perspectivas

Sexta-feira, 25 Dezembro 2015

O biólogo Denis Noble mete Richard Dawkins no lixo

Filed under: Ciência — O. Braga @ 8:35 am
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Terça-feira, 1 Dezembro 2015

Quando a ciência é vista como a negação da razão

Filed under: A vida custa,Ciência — O. Braga @ 10:15 am
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“Uma das primeiras grandes verdades que eu aprendi nos EUA foi que não é possível argumentar com o sucesso.

Quando analisamos um caso clínico, por exemplo, que teve um desfecho positivo, apesar dos erros crassos que foram cometidos durante o tratamento, é inútil apontar esses erros porque, em última análise, alguém vai sempre invocar o sucesso do resultado para demonstrar que não houve qualquer erro”.

Não é possível argumentar com o sucesso

Temos aqui um juízo que ignora o conceito de juízo universal — o que é característica do politicamente correcto. Dou um exemplo.

Um tio meu fumava dois maços de cigarros por dia e morreu aos noventa e tal anos. Consideramos que a longevidade dele foi um “desfecho positivo”, apesar de ser um fumador inveterado. Portanto, é inútil apontar comportamentos menos correctos (EM GERAL) às pessoas porque, em última análise, alguém vai sempre invocar a longevidade de uma pessoa para demonstrar que não houve qualquer erro de comportamento.

Esta confusão do politicamente correcto da negação do juízo universal em questões de facto começou com Montaigne e atingiu o seu refinamento com o cepticismo de David Hume.

Segundo Hume, negar uma afirmação de origem empírica não é uma auto-contradição, alegadamente porque o estádio dos assuntos descritos poderia ter sido outro.

Por outras palavras: “se a minha avó tivesse rodas era um avião; portanto, a minha avó só não é um avião porque não tem rodas. E se ela tivesse fogo no cu era um foguetão”.

Mas a verdade é que a ciência (empírica) é feita com estatísticas (ver indução). E as estatísticas implicam necessariamente um juízo universal em que há regras, e admite-se por princípio que possam haver excepções às regras.

Quando se invoca o sucesso de um resultado para obliterar ou escamotear os erros do método seguido — então segue-se que ou o método normalmente seguido está errado e necessita de ser reanalisado, ou estamos perante um resultado que é uma excepção indutiva à regra do método.

Afirmar que, em ciência, não é possível argumentar com sucesso, é um absurdo. Completo absurdo.

Sexta-feira, 9 Outubro 2015

David Marçal tem razão

Filed under: Ciência — O. Braga @ 7:17 am
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Segundo o director-geral da Saúde, Francisco George, “muito mais de 20% dos cidadãos procuram terapias não-convencionais”; 1 e por isso,

« A Lei de 2003 “pretendeu acabar com a má prática da medicina não-convencional”, bem como “disciplinar o sector”, afirmou. Do mesmo modo, a regulamentação dessas terapias, em 2014, surgiu com o objectivo de “reduzir os efeitos negativos das más práticas, em nome dos interesses da saúde”.»

Pseudo-ciência usa linguagem científica para confundir as pessoas

Ou seja: segundo o raciocínio de Francisco George, se 20% da população acreditasse em bruxas, os hospitais públicos deveriam ter de plantão uma bruxa a tempo inteiro. O argumento é ridículo: havendo 20% da população que acredite em bruxas, há que regulamentar por lei o “estatuto curativo” da bruxaria.

O problema da democracia é este: se é o povo que mais ordena, então é o povo que define — por exemplo — o que é ciência. Um dia destes ainda vamos ver o professor Karamba a dar aulas na faculdade de medicina de Lisboa.

Prof Karamba

Nota
1. Argumentum ad Numerum

Terça-feira, 8 Setembro 2015

A ciência descreve, mas não explica

Filed under: Ciência — O. Braga @ 4:21 pm
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O Ludwig Krippahl escreve um texto longo sobre três textos longos meus. Como cantou José Afonso, “já nos cansa esta lonjura…por aqueles olivais perdidos, foi-se embora o vento norte”. Portanto, vou-me concentrar apenas na primeira parte do texto do Ludwig Krippahl, no qual ele afirma que “explicar” é o mesmo que “descrever”:

“No primeiro post, Braga afirma que «a ciência não explica: em vez disso, descreve» (1). É uma afirmação curiosa porque uma explicação também descreve e o que a ciência faz é precisamente procurar as melhores explicações que, por o serem, são também a melhor forma de descrever a realidade”.

Ludwig Krippahl

Quando consultamos um dicionário, vemos que “explicar”, no sentido lato, significa esclarecer, tornar compreensível, tornar inteligível — por exemplo, explicar um texto, ou explicar um símbolo, ou explicar um enigma. Ou seja, no dicionário encontramos definições nominais que assentam em uma convenção prévia.

Por exemplo, se a sociedade convencionar que o casamento inclui a ligação afectiva e sexual entre os seres humanos e os canídeos, a definição nominal de “casamento” — a que consta dos dicionários — passa a incluir essa ligação. Teríamos, então, que o casamento incluiria (segundo os dicionários) a ligação afectiva e sexual entre um homem e uma cadela.

Porém, e para além das definições nominais (a tais que constam dos dicionários), existem as definições reais que são as que resultam das características invariavelmente observadas a partir dos dados da experiência. Os dados da experiência indicam que a ligação afectiva e sexual entre um homem e uma cadela é uma parafilia a que se convencionou chamar de “zoofilia” — e não propriamente “casamento”. Portanto, por muito que a política pretenda alterar a noção de “casamento” incluindo nela a zoofilia, por exemplo, a definição real de “casamento” não se deixa alterar pelo desejo ou capricho humanos.


Na definição nominal, “explicar” é clarificar, tornar inteligível o que surge, à primeira vista, obscuro e enigmático. Quando se refere a um produto cultural, a explicação actualiza a estrutura subjacente, esclarece o que está implícito e os pressupostos daquilo que investiga — por exemplo, um texto, uma obra, um mito, etc. — visando encontrar o seu significado: o objectivo da explicação é, neste caso, a compreensão do objecto estudado.

O mesmo não se passa no domínio dos fenómenos naturais.

No domínio dos fenómenos naturais, a explicação dissocia-se da compreensão. Em boa verdade (que não é a do Ludwig Krippahl), o cientista não investiga o significado de um fenómeno (o fenómeno da atracção, por exemplo) quando tenta “explicá-lo”. Em vez disso, enuncia uma lei — ou seja, uma correlação constante entre um certo número de parâmetros — que deverá permitir que dele se aperceba.

O cientista não procura razões; antes, procura causas: apenas trata de estabelecer relações constantes entre dados observáveis e responder à pergunta: “¿Como?” — não procurando compreender a natureza íntima dos fenómenos (por exemplo: “¿porque se atraem os corpos?”).

Deste modo, por exemplo, “explicar” a origem do universo através do Big Bang não é compreender a sua razão de ser. Por isso é que eu digo que “a ciência descreve, mas não explica”.

Terça-feira, 1 Setembro 2015

Cientismo, sociobiologia, e o altruísmo

Filed under: A vida custa,Ciência,Esta gente vota — O. Braga @ 11:06 am
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Assim como a URSS era o Sol do Mundo para o Partido Comunista, assim os países nórdicos da Europa são hoje o Sol do Mundo para a actual Esquerda socialista. E uma das características culturais que marca o norte da Europa é o cientismo; senão, vejamos este artigo:

ltruismo genetico

Segundo a “ciência” nórdica, já se descobriu a razão para o altruísmo humano: está nos genes.

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Sábado, 29 Agosto 2015

Ludwig Krippahl, a ciência e a moral — Parte III

Filed under: Ciência,cultura — O. Braga @ 10:37 am
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“Nas religiões, teologias e tretas afins, o procedimento padrão é assentar argumentos dedutivos numas poucas premissas tidas como inquestionáveis. Que Deus existe e inspirou a Bíblia ou que os astros influenciam a nossa vida conforme a sua posição aparente, por exemplo. Se a ciência fosse assim, realmente seria apenas mais uma treta. Mas não é.

A ciência não deduz uma conclusão a partir de um conjunto de premissas. A ciência procura as melhores explicações admitindo todas as premissas. Por exemplo, se admite a premissa de que a Terra é plana, admite também que pode ser cúbica, ou esférica ou esferóide alargada no equador. Admite também várias hipóteses sobre fios de prumo, relógios solares, esquadros e réguas. Depois interpreta a sombra ao meio dia a várias latitudes e os eclipses lunares à luz de cada combinação de premissas – não há dados brutos que possam ser apreendidos sem assumir nada – e nota que, na vasta maioria dos casos, as coisas não encaixam. Eventualmente, isto obriga a concluir que a Terra é aproximadamente esférica, mais uma data de coisas. Que por sua vez levantam novas questões, inspiram novas fornadas de hipóteses e novas iterações do processo. Sem nunca acabar.

A ciência não assume à partida que isto ou aquilo é que é verdade. Explora continuamente todas as hipóteses em aberto à procura das melhores explicações.”

Ludwig Krippahl

O Ludwig Krippahl vê a ciência como uma espécie de investigação do Monsieur Poirot: perante o crime, todos os intervenientes são suspeitos à partida. A diferença é que o Monsieur Poirot descobre a verdade, mas a ciência (segundo o Ludwig Krippahl) não. Obviamente que o raciocínio do Ludwig Krippahl é falso; só não sei se ele procede propositadamente ou não.

De facto, à semelhança da actividade do Monsieur Poirot, a ciência é uma actividade de resolução de problemas; mas a ciência parte sempre de uma premissa inquestionável: se o problema existe, terá que existir uma solução para ele: é esta a fé do cientista, que é a maior de todas porque é inconfessável. Portanto, a ciência assume à partida que é possível resolver problemas e descobrir a verdade — porque, de contrário, a ciência não faria qualquer sentido; se assim não fosse, a ciência seria a encarnação de Sísifo.

Ao contrário do que o Ludwig Krippahl, a ciência deduz, de facto, conclusões a partir de premissas: a essas premissas chamamos de “paradigma”.

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Sexta-feira, 28 Agosto 2015

Ludwig Krippahl, a ciência e a moral — Parte II

Filed under: A vida custa,Ciência,Esta gente vota — O. Braga @ 8:26 pm
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Se eu vejo alguém dar um pontapé num cão e este gane, determinar se o cão sofreu ou não com o pontapé não é um problema científico: é uma questão metafísica e de intuição. A intuição diz-me o seguinte: se eu levar com um pontapé, também sofro; portanto, aplica-se aqui a regra de ouro: não faças aos outros o que não queres que te façam. A regra de ouro não tem nada a ver com a ciência: pertence à ética que se liga intrinsecamente à metafísica, que são partes da filosofia.

Mas o Ludwig Krippahl diz que não: diz que determinar se o cão sofreu ou não com o pontapé, é um problema científico. Já lá iremos; mas antes vamos desmontar um sofisma do Ludwig Krippahl: diz ele:

Na matemática, na lógica e na metafísica podemos estipular verdades por definição. Por exemplo, na álgebra da escola primária é verdade que 1+1=2, na álgebra de Boole a verdade é que 1+1=1 e nada nos impede de inventar uma álgebra na qual 1+1=3”.

O que o Ludwig Krippahl se refere é à chamada “álgebra da lógica”, expressão criada por volta de 1850 pelo matemático Boole para designar a sua própria construção da lógica dita “tradicional” sob a forma de símbolos matemáticos que a aproximam de um “cálculo de classes”, ou seja, de uma série de manipulações que obedecem a princípios de extensão ou de redução dos diferentes conceitos. A chamada “álgebra da lógica” de Boole foi mais tarde englobada naquilo a que chamamos hoje “logística”.

“Logística” é o termo adoptado no princípio do século XX para designar o conjunto de processos e sistemas que fundam a lógica como coerência de símbolos sujeitos a um número de regras fixadas e decididas livremente, sem referência aos hábitos intuitivos de significação nela referenciados e igualmente matematizáveis. A logística quer ser também o “jogo da escrita” comum às diversas ciências, incluindo uma lógica diferente da lógica “tradicional” — mas nada ainda provou que esta lógica “nova” não se reduz àquele “jogo da escrita”, de facto continuamente obrigado a ir buscar o fundamento dos seus exercícios à lógica dita “anterior” ou à experiência empírica.

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Quarta-feira, 26 Agosto 2015

Ludwig Krippahl, a ciência e a moral — Parte I

Filed under: A vida custa,Ciência,Esta gente vota — O. Braga @ 10:27 am
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Eu faço a seguinte afirmação: “Os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos”. Ou ainda outra: “o universo formou-se há 13,5 mil milhões de anos (luz)”. Estas afirmações são científicas. ¿Mas estarão correctas a 100%? O Ludwig Krippahl diz que sim:

“As mesmas equações que usamos para determinar onde a Lua vai estar na próxima semana também servem para saber onde esteve na semana passada e todos os dados que a ciência usa são históricos, seja o resultado da experiência de ontem, seja a luz que saiu de uma galáxia distante há dez mil milhões de anos”.

Karl Popper, que comparado com o Ludwig Krippahl é uma merda, escreveu o seguinte:

“As nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecer para sempre conjecturas ou hipóteses”.

Como é evidente, a maioria das pessoas acredita mais em Ludwig Krippahl do que em Karl Popper.


Vamos ver, por exemplo, as leis da gravidade: primeiro, temos que nos abstrair de alguns factores, como por exemplo a forma e a cor dos objectos, ou a resistência ao ar. Ou seja, abstraímo-nos de qualquer caso real na natureza observável na Terra, simplificando consideravelmente as condições. Uma vez compreendidas as condições no vácuo, elas permitem então (juntamente com outros princípios) a compreensão da queda dos aviões, ou das folhas, por exemplo.

folhas-outonoImaginemos uma floresta de folhagem caduca, no Outono. Com o vento, as folhas vão caindo. A ciência pode tentar compreender e prever o local da queda das folhas. O Ludwig Krippahl diria o seguinte: “É errado alguém dizer que nunca a ciência compreenderá a combinação da queda das centenas de milhares de folhas”. Ele tem razão por um lado, mas não a tem por outro lado.

Em princípio, a Física tem as folhas em redemoinho sob controlo, ou seja, o processo pode ser compreendido como um caso concreto (nominalismo) de um pequeno número de princípios gerais. Mas, por outro lado, precisamos de ter em conta o facto de esta compreensão fundamental não poder impedir que um físico não possa descrever a trajectória de uma folha, senão de uma forma aproximada. No entanto, esta forma aproximada é tão geral que também é possível prever como as folhas cairiam na Lua.

Em suma: para que seja possível formular leis a partir das observações científicas, é preciso simplificar e criar modelos que constituam uma abstracção da complexidade da realidade. Os modelos, todavia, constituem aproximações à verdade do fenómeno a investigar, sem que possam, como é evidente, chegar alguma vez a compreendê-la completamente. Por isso é que dizemos que “a ciência não explica: em vez disso, descreve”.

Portanto, ficou aqui reduzida ao absurdo a ideia do Ludwig Krippahl segundo a qual “a ciência pode determinar o que é historicamente verdadeiro”.


“A mente humana é constituída de tal forma que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas para ser desmentida.” — Olavo de Carvalho

Em uma segunda parte, falarei do resto da treta do Ludwig Krippahl.

Domingo, 2 Agosto 2015

A homeopatia não faz parte das Ciências da Natureza. Ponto final.

Filed under: Ciência — O. Braga @ 12:18 pm
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Um leitor deixou-me ficar a seguinte mensagem:

“Junto, em anexo, um artigo que vem na Revista nº161 da Ordem dos Médicos de Julho (…) Pelo que pude deduzir, parece que a Ordem dos Médicos só poderá aceitar o carácter científico da homeopatia baseando-se no efeito placebo e num conceito de interacção mente-matéria de intenção terapêutica.

Ora, este conceito parece-me ser um ressuscitar do epifenomenalismo do séc. XIX, com ‘ar fresco’ do séc. XXI, misturando tudo com a douta sapiência de António Damásio e o Erro de Descartes, até que a massa fique com a consistência necessária”.


1/ A homeopatia não faz parte das Ciências da Natureza porque não se verificou — pelo menos até agora — uma regularidade estatística universal do seu método. Isto não significa que o princípio da indução, que caracteriza a ciência, seja indubitavelmente válido 1 : significa apenas que não existe (ainda, pelo menos) um qualquer nexo causal, universal e abstracto, nos fenómenos homeopáticos que lhe possa conferir a classificação de “ciência”.

A homeopatia não é refutável. Portanto, e pelo menos por agora, não pode pertencer às Ciências da Natureza. Dizer que “a homeopatia é ciência” (no sentido das Ciências da Natureza), é falso.

2/ É falsa a ideia segundo a qual “um cientista tem que ser materialista” e, por isso, tem que assumir o epifenomenalismo. O epifenomenalismo é uma extrapolação metafísica (filosófica) a partir de factos, e por isso não é ciência. A ciência baseia-se na regularidade dos factos indutivamente abstraídos em leis gerais; mas a interpretação metafísica dos factos é teoria, e por isso faz parte da filosofia (e não da ciência propriamente dita).

3/ Os epicuristas da antiga Grécia, por exemplo, eram epifenomenalistas; Demócrito também tinha uma certa tendência para o epifenomenalismo. O epifenomenalismo não é uma teoria do século XIX.


Nota
1. porque o princípio da regularidade dos fenómenos naturais é em si mesmo um princípio geral (axiomático) e, por isso, não pode ser estabelecido indutivamente

Sexta-feira, 17 Julho 2015

Isabel Moreira está doente e deveria ser interditada e mesmo internada

Filed under: aborto,ética,Ciência — O. Braga @ 6:59 am
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« A deputada do PS Isabel Moreira defendeu hoje que a introdução de consultas obrigatórias antes e depois de uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é uma medida inconstitucional e uma «imoralidade» de quem considera as mulheres «inimputáveis».

“No nosso ordenamento jurídico, nem uma pessoa que esteja a morrer é obrigada a ir a uma consulta. Como é que tencionam obrigar as mulheres? É incompreensível e completamente inconstitucional”, disse à Lusa Isabel Moreira. »

Alteração à IVG é «imoralidade» e «completamente inconstitucional», defende Isabel Moreira

A “notícia” é de ontem.


Em um estudo publicado nos Estados Unidos em 2002 (Southern Medical Journal), verificou-se que o risco de suicídio em mulheres que abortam é de 154% superior à norma; um outro estudo (University of Minnesota: Minnesota Extension Service, 1986), o aborto em adolescentes aumenta em 10 vezes as tentativas de suicídio; um outro estudo (Medical Science Monitor, 2003) verificou um aumento de 65% na probabilidade de depressão clínica de longo-termo em mulheres que abortam; um outro estudo (Canadian Medical Association Journal, 2003) constatou que as mulheres que abortam têm o dobro da possibilidade de serem hospitalizadas em psiquiatria; um outro estudo (American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 2000), verificou que as mulheres que abortam têm uma tendência para consumo de drogas e/ou de álcool cinco vezes superior à norma.

Falamos aqui em juízo universal: há sempre excepções à regra.

Mas mesmo que não tivéssemos estes estudos, sabemos empiricamente — qualquer psiquiatra sabe, mesmo que não o diga e que o esconda ostensiva- e desonestamente — que o aborto não é, em juízo universal, psicologicamente inofensivo para a mulher.

isabel moreira-webEu considero a Isabel Moreira uma criatura do mais baixo nível intelectual e moral que podemos encontrar na sociedade portuguesa.

Ademais, Isabel Moreira irracionaliza sistematicamente os parâmetros de qualquer discussão para que o corolário seja pura irracionalidade — por exemplo, quando ela compara uma mulher em estado terminal com outra mulher que esteja grávida e pense em abortar.

Desde logo, uma mulher em estado terminal (e que não seja obrigada por lei a ir a uma consulta), já foi desenganada pela ciência médica; o determinismo (o seu destino, o seu fado) físico e psicológico da pessoa em causa, é total — o que não acontece de igual modo com uma mulher grávida.

Em segundo lugar, não só estudos científicos mas também a experiência médica revelam que o acompanhamento psicológico sistemático das mulheres que procuram o aborto (em juízo universal) é necessário; a tentativa da Isabel Moreira de vulgarizar o aborto é semelhante, por exemplo,  à tentativa de vulgarizar o assassínio, ou à tentativa de vulgarizar o consumo de drogas.

A Isabel Moreira recusa a ideia de que o aborto é considerado pelas mulheres que abortam (em juízo universal) como um “mal necessário”; Isabel Moreira  pretende que o aborto seja encarado com a mesma normalidade, por exemplo, com que uma mulher toma um antibiótico.

Em terceiro lugar, e não menos importante, a mulher em estado terminal, morre sozinha; ao passo que a mulher que aborta elimina a possibilidade de uma vida que não é a sua. Portanto, a comparação da Isabel Moreira entre uma mulher em estado terminal e uma mulher grávida é irracional — mas essa irracionalidade é propositada, o que revela uma perversidade doentia da Isabel Moreira. Isabel Moreira está mentalmente doente e deveria ser interditada e mesmo internada; aliás, estou convencido de que é uma questão de tempo para que isso aconteça.

Domingo, 21 Junho 2015

Carlos Fiolhais e a ciência entendida como uma ideologia política

 

“No ambiente do nosso planeta, os nossos olhos adaptaram-se, ao longo do caminho de evolução biológica, a perceber as cores.”

Carlos Fiolhais

A narrativa do Carlos Fiolhais é mais ou menos a seguinte: “Era uma vez uma bactéria que se transformou numa baleia e depois, graças à evolução biológica, se transformou num macaco, num cão e num ser humano!”

“A questão de como é que um nervo se tornou sensível à luz não nos importa, tal como a questão de saber como é que a própria vida teve origem”.

→ Darwin, “A Origem das Espécies”, pág. 151, 1872

Como se vê, estamos perante uma concepção mágica da realidade, semelhante à que existia no neolítico. É claro que Carlos Fiolhais sabe perfeitamente que conta uma estória da carochinha. Ou, em português correcto: ele sabe que mente! Ele mente porque concebe a ciência como uma ideologia política.

Felizmente, as pessoas vão tendo acesso à cultura e vão deixando de acreditar nas estórias da carochinha de gente como o Carlos Fiolhais:

“Os cientistas têm, de alguma forma, uma inclinação para confundir os seus desejos com a realidade. Por exemplo, há alguns séculos, pensava-se que os insectos e outros pequenos animais surgiam directamente a partir da comida estragada. Isto era fácil de acreditar uma vez que se pensava que os pequenos animais eram muito simples (antes da invenção do microscópio, os naturalistas pensavam que os insectos não possuíam órgãos internos)”.

→ Michael Behe, “A Caixa Negra de Darwin”, pág. 40.

Aconselho os leitores do Rerum Natura a leitura do livro do bioquímico americano Michael Behe, “A Caixa Negra de Darwin”. Não se deixem enganar por gentalha como a que escreve naquele blogue.

Quando o Carlos Fiolhais reclama mais dinheiro do Estado para aquilo a que ele chama “investigação científica”, do que se trata é exigir fundos do erário público para financiar a propaganda de uma ideologia política cientificista que grassa pela academia coimbrinha. E muito bem faz Passos Coelho em cortar as vazas a essa gente.

Sábado, 20 Junho 2015

Fé e Saber

Filed under: Ciência,filosofia — O. Braga @ 8:52 am
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Vamos analisar a proposição de Nietzsche : “crença é um desejo de não saber”; e depois a frase de Olavo de Carvalho : “fé não é crença: é confiança”.

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