perspectivas

Domingo, 27 Outubro 2019

Para o liberalismo, a defesa da Família Natural é uma forma de “homofobia”

O liberalismo (pós-moderno) criou uma falsa dicotomia entre os direitos naturais da família, por um lado, e os direitos naturais dos homossexuais, por outro lado.

Para o liberalismo, defender a família natural é sinónimo de “homofobia”:

« O presidente da Polónia considerou hoje, dia em que se assinala o “Rainbow Friday”, organizado por grupos LGBT nas escolas polacas para promover a diversidade sexual, que a “família é a base da sociedade e da pátria”.

“A família é a base absoluta da sociedade. Sem família, não haverá nação, não haverá Polónia”, disse Andrzej Duda, político ligado ao partido no poder no país, o nacionalista-conservador Lei e Justiça.

Questionado sobre a efeméride que vai ser assinalada nas escolas polacas por grupos LGBT (sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros), Duda disse que a “família é de fundamental importância e deve ser apoiada pelo Estado e merece protecção total”.

Andrzej Duda evitou assim com esta afirmação referir-se directamente à “Rainbow Friday”, que visa promover a tolerância e o respeito pela diversidade sexual entre os estudantes.»

Presidente polaco defende a família tradicional em dia de sensibilização LGBT

familia-natural-web

Para o liberalismo (pós-moderno), a “família natural” mudou de nome: agora, os liberais chamam-na de “família tradicional”, porque, para o liberal, tudo o que venha da Natureza vai contra a “autonomia” do indivíduo.

Para os liberais, a ideia de “autonomia” já não se baseia no conceito kantiano de “autonomia” , mas antes é apenas e só a autonomia do desejo (individual) entendido em si mesmo, desligada de qualquer concepção de "telos" (ética teleológica) e dissociado de quaisquer normas da Lei Natural (Jusnaturalismo).

Neste contexto, a Família Natural é considerada (pelo liberalismo e pelos seus me®dia) como oposta à “autonomia do indivíduo”.

Ora (como defendeu Soljenítsin), o liberalismo revela assim a sua incapacidade de promover a autonomia: a auto-limitação [por parte do indivíduo] é quase inédita: todos se esforçam para uma maior expansão do limite extremo dos enquadramentos legais eticamente permissivos”.

Por exemplo: o casamento foi uma instituição (ainda no tempo do liberalismo clássico), passou a ser um contrato na sociedade liberal pós-moderna, e hoje é uma espécie de “amizade permitida pela polícia”.

É neste quadro ideológico (decadente) que quem defende a Família Natural é hoje considerado “homófobo” pelos liberais.

Para não sermos “homófobos”, temos hoje que contribuir activamente para a destruição da Família Natural na cultura antropológica.

Segunda-feira, 5 Agosto 2019

A família (natural) é uma instituição que é a condição de (quase) todas as instituições

Filed under: casamento,família,G. K. Chesterton — O. Braga @ 8:38 pm

Quarta-feira, 10 Julho 2019

A Esquerda só protege as famílias dos imigrantes

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,família — O. Braga @ 6:48 pm

« A política económica é anti-família ao provocar o marasmo económico e a escassez de meios.

A política fiscal é anti-família nas tabelas de IRS, do IRC e da própria Segurança Social.

A política cultural é anti-família nos conteúdos, nos apelos, nas seduções que veicula.

A política da educação é anti-família nos programas escolares.

A política de gestão do ensino é anti-família na colocação dos professores.

A política legislativa é anti-família na adopção de conceitos anti-família de minorias activas.

A política de protecção de crianças e jovens é anti-família ao roubar crianças a famílias pobres ou em crise para alimentar uma série de indústrias «sociais», o complexo-social-industrial.

A política moral é anti-família , caindo mesmo na promoção do homossexualismo. »

Sobre a questão de ter filhos apenas aos 40


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A classe política, predominantemente esquerdista e/ou politicamente correcta, só protege as famílias dos imigrantes. As famílias naturais portuguesas passaram a ser perseguidas pela Esquerda no seu próprio país.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O pequeno Alfie e o novo totalitarismo

 

goya- saturn-devouring-one-of-his-children-webQuem ler este artigo do Juan Manuel de Prada pensará que eu o copiei quando escrevi estoutro; mas a verdade é que eu escrevi o meu em uma data anterior.

« El asesinato del niño Alfie Evans ha servido para que, desde algunos ámbitos, se haya señalado la crueldad ensañada de una nueva forma de totalitarismo, que no tiene empacho en decidir sobre nuestra vida y nuestra muerte. Pero este enfoque nos parece erróneo, pues se acaba identificando el moderno Leviatán con formas de totalitarismo antañón, como el comunismo, que no tenían empacho en destruir vidas para llevar a cabo sus designios. Lo cierto es que el moderno Leviatán es mucho más maligno que aquellos totalitarismos antañones; pues, como nos recuerda el Evangelio, no debemos temer a quienes matan solamente el cuerpo, sino a quienes matan el cuerpo y el alma. »

Juan Manuel de Prada diz, com verdade, que o moderno leviatão destruiu já o poder paternal (o que é o mesmo que dizer “destruição do poder da família natural”), e que o assassinato do pequeno Alfie traduz a demonstração de um poder total sobre o cidadão por parte do novo Estado totalitário que se vai construindo na Europa sobre os escombros dos antigos totalitarismos do século XX.

“O leviatão moderno fez em fanicos o poder paternal mediante a anatematização do patriarcado e da conversão das escolas em corruptórios oficiais”.

É disto que fala, por exemplo, a deputada socialista Isabel Moreira quando diz que “o Direito deve ser anti-natural” (ver PDF): trata-se da construção de um novo totalitarismo que tende a separar total- e arbitrariamente a Natureza, por um lado, do Direito, por outro lado — e que pretende que se dê a um Estado plenipotenciário o poder de vida e de morte sobre os cidadãos.

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