perspectivas

Sexta-feira, 13 Agosto 2021

O prometeanismo de Emmanuel Macron, o totalitarismo suave em França, e o abaixamento do QI da população

A França do Macron transformou-se em uma sociedade em que a elite política (a que está ligada a Macron) é presentista; tem o maior desprezo pelo passado (histórico), e revela (ironia do destino!) um sincretismo ideológico entre o globalismo neoliberal, por um lado, e o marxismo cultural, por outro lado (sinificação).

numeros-romanos-webTrata-se de um presentismo que vê no passado (na História) uma ameaça ao prometeanismo pós-religioso da sociedade que se pretende construir, controlada pelo globalismo neoliberal, em aliança tácita com uma certa minoria elitista, caceteira, autóctone e marxista.

Tanto os marxistas culturais como os globalistas (não confundir “globalismo” e “globalização”), acreditam que o mundo é feito pelo ser humano, e que nada lhe é dado, à partida. Esta ideia tem raízes em Francis Bacon.

Para o ser humano prometaico, o passado (histórico) não passa de uma colecção de crimes e de loucuras, e o mundo é a matéria-prima da conquista humana (futura) da perfeição — não existem limites para o destino/futuro do Homem, nem limites para a maleabilidade da Natureza Humana; e não existe uma dimensão trágica da vida humana.

Segundo a mente prometaica (que, basicamente, é, por assim dizer, uma versão alargada da mente revolucionária), o ser humano pode fazer, de si próprio, o que quiser e é, por isso, passível de se tornar perfeito; ou seja: partindo do pressuposto de que “o Homem é aperfeiçoável”, o prometaico conclui (ou infere) que “o Homem tem que se tornar perfeito” (trata-se de uma obrigação ontológica e moral que decorre de uma condição prévia).

Esta perfeição prometaica não é espiritual: é uma perfeição Hic et Nunc (aqui e agora), inerente ao mundo material (presentismo).

A libertação — para o prometaico Macron, por exemplo — é a conquista da felicidade imutável, permanente e total; em que os escolhos (culturais) provenientes do passado, e os inconvenientes existenciais (como, por exemplo, a morte, ou os conflitos inerentes à Natureza Humana) são banidos.

É o LIMITE, entendido no Absoluto Simples, que o prometaico rejeita — e não um qualquer pequeno “limite”, subordinado, e em particular.

(more…)

Terça-feira, 27 Julho 2021

O governo basco aplicará multas de 10.000 Euros a quem enaltecer o Estalinismo

Filed under: marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 9:32 pm

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Quinta-feira, 1 Julho 2021

Um exemplo do marxismo cultural

Filed under: feminazismo,feminismo,lixo feminino,marxismo cultural — O. Braga @ 2:46 pm

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Em 1919, homens brancos concederam o poder de  voto às mulheres (em geral).

Em 2021, mulheres defendem a abolição do homem branco.

Sexta-feira, 7 Maio 2021

Isabel Moreira, uma comissária política do Totalitarismo de Veludo

A Isabel Moreira faz parte do comissariado político do Totalitarismo de Veludo — a par de gente como José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, entre outra.

A missão dos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo é o de formatar (perante a opinião pública) a imagem inócua da camada exterior da “cebola totalitária”, segundo o conceito elaborado por Hannah Arendt:

«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

Toda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra. A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.»

→ (Hannah Arendt, “Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)

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A Isabel Moreira escreveu um texto em que glorifica o Estado de Direito, em detrimento do activismo esquerdista de gente do tipo da Maria João Marques: aparentemente (e só aparentemente), a ideia da Isabel Moreira é a de separar o movimento #MeeToo, por um lado, do radicalismo político maniqueísta marxista cultural, por outro lado — em suma: a Isabel Moreira pretende separar o que é inseparável, o que revela a tentativa da Isabel Moreira de “palatalizar” o radicalismo político do movimento #MeToo através da possibilidade da “ficção de um mundo normal” em que reinaria (putativamente) o Estado de Direito.

Defender o movimento #MeToo (enquanto maniqueísmo e segundo o conceito de “tolerância repressiva”) e, simultaneamente, defender o Estado de Direito (como faz a Isabel Moreira), é uma contradição em termos.

Essa contradição (inconfessa e inconfessável) tem como objectivo tornar o movimento #MeToo aceitável na opinião pública (crítica- e logicamente), através de um processo político em que se “desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces” (da cebola totalitária), “e o de um radicalismo extremo noutra”.

Não se deixem “comer de cebolada” pela bruxa.

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Sexta-feira, 2 Abril 2021

O Totalitarismo de Veludo aperta o cerco político

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.»

Eric Voegelin, “Nova Ciência da Política” (página 133)


No início da década de 1970, quando eu era estudante (no Liceu Salazar, em Lourenço Marques), fui “incomodado” pela PIDE — porque eu ansiava por mais liberdade de expressão; hoje, sou implicitamente considerado “fassista” pela NOVA-PIDE da opinião pública e publicada do actual regime político — nomeadamente porque eu apoio o partido CHEGA que é agora alvo de tentativa de ilegalização pelos novos aprendizes de ditadores ditos “democratas”.

Atenção: apoiar um partido não é a mesma coisa que militar nele. Nunca militei em um qualquer partido político.

Muita gente como eu, que foi a favor da liberdade de expressão no tempo de Marcello Caetano, é hoje alvo de discriminação (e, em alguns casos, mesmo de perseguição) política por parte dos protagonistas ( da “vanguarda”, como se diz aqui) do regime actual.

No Portugal me®diático de hoje, quem defende claramente a liberdade de expressão, é “fassista”.

Quando nós verificamos, por exemplo, que gente como o José Pacheco Pereira diz que o conceito de “marxismo cultural” é teoria da conspiração, ou o Francisco Louçã que diz que “o Holodomor não existiu” — entre muitos outros exemplos, como é o caso do “senhor intelectual” Guilherme Valente que tece loas ao totalitarismo chinês —, percebemos como o ar político se torna paulatinamente irrespirável, à medida que os gnósticos actuais vão reforçando o seu Poder.

Temos aqui um texto que identifica claramente o politicamente correcto (ou marxismo cultural, vai dar no mesmo) com os “gnósticos modernos”.

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Quarta-feira, 31 Março 2021

Ter pensamento crítico é sinónimo de ser de “extrema-direita” — diz a sra. Helena Fazenda

Quem pensa, analisa, critica, e possivelmente coloque em causa a legitimidade do estatuto das elites políticas, é seguramente de “extrema-direita”é esta a conclusão a que chegou a Secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, a socialista Helena Fazenda.

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Ademais, a sra. Helena defende a ideia segundo a qual, aquilo a que ela chama de “extrema-direita” — que é toda a gente que não vota nos partidos políticos do regime — deve ser objecto de censura política, em contraponto com os “adversários políticos” da “extrema-direita” (possivelmente o Bloco de Esquerda, ou o MRPP), que não devem ser censurados porque são “democráticos”.

Dou um exemplo que ilustra o pensamento da sra. Helena:

  • alguém que afirme que “a gripe comum acabou”, e que “foi substituída pelo COVID-19” e pelos seus confinamentos totalitários sucessivos do monhé — é uma pessoa perigosa de “extrema-direita” e “negacionista”.

Outro exemplo:

  • alguém que afirme publicamente (por exemplo, o juiz Fonseca e Castro) que uma máscara de papel não impede a propagação de um vírus — é segura- e obviamente de “extrema-direita” e “negacionista”.

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Diz a sra. Helena que quando um cigano mata um preto, não é racismo; e/ou quando um preto mata um branco, também não é racismo; mas quando um branco mata um preto, já é racismo.

E quando alguém denuncia este enviesamento ideológico marxista cultural (segundo a sra. Helena, “ninguém é racista, excepto os brancos”) proveniente deste regime político corrupto, trata-se (segundo a sra. Helena) de uma “narrativa-chave do Estado Novo”. (ver Ficheiro PDF).

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Quarta-feira, 6 Janeiro 2021

O ataque ad Hominem do Adolfo Mesquita Nunes a André Ventura

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Uma das características do Adolfo Mesquita Nunes — que é comum aos gueis, em geral — é a ambiguidade (deliberada, insidiosa e tortuosa) no discurso: trata-se de gente habituada (e experimentada) a distorcer os factos, de modo a adequá-los à sua forma (identitária e exclusivista) de conceber o mundo.

Ser de direita, por exemplo (e digo eu), é ser contra o lóbi político gayzista — de que faz parte o Adolfo Mesquita Nunes — que pretende transformar a identidade “invertida”, em um privilégio cultural e social; ser de direita, por exemplo, é ser contra a ideia propalada subliminarmente (pelo lóbi político gayzista) na nossa cultura, segundo a qual “tomar no cu é factor decisivo para aumentar o QI do indivíduo”.

Portanto, “ser de direita” é ser contra indivíduos — ou contra comunidades étnicas e/ou culturais que actuam uniforme- e identitariamente — que assumem posições ou posturas anti-sociais claras e evidentes.

O facto de “cada um de nós é uma pessoa” (sic) não significa que recusemos a categorização de indivíduos e/ou de comunidades (étnicas ou culturais) em função de critérios objectivos — e essa recusa de categorização, em nome de uma alegada “recusa de estigmatização”, é característica da Esquerda … e do Adolfo Mesquita Nunes.

A principal razão por que o CDS “caiu no poço” é a de gentinha como Adolfo Mesquita Nunes e Assunção Cristas.

Quinta-feira, 31 Dezembro 2020

Um exemplo de Eurofobia nos me®dia

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Eurofobia,marxismo cultural — O. Braga @ 10:29 am

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A “Eurofobia” pode ser definida como “o medo irracional de que, em qualquer lugar do universo, os povos autóctones da Europa possam ter as suas próprias escolas, vizinhanças, bairros, lugares de culto religioso, comunidades, e/ou nações”.

Segunda-feira, 9 Novembro 2020

A Esquerda trabalha activamente para a eliminação da mulher

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 6:56 pm

Para a Esquerda, a mulher deixou de existir — alegadamente, está na moda dizer que quem dá à luz não são mulheres: em vez disso, são pessoas grávidas e parturientes.

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Vivemos tempos muito difíceis. A irracionalidade volta a estar na moda. Não sei se “isto” já vai com persuasão e com argumentação racional.

Terça-feira, 20 Outubro 2020

Eu não vou tão longe… mas o professor Aguilar tem alguma razão

Filed under: feminismo,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 9:22 pm

O Observador é um jornaleco sem credibilidade maior; e é no contexto dessa parca credibilidade que o Observador publica esta notícia acerca do professor de Direito Francisco Aguilar.

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Vemos aqui outra notícia (ver ficheiro PDF), mais elaborada, que também fala do referido professor. A verdade é que o professor Aguilar compara o “feminismo político”, por um lado, e o “nazismo”, por outro lado.

O “feminismo político” é coisa diferente da minha hipotética vizinha feminista que “assapa” no marido; mas é claro que este tema é demasiado complicado para os jornaleiros do Observador.

Mulheres feministas (“com testículos”), sempre existiram; mas o “feminismo político” é um fenómeno social recente que decorre da evolução (¿ou será “involução”?) do pensamento marxista (desde o conceito de “mulher” e do “casamento”, segundo Engels) até ao Pós-modernismo ideológico actual.

Paradoxalmente, a descrição do feminino, vindo da parte de um professor cristão, coincide essencialmente com a descrição das mulheres vindas do anti-cristão Nietzsche. O professor cristão acaba concordar com Nietzsche ateu no que respeita às mulheres.

Eu não vou tão longe…

… mas, a verdade é que o Feminismo Político tem contribuído para destruição do tecido e coesão sociais — isto é um facto! —, contribui para a atomização da sociedade e para a extrema dependência do cidadão em relação ao Estado; e por isso, o Feminismo Político deve ser considerado um alvo ideológico a abater por parte de qualquer cidadão bem-formado.

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feminismo-e-isto-webQuando o professor confunde o Feminismo Político, por um lado, e a “mulher” entendida individualmente, por outro lado, ele caiu na armadilha montada pelo marxismo cultural.

O marxismo cultural  — ou “politicamente correcto” — tende a negar as (diferentes) categorias da Realidade, mediante (através de) um nominalismo radical e absoluto que pulveriza ad infinitum a categorização do universal que caracteriza necessariamente o pensamento científico. O marxismo cultural (a Esquerda actual) é, por sua própria natureza, anti-cientifico.

A negação (ou o esbatimento) das categorias universais da realidade — que é característica do nominalismo radical do politicamente correcto — tende a impôr, na cultura antropológica, um relativismo ético insidioso que cria uma sociedade de emasculados e cobardes.

Todo o edifício actual do Direito é construído tendo como base fundamental as teorias de Engels (mutatis mutandis, de Marx) acerca da família — e isto é tão evidente que até escandaliza o mais incauto observador. Mas a culpa disto não é das mulheres: é culpa de uma ideologia que foi preferencialmente pensada, adoptada e propalada por homens.

O Feminismo Político é uma ideologia de origem maioritariamente masculina.

Apesar do discurso hiperbólico e exagerado, e de analogias indevidas, a tese do professor Aguilar é uma “pedrada no charco” no contexto da cultura vigente — ou seja, parece-me que o exagero e a hipérbole utilizadas pelo professor tiveram a função de tornar socialmente visível o problema da “marxização” crescente da cultura ocidental.

Se o professor tivesse sido “meigo” nos conceitos e nas palavras, não teria a atenção que teve nos me®dia; e, neste sentido, o professor foi inteligente.

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Quarta-feira, 14 Outubro 2020

O Diogo Faro e o Ricardo Araújo Pereira: os cromos do regime

Filed under: marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 12:05 pm

Existe por aí um indivíduo que dá pelo nome de Diogo Faro que é uma contradição com pernas, por um lado, e por outro lado é um símbolo da actual “elite” social e cultural (ruling class).

Não quero com isto dizer que seja possível a qualquer ser humano viver isento de contradições; afinal, o nosso pensamento desenvolve-se a partir de opostos, e portanto a contradição é sempre uma tentação. O próprio conceito de “matéria” é contraditório em si mesmo (v. quântica).

No entanto, é precisamente a procura das contradições que estimula o conhecimento e o progresso científico. Embora vivamos em um mundo de contradições (de opostos), é função da inteligência humana tentar sempre discernir a contradição e a lógica.

O que é assustador é o facto de a forma de pensar do Faro coincidir com a forma de pensar das “elites” que nos comandam. E por isso é que o Faro tem uma projecção social esdrúxula.

«

(…)

Infelizmente há muita gente idiota que ainda acredita nestes cromos do regime.

O Árctico a derreter, a Amazónia a desaparecer, as barreiras de corais a morrer e a Terra a secar.

O fascismo cresce na rua e nos governos, o nazismo ecoa nas redes sociais, o autoritarismo mantém-se firme em tantos países e as democracias abanam como se os seus pilares fossem feitos de areia. O racismo continua a matar, a homofobia continuar a matar, a xenofobia continua a matar, o machismo continuar a matar. Não só matam como são normalizados e até promovidos e aplaudidos. Trabalhamos cada vez mais para viver para cada vez menos, enquanto a desigualdade económica cava um poço entre ricos e pobres tão grande quanto o buraco na camada de ozono. Vivemos em competição e não cooperação, o individualismo mais egoísta prevalece sobre qualquer amor comunitário e do bem comum. Dependemos das redes sociais para ser indivíduos únicos e perdemos para as redes sociais a nossa sanidade mental. E a nossa privacidade. Já nada é nosso. Somos controlados, manipulados e subjugados sem disso dar conta. O livre-arbítrio era dos filósofos, agora é dos plutocratas. E o mundo por todos os lados parece mesmo desabar.

(…)

As alterações climáticas ainda podem ser revertidas e os ecossistemas salvos, parando o aquecimento da terra e a potencial crise de refugiados climáticos.»

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Qualquer político do regime actual concordaria com este discurso do Faro; ou, se não concordasse, ficaria em um silêncio emasculado — mesmo quando os factos nos demonstram o contrário!: por exemplo, a Gronelândia ganhou cerca de 350 mil milhões de toneladas no gelo, apenas em 2019!

greta-taxes-webPara as elites — e para os profetas oficiais do regime, como o Faro —, os factos são irrelevantes; o Iluminismo é rejeitado, a irracionalidade voltou a estar na moda, e impera um novo tipo de obscurantismo que defende o irracional, alegadamente em nome de uma versão acientífica e utópica de “ciência”.

O discurso oficial do regime — amplificado pelos “cromos” do regime, como o Diogo Faro ou o Ricardo Araújo Pereira — é uma mistura de Teoria Crítica e pregação escatológica.

A Teoria Crítica é uma espécie de ácido que dissolve o tecido da realidade social, política, existencial e metafísica: o Diogo Faro é uma picareta falante que pretende transformar a realidade em um inferno.

A pregação escatológica apela a uma soteriologia em função de um putativo “fim do mundo” que se aproxima: à laia da Greta, o profeta Diogo Faro apela ao arrependimento dos Hílicos contemporâneos: “Arrependei-vos!”, diz ele: “O fim está próximo!”

A tentativa de negar a Natureza Humana (por exemplo, quando o Faro diz que infelizmente “vivemos em competição e não cooperação”) tem como objectivo a humilhação do indivíduo (por via da Estimulação Contraditória) ; isto é, se o ser humano é, por sua própria natureza, competitivo, segue-se que a crítica da elite política actual em relação à competição humana, é uma forma de anulação do indivíduo enquanto ser humano, reduzindo-o (através da dissonância cognitiva generalizada) a um mero instrumento da acção política por parte da elite.

Por fim: a ideia peregrina das elites actuais, segundo a qual “as alterações climáticas ainda podem ser revertidas e os ecossistemas salvos, parando o aquecimento da terra, através do aumento de impostos e da estatização da economia.

É como se dissemos que “a rotação da Terra poderia ser parada se o Bloco de Esquerda tivesse o Poder absoluto”. Ou como se dissemos que “o facto de o clima mudar” — como tem mudado desde que existe atmosfera na Terra — “é culpa do capitalismo”.

Infelizmente há muita gente idiota que ainda acredita nestes cromos do regime.

Quinta-feira, 8 Outubro 2020

Um livro recomendado pelo José Pacheco Pereira

Filed under: José Pacheco Pereira,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 10:43 am

“Breve História do Marxismo Cultural e do Politicamente Correcto” (2ª edição), do autor Jefrey D. Breshearseditora Contra-corrente.

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