perspectivas

Domingo, 22 Março 2015

¿Um maluco é livre de escolher a sua própria morte?

Filed under: ética — O. Braga @ 8:42 am
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Entre 50 a 60 pessoas são eutanasiadas na Bélgica, a cada ano, por terem problemas psicológicos ou depressões.

Um dos problemas da psiquiatria actual é o de que depende muito da neuro-biologia que, por sua vez, já não distingue — em termos práticos — os problemas somáticos (por exemplo, a depressão que se traduz numa incapacidade de estabelecer laços sociais sem uma razão clara, sociopatia) e os problemas psíquicos (a depressão por infelicidade, porque morreu um familiar, porque perdeu o emprego, etc.).

A depressão psicológica tende hoje a ser reduzida a um problema físico de mau funcionamento de neuro-transmissores: é assim que raciocina o psiquiatra, por muito que o negue: enche o doente depressivo com químicos, na esperança que os neuro-transmissores voltem a funcionar ou que sejam desbloqueados. E quando os neuro-transmissores não voltam a funcionar, aceita-se a eutanásia como um “acto de liberdade” do alegado doente mental.

Ora, se uma pessoa é alegadamente maluca (os neuro-transmissores não funcionam bem), ¿como pode ser “livre de escolher” a eutanásia?

Na Bélgica, 18% dos doentes que morrem são assassinados pelos seus médicos. Temos a barbárie dentro da União Europeia, mas a classe política mantém-se calada. Mas se alguém vai contra o “casamento” gay e contra a adopção de crianças por pares de invertidos — aqui d’El Rei! porque não se pode contrariar os fanchonos.

Terça-feira, 27 Janeiro 2015

Eutanásia é homicídio

Filed under: ética — O. Braga @ 9:12 pm
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“Pessoalmente, acho que decidir ajudar alguém a morrer não deve ser um gesto legitimado pela lei. Deve ficar claramente além da linha divisória, em território de ilegalidade ou de pecado (conforme a perspectiva). Deve ficar entregue à consciência de cada um – à insónia de cada um.

Em Million Dollar Baby, o fabuloso filme de Clint Eastwood, Maggie, uma jovem e ambiciosa pugilista, sofre um acidente no ringue e fica paralisada. O seu velho treinador, que a adoptou como filha, entra dissimuladamente no quarto de hospital onde ela jaz, uma noite, e fá-la morrer. Não pede cobertura legal nem alinha argumentos filosóficos ou morais. Age. Sozinho. Parece-me que é melhor assim.”

Luís Carvalho Rodrigues

¿Por que razão a eutanásia não deve ser legalizada tendo como base casos-limite? Porque os factos não justificam nem fundamentam necessariamente uma norma (falácia naturalista). Por exemplo, o facto de os homens terem naturalmente barba, isso não significa que se faça uma norma obrigando os homens a deixar crescer barba.

eutanasiaAlém disso, se a função do Direito Positivo é a de rectificar (o que existe), seria contraditório que fosse buscar os seus fundamentos naquilo que já existe. Não é porque um fenómeno social existe que se tem que o acomodar na lei ou tornar legal esse fenómeno.

Por exemplo, não é porque uma lésbica tem um filho e vive com outra lésbica (um facto, um fenómeno social que existe) que esse facto justifica necessariamente que se faça uma norma ou uma lei que retire à  criança, através da adopção, o direito à  sua linhagem genealógica de pai e mãe — porque se a norma não se baseia em factos, as normas criam factos: a legalização da eutanásia ou da adopção de crianças por pares de invertidos, criarão factos novos que não poderíamos hoje saber exactamente quais as consequências deles no futuro.

Se a eutanásia não deve ser legalizada — ¿qual é o valor de uma vida humana? —, alguém que tire a vida a outrem, seja em que circunstância for, deve ser sempre tratado pela lei como se tratam os homicidas. O Código Penal prevê categorias diferentes de homicídio e atenuantes que podem ser consideradas. Mas não deixa de ser um homicídio.

Sexta-feira, 2 Janeiro 2015

O “papa Francisco” e as “alterações climáticas”.

 

Já chegamos ao ponto de se atribuir a causa da queda dos aviões às “alterações climáticas”.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa consegue ver o absurdo da ideologia política das “alterações climáticas”, que começou por ser o Aquecimento Global Antropogénico e depois sofreu uma alteração camaleónica e semântica para “alterações climáticas” — como se o clima nunca tivesse mudado no planeta Terra.

Uma coisa é constatar o facto de 1/ os mares e os rios estarem poluídos; de 2/ não se poder respirar convenientemente em muitas cidades; e de 3/ as grandes florestas estarem a ser devastadas; ou de 4/ algumas espécies animais e vegetais estarem ameaçadas de extinção. Outra coisa, bem diferente, são as “alterações climáticas”.

s-roberto-belarmino-web-pngSe o papa Bergoglio defendesse uma ecologia racional e na linha da doutrina católica tradicional — em consonância, por exemplo, com os quatro pontos supracitados —, estaria eu de acordo. Que o papa Bergoglio alinhe com a ideologia política do Aquecimento Global Antropogénico que surgiu na sequência da queda do muro de Berlim, penso que é uma desgraça. Aliás, este papa é uma desgraça, e a maioria dos católicos ainda não se apercebeu disso.

A teoria do Aquecimento Global Antropogénico, ou “alterações climáticas”, é uma teoria política niilista e anti-humana; desde logo pretende colocar em causa o excepcionalismo da vida humana, e é uma afronta directa aos países subdesenvolvidos, nomeadamente em África, que se vêem impedidos de seguir um caminho de desenvolvimento social e económico em nome de uma ideologia política escatológica, apocalíptica e irracional. Que o papa faça parte desta agenda política niilista, é uma desgraça para todos os católicos.

Ao assumir a defesa da ideologia política do Aquecimento Global Antropogénico, aka “alterações climáticas”, o papa Bergoglio entra em contradição profunda com o princípio católico e cristão da defesa intransigente da vida humana.

E são as porcarias das contradições deste papa que causam náuseas, repugnância, nojo. E essas contradições são assumidas pelo papa Bergoglio com a demagogia que caracteriza o populismo político, como se a Igreja Católica não passasse de um projecto ideológico político-partidário.

Muita gente que elegeu este papa — mas não toda — já verificou o erro que cometeu e a grande armadilha criada por ele para a Igreja Católica.

Sábado, 13 Dezembro 2014

A maçonaria francesa em acção: a eutanásia pela porta do cavalo

Filed under: Maçonaria — O. Braga @ 10:01 am
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Hollande 225 webO psicopata François Hollande, a mando da associação de malfeitores que é a maçonaria francesa, pretende legalizar a eutanásia pela “porta do cavalo” utilizando a semântica em torno da palavra “sedativo”.

Sedação significa (definição nominal) acto de sedar, acalmar; e significa (definição real) a procura de uma diminuição da vigília do doente por meios medicamentosos, e que pode ir até à perda de consciência.

O objectivo da sedação é o de diminuir, ou fazer desaparecer, a percepção de uma situação vivida como sendo insuportável para o doente, depois que todos os meios disponíveis e adaptados àquela situação possam ter-lhe sido (ao doente) já propostos. A intenção da sedação não é matar.

Podemos falar em sedação ligeira, profunda, reversível, irreversível, sedação em fase terminal ou/e sedação terminal.

Sedação em fase terminal

A sedação reversível em fase terminal permite que um médico possa colocar um doente em sono profundo durante 24 horas, a pedido do doente, de forma a minorar o seu sofrimento. O objectivo é o de reduzir o sofrimento, e não de provocar a morte do doente.

Depois de o doente acordar, a sedação pode ser interrompida se o doente se sentir melhor, ou replicada por mais 24 horas se o doente assim o pedir. Os mesmos procedimentos são repetidos a cada 24 horas, se necessários e até à eventual morte do doente. As doses de sedativos permitem um sono simples, e o doente tem sempre a liberdade de interromper a sedação.

Ou seja: sem provocar a morte, a sedação pode ser contínua até à morte — mas não é jamais irreversível porque pode ser interrompida por vontade do doente.

Sedação terminal — a tal da maçonaria e de François Hollande

Muitas vezes sem pedido do doente, são ministradas doses massivas de sedativos, muito mais fortes do que o necessário a um simples sono. O doente é adormecido em sono profundo durante toda a fase terminal, e há uma intenção deliberada de provocar a morte mais rapidamente recorrendo a doses excessivas de sedativos. A sedação terminal mais não é do que uma injecção letal.

Sexta-feira, 7 Novembro 2014

A Esquerda, acolitada pelos me®dia, pretende destruir a nossa sociedade

Filed under: ética — O. Braga @ 12:13 pm
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Carlos Fiolhais responde aqui a esta pergunta da jornalista Marta Reis:

“Numa situação de doença terminal, gostaria de ter o direito a morrer? Porquê? Pensa que esta questão deveria ser objecto de um referendo em Portugal ou, pelo menos, ser mais debatida?”

Entretanto, vemos a realidade:

“Portugal deverá ter a maior quebra de população jovem da União Europeia até 2060 – uma quebra próxima dos 40% – em relação a 2013, e a população activa diminuir 35%, segundo o relatório sobre envelhecimento, hoje divulgado pela Comissão Europeia.”

Ou seja, se a eutanásia for legalizada, vai ser um “ver se te avias”: vão colocar os velhos todos em lista de espera, no corredor da morte, condenados pelo facto de serem idosos. A eutanásia é um salto ético e cultural no abismo.

Sexta-feira, 11 Julho 2014

A eutanásia transforma o médico em um carrasco

Filed under: ética — O. Braga @ 12:59 pm
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eutanasia medico web

Domingo, 23 Fevereiro 2014

Armadilha legalista da maçonaria

Filed under: Maçonaria — O. Braga @ 11:13 am
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“No domínio do Direito, nenhuma dedução científica é possível”S. Boaventura

A eutanásia foi legalizada na Bélgica em 2002, e agora surge a primeira litigância judicial contra um “médico” que assassinou uma “cliente”. Mas o problema de qualquer litigância judicial é que parte do princípio de que a lei (da eutanásia, neste caso) deve ser respeitada, ou seja, parte do pressuposto de que a lei (da eutanásia) é aceitável e legítima.

A única forma de combater uma lei maçónica iníqua — como, por exemplo, a lei da eutanásia ou do aborto — é não a considerar legal porque é ilegítima. Não há como considerar um quadro legal iníquo para uma qualquer litigância judicial: essa lei simplesmente não existe porque deve ser recusada enquanto lei ilegítima. E sendo que uma determinada lei não existe de facto (porque não é legítima), não faz sentido qualquer litigância judicial em torno dela.

Sábado, 22 Fevereiro 2014

A cultura do mercado cria as necessidades do mercado da cultura

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:35 am
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O mercado da cultura responde às necessidades criadas pela cultura do mercado.

swiss clinic

Por exemplo, quando se lança um modelo novo de automóvel, a cultura do mercado cria uma nova necessidade que será mais ou menos bem aceite pelo mercado da cultura. Para que o novo produto tenha sucesso no mercado é necessária uma estratégia de marketing, ou seja, uma estratégia de promoção cultural que demonstre a necessidade do novo produto.

oriella webNaturalmente que o novo modelo de automóvel deve substituir um automóvel antigo, criando novos hábitos de condução, por exemplo, ou novos elementos de conforto do habitat do carro, que irão fazer a diferenciação cultural entre o velho e o novo — hábitos estes que se transformam também em necessidades. A ligação cultural ao automóvel antigo terá que ser eliminada e substituída por uma nova ligação cultural: tal como acontece com o mercado das mulheres, há sempre um modelo novo (de automóvel). A lógica do mercado é sempre ad Novitatem.

Com o surgimento da necessidade obsessiva do novo, a sociedade transforma-se. Ainda há pouco tempo se dava valor a um modelo cultural que hoje o mercado se encarrega de tornar obsoleto. Naturalmente que a cultura do mercado diz que “só compra o carro novo quem quer”, mas o mercado da cultura diz simultaneamente que “as coisas valem aquilo que dão por elas”. O que interessa é promover o novo produto como sendo mais valioso do que o antigo, introduzindo na sociedade uma dissonância cognitiva acerca do “valor das coisas” (incluindo o valor do ser humano).

A partir do momento em que a cultura do mercado considera o ser humano como uma “coisa” a que se atribui um valor de mercado, o mercado da cultura cria clínicas de eutanásia para responder às necessidades da procura do mercado. É a lógica de mercado em pleno funcionamento.

O mercado da cultura funciona segundo a lógica do conceito de “Universo” dotado de uma mão invisível, segundo Richard Dawkins:

“O universo que observamos tem precisamente as características com as quais se conta quando, por trás dele, não existe nenhum plano, nenhuma intenção, nenhum bem ou mal, nada, além da cega e impiedosa indiferença.”

Domingo, 16 Fevereiro 2014

O silêncio dos defensores portugueses da eutanásia

 

A notícia segundo a qual a Bélgica legalizou a eutanásia para crianças sem qualquer limite de idade, foi recebida com um silêncio de morte por parte dos defensores portugueses da eutanásia, na sua maioria da esquerda maçónica, mas também do Bloco de Esquerda e de uma certa “direita” libertária. Não vi nada escrito sobre o assunto, e não sei explicar esse silêncio senão pelo total absurdo que a eutanásia de crianças implica.

bandeira belgaPerante os critérios de inimputabilidade moral e jurídica que o Direito contempla o estatuto da criança, estamos, atónitos, perante uma contradição fundamental que roça a irracionalidade mais abjecta: por um lado, as crianças não podem ser juridicamente e moralmente responsabilizadas se cometerem um acto de assassínio; mas, por outro lado, já podem ser juridicamente e moralmente responsáveis para decidirem a sua própria morte. O legislador belga não responsabiliza (integralmente) as crianças se estas atentarem contra a integridade física de outrem, por um lado; mas, por outro lado, dá às crianças liberdade total para atentarem contra a sua própria integridade física.

Como escreveu Christian Vanneste, a esquerda europeia e maçónica (com o beneplácito da “direita” libertária, acrescento eu) desistiu das reformas no âmbito da economia e passou à revolução da moral — nomeadamente através da inversão e perversão dos tabus tradicionais na esfera da família e da concepção da pessoa. Essa inversão, maçónica, esquerdista, alegadamente “libertária” e perversa, dos tabus, passa pela exaltação da autonomia individual mas sempre desprovida de qualquer culpa: é um sistema que permite a eutanásia de crianças inocentes de 12 anos, por exemplo, mas já não permite a punição da culpa de um adolescente de 17 anos.

Estamos a lidar com uma classe política perversa e próxima da “loucura” aqui entendida em termos do senso-comum. Esta gente é louca, e como tal deve ser tratada. Não devemos dar um “palmo de terreno” à maçonaria, por exemplo: essa gentalha deve ser combatida sem quartel e através de todos os meios considerados adequados.

Quinta-feira, 13 Fevereiro 2014

O abismo moral da Europa e o Totalitarismo Jurídico

 

A ética de John Locke pode ser resumida em três pontos essenciais:

1/ O Criador do universo, na sua condição de criador, exerce um poder e um direito de propriedade sobre tudo o que Ele cria.

2/ Os direitos humanos não são mais do que a contrapartida daquilo que a Lei Natural — que decorre dos direitos de propriedade do Criador — impõe ou impede que se faça aos outros.

3/ O útil não é o fundamento da lei jurídica nem a razão pela qual esta obriga, mas antes é a consequência da observância da lei.

No primeiro ponto, qualquer teoria que reclame o “direito à propriedade do meu corpo” é recusada; o corpo não é meu. O aborto e suicídio são faltas, não só à luz da Lei Natural como à luz do Direito Positivo.

No segundo ponto é recusada a ideia segundo a qual os direitos humanos são aquilo que a política de cada espírito do tempo quiser que sejam, e ao sabor das modas.

O terceiro ponto defende a ideia segundo a qual a utilidade decorre do cumprimento da lei e tendo em conta os dois pontos anteriores — e não é a utilidade que fundamenta ou condiciona a feitura das leis: o que é útil é a consequência da existência de leis, mas não é aquilo que é útil que deve ser o critério fundamental de construção do Direito Positivo.


Naturalmente que haverá sempre alguém que pode dizer que “não há prova de que exista um Criador do universo”. Porém, a ausência de prova é apenas uma prova de ausência, e nada mais do que isto; este argumento não é logicamente válido. E, por outro lado, só um estúpido ou um “cientista” actual não concordará que o universo deve ter uma causa; e a essa causa convencionou-se chamar de Criador ou Deus.

Eu, que vivo no século XXI, considero que essas três premissas da ética de John Locke continuam válidas — não porque simpatize necessariamente com elas, mas porque a razão e a lógica me compelem a aceitá-las como válidas. E mesmo que haja por aí alguém que não simpatize com essas três premissas, tratar-se-á de puro gosto pessoal, mas dificilmente poderá argumentar racionalmente contra elas.

Uma coisa é aquilo que eu gosto; e outra coisa, diferente, é aquilo que o raciocínio me obriga a aceitar, mesmo que não gostemos de aceitar essa coisa. Segundo John Locke, e com razão, uma coisa é o direito como regra de acção obrigatória e que é criadora do laço do direito; mas outra coisa diferente é o direito como puro poder de uso ou usufruto. O meu corpo não é meu: apenas tenho o direito de uso ou usufruto do meu corpo.

“Pelo vínculo do direito deve entender-se o vínculo da lei natural segundo o qual todos são obrigados a pagar uma dívida natural, ou seja, a cumprir o dever natural que lhe incumbe em razão da sua natureza própria ou de sofrer a pena em caso de delito.” — John Locke, Essays on the law of nature, VI, 181, Oxford University Press, 1986

eutanasia-webO que me espanta, até à incredulidade, é que estas três premissas de John Locke, que fundamentaram o Direito Positivo ocidental até há pouco tempo, estejam a ser colocadas em causa pelo Direito europeu. Desde logo, o Direito Positivo europeu actual coloca o útil como pressuposto da feitura das leis — por exemplo, a recolha de órgãos humanos está na base da lei da eutanásia a “pedido do cliente” da Bélgica e na Holanda. Depois, o Direito Positivo europeu defendido pelo Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” assenta exclusivamente em um critério de liberdade negativa do indivíduo, fazendo de conta que a liberdade positiva não existe — por exemplo, “casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, “barriga de aluguer”, procriação medicamente assistida para toda a gente, e outros “direitos” a torto e a direito.

Podemos afirmar, de uma forma objectiva e baseada em factos insofismáveis, que a Europa está em decadência acelerada. Não se trata aqui de pessimismo da minha parte. Não há um fundamento racional para o que se está a passar na Europa em matéria de Direito Positivo. Já não existe uma base lógica e racional para as leis que se fazem na Europa senão um critério de pura utilidade que torna as leis arbitrárias e dependendo apenas e só da moda de cada época.

É perfeitamente racional que possamos supôr que toda e qualquer irracionalidade traduzida em lei passa agora a ser possível na Europa: e essa irracionalidade e arbitrariedade jurídica traduz-se em um Totalitarismo Jurídico — uma nova forma de totalitarismo ou de fascismo.

Quarta-feira, 12 Fevereiro 2014

A analogia entre a lei da eutanásia na Bélgica, e a lei da “co-adopção” em Portugal

 

dois pais e uma maeEm 2002, a Bélgica aprovou uma lei da eutanásia para doentes terminais. Passados dez anos, a lei da eutanásia belga “evoluiu” para uma eutanásia “a pedido do cliente” e passou a existir um novo “direito humano”: o “direito” à morte assistida a qualquer momento, e por qualquer motivo subjectivo.

Mas a lei da eutanásia belga continuou a “evoluir”, e amanhã será aprovada uma nova lei na Bélgica que autoriza a eutanásia de crianças. E já existem novas leis em preparação, nomeadamente a eutanásia a pessoas dementes.

No caso da chamada co-adopção, a situação é análoga: quem defende hoje a co-adopção, nos termos da proposta de lei da Esquerda, sabe perfeitamente que as “leis evoluem”. E esta “evolução das leis” impõe um “progresso” coercivo da opinião pública através da conceptualização do Direito Positivo arbitrário como substituto da Ética. Por exemplo, vemos hoje a notícia de que no Canadá já existem crianças com dois pais e uma mãe.

A tese de uma luminária asinina que dá pelo nome de Carlos Pamplona Côrte-Real é uma tentativa de impôr o “progresso da opinião pública” através da força bruta do Estado traduzida no Direito Positivo que erradica a noção de ética — qualquer ética que seja independente do poder arbitrário do Direito Positivo — da cultura antropológica. E quanto mais complexa é a rede de relações e de “direitos de família”, maior é o poder dos juízes e, por isso, maior a influência e preponderância social têm os burros iluminados da estirpe do Carlos Pamplona Côrte-Real.

O que esta gente está a fazer é enganar o povo. Noutros tempos acabavam na forca.

A Bélgica prepara uma lei para assassinar crianças

Filed under: ética — O. Braga @ 7:32 am
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