perspectivas

Sábado, 30 Abril 2016

A nova guerra fracturante da Esquerda: a regulação da vida sexual por parte do Estado

 

Os Estados Unidos (onde nasceu o politicamente correcto) prepara-se para alterar o Código Penal introduzindo a figura jurídica de “consentimento afirmativo”, o que significa que as relações sexuais serão à partida e sempre consideradas como “violações sexuais” — a não ser que nenhuma das partes envolvidas na relação denuncie o acto sexual.

Ou seja: o homem é, por princípio, sempre considerado um violador sexual — a não ser que a mulher se cale. Basta que a mulher diga que foi violada (basta a palavra dela), para que o homem seja preso.

Temos aqui a inversão do ónus da prova: é o homem que tem que provar que não é um predador sexual; mas a verdade é que esse “consentimento afirmativo” é impossível de provar, a não ser que, antes de cada acto sexual, se assine um contrato entre as partes.

¿Quando é que a Catarina Martins apresenta um projecto-de-lei que regule as relações sexuais?

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
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O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

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Segunda-feira, 25 Abril 2016

Portugal está a “cubanizar-se”, e António Costa é o responsável

 

“O marido de Maria José Morgado, o fiscalista Saldanha Sanches (outro ex-radical do MRPP) defendeu que as associações de bombeiros voluntários deveriam ser extintas, sendo — segundo ele — substituídas por bombeiros profissionais pagos e dependentes do Estado, o que ele defendeu foi a ideia de que o associativismo (que é o fundamento das comunidades da sociedade civil) deveria ser preterido — através de uma desculpa economicista que contradiz a essência da mundividência de esquerda — em favor do reforço do Poder do Estado.

Esta sanha contra as comunidades da sociedade civil vem directamente de Rousseau que influenciou Karl Marx”.

escrito neste blogue em 9 de Maio de 2010


Este domingo, durante um encontro sugestivamente intitulado “Inconformação 2016”, Catarina Martins proclamou que o trabalho voluntário “é uma treta”. Mais: acrescentou que “se é trabalho, tem que ter contrato”, pelo que só pode existir “quando houver pleno emprego”.

Um dia destes acordamos nas mãos do Bloco


Ontem ouvi a Catarina Martins a falar na rádio — acerca dos sem-abrigo do Porto — como se estivesse presente no governo do Partido Socialista de António Costa. o-monhe-das-cobras-web

Eu passei pela “transformação marxista” em Moçambique depois da independência deste país, ainda era eu um adolescente, e já vi esse filme. É um filme de terror; e fiquei vacinado para toda a vida. Só quem viveu o ambiente da revolução marxista pode ter a noção do terror que se entranha nos espíritos em geral: vivemos uma espécie de “sufocação social”, em um medo generalizado perante uma total prepotência e discricionariedade do Poder (que não se compara, nem de perto nem de longe, com a censura salazarista). É uma sensação inesquecível. O que o Bloco de Esquerda defende é uma nova e actualizada versão da revolução marxista, em que eles se sentam na cadeira do Poder.


“Não há partido mais infantil do que o BE. O BE tem tudo o que é típico de uma criança malcriada, mimada, irritante e preguiçosa. Estão a ver aqueles miúdos a quem dizemos "olá" e eles começam a gritar ou aos insultos? É assim o BE. No mundo dos adultos chama-se a isto irreverência; no das crianças, má–criação. Outra particularidade infantil do BE é o mimo. As criancinhas mimadas são sempre levadas a sério, mesmo que não tenham idade para apanhar um autocarro. Qualquer coisa que digam, por mais parva que seja, dá notícia. Ora, isto faz que não tenham necessidade de deixar de dizer coisas parvas – como insultar o voluntariado – tornando-se preguiçosas e viciadas em atenção.”

A criancinha malcriada

Porém, o grande responsável do que está a acontecer em Portugal não é a Catarina Martins, mas é o António Costa e o seu Partido Socialista que se radicalizou. É o Partido Socialista que terá que prestar contas ao país. os-malandros-web

Quinta-feira, 14 Abril 2016

¿Você sabia? Eu não sabia!

 

“Sabia o leitor que as barrigas de aluguer vão hoje a votos no parlamento? Pois é, não sabia. Só sabemos e só discutimos aquilo que o BE e a ala jacobina do PS colocam na agenda dos noticiários.”

Ainda vamos a tempo

A democracia de Esquerda é assim: sub-informação e pseudo-informação.

Terça-feira, 12 Abril 2016

Vem aí mais uma ofensiva politicamente correcta contra as touradas

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:38 pm
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O Partido Socialista de António Costa prepara-se para uma ofensiva contra as touradas:

“A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, defendeu hoje a mudança da qualificação jurídica dos animais, considerados "coisas" no Código Civil de Lisboa, para uma definição intermédia "entre a coisa e o ser humano".”

Em primeiro lugar, é falso que no Código Civil os animais sejam considerados como “coisas”: isto vindo de uma Ministra da Justiça é arrepiante! A única menção do Código Civil que faz uma analogia — e não uma comparação — entre um animal e uma coisa é o artigo 1323:

“Aquele que encontrar animal ou outra coisa móvel perdida e souber a quem pertence, deve restituir o animal ou a coisa a seu dono (…)”

TouradaVemos aqui a conjunção adversativa “ou”; “ou uma coisa, ou o animal” — o que significa que não podemos classificar o animal e a coisa em uma mesma categoria.

O que a Esquerda se prepara para fazer é colocar em causa o estatuto do animal enquanto propriedade privada, fazendo com que, na prática, se transforme o animal em propriedade do Estado. E se os animais passam a ser propriedade do Estado, as touradas são proibidas pelo Estado proprietário de uma forma discricionária.

Ou seja, caro leitor: o seu cão não é seu!: é do Estado; e o Estado apenas confia em si no que diz respeito ao tratamento que lhe dá; e se houver uma denúncia anónima e injustificada de maus tratos, você pode ficar sem o seu cão. É disto que se trata.

Quinta-feira, 31 Março 2016

A classe política portuguesa não tem que se meter no que se passa em Angola ou no Brasil

Filed under: Política — O. Braga @ 6:31 pm
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A assumida “superioridade moral” de uma certa classe política portuguesa é irritante (Bloco de Esquerda + Partido Socialista): querem decidir o que se passa em Angola e no Brasil. É bom que essa gentalha assuma que Lisboa é hoje a capital-do-império-que-já-não-existe, e meta a viola no saco. Puta-que-os-pariu!

“Líder parlamentar anunciou que bancada votará contra os votos de condenação propostos por PS e BE. E recorda posição do BE sobre Brasil”.

PSD vota contra no caso Luaty Beirão. "É uma ingerência"

Terça-feira, 22 Março 2016

O Francisco Assis, Ana Gomes e o papa-açorda Francisco devem estar orgulhosos

 

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Veja as imagens da destruição de Bruxelas por parte dos “coitadinhos dos imigrantes”!!!!!

Domingo, 28 Fevereiro 2016

Os malandros e a ideologia

 

os-malandros-webSegundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contêm três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Sexta-feira, 19 Fevereiro 2016

O José Pacheco Pereira vai ter uma humilhação pública

 

“Portugal pode estar "à beira" do quarto resgate financeiro, cinco anos depois de ter recebido da troika 78 mil milhões de euros. Um cenário admitido pelos economistas João Salgueiro e João César das Neves, nas jornadas parlamentares do PSD, em Santarém”.

Quarto resgate de Portugal? Economistas pensam que sim

Sábado, 13 Fevereiro 2016

Para uma mulher pertencer ao governo socialista, basta ter uma vagina no lugar dos miolos

 

“A Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade salientou que os refugiados, "pelas suas características culturais e sociais, têm normalmente mais filhos do que os europeus"

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, defendeu hoje que a entrada de refugiados em Portugal vai ajudar a resolver o problema da baixa natalidade no país. "Acreditamos que, para o país, é positivo nós termos pessoas que possam ajudar a renovar a nossa população, que possam trazer outras experiências", afirmou, em declarações à Lusa”.

Catarina Marcelino: refugiados ajudam a resolver problemas de natalidade

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As redes sociais estão ao rubro com os erros de português da deputada do PS Catarina Marcelino:

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Bem diz o ditado português: “quem tem uma vagina, tem uma mina!”

Quinta-feira, 11 Fevereiro 2016

Apertem os cintos!

Filed under: Portugal — O. Braga @ 2:48 pm
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«A maior subida semanal das taxas de juro desde 2012», refere o FT.

os-malandros-web

Domingo, 31 Janeiro 2016

O jacobinismo é uma forma romântica de revolta

 

A Helena Matos tem razão neste artigo:

“O nosso problema é o iluminismo jacobino, esse período/modo de ser em que umas criaturas se achavam melhores que as outras e como tal se entendiam não só predestinadas para mandar como não aceitavam quaisquer limites à sua vontade”.

O que distingue realmente o Partido Comunista do Bloco de Esquerda é que o primeiro adopta uma forma racionalista de revolta, enquanto que o segundo adopta o jacobinismo que é uma forma romântica de revolta.


A forma romântica de revolta vê-se no calvinista Byron, por exemplo, mas também em Schopenhauer ou em Nietzsche — para além de Rousseau. A forma romântica de revolta tende a elevar a vontade (subjectiva) sacrificando o intelecto; impacienta-se com quaisquer cadeias de raciocínio e glorifica determinadas formas de violência.

Na política prática, a forma romântica de revolta tem importância como aliada de um nacionalismo emotivo e não fundamentado racionalmente. Por tendência, os revoltosos românticos tendem a ser hostis à Razão, e até anticientíficos; é por isso que não vale a pena perder tempo a argumentar com eles. Discutir com alguém do Bloco de Esquerda ou da ala radical do Partido Socialista, é pura perda de tempo.

Algumas das formas mais extremas do forma romântica de revolta encontram-se entre os anarquistas russos, mas foi a Alemanha que deu saída à filosofia anti-racional da Vontade Nua. Trata-se de uma filosofia aristocrática da rebelião (Byron) que, em crescendo, inspirou uma longa série de movimentos revolucionários — desde a Carbonária (depois da queda de Napoleão), até ao golpe de Estado de Hitler em 1933; e em cada fase inspirou o modo de pensar e sentir entre intelectuais e artistas.

As pessoas cultas de França, no século XVIII, admiravam muito a chamada “sensibilité” (sensibilidade), a tendência para a emoção, em especial a da simpatia: para ser verdadeira e genuína, a “sensibilidade” tinha que ser directa, violenta, inteiramente liberta do pensamento e da razão. Um homem de “sensibilidade”, no século XVIII, choraria copiosamente ao ver a miséria de uma só família campesina, mas ficaria indiferente diante um programa político de melhoria das condições de vida do campesinato. Um homem de “sensibilidade” supõe os pobres mais virtuosos do que os ricos (na linha de Rousseau).

Esta atitude romântica da “sensibilidade” encontra-se plasmada no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista de António Costa.

Os românticos não ambicionam paz e descanso, mas antes uma vigorosa e apaixonada vida individual. Não simpatizam com o industrialismo, por ser feio: a minhoca é útil mas não é bela; o tigre é belo mas não é útil. A moral dos românticos tinha motivos estéticos; mas o problema do romantismo actual é o de que inverteu os valores estéticos do século XVIII.

Nos românticos — verifica-se isto, por exemplo, no Daniel Oliveira — o erro do ser humano não tem origem na psicologia do indivíduo, mas antes tem origem no padrão de valores. Admiram as paixões fortes, sejam quais forem, na qualidade e nas consequências sociais; e têm uma enorme dificuldade em renunciar a satisfações presentes para obter vantagens futuras (Carpe Diem). O movimento romântico visa libertar a personalidade humana de quaisquer convenções e moralidade sociais, criando um espírito de revolta inconsequente e irracional.

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