perspectivas

Quinta-feira, 8 Dezembro 2016

O Argumentum ad Numerum dos amigos do papa Chico

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:36 pm
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O Argumentum ad Numerum  é uma falácia lógica semelhante ao argumento ad Populum, e consiste em dizer que quanto mais pessoas apoiam uma ideia ou uma proposição, então aumenta a probabilidade de essa ideia ou essa proposição estar correcta. Por exemplo:

“Depois que quatro Cardeais expressaram preocupações relativas às ambiguidades em Amoris Laetitia através da publicação do Dubia, o cardeal brasileiro Claudio Hummes os repreendeu dizendo eles estão sozinhos em suas causas”.

Cardeal Brasileiro ataca críticos de ‘Amoris Laetitia’: Nós somos 200 e eles só são 4.

Ou ainda:

“A maioria dos marroquinos defende a excisão feminina. Por isso, ser contra a excisão feminina é ridículo”.

Quarta-feira, 7 Dezembro 2016

O papa burrinho que pensa que consegue enganar o povo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:23 pm
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The “Who am I to judge?” pope recently told an interviewer that he has a hard time understanding why so many young Catholics worship in Latin on Sundays. “Why so much rigidity,” Francis asked. “This rigidity always hides something, insecurity or even something else.”

Ou seja, o papa Chiquinho é rígido em relação a uma certa rigidez que ele não gosta (por várias razões). Se a rigidez fosse aquela que o papa Chico gosta, não haveria problema com a rigidez.

A imposição coerciva de uma determinada dose de caos obedece sempre a uma certa ordem — assim como o “não-ser” é sempre uma forma de “ser”. Este papa é um intolerante (para além de ser um burro que nem uma porta!); é o papa mais intolerante desde o Concílio do Vaticano II.

Segunda-feira, 5 Dezembro 2016

¿O papa é herético? É!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:19 pm
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No habiendo logrado que los hombres practiquen lo que enseña, la Iglesia actual ha resuelto enseñar lo que practican. → Nicolás Gómez Dávila

papa-freak-web(Não tendo conseguido que os homens pratiquem o que a Igreja Católica sempre ensinou, a Igreja Católica actual — a do papa Chico — resolveu ensinar o que os homens praticam).

Ora, ensinar o que os homens praticam é fácil; não é preciso ser papa; para isso, nem precisamos da Igreja Católica: basta-nos a loja maçónica aqui do bairro, e uma em cada bairro.


Hoy pretenden que perdonar sea negar que hubo delito. → Nicolás Gómez Dávila

(Hoje, pretendem (na Igreja Católica) que perdoar seja negar que houve delito).

Para este papa, perdoar é negar o delito. Essa negação do delito é subliminar e melíflua na sua ambiguidade. Para negar o delito, este papa serve-se da tradição jesuítica da falácia casuística.

Nós, católicos, não devemos obedecer a este papa:

“Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo que é permitido resistir-lhe se faz mal às almas ou perturba a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja — é permitido, digo, opôr-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada.

Não é licito, contudo, julgá-lo em tribunal, impor-lhe punição, nem o depor, pois estes são actos próprios a um superior”.

– São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Capítulo 29.


Um bom católico não cumpre as ordens do papa Chiquitito e impede que a sua vontade seja realizada.

Quinta-feira, 1 Dezembro 2016

O Leonídio é burro que nem uma porta

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:46 pm
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Khadija_Arib“A Holanda juntou-se a França, Bélgica e Bulgária e está prestes a tornar-se o quarto país europeu a proibir a burqa e o niqab nos transportes e edifícios públicos.

(…)

É bem simbólico que a adopção da lei por 132 dos 150 deputados tenha sido anunciada por Khadija Arib, de origem marroquina e que preside o Parlamento. Trata-se de uma prova de que a Holanda é um país capaz de integrar os imigrantes, fiel, aliás, a uma tradição de tolerância religiosa que tem séculos e que beneficiou muito os judeus expulsos de Portugal.”

Nem burqa nem Niqab



Portugal expulsou os judeus, não por serem judeus (de raça judia, ou de religião judia), mas por serem hereges católicos.

A diferença da península ibérica (em relação ao resto da Europa) no tratamento dos judeus, residia no facto de os reis portugueses (D. João II e D. Manuel I) terem sido persuadidos a transferir o desejo de exterminação (normal já na Alemanha ou em Itália), para uma política de conversão compulsiva ao catolicismo, transformando assim um “problema de judeus” em um “problema de hereges” — o que levou à expulsão de hereges, e não de judeus de raça ou/e credo.

Oficialmente, o Reino de Portugal não expulsou judeus de raça ou credo: em vez disso, expulsou hereges católicos.


Se é certo que o Alcorão não fala especificamente em Burka ou Niqab (24:31), os Hadith (pregações do profeta) e a Sunna (actos do profeta) referem-se a ambas as vestimentas e recomendam o uso de ambas “conforme a consciência da mulher”.

Para que o leitor tenha uma ideia: o Alcorão (isto é uma analogia!) é uma espécie de Código Penal; os Hadith e a Sunna são uma espécie de Código de Processo Penal, ou seja, tornam mais específico, conciso e detalhado aquilo que é ambíguo ou impreciso no Alcorão (por exemplo, o versículo 24:31 do Alcorão).

Se seguirmos os Hadith e a Sunna, podemos afirmar que o Hijab, o Niqab ou a Burka são formas de vestir recomendadas pelo Islão (são todas recomendáveis e dependem apenas da consciência de cada mulher islâmica). Ou seja: a deputada holandesa de origem marroquina Khadija Arib não segue o Islão à risca.

Sábado, 26 Novembro 2016

Traduzir é interpretar; mas interpretar não é necessariamente uma exegese ou uma hermenêutica

 

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada escreveu a propósito de uma tradução da Bíblia de um tal Frederico Lourenço:

« Mais grave é, contudo, a sua tentativa de fazer da Bíblia o fundamento escriturístico de uma moral relativista, a opor à doutrina tradicional cristã que, pelo contrário, se baseia na objectividade e universalidade do bem e do mal. Segundo Lourenço, “uma das frases-chave do Novo Testamento” (pág. 360) é a afirmação de Cristo, reportada por João no seu Evangelho: “Eu não julgo ninguém” (Jo 8, 15).

Se se tiver em conta que Jesus Cristo dá a prioridade ao mandamento novo, que desdobra no preceito do amor a Deus e ao próximo, parece algo arbitrária a relevância dada, pelo tradutor, ao princípio por ele erigido em “uma das frases-chave do Novo Testamento”. Será que, deste modo, se pretende fazer crer que a verdadeira religião cristã a ninguém julga, não propõe nenhum credo de verdades reveladas, não compreende um código moral de condutas a realizar ou a evitar?! Se assim for de facto, o tradutor estaria a insinuar que a verdadeira Igreja de Cristo, ao contrário da católica, dever-se-ia abster de qualquer discurso ou atitude condenatória, em prol de uma teoria e prática subjectivista que, na realidade, se poderia reduzir ao moderno slogan “vive e deixa viver”. »

Em primeiro lugar, é irrelevante que o tradutor considere como vãs superstições ou fantasias, as crenças e as convicções dos católicos e cristãos em geral — se essas crenças influenciam a cultura intelectual ou antropológica a ponto de determinarem a orientação da História. A distinção entre a “subjectividade dos crentes”, por um lado, e a “objectividade científica” do tradutor e investigador, por outro lado, está hoje posta de lado, porque a alegada “objectividade do tradutor/investigador”, pretensamente agnóstico e neutro, não é senão outra forma (em outro nível) de subjectividade.

Em segundo lugar: quando se faz uma tradução (e, portanto, uma interpretação) há que ter em conta a diferença entre “transcrição fonémica”, que é a que transmite a percepção própria dos falantes de uma determinada língua, por um lado, e, por outro lado, a “transcrição fonética” que descreve a interpetação de um som, em detalhe, e em termos técnicos e linguísticos que os falantes dessa língua (muitas vezes) nem sequer têm consciência.

Os Antropólogos adoptaram as terminologias “-émica” e – “-ética” para distinguir o conhecimento ou a experiência dos falantes da língua em uma determinada obra a traduzir (a experiência “-émica” dos insiders da cultura antropológica), por um lado, contra conhecimento científico ou tradução de investigadores externos (no caso vertente, o Frederico Lourenço, ou o “-ético” dos outsiders), por outro lado.

Em relação à cultura bíblica (que tem cerca de dois mil anos), Frederico Lourenço é um outsider.

Este facto não constituiria nenhum problema se os leitores da tradução do Lourenço fossem capazes de distinguir entre os dois níveis de interpretação (a “-émica” e a “-ética”) — o que não me parece o caso: a tradução do Lourenço pretende contribuir (na linha ideológica do papa Chiquinho) para minar dois milénios de cultura “-émica” e antropológica da Bíblia.

Morreu uma das figuras mais sinistras que a História conheceu

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:07 pm
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Fidel Castro está no mesmo rol de gente crua como por exemplo Pol-Pot, Che Guevara, Lenine, Estaline, entre outros.

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Os políticos labregos portugueses (como é o caso do “emplastro de Lisboa”) criticam Salazar pela morte de Humberto Delgado; mas Fidel Castro foi responsável pelo assassínio de mais de 7.000 opositores políticos ao regime castrista cubano em 55 anos de repressão política (de 1 de Janeiro de 1959 a 2014).

emplastro de lisboa web

Terça-feira, 22 Novembro 2016

Diagrama político dos me®dia portugueses

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:58 pm
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diagrama dos merdia-web

Segunda-feira, 21 Novembro 2016

A esperança direitinha em François Fillon

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 12:11 pm
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A direitinha aposta na continuidade em França, mas com uma cara nova: François Fillon. Tudo como dantes, no quartel de Abrantes: só muda o nome do comandante.

A vantagem de François Fillon em relação a Sarkozy é a de não ter os “rabos de palha” que este tem; e a vantagem de François Fillon em relação a Alain Juppé é a de este último ser um candidato do sistema (tal como era Hillary Clinton). Mas em quase tudo, François Fillon será a continuidade da política de François Hollande.

A direitinha pensa que encontrou o candidato ideal: muda-se a cara, mantendo-se o cu.

François Fillon é uma espécie de Angela Merkel de França.

Os “católicos politicamente correctos” (passo a contradição em termos), eternos bem-pensantes, incapazes de reconhecer a origem do mal que os aflige e que eles denunciam — irão votar François Fillon. Mas a islamização da França irá continuar, sob os auspícios de François Fillon; a política de imigração será exactamente a mesma da praticada por François Hollande; e a política externa francesa pouco mudará, mantendo-se a aliança com Merkel na hostilidade a Putin (e agora, a Trump).

A possível eleição de François Fillon significaria “empurrar os problemas com a barriga”; e quanto mais tempo se adiam as soluções para os problemas civilizacionais que atormentam a Europa e a França, mais violentas serão essas soluções no futuro.

Quinta-feira, 17 Novembro 2016

¿O João César das Neves disse que o papa Chico não é marxista?!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:19 pm
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La última del Papa Francisco: "Las empresas no deben existir para ganar dinero"

papa-che- webSi la semana pasada el Papa Francisco comparaba el cristianismo con el comunismo ignorando el genocidio que acometió este régimen durante décadas, este jueves, el pontífice argentino carga contra los empresarios del mundo.

Aunque los comentarios con tintes anticapitalistas de Bergoglio son muy habituales en sus discursos, esta vez, el Papa no ha tenido pelos en la lengua al reunirse con las Asociaciones de Empresarios Católicos (UNIAPAC).

En su discurso, el pontífice argentino les recordó que considera que "el dinero es el estiércol del diablo" y sostuvo que las empresas "no deben existir para ganar dinero", sino "para servir".

Añadió que "todas las actividades humanas, también la empresarial, pueden ser un ejercicio de la misericordia" y reflexionó sobre "tres riesgos" que la actividad empresarial asume con frecuencia: "El riesgo de usar bien el dinero, el riesgo de la honestidad y el riesgo de la fraternidad".

En esta línea, Francisco aseguró que "la corrupción está generada por la adoración del dinero y vuelve al corrupto, prisionero de esa misma adoración". Para el Papa, "la corrupción es un fraude a la democracia y abre las puertas a otros males terribles como la droga, la prostitución y la trata de personas, la esclavitud, el comercio de órganos, el tráfico de armas, etcétera".

Jorge Bergoglio consideró que "una de las condiciones necesarias para el progreso social es la ausencia de corrupción" y dijo que favorecer esta, por "activa o pasiva, es ya comenzar a adorar al dios dinero". En ese contexto criticó el sistema de acceso al crédito que es "más accesible y más barato para quien posee más recursos, y más caro y difícil para quien tiene menos".

Sexta-feira, 11 Novembro 2016

A França está pronta para eleger uma mulher para presidente da república

 

Parece que os Estados Unidos não estavam prontos para eleger uma mulher; mas a França parece estar mais avançada e ser mais progressista: é provável que surja brevemente a primeira presidente da república francesa.

Marine d'arc web

Quarta-feira, 9 Novembro 2016

Jornalistas de todo o mundo: Fodei-vos!

Filed under: A vida custa,me®dia — O. Braga @ 5:41 am
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donald-trump-f

Terça-feira, 8 Novembro 2016

O Cristiano Ronaldo, o Rolando Almeida, e Nozick

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:20 pm
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O Rolando Almeida escreve aqui:

“Cristiano Ronaldo assinou novo contrato com o Real Madrid, o seu clube. Passa a ganhar cerca de 20 milhões de euros de salário por ano. Será moralmente justo? Deve o Estado intervir e cobrar mais impostos ao vencimento do Ronaldo para equilibrar a redistribuição da riqueza? Se o Ronaldo não é totalmente responsável pelo seu talento (pode ser hereditário) será justo ganhar mais que todos os outros que não podem competir pela lotaria da natureza em igualdade de circunstâncias? Vale a pena aproveitar a ocasião e perder 30 minutos a ver esta aula de Harvard com o professor e filósofo Michael Sandel”.

E depois segue o vídeo.


Ora bem. Michael Sandel é um comunitarista (não confundir com “comunista”), tal como, por exemplo, MacIntyre. Portanto, Sandel tem uma posição publicada contra Nozick e contra o libertarianismo. Mas, por outro lado, Sandel (como todos os comunitaristas, por exemplo, Alasdair MacIntyre, Charles Taylor, e até Michael Michael Walzer) também é crítico do utilitarismo nas suas diversas manifestações, incluindo John Rawls. O vídeo não apresenta a opinião de Sandel.

O libertarianismo parte do princípio do “I Own Myself” (“eu sou proprietário de mim próprio”); o princípio está errado, e por isso a teoria consequente está errada.

Eu só seria proprietário de mim próprio se eu fosse o criador (existencial) de mim mesmo; e mesmo que eu fosse o criador de mim próprio, a criação é limitação (o criador limita aquilo que é criado); porque a criação é transformar qualquer coisa em alguma coisa.

Mas o facto de eu não ser o proprietário de mim próprio não significa que eu seja propriedade de outro ser humano ou do Estado. Nem significa que o Estado possa alegar a “defesa da minha liberdade” tornando-me propriedade dele.

A única forma de ultrapassar este problema é pensar como Montesquieu: “Se Deus não existisse, teria que ser inventado” — porque a partir do momento em que Deus não exista, o Estado passa a ser o deus que é nosso proprietário (Rolando Almeida); ou então, na ausência de Deus, passamos conceber-nos a nós próprios como “proprietários de nós mesmos”, como pensam os libertários e Nozick.

A partir do momento em que o conceito de “propriedade” passa ter um cariz metafísico, torna-se mais fácil estabelecer o equilíbrio de interesses entre aquilo que é direito de propriedade do Cristiano Ronaldo, por um lado, e aquilo que é o direito de propriedade do Estado e da sociedade em geral, por outro lado.

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