perspectivas

Segunda-feira, 13 Novembro 2017

A estratégia da auto-vitimização politicamente correcta

 

Da Fernanda Câncio, a gente já sabe da anormalidade; mas a besta do Paulo Baldaia, foi uma surpresa. Com o seu artigo, o Paulo Baldaia sancionou pessoalmente merda desta.

O feminismo de terceira geração — o chamado “feminazismo” — caracteriza-se pela auto-vitimização que se transforma em uma forma de agressão anti-masculina. Assumir-se como vítima endémica passou a ser uma forma de agressão, não só para o feminazismo, mas também para o marxismo cultural em geral (a chamada “política identitária”). Vemos aqui em baixo um exemplo da auto-vitimização da “política identitária” marxista cultural.

 

Outra característica do feminazismo — de que a Fernanda Câncio é o perfeito exemplo — é a falácia da generalização : pega-se em meia-dúzia de exemplos (ou uma dúzia, que seja) e cria-se uma lei geral que conduz invariavelmente à auto-vitimização.

O politicamente correcto tem imensa dificuldade em conceber um juízo universal, o que é característica de um nominalismo radical e irracional. A mente marxista cultural é anti-científica.

Finalmente, o feminazismo assume um novo tipo de puritanismo religioso. Quem ler a Fernanda Câncio é transportado para o tempo dos calvinistas do século XVII em Inglaterra.

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Domingo, 12 Novembro 2017

No PPD/PSD faltam tomates

 

Não me surpreendeu a posição do José Pacheco Pereira em relação o golpe-de-estado de Outubro de 1917 (a que os comunas chamam de “revolução”) patrocinado pelo império alemão, posição essa expressa neste artigo.

O que me surpreende é que no PPD/PSD não haja alguém com tomates para o colocar com dono.

O José Pacheco Pereira sempre foi um perfeito idiota (um produto político de Cavaco Silva que não fez o liceu); e com o avançar da idade vai ficando pior.

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Sábado, 11 Novembro 2017

O Paulo Baldaia é um chico-esperto activo na destruição do discurso

 

É pena que ele seja adepto do FC Porto; calhava melhor no clube do Sistema Político.


Quando alguém mete o “piropo” em um mesmo saco com o “assédio sexual” (que decorre de uma posição de domínio de quem assedia), estamos perante uma criatura que só tem ranho na cabeça.

O oportunismo jornalístico do burro com duas pernas é escandaloso.

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“Assédio sexual” não é a mesma coisa que “piropo”!

O assédio sexual pressupõe a existência de um Poder Fáctico por parte de quem assedia; pressupõe a existência de uma condição de dominação real e concreta que determina uma assimetria das relações de poder entre a vítima e o assediador. Por outro lado, o assédio sexual pressupõe a violação sistemática da intimidade da vítima por parte de quem assedia.

O piropo não é nada disso. O piropo é uma “boca” ocasional, que pode ser, mais ou menos, socialmente polida e eticamente aceitável.

O Paulo Baldaia, na sua condição de chico-esperto, contribui activamente para a destruição da linguagem, o que faz parte de uma estratégia política mais alargada da destruição do discurso — sendo que “discurso”, neste caso, significa a troca espontânea de símbolos linguísticos através das quais as pessoas (do povo, em geral) se encontram e se reconciliam nos seus variados interesses.

Quando o idiota útil Baldaia (ele diz que é menchevique) confunde “piropo” com “assédio sexual”, está a destruir a linguagem e, por essa via, a destruir o discurso — minando assim a liberdade em circulação na sociedade, e seguindo, portanto, o ideário totalitário da Nova Esquerda em relação ao qual o burro diz “ser contra”. Cavalgadura dos me®dia!

Quarta-feira, 8 Novembro 2017

A Direita tem vindo a ganhar a guerra cultural inteligente

 

Quando falo em “Direita”, não me refiro, por exemplo, ao CDS/PP politicamente correcto que fecha a Esquerda à direita; refiro-me ao páleo-conservadorismo que se opõe, em grande medida, ao neoliberalismo.


O Carlos Fiolhais cita um artigo de um tal Guilherme Valente que escreve no jornal Púbico e que eu não conheço:

"O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. […] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra."

Ou seja, a Esquerda está a fazer “marcha-atrás” porque já percebeu que a estratégia marxista cultural da auto-vitimização (política da identidade) está a dar mau resultado, e a Esquerda arrisca-se a “espalhar-se ao comprido”. Por isso, há que mudar um pouco a estratégia política de definhamento da cultura antropológica; mas a “marcha-atrás” da Esquerda é tímida e mínima, porque pretende ser quase uma ilusão para “fintar” o povo. Por isso, o Valente escreve a seguir:

“Elísio Macamo, professor moçambicano numa universidade suíça, brindou-nos recentemente com um rebuscamento "académico" desse queixume absurdo (PÚBLICO, 11/10/17). É a si próprio que Portugal deve pedir desculpas "por ter violado os seus próprios valores" no período dos Descobrimentos e da colonização, escreveu. "Tantas vezes quanto for necessário"!

Ou seja, quer que eu inclua nas minhas orações um pedido de perdão a mim próprio pelas atrocidades que, por exemplo, Vasco da Gama praticou no Índico, com as quais não tive nada a ver e me repugnam! Eu e Portugal estaríamos assim condenados a uma espécie de inferno católico, absurdo histórico há muito abandonado pela própria Igreja”.

Ou seja, para o Valente, por um lado, a auto-vitimização histórica do Ocidente é uma merda; mas, por outro lado, o Vasco da Gama (e os outros todos) também é uma merda. Entalado entre a merda da História e a merda da auto-vitimização, o Valente dá, assim, a volta ao texto político no sentido de enganar-se a si próprio e ao povinho, tentando sair da sua (dele) dissonância cognitiva em relação à realidade histórica e cultural.


Já agora: a ideia de “inferno católico” não foi abandonada pela Igreja Católica, ao contrário do que escreve o valente mentecapto.


Um páleo-conservador pensa de maneira diferente; desde logo, recusa a falácia de Parménides — o que, aplicando-se por exemplo à escravatura, significa que um determinado comportamento cultural (ou costume) pretérito teve lugar na sua época própria e é legítimo do ponto de vista histórico.

Ou seja, os portugueses não têm que se arrepender ou sentir “repugnância” porque Portugal praticou a escravatura no passado, nem têm que sentir “repugnância pelos feitos de Vasco da Gama”, porque os factos históricos devem ser valorizados no seu contexto próprio; e porque, sem a escravatura, por exemplo, não existiria hoje o Brasil.

Portanto, há que ter orgulho na História de Portugal no seu Todo — independentemente da opinião de detractores estrangeiros.


Finalmente, o Valente falou em Mandela e no seu putativo exemplo a seguir. Esqueceu-se de falar da carnificina dos agricultores brancos (assassinados aos milhares) que decorre actualmente na África do Sul.
 
O Mandela apenas ganhou o tempo necessário para tornar invisível a barbárie do racismo negro.
 

 

Segunda-feira, 6 Novembro 2017

¿Quais são os limites do feminismo nos costumes?

 

ripped-jeans-webUm advogado egípcio (¿ou será “egício”?) defendeu, em um programa de televisão, que uma mulher que ande com metade do rabo à mostra na rua deve ser assediada sexualmente e mesmo violada. Quando vi o vídeo achei (no mínimo) estranha a solução encontrada para o problema — de facto, trata-se de um problema: ¿Até onde vai a “liberdade” feminista? ¿Existirá, um dia destes, o direito de uma mulher andar nua na rua?

Uma literatiqueira que dá pelo nome de Bárbara Wong constrói aqui uma narrativa de mau gosto literário (tinha que ser no jornal Púbico) que se resume em dois pontos:

1/ quando ela tinha 12 ou 13 anos, era criticada pelo povo da aldeia por andar de calções na rua;

2/ hoje, ela orgulha-se da sua (dela) filha e dos seus calções de ganga. “Não sou eu que tenho de mudar, são eles que têm de me respeitar, responde-lhe a filha.

¿Até onde — ou até que ponto — “eles” terão que “as” respeitar?

A partir de certo ponto, já não falamos de “respeito” por elas, mas antes de indiferença ou até de desprezo. Como escreveu G. K. Chesterton :

“A tolerância moderna é realmente uma tirania. É uma tirania porque é um silêncio”.

Hoje, aparece uma mulher na rua com o rabo à mostra, e o que acontece é um silêncio geral que pode traduzir desprezo ou indiferença.

“Estudos recentes revelam que os níveis de esperma de homens no Ocidente desceram 60% desde 1971, evocando a grande distopia de P.D. James «Os Filhos dos Homens», com a sua visão de uma sociedade que já não se consegue reproduzir.

(…)

Na sociedade estéril de P.D. James, o sexo entre os jovens tornou-se «o menos importante dos prazeres sensoriais do homem». E embora os homens e as mulheres ainda se casem, é frequentemente com pessoas do mesmo sexo. O desejo sexual diminuiu a par da fertilidade masculina, não obstante os esforços do Governo para estimular o desejo através de lojas de pornografia patrocinadas pelo Estado”.

Níveis de esperma: Colher o que semeámos

O enorme problema das feministas é o de que, apesar de sentirem, não pensam.

Sábado, 21 Outubro 2017

Adolfo Hitler e o marxismo cultural

Filed under: cultura,cultura antropológica,Hitler,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:47 pm

 

Quarta-feira, 18 Outubro 2017

O politicamente correcto mata

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Sexta-feira, 6 Outubro 2017

O Bloco de Esquerda diz que o Padre António Vieira foi um colonialista

 

Há duas coisas que a extrema-esquerda (sob o manto de silêncio do Partido Socialista de António Costa, e dos intelectuais de merda da estirpe do José Pacheco Pereira) faz muito bem:

1/ uso e abuso da falácia de Parménides, que consiste em julgar o passado à luz de valores que estão neste momento na moda (o facto de estarem na moda não significa necessariamente que esses valores sejam positivos);

2/ a assunção do contra-factual histórico como sendo uma certeza, o que, no fundo, se resume à Teoria Crítica do marxismo cultural, que assume que a História deveria e poderia ter sido feita de outra maneira. E, para isso, a extrema-esquerda pretende “apagar” a nossa História e/ou destituir a nossa sociedade de uma memória histórica positiva. Trata-se de um projecto político totalitário à imagem de “1984” de George Orwell que escreveu:

“Quem controla o passado, controla o futuro; e quem controla o presente controla o passado”.

Ora, é sabido que quem controla o presente do nosso país é o Bloco de Esquerda — não só porque o Partido Socialista de António Costa depende politicamente do Bloco de Esquerda, mas também porque o próprio António Costa é (evidentemente) pessoalmente um radical muito próximo do ideário político do Bloco de Esquerda.


Padre-Antonio-Vieira-webÉ neste contexto político que (com apoio do Partido Socialista de António Costa que controla a Câmara Municipal de Lisboa) se organizou uma Manif de extrema-esquerda contra (pasme-se!) uma estátua do Padre António Vieira em Lisboa.

A extrema-esquerda portuguesa parece seguir o exemplo do derrube de estátuas levado a cabo pelo movimento fascista americano “Antifa”. A Manif radical de extrema-esquerda foi alegadamente dirigida por um tal Mamadou Ba que nasceu em Kolda, no Senegal (ele nem sequer nasceu em um país africano de língua portuguesa!), e que se arroga no direito de colocar em causa a História de Portugal.

As razões da extrema-esquerda invocadas pelos radicais dirigidos pelo Mamadou Ba para protestar contra uma estátua do Padre António Vieira são, alegadamente:

1/ o Padre António Vieira foi um colonialista;

2/ os jesuítas (e os católicos, em geral) são responsáveis por um etnocídio (desaparecimento da cultura ameríndia) no Brasil;

3/ a Igreja Católica (e o Cristianismo, em geral) é responsável pela escravatura dos negros.

Aplicam-se aqui os dois pontos prévios referidos: a falácia de Parménides e a certeza do contra-factual histórico. Convém, contudo, informar o senhor Mamadou Ba do seguinte:

1/ já existia escravatura em África (entre os negros) antes de os portugueses chegarem a África. Portanto, ele que vá contar essa estória (da escravatura portuguesa) à mãezinha dele, lá no Senegal.

2/ os jesuítas defenderam os índios, em relação à escravatura, e evitaram (através de uma acção política junto do Poder em Lisboa) um extermínio físico dos índios semelhante ao que aconteceu na América ocupada pelos espanhóis. O senhor Mamadou Ba escolheu mal o país para criticar.

3/ O senhor Mamadou Ba tem um nome islâmico (o Islamismo faz parte da cultura do Senegal). E talvez por isso o senhor Mamadou Ba não se refira à escravatura praticada no passado (e ainda hoje) pelo Islão — o que interessa ao senhor Mamadou Ba, como bom negro de cultura islâmica, é criticar a cultura judaico-cristã.

4/ quem — pela primeira vez, desde que existe o homo sapiens — proibiu a escravatura em todo o mundo foram os cristãos da Europa — e não os pretos islâmicos da África. Portanto, seria mais profícuo que o senhor Mamadou Ba fosse pregar para a freguesia dele e deixasse a nossa História em paz.

Quinta-feira, 21 Setembro 2017

Eu já baixei os braços. A única solução é o PNR (Partido Nacional Renovador).

 

Eu já baixei os braços — porque a luta ideológica não passa já por factos, por demonstrações lógicas, por verificação de nexos causais, pela ciência.

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left-freakHoje, a dinâmica política é totalitarizante, e temos que escolher entre o Bloco de Esquerda e Partido Comunista, por um lado, e o PNR (Partido Nacional Renovador), por outro lado. Tudo o que está no meio (ou no chamado “centro político”) está minado pelo marxismo cultural.

O terreno político está totalmente minado; por exemplo, ¿quem manda no CDS/PP?

Resposta: Assunção Cristas (que, por exemplo, defende “quotas de género” para as administrações das empresas privadas e públicas) e o Adolfo Mesquita Nunes (um fanchono que defendeu publicamente o "casamento" gay, a adopção de crianças por pares de invertidos e as "barriga de aluguer"). É esta a tipologia da Ordem no CDS/PP: longe vão os tempos de Manuel Monteiro.

Ora, o CDS/PP era suposto ser um partido da Não-Esquerda. O terreno está minado. A diferença ideológica entre o CDS/PP, por um lado, e o Bloco de Esquerda, por outro lado, não é tão grande como os me®dia nos querem fazer crer.

No Partido Social Democrata de Passos Coelho vive-se a “pluralidade”, que é uma forma de dizer que vingam quase sempre as teses ideológicas que estão na moda. Também no Partido Social Democrata o terreno está minado, com Teresa Leal Coelho, Paula Teixeira da Cruz, e merda quejanda. E no Partido Social Democrata impõe-se a espiral do silêncio em quem não concorda com algumas aberrações humanas que por lá pululam.

Eu não tenho dúvidas que chegará o dia em que o Bloco de Esquerda, por exemplo, irá impôr a mudança de sexo aos 12 anos, a despenalização e descriminalização da pedofilia, e a legalização da eutanásia a pedido do freguês. E o Partido Social Democrata e o CDS/PP protestam “para tuga ver”, mas anuem.

Cheguei à conclusão de que a única solução para o problema nacional é o PNR (Partido Nacional Renovador).

Domingo, 17 Setembro 2017

É preciso acabar com isto

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 9:17 am

 

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Segunda-feira, 28 Agosto 2017

Faz-nos muita falta a Vera Lagoa

Filed under: Esquerda,esquerdalho,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:23 pm

 

A Maria João Avilez escreve aqui um texto que se deve ler. Começa a aparecer gente que está a “sair da casca” (está a sair da espiral do silêncio), e que, por isso, tem que ser reprimida pela Esquerda. Essa Esquerda inclui o Partido Socialista do António Costa; não tenham dúvidas nenhumas; por detrás daquele sorriso de monhé vendedor ambulante mora um filho-de-puta — por detrás de cada “progressista” está um sargento da polícia. Nada pode curar o “progressista”: nem sequer os frequentes ataques de pânico causados pelo “progresso”.

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Há alguns anos que eu venho a chamar à atenção do fenómeno do marxismo cultural. Final- e felizmente começam a aparecer pessoas que “saem da toca” dos seus comodismos para denunciar o avanço de um totalitarismo aparentemente “mole”, mas que poderá rapidamente “endurecer”.

A Maria João Avilez diz que “a coisa” ainda não chegou cá; mas, desde que o Jaime Nogueira Pinto foi proibido de falar em uma universidade, eu soube logo que “a coisa” já cá está dentro.

estudantes-universidade-web“Lá fora tudo “isto” está em estado de mais adiantada convulsão mas é fraco consolo: algo nos separa – para pior — do resto da Europa democrática e dos Estados de Direito a que gostamos de dizer que pertencemos.

Separa-nos uma fractura que agrava a vulnerabilidade da nossa condição face à dimensão da catástrofe: o caminho está livre (ou parece livre) para ela, não há entrave, nem resposta aos novos proprietários.

Refiro-mo obviamente a esse imenso espaço (metade do país?) do PS para a direita. Pouco o representa, poucos dele cuidam a não ser partidos exaustos e envelhecidos e meia dúzia de respeitáveis (e resistentes) políticos ou intelectuais.

Não há instituições que se reclamem desse espaço, há pouco vigor, são escassas as iniciativas doutrinadoras ou políticas por ele produzidas. A discordância é expressa quase em surdina e desastradamente, e basta pensar na CIP para só citar um exemplo. Quanto à Universidade, faz pagar caro a professores e mestres fora do reduto da esquerda e agora fora do jardim envenenado do pensamento único ou da tirania do politicamente correcto”.

Aqui, não concordo com a Maria João Avilez. Continuamos a inventar álibis internos, quando o problema vem de fora e principalmente da União Europeia. Por exemplo, o Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" é um tribunal dos “direitos desumanos”, ou um tribunal dos direitos de braguilha, uma peça da engrenagem política das engenharias sociais que nos são impostas a partir de Bruxelas. Ora, os direitos de braguilha são essenciais para controlar a populaça.

“O caminho está livre” — como diz a Maria João Avilez —, mas quem abriu a picada foi a União Europeia; quem apoia abertamente as engenharias sociais e o presentismo cultural da Esquerda, é o leviatão da União Europeia.

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O grande inimigo dos países da Europa é a União Europeia. E a chamada “direita” portuguesa não pode ter “sol na eira e chuva no nabal”; e é essa uma das razões por que não há discordância audível e clara por parte da “direita”; ou se pertence ao Euro e à União Europeia, e, neste caso, tem que se “comer tudo o que vem no pacote”; ou não se pertence ao Euro e há problemas com a França e com Alemanha — como é o caso da Polónia, da Hungria, e até do Reino Unido, que não querem “comer” tudo o que vem no pacote da União Europeia do Directório Globalista.

A actual direita de Passos Coelho e de Assunção Cristas só discorda publicamente do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de António Costa, em questões de lana caprina. O que se passa é o seguinte:

Os debates públicos entre a Esquerda e a Direita são muito animados (por exemplo, entre a Mariana Mortágua e o Adolfo Mesquita Nunes), mas a grande animação (artificial) dos debates serve apenas para esconder do povo a fraca discordância no que diz respeito às mundividências e aos valores essenciais.

vera-lagoa-webAo contrário do que diz a Maria João Avilez, o espartilho da Direita portuguesa vem (é imposto pela) da União Europeia — basta olhar para o que anda a fazer a Angela Merkel, que se diz de Direita; ou o Macron, que diz que não é de Esquerda, mas que é do “Centro”. Até o papa Chico diz que “não é de Esquerda”, mas o Bloco de Esquerda concorda com ele em tudo o que diz respeito a posições políticas seculares e mundanas.

Vivemos em uma tempestade perfeita.

Por isso é que o Donald Trump é “faxista” e “nazi”, porque veio incomodar os donos da tempestade. Por isso é que quem discorda do Bloco de Esquerda, no que quer que seja, é “faxista” — e ninguém da “direitinha” portuguesa gosta que lhe chamem de “faxista”.

¿Então faxisto?! Faz-nos falta a Vera Lagoa.

Quarta-feira, 23 Agosto 2017

Ó Graça Fonseca: o povo está se cagando!

 

Numa altura em que simples factos científicos acerca do sexo biológico se vão tornando “indizíveis” e proibidos na educação escolar das crianças, um membro da elite política confessou-se publicamente com sendo “lésbica”.

A criatura não se dá conta de que a confissão pública dos “pecados” tem raízes no catolicismo da Alta Idade Média em determinadas regiões da Europa — incluindo Portugal.

É a sociedade inteira que tem de se penitenciar, através da adopção de uma cultura niilista que não transforme a categorização da idiossincrasia homossexual em uma discriminação injusta.

Quando se confunde o não-conformismo em relação a um determinado estereótipo masculino ou feminino, por um lado, com “fluidez de género” ou “não-binário”, por outro lado, algo de muito sinistro se passa. E quem impõe coercivamente esta política anti-científica de “género” são os mesmos elitistas que, em uma espécie de acto de contrição, se confessam publicamente que são “isto e aquilo”.

O Carnaval apareceu nas regiões da Europa da Idade Média onde a tradição da confissão pública (bem como da penitência que se seguia) perdurou na cultura antropológica mesmo depois do avanço da privacidade, a partir de 1215.

public-confession-webHoje, a tradição da confissão pública mantém-se no substrato cultural da maioria das regiões da Europa continental — o que é novo é que o processo de penitência é hoje transferido para a sociedade, que é considerada culpada pelo sofrimento do “pecador”; é a sociedade que se tem de penitenciar pelo “sofrimento idiossincrático” do indivíduo.

As categorias humanas, como por exemplo, o local de nascimento, a altura da pessoa, o seu peso, a sua genética, a existência de determinadas doenças (como a SIDA, por exemplo), a cor do cabelo ou dos olhos, as taras sexuais, etc., — nenhuma destas categorias é importante, e quem se refere a elas como existentes em outrem, é contra a “igualdade” e contra a “diversidade”.

A confissão pública da existência de uma determinada categoria humana só pode ser feita pelo próprio e em nome pessoal; porque, se assim não for, estamos em presença de um “discriminação injusta” (porque, dizem os puritanos pós-modernos, que existem “discriminações justas” que coincidem com o conceito de tolerância repressiva

Tal como acontecia na Idade Média, o povo está se cagando para as confissões públicas impostas pelo novo clero politicamente correcto.

Apesar da insistência dos clérigos em tornar a confissão pública amiúde, o cidadão medieval só se confessava publicamente (o confessionário e a confissão privada só surgiram no século XVI) uma vez por ano, normalmente na Páscoa, para ter acesso à comunhão Pascal.

Desde que o comportamento de um indivíduo, ou de um grupo de indivíduos (que pode ser uma classe social, cultural ou política) não ameace a sobrevivência e a continuidade da sociedade, o povo não quer saber se a Graça Fonseca é lésbica ou não.

O problema é o de que, de facto, a continuidade da sociedade portuguesa está colocada em causa pela imposição ao povo de uma cultura anti-reprodutiva que se reflecte em uma elite anti-natalista e decadente.

E aqui, Ó Graça, é que está o problema da tua confissão pública: é a sociedade inteira que tem de se penitenciar, através da adopção de uma cultura niilista que não transforme a categorização da tua idiossincrasia em uma discriminação injusta. E isto não pode levar a bom fim.

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