspectivas

Sábado, 19 Abril 2014

¿A Suíça é um Estado socialista?!

 

nacionalismo webNa Suíça, vai acontecer brevemente um referendo para aprovar um salário mínimo nacional 25 Euros / hora. A julgar pela ideologia neoliberal de Passos Coelho e, por exemplo, dos blogues Corta-fitas ou do Blasfémias, a Suíça é um país socialista!.

Há um fenómeno social e político que os “liberais” de pacotilha da nossa praça não compreendem: o nacionalismo.

A Suíça é nacionalista, e por isso é que restringe a imigração, controla as importações, faz aumentar a influência da classe média na economia, e mantém assim a coesão social. Aliás, o que nos valeu, nesta crise económica, foi o nacionalismo que é intrínseco ao povo português, e à revelia dos estúpidos que controlam este país.

Para a “tropa” do PSD do Pernalonga, falar-lhes em “nacionalismo” é como tentar explicar a um analfabeto o que é um soneto decassilábico.

Quarta-feira, 16 Abril 2014

O Homem Novo da Esquerda

 

 

O Cristianismo, com a acção dos apóstolos de Jesus Cristo e, mais tarde, com a Patrística, anunciou o Homem Novo que era o cristão que se diferenciava dos pagãos. O que separava essencialmente o Homem Novo, ou seja, o cristão, por um lado, do pagão, por outro lado, era a ética. As éticas do cristão e do pagão eram diferentes — e isto para além de todas as considerações religiosas evidentes e das diferenças de mundividência.

Portanto, para o Cristianismo, o Homem Novo era aquele que assumia e interiorizava voluntariamente uma Nova Ética. Naturalmente que esta Nova Ética tinha uma relação estrita e directa com uma nova mundividência que, ao contrário do que parece dizer este papa (porque nunca sabemos exactamente o que ele quer dizer!), não eliminou hierarquias: antes, criou um novo tipo de hierarquia, não já baseada no poder material, mas na autoridade dos dignitários da Igreja que foi deduzida da Autoritas romana. Mas essa  autoridade emanava do povo cristão: por exemplo, os bispos eram eleitos pelo povo cristão! (¿você sabia disto?).

O filósofo Mircea Eliade escreveu o seguinte no seu livro “História das Ideias Religiosas” :

“(…) a fé inabalável e a força moral dos cristãos, a sua coragem perante a tortura e a morte, a qual foi admirada mesmo pelos seus maiores adversários (…)

Para todos os desenraizados do império (romano), para as vítimas de alienação cultural e social, a Igreja era a única esperança para alcançar a identidade e encontrar ou reencontrar um sentido para a existência. Visto que não existiam quaisquer barreiras sociais, raciais ou intelectuais, qualquer pessoa podia tornar-se membro desta comunidade optimista e paradoxal, na qual um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrava diante de um bispo que tinha sido seu escravo.

Muito provavelmente, nenhuma comunidade na História, nem antes, nem depois, conheceu uma igualdade, uma caridade e um amor entre irmãos tão grandes como aqueles que foram vividos nas comunidades cristãs dos primeiros quatro séculos.”

Essa “igualdade” cristã não significava “ausência de hierarquia”. A igualdade cristã era ontológica, o que não impedia que “um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrasse diante de um bispo”.


Em contraponto, para a Esquerda, o Homem Novo parece ser o ser humano biologicamente alterado. Leio aqui o seguinte:

O “homem novo”

Um dos campos onde a ideologia do género começa a ser imposta é nas escolas. Há planos para o efeito em vários países europeus, incluindo Portugal. Mas este é apenas um aspecto. Durante a polémica sobre a introdução da teoria do género no ensino em França, é de notar que o ministro socialista, responsável por essa pasta, afirmou que “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…” Assim se vê que o sonho de fabricar o “homem novo” se mantém vivo. Apenas se apresenta sob outras formas.

 

trans-humanismoA construção do Homem Novo da Esquerda tem pouco a ver com a Ética.

Quando o ministro socialista francês, o maçon inveterado Vincent Peillon, defendeu a ideia expressa segundo a qual “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…”, já não estamos a falar de ética: estamos antes a falar em separar o ser humano da sua biologia.

Para o marxismo clássico, o Homem Novo era também alguém que contrariava a natureza humana, mas nunca o marxismo clássico chegou ao ponto de negar a própria biologia. Ou seja, a Esquerda actual consegue ser ainda mais radical (no sentido de “eliminação de raízes”) do que o marxismo clássico.

Assim, o Homem Novo, para a actual Esquerda, é um conceito abstracto, é algo que não se pode encontrar de facto na realidade. Quando a Esquerda separa o ser humano, por um lado, da biologia, por outro lado, pretende fazer do ser humano uma abstracção — ou seja, algo que não existe na sociedade concreta e factual. O estatuto de “cidadania” passa a ser abstracto.

O “Homem Novo” da Esquerda não é construído a partir de uma diferenciação cultural com base em fundamentos éticos (como aconteceu com o Cristianismo), mas antes a Esquerda pretende construir esse outro Homem Novo a partir de uma transmutação biológica que consiste na recusa e negação da própria biologia humana. A recusa da biologia humana é já uma espécie de trans-humanismo: colocada face à condição humana, a Esquerda recusa-a terminantemente.

antinatural isabel moreiraNa medida em que, para a Esquerda, a “diferença” entre os seres humanos é sinónimo de “hierarquia”, então conclui a Esquerda que “a raiz do mal está na diferença” entre os seres humanos — ao contrário do que aconteceu com o Homem Novo do Cristianismo, em que a “igualdade” entre seres humanos era (e é!, ainda) ontológica e as suas diferenças eram consideradas como características intrínsecas da condição humana.

A própria agenda política eugenista da Esquerda (abortos selectivos, etc.) tem algo a ver com a identificação ideológica da Esquerda entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado. Uma criança nascida com uma deficiência é considerada como “um atentado natural à igualdade” entre os homens. E, por isso, a Natureza tem que ser negada no seu todo: “anti-natural, felizmente”, como diz a lésbica militante Isabel Moreira.

O que está a acontecer hoje, com o conceito de “Homem Novo” da Esquerda, é uma ruptura radical com a própria realidade material e ontológica. É uma postura radicalmente anti-científica. É a recusa da realidade (a “Grande Recusa”, de Herbert Marcuse 1). O que a Esquerda está a tentar fazer é induzir a toda a sociedade uma psicose colectiva: pretende transformar o cidadão comum, em geral, em um psicótico, para melhor poder controlar a sociedade e instituir um novo tipo de totalitarismo.

 


Nota
1. 

« Em “Eros e Civilização”, Marcuse sustenta que “a correlação freudiana repressão do instinto / trabalho socialmente útil / civilização pode, sem se tornar absurda, ser transformada na correlação libertação do instinto / trabalho socialmente útil / civilização”.

Pareceria, portanto que a libertação do homem não implicaria a abolição do trabalho. A “Grande Recusa” (designação inspirada no Manifesto do Surrealismo proclamado em 1924 por André Breton) consistiria no “protesto contra a repressão supérflua, na luta pela forma definitiva de liberdade — um viver sem angústia” (Ibidem, p. 121).

E a obra inteira tem como objectivo a demonstração de que a “auto-sublimação da sexualidade” destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em órgão erótico e o trabalho em jogo, divertimento ou espectáculo. Com o advento do puro Eros, ficaria destruída “a ordem repressiva da sexualidade procriadora” (ibidem, p. 137).

Mas não ficaria também destruída a capacidade humana de reprodução? »

Trecho retirado do Tomo XIV da “História da Filosofia”, de Nicola Abbagnano , § 865. Como podemos verificar, o conceito abstracto de “Homem Novo” da actual Esquerda é copiado literalmente do marxismo cultural ou utopia negativa.

Domingo, 30 Março 2014

O pícaro Pedro Bringe do Amaral

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 10:05 am
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Para este professor do Politécnico de Coimbra, a atribuição de vistos “gold” não vai resolver o problema da bolha imobiliária em Portugal porque só “contam para o segmento de luxo”.

Diz mesmo que o programa de Autorização de Residência para Actividade de Investimento é “obsceno e pornográfico”. “São uma espécie de prostituição do país. Acho verdadeiramente obsceno que um desgraçado que venha numa jangada a atravessar o Estreito de Gibraltar seja recebido a tiro e não tenha onde cair morto e um desgraçado que venha do mesmo país, mas no qual se tenha locupletado com a corrupção, consiga comprar uma casa de luxo aqui, um visto e, passados uns anos, a nacionalidade.”

Pedro Bringe do Amaral diz que programa de vistos “gold” é “obsceno e pornográfico”.

Eu não sei quem é o Bringe do Amaral, mas saiu a notícia na Rádio Renascença.

Por um lado, ele faz um juízo universal: ou seja, parte do princípio de que toda ou quase toda a gente estrangeira que entra com dinheiro para investir em Portugal, é gente corrupta. O princípio do Bringe é simples: “¿Tens dinheiro? És corrupto!”

Mas, por outro lado, ficamos sem saber como é que ele resolve o problema da falta de investimento em Portugal. O que pode parecer é que ele (o Bringe do Amaral) acha que quanto pior, melhor: é a política de Esquerda da “terra queimada”. Esta forma de pensar (a do Bringe do Amaral) é obscena e pornográfica, porque pretende a destruição de Portugal. Ele não apresenta soluções: antes, é uma picareta falante obscena e pornográfica, um pícaro actual.

Sábado, 29 Março 2014

A estupidificação da Europa

 

Na Bélgica, quem não é, hoje, favor da eutanásia livre e “à vontade do freguês”, é considerado retrógrado, da direita, e/ou conservador — epítetos que são considerados sinónimos. Por este andar e por absurdo que seja, se se defender na Europa, um dia destes, a existência de campos de exterminação em massa para velhos e deficientes, quem for contra eles é democraticamente reaccionário, retrógrado e conservador. A História repete-se.

À medida que a esquerda radicaliza, o centro vai virando à esquerda que há vinte anos não era tão radical como é hoje.

Na Europa, quem for defensor da vida humana intra-uterina é hoje considerado um troglodita pelas elites políticas (nacionais e internacionais) do leviatão europeu (leia-se, União Europeia), e a tal ponto que o “papa ambíguo” toma posições relutantes e ambivalentes acerca do aborto.

“Troglodita” é hoje o superlativo absoluto simples de “conservador”: é uma criatura que ainda habita na caverna de Platão — porque o europeu moderno, democrático, progressista e de vistas largas há muito tempo que viu a luz.

Até em Portugal, o “cota” socialista Manuel Alegre referiu-se a quem não concorda com o “casamento” gay e com a adopção de crianças por pares de invertidos como sendo um “conservador” no sentido de troglodita.

Depois, esta gente estranha que surjam fenómenos políticos como o da Front Nationale de Marine Le Pen.

É que o radicalismo de esquerda foi já tão longe na Europa que quem defenda hoje o aborto apenas e só até às 10 semanas de gravidez é considerado um “cota” moderado, um indivíduo do “centro político”. À medida que a esquerda radicaliza, o centro vai virando à esquerda que há vinte anos não era tão radical como é hoje. Hoje, um indivíduo que se diga “do centro” político aproxima-se das posições políticas (na cultura) do Bloco de Esquerda do tempo da sua fundação.

Depois, esta gente vem dizer que a Front Nationale de Marine Le Pen é de “extrema-direita”. Pudera! As pessoas não se dão conta de que o epíteto de “extrema-direita” surge em função do actual fenómeno de radicalização extrema à esquerda que aconteceu progressivamente na Europa nos últimos 15 anos.

Um dia destes, e por este “andar hegeliano”, um indivíduo que defenda a vida humana intra-uterina será metido na prisão por ser de “extrema-direita”. Em alguns países da Europa, pelo simples facto de se defender publicamente o casamento natural (entre um homem e uma mulher), já se pode ser levado a tribunal e condenado por “crime de ódio”.

Em suma, a Front Nationale de Marine Le Pen é o que a elite política desta Europa merece. Não merecem outra coisa. Para radical, radical e meio.

Quarta-feira, 26 Março 2014

A “Direita Américo Thomaz” e o Audi A4

 

Um Audi A4 custa cerca de 39.000 Euros (cerca de 8 mil contos, em Escudos). Ou seja, são 80 salários mínimos nacionais: são precisos 80 meses de salário mínimo nacional (6 anos e 6 meses), sem comer nem beber (entre outras coisas), para se poder comprar um Audi A4.

Mas, para a “Direita Américo Thomaz” , um Audi A4 não é um automóvel de “topo de gama”.

O Banco de Portugal diz que a economia tende a melhorar

Filed under: A vida custa,economia,Esta gente vota,Política,Portugal — orlando braga @ 4:39 pm

 

banco de portugal e as eleições

Até às eleições, a situação da economia portuguesa tende a melhorar.

No dia anterior às eleições, é provável que o Banco de Portugal venha anunciar a previsão de 10% de crescimento económico para 2014, 55,89 % de crescimento para 2015, e 178,50 % de crescimento económico para 2016. Mas só até às eleições: depois, “o mundo mudou”.

Já agora: ¿para que serve o Banco de Portugal com Portugal dentro do Euro?

Quinta-feira, 20 Março 2014

A esquizofrenia política da governança de Passos Coelho

 

Albuquerque portugal niveis salariais 2011 webbancos recusaram renegociar emprstimos web

Estas duas imagens acima (clique nelas para ler as notícias) são eloquentes e falam por si: revelam a filha-da-putice do regime coelhista. Se as pessoas auferiam um determinado nível salarial e assumiram compromissos com a Banca na compra de habitação própria, a ministra das finanças vem agora dizer que “O problema não é meu! Desenrasquem-se! Debaixo da ponte também se dorme!”

Um governo não serve apenas fazer correcções orçamentais ou para reduzir o défice. Um governo existe em função das pessoas, dos cidadãos. Para fazer o que a ministra das finanças está a fazer, bastaria um qualquer contabilista. Ora, não é um qualquer contabilista que pode ser ministro das finanças de um país — a não ser que estejamos já em uma ditadura e não nos tenhamos dado conta.

o-grande-lider-web

Terça-feira, 18 Março 2014

Teresa Caeiro não é de esquerda nem de direita: “antes pelo contrário!”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 11:19 am
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Teresa Caeiro é aquela deputada do CDS/PP que disse um dia na rádio (eu ouvi!) que “já não existe nem esquerda nem direita”: ser de direita ou de esquerda não passa de uma construção social.

Segunda-feira, 17 Março 2014

As contradições de quem defende a adopção de crianças por pares de invertidos

 

Leio esta “pérola” aqui, que foi transcrita daqui.

foi-cesariana“Desde que me lembro, a minha mãe manteve relacionamentos lésbicos.

Não tive duas mães nem nada disso: tinha a minha mãe e tive uma série de “tias”… Tendo em conta que isto se passou desde há 41 anos para cá, e que eu saí de casa para fundar a minha própria família há 21 anos, se ainda hoje era complicado explicar porque vivia eu com duas mulheres, há 40 anos devia ser um terror.

Mas, olha, vai-se a ver e cresci e parece que até sou boa pessoa.

Incrivelmente não sou lésbica — não por convicção, mas porque não conheci nenhuma mulher que me encantasse — tenho 5 filhos (esta é a terceira) e é claro que sou plenamente a favor da co-adopção e da adopção por casais do mesmo sexo.

Este chumbo na Assembleia foi mais uma daquelas aberrações nacionais que só me dá náuseas e vontade de pegar nos 5 putos e fugir daqui para fora.

Mas que mania tem esta gente de misturar o que cada um faz na intimidade da sua cama com tudo resto!”


Vamos lá ver:

1/ a mulher que escreveu aquilo nasceu em 1972. Em 1978, surgiu em Portugal a lei que acabou com os “filhos de pai incógnito”. Ou seja, é provável que essa mulher não seja filha de “pai incógnito”, e que a sua (dela) mãe, apesar de lésbica, a tenha registado na Conservatória do Registo Civil com nome de pai.

2/ o facto de essa mulher ter tido uma mãe lésbica, e de ter tido muitas “tias”, isso não significa que ela não tenha tido um pai biológico — mesmo que o pai biológico não tenha querido saber mais dela. Ou seja, se essa mulher quiser, pode saber a sua árvore genealógica por parte do pai dela (os avós, os bisavós, os trisavós, etc., mesmo para rastreio de doenças hereditárias).

adopçao moderna web3/ portanto, não está em causa, com a adopção, o facto de a mãe de uma criança ser lésbica, e/ou a criança ter muitas “tias” — embora seja muito importante, para a educação de uma criança, que as relações afectivas dos progenitores sejam o mais constantes possíveis.

O que está em causa é que aquela mulher, cuja mãe é ou foi lésbica, tinha o direito a ter reconhecidos pela sociedade (e, portanto, pela lei), um pai e uma mãe. E quando, na adopção, não é possível, por qualquer infortúnio ou infelicidade da vida, a uma criança ter um pai e uma mãe, a adopção deve processar-se, por princípio geral, por analogia em relação à representação dos dois sexos. Ou seja, a adopção deve ser feita por um homem e uma mulher casados (porque o casamento é uma instituição, assim como a adopção é uma instituição).

4/ aquela mulher, embora criada por uma mãe lésbica e por muitas “tias”, sabe quem é o pai dela. Mas, ao mesmo tempo, ela defende a adopção de crianças por pares de invertidos, o que significa que ela defende que algumas crianças não tenham direito a saber quem são os respectivos pais, ou respectivas mães biológicas — e, desta vez, não por contingência, infortúnio ou infelicidade da vida da criança a adoptar, mas de uma forma propositada e deliberada e em nome do interesse dos adultos.

5/ não está em causa, na adopção, “o que as pessoas fazem na cama”. O que está em causa, na adopção, é a negação do princípio segundo o qual uma criança deve ter uma representação masculina e feminina no seu lar e na sua educação — negação essa que faz parte da agenda de engenharia social da Esquerda, que pretende destruir o valor da família natural na nossa cultura antropológica: destruindo-se os valores da família natural, o cidadão passa a depender quase exclusivamente do Estado.

O doutor miraculoso

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 7:46 am
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joao semedo web

Respigado aqui.

Sexta-feira, 14 Março 2014

A logomaquia trapaceira

 

Se eu ganhar, por exemplo, 5.000 Euros mensais e me retirarem 10% do meu rendimento, fico apenas com a “miséria” de 4.500 Euros mensais. Mas se eu ganhar 500 Euros por mês, e se me tirarem 5% do salário, fico mais rico: sobra-me a espantosa pecúnia de 475 Euros.

A bovinotecnia, de quando em vez, deveria deixar de dar tiros no pé. Podem enganar alguns, mas não enganam a maioria — e, em democracia, é a maioria que conta.

Quinta-feira, 13 Março 2014

O critério bovinotécnico para a reestruturação da dívida pública portuguesa

 

O blogue Blasfémias faz depender a reestruturação da dívida pública das condições de manutenção das infraestruturas do país, quando publica esta imagem abaixo:

manifesto-70

Vejamos agora outra imagem (desta vez, da minha lavra):

a divida e as intraestruturas web

Em uma situação de infraestruturas de luxo e pedintes em massa, a lógica do blogue Blasfémias também é aplicável. Quando não são as pessoas que contam, mas antes são as infraestruturas que nos merecem atenção, por um lado, e por outro lado a cidadania transforma-se em um conceito abstracto, isso significa que Passos Coelho tem que sair, já, e a toque de caixa.

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