perspectivas

Domingo, 19 Fevereiro 2017

O ‘Faith’s Night Out’ Blowed Their Minds Out

 

José Tolentino Mendonça desafiou os jovens presentes no ‘Faith’s Night Out’ a serem “utópicos e sedentos”, acreditando na “força recriadora do amor” e rejeitando um “cristianismo insonso e por vezes também muito sonso, quando não aceita a dinâmica do serviço como a sua norma”.

«Faith’s Night Out»: «Espero que não se esqueçam que são crentes» – Ricardo Araújo Pereira

“Utópicos e sedentos”, diz o Tolentino. ¿O que significa isso? Não sei. ¿Alguém sabe? E parece que há vários tipos de Cristianismo: por exemplo, o do ‘Faith’s Night Out’, o do ‘Faith’s Day In’, e a puta-que-pariu.

Sábado, 18 Fevereiro 2017

O Anselmo Borges fala do Silêncio

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:20 pm
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1/ Conta-se que o Padre Pio de Pietrelcina recusou a confissão, pelo menos em duas ocasiões e a duas pessoas diferentes. Disse-lhes o Padre: quando estiveres verdadeiramente arrependido, volta cá. ¿Significa isto que o Padre Pio de Pietrelcina desrespeitou essas duas pessoas ou “renegou-lhes a dignidade humana”? Claro que não. Significa apenas que o Padre Pio compreendia perfeitamente as relações causais metafisicas (causa / efeito místicos) e que ele estava “para além” destas.

2/ O Anselmo Borges escreveu:

“O livro e o filme [“Silêncio”, do escritor católico Shusaku Endo] são obras cimeiras, de rara intensidade dramática e comoção, mas não admira que hoje não se perceba essa intensidade, porque, numa sociedade do bem-estar material e numa cultura do provisório e da pós-verdade, não há abertura para as decisivas questões metafísico-religiosas.”

Essa sociedade “do bem-estar material e de uma cultura do provisório e da pós-verdade” é a sociedade defendida pela esquerda, em geral, que o Anselmo Borges apoia. [¿Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?]

3/ não há religiões completas; o catolicismo é a religião mais completa de todas as que analisei. Mas isso não significa que o catolicismo, enquanto religião concreta (religião popular), seja perfeito ou completo.

Se entrarmos pelo esoterismo bíblico adentro, expresso nos Evangelhos (no “Reino De Deus”, segundo Jesus Cristo), percebemos que existem aspectos do Budismo, por exemplo, que são partilhados por esse Cristianismo que só a alguns pode ser dado a conhecer, porque só alguns se dispõem livremente (usando o seu livre-arbítrio, segundo o conceito de Santo Agostinho e de S. Tomás de Aquino) a abrir-se à exegese dos textos do Novo Testamento

[“¿Pregaste aos que estão adormecidos?” E uma resposta veio da cruz: “Sim.” (Pedro, 35-42)] — [“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”. (Efésios, 5,14)]

“Sei de um homem, em Cristo, que há 14 anos — ignoro se no corpo, ou fora dele, Deus o sabe — foi arrebatado até ao Terceiro Céu. E sei desse homem — se no corpo ou fora dele, não sei, Deus o sabe — que foi arrebatado ao Paraíso e ouviu palavras inexprimíveis que não é permitido a um homem divulgar”. → S. Paulo, 2 COR 12, 2-4

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. → João 7, 37

“Porque não há nada oculto senão para que seja revelado, nem se fez secreto senão para vir à claridade”. → Marcos 4, 22

4/ é óbvio que Deus não existe, no mesmo sentido em que existe uma qualquer coisa no espaço-tempo.

5/ E se lermos as epístolas chamadas de “deuteropaulinas” [Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito], verificamos que o Cristianismo não tem a “dinâmica democratizante” que o Anselmo Borges reivindica.

6/ Finalmente, o Cristianismo tem uma componente transcendental (dualismo) que as religiões monistas (incluindo o marxismo) não têm; e essa é a maior dificuldade de “inculturação” do catolicismo na Ásia (e entre os socialistas que o Anselmo Borges aprecia).


Tania Mariam

Esta menina de 12 anos chama-se Tania Mariam, vivia no Paquistão e foi assassinada por ser cristã.

¿Viram alguma notícia nos jornais? Claro que não, não só por causa do “Silêncio” de que fala o Anselmo Borges, mas também por causa da espiral do silêncio de que este papa é criminalmente cúmplice.

Segunda-feira, 6 Fevereiro 2017

A estaurofobia de uma putéfia de alto coturno

 

Eu (dantes) fazia a distinção entre “esquerda”, por um lado, e “esquerda radical”, por outro lado; hoje, já não faz sentido essa distinção: “esquerda radical” é redundância. Sempre houve esquerdalho radical; mas hoje ele está plasmado orgulhosa- e diariamente nos me®dia, sem qualquer filtro racional. Vivemos num PREC.

Quando se pergunta ao encarregado de educação de uma criança se pretende que o respectivo educando tenha aulas de religião e moral católicas, acontece muitas vezes (mesmo que seja apenas e só por motivos de tradição) que o encarregado de educação anui ou aquiesce. Ou seja: o encarregado de educação não se opõe.

A Jezabel da imprensa esquerdista (Diário de Notícias) diz que isso é “tornar obrigatória a religião e moral católicas nas escolas públicas”. Para ela, não se aplica o ditado segundo o qual “quem cala consente ou autoriza”: pelo contrário, para a vulgívaga de palacete, “quem cala é obrigado a aceitar”.

O problema aqui é o de saber o que é o “consentimento”, por um lado, e o que é “obrigação”, por outro lado.

É claro que quem não se opõe a que os seus filhos tenham aulas de religião e moral católicas, não é obrigado a que os seus filhos tenham aulas de religião e moral católicas.

Quando nós não nos opomos a qualquer coisa, exercemos (pelo menos) a nossa liberdade negativa. Para a górgona dos me®dia, a Esquerda possui o monopólio da liberdade negativa: toda a gente que não for de Esquerda tem que “sair do armário e passar a vergonha da denúncia pública” da sua liberdade positiva (apontada a dedo).

A Europa está a mudar. Até em Espanha já sinais de Vox Populi. Pode ser que a megera seja “eutanasiada” à força. Nunca se sabe.

Segunda-feira, 23 Janeiro 2017

O papa Chiquitito não gosta do Trump eleito, mas adora o comunista Fidel Castro e o ditador Maduro

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:13 pm
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Quarta-feira, 11 Janeiro 2017

O erro protestante do Anselmo Borges

 

O facto de o Anselmo Borges ser católico é um erro de casting: ele deveria assumir o seu protestantismo, e toda a gente ficaria a ganhar.

Os católicos assumem a figura do purgatório — que os protestantes não assumem. Para o Anselmo Borges e para os protestantes, o purgatório não faz parte das contas: as almas vão directamente ao encontro de Deus, ou vice-versa.

Para o Anselmo Borges, Mário Soares foi uma pessoa muito importante na política esquerdista e na democracia, e por isso foi directamente para o Céu (sem passar pela casa da Partida).

É assim que aquela mente desajeitada vê o destino das almas: se fores de esquerda e democrata, vais para o Céu; e fores como o Padre Pio de Pietrelcina, que de democrata tinha pouco e de esquerda nada, vais para o inferno.

Sábado, 24 Dezembro 2016

O Anselmo Borges é um muito optimista

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:37 am
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politicamente-correcto-grafico-300-webA definição de politicamente correcto: é uma doutrina promovida por uma minoria ilógica e desfasada da realidade (psicótica), e radicalmente propagandeada pelos me®dia sem escrúpulos, que defende o princípio segundo o qual é perfeitamente possível agarrar um cagalhão pela sua parte mais limpa.

Ora, pretender agarrar um cagalhão pela sua parte mais limpa é ser muito optimista.

E o Anselmo Borges, nas suas crónicas no Diário de Notícias, não tem feito outra coisa senão ser muito optimista: tem sido muito optimista em relação à revolução do papa Chiquito, por exemplo; e para poder agarrar o cagalhão pela sua parte asséptica, o Anselmo Borges reinterpreta a realidade de forma heterodoxa: por exemplo, quando diz que Deus quis “ser aquele que está connosco na história da libertação” (¿do capitalismo?!), em vez de ser aquele que disse a Moisés: “Eu sou Aquele que sou” (O “Ser Intemporal”, a “Ordem do Ser que inclui o Não-Ser”).

O Anselmo Borges olha para um pau e vê uma pedra preciosa. É muito optimista. É tudo uma questão de interpretação da realidade; ou “voando sobre um ninho de cucos”. Por exemplo, quando compara Sócrates e S. Paulo:

“(…) de facto, segundo o filósofo grego Sócrates, por exemplo, "ninguém é mau voluntariamente", mas São Paulo queixa-se, porque "faço o mal que não quero e não faço o bem que quero". Portanto, fazer o mal depende só da ignorância ou também, e sobretudo, da vontade má?”

O que Sócrates quis dizer é que ninguém faz o mal pelo prazer de fazer o mal (a não ser que tenha perdido a razão e necessite de ser interditado): mesmo quem faz o mal aos outros, fá-lo para o seu próprio bem — e portanto, há sempre uma faceta positiva no negativo (o não-ser paz parte do Ser: “Eu Sou Aquele Que Sou”).

Assim interpretado correctamente, Sócrates não está em contradição com S. Paulo. Mas o Anselmo Borges, à semelhança do politicamente correcto, especializou-se em encontrar contradições onde elas não existem, para assim convencer toda a gente (através da estimulação contraditória) a pegar na parte mais limpa do cagalhão.

Quinta-feira, 22 Dezembro 2016

O papa Bergoglio faz o que quer por obra e graça do Espírito Santo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:55 pm
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Se o papa Chico defendesse o contrário da doutrina de Jesus Cristo, os "católicos fervorosos" viriam dizer que era “por obra e graça do Espírito Santo”. Ao papa Chico é permitido fazer a merda que ele quiser, graças ao Espírito Santo.

Neste sentido, o comportamento do papa Bórgia também é justificado pelo Espírito Santo. E se o papa Chico nega os princípios norteadores do Direito Canónico, é por obra do Espírito Santo; se o papa Chiquinho pretende destruir a Igreja Católica, é por graça do Espírito Santo.

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Sábado, 17 Dezembro 2016

O Anselmo Borges, o Chico, e o “amor” imposto através do medo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:21 pm
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No Vaticano do papa Chico que o Anselmo Borges já canonizou, respira-se o medo: o amor, a que se refere o Anselmo Borges, é imposto pelo medo.

Many were afraid of being removed from their positions, fired from their jobs in Vatican agencies or of encountering severe public or private reprimands and personal accusations from those around the pope or even from Francis himself”.

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O papa Chico introduziu no Vaticano o ambiente de medo esquizofrénico próprio dos países comunistas; e o Anselmo Borges vem falar de “amor” e de “Misericórdia”; e de “Revolução” do Chico, que passa pela repressão irracional de todas as ideias que contrariem o ditador.

A Igreja Católica do Jorge Chico transformou-se em uma instituição totalitária.

O ditador Chico tem duas faces: por um lado, apela ao diálogo; mas por outro lado instala um clima de medo generalizado no seio da Igreja Católica. Sob o primado do papa Chico, a Igreja Católica entrou em uma idade das trevas, onde impera a censura oficial de ideias e de opiniões.

De nada vale o latinório politicamente correcto do Anselmo Borges acerca do papa Chiquinho. A práxis deste papa revela-nos o seu verdadeiro ideário nepotista e luciferino.

 

Entrevista com o Cardeal Burke

Quarta-feira, 14 Dezembro 2016

Vozes de burros não chegam ao Céu

 

Richard Dawkins escreveu algures que “se uma estátua de uma santa saísse pelo seu próprio pé da igreja onde estaria exposta, esse fenómeno teria uma explicação natural”.

Ou poderíamos imaginar outro cenário de Richard Dawkins : o Cristo-Rei, cansado de estar de pé em Almada, um dia põe-se a caminhar, mergulha no Tejo para uma banhoca, e depois vai deitar-se a apanhar sol na Costa da Caparica: segundo Richard Dawkins — e o Ludwig Krippahl — se isso acontecesse, não se trataria de um milagre, mas antes teria uma explicação perfeitamente natural.

¿O que é que une o Richard Dawkins ao Ludwig Krippahl? É a burrice. São ambos burrinhos. Mas escrevem “coisas”.

É claro que, se o Cristo-Rei fosse, por sua alta recreação, tostar o lombo para a Costa da Caparica, o fenómeno teria que ter uma explicação natural.

O problema aqui é definir “natural” — é saber o que significa “natural”. Quando burrinhos como o Ludwig Krippahl ainda não sabem definir “matéria” (ainda não sabem o que é a “matéria”) , consideram que tudo é natural sem saber o que significa “natural”.

É fácil dizer o seguinte: “ainda não existe uma lei da natureza inventada pelo ser humano que regule o fenómeno dos banhos de sol do Cristo-Rei na Costa da Caparica; mas dentro de dois mil milhões de anos, o ser humano encontrará um explicação para esse caso”. É assim que os porcos cientificistas se refastelam na merda ideológica onde se sentem bem. E depois dizem que as suas crenças são racionais, ao passo que as dos outros são irracionais.

“O determinismo universal seria concebível se não existisse a sua noção” — Nicolás Gómez Dávila

A ciência sabe, por exemplo, que meio grama de urânio se decompõe em 4,5 milhões de anos; mas a ciência não sabe, nem poderá nunca — jamais! — saber, em quanto tempo se decompõe um átomo de urânio: pode ser decomposto imediatamente ou daqui a milhões de anos! É neste sentido que podemos dizer que a ciência do Ludwig Krippahl e do Richard Dawkins não faz a puta da ideia do que é a matéria!

A a-causalidade também é natural. A casualidade e a a-causalidade não são a expressão dos nossos conhecimentos limitados actuais, mas sim são constitutivas da realidade. Por isso, os físicos falam em probabilidade objectiva, por contraposição a uma probabilidade subjectiva baseada apenas em uma falta de conhecimento actual e temporário das razões causais.

Para qualquer pessoa inteligente, é difícil aceitar que, no centro da Física que pretende ser a ciência dos fundamentos de todo o mundo, as leis da nossa razão deveriam ser anuladas. Mas do ponto de vista da física, a realidade é resistente à análise. Mas para o Ludwig Krippahl, a coisa é fácil: basta dizer que os outros são irracionais, e o problema está resolvido.

Eu não estive em Fátima em 1917, e o Ludwig Krippahl e o Domingos Faria também não. Ora, segundo o Ludwig Krippahl, Richard Dawkins e o Domingos Faria, se o Sol “dançou em Fátima”, foi devido a fenómenos naturais. Eu também penso o mesmo: tratou-se certamente de um fenómeno natural, assim como são fenómenos naturais, por exemplo, o “efeito de túnel” ou a-causalidade dos fenómenos. Mas as milhares de pessoas que estavam em Fátima em 1917 testemunharam um fenómeno ou/e têm a crença de que viram um fenómeno anormal (uma anomalia).

Vejamos o que escreveu o físico francês Roland Omnès no seu livro “Filosofia Quântica” (edição americana, páginas 191/192):

“Mesmo um objecto do tamanho da Terra pode estar sujeito a um efeito de túnel, pelo menos em princípio. Enquanto a força gravitacional do Sol impede a Terra de se afastar através de um movimento contínuo, contudo o nosso planeta poderia subitamente encontrar-se na órbita da estrela Sírio mediante um efeito de túnel.

(…)

Felizmente, mesmo que o determinismo não seja absoluto, a probabilidade da sua violação é extremamente pequena. Neste caso, a probabilidade da Terra se afastar do Sol é tão pequena quanto a de 10^200 (1 seguido de 200 zeros). (…) Em termos práticos, é um acontecimento que não terá lugar.

(…)

Uma característica destas flutuações quânticas [o efeito de túnel] que violam o determinismo [das leis da física clássica], é a de que não podem ser replicadas (repetidas).

Imaginemos que um efeito de túnel foi observado por muitas pessoas: elas vêem uma pequena pedra subitamente aparecer em um lugar diferente do que estava há milésimos de segundo. Essas pessoas realmente viram o fenómeno, mas nunca serão capazes de convencer mais alguém; nunca poderão demonstrar de forma irrefutável que o fenómeno se possa repetir. Tudo o que essas pessoas podem fazer é jurar: “Juro que a pedra estava ali, à minha esquerda, e que subitamente apareceu à minha direita!”. Em resposta, as pessoas que não assistiram ao fenómeno atribuirão esse juramento a gin ou whisky em demasia, outras dirão que aquela gente está maluca, e as pessoas que assistiram ao fenómeno acabarão por se convencer de que foram vítimas de uma alucinação.”

Ora, parece evidente que o físico Roland Omnès – quando comparado com o Domingos Faria ou com o Ludwig Krippahl – parece ser burro todos os dias.

A verdade do experimentalismo — por exemplo, com Roger Bacon — é sustentada pela indução por enumeração simples.

Stuart Mill formulou quatro regras de método indutivo, mas essas regras só são úteis se aceitarmos a lei da causalidade [“Todo o fenómeno tem uma causa”]; mas esta lei tem como base a indução por enumeração simples e ignora a a-causalidade : ou seja, Stuart Mill pouco adiantou em relação ao método indutivo de Bacon.

Filósofos como por exemplo Karl Popper insistiram no “círculo vicioso” da indução evocando, por exemplo, o princípio da regularidade dos fenómenos naturais, que é em si mesmo um princípio geral que, portanto, não pode ter sido estabelecido indutivamente. Karl Popper tira daqui o argumento para recusar à ciência fundar-se na indução. Portanto, o experimentalismo do Ludwig Krippahl, do Domingos Faria e o Richard Dawkins, por si só, não é suficiente para determinar qualquer “verdade objectiva”, embora a “verdade científica” seja uma crença de grau superior.

E, entretanto, e apesar dos factos, o Ludwig Krippahl e o Domingos Faria continuam a zurrar.

Sábado, 10 Dezembro 2016

O romantismo do catolicismo New Age

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:27 am
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Há muito tempo que não comento os artigos do José Luís Martins Nunes, porque os ditos são elaborados a partir da preponderância da emoção que marca a cultura actual, por um lado, e por outro lado, os textos seguem a linha ideológica do Existencialismo pessimista e paralisante de Kierkegaard, que, juntamente com Karl Marx e com Nietzsche, marcaram o fim da Auctoritas na cultura antropológica da Europa.

Por exemplo: diz o Nunes que “ninguém nasce herói”. Eu penso o contrário: todo o ser humano (desde a concepção) é um herói — incluindo (e sobretudo) aquele que aparentemente nasce inferiorizado em relação ao vulgar dos homens. Somos todos heróis, mas há uns mais heróis que outros. Por exemplo, os seres humanos com síndroma de Down são heróis especiais; e de tal forma que, em França, o poder político proibiu que se falassem neles, porque de heróis passaram já à condição de super-heróis.

Escreve o Nunes:

“Para conhecer alguém devemos observá-lo com paciência durante bastante tempo, a fim de identificar qual a sua trajectória entre erros e acertoso tempo corre sempre a favor da verdade!”

Ora aqui está uma frase complicada!. O que para mim é erro, para outra pessoa pode não ser.

Por exemplo, para mim é erro a comunhão de recasados recasados recasados que se recasaram mais uma vez; para o papa Chico (e para o Nunes), a comunhão eucarística de recasados recasados recasados recasados recasados recasados recasados recasados recasados recasados que se tornaram a recasar, já não é erro.

A ideia segundo a qual “o tempo corre sempre a favor da verdade” induz-nos a noção historicista e errada segundo a qual “estamos do lado certo da História”: hoje, a guerra cultural é a de saber “quem está do lado certo da História”, como se o ser humano conhecesse o futuro.

E, normalmente, do lado certo da História faz parte o apelo à emoção em detrimento da razão — é este novo romantismo coevo que afirma (como faz o Nunes) que “ame e lute pelo amor, em qualquer circunstância… custe o que custar. A felicidade está nessa luta”sem se definir “amor”, generalizando o conceito de “amor” a tudo e mais alguma coisa, como convém aos românticos actuais.

Quinta-feira, 8 Dezembro 2016

O Argumentum ad Numerum dos amigos do papa Chico

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:36 pm
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O Argumentum ad Numerum  é uma falácia lógica semelhante ao argumento ad Populum, e consiste em dizer que quanto mais pessoas apoiam uma ideia ou uma proposição, então aumenta a probabilidade de essa ideia ou essa proposição estar correcta. Por exemplo:

“Depois que quatro Cardeais expressaram preocupações relativas às ambiguidades em Amoris Laetitia através da publicação do Dubia, o cardeal brasileiro Claudio Hummes os repreendeu dizendo eles estão sozinhos em suas causas”.

Cardeal Brasileiro ataca críticos de ‘Amoris Laetitia’: Nós somos 200 e eles só são 4.

Ou ainda:

“A maioria dos marroquinos defende a excisão feminina. Por isso, ser contra a excisão feminina é ridículo”.

Quarta-feira, 7 Dezembro 2016

O papa burrinho que pensa que consegue enganar o povo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:23 pm
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The “Who am I to judge?” pope recently told an interviewer that he has a hard time understanding why so many young Catholics worship in Latin on Sundays. “Why so much rigidity,” Francis asked. “This rigidity always hides something, insecurity or even something else.”

Ou seja, o papa Chiquinho é rígido em relação a uma certa rigidez que ele não gosta (por várias razões). Se a rigidez fosse aquela que o papa Chico gosta, não haveria problema com a rigidez.

A imposição coerciva de uma determinada dose de caos obedece sempre a uma certa ordem — assim como o “não-ser” é sempre uma forma de “ser”. Este papa é um intolerante (para além de ser um burro que nem uma porta!); é o papa mais intolerante desde o Concílio do Vaticano II.

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