perspectivas

Quinta-feira, 19 Maio 2016

A malandragem dos malandros da geringonça

 

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Terça-feira, 10 Maio 2016

A Esquerda platónica e a dessexualização da sociedade

 

Segundo escreveu Plutarco no “Licurgo”, as mulheres de Esparta não viviam socialmente separadas dos homens, como acontecia com as mulheres respeitáveis em qualquer outra cidade da Grécia. As raparigas tinham o mesmo treino físico dos rapazes, e uns e outras faziam ginástica nus e em conjunto. Pretendia-se (segundo Plutarco) que as raparigas fortalecessem o corpo na corrida, na luta, no arremesso do dardo, etc., para que tivessem filhos robustos; e embora se apresentassem nuas durante o exercício conjunto com os rapazes, não havia nisso desonestidade nem entrega: tudo era jogo e actividade lúdica, (alegadamente) sem qualquer impulso lascivo.

O que Plutarco quis dizer é que a mulher espartana era preparada para uma procriação que garantisse uma prole robusta e saudável, garantindo-se assim o sucesso na guerra. Porém, e como escreveu Aristóteles já depois da queda de Esparta, a família natural (1 homem + 1 mulher = filhos) não era um factor importante na sociedade espartana; o casamento era apenas instrumental. Por exemplo, uma mulher casada mas sem filhos era obrigada pelo Estado espartano a procurar outro homem (que não o marido) para ver se teria maior êxito do que o marido em gerar cidadãos. As leis de Esparta privilegiavam a procriação, tendo em vista a guerra. Segundo Aristóteles, o pai espartano de três filhos estava isento de serviço militar, e o pai de quatro filhos estava isento de todos os encargos do Estado.

Em Esparta existia um sistema “totalitário” (devemos adaptar este conceito ao século VII a.C.) que orientava a sociedade para a guerra através do incentivo à procriação e à pureza da raça. Porém, a família natural, como unidade básica da sociedade, era apenas um instrumento, e não valorizada em si mesma. Em Esparta, a diferença entre sexos era esbatida (atenuada) tendo em vista a procriação eugénica. Aristóteles escreveu que 2/5 das terras de Esparta eram propriedade de mulheres; e daí a grande redução do número de cidadãos, que seriam dez mil no tempo do Licurgo, mas quando os tebanos derrotaram Esparta, o número de cidadãos espartanos não ultrapassava o milhar.

Ou seja: se, por um lado, a igualdade da mulher espartana em relação ao homem, tinha como objectivo a procriação eugénica, por outro lado, o acesso da mulher à propriedade reduziu a procriação porque se perverteu a família natural através da anarquia do matriarcado que desresponsabiliza o homem. O grande Licurgo enganou-se.


Baseando-se no mito de Esparta, Platão escreveu a sua utopia na “República”. A família natural também é abolida: os amigos — diz Platão — devem ter tudo em comum, incluindo mulheres e filhos. As raparigas deverão ter uma educação igual à dos rapazes, incluindo a arte da guerra. As mulheres serão em tudo iguais aos homens: “a mesma educação que faz um bom magistrado terá igual efeito em uma mulher”. O casamento segue o padrão mítico de Esparta: os noivos e noivas serão (aparentemente) juntos à sorte (aleatoriamente), mas a verdade é que os governantes da cidade decidirão quem casa com quem, segundo princípios eugénicos.

Todas as crianças devem ser separadas dos pais ao nascer, e ter-se-á todo o cuidado em que os pais as não conheçam, e nem elas aos pais (deixaria de existir uma árvore genealógica das crianças, tal como acontece parcialmente hoje já, com a adopção de crianças por pares de invertidos). Crianças deformadas e filhos de pais inferiores eram eutanasiadas ou abortadas. Nos casamentos feitos pelo Estado, as pessoas não têm opinião: têm de pensar segundo o seu dever para com o Estado e não segundo as emoções vulgares que os poetas malditos (segundo Platão, que não gostava dos poetas) costumam celebrar.

Na utopia de Platão, como não se sabe quem são os pais, pode-se chamar “pai” a quem quiser que tenha uma idade conveniente — e o mesmo quanto a “mãe”, “irmão” e “irmã”. E não há casamento entre “pai” e “filha”, ou “mãe” e “filho”; em geral mas não absolutamente, devem evitar-se os casamentos de “irmão” e “irmã”. No fundo, Platão proibia todos os casamentos, excepto os de “irmão-irmã”, que considera excepção rara.

O que Platão pretendia — seguindo o modelo de Esparta — era a diminuição das emoções privadas (tal como defende hoje a socialista Isabel Moreira), removendo os obstáculos ao domínio do espírito público (domínio do Estado) e incentivando a ausência da propriedade privada.


Hoje, o politicamente correcto parece adoptar o mito de Esparta e os princípios da utopia de Platão embora de forma enviesada.

Essa nova utopia é a da esquerda pós-modernista que se manifesta em Portugal no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista (que o Partido Comunista parece querer imitar), e que se traduz na guerra cultural e jurídica contra a família natural. E, nesta nova utopia, são da maior importância os direitos LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] e a ideologia de género. Tal como em Esparta e na utopia de Platão, o combate contra a família natural é concebido como um meio de absolutização do Estado e tendo em vista a eliminação da propriedade privada.

O movimento político LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] e a ideologia de género pretende a abolição legal dos sexos — como podemos verificar na actual guerra politicamente correcta contra a distinção entre os WC masculino e feminino. Ou seja, pretende-se a dessexualização da sociedade, em que deixam de existir legalmente o masculino e o feminino. E, a partir do momento em que a humanidade é dessexualizada por via da Lei, acabamos em uma sociedade desumanizada na qual não existe uma mãe legal, ou um pai legal, ou irmãos e irmãs legais sem a autorização do Estado (tal como na utopia de Platão). Por exemplo, hoje já vemos que, em vez de pai e mãe, os documentos de registo das crianças têm “progenitor A” e “progenitor B”: os termos “pai” e “mãe” estão a ser juridicamente eliminados. Nessa sociedade defendida pela Esquerda, as relações humanas mais íntimas sofrem um duro golpe: a família natural é abolida por lei e de facto.

Uma sociedade dessexualizada defendida pela Esquerda (e pela maçonaria mais radical e jacobina) é, em última instância, uma sociedade totalitária porque erradica da Lei e da cultura as mais básicas relações humanas, e principalmente a ligação entre a mãe e filho.

Quarta-feira, 4 Maio 2016

O Bloco de Esquerda quer liderar a malandragem

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O Bloco de Esquerda diz que "é preciso uma resposta económica e política garanta um aumento sustentado dos rendimentos do trabalho, com criação de emprego e que seja capaz de aumentar a capacidade produtiva do país e atacar o endividamento externo". Como? Com base em três eixos: controlo do sistema financeiro e combate à corrupção, descarbonização da economia e coesão territorial e reposição de direitos laborais, combate à precariedade e maior redistribuição da riqueza. Isto, claro, sem esquecer a velha bandeira da renegociação da dívida.

Bloco exige "nova estratégia" para maioria de esquerda sobreviver

Controlo do sistema financeiro passa pela nacionalização da Banca; e os Bancos que não sejam nacionalizados terão um membro do Bloco de Esquerda no Conselho de Administração. Combate à corrupção significa combate aos salários altos dos administradores das empresas privadas e públicas — porque quem ganha muito dinheiro é necessariamente corrupto.

Descarbonização da economia significa a obrigatoriedade de andar de bicicleta. O imposto automóvel terá que aumentar (excepto para os membros do Bloco de Esquerda, que ficam isentos), o litro da gasolina passará para 5 Euros para que o Estado possa oferecer uma bicicleta a toda a gente.

Coesão territorial significa a garantia de que toda a gente que teima em viver no interior reaccionário possa emigrar para Lisboa, onde o Bloco de Esquerda é popular. Reposição dos direitos laborais é obrigar a economia privada a pagar os custos do Paraíso na Terra que o marxismo prometeu mas ainda não conseguiu cumprir. os-malandros-web

Terça-feira, 3 Maio 2016

Sou de esquerda e sou uma vaca tirolesa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 4:30 pm
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Camaradas progressistas e camarados progressistos do Bloco de Esquerda:

Vemos neste vídeo abaixo (com subtítulos em inglês) uma reportagem com perguntas a estudantes e estudantas suecos e suecas, em que se pergunta, nomeadamente, se uma mulher pode ser um homem. As respostas são unânimes: se uma mulher se assumir como homem e quiser ser um homem, então essa mulher é um homem.

Subtítulos em inglês

Porém, o problema começa quando a entrevistadora faz duas perguntas. A primeira: se uma pessoa quiser medir 10 metros de altura, ¿passará a ter 10 metros de altura? E, a segunda: se uma pessoa sueca quiser ser japonesa, ¿passará a ser japonesa? As respostas a estas duas perguntas não são claras — porque os estudantes e estudantas entrevistados e entrevistadas não são suficientemente progressistas (e progressistos).

É nosso dever ensinar as pessoas que, se alguém assume que tem 10 metros de altura, então passa a ter mesmo 10 metros de altura.

Eu, por exemplo, sou uma vaca tirolesa: vemos na fotografia abaixo, a mulher que é homem, e eu. Se alguém negar que a vaca tirolesa sou eu, atenta contra a minha autonomia e deve ser censurado no programa da SIC “¿E se fosse consigo?”.

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Sábado, 30 Abril 2016

A nova guerra fracturante da Esquerda: a regulação da vida sexual por parte do Estado

 

Os Estados Unidos (onde nasceu o politicamente correcto) prepara-se para alterar o Código Penal introduzindo a figura jurídica de “consentimento afirmativo”, o que significa que as relações sexuais serão à partida e sempre consideradas como “violações sexuais” — a não ser que nenhuma das partes envolvidas na relação denuncie o acto sexual.

Ou seja: o homem é, por princípio, sempre considerado um violador sexual — a não ser que a mulher se cale. Basta que a mulher diga que foi violada (basta a palavra dela), para que o homem seja preso.

Temos aqui a inversão do ónus da prova: é o homem que tem que provar que não é um predador sexual; mas a verdade é que esse “consentimento afirmativo” é impossível de provar, a não ser que, antes de cada acto sexual, se assine um contrato entre as partes.

¿Quando é que a Catarina Martins apresenta um projecto-de-lei que regule as relações sexuais?

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
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O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

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Quarta-feira, 27 Abril 2016

O nominalismo da Esquerda

 

“O BE, especializado nestas temáticas, lembrou-se agora de propor que o ‘cartão de cidadão’ passe a chamar-se ‘cartão de cidadania’. E porquê? Porque o BE acha que “não existe qualquer razão que legitime o uso de linguagem sexista num documento de identificação obrigatório para todos os cidadãos e cidadãs nacionais”. Linguagem sexista? Mas quando se fala em ‘cidadão’ está-se porventura a pensar apenas nos homens? Só uma mente doentia podia ver nisso uma discriminação das mulheres. ‘Cidadão’ é um conceito, uma abstracção. Até por isso o cartão é ‘de’ cidadão e não ‘do’ cidadão”.

E as crianças senhor?


O José António Saraiva constata o óbvio: a incapacidade do Bloco de Esquerda na abstracção, o que caracteriza o nominalismo. O nominalista é essencialmente uma pessoa com défice cognitivo.

O nominalismo é a teoria segundo a qual “nada há de universal no mundo para além das denominações, porque as coisas nomeadas são todas individuais e singulares”. O Nominalismo nega a existência dos géneros e das espécies — nega a classificação abstracta da realidade — que, alegadamente, não existiriam senão em nome.

Alguns filósofos (realistas) sustentam um “realismo de significação”, dizendo: se a beleza é um nome que tem um significado geral, então, qualquer coisa como a “beleza em si” ou a “essência da beleza” existe na realidade. Mas o nominalismo dá a resposta inversa: os nomes apenas são etiquetas, graças às quais podemos representar concretamente as classes de indivíduos; as ideias gerais não têm um objecto geral: são abstracções (sem importância) obtidas por intermédio da linguagem.

Ou seja, o nominalismo defende a ideia segundo a qual as coisas ou objectos da experiência não têm realidade intrínseca fora da linguagem que as descreve.

Um dirigente do Bloco de Esquerda (em juízo universal), por exemplo, não consegue entender o conceito de “cidadão” como uma ideia geral (uma abstracção): a sua mente é anti-científica — porque só através da abstracção em relação a casos concretos é possível a elaboração das leis da ciência (por exemplo, as leis da gravidade são abstraídas do concreto e, em princípio, aplicáveis em qualquer ponto do universo. Sem abstracção não há ciência).

Em linguagem popular, diríamos que os dirigentes do Bloco de Esquerda, em geral, são burros.

Um dirigente do Bloco de Esquerda tem imensa dificuldade na categorização da realidade; e de tal forma que reduz a realidade social ao indivíduo. É certo que cada pessoa é única e irrepetível (como defende o Cristianismo), mas este facto não significa a negação das categorias a tal ponto que se oblitere o conceito de “juízo universal” — que é o que faz o Bloco de Esquerda.

O Bloco de Esquerda diz que o Baile de Roda Mandado é sexista e homofóbico

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:03 am
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O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta de lei no sentido de proibir o Baile de Roda Mandado, porque nele não existe igualdade entre géneros — por exemplo, não existe Baile de Roda Mandado com casais de gueis, o que é uma forma de homofobia; e os homens usam calças e as mulheres usam saias, o que é uma manifestação de sexismo.

(dica)

Terça-feira, 26 Abril 2016

Por detrás de um utopista socialista, esconde-se um sargento da polícia

 

“Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adopção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género.

Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas e a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes – embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia…

E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças”.

Eunucos



Quando a utopia se confronta com a realidade — neste caso, com a realidade social —, a realidade perde sempre.

Quando os ditos “conservadores” denunciam que uma determinada política esquerdista não funciona ou é contra-producente, essa denúncia é considerada pelos utopistas como sendo irrelevante; o que conta é a utopia: os factos, e mesmo o que é evidente, não contam. O que conta — para o utopista — é o compromisso total e absoluto com a utopia.

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo.

O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado “mau”, o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico.

Por detrás de um utopista, esconde-se um sargento da polícia.

Igualdade do Bloco de Esquerda: o Estado vai oferecer um helicóptero portátil aos coxos

 

“Agora, o que o Bloco de Esquerda propõe é que se dê à pessoa com deficiência “meios económicos para que possam contratar alguém que o auxilie nas tarefas da vida quotidiana”. É este “princípio de vida independente que queremos instituir”, sublinha o bloquista”.

Causas fracturantes do Bloco estão para durar

Para que mancos (e mancas) sejam iguais às pessoas (e pessôos) que não são mancas (e mancos), o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) propõe que o Estado (e a Estada) ofereça um@ mini-helicópter@ (ver vídeo ou vídea abaixo ou abaixa) a cada manquinh@ português (e portuguesa), para que assim não exista discriminação dos não-mancos (e não-mancas) em relação aos coxos (e coxas).

Para tal, o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) vai impôr a António Costa a inscrição de uma rubrica do Orçamento de Estado de 2017 com o nome “igualdade para os manquinhos e manquinhas, coitadinhos e coitadinhas”.

Segunda-feira, 25 Abril 2016

Portugal está a “cubanizar-se”, e António Costa é o responsável

 

“O marido de Maria José Morgado, o fiscalista Saldanha Sanches (outro ex-radical do MRPP) defendeu que as associações de bombeiros voluntários deveriam ser extintas, sendo — segundo ele — substituídas por bombeiros profissionais pagos e dependentes do Estado, o que ele defendeu foi a ideia de que o associativismo (que é o fundamento das comunidades da sociedade civil) deveria ser preterido — através de uma desculpa economicista que contradiz a essência da mundividência de esquerda — em favor do reforço do Poder do Estado.

Esta sanha contra as comunidades da sociedade civil vem directamente de Rousseau que influenciou Karl Marx”.

escrito neste blogue em 9 de Maio de 2010


Este domingo, durante um encontro sugestivamente intitulado “Inconformação 2016”, Catarina Martins proclamou que o trabalho voluntário “é uma treta”. Mais: acrescentou que “se é trabalho, tem que ter contrato”, pelo que só pode existir “quando houver pleno emprego”.

Um dia destes acordamos nas mãos do Bloco


Ontem ouvi a Catarina Martins a falar na rádio — acerca dos sem-abrigo do Porto — como se estivesse presente no governo do Partido Socialista de António Costa. o-monhe-das-cobras-web

Eu passei pela “transformação marxista” em Moçambique depois da independência deste país, ainda era eu um adolescente, e já vi esse filme. É um filme de terror; e fiquei vacinado para toda a vida. Só quem viveu o ambiente da revolução marxista pode ter a noção do terror que se entranha nos espíritos em geral: vivemos uma espécie de “sufocação social”, em um medo generalizado perante uma total prepotência e discricionariedade do Poder (que não se compara, nem de perto nem de longe, com a censura salazarista). É uma sensação inesquecível. O que o Bloco de Esquerda defende é uma nova e actualizada versão da revolução marxista, em que eles se sentam na cadeira do Poder.


“Não há partido mais infantil do que o BE. O BE tem tudo o que é típico de uma criança malcriada, mimada, irritante e preguiçosa. Estão a ver aqueles miúdos a quem dizemos "olá" e eles começam a gritar ou aos insultos? É assim o BE. No mundo dos adultos chama-se a isto irreverência; no das crianças, má–criação. Outra particularidade infantil do BE é o mimo. As criancinhas mimadas são sempre levadas a sério, mesmo que não tenham idade para apanhar um autocarro. Qualquer coisa que digam, por mais parva que seja, dá notícia. Ora, isto faz que não tenham necessidade de deixar de dizer coisas parvas – como insultar o voluntariado – tornando-se preguiçosas e viciadas em atenção.”

A criancinha malcriada

Porém, o grande responsável do que está a acontecer em Portugal não é a Catarina Martins, mas é o António Costa e o seu Partido Socialista que se radicalizou. É o Partido Socialista que terá que prestar contas ao país. os-malandros-web

Domingo, 17 Abril 2016

Com António Costa e a geringonça, estamos perante um pré-PREC

Filed under: Política — O. Braga @ 11:41 am
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Quando Paulo Portas e Assunção Cristas afirmaram que o voto útil já não faz sentido depois da geringonça, expressaram talvez um desejo mas não uma constatação de facto. Mesmo que a Esquerda fosse, toda ela, moderada, o voto útil fará sempre sentido. A votação anormal no BE nada mais é do que voto útil.

“(…) o que está em causa é uma tentativa de fazer desaparecer uma das instituições mais antigas de ensino na Europa [o Colégio Militar] com uma longa tradição de serviço ao País”.

Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade

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O que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista pretendem não é impôr a agenda LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] no Colégio Militar; a agenda LGBT é um meio, e não um fim em si mesmo. Os gueis não passam de um instrumento político. Como escreve Luís Campos e Cunha, trata-se de mais uma (porque já existiram outras) “tentativa de fazer desaparecer uma das instituições mais antigas de ensino na Europa [o Colégio Militar] com uma longa tradição de serviço ao País”.

O ataque ao Colégio Militar por parte da Esquerda não é inédito. E este novo ataque ao Colégio Militar, e à própria instituição militar em geral, só é possível devido à geringonça no Poder que configura uma situação de pré-PREC: há que garantir que a tropa ande submissa e canina: não há nada pior, para o reviralho, do que uma tropa patriota.

Para o cidadão comum, é muito difícil perceber isto. Não entende que, para a Esquerda, os fins justificam todos os meios: vale tudo, até arrancar olhos. Têm uma visão estritamente maniqueísta do mundo e da História; a dialéctica hegeliana e marxista impõe a necessidade constante de se criarem inimigos internos e externos; o mundo é concebido como um perene campo de batalha política que destrói as sociedades — como ficou demonstrado bastamente durante o curto século XX.

O que me espanta é que gente dita “inteligente” (como o José Pacheco Pereira) tenha criticado Passos Coelho e agora apoie a geringonça. Se a crítica a Passos Coelho estava para além da ideologia [porque não estava em causa a austeridade em si mesma, mas a forma de austeridade], o apoio à geringonça é ideologia pura.

Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.

O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.

Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”

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