perspectivas

Quarta-feira, 6 Novembro 2019

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

legalizar-infanticidio-web

Segunda-feira, 2 Setembro 2019

O Rui Rio está fodido; e o José Pacheco Pereira a tocar guitarra

Entrevista a Catarina Martins:

O programa do Bloco de Esquerda é social-democrata”.

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O Rui Rio vê-se assim enrabado de forma indolor, ou seja, com anestesiante.

Porém, o José Pacheco Pereira toca guitarra, canta e dança (tudo ao mesmo tempo), não só porque “o Bloco de Esquerda é social-democrata”, mas também porque a Catarina Martins diz que “a nacionalização de toda a Banca não é um papão”.

Nunca o estrábico José Pacheco Pereira andou tão feliz!

JPP-ZAROLHO

Segunda-feira, 15 Julho 2019

A Esquerda e o racismo

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Racismo — O. Braga @ 2:41 pm

Terça-feira, 9 Julho 2019

Devemos generalizar para melhor compreender

O politicamente correcto (a Esquerda, mesmo que seja a “Direitinha”) defende a ideia segundo a qual “não devemos generalizar” (nominalismo radical) — excepto quando se trata da promoção pública de ataques ad Hominem contra quem não alinha com a distopia neomarxista.

Ora, a não-generalização é própria de uma mente acientífica (ou mesmo anticientífica), porque a ciências naturais baseiam-se na indução que é, por sua própria natureza, generalizante.


fatima-bonifacio-webTenho discordado fundamentalmente da Fátima Bonifácio — por exemplo, quando ela escreveu que “é uma condição muito solitária, a do liberal deixado frente a frente com as suas dúvidas e angústias, sem poder refugiar-se na invocação de uma Autoridade, divina ou terrena, apenas entregue à racionalidade dos seus argumentos.”

Ou quando a Fátima Bonifácio não se deu conta de que o liberalismo não poderia levar a outro lado senão à construção de um Estado plenipotenciário (por favor ler o livro “¿Por que falhou o liberalismo?”, de Patrick Deneen), como aliás já tinha sido previsto por Carl Schmitt, ou anteriormente por Alexis de Tocqueville na “Democracia na América”).

Porém, desta vez não discordo fundamentalmente da Fátima Bonifácio — porque ela descreve factos (um facto é um dado da experiência com o qual o pensamento pode contar). Através da indução  (que é também característica da intuição acerca dos factos) que generaliza, podemos chegar à mesma conclusão a que chegou a Fátima Bonifácio neste texto.


O “problema” da actual Esquerda (de que faz parte o Partido Socialista de António Costa, e também o PSD de Rui Rio) é complexo: desde logo, 1/ o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e o PSD do Rui Rio participam afanosamente no fenómeno do Imbecil Colectivo português.

Quanto mais imbecil é o colectivo político, mais progressista este se torna.

Depois, 2/ a utopia modernista e esquerdista é uma manifestação actualizada do Romantismo do século XVIII e XIX na cultura contemporânea — o mesmo Romantismo que nasceu com Rousseau no século XVIII e que, já no fim do século XIX, evoluiu para o Niilismo de Schopenhauer, de Byron ou de Nietzsche.

O romantismo é (hoje, como foi no século XIX) a revolta contra os padrões éticos e estéticos tradicionais na Europa, por intermédio da valorização exacerbada da emoção e da desvalorização da razão (o romantismo é feminista). Mas é uma revolta que não nos oferece uma alternativa credível (é a utopia negativa).

Para a Esquerda utópica e romântica, o erro (do indivíduo) nunca é considerado do (seu/dele) foro psicológico, mas antes é atribuído a um qualquer padrão social de valores que (alegadamente) está errado.

Por isso é que, segundo a Esquerda, “a sociedade e a respectiva mentalidade/cultura antropológica podem ser mudadas por decreto” (conforme escreve a Fátima Bonifácio): para a Esquerda, os achaques ou insucessos dos indivíduos (neste caso, os das minorias étnicas) podem ser resolvidos através da mudança por decreto do padrão social de valores em vigor na sociedade em geral: ou seja, a psicologia do indivíduo não conta para nada, a genética não conta também, e a História e a cultura antropológica de origem também não. Tudo se resume ao meio-ambiente.

O romantismo esquerdista é anti-civilização.

O hábito de renunciar aos desejos e satisfações imediatistas (o “carpe Diem” do esquerdopata) — tendo em vista a realização de necessidades futuras — é considerado penoso (pelo esquerdopata romântico); por exemplo, o anti-capitalismo do esquerdista baseia-se na negação do sacrifício de quem prefere “semear hoje para colher amanhã”: quando as paixões do esquerdopata romântico despertam, as restrições prudentes do comportamento social tornam-se insuportáveis.


O problema da integração das minorias étnicas e culturais na sociedade só se revolve através da valorização sistemática da cultura antropológica (portuguesa) tradicional e de origem — que é exactamente o que a Esquerda (portuguesa e ocidental) não quer fazer, porque reconhecer o valor da cultura antropológica tradicional portuguesa é reconhecer a importância do Cristianismo na cultura antropológica e na História europeias.

Ora, é esse legado histórico cristão (que esteve na origem cultural do próprio capitalismo e da ciência) que a Esquerda pretende destruir com toda a violência possível (na esteira do que foi defendido por Gramsci, entre outros).

Por fim, não concordo com a Fátima Bonifácio sobre as quotas para as mulheres. Por exemplo, a Margaret Thatcher não precisou de quotas.

A igualdade não se aplica na realidade concreta; mas o esquerdopata corta as cabeças dos indivíduos em nome da “igualdade” — porque é a cabeça de cada um que faz a desigualdade. O bom esquerdopata que se preze faz da decapitação pública o ritual da missa esquerdista.

Quarta-feira, 1 Maio 2019

A hipocrisia do CDS da execrável Assunção Cristas e do oportunista Nuno Melo

 

asscristas-mesquita1-webNuno Melo diz que o partido espanhol VOX “não é de extrema-direita” — tentando assim cativar os votos da população portuguesa que é contra a imigração em massa e descontrolada, contra a Ideologia de Género, contra a islamização da Europa.

Porém, por outro lado, o CDS liderado pela execrável Assunção Cristas defende a Ideologia de Género  — nomeadamente quando “alinha” com as iniciativas políticas gayzistas do Bloco de Esquerda, como é o caso desta iniciativa do CDS de Assunção Cristas em Lisboa.

Nuno Melo acaba (sem querer) por ter alguma razão: o VOX não é de extrema-direita: em vez disso, é o CDS que pertence à Esquerda; ou melhor dizendo: o CDS “fecha” a Esquerda à direita.

As posições dos partidos são relativas: quando o CDS da execrável Assunção Cristas “alinha” com as posições do Bloco de Esquerda no que diz respeito à Ideologia de Género, então segue-se que qualquer partido que se oponha à Ideologia de Género passa a ser de “extrema-direita”.

Quarta-feira, 3 Abril 2019

O discurso político da Esquerda é uma fraude


A estratégia do Lula da Silva foi a mesma do Francisco Louçã (Bloco de Esquerda): afirmava que “morrem milhares de mulheres em Portugal por causa do aborto clandestino”, mas nunca explicaram qual era a fonte desse número indefinido .

Mas a verdade é que conseguiram enganar o povo português (com a ajuda da União Europeia), e agora essa mesma Esquerda pretende importar milhões de imigrantes africanos (carne para canhão) porque não nascem crianças portuguesas suficientes.

E o mesmo se passa em Espanha: será necessário importar 260 mil imigrantes por ano para compensar o aborto (utilizado como contraceptivo) e a baixa natalidade em Espanha.

Segunda-feira, 18 Fevereiro 2019

O hiper-machismo do puritano Pureza

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,feminazismo,marxismo cultural — O. Braga @ 8:10 pm

 

Talvez o mais repugnante na Esquerda — por exemplo, no Bloco de Esquerda — é a utilização da defesa da “justiça” para a instituição (inconfessa, oculta) de um sistema político totalitário. Ou seja, a justiça é (politicamente) utilizada contra si mesma.

Revisitemos uma frase célebre de Edgar Morin (ex-comunista, por sinal):

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) » .


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É exactamente essa “lógica do liberalismo político” que é explorada até ao limite do irracional pelo Bloco de Esquerda — como faz aqui, por exemplo, o puritano Pureza.

Trata-se de gente desonesta e repugnante, que generaliza quando lhes convém, por um lado, e por outro lado adoptam posições anti-científicas contra a categorização da realidade quando lhes dá mais jeito. E esta ambivalência ideológica (Estimulação Contraditória) tem como objectivo político a edificação de uma cultura de ambiguidade e de relativismo ético, que é o ambiente cultural ideal para a aceitação massiva e resignada de um sistema político totalitário.

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O que o puritano Pureza não diz (ou esconde), por exemplo, é que a violência doméstica não tem só um sentido; e que a mulher (na esmagadora maioria dos casos) ganha menos do que o homem por opção própria (porque convém à mulher trabalhar menos). Esta vitimização artificial e exacerbada da mulher tem como objectivo virar as pessoas umas contras as outras, dividir para reinar, criar uma anomia e uma atomização social no sentido da instituição de um novo tipo de totalitarismo.

De resto, vemos como as posições políticas do Bloco de Esquerda em relação às mulheres coincidem exactamente com as dos plutocratas globalistas — servem-se de uma pretensa “justiça” para instituírem a maior das injustiças em relação às mulheres, que é a de proclamar um híper-machismo sub-reptício, e em nome de um pretenso e alegado “anti-machismo”.

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Não há outra forma de combater o Pureza (o comunista-tipo, ou o fiel executante dos propósitos e dos ideais burgueses) senão fazer o que o Edgar Morin sugere: utilizar a força bruta contra ele e os da sua (dele) laia — porque a desonestidade intelectual (o intelectual, esse típico representante da burguesia) é de tal forma monstruosa que se torna impossível combatê-la com meros argumentos racionais.

Quinta-feira, 31 Janeiro 2019

O Bloco de Esquerda é um partido político inimigo do Estado de Direito

Filed under: Bloco de Esquerda,feminazismo,feminismo,marxismo cultural — O. Braga @ 8:29 pm

 

Uma das características do Estado de Direito é a presunção de inocência — a pessoa é inocente até eventual prova em contrário transitada em julgado; mas é exactamente a presunção de inocência que o Bloco de Esquerda pretende ver eliminada do ordenamento jurídico português.

“(…) a deputada do Bloco, Sandra Cunha, cuja bancada fez descer sem votação a sua proposta para alterar a tipificação do crime de violação de modo a incluir nele qualquer acto sexual sem consentimento da vítima (…)”

Deputadas esgrimem argumentos sobre quem é mais contra a violência de género (ver aqui ficheiro PDF)


Para o Bloco de Esquerda, basta que uma mulher aponte o dedo a um homem (que pode até ser o homem com quem vive, ou tem vivido em união -de-facto, ou mesmo casada) e afirmar que foi violada por ele, para que a presunção de inocência não se aplique a esse homem. Deixemo-nos de tretas: é isto que o Bloco de Esquerda pretende.

O que se pretende é criminalizar ontologicamente o macho: o homem padece de um pecado original que é o de ter nascido com pénis.

O Bloco de Esquerda diz que “é necessário alterar a lei para garantir que a violação é um acto de violência em si”.

O que o Bloco de Esquerda pretende dizer com isto é que a presunção de inocência deve ser retirada ao homem (pelo facto de ser homem) — porque, de outro modo, a não faz qualquer sentido o conceito de “garantir que a violação é um acto de violência em si”, porque o crime de violação já existe no Código Penal com pena de prisão de 3 a 10 anos.

Mas o Bloco de Esquerda pretende ir mais longe : criminalizar o pretenso e alegado acto sexual conjugal a pedido da mulher — dar total liberdade à mulher para cilindrar a presunção de inocência do homem, e assim tramar um homem sempre que ela quiser; trata-se de conceder à mulher a possibilidade da perpetrar um acto gratuito (total isenção da presunção de inocência) judicialmente protegido contra qualquer homem, e sempre que ela quiser.

Vemos neste vídeo, em baixo, o ideal do macho segundo o Bloco de Esquerda : o futuro do homem português: os “camarados” do Bloco, depois de serem libertados da “masculinidade tóxica” e do “privilégio branco”.

 

Quando o Bloco de Esquerda defende o fim da presunção de inocência por uma questão política de engenharia cultural e social, o Bloco de Esquerda justifica automaticamente qualquer acto de violência contra os seus deputados e militantes.

O Bloco de Esquerda e os seus militantes passam a ser alvos legítimos de violência, em uma lógica de auto-defesa contra uma lei injusta que criminaliza o homem mediante um acto gratuito ou capricho político feminista.

Segunda-feira, 28 Janeiro 2019

Não se trata de racismo; trata-se de factos comprovados pela ciência mas negados pela ideologia dominante

Filed under: Bloco de Esquerda,imigração,Racismo — O. Braga @ 7:19 pm

 

“O racista exaspera-se porque suspeita, em segredo, que as raças são todas iguais; o anti-racista exaspera-se também, porque em segredo suspeita que as raças não são todas iguais”.

Nicolás Gómez Dávila


E ambos acabam por ter alguma razão: as raças não são todas iguais (como suspeita o anti-racista), mas a dignidade ontológica (dos indivíduos de todas as raças) é igual.

catarina-martins-neanderthal-webMas a igualdade ontológica dos indivíduos (independentemente da raça ou etnia) não autoriza que se defenda o fim do Estado-Nação e a abolição das fronteiras nacionais — como defendem simultaneamente (em uma aliança contra-natura) os neoliberais (em Portugal chamam-se “liberais”) e os trotskistas. Les bons esprits se rencontrent…

Por outro lado, afirmar que “as raças são todas iguais” (ou que “os indivíduos de todas as raças são iguais entre si”) é não só cientificamente falso (demonstrável através da estatística), como é uma falsidade auto-evidente que não precisa sequer da ciência para ser demonstrada.

Por exemplo, se nós dissermos que a ciência demonstrou (através da estatística) que o QI médio dos asiáticos (chineses ou japoneses) é superior ao QI médio dos europeus do norte (alemães, suecos, e ingleses, por exemplo) — a Esquerda europeia aceita pacificamente este facto (porque é um facto “contra os europeus”).

Mas se nós dissermos que o QI médio dos africanos oriundos da África sub-sariana é inferior a 80, então temos o Bloco de Esquerda, o Mamadou Ba e o Henrique Pereira dos Santos (outro com três nomes!) a chamar-nos de “racistas” — ou seja, os factos (cientificamente comprovados!) são negados em nome da ideologia marxista cultural, e porque “o discurso do PNR é troglodita” (que é uma forma que a “direitinha” do CDS da Assunção Cristas encontrou para se alinhar com o Bloco de Esquerda na narrativa marxista cultural).

Alguém em França afirmou recentemente que “O SOS BALEIAS serve para salvar as baleias; e o SOS RACISMO serve para salvar o racismo”.

Por alguma razão, nos Estados Unidos, um cidadão com o QI inferior ou igual a 83 (cerca de 10% da população americana) não pode ser admitido nas Forças Armadas. Ou seja, se considerarmos a média do QI africano sub-sariano, a maioria deles não poderia ser admitida na tropa americana. Isto são factos; não é treta politicamente correcta do CDS da Assunção Cristas.

Se é verdade que um indivíduo com um QI de 80, por exemplo, é ontologicamente igual a um outro indivíduo qualquer, este facto (esta igualdade ontológica) não lhe dá privilégios que obliterem o mérito (como defende o politicamente correcto) e que transformem uma minoria no paradigma da Curva de Bell que submeta o mérito à mediocridade (como defende o Bloco de Esquerda).

Não se trata de racismo; trata-se de factos comprovados pela ciência, mas negados pela ideologia dominante na nossa cultural actual.

Sexta-feira, 25 Janeiro 2019

Com o Bloco de Esquerda no Poder, vamos entrar na “etapa fraternal” do processo democrático

Filed under: Bloco de Esquerda,ideologia de género — O. Braga @ 6:19 pm

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para desnaturalizar a desigualdade de género.”

        → Copiado daqui (texto de um estafermo do Bloco de Esquerda).


1/

“Aquele que reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que os melhores dotados sejam penalizados”
→ Nicolás Gómez Dávila.

É inevitável; e é um dos problemas do liberalismo (por exemplo, o dos Insurgentes): na defesa da igualdade de oportunidades, mais cedo ou tarde, o liberal acaba sempre por sacrificar o mérito e a justiça no altar da igualdade.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais iguais, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

A igualdade é a condição psicológica prévia das grandes matanças científicas e friamente justificadas que ocorreram na modernidade — incluindo a matança mais ignóbil que podemos conceber, que é a matança de pessoas que não se podem defender, como é o assassínio de crianças não-nascidas e a eutanásia de idosos.

Assim se justifica o artigo rebuscado do Insurgente em causa.

2/

Reparem no termo: desnaturalizar a desigualdade de género”. O termo está no negativo: desnaturalizar a desigualdade”; e poderíamos dizer o mesmo no positivo: “naturalizar a igualdade”.

O estafermo do Bloco de Esquerda poderia ter escrito:

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para naturalizar a igualdade de género.”

Ora, “naturalizar a igualdade” é sinónimo de “impôr a igualdade à Natureza” — o que não é apenas utopia: é estupidez; ou então é psicose (interpretação delirante). É a negação da experiência humana. É como se olhássemos paras coisas e negássemos a sua existência.

A postura do estafermo do Bloco de Esquerda é anti-científica, no sentido de ser anti-empirista. A experiência mostra-nos que o conceito de “naturalização da igualdade” é absurdo.

3/

Estou hoje convencido de que o conceito de “igualdade de oportunidades” acaba por conduzir (através do processo democrático) ao conceito de “igualdade social” (ou igualdade de rendimentos).

O processo democrático cumpre-se em três etapas:

  • a etapa liberal, que esteve na origem dos marxistas;
  • a etapa igualitarista, que funda a URSS e que esteve na origem da nova Esquerda caviar e identitária (de tipo Bloco de Esquerda);
  • e a etapa fraternal, a dos drogados e/ou alienados sociais (que votam no Bloco de Esquerda) que copulam em amontoados colectivos citadinos insalubres (tipo bairro da Jamaica).

Quarta-feira, 23 Janeiro 2019

O que hoje provavelmente se avizinha é a contra-revolução

Quando a extrema-esquerda é colocada no centro político — quando a extrema-esquerda é branqueada por gente como, por exemplo, o José Pacheco Pereira que terá que ser responsabilizado por isso —, deixa de ser “extrema-esquerda”: pois se o Bloco de Esquerda é já considerado parte do “centro político” de que faz parte o Partido Socialista, segue-se que (alegadamente) não faz sentido dizer do B.E. que é de “extrema-esquerda”.

Mas, por outro lado, a Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda, não sendo de “extrema-esquerda”, é da “Esquerda radical”. Tudo uma questão de semântica. Hoje a política é feita à custa da semântica — à custa das palavras que escondem as acções (ler este artigo).

Por este andar, o MRPP do Arnaldo Matos irá ser considerado um “partido centrista”; e o PSD de Rui Rio passará a ser a “direita ultramontana e fascista”.

O Bloco de Esquerda é um partido gramsciano; disso não há quaisquer dúvidas.

A estratégia de acção política do Bloco de Esquerda tem (actualmente) como esteio as teses de Gramsci de demolição sistemática da cultura ocidental — e sem deixar impressões digitais!. E quem disser de Gramsci que este não foi de “extrema-esquerda”, é um idiota chapado.

O branqueamento ideológico e político que determinada gente (como por exemplo, o António Costa, o José Pacheco Pereira e o Rui Rio) está a fazer ao Bloco de Esquerda, vai custar muito caro ao país: desde logo, vai legitimar a sustentação política crescente e o fortalecimento daquilo a que o Bloco de Esquerda (e o Partido Socialista de António Costa) chamam hoje de “extrema-direita”: o que hoje provavelmente se avizinha não é um terror revolucionário clássico, mas antes um terror contra-revolucionário implantado por revolucionários aziados e enojados.

Segunda-feira, 14 Janeiro 2019

O paralamento português é unânime: a Terra é redonda

 

O parlamento aprovou esta sexta-feira, 11 de Janeiro, por unanimidade, os projectos de lei de Bloco de Esquerda (BE) e partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) que definem que o sexo sem consentimento seja considerado crime de violação”.

E quem pense (basta pensar!) que a Terra não é redonda, incorre em crime de pensamento.

E basta que uma esposa (subjectivamente) se queixe à polícia de que o seu marido a “violou” na intimidade da cama de casal, para que o desgraçado do homem passe a ser criminoso — já não basta a legalização do divórcio unilateral e “na hora”: há que criminalizar o sexo conjugal.

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