perspectivas

Sábado, 27 Maio 2017

A Isabel Moreira ainda não percebeu que ela foi um aborto que nasceu

 

Os pais dela preferiram que ela nascesse, por desígnio de Deus, para que tivéssemos um exemplo de uma vida improfícua e infrutífera.

Os abortos nascidos, como é o caso da Isabel Moreira, não se reproduzem, por imposição da selecção natural; e, por isso, é com perplexidade que leio num texto dela a defesa de um “tempo novo”, quando sabemos que se a humanidade fosse toda como ela é, não haveria “tempo novo” porque a sociedade se extinguiria.

Como diz a cantiga dos Rolling Stones: “Time is on my  side… Yes it is! ”

O “tempo novo” está ao lado daqueles que se reproduzem naturalmente, por mais engenharias sociais totalitárias que os abortos vivos que nos governam nos tentem impôr coercivamente — porque é sabido que quando a elite se afasta da verdade da tradição e da Natureza, não encontra a liberdade: em vez disso, adopta uma moda, e as modas passam rapidamente de moda. A Isabel Moreira faz parte de uma moda de um tempo em que abortos nascidos chegaram ao Poder.

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Domingo, 19 Março 2017

Como a Isabel Moreira vê o mundo

 

Isabel Moreira: “Eu só quero ser um espírito livre. E pago o preço disso com a solidão. Os homens têm medo de mulheres livres”.


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Sexta-feira, 10 Março 2017

A Isabel Moreira e o Zeitgeist do Estado niilista

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:58 am

 

A Isabel Moreira concebe a sociedade sob lentes jurídicas; ou melhor — tal como Kelsen, que foi objecto de crítica feroz da parte de Eric Voegelin —, a Isabel Moreira tem a tendência de reduzir o político ao jurídico.

“Ninguém pretende revogar os artigos do Código Penal que prevêem o “homicídio a pedido da vítima” ou o “incitamento ou ajuda ao suicídio”. Se o fizéssemos, qualquer pessoa poderia matar outra ou ajudar outra a morrer a simples pedido”.

Morte assistida e mitos.

eutanasia-velhariasA redução do político ao jurídico parte do princípio de que a lei jurídica substitui perfeitamente a lei moral — o que é uma estupidez. E quando uma auto-eleita elite se convence que a lei dos tribunais substitui a lei moral, entramos todos por um caminho muito perigoso.

Quando pessoas como a Isabel Moreira (que é deputada no paralamento) parecem não saber distinguir a lei jurídica, por um lado, da lei moral, por outro lado, misturando as duas noções, estamos todos tramados. Provavelmente iremos ter que rever as relações de Poder político e até mesmo o sistema político que temos hoje.

Toda a argumentação da Isabel Moreira parte do princípio errado da redução do político ao jurídico — e como dizia Aristóteles, se um princípio está errado, toda a teoria está errada também.

Por outro lado, ela utiliza a falácia lógica ad Novitatem em relação a um putativo “Estado de Direito que já não é paternalista” (faz lembrar as loas ideológicas ao “Estado Novo que já não era o velho”), quando de facto o que ela pretende é um Estado tão paternalista quanto seja possível ao próprio Estado matar em nome de uma alegada “autonomia” da pessoa.

Quando se utiliza a medicina paga pelo Estado para matar pessoas (mesmo que seja realista e verdadeiro dizer-se que “é a pedido da pessoa”), maior paternalismo do Estado é impossível.

A Isabel Moreira demonstra o seu paternalismo elitista quando proclama que “o Estado já não é paternalista”. Ou seja, emite juízos de valor que pretende sejam os válidos para todos, em nome de um Estado que (alegadamente) não emite juízos de valor. A Isabel Moreira pode enganar alguns tolos; mas não engana todos. A tese da “neutralidade moral e ética do Estado” está estafada e já foi destruída pelos filósofos comunitaristas, como por exemplo, Charles Taylor, Michael Sandel, Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, etc..

O Estado não é neutro do ponto de vista ético; o Estado impõe uma moral; compete ao povo (e não a uma minoria de auto-iluminados a que pertence a Isabel Moreira) estabelecer a ética e a moral do Estado. E por isso vamos pôr a eutanásia em referendo.

Mas como a Isabel Moreira só vê jurídico (reduz toda a realidade ao jurídico), seria prolixo estar-lhe a explicar por que razão ela é burrinha.

Por fim, olhemos para o que se passa em outros países que reduziram, na questão da eutanásia, o político ao jurídico: Holanda e Bélgica. Começaram pela eutanásia light, e hoje já é eutanásia hardcore — em que se mata “a pedido” porque a vítima tem (por exemplo) uma depressão psicológica.

Caro leitor: estamos entregues a uma elite política que pretende destruir a nossa sociedade porque está na moda.

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Segunda-feira, 6 Março 2017

A sociedade que a actual Esquerda defende e constrói: em nome da liberdade, vai impondo um novo tipo de opressão

 

O vislumbre da sociedade que a Esquerda (que inclui um determinado Partido Social Democrata politicamente correcto e o CDS/PP de Adolfo Mesquita Nunes) está a construir em Portugal (segundo as tendências ideológicas oriundas do exterior) é aterrador. ID-GENERO-WEB

O que se está a construir em Portugal é um novo tipo de totalitarismo racionalmente escorado em um individualismo radical que legitima esse totalitarismo colectivista. Na base dessa construção totalitária está um falso conceito de “autonomia do indivíduo”, em que a autonomia se reduz à liberdade negativa. 1

cuiadados-paliativos-webPor exemplo, a necessidade da eutanásia começa por ser escorada em um individualismo radical justificado pela autonomia do indivíduo reduzida à liberdade negativa; mas quando a eutanásia for uma prática normalizada e forçada pela deserção da solidariedade da família natural, será então um colectivismo de Estado (do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista) que o imporá ao cidadão, já não em nome da sua autonomia individual, mas em nome dos interesses do Estado.

O que está aqui em causa — para os idiotas úteis do Partido Socialista, para o Bloco de Esquerda, para o Partido Comunista, para algumas avantesmas do Partido Social Democrata, e para um punhado de submarinos do CDS/PP (que inclui o Adolfo Mesquita Nunes) — é a família natural.

A Esquerda odeia a família natural, porque esta (alegadamente) perpetua as “relações de dominação” entre os seus membros. Por isso é que a Isabel Moreira diz o seguinte:

“Muita da evolução das nossas condições de vida, da questão étnica a questões do domínio da sexualidade, deve-se, felizmente, a um olhar do jurídico sobre o real, olhar esse enquadrado no que define o Direito: não se vergar às leis da natureza. A cada discussão acerca de um avanço à conta do olhar informado da realidade, há um regresso ao obscurantismo que matou, negou direitos básicos às mulheres e silenciou abusos em nome do tradicional”.

Eu respondi-lhe aqui.

Com incorporação da ideologia de género no nosso ordenamento jurídico, a destruição da família natural será inevitável: se cada um pode escolher o “género” favorito, ter filhos será considerado uma opção pessoal equivalente a fazer criação de cães de raça; será tão respeitável ter um filho como ter um gato.


O sucesso da eutanásia (como instrumento colectivista de aplicação de uma “pena-de-morte economicista”) depende hoje directamente do individualismo radical que gera o fracasso da família natural. O fracasso da família natural (o fracasso dos laços familiares naturais) depende da desnaturação da sexualidade na cultura antropológica que, por sua vez, é essencial ao feminismo e à ideologia de género que depende da negação institucional e política da ciência (da biologia).

burn_flag_burn_webO aborto pago pelo Estado, eutanásia paga pelo Estado, as questões da sexualidade — "casamento" gay, adopção de crianças por pares de invertidos, ideologia de género, feminismo — estão interligados: por um lado, atacam a família natural, isolando o indivíduo face ao Estado (atomização da sociedade); e por outro lado, quando a ideologia de género entra no nosso ordenamento jurídico (como defende a Isabel Moreira, e já está a acontecer), a ciência biológica é negada em nome de uma fé metastática baseada em uma ideologia doentia e niilista, e entramos em um verdadeiro obscurantismo, que não é o falso obscurantismo que a Isabel Moreira denuncia na Natureza2 .

Com incorporação da ideologia de género no nosso ordenamento jurídico (que já está a acontecer devido à escumalha da laia da Isabel Moreira) a destruição da família natural será inevitável: se cada um pode escolher o seu “género” favorito, ter filhos será considerado uma opção pessoal equivalente a fazer criação de cães de raça; será tão respeitável (nessa sociedade idealizada pela da Isabel Moreira) ter um filho como ter um gato.

Naturalmente que, nessa sociedade atomizada — numa primeira fase por um individualismo radical, e numa segunda fase por um colectivismo imperativo estatal — não há lugar para a democracia, porque se defende uma transferência da responsabilidade social e humana, do indivíduo, para o Estado.


Notas

1. A autonomia não é a mesma coisa que individualismo e/ou colectivismo. A autonomia é uma necessidade psicológica fundamental do organismo humano (a Natureza Humana perene), ao passo que o individualismo e o colectivismo são doutrinas socialmente construídas acerca das relações entre o indivíduo e a sociedade, e que consistem em diversos valores e práticas que podem ser mais ou menos interiorizadas.

Portanto, quando falamos em “autonomia”, não a podemos confundir com individualismo e/ou colectivismo.

2. Desde Aristóteles que existe o conceito de equidade; a Isabel Moreira que vá à merda com a sua teoria “obscurantista”.

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