perspectivas

Quarta-feira, 28 Setembro 2016

O Domingos Faria e a confusão do amor politicamente correcto

 

O conceito de “amor” tem sido a ser prostituído por ditos “intelectuais”, e parece que o Domingos Faria embarca no sofisma.

“(…) quando se diz que os homossexuais são incapazes de ter crianças que são o fruto dos seus actos de amor, o Swinburne parece estar a fundir os conceitos de amor e de sexo/procriação. Todavia, tais conceitos não são coextensionais; pois, há muitos actos sexuais que não são actos de amor, bem como há actos de amor que não são actos sexuais. Por exemplo, as carícias, olhares, ou até a partilha das tarefas domésticas não são afinal "actos de amor"? Mas terão esses actos de estar fundidos ou ligados com actos sexuais? Parece óbvio que não”.


Tradicionalmente, faz-se a distinção entre espécies diferentes de “amor”:
  • libido (o amor pelo prazer e o sexo)
  • eros (o amor pelo belo, o deixar-se comover pela sedução do sedutor)
  • filia (o amor entre os corações que não podem viver um sem o outro)
  • ágape (o amor imanente pela comunidade, o amor pelo “outro” em abstracto, o amor pela sociedade, o amor pela continuidade e futuro da pólis)

O amor propriamente dito é a aspiração à unidade daquilo que se completa (também na Natureza). Aquilo que, por princípio, não se completa (naturalmente), também não pode constituir uma unidade. Neste sentido, o amor entre seres humanos é constituído pela libido, eros, filia e ágape.

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Domingo, 25 Setembro 2016

Estou um pouco surpreso com a evolução da Raquel Varela

 

“(…) nada disto autoriza é que o Estado passe a regulamentar o que se veste, porque isso seria tornar o republicanismo francês em ideologia de Estado e acabar com o princípio do laicismo que diz o seguinte: todas as religiões (e os ateus) têm que ter condições, dadas pelos Estados, para ser praticadas. É no terreno político e social que se combate o obscurantismo, e o relativismo cultural pós-moderno, não é no terreno da concentração de poder no Estado”.

Raquel Varela

Naturalmente que ela fala da polémica das burkas e burkinis em França.


1/ Vemos aqui em baixo um exemplo de uma apresentadora italiana de televisão: chama-se Marina Nalesso e apresenta os telejornais com um crucifixo ao peito e com duas medalhas católicas (uma delas de Nossa Senhora de Fátima). A cruz e as medalhas são símbolos. 1

marina-nalesso

Vemos aqui uma outra mulher, Fatma Nabil, da televisão egípcia (¿ou será “egícia”?, ¿segundo o Acordo Ortográfico?), desta vez, islâmica. Os símbolos são diferentes; é a própria indumentária que é simbólica do estatuto da mulher islâmica. Se os símbolos são diferentes, as religiões são diferentes, e as culturas também são diferentes. Portanto, já chegamos à conclusão de que as religiões (e as culturas) são diferentes; o que falta saber é se são equivalentes, ou seja, se podem ser valorizadas de forma igual ou semelhante.

fatma-nabil

2/ naturalmente que se pode dizer que “os gostos não se discutem”; está na moda dizer-se. Kant não concordava: dizia ele que os gostos devem ser discutidos (o racionalista Kant deixou de estar na moda: hoje é mais o romântico Rousseau) — não porque Kant tivesse grande apetência pela estética, mas porque se preocupava com a política. A verdade é que a estética (o belo) e a ética (o bom) estão intimamente ligadas, e a discussão do “belo” e do “bom” é também uma discussão política.

mulher-romana3/ também se pode dizer que “a mulher tem todo o direito de se tapar” — o mesmo soe dizer-se que a mulher tem o direito de não andar com as mamas à mostra e a exibir publicamente o pernão. Este argumento é pertinente e deve ser acolhido como racional. De facto, a mulher tem esse direito.

Mas — ao contrário do que se passa no Islamismo —, no Cristianismo o recato feminino e a indumentária “pudica”, por assim dizer, nunca foram símbolos religiosos em si mesmos, mas antes foram heranças de uma cultura anterior ao Cristianismo (por exemplo, a cultura romana ou grega). Em contraponto, no Islamismo, essa cultura mais antiga da indumentária feminina “pudica” foi integrada na cultura antropológica islâmica como um símbolo religioso entendido em si mesmo.

Teresa-de-AvilaVemos, por exemplo, a monja medieval Teresa de Ávila: a base da indumentária das monjas era (e é ainda hoje) uma herança de uma cultura anterior ao Cristianismo, e não um símbolo religioso entendido em si mesmo. Hoje, a indumentária das monjas segue uma tradição que não se constitui em si mesma como um símbolo religioso — e tanto assim é, que uma qualquer mulher católica não é coagida pelo Vaticano a vestir-se de freira.

Assim como não podemos confundir ou misturar a arte (a estética), por um lado, e a política, por outro lado — assim não podemos confundir a religião e a cultura de um determinado tempo, a não ser que a religião não passe de um princípio de ordem política que se aplica de forma intemporal, como é o caso do Islamismo.

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4/ quando o modo de vestir (a indumentária) se transforma (em si mesma) em um símbolo religioso (e deixa de ser apenas uma manifestação cultural ou uma tradição, como aconteceu ao longo da história do Cristianismo e da Europa), já não estamos na esfera da liberdade moral individual e/ou colectiva, mas antes em uma forma mais ou menos evidente de coerção social e cultural (negação da liberdade). É evidente que o Islamismo é um princípio de ordem política totalitária.

Neste sentido, é um erro afirmar que “todas as religiões são iguais e têm que ser tratadas da mesma forma pelo Estado”. Um erro crasso da Raquel Varela — porque “os gostos devem ser discutidos”, como afirmou Kant.


Nota
1. Os símbolos são claros, são reconhecidos socialmente, têm um poder imanente de convencimento e participam espiritualmente naquilo que simbolizam. Porém, não devemos confundir símbolos com sinais. Os sinais também são claros e reconhecidos: no entanto, falta-lhes a participação no conteúdo do representado/simbolizado, porque, em regra, os sinais são escolhidos arbitrariamente (por exemplo, os sinais de trânsito). Por isso não é possível comparar, por exemplo, um sinal de trânsito com o símbolo de um Deus pessoal, ou mesmo com o símbolo de uma equação matemática.

O símbolo, para além do significado cultural que o sinal também pode ter, tem um significado espiritual (relativo à experiência humana subjectiva que adquire uma experiência intersubjectiva e universal) que o sinal não tem. Um sinal só passa a ser um símbolo quando passa a ter um conteúdo com relação a um representado, o que lhe retira a arbitrariedade previamente existente. Um símbolo nunca se muda, porque isso resultaria também na dissolução do seu significado; em contraponto, um sinal pode ser mudado mantendo-se o seu significado anterior.

Sábado, 24 Setembro 2016

A censura política no YouTube

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:03 pm
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A “turma brazuca” ignorante e esquerdista que faz a censura política no YouTube, censurou-me um vídeo. Trata-se de censura política, pura e dura.

O vídeo retrata a realidade de como a mulher é tratada no Islão; não se trata de “violência gratuita” ou de “incitação à violência” — conforme a ignara inteligência “brazuca” expõe: o vídeo trata, em vez disso, de denunciar uma ideologia política (o Islamismo) que trata a mulher abaixo de animal irracional, e que é protegida por mentecaptos como os que censuraram o vídeo.

Ultimamente assistimos a uma fortíssima deriva censória e totalitarizante no YouTube e no Twitter.

Quinta-feira, 22 Setembro 2016

Manuel Maria Carrilho e a sociedade emasculada de Engels

 

O Pedro Arroja põe-se a jeito com algumas teorias abstrusas; por exemplo, a de que a sociedade portuguesa é feminina. Se “a sociedade portuguesa é feminina” (como diz o Pedro Arroja), ¿o que dizer das sociedades alemã e nórdicas, por exemplo?

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isabel-moreira-jc-webO que se está a passar na Europa é um fenómeno cultural marcadamente marxista (gramsciano) que passa pela instrumentalização dos me®dia no sentido da emasculação do homem, e a promoção de uma sociedade matriarcal (matriarcado) tal como aconselhado por Engels.

E, por outro lado, a emasculação do homem é defendida como uma solução para o Aquecimento Global, uma vez que o feminismo defende a ideia de que os flatos dos bebés causam o Aquecimento Global; ou seja: para o feminismo politicamente correcto marxista, quanto mais paneleiros, menos Aquecimento Global.

Nessa sociedade de eunucos e emasculados, por um lado, e de amazonas lésbicas, por outro lado, o homem tem um estatuto social inferior — como podemos inferir da opinião da Isabel Moreira acerca Manuel Maria Carrilho.

Na sociedade de Engels, a mulher tem sempre razão nos seus actos (mesmo quando pratica o infanticídio, por exemplo). E o modelo da sociedade de Engels voltou a estar na moda com merda de gente como o panasca Foucault ou psicopata Peter Singer que é ensinada nas nossas universidades.

Domingo, 28 Agosto 2016

¿Hillary Clinton não é populista?

 

Um tal Leonídio (podia ser Ovídio, Perfídio, Leôncio, Leopoldo… ) escreve um editorial no pasquim Diário de Notícias, segundo o qual Donald Trump é populista; mas a Hillary Clinton já não é populista.

¿E por que razão a Hillary Clinton não é populista? O Leopoldo não diz. Diz apenas que o Donald Trump é populista porque é apoiado por brancos pobres; segundo o raciocínio do Leopildo, se o Donald Trump fosse apoiado por pretos pobres já não seria populista.

KKK Grand Dragon Endorses Hillary Clinton

“Populismo” é o termo usado pelos democratas quando a democracia os assusta (Nicolás Gómez Dávila). Não vejo em que a Hillary Clinton seja menos populista do que o Donald Trump. Nem sei qual dos dois populismos é o mais perigoso — porque o populismo do Donald Trump tem vindo a ser muito escrutinado pelos me®dia, ao passo que o populismo de Hillary Clinton nem sequer é considerado populismo pelos me®dia.

Segunda-feira, 1 Agosto 2016

A evolução ideológica da Esquerda: “o acto sexual não é importante para a transmissão da SIDA/AIDS”

 

Na sua sanha contra a Tradição que já vem do Iluminismo mas principalmente do século XIX, a Esquerda coloca em causa a Lógica e a própria realidade e a natureza das coisas. Se for necessário afirmar que “o mundo não existe”, para que, com essa afirmação, se coloque em causa o pensamento tradicional, a Esquerda não hesita em fazê-lo.

Mas podemos perguntar: afinal, ¿a Tradição não morreu?!

Para a Esquerda, a Tradição não pode morrer, porque sem a Tradição (ou sem o fantasma desta), a Esquerda não sobreviveria. O anti-tradicionalismo da Esquerda só é provido de sentido e de significado no âmbito dessa oposição a uma Tradição que vem de Platão e Aristóteles, e que se consolidou com o império romano e, mais tarde, com a Igreja Católica. A Tradição é o “ódio de estimação” da Esquerda e, por isso, a Tradição não pode morrer.

E quando a sociedade (em geral) desvaloriza a oposição da Esquerda em relação à Metaxia, ou seja, quando a sociedade aceita, benevolente, as teses de oposição da Esquerda em relação à Tradição e as integra no ordenamento jurídico, acontece um esvaziamento do sentido e do significado da Esquerda; e, num esforço de sobrevivência, a Esquerda tem que se reinventar (ou seja, radicalizar) na sua oposição sistemática em relação à Tradição (a trindade romana: religare, auctoritas, traditionem) — o que significa literalmente “oposição sistemática em relação à realidade”.

Ou seja, para a Esquerda, se a Tradição não existisse, teria que ser inventada. Aquela não pode viver sem esta.

Depois da legalização do "casamento" gay, da adopção de crianças por pares de invertidos, da "barriga de aluguer", etc. — a sociedade desvalorizou a lógica do sentido de oposição da Esquerda em relação à Tradição. Perante este esvaziamento do sentido do reviralho esquerdista, a Esquerda necessita de se reinventar constantemente no âmbito dessa vital oposição à Tradição.


É neste contexto que surge nos Estados Unidos a reivindicação das casas-de-banho públicas assexuadas, por exemplo; ou que, em uma recente conferência da ONU realizada na África do Sul, surge a ideia segundo a qual a propagação da SIDA tem menos a ver com o comportamento sexual do que com a homofobia, sexismo e racismo. Estas conferências da ONU fazem lembrar a ideia de “imbecil colectivo”, de Olavo de Carvalho: “O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

lobotomy

 

Voltamos hoje ao Romantismo (e ao Positivismo, que é o Romantismo da ciência traduzido no cientismo) dos séculos XVIII e XIX: “a culpa não é do comportamento do indivíduo!: a culpa é da sociedade!” (o “bom selvagem” de Rousseau).

Este tipo de abordagem em relação ao problema traduz-se em uma infinita insolubilidade do problema: o problema nunca poderá ser resolvido ou mitigado, porque a Esquerda vive à custa da existência do próprio problema, e por isso não lhe interessa a sua solução — porque o problema só se resolve, ou se mitiga, adoptando padrões do pensamento lógico característicos da Tradição que a Esquerda renega.

Domingo, 31 Julho 2016

O acordo entre a Raquel Varela e a extrema-direita

 

“É absurdo atribuir à extrema-direita xenófoba e racista os recentes atentados na Europa. Embora os autores dos atentados alegadamente exibam um passado de militância na extrema-direita xenófoba e racista, e movimentos da extrema-direita xenófoba e racista os reivindiquem, é preciso não confundir estes elementos radicalizados com a extrema-direita xenófoba e racista em geral. Felizmente, a vasta maioria da extrema-direita xenófoba e racista é constituída por gente pacífica que não se revê em acções violentas. Uma ocasião, aliás, até vi um líder da extrema-direita xenófoba e racista condenar estes excessos.

(…)

De acordo com as informações reveladas pelas autoridades, é notório que os protagonistas de esfaqueamentos, degolações, explosões e atropelamentos em série pertencem a um de dois grupos: a) sujeitos com problemas psiquiátricos, leia-se doentes carenciados da atenção que, evidentemente, a medicina não lhes prestou; b) sujeitos com problemas de integração, leia-se vítimas de governos incapazes de responder com políticas de apoio aos anseios dos filhos da extrema-direita xenófoba e racista. Vamos acusar a extrema-direita xenófoba e racista pelas proezas de pobres malucos e marginais que nós, enquanto sociedade, não soubemos tratar e acolher? Não faz sentido”.

Uma falsa ameaça (Do Homem a Dias)

A culpa dos atentados perpetrados por alguns poucos (e poucas) indivíduos (e indivíduas) que se dizem de “extrema-direita”, e que assolaram recentemente a Europa, é da sociedade capitalista e fassista que cria malucos em barda, e que tem uma política de dominação em relação às minorias.

É claro que a extrema-direita não tem nada a ver com os atentados; e se, como dizia Karl Marx, “A violência é parteira da História”, como marxistas que somos, temos que encarar esta violência com a necessária serenidade revolucionária, e imbuídos (e imbuídas) de um optimismo anti-tradicionalista que alimenta o futuro risonho que almejamos.

Diz o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada: “Casa roubada? Porta escancarada!”

 

Sai a notícia nos jornais segundo a qual uma dúzia de portugueses foram apanhados a roubar bicicletas em Amesterdão. ¿Será que todos os portugueses na Holanda são ladrões de bicicletas? Claro que não! O bom-senso diz-nos que não devemos generalizar. Mas, se eu fosse holandês, e se me visse perante um português na rua, eu colocaria um cadeado na minha bicicleta; chama-se a isso “prudência”, que também faz parte do “bom-senso”.

Mas o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada diz que eu não tenho razão.

Sendo eu holandês, e perante um português qualquer identificado por mim na rua, diz o Padre Portocarrero de Almada que eu devo sempre confiar que esse português (que eu não conhecia) não é um ladrão de bicicletas; e por isso, perante a sua presença, eu não devo colocar o cadeado na minha bicicleta. E se eu não confiar a segurança da minha bicicleta na presença do tal português, sou um holandês xenófobo (diz o Gonçalo Portocarrero de Almada).

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O povo diz que “casa roubada, trancas à porta!”; o Padre Portocarrero de Almada diz que o povo (e eu também) é burro: o ditado deve ser alterado: “casa roubada, porta escancarada” — porque ele (o Padre) é que o licenciado em direito e filosofia; ele tem dois alvarás de inteligência. G. K. Chesterton tinha razão quando escreveu que “sem a educação e o ensino para todos, somos colocados numa situação horrível e de perigo mortífero de termos que levar a sério as pessoas cultas” (que são as tais que têm alvarás de inteligência).

Ou seja, o bom-senso é reaccionário, xenófobo, “fassista”, homofóbico, sexista, racista, etc.. E o senso comum deve ser contrário ao bom-senso; o princípio natural da auto-conservação deve ser abolido.

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Eu não vou aqui entrar na análise das comparações que o Padre Portocarrero de Almada fez entre a Jihad, por um lado, e Hitler e Mao Tsé Tung, por outro lado — porque são absurdas. Poderei fazê-lo noutro verbete, porque, como escreveu Olavo de Carvalho, “a mente humana é constituída de tal forma que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas para ser desmentida.”

Quinta-feira, 28 Julho 2016

Papa Chico: um enorme erro de casting

 

Quem elegeu o papa Chiquinho bem pode limpar as mãos à parede. A culpa não é dele: é dos cardeais que o elegeram; e não me venham falar do Espírito Santo: é política pura e dura!

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Quando Chico fala dentro de um avião, ou entra mosca ou sai asneira. Durante a viagem para a Polónia, o Chico afirmou, a propósito da degolação do Padre Jacques Hamel, que “todas as religiões querem a paz”.

Para além de o Chiquitito não se ter pronunciado directa e pessoalmente acerca do assassínio do sacerdote (remeteu para um comunicado do Arcebispo de Rouen), não teve em consideração o exemplo do Iraque (entre outros países): dos cerca de 3 milhões de cristãos que existiam no Iraque há apenas 10 anos, restam cerca de 400 mil. Se isto não é uma guerra religiosa, então o Chico é um Imã da Mafoma.

Este papa é o pior desastre que poderia acontecer à Igreja Católica. Pior do que aquela criatura é difícil de imaginar.

Quarta-feira, 27 Julho 2016

Donald Trump e a “carta LGBT” [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:35 pm
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Um político nunca faz aquilo que pensa, mas antes aquilo que julga ser mais eficaz.

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico

 

“Antes, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, absolve os pecados” — Nicolás Gómez Dávila

Perante o terrorismo islâmico que degolou um sacerdote dentro de uma igreja francesa , “a única solução é rezar”diz o Padre Portocarrero de Almada. Recordemos o que nos disse Dietrich Bonhoeffer: “O silêncio em relação ao Mal é, em si mesmo, um mal: Deus não deixará de nos responsabilizar. Não falar é falar. Não agir é agir”.

Não chega rezar. É preciso agir. Se “a única solução é rezar”, o Padre Portocarrero de Almada torna-se cúmplice do mal. Quando não agimos, absolvemos os pecados, e não o pecador.

Dietrich  Bonhoeffer

Segunda-feira, 25 Julho 2016

Este texto poderia ter sido escrito pela Raquel Varela

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:06 pm
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antistigma1“Calma aí com os julgamentos precipitados. Só porque um senhor sírio aparece de machete na rua não significa que o amor não deva prevalecer perante o ódio. O mais certo é ter sido um senhor sírio refugiado e portador de machete de extrema-direita a comemorar os 5 anos do atentado do norueguês nazi. Até porque ninguém comemora os atentados do Che excepto em t-shirts giras. Se a mulher morta o tivesse amado, poderia ainda ter uma cabeça para nos alertar do perigo de não amar preventivamente. Esta mulher foi vítima do seu próprio preconceito à posteriori. Se calhar nem estava grávida. Talvez tenha sido um senhor sírio refugiado portador de machete que é maluco, como o de ontem e o de segunda-feira. Toda a gente sabe que não faltam malucos à solta. Quais as probabilidades de um maluco ser um refugiado sírio portador de machete? Como diz a Helena Araújo, são só coisas que acontecem.”

São coisas que acontecem

nonconfundir

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