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Terça-feira, 14 Dezembro 2021

Inger Stoejberg: vítima das Burocracias do Espírito e do Direito Positivo

Inger Stoejberg webNas sociedades ocidentais (de tradição e cultura cristãs) abundam hoje os “pequenos mártires” — entre estes, estão os “pequenos mártires” que são produto da acção impessoal e a-histórica do Direito Positivo: um Direito que não tem ética nem história, que é (metaforicamente) escrito em uma folha em branco, e que prescinde de quaisquer princípios metajurídicos.

A ex-ministra da Imigração da Dinamarca, Inger Stoejberg, foi condenada (ontem) a pena de prisão porque (enquanto ministra) deu ordens no sentido de os imigrantes islâmicos (machos), alegadamente “casados” com meninas menores de idade, fossem separados destas enquanto permanecessem em solo dinamarquês — em um esforço de repressão da pedofilia e da pederastia que são características do Islamismo.

Estou absolutamente convicto de que gente como (por exemplo) Isabel Moreira que se diz “constitucionalista”, apoiaria em Portugal uma decisão judicial deste tipo — porque esta gente compõe a classe dos “burocratas do Direito” que, por sua vez, fazem alarde da sua “burocracia do espírito” (o politicamente correcto é a “burocracia do espírito”).

Inger Stoejberg é a mais recente mártir da “burocracia do espírito” e da ditadura anética da “burocracia do Direito Positivo”.

Sábado, 4 Dezembro 2021

O “Expresso” não é um semanário: é um local de culto satânico

Filed under: Isabel Moreira — O. Braga @ 2:42 pm

Depois do Daniel Oliveira e do Francisco Anacleto Louçã, entre outras avantesmas, descobri agora que a Isabel Moreira também frequenta aquele local. Se existe uma igreja satânica em Portugal, é certamente ali que funciona.

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Sexta-feira, 7 Maio 2021

Isabel Moreira, uma comissária política do Totalitarismo de Veludo

A Isabel Moreira faz parte do comissariado político do Totalitarismo de Veludo — a par de gente como José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, entre outra.

A missão dos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo é o de formatar (perante a opinião pública) a imagem inócua da camada exterior da “cebola totalitária”, segundo o conceito elaborado por Hannah Arendt:

«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

Toda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra. A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.»

→ (Hannah Arendt, “Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)

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A Isabel Moreira escreveu um texto em que glorifica o Estado de Direito, em detrimento do activismo esquerdista de gente do tipo da Maria João Marques: aparentemente (e só aparentemente), a ideia da Isabel Moreira é a de separar o movimento #MeeToo, por um lado, do radicalismo político maniqueísta marxista cultural, por outro lado — em suma: a Isabel Moreira pretende separar o que é inseparável, o que revela a tentativa da Isabel Moreira de “palatalizar” o radicalismo político do movimento #MeToo através da possibilidade da “ficção de um mundo normal” em que reinaria (putativamente) o Estado de Direito.

Defender o movimento #MeToo (enquanto maniqueísmo e segundo o conceito de “tolerância repressiva”) e, simultaneamente, defender o Estado de Direito (como faz a Isabel Moreira), é uma contradição em termos.

Essa contradição (inconfessa e inconfessável) tem como objectivo tornar o movimento #MeToo aceitável na opinião pública (crítica- e logicamente), através de um processo político em que se “desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces” (da cebola totalitária), “e o de um radicalismo extremo noutra”.

Não se deixem “comer de cebolada” pela bruxa.

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Quinta-feira, 25 Março 2021

Os quatro golpes de misericórdia na república

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira — O. Braga @ 5:02 pm

Vale a pena ler este texto assinado por José Ribeiro e Castro.

“Para passarem a lei [da eutanásia], PS e PSD esconderam dos programas eleitorais, em 2019, a intenção de o fazerem, levando os eleitores ao engano. Primeiro golpe na República.

A seguir, com 100 mil cidadãos a pedir referendo, rejeitaram-no. Segundo golpe na República.

Depois, aprovaram tudo à mistura com o maior pico da covid19, centenas de mortes por dia e em estado de emergência. Terceiro golpe na República.

Enfim, urdiram o plano imbatível: "Se o Tribunal Constitucional não vem até nós, subimos nós a vergar o tribunal." Quarto golpe na República, golpe fatal.”


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isabel-moreira-straightjacket-webO que eu acho estranho, actualmente, é o facto de a Esquerda mais radical apontar exemplos de funcionamento do sistema político americano como sendo paradigmas a seguir. Há alguma coisa de muito podre no reino da Dinamarca, perdão, nos Estados Unidos.

Depois, temos o problema do regime político actual, que é a convergência entre o Bloco de Esquerda (o Pureza, neste caso) e o Partido Socialista (Isabel Moreira).

Isabel Moreira é o meu ódio de estimação; só a imagem da criatura causa-me um revolutear estomacal. É mesmo nojo.

A aliança entre o Pureza (Bloco de Esquerda) e a Isabel Moreira (Partido Socialista) faz lembrar aqueles que, não conseguindo ganhar o jogo dentro do campo, tentam ganhar o jogo na secretaria; e ainda assim clamam que pretendem aldrabar as regras do jogo em nome das suas boas intenções e do puritanismo mais virtuoso.

Toda a gente sabe por que razão o Tribunal Constitucional não vê com bons olhos esta lei radical da eutanásia; o Tribunal Constitucional sabe perfeitamente que o que está em causa não é a tolerância em relação a excepções de pessoas em fase de doença terminal: o que está em causa é a normalização da barbaridade na nossa sociedade.

O que está em causa é a normalização de gente como a Isabel Moreira na política.

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Sábado, 5 Dezembro 2020

“OMO lava mais branco”: alegadamente, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda são agora “social-democratas”

O Daniel Oliveira diz que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda são partidos social-democratas.

daniel-oliveira-be-pcp-webAliás, esta tese é compartilhada pelo José Pacheco Pereira, que (em 2015) defendeu publicamente a aliança (oficiosa) entre o Partido Socialista, por um lado, e o Partido Comunista e Bloco de Esquerda, por outro lado — a chamada “Geringonça”.

Um dia destes, se Deus quiser, o Daniel Oliveira irá dizer que o MRPP pertence a uma “direita moderada”.
Seguindo o “raciocínio” do Daniel Oliveira, agora percebo por que razão o CHEGA é classificado (pela Esquerda) de “nazi”!

Chama-se a isto: “baralhar e tornar a dar”.

Baralhando a opinião pública, os agentes do neomarxismo (ou do Totalitarismo de Veludo) vão tornando a ideologia marxista agradável ao paladar ideológico da populaça — desta vez, não através das ideias (entendidas em si mesmas), mas sim pela normalização (na cultura antropológica) de conceitos vagos e genéricos que sirvam a causa neomarxista.

Pessoas como o José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, Isabel Moreira, ou Fernanda Câncio, são exemplos de “comissários políticos” do Totalitarismo de Veludo que se faz sentir em Portugal.

Por exemplo: ¿alguma destas “comissariadas” criaturas se pronunciou contra a ilegalidade do confinamento obrigatório? Claro que não! Desde que seja para proteger o Totalitarismo de Veludo, o silêncio é de ouro! Esta gente é muito perigosa!

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Segunda-feira, 19 Outubro 2020

O Estado de Direito da Isabel Moreira

Filed under: António Costa,Isabel Moreira,Marcelo Rebelo de Sousa — O. Braga @ 5:08 pm
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Nos Estados Unidos, onde a Constituição tem mais de duzentos anos, existe hoje uma Esquerda que pretende alterá-la radicalmente: desde logo, pretende eliminar a 2ª Emenda da dita Constituição, que é a que garante o uso e porte de armas aos cidadãos; depois, a Esquerda pretende limitar a abrangência política da 1ª Emenda, que diz respeito à liberdade de expressão e ao ónus da prova judicial; e, finalmente, a Esquerda americana pretende também alterar a 25ª Emenda da Constituição, que diz respeito aos critérios de avaliação da capacidade (física, intelectual) do presidente da república.

De repente, o cidadão americano comum percebeu que, para a Esquerda, a Constituição não passa de um conjunto de palavras que pode ser alterado a seu (da Esquerda) bel-prazer; para a Esquerda, nada há de sagrado na Constituição; aliás, para a Esquerda, o sagrado não existe fora dela própria: a própria Esquerda constitui-se como o “sagrado universal” [“O homem é a medida de todas as coisas”].


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Portanto, o conceito de “Estado de Direito” segundo a Esquerda é ideologicamente muito frágil; e a própria Isabel Moreira constata isto mesmo, quando ela “rosna” em direcção ao Monhé das Cobras e ao Homem de Borracha:

“Numa publicação na rede social Facebook com o título "Não nos ameacem", a deputada do PS e constitucionalista, apela a António Costa e a Marcelo Rebelo de Sousa para que não tentem convencer os portugueses pelo medo. “Não nos tentem convencer a aceitar medidas inconstitucionais acenando com cenários de confinamento ou de estado de emergência”, escreve Isabel Moreira.”

marcelo-plastic-man-webA Isabel Moreira sabe perfeitamente que a Constituição é (como se fosse, a título de analogia) uma espécie de folha de cálculo do Excel, onde podemos lá escrever o que pudermos (no sentido de Poder político); por isso, o conteúdo da Constituição torna-se irrelevante, em termos práticos; e o que se torna mais importante (como é evidente) — no processo de semântica dita “democrática” do Direito Positivo — é a forma ou “processo de promulgação das leis”: ou seja, o estrito e rigoroso cumprimento da forma pode (em muitos casos) justificar a alteração (em termos práticos) do conteúdo da base legal dos fundamentos positivos da lei.

Por isso é que muitos textos constitucionais fazem referência a Deus — por exemplo, Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Nicarágua, Noruega, Paraguai, Peru, Polónia, Rússia, África do Sul, Suécia (!), Suíça, Ucrânia, Venezuela, a maioria das constituições estaduais nos Estados Unidos, mas já não no Portugal maçónico do 28 de Abril e troca o passo e na Espanha jacobina pós-franquista.

A referência de algumas Constituições em relação a Deus (o que não existe no Portugal da maçonaria irregular) invoca os fundamentos metajurídicos da lei positiva, que se baseiam na Lei Natural, do Direito Natural, e na Tradição, por um lado; e por outro lado, tem a função de fazer ressaltar e sublinhar (na cultura antropológica) a ideia segundo a qual o Estado não detém um Poder absoluto (assim como os reis medievais não detinham — teoreticamente — um Poder absoluto) face ao Poder Absoluto de Deus.

A posição pueril assumida pela Isabel Moreira de “guardiã” da Constituição maçónica portuguesa, não passa de “fogo de vista” para “inglês ver”, ou de procura de protagonismo político.

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Terça-feira, 3 Março 2020

A Isabel Moreira e a negação do direito absoluto à vida humana

Filed under: ética,Igreja Católica,Isabel Moreira — O. Braga @ 9:15 pm

Vejo aqui escrito o seguinte:

« Num debate sobre a eutanásia, a deputada esquerdista Isabel Moreira afirmou que a vida humana não é um direito absoluto. Tal afirmação provocou indignação em muitos direitistas, que, assumindo uma posição mais humanista que católica, chegaram a diabolizar a deputada, acusando-a de nazismo.

Contudo, apesar de errada quanto à sua aplicação, a afirmação está correcta. De facto, à luz do Direito e da Moral Católica, a vida humana não tem um valor absoluto. Deus, que não Se engana nem nos engana, ensina pelo 5º Mandamento que é proibido matar. Mas também nos ensina, pelo mesmo Mandamento, que é lícito tirar a vida de outrem em certas ocasiões.»


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1/ Eu não vi o tal debate (eu não vejo a RTP, porque é um canal de pura propaganda política), e por isso não sei em que exacto contexto a Isabel Moreira afirmou que “a vida humana não é um direito absoluto”; desde logo porque seria preciso saber exactamente o que ela quis dizer com “direito absoluto”; e, ademais, não devemos confundir “direito absoluto”, por um lado, com “valor absoluto”, por outro lado — como parece que o escriba em epígrafe confundiu. Há muitos “valores” que não são expressos em “direitos”.

2/ Os casos em que a Igreja Católica — alegadamente, diz ele, através do catecismo de 1908 — é permissiva em relação ao homicídio, diz respeito a casos de legítima defesa — seja nos casos da guerra, em que matamos para defender a nossa vida (legítima defesa colectiva); seja nos casos de condenação à pena de morte, em que se mata para defender a vida na sociedade (as sociedades nómadas não tinham prisões); seja nos casos em que alguém mata outro indivíduo para não ser morto por este (legítima defesa).

Mas esta posição da Igreja Católica nada tem a ver com uma qualquer oposição ou divergência em relação a um qualquer “humanismo”, mas antes tem a ver com o Direito Natural. E a Isabel Moreira é inimiga fidagal do Direito Natural, enquanto tal: portanto, as razões que movem a Isabel Moreira não coincidem certamente com as razões que a Igreja Católica alegadamente invoca para justificar o assassínio em certos casos.

3/ A condenação à pena-de-morte é sempre, em primeiro lugar e em qualquer circunstância, um acto político — ou seja, extrapola sempre o simples procedimento judicial. A execução de um condenado à morte é, em primeiro lugar, uma afirmação (que se pretende absolutista) de um determinado sistema politicamente organizado. Uma determinada estrutura política não mata um condenado apenas para fazer justiça: mata sobretudo para afirmar inequivocamente o seu Poder (por exemplo, a condenação à morte de Sócrates, o grego).

4/ A auto-preservação da vida humana é inerente ao Direito Natural.

O conceito de “auto-preservação da vida humana” (que justifica a legítima defesa) corresponde ao conceito hegeliano de “direito de necessidade” (Notrecht), que decorre de uma situação tal em que o ser humano é conduzido a um estado natural, e em que a civilização — e, por isso, a ética cristã — deixa de fazer sentido por força de uma situação excepcional de ameaça à sua própria existência.

5/ A Igreja Católica não pode validar positivamente a simples possibilidade do conceito de “estado natural” do Homem, por razões óbvias.

Aceitar tal possibilidade (aceitar como positivo o “estado natural” do Homem) seria, por exemplo, aceitar o paganismo. Para a Igreja Católica, o estado natural do Homem terá que ser sempre um mal ou, pelo menos, algo de negativo; e nesta medida, não pode ser objecto de doutrinação positiva como (alegadamente segundo o escriba em epígrafe) acontece no caso da inclusão da pena-de-morte no catecismo da Igreja Católica.

6/ Para a Igreja Católica e para o Direito Natural, a legítima defesa é atenuante em caso de homicídio. A legítima defesa iliba judicialmente o homicida porque atenua a sua culpa em função do direito natural à sua auto-preservação.

Em suma:

É uma estupidez alguém dizer que “a vida humana não é um direito absoluto” invocando situações em que o ser humano é excepcionalmente conduzido ao seu estado natural — porque é evidente que, em uma qualquer situação excepcional de selvajaria, não existe sequer a possibilidade do exercício do Direito.

Porém, vindo da Isabel Moreira, já nada me espanta.


Adenda:


Em oposição ao conceito de Estado Civil, o Estado Natural designa — em Rousseau, Locke ou Hobbes — a situação do Homem anterior a qualquer sociedade organizada; e não é necessário que imaginemos se o Estado Natural existiu realmente: é apenas uma hipótese utilizada para a dedução da necessidade do contrato social.

Quarta-feira, 28 Agosto 2019

A lógica política da puta chamada Isabel Moreira

A grandessíssima puta que é a Isabel Moreira escreveu que “os tarados do CDS”  “vergaram” a Assunção Cristas, no que diz respeito à adopção da Ideologia de Género nas escolas primárias portuguesas.

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Veja bem, caro leitor: para o supracitado coirão do Tinder, criticar a Ideologia de Género e não concordar com a agenda política dessa ideologia, é (alegadamente) uma característica de “tarados”. (more…)

Domingo, 5 Agosto 2018

Introdução à problemática dos ofendidos

Filed under: Assunção Cristas,Isabel Moreira,politicamente correcto — O. Braga @ 12:26 pm

 

Há quatro reparos que eu quero fazer a este texto acerca da “ofensa”.

isabel-moreira-jc-web1/ Por exemplo, eu posso dizer da Isabel Moreira (o meu ódio de estimação) aquilo que o Maomé não diria do toucinho, que ela faria certamente ouvidos de mercador; mas se uma qualquer “figura pública” (ou seja, pessoa conhecida pela televisão) lhe fizer um qualquer benigno e inocente reparo, a Isabel Moreira manifesta-se publicamente como uma virgem ofendida possuída por uma bruxa medieval.

Portanto, a “ofensa” tem a importância de quem a profere; e se um mero reparo vier de uma “pessoa importante”, nem é preciso ser ofensa: a vítima ofende-se mesmo sem qualquer ofensa.

2/ Por outro lado, há o “Poder da ofensa”a assimetria do Poder da ofensa. O direito a ofender não é todo igual: há pessoas com mais Poder de ofensa do que outras. Por exemplo, quando a Isabel Moreira diz a que Assunção Cristas é “fassista”, e esta cala-se caladinha, revela-se assim a assimetria do Poder da ofensa. A Isabel Moreira tem mais “direito à ofensa” do que a maioria das pessoas. A Isabel Moreira é uma privilegiada da ofensa.

Mas, por exemplo, se alguém diz publicamente que “a Isabel Moreira tem um furúnculo na bochecha”, cai o Carmo e a Trindade!: ela deita logo mão da sua “superioridade ofensiva” e reduz imediatamente o prevaricador a um ectoplasma político (sempre com o apoio massivo dos me®dia). Como diz a canção do Zeca : “se alguém a afronta / com o seu ar sisudo / e lhe franqueia a porta à chegada / ela come tudo e não deixa nada”.

3/ Ademais, há uma diferença entre a “ofensa política”, por um lado, e a “ofensa juridicamente enquadrada”, por outro lado. Por exemplo, a injúria (ou a difamação) é uma ofensa juridicamente enquadrada. O problema é estabelecer a fronteira entre as duas coisas. A “ofensa política” não poderá ser punida juridicamente, a não ser em um Estado totalitário (por exemplo, o leviatão da União Europeia).

Desde logo, a injúria e a difamação têm que ser falsas (têm que ser mentirosas), para serem consideradas como tais, do ponto de vista jurídico.

Por exemplo, se eu disser publicamente que “o Adolfo Mesquita Nunes é paneleiro”, não é uma injúria nem uma difamação, simplesmente porque estou a dizer uma verdade que o próprio Adolfo Mesquita Nunes reconheceu publicamente como tal. Naturalmente que o Adolfo Mesquita Nunes pode interpretar a palavra “paneleiro” de forma diferente de mim, mas as subjectividades não determinam o Direito: fanchono, paneleiro, panasca, guei, homossexual, abafa-palhinhas, etc., são definições nominais possíveis do mesmo fenómeno.

A linguagem de um carrejão do porto de Leixões não é ontologicamente inferior à de um menino “queque” de Cascais que diz “pilinha”, em vez de “caralho”.

4/ a ofensa, entendida do ponto de vista jurídico, tem que ter fundamentos metajurídicos que, por definição, estejam “para além” da Constituição — ou seja, a noção de “ofensa” não pode ser determinada arbitrariamente, em qualquer época e ao sabor da moda, por uma qualquer associação política de malfeitores que exerçam o Poder em nome de uma alegada e putativa "Vontade Geral". A “ofensa” (assim como a ciência e os costumes) também tem tradição.

Quarta-feira, 6 Junho 2018

A irracionalidade da ideologia dominante

 

O João Miguel Tavares escreveu o seguinte acerca do feminazismo português representado, por exemplo, pelo assalto da Isabel Moreira ao Partido Socialista :

“(…) esta pequena elite que pratica o ultra-feminismo semântico não pode ser menosprezada, porque tem uma influência significativa junto do poder político. O clube de Isabel Moreira, da CIG, das Capazes, mais respectivos amigos e amigas, tem uma presença parlamentar e mediática de peso, e está sustentada numa poderosa moda internacional que passa os dias em universidades e jornais a colocar cordões sanitários à volta do vocabulário de cada um, com o mesmo desvelo com que a Santa Inquisição escrutinava os sussurros dos cristãos-novos”.

Exactamente porque penso que o João Miguel Tavares tem razão, é que eu tenho perdido algum tempo com escritos acerca da Isabel Moreira — porque, de resto, não lhe reconheço (a ela) qualquer autoridade intelectual (de direito e/ou de facto) para discutir qualquer coisa que não seja a discricionariedade política do actual Direito Positivo português que cria normas a partir de factos.

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«Qualquer pessoa com uma mente informada e reflectiva que viva no século XX a partir do fim da primeira guerra mundial ― como é o meu caso ― acaba por se se sentir cercada ― senão oprimida ― por todos os lados por uma inundação da linguagem ideológica.

Essa pessoa não consegue lidar com os utilizadores da linguagem ideológica como parceiros de uma discussão, mas terá antes que fazer destes o objecto de investigação.

Não existe uma comunidade de linguagem entre os representantes das ideologias dominantes. Por isso, a comunidade da linguagem que essa pessoa pretende usar para criticar os utilizadores da linguagem ideológica (dominante) deve ser, em primeiro lugar, descoberta e, se necessário, estabelecida.»

Eric Voegelin.


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Esta citação de Eric Voegelin mantém-se actual.

JPP-ZAROLHOA “ideologia dominante” é hoje protagonizada principalmente pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Socialista, com alguma extensão no PSD através do Bando dos Seis1 e pela maçonaria irregular (Grande Oriente Lusitano), orientados politicamente pelo Rui Rio e ideologicamente pelo José Pacheco Pereira.

A verdade é que não existe uma comunidade de linguagem entre os representantes da actual ideologia dominante — como escreveu Vladimir Volkoff:

o chamado “marxismo cultural” (ou “utopia negativa”) representa a entropia do pensamento político, e como tal, é de impossível definição dado que carece de um verdadeiro e consensual conteúdo.

Daí a dificuldade do José Pacheco Pereira (o mais lúcido deles todos) em definir uma linguagem ideológica comum. Como vimos com a sua posição acerca da eutanásia, o Partido Comunista está fora da actual ideologia dominante.

A actual entropia do pensamento político — eloquentemente representado pela Isabel Moreira e por apedeutas como, por exemplo, Catarina Marcelino, entre outras — manifesta-se por intermédio de um maniqueísmo irracional e arbitrário que depende dos humores circunstanciais dos protagonistas da ideologia dominante.

Em contraponto, o combate contra a irracionalidade (a irracionalidade voltou a estar na moda, depois do nazismo e do estalinismo) da ideologia dominante deve enformar-se em uma comunidade de linguagem racionalizada — e não apenas fundar-se no conceito subjectivo de “liberdade individual”.

A tentativa de controlo da linguagem, por parte da ideologia dominante, é atabalhoada e irracional; mas é, ainda assim, perigosa — porque não se trata apenas de “controlo da linguagem” (como escreve aqui o Miguel Pinheiro), mas antes de uma tentativa de imposição arbitrária e discricionária de uma linguagem que não é exactamente definida a priori. Entramos já no domínio de uma esquizofrenia cognitiva das “elites” que pretendem definir a ideologia dominante.


Nota
1. Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho, Adão Silva, Cristóvão Norte, Margarida B. Lopes e Duarte Marquês

Sábado, 31 Março 2018

Se os géneros são iguais, ¿para que serve “mudar de género”?!

 

O politicamente correcto, na voz da deputeda socialista Isabel Moreira, defende simultaneamente a ideia segundo a qual “os géneros ao iguais”, por um lado, e por outro lado a ideia de que “a mudança de género” não se deve a doença.

Ora, se “os géneros só iguais”, ¿por que razão há quem pretenda “mudar de género”?!como se fosse possível mudar de sexo!: mesmo que retirem o útero a uma mulher, ela não deixa de ser mulher!

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A Isabel Moreira é uma personagem sinistra — tenebrosa, mesmo! — que tem ensombrado ultimamente a política portuguesa através de uma tomada radical de poder sobre o Partido Socialista.

A diferença entre a Isabel Moreira e a Fernanda Câncio é a de que a primeira é considerada pelos me®dia como sendo “constitucionalista”, o que lhe concede uma aura de autoridade de direitoo rei vai nu!. De resto, as duas galdérias são semelhantes.

A ideia peregrina — da galdéria Isabel Moreira — segundo a qual “a mudança de sexo não se deve a disforia de género e que “não é uma doença”, é desmentida pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) através do DSM-5.

A posição anticientífica da Isabel Moreira, e da Esquerda em geral, tem que ser denunciada publicamente. O silêncio, nestas matérias, é criminoso.

Quinta-feira, 7 Dezembro 2017

Isabel Moreira, a dona da Constituição

 

Em Portugal há uma dona da Constituição: é a deputada socialista e “constitucionalista” Isabel Moreira. Ninguém se atreve a contestar qualquer “opinião” da Isabel Moreira acerca da Constituição — porque a Isabel Moreira não dá opiniões: dá ordens! No âmbito da Constituição, a Isabel Moreira ordena.

Ora, chateia-me que haja alguém que se considere dona da Constituição ! Faz-me lembrar a figura do “dono de um jogo de futebol”: ao fim de 45 minutos de jogo não gostou do que viu, e mandou repetir tudo de novo!

(more…)

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