perspectivas

Sexta-feira, 24 Abril 2015

A metafísica económica do Partido Socialista

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:45 pm
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O plano económico do Partido Socialista faz lembrar aquele gajo que tem uma camisa muito comprida e umas calças muito curtas: o cu fica tapado, é verdade; mas o andar dele torna-se difícil e desafia constantemente a lei da gravidade.

Em economia, como no andar, devemos aplicar o princípio da navalha de Ockham: “não devemos multiplicar as entidades não necessárias”. A economia de pensamento exige que se uma teoria resolve um problema de forma mais simples, não devemos complicar arranjando teorias mais rebuscadas. O Partido Socialista é ateísta na ontologia, mas altamente metafísico em economia. Ora, misturar metafísica e economia é tão perigoso como os talibãs que misturam religião e política.

Uma das características do plano metafísico do Partido Socialista é o presentismo, o que revela uma mentalidade incivilizada:

“A proposta que está no documento é substituir o consumo presente em relação ao consumo futuro. As pessoas consomem mais no presente e consumirão menos no futuro. A necessidade disto é porque estamos numa situação em que é necessário relançar a procura agregada em Portugal. É isso que distingue significativamente esta proposta daquilo que tem sido feito pelo Governo – que é só actuar do lado da oferta e pensar que actuando só aí a economia começa a crescer. Nós achamos que não. Achamos que é necessário algum alívio para as famílias. No fundo, a redução da taxa contributiva dos trabalhadores para a Segurança Social vai aumentar o rendimento disponível das famílias.”

Ou seja, o cidadão “alivia-se” agora em qualquer lado, e alguém virá no futuro que trate da limpeza escatológica.

O que é importante é que o cidadão “se alivie” agora e a qualquer custo; se o cidadão do futuro passar fome e ganhar teias de aranha no cu, problema dele! A metafísica do Partido Socialista traduzida pelo Paulo Trigo Pereira faz lembrar a estória do professor espertalhão que pretendia ensinar um burro a ler, e a mando do rei: diz Paulo Trigo Pereira: “Não há problema!: em um ano, ou morre o rei (o Partido Socialista), ou morre o burro (o povo), ou morro eu”.

O problema da economia portuguesa é insanável enquanto existir a construção actual do Euro.

Tanto os sequazes de Passos Coelho como os de António Costa sabem disso. Aumentem o consumo interno e as importações disparam, e a dívida nacional não diminui. Mas se não aumentam o consumo interno, a economia só cresce para cerca de 5% da população; disparam as assimetrias sociais, e não há mais impostos sobre as heranças que valham: não me importava de ganhar mais 100% e pagar mais 10% de impostos sobre heranças. Preso por ter cão, e preso por não ter: o Euro assim obriga.

Isto é tão simples que não é necessário meter a metafísica no assunto. Deixemos a metafísica para os metafísicos.

O racismo cultural e as anti-touradas

O racismo já não é hoje a crença na desigualdade das raças, nem a hostilidade de princípio em relação a uma determinada categoria de seres humanos — tudo isso pertence ao passado; em vez disso, o racismo é hoje considerado pelo politicamente correcto, e pela classe política em geral, como qualquer forma de apego a um modo de vida específico, a uma paisagem natal, e a uma identidade particular.

A ideologia dominante actualmente é uma ideologia universalista (maçonaria) que condena no fogo da nova Inquisição qualquer forma de enraizamento cultural e patriótico. É uma ideologia que privilegia a mobilidade irracionalizada, o desenraizamento cultural e político, um novo nomadismo bárbaro, a aceitação do “novo” como sempre melhor do que o tradicional (falácia ad Novitatem), a precariedade como um valor supremo, a instabilidade pessoal como modo de vida.

O conceito actual de “racismo” já não tem a ver com a cor da pele: hoje é classificado de “racista” quem preza a sua cultura e as suas tradições, e quem gosta do seu país e da sua nação. Estes são os novos racistas.

O patriota, para além de ser considerado “racista”, é considerado pelo politicamente correcto como tendo uma natureza corrompida. Quando as pessoas simples do povo dizem que preferem conservar as suas tradições em vez de se submeterem a culturas estrangeiras, os ditos progressistas vêm a terreiro bradar que “o povo é egoísta  e xenófobo”. Ou seja, o povo é racista e corrompido, e há que substituir o povo português por outro povo qualquer.

O culto do mestiço é a inversão do culto nazi da pureza da raça: assim como, para o III Reich, o ariano era o modelo ideal, o mestiço é o modelo ideal da nova ideologia que — tal como os nazis tinham —  têm hoje uma obsessão com a raça, uma mesma sobrevalorização da importância dos factores rácico e étnico na evolução das sociedades humanas. O contrário do racismo passou a ser um racismo em sentido contrário.

É neste ambiente irracional que se situam o Ricardo Araújo Pereira e o Nuno Markl. Ser “anti qualquer coisa” passou a ser a norma. Segundo aquelas mentes anormais, as tradições portuguesas são racistas e/ou desumanas, e o povo tem uma natureza corrompida. Por isso há que acabar com este povo e arranjar outro povo para o substituir. Neste contexto, ser “anti-touradas” assume uma semelhante significação em relação a ser “anti-racista”. 

A decadência da democracia

Filed under: cultura,Política — O. Braga @ 5:46 am
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Um candidato socialista espanhol às próximas eleições aparece nu nas redes sociais e em painéis de rua (outdoors), apenas com uma rosa a tapar as partes pudibundas.

psoe-meruelo-web

“Este miércoles han aparecido colgados por las calles del pueblo carteles con una fotografía de Luis Alberto totalmente desnudo y con sólo una rosa roja tapándole los genitales. El candidato aparece señalando con el dedo al frente y sobreimpresionado puede leerse el siguiente lema: “Soy mejor que tú y lo sabes”. Además, ha publicado otra versión del cartel en el que aparece de espaldas (de nuevo una rosa le tapa el trasero) y señala su espalda donde se puede leer: “No cuentas en Suiza, ni en Andorra, ni tarjeta black, ni me tocó la Lotería de Navidad del feriante”.”

Não tarda nada vamos ver nas ruas das cidades portuguesas painéis com uma versão estática do “Bearback Mountain”, com o Sampaio da Névoa a montar o Monhé das Cobras.

Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira: dois pacóvios anormais armados em espertalhões

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Comunicado da ProToiro:

“Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira surgiram num vídeo ( http://bit.ly/video_Markl_RAP ) da ANIMAL fazendo afirmações demagógicas que promovem falsidades e preconceitos contra a cultura taurina e os milhões de aficionados portugueses.

A Rádio Comercial surge nesta campanha pelo que pedimos que entrem no Facebook da Rádio Comercial em https://www.facebook.com/RadioComercial e deixem o vosso protesto, respeitoso, sobre a presença irresponsável desta marca na campanha e porque vão deixar de ouvir a Comercial.

picassoA primeira mentira tem que ver com o facto de que os “supostos” apoios milionários, que estes grupos anti-taurinos, falam não passarem de uma completa invenção. O próprio Ministério da Agricultura respondeu ao Bloco de Esquerda, no parlamento português, afirmando categoricamente que “Não existe qualquer apoio que seja atribuído aos touros de lide”, tal como o IAFP, organismo responsável pela atribuição de apoios agrícolas, confirmou não existir qualquer programa de apoio à tauromaquia.

A Tauromaquia movimenta milhões de portugueses anualmente e é tutelada pela cultura e, ao contrário do teatro, da música ou do cinema, não recebe um cêntimo do estado central. É a actividade cultural que mais retorno dá às autarquias e a única que se auto-sustenta. Além disso, esta é uma actividade cultural que cria riqueza, emprego e lucro para o estado, através dos impostos directos e indirectos que gera.

Segunda, toda presença de menores na prática do toureio é feita dentro dos preceitos da lei. Além do mais, as touradas são parte integrante do património da cultura portuguesa, sendo assim consideradas também pelo Estado português. Logo, cabe ao Estado a obrigação de promover o acesso de todos os cidadãos à cultura, tal como não pode deixar de suceder com as corridas de toiros. Razão pela qual os menores têm todo o direito de aceder à cultura taurina, cabendo ao pais a decisão de que espectáculos culturais frequentam os seus filhos.

Entretanto esta Federação vai pedir esclarecimentos à Media Capital, empresa detentora da Rádio Comercial, sobre o envolvimento desta marca nesta campanha lamentável. Enviem o vosso protesto para sec.administracao@mediacapital.pt e aitavares@mediacapital.pt.

A ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, lamenta que duas figuras públicas venham de uma forma tão leviana, demagógica e irresponsável, promover preconceitos taurofóbicos sobre os milhões de portugueses que vivem e amam livremente a sua cultura.

PROTOIRO
Federação Portuguesa de Tauromaquia”

Quinta-feira, 23 Abril 2015

Cinismo: « “abrir caminho para uma sociedade socialista” não é normatividade»

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 10:49 am
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O “normativo” é o que fixa e/ou prescreve uma “norma”; e uma norma é toda a regra em relação à qual se pode emitir um juízo de valor. O que é “normal” é o que está conforme com a norma que se pode conceber em referência quer a um costume mutável ou habitual, quer a um modelo descritivo mais ou menos convencional como é o caso das normas lógicas ou jurídicas.

Quando no preâmbulo da Constituição está escrito “abrir caminho para uma sociedade socialista”, estamos perante um modelo descritivo que define uma norma jurídica. Afirmar que essa proposição do preâmbulo da Constituição — “abrir caminho para uma sociedade socialista” — “não é normatividade”, ou é estupidez ou má-fé.

“Abrir caminho para uma sociedade socialista” é uma regra constitucional em relação à qual se pode emitir um juízo de valor e, por isso, é uma norma no sentido lato do termo.

Uma norma pode ser simultaneamente descritiva; por exemplo, o conceito de “saúde” é simultaneamente descritivo (disposição e reacção de um organismo em relação a doenças) e normativo (a referência à “boa saúde” como valor, e não à saúde como facto, o que nos conduz a classificar um estado patológico em contraposição a um estado normal).

Ser “normativo” é, portanto, privilegiar e mesmo até mesmo procurar impôr valores (por mais estúpidos que estes sejam), e só uma comunidade de valores pode fundar a adesão a um juízo normativo. “Abrir caminho para uma sociedade socialista” é tentar impôr um valor e trata-se de pura normatividade.

Quarta-feira, 22 Abril 2015

Adriano Moreira desilude

Filed under: Política — O. Braga @ 2:06 pm
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“O que parece tornar evidente que a ONU, ainda que imperfeita nas definições e intervenções, continua a ser o projecto mais esperançoso no sentido de impedir o progresso dos regionalismos não convergentes, isto é, o mundo partilhado.”

Para além do facto de Adriano Moreira escrever (ou permitir que alguém escreva por ele) segundo o Aborto Ortográfico, a sua “revienga” ideológica é brutal. Vamos ver:

Parece que — segundo Adriano Moreira — há “regionalismos não convergentes”, o que significa podem existir “regionalismos convergentes”. Acontece, porém, que os “regionalismos convergentes” anulam-se enquanto regionalismos através de uma concepção de “mundo partilhado” que significa “governo global”. E esse “governo global” — continuo a interpretar Adriano Moreira — não é neoliberal: Adriano Moreira não nos explica como conciliar um governo global, seja ele neoliberal ou não, com a manutenção das especificidades regionais.

O progresso é visto — por Adriano Moreira — como uma lei da Natureza, o que pressupõe uma visão hegeliana da realidade. Parece que Adriano Moreira passou a estar condicionado pelas “opiniões opinativas” da sua (dele) filha socialista, para evitar um qualquer conflito em família.

A ascensão da supremacia americana depois da queda do muro de Berlim pode comparar-se à queda das cidades-estado gregas através do império macedónio de Alexandre.

O que o mundo helenístico nos trouxe foi a decadência da cultura grega das cidades-estado através de uma miscigenação cultural com os bárbaros — a decadência da ciência (no pós-modernismo), o surgimento do cientismo que se subjuga à arbitrariedade da política vulgar, a insegurança generalizada e global, a repartição do globo entre os tiranos (sucessores de Alexandre), o definhamento da alta cultura, a morte da filosofia, a afirmação na cultura antropológica de mitos mundanos e vulgares, a pobreza de espírito.

Portanto, o que é preciso é resgatar as “cidades-estado” da Europa — porque o simples retorno a elas é impossível. É preciso um Renascimento da Europa que passa pela valorização das regiões e dos países da Europa. Adriano Moreira está enganado.

Segunda-feira, 20 Abril 2015

O critério da verificação do direito

Filed under: Justiça,Política,Portugal — O. Braga @ 12:28 pm
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Mulheres forçadas a espremer mamas para provar que amamentam

Clique na imagem para ler a notícia


Eu compreendo a argumentação da Helena Matos, mas há que ver o problema no plano dos direitos: parece que o actual critério de verificação de um direito depende exclusivamente do facto de custar dinheiro ao Estado.

O direito de uma mulher amamentar o seu filho é um direito natural que o Direito Positivo apenas adoptou; esse direito existia antes do Positivismo. Mas como esse direito natural custa dinheiro ao Estado (ou a outra entidade empregadora), tem que ser verificado através do esguicho da mama da mãe.

Mas, por exemplo, o reconhecimento legal do direito ao “casamento” gay não provém de um direito natural, mas como não custa dinheiro ao Estado não há que verificar se as duas avantesmas são gays. Basta que eles assumam que são gays e o direito ao “casamento” gay realiza-se.

Temos, portanto, um direito natural que custa dinheiro ao Estado, e um direito positivo mas não natural que não custa dinheiro ao Estado. E o Estado verifica a autenticidade do primeiro mas não a do segundo. O critério da verificação do direito é o dinheiro, e não o direito entendido em si mesmo.

Aparentemente, desde que não custem dinheiro ao Estado, todos os direitos e mais alguns são permitidos e passíveis de ser legalizados. Em última análise, e por absurdo, se um assassínio não custasse dinheiro ao Estado através do processo em tribunal, também seria permitido como direito.

Portanto, é a lógica do sistema do Direito que temos que está em causa. O Estado desconfia de um direito natural porque lhe custa dinheiro, mas por outro  lado abre uma caixa-de-pandora de todos os direitos não-naturais desde que sejam grátis em relação ao Estado. Desde que o Estado não seja (aparentemente) sobrecarregado com despesas, podes transformar uma tara qualquer em direito.

Sendo o direito de uma mãe amamentar o seu filho um direito natural, ou é reconhecido pela lei ou não, e independentemente do dinheiro que o Estado gaste. Se Passos Coelho entende que esse direito natural não deve ser reconhecido por lei porque custa dinheiro ao Estado, ou entende que a lei deve ser revista estabelecendo um prazo máximo de amamentação da mãe, então que actue nesse sentido; mas o Estado não tem é o direito de transformar todas as mães em prevaricadoras em potência.

Domingo, 19 Abril 2015

A baixa natalidade e os novos hilotas

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 12:29 pm
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Uma das soluções apresentada pela Esquerda para o problema da natalidade é a criação de uma nova classe de hilotas. Os hilotas da Esquerda não são escravos (como não eram em Esparta): mas são hoje imigrantes que acabam por ser uma espécie de propriedade do Estado. A Esquerda leva muito a sério a “República” de Platão (mas só a parte dedicada à política).

A baixa natalidade em Portugal é um problema cultural e por isso não há dinheiro que o resolva.

O Estado pode derreter o PIB nacional inteiro no apoio à natalidade que os efeitos serão proporcionalmente muito pequenos: é daquelas situações em que, em cada Euro investido, há um retorno de menos de 10% do capital investido; 90% do dinheiro investido é deitado fora. Mesmo que pagassem 100% do ordenado a uma mulher portuguesa actual (em juízo universal) para ficar em casa depois de ter um filho e durante quatro anos, estou convencido que os resultados seriam surpreendentemente baixos.

As mulheres não estão para parir, porque querem ser iguais aos homens.

Essa coisa de parir inferioriza a mulher. A gravidez é uma doença que se trata com medicamentos comprados na farmácia. Perante esta cultura, não há nada a fazer senão deixar correr o marfim até que a urgência do país seja de tal forma que os líderes políticos (ou os seus sucessores) sejam encostados ao paredão.

O mundo dá muitas voltas; não sabemos o futuro.

Pensamos que o futuro não será muito diferente do presente, e enganamo-nos amiúde. Se é provável que a baixa natalidade acabe com o país a médio prazo; se é provável que Portugal desapareça como país porque não tem hoje crianças; também é provável muita coisa diferente, por exemplo, é provável o colapso do Euro, a transformação da União Europeia em uma espécie de EFTA, o reaparecimento de ditaduras na Europa e o esquerdalho encostado ao paredão.

Andamos todos a brincar com coisas sérias.

Quando digo “todos”, incluo a “direita” do Partido Social Democrata e do CDS/PP. O problema da baixa natalidade vai chegar a um ponto tal que apenas se resolverá com o aparecimento de uma nova ideologia política; e haverá gente a chorar baba e ranho, ranger de dentes entre as feministas, neoliberais e esquerdistas que pensam que a História é irreversível e o “progresso” (tal como é concebido hoje) é uma lei da Natureza. A História já demonstrou que nem sempre a aliança com a plutocracia — que caracteriza hoje a Esquerda e a Direita politicamente correctas — garante o Poder.

Sábado, 18 Abril 2015

A greve dos pilotos da TAP é crime público

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 10:00 am
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Uma greve que vai causar muitas de dezenas de milhões de Euros de prejuízos à TAP e várias centenas de milhões de prejuízos à economia portuguesa, só pode fazer parte de uma estratégia de privatização da TAP — é uma política de terra queimada para tornar mais barata a TAP e mais fácil a sua aquisição.

Quando estamos perante um crime, devemos perguntar: ¿quem beneficiou com o crime?

Neste caso, quem beneficia com o crime da greve dos pilotos na TAP só pode ser um qualquer lóbi político e financeiro que queira comprar a TAP.

Sexta-feira, 17 Abril 2015

A “direita” já perdeu as próximas eleições

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 9:10 am
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O anúncio da intenção de cortar — ainda mais! — nas reformas dos cidadãos foi a machadada final: a “direita” já perdeu as próximas eleições.

Deixar a política de comunicação do CDS/PP a cargo de neófitas como Cecília Meireles é “a morte do artista”. Neste aspecto o Partido Social Democrata anda melhor: o porta-voz do partido é o Marco António Costa, que apresenta uma credibilidade e uma maturidade que a Cecília Meireles não tem.

Dizer que se pretende cortar 600 milhões de Euros em reformas implica necessariamente dizer claramente os termos concretos e os detalhes desse corte. Defender esse corte de uma forma abstracta, como fez a “direita”, é uma política de comunicação desastrosa que anuncia já uma derrota eleitoral estrondosa.

Infelizmente é a “direita” que temos. “Quem se deita com crianças acorda mijado”.

Quinta-feira, 16 Abril 2015

Sampaio da Névoa

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 9:52 am

sampaio da nevoa web

Terça-feira, 14 Abril 2015

Theodore Dalrymple poderia dizer isto de outras pessoas na política

Filed under: Política — O. Braga @ 9:55 pm
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“Just as talent has little connection to character, it also has little connection to intelligence, beyond the basic cognitive abilities necessary for the talent to flourish.

isabel moreira-web

The ability, willingness, and desire to hate are keys to success for untalented persons because they lend to their conduct a ruthlessness that it might otherwise lack. Moreover, it serves as a moral justification for that ruthlessness. Everyone thinks that she is a good person, give or take an occasional fall from grace.

It follows, therefore, that those whom she hates must be bad persons, as must be those who are or whom she imagines to be her enemies. (Such a person hates her enemies, but not only her enemies.)

It also follows that ruthlessness becomes a moral duty, for otherwise the bad would triumph over the good. Did not Burke say that all that was necessary for evil to triumph was for good men to do nothing? Actually, it is not certain that he said it, but a moral aphorism’s truth does not depend upon its provenance. 

So in the minds of the untalented ambitious, their own ruthlessness becomes not a rather unpleasant human trait, occasionally but by no means often justified by the moral purpose that it serves, but rather a sign of their own purpose’s laudable seriousness. Only the ambition of others is bad, but that is because they are enemies or bad people. Hence, no quarter is due to them, and scruple becomes faintheartedness or cowardice.”

Triumph of the Mediocre

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