perspectivas

Terça-feira, 21 Agosto 2018

Verdade, verdadinha…

Filed under: A vida custa,imigração — O. Braga @ 2:44 pm

 

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Agora já não se chama “vagina”: passa a ser “buraco frontal”

 

Na sua guerra contra a Natureza, a Esquerda pretende agora abolir o nome “vagina”, porque (alegadamente) o conceito de “vagina” é discriminatório em relação aos transgéneros.

Assim, a Esquerda pretende substituir o nome “vagina” por “buraco frontal”.

É assim que as esganiçadas do Bloco de Esquerda, por exemplo, passam a ter um “buraco frontal”.

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Sexta-feira, 17 Agosto 2018

O jornal Púbico é uma anedota (¿aquela pocilga ainda não fechou?!)

 

“O PÚBLICO continuará a ser o lugar onde todas as opiniões cabem, excepto as que promovam valores atentatórios ao nosso estatuto editorial, sejam o racismo, a xenofobia, a homofobia ou a apologia da violência.”

Os compromissos da Direcção Editorial


O anti-racismo fica muito bem ao jornal Púbico, mas nunca vi nesse pasquim uma só notícia sobre o racismo negro na África do Sul e acerca do ostracismo em relação aos brancos neste país (por exemplo, quando existe agora um partido político reservado exclusivamente a negros).

Ou seja, quando se trata de discriminar os brancos, o jornal Púbico é racista.

Em relação à “apologia da violência”: é crime. O incitamento público à violência é punível pelo Código Penal. Portanto, era o que faltava que o jornal Púbico não cumprisse a lei…

Em relação à xenofobia, parece que existe uma xenofobia boa e outra má; a má é a xenofobia portuguesa, porque, por exemplo, as xenofobias moçambicana e/ou sul-africana são silenciadas pelos me®dia, a xenofobia chinesa é tabu me®diático, e ninguém fala da xenofobia japonesa. O que convém ao jornal Púbico é seguir à risca as ordens dos plutocratas globalistas contra qualquer resquício da pátria portuguesa. E, portanto, tudo o que mexe é xenófobo.

Quanto à “homofobia”, até hoje não encontrei uma definição real do conceito. Se ser contra a homofobia é ser homófilo, convém então que todo o corpo redactorial do jornal público venha a terreiro revelar que “saiu do armário”.

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

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A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

Domingo, 5 Agosto 2018

O Figueiredo é maroto

 

Eu já sabia que os me®dia são marotos — quando noticiam (por exemplo) que o “violador exorcista” é sacerdote católico, escamoteando o facto de o referido “senhor Padre” ter sido expulso da Igreja Católica em 1972 (ainda antes do 28 de Abril de Troca-o-passo). Temos uma me®dia que esconde os factos a seu bel-prazer.

O que eu não sabia era que o Figueiredo também é maroto; um maroto grisalho.

Sexta-feira, 27 Julho 2018

O conceito de “sensibilidade natural” é uma treta ideológica

Filed under: A vida custa,animalismo,ética,Esta gente vota,Moral — O. Braga @ 5:19 pm

 

Publica-se aqui um texto do Marquês de Condorcet acerca da “misericórdia pelos animais” (Condorcet acreditava que o progresso é uma lei da Natureza, e inspirou Augusto Comte):

“Se uma criança está acostumada a ver os animais sofrer com indiferença ou mesmo prazer, o germe da sensibilidade natural, o primeiro princípio activo de toda a moralidade, é destruído e, mesmo no que diz respeito aos homens, é destruída neles toda virtude, sem a qual não são mais do que um cálculo de interesses, uma combinação fria da razão”.

Desde logo, ficamos sem saber o que é “sensibilidade natural”.

Na linha do romantismo de Rousseau, Condorcet acreditava que o bom selvagem ficava em paz com a natureza e com a humanidade, depois de comer um bom jantar. Porém, os descobrimentos do mundo demonstraram, por exemplo, que a “sensibilidade natural”, entre alguns povos arcaicos, se manifestava através de ritos religiosos de canibalismo (Mircea Eliade explica isto muito bem).

Afinal, a “sensibilidade natural” que o Condorcet via nas crianças do seu tempo não era tão “natural” quanto ele pensava — era, em vez disso, uma sensibilidade moral marcada pela cultura cristã. Mas ele acreditava que todas as crianças, do mundo inteiro, tinham uma sensibilidade semelhante (senão mesmo idêntica) à das crianças francesas — porque, alegadamente, essa sensibilidade seria “natural” (inerente à Natureza Humana e independentemente da cultura antropológica).

Portanto, Condorcet estava errado neste ponto. “Sensibilidade natural” não significa nada.

Por outro lado, Condorcet estava errado quando colocou, no mesmo plano de análise, os animais e os seres humanos:

“A misericórdia pelos animais tem o mesmo princípio da piedade dos homens”.

G. K. Chesterton escreveu o seguinte: “Onde houver culto e veneração dos animais, haverá sempre sacrifícios humanos”.

Basta estudar um pouco de História para saber que Chesterton diz a verdade: a relação entre o ser humano e os animais é muito complexa, e Condorcet simplificou o que é complexo em função de uma ideologia (aliás, Condorcet foi um dos “ideólogos” materialistas, que reduziram o ser humano a uma espécie de “matéria animada”).

Esta frase de Chesterton é hoje muito pertinente, quando se defende o aborto de um ser humano como um “direito humano”, ao mesmo tempo que os touros adquirem uma espécie de “direitos humanos”.

corridaDepois, “misericórdia” não é a mesma coisa que “piedade”, embora as duas palavras tenham origem no latim, e os dois conceitos actuais derivam claramente da cultura cristã.

O tal “princípio” ( que se refere Condorcet) seria o “mesmo” em uma sociedade atomizada (como é a actual), onde a coesão social fosse escassa, onde a solidariedade humana fosse parca. Ora, nós verificamos que nas sociedades rurais, onde os seres humanos vivem comunidade e onde a coesão e a solidariedade sociais são maiores, é exactamente onde existe, com maior proeminência, a tradição das touradas e da caça.

Ou seja, a quantidade de “misericórdia pelos animais” não é inversa- ou directamente proporcional ao volume da “piedade dos homens” em circulação na sociedade; não existe sequer um nexo causal evidente entre o grau de “misericórdia pelos animais”, por um lado, e a quantidade de “piedade dos homens” uns pelos outros, por outro lado — e tanto assim é que o revolucionário Condorcet foi vítima mortal dos seus próprios correligionários da Revolução Francesa. Parece que a “piedade dos homens” não se aplicou a ele e a milhares de outros homens: “A revolução francesa matou mais gente em apenas um mês e em nome do ateísmo, do que a Inquisição em nome de Deus durante toda a Idade Média e em toda a Europa” (Pierre Chaunu, historiador francês).

Não há nenhum “princípio” que coloque no mesmo plano as relações entre seres humanos, por um lado, e as relações entre seres humanos e os animais, por outro lado. Só podemos compreender este tipo de analogia se vindo de um romântico inveterado, ou de uma mulher.

Sexta-feira, 20 Julho 2018

Ainda não batemos no fundo…

 

“Estive no Canal Q a debater a interpretação histórica do nazismo. Creio que o racismo não foi a causa mas a consequência, a causa foi a crise de 29 e o temor da revolução por parte quer da URSS quer do SPD”.

Raquel Varela


“A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia”.

Raquel Varela


1/ a Raquel Varela deverá estudar melhor a Idade Média na Alemanha. Em Portugal e em Espanha, o “problema judeu” não foi um problema de “raça”: foi um problema de conversão ao catolicismo. Na Alemanha medieval, a situação cultural foi totalmente diferente.

2/ toda a gente tem direito a “comes e bebes”; longe de mim querer tirar o tacho à Raquel Varela. Que se refastele à fartazana à mesa do Orçamento de Estado.

Mas se “a História está sujeita a interpretações”, então segue-se que as ciências sociais (por exemplo, a História) não são tão exactas quanto as ciências formais (a matemática), ou mesmo quanto as ciências da natureza.

Ou seja: ao contrário do que a Raquel Varela disse, a separação entre ciências sociais, por um lado, e as ciências exactas, por outro lado, não é fictícia.

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Quarta-feira, 18 Julho 2018

Alexandria Ocasio-Cortez, o futuro brilhante da Esquerda americana

 

“A taxa de desemprego está baixa porque toda a gente tem dois empregos.”

(Alexandria Ocasio-Cortez)

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Domingo, 15 Julho 2018

Quando vejo mulheres destas, questiono-me sobre a diferença de inteligência entre membros dos dois sexos

 

MAFALDA COUTINHO
Este texto é inacreditável (ver ficheiro PDF, para memória futura). Depois de o ler, por uma fracção de segundo pensei que as mulheres têm uma grave deficiência cognitiva.

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O meu problema não é o de deixar de ver as “hot girls” nos jogos transmitidos pela televisão: o meu problema é o de saber o que vem a seguir a isto: ¿irão proibir os homens de olhar para as mulheres na rua?

Fico com pele de galinha e os pêlos eriçados quando se defende, na praça pública (embora no pasquim Púbico), que se deve proibir alguma coisa porque alguém exerce a sua liberdade de uma forma inócua: as “hot girls” são livres de se manifestarem nos estádios, mas as televisões devem censurar as “hot girls”. Ou seja, as feministas tratam as mulheres como sendo irracionais ou com cérebro de galinha, e por isso as feministas defendem a censura da expressão pública das próprias mulheres.

A ideia segundo a qual as “hot girls” são a causa de “assédio” nos estádios, só pode vir de uma mente com uma grave deficiência cognitiva. E, a julgar pelo que foi escrito por aquele supracitado galináceo, em um Mundial que teve muitas centenas de milhares de espectadores nos estádios, houve 30 casos de assédio. TRINTA CASOS.

As abéculas que defendem que as “hot girls” desapareçam das imagens de futebol, são as mesmas que defendem a violência da Ideologia de Género sobre as crianças através da manipulação política do Ensino e da educação.

A ideia segundo a qual se pode conduzir uma sociedade à perfeição e à “igualdade” por intermédio do Direito Positivo, só pode vir de atrasados mentais. As “elites” não aprenderam nada com o sanguinário século XX.

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Sábado, 14 Julho 2018

Portugal e os “intelectuais liberais”

Filed under: A vida custa,liberalismo — O. Braga @ 7:48 am

 

“Os intelectuais portugueses têm sido, de uma forma geral, estrangeiros em Portugal.”

— Agostinho da Silva


Este texto no Blasfémias é interessante: em primeiro lugar, porque não é comum que naquele blogue alguém dê algum ênfase à cultura antropológica (com excepção das duas senhoras que lá publicam); normalmente, os liberais portugueses (assim como os marxistas) reduzem a realidade inteira à economia.

Em segundo lugar, porque labora no erro português costumeiro e romântico (o Pedro Arroja também incorre neste erro, que o Fernando Pessoa criticou nas suas obras em prosa) segundo o qual “o que vem lá de fora, o que é estrangeiro, é que é bom”. E depois gera-se a “pescadinha de rabo na boca”: “nós não produzimos ideias porque somos pequenos; e somos pequenos porque não produzimos ideias”.


“Uma lista dos defeitos dos portugueses devia levar o político inteligente a elaborar um projecto de sociedade em que eles passassem apenas a ser características, ou quem sabe se qualidades.”

— Agostinho da Silva


A questão das afinidades entre diferentes culturas antropológicas, é muito importante — porque são essas afinidades conjuntas que forçam a cultura da civilização em um determinado sentido, o que não significa necessariamente que esse sentido seguido seja o melhor possível.

Assim como o progresso da ciência assenta em convenções acerca dos paradigmas a seguir (que podem ser falsos), assim a cultura da civilização (em que se insere Portugal) evolui segundo convencionalismos sobre o que é (alegadamente) positivo e negativo a cada momento da História. E esses convencionalismos são determinados por culturas que, podendo até ser rivais entre si, se valorizam umas em relação a outras — por exemplo, o caso da cultura empirista inglesa em relação à cultura romântica e apodíctica da Alemanha do século XIX, e vice-versa.


“Os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.”

— Agostinho da Silva


É certo que a produção intelectual portuguesa no século XX foi parca; até o Leonardo Coimbra (que foi ministro da Instrução na I República) emulou Bergson; em quase nada foi original. O mais original de todos até foi o Fernando Pessoa.

Atirar as culpas para cima do Salazar (como faz o blasfemo de serviço) é muito cómodo; dá muito jeito. Assim se enganam os pacóvios — porque a I República não fez outra coisa senão “importar ideias estrangeiras”, e ainda assim o país encontrava-se em um atoleiro miserável e endividado, em 1926, quando o “fassista” Salazar subiu ao Poder. Foi a “aceitação de ideias estrangeiras” que transformou o Portugal da I República em uma latrina do terceiro mundo. E depois dizem que “a culpa foi do Salazar”.

A penicilina foi descoberta na década de 1930 por Fleming (um britânico), na sequência das descobertas de Pasteur (um francês) — aqui está um exemplo das afinidades das culturas antropológicas diferentes de duas nações; mas ainda assim, alegadamente, a culpa da enorme mortalidade infantil foi do Salazar.

O problema de Salazar talvez tenha sido o de ter “importado ideias do estrangeiro” — só que foram importadas determinadas ideias em relação às quais o blasfemo de serviço não concorda. Salazar tinha nitidamente um pensamento de tipo hegeliano (romantismo alemão), que aliás estava na moda na Europa do seu (dele) tempo.


“Consiste o progresso no regresso às origens: com a plena memória da viagem.”

— Agostinho da Silva

Segunda-feira, 9 Julho 2018

Quando a “igualdade” incomoda a Fernanda Câncio

 

Será que a Fernanda Câncio sabe que os prémios para as e os tenistas do Grand Slam são iguais?

Ou seja, por exemplo: quem chega (por exemplo) a uma final ATP de mulheres, ou de homens, ganha o mesmo dinheiro.

Mas os jogos não são iguais: as mulheres jogam apenas 3 Sets, e os homens jogam 5 Sets — o que significa que os homens têm que suar mais tempo para ganhar o mesmo que as mulheres.

Quinta-feira, 21 Junho 2018

Não é preciso ter cérebro para falar

Filed under: A vida custa,comunicação social,me®dia,merdia — O. Braga @ 9:53 am

 

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