perspectivas

Sexta-feira, 8 Dezembro 2017

A Esquerda é uma anedota !

 

Da Esquerda espanhola já vi muita coisa absurda — como, por exemplo, a defesa de largar cadáveres humanos nas montanhas para alimentar as aves de rapina, em vez de lhes dar um funeral católico.

A última anedota da Esquerda espanhola vem de Madrid, pela mão da respectiva alcaidessa Manuela Carmena (na imagem), eleita com o apoio do partido Podemos (o Bloco de Esquerda de Espanha).

Com o fim de evitar aglomerações no centro de Madrid por ocasião do Natal, a Manuela Carmena teve uma brilhante ideia: criar ruas de sentido único para peões!

Esta parece uma medida digna de António Costa e da geringonça! Se o Merdina sabe disto, vamos ter sentido único para peões no Rossio!

manuela-carmena-web

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Quinta-feira, 7 Dezembro 2017

Isabel Moreira, a dona da Constituição

 

Em Portugal há uma dona da Constituição: é a deputada socialista e “constitucionalista” Isabel Moreira. Ninguém se atreve a contestar qualquer “opinião” da Isabel Moreira acerca da Constituição — porque a Isabel Moreira não dá opiniões: dá ordens! No âmbito da Constituição, a Isabel Moreira ordena.

Ora, chateia-me que haja alguém que se considere dona da Constituição ! Faz-me lembrar a figura do “dono de um jogo de futebol”: ao fim de 45 minutos de jogo não gostou do que viu, e mandou repetir tudo de novo!

(more…)

Domingo, 3 Dezembro 2017

O puritanismo do feminismo

 

O chamado “discurso feminista” é, do ponto de vista formal, muito semelhante ao velho discurso da crítica marxista à sociedade de classes que ouvíamos e líamos logo a seguir ao 28 de Abril de Troca-o-passo — mas que, à medida em que o tempo foi passando, a experiência foi demonstrando que existe uma Natureza Humana que não podemos eliminar, sob pena de sermos tentados a eliminar o próprio ser humano. Aliás, foi o que fez o marxismo a mais de 100 milhões de seres humanos: eliminou-os em nome de uma utopia e de uma ideologia.

Neste sentido, o discurso feminista é extremamente perigoso, porque coloca em causa a natureza do ser humano enquanto tal, sem oferecer alternativas comportamentais que não se baseiem na repressão e no totalitarismo em nome de um ideal.

gorda_gay-webQuando lemos este texto publicado no jornal Púbico e escrito por uma tal Mariana Duarte, verificamos que o politicamente correcto actual tem uma visão extremamente negativa da sexualidade masculina, porque esta é (alegadamente) um impedimento ao ideal da igualdade literal entre os sexos — na medida em que a sexualidade masculina torna impossível a conciliação entre o ideal de “igualdade de género”, por um lado, e os mecanismos do desejo sexual humano, por outro lado. O corolário desta inconciliação é uma forma de puritanismo anti-masculino (e é anti-masculino porque o assédio sexual lésbico, por exemplo, é tolerado pelo politicamente correcto).

Depois da revolução sexual protagonizada pela Esquerda da década de 1960 e segundo o ideário do feminismo de segunda vaga e dos marxistas herdeiros da Escola de Frankfurt, o feminismo actual é um feminismo puritano e anti-masculino que vê no homem um impedimento ontológico para a “igualdade entre géneros”.

O sexo natural (ou seja, heterossexual) deixou de encaixar no ideal de “igualdade de géneros”.

Isto significa que o feminismo actual está em contradição com o feminismo da década de 1960, uma vez que o feminismo actual coloca em causa a própria revolução sexual — uma vez que defende uma espécie de “moral sexual” que contradiz a revolução sexual pós-moderna.

Perante a impossibilidade de encontrar (uma putativa e alegada) justiça no relacionamento sexual entre os dois sexos, o feminismo actual faz apelo à vergonha e ao controlo sexual primordial (o que é uma nova forma de puritanismo).

Para o feminismo e para a Esquerda em geral, o desejo sexual masculino é demasiado “brutal” para poder ser identificado com as noções esquerdistas de “igualdade sexual”. E a única solução que o feminismo encontra para o problema é exigindo do homem um constante sentimento de culpa em relação à sua própria ontologia — porque, para a Esquerda, não pode existir uma diferença significante entre o homem e a mulher: o sexo (sendo uma qualidade pré-determinada) pode-se tornar irrelevante; segundo o politicamente correcto, os homens podem ver nas mulheres “seres iguais” no sentido em que as mulheres podem ser tratadas pelos homens da mesma forma que os homens tratam outros homens.

“É preciso deixar bem claro que o assédio sexual pode implicar não só agressão (ou tentativa de agressão) e contacto físico não consensual, como também insinuações, comentários, piadas, olhares intimidatórios, convites e propostas de teor sexual que não são desejados por quem os recebe. É uma invasão do espaço privado da pessoa, reduzindo-a a um objecto pronto a usar. Não é um elogio, é humilhação”.

Ou seja, para o feminismo não há qualquer diferença entre o assédio sexual propriamente dito (que decorre da assimetria de Poder institucional), por um lado, e o simples piropo, por mais singelo que seja, por outro lado.

Reparem no conceito de “olhar intimidatório”, que é puramente subjectivista: qualquer olhar pode ser transformado em um “olhar intimidatório”, dependendo da subjectividade da mulher — salvo o olhar de uma lésbica em relação a uma mulher que nunca é intimidatório nem é assediante, como é o caso o olhar da Ellen DeGeneres em relação a Katy Perry, conforme tuite aqui em baixo: imaginem o que aconteceria, nos me®dia (e no jornal Púbico) se uma figura pública masculina fizesse no Twitter uma observação idêntica à da lésbica Ellen DeGeneres.

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Sexta-feira, 3 Novembro 2017

O Pacheco anda caladinho que nem um rato

 

“A cada compromisso do PS com a extrema-esquerda cresce a camada da burocracia e dos cargos para os discípulos do prof. Boaventura. O acordo do BE com o PS na CML é um exemplo do que pagamos e dos problemas que nos estão a ser criados para que o PS possa governar. O acordo PS-BE prevê como aqui já dissemos a criação de lugares à medida para que mais clientelas se instalem e a introdução de critérios que ninguém consegue avaliar mas que permitem aos oligarcas da CML escolherem quem bem quiserem recorrendo a argumentos ideológicos”.

CML, o soviete do BE e do camarada Medina

O José Pacheco Pereira nem pia; faz lembrar a estória do passarinho friorento: quando se está na merda, mais vale estar de bico calado.

JPP-ZAROLHO

Sexta-feira, 27 Outubro 2017

Não, em Angola não havia "apartheid" algum

 

“Confiada a Fernando Rosas, académico que nada sabe de África, está em exibição semanal na RTP 2 uma série intitulada História a História – África. Oferece-se esta como radicalmente revisionista e animada do propósito de "destruir o mito da excepcionalidade da colonização portuguesa", do luso-tropicalismo e até da recusa em reconhecer a grandiosa obra social e material deixada no continente negro pelos portugueses.

É evidente que se trata, aceitêmo-lo de barato, de banal terrorismo intelectual, de manipulação e abuso. Para quantos já a viram, trata-se de humilhante, despropositada e irrazoável catilinária contra Portugal, contra os portugueses de África e até contra os fundamentos que ainda hoje tornam possível e justificam as relações com o espaço lusófono africano. A RTP a trair o Estado que a alimenta, a envenenar o público que diz servir e a dar voz ao discurso do ódio. Inadmissível”.

FERNANDO ROSAS E O DISCURSO DO ÓDIO

Eu não me deixo enganar

Filed under: A vida custa,Esquerda,esquerdalho — O. Braga @ 10:30 am

 

Um leitor (brasileiro) deixou ficar algures o seguinte comentário:

“Poderia fazer um artigo explicando a necessidade dos Tabus e dos estigmas sociais para a sociedade? Os esquerdistas e os me(r)dia adoram se levantar contra tais acreditando estarem fazendo o bem”.

Quem escreveu este comentário pensa certamente que “a Esquerda é tolerante e não cria estigmas sociais” — o que é absolutamente falso.

Basta olharmos, por exemplo, para o movimento político esquerdista “Antifa” nos Estados Unidos para verificarmos que a Esquerda não é tolerante, por um lado, e por outro lado cria estigmas sociais por exemplo quando adopta a ideologia identitária (marxismo cultural). O multiculturalismo, adoptado pela Esquerda, é a pior forma de estigmatização social que poderíamos imaginar.

Porém, o facto de alguém pensar que “a Esquerda é tolerante e não estigmatiza socialmente”, é já uma grande vitória dos esquerdistas.

Segunda-feira, 23 Outubro 2017

O tabu totalitário da proibição de tabus

 

“O impacto da ciência sobre a religião aconteceu no século XIX. O que acontece actualmente é o impacto da Técnica sobre a imaginação dos imbecis.” → Nicolás Gómez Dávila

O estado de degradação cognitiva das elites (a chamada “ruling class”), a que se chegou na nossa sociedade, é directamente proporcional ao aperfeiçoamento da Técnica. Verificamos hoje que, há mais de dois mil anos, Platão tinha razão quando opôs a Ciência à Técnica; a mentalidade moderna não é inventora da Técnica, mas antes é inventora dos fins que a pervertem. Para não pensar o mundo que a Ciência descreve, o Homem embebeda-se com a Técnica.

“A Técnica não cumpre os velhos sonhos do Homem, mas antes substitui-os manhosamente”.
→ Nicolás Gómez Dávila


Desde a entrada em vigor da legislação sobre gestação de substituição, a 1 de Agosto deste ano, há um pedido de celebração de contrato. Trata-se do caso em que uma mãe, de 49 anos, se propôs ser gestante do neto, uma vez que a filha não tem útero. Depois de uma deliberação favorável do CNPMA, o processo aguarda o parecer da Ordem dos Médicos”.

Debate clínico, jurídico e ético


“Os três inimigos do Homem são: o Diabo, o Estado e a Técnica.” → Nicolás Gómez Dávila

Fez-se uma lei que viola as leis da Natureza em nome da Técnica e de um putativo “progresso”, para servir um punhado de casos (ou melhor: 1 caso só, até hoje): o tabu da cultura que as elites nos impõem hoje é o da proibição de tabus (e uma cultura sem tabus é um círculo quadrado), o que conduz a sociedade a um totalitarismo — porque os tabus são formas que a cultura antropológica encontra de reconciliação do ser humano com a Natureza, por um lado, e com sobrenatural, por outro lado; e sem o conceito de “sobrenatural” não é possível criticar cabalmente o Poder político e/ou o Estado.

“O técnico acredita que é um ser superior, porque sabe o que — por definição — qualquer um pode aprender.”
→ Nicolás Gómez Dávila


“Helena Pereira de Melo, professora de Direito da Saúde e Bioética na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, defende que “não existem leis nem boas nem más” e que tudo depende da ‘forma como forem aplicadas’”.

A degradação cognitiva das elites produz pérolas deste calibre: “não existem leis nem boas nem más” e que tudo depende da ‘forma como forem aplicadas’”.

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Só uma besta com duas pernas poderia defender a ideia segundo a qual “não existem leis nem boas nem más”. Razão tinha o Olavo de Carvalho quando inventou o conceito de Imbecil Colectivo. Uma lei é uma norma, ou seja, é o critério ou princípio que rege a conduta ou o comportamento, ou ao qual nos referimos para fazer um juízo de valor; e é "normativo" qualquer juízo ou discurso que enuncie tais princípios.

A ideia segundo a qual “não existem normas boas ou más” é de um relativismo moral absoluto. E são idiotas desta espécie que estão à frente do nosso destino enquanto sociedade.

“A Natureza, para não perecer nas mãos da Técnica, refugia-se na imaginação de alguns homens.” → Nicolás Gómez Dávila

A lei da "barriga de aluguer" institui um direito negativo — ou seja, institui o direito que a Mulher passa a ter e que consiste em não recorrer à "barriga de aluguer".

Esse direito negativo — entre muitos outros, como por exemplo o "casamento" gay — serve para destruir o edifício do Direito Positivo escorado no Direito Natural, não só porque (o direito negativo) adequa a norma ao facto (e o facto não produz Direito, embora o Direito possa produzir factos), mas também porque transforma o Direito em um conjunto de normas que traduzem a arbitrariedade caprichosa das novas elites gnósticas que nos governam, fazendo com a que a aplicação da lei, muitas vezes, se transforme em um acto gratuito.

Sábado, 21 Outubro 2017

Caetano Veloso = #CaetanoPedofilo

Filed under: Esquerda,esquerdalho,Pedofilia — O. Braga @ 6:12 pm

Novo Hashtag no Twitter : #CaetanoPedofilo


Sábado, 9 Setembro 2017

O Libertarismo é uma forma de alienação em relação à realidade

 

libertarismo-alien-webNa mitologia grega, a noção de “Caos” ou Ápeiron era algo que preexistia a todas as coisas, uma miscelânea racionalmente indeterminada preexistente aos elementos do mundo real a que o demiurgo irá dar forma à variedade de seres e de coisas. Ou seja, o demiurgo definia as normas das formas a partir do Ápeiron (caos) cuja norma era a ausência de forma.

Segue-se que até o caos tem uma norma: a ausência de normas ou de padrão. A ausência de normas é em si mesma uma norma.

A Maria João Marques é a favor da ausência de normas-padrão na educação das crianças; mas ela é tão tapada que não compreende que a ausência de normas-padrão na educação das crianças é, em si mesma, uma norma.

A pretensa “liberdade em relação a estereótipos” é um estereótipo; mas ela ainda não se deu conta que o pretenso libertarismo pode ser uma forma de opressão social sobre o indivíduo (sobre a “opressão do libertarismo” ler, por exemplo, Durkheim).

O que interessa saber — em relação ao tipo de normas-padrão na educação das crianças — é ¿qual o sistema de normas educativas e culturais que melhor assegura o futuro e a continuidade da sociedade?

A Maria João Marques acha que o normativo da “ausência de normas” é o melhor sistema para garantir o futuro e a continuidade da sociedade.

O governo pensa que a “igualdade” e “identidade” são a mesma coisa, e que “diferença” é sinónimo de “hierarquia”; e para que não exista uma hierarquia social (ou, por outras palavras, para que exista “igualdade”), meninos e meninas têm que ser educados (normativamente) da mesma maneira.

A realidade encarrega-se (já!) de nos demonstrar que tanto a Maria João Marques (e quem “pensa” como ela), como o governo esquerdalho, estão errados.

Por isso é que a Maria João Marques (e gente da laia) anda preocupada com a influência islâmica na Europa — porque o padrão normativo cultural islâmico é diferente do defendido por ela, e também diferente do padrão delirante e psicótico do governo do Bloco de Esquerda comandado pelo António Costa, segundo o qual todos os cidadãos (independentemente do sexo) são intermutáveis.

Segunda-feira, 28 Agosto 2017

Faz-nos muita falta a Vera Lagoa

Filed under: Esquerda,esquerdalho,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:23 pm

 

A Maria João Avilez escreve aqui um texto que se deve ler. Começa a aparecer gente que está a “sair da casca” (está a sair da espiral do silêncio), e que, por isso, tem que ser reprimida pela Esquerda. Essa Esquerda inclui o Partido Socialista do António Costa; não tenham dúvidas nenhumas; por detrás daquele sorriso de monhé vendedor ambulante mora um filho-de-puta — por detrás de cada “progressista” está um sargento da polícia. Nada pode curar o “progressista”: nem sequer os frequentes ataques de pânico causados pelo “progresso”.

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Há alguns anos que eu venho a chamar à atenção do fenómeno do marxismo cultural. Final- e felizmente começam a aparecer pessoas que “saem da toca” dos seus comodismos para denunciar o avanço de um totalitarismo aparentemente “mole”, mas que poderá rapidamente “endurecer”.

A Maria João Avilez diz que “a coisa” ainda não chegou cá; mas, desde que o Jaime Nogueira Pinto foi proibido de falar em uma universidade, eu soube logo que “a coisa” já cá está dentro.

estudantes-universidade-web“Lá fora tudo “isto” está em estado de mais adiantada convulsão mas é fraco consolo: algo nos separa – para pior — do resto da Europa democrática e dos Estados de Direito a que gostamos de dizer que pertencemos.

Separa-nos uma fractura que agrava a vulnerabilidade da nossa condição face à dimensão da catástrofe: o caminho está livre (ou parece livre) para ela, não há entrave, nem resposta aos novos proprietários.

Refiro-mo obviamente a esse imenso espaço (metade do país?) do PS para a direita. Pouco o representa, poucos dele cuidam a não ser partidos exaustos e envelhecidos e meia dúzia de respeitáveis (e resistentes) políticos ou intelectuais.

Não há instituições que se reclamem desse espaço, há pouco vigor, são escassas as iniciativas doutrinadoras ou políticas por ele produzidas. A discordância é expressa quase em surdina e desastradamente, e basta pensar na CIP para só citar um exemplo. Quanto à Universidade, faz pagar caro a professores e mestres fora do reduto da esquerda e agora fora do jardim envenenado do pensamento único ou da tirania do politicamente correcto”.

Aqui, não concordo com a Maria João Avilez. Continuamos a inventar álibis internos, quando o problema vem de fora e principalmente da União Europeia. Por exemplo, o Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" é um tribunal dos “direitos desumanos”, ou um tribunal dos direitos de braguilha, uma peça da engrenagem política das engenharias sociais que nos são impostas a partir de Bruxelas. Ora, os direitos de braguilha são essenciais para controlar a populaça.

“O caminho está livre” — como diz a Maria João Avilez —, mas quem abriu a picada foi a União Europeia; quem apoia abertamente as engenharias sociais e o presentismo cultural da Esquerda, é o leviatão da União Europeia.

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O grande inimigo dos países da Europa é a União Europeia. E a chamada “direita” portuguesa não pode ter “sol na eira e chuva no nabal”; e é essa uma das razões por que não há discordância audível e clara por parte da “direita”; ou se pertence ao Euro e à União Europeia, e, neste caso, tem que se “comer tudo o que vem no pacote”; ou não se pertence ao Euro e há problemas com a França e com Alemanha — como é o caso da Polónia, da Hungria, e até do Reino Unido, que não querem “comer” tudo o que vem no pacote da União Europeia do Directório Globalista.

A actual direita de Passos Coelho e de Assunção Cristas só discorda publicamente do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de António Costa, em questões de lana caprina. O que se passa é o seguinte:

Os debates públicos entre a Esquerda e a Direita são muito animados (por exemplo, entre a Mariana Mortágua e o Adolfo Mesquita Nunes), mas a grande animação (artificial) dos debates serve apenas para esconder do povo a fraca discordância no que diz respeito às mundividências e aos valores essenciais.

vera-lagoa-webAo contrário do que diz a Maria João Avilez, o espartilho da Direita portuguesa vem (é imposto pela) da União Europeia — basta olhar para o que anda a fazer a Angela Merkel, que se diz de Direita; ou o Macron, que diz que não é de Esquerda, mas que é do “Centro”. Até o papa Chico diz que “não é de Esquerda”, mas o Bloco de Esquerda concorda com ele em tudo o que diz respeito a posições políticas seculares e mundanas.

Vivemos em uma tempestade perfeita.

Por isso é que o Donald Trump é “faxista” e “nazi”, porque veio incomodar os donos da tempestade. Por isso é que quem discorda do Bloco de Esquerda, no que quer que seja, é “faxista” — e ninguém da “direitinha” portuguesa gosta que lhe chamem de “faxista”.

¿Então faxisto?! Faz-nos falta a Vera Lagoa.

Perante a violência da Esquerda, a única resposta é ainda mais violência sobre a Esquerda

Filed under: Esquerda,esquerdalho — O. Braga @ 12:24 pm

 

A Comissária para os Direitos Humanos da Austrália defende a introdução da lei islâmica — a Sharia — no ordenamento jurídico australiano, funcionando como um sistema de Direito paralelo e legítimo.

¿O que é que leva uma mulher ocidental (em princípio, uma mulher inteligente e agnóstica) a defender a validade da lei islâmica (Sharia)?

Eu — que penso em termos lógicos — fico completamente esgrouviado perante o absurdo que é o de uma mulher agnóstica e ocidental defender a Sharia; ou ela não sabe o que é a Sharia; ou ela é doente mental (masoquista); ou ela pensa que o islamismo (como princípio de ordem política) é melhor do que o capitalismo (o que é uma outra forma de doença mental, que pressupõe o absurdo que é a aliança entre Karl Marx e Maomé); ou então o problema sou eu, que sou o burro desta estória.


A Helena Matos fala aqui de uma Manif contra o terrorismo, realizada em Barcelona:

Procurem nessa manifestação um cartaz que condene os terroristas. Ou até o Estado Islâmico que reivindicou a autoria. Encontram-se cartazes contra Espanha, contra o Rei, contra o governo de Espanha que não tem competências sobre a segurança na Catalunha e contra a venda de armas, coisa assombrosa quando se sabe que os terroristas usaram facas, automóveis e botijas de gás. Também havia pelo menos um cartaz contra a islamofobia. Mas havia uma fobia permitida, tolerada e incentivada: a fobia contra Espanha”.


Águeda-Bañón-webNa imagem aqui ao lado vemos Águeda Bañón — a Directora de Comunicação do governo da Catalunha dirigido por Ada Colau — em uma acção de propaganda feminista. É disto que estamos a falar.


A Manif em Barcelona insere-se no mesmo fenómeno político que norteia a defesa da validação da Sharia por parte da Comissária para os Direitos Humanos da Austrália. Esse fenómeno político radical (“radical”, no sentido de “totalitário”) tem como pontos principais de agenda política:

  1. a sistemática estimulação contraditória em relação à comunicação com o povo;
  2. a dissonância cognitiva generalizada que resulta do ponto anterior;
  3. a espiral do silêncio, que pressupõe a restrição da liberdade dos me®dia.

Por exemplo, é absolutamente contraditório afirmar que “a culpa de um acto de terrorismo islâmico não é do Islamismo, mas sim da sociedade democrática não-islâmica”; ou que “a culpa de um assassínio não é do assassino, mas antes é da vítima”.

A inversão da moral (“a culpa é da vítima”) é uma característica da mente revolucionária.

Infelizmente, não vejo uma solução pacífica para o problema do radicalismo — porque a Esquerda já partiu para a violência pública, como podemos ver com o movimento “antifa” nos Estados Unidos. Hoje, quem se opõe à Esquerda é automaticamente “faxista”; por exemplo, se alguém se opõe à Sharia, é “faxista” pela certa. Perante esta radicalização, a única resposta possível é usar também da violência, porque é impossível a argumentação racional.

 

Sexta-feira, 18 Agosto 2017

O Luís Aguiar-Conraria é uma desgraça

 

O Luís Aguiar-Conraria é o exemplo do estado de putrefacção moral a que chegou a Esquerda — por exemplo, quando diz que Passos Coelho é “racista”: ¿um homem (Passos Coelho) que se casou com uma mulata, é racista?!

A filha-da-putice do Conraria não poderia ser maior.

Depois desta incongruência própria de um filho-de-puta que não olha a meios para atingir qualquer fim, não vale a pena comentar o resto do texto que é uma logomaquia indigna em um estudante universitário do primeiro ano de filosofia.

E aquela merda é “professor universitário”!

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