perspectivas

Sexta-feira, 29 Novembro 2019

O Daniel Oliveira, a Tânia Laranjo e a Joacine “vai-te katar” Moreira

Filed under: Daniel Oliveira,politicamente correcto — O. Braga @ 7:50 pm

daniel_oliveira-webjpgO comissário político do totalitarismo de veludo em acção: o Daniel Oliveira diz que não é importante “se a Tânia Laranjo é racista”; o que é importante, diz o Daniel Oliveira, é a necessidade de auto-censura de piadas em nome do politicamente correcto.

Porém, quando a Joacine “vai-te katar” Moreira disse (várias vezes, em comícios públicos) que “Portugal não pertence aos brancos” (sic), não ouvimos o Daniel Oliveira reclamar a necessidade da auto-censura pública do partido de Esquerda a que pertence a Joacine “vai-te katar” Moreira.

joacine-web

Sexta-feira, 11 Outubro 2019

O pasquim liberal “The Economist” já aprendeu umas coisas com o Carlos Fiolhais

The Economist Light to all nations

Sábado, 5 Outubro 2019

O libertarismo não é uma alternativa viável à ditadura do politicamente correcto

O Alberto Gonçalves escreve o seguinte:

“A ideia [a dos novos puritanos, politicamente correctos actuais] é estabelecer um quadro das regras que devem regimentar a humanidade, e de seguida catar exemplos de violação das regras. Por fim, convém punir os prevaricadores”.


“O liberalismo prega o direito do indivíduo à sua auto-degradação, sempre que a sua auto-degradação não estorve a auto-degradação do vizinho”Nicolás Gómez Dávila 

Quando o Alberto Gonçalves faz a crítica de um determinado “quadro politicamente correcto das regras que devem regimentar a humanidade”, o que ele pretende estabelecer é um determinado quadro alternativo de regras que devem regimentar a humanidade que seja deferente do “quadro das regras politicamente correctas que devem regimentar a humanidade” — porque se alguém afirma algo ou faz uma crítica, está convencido que a sua afirmação ou crítica estão correctas e que todos devem corroborar essa opinião.

Convém dizer que — em todas épocas, ao longo da História — sempre existiu uma qualquer cultura “politicamente correcta” (a cultura preponderante em uma determinada época histórica, que tem sempre um “quadro de regras”); o problema consiste no facto de essa cultura politicamente correcta entrar (ou não) em confronto radical com a Natureza Humana e, consequentemente, com aquilo a que os medievais (por exemplo, S. Tomás de Aquino) e os iluministas (por exemplo, Wolff) chamaram de “jusnaturalismo”.

A negação (mais ou menos radical) da Metafísica não deixa de ser uma forma de metafísica.

Por exemplo: quando a ideóloga socialista e feminista Isabel Moreira escreveu que “o Direito deve ser, felizmente, antinatural”, revela o epítome da evolução cultural e histórica do liberalismo (por favor ler o livro “¿Porque Está a Falhar o Liberalismo?”, para melhor se compreender a evolução da decadência do liberalismo contemporâneo).

A negação da importância da influência da Natureza e do Cosmos, na organização humana, é uma característica dos gnósticos [ou “puritanos”] de todas as épocas.

Em resumo: a crítica racional ao politicamente correcto actual não se pode escorar no libertarismo (por exemplo, o libertarismo do Alberto Gonçalves), porque o libertarismo é uma das causas da decadência actual do liberalismo.

“A mentalidade liberal nunca entende que os horrores que a espantam são o lado avesso das falácias que ela admira”.Nicolás Gómez Dávila 

A alternativa viável ao conjunto de regras (jurídicas, éticas, morais) do politicamente correcto actual — que nega a importância da influência da Natureza e do Cosmos na organização social  — é um outro conjunto de regras (jurídicas, éticas, morais) que tenham em devida conta a importância da Natureza e do Cosmos na Natureza Humana (por exemplo, através do jusnaturalismo e conceito jurídico aristotélico de equidade).

A crítica ao politicamente correcto actual, que não lhe aponte uma alternativa viável, é uma nova edição da Teoria Crítica.

O Engº Rui Gonçalo Moura e o “aquecimento global”

Depois desta entrevista com o engenheiro Rui Moura (em 2009), os me®dia portugueses deixaram de falar em “Aquecimento Global” e passaram a usar o termo "alterações climáticas".

Segunda-feira, 30 Setembro 2019

Segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), cagar também é um “acto político”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,PAN,politicamente correcto — O. Braga @ 10:10 pm

Os antigos atenienses distinguiam a “vida privada”, por um lado, da política enquanto “vida pública”, por outro lado.

O esteio da vida privada era (para os atenienses, mas não para os espartanos) a família que, por sua vez, era a condição da liberdade (sem a família natural, não podia haver liberdade política); e é em função da “vida privada” e da família que se exerce a política enquanto “vida pública”.

Ora, o pós-modernismo reduziu a nossa vida privada ao tempo que passamos a dormir — e este fenómeno de eliminação da vida privada não é só de esquerda: os chamados “liberais” (os da "Direitinha" politicamente correcta, dos insurgentes e dos blasfemos) também defendem a redução da vida privada ao tempo de inacção durante o sono. É neste sentido que devemos compreender a seguinte citação:

« Hoje o Presidente do PAN foi a uma festa Vegan explicar que os comedores de carne andam a estragar o planeta e que “comer é um acto político”.»

Ora, se “comer é um acto político”, segue-se então que cagar também é (um acto político), porque o cagar é uma consequência do comer. Ou, como escreveu o poeta:

Dando peidos um sujeito,
para mim estava olhando
dizendo de quando em quando:
— Que me faça bom proveito!
Eu disto não satisfeito,
pus-me a comer, e dizendo:
— Se você caga, eu merendo.
E disto fizemos alarde,
assim passamos a tarde,
ele cagando, eu comendo.

(“Ele cagando, eu comendo”, de autor anónimo do século XVIII, manuscrito da biblioteca de Cardoso Marta, “Antologia de Poesia portuguesa Erótica e Satírica”, página 270 — de Natália Correia, 2000).

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Um símbolo cultural da eliminação da vida privada na pós-modernidade é, por exemplo, o filme “La Grande Bouffe”, de 1973; de assinalar uma cena do referido filme em que os protagonistas se sentaram em sanitas em redor de uma mesa, e iam cagando à medida em que iam comendo e confraternizando.

Ora, se — segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) — “comer é um acto político”, então segue-se que cagar para o PAN deve ser o corolário lógico da escatologia fisiológica entendida como acto público.

Terça-feira, 24 Setembro 2019

Os liberais, e a culpa da “extrema-direita”

quixote-webMiguel de Cervantes escreveu a obra-prima literária “D. Quixote”, cujo personagem homónimo combatia contra moinhos de vento; hoje vemos os ditos “liberais” a alinhar com a Esquerda radical no “combate às alterações climáticas” — como se nunca, jamais, em tempo algum, se tivessem verificado “alterações climáticas”; quem os ouvir, pode até acreditar que as “alterações climáticas” são um fenómeno físico pós-moderno.

O “liberal” escreve:

“O que há para fazer sobre o combate às alterações climáticas e pela mitigação dos seus efeitos não passa, como não pode passar, pelo fim da liberdade”.

O “liberal” acredita que “o clima muda”; o “liberal” é genial! — porque, alegadamente, podemos deduzir da tese do “liberal” que o clima nunca mudou ao longo de mais de um milhar de milhões de anos!

E, perante a mudança que acontece naturalmente no clima, a Esquerda e os “liberais” (passo a redundância) chegaram à conclusão de que é necessário combater essa mudança (e os burros são, alegadamente, os da “extrema-direita”).

Mesmo que seja cientificamente verificável que o Aquecimento Global Antropogénico existe de facto, as estimativas económicas dizem-nos que (o Aquecimento Global) poderá custar entre 0,2% a 2% do PIB global até 2100 se nada se fizer para o “combater”;

por outro lado, qualquer tipo de “combate” ao Aquecimento Global poderá custar mais de 20% do PIB global até 2100 — portanto, mais vale estar quieto e “deixar correr o marfim”.

Porém, o que é assinalável é que os ditos “liberais” alinhem com a Esquerda radical na treta do «combate às "alterações climáticas"». E depois, “a culpa é da extrema-direita”.


Imagem daqui

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Domingo, 22 Setembro 2019

A Maria João Marques é um dos píncaros da intelectualidade portuguesa de “direita”

Publico aqui em baixo um tuite do humorista Rui Cruz, em que podemos ver uma imagem da interacção da Maria João Marquês — uma escriturária do blogue da “direita liberal” Insurgente e do jornal de “direitinha” O Observador — com um indivíduo do sexo masculino, acerca do feminismo:

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Note-se que a Maria João Marques bloqueou-me no Twitter — não porque eu tivesse comentado qualquer coisa acerca dela no Twitter, mas sim pelo que eu escrevi neste blogue acerca das ideias dela (ver a categoria “Maria João Marques”).

maria-joao-marques-twitter-web

Contudo, é deste tipo de gente que se alimenta a "Direitinha" portuguesa — a "Direitinha" do PSD do Rui Rio e da “Aliança” do Pedro Santana Lopes; a "Direitinha" do Bilderberger Pinto Balsemão que tem sustentado o José Pacheco Pereira que afirma que “o PSD é de esquerda”; a "Direitinha" do CDS da Assunção Cristas, do gayzista Adolfo Mesquita Nunes e do espertalhão Michael Seufert que são a “quinta coluna” da Esquerda no CDS e que fecham a Esquerda à direita; ou a "Direitinha" do “Telmo Três Nomes” do Blasfémias, que se distingue de um qualquer militante do Bloco de Esquerda apenas porque aquele defende a propriedade privada dos meios de produção.

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É desta merda que é feita a Direita em Portugal.

Domingo, 4 Agosto 2019

Boicote à Gillette

Filed under: mulheres na política,politicamente correcto — O. Braga @ 6:53 pm
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« Gillette está de capa caída. La campaña publicitaria The Best Men Can Be ha hecho mella en las cuentas de la multinacional. Caricaturizar a los hombres en el spot y dejarlos a la altura del betún para congraciarse con el movimiento "feminista" #MeToo les ha salido muy caro. Mucho.

El fabricante de las cuchillas de afeitar de Gillette, Proctor & Gamble, presentó unas pérdidas de 5.241 millones de dólares (4.699 millones de euros) entre abril y junio, último trimestre de su año fiscal, después de contabilizar un cargo negativo extraordinario de 8.345 millones de dólares (7.482 millones de euros) por la devaluación del valor de las maquinillas de Gillette. »

Gillette sufre pérdidas millonarias tras atacar a los hombres en su spot sobre ‘la masculinidad tóxica’

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Sexta-feira, 26 Julho 2019

A Esquerda criando a nova geração do eleitorado de Direita

“Arte feminista” imposta a crianças (vejam a expressão corporal dos rapazes): é a Esquerda criando a nova geração do eleitorado de Direita.

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Quinta-feira, 18 Julho 2019

Com “liberais” como o Pedro Picoito, ¿para que precisamos da Catarina Martins?!

Filed under: Esta gente vota,liberalismo,politicamente correcto — O. Braga @ 12:00 pm

Durante as décadas de 1960 e 1970, o cidadão português (emigrante) era conhecido genericamente na Europa do norte por “ladrão de bicicletas” (principalmente na Holanda, Bélgica e França).

ladrao-de-bicicleta-webHoje, já ninguém na Europa utiliza este epíteto em relação ao português imigrante — não só porque a cultura do português médio mudou (hoje, o tuga já não rouba bicicletas), mas também porque o tuga médio já não anda de bicicleta (prefere o automóvel).

¿O epíteto de “ladrão de bicicletas”, quando aplicado ao tuga naquelas duas décadas, tinha alguma razão de ser? Claro que sim! Quando saía uma notícia no jornal sobre um roubo de uma bicicleta, em grande parte dos casos vinha-se a descobrir que o ladrão era um imigrante português.

Se o Pedro Picoito fosse um adulto durante aquelas duas décadas, escreveria certamente o seguinte:

« Trata-se de um argumento falacioso e pouco liberal. É a generalização sobre os imigrantes portugueses, que a leva a cair na velha armadilha ideológica do determinismo. Dizer que os “portugueses são ladrões de bicicletas” não é apenas uma caricatura de mau gosto. É condenar à suspeita todos os portugueses que procuram integrar-se na sociedade da Europa do norte, apesar dos obstáculos que enfrentam, apesar dos preconceitos de que são alvo. É negar a individualidade a um número vasto de pessoas em nome da sua origem étnica ou cultural. É, em suma, desprezar a meritocracia e a igualdade. »

Porém, a verdade é que uma grande parte dos casos de roubos de bicicletas (por exemplo, na Bélgica) era (naquela época, e a julgar pelas notícias dos jornais) empiricamente (experiência) associado a imigrantes portugueses.

Ora, é esta verdade empírica acerca dos factos sociológicos e culturais (que são sempre circunstanciais e circunscritos a um determinado Zeitgeist) que o politicamente correcto (ou Pedro Picoito, o que vai dar no mesmo) pretende esconder ou escamotear.

O facto (verificado) de terem existido muitos Tugas “ladrões de bicicletas”, na Bélgica e nas décadas de 1960 e 1970, não significa necessariamente que tenha existido, em relação aos Tugas, “a velha armadilha ideológica do determinismo”. O que existiu, na Bélgica (por exemplo), foi a estigmatização do comportamento de roubo de bicicletas, e que por causa do alto nível de incidências calhou maioritariamente aos Tugas que roubavam bicicletas.

Ora, parece que tanto o Bloco de Esquerda como o Pedro Picoito não concordam com a estigmatização de um determinado comportamento socialmente indesejável ditado por uma qualquer cultura antropológica.

Neste aspecto (no politicamente correcto), o Pedro Picoito e a Catarina Martins estão de acordo. É neste sentido que se diz por aí que  “os liberais portugueses são a ‘Direitinha’ educadinha” (andam a “toque de caixa” da Esquerda radical).


Ler o texto do Pedro Picoito (também em PDF aqui).


Uma das características do discurso do Pedro Picoito (e do politicamente correcto, e da Esquerda em geral) é a perda na noção cultural de “juízo universal ”.

Até há pouco tempo, a noção de “juízo universal” pertencia ao senso comum.

Por exemplo quando eu digo hoje que os homens correm mais rápido do que as mulheres”, aparece sempre um Pedro Picoito qualquer a dizer que “você está errado, porque eu conheço uma mulher que corre mais rápido do que homens!”.

Hoje, o nominalismo radical instalou-se na cultura da “elite”, e de tal forma que o juízo universal deixou de pertencer ao senso comum. Hoje, a “elite” tende a ser a-científica.

Estamos perante a estupidificação da cultura (o “imbecil colectivo”) realizada em nome de um certo elitismo cultural e intelectual.

Portanto, o argumento do Pedro Picoito da “velha armadilha ideológica do determinismo”, é falacioso; não cola.

O “determinismo” só existe (no caso da estigmatização de um comportamento indesejável) enquanto um determinado comportamento associado empiricamente a uma certa cultura é prevalecente e/ou notório: mas trata-se de um “determinismo provisório”, e portanto, não é um “determinismo” propriamente dito.

Podemos verificar, através do texto do Pedro Picoito, como existe um continuum consensual entre a mentalidade e mundividência do referido “liberal”, por um lado, e a mentalidade e a mundividência da Catarina Martins ou do Francisco Louçã, por outro lado.

Com “liberais” destes, ¿para que precisamos da Catarina Martins?!

Quarta-feira, 26 Junho 2019

Não queremos a Política Identitária esquerdopata em Portugal

Sociologicamente, a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular.”

Nicolás Gómez Dávila 


Em termos práticos, um tal Alexandre Homem Cristo defende aqui a implementação em Portugal de uma Política Identitária — o Bloco de Esquerda não poderia estar mais de acordo com o tal Homem: está na moda importar as modas políticas mais nefastas oriundas dos Estados Unidos.

fap-webPortugal nunca teve uma tradição segregacionista marcada (nem sequer nas ex-colónias) — como aconteceu nos países de tradição anglo-saxónica; portanto não faz sentido copiar as práticas políticas americanas que conduziram à actual desunião radical da União Americana.

Pela primeira vez estou de acordo com o Carlos Fiolhais.

Quem, como eu, cresceu numa colónia portuguesa, sabe por experiência própria que muitos dos mais valorosos combatentes pelo exército português foram negros.

A negritude e o patriotismo português não têm sido (historicamente) conceitos contraditórios. E é necessário que continuem a não ser contraditórios.

A Política Identitária (que o tal Homem defende de uma forma indirecta, quiçá involuntariamente) iria dividir desnecessariamente a população de Portugal, por um lado; e por outro lado, a estatística não resolve problemas sociais exactamente porque as ciências humanas não são ciências exactas.

Sexta-feira, 21 Junho 2019

O carro eléctrico não tem futuro! Não se deixem enganar pela Esquerda!

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