perspectivas

Quinta-feira, 5 Março 2015

A tentativa da Esquerda de reviver o PREC [Processo Revolucionário em Curso]

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 8:00 am
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Em finais da década de 1970, durante uma campanha eleitoral, o país encheu-se de grafites nas paredes com a frase: “Sá Carneiro paga o que deves”. Alegadamente, Sá Carneiro teria uma dívida a um Banco de 33 mil contos. O Partido Comunista até imprimiu uma nota que podemos ver abaixo.

carneiro-caloteiro

Depois das eleições — de que não me lembro quem as ganhou — o assunto da putativa dívida de Sá Carneiro à  Banca deixou de ser falado. Mais tarde vim a saber que não existia dívida propriamente dita, mas de um empréstimo ao Banco em um contexto de um negócio qualquer.

Com o caso da dívida de Passos Coelho — que já foi paga, mas que continua a ser considerada “dívida” pela Esquerda — à  SS (Segurança Social), parece-me que vamos entrar em uma campanha eleitoral à  moda do PREC [Processo Revolucionário em Curso] da década de 1970.

Terça-feira, 3 Março 2015

O José Pacheco Pereira entre o milagre a utopia

Filed under: Política — O. Braga @ 7:40 pm
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Quem ler este texto do José Pacheco Pereira percebe que ele pensa que a União Europeia funciona mal. A diferença entre ele e o Passos Coelho é que este pensa que a União Europeia não funciona tão mal quanto isso; mas ambos pensam que a União Europeia funciona, embora o José Pacheco Pereira pense que poderia funcionar melhor.

Ambos recusam a ideia de que a União Europeia não funciona, porque não teria uma função (do latim functio, “cumprimento”, “execução”). Em biologia, função é o conjunto de propriedades activas de um órgão no seio de um ser vivo segundo leis endógenas. Para que um órgão funcione terá sempre que existir uma identidade entre variáveis que se aproxime da noção de lei. E quando essa identidade entre variáveis não existe a nível básico e fundamental (os povos da Europa), o “funcionamento” da União Europeia é uma ilusão ou uma utopia, e a lei é substituída por uma ordem mais ou menos provisória e desordenada.

O José Pacheco Pereira critica a União Europeia com o propósito de contribuir para que ela funcione melhor. Mas há uma diferença entre o milagre e a utopia: esta depende exclusivamente do ser humano. Eu prefiro acreditar em milagres.

“Os amanhãs que cantam” de Dugin

Filed under: Política,religiões políticas — O. Braga @ 1:06 pm
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Se olharmos bem para a história das religiões universais, algumas efectuaram cortes com o passado através de reformas (por exemplo, o Cristianismo em relação ao Judaísmo, ou o Budismo em relação ao Hinduísmo), e outras apenas “evoluíram na continuidade” (sem cortes) a partir de religiões superiores (por exemplo, o Taoísmo ou o Confucionismo).

duginNo caso do Cristianismo assistimos até a um facto curioso: os primeiros cristãos não se consideravam sequer como  portadores de uma nova religião: em vez disso, assumiam-se como reformadores do Judaísmo; foram necessárias várias gerações de cristãos (com a influência do Cristianismo helenista) para que as reformas éticas e teológicas se traduzissem em um corte epistemológico com o Judaísmo, embora o Antigo Testamento judaico não fosse recusado pelo Cristianismo e passasse a justificar a cristologia.

Nas religiões políticas modernas passa-se algo semelhante: os cortes epistemológicos não podem ser radicais se se pretende que sejam seguros e efectivos, por um lado, e por outro  lado têm sempre que assumir o legado da religião política dominante no momento em que se impõe uma qualquer reforma. Ou seja, qualquer eventual corte epistemológico de uma nova religião política na Rússia, em relação à religião política preponderante nos Estados Unidos (“A Democracia na América”, de Tocqueville), tem que assumir o legado americano se quiser ter algum fundamento na realidade.

Se lermos este texto de Dugin, verificamos que ele não aceita, de modo nenhum, o legado americano; por isso, qualquer religião política por ele engendrada está condenada ao fracasso — porque ele não defende reformas a partir de um status quo: em vez disso, defende um corte radical com a realidade, o que é “papel carbono” da mente revolucionária que falhou estrondosamente com a queda do muro de Berlim.

Segunda-feira, 2 Março 2015

A Raquel Varela e a prostituição feminina

Filed under: ética,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 7:51 pm
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A julgar pelas perguntas que a Raquel Varela faz aqui acerca da prostituição, talvez ela precise de ler o “Tratado da Natureza Humana” de David Hume — não porque  o livro tenha alguma coisa de positivo, mas pelo que ele tem de negativo.

“Dizem por aí que vender sexo é um trabalho como outro qualquer…

A mais velha profissão do mundo é…caçador-colector, pescador, cozinheiro, ama ou cuidador, vigia…A prostituição é histórica, como tudo. Não é natural. E por isso não tem que ser eterna. O sexo, sim, é natural. E também histórico, ou seja, a forma como o vivemos/fazemos muda no seio das relações que vivemos, e com quem vivemos.”

→ Raquel Varela

Podemos perguntar: ¿onde é que a História se desliga da Natureza Humana?

Do que estamos a falar é da Natureza Humana, e não da natureza do mundo animal, em geral. Ou seja, se a prostituição é histórica, então pertence à  Natureza Humana — a não ser que a Raquel Varela faça coincidir a História com a descoberta da escrita, e na medida em que a Natureza Humana não surgiu, como que por milagre, com a descoberta da escrita.

Através da sociobiologia, existe hoje uma tendência para desconsiderar a Natureza Humana enquanto tal, e inserir a natureza do ser humano no contexto do mundo animal em geral (falácia de apelo à natureza).

(more…)

A eficácia política da ministra da justiça Paula Cruz

 

Assim como o sistema político democrático privatiza os lucros da Banca e socializa os seus prejuízos, assim privatiza os comportamentos individuais e socializa as suas consequências.

Em nome da “autonomia individual” vão-se legitimando aberrações comportamentais que se impregnam na cultura antropológica através do Direito Positivo, e cujas consequências terão que ser socializadas.

paula-teixeira-da-cruzPor exemplo, a ministra da justiça do Partido Social Democrata defendeu (em discurso directo nos me®dia) a legalização do comércio e consumo de drogas — em absoluta sintonia com o Bloco de Esquerda, diga-se. Por isso é que já não faz grande sentido falar em Esquerda e Direita, mas antes em um “sistema político”, em que gente com um arquétipo mental semelhante, apenas luta pelos privilégios do Poder.

Reduz-se quase tudo a uma questão de Poder. Ou, como escreveu Nicolás Gómez Dávila, “o político democrático nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que julga ser eficaz”.

A eficácia do político democrático é sempre a de socializar as consequências dos comportamentos individuais aberrantes tornados legítimos através do Direito  — por exemplo, a transformação da sodomia em casamento: quando os índices de propagação da SIDA (e de outras “doenças anais”) continuam a aumentar, legaliza-se o “casamento” sodomita ao mesmo tempo que se socializa as suas consequências através da sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde.

O indivíduo socialmente atomizado é o novo elemento revolucionário

 

Na década de 1970, algumas autarquias controladas pela Esquerda exibiam gratuitamente filmes soviéticos às populações. Depois da queda do muro, os filmes soviéticos grátis acabaram. Mas surpreendeu-me a notícia de que a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, lá no cu de judas, exibiu recente- e gratuitamente o filme “As 50 Sombras de Grey” ao povo da autarquia — como se se tratasse de um filme pedagógico indispensável ao progresso cultural do povo…!

Depois da queda do muro, a renovada religião política de Esquerda — em conluio com uma certa direita libertária — transformou a mulher em uma espécie de hierodula, ou, em termos que toda a gente entenda, em uma prostituta sacrificial. E tudo isto em um momento em que a patética ministra da igualdade, Teresa Morais (¿será que ela foi ver o filme “As 50 Sombras de Grey”?), lança uma campanha nos me®dia contra a violência entre namorados. Há aqui qualquer coisa de profundamente contraditório, mas essa contradição é propositada; não se trata apenas de mera estupidez, mas também de uma ideologia que sustenta uma nova religião política.

A nova religião política que a Esquerda maçónica indrominou depois da queda do muro — e na sequência  das ideias marxistas culturais de Marcuse ou de Wilhem Reich — tem um dos fulcros na perversão do acto sexual. Isto não tem nada de novo: já os primeiros profetas de Yahweh, ainda antes do exílio, tinham denunciado os sacrifícios sexuais das virgens hierodulas ao deus Baal (a erotização da dominação e da subordinação, como acontece hoje n’ “As 50 Sombras de Grey” ), e foi por isso que o Judaísmo caiu no extremo oposto de um rigor moral radical no que respeita à  sexualidade. 

A Esquerda (e os libertários de direita, que segundo Lenine são os “idiotas úteis”) dizem que a perversão sexual deve ser vista no âmbito da “escolha individual”. Da mesma forma, dizem que o aborto, por exemplo, também deve ser visto em um âmbito de “escolha individual” — como se a “escolha individual”  pudesse ser inserida em um contexto de vácuo ético, político, social e cultural.

O conceito de “autonomia pessoal” passou a ser sinónimo absoluto de “liberdade negativa”1. O indivíduo socialmente atomizado é o novo elemento revolucionário. E é este novo conceito enviesado de “autonomia pessoal” que irá inexoravelmente colocar em causa – na nossa sociedade — a liberdade propriamente dita.


Nota
1. A liberdade negativa é aquela que consiste em não ser impedido de agir — a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura.

Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral

Sexta-feira, 27 Fevereiro 2015

As três ameaças ao Estado de Direito democrático ocidental

Em relação a este comentário, convém dizer sucintamente o seguinte:

1/ o liberalismo político da Europa não está — nem nunca estará — preparado para lidar com a Jihad islâmica; perante a ameaça islâmica, o liberalismo político europeu terá que se anular, pelo menos provisoriamente.

2/ para além da Jihad islâmica, que é uma ameaça externa ao liberalismo político ocidental, existem de facto duas ameaças internas, sendo que ambas têm como ponto comum a erradicação (eliminação) dos factores metajurídicos subjacentes aos princípios do Estado de Direito tal como concebido pelo positivismo de Kelsen. Esses factores metajurídicos (que também existiam na democracia da Grécia antiga, com a religião de Atenas) são a religião cristã que enforma a cultura antropológica ocidental, por um lado, e por outro  lado a Tradição sem a qual não é possível a democracia ocidental.

Os factores metajurídicos são aqueles que estão “antes” (são a condição) do Direito Positivo e da Constituição que fundamenta o formalismo do Direito Positivo em um Estado de Direito democrático ocidental.

Por detrás de uma Constituição de um Estado de Direito democrático ocidental está toda uma História, uma tradição e uma cultura antropológica fundada nos princípios éticos e ontológicos historicamente influenciados pelo Cristianismo. Sem esses factores metajurídicos, o formalismo do Direito Positivo pode tornar legal qualquer forma de regime político que não respeite a ética herdada do Cristianismo.

3/ Vamos ver, a título de exemplo, o fenómeno do Confucionismo na China.

“Não murmuro contra Deus e não me encolerizo com os seres humanos. Investigo aqui em baixo, mas aponto para o alto. É Deus quem me conhece”. — Confúcio

O Confucionismo tinha uma concepção ética secular (secularismo), baseada não na transcendência divina ou na religião, mas antes baseada em leis e regras sociais e políticas (as quatro virtudes: Hsiao, Jen, Li, Yi). Ou seja, o Confucionismo era uma religião política (uma doutrina de Estado). Porém, o Confucionismo tinha uma “regra de ouro” invocada, mais ou menos na mesma altura por Sócrates e, mais tarde, no Sermão da Montanha por Jesus Cristo (Mateus 7,12): “Não faças aos outros o o que não queres que te façam a ti”.

Por outro  lado, embora o Confucionismo não tivesse oficialmente em consideração a religião propriamente dita, tinha, não obstante, factores metajurídicos “invisíveis” (a Tradição) que se baseavam em elementos da religião imperial chinesa (anterior ao Confucionismo e ao Taoísmo). Sem o legado cultural e histórico da religião imperial chinesa, o Confucionismo não faria qualquer sentido nem poderia ter-se imposto na China.

São os elementos metajurídicos que dão sentido ao formalismo processual do Direito Positivo na democracia ocidental.

4/ as duas ameaças internas ao liberalismo político são o neoliberalismo que transporta consigo o Marginalismo radical e o social-darwinismo para dentro da ética, desprezando os elementos metajurídicos do Estado de Direito democrático ocidental, por um lado; e por outro  lado, o marxismo cultural que tenta mesmo erradicar e eliminar esses factores metajurídicos, transformando o Direito em um código arbitrário à mercê de uma elite gnóstica moderna.

Quinta-feira, 26 Fevereiro 2015

«Não existe um modelo único de família» — diz a deputada comunista Rita Rato

 

O que a deputada comunista diz, é verdade. Mas o que não pode haver é vários modelos de família em uma mesma sociedade. Por exemplo, em uma sociedade islâmica, a poligenia é o modelo oficial e cultural de família sancionada pelo Estado islâmico. Podem existir, nas sociedades islâmicas, casamentos monogâmicos, mas a monogamia é entendida pela doutrina estatal islâmica como a condição da poligenia (um primeiro estádio da poligenia).

evolução gay

O que a deputada do Partido Comunista tem que decidir é qual o modelo de família que o seu (dela) partido defende para a sociedade portuguesa. Engels abordou o problema da família e da propriedade privada, mas estava longe de supôr que, algum dia, um Partido Comunista defendesse o “casamento” gay. Álvaro Cunhal, o histórico dirigente do Partido Comunista, afirmou em uma entrevista na RTP conduzida por Carlos Cruz na década de 1990, que “a homossexualidade é uma coisa muito triste!” (sic).

Portanto, segundo o marxismo, o que estava em causa era o modelo da chamada “família patriarcal”, mas nunca passou pela cabeça de Karl Marx ou de Engels adoptar o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos. Pelo contrário: Engels criticou duramente o comportamento homossexual!, cuja causa atribuiu à desordem da sociedade causada pela “família patriarcal”. Nunca Engels ou Marx defenderam ou validaram a homossexualidade como comportamento normal ou normalizável.

Se querem discutir e colocar em causa o conceito de  “família patriarcal”, é uma coisa; se querem dizer que é possível coexistirem, em uma sociedade, vários modelos de família (por exemplo, a poligenia, a poliandria, a poliamoria, o “casamento” gay, etc.), é outra coisa que raia o absurdo.

Podemos deduzir que o ataque da Esquerda à “família patriarcal” justifica a defesa da proliferação de modelos de família na sociedade portuguesa. Não se trata aqui de libertarismo, mas de uma política cultural e social de terra queimada. É uma política de “roleta russa”: não se sabe bem no que dará essa política no futuro, mas confia-se que a bala não será disparada imediatamente quando se percutir o gatilho. Mas nunca se sabe o futuro!

A política de Esquerda em relação à  família resume-se a este conceito: “mais vale destruir tudo, do que termos o que temos neste momento; e depois de tudo destruído, logo se verá o que havemos de fazer”.

Quarta-feira, 25 Fevereiro 2015

José Sócrates arranjou um par de botas…

Filed under: Política — O. Braga @ 10:48 am
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…mas não só: também faz chamadas telefónicas a partir da prisão.

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Terça-feira, 24 Fevereiro 2015

Quando for a Lisboa, vou fazer a barba ao Figaro’s Barbershop, e levo a minha cadela

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 6:11 pm
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A inclusão (social) pode ser uma forma de exclusão na medida em que exclui a diferença qualitativa. Quando dois seres humanos diferem qualitativamente, pela sua essência ou natureza — um homem é diferente de uma mulher —, o fanatismo politicamente correcto da “inclusão”  exclui a diferença.

Figaro’s Barbershop

Por outro  lado, a “inclusão” feminista não inclui as mulheres, na medida em que reivindica direitos especiais  para elas (por exemplo, em Portugal, a mulher tem o direito de matar um filho recém-nascido sem levar pena de prisão).

Ou seja, o argumento feminista da “inclusão” auto-exclui positivamente a mulher; é um argumento exclusivo, e não inclusivo; é exclusivo no sentido dos privilégios que reivindica para a mulher, e não propriamente em matéria de direitos que nega ao homem (e aos cães).

Se abrisse (em Lisboa) um cabeleireiro só para mulheres e para gatos, eu não faria disso motivo para invadir o estabelecimento comercial. Até acharia original. Mas a exclusão inclusiva feminina não tolera qualquer exclusão que não seja a feminista.

O Partido Socialista e o aeroporto de Beja

Filed under: Política — O. Braga @ 4:33 pm
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A história do aeroporto de Beja faz lembrar uma outra do careca que só tinha dois cabelos e foi ao barbeiro, que lhe diz: “Caro senhor, caiu-lhe um cabelo e agora só tem um!”; ao que o careca responde: “Não há problema!, deixe ficar assim mesmo despenteado!”.

Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015

A Rússia precisa da União Europeia como a boca precisa de pão

Filed under: Europa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:20 am
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Há no Observador uma plêiade de idiotas que reduzem a realidade a uma ideologia maniqueísta. Há aqui um burro que afirma que “a Rússia quer acabar com a União Europeia” (enquanto agremiação de países), quando em verdade a Rússia precisa da União Europeia para que a sua economia possa ser sustentável.

É preciso que as pessoas entendam o seguinte: o problema da Rússia não é especificamente com a União Europeia: o problema da Rússia é com os Estados Unidos de Obama — porque estou convencido de que se existisse um presidente republicano nos Estados Unidos, não existiriam os problemas que temos hoje na Ucrânia.

A União Europeia é uma extensão da política americana na Europa, qualquer que seja essa política. A União Europeia é uma anã política. A “União Europeia” significa “subserviência canina aos Estados Unidos”. Quando a política externa americana é má e contraditória, como é a de Obama, é a União Europeia que paga a factura.

Quando a União Europeia impõe sanções económicas à  Rússia por causa da anexação da Crimeia (Crimeia que sempre pertenceu à  Rússia, pelo menos desde o tempo do Czar Pedro O Grande), seria estúpido — como é estúpido o escriba do Observador —  que a Rússia desse a outra face e não reagisse: é neste contexto que devemos ver, por exemplo, os apoios financeiros ao Syriza e à Front Nationale de Marine Le Pen.

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