perspectivas

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2016

Portugal vive hoje em uma autocracia

 

É inevitável relacionar este texto de João César das Neves com estoutro que fala do aumento massivo da abstenção na democracia representativa portuguesa — porque a democracia representativa portuguesa nada mais é do que uma sequência de golpes-de-estado, em que o povo não é tido nem achado.

Uma democracia representativa só é legítima quando se baseia em uma Constituição que, por sua vez, se fundamenta em princípios metajurídicos escorados no Direito Natural.

Ora, isto já não se passa hoje com a democracia representativa portuguesa: os fundamentos da Constituição sofreram uma reinterpretação através da qual o Direito Natural foi erradicado; ou seja, os únicos fundamentos metajurídicos que existem hoje realmente na interpretação que é feita da Constituição, são os que decorrem do conceito literal de "Vontade Geral" por parte da classe política controlada pelos globalistas anglo-saxónicos.

Desta forma, o povo alheia-se da democracia representativa; não se sente representado nela, porque ela não passa já de uma expressão arbitrária e discricionária da vontade de Poder da classe política. A classe política portuguesa actua em roda livre, e em vez de democracia temos uma autocracia.

Portugal vive hoje em uma autocracia.

João César das Neves queixa-se daquilo que nos é imposto coercivamente pela ONU que é controlada claramente por uma dúzia de plutocratas anglo-saxónicos (o grupo dos trezentos).

Paradoxalmente, vemos hoje uma Esquerda radical defender, na área da cultura antropólogica, as ideias de Bill Gates, dos Rockefeller, ou dos Rothschild. Estranho mundo em que vivemos hoje, em que alegadas oposições são convergentes. Nunca nos devemos esquecer de que Wall Street apoiou financeiramente os bolcheviques na década de 1920, e que o capitalista eugenista americano Henry Ford apoiou financeiramente o regime de Hitler.

A democracia representativa portuguesa está presa por arames. Ninguém pode ter a certeza do futuro, mas não podemos acreditar que ela dure por muito tempo.

Quinta-feira, 4 Fevereiro 2016

A logomaquia psicótica do Paulo de Almeida Sande

 

O Sande ensandeceu.

“Foi assim (lição de História): a crise conhecida como dos refugiados, com epicentro em 2015, levou vários países europeus a pôr em causa o princípio fundamental da livre circulação das pessoas no espaço europeu”.

Paulo de Almeida Sande

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Para o Sande ensandecido, o tratado de Schengen — embora assinado apenas por alguns países europeus — aplica-se ao mundo inteiro: qualquer imigrante vindo da Conchichina ou da Papua pode entrar em qualquer país europeu ao abrigo do tratado de Schengen.

Ou seja, segundo o critério ensandecido do Sande, a partir do momento em que um imigrante das ilhas Galápagos entra ilegalmente no espaço Schengen, passa a ter os mesmos direitos dos cidadãos dos países que aderiram ao tratado.

A narrativa sandia do Sande é uma logomaquia psicótica. Por exemplo, estabelece uma relação causal entre o fim do Euro, por um lado, e a restrição da imigração, por outro lado.

¿Como é que um sandeu deste calibre tem tanta visibilidade nos me®dia?!

(via)

Nem todos os ateístas são politicamente correctos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:22 pm
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“Os homens sacrificaram-se e mutilaram-se física- e emocionalmente para alimentar, acolher e proteger as mulheres e as crianças. Nem uma das suas dores ou conquistas são registadas pela retórica feminista, que os retratam como opressores e exploradores insensíveis”.

Camille Paglia (ateísta)

Quarta-feira, 3 Fevereiro 2016

A Elisabete Rodrigues e a guerra dos mamilos

 

« A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. » — Fernando Pessoa, “Livro do Desassossego”


A Elisabete Rodrigues escreveu (no jornal Púbico) um artigo com o título Libertem os mamilos:

“Porque é que as nossas sociedades toleram melhor os mamilos de um homem do que o seu equivalente feminino? Porque é que um homem, na praia, pode passear-se livremente de peito ao léu sem, por isso, despertar qualquer interesse e uma mulher o faz num clima grandemente envolto de tensão e censura?”

Antes de respondermos à Elisabete Rodrigues, vejamos este vídeo em baixo. Nele, duas mulheres (Dakota Johnson and Leslie Mann) de Hollywood  lançam piropos a um jornalista (Chris Van Vliet). Naturalmente que eu não vejo nada de mal no vídeo e, como eu, a maioria das pessoas (incluindo a Elisabete Rodrigues) acharia até que o vídeo é divertido.

Mas imaginemos que os entrevistados eram dois homens e a jornalista era uma mulher. ¿Seria, neste caso, divertido, o vídeo? Não! Seria sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

 

Ou seja: é impossível que uma mulher seja “sexista” — assim como é impossível a um preto ser racista.

Penso que as mulheres têm todo o direito ao “sexismo” (seja o que for que isso signifique) e os homens também; os piropos são tão bons vindos de homens como de mulheres, desde que não sejam obscenos. Acho que o sexismo é coisa boa, porque assinala a diferença real entre mulheres e homens.


Ora, é essa diferença entre mulheres e homens que a Elisabete Rodrigues tem dificuldade em reconhecer.

Os mamilos têm, na mulher, uma função biológica no sistema de reprodução. A principal função das mamas das mulheres não é decorativa: em vez disso, a principal função das mamas é a de amamentação da prole.

Os mamilos das mulheres são, por isso, diferentes dos mamilos dos homens. Aliás, se os homens não tivessem mamilos, esse facto não seria relevante em termos de reprodução da espécie. Não é por acaso que quando vemos (nós, homens civilizados) uma mulher com uma mama à mostra a amamentar o seu filho, não ficamos escandalizados e até achamos bem — porque, instintivamente, o homem alia a exibição pública da mama da mulher ao acto de amamentação.

Já a exibição pública das mamas fora do contexto da amamentação é considerada como acto de exibicionismo, porque a mama da mulher tem uma função na reprodução da espécie humana que o mamilo do homem não tem.

A natureza da mulher é diferente da natureza do homem, embora pertençam à mesma espécie. E quem reconhece esta diferença, é sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

A língua de pau da Esquerda: o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia

 

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o heterossexismo prevalente, o preconceito sexual e a homofobia”.


O trecho foi escrito por Diana Martins Correia que diz de si mesma ser médica. Há três perguntas que devemos fazer:

  • ¿O que é “heterossexismo”?
  • ¿O que é “preconceito sexual”?
  • ¿O que é “homofobia”?

Quando perguntamos, por exemplo, ¿o que significa heterossexismo?, pretendemos uma noção de “heterossexismo” — e não um conceito de “heterossexismo”. Porém, desafio qualquer inteligente de Esquerda a definir “heterossexismo”, “preconceito sexual” e “homofobia”. Venham daí as definições!

Seria exactamente o mesmo se a dita médica escrevesse, por exemplo, o seguinte:

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia”.

A noção de “testiculismo prevalente” é o que você, caro leitor, quiser — porque tal noção não existe verdadeiramente. Você pode elaborar em um conceito de “testiculismo prevalente” escrevendo 25 livros sobre o termo, mas nunca se chega a uma noção. É uma palavra-mestra ideológica.

De modo semelhante, o “preconceito escrotal” é uma palavra mágica que não tem significado concreto (não existe uma noção de “preconceito escrotal”), embora se possa inventar um conceito tão abrangente de “preconceito escrotal” que permita qualquer interpretação subjectiva do termo.

A “hormonofobia” seria, por definição (ou seja, noção), uma fobia em relação às hormonas. Mas, que se saiba, não consta que exista, por parte de alguém, um medo irracional em relação ao sistema hormonal.

Ou seja, “heterossexismo prevalente”, o “preconceito sexual” e “homofobia” são abstracções delirantes, conceitos artificialmente construídos e sem aderência à realidade, desprovidos de quaisquer noções que lhes dêem um sentido preciso e claro. É língua de pau.

Domingo, 31 Janeiro 2016

Depois das esganiçadas, temos a engraçadinha

 

Quando Pedro Arroja falou nas esganiçadas do Bloco de Esquerda, caiu o Carmo e a Trindade; e quando Jerónimo de Sousa falou numa engraçadinha, caiu Lisboa inteira.

“Na noite das eleições, Jerónimo não disse só “engraçadinha”. Disse que essa “engraçadinha” tinha um “discurso populista”, para “aumentar votos”, e que isso correspondia a “opções”, que não serão nunca as do PCP porque o PCP tem “ideias” e “princípios”. Isto é mais do que um deslize marialva, é chocarreiro e altaneiro, e por não se esperar de um líder comunista é que vale a pena falar do conjunto”.

O Jerónimo de Sousa tem razão numa coisa: ela é apenas engraçadinha; não é “boa como o milho”. Aliás, no Bloco de Esquerda não há “boas como o milho”: são quase todas Gouines comme des camions.

Gouines comme des camions

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

¿Por que é que a Isabel Moreira se preocupa tanto com o veto de Cavaco Silva?

 

isabel-moreira-bw-nomeSe os vetos de Cavaco Silva em relação à lei da adopção de crianças por pares de invertidos e à lei da promoção cultural do aborto, irão ser anulados brevemente na assembleia da república, Isabel Moreira deveria estar em paz e sossego e com a consciência tranquila. Mas não está. Isabel Moreira anda preocupada com Cavaco Silva.

A razão dessa preocupação é a seguinte: Cavaco Silva resistiu. O pensamento único e politicamente correcto não admite resistência.

Mas não só: Isabel Moreira sabe essas leis são passíveis de revogação, por parte da sociedade, em qualquer momento futuro. Ninguém conhece o futuro, e a Isabel Moreira também não (esta proposição é propositada).

A partir do momento em que a Isabel Moreira — e a Esquerda, em geral, mas não só a Esquerda — concebe a política apenas como um meio para atingir determinados fins, ela perdeu legitimidade política e abriga-se só na legalidade — porque a política é uma forma de associação que é um fim em si mesma, baseada na legitimidade.

Como escreveu Rousseau, “um direito digno desse nome não pode ser um direito que caduca quando a força bruta do Estado acaba”. É isto que preocupa a Isabel Moreira; e justifica-se a preocupação dela.

Quinta-feira, 28 Janeiro 2016

O corolário da lei da eutanásia (Monty Phyton)

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 4:33 pm
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Um exemplo do totalitarismo da União Europeia: o Bloco de Esquerda e George Soros estão de acordo

 

Muitos “liberais” — no Insurgente, no Blasfémias, etc. — são apoiantes da União Europeia e do Euro, ou seja, vêem na União Europeia um espaço de liberdade, não só na economia como também na política. Se assim fosse, eu também seria apoiante da União Europeia e do Euro, mas a realidade conta-nos uma história diferente.

No vídeo em baixo verificamos a recente criação do Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.), sob os auspícios da União Europeia. O vídeo está em francês. O que o C.E.T.R. pretende é impôr, de forma coerciva, a tolerância aos cidadãos da União Europeia servindo-se de Directivas transformadas em leis aplicadas em todos os países.

 

Segundo a União Europeia e o Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.), o crime de “intolerância verbal” será comparável, em termos penais, à agressão física agravada. Por exemplo, se eu escrever, aqui no blogue, qualquer coisa contra o feminismo, poderei apanhar pena de prisão até cinco anos de cadeia.

Trata-se de uma vigilância oficial dos cidadãos e de organizações privadas — à moda da URSS e do KGB — que são consideradas “intolerantes”. O engraçado é que são esses mesmos “liberais” que dizem que a o KGB ainda existe na Rússia e que a União Europeia é um espaço de liberdade…!

Também é curioso o facto de este tipo de vigilância estatal totalitária do cidadão em nome da “tolerância”, ser defendida simultaneamente pela plutocracia internacional (Bilderberg, etc.) e pela esquerda neomarxista.

Ou seja, George Soros, Rockefeller, por um lado, e Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, por outro lado, estão de acordo em relação àquilo a que eu chamei “sinificação da Europa”.

Está mesmo previsto um programa de reeducação dos cidadãos prevaricadores e recalcitrantes em relação à “tolerância” — semelhante aos programas de reeducação maoístas! ¿Percebem agora por que razão o maoísta Durão Barroso é uma acérrimo apoiante da União Europeia?

O que a União Europeia e o Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.) pretendem é limitar drasticamente a liberdade de expressão e de opinião, tendo em vista a sinificação da Europa.

Segundo o intelectual liberal suíço Thomas Hürlimann:

“O que a União Europeia pretende é criar o Homem Novo, em que tudo o que é especial no ser humano deve desaparecer, ou seja, o sexo, as crenças religiosas, a cor da pele, etc..

No futuro, apenas será autorizado um estereótipo cinzento da tolerância, ou seja, uma tolerância que se declara universal mas que se inverte e que se transforma em intolerância. E quem assinala hoje esta contradição em termos, arrisca a sua reputação e, dentro de pouco tempo, arriscará mesmo a sua vida. O estereótipo da tolerância vai erradicar, sem apelo, os últimos indivíduos”.

Quarta-feira, 27 Janeiro 2016

Como os russos vêem o homossexualismo

Filed under: cultura — O. Braga @ 7:22 pm
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A psicótica Teresa de Sousa e o argumento ad Hitlerum em relação ao controlo da imigração

 

teresa-de-sousa-webA jornaleira Teresa de Sousa compara as medidas da Dinamarca de controlo da imigração, por um lado, com o holocausto nazi, por outro lado. Naturalmente que teria que ser no jornal Púbico.

A psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise, como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contacto com a realidade".

Segundo Freud, enquanto que na neurose, o Eu tenta recalcar as reivindicações pulsionais, na psicose produz-se uma ruptura entre o Eu e a realidade, o que deixa o Eu sob domínio do ID. Num segundo momento, o Eu reconstrói a realidade segundo os desejos do ID (construções delirantes).

Comparar o controlo da imigração, por um lado, com o holocausto nazi, por outro lado, revela a psicose da Teresa de Sousa. Ela precisa de tratamento urgente.

Aliás, praticamente toda a Esquerda padece de um tipo especifico de psicose: o delírio interpretativo, que é incurável, embora sem demência terminal.

Terça-feira, 26 Janeiro 2016

A “igualdade de género” no Bloco de Esquerda

 

catarina martins

marisa matias

mariana mortágua

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