perspectivas

Quarta-feira, 28 Agosto 2019

A lógica política da puta chamada Isabel Moreira

A grandessíssima puta que é a Isabel Moreira escreveu que “os tarados do CDS”  “vergaram” a Assunção Cristas, no que diz respeito à adopção da Ideologia de Género nas escolas primárias portuguesas.

isabel-moreira-jc-web

Veja bem, caro leitor: para o supracitado coirão do Tinder, criticar a Ideologia de Género e não concordar com a agenda política dessa ideologia, é (alegadamente) uma característica de “tarados”. (more…)

Quinta-feira, 22 Agosto 2019

A Esquerda opera pela calada da noite, como os ladrões

Filed under: Esquerda,esquerdalho,ideologia de género — O. Braga @ 4:35 pm

São ladrões de almas. Entram de mansinho, para roubar a alma do povo.


« Uma das medidas mais polémicas deste despacho é que as escolas são obrigadas a deixarem a criança, de qualquer idade, escolher a casa de banho e o balneário de acordo com o seu “género”.

A principal questão, entre tantas, é a seguinte… Qual mesmo o objectivo da aprovação e consequente entrada em vigor, em pleno Agosto, quando tantos pais e crianças estão de férias, de um despacho desta natureza fracturante??»

petição pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019

Domingo, 23 Junho 2019

Perante os factos e perante a ciência, a Esquerda recorre ao ataque pessoal

O secretário de Estado da Inducação, um tal João Costa (ver foto), depois de ler um artigo do Padre Portocarrero de Almada acerca da Ideologia de Género, optou por insultar o Padre em vez de rebater as suas (do Padre) ideias.

a merda que alimenta o ps web

O recurso sistemático ao ataque ad Hominem é uma característica da Merda que compõe os quadros do Partido Socialista.

A ler: → O secretário de Estado da (má) Educação

Segunda-feira, 18 Março 2019

A Razão por que o deputado Bruno Vitorino tem razão

 

Hoje é preciso afirmar pública- e peremptoriamente não só o que é óbvio, mas também o que é auto-evidente.

Há quem diga que a culpa da loucura modernista é de Kant; Kant tem as costas largas. Kant pode ser culpado de muitas coisas, mas não de negar o óbvio e o evidente. Kant foi o último iluminista: o problema da modernidade veio depois dele, já no século XIX, por exemplo, com a influência da Cabala Zoah na filosofia alemã e desde o idealismo monista de Hegel, na esteira de Friedrich Schleiermacher e de Jakob Böhme — já não falando nos monistas Schopenhauer, Lessing, Schelling, todos eles adeptos de uma qualquer forma de monismo.

… a irracionalidade voltou a estar na moda…

O problema da modernidade não tem a sua causa directa no Iluminismo (ao contrário do que se diz por aí), mas antes escora-se no Idealismo do século XIX e nas suas sequelas e antíteses (incluindo Karl Marx, que foi buscar a Hegel não só a visão monista do mundo, mas também a dialéctica 1). Como escreveu Nicolás Gómez Dávila : “os monismos transformam-se em panteísmos quando estão em mãos limpas; e em materialismos quando em mãos sujas”.

O pior que nos poderia ter acontecido não foi Kant: foi Hegel ! O espírito crítico sempre foi uma tradição cristã — por exemplo, com S. Tomás de Aquino, ou com Santo Agostinho. No entanto, são os hegelianos actuais (mais ou menos encobertos e disfarçados) que criticam Kant.

Hoje é preciso afirmar pública- e peremptoriamente não só o que é óbvio, mas também o que é auto-evidente.

Por exemplo, é preciso afirmar peremptoriamente que existe uma diferença biológica (cientificamente comprovada) entre a categoria dos homens, por um lado, e a categoria das mulheres, por outro lado. Mas quem afirma essa diferença, que é evidente, corre actualmente o risco de ser sacrificado no altar da desumanidade. Isto nada tem a ver com o legado de Kant que foi um acérrimo crítico do dogmatismo ideológico e da “bovinidade” humana; e tem tudo a ver com o século XIX e do que se desenvolveu a partir dos jacobinos e quejandos, que adoptaram Rousseau.


A ideologia é inimiga do espírito crítico. Esta ideia traduz perfeitamente este trecho de uma tal Sónia Sapage que escreve no jornal Púbico:

« Há uma diferença “colossal” entre educar contra o preconceito e influenciar a orientação sexual de uma criança. Tal como há uma grande diferença entre ter o direito de optar entre fazer ou não fazer um aborto e obrigar alguém a fazê-lo, coisa que a lei nunca permitiu nem permitirá. E o mesmo acontece com a eutanásia. Será sempre uma opção sentida e consentida, nunca uma imposição. A liberdade também é isso: respeitar todas as opções.»

Vemos como ela mistura ali as coisas de adultos (aborto, eutanásia), por um lado, com as das crianças ( “educação” como sendo “sensibilizar crianças de 10 e 11 anos sobre diferentes orientações sexuais”), por outro lado.

A actual ausência de espírito crítico das elites permite que a diferença entre uma criança e um adulto se esbata: para as actuais elites, as crianças são uma espécie de “adultos em miniatura”. Ora, esta ausência de espírito crítico não tem nada a ver com Kant, e tudo a ver com o Romantismo que se seguiu ao Iluminismo.

O que se está a passar na nossa sociedade é tenebroso!; e muito complicado, porque a irracionalidade está na moda.

Hoje, quanto mais irracional se é, melhor apreço se tem da parte das elites! E isto tem a ver com o legado ideológico do Romantismo (Rousseau, Hegel, etc.) que descambou no niilismo de Nietzsche (outro romântico) e de Schopenhauer (outro), e depois, já no século XX, no niilismo existencialista de Heidegger e/ou Jean-Paul Sartre.


Gente que outrora pertenceu à Esquerda moderada, como por exemplo Hannah Arendt, é hoje completamente ignorada pelas elites. Hoje vive-se em um eterno presente (presentismo); eliminou-se o passado. Hoje, as elites não querem que se saiba de onde vieram as suas ideias que pretendem utilizar para controlar o mundo.

A partir de Rousseau, “a educação transformou-se num instrumento da política, e a própria actividade política foi concebida como uma forma de educação” (Hannah Arendt, “Entre o Passado e o Futuro”, 2006, pág. 186).

O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, desde a antiguidade até aos nossos dias, mostra bem como pode parecer natural querer começar um mundo novo com aqueles que são novos por nascimento e por natureza. No que diz respeito à política há aqui, obviamente, uma grave incompreensão: em vez de um indivíduo se juntar aos seus semelhantes, assumindo o esforço de os persuadir e correndo o risco de falhar, opta por uma intervenção ditatorial, baseada na superioridade do adulto, procurando produzir o novo como um “fait accompli” [um dado adquirido], quer dizer, como se o novo já existisse.

É por esta razão que, na Europa, a crença de que é necessário começar pelas crianças se se pretendem produzir novas condições, tem sido monopólio principalmente dos movimentos revolucionários com tendências tirânicas, movimentos esses que, quando chegam ao Poder, retiram os filhos aos pais e, muito simplesmente, tratam de os doutrinar.

A educação não pode desempenhar nenhum papel na política, porque na política se lida sempre com pessoas já educadas.

Ora, a educação não pode desempenhar nenhum papel na política, porque na política se lida sempre com pessoas já educadas [adultos]. Aqueles que se propõem educar adultos, o que realmente pretendem é agir como seus guardiões e afastá-los da actividade política. Como não é possível educar adultos [não é possível educar a Sónia Sapage!], a palavra “educação” tem uma ressonância perversa em política — há uma pretensão de educação quando, afinal, o propósito real é a coerção sem o uso da força. Quem quiser seriamente criar uma nova ordem política através da educação, quer dizer, sem usar nem a força ou o constrangimento nem a persuasão, tem de aderir à terrível conclusão platónica: banir todos os velhos do novo Estado a fundar.

Mesmo no caso em que se pretendam educar as crianças para virem a ser cidadãos de um amanhã utópico, o que efectivamente se passa é que se lhes está a negar o seu papel futuro no corpo político, pois que, do ponto de vista dos novos, por mais novidades que o mundo adulto lhes possa propôr, elas serão sempre mais velhas que eles próprios.

Faz parte da natureza da condição humana que cada nova geração cresça no interior de um mundo velho, de tal forma que, preparar uma nova geração para um mundo novo só pode significar que se deseja recusar àqueles que chegam de novo a sua própria possibilidade de inovar. [Hannah Arendt, idem].

Por isto tudo é que o deputado Bruno Vitorino tem razão.


Nota
1. A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.” (Nicolás Gómez Dávila)

Sexta-feira, 25 Janeiro 2019

Com o Bloco de Esquerda no Poder, vamos entrar na “etapa fraternal” do processo democrático

Filed under: Bloco de Esquerda,ideologia de género — O. Braga @ 6:19 pm

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para desnaturalizar a desigualdade de género.”

        → Copiado daqui (texto de um estafermo do Bloco de Esquerda).


1/

“Aquele que reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que os melhores dotados sejam penalizados”
→ Nicolás Gómez Dávila.

É inevitável; e é um dos problemas do liberalismo (por exemplo, o dos Insurgentes): na defesa da igualdade de oportunidades, mais cedo ou tarde, o liberal acaba sempre por sacrificar o mérito e a justiça no altar da igualdade.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais iguais, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

A igualdade é a condição psicológica prévia das grandes matanças científicas e friamente justificadas que ocorreram na modernidade — incluindo a matança mais ignóbil que podemos conceber, que é a matança de pessoas que não se podem defender, como é o assassínio de crianças não-nascidas e a eutanásia de idosos.

Assim se justifica o artigo rebuscado do Insurgente em causa.

2/

Reparem no termo: desnaturalizar a desigualdade de género”. O termo está no negativo: desnaturalizar a desigualdade”; e poderíamos dizer o mesmo no positivo: “naturalizar a igualdade”.

O estafermo do Bloco de Esquerda poderia ter escrito:

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para naturalizar a igualdade de género.”

Ora, “naturalizar a igualdade” é sinónimo de “impôr a igualdade à Natureza” — o que não é apenas utopia: é estupidez; ou então é psicose (interpretação delirante). É a negação da experiência humana. É como se olhássemos paras coisas e negássemos a sua existência.

A postura do estafermo do Bloco de Esquerda é anti-científica, no sentido de ser anti-empirista. A experiência mostra-nos que o conceito de “naturalização da igualdade” é absurdo.

3/

Estou hoje convencido de que o conceito de “igualdade de oportunidades” acaba por conduzir (através do processo democrático) ao conceito de “igualdade social” (ou igualdade de rendimentos).

O processo democrático cumpre-se em três etapas:

  • a etapa liberal, que esteve na origem dos marxistas;
  • a etapa igualitarista, que funda a URSS e que esteve na origem da nova Esquerda caviar e identitária (de tipo Bloco de Esquerda);
  • e a etapa fraternal, a dos drogados e/ou alienados sociais (que votam no Bloco de Esquerda) que copulam em amontoados colectivos citadinos insalubres (tipo bairro da Jamaica).

Segunda-feira, 20 Agosto 2018

Argentino desmascara Ideologia de Género

 

Quarta-feira, 8 Agosto 2018

O Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos da Revolução Francesa

 

Uma senhora, de seu nome Sofia Guedes, escreveu um artigo publicado no Observador com o título “Os ‘novos direitos humanos’ e a identidade portuguesa”. Aconselho a leitura.

O artigo tem uma linguagem acessível ao público em geral, e isso é uma virtude; fala-nos de uma agenda política tenebrosa que tem origem no Bloco de Esquerda mas que já contaminou o Partido Socialista de António Costa, e que ameaça já também contaminar o PSD de Rui Rio. O CDS de Assunção Cristas vem a seguir (Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita).

Caro leitor: quando as ciências da natureza são negadas pela política, já entramos (sem darmos conta) pelo totalitarismo adentro.

Não vale a pena escondermos a cabeça na areia, para não vermos a realidade. Se é verdade que as Ciências da Natureza não devem expressamente determinar a ética e a política, também é verdade que a ética tem que ter em devida conta as conclusões das Ciências da Natureza.

O que se está a passar com o movimento totalitário oriundo do Bloco de Esquerda (e que contaminou o Partido Socialista de António Costa através de “submarinos radicais”, como é o caso da Isabel Moreira) é que as conclusões das Ciências da Natureza são negadas — e isto em nome de uma determinada ideologia extremamente destrutiva que, em nome da defesa de “direitos individuais”, baseia-se na promoção política da atomização dos cidadãos face ao Estado.

Diz a Sofia Guedes:

“Através da defesa do individualismo promove ideias contra a mulher, o homem e a família e, em vez disso, apresenta, o direito a todo o tipo de liberdades, inclusive a transsexualidade. Usa uma arma invisível que injecta “veneno” no corpo e na alma dos seres humanos, deste mundo dito civilizado. Injecta devagarinho, sem dor aparente e de forma sistemática”.

No Bloco de Esquerda, a defesa do “individualismo” não é um fim em si mesmo: antes, é um meio para anular (no fim do processo político) esse mesmo individualismo que o BE diz defender.

jacobinos-webA perversão imensa da agenda política totalitária do Bloco de Esquerda é a de que utiliza uma pretensa “defesa dos direitos do indivíduo” — através de uma estratégia política de isolamento extremo do indivíduo face a um Estado todo-poderoso, Estado esse tornado plenipotenciário — para retirar a liberdade ao indivíduo, embora no fim do processo político.

Neste sentido, podemos dizer que o Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos (da Revolução Francesa).

Tal como os jacobinos fizeram, o Bloco de Esquerda manipula a ciência e transforma-a em ideologia (cientismo).

À semelhança dos jacobinos, o Bloco de Esquerda utiliza o conceito rosseauniano de "Vontade Geral" para atropelar a democracia sempre que seja possível, fazendo com que as decisões políticas capitais sejam tomadas nos corredores do Poder e longe dos olhos do povo (ao mesmo tempo que os dirigentes do Bloco de Esquerda enchem as bocas deles com os “direitos do povo”).

Tal como os jacobinos — que, por um lado diziam defender os Direitos do Homem (os direitos do indivíduo), mas por outro lado mataram mais pessoas (ditas por eles que eram “heréticas”) em apenas em um mês e só em França, do que Inquisição da Igreja Católica em toda a Idade Média e em toda a Europa — o Bloco de Esquerda é o superlativo absoluto simples da fraude política e ideológica que está a minar e a destruir a nossa sociedade, e sem deixar impressões digitais.


Mas o problema não se confina ao Bloco de Esquerda. Temos que nos interrogar, por exemplo, por que razão o canal de televisão privado de Pinto Balsemão (fundador do PSD), a SIC, dá tanta atenção à propaganda política do Bloco de Esquerda.

¿Qual é a ligação ideológica entre Pinto Balsemão e a SIC, por um lado, e o Bloco de Esquerda, por outro lado?

Pinto Balsemão foi, até há pouco tempo, o representante oficial do Grupo de Bilderberg em Portugal.

¿Qual é a ligação entre o Grupo de Bilderberg, por um lado, e, por outro lado, partidos políticos trotskistas do tipo do Bloco de Esquerda?

¿Qual é a ligação e identificação ideológica entre o Trotskismo e o globalismo plutocrático?

O estudo da vida de personagens políticas como (por exemplo) James Burnham pode ajudar o leitor a compreender melhor a aliança tácita entre o Trotskismo e a plutocracia globalista, entre o Bloco de Esquerda e George Soros. Não é “teoria da conspiração”: são factos.

Terça-feira, 7 Agosto 2018

Make Men Masculine Again

 

Segunda-feira, 21 Maio 2018

O “género” não é uma “construção social”

 

1/ Quando se diz que “o género é uma construção social”, o que se pretende dizer é que “o género é uma convenção” → sendo que “convenção” = resultado de um acordo explícito ou tácito.

A convenção opõe-se à Natureza. E toda a convenção pressupõe a linguagem, e por isso, pressupõe já a sociedade.

genero-construct-webNo sentido lógico e comum, “género” é o termo que designa uma categoria de realidades ou de ideias que os seus caracteres essenciais comuns autorizam a reagrupar sob a mesma denominação geral (por exemplo, “os géneros masculino e feminino”, na gramática; os “diferentes géneros” literários; etc..).

Porém, o que está implícito neste texto (em que se diz que “o género é uma construção social”) é que “o género é independente do sexo biológico” — o que é um absurdo lógico, porque o género não pode ser simultaneamente dependente e independente do sexo biológico: ou é independente do sexo biológico, ou é dependente deste. É óbvio, e mesmo evidente, que o “género” depende da categoria do sexo biológico.

2/ Em determinadas culturas, os homens podem ser temporariamente considerados “mulheres”, ou determinadas mulheres ser consideradas “homens”.

Mas, nessas sociedades, essa “troca de papéis de géneros” acontece por razões funcionais e de interesse colectivo — ou seja, essa “troca de papéis de géneros” entre os dois sexos é convencionada, por um lado, e por outro esse fenómeno cultural revela que a “troca de papéis de géneros”, entendida em si mesma, significa que o “normal desejável” não são os géneros trocados, mas antes que o que é normal é a coincidência simbólica entre o género e o sexo.

Nessas culturas, a “troca de papéis de géneros” é uma excepção circunstancial que serve exclusivamente o interesse colectivo; nessas culturas, as funções, códigos e estatutos estão em primeiro plano, e o indivíduo apaga-se diante dos sistemas que o clã, a tribo ou a família formam; nessas culturas, as relações entre seres humanos são nitidamente menos individualizadas e menos personalizadas, quando comparadas com a cultura europeia e ocidental.

Na cultura europeia, de raiz cristã, onde a dimensão afectiva e individual é muito importante, a relação de cada um com a sua identidade pessoal tem uma importância enorme. Na cultura ocidental (de origem cristã), ser “homem” ou “mulher” não pode ser produto de uma decisão do grupo social.

Sendo assim:

A ideia do escriba — segundo a qual “o género é uma construção social que emerge das diferenças na forma como mulheres e homens se relacionam” — não se enquadra na cultura europeia e ocidental, porque o que ele diz é que ser “homem” ou “mulher” (no sentido do “género” enquanto convenção, e não do “sexo biológico” naturalmente determinado) é produto de uma decisão do grupo social.

Esta ideia de “troca de papéis de género enquanto convenção social” não se adequa à cultura antropológica ocidental; o que o referido escriba tenta fazer é tirar vantagem do facto de as relações no Ocidente serem individualizadas, e procura as referências que fundamentem a sua (dele) tese baseada em sociedades absolutamente diferentes (agradeçam a Rousseau e a Engels, entre outros), onde a codificação social é predominante e muito restrita.

3/ Em súmula: na cultura antropológica ocidental, em que o indivíduo (enquanto tal) ganha uma importância que não existe em outras culturas, não podemos dizer (como diz o escriba) que “o meu género é construído pelos outros”.

Ademais, a ideia de que “o género não é senão uma construção social” (uma convenção) é anti-científica.

Um estudo publicado em Novembro de 2017 sugere que os comportamentos individuais feminino e/ou masculino não são um mero reflexo de pressões sociais (ou de convenções). Tanto a biologia como a sociedade afectam o comportamento das meninas e meninos.

Quando se categoriza os géneros masculino e feminino de acordo com os respectivos sexos biológicos, fazemos isso em consequência da própria categorização de género (ou de sexo) que a Natureza determina desde tenra idade. Por isso é que, por exemplo, damos o nome de “Maria” a uma menina, e de “Manuel” a um menino: ao distinguir a nomenclatura em função dos dois sexos, nada mais fazemos do que seguir a categorização sexual (ou de género) que a própria Natureza já tinha determinado a priori.

Quarta-feira, 21 Fevereiro 2018

Preparem-se que vem aí mais trampa do Bloco de Esquerda !

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,ideologia de género — O. Braga @ 12:31 pm

 

O Ludwig Krippahl tem aqui um bom texto acerca da chamada “política identitária” que não passa de uma adaptação actualizada do marxismo cultural da Escola de Frankfurt, da sua Teoria Crítica e do conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse.

julio machado vaz webAliás, parece-me que o Ludwig Krippahl tem vindo a virar à Direita — ao contrário do que se passa com alguns correligionários seus, como por exemplo o dr. Morcon, que continua a perorar, aos microfones da Antena 1, a ideologia política marxista cultural que alia Freud a Marx. O problema do dr. Morcon (entre outros) é que, durante décadas, (ele) defendeu determinadas ideias que agora não pode recusar (porque “um homem inteligente nunca se retracta”), apesar das evidências que o contradizem. Se há alguém em Portugal que utilizou a ciência para negar implícita- e publicamente a ciência, foi o dr. Morcon.

O verbete do Ludwig Krippahl centra-se em uma entrevista do professor universitário canadiano Jordan Peterson a um canal britânico de televisão, durante o périplo inglês do professor para promover um seu livro que trata de ética para jovens.

Eu tomei conhecimento da existência do professor Jordan Peterson há mais de um ano, quando ele se colocou contra a lei canadiana C-16, e foi inclusivamente ouvido por uma comissão do senado canadiano. A lei canadiana C-16 é uma lei que, ao abrigo da “protecção dos direitos dos transgéneros”, impõe a toda a sociedade o totalitarismo da aceitação compulsiva da ideologia de género.

Aliás, esta será a próxima “causa fracturante” do Bloco de Esquerda depois da “eutanásia para todos”: a imposição coerciva da linguagem, por decreto-lei fascista, através da “lei dos pronomes”. Portanto, o leitor prepare-se que vem aí mais merda do Bloco de Esquerda… ! (com a aquiescência bonacheirona do António Costa e do Rui Rio, e com a falsa oposição de Assunção Cristas).

O argumento principal da ideologia de género começou por ser o de que “o género é uma construção social, não obstante o sexo ser uma realidade biológica”; mas os ideólogos do género evoluíram, e agora essa premissa já não é válida: hoje, os activistas da Ideologia de Género dizem que “o género é um factor determinado pela existência do indivíduo (é inato), ao passo que o sexo biológico é uma construção social”. E a gente tem que os aturar…!

Segunda-feira, 22 Janeiro 2018

A loucura da Ideologia de Género

 

Vivemos tempos de total loucura. Os loucos tomaram o Poder; e não podemos fazer nada: se reagimos (mesmo pacificamente), apontando o absurdo da ideologia do Bloco de Esquerda & Cia Lda., somos ostracizados e até perseguidos.

 

Segunda-feira, 4 Dezembro 2017

Judith Butler não pode ser levada a sério

 

Dei com um texto assinado pelo Padre José Eduardo de Oliveira e Silva (brasileiro) acerca da ideologia de género segundo a americana Judith Butler. Convém dizer que os americanos, em geral e salvo honrosas excepções, sempre foram péssimos em criação filosófica.

Vejamos o que escreveu o Padre acerca da teoria da Judith Butler :

“Como ela mesma afirma, «o meu trabalho consiste em delinear a última etapa da batalha filosófica contra a vida do impulso, o esforço filosófico de domesticar o desejo como uma instância de lugar metafísico, a luta por aceitar o desejo como princípio de deslocamento metafísico e dissonância psíquica e o esforço orientado por deslocar o desejo  com o fim de derrotar a metafísica  da identidade» (Subjects of desire, p. 15).

Obviamente, para ela, como o desejo não se realiza de acordo com um sujeito que lhe dê suporte, o «eu» seria apenas um discurso. Não haveria um “ser” por detrás do desempenho do género. Seriam estes desempenhos, estas acções, que constituiriam a ficção do sujeito, pois esta ficção seria requerida pelo discurso que nós herdamos da metafísica  da substância, discurso que, segundo ela, precisamos superar (Problemas de género, p. 56)”.


judith-butler-webEu nunca li nada escrito por aquela criatura, mas, a julgar pela amostra, ela contradiz-se — porque o conceito de “género” (por contraposição ao “sexo”) baseia-se na cultura narcísica pós-moderna que se apoderou da nossa sociedade, narcisismo esse que pressupõe a absolutização do sujeito e a supremacia da subjectividade.

A ideia da criatura, segundo a qual “o desejo pode existir sem sujeito”, é um absurdo; e está em contradição com a essência da ideologia de género que, embora considere que os “papéis de género” são construções culturais e sociais, baseia a sua doutrina na absolutização do sujeito e a supremacia da subjectividade.

Se, como escreve o Padre, para a Judith Butler “a feminilidade e a masculinidade são acções desligadas da biologia”, teríamos que saber qual a origem alternativa da feminilidade e da masculinidade — porque se “a masculinidade e a feminilidade não provêm da biologia”, ¿provêm de onde!? ¿qual a sua origem, a sua causa? ¿onde fomos (e ela própria, também) buscar os conceitos de “masculinidade” e de “feminilidade”?

Convém aqui falar novamente do conceito de “ideologia” segundo Hannah Arendt: todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.


“Reduzir a filosofia à análise linguística equivale a assumir que apenas há pensamento alienígena.”

→ Nicolás Gómez Dávila

Por exemplo, para a Judith Butler (e segundo o Padre), “a linguagem é o conjunto de actos, repetidos ao longo do tempo, que produzem efeitos de realidade que acabam sendo percebidos como ‘factos’.

O nazi Goebbels disse a mesma coisa de outra maneira: “uma mentira mil vezes repetida acaba por se tornar verdade”.

Aqui há (da parte da Butler) uma inversão de valores lógicos: para ela, não são os dados da experiência que determinam os conceitos elaborados pela linguagem, mas antes é a linguagem que inventa a realidade a seu bel-prazer e independentemente de qualquer objectividade. Aqui, a Butler já volta à absolutização do sujeito, quando anteriormente negou ao sujeito a sua ontologia.

O conceito de “construção variável da identidade” (segundo a Butler) é uma contradição em termos — porque se a identidade é variável, deixa de ser idêntica. Ou seja, o princípio axiomático (axioma) sobre o qual a Butler constrói a premissa está logicamente ferido de morte.

O texto é longo e não há paciência para o dissecar aqui. Apenas resta dizer que o que a Judith Butler produz, não é filosofia: é ideologia.

Para que valha a pena falsificar notas de Euro, terá que haver notas legais; de modo semelhante, a noção de “ideologia” carece de fundamento se não houver uma teoria de autenticidade acerca do mundo objectivo. E o relativismo axiológico da Judith Butler (“a verdade não existe”) não é teoria da Razão, mas antes é uma ideologia do orgulho.

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