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Quinta-feira, 31 Janeiro 2019

O Bloco de Esquerda é um partido político inimigo do Estado de Direito

Filed under: Bloco de Esquerda,feminazismo,feminismo,marxismo cultural — O. Braga @ 8:29 pm

 

Uma das características do Estado de Direito é a presunção de inocência — a pessoa é inocente até eventual prova em contrário transitada em julgado; mas é exactamente a presunção de inocência que o Bloco de Esquerda pretende ver eliminada do ordenamento jurídico português.

“(…) a deputada do Bloco, Sandra Cunha, cuja bancada fez descer sem votação a sua proposta para alterar a tipificação do crime de violação de modo a incluir nele qualquer acto sexual sem consentimento da vítima (…)”

Deputadas esgrimem argumentos sobre quem é mais contra a violência de género (ver aqui ficheiro PDF)


Para o Bloco de Esquerda, basta que uma mulher aponte o dedo a um homem (que pode até ser o homem com quem vive, ou tem vivido em união -de-facto, ou mesmo casada) e afirmar que foi violada por ele, para que a presunção de inocência não se aplique a esse homem. Deixemo-nos de tretas: é isto que o Bloco de Esquerda pretende.

O que se pretende é criminalizar ontologicamente o macho: o homem padece de um pecado original que é o de ter nascido com pénis.

O Bloco de Esquerda diz que “é necessário alterar a lei para garantir que a violação é um acto de violência em si”.

O que o Bloco de Esquerda pretende dizer com isto é que a presunção de inocência deve ser retirada ao homem (pelo facto de ser homem) — porque, de outro modo, a não faz qualquer sentido o conceito de “garantir que a violação é um acto de violência em si”, porque o crime de violação já existe no Código Penal com pena de prisão de 3 a 10 anos.

Mas o Bloco de Esquerda pretende ir mais longe : criminalizar o pretenso e alegado acto sexual conjugal a pedido da mulher — dar total liberdade à mulher para cilindrar a presunção de inocência do homem, e assim tramar um homem sempre que ela quiser; trata-se de conceder à mulher a possibilidade da perpetrar um acto gratuito (total isenção da presunção de inocência) judicialmente protegido contra qualquer homem, e sempre que ela quiser.

Vemos neste vídeo, em baixo, o ideal do macho segundo o Bloco de Esquerda : o futuro do homem português: os “camarados” do Bloco, depois de serem libertados da “masculinidade tóxica” e do “privilégio branco”.

 

Quando o Bloco de Esquerda defende o fim da presunção de inocência por uma questão política de engenharia cultural e social, o Bloco de Esquerda justifica automaticamente qualquer acto de violência contra os seus deputados e militantes.

O Bloco de Esquerda e os seus militantes passam a ser alvos legítimos de violência, em uma lógica de auto-defesa contra uma lei injusta que criminaliza o homem mediante um acto gratuito ou capricho político feminista.

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Segunda-feira, 28 Janeiro 2019

Não se trata de racismo; trata-se de factos comprovados pela ciência mas negados pela ideologia dominante

Filed under: Bloco de Esquerda,imigração,Racismo — O. Braga @ 7:19 pm

 

“O racista exaspera-se porque suspeita, em segredo, que as raças são todas iguais; o anti-racista exaspera-se também, porque em segredo suspeita que as raças não são todas iguais”.

Nicolás Gómez Dávila


E ambos acabam por ter alguma razão: as raças não são todas iguais (como suspeita o anti-racista), mas a dignidade ontológica (dos indivíduos de todas as raças) é igual.

catarina-martins-neanderthal-webMas a igualdade ontológica dos indivíduos (independentemente da raça ou etnia) não autoriza que se defenda o fim do Estado-Nação e a abolição das fronteiras nacionais — como defendem simultaneamente (em uma aliança contra-natura) os neoliberais (em Portugal chamam-se “liberais”) e os trotskistas. Les bons esprits se rencontrent…

Por outro lado, afirmar que “as raças são todas iguais” (ou que “os indivíduos de todas as raças são iguais entre si”) é não só cientificamente falso (demonstrável através da estatística), como é uma falsidade auto-evidente que não precisa sequer da ciência para ser demonstrada.

Por exemplo, se nós dissermos que a ciência demonstrou (através da estatística) que o QI médio dos asiáticos (chineses ou japoneses) é superior ao QI médio dos europeus do norte (alemães, suecos, e ingleses, por exemplo) — a Esquerda europeia aceita pacificamente este facto (porque é um facto “contra os europeus”).

Mas se nós dissermos que o QI médio dos africanos oriundos da África sub-sariana é inferior a 80, então temos o Bloco de Esquerda, o Mamadou Ba e o Henrique Pereira dos Santos (outro com três nomes!) a chamar-nos de “racistas” — ou seja, os factos (cientificamente comprovados!) são negados em nome da ideologia marxista cultural, e porque “o discurso do PNR é troglodita” (que é uma forma que a “direitinha” do CDS da Assunção Cristas encontrou para se alinhar com o Bloco de Esquerda na narrativa marxista cultural).

Alguém em França afirmou recentemente que “O SOS BALEIAS serve para salvar as baleias; e o SOS RACISMO serve para salvar o racismo”.

Por alguma razão, nos Estados Unidos, um cidadão com o QI inferior ou igual a 83 (cerca de 10% da população americana) não pode ser admitido nas Forças Armadas. Ou seja, se considerarmos a média do QI africano sub-sariano, a maioria deles não poderia ser admitida na tropa americana. Isto são factos; não é treta politicamente correcta do CDS da Assunção Cristas.

Se é verdade que um indivíduo com um QI de 80, por exemplo, é ontologicamente igual a um outro indivíduo qualquer, este facto (esta igualdade ontológica) não lhe dá privilégios que obliterem o mérito (como defende o politicamente correcto) e que transformem uma minoria no paradigma da Curva de Bell que submeta o mérito à mediocridade (como defende o Bloco de Esquerda).

Não se trata de racismo; trata-se de factos comprovados pela ciência, mas negados pela ideologia dominante na nossa cultural actual.

Sexta-feira, 25 Janeiro 2019

Com o Bloco de Esquerda no Poder, vamos entrar na “etapa fraternal” do processo democrático

Filed under: Bloco de Esquerda,ideologia de género — O. Braga @ 6:19 pm

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para desnaturalizar a desigualdade de género.”

        → Copiado daqui (texto de um estafermo do Bloco de Esquerda).


1/

“Aquele que reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que os melhores dotados sejam penalizados”
→ Nicolás Gómez Dávila.

É inevitável; e é um dos problemas do liberalismo (por exemplo, o dos Insurgentes): na defesa da igualdade de oportunidades, mais cedo ou tarde, o liberal acaba sempre por sacrificar o mérito e a justiça no altar da igualdade.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais iguais, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

A igualdade é a condição psicológica prévia das grandes matanças científicas e friamente justificadas que ocorreram na modernidade — incluindo a matança mais ignóbil que podemos conceber, que é a matança de pessoas que não se podem defender, como é o assassínio de crianças não-nascidas e a eutanásia de idosos.

Assim se justifica o artigo rebuscado do Insurgente em causa.

2/

Reparem no termo: desnaturalizar a desigualdade de género”. O termo está no negativo: desnaturalizar a desigualdade”; e poderíamos dizer o mesmo no positivo: “naturalizar a igualdade”.

O estafermo do Bloco de Esquerda poderia ter escrito:

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para naturalizar a igualdade de género.”

Ora, “naturalizar a igualdade” é sinónimo de “impôr a igualdade à Natureza” — o que não é apenas utopia: é estupidez; ou então é psicose (interpretação delirante). É a negação da experiência humana. É como se olhássemos paras coisas e negássemos a sua existência.

A postura do estafermo do Bloco de Esquerda é anti-científica, no sentido de ser anti-empirista. A experiência mostra-nos que o conceito de “naturalização da igualdade” é absurdo.

3/

Estou hoje convencido de que o conceito de “igualdade de oportunidades” acaba por conduzir (através do processo democrático) ao conceito de “igualdade social” (ou igualdade de rendimentos).

O processo democrático cumpre-se em três etapas:

  • a etapa liberal, que esteve na origem dos marxistas;
  • a etapa igualitarista, que funda a URSS e que esteve na origem da nova Esquerda caviar e identitária (de tipo Bloco de Esquerda);
  • e a etapa fraternal, a dos drogados e/ou alienados sociais (que votam no Bloco de Esquerda) que copulam em amontoados colectivos citadinos insalubres (tipo bairro da Jamaica).

Quarta-feira, 23 Janeiro 2019

O que hoje provavelmente se avizinha é a contra-revolução

Quando a extrema-esquerda é colocada no centro político — quando a extrema-esquerda é branqueada por gente como, por exemplo, o José Pacheco Pereira que terá que ser responsabilizado por isso —, deixa de ser “extrema-esquerda”: pois se o Bloco de Esquerda é já considerado parte do “centro político” de que faz parte o Partido Socialista, segue-se que (alegadamente) não faz sentido dizer do B.E. que é de “extrema-esquerda”.

Mas, por outro lado, a Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda, não sendo de “extrema-esquerda”, é da “Esquerda radical”. Tudo uma questão de semântica. Hoje a política é feita à custa da semântica — à custa das palavras que escondem as acções (ler este artigo).

Por este andar, o MRPP do Arnaldo Matos irá ser considerado um “partido centrista”; e o PSD de Rui Rio passará a ser a “direita ultramontana e fascista”.

O Bloco de Esquerda é um partido gramsciano; disso não há quaisquer dúvidas.

A estratégia de acção política do Bloco de Esquerda tem (actualmente) como esteio as teses de Gramsci de demolição sistemática da cultura ocidental — e sem deixar impressões digitais!. E quem disser de Gramsci que este não foi de “extrema-esquerda”, é um idiota chapado.

O branqueamento ideológico e político que determinada gente (como por exemplo, o António Costa, o José Pacheco Pereira e o Rui Rio) está a fazer ao Bloco de Esquerda, vai custar muito caro ao país: desde logo, vai legitimar a sustentação política crescente e o fortalecimento daquilo a que o Bloco de Esquerda (e o Partido Socialista de António Costa) chamam hoje de “extrema-direita”: o que hoje provavelmente se avizinha não é um terror revolucionário clássico, mas antes um terror contra-revolucionário implantado por revolucionários aziados e enojados.

Segunda-feira, 14 Janeiro 2019

O paralamento português é unânime: a Terra é redonda

 

O parlamento aprovou esta sexta-feira, 11 de Janeiro, por unanimidade, os projectos de lei de Bloco de Esquerda (BE) e partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) que definem que o sexo sem consentimento seja considerado crime de violação”.

E quem pense (basta pensar!) que a Terra não é redonda, incorre em crime de pensamento.

E basta que uma esposa (subjectivamente) se queixe à polícia de que o seu marido a “violou” na intimidade da cama de casal, para que o desgraçado do homem passe a ser criminoso — já não basta a legalização do divórcio unilateral e “na hora”: há que criminalizar o sexo conjugal.

Sábado, 15 Dezembro 2018

A Esquerda e a destruição da economia portuguesa

 

“¿Será verdade que decorrem «negociações ao mais alto nível», ou seja, entre Costa e o director-geral da VW, para que a Auto Europa não feche?

¿Será verdade que o último automóvel sairia da linha de montagem às 24 horas de hoje, quinta feira, após o que a fábrica encerraria por 20 dias?

¿Será verdade que, pendendo as altas negociações, essa data foi adiada para as 24 horas de sexta-feira?”

Será verdade que não se ouve, lê, nem vê uma notícia?

É evidente que interessaria ao Bloco de Esquerda transformar Portugal em uma espécie de Venezuela, e chamar à Catarina “Madura”. Só um burro não vê — incluindo o zarolho José Pacheco Pereira que se diz militante do PSD, e que abandonou as aventuras da “blogação”: agora já não interessa ao José Pacheco Pereira escrever o que seja, porque já viu a merda ideológica que defendeu com a promoção da geringonça do António Costa.

JPP-ZAROLHO

Quarta-feira, 26 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela

Filed under: Bloco de Esquerda,marxismo,venezuelização — O. Braga @ 6:24 pm

 

Há pelo menos duas características que permitem classificar o esquerdista/marxista como “estúpido”:

1/ a negação da importância do mercado na economia;

2/ a negação da validade do princípio de Pareto na economia (como em tudo, na vida).

É o caso dos militantes do Bloco de Esquerda: gente mais estúpida não pode haver; mas são eles que governam este país.

O Bloco de Esquerda quer que empresas com mais de 10 trabalhadores passem a divulgar as assimetrias salariais. A ideia é fixar um leque entre salários mais baixos e os mais altos e penalizar empresas que não cumpram”.

O caminho que Portugal está a trilhar — quando se permite que o Bloco de Esquerda chegue à governança — é a da venezuelização. O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela.

Já não lhes basta que exista um salário mínimo (eu sou contra: os países com melhor nível de vida não têm salário mínimo): querem também estipular salários máximos. O comunista é um invejoso, por sua própria natureza; vive exclusivamente para manifestar inveja sobre o que os outros conquistam com o seu trabalho. O comunista faz da inveja o valor pelo qual orienta a sua vida.

Terça-feira, 25 Setembro 2018

As 5 características principais do Totalitarismo de Veludo que começamos a sentir em Portugal

 

1/ leis opacas de difícil entendimento, ou de interpretação ambígua e ambivalente, insuficientemente objectivas em relação às punições respectivas; politização da justiça;

2/ presença de comissários políticos que se infiltram em todos os níveis da sociedade, e intelectualmente pouco qualificados (por exemplo, alguns jornalistas — como Daniel Oliveira ou Fernanda Câncio — operam, na prática, como comissários políticos do Totalitarismo de Veludo);

3/ ética definida pelo estatuto da pessoa — por exemplo, o homem branco heterossexual e cristão é um alvo preferencial de perseguição política.

4/ medo da discussão pública de assuntos controversos mas fundamentais (a “espiral do silêncio”) — um medo difuso que atravessa a sociedade e impede o contraditório público e real.

5/ demonização da dissidência ideológica e política (“quem não é por mim, é contra mim”); o Totalitarismo de Veludo não só não admite dissidentes, mas também não faz prisioneiros: a dissidência é constantemente fabricada para alimentar a voragem do puritanismo ideológico.

ANTONIO-COSTA-taxas-web

Segunda-feira, 24 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda e os seus sequazes estão a ir longe demais. Tenham cuidado!

 

« Todos sabemos do caso “para maiores de 18” que Serralves instalou numa sala com algumas das fotografias feitas precisamente por Mapplethorpe.

É sábio o comentário que um ex-director de Serralves (entre 2003 e 2012), João Fernandes, fez ao Público, ao considerar a decisão censória um uso indevido pela parte do museu: ”Trata-se, simplesmente, de uma questão de cidadania, de direitos cívicos. O pai ou a mãe de um menor devem ter o direito de levar os filhos a qualquer exposição, de decidir com eles a que imagens vão expô-los, que imagens querem discutir. Não deve ser o museu – não pode ser o museu – a decidir por eles, O que um adolescente viu nesta exposição é mais explícito do que viu já, sem filtro, na Internet ou na televisão?” Evidentemente. »

Francisco Santos


O argumento do senhor Santos (e quiçá do Bloco de Esquerda) é o seguinte: os pais das crianças é que sabem que “conteúdos culturais” que os seus filhos podem ver.

Mas só às vezes!, quando convém à extrema-esquerda !

Noutras vezes, por exemplo, na escola, é o Estado que sabe o que as crianças podem ver e aprender, e tudo à revelia dos respectivos pais. Ou seja, segundo o Santos, os pais só mandam nas crianças quando convém a uma determinada agenda política da Esquerda radical.

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Para se perceber o assunto deste verbete, há que ler, em primeiro lugar, o seguinte artigo no Observador : Polémica em Serralves: chovem críticas à administração do museu.

Desde logo, o artigo referido contém informação falsa — porque de facto não houve qualquer censura em relação aos artigos a expor.

Segundo ouvi na TSF e noutras estações de rádio, o critério de selecção das obras (por parte do estafermo João Brito) a expôr não foi sujeito a qualquer tipo censura. O que aconteceu foi que, dado o cariz sexualmente explícito das fotografias expostas, a administração da Fundação de Serralves entendeu que as ditas fotos seriam expostas em uma sala reservada; e é a isto que os filhos-de-puta do Bloco de Esquerda chamam de “censura”.

Portanto, é falso que a administração da Fundação de Serralves tenha retirado / censurado fotos de “conteúdo explícito”— como diz o artigo do Observador. O que chateou o Bloco de Esquerda e os seus sequazes foi a escolha de uma sala reservada para a exposição:

« João Ribas tinha sido citado a 14 de Setembro pelo Público, dizendo que a mostra não teria “qualquer tipo de restrição a visitantes de acordo com a faixa etária”, porque “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras.” »

A ideia segundo a qual “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras”, é um absurdo! — porque se parte do princípio de que uma criança é o mesmo que um adulto. Qualquer pessoa com bom-senso percebe que uma criança não é o mesmo que um adulto!

O que está em causa aqui — com a “indignação” do Santos, do Brito, e do Bloco de Esquerda — é a nova causa fracturante do Bloco de Esquerda:

1/ o abaixamento da idade de consentimento sexual para os 10 ou 11 anos, em uma primeira fase;

2/ numa fase seguinte, a descriminalização da pedofilia.

É isto que está em causa. É isto que o Bloco de Esquerda quer. E para conseguir isto, o Bloco de Esquerda não olha a quaisquer meios.


A transformação da pornografia em “arte para todas as faixas etárias”, ou seja, em Cultura, tem o objectivo de promoção da pedofilia como “orientação sexual”. O que se pretende é a deslocação da Janela de Overton no sentido da permissão legal do sexo entre adultos e crianças. É isto que o Bloco de Esquerda pretende.

Por isso é que a comparação que o Santos faz entre “pornografia na Internet”, por um lado, e “pornografia em um museu”, por outro lado, é absolutamente estúpida — porque a pornografia exibida em um museu (como o da Fundação de Serralves) é avalizada e valorizada como sendo um conteúdo cultural de primeira grandeza, e não já o conteúdo cultural bas-fond e eticamente desprezível da pornografia na Internet. Só um estúpido como o senhor Santos não consegue ver a diferença.

Sexta-feira, 21 Setembro 2018

Os portugueses que votaram em Marcelo Rebelo de Sousa devem estar envergonhados

 

“Primeiro, mostraram vontade. Depois, fingiram recuar, por entre notícias contraditórias. Finalmente, na noite das facas longas do regime, deram o golpe, e despediram a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal. Atreveram-se mesmo.”

Eles atreveram-se

emplastro de lisboa web

Quarta-feira, 8 Agosto 2018

O Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos da Revolução Francesa

 

Uma senhora, de seu nome Sofia Guedes, escreveu um artigo publicado no Observador com o título “Os ‘novos direitos humanos’ e a identidade portuguesa”. Aconselho a leitura.

O artigo tem uma linguagem acessível ao público em geral, e isso é uma virtude; fala-nos de uma agenda política tenebrosa que tem origem no Bloco de Esquerda mas que já contaminou o Partido Socialista de António Costa, e que ameaça já também contaminar o PSD de Rui Rio. O CDS de Assunção Cristas vem a seguir (Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita).

Caro leitor: quando as ciências da natureza são negadas pela política, já entramos (sem darmos conta) pelo totalitarismo adentro.

Não vale a pena escondermos a cabeça na areia, para não vermos a realidade. Se é verdade que as Ciências da Natureza não devem expressamente determinar a ética e a política, também é verdade que a ética tem que ter em devida conta as conclusões das Ciências da Natureza.

O que se está a passar com o movimento totalitário oriundo do Bloco de Esquerda (e que contaminou o Partido Socialista de António Costa através de “submarinos radicais”, como é o caso da Isabel Moreira) é que as conclusões das Ciências da Natureza são negadas — e isto em nome de uma determinada ideologia extremamente destrutiva que, em nome da defesa de “direitos individuais”, baseia-se na promoção política da atomização dos cidadãos face ao Estado.

Diz a Sofia Guedes:

“Através da defesa do individualismo promove ideias contra a mulher, o homem e a família e, em vez disso, apresenta, o direito a todo o tipo de liberdades, inclusive a transsexualidade. Usa uma arma invisível que injecta “veneno” no corpo e na alma dos seres humanos, deste mundo dito civilizado. Injecta devagarinho, sem dor aparente e de forma sistemática”.

No Bloco de Esquerda, a defesa do “individualismo” não é um fim em si mesmo: antes, é um meio para anular (no fim do processo político) esse mesmo individualismo que o BE diz defender.

jacobinos-webA perversão imensa da agenda política totalitária do Bloco de Esquerda é a de que utiliza uma pretensa “defesa dos direitos do indivíduo” — através de uma estratégia política de isolamento extremo do indivíduo face a um Estado todo-poderoso, Estado esse tornado plenipotenciário — para retirar a liberdade ao indivíduo, embora no fim do processo político.

Neste sentido, podemos dizer que o Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos (da Revolução Francesa).

Tal como os jacobinos fizeram, o Bloco de Esquerda manipula a ciência e transforma-a em ideologia (cientismo).

À semelhança dos jacobinos, o Bloco de Esquerda utiliza o conceito rosseauniano de "Vontade Geral" para atropelar a democracia sempre que seja possível, fazendo com que as decisões políticas capitais sejam tomadas nos corredores do Poder e longe dos olhos do povo (ao mesmo tempo que os dirigentes do Bloco de Esquerda enchem as bocas deles com os “direitos do povo”).

Tal como os jacobinos — que, por um lado diziam defender os Direitos do Homem (os direitos do indivíduo), mas por outro lado mataram mais pessoas (ditas por eles que eram “heréticas”) em apenas em um mês e só em França, do que Inquisição da Igreja Católica em toda a Idade Média e em toda a Europa — o Bloco de Esquerda é o superlativo absoluto simples da fraude política e ideológica que está a minar e a destruir a nossa sociedade, e sem deixar impressões digitais.


Mas o problema não se confina ao Bloco de Esquerda. Temos que nos interrogar, por exemplo, por que razão o canal de televisão privado de Pinto Balsemão (fundador do PSD), a SIC, dá tanta atenção à propaganda política do Bloco de Esquerda.

¿Qual é a ligação ideológica entre Pinto Balsemão e a SIC, por um lado, e o Bloco de Esquerda, por outro lado?

Pinto Balsemão foi, até há pouco tempo, o representante oficial do Grupo de Bilderberg em Portugal.

¿Qual é a ligação entre o Grupo de Bilderberg, por um lado, e, por outro lado, partidos políticos trotskistas do tipo do Bloco de Esquerda?

¿Qual é a ligação e identificação ideológica entre o Trotskismo e o globalismo plutocrático?

O estudo da vida de personagens políticas como (por exemplo) James Burnham pode ajudar o leitor a compreender melhor a aliança tácita entre o Trotskismo e a plutocracia globalista, entre o Bloco de Esquerda e George Soros. Não é “teoria da conspiração”: são factos.

Quarta-feira, 25 Julho 2018

Nancy Fraser e Catarina Martins

Filed under: Bloco de Esquerda,Catarina Martins,Esquerda,Nancy Fraser — O. Braga @ 6:48 am

 

O marxismo (socialismo) não tem qualquer hipótese de vingar em qualquer tipo de sociedade, por duas razões principais:

  1. não considera a verdadeira importância do mercado;
  2. ignora a aplicação do Princípio de Pareto e da Lei Natural.


O Princípio de Pareto, baseado na observação empírica da realidade, constata que (grosso modo) 80% dos efeitos derivam de 20% de causas.

Wilfredo Pareto constatou, por exemplo, que 80% das terras em Itália pertenciam a 20% da população; ou que apenas 20% das ervilheiras do seu jardim continham 80% das ervilhas.

Hoje sabemos empiricamente, por exemplo, que 80% das vendas de uma empresa são realizadas em 20% dos clientes. Ou que 80% das reclamações recebidas em um empresa vêm de 20% dos clientes; ou que 80% da produtividade de uma empresa têm origem em 20% dos empregados; ou que 80% das vendas de uma empresa são realizadas por apenas 20% dos vendedores.

A dinâmica da economia (em qualquer tipo de organização social) conduz inexoravelmente à concentração de riqueza (não há volta a dar a isto!); mas, em um sistema político socialista — para além da subversão do mercado que origina uma economia paralela — é muito mais difícil retirar à elite socialista a sua parte da concentração da riqueza: verificamos isso mesmo com Fidel Castro (ou mesmo com Nicolas Maduro, na Venezuela), que foi um dos homens mais ricos do mundo e sem que existisse qualquer possibilidade política de o Estado cubano interferir com a sua acumulação de riqueza.

O socialismo não acaba com os ricos: apenas acaba com os ricos decentes.


Uma figura que não devemos ignorar é a de Nancy Fraser — a nova coqueluche da Esquerda Caviar: já ouvi e li, várias vezes, a Catarina Martins referir-se a Nancy Fraser. Contudo, o discurso ideológico de Nancy Fraser não coincide com o discurso político do Bloco de Esquerda em particular, e o da Esquerda em geral.

Não devemos ignorar Nancy Fraser, não porque ela tenha algum valor especial e assinalável, mas antes porque ela está na moda. Em política, as modas têm que ser analisadas seriamente. Como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Nas Ciências da Natureza, onde impera o princípio da falsificabilidade, arquivam-se apenas os erros; nas ciências humanas, onde impera a moda, arquivam-se também os acertos”. Ou ainda: “A moda adopta filosofias que se esquivam cautelosamente dos problemas”.


Nancy Fraser aparece com um neologismo: o de “Neoliberalismo Progressista”. Podemos ver esse conceito — o de Neoliberalismo Progressista — nesta entrevista de Nancy Fraser, traduzida para o castelhano.

catarina-martins-neanderthal-webSegundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista é uma espécie de associação do Rui Rio + Assunção Cristas, com um caldinho de António Costa e José Sócrates: também está na moda; mas segundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista tem os dias contados com o advento de uma nova forma de populismo, que se espelha em Donald Trump, em Marine Le Pen, no Brexit, em Matteo Salvini, na Polónia, na Hungria, república Checa, etc.. Mas, segundo Nancy Fraser, o populismo não é mau de todo! (ao contrário do que diz a Catarina Martins e o José Pacheco Pereira, entre outras luminárias), porque é (alegadamente) uma manifestação política de afrontamento ao Neoliberalismo Progressista.

O Neoliberalismo Progressista é “assim a modos que” uma espécie de neoliberalismo clássico (globalismo, deslocalização das economias ocidentais, o “livre comércio” que é tudo menos livre, etc.) ao qual foi adicionado uma carrada de direitos de braguilha.

É assim que, por exemplo, a Assunção Cristas está orgulhosa por o Adolfo Mesquita Nunes ter assumido fanchona- e publicamente os seus direitos de braguilha, está orgulhosa das quotas para mulheres na gestão de empresas; ou que o Rui Rio ou o António Costa defendem a adopção de crianças por pares de invertidos.

O Neoliberalismo Progressista pega na ideologia identitária da Esquerda gramsciana (leia-se, Bloco de Esquerda), e adapta-a ao seu próprio programa ideológico — o que tem conduzido a uma radicalização progressiva do Bloco de Esquerda que tenta desmarcar-se do programa cultural do Neoliberalismo Progressista.

E à medida que o Bloco de Esquerda radicaliza à esquerda, os partidos da agenda do Neoliberalismo Progressista (Bilderberg + Pinto Balsemão + Durão Barroso, António Costa, Rui Rio, e mesmo a Assunção Cristas) vão também adoptando políticas culturais radicalizadas, como por exemplo a legalização da eutanásia. Se a Catarina Martins um dia defender a reintrodução legal da pena-de-morte, é certo que Rui Rio e a Assunção Cristas irão atrás dela.

A Nancy Fraser não é adepta da política identitária (da Esquerda marxista cultural) como estratégia principal da Esquerda — porque ela já viu que o Neoliberalismo Progressista tem vindo a substituir a Esquerda marxista cultural (por exemplo, com George Soros, Hillary Clinton, Obama, os plutocratas americanos em geral, etc.).

“En este contexto, una porción significativa de lo que podría haber sido la izquierda se ha pasado al liberalismo. Sólo hay que pensar en el feminismo liberal, el antirracismo liberal, el multiculturalismo liberal, el “capitalismo verde” y demás. Estas son hoy las corrientes dominantes de los nuevos movimientos sociales cuyos orígenes eran, si no directamente de izquierdas, al menos izquierdistas o proto-izquierdistas. Hoy, sin embargo, carecen de la más mínima idea de una transformación estructural o de una economía política alternativa. Lejos de tratar de abolir la jerarquía social, toda su postura tiene como objetivo conseguir que más mujeres, gais y personas de color entren en las élites. Por supuesto en los EUA pero también en otros lugares, la izquierda ha sido colonizada por el liberalismo”.

Ora cá está o epitáfio da Catarina Martins, decretado pela Nancy Fraser. Ademais, Nancy Fraser também não subscreve a estratégia ortodoxa do Partido Comunista da “nacionalização dos meios de produção”.

Em alternativa à política identitária do Bloco de Esquerda e à ortodoxia económica marxista do Partido Comunista, Nancy Fraser defende a aplicação do conceito vago de “reformas não reformistas”, segundo a ideia de André Gorz.

Porém, não existe sequer uma noção do que sejam as “reformas não reformistas” : é apenas um conceito, e muito lato e vago. É um conceito ideológico e intelectual do nosso Zeitgeist (e o intelectual não é aquele que pensa: é aquele que opina); e cada época baptiza absolutamente a sua anedota ideológica, como é o caso actual do conceito de “reformas não reformistas”.

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