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Quinta-feira, 19 Julho 2018

Vai abrir a época da “caça ao patrão”

Filed under: Assunção Cristas,Esquerda,esquerdalho,geringonça — O. Braga @ 6:57 pm

 

« A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira, em votação final global, uma lei "que aprova medidas de promoção da igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor". »

A mulher recebe menos porque tem uma "função diferente". Quais são os critérios?


Estamos a voltar à época do PREC [Processo Revolucionário em Curso], mas desta vez com uma estratégia política diferente, uma estratégia gramsciana [de Gramsci] em lugar da estratégia estalinista do velho Partido Comunista de 1975.

A actual estratégia gramsciana da Esquerda marxista (que inclui uma parte considerável do Partido Socialista) consiste na humilhação política, por parte do Estado, dos detentores de propriedade privada (o “exercício do Poder”, como escreveu a Helena Matos), por um lado, e por outro lado, o ataque soez, no âmbito da cultura, às instituições que não estejam sob tutela directa do Estado (por exemplo, com a política de identidade, como é o caso do feminismo).

Como diz e bem a Helena Matos, esta lei da Esquerda (mas abençoada e santificada pelo CDS da Assunção Cristas) é desnecessária porque “todos os meses as empresas enviam os dados [estatísticos] para pagamento dos seus trabalhadores à Segurança Social”.

O que se pretende com esta lei é a humilhação (do ponto de vista da cultura antropológica e da política) dos detentores da propriedade privada em geral, e dos proprietários das empresas em particular. Isto faz parte da estratégia gramsciana da Nova Esquerda.


A hegemonia [que é hoje a do Estado marxista da geringonça], consiste em criar uma mentalidade uniforme sobre todas as questões, visando anestesiar o senso crítico e uniformizar o senso comum. É a hegemonia [do Estado em relação à sociedade] que leva as pessoas a aceitarem o que lhes dizem sem contestação e a tolerar determinados crimes [por parte do Estado].

Do parágrafo anterior, o que está escrito a itálico é da autoria do próprio António Gramsci; o que está entre parêntesis é adição minha. Vemos como as ideias de Gramsci se viram hoje contra a Esquerda marxista. gramsci-ideias-web


Esta lei vai ser uma espécie de fenómeno cultural #MeToo das empresas privadas.

Irão entrar nos tribunais de trabalho dezenas de milhares de queixas de mulheres que se sentem (subjectivamente) prejudicadas no trabalho; queixas que resultam de juízos subjectivos, de tipo: eu penso que estou a ganhar menos do que o João que trabalha no turno da noite”. E o problema é que o ónus da prova pertence a quem é acusado (o patrão): talvez a maior perversidade desta lei seja a inversão do ónus da prova.

É óbvio que nenhum patrão, no seu perfeito juízo, paga mais a um homem do que a uma mulher para fazer o mesmo trabalho.

É claro, para quem tem dois dedos de testa, que a maioria de Esquerda e o governo da geringonça não pensam que os patrões portugueses são estúpidos ao ponto de perder dinheiro pagando mais a homens do que a mulheres para fazer o mesmo trabalho. Isto não lembraria ao careca!
O que se passa, realmente, é a abertura da estação da “caça ao patrão” que a geringonça já anuncia para breve. Apertem os cintos!

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Quarta-feira, 18 Julho 2018

A Revolução devora os seus próprios filhos

 

A actriz americana Scarlett Johansson (que se assume de Esquerda e votante no partido Democrático dos Estados Unidos, como 99,9% de Hollywood) foi recentemente ferozmente criticada pela comunidade LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] por ter aceite um papel de transgénero, em um filme a rodar em Hollywood com o título ‘Ghost in the Shell’. Em resposta às críticas, a actriz acabou por recusar o papel.

johansson“Actress Scarlett Johansson has pulled out of acting in a forthcoming movie ‘Rub and Tug’ about a trans man, after facing intense criticism from the LGBT community.

Last week, it was announced that Johansson had accepted the role of Dante ‘Tex’ Gill, a trans man who owned a string of massage parlours in 1970s Pittsburgh.

The film will be directed by Rupert Sanders, the same director that Johansson worked with on the film ‘Ghost in the Shell’, which saw her portray a Japanese person and also garnered extreme criticism for erasure of marginalised groups.

After the announcement, the star faced a major backlash among the trans community, led by actresses Trace Lysette and Jamie Clayton”.


“O locutor de rádio, Rui Maria Pêgo, viu o artigo de opinião que publicou esta terça-feira, no Observador, ser banido da rede social Instagram. O autor do texto escreve sobre homofobia e, em concreto, sobre um caso de agressões contra um casal gay, registado este fim de semana em Coimbra.”

Instagram apaga artigo de opinião de Rui Maria Pêgo sobre homofobia

Jacques Mallet Du Pan

Terça-feira, 17 Julho 2018

“Transição demográfica” — o novo slogan que une os Liberais à Esquerda radical

O Ricardo Paes Mamede (mais um psicopata com os três nomes…!, que estão na moda ) pode perceber muito de economia, mas duvido que perceba grande coisa de História; pelo menos a história que não esteja ao serviço de uma qualquer ideologia.

O Mamede escreveu um texto com o título “¿Queremos mesmo pagar às pessoas para se reproduzirem?”. Eu guardei o texto em ficheiro PDF para memória futura.

No referido texto, o Mamede escreveu o seguinte:

“Há quem pareça acreditar que a existência do país e da sua identidade ficam em perigo se a população diminuir no longo prazo. Quem valoriza a identidade nacional deveria lembrar-se que grande parte da história de Portugal se fez com níveis populacionais muito inferiores aos actuais – e que foi sempre marcada por grandes doses de miscigenação, alimentadas por vagas de pessoas oriundas do exterior”.

O conteúdo ideológico desta citação é falso; o que o Mamede diz é falso. Portugal nunca foi uma espécie de Brasil. Portugal nunca teve “grandes doses de miscigenação”, nem teve “vagas de pessoas oriundas do exterior”. O Mamede mente. Basta termos estudado História no ensinos secundário para sabermos que o Mamede é um mentiroso. Portugal sempre foi um país de emigração, e não de imigração.

IMMIGRANTS-webO referido texto é (em várias partes) auto-contraditório, por exemplo, quando defende a ideia segundo a qual “a imigração é uma via mais adequada do que o aumento da natalidade para enfrentar o desafio da transição demográfica, na medida em que permite arrecadar receitas de impostos e contribuições sociais no curto prazo”, por um lado; e por outro lado quando o Mamede escreve que

“deveríamos preocupar-nos com o que mais conta (e que pesa menos no Orçamento do Estado): estabilidade no emprego, horários de trabalho que permitam aos adultos acompanhar as crianças e os jovens a seu cargo, partilha das tarefas domésticas entre homens e mulheres, um serviço público de ensino pré-escolar desde a primeira infância. Se pensarmos bem, estas são medidas que têm que ver com igualdade de oportunidades, com igualdade de género e com qualificação da população. A natalidade é aqui uma questão de segunda ordem”.

Por um lado, o Mamede diz que a imigração em massa — naturalmente de países de África e de países de cultura islâmica — resolve melhor o problema da “Transição Demográfica”; mas por outro lado fala na necessidade de igualdade entre os sexos. Estamos todos mesmo ver os maomedanos imigrantes (e os africanos também) a obedecer aos critérios de igualdade do Mamede…

O conceito de “Transição Demográfica” não é apenas próprio 1/ da Esquerda utilitarista (Bloco de Esquerda e Partido Socialista): é também 2/ um conceito oriundo do globalismo americano traduzido pelos neocons americanos (desde o tempo do ex-trotskista James Burnham); 3/ pelo actual partido democrático dos Estados Unidos (de Hillary Clinton e de Obama) e da actual deriva “progressista” deste partido, e 4/ de uma charneira política de plutocratas de que George Soros é umas das figuras centrais.

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Uma certa “Direita” está de acordo com uma determinada Esquerda sobre a necessidade de uma política malthusiana aplicável apenas e só no Ocidente (Europa, Estados Unidos e Canadá).

A primeira vez que ouvi falar de “Transição Demográfica” foi da boca de Pinto Balsemão (o “Chico dos Porsches” e do grupo de Bilderberg) em um programa na TV SICn, no princípio da década passada, em que ele afirmou que “se Portugal tivesse metade da população actual, não teria tantos problemas” (sic). Esta frase bem poderia ter sido dita pelo esquerdista malthusiano Ricardo Paes Mamede ou pela bloquista Catarina Martins: Les bons esprits se rencontrent…


 

Outra contradição do Mamede consiste em afirmar que

“quem quiser ter filhos – biológicos ou adoptados – tê-los-á por iniciativa própria. O Estado não precisa de interferir nas escolhas íntimas de cada um”,

por um lado; e por outro lado, o Mamede defende a ideia de que o Estado deve garantir o aborto grátis em hospitais públicos, e que os Centros de Saúde do Estado devem garantir uma distribuição grátis de contraceptivos pela população. Ou seja, para o Mamede, o Estado deve ser neutro apenas no que diz respeito ao fomento da procriação da população autóctone da nação portuguesa. A “neutralidade” do Estado do Mamede não é neutra.

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Gente como o Ricardo Paes Mamede não pode ser levada a sério pela nossa sociedade e pelo nosso escol. Aliás, se levássemos a sério o que o Mamede defende, teríamos que o eliminar fisicamente, para que ele pudesse ser coerente com as suas (dele) próprias ideias… seguindo a lógica do Mamede: não sei por que razão teríamos que dar o direito à vida a pessoas (como ele) que defendem que a vida dos outros deve ser eliminada de raiz. Quid Pro Quo.

O texto de Mamede é “ideológico”, isto é, tem muito pouco a ver com a realidade — por exemplo, quando ele defende que a imigração em massa resolve melhor o problema da baixa natalidade. Esta ideia do Mamede é absolutamente falsa, e essa falsidade é corroborada pelos factos constatados no terreno na Alemanha, por exemplo. O Mamede é perigoso, porque é um mentiroso compulsivo, um psicopata.


Segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.


Pelo menos ¾ dos imigrantes recentemente chegados à Alemanha não trabalham (vivem “à pala” do Estado), e não se espera grande evolução nesta matéria nas próximas décadas, porque estamos a falar de gente que mal sabe ler e escrever a língua do país de origem (e muito menos a língua alemã!).

Portanto, a ideia do Mamede segundo a qual sai mais caro barato ao Estado importar imigrantes desqualificados em massa, do que investir na prole autóctone, é de uma filha-da-putice daquelas que se ouvem apenas uma vez em toda a vida.


Eu consigo estar de acordo com o Mamede no que diz respeito à ideia de que o dinheiro do Estado não resolve o problema da baixa natalidade — porque, antes de mais nada, a baixa natalidade revela um grave problema cultural que o dinheiro do Estado não conseguirá resolver. Não é deitando dinheiro do Estado para cima do problema da natalidade que ele se resolve, como que por milagre. Não há dinheiro que resolva o problema intrínseco de uma sociedade niilista — a sociedade niilista que bestas como o Mamede fomentam e incentivam, sem deixarem impressões digitais.

Chegará o tempo do ajuste de contas; não perdem pela demora.

O FaceBook permite a presença de grupos que apelam ao assassinato de deputados do partido republicano

Filed under: censura,Esquerda,esquerdalho,Facebook — O. Braga @ 7:45 pm

 

Eu fui bloqueado no FaceBook por publicar um vídeo.

Entretanto, o FaceBook acolhe prazenteiramente (sem censura) grupos que apelam ao assassinato de deputados do partido republicano dos Estados Unidos.

Quarta-feira, 27 Junho 2018

Como funciona a minoria radical de Esquerda no FaceBook (Parte II)

Filed under: Esquerda,esquerdalho,Facebook — O. Braga @ 9:03 am

 

Para que se faça uma ideia de como funciona o partenariado entre o FaceBook e a Esquerda radical, vou relatar uma situação que se passou comigo há poucos dias.

Saiu a notícia de uma senhora alemã de 91 anos que foi violada por um "refugiado” muçulmano — aliás, na esteira de um incremento geométrico da criminalidade na Alemanha, devido à imigração islâmica.

Eu coloquei no FaceBook a ligação para a notícia, com o seguinte comentário : “Alemanha. Uma senhora de 91 anos violada por um imigrante muçulmano”. A minha publicação foi imediatamente censurada pelo FaceBook e classificada de “discurso de ódio”.

Pensei, então, que o problema estaria na palavra “muçulmano”. E resolvi que iria doravante evitar a todo o custo a utilização de palavras como “muçulmano”, “Islamismo”, “Islão”, “islamitas”, etc..

E voltei a publicar a notícia com o seguinte comentário : «Alemanha. Uma senhora de 91 anos violada por um imigrante “ala de rabo para o ar”».

Desta vez a censura demorou mais tempo, e deram-me a possibilidade de me defender; mas o FaceBook acabou por justificar a censura por “discurso de ódio” porque (foi esta a justificação) o termo “ala de rabo para o ar” era suposto aplicar-se a muçulmanos.

Ou seja, o FaceBook, orientado ideologicamente pela Esquerda radical internacionalista e pela maçonaria jacobina globalista, já censura conteúdos em função de uma putativa, subjectiva e eventual alteração semântica da linguagem. O FaceBook já imagina aquilo que alguém pretende dizer, se esse alguém pretende fazer notícia de um facto que possa eventualmente ser considerado crítico em relação aos muçulmanos.

Estou convencido de que, por exemplo, se eu escrevesse : «Alemanha. Uma senhora de 91 anos violada por um daqueles suspeitos do costume», o FaceBook censuraria também, alegando que a categoria “suspeitos do costume” estaria a ser intencionalmente aplicada (por mim) aos muçulmanos. Ou seja, o discurso torna-se impossível!: independentemente de qualquer que seja a terminologia utilizada, o que se pretende é esconder, da opinião pública, os factos da realidade em que vivemos.


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Neste contexto, é inevitável que me refira a Aldous Huxley, que escreveu que as novas formas de totalitarismo se dedicariam a formatar as consciências; e, antes de Huxley, a Tocqueville na “Democracia na América”: hoje, a violência é intelectual e pretende restringir a vontade humana e o espírito crítico — tudo isto em nome da “democracia”. Ou pensamos segundo o paradigma politicamente correcto que erradica o espírito crítico da sociedade, ou então somos condenados ao ostracismo: ficamos vivos, é verdade; mas com uma vida que é pior do que a morte.

Este é o Homem Novo profetizado por Tocqueville, o Homem Unidimensional segundo Marcuse (e Habermas também, diga-se), é o homem das massas cretinizadas que obedecem caninamente aos postulados da ideologia triunfante; e quem se atrever a questionar o status quo é condenado a uma vida pior do que a morte.

Segunda-feira, 25 Junho 2018

Como funciona a minoria radical de Esquerda no FaceBook.

Filed under: Esquerda,esquerdalho,Facebook — O. Braga @ 4:24 pm

 

O sistema de censura ideológica do FaceBook é baseado na lógica de “dispara primeiro e pergunta depois”: qualquer esquerdista, à má-fila, pode clicar em uma publicação qualquer e fazer uma denúncia de “discurso de ódio”. O que acontece (logo que a denúncia é feita) é que o artigo visado é automática- e imediatamente retirado pelo sistema informático do FaceBook do estatuto de “publicado”, e fica suspenso aguardando uma revisão personalizada que pode demorar 24 horas.

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Isto significa que uma notícia inócua qualquer pode ser alvo de perseguição do esquerdalho: denunciam a notícia como sendo “discurso de ódio”, e a notícia é automaticamente suspensa de publicação, aguardando monitorização personalizada em 24 horas. Decorrido este tempo, o FaceBook vem pedir desculpa por ter suspendido a publicação e informa que a mesma foi novamente publicada; mas entretanto já passaram 24 horas e a notícia poderá ter deixado de ter interesse.

O esquerdista que faz a denúncia avulsa, e muitas vezes sem qualquer fundamento, nunca é punido pelo FaceBook — porque se parte do princípio de que o artigo que é alvo da censura prévia (embora infundada) terá ofendido a pessoa que fez a denúncia; ou seja, o FaceBook parte sempre do princípio de boa-fé do esquerdalho que faz a denúncia. Ora, se a pessoa se sente ofendida por qualquer coisa, é normal (segundo o raciocínio do Zuckerberg) que denuncie essa ofensa. A subjectividade pura é o critério do FaceBook para organizar o seu sistema de censura prévia.

O que acontece, na prática, é que se um esquerdista embirrar com alguém (o esquerdalho embirra comigo apenas porque eu existo: trata-se de um ódio ontológico), o filho-de-puta pode passar o tempo a fazer denúncias sistemáticas sobre publicações, o que torna muito difícil alguém publicar qualquer coisa no FaceBook — porque, à medida que publicamos, somos imediatamente informados que a publicação foi suspensa para revisão dentro de 24 horas.

Ou seja, o sistema de censura política utilizado pelo esquerdalho com a cumplicidade do FaceBook, é um instrumento político de desmobilização de pessoas que não partilham com eles a ideologia social-fascista.

Quinta-feira, 14 Junho 2018

O Rui Tavares só se preocupa com a morte de pretos; os brancos que se lixem

 

¿Já viram ou ouviram o Rui Tavares (ou alguém da Esquerda) preocupar-se minimamente com o genocídio dos brancos na África do Sul?

Não viram nem verão, porque, para o Rui Tavares, os “cabrões e grunhos” brancos merecem ser assassinados pelos pretos. É assim que o filho-de-puta (não tem outro nome!) do Rui Tavares pensa.

Mas quando um só preto é assassinado por brancos, o Rui Tavares acende uma velinha de aniversário e até constrói umas alminhas no local.

Por isso é que a Esquerda não tem autoridade moral para falar de racismo; e por isso é que eu (como muita gente), que não era racista, já considero uma conversão.

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O monhé diz que Portugal necessita muito de analfabetos

Filed under: esquerdalho,imigração,Monhé Costa — O. Braga @ 8:16 am

 

Já não basta os matumbos que já temos por cá: o monhé diz que precisamos de mais matumbos.

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Face a uma economia europeia cada vez mais especializada e tecnológica, o monhé vem dizer que necessitamos de gente que maioritariamente não sabe ler nem escrever a sua própria língua de origem — e muito menos a língua portuguesa.

Eu critiquei o Passos Coelho por demonstrar uma submissão canina a Angela Merkel; mas o monhé faz exactamente o mesmo. O que mudou foi o estilo e o José Pacheco Pereira.

Quinta-feira, 31 Maio 2018

O Rui Rio identifica-se com a Esquerda utilitarista (herdeira de Bentham, o primeiro socialista)

Filed under: Esquerda,esquerdalho,eutanásia,PSD,Rui Rio,utilitarismo — O. Braga @ 12:20 pm

 

Não está aqui em causa a consciência de cada pessoa; o que está em causa é a afinidade política dos seis deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da eutanásia, a saber: Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho, Adão Silva, Cristóvão Norte, Margarida B. Lopes e Duarte Marques — e não falando nos três deputados do Partido Social Democrata que não votaram contra (abstiveram-se): Pedro Pinto, Berta Cabral e Bruno Vitorino. esquerda-psd

Por esse país fora, há muitos militantes e simpatizantes do Partido Social Democrata que não se revêem na mundividência de Rui Rio, como é o caso, por exemplo, do deputado municipal do PSD e militante da concelhia de Guimarães, José Couceiro da Costa — porque o que está em causa é a mundividência da pessoa inserida em um determinado movimento político.

Não é possível, em coerência, por exemplo, que uma pessoa seja militante do PSD e tenha uma mundividência que se identifique com a que é predominante no Bloco de Esquerda. Ora, a mundividência não se reduz apenas à concepção que se tenha da economia, porque a economia é uma consequência da mundividência. Reduzir a mundividência à economia é inverter o nexo causal da realidade; é como que se dissesse que a causa da existência da perna é o acto de andar; ou que temos olhos porque vemos.

O Bloco de Esquerda tem escrito nos seus estatutos que é um partido “anti-capitalista” (sic); mas trata-se de um anti-capitalismo utilitarista, na linha ideológica de Bentham, de Lukacs e de Marcuse; e o Partido Socialista não o diz claramente, mas é implicitamente um partido anti-capitalista. ¿Onde fica aqui o PSD de Rui Rio?

O Partido Comunista votou contra a legalização da eutanásia por duas razões principais: a primeira, liga-se com a mundividência herdada de Karl Marx, que dizia que “o utilitarismo é moral de merceeiro inglês” (sic). A ser coerente, um marxista não pode ser utilitarista. Em segundo lugar, porque a demografia eleitoral do Partido Comunista impele-o a não apoiar a eutanásia.

Mas ¿e o PSD de Rui Rio?

A mundividência é fundada em valores e convicções. E ¿o que são os “valores”? Os utilitaristas dizem que “os valores não existem por si mesmos”, e os realistas dizem que “os valores existem por si mesmos”: esta diferença de concepção dos “valores” também define a diferença de mundividências.

O valor é a qualidade das coisas, das personagens, das condutas, da acção, cuja conformidade em relação a uma norma — ou a sua proximidade em relação a um ideal — a tornam particularmente dignas de estima.

Para uma pessoa que não perfilhe o utilitarismo, por exemplo, a beleza de uma pintura tem um valor em si mesma, ou a justiça tem um valor em si mesma e não depende de uma qualquer utilidade. Tal como existe o axioma segundo o qual “o círculo tem um centro”, assim também existe sempre e é sempre verdadeiro, numa dimensão espiritual ― independentemente de o ser humano o reconhecer ou não ―, o valor da honestidade ou o da justiça (por exemplo); estes valores existem igualmente numa dimensão do “ideal”, independentemente do seu reconhecimento ou da sua aplicação moral.

Para Rui Rio, o conceito de “valor” reduz-se à economia, ao preço das coisas — como escreveu Óscar Wilde: “O cínico é aquele que conhece o preço de tudo e o valor de nada”. O utilitarista é necessariamente um cínico, no sentido dado por Óscar Wilde. Rui Rio não se dá conta de que, a montante da economia está a política, a cultura, a ética e a metafísica (e mesmo a eventual negação da metafísica é, ainda assim, uma forma de metafísica).

Se considerarmos as personalidades de Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz, por exemplo, verificamos que as duas personagens se encaixam perfeitamente no ideário do Partido Socialista.

Se ambas pertencessem aos quadros do Partido Socialista, não admiraria a ninguém. Mas o Rui Rio afirma claramente que é a favor do capitalismo; ou, pelo menos, é o que se pensa dele, na opinião pública. Mas ¿será que o Rui Rio defende uma sociedade em que o capitalismo é o sistema económico desejado? Não me parece.

Para defendermos o capitalismo (ou seja, o liberalismo económico da escola escocesa de economia que teve o seu principal intérprete em Adam Smith) temos de saber qual foi a sua origem sociológica e cultural, e como evoluiu ao longo dos séculos. O capitalismo não pode ser a sua própria negação ideológica fundamental — que é o que defende o Rui Rio, talvez por pura ignorância. Não basta ser licenciado em economia para se saber automaticamente dos fundamentos (culturais, sociais, históricos) das teorias económicas.

JPP-ZAROLHO

Quando Rui Rio diz que “a eutanásia é uma questão de liberdade”, ou está a fazer de todos nós burros, ou é ele próprio um indivíduo naturalmente privado de liberdade devido a deficiência cognitiva congénita — o Adolfo Mesquita Nunes demonstrou, num artigo publicado algures, que a identificação da “eutanásia” com a “liberdade” é um sofisma para enganar os tolos, ou para os estúpidos se enganarem a si próprios.

O problema do Rui Rio é a sua mundividência; ele tem uma mundividência que se identifica com a Esquerda, e por isso é que o José Pacheco Pereira o defende tanto. O que não se admite é que o Rui Rio se identifique com a Esquerda (tal como acontece com o José Pacheco Pereira) e engane os militantes do PSD dizendo que ele próprio não é de Esquerda.

Sexta-feira, 25 Maio 2018

A dialéctica do Anselmo Borges (ou “A Estratégia dos Dois Carrinhos”)

 

O Anselmo Borges faz lembrar um ministro de um governo do Partido Socialista que, quando houve uma Manif de protesto à porta do seu ministério, veio para a rua e juntou-se aos manifestantes. E quando acabou a Manif contra a sua própria política, voltou para o ministério.


A contemporaneidade é caracterizada por uma determinada esquizofrenia política, de que podemos constatar também no Anselmo Borges que, por um lado, defende ideias da esquerda hegeliana (de que faz parte o Habermas), estendendo-as mesmo ao âmago do Cristianismo; mas, por outro lado, critica as consequências (políticas e culturais) das ideias da Esquerda hegeliana na nossa sociedade.

Eu não sou nada “Habermas”; sou mais “Karl Popper”  (e mais ainda sou “Alasdair MacIntyre” e “Charles Taylor”). E, como se sabe, os dois nunca se deram bem.

Para quem não está familiarizado com a esquizofrenia política do Anselmo Borges:

Jürgen Habermas foi assistente (universitário) de Adorno, e é o continuador da Teoria Crítica da Escola de Francoforte (marxismo cultural).
A Teoria Crítica coloca em causa, por exemplo, o Iluminismo (a Teoria Crítica é uma teoria anti-científica, e por isso é que Habermas “andou de candeias às avessas” com Karl Popper), tem a sua raiz nas doutrinas de Adorno, de Horkheimer, assim como na actividade de Habermas no Instituto de Investigação Social da Universidade de Francoforte.

Por isso é que o Anselmo Borges cita o Jürgen Habermas: fazem parte da mesma equipa que corrói a sociedade e a cultura europeias.


A crítica que o Jürgen Habermas faz às redes sociais (crítica essa com que o Anselmo Borges parece concordar, através do seu — dele — texto) é apenas a continuação ideológica do livro de Habermas “Técnica e Ciência como Ideologia”, publicado em 1963, e que nada mais é do que uma actualização ideológica da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt : Habermas critica, critica, critica, tal qual uma picareta falante, mas a solução que apresenta é um igualitarismo politicamente correcto (marxismo cultural. Não se trata da defesa de “igualdade de oportunidades”: trata-se da defesa de  uma “igualdade dos sucessos”).

Jürgen Habermas defendeu a chamada “ética discursiva” (marxismo cultural ) que levou a sociedade ao descalabro cultural actual. E o Anselmo Borges critica o descalabro cultural actual e, simultaneamente, faz a apologética de Jürgen Habermas. É aqui que reside a esquizofrenia ideológica do Anselmo Borges. A “ética discursiva”, de Habermas, implica uma “moral de negociação provisória”, em que os valores da ética são sistematicamente colocados em causa e implica uma incerteza permanente das normas morais. É isto que o Anselmo Borges defende quando faz a apologia do Habermas.


“Sem a educação, encontramo-nos no horrível e mortal perigo de levar a sério as pessoas educadas.”
— G. K. Chesterton (“The Illustrated London News”).

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBHá dias, vi na televisão o Miguel Sousa Tavares a criticar as redes sociais (FaceBook, Twitter, etc.), fazendo alarde orgulhoso do facto de não ter conta aberta no FaceBook ou em qualquer outra rede social. A posição do Anselmo Borges insere-se na mesma linha ideológica da do Miguel Sousa Tavares. Trata-se de gente que está a perder o poder fáctico, e isso incomoda-a. De resto, não existem hoje mais analfabetos do que os que existiam em 1963, ano em que Habermas publicou o livro supracitado.

O que incomoda o Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares — entre outros mentecaptos dotados de um alvará de inteligência — é que os cidadãos actuais, em geral, já não confiam nas “elites” como acontecia não vai ainda muito tempo. Ou, parafraseando Chesterton, já não levamos a sério as “elites” ditas “educadas”. O Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares defendem a existência de uma classe de uma espécie de “gnósticos” — “classe” que se distingue do conceito de “escol”, de Fernando Pessoa (o escol não quer dizer uma classe, mas antes é uma série de indivíduos). E por isso é que ambos criticam o “achismo” do povão (que horrível cheiro a povo!).

A verdade é que — e aqui concordo com Karl Popper —, ao longo da História, os povos estiveram mais vezes certos (com a razão) do que as elites. Ou seja, historicamente as elites erraram mais vezes do que a opinião emanada das massas populares.

Maioritariamente, e por instinto ou por intuição, o povo português não concorda com a legalização da eutanásia; e, implicitamente, também não concorda que o “modelo discursivo” de Jürgen Habermas (que o Anselmo Borges tanto aprecia) sirva para que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda legalizem a eutanásia.

Por isto é que não se percebe por que razão o Anselmo Borges defende a “ética discursiva” de Jürgen Habermas ao mesmo tempo que se coloca contra a eutanásia defendida pelos seus (do Anselmo Borges) próprios correligionários ideológicos.

Quarta-feira, 16 Maio 2018

A lei esquerdista da eutanásia tem pouco a ver com a liberdade individual (que é instrumental)

Filed under: ética,Esquerda,esquerdalho,eutanásia,Moral — O. Braga @ 3:46 pm

 

Para Raymond Aron, a única liberdade fundamental é a “de não ser impedido de” (fazer alguma coisa); trata-se da liberdade negativa.

As outras liberdades são de facto “direitos-capacidades” ou “direitos-crenças” (o direito a um emprego, ou o direito ao ensino oficial do Estado, por exemplo) que podemos ou devemos exigir, mas que devemos esperar que o Estado nos dê (“Ensaio Sobre a Liberdade”).

O facto de alguém não querer ser impedido de exigir que alguém o mate (eutanásia), pode colidir com a vontade de um médico que não quer matar ninguém e que apenas o faria para poder manter o seu meio de subsistência (o seu emprego). Portanto, a liberdade negativa, se apenas entendida em si mesma, não pode justificar todos os desejos, e tão pouco justifica a legalização da eutanásia.

Quando a Esquerda pretende legalizar a eutanásia, não pretende dar mais liberdade ao indivíduo: pelo contrário!, a Esquerda pretende dar mais poder ao Estado — o que significa que a liberdade individual sairá (paradoxalmente) de facto diminuída de todo este processo. Por exemplo, quando os profissionais de saúde são obrigados a matar para cumprir o desejo de uma putativa liberdade negativa de um doente, quem sai vencedor, aqui, é o Estado que obriga (coerção social).

A liberdade negativa do doente que exige a eutanásia é apenas um instrumento de reforço do poder do Estado através da lei.

Para a Esquerda, a liberdade consiste no Poder de legislar, ou seja, no Poder de controlar o Estado.

Esta é a “liberdade” segundo a Esquerda. E este desejo esquerdista de controlo do Estado é mais forte do que todas as liberdades juntas de todos os outros indivíduos que compõem a sociedade. Para a Esquerda, o controlo e reforço do Poder do Estado é uma questão de vida ou de morte: o que está em causa é a própria identidade da Esquerda que apenas se revê no reforço sistemático do Poder do Estado. E o corolário desse processo político de constante reforço do Poder do Estado é a realização do Estado Totalitário.


eutanasia-velhariasO Adolfo Mesquita Nunes escreve aqui um artigo que, de certo modo, corrobora a ideia segundo a qual a legalização da eutanásia em Portugal não tem nada a ver com o libertarismo (ou “liberalismo”), mas antes tem a ver com o reforço — quase discricionário, no futuro que se prevê — do poder do Estado.

Quando se escreve que “mesmo os mais fervorosos adeptos públicos da eutanásia consideram que ela tem de ser limitada”, do que se trata (com essa “fervorosa” Esquerda) é a defesa da reserva do direito progressivo do Estado à definição das condições de vida e/ou de morte.

(Era agora o que faltava que cada um tivesse total liberdade para se suicidar com assistência médica! Se assim acontecesse, o Estado ficaria mais fraco, como é evidente. O político moderno restringe o acesso ao suicídio muito menos por razões morais ou religiosas, como acontecia na Idade Média, e muito mais por “razões de Estado”).

Segundo Durkheim (“Regras do Método Sociológico”), o critério primordial de definição de “facto social” é a coerção que é sinal de uma força transcendente relativamente aos indivíduos, que se lhes impõe e determina as suas maneiras de ser. Quanto mais uma determinada prática se mostra regular, mais razoável será supôr que a coerção social donde procede (essa prática) é forte (a do Estado, neste caso).

“É a constituição moral da sociedade que fixa, em cada momento, o contingente dos mortos voluntários” (Durkheim, “O Suicídio”); ou seja, aquilo que é considerado patológico (o suicídio) do ponto de vista individual, deixa de o ser logo que adopta o ponto de vista de grupo (colectivo).

Os gurus da Esquerda conhecem bem a visão de Durkheim: mas viraram-na de pernas para o ar: por exemplo, sabendo que (segundo Durkheim) a “solidariedade social” é um fenómeno inteiramente moral, que não se presta à observação exacta nem à medição — a Esquerda transforma o Estado no Ente que define a moral que, por sua vez delimita o conceito de “solidariedade social” através das leis que ela própria promulga.

Assim, o conceito de “solidariedade social” (a ser constantemente redefinido pela Esquerda, ao sabor do reforço crescente do poder de coerção social exercida pelo Estado) pode ser algo completamente diferente do que é hoje, e em um futuro muito próximo — uma vez que é o próprio Estado (controlado pelas luminárias da Esquerda) que define a moral (através do Direito Positivo) por que se pauta o conceito de “solidariedade social”. E o actual e radical divórcio entre o Direito Positivo, por um lado, e o Direito Natural, por outro lado, apenas reforça o poder discricionário da elite de gnósticos esquerdistas que controla o Estado.

“Um acto é criminoso quando ofende estados fortes e definidos da consciência colectiva (Durkheim). Ou seja, se o colectivo for anestesiado e deixar de considerar o suicídio como um crime, ou mesmo como um defeito moral — caberá então ao Estado definir os “critérios da liberdade do indivíduo” de se suicidar, e em função de interesses de conjuntura definidos pela elite gnóstica esquerdista.

Domingo, 13 Maio 2018

O politicamente correcto mata

 

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