perspectivas

Terça-feira, 22 Maio 2018

A Esquerda vive da imanência

Filed under: eutanásia,João Semedo,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 11:11 am

 

A Esquerda é materialista; e por isso, a metafísica de Esquerda é reduzida à imanência histórica (como podemos ver, por exemplo, em Karl Marx). Ou seja, a metafísica da Esquerda “alimenta-se” de marcos históricos, no “caminho inexorável para a construção socialista de um mundo melhor e de um paraíso na Terra”.

Pergunta a Laurinda Alves: “¿Qual é a pressa, senhores deputados?” — referindo-se à legislação da eutanásia.

A resposta é simples: é essencial que fique na História que o comunista João Semedo (que se encontra em estado de saúde muito precário) seja a primeira pessoa a usufruir da eutanásia. Na metafísica da Esquerda, será desta (única) forma em que o João Semedo ultrapassará a condição da morte.

O João está a “bater a bota”; ora, está aí uma excelente oportunidade para se fazer História por intermédio de um membro da irmandade comunista. De facto, já vivemos sob uma ditadura socialista, porque a agenda política de celebração dos factos históricos — presentes e/ou passados — já é marcada pela Esquerda.

joao-semedo-autonomia-web

Anúncios

Segunda-feira, 21 Maio 2018

O “género” não é uma “construção social”

 

1/ Quando se diz que “o género é uma construção social”, o que se pretende dizer é que “o género é uma convenção” → sendo que “convenção” = resultado de um acordo explícito ou tácito.

A convenção opõe-se à Natureza. E toda a convenção pressupõe a linguagem, e por isso, pressupõe já a sociedade.

genero-construct-webNo sentido lógico e comum, “género” é o termo que designa uma categoria de realidades ou de ideias que os seus caracteres essenciais comuns autorizam a reagrupar sob a mesma denominação geral (por exemplo, “os géneros masculino e feminino”, na gramática; os “diferentes géneros” literários; etc..).

Porém, o que está implícito neste texto (em que se diz que “o género é uma construção social”) é que “o género é independente do sexo biológico” — o que é um absurdo lógico, porque o género não pode ser simultaneamente dependente e independente do sexo biológico: ou é independente do sexo biológico, ou é dependente deste. É óbvio, e mesmo evidente, que o “género” depende da categoria do sexo biológico.

2/ Em determinadas culturas, os homens podem ser temporariamente considerados “mulheres”, ou determinadas mulheres ser consideradas “homens”.

Mas, nessas sociedades, essa “troca de papéis de géneros” acontece por razões funcionais e de interesse colectivo — ou seja, essa “troca de papéis de géneros” entre os dois sexos é convencionada, por um lado, e por outro esse fenómeno cultural revela que a “troca de papéis de géneros”, entendida em si mesma, significa que o “normal desejável” não são os géneros trocados, mas antes que o que é normal é a coincidência simbólica entre o género e o sexo.

Nessas culturas, a “troca de papéis de géneros” é uma excepção circunstancial que serve exclusivamente o interesse colectivo; nessas culturas, as funções, códigos e estatutos estão em primeiro plano, e o indivíduo apaga-se diante dos sistemas que o clã, a tribo ou a família formam; nessas culturas, as relações entre seres humanos são nitidamente menos individualizadas e menos personalizadas, quando comparadas com a cultura europeia e ocidental.

Na cultura europeia, de raiz cristã, onde a dimensão afectiva e individual é muito importante, a relação de cada um com a sua identidade pessoal tem uma importância enorme. Na cultura ocidental (de origem cristã), ser “homem” ou “mulher” não pode ser produto de uma decisão do grupo social.

Sendo assim:

A ideia do escriba — segundo a qual “o género é uma construção social que emerge das diferenças na forma como mulheres e homens se relacionam” — não se enquadra na cultura europeia e ocidental, porque o que ele diz é que ser “homem” ou “mulher” (no sentido do “género” enquanto convenção, e não do “sexo biológico” naturalmente determinado) é produto de uma decisão do grupo social.

Esta ideia de “troca de papéis de género enquanto convenção social” não se adequa à cultura antropológica ocidental; o que o referido escriba tenta fazer é tirar vantagem do facto de as relações no Ocidente serem individualizadas, e procura as referências que fundamentem a sua (dele) tese baseada em sociedades absolutamente diferentes (agradeçam a Rousseau e a Engels, entre outros), onde a codificação social é predominante e muito restrita.

3/ Em súmula: na cultura antropológica ocidental, em que o indivíduo (enquanto tal) ganha uma importância que não existe em outras culturas, não podemos dizer (como diz o escriba) que “o meu género é construído pelos outros”.

Ademais, a ideia de que “o género não é senão uma construção social” (uma convenção) é anti-científica.

Um estudo publicado em Novembro de 2017 sugere que os comportamentos individuais feminino e/ou masculino não são um mero reflexo de pressões sociais (ou de convenções). Tanto a biologia como a sociedade afectam o comportamento das meninas e meninos.

Quando se categoriza os géneros masculino e feminino de acordo com os respectivos sexos biológicos, fazemos isso em consequência da própria categorização de género (ou de sexo) que a Natureza determina desde tenra idade. Por isso é que, por exemplo, damos o nome de “Maria” a uma menina, e de “Manuel” a um menino: ao distinguir a nomenclatura em função dos dois sexos, nada mais fazemos do que seguir a categorização sexual (ou de género) que a própria Natureza já tinha determinado a priori.

Sexta-feira, 18 Maio 2018

O Purificacionismo do Anselmo Borges

 

Está muito na moda dizer: “Eu não concordo!; mas não critico…”. Assim ficamos sempre de bem com o mundo. A “tolerância” é assim transformada em “permissividade”.

Por exemplo, quando uma fulana me disse: “Eu não concordo com o aborto, mas não critico quem aborta”. Ou quando o Anselmo Borges diz: “Fulano não concorda com o marxismo, mas diz que o ‘marxismo é fascinante’”. A ideia que se pretende fazer passar à populaça é a de que “se não concordas, cala a boca!” em nome da “tolerância”. Pois eu digo: “se não concordas, bota a boca no trombone!”.


“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo” — Nicolás Gómez Dávila

A ideia do Anselmo Borges segundo a qual “sem Karl Marx não haveria uma Doutrina Social da Igreja Católica” (naturalmente que ele diz que “foi o outro que disse isso!, não fui eu!”) é a mesma coisa que dizer, por exemplo, que “sem a revolução burguesa de 1789, não haveria Doutrina Social da Igreja Católica”; ou que “se Jesus não tivesse vivido, não haveria o papa Chico”. Ou que “se a minha bisavó tivesse asas era um Boeing 747”. Só quem não leu a encíclica Rerum Novarum pode dizer que existe uma qualquer recôndita ligação ideológica entre Karl Marx e a Igreja Católica (como insinua o Anselmo Borges).

Para além da “permissividade” de que falei acima, hoje está na moda citar outrem ao mesmo tempo que se diz que “não concordo necessariamente com ele”; ou então cita-se alguém, mas sem qualquer comentário acerca da citação. É uma forma de se transmitir a ideia que se pretende, mas sem se comprometer ideologicamente. Como dizia a Ivone Silva: “Com simples um vestido preto, nunca me comprometo!”. É uma manifestação de esperteza saloia; e, nesta matéria, o Anselmo Borges é pós-doutorado.


Hoje existe disseminada a ideia de queum católico deve ser um marxista mas sem a violência que Karl Marx defendeu”. Ou seja, alegadamente um católico deve ser uma espécie de “marxista pacífico”. Os católicos actuais deturpam Jesus Cristo. É neste sentido estrito que o papa Chico, o cardeal bávaro Marx e o Anselmo Borges, entre outros, são marxistas. Por isso é o cardeal Marx e o Anselmo Borges absolvem o Karl Marx — porque a nova utopia é a de “um marxismo sem violência”.

A falácia do Anselmo Borges e do cardeal Marx revela-se na transposição literal — que ambos fazem — da teoria de Karl Marx que se referia à relação entre o proletariado e o capitalismo industrial, por um lado, para a relação que existe hoje entre os movimentos sociais e o capitalismo global, por outro lado.

O cardeal Marx escreve (com a aquiescência bovina no Anselmo Borges):

“Hoje começamos a ver os efeitos sociais, políticos e ecológicos que o capitalismo mundial, global e desenfreado tem. E a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo e das ameaças que dele decorrem. Karl Marx obrigou a pensar problemas que não estão resolvidos. Isto vale também para o carácter fetichista da mercadoria e a alienação.”

Vemos ali, no trecho, em primeiro lugar, um esboço de como o marxismo tradicional evoluiu para uma nova ideologia (que é marxista, na sua essência) que já recebeu o nome de “Purificacionismo”, que é uma nova versão puritanista do gnosticismo moderno. Sobre o Purificacionismo falarei com mais detalhe noutra altura.

Mas, em segundo lugar, é absolutamente falso que “a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo”: basta lermos a encíclica Rerum Novarum para percebermos que o Anselmo Borges mente. E a alusão ao “carácter fetichista da mercadoria e da alienação” revela o carácter puritano da nova ideologia Purificacionista que já contaminou a Igreja Católica através do papa Chico e seus acólitos.


O Anselmo Borges escreve:

« (1) Também se deve a Marx perceber que "o mercado não é tão inocente como se apresenta nos manuais dos economistas; por detrás há enormes interesses".

(2) Ele mostrou que "os direitos humanos, sem partilha material, permanecem incompletos", exigindo-se, portanto, "atender às relações reais concretas". Ao acentuar o empírico, "ele é um dos primeiros cientistas sociais que devem ser levados a sério". »

Há, na citação supra, duas ideias-força que advém directamente de Karl Marx e que caracterizam também o Purificacionismo: a primeira, a de que o interesse pessoal determina as nossas convicções (porque, alegadamente, são os “enormes interesses que estão por detrás” que determinam as convicções acerca do mercado). Ora, crer que o interesse pessoal determina exclusivamente as nossas convicções, converte-se um uma convicção que pode determinar a nossa acção, e de tal modo que o motivo de toda a convicção chega a ser o exclusivo interesse pessoal. Por isto vemos a lógica abstrusa de que parte o Karl Marx, e que os intelectuais marxistas e Purificacionistas seguem; mas as contradições e as incoerências da ideologia são úteis porque emprenham as crenças simples com mistérios gnósticos (ver estimulação contraditória).

A outra ideia-força Purificacionista (e marxista) é a subordinação de toda a realidade à economia — por exemplo, quando Irene Khan, que foi Secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times (21 de Maio de 2005), que

«se quisermos falar hoje de “direitos humanos”, para a maioria das pessoas do mundo isso não significa grande coisa. Falar de “liberdade de expressão” a uma pessoa que não saber ler um jornal, ou falar em “direito ao trabalho” a uma pessoa desempregada; os Direitos Humanos não significam nada a não ser que se mude alguma coisa nestas matérias».

Ora, isto é exactamente o que Karl Marx, o cardeal Marx, o papa Chico e o Anselmo Borges defendem: a subordinação de toda a realidade — social, cultural, política, metafísica, etc. — à economia.

O que é extraordinário na opinião da (então) Secretária-geral da Amnistia Internacional, é a de que o estatuto de “prisioneiro político”, entendido em si mesmo e na sua condição, é insuficiente para merecer uma campanha humanitária quando há gente esfomeada e desempregada que não presta atenção à condição de “prisioneiro político”. Infere-se que, na opinião da criatura, que a Amnistia Internacional não tem meramente que lutar pelos direitos dos prisioneiros políticos, mas sobretudo tem que lutar por uma mudança económica global.

É claro e evidente que o novo clero instalado no Vaticano é marxista! Mas segue a versão marxista actualmente falsificada que é o Purificacionismo. Mas repare, caro leitor: o Purificacionista Anselmo Borges (na linha ideológica do marxismo) defende uma forma de globalismo, embora diferente do globalismo dos neocons americanos, e diferente do globalismo islâmico.

Purificacionistas e os Globalistas do Império estão de acordo em uma coisa: querem acabar com o Estado-Nação e com as identificações nacionais (ou seja, querem acabar com a democracia, porque sem Estado-Nação não é possível a democracia).

Domingo, 13 Maio 2018

O politicamente correcto mata

 

FASSISTA-BOMBISTA-web

Sexta-feira, 11 Maio 2018

A hipocrisia puritana do Júlio Machado Vaz

 

Hoje ouvi na rádio pública (Antena 1, rádio do Estado) o Júlio Machado Vaz insurgir-se contra as touradas e, de uma forma implícita, a defender a proibição das touradas — argumentando, por exemplo, que “a tourada não é uma tradição em Portugal porque, de um total de 308 concelhos, apenas em 40 se realizam espectáculos de tourada” (este argumento é o mais estúpido que alguém poderia conceber: como se uma tradição pudesse ser considerada como tal independentemente da cultura antropológica; como se fosse necessário que a maioria dos concelhos de Portugal tivesse praças-de-touros para que a tourada fosse considerada tradição em Portugal.

julio machado vaz webO Júlio Machado Vaz, que hoje ouvi defender publicamente (implicitamente) a proibição das touradas em nome do alegado “sofrimento do touro”, é o mesmo Júlio Machado Vaz que fez campanha a favor da legalização do aborto gratuito pago pelo Estado (ou seja, abortos pagos por todos os portugueses).

Quando se trata do sofrimento de um ser em que já bate um coração, o Júlio Machado Vaz “chuta para canto”, porque entra em dissonância cognitiva, por um lado; e por outro lado porque ele adopta uma agenda política tenebrosa que pretende substituir uma série de tabus tradicionais e seculares por outros tabus anti-naturais.

Neste caso, o Júlio Machado Vaz (e a Esquerda em geral) pretende substituir um tabu tradicional, que eticamente impede o aborto, por um novo tabu que proíbe a tourada (eliminando o tabu do aborto da cultura antropológica). O Júlio Machado Vaz sabe que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado; e por isso sabe que é imprescindível substituir os tabus tradicionais por outros tabus que permitam (ou que facilitem) o assalto totalitário ao Poder.

Este fenómeno político e cultural, de que é exemplo o Júlio Machado Vaz, ganhou um nome nos Estados Unidos : Virtue signalling”. Traduzindo em português: “Sinalização de Virtudes”. No fundo, trata-se de um tipo de puritanismo hipócrita que, na esteira cultural da Reforma protestante, se caracteriza por uma “guerra” contra a tradição.

Os esquerdistas actuais são os herdeiros culturais de Lutero e/ou Calvino. “Nietzsche, o grego; Karl Marx, o cristão protestante” (Albert Camus).

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »Thomas B. Macaulay 

Esse puritanismo hipócrita, de Sinalização de Virtudes e anti-tradicionalista que esteve sempre presente na cultura europeia cristã através do gnosticismo anti-cristão, evoluiu para o gnosticismo puritano moderno.

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da Esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For”“Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Ernest Sternberg chama ao novo tipo de esquerdismo (renascido do marxismo cultural) que desponta e se organiza a nível internacional, de “Purificacionismo” (trata-se de uma religião monista !). O nome dado por Ernest Sternberg (Purificacionismo) está intimamente ligado ao movimento puritano inglês dos princípios da idade moderna, que Eric Voegelin descreve com uma minúcia surpreendente na sua obra “A Nova Ciência da Política”.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O feminismo é isto

 

feminismo-e-isto-web

Quinta-feira, 12 Abril 2018

A ‘diversidade’ e a ‘inclusão’ que servem para ‘dividir para reinar’

 

A Marta Mucznik escreve aqui um artigo em que comete vários erros de análise e de avaliação; desde logo, confunde ‘Lisboa’ com ‘Portugal’, na velha tradição do Estado Novo segundo a qual “Portugal é Lisboa, e o resto é paisagem”.

identity-web

(more…)

Terça-feira, 3 Abril 2018

Por que razão a Esquerda adora a imigração em massa

Filed under: Esquerda,imigração,marxismo cultural — O. Braga @ 8:20 am

 

Sábado, 31 Março 2018

Se os géneros são iguais, ¿para que serve “mudar de género”?!

 

O politicamente correcto, na voz da deputeda socialista Isabel Moreira, defende simultaneamente a ideia segundo a qual “os géneros ao iguais”, por um lado, e por outro lado a ideia de que “a mudança de género” não se deve a doença.

Ora, se “os géneros só iguais”, ¿por que razão há quem pretenda “mudar de género”?!como se fosse possível mudar de sexo!: mesmo que retirem o útero a uma mulher, ela não deixa de ser mulher!

isabel-moreira-jc-web

A Isabel Moreira é uma personagem sinistra — tenebrosa, mesmo! — que tem ensombrado ultimamente a política portuguesa através de uma tomada radical de poder sobre o Partido Socialista.

A diferença entre a Isabel Moreira e a Fernanda Câncio é a de que a primeira é considerada pelos me®dia como sendo “constitucionalista”, o que lhe concede uma aura de autoridade de direitoo rei vai nu!. De resto, as duas galdérias são semelhantes.

A ideia peregrina — da galdéria Isabel Moreira — segundo a qual “a mudança de sexo não se deve a disforia de género e que “não é uma doença”, é desmentida pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) através do DSM-5.

A posição anticientífica da Isabel Moreira, e da Esquerda em geral, tem que ser denunciada publicamente. O silêncio, nestas matérias, é criminoso.

Quinta-feira, 29 Março 2018

O feminismo joga com as palavras: a indefinição e a ambiguidade ideológicas são armas políticas mortíferas

“Nada enoja mais o progressista do que a teimosia daquele que se recusa a trocar o que é certo pelo que é novo”.

Nicolás Gómez Dávila


 

O Júlio Machado Vaz e a Gabriela Moita destilam veneno nos me®dia — puro veneno ideológico que pretende contribuir para a destruição da sociedade; é gente sem escrúpulos e moralmente deficiente.

Gente como Júlio Machado Vaz e Gabriela Moita é execrável; faz-me lembrar o conceito de “traição dos intelectuais”, de Julien Benda — porque esses dois são o exemplo actual de “intelectuais” no pior sentido do termo: “o intelectual — esse típico representante da burguesia; e o esquerdista — esse fiel executante dos propósitos e dos ideais burgueses” (Nicolás Gómez Dávila).

Acerca da Gabriela Moita, vejo este artigo, assinado por uma tal Carla Amaro: “Como educar os rapazes para o feminismo”.

(more…)

Sábado, 10 Março 2018

O feminismo e a destruição do masculino na cultura antropológica

destruição-do-masculino-web

A tentativa de destruição simbólica do masculino na cultura antropológica — concertada pelo marxismo cultural, e perpetrada pelo feminismo aliado ao homossexualismo.

Sexta-feira, 9 Março 2018

O João Távora e o “macho beta”

Filed under: feminismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 11:08 am

 

“Ainda há muito caminho para percorrer no que diz respeito à igualdade entre os homens e as mulheres (a ultima vez que em Portugal tivemos uma mulher na Chefia de Estado foi em monarquia). No entanto, à medida que a força bruta vai paulatinamente perdendo préstimo num lento processo civilizacional que já dura há séculos, eu antecipo que nas próximas décadas, se nenhum cataclismo acontecer no ocidente, a mulher ultrapassará o homem em quase todas as vertentes e assumirá socialmente a liderança. Só espero que, na sua diversidade de estágios, formas e expressões, nunca deixe de ser genuinamente feminina, a única forma de nós os homens aprenderemos alguma coisa nisto de se lidar com a vida.”

O melhor comentário que se pode fazer a este texto do João Távora é o vídeo abaixo em que intervém o professor universitário Jordan B. Peterson. Mas, ainda assim, vou dizer alguma coisa mais.

Quando vemos o João Távora, que se diz da “Não-esquerda” (porque de Direita ele não é certamente) falar de “igualdade” naqueles termos (de uma forma abstracta e vaga), compreendemos até que ponto o marxismo cultural tem contaminado a cultura no nosso país.

E quando ele se refere à rainha D. Maria, esqueceu-se de dizer que trono dela foi imposto (pela força das armas) ao povo e ao país pelo seu pai, o liberal e maçon D. Pedro; e que D. Maria reinou em um tempo de monarquia constitucional, portanto, praticamente uma monarquia meramente simbólica: não seria possível a existência de uma rainha antes do século XIX.

Fico “pior que estragado” com a desonestidade intelectual de gente que se diz alinhada com o povo e com a História de Portugal !

macho-beta-web

O pior que pode acontecer à Não-esquerda, à possibilidade de restauração da monarquia, e ao país, é a afirmação política de gente como o João Távora que alinha com a ideologia politicamente correcta da “possibilidade de alteração da Natureza Humana” — quando ele diz que, através de um processo histórico hegeliano, o ser humano vai alterando a sua natureza e “perdendo a força bruta” (basta olharmos para a paulatina e crescente usurpação islâmica violenta do poder político na Europa para percebermos que o João Távora é um idiota).

 

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.