perspectivas

Domingo, 21 Junho 2020

A diversidade da polícia de Los Angeles

Filed under: Estados Unidos,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 7:21 pm

Há muitas décadas que a Esquerda radical governa o Estado da Califórnia. Finalmente conseguiram que a polícia da cidade de Los Angeles se tornasse etnicamente diversa — como podemos ver (na imagem) os novos polícias provenientes da formação.

Lembrem-se sempre do seguinte: para a Esquerda, “diversidade” é sinónimo de “ausência de brancos”. “Diversidade” significa a afirmação política de um “racismo intocável” contra os europeus.

LA-police-diversity-web

Quinta-feira, 4 Junho 2020

The Times They Are A-Changin’

Um tal Bernardo Blanco, ligado ao IL (Iniciativa Liberal), passou a “seguir-me” no Twitter; e — por uma questão de reciprocidade e não porque concorde com as ideias dele — coloquei-o na minha lista de “seguimento”.

Nisto estávamos, quando eu deixei de fazer parte da lista “tuiteira” do Blanco. Fui ver a página do IL (Iniciativa Liberal) no Twitter e deparei-me com este desenho infantil:

il-lgbt-web

Logo a seguir, deparei-me com esta notícia:

il-amn-web

É o desespero do Blanco e dos seus amig@s, que reflecte a realidade da contra-cultura no Ocidente.

CONTRA-CULTURA-web

Quarta-feira, 20 Maio 2020

A Esquerda e os novos burocratas do espírito

Filed under: marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 11:21 am

O politicamente correcto (ou marxismo cultural) fundou uma Burocracia do Espírito que é fascizante.

A mera possibilidade de divulgação pública de uma qualquer Verdade apavora a Burocracia do Espírito — porque o politicamente correcto é uma forma de totalitarismo.

burocracia-do-espirito-web

Sexta-feira, 17 Abril 2020

Este blogue sofreu uma censura política durante 12 horas.

Filed under: censura,Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,politicamente correcto — O. Braga @ 9:22 am

Depois de eu ter reclamado a censura do blogue, um supervisor da WordPress informou-me que o blogue tinha sido “mal suspenso” (Your site was incorrectly flagged), e que a razão tinha sido uma denúncia de “alguém que se sentiu ofendido” com um artigo aqui publicado.

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O dito supervisor informou também que “a liberdade de expressão pode implicar sempre a possibilidade de que alguém se sinta ofendido”, e que, por isso, esta razão (o sentir-se ofendido) não pode ser válida para a censura de opinião. Mais informou que “a primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos” impede que se censure a opinião de alguém com base apenas na subjectividade individual.

Porém, a censura, entendida em si mesma, é preocupante — não por causa da porcaria de um blogue, mas por causa do princípio que rege a censura.

Anda por aí gente (de Esquerda) muito ocupada em censurar a opinião livre. Hoje censuram no FaceBook, no Twitter, um blogue; amanhã, censuram os me®dia. Vemos, por exemplo, como o Kapo do partido espanhol Podemos defende a ideia segundo a qual é legítimo censurar e ilegalizar a opinião da oposição de Direita.

“Entrevistado por Antonio García-Ferreras en su programa de La Sexta el político bolivariano que ocupa la vicepresidencia del Gobierno social-comunista de España ha dejado bien clara su intención de imponer la censura contra los medios libres y críticos con el Gobierno.”

Pablo Iglesias quiere echar de España a la “ultraderecha mediática y política”

Quarta-feira, 8 Abril 2020

O naturalismo marxista do Anselmo Borges é extremamente nocivo para a Igreja Católica

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,politicamente correcto — O. Braga @ 12:29 pm

O Anselmo Borges escreve o seguinte (ler aqui em ficheiro PDF):

«O Evangelho Segundo São João começa assim: «No princípio, era o Logos e o Logos era Deus. E tudo foi criado pelo Logos». Logos significa palavra, razão, inteligência. Deus é, portanto, Amor e Razão e, assim, a existência humana autêntica resultará da convergência e interpenetração da bondade e da razão, da inteligência e do amor.»

Na Bíblia dos Franciscanos capuchinhos está assim escrito (S. João, Prólogo, 1, 1-18):

“No princípio havia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. (…) E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco.”

Só falta agora ao Anselmo Borges dizer que “os franciscanos capuchinhos são uns aldrabões”, e que a versão dele do Evangelho de S. João é que está correcta.

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Para os franciscanos, o mais importante é a  (e o Verbo ou Logos é identificado com o Cristo); para o Anselmo Borges, o mais importante é aquilo a que ele chama de “razão” (e que, em Anselmo Borges, se confunde com “racionalismo” no sentido 3., 4, e 5.).

O Anselmo Borges simboliza o “rei cultural” que vai nu; e pouca gente se apercebeu disso.

Por exemplo, quando ele escreve:

Jesus andou sobre as águas, como está no Evangelho? Não. Na perspectiva bíblica, o mar é símbolo do mal; dizer que Jesus andou sobre as águas é dizer que ele está acima do mal e nos liberta dele, como fez com São Pedro, que já estava a afundar-se.”

Aconselho a que o leitor vá ao YouTube e procure a palavra “levitation” (levitação). Hoje, a levitação já é matéria de investigação cientifica; o Anselmo Borges precisa que o reformem compulsivamente — mas continua por explicar (pela ciência) a relação entre a , por um lado, e o milagre, por outro lado.

A tentativa de Anselmo Borges de racionalizar a religião conduz ao dogma racionalista — como escreveu G. K. Chesterton :

“There are two kinds of people in the world: the conscious dogmatists and unconscious dogmatists. I have always found myself that the unconscious dogmatists were by far the most dogmatic.”

→ G. K. Chesterton, ‘Generally Speaking.’

A ideia (do Anselmo Borges, e do Zeitgeist politicamente correcto) segundo a qual “tudo, no Novo Testamento, é uma metáfora traduz uma determinada forma (disfarçada) de materialismo que nega subliminarmente a , por um lado, e por outro lado pretende pregar o Amor sem qualquer suporte ontológico para o efeito — seria (por analogia) como se nós pregássemos o policiamento das ruas da cidade sem a existência prévia da polícia. O Amor está a jusante da (falo aqui em juízo universal); por outras palavras, a é a condição do Amor [“Amor” aqui entendido como “ágape”] (isto entendido em geral, ou em juízo universal; há sempre excepções à regra).


…o naturalista transforma a lógica em obscurantismo…

Esta forma de “materialismo cristão” (trata-se de um monismo materialista emulado do marxismo) tem uma proveniência e herança gnóstica; ou melhor, tem proveniência em uma certa forma de gnosticismo da Antiguidade Tardia de que o Anselmo Borges é (também) ideologicamente herdeiro — que se traduziu num certo obscurantismo naturalista que ocorreu no Renascimento, que mais tarde foi recuperado pelo ateísmo “Deus sive Natura” de Espinoza, e que atingiu todo o seu esplendor no século XX com a Nova Teologia que depois descambou na Teologia da Libertação.

O que me espanta é que as teses de Anselmo Borges não são contraditadas publicamente por ninguém da estrutura eclesiástica católica portuguesa, o que revela que o próprio clero católico português apoia as teses do Anselmo Borges, que defende a menorização (ou mesmo a extinção) do clero católico. Espantoso!

O Anselmo Borges impõe o conceito marxista de “igualdade” ao próprio Deus!

Ainda em relação ao textículo do Anselmo Borges, convém referir que o Anselmo Borges está, em geral, errado; o Anselmo Borges tem uma visão [espiritual] embotada pelo marxismo (ou pela Nova Teologia, o que vai dar no mesmo) e pelo conceito modernista de “igualdade” (por exemplo, quando o Anselmo Borges diz que “Deus não pode favorecer uns, e não outros”; o Anselmo Borges impõe o conceito marxista de “igualdade” ao próprio Deus!).


“A mente humana é constituída de tal forma que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas para ser desmentida.”

→ Olavo de Carvalho

Refutar o Anselmo Borges daria um livro. E eu não tenho o tempo disponível que ele tem.

Porém, é importante que o leitor tenha em conta que o Anselmo Borges é uma personagem construída pelo actual sistema politicamente correcto que, no que diz respeito à actual Igreja Católica (a Igreja do papa Chiquinho), evoluiu ideologicamente a partir da Nova Teologia e da Teologia da Libertação.

Sábado, 8 Fevereiro 2020

Um exemplo concreto da mentira sistémica dos me®dia: “o aumento da temperatura na Antárctida”

Sai a seguinte “notícia” no jornal Púbico : “Antárctida bate recorde de temperatura e ultrapassa pela primeira vez os 18 graus Celsius”:

«A temperatura registada num dos termómetros da estação de investigação argentina Esperanza bateu o recorde anterior de 17,5 graus Celsius, registado em Março de 2015.»


¿O que é que o jornal Púbico não diz? — porque mente sempre e de forma descarada.

1/ A estação de investigação argentina Esperanza (a que se refere o jornal Púbico) fica localizada no chamado “Glaciar Thwaites”.

2/ O Glaciar Thwaites está localizado sobre um vulcão actualmente activo. Como se sabe, os vulcões activos têm influência no aumento da temperatura do ar local.

3/ O “recorde de temperatura” é também causado pelo efeito Föhn; ou seja, é uma situação conjuntural do tempo, e não uma situação do clima. O jornal Público confunde “tempo”, por um lado, e “clima”, por outro lado; e essa confusão é propositada, para enganar o Zé Povinho.

Não acreditem nos me®dia. Não comprem jornais!: levem-nos à falência!.

Terça-feira, 4 Fevereiro 2020

Marcelo Rebelo de Sousa, o “Efectivamente” da undécima hora

Filed under: eutanásia,Marcelo Rebelo de Sousa,politicamente correcto — O. Braga @ 7:41 pm

«Lisboa, 04 fev 2020 (Lusa) – O Presidente da República afirmou hoje que não se pronunciará sobre qualquer iniciativa em debate no parlamento para despenalizar a morte medicamente assistida "até ao último segundo" em que tenha eventualmente de decidir sobre esta matéria.»

Marcelo afirma que não se pronunciará sobre a eutanásia "até ao último segundo"

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A tentativa de normalização da política identitária e multiculturalista no Direito português

Uma professora de Direito, de seu nome Ana Paula Dourado, escreveu o seguinte (ler em ficheiro PDF):

“… o estrangeiro (isto é, o imigrante) pode reagir às adversidades do país de destino (neste caso, Portugal) com perda de auto-estima, isolamento, incapacidade de submissão às regras da cultura dominante, sem ter consciência dos motivos que o levam a cometer crimes.”


Em primeiro lugar, penso que os professores de Direito deveriam dedicar-se ao Direito, e deixar a ética para os filósofos.

Depois, o tipo de raciocínio da dita senhora é típico da extrema-esquerda identitária (marxismo cultural pós-modernista) — e por aqui vemos como as universidades portuguesas estão já ideologicamente “minadas”.


Os crimes praticados pelos imigrantes são vistos (pela dita senhora) como produtos de um determinismo sócio-cultural — como terá sido o caso daquele assassino que “não tinha consciência dos motivos que o levam a cometer o crime”, e que diz ao juiz: “A culpa não é minha, senhor juiz! A culpa é dos meus genes!”.

Uma das características da extrema-esquerda identitária (característica herdada do romantismo do século XVIII, e que se prolongou com as utopias do século XIX e XX), é a de que o erro humano individual não é geralmente considerado como sendo do foro psicológico, mas antes é atribuído a um qualquer padrão de valores (ou seja, a “culpa” é do “meio-ambiente” e/ou da “cultura dominante”).

Esta atribuição da responsabilidade dos actos do indivíduo ao “padrão de valores vigente” torna praticamente o prevaricador moralmente inimputável — embora ele possa ser condenado pela justiça, o criminoso imigrante tem geralmente penas atenuadas, como foram os casos dos dois últimos radicais islâmicos que esfaquearam transeuntes em Londres: eles tinham estado presos, mas foram libertados a meio da pena de prisão. E depois voltaram a matar gente.

Note-se que, na região de Londres onde 12% da população é muçulmana, a população das prisões londrinas é constituída por 30% de muçulmanos. E isto tem a ver com a cultura antropológica de origem dos imigrantes (seja da primeira ou das seguintes gerações de imigração), e não com o “meio-ambiente” ou com o “padrão de valores” da “cultura dominante”.

O que esteve subjacente a essa “cultura de perdão” da justiça britânica em relação aos referidos assassinos imigrantes islamitas foi exactamente o tipo de raciocínio (que esconde um racismo paternalista que é um “anti-racismo progressista”) que caracteriza a senhora referida em epígrafe. Aliás, a tese jurídica dela é decalcada da prática do Direito britânico actual.

Por exemplo, o conceito — radical, romântico e de extrema-esquerda — de “crime-de-ódio”, que ela refere no texto: em Inglaterra, por exemplo, se alguém ameaça (apenas verbalmente) outrem de morte, apanha 5 meses de prisão; mas se o ameaçado de morte for guei, então pode passar a ser um “crime-de-ódio” com pena de prisão até 6 anos. De 5 meses a 6 anos é diferença de ameaçar verbalmente de morte um guei.

Todo o texto da referida senhora professora de Direito é um apelo à aplicação em Portugal das políticas inglesas (e do norte da Europa, falhadas) em relação aos imigrantes. A dita senhora nada mais faz do que defender um decalque da ideologia politicamente correcta e multiculturalista que subjaz à relação da justiça inglesa com os criminosos imigrantes.

Domingo, 2 Fevereiro 2020

Isto já não vai com palavreado

O António Balbino Caldeira aborda aqui a temática da censura de informação, sob o pretexto de “fake news”.


censorship-webTal como no tempo de Salazar havia um alinhamento ideológico “politicamente correcto”, que justificava o “lápis azul” (a censura do Estado Novo), assim os mentores do politicamente correcto actual (o “totalitarismo de veludo”) criaram um sistema de purga da informação incómoda em relação ao sistema político vigente.

Este sistema censório tem origem nos me®dia internacionais, em primeiro lugar, que defendem os interesses da plutocracia globalista que os controla (ideológica- e financeiramente); e são os me®dia — CNN, MSNBC, ABC, NBC, BBC, CBC, etc. — que impõem o filtro censório à ruling class  em geral.

Em Portugal, pessoas da laia da Fernanda Câncio ou do Daniel Oliveira são comissários políticos do Totalitarismo de Veludo, e que fazem parte da classe dos caciques locais esquerdistas que servem a estratégia política da plutocracia globalista (só assim se entende que o Bilderberger globalista Pinto Balsemão, por um lado, e trotskista Daniel Oliveira, por outro lado, andem tacitamente alinhados).

As publicações “online” locais (nacionais) que não pertençam ao clube ideológico sancionado pelo Totalitarismo de Veludo, são sinalizadas pelos comissários políticos que se encarregam de recomendar a sua ostracização dos motores de busca, tornando “invisíveis” essas publicações censuradas.

De nada vale o relambório racional que faça a crítica da censura do Totalitarismo de Veludo: os comissários políticos do sistema politicamente correcto em vigor têm o poder na mão, e não há argumentos racionais que façam qualquer diferença.

Quinta-feira, 16 Janeiro 2020

Do Direito Tradicional, ao Direito Natural e à irracionalidade actual do Direito

O ilustre José, do blogue "Porta Da Loja", escreveu o seguinte (a propósito da tentativa de assassinato profissional do juiz Carlos Alexandre, vindo da parte do Partido Socialista):

«Uma medida cirúrgica, visando um juiz de Direito, é um acto legislativo ilegal. As leis são gerais e abstractas e por isso será inadmissível tal procedimento.»

A tentativa positivista de racionalização total do Direito desembocou na actual irracionalidade do Direito.

O princípio segundo o qual “as leis são gerais e abstractas” é um bom e clássico princípio de justiça — mas o problema é que o Direito (com o advento do pós-modernismo) se afastou da Justiça quando erradicou (da estrutura formal do Direito Positivo) qualquer fundamento metajurídico (do próprio Direito) — por isso é que a Isabel Moreira diz que o Direito “é anti-natural, felizmente”.

A ideia segundo a qual cada caso concreto (da vida social humana) é subsumido numa regra geral que transcende a sua singularidade (a singularidade do “caso concreto”) é um dos pilares do Direito Natural iluminista (o início da racionalização do Direito), que se opôs ao Direito Tradicional na Europa.

Se o Direito Natural (com Wolff, por exemplo) tem já em si princípios racionais, o seu fundamento depende de princípios de ordem metajurídica (“metajurídico” = “aquilo que está para além do jurídico”), como por exemplo, a Razão, a Natureza, a metafísica, os valores do Cristianismo.

Porém, o actual Direito Positivo (pós-moderno) levou a subsunção (da generalização da regra) para além do limite racional desejável, ou seja, introduziu no Direito um novo factor de irracionalização: a redução (arbitrária), da norma jurídica, ao facto.

A tentativa positivista de racionalização total do Direito desembocou na actual irracionalidade do Direito.

A racionalização total do Direito (ler, sobre este assunto, Max Weber, “A Sociologia do Direito”, se conseguirem encontrar o livro traduzido na porcaria actual das editoras portuguesas), levada a cabo (nomeadamente) por Kelsen, é o corolário lógico da “evolução” do positivismo na estrutura formal do Direito.

Essa racionalização total do Direito supõe a negação de todos os princípios metajurídicos, em favor da afirmação de um Direito que não tem outro fundamento senão a arbitrariedade da vontade humana, ou melhor, a arbitrariedade total da vontade das elites (ou seja, aquilo que Rousseau chamou de "Vontade Geral").

Por detrás da actual irracionalidade do Direito, está o conceito (hipócrita e politicante conveniente, na sua essência) de “sublimação jurídica” que exige que o Direito tenha um carácter exclusivamente formal, ou seja, exige um Direito que recuse a “racionalidade substancial” (que recuse os tais “fundamentos metajurídicos” do Direito, como por exemplo os imperativos éticos); mas a “sublimação jurídica”, tida em um determinado Zeitgeist pós-moderno, pode significar (legalmente) o avanço de uma qualquer agenda política de engenharias sociais (politicamente arbitrária e elitista) avessa a um outro determinado status quo cultural e político.

No mundo pós-moderno, a transformação positivista extremista do Direito é consequência do surgimento da crença de que a legalidade é o fundamento da legitimidade. 1

E, por isso, neste sentido, se torna legal (e por isso legítimo) o afastamento do juiz Carlos Alexandre através da instituição de uma norma legal que se adeqúe cirurgicamente a um determinado facto que fundamente o afastamento do juiz — é a própria irracionalidade do “Direito das elites” a funcionar.

O corolário da racionalização total do Direito é o afastamento progressivo do Direito em relação a uma ética com princípios universais 2 . A ética, subjacente ao Direito, torna-se arbitrária e dependente do critério das elites a cada momento histórico  ("Vontade Geral").


Notas
1. neste sentido, por exemplo, o chamado "casamento" gay significa a redução da norma ao facto, por um lado, e por outro lado traduz a ideia de que o "casamento" gay é legítimo apenas porque é legal.
2. em bom rigor, não existe outro tipo ética senão aquele com princípios universais.

Terça-feira, 14 Janeiro 2020

O aquecimentismo dos oceanos : “é como se explodissem cinco bombas atómicas por segundo”, dizem eles

Os me®dia portugueses (vulgo “meios de comunicação social”) são acríticos: copiam as notícias dos seus senhores que são os donos do mundo e da plutocracia globalista. Quando lemos uma “notícia” nos me®dia portugueses, estamos a ler uma narrativa política imposta pelos senhores do mundo.

dn.pt-aquecimentismo-oceanos-web

Por exemplo, esta “notícia” no Diário de Notícias é igualzinha a esta outra que saiu no “The Times”. Porém, vejamos o que diz o sítio oficial do “novo estudo científico”:

screenshot-eurekalert.org

“De acordo com o estudo, em 2019 a temperatura dos oceanos é superior em 0,075º centígrados à média de 1980 a 2010”.

Ora, um eventual aumento médio de 0,075 graus centígrados dos oceanos é de uma grandeza que não é cientificamente mensurável.

Quando dizem que “a temperatura dos oceanos é superior em 0,075º C à média de 1980 a 2010” → estamos no campo da teoria, e não no campo da experimentação.

Só a pseudo-ciência (cientismo)  pode considerar esta tese como como sendo “ciência” propriamente dita — a não ser que o aquecimentismo tivesse aderido à física quântica; e, neste caso, já vale tudo.

Domingo, 12 Janeiro 2020

O pânico moral da nova Inquisição esquerdista

politicamente correcto gráfico webO António Balbino Caldeira (ABC) é o exemplo do pânico moral imposto pela Esquerda: a reacção à censura de opiniãoqualquer que seja o tipo de opinião, desde que não coincida com os cânones do politicamente correcto do esquerdalho — é de pânico: tal como a vítima da velha Inquisição, o ABC jura a pés juntos que “não é racista”.

Uma das consequências do pânico moral que a Esquerda instituiu é a de que o cidadão tem que provar a sua inocência: é a chamadainversão do ónus da prova”; não são os censores que têm que provar a culpa do acusado: é o próprio acusado que tem que provar que é inocente (neste caso, que não é “racista”) 1.

Foi o que fez o António Balbino Caldeira com esta lengalenga, em que ele jura “que não é racista” — tal como a súplica do condenado à fogueira ou à forca, no tempo em que os acusados tinham que provar que estavam inocentes.

Mas não lhe adianta muito: o novo tribunal do santo ofício, coordenado pelos plutocratas globalistas em aliança tácita com os caciques locais radicais de Esquerda, já lhe colou o rótulo. Perante a acusação que o incrimina automaticamente, só resta ao ABC enfiar a carapuça e sair de cena, entrar no anonimato. De nada lhe adianta chorar baba e ranho e de pedir perdão pelo pecado que não cometeu.

O que há de mais pérfido no governo dito “democrático” de Esquerda, é que consegue ser pior do que uma ditadura: é um regime de Silêncio que se verga a uma pretensa “Tolerância” Tirana.

Adenda: aconselho a leitura deste artigo da Helena Matos no Observador (ver aqui em PDF).


Nota
1. A plataforma mais livre, do ponto de vista da liberdade de expressão, é o Twitter.

Porém, convém dizer que quem cesura o ABC no FaceBook (como já me censuraram também; não tarda muito e o ABC será apodado de “Radical de Extrema-direita) é português: embora com o patrocínio do FaceBook nos Estados Unidos, os censores do FaceBook em Portugal são portugueses. São militantes políticos esquerdistas que actuam no Facebook.

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