perspectivas

Sábado, 13 Fevereiro 2016

A redução da antropologia à economia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:39 pm
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A redução de toda a realidade à economia é uma característica da pós-modernidade. Essa atitude redutora está bem patente em quase toda a opinião publicada: é como que, perante a perda de sentido, as pessoas se agarrassem a uma qualquer “ciência” para afastarem os demónios do absurdo que elas próprias criam ou adoptam.

Um exemplo da redução da realidade à economia é este texto: é uma logomaquia em “economês” em defesa do Rendimento Básico Incondicional.

Porém, o problema do Rendimento Básico Incondicional é antes de mais um problema antropológico lato sensu que não pode ser reduzido à economia. Antes de ser um problema económico, é um problema metafísico; e depois, é um problema ético; a seguir é um problema cultural; depois passa a ser um problema político; e só finalmente é um problema financeiro.

A definição de Rendimento Básico Incondicional pode ser lida aqui:

“O Rendimento Básico Incondicional é uma prestação atribuída a cada cidadão, independentemente da sua situação financeira, familiar ou profissional, e suficiente para permitir uma vida com dignidade”.

O Rendimento Básico Incondicional significa que o Estado tem a obrigação de sustentar o indivíduo independentemente de ele querer trabalhar muito, pouco, ou mesmo nada. Como se vê, o problema é antes de mais, metafísico e ético. E depois é cultural (antropológico) e político. A economia vem no fim da linha.

Sexta-feira, 12 Fevereiro 2016

¿Por que razão “os direitos individuais não são referendáveis”?

 

Perante o pensamento dogmático politicamente correcto, devemos fazer perguntas. O questionamento é a melhor forma de destruir o politicamente correcto que é uma burocracia do espírito.

"Um referendo sobre direitos individuais é virar a democracia de pernas para o ar, é virar a democracia contra ela própria", escreveu João Semedo em resposta à agência Lusa, considerando que referendar direitos individuais "não é democrático", embora o pareça.

É antes, disse, "admitir que um direito que é de todos possa ser retirado por alguns": "Alguém admitiria ou acharia democrático fazer um referendo em que o direito de todos à saúde ou ao trabalho, por exemplo, fosse retirado da lei por decisão de alguns?"

João Semedo


Em primeiro lugar, analisemos o aspecto formal da tese do João Semedo.

O direito à democracia participativa (direito ao referendo) é um direito de todos (é simultaneamente um direito negativo e positivo); mas o João Semedo e meia dúzia de estupores sentados nas cátedras do Poder da capital-do-império-que-já-não-existe, pensam que têm o direito de coarctar esse direito ao referendo que é de todos. Portanto, o João Semedo utiliza um argumento auto-contraditório: para ele, “os direitos são de todos” apenas e só quando lhe convém.

Em segundo lugar, vamos analisar o conceito de “autonomia” que fundamenta o “direito individual”.

Quando falamos de “autonomia da pessoa”, há duas mundividências que são inconciliáveis.

A primeira é a de que existe uma natureza humana, que é fundamentalmente idêntica desde que surgiu o homo sapiens sapiens. A segunda é a de que a dita “natureza humana” nada mais é do que uma “construção social e cultural”.

Quando falamos em “direitos do indivíduo”, devemos situar os fundamentos desses direitos em uma das duas mundividências que não são conciliáveis entre si (são mesmo antagónicas). Ou optamos por uma ou por outra. Das duas, uma: ou a autonomia é uma tendência da Natureza Humana, ou é um conjunto de valores construídos cultural e socialmente e que podem ser moldados através de engenharias sociais; ou a autonomia é promotora natural e progressiva do bem-estar do indivíduo e da sociedade, ou o seu papel de promoção do bem-estar é relativo e depende dos valores que a sociedade atribui à autonomia.

Autonomia não é a mesma coisa que individualismo e/ou colectivismo.

Decorrente da diferença entre estas duas mundividências, surgem o individualismo e o colectivismo, que não são a mesma coisa que “autonomia”. A autonomia é uma necessidade psicológica fundamental do organismo humano (a Natureza Humana perene), ao passo que o individualismo e o colectivismo são doutrinas socialmente construídas acerca das relações entre o indivíduo e a sociedade, e que consistem em diversos valores e práticas que podem ser mais ou menos interiorizadas.

Portanto, quando falamos em “autonomia”, não a podemos confundir com individualismo e/ou colectivismo. Ora, é essa confusão que é feita (propositadamente) pelo João Semedo.

Quando os conceitos de “autonomia” e de “Natureza Humana” não são senão “construções sociais e culturais”, o direito positivo é retirado ao cidadão em nome do individualismo (Paula Teixeira da Cruz e Rui Rio) ou do colectivismo (João Semedo) e transferido para uma elite de iluminados. Em ambos os casos, o cidadão só fica com o direito negativo.

Quando a autonomia é entendida em termos de necessidade de uma Natureza Humana perene e intemporal, a noção de autonomia implica o direito negativo e o direito positivo: temos o direito à nossa individualidade, mas também temos o direito de legislar sobre a sociedade. É este direito positivo (a do cidadão e do legislador) que legitima que todos possamos definir os direitos de todos.
Neste sentido de autonomia, os direitos de todos são referendáveis por todos.

Portanto, caro leitor, você tem que escolher uma destas duas mundividências. Ou você dogmatiza o conceito de autonomia e transfere o seu direito positivo para uma elite política, ou você racionaliza o conceito de autonomia e assume o seu papel de cidadão e de legislador e, neste caso, os seus direitos, como os de todos, são por princípio igualmente referendáveis.

Terça-feira, 9 Fevereiro 2016

O politicamente correcto diz que “as ciências são todas iguais”

 

“Centenas de pseudo-cientistas andam por esse mundo fora citando-se uns aos outros e baseando as suas “descobertas” nas “descobertas” dos seus prestigiados colegas cujo prestígio saiu do facto de terem escrito alguma coisa a que dão muita importância, mas cuja fundamentação científica nunca existiu. É todo um edifício de “conhecimento” que se sustenta em pilares de igual valia científica e que se reclama de modernidade e originalidade ao ponto de designarem a ciência clássica como “mainstream” ou “ortodoxa” (acreditem, já ouvi…). Usam o termo “ciências sociais” para poderem usufruir de regras paralelas à ciência e não, como seria de esperar, ciência dedicada a fenómenos sociais.”

O Rerum Natura, por exemplo, nunca subscreveria este artigo. A única coisa que os preocupa é a homeopatia. Tal como a Raquel Varela, o Rerum Natura diz que “todas as ciências são exactas”, ou seja, que “não há umas ciências mais exactas do que outras”: o radicalismo igualitarista exige que todas as ciências sejam iguais. Raquel Varela escreveu o seguinte:

“A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia, e do ponto de vista produtivo, regressiva.”

É este o novo paradigma: todas as ciências são iguais; já estamos longe do “everything goes” de Feyerabend: passamos já à Era do “everything is the same” da pseudo-ciência que o Rerum Natura não reconhece como tal.

Aquilo que a chamamos hoje “pseudo-ciência” é mais cientismo do que outra coisa: o controlo da ciência pela ideologia política. A ciência está sitiada; e o Rerum Natura está calado, como seria de esperar. E este novo cientismo tem origem no romantismo contemporâneo de que falei aqui.

Domingo, 7 Fevereiro 2016

A barbárie dos “pachecos-pereira avant-garde”

Filed under: Europa — O. Braga @ 11:25 am
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Nicolás Gómez Dávila escreveu que “se retirarmos ao europeu a túnica cristã e a toga clássica, o que fica é o bárbaro”.

tunica-togaO temos hoje, nos “pachecos-pereira avant-garde” da Europa, é a evidência da barbárie: por exemplo, ao mesmo que tempo que defendem a legalização da eutanásia, defendem a livre imigração em massa de muçulmanos (o que é uma contradição em termos). Já atiraram fora a túnica cristã e despiram a toga romana. O rei vai nu, mas o povo ainda não viu.

Nos debates nos me®dia, ninguém os confronta com as suas próprias contradições, porque quem se atrever a fazê-lo é banido da intervenção publicada — “ninguém lhes franqueia as portas à chegada / eles comem tudo e não deixam nada”.

Ninguém se atreve a um corte epistemológico com eles; e assim os “pachecos-pereira avant-garde” desta vida vão fazendo o seu caminho, impunes e inimputáveis. A única coisa que os choca é uma qualquer ameaça à sua impunidade adquirida por direito.

O Islão manifesta aquilo a que Nietzsche chamou de “grande saúde”, porque dispõe de jovens soldados dispostos a morrer por ele. Os jovens soldados islâmicos suicidam-se — não para eutanasiar qualquer sofrimento terminal, mas por causa de um ideal (que é também anti-europeu).

Mas os “pachecos-pereira avant-garde” defendem o niilismo da eutanásia, por exemplo, ao mesmo tempo que abrem as portas à “grande saúde” islâmica.

Na origem desta contradição está a “grande recusa” marxista cultural, que fustiga a “pulsão de morte da civilização judaico-cristã mercantil”, por um lado, e por outro lado adopta uma axiomática de submissão ao Islamismo que prefere a escravidão de uma vida apoucada e vazia, à morte aquileana e honrosa do combate nobre por princípios.

O que pretendem os subscritores do manifesto a favor da eutanásia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 2:20 am
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1/ A agenda política dos defensores da legalização da eutanásia é simples:

  • Primeiro, pretendem pelo menos conseguir um referendo para casos de eutanásia de doença terminal; e mesmo perdendo o referendo e estando em minoria, essa minoria justificaria a despenalização da eutanásia (a descriminalização).
  • Depois, através do “progresso da opinião pública” por intermédio do doutrinamento dos me®dia, legalizar a eutanásia a pedido do cliente, sob pretexto de que “há muita gente já a pratica”. Mais uma fez, o facto vai criar o Direito.
  • E, finalmente, impôr coerciva- e involuntariamente a eutanásia aos extractos populacionais mais vulneráveis.

Esta é, em suma, a agenda política dos psicopatas que assinaram este manifesto.

2/ Na Bélgica, a eutanásia foi legalizada em 2002 para aplicação exclusiva em casos de doença terminal. Mais tarde passou a ser eutanásia a pedido do freguês (doenças psíquicas e outras); e recentemente, a lei da eutanásia foi extensiva a crianças. Este é o “progresso da opinião pública” defendido pelos psicopatas que assinaram aquele manifesto.

3/ Há dias, na Bélgica, o governo chegou à conclusão de que a lei da eutanásia não estava em ordem e que, por isso, tinha que ser revista — em função do caso de uma cidadã de 38 anos, de seu nome Tine Nys, que foi eutanasiada “a pedido” por sofrimento psicológico devido ao seu divórcio. A família dela alegou que os médicos decidiram matá-la rapidamente, e sem lhe propôr qualquer tratamento.

Em função deste caso, a classe política belga decidiu que a lei teria que ser revista — depois de ter morrido gente!. Para os filhos-de-puta que legalizaram a eutanásia, casos como o de Tine Nys são meros danos colaterais que legitimam a deificação do seu estatuto ontológico elitista.

4/ Basta que consideremos a experiência e os factos decorrentes das leis da eutanásia na Holanda e na Bélgica — em que já matam pessoas que não pediram para morrer — para que não tenhamos qualquer dúvida de classificar os subscritores do dito manifesto como um grupo de filhos-de-putas (incluindo o Rui Rio).

Obviamente que esses sociopatas irão dizer que “em Portugal será diferente da Bélgica e da Holanda” — como se a filha-da-putice portuguesa se distinguisse da dos seus congéneres holandeses ou belgas. E vão dizer que “a recusa da eutanásia é matéria religiosa”, como se a experiência laica da lei da eutanásia naqueles dois países supracitados pudesse sustentar um argumento tão miserável quanto esse.

eutanasia-cadeiras

5/ A defesa da eutanásia é uma manifestação pura de utilitarismo, de recusa de se gastar dinheiro com a protecção e preservação dos mais fracos. Por isso é que os subscritores daquele manifesto são uma plêiade de filhos-de-puta.

Em vez da eutanásia — cujo corolário lógico se pode verificar através do que se passa hoje na Holanda e na Bélgica —, a sociedade deve investir dinheiro em cuidados de saúde, em geral, e nos cuidados paliativos em particular. E os psicopatas que assinaram aquele manifesto devem ser monitorizados cuidadosamente pela sociedade.

Sábado, 6 Fevereiro 2016

A “licença de parentalidade” é coisa boa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:44 pm
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Sexta-feira, 5 Fevereiro 2016

Portugal vive hoje em uma autocracia

 

É inevitável relacionar este texto de João César das Neves com estoutro que fala do aumento massivo da abstenção na democracia representativa portuguesa — porque a democracia representativa portuguesa nada mais é do que uma sequência de golpes-de-estado, em que o povo não é tido nem achado.

Uma democracia representativa só é legítima quando se baseia em uma Constituição que, por sua vez, se fundamenta em princípios metajurídicos escorados no Direito Natural.

Ora, isto já não se passa hoje com a democracia representativa portuguesa: os fundamentos da Constituição sofreram uma reinterpretação através da qual o Direito Natural foi erradicado; ou seja, os únicos fundamentos metajurídicos que existem hoje realmente na interpretação que é feita da Constituição, são os que decorrem do conceito literal de "Vontade Geral" por parte da classe política controlada pelos globalistas anglo-saxónicos.

Desta forma, o povo alheia-se da democracia representativa; não se sente representado nela, porque ela não passa já de uma expressão arbitrária e discricionária da vontade de Poder da classe política. A classe política portuguesa actua em roda livre, e em vez de democracia temos uma autocracia.

Portugal vive hoje em uma autocracia.

João César das Neves queixa-se daquilo que nos é imposto coercivamente pela ONU que é controlada claramente por uma dúzia de plutocratas anglo-saxónicos (o grupo dos trezentos).

Paradoxalmente, vemos hoje uma Esquerda radical defender, na área da cultura antropólogica, as ideias de Bill Gates, dos Rockefeller, ou dos Rothschild. Estranho mundo em que vivemos hoje, em que alegadas oposições são convergentes. Nunca nos devemos esquecer de que Wall Street apoiou financeiramente os bolcheviques na década de 1920, e que o capitalista eugenista americano Henry Ford apoiou financeiramente o regime de Hitler.

A democracia representativa portuguesa está presa por arames. Ninguém pode ter a certeza do futuro, mas não podemos acreditar que ela dure por muito tempo.

Quinta-feira, 4 Fevereiro 2016

A logomaquia psicótica do Paulo de Almeida Sande

 

O Sande ensandeceu.

“Foi assim (lição de História): a crise conhecida como dos refugiados, com epicentro em 2015, levou vários países europeus a pôr em causa o princípio fundamental da livre circulação das pessoas no espaço europeu”.

Paulo de Almeida Sande

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Para o Sande ensandecido, o tratado de Schengen — embora assinado apenas por alguns países europeus — aplica-se ao mundo inteiro: qualquer imigrante vindo da Conchichina ou da Papua pode entrar em qualquer país europeu ao abrigo do tratado de Schengen.

Ou seja, segundo o critério ensandecido do Sande, a partir do momento em que um imigrante das ilhas Galápagos entra ilegalmente no espaço Schengen, passa a ter os mesmos direitos dos cidadãos dos países que aderiram ao tratado.

A narrativa sandia do Sande é uma logomaquia psicótica. Por exemplo, estabelece uma relação causal entre o fim do Euro, por um lado, e a restrição da imigração, por outro lado.

¿Como é que um sandeu deste calibre tem tanta visibilidade nos me®dia?!

(via)

Nem todos os ateístas são politicamente correctos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:22 pm
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camiile-paglia-web

 

“Os homens sacrificaram-se e mutilaram-se física- e emocionalmente para alimentar, acolher e proteger as mulheres e as crianças. Nem uma das suas dores ou conquistas são registadas pela retórica feminista, que os retratam como opressores e exploradores insensíveis”.

Camille Paglia (ateísta)

Quarta-feira, 3 Fevereiro 2016

A Elisabete Rodrigues e a guerra dos mamilos

 

« A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. » — Fernando Pessoa, “Livro do Desassossego”


A Elisabete Rodrigues escreveu (no jornal Púbico) um artigo com o título Libertem os mamilos:

“Porque é que as nossas sociedades toleram melhor os mamilos de um homem do que o seu equivalente feminino? Porque é que um homem, na praia, pode passear-se livremente de peito ao léu sem, por isso, despertar qualquer interesse e uma mulher o faz num clima grandemente envolto de tensão e censura?”

Antes de respondermos à Elisabete Rodrigues, vejamos este vídeo em baixo. Nele, duas mulheres (Dakota Johnson and Leslie Mann) de Hollywood  lançam piropos a um jornalista (Chris Van Vliet). Naturalmente que eu não vejo nada de mal no vídeo e, como eu, a maioria das pessoas (incluindo a Elisabete Rodrigues) acharia até que o vídeo é divertido.

Mas imaginemos que os entrevistados eram dois homens e a jornalista era uma mulher. ¿Seria, neste caso, divertido, o vídeo? Não! Seria sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

 

Ou seja: é impossível que uma mulher seja “sexista” — assim como é impossível a um preto ser racista.

Penso que as mulheres têm todo o direito ao “sexismo” (seja o que for que isso signifique) e os homens também; os piropos são tão bons vindos de homens como de mulheres, desde que não sejam obscenos. Acho que o sexismo é coisa boa, porque assinala a diferença real entre mulheres e homens.


Ora, é essa diferença entre mulheres e homens que a Elisabete Rodrigues tem dificuldade em reconhecer.

Os mamilos têm, na mulher, uma função biológica no sistema de reprodução. A principal função das mamas das mulheres não é decorativa: em vez disso, a principal função das mamas é a de amamentação da prole.

Os mamilos das mulheres são, por isso, diferentes dos mamilos dos homens. Aliás, se os homens não tivessem mamilos, esse facto não seria relevante em termos de reprodução da espécie. Não é por acaso que quando vemos (nós, homens civilizados) uma mulher com uma mama à mostra a amamentar o seu filho, não ficamos escandalizados e até achamos bem — porque, instintivamente, o homem alia a exibição pública da mama da mulher ao acto de amamentação.

Já a exibição pública das mamas fora do contexto da amamentação é considerada como acto de exibicionismo, porque a mama da mulher tem uma função na reprodução da espécie humana que o mamilo do homem não tem.

A natureza da mulher é diferente da natureza do homem, embora pertençam à mesma espécie. E quem reconhece esta diferença, é sexista, misógino, machista, preconceituoso e reaccionário!

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

A língua de pau da Esquerda: o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia

 

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o heterossexismo prevalente, o preconceito sexual e a homofobia”.


O trecho foi escrito por Diana Martins Correia que diz de si mesma ser médica. Há três perguntas que devemos fazer:

  • ¿O que é “heterossexismo”?
  • ¿O que é “preconceito sexual”?
  • ¿O que é “homofobia”?

Quando perguntamos, por exemplo, ¿o que significa heterossexismo?, pretendemos uma noção de “heterossexismo” — e não um conceito de “heterossexismo”. Porém, desafio qualquer inteligente de Esquerda a definir “heterossexismo”, “preconceito sexual” e “homofobia”. Venham daí as definições!

Seria exactamente o mesmo se a dita médica escrevesse, por exemplo, o seguinte:

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia”.

A noção de “testiculismo prevalente” é o que você, caro leitor, quiser — porque tal noção não existe verdadeiramente. Você pode elaborar em um conceito de “testiculismo prevalente” escrevendo 25 livros sobre o termo, mas nunca se chega a uma noção. É uma palavra-mestra ideológica.

De modo semelhante, o “preconceito escrotal” é uma palavra mágica que não tem significado concreto (não existe uma noção de “preconceito escrotal”), embora se possa inventar um conceito tão abrangente de “preconceito escrotal” que permita qualquer interpretação subjectiva do termo.

A “hormonofobia” seria, por definição (ou seja, noção), uma fobia em relação às hormonas. Mas, que se saiba, não consta que exista, por parte de alguém, um medo irracional em relação ao sistema hormonal.

Ou seja, “heterossexismo prevalente”, o “preconceito sexual” e “homofobia” são abstracções delirantes, conceitos artificialmente construídos e sem aderência à realidade, desprovidos de quaisquer noções que lhes dêem um sentido preciso e claro. É língua de pau.

Domingo, 31 Janeiro 2016

Depois das esganiçadas, temos a engraçadinha

 

Quando Pedro Arroja falou nas esganiçadas do Bloco de Esquerda, caiu o Carmo e a Trindade; e quando Jerónimo de Sousa falou numa engraçadinha, caiu Lisboa inteira.

“Na noite das eleições, Jerónimo não disse só “engraçadinha”. Disse que essa “engraçadinha” tinha um “discurso populista”, para “aumentar votos”, e que isso correspondia a “opções”, que não serão nunca as do PCP porque o PCP tem “ideias” e “princípios”. Isto é mais do que um deslize marialva, é chocarreiro e altaneiro, e por não se esperar de um líder comunista é que vale a pena falar do conjunto”.

O Jerónimo de Sousa tem razão numa coisa: ela é apenas engraçadinha; não é “boa como o milho”. Aliás, no Bloco de Esquerda não há “boas como o milho”: são quase todas Gouines comme des camions.

Gouines comme des camions

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