perspectivas

Quarta-feira, 15 Julho 2015

¿Quais são as suas coordenadas políticas?

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:26 am

 

Eu fiz o teste e deu isto:

Political Coordinates

Segunda-feira, 13 Julho 2015

Eleições Legislativas 2015

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:11 pm

 

eleições-2015-web

Domingo, 12 Julho 2015

Para o esquerdalho, as aparências são certezas

Filed under: A vida custa,Passos Coelho — O. Braga @ 8:08 pm

 

Nunca simpatizei com Angela Merkel, mas é impossível não lhe dar razão perante a acção do ‪Syriza‬ na Grécia. De modo semelhante, sempre critiquei aqui Passos Coelho, mas a Esquerda tem o condão de nos fazer tolerar o que à partida nos pareceria intolerável.

“Uma fotografia de Laura Ferreira levantou celeuma. Não é a alopécia iatrogénica que me levanta qualquer questão, antes saber com que estatuto alguém que é cônjuge de um Primeiro Ministro do meu país integra a comitiva de uma visita oficial e já agora, tendo em conta esta tão importante medida de 2011, às expensas de quem.”

Com ou sem alopécia, de direita ou de esquerda

Repare-se como o esquerdalho parte do princípio indubitável de que a esposa do primeiro-ministro viajou a expensas do Estado: é uma verdade adquirida e assumida como princípio. E mais: é assumido que a esposa do primeiro-ministro viajou em primeira classe  — como se a criatura delatora estivesse dentro do avião e testemunhasse tudo.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa — mesmo que não saiba o que significa “alopécia iatrogénica” — usaria de maior prudência no juízo. Por exemplo, faria uma pergunta, e não uma afirmação. A Esquerda constrói certezas a partir de aparências, e quando as aparências não coincidem com os factos, desancam desalmadamente na realidade. 

Capa de hoje de um jornal grego

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:17 am
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capa-jornal-grego-web

Quarta-feira, 8 Julho 2015

É por ela

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:08 pm

maria-barroso-originalmaria-barroso-restauro

¿O que dirá o José Pacheco Pereira acerca da acção revolucionária do ministro grego Euclides Sókalotes?

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:43 am
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“O novo ministro grego das Finanças escreveu o esboço das propostas gregas num papel do bloco de notas de um hotel e apresentou-o esta terça-feira na reunião do Eurogrupo.”

→  Tsakalotos apresenta propostas escritas em papel de hotel

Já estou a ver o José Pacheco Pereira reverberar a sua posição contra os “neo-filósofos”, afirmando: “a diferença é que no tempo de Karl Marx não existiam hotéis de luxo”.

Segunda-feira, 6 Julho 2015

Saiu o Varoufucker, entra o Sakaloukos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:28 pm
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sakaloucos

A esperança esboroa-se perante tanta estupidez “monárquica”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:44 am
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Os monárquicos portugueses fazem lembrar as palavras de Afonso de Albuquerque, Vice-rei da Índia, na hora da sua morte: “Mal com os homens por amor d’ El Rei, mal com El Rei por amor dos homens. O melhor é acabar…”

Vemos em baixo, na imagem, um membro da comunidade da “Monarquia Constitucional” no FaceBook a dar razão a um texto que provocaria apoteose nos membros da comunidade “Monarquia Tradicional” no mesmo FaceBook.

fora-com-dom-duarte

Mas, se seguirmos a lógica das coisas, Monarquia Constitucional e Monarquia Tradicional são incompatíveis — porque a Monarquia Tradicional segue as ideias de António Sardinha que foi republicano durante a monarquia e que passou a ser monárquico na república. A coerência e a consistência de António Sardinha diz tudo acerca do tipo de “Monarquia Tradicional” que se defende em Portugal — para além de o próprio D. Miguel, irmão de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil), ter assinado, em 26 de Fevereiro de 1828 e sob palavra de honra, a Carta Constitucional, depois de já ter aceite a proposta do seu (dele) irmão para se casar com a filha de D. Pedro, D. Maria da Glória (para além da honra pútrida, o incesto permitido) e governar sob as leis liberais.

Se esta gente tivesse dois dedos de testa, nunca um adepto da Monarquia Constitucional subscreveria um texto que critica a Monarquia Constitucional; e nunca um adepto da Monarquia Tradicional pretenderia regredir ao Absolutismo Monárquico. Os “monárquicos” portugueses são revolucionários no pior sentido: no sentido histórico caracterizado pela pulverização política e ideológica iniciada pelo protestantismo no século XVI. Assim como a Esquerda se pulveriza em pequenos grupelhos, assim os “monárquicos” portugueses atomizam o movimento monárquico.

Depois de eu ter sido hostilizado e maltratado na comunidade “Monarquia Tradicional” no FaceBook, cliquei num botão e saí; e depois de verificar as incongruências da comunidade “Monarquia Constitucional” no mesmo FaceBook, voltei a clicar no botão. Perante tanta estupidez, há sempre um botão que nos ajuda.

¿Mas por quê tanta animosidade em relação a D. Duarte Pio?! Será por que ele vive no século XXI?

blog familia

Pior do que a utopia, é a ucronia: porque o utopista é um sonhador, a utopia é uma simples quimera ou a descrição concreta da organização de uma sociedade ideal — ao passo que a ucronia valida o contra-factual, o que é sinal de grave deficiência cognitiva.

Sábado, 4 Julho 2015

Richard Dawkins dá razão ao Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

 

O Ludwig Krippahl diz que não tem alma. Cada um pensa de si o que quiser. Convém contudo dizer que, segundo a ontologia aristotélica que influenciou o Cristianismo, os animais têm alma, embora não tenham espírito (autoconsciência). Mas não vale a pena explicar ao Ludwig Krippahl a diferença entre alma e espírito, porque teríamos que obrigá-lo a ler Platão e Aristóteles — o que é uma maçada, convenhamos! Escreve ele:

“O ADN dá-nos uma medida conveniente de distância evolutiva e, nessa, eu e o chimpanzé estamos equidistantes da aranha. Mas não é só o ADN que sugere que o chimpanzé e eu estamos mais próximos. A nossa anatomia é semelhante mas muito diferente da da aranha e partilhamos capacidades para resolver problemas, sentir afecto, aprender, comunicar e interagir em sociedade que nos afastam a ambos da aranha.”

dawkins-and-freud-webHá problemas que uma aranha resolve que não passam pela cabeça do macaco. Cada ser vivo (cada espécie) resolve os seus problemas. O que não devemos é confundir, por exemplo, o comportamento submisso de um cão, com “afecto” (como está hoje na moda); ou não devemos confundir “instinto” e “afecto” (por exemplo, o instinto maternal, que vemos nos leões ou nos símios, mas também no ser humano), nem devemos confundir “instinto” — que é próprio de todos os animais em geral— e “intuição” que é exclusivo do ser humano.

O Ludwig Krippahl concebe apenas a forma das coisas, e ignora ostensivamente o conteúdo delas.

Do ponto de vista do conteúdo do ser (e foi isto que o Padre Gonçalo  Portocarrero de Almada quis dizer), «a distância que vai do mais apto dos símios para o mais estúpido dos homens é infinitamente superior à que dista entre o mais evoluído dos primatas e o mais básico ser vivo» — exactamente porque a alma aristotélica, princípio de pensamento, privilégio e essência do Homem, dá acesso à liberdade e à moral.

O Ludwig Krippahl pensa que não: pensa ele que existe menos liberdade e menos moral numa aranha do que num símio. Para ele, um macaco tem mais liberdade e mais moral do que uma aranha. Ora, é aqui que eu divirjo dele e me aproximo do Padre Gonçalo  Portocarrero de Almada: nem a aranha nem o macaco têm liberdade e moral; e por isso é que estão ambos infinitamente distantes do ser humano.


Numa entrevista a uma revista1 , foi perguntado a Richard Dawkins o seguinte: “¿O senhor pensa que o ser humano poderia superar as leis da evolução?”. E Richard Dawkins respondeu assim:

“Sim, de uma maneira limitada; no entanto, importante para nós. Embora nós sejamos seres darwinianos, podemos olhar para o futuro. Podemos perguntar-nos em que sociedade desejamos viver. É uma sociedade na qual as regras são respeitadas, independentemente da forma que assumam num determinado país. Penso que isto é algo singular, algo anti-darwiniano, algo que nunca foi observado em nenhum outro ser vivo”.

Ou seja, Richard Dawkins constatou uma evidência: não é preciso qualquer demonstração através do ADN para chegar à conclusão a que ele chegou. Quando ele diz que há “algo (no ser humano) que nunca foi observado em nenhum ser vivo”, o que ele diz, de facto, é que «a distância que vai do mais apto dos símios para o mais estúpido dos homens é infinitamente superior à que dista entre o mais evoluído dos primatas e o mais básico ser vivo».

No entanto, o Ludwig Krippahl consegue ser radicalmente mais darwinista do que o Richard Dawkins — o que é obra! Isso não tem nada a ver com darwinismo: antes tem a ver com ideologia política que levou o Ludwig Krippahl a militante do partido “Livre”.

Com esta afirmação, foi o próprio Richard Dawkins quem revelou o ponto fraco da sua argumentação radical darwinista: ou somos escravizados pelos nossos genes e/ou pelo nosso ADN, ou então temos em relação a eles a liberdade de manifestar comportamentos que permitem a sobrevivência de toda a biosfera da Terra.

É precisamente porque o ser humano está infinitamente distante dos símios e das aranhas que tem a liberdade de proteger os símios e as aranhas.


Nota
1. revista alemã “Focus”, nº 39, 1996

Quarta-feira, 1 Julho 2015

A estupidez “filosófica” da Isabel Moreira

 

Uma pessoa tira um cursinho de Direito, auto-proclama-se “constitucionalista” graças ao nome público do paizinho, e passa automaticamente a ser líder de opinião política e me®diática. É o caso da Isabel Moreira.

“O lastro de Marx que me marca sem retorno, tão forte que faz de mim uma marxista, é a genialidade como contrapôs o progresso à natureza. A recusa de uma qualquer “ordem natural das coisas” e a defesa acérrima do progresso como antítese que espatifa a selva do acontecer como acontecer, ou do cada um por si, ou da não intervenção humana para mudar as suas condições, foi apresentada por Marx sem complacências.”

É BOM PORQUE NÃO É NATURAL

Parece-me que a Isabel Moreira não compreendeu Karl Marx. Karl Marx nunca contrapôs o “progresso”, por um lado, e “natureza”, por outro lado. Para Karl Marx, o conceito de “natureza” era concebido como “Estado de Natureza” e como sinónimo de “necessidade”. Ou seja, para Karl Marx, a oposição não era entre “natureza” e “progresso”, mas entre “Estado de Natureza” enquanto “necessidade”, por um lado, e “liberdade”, por outro lado.

A oposição marxista entre “necessidade” (ou Estado de Natureza) e “liberdade” serviu, durante muitos anos do curto século XX, para tentar definir uma ordem humana que seria estranha ao resto do universo. É neste sentido que podemos dizer que a visão marxista do universo se reduz ao mundo sub-lunar delimitado pelos satélites artificiais. Trata-se de uma visão anti-cósmica, e, por isso, gnóstica.

Para Karl Marx (via Engels), o “fim do reino da necessidade inaugurará o reino da liberdade”.

Segundo o marxismo, o Fim da História, ou seja, “a passagem do reino da necessidade ao reino da liberdade” (Engels, e não Karl Marx como diz a Isabel Moreira), será caracterizado pelo desaparecimento das necessidades oriundas da luta económica do homem contra o Estado de Natureza ou contra a necessidade (e não contra a Natureza enquanto tal). No entanto, Karl Marx admite que novas necessidades surgirão após esse Fim da História.

Mas, se é assim, teremos que admitir que é extremamente difícil saber o que significa “liberdade” — porque, neste caso, a liberdade passa a ser independente de qualquer princípio de causalidade: se a liberdade é independente de qualquer necessidade, segue-se que é impossível ter uma noção de “liberdade” que não seja puramente subjectiva e, portanto, anti-filosófica, anti-lógica e mesmo anti-científica.

Karl Marx via o “progresso” como uma lei da natureza.

E quando constatamos a existência de pessoas como a Isabel Moreira, verificarmos que basta uma geração de bárbaros para que o “progresso” vá pela pia abaixo. O conceito de “progresso como lei da natureza” define a estupidez da Isabel Moreira. Não me vou alongar sobre o delírio de Karl Marx, porque seria fastidioso para o leitor e para mim. Gosto pouco de falar sobre ideias de merda.


«O progresso económico como condição da igualdade, o progresso que recusa a lei do mais forte, por ter o mesmo substrato filosófico, é o mesmo que exige a ciência contra a “natureza”, os afectos e a sexualidade contra a “natureza da maioria”.»

Sinceramente, caro leitor, eu penso que Isabel Moreira deveria ser interditada; o problema é muito grave.

¿Como é que a ciência, que se funda na Natureza, pode ser “contra a Natureza”?!

isabel moreira-webA palavra “natureza” vem do latim “natura” e do verbo latino “nascor”, que significa “nascer”; e lembra-nos que a natureza é o que preexiste ao Homem: é aquilo que, na espécie humana, é espontâneo e natural.

Mas a Natureza Humana não se reduz ao conceito de “nascer”; a sociedade, a técnica, tudo o que resulta da actividade humana é (sempre foi, desde o aparecimento dos hominídeos) natural ao homem (faz parte da Natureza Humana segundo Aristóteles).

A natureza ocupa, para os seres naturais, a posição do artesão para os objectos fabricados.

Não existe tal coisa como uma posição do artesão contra a matéria-prima utilizada para fabricar os seus objectos. ¿Já imaginaram o artesão ser contra a sua obra de arte?!


A Isabel Moreira tem um raciocínio contraditório: por um lado, diz-se de esquerda, marxista, contra a necessidade (embora a favor do determinismo marxista, o que é uma contradição em termos), e progressista; por outro lado, assume uma mundividência cartesiana.

Segundo Descartes (mecanicismo) a ciência deveria organizar-se segundo as leis da técnica que é considerada “modelo da natureza”: os animais (incluindo o ser humano) são máquinas, as funções fisiológicas são análogas à acção de tubos, roldanas e molas… Esta concepção têm como corolário a ideia segundo a qual a natureza é inteiramente domável (cientismo): conhecer as suas leis é dominá-la, tal como o objecto técnico é dominado (mas a Isabel Moreira é contra o conceito de “domínio” !), para a colocar ao serviço dos interesses humanos.

Diz Descartes : “poderíamos tornar-nos donos e possuidores da Natureza” (mas a Isabel Moreira é “ecologicamente pura”!). Para Descartes, apenas o Homem pode dominar a natureza porque conhece o determinismo das leis da natureza: ao mesmo tempo que reconhece e aceita o determinismo cartesiano, a Isabel Moreira recusa o determinismo cartesiano. Aquela criatura não pensa: diz umas coisas.

Assim como o nosso corpo já não se satisfaz com a simplicidade das coisas originalmente “naturais”, os nossos desejos afastam-se das verdadeiras necessidades e o nosso amor-próprio leva-nos a banir a igualdade da nossa vida social (Rousseau).

Ou seja, o conceito de Isabel Moreira de “igualdade” em função da “ciência contra a natureza”, mesmo que fosse válido, é auto-contraditório — porque o afastamento da simplicidade natural (Estado de Natureza) é a causa das desigualdades sociais (como reconheceu Engels).

Com “marxistas” deste calibre, Karl Marx deve andar às voltas na tumba.

Karl Marx dizia que “o utilitarismo é moral de merceeiro inglês”. O marxismo é incompatível com o utilitarismo da Isabel Moreira. A Isabel Moreira é uma contradição nos seus próprios termos; é uma caricatura dela própria; mas os me®dia dão-lhe toda a atenção do mundo.


A ler: Publicação dramaticamente reaccionária. Chega-se a invocar a natureza.

É tudo uma questão de má-interpretação.

 

Quando o “papa Francisco” diz, na sua encíclica que “o capitalismo é mau” (confundindo propositadamente capitalismo e neoliberalismo), isso não significa que ele esteja a dizer que “o capitalismo é mau”: pelo contrário! Quem interpreta o “papa Francisco” desta forma incorre em propaganda política sem escrúpulos e oportunista.

“O senhor Bergoglio tem duas línguas, e os seus apologistas têm quatro”.Olavo de Carvalho

Domingo, 28 Junho 2015

Igualdade para todos, para que nós sejamos superiores

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:50 pm
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“Gonçalo Portocarrero de Almada defende que os caracóis não têm direitos. Nisso, estamos de acordo. Mas, quando tenta justificar porquê, lá se vai a nossa breve convergência. Escreve Almada que:

«A polémica questão dos direitos dos animais baseia-se num preconceito: o de que eles são como nós […]. É verdade que algumas pessoas, de tão brutas, parecem meros animais e alguns animais, ditos irracionais, parecem espertos e afectuosos. Mas são aparências que iludem, porque a distância que vai do mais apto dos símios para o mais estúpido dos homens é infinitamente superior à que dista entre o mais evoluído dos primatas e o mais básico ser vivo.»

Objectivamente, Almada está enganado. A diferença entre um chimpanzé e um humano é minúscula quando comparada à que separa o símio de uma aranha, por exemplo. Mais ainda, nós e os restantes primatas estamos todos equidistantes das aranhas. Mas o problema principal não são os factos. É o raciocínio acerca dos valores.”

Vamos ver.

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