perspectivas

Segunda-feira, 28 Dezembro 2015

Em Portugal já impera a lei das lésbicas

 

Eu não tinha dado conta de que o piropo tinha sido criminalizado. Ou seja (a ser verdade), segundo a lei portuguesa, um qualquer piropo pode ser a mesma coisa que um insulto.

A proposta de lei parece ter sido do Bloco de Esquerda; e claro está, o Partido Socialista de António Costa segue o Bloco de Esquerda de forma canina.

Qualquer palavra que um homem dirija a uma mulher pode ser subjectivamente considerada por ela como um insulto (um piropo). A ideia do Bloco de Esquerda — e da Esquerda em geral — é a de paralisar as interacções culturais entre os dois sexos.

Portugal está a transformar-se em um sítio perigoso; impera já a lei das lésbicas.


Adenda:

Afinal, a lei da pirofobia é proveniente da “direita”. Ainda vou ver o Passos Coelho a fazer concorrência à Catarina Martins.

Quinta-feira, 24 Dezembro 2015

Os genes da inteligência, alegadamente

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 10:28 am
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Quando se fala em QI, normalmente refere-se a um tipo específico de inteligência: a inteligência lógica-matemática. Mas há outros tipos de inteligência. Por exemplo, ninguém duvida que Freud era inteligente em termos de lógica-matemática; mas ele não tinha nenhuma inteligência musical: era completamente “surdo” em relação à música. E depois há a inteligência espacial, a inteligência linguística, etc..

Portanto, reduzir a inteligência de um ser humano à inteligência lógica-matemática é estabelecer um padrão de inteligência exclusivamente em função da ciência e da técnica.

Uma grande inteligência lógica-matemática não é sinónimo de sensibilidade moral. Uma grande parte dos psicopatas tem um elevada inteligência lógica-matemática.

A ideia segundo a qual “a inteligência lógica-matemática (ou outro tipo de inteligência) tem causas genéticas (genes)”, é apenas uma parte da verdade. É certo que a herança genética tem um papel a desempenhar, mas a epigenética tem também um papel importante: (1) as “máquinas” moleculares “sentem” as modificações do meio-ambiente; (2) a seguir, produzem as respostas adequadas a essas modificações; (3) e depois passam essas respostas às gerações seguintes.

Por isso podemos dizer que a ideia segundo a qual “a inteligência lógica-matemática se deve em 75%, aos genes”, é manifestamente exagerada. Há também o factor da vontade  do indivíduo que influencia, de certa forma, a inteligência da sua prole.

Para além da genética, da epigenética e do meio-ambiente, os vários tipos de inteligência têm também dois factores importantes: o factor espiritual (o espírito que encarna no futuro ser humano, mas não só), e o factor astrológico que aponta a direcção (mas não o sentido!, o sentido de vida depende, em grande parte, da vontade da pessoa) da vida do indivíduo: a carta astral de nascimento de uma pessoa é, em analogia, assim como um mapa de um território (mais ou menos acidentado) que tem que ser percorrido pelo indivíduo em função das suas escolhas pessoais (livre-arbítrio) ao longo da sua vida.

Quando se reduz a inteligência, em geral, ao tipo específico da inteligência lógica-matemática, entramos no campo da ideologia política em nome da ciência (cientismo). Se fosse possível “medir” um ser humano — o que é uma impossibilidade objectiva! —, teríamos que ter em conta os vários tipos de inteligência, e não apenas uma delas.

Sábado, 19 Dezembro 2015

Na Holanda, é legal uma mulher dar a sua “coisa” em troca de lições de condução

Filed under: A vida custa,Europa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:12 am
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“The government in the Netherlands has clarified that it is legal for driving instructors to offer lessons in return for sex, as long as the students are over the age of 18.

However, it is illegal to offer sex in return for lessons”.

Driving instructors ‘may offer lessons in return for sex’, Netherlands government confirms

Quer isto dizer o seguinte: se uma gaja oferecer a “coisa” em troca de uma lição de condução, é legal. Mas se o professor de condução oferecer a lição de condução em troca da “coisa” da gaja, já não é legal.

A legalidade depende de quem pertenceu a iniciativa de dar a “coisa”. Se for a mulher a querer dar a “coisa”, é legal; se for o homem a querer que a mulher dê a “coisa”, não é legal.

Por outro lado, não é legal que se dê a “coisa” em troca de lições de condução; mas já é legal que se dêem lições de condução em troca da “coisa”.

Portanto, para se saber se se deu a “coisa” legalmente, temos que saber, em primeiro lugar, se se deu a “coisa” em troca das lições de condução, ou se se deram as lições de condução em troca da “coisa” — porque, segundo a lei holandesa, as duas situações são diferentes e dependendo da subjectividade de quem deu a “coisa”: porque, se a mulher que deu a “coisa” disser que a deu em troca das lições de condução, segue-se que o professor fica “coisado” em tribunal.

Ademais, esta lei é homofóbica, porque tratando-se de um instrutor de condução gay e de um instruendo gay, não se sabe bem quem deu o “coiso” a quem: ¿será que foi o instrutor gay que deu o “coiso”, ou foi o aluno gay que deu o “coiso”? Tratando-se de dois gays, o tribunal terá eventualmente que fazer uma análise forense ao esfíncter dos dois.


Isto é o que acontece quando o Estado se mete na “coisa”. O que uma mulher faz com a sua “coisa” é do foro ético e estritamente privado, e o Estado não tem que se meter na “coisa” dela. Podemos criticar moralmente uma mulher por dar a sua “coisa” a qualquer um, mas o Estado não tem que transformar a “coisa” da mulher em uma forma de cobrar impostos.

E ainda dizem que o Estado é mais intrusivo em Portugal do que na Holanda!

Sexta-feira, 11 Dezembro 2015

Os homossexuais são muito mais violentos do que as pessoas normais

 

trafico-gay-web“The Centers for Disease Control’s “National Intimate Partner and Sexual Violence Survey” (NISVS) has found that homosexuals disproportionately suffer violence, and inflict violence on one another.

The CDC survey is the first of its kind to present comparisons of victimization by sexual orientation for men and women. Its data indicate that homosexuals experience sexual violence at much higher rates than heterosexual men and women.

Twenty-six percent of homosexual men and 37% of bisexual men experienced rape, physical violence, and/or stalking by an intimate partner.

Forty-four percent of lesbians and 61% of bisexual women experienced rape, physical violence, and/or stalking by an intimate partner in their lifetime.

Half (48%) of bisexual women who have been raped experienced their first completed rape between the ages of 11 and 17 years”.

CDC: Gay lifestyle fraught with violence

Os factos estatisticamente demonstrados estão aí, para quem quiser ver. E perante os factos, fica a pergunta: ¿o que justifica a protecção política do estilo de vida e da cultura homossexuais? A Comissão Europeia dá o exemplo:

(more…)

Quarta-feira, 9 Dezembro 2015

Não existem metas comunitárias para as quotas de mulheres na gestão de empresas privadas

Filed under: feminazismo,feminismo,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 12:14 pm

 

“Depois de o anterior executivo ter celebrado um acordo com 13 das empresas cotadas portuguesas para atingir uma quota de 30% mulheres nos assentos dos conselhos de administração até 2018, o recém-empossado Governo socialista está a analisar a melhor forma de atingir as metas propostas pela Comissão Europeia.

A secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, não afasta a hipótese de introduzir legislação que permita alcançar as metas comunitárias em matéria de igualdade de género”.

Governo não exclui imposição de igualdade de género às empresas da bolsa


Os me®dia, em cooperação com o governo marxista-cantinflista do Partido Socialista controlado pela Esquerda radical, fala em “metas comunitárias”. E ¿quais são essas metas comunitárias?

Em boa verdade, essas metas comunitárias não existem — conforme se pode ler aqui. O Conselho da Europa, reunido a 2 de Dezembro p.p., decidiu que o sistema de quotas não é compatível com o princípio da subsidiariedade.

Isto significa que os governos de Passos Coelho e António Costa agiram ou agirão por conta própria, e não seguindo qualquer directiva europeia ou quaisquer “metas comunitárias”.

Terça-feira, 8 Dezembro 2015

A adopção de crianças: Adolfo Mesquita Nunes e Pedro Vaz Patto

 

A adopção não pode configurar-se como direito dos candidatos a adoptantes.

Não se trata, pois, e em primeira linha, de chamar à colação, no que a esses candidatos diz respeito, o princípio da igualdade e não discriminação em função da orientação sexual”.

Pedro Vaz Patto


Adolfo Mesquita Nunes tentou tornear esta dificuldade colocada por Pedro Vaz Patto, embora de forma falaciosa e jogando com as palavras: diz o Adolfo Mesquita Nunes que os homossexuais não têm o direito a adoptar, mas têm o direito a serem candidatos à adopção; é uma forma enviesada de separar o sujeito do predicado, como se não tivessem qualquer relação entre si.

Ou seja, segundo Adolfo Mesquita Nunes, ninguém (incluindo os “casais naturais”, passo a redundância) tem o direito a adoptar uma criança; mas todos (incluindo os pares homossexuais) têm o direito a ser candidatos à adopção de uma criança. Ou seja, segundo Adolfo Mesquita Nunes, os casais naturais e os pares invertidos estão na mesma posição de igualdade — não no direito a adoptar, mas antes no direito da candidatura à adopção e, alegadamente, em nome do “superior interesse da criança”.

O que Adolfo Mesquita Nunes faz é diferenciar o direito de alguém a adoptar uma criança (que ele nega como sendo um direito universal, e aqui estou de acordo), por um lado, e por outro lado o direito de alguém candidatar-se à adopção de uma criança (que segundo ele deve ser um direito universal, o que não é verdade porque entra em contradição com o bom-senso).

As condições — reconhecidas universalmente — da candidatura à adopção não podem ser separadas do “superior interesse da criança” que define a própria instituição da adopção; separar as duas coisas (a adopção, por um lado, e a candidatura, por outro lado) é uma falácia (há candidaturas que nem sequer podem ser aceites como tais, à partida); e por isso não é verdade que qualquer pessoa possa ter o direito (mesmo que a lei o diga) a candidatar-se à adopção de uma criança.

Por exemplo: ¿um assassino em série pode candidatar-se à adopção de uma criança?

Segundo o Adolfo Mesquita Nunes, pode, porque alegadamente é um direito universal. Mas a verdade é que o bom-senso diz-nos que nunca um assassino em série pode ter o direito a ser candidato à adopção de uma criança. Portanto, o direito da candidatura à adopção de uma criança não é universal.

Quando está em jogo a vida de terceiros, os nossos direitos pessoais — por exemplo, o direito de candidatura à adopção — ficam automaticamente condicionados. A adopção é uma instituição; e numa instituição há sempre aquelas pessoas que reúnem as condições para estarem dentro dela, e outras que não têm essas condições.

As condições de pertença a uma instituição estão para além do conceito de “igualdade”.

Domingo, 6 Dezembro 2015

O casamento é hoje uma amizade permitida pela polícia

 

O casamento foi uma instituição, passou a ser um contrato, e hoje é uma espécie de amizade permitida pela polícia.

casamento gay 300 webO casamento não é, hoje, sequer um contrato — porque um contrato, por definição, implica a existência de uma promessa mútua entre os contratantes em relação ao futuro, e uma penalização para quem não cumpre essa promessa.

Com o divórcio unilateral implementado pela Esquerda através do imoral José Sócrates, a noção de “contrato” já não se aplica ao casamento. O argumento da necessidade do “casamento” gay foi o pretexto para a erradicação do contrato do casamento do quadro legal.

O problema é o de que o fim do contrato do casamento que fundamenta a família, tem repercussão na economia — porque o fim do contrato que organiza a família tem consequências na cultura antropológica que está no centro da economia política.

São as regras e o cumprimento de promessas (os contratos) que tornam o mundo mais previsível e permitem o funcionamento da economia. Se o contrato fundador da sociedade (o casamento) é retirado da lei, não existe qualquer motivo racionalmente fundamentado para que se respeitem quaisquer outros contratos.

Sábado, 5 Dezembro 2015

A democracia representativa tem os dias contados

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 9:46 am
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O principal problema da democracia representativa é o de que, uma vez aprovada uma lei estúpida e irracional, é quase impossível revogá-la — porque a sua revogação colocaria em causa, do ponto de vista simbólico na cultura antropológica, a própria noção de “democracia representativa”.

Quando a democracia representativa se afasta do bom-senso, vai-se alimentando do absurdo, até arrebentar.

Temos aqui uma notícia de exemplo: o governo de Obama aprovou uma lei segundo a qual as mulheres têm os mesmos papéis e funções de combate nas Forças Armadas americanas.

Ora, o bom-senso diz-nos que as mulheres e os homens não são iguais em teatro de guerra; mas aposto que nem os republicanos mais à direita irão revogar esta lei absurda, porque a sua revogação colocaria em causa o próprio sistema político.

Se a democracia representativa não for fortemente apoiada por mecanismos de democracia participativa, tem os dias contados (pelo menos na Europa).

Anselmo Borges e Maria, mãe de Jesus

 

« Quando perguntaram ao Papa Francisco, que não é beato nem cobarde, o que significava Maria para ele, respondeu: “Ela é a minha mamã”. »

Anselmo Borges

Ou seja: é Jesus Cristo no Céu, e o papa-açorda Francisco na Terra. Têm ambos a mesma Mamã.

Não sei se o papa-açorda Francisco não é beato nem cobarde; o que sei, objectivamente, é que não lhe ficava mal um pouco de humildade.


O Anselmo Borges faz uma referência ao versículo 49 do Cap. III do Alcorão, sobre Maria, a mãe de Jesus; mas esqueceu-se de referir o versículo 59 do mesmo capítulo do Alcorão:

“Jesus é, diante de Alá, igual a Adão, que criou do pó”.

Para os muçulmanos, Jesus Cristo é da mesma igualha de Adão; Jesus Cristo e Adão são da mesma espécie.

A verdade de Anselmo Borges é sempre parcial; esconde sempre alguma coisa, de forma propositada. Anselmo Borges é um político, e não um teólogo. Ele pode enganá-lo a você, caro leitor: mas não me engana.

Sexta-feira, 4 Dezembro 2015

O general Alcazar e o general Tapioca são a favor do “progresso”

Filed under: A vida custa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:35 am
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O filósofo Rémi Brague:

“É difícil de encontrar alguém que não seja progressista. Estaline era progressista, Hitler também, e o general Alcazar e o general Tapioca também. O homem bom é progressista, e o homem mau é conservador, reaccionário, integrista, fundamentalista, etc.”

Quinta-feira, 3 Dezembro 2015

Marine Le Pen é a favor do aborto livre

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 6:17 pm
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Não se poderia dela esperar outra coisa: a Front National é de esquerda; defende uma espécie mitigada de Estado totalitário.

 

Domingo, 29 Novembro 2015

Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa e Teresa Caeiro

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:40 am
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“Os deputados do CDS-PP Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa e Teresa Caeiro defenderam que os casais homossexuais têm a mesma capacidade para adoptar crianças, questionando, contudo, se existe na sociedade um ambiente favorável.”

Estes deputados do CDS defendem adopção por “casais” gay

Em nenhuma sociedade existe um “ambiente favorável” à adopção de crianças por pares de invertidos, a não ser através da imposição da força bruta do Estado, como acontece, por exemplo, nos países nórdicos. Ora, um direito imposto à custa da força bruta do Estado não é um direito propriamente dito.

Nos países nórdicos não existe um “ambiente favorável” à adopção de crianças por pares de invertidos; o que existe é um medo difuso na sociedade de se pronunciar contra ela, e um silêncio generalizado em relação a qualquer juízo de valor sobre o assunto. A ideia segundo a qual “nos países nórdicos existe um ambiente favorável à adopção de crianças por pares de invertidos” é um mito que só cabe na cabeça de mentecaptos. Dantes tínhamos a URSS como “o sol do mundo”; hoje temos os países nórdicos.


“O deputado centrista [Francisco Mendes da Silva], que foi um dos parlamentares que deixaram na sexta-feira a Assembleia da República devido ao regresso dos antigos membros do governo ao hemiciclo, sublinha, contudo, que o “interesse central é o superior interesse da criança” e “é este que deve ser, sempre, o guia supremo do legislador”, e a partir desse guia persistem “dúvidas profundas” que não conseguiu ainda ultrapassar e que se prendem sobretudo com a maturidade da sociedade”.

Existe aqui uma ideia (que é incompreensível em um deputado do CDS/PP) segundo a qual uma “sociedade madura” tem a característica de se negar a si própria — a não ser que o deputado raciocine na mesma linha de Jean-Edern Hallier: “As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…”

A “maturidade da sociedade” é um conceito abstracto ou subjectivo, a não ser que seja sinónimo de “decadência”.

Se “maturidade da sociedade” não se identifica com “racionalidade” (que é diferente de “racionalismo”), entramos no campo do surreal ou do puro subjectivismo ético, político e jurídico que é característica de uma certa Esquerda psicótica.


“Existe ou não na sociedade portuguesa, já, um sentimento geral que a aproxima dos princípios dos projectos em discussão? Devem os riscos de um hipotético ambiente geral desfavorável sobrepor-se aos benefícios eventualmente decorrentes da mudança na lei?”, são algumas das questões colocadas por Francisco Mendes da Silva.

O “sentimento geral que a aproxima dos princípios dos projectos” significa o “progresso da opinião pública”, sendo que o “progresso da sociedade” é considerado uma lei da natureza. E esse “progresso da sociedade” passa pela dessensibilização ou anestesia ética e cultural da sociedade em nome de um império da emoção (o sentimento) sobre a razão. A ética passa a ser resultado de puro sentimento, subjectivo como é óbvio.

foi cesarianaA ideia é a de que, por intermédio do sentimento (emoção), podemos (o povo) aceitar as ideias e os comportamentos mais abstrusos: é a ideia do “sentimento” como chave da fundamentação da ética.

O movimento feminista esganiçado ― por exemplo na voz de Germaine Greer ou da “filósofa” Herlinde Pauer-Studer ― defende a posição segundo a qual a fundamentação da ética tem sido, ao longo da História, demasiado racional. Segundo essas feministas desconstrutivistas e esganiçadas, a ética tem sido unilateralmente analisada, e essa unilateralidade teria surgido devido à exclusão da experiência feminina. Elas defendem a ideia da inclusão das virtudes características da mulher esganiçada na análise da ética, como a intuição, a compaixão, do cuidado ou do sentimental. Schopenhauer e Levinas inserem-se no mesmo espírito da fundamentação ética (e jurídica) no sentimento, e não na razão.

Em suma, as feministas esganiçadas e desconstrutivistas, Schopenhauer e Levinas (entre outros), e os idiotas úteis como o Francisco Mendes da Silva, renunciam a uma fundamentação racional da ética. Para elas e eles, os valores surgem espontaneamente da profundidade dos sentimentos e da empatia funcional.

O problema que se coloca nesta concepção “sentimental” da ética é que ela é permeável à total arbitrariedade, porque os seres humanos não têm todos os mesmos sentimentos. Existem criaturas humanas que nem sequer são capazes de sentimentos empáticos, e contudo, a ética e a lei terão que existir para eles também.


Cabe ao Estado assegurar o superior interesse da criança. ”

Há aqui um erro crasso de análise do Chico; talvez um erro propositado. Não cabe ao Estado assegurar o superior interesse da criança: cabe à sociedade essa função. O Estado é apenas um instrumento da prossecução dos fins da sociedade, e não é a sociedade (a nação) que é um instrumento da prossecução dos fins do Estado.

O Estado é um meio, e não um fim em si mesmo. Quando o Estado é visto como um fim em si mesmo — como aconteceu na URSS e acontece hoje nos países nórdicos que é o actual “sol do mundo socialista” — entramos em um ambiente social que foi caracterizado pelo romance “O Rinoceronte”, de Ionesco: enquanto vários rinocerontes circulam livremente pela cidade, um representante da ideologia política oficial e politicamente correcta vem responder às angústias dos cidadãos através de palavras-mestras e slogans.

É evidente que Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa, Teresa Caeiro, Adolfo Mesquita Nunes, e até eventualmente Paulo Portas, deveriam sair do CDS/PP. Ou então retirem o conceito de “democracia-cristã” dos estatutos do partido; enquanto este conceito lá estiver, não podem haver divergências em assuntos tão fundamentais como o da adopção de crianças por pares de invertidos. Neste aspecto o Partido Social Democrata é mais coerente, e por isso é que não voto nele.

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