perspectivas

Domingo, 5 Agosto 2018

Introdução à problemática dos ofendidos

Filed under: Assunção Cristas,Isabel Moreira,politicamente correcto — O. Braga @ 12:26 pm

 

Há quatro reparos que eu quero fazer a este texto acerca da “ofensa”.

isabel-moreira-jc-web1/ Por exemplo, eu posso dizer da Isabel Moreira (o meu ódio de estimação) aquilo que o Maomé não diria do toucinho, que ela faria certamente ouvidos de mercador; mas se uma qualquer “figura pública” (ou seja, pessoa conhecida pela televisão) lhe fizer um qualquer benigno e inocente reparo, a Isabel Moreira manifesta-se publicamente como uma virgem ofendida possuída por uma bruxa medieval.

Portanto, a “ofensa” tem a importância de quem a profere; e se um mero reparo vier de uma “pessoa importante”, nem é preciso ser ofensa: a vítima ofende-se mesmo sem qualquer ofensa.

2/ Por outro lado, há o “Poder da ofensa”a assimetria do Poder da ofensa. O direito a ofender não é todo igual: há pessoas com mais Poder de ofensa do que outras. Por exemplo, quando a Isabel Moreira diz a que Assunção Cristas é “fassista”, e esta cala-se caladinha, revela-se assim a assimetria do Poder da ofensa. A Isabel Moreira tem mais “direito à ofensa” do que a maioria das pessoas. A Isabel Moreira é uma privilegiada da ofensa.

Mas, por exemplo, se alguém diz publicamente que “a Isabel Moreira tem um furúnculo na bochecha”, cai o Carmo e a Trindade!: ela deita logo mão da sua “superioridade ofensiva” e reduz imediatamente o prevaricador a um ectoplasma político (sempre com o apoio massivo dos me®dia). Como diz a canção do Zeca : “se alguém a afronta / com o seu ar sisudo / e lhe franqueia a porta à chegada / ela come tudo e não deixa nada”.

3/ Ademais, há uma diferença entre a “ofensa política”, por um lado, e a “ofensa juridicamente enquadrada”, por outro lado. Por exemplo, a injúria (ou a difamação) é uma ofensa juridicamente enquadrada. O problema é estabelecer a fronteira entre as duas coisas. A “ofensa política” não poderá ser punida juridicamente, a não ser em um Estado totalitário (por exemplo, o leviatão da União Europeia).

Desde logo, a injúria e a difamação têm que ser falsas (têm que ser mentirosas), para serem consideradas como tais, do ponto de vista jurídico.

Por exemplo, se eu disser publicamente que “o Adolfo Mesquita Nunes é paneleiro”, não é uma injúria nem uma difamação, simplesmente porque estou a dizer uma verdade que o próprio Adolfo Mesquita Nunes reconheceu publicamente como tal. Naturalmente que o Adolfo Mesquita Nunes pode interpretar a palavra “paneleiro” de forma diferente de mim, mas as subjectividades não determinam o Direito: fanchono, paneleiro, panasca, guei, homossexual, abafa-palhinhas, etc., são definições nominais possíveis do mesmo fenómeno.

A linguagem de um carrejão do porto de Leixões não é ontologicamente inferior à de um menino “queque” de Cascais que diz “pilinha”, em vez de “caralho”.

4/ a ofensa, entendida do ponto de vista jurídico, tem que ter fundamentos metajurídicos que, por definição, estejam “para além” da Constituição — ou seja, a noção de “ofensa” não pode ser determinada arbitrariamente, em qualquer época e ao sabor da moda, por uma qualquer associação política de malfeitores que exerçam o Poder em nome de uma alegada e putativa "Vontade Geral". A “ofensa” (assim como a ciência e os costumes) também tem tradição.

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Quarta-feira, 6 Junho 2018

A irracionalidade da ideologia dominante

 

O João Miguel Tavares escreveu o seguinte acerca do feminazismo português representado, por exemplo, pelo assalto da Isabel Moreira ao Partido Socialista :

“(…) esta pequena elite que pratica o ultra-feminismo semântico não pode ser menosprezada, porque tem uma influência significativa junto do poder político. O clube de Isabel Moreira, da CIG, das Capazes, mais respectivos amigos e amigas, tem uma presença parlamentar e mediática de peso, e está sustentada numa poderosa moda internacional que passa os dias em universidades e jornais a colocar cordões sanitários à volta do vocabulário de cada um, com o mesmo desvelo com que a Santa Inquisição escrutinava os sussurros dos cristãos-novos”.

Exactamente porque penso que o João Miguel Tavares tem razão, é que eu tenho perdido algum tempo com escritos acerca da Isabel Moreira — porque, de resto, não lhe reconheço (a ela) qualquer autoridade intelectual (de direito e/ou de facto) para discutir qualquer coisa que não seja a discricionariedade política do actual Direito Positivo português que cria normas a partir de factos.

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«Qualquer pessoa com uma mente informada e reflectiva que viva no século XX a partir do fim da primeira guerra mundial ― como é o meu caso ― acaba por se se sentir cercada ― senão oprimida ― por todos os lados por uma inundação da linguagem ideológica.

Essa pessoa não consegue lidar com os utilizadores da linguagem ideológica como parceiros de uma discussão, mas terá antes que fazer destes o objecto de investigação.

Não existe uma comunidade de linguagem entre os representantes das ideologias dominantes. Por isso, a comunidade da linguagem que essa pessoa pretende usar para criticar os utilizadores da linguagem ideológica (dominante) deve ser, em primeiro lugar, descoberta e, se necessário, estabelecida.»

Eric Voegelin.


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Esta citação de Eric Voegelin mantém-se actual.

JPP-ZAROLHOA “ideologia dominante” é hoje protagonizada principalmente pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Socialista, com alguma extensão no PSD através do Bando dos Seis1 e pela maçonaria irregular (Grande Oriente Lusitano), orientados politicamente pelo Rui Rio e ideologicamente pelo José Pacheco Pereira.

A verdade é que não existe uma comunidade de linguagem entre os representantes da actual ideologia dominante — como escreveu Vladimir Volkoff:

o chamado “marxismo cultural” (ou “utopia negativa”) representa a entropia do pensamento político, e como tal, é de impossível definição dado que carece de um verdadeiro e consensual conteúdo.

Daí a dificuldade do José Pacheco Pereira (o mais lúcido deles todos) em definir uma linguagem ideológica comum. Como vimos com a sua posição acerca da eutanásia, o Partido Comunista está fora da actual ideologia dominante.

A actual entropia do pensamento político — eloquentemente representado pela Isabel Moreira e por apedeutas como, por exemplo, Catarina Marcelino, entre outras — manifesta-se por intermédio de um maniqueísmo irracional e arbitrário que depende dos humores circunstanciais dos protagonistas da ideologia dominante.

Em contraponto, o combate contra a irracionalidade (a irracionalidade voltou a estar na moda, depois do nazismo e do estalinismo) da ideologia dominante deve enformar-se em uma comunidade de linguagem racionalizada — e não apenas fundar-se no conceito subjectivo de “liberdade individual”.

A tentativa de controlo da linguagem, por parte da ideologia dominante, é atabalhoada e irracional; mas é, ainda assim, perigosa — porque não se trata apenas de “controlo da linguagem” (como escreve aqui o Miguel Pinheiro), mas antes de uma tentativa de imposição arbitrária e discricionária de uma linguagem que não é exactamente definida a priori. Entramos já no domínio de uma esquizofrenia cognitiva das “elites” que pretendem definir a ideologia dominante.


Nota
1. Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho, Adão Silva, Cristóvão Norte, Margarida B. Lopes e Duarte Marquês

Sábado, 31 Março 2018

Se os géneros são iguais, ¿para que serve “mudar de género”?!

 

O politicamente correcto, na voz da deputeda socialista Isabel Moreira, defende simultaneamente a ideia segundo a qual “os géneros ao iguais”, por um lado, e por outro lado a ideia de que “a mudança de género” não se deve a doença.

Ora, se “os géneros só iguais”, ¿por que razão há quem pretenda “mudar de género”?!como se fosse possível mudar de sexo!: mesmo que retirem o útero a uma mulher, ela não deixa de ser mulher!

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A Isabel Moreira é uma personagem sinistra — tenebrosa, mesmo! — que tem ensombrado ultimamente a política portuguesa através de uma tomada radical de poder sobre o Partido Socialista.

A diferença entre a Isabel Moreira e a Fernanda Câncio é a de que a primeira é considerada pelos me®dia como sendo “constitucionalista”, o que lhe concede uma aura de autoridade de direitoo rei vai nu!. De resto, as duas galdérias são semelhantes.

A ideia peregrina — da galdéria Isabel Moreira — segundo a qual “a mudança de sexo não se deve a disforia de género e que “não é uma doença”, é desmentida pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) através do DSM-5.

A posição anticientífica da Isabel Moreira, e da Esquerda em geral, tem que ser denunciada publicamente. O silêncio, nestas matérias, é criminoso.

Quinta-feira, 7 Dezembro 2017

Isabel Moreira, a dona da Constituição

 

Em Portugal há uma dona da Constituição: é a deputada socialista e “constitucionalista” Isabel Moreira. Ninguém se atreve a contestar qualquer “opinião” da Isabel Moreira acerca da Constituição — porque a Isabel Moreira não dá opiniões: dá ordens! No âmbito da Constituição, a Isabel Moreira ordena.

Ora, chateia-me que haja alguém que se considere dona da Constituição ! Faz-me lembrar a figura do “dono de um jogo de futebol”: ao fim de 45 minutos de jogo não gostou do que viu, e mandou repetir tudo de novo!

(more…)

Segunda-feira, 24 Julho 2017

Deixaram que eles trepassem; e agora aguentem!

 

A extrema-esquerda foi promovida politicamente pelas elites e pelos me®dia, e agora a sociedade portuguesa tem que a aturar. O exemplo do que eu quero dizer fica expresso neste texto de um médico (Luís Carvalho Rodrigues), e a propósito da opinião do dr. Gentil Martins acerca da homossexualidade.

“A ciência médica não tem, portanto, verdades sobre a homossexualidade, como não tem nem deve ter verdades sobre coisa nenhuma. Nem, de resto, são elas necessárias. O respeito pelas orientações sexuais de cada um não é matéria de ciência, mas de educação e civilidade.”

Luís Carvalho Rodrigues

É verdade que não existe qualquer “verdade científica” acerca da causa da homossexualidade — ao contrário do que a extrema-esquerda defende. Por exemplo, não é cientificamente verdade que exista um gene gay, ou que a homossexualidade seja congénita; não há qualquer verificação científica nesse sentido. Há uma remota possibilidade de que a epigenética tenha alguma influência na afirmação da homossexualidade, mas também não é claro, do ponto de vista da verificação, de que tal aconteça.

O que pode existir (e existe, mas o médico Luís Carvalho Rodrigues faz de conta de que não existe) são as consequências de uma vida homossexual activa: se o senhor dr. Luís Carvalho Rodrigues quiser, faço-lhe uma lista das doenças derivadas directamente do comportamento homossexual activo; e aqui já não estamos no âmbito da ética: estamos já no campo da verificação científica.


Quando o dr. Gentil Martins afirmou que a homossexualidade é uma “anomalia”, fez uma avaliação ética, e não propriamente uma avaliação científica — embora uma Curva de Gauss revele que a homossexualidade é de facto uma anomalia, e aqui já estamos na área da estatística.

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Ao contrário do que o Bloco de Esquerda afirmou no seu sítio oficial, o dr. Gentil Martins não disse que a homossexualidade é uma “aberração”: disse que é uma “anomalia”. Reparem no modus operandi da extrema-esquerda: alteram as palavras a seu bel-prazer no sentido da manipulação política.


Diz o médico médico Luís Carvalho Rodrigues que “o respeito pelas orientações sexuais de cada um não é matéria de ciência, mas de educação e civilidade”. Porém, o último DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) emitido pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) já considera a pedofilia como uma “orientação sexual”. Se o médico Luís Carvalho Rodrigues não sabe, deveria saber; e espero que o médico Luís Carvalho Rodrigues tenha filhos menores.

“Antes, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, absolve os pecados” → Nicolás Gómez Dávila

Não temos respeito pelos desvios sexuais, mas temos respeito pela pessoa, apesar dos seus desvios sexuais. Nós respeitamos pessoas, e não necessariamente comportamentos. A homossexualidade não é uma raça, ao contrário do que defende a extrema-esquerda. Foi isto que o dr. Gentil Martins compreendeu e quis dizer, mas que o médico Luís Carvalho Rodrigues não compreendeu.

Sábado, 22 Julho 2017

Os dois instrumentos da nova ditadura: a manipulação da ciência pela política, e a redução da ética ao Direito Positivo

 

Se lermos este texto de uma tal Ana Matos Pires, verificamos a manipulação da ciência por parte de uma determinada ideologia política; e se lermos este texto sobre a posição de Isabel Moreira, verificamos a redução da ética (e da moral) ao Direito Positivo.

Em contraponto, sugiro ao leitor um texto do Bernardo Sacadura, por um lado, e por outro lado um texto de José Ribeiro e Castro, acerca do mesmo tema: as afirmações do dr. Gentil Martins acerca da homossexualidade.

Não sei o que será mais grave: se a redução da ética ao Direito Positivo, ou a manipulação política da ciência (cientismo). O Bernardo Sacadura escreveu, com verdade, o seguinte:

« O argumento para desclassificar os actos homossexuais como uma patologia segue o mesmo racional de revisionismo histórico. Tipicamente é apontado que desde os anos 70 a homossexualidade deixou de ser doença.

Convém recordar que o que aconteceu foi que através de uma votação muito disputada a Associação de Psiquiatras Americanos deixou de classificar a homossexualidade como uma doença (que diria Einstein deste extraordinário método cientifico?). Ou seja, somos obrigados a aceitar que a partir desta decisão tomada por votação tudo o que até então era verdade passou a mentira, e que os próprios que votaram contra esta decisão e continuam a não acreditar devem ser desconsiderados. »

Portanto, a decisão da APA (Associação Americana de Psiquiatria) acerca da “homossexualidade saudável” foi uma decisão política, e não o resultado de uma verificação científica.

A psiquiatria é uma ciência social, ou seja, não é uma ciência da natureza (como são, por exemplo, a biologia, a Física, a bioquímica, etc.: são ciências experimentais ou empíricas); nem é uma ciência matemática (ou ciência formal).

 

A Ana Matos Pires ou é burra, ou faz-se de burra. Não é possível a uma ciência social (ou ciência humana) seguir exactamente o método científico idêntico ao que seguem as ciências da natureza. Que não se engane o povo! A decisão de retirar a homossexualidade da DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) foi uma decisão política.

 


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Quanto à Isabel Moreira, é uma burra retorcida; já não tem remédio: à medida que envelhece, vai-se assemelhando às bruxas da Baixa Idade Média.

Aquilo que é legal pode não ser eticamente recomendável. Reduzir a ética ao Direito Positivo revela a estupidez malévola da Isabel Moreira.

Por exemplo, os comunistas tornaram legais os Gulag, mas nem por isso esses campos de concentração eram eticamente recomendáveis. E o holocausto nazi era legal, mas não consta que fosse eticamente legítimo. Mas para a bruxa deputada do Partido Socialista, aquilo que é legal é automaticamente legitimado pela ética; ou aquilo que é considerado ilegal, em um determinado momento, já não é eticamente recomendável.

Esta gentalha pretende enganar o povo. E vão pagar por isso; é uma questão de tempo.

Sexta-feira, 21 Julho 2017

O tractor soviético K-701

 

O José Ribeiro e Castro quebra a espiral do silêncio promovida pelo tractor soviético K-701.

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Domingo, 16 Julho 2017

O doutor Gentil Martins tem razão: a homossexualidade é uma anomalia; e Cristiano Ronaldo é um estafermo moral

 

Em epistemologia (Thomas Kuhn) “anomalias” são falhas na investigação científica que colocam em causa o paradigma. Progressivamente o paradigma entra em crise e inicia-se um período de discussão, denominado ciência extraordinária.


Segundo o dicionário, anomalia é : “o que se desvia da norma, da generalidade”.


gentil-martins-webO Dr. Gentil Martins tem razão nos dois sentidos da palavra “anomalia” quando aplicada à homossexualidade. Por um lado, a homossexualidade “desvia-se da norma, da generalidade”. Aqui, o Dr. Gentil Martins tem razão.

Por outro lado, o problema é que o movimento político LGBTIQWERTY pretende transformar a anomalia em paradigma, ou seja, pretende normalizar a homossexualidade. Ou, por outras palavras, pretende que a anomalia  produza uma ciência extraordinária  que defenda um outro paradigma  segundo o qual a homossexualidade passe a ser a norma natural, biológica e cultural.

Contudo, segundo a Ordem dos Médicos, dizer a verdade científica é ser mal-educado. Só mentindo ao povo somos bem-educados.

Perante a liberdade de expressão do cientista Gentil Martins, a Isabel Moreira, com a sua mentalidade totalitária própria de uma Tia do lupanar político em que vivemos, pretende que o Dr. Martins seja punido pela Ordem dos Médicos por dizer o que é óbvio e evidente.

A verdade científica transformou-se em tabu, e o putedo da laia da Isabel Moreira transforma-se em uma classe de sacerdotisas que promovem o exibicionismo moral que dogmatiza posições anticientíficas através de uma nova Inquisição política. Estamos sob o primado da política sobre a ciência.

O facto de a homossexualidade ser uma anomalia, não significa necessariamente que os homossexuais sejam vítimas de violência. O argumento da Isabel Moreira é non sequitur .

Acredite, caro leitor: a Isabel Moreira tem uma deficiência cognitiva evidente; mas é considerada como “constitucionalista” pelos me®dia.

G. K. Chesterton escreveu, e com razão, que “quando a perversão se transforma em convenção, surge a ilusão da familiaridade”.

Neste caso concreto, quando se pretende que a anomalia, que é a homossexualidade, se transforme em norma, surge a ilusão da familiaridade: existe uma ilusão psicótica segundo a qual a homossexualidade é normal, e quem disser o contrário é crucificado pelo novo tribunal do santo ofício. O rei vai nu, e quem denunciar a nudez do rei é assassinado politicamente.

O maniqueísmo político da Isabel Moreira revela a estupidez da criatura. É tempo do país colocar a Isabel Moreira ao nível da Fernanda Câncio e deixar de lhe dar crédito — a não ser por pena da imbecilidade que a criatura merece.


« Na entrevista polémica, Gentil Martins considera um “crime grave”, “degradante” e “uma tristeza” o facto do futebolista português Cristiano Ronaldo ter tido filhos recorrendo a uma barriga de aluguer. O médico insulta o internacional e ataca Dolores Aveiro, dizendo que “Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.” »

Assino por baixo (com as duas mãos).

Sexta-feira, 7 Julho 2017

Isabel Moreira e a arte de argumentar sem dizer nada

 

Nós (a chamada Direita) somos a actual contra-cultura.

Por isso, o status quo (o sistema) esquerdista recorre à violência para silenciar qualquer oposição ideológica e lógica.

 


Lemos este trecho da Isabel Moreira:

“Isabel Moreira acusou o CDS de ter uma leitura constitucional que converge numa "espécie de construção de modelo comportamental único, de cidadão-tipo": "O que nos traz à memória o pior da escuridão do século XX", disse, sem concretizar”.

Ou seja, para a Isabel Moreira o cidadão-tipo é aquele que não é cidadão-tipo — mas, ainda assim e depreendendo das suas (dela) palavras, existe um cidadão-tipo, de qualquer forma. Por outras palavras, a Isabel Moreira é burra; faz parte da Esquerda doente mental que se julga um supra-sumo ideológico.

A cumbersa da Isabel Moreira não diz nada. Por exemplo:

(…) a partir do preâmbulo do projecto de lei dos centristas, que qualificou "todo ele uma confissão de uma visão da sociedade que não tem cabimento no século XXI", que é consequência de "uma leitura dos valores constitucionais" que esquece que os princípios da dignidade da pessoa humana e do livre desenvolvimento da personalidade, "habilitam o legislador a encontrar soluções para aqueles que somos em cada momento e não, como propõe o CDS, para aqueles que deveríamos ser".

Para Isabel Moreira, a visão do mundo do CDS patente no preâmbulo do diploma hoje discutido "não encontra conforto na Constituição", que diz ser "avessa a paternalismo e que, por isso, não admite supremacias morais e desconfianças estaduais relativamente às escolhas pessoais e necessariamente plurais de cada ser humano".

Eu poderia responder à Isabel Moreira dizendo o seguinte:

“Atendendo e considerando que é a arte e não a natureza que previne as contingências e a adesão das infra-estruturas, a totalidade social não tem vida própria acima do que é por ela concatenado, e de que ela própria é constituída. Ela produz e reproduz-se através dos seus momentos singulares. Tão pouco é de dissociar esse todo da vida, da cooperação e do antagonismo do individual.”

Você, caro leitor, ¿percebeu o que eu quis dizer? ¿Não? Então você é um burro que não pertence à elite política deste país.

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Sábado, 27 Maio 2017

A Isabel Moreira ainda não percebeu que ela foi um aborto que nasceu

 

Os pais dela preferiram que ela nascesse, por desígnio de Deus, para que tivéssemos um exemplo de uma vida improfícua e infrutífera.

Os abortos nascidos, como é o caso da Isabel Moreira, não se reproduzem, por imposição da selecção natural; e, por isso, é com perplexidade que leio num texto dela a defesa de um “tempo novo”, quando sabemos que se a humanidade fosse toda como ela é, não haveria “tempo novo” porque a sociedade se extinguiria.

Como diz a cantiga dos Rolling Stones: “Time is on my  side… Yes it is! ”

O “tempo novo” está ao lado daqueles que se reproduzem naturalmente, por mais engenharias sociais totalitárias que os abortos vivos que nos governam nos tentem impôr coercivamente — porque é sabido que quando a elite se afasta da verdade da tradição e da Natureza, não encontra a liberdade: em vez disso, adopta uma moda, e as modas passam rapidamente de moda. A Isabel Moreira faz parte de uma moda de um tempo em que abortos nascidos chegaram ao Poder.

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Domingo, 19 Março 2017

Como a Isabel Moreira vê o mundo

 

Isabel Moreira: “Eu só quero ser um espírito livre. E pago o preço disso com a solidão. Os homens têm medo de mulheres livres”.


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Sexta-feira, 10 Março 2017

A Isabel Moreira e o Zeitgeist do Estado niilista

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:58 am

 

A Isabel Moreira concebe a sociedade sob lentes jurídicas; ou melhor — tal como Kelsen, que foi objecto de crítica feroz da parte de Eric Voegelin —, a Isabel Moreira tem a tendência de reduzir o político ao jurídico.

“Ninguém pretende revogar os artigos do Código Penal que prevêem o “homicídio a pedido da vítima” ou o “incitamento ou ajuda ao suicídio”. Se o fizéssemos, qualquer pessoa poderia matar outra ou ajudar outra a morrer a simples pedido”.

Morte assistida e mitos.

eutanasia-velhariasA redução do político ao jurídico parte do princípio de que a lei jurídica substitui perfeitamente a lei moral — o que é uma estupidez. E quando uma auto-eleita elite se convence que a lei dos tribunais substitui a lei moral, entramos todos por um caminho muito perigoso.

Quando pessoas como a Isabel Moreira (que é deputada no paralamento) parecem não saber distinguir a lei jurídica, por um lado, da lei moral, por outro lado, misturando as duas noções, estamos todos tramados. Provavelmente iremos ter que rever as relações de Poder político e até mesmo o sistema político que temos hoje.

Toda a argumentação da Isabel Moreira parte do princípio errado da redução do político ao jurídico — e como dizia Aristóteles, se um princípio está errado, toda a teoria está errada também.

Por outro lado, ela utiliza a falácia lógica ad Novitatem em relação a um putativo “Estado de Direito que já não é paternalista” (faz lembrar as loas ideológicas ao “Estado Novo que já não era o velho”), quando de facto o que ela pretende é um Estado tão paternalista quanto seja possível ao próprio Estado matar em nome de uma alegada “autonomia” da pessoa.

Quando se utiliza a medicina paga pelo Estado para matar pessoas (mesmo que seja realista e verdadeiro dizer-se que “é a pedido da pessoa”), maior paternalismo do Estado é impossível.

A Isabel Moreira demonstra o seu paternalismo elitista quando proclama que “o Estado já não é paternalista”. Ou seja, emite juízos de valor que pretende sejam os válidos para todos, em nome de um Estado que (alegadamente) não emite juízos de valor. A Isabel Moreira pode enganar alguns tolos; mas não engana todos. A tese da “neutralidade moral e ética do Estado” está estafada e já foi destruída pelos filósofos comunitaristas, como por exemplo, Charles Taylor, Michael Sandel, Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, etc..

O Estado não é neutro do ponto de vista ético; o Estado impõe uma moral; compete ao povo (e não a uma minoria de auto-iluminados a que pertence a Isabel Moreira) estabelecer a ética e a moral do Estado. E por isso vamos pôr a eutanásia em referendo.

Mas como a Isabel Moreira só vê jurídico (reduz toda a realidade ao jurídico), seria prolixo estar-lhe a explicar por que razão ela é burrinha.

Por fim, olhemos para o que se passa em outros países que reduziram, na questão da eutanásia, o político ao jurídico: Holanda e Bélgica. Começaram pela eutanásia light, e hoje já é eutanásia hardcore — em que se mata “a pedido” porque a vítima tem (por exemplo) uma depressão psicológica.

Caro leitor: estamos entregues a uma elite política que pretende destruir a nossa sociedade porque está na moda.

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