perspectivas

Quarta-feira, 31 Julho 2019

A hipocrisia das palhinhas de plástico dos restaurantes de hambúrgueres McDonalds

mcdonalds-palhinhasHá muito tempo que não eu não entrava num restaurante McDonalds; hoje entrei e pedi um hambúrguer e uma cola zero.

Quando me sentei para comer, verifiquei que o copo (de plástico) com a coca-cola, não trazia a necessária palhinha (de plástico).

Fui ao balcão pedir a palhinha, e disseram-me que o McDonalds já não fornece a palhinha aos clientes (porque a palhinha pode furar um olho a uma tartaruga marinha). Mas, diz-me a funcionária, que eu posso ir buscar uma palhinha “ali ao lado do micro-ondas”.

Ou seja, o McDonalds não fornece palhinhas de plástico (porque a palhinha pode furar o olho-do-cu de uma marmota), mas podemos ir buscar a palhinha (que o McDonalds não fornece) “ali ao lado do micro-ondas”.

Em suma: por um lado, o McDonalds não fornece palhinhas; mas, por outro lado, o McDonalds fornece palhinhas.

Note-se que a cadeia de fast-food McDonalds simboliza o píncaro do sistema capitalista. Ora, é esta hipocrisia “ecologista”, oriunda da Esquerda mais radical, que é adoptada religiosamente pelos herdeiros do capitalismo americano.

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Quinta-feira, 18 Julho 2019

Boaventura Sousa Santos, o Pierrot caquéctico

Filed under: Boaventura Sousa Santos,Esta gente vota — O. Braga @ 8:51 pm

O sociólogo emérito de Barcouço, Boaventura Sousa Santos, escreveu este texto neste Público do Carvalho.

boaventura sousa santos web

O cabritinho assado do António Costa

Filed under: A vida custa,António Costa,Esta gente vota,Partido Socialista — O. Braga @ 1:55 pm

Durante algum tempo, entre 1989 e 1993, eu ia amiúde comer um “cabritinho” assado ao restaurante D. Fernando, perto do aeroporto do Porto. O “cabritinho” é um cabrito de leite, praticamente acabado de nascer, e que por isso tem uma carne muito tenra e saborosa.

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Porém, acontece que o cabritinho assado no restaurante D. Fernando era bastante caro para aquela época. Lembro-me de que, já nos idos de 1990, uma dose do cabritinho assado rondaria os 25 Euros (5 mil escudos por pessoa).

Ora, não era eu que pagava a conta: fui sempre convidado de uma empresa privada — e entre negócios entre pessoas privadas, o Estado não tem que se meter.

Acontece que, talvez por muitas coincidências, era normal eu ver o socialista António Costa, acabado de chegar de Lisboa de avião, a comer o cabritinho da praxe no D. Fernando — a expensas do Estado português, por intermédio das despesas do Partido Socialista.

Que o António Costa coma o seu cabritinho assado à sua (dele) custa ou dos seus amigos (privados), o problema seria dele; mas que ande a comer cabritinho à custa dos impostos de todos os portugueses, bardamerda para o Costa !

Com “liberais” como o Pedro Picoito, ¿para que precisamos da Catarina Martins?!

Filed under: Esta gente vota,liberalismo,politicamente correcto — O. Braga @ 12:00 pm

Durante as décadas de 1960 e 1970, o cidadão português (emigrante) era conhecido genericamente na Europa do norte por “ladrão de bicicletas” (principalmente na Holanda, Bélgica e França).

ladrao-de-bicicleta-webHoje, já ninguém na Europa utiliza este epíteto em relação ao português imigrante — não só porque a cultura do português médio mudou (hoje, o tuga já não rouba bicicletas), mas também porque o tuga médio já não anda de bicicleta (prefere o automóvel).

¿O epíteto de “ladrão de bicicletas”, quando aplicado ao tuga naquelas duas décadas, tinha alguma razão de ser? Claro que sim! Quando saía uma notícia no jornal sobre um roubo de uma bicicleta, em grande parte dos casos vinha-se a descobrir que o ladrão era um imigrante português.

Se o Pedro Picoito fosse um adulto durante aquelas duas décadas, escreveria certamente o seguinte:

« Trata-se de um argumento falacioso e pouco liberal. É a generalização sobre os imigrantes portugueses, que a leva a cair na velha armadilha ideológica do determinismo. Dizer que os “portugueses são ladrões de bicicletas” não é apenas uma caricatura de mau gosto. É condenar à suspeita todos os portugueses que procuram integrar-se na sociedade da Europa do norte, apesar dos obstáculos que enfrentam, apesar dos preconceitos de que são alvo. É negar a individualidade a um número vasto de pessoas em nome da sua origem étnica ou cultural. É, em suma, desprezar a meritocracia e a igualdade. »

Porém, a verdade é que uma grande parte dos casos de roubos de bicicletas (por exemplo, na Bélgica) era (naquela época, e a julgar pelas notícias dos jornais) empiricamente (experiência) associado a imigrantes portugueses.

Ora, é esta verdade empírica acerca dos factos sociológicos e culturais (que são sempre circunstanciais e circunscritos a um determinado Zeitgeist) que o politicamente correcto (ou Pedro Picoito, o que vai dar no mesmo) pretende esconder ou escamotear.

O facto (verificado) de terem existido muitos Tugas “ladrões de bicicletas”, na Bélgica e nas décadas de 1960 e 1970, não significa necessariamente que tenha existido, em relação aos Tugas, “a velha armadilha ideológica do determinismo”. O que existiu, na Bélgica (por exemplo), foi a estigmatização do comportamento de roubo de bicicletas, e que por causa do alto nível de incidências calhou maioritariamente aos Tugas que roubavam bicicletas.

Ora, parece que tanto o Bloco de Esquerda como o Pedro Picoito não concordam com a estigmatização de um determinado comportamento socialmente indesejável ditado por uma qualquer cultura antropológica.

Neste aspecto (no politicamente correcto), o Pedro Picoito e a Catarina Martins estão de acordo. É neste sentido que se diz por aí que  “os liberais portugueses são a ‘Direitinha’ educadinha” (andam a “toque de caixa” da Esquerda radical).


Ler o texto do Pedro Picoito (também em PDF aqui).


Uma das características do discurso do Pedro Picoito (e do politicamente correcto, e da Esquerda em geral) é a perda na noção cultural de “juízo universal ”.

Até há pouco tempo, a noção de “juízo universal” pertencia ao senso comum.

Por exemplo quando eu digo hoje que os homens correm mais rápido do que as mulheres”, aparece sempre um Pedro Picoito qualquer a dizer que “você está errado, porque eu conheço uma mulher que corre mais rápido do que homens!”.

Hoje, o nominalismo radical instalou-se na cultura da “elite”, e de tal forma que o juízo universal deixou de pertencer ao senso comum. Hoje, a “elite” tende a ser a-científica.

Estamos perante a estupidificação da cultura (o “imbecil colectivo”) realizada em nome de um certo elitismo cultural e intelectual.

Portanto, o argumento do Pedro Picoito da “velha armadilha ideológica do determinismo”, é falacioso; não cola.

O “determinismo” só existe (no caso da estigmatização de um comportamento indesejável) enquanto um determinado comportamento associado empiricamente a uma certa cultura é prevalecente e/ou notório: mas trata-se de um “determinismo provisório”, e portanto, não é um “determinismo” propriamente dito.

Podemos verificar, através do texto do Pedro Picoito, como existe um continuum consensual entre a mentalidade e mundividência do referido “liberal”, por um lado, e a mentalidade e a mundividência da Catarina Martins ou do Francisco Louçã, por outro lado.

Com “liberais” destes, ¿para que precisamos da Catarina Martins?!

Quarta-feira, 17 Julho 2019

A ignorância academista e elitista da Raquel Varela

O fenómeno “Donald Trump” deve-se à revolta da classe média americana (que é maioritariamente de origem europeia, mas que poderia ser de outra etnia qualquer), que tem vindo a perder poder de compra pelo menos desde o consulado do Bush filho; mas o fenómeno não é só económico, como é evidente: também é uma revolta cultural contra uma elite política americana manifestamente decadente do ponto de vista ético-civilizacional (só não vê quem não quer ver).

Há uma grande diferença entre uma classe média que, por razões culturais e históricas (entre elas, a tradição), defende (através do voto) um determinado status quo político burguês, por um lado, e, por outro lado, o surgimento de “uma linha de uma burguesia, com epicentro nos EUA, mais proteccionista, nacionalista” (como escreveu a Raquel Varela).

A Raquel Varela parte de preconceitos negativos, e não de uma qualquer racionalidade de análise. E confunde “racionalidade” e “racionalismo ”.


raque-varela-wc-webA Esquerda neomarxista (por exemplo, a Raquel Varela ou o José Pacheco Pereira) e a "Direitinha" liberal (por exemplo, os do Insurgente) parecem não compreender (ou fazem de conta que não compreendem) que a liberdade de comércio tem que ser biunívoca (tem dois sentidos): não faz qualquer sentido que uns países usufruam da liberdade de comércio na relação com outros países, e que a estes outros países não seja permitido esse mesmo usufruto.

Por exemplo, a União Europeia teve sempre uma política de comércio proteccionista em relação aos Estados Unidos (e a China também); e é este facto (o do proteccionismo da União Europeia e da China em relação aos Estados Unidos) que a Esquerda neomarxista e a "Direitinha" liberal escamoteiam sistematicamente para assim poderem acusar o Donald Trump de “proteccionismo”. Trata-se da falácia Tu Quoque.

A Raquel Varela mostra uma ignorância escandalosa, quando diz que “o pensamento científico é totalmente avesso à generalização” (ver ficheiro PDF do texto da Raquel Varela).

Alguém terá que explicar à Raquel Varela o que é a “indução” e a importância que a indução tem no pensamento e no método científicos. “O rei vai nu” (e eu estupefacto).


A Raquel Varela diz que “o Donald Trump é de extrema-direita”. ¿Mas por que razão o Donald Trump é de “extrema-direita”?! — pergunto eu. “Porque sim!” — responde (tacitamente) a Raquel Varela. É isto a que a Raquel Varela chama de “racionalismo”.


De resto, a Raquel Varela incorre no mesmo tipo de pensamento utópico dos incipientes marxistas militantes do século XIX e do princípio do século XX, que acreditavam que as classes operárias dos diferentes países europeus se revoltariam contra as respectivas burguesias nacionais, e que (por isso) fariam a “revolução global”o que não aconteceu (a classe operária nacional defende, em primeiro lugar e antes de tudo, a sua nação — como se verificou historicamente); e esta previsão ideológica falhada (a da “revolução global”) conduziu não só ao nacionalismo soviético (Estaline), mas deu sobretudo origem aos “revisionistas” da espécie de Lukacs ou Gramsci, e aos sequazes da Escola de Frankfurt (marxismo cultural).

O que é espantoso na Raquel Varela é que, por um lado, ela defende aquilo a que ela chama de “pleno emprego” (que faz parte do legado ideológico estalinista), mas, por outro lado, ela diz ser contra o estalinismo. Ou seja, ela é contra o estalinismo às segundas, quartas e sextas, e a favor do estalinismo às terças, quintas e sábados (e aos domingos está de folga).

O conceito de “pleno emprego” é complexo — porque teríamos que saber, em primeiro lugar, o que significa “emprego” (ou o que significa “trabalho”). Em uma visão não-utilitarista da sociedade, que é perfeitamente legítima, o conceito de “utilidade” não condiciona o conceito de “justiça” — mas é exactamente o movimento político que procura a aplicação deste princípio da independência da justiça em relação ao utilitarismo, que a Raquel Varela diaboliza chamando-o de “extrema-direita”.


O problema que se coloca é o de que não é possível a democracia (dita “burguesa”, segundo os marxistas, como por exemplo a Raquel Varela) sem a existência PRÉVIA do Estado-Nação.

É isto que incomoda a mente revolucionária da Raquel Varela, por um lado, e por outro lado “chateia” os sequazes do federalismo da União Europeia (como, por exemplo, o Rangel do PSD): não existindo (como não existe, de facto) uma “nação europeia”, não é possível uma “democracia na Europa” (como, por exemplo, defende o “fassista” Nigel Farage).

A Raquel Varela acredita que é necessária a imposição de um totalitarismo à escala global para contrariar a Natureza Humana (porque ela sente-se superior ao comum dos mortais). É esse o totalitarismo dos “progressistas que exigem a solidariedade real (material) entre os povos”, e, por isso, é um totalitarismo “bom” (Assim Falava Zaratustra).

O conceito de “internacionalismo”, segundo os neomarxistas como a Raquel Varela, abrange esse totalitarismo “bom” à escala global, mas que difere substancialmente do conceito “liberal-fascista” (defendido pelos liberais plutocratas e esquerdistas dos Estados Unidos) de “sinificação” (a China como modelo de organização política regional).

O conceito de “internacionalismo”, segundo a Raquel Varela, parece ser um conceito trotskista actualizado — o conceito de Trotski que a experiência comprovou não ser passível de aplicação prática. Eu comparo o “internacionalismo” de Trotski com o Distributismo de G. K. Chesterton: são conceitos bonitos, mas que não se aplicam (de forma geral) à prática humana.


A “análise” da Raquel Varela, acerca da origem da Política Identitária nos Estados Unidos, está errada.

« Com a OCDE e a UE a reconhecem a “crise demográfica”, necessidade de mais trabalho qualificado, surge toda a questão de género e quotas para entrarem mais contingentes de força de trabalho assalariada, impedindo a escassez que iria dar necessariamente aumento do preço da força de trabalho, e dos salários. É aqui que nasce, a partir dos EUA, a forma das políticas identitárias de esquerda. »

Fico de boca aberta perante este tipo de “análise” vinda da parte de uma “cientista social”. A Raquel Varela insulta o conceito de “análise”. Basta irmos à Wikipédia para verificarmos que a Raquel Varela deturpa as causas e o nexo ideológicos da Política Identitária.


O que a Raquel Varela pretende, com aquele relambório, é tentar imprimir um nexo racional ao irracionalismo típico da Esquerda; o que ela pretende é salvar a sua (dela) própria identidade que a Razão coloca em causa.

E, por isso, ela diz que “aquela Esquerda (a que existe) não é a verdadeira Esquerda” (trata-se de uma espécie de falácia lógica do Verdadeiro Escocês), assim como “as revoluções marxistas que mataram milhões de pessoas não foram Verdadeiras Revoluções”. Estamos perante um delírio interpretativo.


Quando os japoneses não aceitam a imigração (não existe imigração no Japão!), a Raquel Varela não nos vem falar do “homem amarelo a resgatar no xintoísmo a pureza das sociedades imperiais esquecidas” — porque o japonês não é “homem branco”.

A defesa da nação  e dos seus símbolos  é, para a Raquel Varela, de “extrema-direita” e “racista” — por um lado, a Raquel Varela é contra a “Esquerda dos Estados Unidos” que adoptou a Política Identitária, mas, por outro lado, concorda com as teses “anti-nação” da Política Identitária da Esquerda dos Estados Unidos.

Quando (por exemplo) os japoneses não aceitam a imigração (não existe imigração no Japão), a Raquel Varela não nos vem falar do “homem amarelo a resgatar no xintoísmo a pureza das sociedades imperiais esquecidas” — porque o japonês não é “homem branco”.

O problema da Raquel Varela, assim como os sequazes do marxismo cultural, é o “homem branco”. “Só o homem branco é racista”, dizem eles — até o japonês que é anti-imigração é uma vítima do “homem branco”.

Ou seja, a Raquel Varela segue a ideologia da Política Identitária (que, simplificando, tem origem na Escola de Frankfurt e na teoria da tolerância repressiva de Marcuse) ao mesmo tempo que a critica (“mais depressa apanhamos uma mentirosa do que um coxo”).

A Raquel Varela é uma coisa e o seu contrário — e tudo isto (alegadamente) em nome do racionalismo.


A ‘humanidade’ não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

→ Fernando Pessoa

Terça-feira, 2 Julho 2019

Pride Month Ads

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:48 am

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Sábado, 29 Junho 2019

Os charlatães do Aquecimento Global Antropogénico

Uma notícia em um “jornal” :

"Germany recorded its hottest-ever June temperature Wednesday — 101.5F — breaking a 72-year record."


Pretende-se assim fazer “prova” do Aquecimento Global Antropogénico; mas esta gente é tão burrinha que não se questiona sobre a razão por que essa temperatura foi superior (na Alemanha) há 72 anos, quando (alegadamente) havia menos CO2 na atmosfera.

¿Há 72 anos também havia Aquecimento Global?!

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Por outro lado, em 1930 fez muito mais calor em França do que agora. E em 1870 fez ainda mais calor em França do que em 1930 e em 2019 — e não consta que em 1870 houvesse “Aquecimento Global Antropogénico”.

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A teoria do Aquecimento Global Antropogénico foi a estratégia política mais engenhosa que poderia ter saído das mentes dos arquitectos da concepção de um leviatão controlado por um Estado plenipotenciário.


Os aquecimentistas, tal como os marxistas, têm a certeza do futuro (a mente revolucionária); e tiram partido do Milenarismo cristão, que marca a cultura das sociedades ocidentais pós-cristãs, para impôr, na cultura antropológica, uma visão apocalíptica do presente que justifique a transferência para o Estado de um Poder absolutista.

Quando alguém tem a certeza do futuro, não é possível discutir quaisquer ideias. A Esquerda nunca quer discutir ideias: a Esquerda apenas quer o Poder absoluto.

Quarta-feira, 26 Junho 2019

Não queremos a Política Identitária esquerdopata em Portugal

Sociologicamente, a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular.”

Nicolás Gómez Dávila 


Em termos práticos, um tal Alexandre Homem Cristo defende aqui a implementação em Portugal de uma Política Identitária — o Bloco de Esquerda não poderia estar mais de acordo com o tal Homem: está na moda importar as modas políticas mais nefastas oriundas dos Estados Unidos.

fap-webPortugal nunca teve uma tradição segregacionista marcada (nem sequer nas ex-colónias) — como aconteceu nos países de tradição anglo-saxónica; portanto não faz sentido copiar as práticas políticas americanas que conduziram à actual desunião radical da União Americana.

Pela primeira vez estou de acordo com o Carlos Fiolhais.

Quem, como eu, cresceu numa colónia portuguesa, sabe por experiência própria que muitos dos mais valorosos combatentes pelo exército português foram negros.

A negritude e o patriotismo português não têm sido (historicamente) conceitos contraditórios. E é necessário que continuem a não ser contraditórios.

A Política Identitária (que o tal Homem defende de uma forma indirecta, quiçá involuntariamente) iria dividir desnecessariamente a população de Portugal, por um lado; e por outro lado, a estatística não resolve problemas sociais exactamente porque as ciências humanas não são ciências exactas.

Terça-feira, 25 Junho 2019

A instrumentalização da ciência por parte da ideologia; ou a estupidez do Mealha Estrada


“¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?”

(Groucho Marx)


Vemos aqui um texto de um tal Miguel Mealha Estrada (nome alentejano, aposto) que é o exemplo da manipulação da ciência por parte de uma ideologia política — assim como o conceito nazi de “Untermensch” é pura manipulação ideológica da ciência.

O Mealha Estrada é um “nazi ao contrário”.

A existência de ideologias perigosas e desumanas não justifica que se escamoteie ou que se suprima a verdade científica.

(more…)

Sexta-feira, 14 Junho 2019

O STF brasileiro e a criminalização da homofobia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 9:18 pm
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Vivemos num tempo em que a intolerância das elites em relação ao povo (a nova versão da “República de Platão”) é disfarçada pela ostentação pública de assumidas virtudes.

Senão vejamos esta notícia no Observador (partamos do princípio de que os factos relatados pela referida notícia correspondem à verdade):

« O Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) permitiu na quinta-feira a criminalização da homofobia e transfobia como forma de racismo, com pena de prisão que pode ir de um a cinco anos de prisão, além de multa.

O STF determinou, por oito votos a favor e três contra, que casos de agressões e actos preconceituosos contra cidadãos LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) sejam enquadrados como crime de racismo, até que o Congresso crie leis específicas para o tema. »

Reparem bem, caros leitores, como se mistura ali “agressões” (atentados objectivos à integridade física de pessoas ou bens), por um lado, e “actos preconceituosos” que não se enquadrem na categoria de “agressão física” , por outro lado. Esta mistura é venenosa e pretende causar confusão jurídica.

A punição dos atentados contra a integridade física de pessoas (sejam as pessoas homossexuais, ou não) já está tipificada na lei penal brasileira — não seria necessário que o STF brasileiro viesse legislar sobre esta matéria, uma vez que a lei penal brasileira abrange já este tipo de crimes. O que, de facto, o STF vem transformar em crime é o chamadopreconceito em relação aos homossexuais ou à homossexualidade”.


Encontrei aqui uma definição (uma noção) de “homofobia” :

« Repulsa ou preconceito contra a homossexualidade ou os homossexuais ».

Se esta definição nominal está correcta (ou seja, se corresponde à definição real), então segue-se que a repressão legal da repulsa em relação à homossexualidade (ou seja, a repressão legal da homofobia) traduz-se na promoção cultural da homofilia por via legislativa — isto porque é logicamente impossível existir uma posição neutral entre a Neutralidade (que é o que a proposta do STF do Brasil reclama), por um lado, e a Não-neutralidade, por outro lado.


RhuanHá dias ouvi o esquerdista José Pacheco Pereira na televisão (TVI24) afirmar (grosso modo) que “os velhos são naturalmente discriminados / prejudicados em relação aos jovens”. É pura verdade; mas não passaria pela cabeça de um careca misantropo que um qualquer tribunal superior viesse legislar sobre a criminalização desta discriminação gerontológica.

Há determinados factos da vida humana em sociedade que não são possíveis de criminalizar sem cairmos em uma espécie qualquer de totalitarismo — que é o que acontece com a ingerência legislativa do STF do Brasil quando criminaliza a repulsa natural de um qualquer cidadão em relação à homossexualidade. O STF brasileiro fundamenta assim o acto legislativo que assumiu:

« Todo o preconceito é violência. Toda a discriminação é causa de sofrimento, mas aprendi que alguns preconceitos causam mais sofrimentos do que outros, porque alguns são feridas curtidas já em casa, na qual a discriminação castiga a pessoa desde o seu lar, afasta pai de filho, irmãos, amigos, pela só circunstância de tentar viver o que se tem como sua essência e que não cumpre o figurino sócio-político determinante e determinado”, declarou a magistrada Carmen Lúcia, citada pela imprensa local, ao declarar-se favorável à criminalização da homofobia. »

Existem dois tipos de “preconceitos”: o preconceito positivo, que é aquele que está aberto à discussão, e o preconceito negativo, que é aquele que se fecha em tabu ou em dogma , recusando assim a discussão dos seus preceitos.

Neste sentido, todas as opiniões de todas as pessoas são, a priori, preconceituosas; a diferença é que algumas pessoas estão abertas à discussão, e outras fecham-se nos seus dogmas.

Portanto, a ideia segundo a qual “Todo o preconceito é violência” é absurda, e revela a indigência intelectual da magistrada do STF brasileiro (ela necessita urgentemente de frequentar o curso de filosofia de Olavo de Carvalho).


Curiosamente, o STF brasileiro não legislou sobre a Ideologia de Género  que matou o menino Rhuan Maycon; nem vimos os me®dia, em geral, e o Observador em particular, a perder muito tempo a falar do crime hediondo e diabólico que duas lésbicas perpetraram em nome da Ideologia de Género — exactamente porque falar muito do assassinato do menino Rhuan poderia ser considerado “crime de homofobia”.

Quarta-feira, 12 Junho 2019

Quando o Bloco de Esquerda e a Direitinha se abraçam

Cerca de 180 directores de empresas americanas concordam com a Esquerda radical (de tipo “Bloco de Esquerda”): “a restrição do aborto é má para o negócio”.

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Vemos como a Direitinha (tipo Insurgente) concorda com a esquerda radical (tipo Bloco de Esquerda), nesta como noutras matérias. Talvez por isso é que a Catarina Martins disse (eu ouvi) que “O Bloco de Esquerda é a salvação do capitalismo”.


Recordando um texto de Olavo de Carvalho:

« Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflituantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de Direito, ou gosta do Estado de Direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um “conservador”; no segundo, é um “liberal”.

(…)

Ou você fundamenta o Estado de Direito numa concepção tradicional da dignidade humana, ou você o reinventa segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes.

(…)

O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários.

O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de Direito.

O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de Direito. »

— Olavo de Carvalho, “Por que não sou liberal” ; ler o resto.

Sexta-feira, 7 Junho 2019

O jornal “Observador” é a pior merda que existe nos me®dia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:28 pm
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O “Diário de Notícias”, por exemplo, ou o jornal “Púbico”, não enganam ninguém. Mas o Observador pretende passar uma imagem de neutralidade e de imparcialidade, quando, em boa verdade, não difere dos outros me®dia.

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