perspectivas

Sexta-feira, 6 Janeiro 2017

¿O termo “casa da Mariquinhas” também já é proibido pelo politicamente correcto?

 

É inútil explicar à Fernanda Câncio que meter um pénis no ânus (por exemplo), para além de não ser natural (mas isso há outras coisas que não são naturais), faz mal à saúde. E mesmo usando preservativo, há doenças que não são evitáveis. Mas a Fernanda Câncio é daqueles casos em que “quem tem uma vagina, tem uma mina…”; mas o tempo encarregar-se-á de fazer esgotar a mina: a tudo se chega enquanto a vida dura.


O André Azevedo Alves tem razão.

O politicamente correcto é propaganda comunista em pequena escala. Nos meus estudos acerca das sociedades comunistas, cheguei à conclusão que o propósito da propaganda comunista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto, este tem o mesmo efeito e propósito.”

Theodore Dalrymple

Anúncios

Quarta-feira, 4 Janeiro 2017

O feminismo e a ideologia de género são incompatíveis

 

Camille Paglia é uma feminista que tenta ser racional.

 

Quarta-feira, 27 Julho 2016

Donald Trump e a “carta LGBT” [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:35 pm
Tags: , ,

 

Um político nunca faz aquilo que pensa, mas antes aquilo que julga ser mais eficaz.

Sexta-feira, 17 Junho 2016

Um deputado alemão expõe o “deputedo” da Esquerda radical e da Ideologia de Género

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:52 am
Tags:

 

Quinta-feira, 16 Junho 2016

O problema é o de que uma fobia não é uma convicção

 

Uma fobia, por definição, não é racionalizada; uma “fobia racionalizada” é uma contradição em termos.

A fobia pertence ao domínio da emoção, e não ao da razão. Por exemplo, uma pessoa que sofre de aracnofobia, pode até ter consciência da sua fobia, mas não consegue lidar com ela de forma racional (não a consegue racionalizar). A fobia é irracional; e por isso não é uma convicção — porque uma “convicção” é mais do que uma simples crença: é uma crença que passou pelo crivo da razão.

O conceito de “homofobia”, não passa de isso mesmo: um conceito alargado; não existe uma definição clara e concisa de “homofobia”. Homofobia é pau para toda a colher. Em princípio, a homofobia deveria ser o “medo em relação a homossexuais”, e pertenceria ao domínio da emoção.

Um homófobo, porque actua no âmbito da emoção, nunca planearia de uma forma cerebral o assassínio de centenas de pessoas.

terror-franca-20anosO planeamento do morticínio da cidade de Orlando foi racional. Um homófobo pode matar o seu parceiro sexual, em um momento de exaltação emocional; mas porque aquele actua às ordens da emoção, é improvável que ele arquitecte um assassínio em massa que necessita de um cérebro frio e calculista.

O mais que podemos dizer do morticínio da cidade de Orlando é que ele foi perpetrado por um sociopata; mas, como dizia Napoleão, “não atribuamos à sociopatia o que pode ser justificado pela malícia”. E a malícia, neste caso, é determinada por uma determinada ideologia.

Hannah Arendt definiu “ideologia política” como “a lógica de uma ideia” que contém três elementos de natureza totalitária: 1/ a pretensão de explicar tudo; 2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência; 3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

A ideologia que determinou o morticínio da cidade de Orlando e muitos outros, é o Islamismo. Eu penso que o Islamismo deveria ser proibido na nossa sociedade, por ser uma ideologia que atenta contra a liberdade básica dos cidadãos.

Mas, para a Esquerda, reconhecer que o Islamismo é totalitário, seria fatal — porque seria reconhecer publicamente que a sua própria ideologia também é totalitária. Para a Esquerda, as ideologias têm que ser salvaguardadas: para a Esquerda, é uma questão de vida ou de morte.

Quando a Esquerda recorre à psicologia (que é subjectiva por excelência) para justificar factos humanos objectivos, entramos em terreno pantanoso. Em ciência, devemos procurar as soluções mais simples e evitar complicar ainda mais aquilo que, já de si, é complicado. obama-islam-web

Quinta-feira, 26 Maio 2016

A Direita não se dá conta de como a Esquerda já ganhou a batalha ideológica do género

 

Repare-se no que escreveu a Maria Teixeira Alves:

“Nem queria acreditar quando li, assim de raspão (porque já nem vale a pena ralar-me com esta espiral de loucura em que vivemos) que o Bloco de Esquerda quer legalizar a mudança de sexo aos 16 anos. Já para beber só aos 18, tal como guiar e comprar cigarros!”.

catarina-martins-neanderthal-webO problema da Maria não é a “mudança de sexo”, entendida em si mesma: o problema dela é que a “mudança de sexo”, (seja o que isso for) se realize aos 16 anos de idade. Para a Maria, a “mudança de sexo” parece ser inócua e admissível, por exemplo, a partir dos 21 anos de idade.

Ou seja, a Catarina Martins já ganhou a batalha; mas ainda não ganhou a guerra (porque o futuro a Deus pertence).

O que o Bloco de Esquerda e a Catarina Martins defendem é uma monstruosidade; é uma desumanidade. Dizer que um transgénero é mulher, é o mesmo que dizer que não é um ser humano — na medida em que a sua mente é considerada independente dos respectivo corpo (biológico). Para além de a ideologia do Bloco de Esquerda ser anticientífica, a verdade é que a Lei governa pessoas de corpo inteiro, e não “mentes”.

Ao retirar, do Direito, a importância do corpo biológico do ser humano, o Bloco de Esquerda pretende minar o fundamento do próprio Direito — porque o corpo biológico é constitutivo daquilo que somos enquanto seres humanos e cidadãos. A dessexualização dos conceitos de “homem” e de “mulher” significa a expurgação do conceito de “corpo biológico” em relação ao Direito Positivo — sendo que a Lei apenas pode governar pessoas com corpos biológicos.

O movimento ideológico transgénero e/ou de género, defendido pelo Bloco de Esquerda, ataca principalmente a mulher.

Por exemplo, quando o Bloco de Esquerda defende que os homens podem ser mulheres, transformam o aborto em uma questão que não é tipicamente feminina — porque, alegadamente, os “homens” também podem engravidar. O seja, o Bloco de Esquerda recusa a ideia de que a mulher possa pertencer a uma categoria jurídica distinta da do homem: a mulher torna-se invisível na lei, na sociedade e na política.

Mesmo que retirem o útero a uma mulher, ela não deixa de ser mulher.

Retirar o sexo biológico a uma pessoa é o mesmo que transformá-la em coisa nenhuma. O sexo de uma pessoa não é nem uma parte da pessoa, nem é uma propriedade do corpo: o sexo é algo constitutivo da essência/natureza fundamental do próprio corpo. O sexo biológico é algo que nós somos, e não algo que nós temos.

Perante a impossibilidade de redefinir realmente as realidades naturais que se chamam “homem” ou “mulher”, o Bloco de Esquerda (e a Esquerda em geral) jogam com as palavras chamando “homem” a uma mulher e “mulher” a um homem. Mas, no Direito, essas palavras (homem e mulher) deixaram de ter corpos biológicos por detrás delas: ao retirarmos o sexo biológico da Lei, retiramos desta todos os corpos biológicos, tornando-os invisíveis no Direito Positivo. E este é o pior totalitarismo que podemos conceber.

Terça-feira, 10 Maio 2016

A Esquerda platónica e a dessexualização da sociedade

 

Segundo escreveu Plutarco no “Licurgo”, as mulheres de Esparta não viviam socialmente separadas dos homens, como acontecia com as mulheres respeitáveis em qualquer outra cidade da Grécia. As raparigas tinham o mesmo treino físico dos rapazes, e uns e outras faziam ginástica nus e em conjunto. Pretendia-se (segundo Plutarco) que as raparigas fortalecessem o corpo na corrida, na luta, no arremesso do dardo, etc., para que tivessem filhos robustos; e embora se apresentassem nuas durante o exercício conjunto com os rapazes, não havia nisso desonestidade nem entrega: tudo era jogo e actividade lúdica, (alegadamente) sem qualquer impulso lascivo.

O que Plutarco quis dizer é que a mulher espartana era preparada para uma procriação que garantisse uma prole robusta e saudável, garantindo-se assim o sucesso na guerra. Porém, e como escreveu Aristóteles já depois da queda de Esparta, a família natural (1 homem + 1 mulher = filhos) não era um factor importante na sociedade espartana; o casamento era apenas instrumental. Por exemplo, uma mulher casada mas sem filhos era obrigada pelo Estado espartano a procurar outro homem (que não o marido) para ver se teria maior êxito do que o marido em gerar cidadãos. As leis de Esparta privilegiavam a procriação, tendo em vista a guerra. Segundo Aristóteles, o pai espartano de três filhos estava isento de serviço militar, e o pai de quatro filhos estava isento de todos os encargos do Estado.

Em Esparta existia um sistema “totalitário” (devemos adaptar este conceito ao século VII a.C.) que orientava a sociedade para a guerra através do incentivo à procriação e à pureza da raça. Porém, a família natural, como unidade básica da sociedade, era apenas um instrumento, e não valorizada em si mesma. Em Esparta, a diferença entre sexos era esbatida (atenuada) tendo em vista a procriação eugénica. Aristóteles escreveu que 2/5 das terras de Esparta eram propriedade de mulheres; e daí a grande redução do número de cidadãos, que seriam dez mil no tempo do Licurgo, mas quando os tebanos derrotaram Esparta, o número de cidadãos espartanos não ultrapassava o milhar.

Ou seja: se, por um lado, a igualdade da mulher espartana em relação ao homem, tinha como objectivo a procriação eugénica, por outro lado, o acesso da mulher à propriedade reduziu a procriação porque se perverteu a família natural através da anarquia do matriarcado que desresponsabiliza o homem. O grande Licurgo enganou-se.


Baseando-se no mito de Esparta, Platão escreveu a sua utopia na “República”. A família natural também é abolida: os amigos — diz Platão — devem ter tudo em comum, incluindo mulheres e filhos. As raparigas deverão ter uma educação igual à dos rapazes, incluindo a arte da guerra. As mulheres serão em tudo iguais aos homens: “a mesma educação que faz um bom magistrado terá igual efeito em uma mulher”. O casamento segue o padrão mítico de Esparta: os noivos e noivas serão (aparentemente) juntos à sorte (aleatoriamente), mas a verdade é que os governantes da cidade decidirão quem casa com quem, segundo princípios eugénicos.

Todas as crianças devem ser separadas dos pais ao nascer, e ter-se-á todo o cuidado em que os pais as não conheçam, e nem elas aos pais (deixaria de existir uma árvore genealógica das crianças, tal como acontece parcialmente hoje já, com a adopção de crianças por pares de invertidos). Crianças deformadas e filhos de pais inferiores eram eutanasiadas ou abortadas. Nos casamentos feitos pelo Estado, as pessoas não têm opinião: têm de pensar segundo o seu dever para com o Estado e não segundo as emoções vulgares que os poetas malditos (segundo Platão, que não gostava dos poetas) costumam celebrar.

Na utopia de Platão, como não se sabe quem são os pais, pode-se chamar “pai” a quem quiser que tenha uma idade conveniente — e o mesmo quanto a “mãe”, “irmão” e “irmã”. E não há casamento entre “pai” e “filha”, ou “mãe” e “filho”; em geral mas não absolutamente, devem evitar-se os casamentos de “irmão” e “irmã”. No fundo, Platão proibia todos os casamentos, excepto os de “irmão-irmã”, que considera excepção rara.

O que Platão pretendia — seguindo o modelo de Esparta — era a diminuição das emoções privadas (tal como defende hoje a socialista Isabel Moreira), removendo os obstáculos ao domínio do espírito público (domínio do Estado) e incentivando a ausência da propriedade privada.


Hoje, o politicamente correcto parece adoptar o mito de Esparta e os princípios da utopia de Platão embora de forma enviesada.

Essa nova utopia é a da esquerda pós-modernista que se manifesta em Portugal no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista (que o Partido Comunista parece querer imitar), e que se traduz na guerra cultural e jurídica contra a família natural. E, nesta nova utopia, são da maior importância os direitos LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] e a ideologia de género. Tal como em Esparta e na utopia de Platão, o combate contra a família natural é concebido como um meio de absolutização do Estado e tendo em vista a eliminação da propriedade privada.

O movimento político LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] e a ideologia de género pretende a abolição legal dos sexos — como podemos verificar na actual guerra politicamente correcta contra a distinção entre os WC masculino e feminino. Ou seja, pretende-se a dessexualização da sociedade, em que deixam de existir legalmente o masculino e o feminino. E, a partir do momento em que a humanidade é dessexualizada por via da Lei, acabamos em uma sociedade desumanizada na qual não existe uma mãe legal, ou um pai legal, ou irmãos e irmãs legais sem a autorização do Estado (tal como na utopia de Platão). Por exemplo, hoje já vemos que, em vez de pai e mãe, os documentos de registo das crianças têm “progenitor A” e “progenitor B”: os termos “pai” e “mãe” estão a ser juridicamente eliminados. Nessa sociedade defendida pela Esquerda, as relações humanas mais íntimas sofrem um duro golpe: a família natural é abolida por lei e de facto.

Uma sociedade dessexualizada defendida pela Esquerda (e pela maçonaria mais radical e jacobina) é, em última instância, uma sociedade totalitária porque erradica da Lei e da cultura as mais básicas relações humanas, e principalmente a ligação entre a mãe e filho.

Quinta-feira, 14 Abril 2016

Hoje não há evidências: há ciência

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:34 am
Tags: , , ,

 

Eu pergunto-me se o António Costa é primeiro-ministro. ¿Será que ele é primeiro-ministro? Parece-me que sim, que ele é primeiro-ministro. Mas, para ter a certeza, pergunto aos meus vizinhos na reunião de condóminos; todos eles corroboram o facto de António Costa ser primeiro-ministro. Fico mais descansado; afinal, não se tratava de uma ilusão ou ignorância minha.

Mas, ainda assim, o testemunho dos meus vizinhos acerca do estatuto político do António Costa, não é suficiente. Há que recorrer à ciência. Vemos recentemente um estudo científico publicado no Rerum Natura pelo Carlos Fiolhais que demonstra, por a + b, que António Costa é primeiro-ministro. A socióloga Raquel Varela concorda com o estudo do Carlos Fiolhais , embora com algumas reservas.

Ora, eu pego na tese científica do Carlos Fiolhais e esfrego-a na cara do merceeiro aqui do bairro, que defende a ideia segundo a qual o António Costa não é primeiro-ministro e de que se trata de uma “mistificação” que advém de uma conspiração capitalista.

O merceeiro olha-me, circunspecto, franze o sobreolho e encolhe os ombros, e dispara: “Essa tese do Carlos Fiolhais vale o que vale. Eu tenho aqui um estudo científico de um professor de Yale que demonstra que o António Costa não é primeiro-ministro. É claro que o Carlos Fiolhais ganha alguma coisa com a defesa de António Costa como sendo primeiro-ministro. Por isso, o estudo dele não é imparcial. Aliás, esse estudo do Carlos Fiolhais também vem publicado no Expresso do Bilderberger Pinto Balsemão, o que denota que não pode ser credível”.

Ou seja, ganhei consciência de que aquilo que é auto-evidente deixou de o ser. Todas as evidências têm que ser escrutinadas pelas verdades da ciência que não tem certezas. E depois há estudos científicos que demonstram que uma coisa não é evidente, e outros estudos científicos que comprovam que a evidência dessa coisa é uma evidência.

Eu olho para o merceeiro, incrédulo, e pergunto-me: “¿será que este homem existe?”. Vou ter que rezar para que o Carlos Fiolhais e o professor de Yale estejam de acordo acerca da existência dele; e para que não surja um outro estudo científico qualquer que demonstre que o merceeiro não passa de um holograma da Matrix proveniente de um qualquer universo paralelo.

Adenda: parece-me evidente que os homens e mulheres são diferentes; mas é preciso que a ciência se pronuncie para que essa evidência se torne evidente.

Quarta-feira, 13 Abril 2016

Depois da eutanásia, a próxima guerra do Bloco de Esquerda será as casas-de-banho uni-sexo

 

O politicamente correcto nasceu nas universidades dos Estados Unidos. A actual guerra no estado da Carolina do Norte é uma prova de que o politicamente correcto se materializou nos Estados Unidos: uma lei recente impõe que as pessoas usem as casas-de-banho públicas em função da aparência física, e não em função do sexo. Um indivíduo veste-se de mulher e tem tomaticamente o direito de utilizar as casas-de-banho femininas.

gender-neutral-bathroomO corolário da agenda política LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] só podia dar nisto. Na Austrália prepara-se uma lei segundo a qual os transgéneros já não precisam de intervenções cirúrgicas para serem considerados transgéneros: basta que se identifiquem como tal. Um homem afirma o seguinte: “Sou transgénero!”; e pronto, trata dos papéis e passa a ser legalmente transgénero. Não precisa de qualquer tratamento de hormonas ou qualquer intervenção cirúrgica. E passa a ter direito de frequentar as casas-de-banho das mulheres e dos homens.

O argumento politicamente correcto é sempre o mesmo: a luta contra a discriminação.

Alegadamente, separar as casas-de-banho em função dos sexos é “discriminação”, não só entre os sexos feminino e masculino, mas também em relação aos transgéneros que, por definição, não têm sexo definido. E como os transgéneros não têm sexo definido, há que eliminar a distinção sexual para evitar a “discriminação” em relação aos transgéneros.

Ou seja, o critério da “igualdade” sobrepõe-se ou superioriza-se ao critério da “categoria”; a categorização da realidade deve ser anulada, se necessário, em nome da igualdade. É neste sentido que o politicamente correcto é anti-científico. E essa descategorização da realidade apenas protege as minorias e sacrifica sempre as maiorias — porque, por exemplo, sujeita as mulheres, em geral, à intrusão de pessoas do sexo oposto dentro das suas casas-de-banho.

É preciso parar com a agenda política LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]. Entramos há muito tempo no domínio do irracional, e já estamos em uma situação de puro delírio. A loucura instalou-se na nossa sociedade, e o lugar dos loucos é no manicómio.

Quarta-feira, 9 Março 2016

Temos que reprimir as crianças, em nome da “igualdade de géneros”.

 

A Inês Teotónio Pereira conta-nos aqui a história da sua (dela) filha reaccionária que tem atitudes discriminatórias que reforçam os estereótipos de género. Ora, a Inês Teotónio Pereira, como boa mãe, anda muito preocupada — porque as atitudes discriminatórias que reforçam os estereótipos de género não têm idade; e têm que ser reprimidas a qualquer custo.

O mesmo se passa com os “estereótipos étnicos” e com a “apropriação cultural”. Por exemplo, não interessa saber se o livro do Henrique Raposo acerca da cultura alentejana se aproxima ou não da realidade: é um caso escandaloso de estereótipo étnico, e por isso deve ser proibido nem que seja necessário recriar a PIDE.

Terça-feira, 26 Janeiro 2016

A “igualdade de género” no Bloco de Esquerda

 

catarina martins

marisa matias

mariana mortágua

Sexta-feira, 15 Janeiro 2016

Oito elementos da selecção feminina de futebol do Irão são homens

 

O Ocidente, que inventou a Ideologia de Género, anda indignado porque oito elementos da equipa nacional feminina de futebol do Irão são homens que aguardam a cirurgia de mudança de sexo. Ou seja, na linguagem politicamente correcta, são do sexo masculino mas do “género feminino”.

O movimento político feminista, se for coerente com a Ideologia de Género, terá que aceitar a ideia de que uma equipa feminina (de qualquer modalidade) possa ser constituída por homens.

selecção-feminina-irao-web

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.