perspectivas

Segunda-feira, 13 Fevereiro 2017

Bom humor, perante a estupidez da Fernanda Câncio

 

Para o esquerdalho, uma mulher que abortou é “uma mulher com coragem”. E foi a “coragem das mulheres” abortadeiras que ditaram a “grande derrota da Igreja Católica”.

A tonta não se contenta com a violação de uma regra ética: pretende que a sua transgressão se converta em regra nova; a perversidade desperta sempre a secreta admiração da imbecil que escreve umas coisas em um qualquer pasquim do Regime.

Uma estupidez não deixa de o ser, só porque há quem morra por ela; e é costume apregoar direitos para se poder violar deveres; portanto, não se tratou de “coragem das mulheres”, mas de estupidez de mulheres e de homens — a novela romântico-pornográfica, da Fernanda Câncio e da esquerda em geral, abortará sempre, porque a cópula não é um acto do indivíduo, mas é uma actividade da espécie.

E perante a estupidez da escriba — detentora de um alvará de inteligência concedido pela merda das elites que temos —, sorrimos: porque as derrotas nunca são definitivas quando se aceitam com bom humor. O mundo da Fernanda Câncio (e do politicamente correcto) parece invencível; como o dos dinossauros desaparecidos.

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Tirem-me deste filme…!

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:53 am
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“E a tua tia sabes de que tem cara, de p., sabes o que é, uma mulher tão porca que f. com todos os homens e mesmo que tenha r. para f. deixa que lhe ponha a p. no c.”


Este é o excerto da polémica do livro “O Nosso Reino” de Valter Hugo Mãe dado a ler aos jovens de 13 anos do liceu Pedro Nunes, em Lisboa.

O comentário do comissário do Plano Nacional de Leitura, o poeta Fernando Pinto do Amaral, dado à Lusa, foi o seguinte:

“Não está em causa a sua qualidade literária, o que houve foi um problema de inserção na lista. O livro entrou no 3.º ciclo por lapso, porque foi escolhido para o secundário”.

O problema é que é a própria qualidade literária que está em causa aqui: o Mãe escreve mal e é pouco credível no que escreve, o Mãe não devia estar no Plano Nacional de Leitura, aliás uma fábrica para promover amigos e lhes vender os livros como pães.

Os palavrões de Valter Hugo Mãe


O problema deste país é profundo; não se resolve facilmente. Mas se não se resolver, teremos em breve um totalitarismo de esquerda.

Domingo, 12 Fevereiro 2017

Animais irracionais tomaram o poder político

 

"There is no neutral ground in the universe. Every square inch, every split second is claimed by God, and counterclaimed by Satan."C S Lewis.

Não existe terreno neutro no universo. As proposições ou são verdadeiras ou falsas; e essas proposições são o resultado de uma linguagem humana que as contêm.

eutanasia-velhariasO Anselmo Borges fala aqui da linguagem humana; mas, através de uma tolerância inusitada, pressupõe ele (o Anselmo Borges) que possa existir um terreno neutro no universo (e no planeta Terra) em que Deus e o diabo possam chegar a um acordo. Portanto: ou acreditamos no Lewis, ou acreditamos no Anselmo. Com todo o respeito pelo Anselmo, eu acredito no Lewis: “não existe terreno neutro no universo”.

De nada vale ao Anselmo Borges procurar compromissos em terrenos moralmente neutros, porque esses compromissos não existem nem são possíveis.

A linguagem humana — para além da expressão que outros animais têm; para além da comunicação que outros animais também têm; e para além do simbolismo que outros animais também têm — tem proposições descritivas que os outros animais não têm. Karl Bühler chamou-lhe a “função representativa” da linguagem especificamente humana, que são proposições que descrevem um estado objectivo de coisas, que podem, ou não, corresponder aos factos; ergo, as proposições podem ser falsas ou verdadeiras.

Para além da função representativa da linguagem humana — que afere a verdade dos factos — temos a função argumentativa da linguagem humana, através da qual se constrói o pensamento crítico que deve obrigar a vontade mediante a razão (S. Tomás de Aquino). O ser humano inventou a crítica que é um método de selecção consciente que permite detectar os nossos erros individuais e colectivos.

O problema da Esquerda actual é o de uma profunda doença espiritual. Em função dessa doença espiritual radical (uma doença que atacou as raízes do “ser de esquerda”), as funções representativa e argumentativa da linguagem humana deixaram de ter qualquer utilidade. A lógica deixou de fazer sentido.

Segunda-feira, 6 Fevereiro 2017

A estaurofobia de uma putéfia de alto coturno

 

Eu (dantes) fazia a distinção entre “esquerda”, por um lado, e “esquerda radical”, por outro lado; hoje, já não faz sentido essa distinção: “esquerda radical” é redundância. Sempre houve esquerdalho radical; mas hoje ele está plasmado orgulhosa- e diariamente nos me®dia, sem qualquer filtro racional. Vivemos num PREC.

Quando se pergunta ao encarregado de educação de uma criança se pretende que o respectivo educando tenha aulas de religião e moral católicas, acontece muitas vezes (mesmo que seja apenas e só por motivos de tradição) que o encarregado de educação anui ou aquiesce. Ou seja: o encarregado de educação não se opõe.

A Jezabel da imprensa esquerdista (Diário de Notícias) diz que isso é “tornar obrigatória a religião e moral católicas nas escolas públicas”. Para ela, não se aplica o ditado segundo o qual “quem cala consente ou autoriza”: pelo contrário, para a vulgívaga de palacete, “quem cala é obrigado a aceitar”.

O problema aqui é o de saber o que é o “consentimento”, por um lado, e o que é “obrigação”, por outro lado.

É claro que quem não se opõe a que os seus filhos tenham aulas de religião e moral católicas, não é obrigado a que os seus filhos tenham aulas de religião e moral católicas.

Quando nós não nos opomos a qualquer coisa, exercemos (pelo menos) a nossa liberdade negativa. Para a górgona dos me®dia, a Esquerda possui o monopólio da liberdade negativa: toda a gente que não for de Esquerda tem que “sair do armário e passar a vergonha da denúncia pública” da sua liberdade positiva (apontada a dedo).

A Europa está a mudar. Até em Espanha já sinais de Vox Populi. Pode ser que a megera seja “eutanasiada” à força. Nunca se sabe.

Quarta-feira, 1 Fevereiro 2017

Ódio

 

Depois de sabermos o que se passa hoje na Holanda e na Bélgica com a eutanásia fora do controlo, só podemos sentir ódio pelos políticos portugueses que a defendem — porque, das duas uma: ou acreditam na excepcionalidade cultural portuguesa, o que é um absurdo; ou sabem bem do que se passa e escolhem consciente- e intencionalmente uma prática social e cultural bárbara.

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Quarta-feira, 4 Janeiro 2017

O feminismo e a ideologia de género são incompatíveis

 

Camille Paglia é uma feminista que tenta ser racional.

 

Quinta-feira, 22 Dezembro 2016

Ele está (orgulhosamente) enganado

 

O grande problema da escola pública (além da igualdade do acesso ao conhecimento e à cultura) não são os crucifixos na sala ou o debate sobre criacionismo. Tem a ver com a forma como as ideologias dominantes se apropriam dos programas de História, Português, Filosofia ou Educação Sexual, por exemplo.

Num interessante debate que ouvi na rádio, um dos intervenientes defendia que a escola «esclarecesse» alunos do 5º ano sobre temas como o aborto, a contracepção ou as «alter-sexualidades». Outro dos participantes protestou: há famílias que não concordam com a abordagem desses temas por crianças com 10 ou 11 anos. «Pena. Vá para um colégio privado» – até porque, lembrou, os professores têm uma certa autonomia.

Ou seja, os novos donos da ideologia do ME ensinam uma nova religião – e quem não está contente, que se mude. O “entrismo” na política já deu lugar ao seu pensamento único. Não para esclarecer, mas para formar segundo o seu catecismo, independentemente da vontade das famílias. Este é o debate que interessa fazer sobre a escola pública. O resto são negócios.”

Francisco José Viegas

Este personagem foi o mesmo que, há alguns anos e em um arremedo de ultraliberalismo hayekiano, escreveu no seu (dele) blogue que “não estava disposto a pagar impostos para sustentar os filhos das famílias numerosas portuguesas”. Hoje, e a julgar pelo António Costa, o Francisco José Viegas vai pagar impostos para sustentar as famílias poligâmicas muçulmanas imigrantes que vêem no seu (dele) liberalismo o inimigo a abater.

Os crucifixos são símbolos; a estaurofobia do Estado é a recusa de um determinado símbolo.

O ser humano não pode viver sem símbolos e sem tabus. Uma cultura antropológica sem símbolos e sem tabus é um círculo quadrado. Mas os liberais de “direita” — como é o caso do Viegas — pensam que podem reduzir o símbolo ao critério do indivíduo, retirando-o da sua dimensão comunitária. E “os burros são os outros”.

O que a Esquerda está a tentar fazer é substituir uma determinada simbologia por outra; e esta outra simbologia estaurofóbica defende os símbolos do aborto e da paneleiragem porque “não está para pagar impostos para sustentar os filhos das famílias numerosas portuguesas”. Não sei por que razão o Viegas discorda da Esquerda.

Sábado, 17 Setembro 2016

A acção dos animais modernos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 4:31 pm
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“Esse gosto mórbido da inacção mental explica que tenha sido possível aos arautos da esquerda ir introduzindo no convívio social das nações, sem oposição proporcionada, as maiores aberrações intelectuais, como a Ideologia de Género, a generalização da matança de inocentes no ventre materno, os horrores da arte moderna; e, na Igreja, a contestação de doutrinas evidentes, a demolição de cerimónias ancestrais belíssimas, de costumes tocantes.

São máquinas de opinião pública que vêm despejando sobre as pessoas esses e outros horrores, como certos tubos enormes despejam asfalto numa via de terra para se constituir ali uma estrada, enquanto o «louco» olha para isso com olhar desagradado, mas aparvalhado”.

A preguiça mental contra a acção


1/ A partir da Idade Moderna, principalmente depois de Kant, os valores da cultura ocidental passaram a valorizar a acção em detrimento do pensamento.

actionO homem moderno, depois de Karl Marx, — tal como acontece com os animais irracionais — é livre porque age: é a acção que determina a sua liberdade; quem não age (de forma positiva, uma vez que o não-agir é uma forma negativa de agir) não é livre.

Porém a tradição europeia anterior à Idade Moderna era a de que o ser humano age porque é livre: é em função da nossa liberdade que agimos; ou, na terminologia de Kant: a nossa liberdade é a condição da nossa acção.

A animalização da acção (“eu sou livre porque ajo”), introduzida pelo modernismo e cimentada por Karl Marx, Kierkegaard e Nietzsche (ou seja, a inversão ideológica de Platão) levou a que muita gente considerasse a acção, ou algo próprio de gente de poucos escrúpulos (a ideia de “acção” como a iniciação de um “processo histórico” inconsequente, imprevisível e irresponsável), ou então a acção passou a ser vista como uma forma insensata de realização de uma qualquer utopia (a “transformação do mundo” preconizada por Karl Marx que já causou centenas de milhões de vítimas mortais em todo o mundo).

2/ Esta característica moderna de animalização da acção não é só característica da Esquerda — a não ser que George Soros, Rockefeller, Rothschild, Bill Gates, etc., também sejam de esquerda.

Sábado, 30 Julho 2016

O terrorismo e a singularidade islâmica

 

“As sociedades europeias / ocidentais são hoje muito diversas face à realidade de há meio século atrás. Abandonaram a ideia de uma cidadania culturalmente homogénea, a qual foi substituída por uma cidadania multicultural. O ideal é apreciável, especialmente face aos excessos nacionalistas do passado e a modelos de cidadania pouco inclusivos. Parece em sintonia com a diversidade do mundo globalizado. Mas enfrenta um problema delicado.

Entre as elites políticas, empresariais, académicas e artísticas emergiu uma cidadania cosmopolita e multicultural. Na grande maioria da população a ideia não teve ressonância. O principal quadro de referência continua a ser o Estado-nação, como se viu na crise da Zona Euro”.

O Daesh cresce no multiculturalismo de gueto na Europa


O conceito de “elite” é hoje pejorativo; a elite é hoje uma espécie de classe kitsch ou filistina cujos membros aparecem amiúde nos me®dia e que se regulam por um utilitarismo básico e bacoco a que chamam de “cosmopolitismo”.

Em vez de “elite”, adoptemos o conceito de “escol” segundo o critério de Fernando Pessoa: um escol é tanto mais perfeito quanto mais diferente é do resto da população em grau de tudo; quanto mais está, contudo, unido a esse resto da população por um interesse nacional; e na acção que tem sobre esse resto da população.

O escol não significa uma classe de pessoas, mas antes é uma série de indivíduos. Pode pertencer ao escol um rico ou um remediado e até um indivíduo despojado (como foi Agostinho da Silva), um intelectual ou um artista, um industrial ou um operário. Um membro do escol não frequenta necessariamente o Jet7 e a figuração pública, e a maioria prefere até o recato da privacidade.

As condições auxiliares do escol: a aristocracia de sangue, pois estabelece a cisão no país; segundo Fernando Pessoa, um país democratizado baixa imediatamente o nível do escol. A aristocracia não é estritamente necessária, mas ajuda. São condições biológicas do escol: não intervenção do Estado em matéria biológica ou demótica. Condições económicas do escol: regime concorrencial o mais apertado possível.


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A tese do “gueto islâmico na Europa” (conforme vemos no texto) que pretende explicar o terrorismo islâmico, é própria do Romantismo positivista do século XIX que voltou a estar na moda.

Para os românticos, o erro humano não é do domínio da psicologia, mas antes decorre do padrão de valores de uma sociedade; desde logo, a culpa do erro do indivíduo é da sociedade entendida de uma forma quase abstracta. O Positivismo é o romantismo na ciência que alimenta o laicismo radical actual das elites que transformam a ciência em uma religião (o Positivismo é uma metafísica): é a Religião da Humanidade de Augusto Comte que voltou a estar na moda depois da queda do muro de Berlim.


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Conforme constata o texto referido, o problema do terrorismo islâmico escora-se na diferença radicais entre culturas; mas a cultura tem pressupostos metafísicos e éticos.

Por exemplo, existem na Europa comunidades de siques ou comunidades de budistas, mas não vemos os membros dessas comunidades a cometer actos de terrorismo. São os tipos de metafísica e de ética que determinam a forma de uma determinada cultura antropológica e a sua psicologia.

A sociedade europeia actual é herdeira do Cristianismo que, desde as suas origens, separou o Poder político e a religião (“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”). Esta separação entre o Estado e a religião marcou a metafísica e a ética cristãs e, por isso, determinou um padrão cultural comum a quase todos os povos da Europa ocidental.

A metafísica islâmica tem como consequência, na ética e na política, exactamente o oposto da cristã: defende a teocracia, ou seja a fusão do Estado e da religião, e neste sentido é uma ideologia política, e não uma religião propriamente dita.

Esta diferença cultural entre o Cristianismo e o Islamismo é impossível de ultrapassar, porque tem origem na metafísica que marca indelevelmente uma mundividência (a ética e a cultura antropológica). A única forma de “secularizar” o Islamismo é a repressão cultural do Islamismo — o que iria contra a ideologia dos direitos humanos e contra a Religião da Humanidade. Portanto, a solução do problema do Islamismo é o de o confinar (dentro do possível) aos países de origem, por um lado, e por outro lado regular os fluxos de imigração islâmica para a Europa.

A partir de um certo patamar de influência na sociedade, a comunidade islâmica tende a exigir uma lei separada para ela — a Sharia, ou lei islâmica. Nestas condições estão, para além da França, a Suécia, a Inglaterra, a Bélgica e a Holanda.

A partir de uma determinada percentagem de muçulmanos (digamos, 10%) em relação à população total em uma sociedade europeia, surge o fenómeno da “singularidade islâmica1, que é o ponto através do qual a sua influência se começa a aproximar do infinito. É preciso que se note que a intenção do Islão não é só a conversão dos infiéis; é sobretudo a imposição da lei da Sharia em todo o mundo, independentemente da fidelidade ou não fidelidade ao Islão.

A partir dos 10% do total da população, começa uma guerra civil autêntica, como acontece na Índia (14%), Israel (16%), Rússia (15%), Etiópia (33%). A partir dos 40% começam os massacres em massa contra as populações não-islâmicas, como na Bósnia (40%), no Chade (53%), ou no Líbano ( 60%). A partir dos 60% começam as limpezas étnicas e a aplicação do imposto islâmico (Jizya) — Iraque, Malásia, Catar, Sudão…E por aí fora.


Nota
1. Em termos matemáticos, uma “singularidade” é o ponto em um determinado domínio de uma função no qual o valor da função se torna indefinido. Em uma singularidade típica, a função “aponta para o infinito”, ou seja, na área em torno da singularidade o valor da função aumenta à medida em que este se aproxima daquela ― quanto mais próximo da singularidade, maior é o valor; quando o valor chega à singularidade, torna-se infinito. Em termos da lógica, a singularidade aponta para o absurdo de uma função.

Na astrofísica, o buraco-negro é também referido como uma “singularidade”. Quando a matéria de uma estrela em fim de vida é comprimida para além de um terminado ponto — conhecido como “radius de Schwarzchild” —, torna-se impossível a alguma coisa escapar à sua gravidade, produzindo um ponto de massa de uma “densidade infinita”. Na singularidade, as leis da Física (e da ciência em geral) deixam de ser aplicáveis.

Quinta-feira, 2 Junho 2016

Contra a Sharia islâmica, temos agora uma Sharia do Estado

 

Dois irmãos muçulmanos, filhos de pais imigrantes na Suíça, recusaram-se a cumprimentar, com aperto de mão, as professoras da sua escola, alegando que o Islamismo proibia qualquer contacto físico com gente do sexo oposto. Face a esta atitude, a escola permitiu que os dois muçulmanos deixassem de cumprimentar as professoras.

Mas o governo regional suíço decidiu que a recusa de apertar a mão das professoras é ilegal, e que os pais dos alunos que recusem apertar as mãos das professoras podem ter que pagar multas até 5.000 Euros.

Por isto vemos o efeito que a importação massiva de gente com culturas diferentes e até antagónicas, como é o caso do Islamismo, pode ter em uma sociedade europeia.

¿Por que carga de água o Estado pode obrigar alguém a apertar a mão a uma pessoa?! Está tudo louco?!

A imigração islâmica vai forçar a uma maior intervenção do Estado na sociedade, chegando ao absurdo de o Estado regular comportamentos individuais através de uma espécie de “Sharia estatal”.

Contra a Sharia islâmica, temos agora uma Sharia do Estado. É isto que a Esquerda pretende com a imigração desregrada: o reforço do poder do Estado.

A Europa ainda está a tempo de evitar uma catástrofe civilizacional, restringindo drasticamente a imigração islâmica.

Sábado, 28 Maio 2016

A Elisabete Rodrigues e o Marsapo Murcho

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:03 am
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A Elisabete Rodrigues coloca o estatuto da mulher dentro da falsa dicotomia que decorre dos conceitos, aparentemente antagónicos, de “fada do lar” e de “foda do bar”.

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Recordemos uma frase de Coco Chanel em relação aos modelos da moda de Christian Dior:

“Roupas criadas por um homem que não conhece as mulheres, nunca teve uma mulher, e que deseja ser uma mulher”.

coco-chanel-webOu seja, grande parte da moda “feminina”, depois da década de 1960, foi e é criada por “grandes paneleiros” (os efeminados, aqueles que sonham ser mulheres, imitam as mulheres, e têm o Marsapo Murcho).

Escreve a Elisabete Rodrigues:

“Identifico, no entanto, dois tipos de anúncios em que as mulheres não nos são apresentadas como um pedaço de carne que se esforça por ser objecto de desejo. Publicidade a produtos para bebés e produtos para a casa. Mas se uma mulher veste lantejoulas e exibe um decote até ao umbigo para vender mobiliário, por que não o há-de fazer para vender umas fraldas? Porque, minhas amigas e meus amigos, a mãe e a dona de casa não são passíveis de ser transformadas em objectos de prazer.

Não sei o que é pior, se a excessiva sexualização do corpo feminino, se a completa “dessexualização” da mulher-mãe, mulher-doméstica. Ou bem que as mulheres são representadas como sedutoras natas ou como anjos do lar. A maior parte delas não é uma coisa nem outra, e são essas que compram!”

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Mas o importante é a forma como olhamos a mulher
, esteja ela no lar ou no bar. E se tivermos a concepção da mulher que os “grandes paneleiros” têm dela (que é a cultura dominante na moda), então também vemos a “fada do lar” dessexualizada e a sexualização da “foda do bar” que a paneleiragem gostava de ser.

Sábado, 19 Março 2016

A actual ameaça à democracia

Filed under: Política — O. Braga @ 10:42 am
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Em um verbete anterior falamos da diferença entre autonomia do indivíduo, por um lado, e individualismo ou colectivismo, por outro lado.

O princípio da autonomia aplica-se à pessoa enquanto sujeito histórico, com um passado herdado e que vive no presente, e que se baseia no pressuposto de que a realidade é independente da consciência que observa (realismo). Decorre do realismo (que também se utiliza na ciência) do princípio da autonomia, que existem proposições ou mundividências que se aproximam mais a verdade do que outras. Existe não só uma hierarquia de valores éticos, como também uma hierarquia de interpretação dos factos (hierarquia da verdade) que separa as diferentes mundividências que se aproximam mais ou menos da verdade.

O individualismo (direita) ou/e o colectivismo (esquerda) partem do princípio de que a realidade é uma construção cultural e/ou social — ou seja, não existe um realidade objectiva independente da consciência que observa. Neste sentido, não existe qualquer “aproximação à verdade objectiva”, uma vez que a verdade é subjectiva. Grosso modo: cada um tem a sua verdade que vale tanto como a de outra pessoa qualquer — a hierarquia de valores é negada em nome da construção cultural e social dos conceitos que regem a sociedade.

Para o realismo (do princípio de autonomia), existe uma diferença entre factos, por um lado, e interpretação de factos, por outro lado. Para o individualismo e/ou colectivismo, essa diferença ou não existe, ou é precária; os factos são apenas matéria de opinião.

Em uma sociedade em que a maioria da “elite intelectual” (a ruling class) pensa que a realidade é uma construção social, não é possível a democracia: a única realidade que faz sentido é a realidade da força bruta do Estado — seja para “libertar” o indivíduo (libertarismo de direita), seja para impôr um colectivismo (esquerda).

A partir do momento em que a realidade (objectiva) não existe independentemente da minha consciência que observa; que os factos são resultado da minha interpretação; e que a minha verdade é independente de uma verdade exterior a mim — então segue-se que qualquer forma de imposição (incluindo o uso da violência) da minha mundividência aos outros passa ser legitimada.

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