perspectivas

Sábado, 11 Julho 2020

A normalização da eutanásia: estamos a caminho da barbárie

Filed under: Esquerda,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 1:08 pm

eutanasia-velhariasO ex-deputado do PSD Manuel Correia de Jesus faz aqui (ler em ficheiro PDF) uma síntese do que realmente se passa com relação às ditas “causas fracturantes”, e nomeadamente em relação à normalização jurídica e consuetudinária do aborto e da eutanásia.

Convém dizer que Manuel Correia de Jesus já não se enquadra ideologicamente no PSD de Rui Rio; a julgar pelo novo normativo ideológico deste novo PSD “apêndice do Partido Socialista”, o Manuel Correia de Jesus passou a ser da “extrema-direita”; e o Bloco de Esquerda diria que ele é “fassista”.


« Em artigo publicado no Jornal da Madeira, edição de 20 de Maio de 2005, escrevi o seguinte:

Sob a capa da despenalização do aborto e com base em argumentos e dados estatísticos falaciosos, Sócrates levou a cabo uma completa liberalização do aborto, transformando-o num verdadeiro expediente contraceptivo à custa do erário público. Prometeu que, na regulamentação da lei, seriam tomadas medidas com vista a evitar, sempre que possível, a interrupção da gravidez, nomeadamente através do estabelecimento de um período de reflexão devidamente acompanhado por um médico, mas nada disso foi consagrado em termos adequados e, na prática, o aborto tornou-se verdadeiramente livre, com todas as consequências aos níveis da defesa da vida, do preenchimento do nosso défice demográfico e da organização e custos do Serviço Nacional de Saúde”.

O processo de destruição de valores e princípios, de ataque à família tradicional e de reforço dos poderes do Estado e consequente fragilização da sociedade civil, tem-se inspirado na agenda fracturante do Bloco de Esquerda, perante a passividade amoral e o voto decisivo do Partido Socialista. Tudo isto tem sido feito menos por convicção que por tacticismo, em obediência às cartilhas ideológicas das esquerdas e por motivos conjunturais de mero interesse político.»


Faltou (a Manuel Correia de Jesus) referir a cumplicidade (os idiotas úteis) do PSD ao longo de todo este processo político de destruição da tradicional cultura antropológica portuguesa. Não é só o Partido Socialista que deve ser responsabilizado; o PSD também é co-responsável (como podemos ver a postura do Rui Rio em relação à normalização da eutanásia).

Manuel Correia de Jesus fala em “liberalização da eutanásia”; eu vou mais longe: o que está em jogo é a normalização da eutanásia — assim como o aborto já foi normalizado (na cultura antropológica) como um mero acto contraceptivo.

A argumentação de Manuel Correia de Jesus é de tal forma clara e racional, que eu duvido que uma pessoa com um QI médio não a possa apreender — mesmo que se trate do QI mediano de um deputado ao paralamento.

No processo político de normalização da eutanásia, o doente “deixará de ter opção entre a vida e a morte, e passará a sujeito passivo do direito potestativo da pessoa a quem cabe executar a eutanásia”. Acrescenta o Manuel Correia de Jesus: o doente, “em vez de um direito, passará a estar submetido a uma verdadeira sujeição, em sentido jurídico”.

O passo seguinte da normalização da eutanásia é a invocação de uma pretensa “liberdade” de solicitação da eutanásia por parte de pessoas que não estejam em uma situação de doença terminal.

Esta fase do processo de normalização virá a seguir à legalização da eutanásia terminal (como já acontece na Bélgica ou na Holanda), em que pessoas com problemas do foro psicológico terão a “liberdade” de pedir para ser assassinadas pelo Estado — cabe perguntar: ¿se as pessoas estão malucas, onde está a sua “liberdade” para pedir a eutanásia?


eutanasia-cadeiras

Esta classe política irá certamente pagar, com língua de palmo, o que anda a fazer. Convém que alguém se dê ao trabalho de tomar nota dos deputados que votaram a favor da normalização da eutanásia. Essa gente (ou os seus descendentes) terá que ser punida.

Segunda-feira, 6 Julho 2020

Quando os utilitaristas se aliam à Utopia Negativa

Filed under: Esquerda,esquerdopatia — O. Braga @ 1:37 pm
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Maria Susana Mexia descreve aqui uma das vertentes do Pós-modernismo: o desconstrucionismo de Foucault.

escape-webOs Pós-modernistas — como por exemplo Jean-François Lyotard, Deleuze, Foucault, Derrida (os pós-modernistas são quase todos franceses), entre outros — são todos (literalmente!) marxistas frustrados com o resultado histórico da práxis marxista. Ou seja, não podemos separar o Pós-modernismo, por um lado, do marxismo, por outro lado; e sobretudo não podemos separar o Pós-modernismo e o marxismo cultural (ou Utopia Negativa) que o José Pacheco Pereira diz que não existe.

Não podemos separar o marxismo de Lenine ou de Trotski, e o marxismo de Lukács ou de Gramsci; e não podemos fazer de conta que não existiu uma influência ideológica de Gramsci em alguns membros da Escola de Frankfurt, nomeadamente em Marcuse. O que a professora de filosofia Maria Susana Mexia faz (no referido texto) é o estabelecimento de uma determinada relação ideológica objectiva que o José Pacheco Pereira diz que não existe.

A pergunta que podemos fazer é a seguinte: ¿por que razão a legalização da prática da eutanásia (por parte do Estado) foi defendida por gente tão diversa como (por exemplo) o comunista / bloquista João Semedo (que, por princípio e sendo marxista, não deveria adoptar o utilitarismo), e o utilitarista Rui Rio?

Do que se trata, neste caso, é de uma aliança circunstancial entre o utilitarismo (a estupidez pontifícia dos libertários que não passam de uns idiotas úteis) e o marxismo cultural (ou, se quiserem, o conjunto ideológico da “evolução” da Utopia Negativa até ao Pós-modernismo) que defende (por exemplo, através da Teoria Crítica) a dissolução (a qualquer custo e preço) da realidade social/cultural existente, na esperança do surgimento espontâneo (uma espécie de “mão invisível”) de uma nova realidade (a fé metastática) sublimada e purificada das cinzas da obliteração da realidade humana impura existente (a defesa neognóstica uma espécie de “escape” em relação à realidade).

Ou seja, o que o Bloco de Esquerda defende em matéria de eutanásia é objectivamente ideológico e profundamente pensado (é a guerra sem quartel contra a realidade cultural e metafisica existente); o que Rui Rio e outros idiotas úteis defendem nesta matéria é apenas produto de uma profunda ignorância.

Aconselho a leitura do texto de Maria Susana Mexia. E já agora, o José Pacheco Pereira que aprenda alguma coisa com ela, embora — lá diz o povo — “burro velho não tome andadura”.

Sexta-feira, 3 Julho 2020

A Gaja das Causas

 

GAJA DAS CAUSAS (SOCIAL JUSTIÇA GUERREIRA XXI)

Eu sou a Gaja das Causas (olá!)
E vou faltar a todas as aulas (ahn ahn)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (uuuuu)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (hmm hmm)

História não é comigo (ahn ahn)
Mas sei que o homem branco é o bandido (ya ya)
Racista, machista, fascista
E o meu jantar são pedras com alpista (hmmm)

Racista, machista, fascista
Queimar o porco capitalista (ai que bom…)
Não posso magoar animais (nao nao)
Só polícias, patrões e outros que tais (toma!)

Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)
Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)

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Quarta-feira, 1 Julho 2020

Fugiu-lhe o pé para o chinelo (estes filhos-de-puta votam!)

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia — O. Braga @ 11:38 am

¿Este Paul Krugman não é aquele guru do “economês” da Esquerda, que até teve direito a um Nobel?

Pois é.

Todo o esquerdopata educadinho, mais cedo que tarde, revela os seus instintos. Desta vez, e segundo o guru do Francisco Louçã, os idosos brancos da Florida são “supremacistas brancos” (clique na imagem).

paul-kugman-web

Terça-feira, 23 Junho 2020

Joe Biden representa perfeitamente o culto da pedofilia por parte da Esquerda

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Pedofilia — O. Braga @ 9:43 am

Quinta-feira, 11 Junho 2020

Caetano Veloso: ¿como é que se chama a um homem de 40 anos que “come” uma menina de 13 anos?

Caetano Veloso “comeu” uma menina de treze anos. ¿Será ele pedófilo? “Claro que não!”, segundo os tribunais esquerdistas brasileiros que consideram que um adulto que “come” uma menina de 13 anos não é pedófilo (ou coisa que o valha).

No contexto jurídico português, o Caetano Veloso teria apanhado alguns anos de cadeia; mas na república das bananas do Brasil, quem denuncia um caso gritante de pederastia é condenado pela “Justiça”.

caetano-veloso-pedofilo-web

Segunda-feira, 1 Junho 2020

Isto aqui é uma orquestra, quem diz o contrário é tolo…

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,extrema-esquerda — O. Braga @ 9:39 am

Quarta-feira, 27 Maio 2020

A Esquerda e a falsa dicotomia da necessidade do confinamento do COVID-19

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia — O. Braga @ 9:00 pm
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pacheco-maniqueu

Existe uma falsa dicotomia — uma espécie de maniqueísmo ideológico — por parte dos esquerdopatas, como por exemplo, o José Pacheco Pereira: segundo a Esquerda, quem defende o fim do confinamento do COVID-19 é um monstro capitalista e fassista.
Para a Esquerda, há que destruir a economia, tendo a esperança em uma espécie de “mão invisível” que irá recriar, a partir das cinzas, uma economia virtuosa, e liberta do “capitalismo de merda”.

be-pcp-economia-web

Um exemplo desta falsa dicotomia — embora muito bem disfarçada, com manipulação estatística: a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular — pode ser visto neste escrito do Ludwig Krippahl (ver ficheiro PDF).

“A política não é a arte de impor as melhores soluções, mas em vez disso, é a arte de evitar as piores.”
Nicolás Gómez Dávila 

Quando o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, diz que “o COVID-19 é uma espécie de gripe”, o que ele pretende é exorcizar o medo que a Esquerda pretende inocular na população.

Trata-se de uma desvalorização da ameaça, por parte de Jair Bolsonaro, que assim responde ao veneno cultural que a Esquerda (com o apoio dos ditos “liberais”) tenta inocular na economia brasileira, e minando assim a actividade económica do país.

Porém, para a Esquerda, esta atitude de Jair Bolsonaro é “convenientemente” interpretada ad Litteram.

E depois temos gente como o Ludwig Krippahl a falar “em nome da ciência” — ignorando a estratégia política do Jair Bolsonaro, que adopta essa posição “da gripe” em reposta a uma outra estratégia política esquerdopata (a estratégia escatológica do “fim do mundo”) que o Ludwig Krippahl faz de conta que não existe.


A percentagem de mortes por COVID-19 tem que ser sempre calculada em relação à população total de uma dada amostra — por uma razão simples: é praticamente impossível testar toda a população de um país médio, como por exemplo, a Espanha. Quando o Ludwig Krippahl faz cálculos de mortalidade a partir de hipóteses de taxa de infecção, ele está a especular; e depois diz ele que “eu é que sou o cientista”.

Por exemplo: quando se calcula o número de mortes em função dos casos detectados/testados (“esquecendo”, por exemplo, os assintomáticos, que são provavelmente muitos), a taxa de mortalidade é enormemente sobre-estimada. Por aqui se vê a dificuldade da “estatística” que o Ludwig Krippahl acha que é coisa simples.

Quando o Ludwig Krippahl fala em “1% de taxa de mortalidade” do COVID-19, não está a falar de “número total de mortos por milhão”: em vez disso, ele está a falar de uma estatística que existe em função de um total de infectados que ele próprio não sabe quantos são. E por isso ele está a especular, alegadamente em nome da “ciência”. Cientismo puro!

Ora, se não temos os dados correctos para uma aferição estatística em função das infecções reais e totais, temos que calcular a taxa de mortalidade a partir do total da população de uma dada amostra (Crude Death Rate), e até um determinado momento.

A estatística calculada (até hoje) em Nova Iorque, por exemplo, revela-nos que a taxa de mortalidade do COVID-19, na faixa etária das pessoas com menos de 65 anos (7.254.525 pessoas com menos de 65 anos, num total de 8.398.748 habitantes), é de 0,09% (86 mortes por 100.000 habitantes) até à hoje, e independentemente de eventuais e possíveis patologias associadas — e, portanto, o tal Rui Lima do FaceBook, que o Ludwig Krippahl tanto critica, não anda longe da verdade. E a taxa de mortalidade geral do COVID-19 (relativa a todas as faixas etárias) em Nova Iorque é de 279 mortes por 100.000 habitantes (até hoje), ou seja, 0,28% em relação à população total de Nova Iorque.

O problema da mortalidade do COVID-19 está na faixa etária acima dos 65 anos, como é evidente.

covid19-web

Ao contrário do que diz a Esquerda, defender o fim do confinamento não significa necessariamente desproteger a população sénior (com mais de 65 anos).

É esta falsa dicotomia que alimenta a sanha da aliança entre a plutocracia globalista que dita a lei da selva, por um lado, e a Esquerda internacionalista, obediente e caciquista que pretende aplicar a lei da selva, por outro lado.


“Bolshevism and Big Business are very much alike; they are both built on the truth that everything is easy and simple if once you eliminate liberty. And the real irreconcilable enemy of both is what may be called Small Business”.
→ G. K. Chesterton

Quarta-feira, 13 Maio 2020

A escola pública ensina e aconselha aos adolescentes as “virtudes do infanticídio”

Filed under: ética,educação,Ensino,Esquerda,esquerdopatia,Peter Singer — O. Braga @ 5:08 pm

Peter Singer é um professor de filosofia (o que não significa que ele seja necessariamente um filósofo) nos Estados Unidos.

Faz parte da filosofia moral de Peter Singer a defesa da legalização do infanticídio; e é esta “filosofia moral” que é ensinada a adolescentes do 10º ano de escolaridade, no “telensino” do Rolando Almeida.

telensino-singer-web

E depois temos gente a pedir prisão perpétua para os infanticidas — fazendo de conta que não sabem que é o próprio sistema de ensino e a cultura adquirida que estimulam a prática de infanticídio.

Sexta-feira, 8 Maio 2020

Ricardo Quaresma está errado; e é racista

Filed under: André Ventura,CHEGA,Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Racismo — O. Braga @ 9:02 am

Eu não tenho nada contra a comunidade Cigana, assim como nada tenho contra (por exemplo) a comunidade Evangélica.

Porém se a comunidade Evangélica violasse a lei de isolamento social do covi19, não constataríamos certamente a benevolência complacente de gentinha estúpida como (por exemplo) Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras avantesmas (que já estão a mais na nossa política) que demonstram agora em relação à comunidade cigana.


chesterton-tolerancia-webSlavoj Žižek, em uma palestra nos Estados Unidos, fez uma crítica feroz à Esquerda de Raça Branca (‘white liberals’); e contou o episódio de um nigeriano (negro) se sentir insultado pela “Esquerda de Raça Branca” porque nem sequer concede aos negros a prerrogativa humana de “ser mau”.

Segundo a “Esquerda de Raça Branca”, o negro (ou o cigano) nunca tem culpa; e a culpa da maldade do negro é do colonialismo europeu.

A historieta do “bom selvagem” (de Rousseau) ganhou raízes na cultura do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”.

Neste caso concreto, juntou-se a ignorância e o facciosismo étnico (que é uma forma de racismo) do cigano Ricardo Quaresma, por um lado, com o Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”, por outro lado; e esta mistura é explosiva.

Quando o cigano Ricardo Quaresma nega quaisquer defeitos comportamentais generalizados da comunidade cigana, demonstra ele próprio ser racista em relação às pessoas que não são ciganas. O Ricardo Quaresma é racista.

E o paternalismo obsolescente do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca” em relação a determinadas minorias (mas já não em relação a outras minorias), e, no caso concreto, em relação à comunidade cigana, é uma forma de racismo encapotado.

Quando o André Ventura pretende que os ciganos cumpram a lei (não vou discutir agora se a lei está certa, ou não), como quaisquer outros portugueses, é tudo menos “racista”; e o ónus de “racismo” cai sobre gentalha da laia da Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras bestas ambulantes que, tal como um vírus letal, contaminam mortalmente a cultura portuguesa.

Quarta-feira, 6 Maio 2020

O Rui Tavares ainda não viu isto

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Geral,marxismo cultural — O. Braga @ 9:18 am
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Terça-feira, 21 Abril 2020

O José Pacheco Pereira a esquerdar; as boas intenções do ideólogo da geringonça, e a “politização da dor”

É preciso ter muita falta de vergonha para afirmar que a crítica à libertação de criminosos (sob pretexto uma alegada crise sanitária do covid19 nas prisões) é “populismo” — ao mesmo tempo que se apoia incondicionalmente a política de protecção do Lumpemproletariado do governo da geringonça.

vaga-assaltos-braga-web

É claro que a ideia do Pacheco da promoção social do Lumpemproletariado tem “boas intenções” (até que o povo se dê conta de que está a ser futricado) : alegadamente, e segundo aquela besta quadrada, a soltura de criminosos serve para evitar “a pena-de-morte para os mais velhos”, para prevenir “doenças infecciosas para todos” e uma “pena de tortura”.

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