perspectivas

Quarta-feira, 16 Abril 2014

O Homem Novo da Esquerda

 

 

O Cristianismo, com a acção dos apóstolos de Jesus Cristo e, mais tarde, com a Patrística, anunciou o Homem Novo que era o cristão que se diferenciava dos pagãos. O que separava essencialmente o Homem Novo, ou seja, o cristão, por um lado, do pagão, por outro lado, era a ética. As éticas do cristão e do pagão eram diferentes — e isto para além de todas as considerações religiosas evidentes e das diferenças de mundividência.

Portanto, para o Cristianismo, o Homem Novo era aquele que assumia e interiorizava voluntariamente uma Nova Ética. Naturalmente que esta Nova Ética tinha uma relação estrita e directa com uma nova mundividência que, ao contrário do que parece dizer este papa (porque nunca sabemos exactamente o que ele quer dizer!), não eliminou hierarquias: antes, criou um novo tipo de hierarquia, não já baseada no poder material, mas na autoridade dos dignitários da Igreja que foi deduzida da Autoritas romana. Mas essa  autoridade emanava do povo cristão: por exemplo, os bispos eram eleitos pelo povo cristão! (¿você sabia disto?).

O filósofo Mircea Eliade escreveu o seguinte no seu livro “História das Ideias Religiosas” :

“(…) a fé inabalável e a força moral dos cristãos, a sua coragem perante a tortura e a morte, a qual foi admirada mesmo pelos seus maiores adversários (…)

Para todos os desenraizados do império (romano), para as vítimas de alienação cultural e social, a Igreja era a única esperança para alcançar a identidade e encontrar ou reencontrar um sentido para a existência. Visto que não existiam quaisquer barreiras sociais, raciais ou intelectuais, qualquer pessoa podia tornar-se membro desta comunidade optimista e paradoxal, na qual um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrava diante de um bispo que tinha sido seu escravo.

Muito provavelmente, nenhuma comunidade na História, nem antes, nem depois, conheceu uma igualdade, uma caridade e um amor entre irmãos tão grandes como aqueles que foram vividos nas comunidades cristãs dos primeiros quatro séculos.”

Essa “igualdade” cristã não significava “ausência de hierarquia”. A igualdade cristã era ontológica, o que não impedia que “um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrasse diante de um bispo”.


Em contraponto, para a Esquerda, o Homem Novo parece ser o ser humano biologicamente alterado. Leio aqui o seguinte:

O “homem novo”

Um dos campos onde a ideologia do género começa a ser imposta é nas escolas. Há planos para o efeito em vários países europeus, incluindo Portugal. Mas este é apenas um aspecto. Durante a polémica sobre a introdução da teoria do género no ensino em França, é de notar que o ministro socialista, responsável por essa pasta, afirmou que “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…” Assim se vê que o sonho de fabricar o “homem novo” se mantém vivo. Apenas se apresenta sob outras formas.

 

trans-humanismoA construção do Homem Novo da Esquerda tem pouco a ver com a Ética.

Quando o ministro socialista francês, o maçon inveterado Vincent Peillon, defendeu a ideia expressa segundo a qual “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…”, já não estamos a falar de ética: estamos antes a falar em separar o ser humano da sua biologia.

Para o marxismo clássico, o Homem Novo era também alguém que contrariava a natureza humana, mas nunca o marxismo clássico chegou ao ponto de negar a própria biologia. Ou seja, a Esquerda actual consegue ser ainda mais radical (no sentido de “eliminação de raízes”) do que o marxismo clássico.

Assim, o Homem Novo, para a actual Esquerda, é um conceito abstracto, é algo que não se pode encontrar de facto na realidade. Quando a Esquerda separa o ser humano, por um lado, da biologia, por outro lado, pretende fazer do ser humano uma abstracção — ou seja, algo que não existe na sociedade concreta e factual. O estatuto de “cidadania” passa a ser abstracto.

O “Homem Novo” da Esquerda não é construído a partir de uma diferenciação cultural com base em fundamentos éticos (como aconteceu com o Cristianismo), mas antes a Esquerda pretende construir esse outro Homem Novo a partir de uma transmutação biológica que consiste na recusa e negação da própria biologia humana. A recusa da biologia humana é já uma espécie de trans-humanismo: colocada face à condição humana, a Esquerda recusa-a terminantemente.

antinatural isabel moreiraNa medida em que, para a Esquerda, a “diferença” entre os seres humanos é sinónimo de “hierarquia”, então conclui a Esquerda que “a raiz do mal está na diferença” entre os seres humanos — ao contrário do que aconteceu com o Homem Novo do Cristianismo, em que a “igualdade” entre seres humanos era (e é!, ainda) ontológica e as suas diferenças eram consideradas como características intrínsecas da condição humana.

A própria agenda política eugenista da Esquerda (abortos selectivos, etc.) tem algo a ver com a identificação ideológica da Esquerda entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado. Uma criança nascida com uma deficiência é considerada como “um atentado natural à igualdade” entre os homens. E, por isso, a Natureza tem que ser negada no seu todo: “anti-natural, felizmente”, como diz a lésbica militante Isabel Moreira.

O que está a acontecer hoje, com o conceito de “Homem Novo” da Esquerda, é uma ruptura radical com a própria realidade material e ontológica. É uma postura radicalmente anti-científica. É a recusa da realidade (a “Grande Recusa”, de Herbert Marcuse 1). O que a Esquerda está a tentar fazer é induzir a toda a sociedade uma psicose colectiva: pretende transformar o cidadão comum, em geral, em um psicótico, para melhor poder controlar a sociedade e instituir um novo tipo de totalitarismo.

 


Nota
1. 

« Em “Eros e Civilização”, Marcuse sustenta que “a correlação freudiana repressão do instinto / trabalho socialmente útil / civilização pode, sem se tornar absurda, ser transformada na correlação libertação do instinto / trabalho socialmente útil / civilização”.

Pareceria, portanto que a libertação do homem não implicaria a abolição do trabalho. A “Grande Recusa” (designação inspirada no Manifesto do Surrealismo proclamado em 1924 por André Breton) consistiria no “protesto contra a repressão supérflua, na luta pela forma definitiva de liberdade — um viver sem angústia” (Ibidem, p. 121).

E a obra inteira tem como objectivo a demonstração de que a “auto-sublimação da sexualidade” destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em órgão erótico e o trabalho em jogo, divertimento ou espectáculo. Com o advento do puro Eros, ficaria destruída “a ordem repressiva da sexualidade procriadora” (ibidem, p. 137).

Mas não ficaria também destruída a capacidade humana de reprodução? »

Trecho retirado do Tomo XIV da “História da Filosofia”, de Nicola Abbagnano , § 865. Como podemos verificar, o conceito abstracto de “Homem Novo” da actual Esquerda é copiado literalmente do marxismo cultural ou utopia negativa.

Sexta-feira, 21 Março 2014

Na União Europeia, a democracia está moribunda

Filed under: Democracia em perigo,Europa — orlando braga @ 1:26 pm
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A União Europeia pretende perseguir e meter na cadeia cidadãos considerados “intolerantes”.

eu_flag-001Contudo, o conceito de “intolerância” é arbitrário: depende do critério dos ministérios da justiça de cada país. Em princípio, o leviatão europeu pretende perseguir e prender cidadãos que alegadamente defendam “ideologias totalitárias”: trata-se do totalitarismo do leviatão europeu em exercício auto-justificativo, à moda da União Soviética. E é esta União Europeia que vem agora criticar a Rússia…!

A Igreja Católica vai ser obrigada a eliminar as epístolas de S. Paulo — nomeadamente aquelas que nos falam de “passiones ignominiae”, “usum contra naturam” et “turpitudinem operantes” (Romanos 1, 26-27) — , porque, de outra forma, os católicos vão ser metidos na prisão em razão de alegada “intolerância”. Ser católico, nesta União Europeia, já significa que se é um potencial presidiário.

Shopia Kuby, porta-voz da European Dignity Watch, diz que a nova directiva da União Europeia “revela um arquétipo mental totalitário” por parte dos dirigentes da União Europeia. Caso o documento seja adoptado pela União Europeia, diz ela que “pode levar a situações em que acusações vagas e ilegítimas são levantadas contra indivíduos ou grupos sociais”.

Quinta-feira, 13 Fevereiro 2014

O abismo moral da Europa e o Totalitarismo Jurídico

 

A ética de John Locke pode ser resumida em três pontos essenciais:

1/ O Criador do universo, na sua condição de criador, exerce um poder e um direito de propriedade sobre tudo o que Ele cria.

2/ Os direitos humanos não são mais do que a contrapartida daquilo que a Lei Natural — que decorre dos direitos de propriedade do Criador — impõe ou impede que se faça aos outros.

3/ O útil não é o fundamento da lei jurídica nem a razão pela qual esta obriga, mas antes é a consequência da observância da lei.

No primeiro ponto, qualquer teoria que reclame o “direito à propriedade do meu corpo” é recusada; o corpo não é meu. O aborto e suicídio são faltas, não só à luz da Lei Natural como à luz do Direito Positivo.

No segundo ponto é recusada a ideia segundo a qual os direitos humanos são aquilo que a política de cada espírito do tempo quiser que sejam, e ao sabor das modas.

O terceiro ponto defende a ideia segundo a qual a utilidade decorre do cumprimento da lei e tendo em conta os dois pontos anteriores — e não é a utilidade que fundamenta ou condiciona a feitura das leis: o que é útil é a consequência da existência de leis, mas não é aquilo que é útil que deve ser o critério fundamental de construção do Direito Positivo.


Naturalmente que haverá sempre alguém que pode dizer que “não há prova de que exista um Criador do universo”. Porém, a ausência de prova é apenas uma prova de ausência, e nada mais do que isto; este argumento não é logicamente válido. E, por outro lado, só um estúpido ou um “cientista” actual não concordará que o universo deve ter uma causa; e a essa causa convencionou-se chamar de Criador ou Deus.

Eu, que vivo no século XXI, considero que essas três premissas da ética de John Locke continuam válidas — não porque simpatize necessariamente com elas, mas porque a razão e a lógica me compelem a aceitá-las como válidas. E mesmo que haja por aí alguém que não simpatize com essas três premissas, tratar-se-á de puro gosto pessoal, mas dificilmente poderá argumentar racionalmente contra elas.

Uma coisa é aquilo que eu gosto; e outra coisa, diferente, é aquilo que o raciocínio me obriga a aceitar, mesmo que não gostemos de aceitar essa coisa. Segundo John Locke, e com razão, uma coisa é o direito como regra de acção obrigatória e que é criadora do laço do direito; mas outra coisa diferente é o direito como puro poder de uso ou usufruto. O meu corpo não é meu: apenas tenho o direito de uso ou usufruto do meu corpo.

“Pelo vínculo do direito deve entender-se o vínculo da lei natural segundo o qual todos são obrigados a pagar uma dívida natural, ou seja, a cumprir o dever natural que lhe incumbe em razão da sua natureza própria ou de sofrer a pena em caso de delito.” — John Locke, Essays on the law of nature, VI, 181, Oxford University Press, 1986

eutanasia-webO que me espanta, até à incredulidade, é que estas três premissas de John Locke, que fundamentaram o Direito Positivo ocidental até há pouco tempo, estejam a ser colocadas em causa pelo Direito europeu. Desde logo, o Direito Positivo europeu actual coloca o útil como pressuposto da feitura das leis — por exemplo, a recolha de órgãos humanos está na base da lei da eutanásia a “pedido do cliente” da Bélgica e na Holanda. Depois, o Direito Positivo europeu defendido pelo Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” assenta exclusivamente em um critério de liberdade negativa do indivíduo, fazendo de conta que a liberdade positiva não existe — por exemplo, “casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, “barriga de aluguer”, procriação medicamente assistida para toda a gente, e outros “direitos” a torto e a direito.

Podemos afirmar, de uma forma objectiva e baseada em factos insofismáveis, que a Europa está em decadência acelerada. Não se trata aqui de pessimismo da minha parte. Não há um fundamento racional para o que se está a passar na Europa em matéria de Direito Positivo. Já não existe uma base lógica e racional para as leis que se fazem na Europa senão um critério de pura utilidade que torna as leis arbitrárias e dependendo apenas e só da moda de cada época.

É perfeitamente racional que possamos supôr que toda e qualquer irracionalidade traduzida em lei passa agora a ser possível na Europa: e essa irracionalidade e arbitrariedade jurídica traduz-se em um Totalitarismo Jurídico — uma nova forma de totalitarismo ou de fascismo.

Quinta-feira, 17 Outubro 2013

Um exemplo da narrativa puritana, falaciosa e totalitária da Esquerda radical

 

“O Ministério Público iniciou uma investigação a vários altos dirigentes políticos e económicos (é quase o mesmo) angolanos.

Apesar de alguns serem conhecidos por um enriquecimento que nem os cargos públicos que ocupam, nem fortunas de família podem explicar, e que muitos dos seus negócios passam por Portugal, ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento. Isso, apenas aos magistrados responsáveis por este processo diz respeito.”

E mais adiante, escreve o radical Daniel Oliveira:

“Que não se enganem os angolanos: a razão porque o governo português pede desculpa nada tem a ver com respeito por eles ou pelo seu governo. É pura necessidade. Há um Portugal que precisa do dinheiro dos angolanos. E, movido pela necessidade, quer agradar ao seu ditador e aos que roubam ao seu povo.”

dabiel oliveira chePrimeiro, o Daniel Oliveira começa por dizer que “ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento”, ou seja, ninguém sabe se existem indícios suficientes de crime para sustentar uma acusação.

Mas logo a seguir, o pristino marxista, vetusto totalitário e puritano Daniel Oliveira diz que os portugueses querem “agradar ao ditador” (refere-se a José Eduardo dos Santos, presidente da república de Angola, que foi eleito pelo povo angolano) “e aos que roubam o seu povo”.

Portanto, fiquei sem saber se, afinal, “as investigações” do Ministério Público português, em relação a determinados representantes da ruling class  angolana residentes em Portugal, tem, ou não, fundamento — porque os dois raciocínios não podem ser colocados em conjunto sem se cair na falácia lógica da interrogação, por exemplo:

Pergunta o polícia ao cidadão detido: “¿Onde é que escondeste o dinheiro que roubaste?”. O polícia não sabe se o cidadão roubou de facto, mas sempre vai perguntando e acusando-o de um crime, e sem estar fundamentado para fazer essa acusação implícita. O marxismo é isto!

Sexta-feira, 11 Outubro 2013

A União Europeia é um manicómio

 

A liberdade não é para malucos. A maioria dos políticos europeístas ficaria muito bem internada em um manicómio de alta segurança.

human heart web 300Por um lado, os deputados do parlamento europeu pretendem abolir o direito à objecção de consciência em relação ao aborto e transformá-lo em um “direito humano”; mas, por outro lado, os mesmos deputados do parlamento europeu pretendem que o aborto selectivo — também chamado “genricídio” na novilíngua de pau — seja proibido.

Ora, se o aborto é um “direito humano”, por que razão não se pode abortar um feto em função do seu sexo?! Estamos perante loucos que induzem os povos da Europa em estimulação contraditória que, por sua vez, pretende impor a todas as sociedades uma dissonância cognitiva.

Nós, portugueses, e os cidadãos dos países da Europa em geral, estamos a ser governados por loucos. É gente que perdeu a razão, completamente demente e desaparafusada dos miolos. Diria mais: a Esquerda europeia, na esteira do Partido Socialista de François Hollande controlada pela maçonaria, é a hipostasia coetânea do nazismo: em cada socialista podemos ver um nazi esconso mas actual.

Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, permita que um dia os portugueses possam sair desta União Europeia pelo seus próprios meios e tão breve quanto possível. Viver na União Europeia é uma experiência imoral; e o simples facto de termos que aturar malucos alcandorados no Poder, é uma provação que Deus terá em conta por intercessão de Nossa Senhora e do Seu Filho.

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Terça-feira, 2 Julho 2013

Ministro socialista francês defende uma “religião republicana” oficial do Estado

Quando o muro de Berlim caiu, pensámos que o inferno tinha acabado; mas o que aconteceu depois foi que o jacobinismo radical maçónico e o Positivismo do século XVIII de Augusto Comte ressurgiram e estão a tomar conta da Europa.

O ministro da educação da França socialista de François Hollande, Vincent Peillon, lançou um livro com o sugestivo título: “A Revolução Francesa Não Está Ainda Terminada”. Se a moda pega, vamos ver os republicanos socialistas portugueses, como por exemplo, Manuel Alegre e companhia limitada, a medir as cabeças dos jesuítas para tentar apurar a sua inferioridade ontológica.

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Republicanos portugueses medindo a cabeça de um jesuíta, para tentar perceber o atraso mental

O alvo do ministro francês e dos Khmers Rosa de François Hollande é a Igreja Católica. E a forma que o ministro encontrou para combater a Igreja Católica é a politização da escola, tal qual os estalinistas e maoístas fizeram no passado infernal que julgávamos ter tido um fim com a queda do muro de Berlim. Eis que se ergue um novo muro da vergonha na Europa, desta vez um muro da irracionalidade maçónica e jacobina.

O grande problema da democracia na Europa é que este tipo de gente chega ao Poder sem revelar ao povo, a priori, o tipo de ideologia que defendem; e só depois de eleitos revelam o verdadeiro cariz do seu pensamento político. Neste sentido, podemos dizer que a democracia foi subvertida na Europa.

O ministro francês defende a ideia segundo a qual a religião cristã – neste caso, a católica – deve ser substituída por uma “religião republicana” de Estado cujo fundamento é o laicismo. Segundo o ministro dos Khmers Rosa ,

“a revolução implica o esquecimento de tudo o que precede a revolução. E aqui a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve erradicar , do aluno, todo o seu legado pré-republicano e ensiná-lo a ser um cidadão. É como um novo nascimento, há uma transubstanciação que opera, na escola e pela escola, a nova igreja com os seus novos sacerdotes, a nova liturgia e a nova tábua dos mandamentos da lei”.

Este tipo de discurso é messiânico e clama por uma metanóia (de tipo hitleriano ou estalinista), por um lado, e por outro lado parte do princípio de que é possível a qualquer um construir uma religião como a cristã meramente através da acção política. Esta gente não compreende o fenómeno do Cristianismo e transforma-o em uma mera ideologia política substituível por qualquer outra. Hitler, ou Lenine e Estaline não poderiam estar mais de acordo com os Khmers Rosa de François Hollande.

Ou seja, estamos em presença de germes de um novo projecto político totalitário na Europa equivalente ao comunismo ou ao nazismo. Como é evidente, uma religião implica a existência de fé, de rituais, de dogmas, do sagrado e do profano. E os totalitarismos do século XX foram caracterizados por uma qualquer fé dogmática imanente (que ultrapassa a simples crença) e de rituais políticos; a elite política revolucionária foi transformada no sagrado da religião política imanente, e o profano era tudo o que se passava nos “passos perdidos” da política, ou seja, no recato recôndito do lar.

Nunca foi tão urgente ler Eric Voegelin como agora.

Domingo, 5 Maio 2013

É para acabar com os tabus

“New Zealand became the 13th country to legalise same sex marriage two weeks ago.

This week the Anglican Bishop of Auckland is being taken to the Human Rights Tribunal over allegations he is discriminating against a gay man who wants to become a priest.

Right Reverend Ross Bay (pictured) has been accused of preventing a gay man entering the Anglican Church’s training or discernment programme for priests because he is unmarried and in a sexual relationship with his male partner.”

Via : Man in active homosexual relationship who wants to become priest takes bishop to human rights tribunal for ‘discrimination’

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Revivendo a história em Berlim da década de 1920

Filed under: Europa,Ut Edita — orlando braga @ 9:56 am
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Hoje não podemos falar de esquerda e de direita, senão de liberais de esquerda e liberais de direita. A política foi reduzida ao liberalismo que, – tanto o de esquerda como o de direita – em nome da liberdade, tende a colocar o cidadão isolado face ao Estado.

O facto de os liberais de direita exigirem um “Estado mínimo” (para além de ser a única diferença relevante em relação aos liberais de esquerda, porque quase em tudo o resto estão de acordo) não significa que eles não defendam a pulverização e a atomização da sociedade em presença desse “Estado mínimo”. Pelo contrário, o argumento da defesa do Estado mínimo é contraproducente no contexto ideológico e político liberal de direita, e em termos práticos a atomização da sociedade levará inexoravelmente, e a seu tempo, ao “Estado máximo”.

” (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ? provisória ou duradouramente ? a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933)” — Edgar Morin

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Sexta-feira, 26 Abril 2013

Penas de prisão para os pais e mães portugueses?!

Recebi o seguinte email (ver imagem abaixo) segundo o qual o Partido Socialista, em conluio com o Partido Social Democrata de Passos Coelho, pretende fazer passar, por decreto da assembleia da república, a adopção de crianças por pares de homossexuais e com as seguintes medidas adicionais (sic):

  • Normalização (da homossexualidade) da sociedade que (as crianças) a partir dos 3 anos leva com “doutrinação” LGBT para acolher “todos os tipos de famílias” e para serem as crianças desde o infantário sejam “mais inclusivas”;
  • Orfanatos Católicos, que vão de ter de dar as crianças se não estarão a infringir a lei ;
  • Da Creche à faculdade : novos cursos e “mamas” para todo o Esquerdista, Liberal, que pretenda vender a alma para doutrinar as “maravilhas do homossexualismo”;
  • Mudança dos Cartões de Identificação, e todos os documentos civis de “Pai e mãe” para “parente 1″ e “parente 2″ ;
  • Prisão/multas para quem não quiser matricular o filho numa creche inclusiva, ou que não deseje que o filho frequente aulas de “inclusividade” – Propaganda LGBT

Como eu não tive conhecimento disto nos me®dia, agradeço a quem tenha informações que possam corroborar isto que as deixe ficar em comentário ou me envie por correio electrónico (endereço de email na barra direita).

adopção gay em portugal png web

O orgulho de ser moderno (2)

“Se a liberdade se cumpre em cada acto concreto, porque é uma possibilidade em cada acto e só nele, solicita uma ideia, decorre de uma inteligência. E isto tem que ser percebido por nós, (re)aprendido e exercitado e equilibrado por nós, para a podermos proporcionar às novas gerações.” — Via Rerum Natura

O ser humano age porque é livre, mas não é livre porque age. A liberdade humana é anterior ao agir. Em contraponto, um animal irracional é livre porque age: por exemplo, um cão é livre — mas não tem livre-arbítrio — na medida em que tem a sua liberdade de acção; mas um cão não pensa propriamente (embora se possa dizer de um cão que tem uma espécie de inteligência), e por isso não age porque é livre.

Só existe totalitarismo ou tirania quando a maioria — o povo — é animalizado (irracionalizado). E está em curso um processo de animalização e de irracionalização dos povos dos países da União Europeia.

A principal diferença entre os dois tipos de liberdade (ou autonomia) é a de que o ser humano é capaz de representar o objecto do seu desejo na ausência desse objecto e, portanto, o arbítrio do ser humano é livre — enquanto que um animal irracional (por exemplo, um cão) não é capaz de o fazer. O ser humano tem livre-arbítrio porque, nele, a vontade é o desejo [ou a paixão] informada pelo intelecto (ou seja, informada pela razão). [S. Tomás de Aquino].

Portanto, concluímos que a liberdade de um cão não é do mesmo tipo do da liberdade do Homem. Mas para o homem contemporâneo, a liberdade no ser humano é semelhante à liberdade de um cão, na medida em que, para ele, o homem é livre porque age. O próprio marxismo (e toda a filosofia de acção) é o corolário desta concepção irracional e contraditória de liberdade que tem origem em Kant: o marxista típico é livre porque age na sociedade (e por isso é que o conceito de liberdade de Sartre, por exemplo e entre outros, é paradoxal e auto-contraditório).

A partir desta primeira conclusão, podemos passar ao problema da liberdade humana propriamente dita (ou da autonomia).

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Sábado, 20 Abril 2013

A aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia

Por fim, alguém da classe política e da direita atreve-se a ser politicamente incorrecto. José Ribeiro e Castro arrisca-se a levar uma “bordoada” da irmandade aventaleira.

EURSS png webO anti-cristianismo (e não “cristofobia”, porque tal como uma fobia é irracional, o termo “cristofobia” é também irracional porque existe uma agenda política consciente e multilateral anti-cristã) é um fenómeno político multilateral; ou seja, não existe uma só forma de anti-cristianismo: antes, existem várias formas que se conjugam no mesmo esforço anti-cristão na Europa.

Em primeiro lugar, temos o laicismo radical promovido pela irmandade aventaleira (que apoia incondicionalmente François Hollande) que concebe a sociedade sob um modelo gnóstico, em que existe uma elite de eleitos Pneumáticos (que têm direito à sua religião e estão automaticamente “salvos”) e os Hílicos que são a maioria e que não têm direito à “salvação”. O avental jacobino é intrinsecamente fascista mas acoberta-se e esconde-se sob uma “política de direitos humanos”, mesmo que saibamos todos que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política, sob pena de se transformar, na prática, no oposto daquilo que defende.

Depois, temos as forças islâmicas (o globalismo islâmico) que trabalha afanosamente para a islamização da Europa. Em alguns países da Europa, a percentagem de maomedanos aproxima-se já do “ponto de singularidade” — que é o ponto a partir do qual a comunidade islâmica começa a exigir que as leis da Sharia sejam reconhecidas pelo Estado e funcionem em paralelo ao Direito Positivo em vigor.

Em terceiro lugar temos a plutocracia internacional, que tal como a irmandade jacobina e/ou aventaleira, pretende remeter as religiões em geral, e o Cristianismo em particular, para o “recato dos lares”, restringindo e mesmo proibindo a expressão pública dos cristãos. A plutocracia está preocupada como o aumento da população mundial (os poderosos sempre tiveram medo das famílias numerosas), e por isso existe uma agenda política clara de fomento de uma cultura de aborto e da anti-concepção, e da eutanásia mais ou menos coerciva, por um lado, e da promoção cultural da sodomia como alternativa politicamente correcta à necessidade de “vazão da libido”.

Por último, temos os herdeiros do marxismo que ainda “mexem”.

Os cristãos e o Cristianismo enfrentam hoje uma aliança poderosa entre quatro formidáveis potências: a aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia. Nunca a cristandade se tinha confrontado com uma ameaça desta escala. Que Deus tenha piedade dos cristãos.

Quarta-feira, 17 Abril 2013

Afinal, há ateus inteligentes

Brendan O’Neill, um ateu, editor de uma revista inglesa, denuncia a falta de senso crítico numa sociedade unanimista em relação ao “casamento” gay – e esse unanimismo tem origem no medo de não se alinhar com o politicamente correcto. “As pessoas têm medo” – diz o ateu Brendan O’Neill.


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Brendan O’Neil, um ateu inteligente

People feel forced to say they agree with gay marriage because campaigners have created a society where disagreement is “abnormal” according to an atheist commentator.
Brendan O’Neill, editor of online magazine “spiked”, said he has never encountered an issue in which the space for disagreement has “shrunk so rapidly”.

He said “critical thinking and dissenting opinion” have been sacrificed under pressure to accept gay marriage, the campaign for which is “extremely unforgiving” of disagreement.
When the commentator recently asked a British pop star whether he supports gay marriage, he said: “I want to say no… but I get so much stick already. So say ‘yes’. Definitely say ‘yes’”.

Mr O’Neill cautioned that constant pro-gay marriage messages on social media have shut down debate.
He said, “never mind convincing someone with reason; just heavy-handedly let them know it’s normal to support gay marriage, and thus presumably abnormal to oppose it.”

(…)

He said same-sex marriage has been “defined as a good by the upper echelons of society” and has its origins “among the elite”.

In February Mr O’Neill gave evidence to the Marriage (Same Sex Couples) Public Bill Committee, pointing out that the proposal to redefine marriage, “gives the state greater leeway to define the meaning of marriage – the moral meaning of it – which is something that it has not done previously”.
He also said the gay marriage campaign has been an “authoritarian” one from the beginning, restricting the ability of people to say, “I think same-sex marriage is ridiculous”.

Adenda: Resposta a este verbete, “Treta da semana (passada): ser contra“, pode ser lida aqui.

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