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Quarta-feira, 8 Agosto 2018

O Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos da Revolução Francesa

 

Uma senhora, de seu nome Sofia Guedes, escreveu um artigo publicado no Observador com o título “Os ‘novos direitos humanos’ e a identidade portuguesa”. Aconselho a leitura.

O artigo tem uma linguagem acessível ao público em geral, e isso é uma virtude; fala-nos de uma agenda política tenebrosa que tem origem no Bloco de Esquerda mas que já contaminou o Partido Socialista de António Costa, e que ameaça já também contaminar o PSD de Rui Rio. O CDS de Assunção Cristas vem a seguir (Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita).

Caro leitor: quando as ciências da natureza são negadas pela política, já entramos (sem darmos conta) pelo totalitarismo adentro.

Não vale a pena escondermos a cabeça na areia, para não vermos a realidade. Se é verdade que as Ciências da Natureza não devem expressamente determinar a ética e a política, também é verdade que a ética tem que ter em devida conta as conclusões das Ciências da Natureza.

O que se está a passar com o movimento totalitário oriundo do Bloco de Esquerda (e que contaminou o Partido Socialista de António Costa através de “submarinos radicais”, como é o caso da Isabel Moreira) é que as conclusões das Ciências da Natureza são negadas — e isto em nome de uma determinada ideologia extremamente destrutiva que, em nome da defesa de “direitos individuais”, baseia-se na promoção política da atomização dos cidadãos face ao Estado.

Diz a Sofia Guedes:

“Através da defesa do individualismo promove ideias contra a mulher, o homem e a família e, em vez disso, apresenta, o direito a todo o tipo de liberdades, inclusive a transsexualidade. Usa uma arma invisível que injecta “veneno” no corpo e na alma dos seres humanos, deste mundo dito civilizado. Injecta devagarinho, sem dor aparente e de forma sistemática”.

No Bloco de Esquerda, a defesa do “individualismo” não é um fim em si mesmo: antes, é um meio para anular (no fim do processo político) esse mesmo individualismo que o BE diz defender.

jacobinos-webA perversão imensa da agenda política totalitária do Bloco de Esquerda é a de que utiliza uma pretensa “defesa dos direitos do indivíduo” — através de uma estratégia política de isolamento extremo do indivíduo face a um Estado todo-poderoso, Estado esse tornado plenipotenciário — para retirar a liberdade ao indivíduo, embora no fim do processo político.

Neste sentido, podemos dizer que o Bloco de Esquerda é herdeiro directo dos jacobinos (da Revolução Francesa).

Tal como os jacobinos fizeram, o Bloco de Esquerda manipula a ciência e transforma-a em ideologia (cientismo).

À semelhança dos jacobinos, o Bloco de Esquerda utiliza o conceito rosseauniano de "Vontade Geral" para atropelar a democracia sempre que seja possível, fazendo com que as decisões políticas capitais sejam tomadas nos corredores do Poder e longe dos olhos do povo (ao mesmo tempo que os dirigentes do Bloco de Esquerda enchem as bocas deles com os “direitos do povo”).

Tal como os jacobinos — que, por um lado diziam defender os Direitos do Homem (os direitos do indivíduo), mas por outro lado mataram mais pessoas (ditas por eles que eram “heréticas”) em apenas em um mês e só em França, do que Inquisição da Igreja Católica em toda a Idade Média e em toda a Europa — o Bloco de Esquerda é o superlativo absoluto simples da fraude política e ideológica que está a minar e a destruir a nossa sociedade, e sem deixar impressões digitais.


Mas o problema não se confina ao Bloco de Esquerda. Temos que nos interrogar, por exemplo, por que razão o canal de televisão privado de Pinto Balsemão (fundador do PSD), a SIC, dá tanta atenção à propaganda política do Bloco de Esquerda.

¿Qual é a ligação ideológica entre Pinto Balsemão e a SIC, por um lado, e o Bloco de Esquerda, por outro lado?

Pinto Balsemão foi, até há pouco tempo, o representante oficial do Grupo de Bilderberg em Portugal.

¿Qual é a ligação entre o Grupo de Bilderberg, por um lado, e, por outro lado, partidos políticos trotskistas do tipo do Bloco de Esquerda?

¿Qual é a ligação e identificação ideológica entre o Trotskismo e o globalismo plutocrático?

O estudo da vida de personagens políticas como (por exemplo) James Burnham pode ajudar o leitor a compreender melhor a aliança tácita entre o Trotskismo e a plutocracia globalista, entre o Bloco de Esquerda e George Soros. Não é “teoria da conspiração”: são factos.

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Quarta-feira, 25 Julho 2018

Nancy Fraser e Catarina Martins

Filed under: Bloco de Esquerda,Catarina Martins,Esquerda,Nancy Fraser — O. Braga @ 6:48 am

 

O marxismo (socialismo) não tem qualquer hipótese de vingar em qualquer tipo de sociedade, por duas razões principais:

  1. não considera a verdadeira importância do mercado;
  2. ignora a aplicação do Princípio de Pareto e da Lei Natural.


O Princípio de Pareto, baseado na observação empírica da realidade, constata que (grosso modo) 80% dos efeitos derivam de 20% de causas.

Wilfredo Pareto constatou, por exemplo, que 80% das terras em Itália pertenciam a 20% da população; ou que apenas 20% das ervilheiras do seu jardim continham 80% das ervilhas.

Hoje sabemos empiricamente, por exemplo, que 80% das vendas de uma empresa são realizadas em 20% dos clientes. Ou que 80% das reclamações recebidas em um empresa vêm de 20% dos clientes; ou que 80% da produtividade de uma empresa têm origem em 20% dos empregados; ou que 80% das vendas de uma empresa são realizadas por apenas 20% dos vendedores.

A dinâmica da economia (em qualquer tipo de organização social) conduz inexoravelmente à concentração de riqueza (não há volta a dar a isto!); mas, em um sistema político socialista — para além da subversão do mercado que origina uma economia paralela — é muito mais difícil retirar à elite socialista a sua parte da concentração da riqueza: verificamos isso mesmo com Fidel Castro (ou mesmo com Nicolas Maduro, na Venezuela), que foi um dos homens mais ricos do mundo e sem que existisse qualquer possibilidade política de o Estado cubano interferir com a sua acumulação de riqueza.

O socialismo não acaba com os ricos: apenas acaba com os ricos decentes.


Uma figura que não devemos ignorar é a de Nancy Fraser — a nova coqueluche da Esquerda Caviar: já ouvi e li, várias vezes, a Catarina Martins referir-se a Nancy Fraser. Contudo, o discurso ideológico de Nancy Fraser não coincide com o discurso político do Bloco de Esquerda em particular, e o da Esquerda em geral.

Não devemos ignorar Nancy Fraser, não porque ela tenha algum valor especial e assinalável, mas antes porque ela está na moda. Em política, as modas têm que ser analisadas seriamente. Como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Nas Ciências da Natureza, onde impera o princípio da falsificabilidade, arquivam-se apenas os erros; nas ciências humanas, onde impera a moda, arquivam-se também os acertos”. Ou ainda: “A moda adopta filosofias que se esquivam cautelosamente dos problemas”.


Nancy Fraser aparece com um neologismo: o de “Neoliberalismo Progressista”. Podemos ver esse conceito — o de Neoliberalismo Progressista — nesta entrevista de Nancy Fraser, traduzida para o castelhano.

catarina-martins-neanderthal-webSegundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista é uma espécie de associação do Rui Rio + Assunção Cristas, com um caldinho de António Costa e José Sócrates: também está na moda; mas segundo a Nancy Fraser, o Neoliberalismo Progressista tem os dias contados com o advento de uma nova forma de populismo, que se espelha em Donald Trump, em Marine Le Pen, no Brexit, em Matteo Salvini, na Polónia, na Hungria, república Checa, etc.. Mas, segundo Nancy Fraser, o populismo não é mau de todo! (ao contrário do que diz a Catarina Martins e o José Pacheco Pereira, entre outras luminárias), porque é (alegadamente) uma manifestação política de afrontamento ao Neoliberalismo Progressista.

O Neoliberalismo Progressista é “assim a modos que” uma espécie de neoliberalismo clássico (globalismo, deslocalização das economias ocidentais, o “livre comércio” que é tudo menos livre, etc.) ao qual foi adicionado uma carrada de direitos de braguilha.

É assim que, por exemplo, a Assunção Cristas está orgulhosa por o Adolfo Mesquita Nunes ter assumido fanchona- e publicamente os seus direitos de braguilha, está orgulhosa das quotas para mulheres na gestão de empresas; ou que o Rui Rio ou o António Costa defendem a adopção de crianças por pares de invertidos.

O Neoliberalismo Progressista pega na ideologia identitária da Esquerda gramsciana (leia-se, Bloco de Esquerda), e adapta-a ao seu próprio programa ideológico — o que tem conduzido a uma radicalização progressiva do Bloco de Esquerda que tenta desmarcar-se do programa cultural do Neoliberalismo Progressista.

E à medida que o Bloco de Esquerda radicaliza à esquerda, os partidos da agenda do Neoliberalismo Progressista (Bilderberg + Pinto Balsemão + Durão Barroso, António Costa, Rui Rio, e mesmo a Assunção Cristas) vão também adoptando políticas culturais radicalizadas, como por exemplo a legalização da eutanásia. Se a Catarina Martins um dia defender a reintrodução legal da pena-de-morte, é certo que Rui Rio e a Assunção Cristas irão atrás dela.

A Nancy Fraser não é adepta da política identitária (da Esquerda marxista cultural) como estratégia principal da Esquerda — porque ela já viu que o Neoliberalismo Progressista tem vindo a substituir a Esquerda marxista cultural (por exemplo, com George Soros, Hillary Clinton, Obama, os plutocratas americanos em geral, etc.).

“En este contexto, una porción significativa de lo que podría haber sido la izquierda se ha pasado al liberalismo. Sólo hay que pensar en el feminismo liberal, el antirracismo liberal, el multiculturalismo liberal, el “capitalismo verde” y demás. Estas son hoy las corrientes dominantes de los nuevos movimientos sociales cuyos orígenes eran, si no directamente de izquierdas, al menos izquierdistas o proto-izquierdistas. Hoy, sin embargo, carecen de la más mínima idea de una transformación estructural o de una economía política alternativa. Lejos de tratar de abolir la jerarquía social, toda su postura tiene como objetivo conseguir que más mujeres, gais y personas de color entren en las élites. Por supuesto en los EUA pero también en otros lugares, la izquierda ha sido colonizada por el liberalismo”.

Ora cá está o epitáfio da Catarina Martins, decretado pela Nancy Fraser. Ademais, Nancy Fraser também não subscreve a estratégia ortodoxa do Partido Comunista da “nacionalização dos meios de produção”.

Em alternativa à política identitária do Bloco de Esquerda e à ortodoxia económica marxista do Partido Comunista, Nancy Fraser defende a aplicação do conceito vago de “reformas não reformistas”, segundo a ideia de André Gorz.

Porém, não existe sequer uma noção do que sejam as “reformas não reformistas” : é apenas um conceito, e muito lato e vago. É um conceito ideológico e intelectual do nosso Zeitgeist (e o intelectual não é aquele que pensa: é aquele que opina); e cada época baptiza absolutamente a sua anedota ideológica, como é o caso actual do conceito de “reformas não reformistas”.

Segunda-feira, 23 Julho 2018

O Bloco de Esquerda e o trabalho reprodutivo

 

Chamaram-me à atenção para esta espécie de texto, cujos factos relatados são irremediavelmente falsos. Porém, toda a ideologia tem direito a manipular os factos e a falsear a realidade. E o Bloco de Esquerda não foge à regra.

O que é chocante, no referido textículo, é o conceito de “trabalho reprodutivo”: o termo é de uma crueza inaudita. O Bloco de Esquerda considera como sendo “trabalho” (no sentido económico moderno) o acto de parir e de criar um ser humano. Se isto não fosse sério, seria histriónico. E depois vem o Bloco de Esquerda para a praça pública dizer que defende a natalidade…

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

A redução de toda a actividade humana a “trabalho”, é assustadora; é semelhante ao conceito neoliberal de “não há almoços grátis” do “católico” João César das Neves (tão católico que ele é, que até anda caladinho acerca da acção política do papa Chico).

Segundo os modernos (que incluem a Catarina Martins e o João César das Neves), o objectivo do trabalho (que vem do latim “tripalium”, um instrumento de coacção através do qual se prendia o gado) é a transformação da Natureza num sentido útil para o Homem, tendo em vista as suas necessidades. Ou seja, o que não é útil, não é trabalho (e por isso é que “não há almoços grátis”); e, assim sendo, o acto de parir e de criar uma criança passa a ser considerado “útil” pelo Bloco de Esquerda, e é neste contexto que este partido diz “defender a natalidade”.

Porém, assim como há actividades remuneradas às quais é difícil chamar “trabalho”, assim há actividades desinteressadas cuja motivação principal reside no prazer que nos proporcionam. Desta forma, é possível distinguir as actividades socialmente úteis, e chamar de “trabalho” apenas aquelas que estão associadas à produção de bens e serviços necessários à vida; e, que eu saiba, um ser humano não é um “bem e serviço”, nem a sua mãe é uma “parideira industrial”.

A mundividência oficial do Bloco de Esquerda é de tal forma repulsiva que me causa náuseas.

Essa mundividência oficial do Bloco de Esquerda reflecte-se no conceito de “totalitarismo”, segundo Hannah Arendt no seu livro “Entre o Passado e o Futuro” (editora Relógio D’ Água, 2006, páginas 110 a 118).

Segundo a experiência da Hannah Arendt, o sistema totalitário difere do clássico autoritarismo político (por exemplo, o Salazarismo) porque se constrói (analogamente) através do chamado “sistema da cebola”: a liderança e o seu núcleo político encontra-se no centro da “cebola” que tem várias camadas até à superfície táctil.

A acção política da liderança e do núcleo duro do sistema totalitário é iniciada a partir de centro da organização para o exterior, e não a partir de cima para baixo como acontece no autoritarismo que tem uma estrutura piramidal e cujo poder do líder autoritarista é justificado por uma realidade que transcende a própria sociedade (Deus).

As camadas intermédias da “cebola” totalitária consistem em uma extraordinária diversidade de partes legais e clandestinas do movimento totalitário que se entre-cruzam e se intercomunicam ― organizações do partido, membros de um ou de mais partidos com idêntica sensibilidade política, sindicatos e agremiações profissionais, as formações da elite política e a máquina do Estado que inclui organizações policiais e para-policiais, etc., ― que estão relacionadas de tal modo entre si, que cada um desses centros de poder ou dessas organizações formam uma “fachada numa direcção”, e o “centro noutra direcção”.

Isto significa que o papel “do mundo exterior normalíssimo e corriqueiro do dia-a-dia do partido” é desempenhado por uma das faces, o que dá ao Bloco de Esquerda uma aparência pública vulgar e normal, e até relativamente consentânea com a generalidade dos conceitos do senso-comum ― enquanto que noutra face e/ou nas camadas mais inferiores, o radicalismo extremo vai aumentando à medida que se aproxima do centro da “cebola”. Esse radicalismo bloquista pretende a mudança revolucionária da natureza do ser humano por intermédio de engenharias sociais.

É neste contexto que devemos entender o conceito bloquista de “trabalho reprodutivo”.


Segundo a mesma Hannah Arendt, poderíamos também assumir a distinção de Aristóteles entre “teoria” (especulação), “práxis” (acção), e “poiesis” (fabricação, trabalho): nesta perspectiva, o trabalho seria a actividade humana mais próxima da animalidade, da necessidade biológica em virtude da sua finalidade consistir em satisfazer as nossas necessidades; nesta perspectiva, a lei do trabalho é a reprodução indefinida de objectos e dos actos consumados para os reproduzir, a repetição monótona do ciclo produção-consumo. Esta visão do trabalho está bastante próxima da visão de Karl Marx, segundo a qual “o trabalho é o resultado de um projecto consciente e voluntário, dado que a actividade animal é instintiva”.

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

Terça-feira, 17 Julho 2018

João Semedo não faz falta ao país

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,João Semedo,Partido Comunista — O. Braga @ 6:23 pm

 

Poderá fazer falta aos amigos dele; mas não faz falta nem à política nem ao país.

Um indivíduo que, na política, defendeu a legalização e liberalização do aborto, e a legalização da eutanásia, não faz cá falta nenhuma.

Foi-se em boa hora, embora pudesse ter ido mais cedo; e mais: para quem defendeu o aborto, talvez tivesse sido bom para toda a sociedade que a mãe dele o tivesse abortado.

Que a terra lhe pese como chumbo!

Sábado, 16 Junho 2018

Timor : um recado ao Bloco de Esquerda

Filed under: Bloco de Esquerda,Timor — O. Braga @ 9:26 am

 

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Segunda-feira, 11 Junho 2018

Só lhes falta o sumiço de Portugal

 

A Esquerda marxista tem vindo a destruir o nosso país com um desvelo extraordinário — como se a extinção da nação portuguesa fosse um desígnio amoroso protagonizado zelosamente por uma classe de luminárias que assume publicamente o controlo da verdade histórica.

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Em contraponto à estupidez da Catarina Martins, aconselho a leitura deste texto da autoria de Hugo Dantas, de que passo aqui um excerto:

“A história da expansão ultramarina de Portugal, como um todo e nas suas partes, tem sido objecto destes múltiplos métodos de ocultar e deformar a verdade histórica. Mais recentemente, aproveitando o ímpeto projectado desde o estrangeiro, a historiografia anti-Portuguesa tem-se empenhado em reduzir a história da Expansão e do Império ao tráfico negreiro, aos abusos praticados sobre os nativos americanos e africanos, às razias e à guerra.

Ainda que quaisquer alegações relacionadas com estes eventos, em si mesmas, sejam verdadeiras, e em muitos casos não o são, a exposição que com eles se constrói da história de Portugal é falsa. Excluídos ficam os decisivos contributos de Portugal para o progresso da Humanidade: a vitória sobre a distância, a fundação de um verdadeiro mercado mundial, a difusão de tecnologia, a revolução alimentar… Em suma, o pioneirismo na globalização, a tomada da posse da Terra pela Humanidade, dos quais todos, hoje, em maior ou menor grau, gozamos os frutos, desconhecidos dos antigos durante milénios”.


O que mais me incomoda, na Esquerda, é a certeza do futuro — como se a História já tivesse sido testada em laboratório e categorizada através de estatísticas: trata-se de uma visão determinista da História e da Realidade, em que não há espaço de liberdade senão para a casta de iluminados que pretende determinar arbitrariamente o nosso destino e o da História. Existe um fanatismo nessa “certeza do futuro”; um fanatismo da mesma índole da dos Maomerdas, por exemplo, que anunciam que “o mundo será islâmico”.

 

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O que move a Esquerda é uma espécie de religião imanente e monista.


Cada um tem direito às suas taras e manias; e a Catarina Martins tem todo o direito de pensar que a História de Portugal é uma merda.

Mas quando a vejo muito próxima do Poder do Estado, através da muleta do execrável monhé António Costa (coadjuvado ideologicamente pelo sinistro José Pacheco Pereira), o caso muda de figura. Por analogia: eu não me importaria que Hitler tivesse existido como um qualquer cidadão alemão: o que me importa é que ele tivesse assumido o Poder do Estado alemão. Portanto, há que afastar o Bloco de Esquerda do Poder a todo o custo.


A estupidez da Catarina Martins revela-se na contradição de quem defende o multiculturalismo e a chamada “diversidade”, por um lado, e por outro lado de quem nega e denuncia as causas dessa “diversidade” e do multiculturalismo.

Seria como se eu fizesse aqui a apologia do valor gastronómico do presunto “Pata Negra”, e simultaneamente fosse contra a morte do porco (salvo seja). Não é logicamente possível que eu defenda as virtudes do sabor do porco ibérico e, ao mesmo tempo, diga que não devíamos ter morto o porco.

Analogamente, a Catarina Martins é estúpida porque o ideário dela (ou o ideal dela) coincide com a própria negação desse ideal — porque se não existisse colonialismo e escravatura, não existiria (por exemplo) o Brasil, pura e simplesmente! E não seria possível a política identitária do Bloco de Esquerda.

Portanto, já vimos que a criatura é estúpida; mas é muito perigosa, exactamente porque não tem quaisquer filtros psíquicos e intelectuais para a estupidez que alardeia. Porém, a Catarina Martins apenas segue a estupidez alheia que está na moda, por exemplo aquela da “filósofa” Nancy Fraser (de que falarei noutra ocasião) ou de políticos como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (de que dizem ser um filho-de-puta do Fidel Castro).

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Domingo, 13 Maio 2018

O politicamente correcto mata

 

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Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

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A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

Segunda-feira, 23 Abril 2018

Não sejas “fassista”! Obedece ao Bloco de Esquerda!

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,eutanásia — O. Braga @ 5:35 pm

 

pass-auf-ao-burroLemos aqui uma opinião sobre a legalização da eutanásia que coincide largamente com o que eu tenho defendido aqui neste sítio. Mas como eu sou “fassista”, não posso ter razão.

A um esquerdista basta-lhe chamar “fassista” a outrem para que passe a ter razão.

Os fassistas são “fassistas” porque o esquerdista assim o determina.

Quando o radical esquerdista (tipo José Pacheco Pereira) está entalado na sua argumentação, basta-lhe berrar que o seu adversário político é fassista — e pronto!, o fassista nunca tem razão!

Aos olhos do Bloco de Esquerda — e também, em menor escala, do Partido Socialista e do Partido Social Democrata —, quem é contra o aborto e contra a eutanásia é “fassista”.

Portanto, para não sermos fassistas, não estamos autorizados a discordar fundamentalmente do Bloco de Esquerda; para não sermos fassistas, temos que colocar uns antolhos e seguir as cavalgaduras do Bloco de Esquerda.

Segunda-feira, 9 Abril 2018

As propostas-de-lei da eutanásia: qualquer nazi ou comunista empedernido nega que os fundamentos do Direito sejam outros senão os da sua própria vontade

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,eutanásia,Maçonaria,Partido Socialista — O. Braga @ 11:45 am

 

Os totalitarismos modernos só foram possíveis com a absolutização do Direito Positivo. E a Esquerda sabe bem disso. E quando digo “Esquerda”, incluo nela o Partido Social Democrata do Rui Rio.

Entende-se por absolutização do Direito Positivo o desaparecimento dos fundamentos metajurídicos do Direito, ou seja, a obliteração do Direito Natural e o descrédito — na cultura antropológica — da axiomatização jusnaturalista.

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Os “fundamentos metajurídicos” são os princípios substanciais do Direito — por exemplo: a Razão, a Natureza, etc. —, que delimitam a vontade humana em um contexto da sua própria existência e da Realidade.

Em contraponto (aos fundamentos metajurídicos do Direito), a absolutização do Direito Positivo baseia-se na negação de todos os fundamentos metajurídicos em favor de um Direito que não tem outro fundamento senão a vontade humana, ou melhor dizendo, a vontade das elites de cada época que passa.

Por exemplo, quando a Isabel Moreira diz que “o Direito tem que ser antinatural” (a negação do jusnaturalismo e dos seus fundamentos metajurídicos, e a absolutização do Direito Positivo), o que ela faz não é outra coisa senão seguir as peugadas das “ideologias totalitárias” (passo a redundância) do século XX — do nazismo e/ou do comunismo.
Qualquer nazi ou comunista que se preze nega que os fundamentos do Direito sejam outros senão os da sua própria vontade.


As propostas-de-lei da eutanásia do Partido Socialista da Isabel Moreira, por um lado, e do Bloco de Esquerda, por outro lado, diferem apenas no seu aspecto formal e no processo de promulgação.

Na sua substância, ambos os projectos-de-lei baseiam-se no pressuposto de que não existe tal coisa como “fundamentos metajurídicos do Direito”, e que apenas e só a vontade arbitrária e discricionária das elites políticas (ou seja, da "Vontade Geral") deve ditar o Direito.

Ou seja, vivemos em plena ditadura (já com alguns “ameaços” totalitários), e a maioria do povo ainda não se deu conta disso — porque é uma pequeníssima minoria que impõe coercivamente (e de forma arbitrária e discricionária) à maioria da população uma mundividência que recusa a racionalidade substancial das leis e do Direito.

E essa minoria, por sua vez, é controlada por alguns poucos milhares de homens filiados na maçonaria; é neste contexto que Rui Rio foi autorizado (pela maçonaria que controla o seu partido político) a liderar temporariamente o Partido Social Democrata — porque é necessário que este partido não “faça ondas” em relação à legalização antidemocrática da eutanásia.


A perversidade da actual “elite” política é a de que impõe a sua vontade (arbitrária e discricionária) ao povo em nome da “dignidade humana” — assim como os nazis defenderam, por exemplo, a exterminação em massa dos judeus em nome da “dignidade do povo alemão”.

Os positivistas do Direito invocam sempre (no passado, como agora) a “dignidade humana” quando pretendem fazer esquecer os fundamentos metajurídicos do Direito, ou seja, quando pretendem erradicar o Direito Natural e reduzir o Direito à vontade exclusivista das luminárias do regime político vigente.

É neste contexto que a proposta-de-lei da Isabel Moreira (Partido Socialista) é mais coerente em relação ao formalismo do Direito Positivo (totalmente desnaturado de substância metajurídica), do que a proposta-de-lei do Bloco de Esquerda que, alegadamente, é “mais garantista”:

“Um dos pontos que suscitaram dúvidas na bancada do PS tem a ver com o procedimento para que seja autorizada a eutanásia. No texto redigido pelas duas deputadas, basta que dois médicos – o clínico que acompanha o doente e um especialista na doença de que padece – atestem que se trata de uma doença letal e incurável, concordando com a eutanásia, para que o paciente possa requerer este procedimento.

Ora, esse é um procedimento muito mais simplificado do que o que está previsto na proposta do Bloco de Esquerda. O texto bloquista prevê que sejam necessárias cinco autorizações para que o processo tenha luz verde”.

Aquilo que os me®dia chamam de “mais garantista” significa apenas “mais burocrático”.

O Bloco de Esquerda quer fazer passar a ideia segundo a qual “a legalidade é o fundamento da legitimidade”, através da expansão da burocracia que faz progredir a dominação legal sobre a população: com a filosofia política do Bloco de Esquerda (mas também com a do Partido Socialista), a racionalização do Direito e a racionalização das formas de dominação política aumentam através da separação do Direito e da ética; separação da forma jurídica e dos seus fundamentos, por um lado, e os seus fins substanciais, por outro lado.

Porém, a absolutização de um postulado ético substancial — por exemplo, a absolutização do postulado ético segundo o qual “a vida humana é inviolável, mesmo pelo próprio que a vive” — é inconciliável com o puro formalismo da ordem jurídica positivista (ver Max Weber), e, por isso, a racionalidade processual (formal) do Direito, por um lado, e por outro lado a racionalidade substancial do Direito, são dois pólos que se opõem e que são irreconciliáveis.

Ou seja: o “garantismo” da proposta-de-lei do Bloco de Esquerda é apenas formal, porque, em termos práticos, a proposta-de-lei nega a absolutização de um determinado postulado ético (metajurídico).

A probabilidade de que esse postulado ético seja colocado em causa na prática do nosso dia-a-dia aumenta exponencialmente, mesmo com todos esses “garantismos” formais. Por isso é que as propostas-de-lei da Esquerda colocam de facto em causa a dignidade humana (ao contrário do que a Esquerda defende!), quando criam propositadamente a ilusão na opinião pública de que o ser humano pode criar leis perfeitas em matéria de vida ou de morte.

Quarta-feira, 21 Fevereiro 2018

Preparem-se que vem aí mais trampa do Bloco de Esquerda !

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,ideologia de género — O. Braga @ 12:31 pm

 

O Ludwig Krippahl tem aqui um bom texto acerca da chamada “política identitária” que não passa de uma adaptação actualizada do marxismo cultural da Escola de Frankfurt, da sua Teoria Crítica e do conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse.

julio machado vaz webAliás, parece-me que o Ludwig Krippahl tem vindo a virar à Direita — ao contrário do que se passa com alguns correligionários seus, como por exemplo o dr. Morcon, que continua a perorar, aos microfones da Antena 1, a ideologia política marxista cultural que alia Freud a Marx. O problema do dr. Morcon (entre outros) é que, durante décadas, (ele) defendeu determinadas ideias que agora não pode recusar (porque “um homem inteligente nunca se retracta”), apesar das evidências que o contradizem. Se há alguém em Portugal que utilizou a ciência para negar implícita- e publicamente a ciência, foi o dr. Morcon.

O verbete do Ludwig Krippahl centra-se em uma entrevista do professor universitário canadiano Jordan Peterson a um canal britânico de televisão, durante o périplo inglês do professor para promover um seu livro que trata de ética para jovens.

Eu tomei conhecimento da existência do professor Jordan Peterson há mais de um ano, quando ele se colocou contra a lei canadiana C-16, e foi inclusivamente ouvido por uma comissão do senado canadiano. A lei canadiana C-16 é uma lei que, ao abrigo da “protecção dos direitos dos transgéneros”, impõe a toda a sociedade o totalitarismo da aceitação compulsiva da ideologia de género.

Aliás, esta será a próxima “causa fracturante” do Bloco de Esquerda depois da “eutanásia para todos”: a imposição coerciva da linguagem, por decreto-lei fascista, através da “lei dos pronomes”. Portanto, o leitor prepare-se que vem aí mais merda do Bloco de Esquerda… ! (com a aquiescência bonacheirona do António Costa e do Rui Rio, e com a falsa oposição de Assunção Cristas).

O argumento principal da ideologia de género começou por ser o de que “o género é uma construção social, não obstante o sexo ser uma realidade biológica”; mas os ideólogos do género evoluíram, e agora essa premissa já não é válida: hoje, os activistas da Ideologia de Género dizem que “o género é um factor determinado pela existência do indivíduo (é inato), ao passo que o sexo biológico é uma construção social”. E a gente tem que os aturar…!

Sábado, 3 Fevereiro 2018

O José Manuel Pureza e a nova versão do PREC [Processo Revolucionário em Curso]

Filed under: ética,Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 10:27 pm

“Nem a eloquência revolucionária, nem as cartas de amor, podem ser lidas por terceiros sem hilaridade.”

— Nicolás Gómez Dávila


Se lermos este texto do José Manuel Pureza, o conteúdo ideológico parece-nos uma espécie de “amanhãs que cantam” aplicados à ética e à cultura. A argumentação do Pureza sobre a legalização da eutanásia é histriónica; e por isso não é a argumentação que interessa analisar agora, mas antes interessa especificar a atitude do Pureza face à Realidade.

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