perspectivas

Domingo, 29 Março 2020

O que disse o comunista Daniel Oliveira acerca de Jair Bolsonaro

Filed under: Bloco de Esquerda,Daniel Oliveira — O. Braga @ 5:12 pm
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É inacreditável como o comunista Daniel Oliveira continua a ser patrocinado pelo globalista (e Bilderberger) Pinto Balsemão que é, por sinal, o fundador do Partido Social Democrata.

No vídeo abaixo e em directo num programa da SICn, o referido comuna afirmou que “não lamentaremos morte de Bolsonaro por Coronavirus”.

Há coisas que podemos dizer num blogue, como é o meu caso; mas será difícil justificar que se digam num programa de televisão com audiência nacional.

Eu defendo aqui veementemente a ideia segundo a qual – à semelhança de milhões de portugueses — eu não lamentaria a morte do Daniel Oliveira, por Coronavirus ou por outra razão qualquer; e vou mais longe: eu até patrocinaria a morte dele, e contribuiria activamente para as festividades fúnebres que se seguissem a um tão fausto acontecimento.

Quinta-feira, 26 Março 2020

Esta gente tem que ser erradicada / eliminada de Portugal #BlocoDeEsquerda

Filed under: Bloco de Esquerda — O. Braga @ 8:29 pm

Esta gente é parte activa do governo de António Costa; esta gente contribui decisivamente para a feitura das leis de Portugal.

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Quando os idosos com covid19, provenientes de lares de terceira idade, são enviados para o hospital militar do Porto (que tem as condições mínimas e precárias de acolhimento), esta gente defende a nacionalização de hospitais privados de luxo para acolher criminosos!

Reparem como esta gente diz que os reclusos criminosos são “prisioneiros” — utilizam a linguagem militar, em que o “prisioneiro” é consequência de uma guerra, e não de uma actividade criminosa.

O Lumpemproletariado é a essência da estratégia de acção política desta gente.

Não existem pontos de contacto ideológico entre o bom-senso e o senso-comum nacional, por um lado, e esta gente, por outro lado.

Não podemos continuar a conviver com esta gente. Esta gente está a destruir o nosso país.

Esta gente tem que ser eliminada — física- e espiritualmente.
Esta gente está a mais, em Portugal.

Segunda-feira, 23 Março 2020

O Bloco de Esquerda e a lógica subjacente às seitas

Filed under: Bloco de Esquerda — O. Braga @ 10:00 am

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Sábado, 14 Março 2020

O efeito “cebola” do Bloco de Esquerda: a Hannah Arendt é que os topa ao longe

Filed under: António Costa,Bloco de Esquerda,Hannah Arendt — O. Braga @ 9:14 pm

O Insurgente João Cortez escreve um artigo com o título “Retrato do Bloco de Esquerda em Tempo de Crise”, com tuites do Bloco de Esquerda e outras imagens (convém clicar para ver), e remata o artigo da seguinte forma: “que este partido reúna cerca de 10% dos votos em Portugal é um mistério para mim”.


«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

coronavirus_beToda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra.

A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.

Assim, os simpatizantes nas chamadas organizações de fachada, cujas convicções só em intensidade diferem das dos membros do partido, rodeiam todo o movimento e providenciam uma enganadora fachada de normalidade para o mundo exterior devido à sua ausência de fanatismo e de extremismo, ao mesmo tempo que representam o mundo normal para o movimento totalitário, cujos membros acabam por acreditar que as suas convicções só em grau diferem das crenças das outras pessoas e que, desse modo, nunca precisam de ser conscientes do abismo que separa o seu mundo do mundo que de facto o rodeia.

A estrutura em forma de cebola faz com que , do ponto de vista da organização, todo este sistema seja invulnerável à factualidade do mundo real. »

(Hannah Arendt, “Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)


A “casca da cebola” do partido Bloco de Esquerda dá uma aparência de um partido político benigno, igual aos outros, ou provavelmente igual ao Partido Socialista de António Costa. O Bloco de Esquerda passa a mensagem, nos me®dia, segundo a qual votar no Bloco de Esquerda não é muito diferente que votar no Partido Socialista.

É claro que a influência do Bloco de Esquerda na sociedade portuguesa, com os seus 10% de votos, ainda não atingiu um ponto de não-retorno (que é, numa primeira fase da revolução, o Estado de Polícia, em lugar do Estado de Direito), mas o apoio (ou, pelo menos, a abstenção crítica) de António Costa ao Bloco de Esquerda amplia a influência deste partido na sociedade portuguesa.

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Quinta-feira, 12 Março 2020

O Bloco de Esquerda e “O Rinoceronte” de Ionesco

Filed under: A vida custa,Bloco de Esquerda,Esta gente vota — O. Braga @ 7:09 pm

O Bloco de Esquerda parece fazer parte da obra de ficção “O Rinoceronte”, de Eugéne Ionesco: quando vários rinocerontes circulam pela cidade lançando o caos, um representante esquerdista da burocracia do Estado vem responder às angústias dos cidadãos por intermédio de silogismos.

Terça-feira, 10 Março 2020

O Lumpemproletariado é o estrato social revolucionário do Bloco de Esquerda

Filed under: Bloco de Esquerda,marxismo cultural,Olavo de Carvalho — O. Braga @ 9:11 pm

Antes de mais nada, há que ver este vídeo de Olavo de Carvalho, e também este texto dele — para que se compreenda o raciocínio que se segue.

«Karl Marx descrevia assim o Lumpemproletariado:

“Libertinos, arruinados, com duvidosos meios de vida e de duvidosa procedência, junto a descendentes degenerados e aventureiros da burguesia, vagabundos, licenciados de tropa, ex-presidiários, fugitivos da prisão, escroques, saltimbancos, delinquentes, batedores de carteira e pequenos ladrões, jogadores, alcaguetes, donos de bordéis, carregadores, escrevinhadores, tocadores de realejo, trapeiros, afiadores, caldeireiros, mendigos.” »

Lumpemproletariado


A Cristina Miranda escreve o seguinte:

“… como se pode ver pelas notícias que nos chegam todos os dias, hoje aplaude-se os criminosos mais depressa do que se enaltece um agente [da polícia] que arrisca a vida todos os dias pela nossa segurança.

(…)

Como se explica que, depois de tanta luta por uma polícia que fosse respeitada e impusesse a ordem necessária ao bom desenvolvimento de uma sociedade, se chegasse a este retrocesso, com os políticos e a comunicação social sempre mais do lado dos agressores e esquecendo o total apoio aos policiais?”

A quem interessa a degradação da PSP e GNR?

Uma das distinções ideológicas importantes entre o Partido Comunista, por um lado, e a restante Esquerda contemporânea, por outro lado, é a posição em relação ao Lumpemproletariado.

Por exemplo, li há tempos um texto da Raquel Varela em que se verificava (nela) a posição ideológica marxista clássica em relação ao Lumpemproletariado. A posição da Raquel Varela, em relação ao Lumpemproletariado, é a posição marxista clássica; mas não é a posição normalizada pela Esquerda actual, em geral.

O Lumpemproletariado foi “recuperado”, por assim dizer, pelo marxismo cultural (Escola de Frankfurt), e é considerado — por esta corrente ideológica — o estrato populacional revolucionário por excelência.

É neste contexto que podemos compreender a “política identitária” e a chamada “interseccionalidade” da actual Esquerda marxista cultural oriunda dos Estados Unidos (Herbert Marcuse viveu e morreu nos Estados Unidos).

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Para o Bloco de Esquerda, o partido dito “Livre”, o Partido Socialista de António Costa, etc., a classe operária já não é a classe revolucionária: foi substituída pelo Lumpemproletariado.

O estrato social revolucionário, segundo o Bloco de Esquerda, é constituído por libertinos, arruinados, com duvidosos meios de vida e de duvidosa procedência, junto a descendentes degenerados e aventureiros da burguesia, vagabundos, licenciados de tropa, ex-presidiários, fugitivos da prisão, escroques, saltimbancos, delinquentes, batedores de carteira e pequenos ladrões, jogadores, alcaguetes, donos de bordéis, carregadores, escrevinhadores, tocadores de realejo, trapeiros, afiadores, caldeireiros, e mendigos.

Quem manda hoje em Portugal é o Bloco de Esquerda que controla o Partido Socialista através de António Costa.

Domingo, 23 Fevereiro 2020

A Igreja Católica do Chico e do Bispo de Lisboa pouco se diferencia politicamente do Bloco de Esquerda

“O pior totalitarismo não é o estatal, nem o nacional; em vez disso, é o totalitarismo social: a sociedade como meta englobante de todas as metas” — Nicolás Gómez Dávila


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O totalitarismo do Bloco de Esquerda não é nacional — porque o Bloco de Esquerda é internacionalista; também não é apenas um totalitarismo estatal — porque o Bloco de Esquerda defende (demagogicamente) a supremacia da “autonomia do indivíduo” como forma de afirmação do pior totalitarismo de todos: o totalitarismo social.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia do indivíduo” é, em si mesmo, a afirmação exigente de um conformismo social.

A principal razão por que o nazismo foi um totalitarismo pior do que o comunismo, foi a de que o nazismo — para além de ser um totalitarismo estatal e nacional — foi um totalitarismo social: a alegada “pureza” da sociedade alemã (o eugenismo ariano) foi entendida, pelo nazismo, como uma “meta englobante de todas as metas”.

Na sociedade alemã nazi, o conformismo social (o totalitarismo social) fez com que o povo alemão se mostrasse insensível aos crimes do holocausto — mesmo sabendo de que esses crimes estavam a acontecer: acima do humanismo civilizacional da herança cultural cristã, estavam os valores do totalitarismo social impostos pela ideologia nazi.

O conceito de “autonomia do indivíduo”, entendido segundo o Bloco de Esquerda, conduz à atomização da sociedade e à anomia, o que é meio caminho andado para o totalitarismo social — o que, de forma semelhante, aconteceu na Alemanha com o advento do nazismo.

O individuo entendido como um “átomo” social, separado dos seus concidadãos por um conceito radical de “autonomia” (como é defendido pelo Bloco de Esquerda), é a condição necessária para a imposição de um totalitarismo social — em que os laços sociais são anulados para que a ideologia em vigor possa impôr na cultura um conceito de “sociedade como meta englobante de todas as metas”.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia” é apenas uma forma de transformar a alegada autonomia em uma forma de conformismo social.

É nesta aparente contradição (entre a alegada “autonomia”, por um lado, e o conformismo social, por outro lado)  que consiste a perversidade da nova forma de totalitarismo social que o Bloco de Esquerda nos quer impôr.

Vou fazer uma analogia, e não propriamente uma comparação: tal como a Igreja Católica alemã do tempo do nazismo se submeteu caninamente ao regime totalitário nazi, também a Igreja Católica portuguesa faz das opiniões enviesadas do Bloco de Esquerda, uma espécie de oráculo.

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2020

António Costa e Rui Rio irão pagar muito caro o que estão a fazer a Portugal

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 4:56 pm

Aconselho a leitura de dois artigos:


Durante duas décadas, a Esquerda (incluindo o PSD, e a cobardia do CDS) defendeu uma política anti-natalidade em Portugal.

Os anticoncepcionais e o aborto passaram a ser grátis e pagos pelo Estado. As mães solteiras passaram a pagar menos impostos do que as mães casadas. O apoio do Estado às famílias numerosas praticamente desapareceu.

Toda a política da Esquerda, nas últimas duas décadas, foi contra a família natural.

Agora chegou o tempo de colher os frutos do niilismo político esquerdista.

Com uma população envelhecida — com pouca gente jovem —, a Esquerda recorre à eutanásia dos velhos para tentar remendar o mal que fez, mas adoptando um outro mal ainda pior.

Esta gente vai ter que pagar isto com língua de palmo.

Sábado, 15 Fevereiro 2020

A ligação entre “processo de promulgação”, por um lado, e a “Vontade Geral”, por outro lado

Filed under: Bloco de Esquerda,Democracia,eutanásia — O. Braga @ 6:54 pm

A Helena Matos denuncia aqui o (actual) problema da degenerescência do Estado parlamentar em Portugal: por via do “processo legislativo”, o legislador pode fazer absolutamente tudo o que quiser; e, ainda assim, continua a chamar “Direito” ao conjunto de “processos legislativos” que ilegitimamente manipula.


O princípio de “discussão pública” das leis é, em consequência, totalmente substituído pelo princípio asséptico e antidemocrático de "Vontade Geral", segundo Rousseau.

A partir do momento em que todos os problemas económicos e sociais se tornam “estatais”, o Estado passa a gerir burocraticamente os diferentes interesses sociais; surge então o Estado administrativo, em substituição do Estado parlamentar; e quem controla o novo Estado administrativo são os dignitários da "Vontade Geral".

No contexto da “democracia de massa” e com a emergência do Estado administrativo (em substituição do Estado parlamentar), a lei perde a sua dimensão geral e abstracta [Carl Schmitt, “Legalidade e Legitimidade”, 1932] — o legislador passa a adequar sistematicamente a norma jurídica ao facto isolado, transformando o Direito em um amontoado de contradições intrínsecas e num exercício político de arbítrio discricionário, ou mesmo em uma prática de actos gratuitos por parte da elite legisladora.

A discussão pública das leis é substituída por uma negociação oculta nos bastidores do parlamento, dominados por várias coligações e grupos de interesse — “parece que o Estado moderno se tornou naquilo a que Max Weber vê nele: uma grande empresa” [idem].

Estamos a entrar por um caminho muito perigoso. O problema é o de que, depois de embrenhados por esse caminho, só poderemos sair dele por intermédio da violência e da dissolução do Estado parlamentar.

Eu concordo com a posição do Partido Comunista acerca da legalização da eutanásia

Filed under: Bloco de Esquerda,eutanásia — O. Braga @ 4:35 pm

Desde logo, concordo com o termo “provocação da morte antecipada”, em vez de “eutanásia”: o termo “morte antecipada” é mais abrangente do que “eutanásia”. E, com todo o texto, concordo a 100 porcento (ler em ficheiro PDF).

O Partido Comunista põe a nu (no referido texto) o ideário político da legalização da provocação da morte antecipada : esse ideário faz parte da agenda política da plutocracia globalista (com origem nos Estados Unidos), a que obedecem caninamente os seus serviçais e caciques portugueses do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.

Patricia MacCormackÉ nesse contexto ideológico, patrocinado pela plutocracia globalista, que verificamos (por exemplo) casos como o de Patricia MacCormack (na imagem), professora na universidade de Cambridge (pasme-se!), que lançou um livro com o título “The Ahuman Manifesto” (“O Manifesto Inumano”) — em que a dita “professora universitária” de Cambridge defende que se acabe com a espécie humana, para “salvar o planeta” — o que é um absurdo total!: se não existirem seres humanos para desfrutar da vida no planeta, qual é o sentido de “salvar” o planeta?!
Ao longo da História, verificámos que as famílias numerosas sempre assustaram os poderosos…

Os professores universitários actuais são cada vez mais assim…

Gente como Patricia MacCormack é alcandorada a posições de docência nas universidades ocidentais porque é subsidiada (através dos seus caciques locais) pelos globalistas dos países anglo-saxónicos. É esta a nova “elite” patrocinada pelo globalismo.

A legalização da provocação da morte antecipada faz parte de uma agenda política tenebrosa, diria mesmo, neofascista. Neste aspecto, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata colaboram com essa agenda política neofascista globalista.

Ademais, a legalização da provocação da morte antecipada é inconstitucional, porque atenta contra o princípio da igualdade inscrito na Constituição; como se pode ler no texto:

«O princípio da igualdade implica que a todos seja reconhecida a mesma dignidade social, não sendo legítima a interpretação de que uma pessoa “com lesão definitiva ou doença incurável” ou “em sofrimento extremo” seja afectada por tal circunstância na dignidade da sua vida.»

Quinta-feira, 13 Fevereiro 2020

A legalização da eutanásia: a irracionalidade volta a estar na moda

Eu penso que a Manuela Ferreira Leite é socialista; aliás, o PEC (Pagamento Especial por Conta) foi uma das pérolas instituídas pela Manuela Ferreira Leite quando foi Ministra das Finanças do primeiro-ministro Durão Barroso (salvo erro). Ora, o PEC arrebentou sistematicamente com as pequenas empresas ao longo de quase duas décadas.

Porém, em questões de ética, Manuela Ferreira Leite não é de Esquerda; ou melhor dizendo: não é da Esquerda utilitarista — como por exemplo o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) ou o LIVRE.

Podemos ver aqui uma entrevista da Manuela Ferreira Leite à TVI acerca da legalização da eutanásia.


Em termos gerais, concordo com o que o João Távora escreveu aqui:

“A lógica da eutanásia (…) está directamente ligada à atomização da sociedade e ao desaparecimento progressivo das antigas comunidades de proximidade, nomeadamente a família alargada, coesa e solidária.”

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Porém, a “lógica da eutanásia” (se é que existe uma “lógica” subjacente à eutanásia que não seja a negação da própria Lógica) vai para além da anomia:

1/ em nome da promoção de uma putativa “liberdade individual”, os ditos “libertários” fortalecem o poder de vida e de morte em relação aos cidadãos, por parte do Estado — o que é uma contradição em termos.

Em boa verdade, a promoção da “liberdade individual” não passa certamente pela promoção do aumento do Poder do Estado sobre a vida e morte das pessoas — leia-se, pela promoção de uma cultura da eutanásia em hospitais do Estado.

2/ o marxismo cultural (ou o politicamente correcto actual) — ou seja, Bloco de Esquerda, LIVRE, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), e parte do Partido Socialista e do PSD — é uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real.

A crítica feroz em relação à nossa sociedade, por parte do actual politicamente correcto — Bloco de Esquerda, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), LIVRE, Partido Socialista e parte do PSD — , é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro: quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresente em relação ao futuro, o marxismo cultural (principalmente o Bloco de Esquerda) não nos revela quais são essas possibilidades, limitando-se a negar o sistema em que se baseia a nossa sociedade actual, e na sua totalidade. É uma agenda política totalitária.

Ou seja, a legalização da eutanásia faz parte de uma agenda política de acção destrutiva (aparentemente, sem pensar nas consequências) em relação ao sistema em que se baseia a nossa sociedade actual. É uma “política de picareta”. O que interessa (ao politicamente correcto) é destruir a cultura vigente (Gramsci).

“¿E quais as consequências da destruição da cultura antropológica actual? Bem… logo se verá!”

Para o Bloco de Esquerda, todos os meios (literalmente “todos”) são legítimos para destruir a cultura antropológica actual; trata-se da defesa do desmantelamento da Razão. A irracionalidade volta a estar na moda.

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Quarta-feira, 6 Novembro 2019

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

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