perspectivas

Terça-feira, 26 Maio 2015

Ou concordas com os fanchonos e fufas, ou fechas o teu negócio

 

¿Faz algum sentido que um casal de noivos católicos devolva as alianças que comprou para o seu casamento religioso, só porque soube posteriormente que as alianças foram feitas por um joalheiro homossexual que até é activista da ILGA? Sinceramente, não acredito que isso acontecesse, porque o que estava em causa era a compra de alianças, e não quem as fez.

Por exemplo, seria irracional que um católico se recusasse a comer em um restaurante só porque o cozinheiro fosse gay; mas a racionalidade só se aplica a quem não é gay: os gays têm todo o direito reconhecido, política- e publicamente, de serem irracionais.

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Segunda-feira, 25 Maio 2015

António Marinho e Pinto: um advogado que coloca em causa o Direito Positivo

Filed under: A vida custa,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 7:50 pm
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Assim como David Hume levou a teoria do conhecimento de Locke até as suas últimas consequências, ou seja, a uma auto-refutação da racionalidade e a uma fé irracional em relação à realidade e à possibilidade de conhecimento — assim António Marinho e Pinto levou as incongruências do processo de promulgação do Direito Positivo, segundo Kelsen, às suas últimas consequências, através da sua negação prática.

A Justiça ideal, segundo António Marinho e Pinto, seria aquela decidida e definida por António Marinho e Pinto como corolário de uma Teoria Crítica, picareta demolidora. Montesquieu está obsoleto.

Por outro lado, António Marinho e Pinto, como é seu timbre demagógico, mistura as prebendas dos juízes com a própria função de juiz — quando, em verdade, uma coisa são os privilégios dos juízes que podem ser discutidos; outra coisa, diferente, é transformar o poder judicial em um braço do poder executivo ou do poder legislativo, como parece defender António Marinho e Pinto.

Ou seja, António Marinho e Pinto mistura no mesmo saco a autoridade dos juízes, por um lado, e os privilégios que lhe são concedidos, por outro lado.

António Marinho e Pinto é radicalmente contra qualquer tipo de privilégios seja em relação a quem for; um juiz deve ter semelhantes privilégios dos de um varredor de rua; é tudo igual ao litro — excepto quando ele defende o aumento dos salários dos deputados (porque ele é deputado): aí a coisa fia fino e já não há igualdade em relação ao lixeiro.

Lembro-me de G. K. Chesterton:

“Sem a educação e o ensino para todos, somos colocados numa situação horrível e de perigo mortífero de termos que levar a sério as pessoas cultas”.

Enquanto houver povo inculto, António Marinho e Pinto está nas suas sete quintas.

Domingo, 24 Maio 2015

O problema da indução e da dedução da ministra Maria Luís Albuquerque

 

A economia não é uma ciência exacta, por mais que hoje esteja na moda dizer que todas as ciências são exactas. Desde David Hume que sabemos que o empirismo puro não é base suficiente de ciência; e sendo as estatísticas baseadas no passado, não podemos ter a certeza da validade científica desses dados estatísticos no futuro.

Hume defendeu a ideia de que, para se estabelecer um conhecimento necessário de uma sequência de eventos, deveria ter que se provar que a sequência não podia ser de outro modo; e que não é uma auto-contradição afirmar que “embora todo o A tenha sido seguido de B, o próximo A não será seguido de B”. O único conhecimento causal que podíamos esperar atingir é o conhecimento de associações de facto de duas classes de acontecimentos. Até hoje, ninguém conseguiu refutar esta ideia de Hume.

Portanto, não podemos ter a certeza, como a ministra Maria Luís Albuquerque diz que tem, que os futuros pensionistas serão prejudicados por causa dos actuais pensionistas (via) — mesmo que haja uma possibilidade indiciada por indução por enumeração simples (inferência não demonstrativa). A indução é um princípio lógico, embora independente, que é impossível de inferir da experiência.

Mas vamos partir do princípio de que a posição da ministra Maria Luís Albuquerque se baseia na prudência: existe uma possibilidade — ou mesmo probabilidade — de que as coisas se passem como ela pensa que se vão passar e, por isso, por uma questão de prudência, resolve cortar 600 milhões de Euros por ano nas pensões dos reformados actuais.

Se pensarmos que as PPP (Parceria Público-privada) custaram ao erário público desde 2009 cerca de 8 mil milhões de Euros (equivalente à despesa do ministério da saúde em um ano), e sabendo que a corrupção (incluindo sobretudo a corrupção no Estado) custa ao país cerca de 20 mil milhões de Euros por ano — a posição “prudente” da ministra é difícil de sustentar porque a prudência dela aplica-se apenas a uma dimensão específica da economia, e por isso tem um carácter puramente ideológico.

Não trata apenas de um problema de indução: é sobretudo um problema de dedução errada e enviesada.

Sexta-feira, 22 Maio 2015

Dez deputados socialistas apoiaram a lei do cultivo de marijuana do Bloco de Esquerda

 

“PSD, CDS e PCP rejeitaram hoje, na generalidade, o projecto do Bloco de Esquerda que pretendia legalizar o cultivo de canábis para consumo pessoal e criar um enquadramento legal para a existência de clubes sociais de canábis.

O diploma do Bloco de Esquerda teve o apoio de dez deputados socialistas: Maria Antónia Almeida Santos, João Paulo Pedrosa, Paulo Campos, João Galamba, Elza Pais, Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves e Gabriela Canavilhas.”

PSD, CDS e PCP chumbam projecto do Bloco para legalizar cultivo de canábis

Dez deputados socialistas já é alguma coisa. António Costa pode ter esperança.

antonio costa marijuana web

A alma do republicano José Alberto Carvalho

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 5:45 am
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“Informam-me que José Alberto Carvalho terminou o Telejornal da TVI em directo do novo Museu dos Coches ao lado do Landau do Rei Dom Carlos a citar o testamento do Buiça, louvando o facto de ele saber que ia dar a vida pelo futuro dos seus filhos ao assassinar um Chefe de Estado constitucional e o Príncipe Real (por sinal marido e filho da fundadora do Museu) como exemplo dos “valores republicanos”. Ainda há quem acredite na evolução da humanidade. Tenho o estômago revirado.”

Tenho o estômago revirado de nojo

Eu vi e ouvi o encómio ao crime. Lembrei-me então de Fernando Pessoa:

“O regime [republicano] está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional — trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicano português — o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.”

Segunda-feira, 18 Maio 2015

Direito Natural e Direito Positivo em uma sociedade que não é comunidade

 

Sobre este artigo da Helena Matos:

Acerca do ponto 1/, estou de acordo.

Qualquer dia vamos ter um Código Penal do tamanho de uma biblioteca, e a Isabel Moreira — por exemplo — vai ser a bibliotecária; ela (Isabel Moreira) disse em directo em um programa de televisão: “Criem-se mais leis!”. A solução — segundo a Isabel Moreira — dos problemas da sociedade é “criar mais leis”; mas, por outro lado, a mesma Isabel Moreira diz que o Direito Positivo deve ser “antinatural, felizmente”.

Caros amigos: o rei vai nu. É preciso abrir os olhos a muita gente que não pertence às elites. Quando Portugal tem uma Isabel Moreira como “constitucionalista” e como tal deputada do Partido Socialista, batemos de facto no fundo.

Quando um homem é vítima de uma injúria, por exemplo, pode tentar justificar uma retaliação segundo a Lei Natural; o que o Direito Positivo faz — através de um contrato social — é estabelecer que a retaliação será feita pelo Estado. E se alguém matar em auto-defesa fá-lo segundo a Lei Natural, embora tenha que demonstrar em tribunal (Direito Positivo) a razão do acto. A lei do Direito Positivo contra o assassínio, por exemplo, é irrelevante se uma pessoa não se puder defender do assassino: se uma pessoa for assassinada antes de ter tempo de chamar a polícia, de nada serve a lei positiva contra o assassínio.

Portanto, não podemos fugir ao Direito Natural.

Podemos estabelecer uma identificação entre o Direito Natural e as regras morais que são independentes de disposições legais positivas. E se não existirem essas regras morais previamente ao Direito Positivo, deixamos de saber o que são actos bons e maus e, por isso, deixamos de fazer a distinção entre leis boas e más; e é isso que gente como a Isabel Moreira pretende quando defende que o Direito Positivo deve ser antinatural: impôr as leis de forma arbitrária e discricionária, o que denota um perigoso ideário totalitário.

Quando se afasta a imagem de um Criador do universo da equação humana, caímos invariavelmente em um qualquer totalitarismo — porque deixa de haver uma distinção ética entre acções justas e injustas. Se é verdade que o Direito Natural decide entre acções justas e injustas em uma comunidade sem Estado, também é verdade que o Direito Positivo deve guiar-se e inspirar-se no Direito Natural.

Dizer, como diz a Isabel Moreira, que o Direito Positivo deve ser antinatural, é defender uma qualquer forma de fascismo.

Sobre o ponto 3/, não estou de acordo.

Uma das formas de “demissão”, de que a Helena Matos se queixa, é o acto de esconder as caras dos protagonistas do vídeo violento em nome de uma putativa “não-estigmatização”. O conceito de estigmatização é politicamente correcto (marxismo cultural).

A Helena Matos entra em contradição entre o ponto 1 e o 3 do seu artigo. E parte do princípio estabelecido pelo idealismo alemão (Hegel, que está na base do materialismo dialéctico de Karl Marx) de uma distinção radical entre “sociedade” (Gesellschaft) e “comunidade” (Gemeinschaft), sendo que — segundo Hegel — não existe uma identificação entre os dois conceitos. Esta ideia de Hegel assombra mesmo os que hoje não se consideram marxistas.

Se separarmos a ideia de “comunidade”, por um lado, da de “sociedade”, por outro lado, chegamos às conclusões da Helena Matos, do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista, do “governo sombra” da TVI, e da ILGA. É aqui que a Helena Matos se contradiz.

É suposto que uma nação seja uma grande comunidade, e é óbvio que a separação radical entre comunidade e sociedade leva não só à descaracterização da sociedade como à sua desnacionalização.

Por exemplo, em uma aldeia ou vila portuguesa do interior do país (ou seja, em uma comunidade), os protagonistas de um eventual acto de violência injusta são certamente conhecidos por quase todos os seus habitantes. A moral pública, em geral, ditada pelo Direito Natural — e pelas regras morais de que falei acima e que são anteriores ao Direito Positivo — condena a injustiça sem esconder as caras dos protagonistas.

Haverá sempre uma pequena minoria da população da vila que se comprazerá morbidamente com o acto de violência e com o sofrimento da vítima; mas não devemos é partir de comportamentos imorais de minorias para definir regras gerais — como defende a Isabel Moreira em um caso, e a Helena Matos em outro.

Anexo: ficheiro PDF do artigo da Helena Matos.

Domingo, 17 Maio 2015

A religião gnóstica do esquerdalho

 

“The trend of politics in the Western nations since Eric Voegelin’s death in 1986 has made his work increasingly relevant to any philosophically rigorous Conservatism or Traditionalism. In particular, Voegelin’s argument that liberalism and its Leftwing metastases constitute an evangelical religious movement, mimicking and distorting Christianity, has gained currency.

The pronounced irrational character of the “Global Warming” cult and the obvious messianism of Barack Hussein Obama’s presidency have together sharpened the perception that contemporary Leftwing politics shares with history’s specimen-type doctrinally intransigent sects an absolute intolerance for dissent, even for discussion, along with a conviction of perfect certainty in all things.

The sudden experience of Leftwing triumph attests that, indeed, utopian radicalism draws its strength from a deep well of resentment that puts it in conflict, not merely with those whom it regards as heterodox, but also with the unalterable structure of reality.”

Plotinus and Augustine on Gnosticism (Thomas F. Bertonneau )

Quando vemos e ouvimos o esquerdalho na voz, por exemplo, de Ricardo Araújo Pereira ou do Nuno Markl, ou ainda muitas das opiniões ditas “científicas” auto-contraditórias do blogue Rerum Natura — não nos devemos esquecer que essas opiniões são guiadas por uma espécie de religião cuja ortodoxia não admite qualquer dissensão; e, como diz Thomas F. Bertonneau, esse tipo de religião política traduz um ressentimento em relação à inalterável estrutura da realidade.

esquerdalho-webConforme demonstrado por Eric Voegelin, e que Thomas F. Bertonneau sublinha, a rebelião do esquerdalho — que inclui o marxismo e o nazismo — contra a realidade é uma aflição recorrente da vida civilizada, tendo embora como paradigma as seitas gnósticas anti-cósmicas da Antiguidade Tardia. Hoje, o esquerdalho reduz o universo inteiro ao mundo sub-lunar limitado pelos satélites artificiais, o que é uma característica moderna da posição anti-cósmica dos gnósticos antigos. O culto religioso do Aquecimento Global e/ou o culto neolítico moderno e ctónico da Mãe-terra traduzem a redução contemporânea do conceito de “universo” ao mundo sub-lunar.

Quando verificamos que a juventude portuguesa maioritariamente não se interessa pela política, constatamos que o que se passa é uma indiferença em relação às seitas religiosas puritanas, ortodoxas, intolerantes e contemporâneas que em conjunto coordenam a política: o esquerdalho.

É possível que surja na Europa um cepticismo profundo em relação à política, assim como aconteceu um cepticismo profundo em relação às seitas religiosas puritanas depois de Cromwell ter assumido o Poder em Inglaterra, cepticismo esse manifesto no golpe-de-estado inglês de 1688 e na posterior filosofia política de Locke.

O que está em causa hoje é a forma como a política é dogmaticamente concebida, e como o escrutínio político é realizado obedecendo sobretudo à vontade das elites gnósticas contemporâneas (o esquerdalho) através da manipulação dos me®dia e da imposição totalitária de uma espiral do silêncio.

Crimes de ódio: a nossa sociedade em deriva totalitária

 

Um dos valores da nossa civilização é a liberdade de expressão. Hoje temos os me®dia (vulgo “Comunicação Social”) a pactuar com a erradicação da liberdade de expressão na sociedade.

gay-inquisition-web

O conceito de “crime de ódio” segue o paradigma da Inquisição medieval no combate à heresia. Bastava uma denúncia — muitas vezes anónima ou não fundamentada — de heresia para que a Inquisição actuasse. Hoje temos a Ingaysição.

“Os dados dizem respeito a factos ocorridos entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2014, tendo a ILGA recebido 426 denúncias de crimes e/ou incidentes motivados pelo ódio contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT), a maior parte relativas a insultos e abusos verbais (182 denúncias), logo seguido de ameaças e violência psicológica (112 denúncias) e 69 denúncias de casos de violência física extrema.”

Homofobia: ILGA recebeu 426 denúncias de crimes de ódio

Vamos partir do princípio (duvidoso) de que as denúncias são verdadeiras.

Os actos de violência ou ameaças de violência física estão previstos no Código Penal actual, e por isso não necessitamos de uma nova figura de “crime de ódio”. Quem ameaça alguém de violência física pode ir a tribunal se for apresentada queixa na polícia; não precisamos de leis específicas e especiais para gays (era o que faltava!). Os gays não podem ser considerados uma casta social à parte. Se existissem “crimes de ódio” só para gays, então também teríamos que exigir a figura de “crimes de ódio” para qualquer minoria — para coxos, para manetas, para obesos, para ciganos, etc..

Portanto, a questão da violência ou ameaça de violência física está esclarecida. Resta-nos analisar os “insultos” (que são injúrias, na linguagem jurídica) e os “abusos verbais”. O Código Penal — artigo 180 e seguintes — já prevê punição para o crime de injúria; não necessitamos de um “crime de injúria” especial para gays.

Sendo assim, ¿por que razão a classe política em geral, o lóbi político gayzista e os me®dia em particular, pretendem instituir uma figura jurídica de “crime de ódio” só para os gays?

A resposta é simples: Portugal e a Europa enveredam hoje por uma deriva totalitária (por exemplo, em Inglaterra, onde o lóbi político gayzista é muito forte).

Quando a classe política passa a confundir propositadamente “argumentação política ou moral”, por um lado, e “injúria”, por outro lado, o que se pretende é calar qualquer opinião que não seja a ditada oficialmente pelo Poder; trata-se de restringir a liberdade de expressão em geral utilizando a noção particular e abstrusa de “crime de ódio”.

Sábado, 16 Maio 2015

O feminismo sofisticado é o mais perigoso

Filed under: cultura,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:11 am
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Depois de ver este vídeo acima, o leitor em geral tenderá a ser tomado pela emoção transmitida pelo tipo de encenação teatral típica do feminino. Mas aqui não estamos a falar de qualquer mulher: trata-se da juíza americana Lynn Toler a passar um bigode a um réu — ou seja, trata-se de uma mulher que ascendeu a um cargo que seria impensável a uma mulher assumir há apenas trinta anos.

Não se trata aqui de um feminismo explícito e “hard core” do tipo jugular, que é muito mais fácil de combater porque não se esconde por detrás de conceitos culturais que são hoje considerados «démodés»; o feminismo de mulheres como o da juíza Toler é mais sofisticado, porque exige do homem actual aquilo que ele era em uma época em que a mãe dela cozinhava em casa para a prole. Os dois tipos de feminismo — o do jugular e o da juíza Toler — obedecem contudo ao mesmo princípio de ordem cronológica que podemos ver na imagem aqui em baixo.

feminismo

Convém dizer, acerca da encenação histriónica de superioridade moral feminista da juíza Toler, o seguinte:

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Quinta-feira, 14 Maio 2015

Por detrás do nominalismo radical “de género” do Bloco de Esquerda está uma religião política totalitária

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:59 am
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“É importante que rapidamente se passe à elaboração de leis respeitadoras da auto-determinação das pessoas, da democratização do género que deixe de ter as velhas gramáticas binárias e passe a poder compreender o género como diversidade.”

O género como democracia (via)

1/ A qualidade do que é diverso — a “diversidade” — é muitas vezes confundida com o “outro”, entendido como “contrário do mesmo”; mas este adjectivo (“diverso”) deveria utilizar-se para aquilo que implica não só a multiplicidade e a diferença em relação ao “mesmo”, mas ainda e sobretudo para aquilo que leva esta multiplicidade e esta diferença até ao infinito virtual (possível ou em potência) ou actual (em acto).

O “diverso” — se for apresentado no sentido de “diversidade” na citação em epígrafe — reúne em si tudo o que não pode ser incluído no discurso filosófico e/ou científico. O “infinito” designa aquilo que não tem limites, sejam estes actual- ou absolutamente “impossíveis” ou “possíveis” (por exemplo, neste último caso, o tempo).

O infinito — que o conceito de “diversidade” implica — em ciência política, é uma impossibilidade objectiva; transforma a ciência política em um dogma controlado de uma forma arbitrária por uma determinada colecção de indivíduos alcantilada ao Poder.

Neste cenário, qualquer tipo de categorização (concepção de categorias) é tida como uma forma de “opressão”, e a categorização, possível e tolerável, é reduzida ao indivíduo (cada indivíduo é uma categoria, um átomo diferente de outro átomo mas tratado de forma igualitária pela elite política; a atomização da sociedade): estamos em presença de um dogma de uma religião política que nega não só a filosofia e até a ciência, mas também nega a própria sociedade enquanto tal (seja esta qual e como for).

2/ o nominalismo é uma forma de ver o mundo segundo a qual este é compreendido como sendo composto exclusivamente por objectos particulares (sem interligação com outros objectos, sem categorias), e o conhecimento e os conceitos são reduzidos ao conhecimento de objectos particulares e independentes.

O nominalismo radical elimina a interacção entre seres humanos, e concebe o uso da linguagem em um contexto de abstracção da interacção social. O nominalismo radical, quando aplicado em política, leva à atomização da sociedade que é a melhor forma de a controlar.

3/ por detrás do nominalismo radical do Bloco de Esquerda está uma religião política totalitária.

Treta!

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 9:19 am
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“Faço minhas as palavras do Rodrigo Adão da Fonseca: considero grave que os media estejam a expor as crianças ao Tribunal Popular, divulgando o vídeo, e conduzindo à identificação dos personagens, menores.”

Da violência repetida

Ainda em 2005 os professores primários tinham a régua em cima da secretária nas salas de aula; não se batia em ninguém, mas lá estava a régua como lembrança.

Com José Sócrates e a sua famigerada ministra da educação Maria Lurdes Rodrigues, a régua foi banida da secretária da professora, e deu-se início ao “eduquês” e ao descalabro no ensino. Os resultados estão à vista.

E agora chamam a este ministro da educação de “incompetente”, quando na verdade qualquer ministro da educação depois da Lurdinhas será sempre incompetente — a não ser que o “eduquês” politicamente correcto seja revertido.

Este vídeo deveria ser visto em todas as escolas secundárias, como exemplo de um comportamento irracional e reprovável. Chamar os bois pelos nomes nunca é incorrecto, se os bois têm nome. Mostrar a realidade tal qual ela é nunca é incorrecto; “a verdade liberta”.

Quarta-feira, 13 Maio 2015

Coitadinhas das raparigas! São as eternas vítimas de violência dos namorados! Coitadinhas!!!

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 6:06 pm
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