perspectivas

Sábado, 21 Outubro 2017

A igualdade doentia da Esquerda

 

O conceito de “igualdade” tornou-se doentio quando a Esquerda defende que o tarado sexual Harvey Weinstein tratou as mulheres de forma igual, alegadamente porque também tentou violar mulheres negras.

Ou seja, segundo a Esquerda, o Harvey Weinstein não é racista, porque não atacou exclusivamente as mulheres brancas — e porque, alegadamente, as mulheres negras também têm o direito a serem violadas.

Se temos que violar as mulheres, então que as violemos independentemente da raça, sexo, género, e orientação sexual. E ficamos todos contentes.

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Quinta-feira, 5 Outubro 2017

O burro Conraria ataca outra vez

 

Este texto do Conraria é inqualificável.

“Mas temos de obrigar os sexos a ser iguais? Não os podemos deixar ser diferentes? Não, não temos de os obrigar a ser iguais, mas também não temos de os obrigar a ser diferentes. Todos podemos concordar em ser a biologia um factor importante (basta olhar para as várias espécies de mamíferos), mas também é óbvio que a socialização é importante. Além disso, as sociedades humanas há muito que deixaram para trás o determinismo da biologia. Se assim não fosse, seriam os homens a usar saias, para arejar os seus órgãos genitais, que são externos precisamente para estarem a uma temperatura mais baixa do que o resto do corpo — razão têm os escoceses, portanto. Ou, usando outro exemplo, se, realmente, há razões biológicas para os homens serem mais criminosos do que as mulheres (justificando assim o facto de haver muito mais homens que mulheres nas prisões), não faz qualquer sentido não tentar contrariar a biologia por via da socialização e educação.”

O burro descobriu a pólvora; ademais, é professor universitário e escreve umas coisas.


As principais religiões universais (excepto o Islamismo, que não é propriamente uma religião, mas antes é um princípio de ordem política) não têm feito outra coisa, ao longo de milhares de anos, senão tentar contrariar a biologia por via da socialização e educação.

Mais: Aristóteles não defendeu outra coisa senão a educação como meio de “contrariar a biologia”. Os antigos gregos tinham a noção de Thumos que deveria ser controlado socialmente “contrariando a biologia”. Mas o grande burro reduz o problema de “contrariar a biologia” ao presente, como se não existisse humanidade nem civilização antes de o burro ter nascido.

“Contrariar a biologia” não significa (como diz o burro) que “as sociedades humanas há muito que deixaram para trás o determinismo da biologia”. Grande burro! “Contrariar um determinismo” não significa que o determinismo tenha desaparecido: significa apenas que o ser humano tem cultura; só um grande burro diz que se pode contrariar uma coisa que “se deixou para trás”, no sentido de essa coisa já não influir na Natureza Humana.

Se se contraria uma coisa, é porque ela existe e é um factor determinante da Natureza Humana.

“A civilização parece uma invenção de uma espécie desaparecida.” — Nicolás Gómez Dávila

Por exemplo: a repressão do instinto através do superego (Freud) é a condição de uma qualquer civilização. O instinto (o Thumos grego, no sentido de “paixão”, ou as características biológicas a que se refere o burro) tem que ser controlado ou contrariado, até certo ponto, para que possa florescer uma civilização.

“A natureza humana apanha sempre o progressista de surpresa.” — Nicolás Gómez Dávila

Terça-feira, 3 Outubro 2017

A Rita Silva Avelar, o feminismo e a emasculação do homem

 

A Ritinha escreve o seguinte:

« Nunca dizer que se deve fazer ou deixar de fazer uma coisa por se ser rapariga. Esta é uma das ideias reforçadas por Adichie no seu livro. O mesmo para os rapazes: a formação de estereótipos deve evitar-se na infância. Um dos exemplos dados no livro é o de cozinhar. "Saber cozinhar não é um conhecimento pré-instalado na vagina, cozinhar é algo que se aprende", escreve a autora”. »

Vamos ver a definição nominal de “estereótipo”:

  • Ideia, conceito ou modelo que se estabelece como padrão.
  • Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. = PRECONCEITO
  • Coisa que não é original e se limita a seguir modelos conhecidos. = LUGAR-COMUM

Quando a Ritinha burrinha diz que “a formação de estereótipos deve evitar-se na infância”, apenas defende a formação de tipos diferentes de estereótipos (quando comparados com os ditos “estereótipos tradicionais”: ou seja, ela não deixa por isso de defender a formação de estereótipos).

feminidade e feminismo-web

feminismo actual webVoltamos a cair no mesmo erro romântico da negação da metafísica: é que a negação da metafísica é, ela mesma, uma forma de metafísica. De modo análogo, a negação de estereótipos é uma forma de estereótipo; a negação de determinados padrões é, em si mesmo, um padrão. O que me admira é que os livros feministas sejam lidos por homens que se julgam “inteligentes”.

Todo o ser humano tem preconceitos (incluindo a Ritinha burrinha): a diferença está no preconceito negativo, que é aquele que se transformou em dogma, por um lado, e por outro lado o preconceito positivo que é aquele que está aberto à discussão. O feminismo aliado à Ideologia de Género (defendido pela Ritinha burrinha) assumem a forma de preconceito negativo, uma vez que se transformaram a “igualdade”, em dogma.

Naturalmente que “cozinhar é algo que se aprende”; por isso é que os melhores cozinheiros do mundo são homens (vá-se lá saber por quê !).

O problema tem a ver com a divisão de trabalho, ou com a forma como o trabalho é, ou não é, dividido entre o homem e a mulher. Por exemplo, está cientificamente verificado que uma das razões (senão mesmo a razão principal) da extinção do homem de Neanderthal foi a ausência da divisão de trabalho entre o homem e a mulher: a mulher Neanderthal acompanhava o homem quando este ia à caça, e por isso ela deixava a prole no acampamento (as crianças) abandonada e mal alimentada. A exumação de ossadas comprovou que — ao contrário do que normalmente acontecia com o homo sapiens que dividia o trabalho entre a mulher e o homem — as crianças de Neanderthal eram muito mal alimentadas por causa da ausência sistemática da mãe e da mulher.

Ou seja: o feminismo pretende transformar o Homo Sapiens em Homo Neanderthalensis: desejo muita sorte às feministas — por exemplo, com o advento do Islão na Europa; com jeitinho, converto-me ao Islão para combater o feminismo e para evitar a castração cultural do homem.

O homem idealizado pelas feministas é eunuco.

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« A justiça e a igualdade de direitos são conceitos reforçados por Nuria Varela em Feminismo para Principiantes. Nele, a autora explica que "o contrário da igualdade é a desigualdade, não a diferença; todos e todas somos diferentes e isso é maravilhoso nos seres humanos, mas o problema começa quando sobre essa diferença construímos desigualdades". E é por isso importante, e referindo-se aos filhos, "ensinar-lhes que não sejam indiferentes à injustiça e à desigualdade, para que sejam adultos solidários e comprometidos em tornar o mundo cada vez mais justo". »

A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas antes com desigualdade justa (Nicolás Gómez Dávila).

STOP-opressing-me-feminism-400-webA Ritinha burrinha confunde (como faz toda a Esquerda) “igualdade”, por um lado, com “identidade”, por outro lado. A Ritinha burrinha, mesmo que não tenha consciência disso, é comunista. A igualdade de direitos (ou igualdade cívica e política), isto é, a “igualdade perante a lei”, é diferente da “igualdade social” segundo Karl Marx que a Ritinha burrinha defende.

A “igualdade perante a lei” baseia-se numa ideia de igualdade natural entre os Homens (extenditur ad speciem humanam, et etiam feminis); isto não significa que todos tenham o mesmo Poder ou as mesmas características, mas que têm uma dignidade igual.

Em contraponto, a “igualdade social” que a Ritinha burrinha defende, pretende igualar os meios e as condições de existência, orientando-se em direcção a um igualitarismo totalitário.

O feminismo, à semelhança da Ideologia de Género, é uma ideologia totalitária.

A Ritinha burrinha — tal como acontece com toda a Esquerda — identifica “diferença” com “hierarquia”, quando ela diz que “construímos desigualdades sobre as diferenças”. Sem tirar nem pôr.

A Ritinha burrinha sacrifica a liberdade individual em favor da igualdade; e esse sacrifício da liberdade individual tem como alvo principal as características biológicas endógenas (em juízo universal) do homem enquanto indivíduo e pessoa.

Ela confunde igualdade e identidade — porque a igualdade parte do princípio de que os indivíduos têm uma natureza ou uma dignidade comuns, mas não que são semelhantes em todos os outros aspectos. Igualdade e diferença são, portanto, perfeitamente conciliáveis.

E mais: a Ritinha burrinha não concebe que seja possível distinguir a “igualdade”, por um lado, e a “justiça”, por outro lado: a desigualdade social (ou entre sexos) não é injusta em si mesma, só o sendo quando impede os indivíduos de usufruir os seus direitos naturais (não confundir Direito Natural e Direito Positivo). Perante a desigualdade injusta, impõe-se a “equidade” (entre sexos, por exemplo) , que não é a mesma coisa que “igualdade”.

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Sexta-feira, 29 Setembro 2017

Caro Manuel:

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:25 pm

 

Você tem um blogue: faça as suas críticas a partir dele, dê a cara, não se esconda pelas caixas de comentários.

Os seus ataques ad Hominem  nos comentários irão para SPAM.

Fico à espera (sentado) da sua coragem, e da expressão da sua inteligência superior. E já agora: bardamerda!

lobotomy

Quarta-feira, 27 Setembro 2017

A Raquel Varela e a Epistemologia da Justiça Social

 

Não é importante saber se a Raquel Varela tem uma qualquer (auto-proclamada ou não) autoridade de direito; o que importa é saber se ela tem autoridade de facto em um determinado domínio de uma qualquer discussão.

Ela diz que sim; que é uma autoridade de facto em economia e finanças.

¿Como funcionam hoje os cursos de ciências sociais e/ou humanidades?

Hoje, as ciências ditas “sociais” caracterizam-se pela Epistemologia da Justiça Social (por exemplo, com Boaventura Sousa Santos).

Primeiro, estipulam-se as conclusões a que se pretende chegar; essas conclusões devem ser paradigmas de inclusão social, igualdade identitária e económica, diversidade cultural, e bem-estar subjectivo do indivíduo, etc..

Depois de se definirem as conclusões a que devem chegar as investigações científicas, a Epistemologia da Justiça Social faz a análise dos dados (dos factos).

Se os dados estão em linha com as conclusões politicamente correctas definidas a priori, então os estudos e as investigações devem ser publicadas. Mas se a análise dos dados demonstrar que a igualdade económica é praticamente impossível, ou se os “dados forem intolerantes ou/e racistas” — então esses factos ou dados da realidade devem ser escondidos do público e rejeitados.

É assim que “raciocina” a Raquel Varela em termos de “ciência” — a mesma Raquel Varela que escreveu que as ciências sociais são tão exactas como é exacta a matemática.


É no contexto da Epistemologia da Justiça Social que a Raquel Varela escreve o seguinte:

“Parece que eu teria dito que a VW-Auto Europa não produz valor. Não disse, disse que não produz valor para Portugal, mas quero acrescentar algo – a AE é um custo para Portugal. E quando deixar de ser subsidiada ou pagar baixos salários (subsidiados indirectamente também) a empresa fecha portas aqui, semeando uma tragédia no distrito de Setúbal se o Governo não actuar”.

Em primeiro lugar, parece que a Auto-Europa é um “custo para Portugal”; e o corolário lógico da opinião da Raquel Varela é que se deve, desde já, fechar a Auto-Europa. Neste sentido, já percebo a acção destrutiva do Partido Comunista na Auto-Europa.

Em segundo lugar, a Raquel Varela parece pensar (digo “parece”, porque duvido que ela saiba o que significa “pensar”) que a Auto-Europa funciona em regime de Aperfeiçoamento Activo: manda vir todos os componentes do estrangeiro, só faz a montagem dos componentes, e depois exporta o produto acabado. Ou seja, segundo parece ser a opinião da Raquel Varela, só fica em Portugal o valor da mão-de-obra paga aos trabalhadores, e respectivos impostos sobre o trabalho.

Ou seja, segundo o “raciocínio” da Raquel Varela, o Parque Industrial da Auto-Europa também é um “custo para Portugal”, e também é subsidiado pelo Estado, porque provavelmente as empresas do referido Parque não pagam o salário normal francês ou alemão.

Eu sei que a Raquel Varela é boa peça (por enquanto), e por isso dá um certo colorido aos programas de televisão. Talvez seja boa ideia convidá-la para os programas de televisão com a condição de ficar caladinha.

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Terça-feira, 26 Setembro 2017

O desmanchar da feira

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:53 pm

 

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Quinta-feira, 21 Setembro 2017

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer que os animais entrem nos restaurantes

 

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Foto de Outubro de 1937. O senhor Jack Fowler, um mercador de carvão de Bedford, levava regularmente o seu cavalo a um bar de uma estalagem (o Balloon Inn) para uma cerveja e um jogo de dominó com os amigos.

Sexta-feira, 15 Setembro 2017

A imbecilidade não tem limites

 

“A Alemanha hoje é a Europa onde podíamos viver, caso a maioria dos países tivesse encetado as reformas que os alemães levaram a cabo com o socialista Gerhard Schröder.”

O Insurgente imbecil

O primeiro-ministro holandês recomendou a Jean-Claude Juncker que vá visitar um psiquiatra; mas o Jean-Claude Juncker é um romântico, e não um imbecil insurgente qualquer: neste último caso, não há psiquiatria que valha: é um problema genético.

Quando não se distingue a estrada da Beira, por um lado, da beira da estrada, por outro lado, não há cura possível. É congénito.

Quinta-feira, 14 Setembro 2017

O discurso de Jerónimo de Sousa na Auto-Europa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:21 am

 

Terça-feira, 12 Setembro 2017

My name is Zara

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:02 pm

 

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Segunda-feira, 11 Setembro 2017

Um socialista é como uma carraça, ou um fungo marítimo

 

A carraça dispõe de um vago sentido da luz que a leva a subir os ramos dos arbustos no sentido da luminosidade crescente, portanto, até à ponta do ramo. Uma vez chegada ali, a carraça socialista (passo a redundância) fica imóvel, se for necessário, durante anos a fio — à espera do cheiro do ácido butírico, o único sinal químico que ela é capaz de registar. Quando surgir este sinal, a carraça deixa-se cair, e tem boas hipóteses de acabar sugando o sangue de um animal até se encher: deste modo, a carraça socialista cumpre todas as tarefas necessárias como requisito para a sobrevivência da sua espécie.

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A biologia ensina-nos que a consciência é a consequência da mobilidade: devido à mudança de posição, um ser vivo tem de reagir mais rapidamente ao seu ambiente. O mesmo acontece com o socialista, no seu esforço de mobilidade rumo ao Poder: a evolução criou, no socialista, o cérebro que lhe garante o discernimento dado pela mobilidade.

Porém, logo que o socialista chega ao Poder, acontece-lhe o mesmo que ao fungo marítimo Porifera: ele está fixado, sem cérebro, a uma rocha, libertando, na reprodução, um pequeno ser vivo parecido com um peixe com cérebro; e este procura um bom lugar para se fixar. De seguida, logo que se agarra a um bom lugar, o socialista come o seu cérebro, visto que já não precisa dele para se movimentar em direcção ao Poder.

Sexta-feira, 8 Setembro 2017

Morreu um grande paneleiro

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 12:02 pm

“Pierre Bergé, ancien compagnon d’Yves Saint Laurent, homme d’affaires, mécène et militant de la lutte contre le sida, est décédé vendredi à 86 ans, quelques semaines avant l’inauguration de deux musées dédiés au grand couturier.”

Décès de l’homme d’affaires et mécène Pierre Bergé

 

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