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Quarta-feira, 26 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela

Filed under: Bloco de Esquerda,marxismo,venezuelização — O. Braga @ 6:24 pm

 

Há pelo menos duas características que permitem classificar o esquerdista/marxista como “estúpido”:

1/ a negação da importância do mercado na economia;

2/ a negação da validade do princípio de Pareto na economia (como em tudo, na vida).

É o caso dos militantes do Bloco de Esquerda: gente mais estúpida não pode haver; mas são eles que governam este país.

O Bloco de Esquerda quer que empresas com mais de 10 trabalhadores passem a divulgar as assimetrias salariais. A ideia é fixar um leque entre salários mais baixos e os mais altos e penalizar empresas que não cumpram”.

O caminho que Portugal está a trilhar — quando se permite que o Bloco de Esquerda chegue à governança — é a da venezuelização. O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela.

Já não lhes basta que exista um salário mínimo (eu sou contra: os países com melhor nível de vida não têm salário mínimo): querem também estipular salários máximos. O comunista é um invejoso, por sua própria natureza; vive exclusivamente para manifestar inveja sobre o que os outros conquistam com o seu trabalho. O comunista faz da inveja o valor pelo qual orienta a sua vida.

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Terça-feira, 25 Setembro 2018

As 5 características principais do Totalitarismo de Veludo que começamos a sentir em Portugal

 

1/ leis opacas de difícil entendimento, ou de interpretação ambígua e ambivalente, insuficientemente objectivas em relação às punições respectivas; politização da justiça;

2/ presença de comissários políticos que se infiltram em todos os níveis da sociedade, e intelectualmente pouco qualificados (por exemplo, alguns jornalistas — como Daniel Oliveira ou Fernanda Câncio — operam, na prática, como comissários políticos do Totalitarismo de Veludo);

3/ ética definida pelo estatuto da pessoa — por exemplo, o homem branco heterossexual e cristão é um alvo preferencial de perseguição política.

4/ medo da discussão pública de assuntos controversos mas fundamentais (a “espiral do silêncio”) — um medo difuso que atravessa a sociedade e impede o contraditório público e real.

5/ demonização da dissidência ideológica e política (“quem não é por mim, é contra mim”); o Totalitarismo de Veludo não só não admite dissidentes, mas também não faz prisioneiros: a dissidência é constantemente fabricada para alimentar a voragem do puritanismo ideológico.

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Segunda-feira, 24 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda e os seus sequazes estão a ir longe demais. Tenham cuidado!

 

« Todos sabemos do caso “para maiores de 18” que Serralves instalou numa sala com algumas das fotografias feitas precisamente por Mapplethorpe.

É sábio o comentário que um ex-director de Serralves (entre 2003 e 2012), João Fernandes, fez ao Público, ao considerar a decisão censória um uso indevido pela parte do museu: ”Trata-se, simplesmente, de uma questão de cidadania, de direitos cívicos. O pai ou a mãe de um menor devem ter o direito de levar os filhos a qualquer exposição, de decidir com eles a que imagens vão expô-los, que imagens querem discutir. Não deve ser o museu – não pode ser o museu – a decidir por eles, O que um adolescente viu nesta exposição é mais explícito do que viu já, sem filtro, na Internet ou na televisão?” Evidentemente. »

Francisco Santos


O argumento do senhor Santos (e quiçá do Bloco de Esquerda) é o seguinte: os pais das crianças é que sabem que “conteúdos culturais” que os seus filhos podem ver.

Mas só às vezes!, quando convém à extrema-esquerda !

Noutras vezes, por exemplo, na escola, é o Estado que sabe o que as crianças podem ver e aprender, e tudo à revelia dos respectivos pais. Ou seja, segundo o Santos, os pais só mandam nas crianças quando convém a uma determinada agenda política da Esquerda radical.

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Para se perceber o assunto deste verbete, há que ler, em primeiro lugar, o seguinte artigo no Observador : Polémica em Serralves: chovem críticas à administração do museu.

Desde logo, o artigo referido contém informação falsa — porque de facto não houve qualquer censura em relação aos artigos a expor.

Segundo ouvi na TSF e noutras estações de rádio, o critério de selecção das obras (por parte do estafermo João Brito) a expôr não foi sujeito a qualquer tipo censura. O que aconteceu foi que, dado o cariz sexualmente explícito das fotografias expostas, a administração da Fundação de Serralves entendeu que as ditas fotos seriam expostas em uma sala reservada; e é a isto que os filhos-de-puta do Bloco de Esquerda chamam de “censura”.

Portanto, é falso que a administração da Fundação de Serralves tenha retirado / censurado fotos de “conteúdo explícito”— como diz o artigo do Observador. O que chateou o Bloco de Esquerda e os seus sequazes foi a escolha de uma sala reservada para a exposição:

« João Ribas tinha sido citado a 14 de Setembro pelo Público, dizendo que a mostra não teria “qualquer tipo de restrição a visitantes de acordo com a faixa etária”, porque “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras.” »

A ideia segundo a qual “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras”, é um absurdo! — porque se parte do princípio de que uma criança é o mesmo que um adulto. Qualquer pessoa com bom-senso percebe que uma criança não é o mesmo que um adulto!

O que está em causa aqui — com a “indignação” do Santos, do Brito, e do Bloco de Esquerda — é a nova causa fracturante do Bloco de Esquerda:

1/ o abaixamento da idade de consentimento sexual para os 10 ou 11 anos, em uma primeira fase;

2/ numa fase seguinte, a descriminalização da pedofilia.

É isto que está em causa. É isto que o Bloco de Esquerda quer. E para conseguir isto, o Bloco de Esquerda não olha a quaisquer meios.


A transformação da pornografia em “arte para todas as faixas etárias”, ou seja, em Cultura, tem o objectivo de promoção da pedofilia como “orientação sexual”. O que se pretende é a deslocação da Janela de Overton no sentido da permissão legal do sexo entre adultos e crianças. É isto que o Bloco de Esquerda pretende.

Por isso é que a comparação que o Santos faz entre “pornografia na Internet”, por um lado, e “pornografia em um museu”, por outro lado, é absolutamente estúpida — porque a pornografia exibida em um museu (como o da Fundação de Serralves) é avalizada e valorizada como sendo um conteúdo cultural de primeira grandeza, e não já o conteúdo cultural bas-fond e eticamente desprezível da pornografia na Internet. Só um estúpido como o senhor Santos não consegue ver a diferença.

Sexta-feira, 21 Setembro 2018

Os portugueses que votaram em Marcelo Rebelo de Sousa devem estar envergonhados

 

“Primeiro, mostraram vontade. Depois, fingiram recuar, por entre notícias contraditórias. Finalmente, na noite das facas longas do regime, deram o golpe, e despediram a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal. Atreveram-se mesmo.”

Eles atreveram-se

emplastro de lisboa web

Quarta-feira, 8 Agosto 2018

O Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos da Revolução Francesa

 

Uma senhora, de seu nome Sofia Guedes, escreveu um artigo publicado no Observador com o título “Os ‘novos direitos humanos’ e a identidade portuguesa”. Aconselho a leitura.

O artigo tem uma linguagem acessível ao público em geral, e isso é uma virtude; fala-nos de uma agenda política tenebrosa que tem origem no Bloco de Esquerda mas que já contaminou o Partido Socialista de António Costa, e que ameaça já também contaminar o PSD de Rui Rio. O CDS de Assunção Cristas vem a seguir (Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita).

Caro leitor: quando as ciências da natureza são negadas pela política, já entramos (sem darmos conta) pelo totalitarismo adentro.

Não vale a pena escondermos a cabeça na areia, para não vermos a realidade. Se é verdade que as Ciências da Natureza não devem expressamente determinar a ética e a política, também é verdade que a ética tem que ter em devida conta as conclusões das Ciências da Natureza.

O que se está a passar com o movimento totalitário oriundo do Bloco de Esquerda (e que contaminou o Partido Socialista de António Costa através de “submarinos radicais”, como é o caso da Isabel Moreira) é que as conclusões das Ciências da Natureza são negadas — e isto em nome de uma determinada ideologia extremamente destrutiva que, em nome da defesa de “direitos individuais”, baseia-se na promoção política da atomização dos cidadãos face ao Estado.

Diz a Sofia Guedes:

“Através da defesa do individualismo promove ideias contra a mulher, o homem e a família e, em vez disso, apresenta, o direito a todo o tipo de liberdades, inclusive a transsexualidade. Usa uma arma invisível que injecta “veneno” no corpo e na alma dos seres humanos, deste mundo dito civilizado. Injecta devagarinho, sem dor aparente e de forma sistemática”.

No Bloco de Esquerda, a defesa do “individualismo” não é um fim em si mesmo: antes, é um meio para anular (no fim do processo político) esse mesmo individualismo que o BE diz defender.

jacobinos-webA perversão imensa da agenda política totalitária do Bloco de Esquerda é a de que utiliza uma pretensa “defesa dos direitos do indivíduo” — através de uma estratégia política de isolamento extremo do indivíduo face a um Estado todo-poderoso, Estado esse tornado plenipotenciário — para retirar a liberdade ao indivíduo, embora no fim do processo político.

Neste sentido, podemos dizer que o Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos (da Revolução Francesa).

Tal como os jacobinos fizeram, o Bloco de Esquerda manipula a ciência e transforma-a em ideologia (cientismo).

À semelhança dos jacobinos, o Bloco de Esquerda utiliza o conceito rosseauniano de "Vontade Geral" para atropelar a democracia sempre que seja possível, fazendo com que as decisões políticas capitais sejam tomadas nos corredores do Poder e longe dos olhos do povo (ao mesmo tempo que os dirigentes do Bloco de Esquerda enchem as bocas deles com os “direitos do povo”).

Tal como os jacobinos — que, por um lado diziam defender os Direitos do Homem (os direitos do indivíduo), mas por outro lado mataram mais pessoas (ditas por eles que eram “heréticas”) em apenas em um mês e só em França, do que Inquisição da Igreja Católica em toda a Idade Média e em toda a Europa — o Bloco de Esquerda é o superlativo absoluto simples da fraude política e ideológica que está a minar e a destruir a nossa sociedade, e sem deixar impressões digitais.


Mas o problema não se confina ao Bloco de Esquerda. Temos que nos interrogar, por exemplo, por que razão o canal de televisão privado de Pinto Balsemão (fundador do PSD), a SIC, dá tanta atenção à propaganda política do Bloco de Esquerda.

¿Qual é a ligação ideológica entre Pinto Balsemão e a SIC, por um lado, e o Bloco de Esquerda, por outro lado?

Pinto Balsemão foi, até há pouco tempo, o representante oficial do Grupo de Bilderberg em Portugal.

¿Qual é a ligação entre o Grupo de Bilderberg, por um lado, e, por outro lado, partidos políticos trotskistas do tipo do Bloco de Esquerda?

¿Qual é a ligação e identificação ideológica entre o Trotskismo e o globalismo plutocrático?

O estudo da vida de personagens políticas como (por exemplo) James Burnham pode ajudar o leitor a compreender melhor a aliança tácita entre o Trotskismo e a plutocracia globalista, entre o Bloco de Esquerda e George Soros. Não é “teoria da conspiração”: são factos.

Quarta-feira, 25 Julho 2018

Nancy Fraser e Catarina Martins

Filed under: Bloco de Esquerda,Catarina Martins,Esquerda,Nancy Fraser — O. Braga @ 6:48 am

 

O marxismo (socialismo) não tem qualquer hipótese de vingar em qualquer tipo de sociedade, por duas razões principais:

  1. não considera a verdadeira importância do mercado;
  2. ignora a aplicação do Princípio de Pareto e da Lei Natural.


O Princípio de Pareto, baseado na observação empírica da realidade, constata que (grosso modo) 80% dos efeitos derivam de 20% de causas.

Wilfredo Pareto constatou, por exemplo, que 80% das terras em Itália pertenciam a 20% da população; ou que apenas 20% das ervilheiras do seu jardim continham 80% das ervilhas.

Hoje sabemos empiricamente, por exemplo, que 80% das vendas de uma empresa são realizadas em 20% dos clientes. Ou que 80% das reclamações recebidas em um empresa vêm de 20% dos clientes; ou que 80% da produtividade de uma empresa têm origem em 20% dos empregados; ou que 80% das vendas de uma empresa são realizadas por apenas 20% dos vendedores.

A dinâmica da economia (em qualquer tipo de organização social) conduz inexoravelmente à concentração de riqueza (não há volta a dar a isto!); mas, em um sistema político socialista — para além da subversão do mercado que origina uma economia paralela — é muito mais difícil retirar à elite socialista a sua parte da concentração da riqueza: verificamos isso mesmo com Fidel Castro (ou mesmo com Nicolas Maduro, na Venezuela), que foi um dos homens mais ricos do mundo e sem que existisse qualquer possibilidade política de o Estado cubano interferir com a sua acumulação de riqueza.

O socialismo não acaba com os ricos: apenas acaba com os ricos decentes.


Uma figura que não devemos ignorar é a de Nancy Fraser — a nova coqueluche da Esquerda Caviar: já ouvi e li, várias vezes, a Catarina Martins referir-se a Nancy Fraser. Contudo, o discurso ideológico de Nancy Fraser não coincide com o discurso político do Bloco de Esquerda em particular, e o da Esquerda em geral.

Não devemos ignorar Nancy Fraser, não porque ela tenha algum valor especial e assinalável, mas antes porque ela está na moda. Em política, as modas têm que ser analisadas seriamente. Como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Nas Ciências da Natureza, onde impera o princípio da falsificabilidade, arquivam-se apenas os erros; nas ciências humanas, onde impera a moda, arquivam-se também os acertos”. Ou ainda: “A moda adopta filosofias que se esquivam cautelosamente dos problemas”.


Nancy Fraser aparece com um neologismo: o de “Neoliberalismo Progressista”. Podemos ver esse conceito — o de Neoliberalismo Progressista — nesta entrevista de Nancy Fraser, traduzida para o castelhano.

catarina-martins-neanderthal-webSegundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista é uma espécie de associação do Rui Rio + Assunção Cristas, com um caldinho de António Costa e José Sócrates: também está na moda; mas segundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista tem os dias contados com o advento de uma nova forma de populismo, que se espelha em Donald Trump, em Marine Le Pen, no Brexit, em Matteo Salvini, na Polónia, na Hungria, república Checa, etc.. Mas, segundo Nancy Fraser, o populismo não é mau de todo! (ao contrário do que diz a Catarina Martins e o José Pacheco Pereira, entre outras luminárias), porque é (alegadamente) uma manifestação política de afrontamento ao Neoliberalismo Progressista.

O Neoliberalismo Progressista é “assim a modos que” uma espécie de neoliberalismo clássico (globalismo, deslocalização das economias ocidentais, o “livre comércio” que é tudo menos livre, etc.) ao qual foi adicionado uma carrada de direitos de braguilha.

É assim que, por exemplo, a Assunção Cristas está orgulhosa por o Adolfo Mesquita Nunes ter assumido fanchona- e publicamente os seus direitos de braguilha, está orgulhosa das quotas para mulheres na gestão de empresas; ou que o Rui Rio ou o António Costa defendem a adopção de crianças por pares de invertidos.

O Neoliberalismo Progressista pega na ideologia identitária da Esquerda gramsciana (leia-se, Bloco de Esquerda), e adapta-a ao seu próprio programa ideológico — o que tem conduzido a uma radicalização progressiva do Bloco de Esquerda que tenta desmarcar-se do programa cultural do Neoliberalismo Progressista.

E à medida que o Bloco de Esquerda radicaliza à esquerda, os partidos da agenda do Neoliberalismo Progressista (Bilderberg + Pinto Balsemão + Durão Barroso, António Costa, Rui Rio, e mesmo a Assunção Cristas) vão também adoptando políticas culturais radicalizadas, como por exemplo a legalização da eutanásia. Se a Catarina Martins um dia defender a reintrodução legal da pena-de-morte, é certo que Rui Rio e a Assunção Cristas irão atrás dela.

A Nancy Fraser não é adepta da política identitária (da Esquerda marxista cultural) como estratégia principal da Esquerda — porque ela já viu que o Neoliberalismo Progressista tem vindo a substituir a Esquerda marxista cultural (por exemplo, com George Soros, Hillary Clinton, Obama, os plutocratas americanos em geral, etc.).

“En este contexto, una porción significativa de lo que podría haber sido la izquierda se ha pasado al liberalismo. Sólo hay que pensar en el feminismo liberal, el antirracismo liberal, el multiculturalismo liberal, el “capitalismo verde” y demás. Estas son hoy las corrientes dominantes de los nuevos movimientos sociales cuyos orígenes eran, si no directamente de izquierdas, al menos izquierdistas o proto-izquierdistas. Hoy, sin embargo, carecen de la más mínima idea de una transformación estructural o de una economía política alternativa. Lejos de tratar de abolir la jerarquía social, toda su postura tiene como objetivo conseguir que más mujeres, gais y personas de color entren en las élites. Por supuesto en los EUA pero también en otros lugares, la izquierda ha sido colonizada por el liberalismo”.

Ora cá está o epitáfio da Catarina Martins, decretado pela Nancy Fraser. Ademais, Nancy Fraser também não subscreve a estratégia ortodoxa do Partido Comunista da “nacionalização dos meios de produção”.

Em alternativa à política identitária do Bloco de Esquerda e à ortodoxia económica marxista do Partido Comunista, Nancy Fraser defende a aplicação do conceito vago de “reformas não reformistas”, segundo a ideia de André Gorz.

Porém, não existe sequer uma noção do que sejam as “reformas não reformistas” : é apenas um conceito, e muito lato e vago. É um conceito ideológico e intelectual do nosso Zeitgeist (e o intelectual não é aquele que pensa: é aquele que opina); e cada época baptiza absolutamente a sua anedota ideológica, como é o caso actual do conceito de “reformas não reformistas”.

Segunda-feira, 23 Julho 2018

O Bloco de Esquerda e o trabalho reprodutivo

 

Chamaram-me à atenção para esta espécie de texto, cujos factos relatados são irremediavelmente falsos. Porém, toda a ideologia tem direito a manipular os factos e a falsear a realidade. E o Bloco de Esquerda não foge à regra.

O que é chocante, no referido textículo, é o conceito de “trabalho reprodutivo”: o termo é de uma crueza inaudita. O Bloco de Esquerda considera como sendo “trabalho” (no sentido económico moderno) o acto de parir e de criar um ser humano. Se isto não fosse sério, seria histriónico. E depois vem o Bloco de Esquerda para a praça pública dizer que defende a natalidade…

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

A redução de toda a actividade humana a “trabalho”, é assustadora; é semelhante ao conceito neoliberal de “não há almoços grátis” do “católico” João César das Neves (tão católico que ele é, que até anda caladinho acerca da acção política do papa Chico).

Segundo os modernos (que incluem a Catarina Martins e o João César das Neves), o objectivo do trabalho (que vem do latim “tripalium”, um instrumento de coacção através do qual se prendia o gado) é a transformação da Natureza num sentido útil para o Homem, tendo em vista as suas necessidades. Ou seja, o que não é útil, não é trabalho (e por isso é que “não há almoços grátis”); e, assim sendo, o acto de parir e de criar uma criança passa a ser considerado “útil” pelo Bloco de Esquerda, e é neste contexto que este partido diz “defender a natalidade”.

Porém, assim como há actividades remuneradas às quais é difícil chamar “trabalho”, assim há actividades desinteressadas cuja motivação principal reside no prazer que nos proporcionam. Desta forma, é possível distinguir as actividades socialmente úteis, e chamar de “trabalho” apenas aquelas que estão associadas à produção de bens e serviços necessários à vida; e, que eu saiba, um ser humano não é um “bem e serviço”, nem a sua mãe é uma “parideira industrial”.

A mundividência oficial do Bloco de Esquerda é de tal forma repulsiva que me causa náuseas.

Essa mundividência oficial do Bloco de Esquerda reflecte-se no conceito de “totalitarismo”, segundo Hannah Arendt no seu livro “Entre o Passado e o Futuro” (editora Relógio D’ Água, 2006, páginas 110 a 118).

Segundo a experiência da Hannah Arendt, o sistema totalitário difere do clássico autoritarismo político (por exemplo, o Salazarismo) porque se constrói (analogamente) através do chamado “sistema da cebola”: a liderança e o seu núcleo político encontra-se no centro da “cebola” que tem várias camadas até à superfície táctil.

A acção política da liderança e do núcleo duro do sistema totalitário é iniciada a partir de centro da organização para o exterior, e não a partir de cima para baixo como acontece no autoritarismo que tem uma estrutura piramidal e cujo poder do líder autoritarista é justificado por uma realidade que transcende a própria sociedade (Deus).

As camadas intermédias da “cebola” totalitária consistem em uma extraordinária diversidade de partes legais e clandestinas do movimento totalitário que se entre-cruzam e se intercomunicam ― organizações do partido, membros de um ou de mais partidos com idêntica sensibilidade política, sindicatos e agremiações profissionais, as formações da elite política e a máquina do Estado que inclui organizações policiais e para-policiais, etc., ― que estão relacionadas de tal modo entre si, que cada um desses centros de poder ou dessas organizações formam uma “fachada numa direcção”, e o “centro noutra direcção”.

Isto significa que o papel “do mundo exterior normalíssimo e corriqueiro do dia-a-dia do partido” é desempenhado por uma das faces, o que dá ao Bloco de Esquerda uma aparência pública vulgar e normal, e até relativamente consentânea com a generalidade dos conceitos do senso-comum ― enquanto que noutra face e/ou nas camadas mais inferiores, o radicalismo extremo vai aumentando à medida que se aproxima do centro da “cebola”. Esse radicalismo bloquista pretende a mudança revolucionária da natureza do ser humano por intermédio de engenharias sociais.

É neste contexto que devemos entender o conceito bloquista de “trabalho reprodutivo”.


Segundo a mesma Hannah Arendt, poderíamos também assumir a distinção de Aristóteles entre “teoria” (especulação), “práxis” (acção), e “poiesis” (fabricação, trabalho): nesta perspectiva, o trabalho seria a actividade humana mais próxima da animalidade, da necessidade biológica em virtude da sua finalidade consistir em satisfazer as nossas necessidades; nesta perspectiva, a lei do trabalho é a reprodução indefinida de objectos e dos actos consumados para os reproduzir, a repetição monótona do ciclo produção-consumo. Esta visão do trabalho está bastante próxima da visão de Karl Marx, segundo a qual “o trabalho é o resultado de um projecto consciente e voluntário, dado que a actividade animal é instintiva”.

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

Terça-feira, 17 Julho 2018

João Semedo não faz falta ao país

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,João Semedo,Partido Comunista — O. Braga @ 6:23 pm

 

Poderá fazer falta aos amigos dele; mas não faz falta nem à política nem ao país.

Um indivíduo que, na política, defendeu a legalização e liberalização do aborto, e a legalização da eutanásia, não faz cá falta nenhuma.

Foi-se em boa hora, embora pudesse ter ido mais cedo; e mais: para quem defendeu o aborto, talvez tivesse sido bom para toda a sociedade que a mãe dele o tivesse abortado.

Que a terra lhe pese como chumbo!

Sábado, 16 Junho 2018

Timor : um recado ao Bloco de Esquerda

Filed under: Bloco de Esquerda,Timor — O. Braga @ 9:26 am

 

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Segunda-feira, 11 Junho 2018

Só lhes falta o sumiço de Portugal

 

A Esquerda marxista tem vindo a destruir o nosso país com um desvelo extraordinário — como se a extinção da nação portuguesa fosse um desígnio amoroso protagonizado zelosamente por uma classe de luminárias que assume publicamente o controlo da verdade histórica.

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Em contraponto à estupidez da Catarina Martins, aconselho a leitura deste texto da autoria de Hugo Dantas, de que passo aqui um excerto:

“A história da expansão ultramarina de Portugal, como um todo e nas suas partes, tem sido objecto destes múltiplos métodos de ocultar e deformar a verdade histórica. Mais recentemente, aproveitando o ímpeto projectado desde o estrangeiro, a historiografia anti-Portuguesa tem-se empenhado em reduzir a história da Expansão e do Império ao tráfico negreiro, aos abusos praticados sobre os nativos americanos e africanos, às razias e à guerra.

Ainda que quaisquer alegações relacionadas com estes eventos, em si mesmas, sejam verdadeiras, e em muitos casos não o são, a exposição que com eles se constrói da história de Portugal é falsa. Excluídos ficam os decisivos contributos de Portugal para o progresso da Humanidade: a vitória sobre a distância, a fundação de um verdadeiro mercado mundial, a difusão de tecnologia, a revolução alimentar… Em suma, o pioneirismo na globalização, a tomada da posse da Terra pela Humanidade, dos quais todos, hoje, em maior ou menor grau, gozamos os frutos, desconhecidos dos antigos durante milénios”.


O que mais me incomoda, na Esquerda, é a certeza do futuro — como se a História já tivesse sido testada em laboratório e categorizada através de estatísticas: trata-se de uma visão determinista da História e da Realidade, em que não há espaço de liberdade senão para a casta de iluminados que pretende determinar arbitrariamente o nosso destino e o da História. Existe um fanatismo nessa “certeza do futuro”; um fanatismo da mesma índole da dos Maomerdas, por exemplo, que anunciam que “o mundo será islâmico”.

 

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O que move a Esquerda é uma espécie de religião imanente e monista.


Cada um tem direito às suas taras e manias; e a Catarina Martins tem todo o direito de pensar que a História de Portugal é uma merda.

Mas quando a vejo muito próxima do Poder do Estado, através da muleta do execrável monhé António Costa (coadjuvado ideologicamente pelo sinistro José Pacheco Pereira), o caso muda de figura. Por analogia: eu não me importaria que Hitler tivesse existido como um qualquer cidadão alemão: o que me importa é que ele tivesse assumido o Poder do Estado alemão. Portanto, há que afastar o Bloco de Esquerda do Poder a todo o custo.


A estupidez da Catarina Martins revela-se na contradição de quem defende o multiculturalismo e a chamada “diversidade”, por um lado, e por outro lado de quem nega e denuncia as causas dessa “diversidade” e do multiculturalismo.

Seria como se eu fizesse aqui a apologia do valor gastronómico do presunto “Pata Negra”, e simultaneamente fosse contra a morte do porco (salvo seja). Não é logicamente possível que eu defenda as virtudes do sabor do porco ibérico e, ao mesmo tempo, diga que não devíamos ter morto o porco.

Analogamente, a Catarina Martins é estúpida porque o ideário dela (ou o ideal dela) coincide com a própria negação desse ideal — porque se não existisse colonialismo e escravatura, não existiria (por exemplo) o Brasil, pura e simplesmente! E não seria possível a política identitária do Bloco de Esquerda.

Portanto, já vimos que a criatura é estúpida; mas é muito perigosa, exactamente porque não tem quaisquer filtros psíquicos e intelectuais para a estupidez que alardeia. Porém, a Catarina Martins apenas segue a estupidez alheia que está na moda, por exemplo aquela da “filósofa” Nancy Fraser (de que falarei noutra ocasião) ou de políticos como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (de que dizem ser um filho-de-puta do Fidel Castro).

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Domingo, 13 Maio 2018

O politicamente correcto mata

 

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Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

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A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

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