perspectivas

Sábado, 30 Abril 2016

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
Tags: , , ,

 

O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

mariana_mortagua_web

Quinta-feira, 28 Abril 2016

¿Por que é que a Raquel Varela não se dedica à História?

 

A Raquel Varela faz aqui uma confusão de grelos! Aliás, já desisti de tentar compreender o arquétipo mental da criatura.

“Existia em 1974 no sector industrial 1.246.000 de tipos, em 2011, 1.272.9 (mais portanto ligeiramente em 2011 do que em 1974!) e em 2015, já depois de uma sangria migratória e imobilização da capacidade produtiva 1.107.000. E escrevo sobre números brutos porque por força da tecnologia a produção de valor pelo mesmo número é muito superior…Ou seja o país está mais rico (outro grande mito, o de que somos um país pobre)”.

Vejamos aqui a análise de um economista:

“O Índice de Desenvolvimento Humano calculado pela ONU é o índice sintético mais utilizado para medir e comparar o desenvolvimento dos países. Foi calculado pela primeira vez em 1975 (normalmente, é calculado com dados estatísticos dos dois últimos anos, neste caso 1973, 1974).

Nesse ano existiam apenas 23 países com um IDH superior a Portugal (o IDH de 1975 não está calculado para a Alemanha, mas considerei ser superior ao de Portugal). Portanto, o Estado Novo deixou Portugal como o 24º país mais desenvolvido do mundo.

Em 2015 Portugal era o 43º país mais desenvolvido do mundo, segundo o mesmo indicador”.

Ou seja, Portugal era mais rico — em termos relativos, obviamente — em 1974 do que em 2015.

É óbvio que, ao longo de 40 anos, a economia portuguesa cresceu; mas não cresceu (nem de longe nem de perto) ao nível do crescimento verificado durante o Estado Novo (maldito Salazar! Faxista! Então, faxisto?!); e, entretanto, também se alterou o quadro político e macroeconómico: por exemplo, hoje não temos controlo sobre a política monetária, e a circulação de capitais é livre — o que não acontecia em 1974.

Portanto, dizer que o país é hoje “mais rico” quando o dinheiro foge a sete pés daqui para fora, só pode ser estupidez: um país “mais rico” teria a capacidade de ter uma Banca sólida. E isso só se faz com o afastamento radical de pessoas como a Raquel Varela da vida pública.

Mesmo que os números apresentados pela Raquel Varela sejam verdadeiros, o pico da indústria de mão-de-obra intensiva aconteceu na década de 1980 em Portugal; ou seja, o número de “tipos” trabalhando na indústria foi maior na década de 1980 quando comparado com os anos de 1974 e de 2011. Portanto, aconteceu de facto uma desindustrialização em Portugal.

Quarta-feira, 27 Abril 2016

O José Pacheco Pereira anda calado

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:06 pm
Tags: ,

 

Abruptamente, o abrupto abruteceu. Com jeitinho ele irá dizer que “já tinha avisado o António Costa e que não foi ouvido” (ninguém ouve o José Pacheco Pereira, e depois dá merda).

jpp-marx

O nominalismo da Esquerda

 

“O BE, especializado nestas temáticas, lembrou-se agora de propor que o ‘cartão de cidadão’ passe a chamar-se ‘cartão de cidadania’. E porquê? Porque o BE acha que “não existe qualquer razão que legitime o uso de linguagem sexista num documento de identificação obrigatório para todos os cidadãos e cidadãs nacionais”. Linguagem sexista? Mas quando se fala em ‘cidadão’ está-se porventura a pensar apenas nos homens? Só uma mente doentia podia ver nisso uma discriminação das mulheres. ‘Cidadão’ é um conceito, uma abstracção. Até por isso o cartão é ‘de’ cidadão e não ‘do’ cidadão”.

E as crianças senhor?


O José António Saraiva constata o óbvio: a incapacidade do Bloco de Esquerda na abstracção, o que caracteriza o nominalismo. O nominalista é essencialmente uma pessoa com défice cognitivo.

O nominalismo é a teoria segundo a qual “nada há de universal no mundo para além das denominações, porque as coisas nomeadas são todas individuais e singulares”. O Nominalismo nega a existência dos géneros e das espécies — nega a classificação abstracta da realidade — que, alegadamente, não existiriam senão em nome.

Alguns filósofos (realistas) sustentam um “realismo de significação”, dizendo: se a beleza é um nome que tem um significado geral, então, qualquer coisa como a “beleza em si” ou a “essência da beleza” existe na realidade. Mas o nominalismo dá a resposta inversa: os nomes apenas são etiquetas, graças às quais podemos representar concretamente as classes de indivíduos; as ideias gerais não têm um objecto geral: são abstracções (sem importância) obtidas por intermédio da linguagem.

Ou seja, o nominalismo defende a ideia segundo a qual as coisas ou objectos da experiência não têm realidade intrínseca fora da linguagem que as descreve.

Um dirigente do Bloco de Esquerda (em juízo universal), por exemplo, não consegue entender o conceito de “cidadão” como uma ideia geral (uma abstracção): a sua mente é anti-científica — porque só através da abstracção em relação a casos concretos é possível a elaboração das leis da ciência (por exemplo, as leis da gravidade são abstraídas do concreto e, em princípio, aplicáveis em qualquer ponto do universo. Sem abstracção não há ciência).

Em linguagem popular, diríamos que os dirigentes do Bloco de Esquerda, em geral, são burros.

Um dirigente do Bloco de Esquerda tem imensa dificuldade na categorização da realidade; e de tal forma que reduz a realidade social ao indivíduo. É certo que cada pessoa é única e irrepetível (como defende o Cristianismo), mas este facto não significa a negação das categorias a tal ponto que se oblitere o conceito de “juízo universal” — que é o que faz o Bloco de Esquerda.

O Bloco de Esquerda diz que o Baile de Roda Mandado é sexista e homofóbico

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:03 am
Tags: ,

 

O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta de lei no sentido de proibir o Baile de Roda Mandado, porque nele não existe igualdade entre géneros — por exemplo, não existe Baile de Roda Mandado com casais de gueis, o que é uma forma de homofobia; e os homens usam calças e as mulheres usam saias, o que é uma manifestação de sexismo.

(dica)

Terça-feira, 26 Abril 2016

Por detrás de um utopista socialista, esconde-se um sargento da polícia

 

“Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adopção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género.

Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas e a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes – embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia…

E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças”.

Eunucos



Quando a utopia se confronta com a realidade — neste caso, com a realidade social —, a realidade perde sempre.

Quando os ditos “conservadores” denunciam que uma determinada política esquerdista não funciona ou é contra-producente, essa denúncia é considerada pelos utopistas como sendo irrelevante; o que conta é a utopia: os factos, e mesmo o que é evidente, não contam. O que conta — para o utopista — é o compromisso total e absoluto com a utopia.

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo.

O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado “mau”, o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico.

Por detrás de um utopista, esconde-se um sargento da polícia.

Igualdade do Bloco de Esquerda: o Estado vai oferecer um helicóptero portátil aos coxos

 

“Agora, o que o Bloco de Esquerda propõe é que se dê à pessoa com deficiência “meios económicos para que possam contratar alguém que o auxilie nas tarefas da vida quotidiana”. É este “princípio de vida independente que queremos instituir”, sublinha o bloquista”.

Causas fracturantes do Bloco estão para durar

Para que mancos (e mancas) sejam iguais às pessoas (e pessôos) que não são mancas (e mancos), o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) propõe que o Estado (e a Estada) ofereça um@ mini-helicópter@ (ver vídeo ou vídea abaixo ou abaixa) a cada manquinh@ português (e portuguesa), para que assim não exista discriminação dos não-mancos (e não-mancas) em relação aos coxos (e coxas).

Para tal, o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) vai impôr a António Costa a inscrição de uma rubrica do Orçamento de Estado de 2017 com o nome “igualdade para os manquinhos e manquinhas, coitadinhos e coitadinhas”.

Quarta-feira, 20 Abril 2016

Sobre o salário mínimo nacional

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:38 am
Tags:

 

Eu penso que, em uma economia saudável, não deveria haver salário mínimo; mas uma economia saudável depende de uma cultura saudável, e esta depende de determinados princípios metafísicos e éticos que se reflectem na política e na economia (por esta ordem). Ora, Portugal não tem essa cultura saudável.

Uma das razões (senão a principal) por que temos cerca de 20% de eleitores que votam no Bloco de Esquerda e no Partido Comunista é a de que temos empresários de merda (em geral, salvo excepções). Ou seja, é a “Direita” que alimenta o “monstro”; são os patrões que, de forma indirecta, impõem o salário mínimo que tanto criticam.

Se fosse possível e legal, a muitos patrões portugueses, não pagar qualquer salário aos trabalhadores, não tenho dúvida que o fariam; há mesmo patrões que exigem que as pessoas paguem para trabalhar. Portanto, em um contexto de empresariado de merda em uma cultura do neolítico, não é possível prescindir do salário mínimo. Infelizmente.

Os filhos-de-puta voltaram a estar na moda

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
Tags: , , ,

 

Em 1978 saiu uma lei da Esquerda (apoiada pelo Partido Comunista e pelo Partido Socialista) que proibia os filhos de pai incógnito: todas as crianças teriam que ter pai conhecido. Entretanto, a Esquerda evoluiu: passou a defender a existência de filhos-de-puta.

Do ponto visto ético, a lei de 1978 não se pode aplicar, na medida em que o espírito da legislação é contraditório. O Estado não tem legitimidade para exigir que um homem assuma a paternidade de uma criança quando simultaneamente aprova a procriação medicamente assistida e as "barriga de aluguer" para toda a gente. Ou os filhos-de-puta são legítimos, ou não.

Segunda-feira, 18 Abril 2016

A Maçonaria e o aborto

 

Segundo a maçonaria, o aborto “é um símbolo do melhoramento do Homem e da sociedade em que os maçons trabalham”; o aborto é “um pilar da nossa sociedade”.

Eu pensei que, para os “humanistas”, o aborto fosse um mal necessário (como a guerra pode ser um mal necessário); mas não é: em vez disso, o aborto é “um pilar da nossa sociedade”.

Domingo, 17 Abril 2016

O liberalismo do Maltez

 

jm-liberal
Se o Maltez é favorável à livre circulação de bens, capitais e pessoas (ou por qualquer ordem diferente desta), embora regulados pelo Estado de Direito, então segue-se que ele é um conservador e não um liberal — a não ser que ele transforme o Estado de Direito em um mero meio, e não um fim em si mesmo, o que caracteriza o liberal.

Quando o Estado de Direito é um simples meio para atingir determinados fins, as normas (leis) podem ser (no limite) formatadas para servir quaisquer fins, incluindo a limitação da liberdade de circulação de bens, capitais e pessoas. O liberalismo enquanto ideologia política (não me refiro aqui à economia política liberal!) é auto-contraditório.

O liberalismo (enquanto ideologia) retira ao Estado de Direito o seu fundamento metajurídico, que é aquilo que está para além e antes da Constituição e que é fundamento desta. Quando a Constituição e as leis são inventadas discricionariamente pela elite liberal (sem qualquer fundamento metajurídico que se baseia na História e na tradição das diferentes sociedades), então o Estado de Direito é um simples meio para se atingirem fins muitas vezes inconfessáveis e imprevisíveis pela sociedade em geral.

Portanto, ou o Maltez é conservador, ou então  faz da ambiguidade sistémica um instrumento de afirmação política. E a ambiguidade é a arma dos fracos.

Segundo o conservantismo, a livre circulação de bens, capitais e pessoas deve-se sujeitar ao Estado de Direito, e não o contrário disto. Primeiro, o Estado de Direito; depois, a livre circulação de bens, capitais e pessoas.

E por isso não é possível qualquer tipo de regulação do Estado de Direito sem a nação (em primeiro lugar) e (depois) sem o Estado (ver definições). A ideia de que é possível regular seja o que for dentro da anomia de um leviatão europeu culturalmente descaracterizado, politicamente elitista e até não-democrático, é a antítese da liberdade política.

¿Como é que aquela criatura de Deus defende a liberdade política ao mesmo tempo que defende a construção de um leviatão europeu?! A liberdade política só é possível tendo como base o Estado-Nação; e Portugal é um Estado-Nação desde a sua fundação (dos mais antigos da Europa e do mundo).

O Maltez irrita-me, porque defende uma coisa e o seu contrário com tiques de uma genialidade auto-outorgada.

E depois utiliza simbolicamente a “paz perpétua” de Kant para justificar a sua (dele) visão ambígua da liberdade. A ideia de que um governo mundial garantiria a “paz perpétua” seria aceitável depois da guerra dos 30 anos (que dizimou a Alemanha) e até finais do século XVIII. Hoje sabemos que um governo mundial não imporá uma paz perpétua, mas antes uma paz podre, onde os relapsos políticos terão que se refugiar em Marte. O Maltez defende um totalitarismo global em nome da liberdade. É isto que me chateia, mas que toda a gente cala porque o homem vai à televisão.

O papa do sul que odeia o norte

 

papa-do-sul
Na sequência da sua visita à ilha de Lesbos na Grécia, o papa Chico escolheu 13 refugiados muçulmanos para acolher no Estado do Vaticano. Tratam-se de três famílias de refugiados sírios.

papa-freak-webHá aqui três comentários que eu quero fazer.

O primeiro: o papa Chico não usa o passaporte do Estado do Vaticano — ao contrário dos seus antecessores. Ele usa o passaporte argentino porque, segundo as suas próprias palavras, a Igreja Católica deve ser descentralizada e o Estado do Vaticano não faz sentido. Vemos aqui o homem ressabiado do hemisfério sul contra a História do mundo do norte. Mas se ele usa o passaporte argentino e se recusa a usar o do Vaticano, ¿por que razão ele utiliza o Estado do Vaticano para acolher refugiados?

Segundo: haveria certamente uma família cristã síria refugiada em Lesbos; o papa Chico poderia ter acolhido no Estado do Vaticano uma família cristã e duas muçulmanas, por exemplo; mas ele decidiu que as três famílias seriam muçulmanas. Vemos aqui, mais uma vez, o ressabiamento do homem do sul em relação à cultura endógena da Europa. Existe uma forte dose de sociopatia no papa Chiquinho.

Terceiro: o papa Chiquinho terá que construir uma mesquita no Estado do Vaticano (¿por que não na Praça de S. Pedro?) para que as famílias muçulmanas acolhidas por ele possam rezar a Alá.

Página seguinte »

O tema Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 765 outros seguidores