perspectivas

Domingo, 14 Agosto 2016

A insustentável leveza do intelecto moderno

 

O Carlos Fiolhais diz que “o ser humano é o mais infinito dos macacos”, e, vindo dele esta ideia, por um momento quase acreditei que ele dizia a verdade!.

darwin macaco webBaseia-se ele na ideia segundo a qual um macaco, teclando numa máquina de escrever durante um “tempo infinito”, acabaria por exemplo por escrever “Os Lusíadas”. Neste caso, segundo o Carlos Fiolhais, o Luís de Camões seria um exemplo do “mais infinito dos macacos”.

A ideia de “tempo infinito” é auto-contraditória ou absurda, porque a noção de “infinito” não é idêntica à noção de “eterno”. O macaco do Carlos Fiolhais (salvo seja) poderia eventualmente ser eterno no tempo, mas ser infinito é uma singularidade que está para além do tempo. Poderíamos falar de um macaco teclando eternamente em uma máquina até conseguir escrever “Os Lusíadas” — mas nem isto seria possível porque o tempo não é eterno, na medida em teve um início no Big Bang.

Um dos erros dos românticos e dos idealistas do século XIX foi a confusão entre “infinito”, por um lado, e “eterno”, por outro lado (eliminando-se assim a transcendência, e reduzindo-se toda a realidade à imanência). O intelecto dos homens modernos tornou-se insustentavelmente leve. Por isso é que não me admiro que o Carlos Fiolhais faça uma comparação entre um ser humano e um macaco. A ideia não é a de valorizar o macaco (comparado-o com o ser humano): em vez disso, a ideia é a de desvalorizar o ser humano (como faz o Peter Singer, entre outros); o ser humano tornou-se-se o principal inimigo ontológico do ser humano.


A nossa língua utiliza um código (alfabeto), e se escrevermos as letras “ABC” de uma forma repetida ao longo de 1.000 páginas, por exemplo, teríamos um padrão regular, altamente ordenado e previsível (que é como o que é produzido pelas leis da Natureza); mas se analisarmos “Os Lusíadas”, verificamos um padrão irregular nas letras do alfabeto utilizadas, o que significa uma enorme quantidade de informação. Para produzir essa informação é necessária uma coisa que se chama “inteligência”.

A ideia implícita do Carlos Fiolhais segundo a qual não seria absurdo que um macaco, teclando eternamente, acabaria por escrever “Os Lusíadas”, advém da constatação lógica de que a vida não surgiu por acaso — a não ser que acreditemos (uma crença contra toda a lógica) de que a vida terá surgido por puro acaso — como o macaco que tecla eternamente acaba por escrever “Os Lusíadas”. Temos, portanto, cientistas que acreditam no “acaso” porque a crença (mais consentânea com a lógica) em uma inteligência criadora superior, é-lhes absolutamente repugnante.


Mesmo que fosse possível ao macaco teclar eternamente para escrever “Os Lusíadas”, há um limite máximo para o conhecimento — ou seja, a ideia positivista segundo a qual o conhecimento humano ou do macaco não tem limites, é própria de gente com uma insustentável leveza de intelecto.

O biofísico Alfred Gierer chamou à atenção para uma dificuldade particular: a densidade média da matéria no universo foi calculada com base em medições astrofísicas, e aquela é da ordem de uma partícula elementar longeva [protão, neutrão, electrão, etc.] por metro cúbico; considerando a dimensão do universo, resulta daí um número total de cerca de 10^80 (1 seguido de oitenta zeros) de partículas no universo.

Se multiplicarmos este número (10^80 ) pela idade do universo: 20 mil milhões de anos-luz = 10^40 (1 seguido de 40 zeros) períodos elementares [período mínimo de estabilidade de partículas elementares], obtém-se o número 10^120 (1 seguido de 120 zeros) que corresponde à constante cosmológica da natureza (que se designa pelo símbolo Λ).

Este número Λ representa o limite superior lógico para o trabalho de cálculo de um computador cuja dimensão e idade seriam iguais a todo o universo, que efectuasse cálculos ininterruptamente desde o início da sua existência, e cujos elementos constitutivos fossem partículas elementares longevas individuais.

Portanto, podemos dizer que Λ é o "máximo excogitável" do universo, como é também o máximo da realidade da existência do universo ― nada é possível, em termos do espaço-tempo, acima de Λ.

Assim, a teoria do conhecimento finística de Gierer refere que, do número máximo de operações realizáveis no cosmo (porque o cosmo ou universo, não é eterno), resulta como consequência para a teoria do conhecimento o facto de o número de passos na análise de problemas também ser, por princípio, limitado — sejam eles passos mentais ou passos de processamento de informações através computador. Sobretudo é limitado, por princípio, o número das possibilidades que podem ser verificadas sucessivamente, uma a uma, para comprovar ou refutar a validade universal de uma afirmação. Gierer refere-se aqui estritamente ao Homem inserido no universo (ou ao macaco do Carlos Fiolhais ) ou mundo do senso-comum, como é óbvio. Gierer estabelece o limite máximo do conhecimento possível no mundo macroscópico na constante cosmológica do universo: 10^120.

Portanto, o macaco do Carlos Fiolhais, mesmo que fosse tão inteligente como o negro Abdul Majeed Wakaso (e depois “a Direita é que é racista!”) da estória do Marmelo, ele chegaria a um limite máximo de operações realizáveis na máquina de escrever em que atingiria a constante cosmológica do universo. A origem da informação complementar inteligente teria que vir de Além do espaço-tempo.

Segunda-feira, 1 Agosto 2016

A evolução ideológica da Esquerda: “o acto sexual não é importante para a transmissão da SIDA/AIDS”

 

Na sua sanha contra a Tradição que já vem do Iluminismo mas principalmente do século XIX, a Esquerda coloca em causa a Lógica e a própria realidade e a natureza das coisas. Se for necessário afirmar que “o mundo não existe”, para que, com essa afirmação, se coloque em causa o pensamento tradicional, a Esquerda não hesita em fazê-lo.

Mas podemos perguntar: afinal, ¿a Tradição não morreu?!

Para a Esquerda, a Tradição não pode morrer, porque sem a Tradição (ou sem o fantasma desta), a Esquerda não sobreviveria. O anti-tradicionalismo da Esquerda só é provido de sentido e de significado no âmbito dessa oposição a uma Tradição que vem de Platão e Aristóteles, e que se consolidou com o império romano e, mais tarde, com a Igreja Católica. A Tradição é o “ódio de estimação” da Esquerda e, por isso, a Tradição não pode morrer.

E quando a sociedade (em geral) desvaloriza a oposição da Esquerda em relação à Metaxia, ou seja, quando a sociedade aceita, benevolente, as teses de oposição da Esquerda em relação à Tradição e as integra no ordenamento jurídico, acontece um esvaziamento do sentido e do significado da Esquerda; e, num esforço de sobrevivência, a Esquerda tem que se reinventar (ou seja, radicalizar) na sua oposição sistemática em relação à Tradição (a trindade romana: religare, auctoritas, traditionem) — o que significa literalmente “oposição sistemática em relação à realidade”.

Ou seja, para a Esquerda, se a Tradição não existisse, teria que ser inventada. Aquela não pode viver sem esta.

Depois da legalização do "casamento" gay, da adopção de crianças por pares de invertidos, da "barriga de aluguer", etc. — a sociedade desvalorizou a lógica do sentido de oposição da Esquerda em relação à Tradição. Perante este esvaziamento do sentido do reviralho esquerdista, a Esquerda necessita de se reinventar constantemente no âmbito dessa vital oposição à Tradição.


É neste contexto que surge nos Estados Unidos a reivindicação das casas-de-banho públicas assexuadas, por exemplo; ou que, em uma recente conferência da ONU realizada na África do Sul, surge a ideia segundo a qual a propagação da SIDA tem menos a ver com o comportamento sexual do que com a homofobia, sexismo e racismo. Estas conferências da ONU fazem lembrar a ideia de “imbecil colectivo”, de Olavo de Carvalho: “O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

lobotomy

 

Voltamos hoje ao Romantismo (e ao Positivismo, que é o Romantismo da ciência traduzido no cientismo) dos séculos XVIII e XIX: “a culpa não é do comportamento do indivíduo!: a culpa é da sociedade!” (o “bom selvagem” de Rousseau).

Este tipo de abordagem em relação ao problema traduz-se em uma infinita insolubilidade do problema: o problema nunca poderá ser resolvido ou mitigado, porque a Esquerda vive à custa da existência do próprio problema, e por isso não lhe interessa a sua solução — porque o problema só se resolve, ou se mitiga, adoptando padrões do pensamento lógico característicos da Tradição que a Esquerda renega.

Domingo, 31 Julho 2016

O acordo entre a Raquel Varela e a extrema-direita

 

“É absurdo atribuir à extrema-direita xenófoba e racista os recentes atentados na Europa. Embora os autores dos atentados alegadamente exibam um passado de militância na extrema-direita xenófoba e racista, e movimentos da extrema-direita xenófoba e racista os reivindiquem, é preciso não confundir estes elementos radicalizados com a extrema-direita xenófoba e racista em geral. Felizmente, a vasta maioria da extrema-direita xenófoba e racista é constituída por gente pacífica que não se revê em acções violentas. Uma ocasião, aliás, até vi um líder da extrema-direita xenófoba e racista condenar estes excessos.

(…)

De acordo com as informações reveladas pelas autoridades, é notório que os protagonistas de esfaqueamentos, degolações, explosões e atropelamentos em série pertencem a um de dois grupos: a) sujeitos com problemas psiquiátricos, leia-se doentes carenciados da atenção que, evidentemente, a medicina não lhes prestou; b) sujeitos com problemas de integração, leia-se vítimas de governos incapazes de responder com políticas de apoio aos anseios dos filhos da extrema-direita xenófoba e racista. Vamos acusar a extrema-direita xenófoba e racista pelas proezas de pobres malucos e marginais que nós, enquanto sociedade, não soubemos tratar e acolher? Não faz sentido”.

Uma falsa ameaça (Do Homem a Dias)

A culpa dos atentados perpetrados por alguns poucos (e poucas) indivíduos (e indivíduas) que se dizem de “extrema-direita”, e que assolaram recentemente a Europa, é da sociedade capitalista e fassista que cria malucos em barda, e que tem uma política de dominação em relação às minorias.

É claro que a extrema-direita não tem nada a ver com os atentados; e se, como dizia Karl Marx, “A violência é parteira da História”, como marxistas que somos, temos que encarar esta violência com a necessária serenidade revolucionária, e imbuídos (e imbuídas) de um optimismo anti-tradicionalista que alimenta o futuro risonho que almejamos.

Quarta-feira, 27 Julho 2016

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico (2)

 

O Anselmo Borges considera o Islamismo como uma religião como outra qualquer; é das mentiras mais imundas que grassam pelos me®dia, e o Anselmo Borges é um dos mentores desta mentira generalizada.

O Islão é um princípio de ordem política, e não uma religião propriamente dita.

Decorre dessa mentira obscena e imunda, a ideia de que a causa do terrorismo islâmico está na sociedade; escreve o Anselmo Borges:

“Daí, a urgência da educação para os grandes valores humanistas, para a paz, para a convivência na comunicação humana, e a atenção que é necessário prestar às causas que podem agudizar a violência: marginalização, não integração, falta de comunidade e de sentido, desorientação, injustiça. Certamente, o niilismo de valores reinante e o aliciamento das redes sociais para ideais de vinculação, com a participação na restauração do califado universal, por exemplo, ajudam nesta explicação”.

A História parece que se repete, e voltamos hoje ao Romantismo dos séculos XVIII e XIX que explicava o comportamento do ser humano em função da influência da sociedade. “A culpa é os outros”. Gente como o Anselmo Borges escreve obscenidades deste calibre sem qualquer responsabilização e sem contraditório. A filha-da-putice parece estar impune.

Sábado, 23 Julho 2016

Era um alemão persa — disse a RTP

 

precisa-se-terrorista-webA RTP3 entretinha-se a defender a tese segundo a qual o terrorista de Munique era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico, ou seja, de “extrema-direita”: um tal professor Luís burrinho discursava sobre as maleitas do “terrorismo de extrema-direita”, para deleite da apresentadora escolhida a dedo pela televisão que deveria ser de todos nós — e eis que a polícia alemã vem dizer (em bom alemão) de que se tratava de “um iraniano de Munique”.

Aquilo foi um choque nos paineleiros da RTP3! Afinal não era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico… Ganda nóia!

Mas a apresentadora não se deixou ficar: como dizia o filósofo, “os tolos perdem as esperanças mas não perdem as ilusões”; e vai daí fez uma correcção ao comunicado da polícia alemã: o terrorista é um “germano-iraniano”! — disse ela. Ou seja, é uma alemão persa, o que é diferente de um persa alemão. No futuro, poderá haver, por exemplo, um alemão-persa-italiano-português-espanhol-chinês; o que não poderá haver é um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico.

Finalmente, a RTP3 conclui que o atentado terrorista não teve nada a ver com o Islão, porque o homem é um alemão persa — excepto de que se tratava de um muçulmano.

Sexta-feira, 22 Julho 2016

O Islão não consegue ver a luz do progresso e da civilização ocidental

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 2:17 pm
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Quando leio este texto do Paulo Rangel, quase acredito que David Hume tinha razão:

“Ora, se olharmos para a tríade dos três grandes atentados ocorridos em França – Charlie Hebdo (Paris, 2015), Bataclan (Paris, 2015) e Promenade des Anglais (Nice, 2016), também neles encontramos um padrão, mas desta feita com um escopo simbólico, com uma busca de sentido.

Começando pelo hediondo atropelamento de Nice, visa-se aí os valores da República Francesa. A escolha do 14 de Julho e do seu significado – a trilogia liberdade, igualdade, fraternidade e a implantação da laicidade – não podia ser mais reveladora.”

David Hume dizia que os nexos causais relativas a verdades de facto (em contraponto às verdades de razão, que são certezas) são apenas produto de crenças (o hábito), ou de fé. O Paulo Rangel atribui a causa do atropelamento de Nice ao dia 14 de Julho; Hume diria que o atropelamento colectivo aconteceu porque estavam reunidas as condições para que tal acontecesse: uma grande aglomeração de pessoas que viam o fogo de artifício; o facto de ser 14 de Julho é acidental. Acontece que o Paulo Rangel tem o hábito de ver nexos causais políticos em tudo, assim como João César das Neves vê economia em tudo o que mexe.

“Estes três episódios fatídicos ocorridos em França não são, por isso, manifestações de uma simples cultura de “morte”, destinada a amedrontar e a cercear os passos às comunidades de vida ocidentais.

Eles pretendem também passar uma “ideologia” alternativa, prenhe de valores de severidade, de contenção, de austeridade e de recato nos estilos de vida pessoal, familiar, comunitária e pública. Apelam ao desprendimento do prazer e do lazer, ao total aniquilamento do indivíduo e à sua fusão nos corpos e agregados sociais, à concentração no divino e no religioso – execrando o profano, o laico, o dessacralizado. O sentido destes atentados é, por isso, sem surpresa, um sentido essencialmente religioso – mesmo quando os seus autores não tinham vidas nem historiais conformes ao Corão.”

gay pride Chicago02Diz o Paulo Rangel que os atentados islâmicos “apelam ao desprendimento do prazer e do lazer”; talvez ele tenha razão; por exemplo, as paradas gay e as manifestações públicas das FEMEN são hoje dois tipos de “prazer e lazer” que a cultura ocidental tem para oferecer ao mundo islâmico. E é frustrante que o Islão se recuse a ver a luz da civilização e do progresso.

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Quinta-feira, 21 Julho 2016

Deputados do Partido Social Democrata que votaram com o Bloco de Esquerda a lei da "barriga de aluguer"

 

Margarida Mano, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro, Simão Ribeiro, Duarte Marques, Lima Costa, Sérgio Azevedo, Paula Teixeira da Cruz, Costa Silva, Teresa Leal Coelho, Álvaro Batista, Miguel Santos, Fátima Ramos, Ângela Guerra, Firmino Pereira, Luís Vales, Regina Bastos, Pedro Pinto, Rubina Berardo, Cristóvão Norte.

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Terça-feira, 19 Julho 2016

O José Pacheco Pereira, a Banca portuguesa, e Angola

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:28 pm
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Lembramo-nos das críticas (por exemplo, do José Pacheco Pereira) em relação ao investimento angolano na Banca portuguesa; e agora vemos isto:

FMI aponta os casos de Portugal e de Itália como sendo de risco para a economia mundial até 2017.

O capital angolano era (alegadamente) “podre” e “mau”; e parece que é melhor não haver capital nenhum: é preferível uma Banca falida do que uma Banca com capital angolano. O José Pacheco Pereira deve andar feliz: quanto mais se destrói Portugal, mais ele (e os seus compagnons de route) rejubilam.

Domingo, 17 Julho 2016

O aldrabão Daniel Oliveira e as vítimas do terrorismo na Europa

 

Em um determinado programa de televisão de ontem, o Daniel Oliveira afirmou o seguinte acerca do terrorismo:

  • nas décadas de 1970, 1980 e 1990, houve muitas mais vítimas de ataques terroristas na Europa do que nas décadas depois de 2000;
  • temos que nos habituar ao terrorismo, porque ele sempre existiu, e apenas aumentou a sua visibilidade devido aos me®dia e à Internet.

Podemos ver neste gráfico abaixo (fonte) que, de facto, nas décadas de 1970, 80 e 90, houve mais vítimas de terrorismo na Europa (de cor azul), mas tratou-se do terrorismo da ETA do país basco, do IRA da Irlanda, e do Baader-Meinhof na Alemanha — ou seja, tratou-se de um terrorismo direccionado principalmente contra as elites políticas e/ou contra as forças policiais ou militares.

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daniel_oliveira-webjpgA ETA, o IRA ou o Baader-Meinhof não atacavam deliberadamente crianças e mulheres inocentes: atacavam polícias, militares e dignitários políticos; e não existia, durante essas três décadas, o terrorismo suicida islâmico, que é o que mais sofisticado que podemos conceber em termos de terror.

Vemos a vermelho na imagem, os ataques terroristas islâmicos na Europa que, a partir da década de 2000, aumentaram geometricamente e que implicam, na maior parte dos casos, a figura do kamikaze islâmico, por um lado, e por outro lado o ataque indiscriminado às populações em geral, incluindo mulheres e crianças.

Note bem: uma coisa é um ataque do IRA a um quartel de tropas britânicas na Irlanda que faz 100 mortos; outra coisa é o recente ataque islâmico de Nice que faz outras tantas mortes, mas em que as vítimas não são militares e muitas delas são crianças e mulheres. Não é possível confundir estes dois tipos de terrorismo, e só a mente perversa do Daniel Oliveira poderia misturar as duas coisas.

Uma coisa é a guerra convencional em que as populações inocentes são, em geral, poupadas; outra coisa, bem diferente, é uma guerra islâmica em que o inimigo é a população em geral. E dizemos, “não”: a este tipo de guerra não ficaremos habituados nem indiferentes, nem que passemos a deportar muçulmanos e o Daniel Oliveira também.

Sexta-feira, 15 Julho 2016

“A ameaça é o populismo”

 

“O que nos ameaça é o alastramento do populismo, mas eu não me deixarei intimidar por ameaças”.

François Hollande, entrevista a 14 de Julho de 2016

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Para a Raquel Varela, os verdadeiros terroristas são os que denunciam o terrorismo

 

O Iluminismo transportou consigo a própria negação do Iluminismo, através do Romantismo. A Raquel Varela faz lembrar Rousseau:

“A organização colectiva das pessoas é a única forma de sairmos vivos do declínio histórico que estamos a viver e que faz o declínio do feudalismo parecer uma brincadeira de meninos”.

É claro que “o declínio histórico que estamos a viver” não tem nada a ver com as ideias da Raquel Varela. Ela é impoluta (entre outras coisas). Atira a pedra e esconde a mão; comete o crime sem deixar impressões digitais; e continua a ter acesso aos me®dia em posição de Vampe.

Conclui a Raquel Varela o seu raciocínio romântico afirmando que o camião de Nice foi conduzido por um terrorista ou por um louco (ela não tem a certeza se é terrorista ou louco), e que se trata de uma excepção, porque há muitos camiões que não são conduzidos por terroristas ou loucos; e por isso, não devemos generalizar o comportamento dos condutores de camiões e considerá-los todos terroristas ou loucos.

“A distopia é usar o excepcional e torná-lo na norma, usar a barbárie e concluir que nada podemos fazer a não ser fugir. Fugir para onde? e de quem?”

E — continua a Raquel Varela —, quem denuncia publicamente esses actos isolados e excepcionais dos poucos condutores loucos ou terroristas, está a usar a barbárie para criar o pânico social, ou seja, os verdadeiros terroristas são os que denunciam o terrorismo.

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O Rui Ramos é um idiota chapado

 

A estupidez do Rui Ramos clama aos céus; faz a crítica da situação em que se encontra a Europa face à islamização, mas não apresenta soluções; o Rui Ramos encarna uma espécie de “Teoria Crítica” da Direita politicamente correcta: critica tudo e todos, mas não apresenta soluções.

Diz o Rui Ramos que “os terroristas abusam do Islão”; o seu discurso é muito parecido com o do Bloco de Esquerda. A filha-da-putice do Ramos é indizível — como se a acção dos terroristas não fosse recomendada pelo próprio Alcorão. Ele faz a crítica da situação a que chegamos, mas continua a dizer que “o Islão não é nada daquilo”.

O Rui Ramos não aguentaria um debate público de cinco minutos com gente consciente; ele vale-se da inconsciência do politicamente correcto, e sabe que a gente consciente é afastada sistematicamente dos me®dia. O Rui Ramos é um idiota perigoso.

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