perspectivas

Quinta-feira, 3 Setembro 2015

As puras donzelas da Ideologia de Género

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:10 pm
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Em uma audiência pública, uma pura donzela lésbica achou que uma determinada pessoa, presente na audiência, estava a mais.

Ver a história completa aqui.

 

Segunda-feira, 31 Agosto 2015

Só há uma forma de salvar o Euro

Filed under: Política — O. Braga @ 9:36 am
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A única forma de evitar o fim do Euro é democratizar a Europa, por um lado, e desnacionalizá-la totalmente, por outro lado.

“Democratizar a Europa” significa, por exemplo, a eleição directa de um presidente da União Europeia com poderes de regulação política; e dar poder político real ao parlamento europeu, do qual sairá o governo da Europa. Significa também o fim da Comissão Europeia e o fim do Conselho Europeu de primeiros-ministros.

Se a democratização da União Europeia é, em tese, possível, a desnacionalização dos países da União Europeia é impossível.

A desnacionalização dos países da Europa significa que os franceses, por exemplo, com cerca de 55 milhões de nacionais, teriam menos força política na União Europeia que os alemães com 80 milhões. Isso já acontece hoje de certa forma, mas a França tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, e a Alemanha não tem; ou seja, a França mantém o estatuto de vencedor da II Guerra Mundial, o que lhe dá uma vantagem política global que equilibra o poder fáctico com a Alemanha.

A desnacionalização dos países da União Europeia significaria a realização progressiva de um IV Reich alemão, com a ajuda dos países limítrofes da Alemanha: Holanda, Bélgica, Áustria, entre outros. E alguém terá que me convencer que os franceses, um dia qualquer, deixarão de ser franceses.

Quem defende o Euro vive o momento de hoje; não pensa no futuro. Carpe Diem é a característica dos políticos portugueses em geral.

Domingo, 30 Agosto 2015

A Esquerda, o pasquim Público, e a imigração em massa

Filed under: Europa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 1:48 pm
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“A mundialização aboliu as fronteiras para os mercados, mas para os seres humanos foram erguidos muros em todo o mundo, por causa das preocupações com a segurança e o desejo de conter a imigração ilegal, apesar de os especialistas duvidarem da sua eficácia a longo prazo. Há um quarto de século, quando caiu o muro de Berlim, havia 16 muros a defender fronteiras no mundo. Hoje há 65, construídos ou em vias de ficarem prontos, diz Elisabeth Vallet, da Universidade do Quebeque”.

pasquim Púbico


“As vantagens políticas e económicas que levam as pessoas a procurar asilo na Europa são o resultado da jurisdição territorial. As jurisdições territoriais só podem sobreviver se as fronteiras forem controladas. A civilização Ocidental depende da ideia de “cidadania” que não é global, mas antes é radicada na jurisdição territorial e lealdade nacional”.

— Roger Scruton, “The West and the Rest”


Roger Scruton coloca o problema de uma forma tão clara que até fere a vista!

Sem jurisdição territorial e sem fronteiras não pode haver propriamente asilo político e/ou económico nos países da Europa. Se a cidadania passa a ser global e as jurisdições territoriais abolidas, deixa de haver diferença entre o Próximo Oriente, por exemplo, e a Alemanha. E sem essa diferença, deixam de existir as vantagens políticas e económicas que levam as pessoas a procurar asilo na Alemanha. Ou seja, a Alemanha passa a ser uma espécie de Próximo Oriente.

O tonto Narciso Machado, e a proibição das touradas

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 12:57 pm
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“Os historiadores progressistas fizeram o possível para definir “civilização” como uma completa salvaguarda contra cerimónias cruéis. Nada mais falso.

Algumas das culturas mais civilizadas e melhor organizadas da História, como por exemplo Cartago no expoente máximo da sua riqueza, praticavam sistematicamente o sacrifício humano.

A cultura, assim como a ciência, não são protecção contra os demónios”.

(G. K. Chesterton)


Um tonto que dá pelo nome de Narciso Machado defende, no pasquim Púbico, a proibição das touradas (por lei, obviamente); isto numa altura em que a sociedade portuguesa legalizou o sacrifício humano através do aborto pago pelo Estado, e em que uma mulher que mata o seu próprio filho recém-nascido não vai para a cadeia.

Ou seja, todos os argumentos morais do tonto Narciso contra a tourada caem por terra, porque não passa pela cabeça de ninguém — senão pelas dos tontos — que a vida de um boi valha mais do que a vida de um ser humano.

Uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

O que se pretende com a proibição das touradas é a inversão cultural de tabus. Até há bem pouco tempo era tabu matar um ser humano indefeso, mas não era tabu espetar umas bandarilhas num touro.

O que as cavalgaduras como o Narciso pretendem é que passe a ser tabu lidar um touro na arena, mas que deixe de ser tabu matar um ser humano desprotegido — seja através do aborto, seja pela legalização do infanticídio, seja pela eutanásia compulsiva de idosos como já acontece hoje na Bélgica.

É esta a autoridade moral das bestas como o Narciso Machado na reivindicação da protecção dos direitos das bestas.

Ou seja, os filhos da puta (na esmagadora maioria de Esquerda) são contra a tradição das touradas, mas pretendem introduzir na cultura antropológica a “nova” tradição sacrificial do desrespeito pela vida humana. E mais: invocam os Papas da Igreja Católica para legitimar a inversão dos tabus na cultura antropológica. São filhos da puta refinados!

Sábado, 29 Agosto 2015

Os animalistas e os direitos dos animais

 

Quinta-feira, 27 Agosto 2015

A cassete da Isabel Moreira

 

Quando olhamos para o discurso da lésbica Isabel Moreira, verificamos invariavelmente algumas características recorrentes (a cassete):

1/ Portugal está isolado na Europa no que diz respeito à adopção de crianças por pares de invertidos;

2/ a adopção de crianças por pares de invertidos vai resolver os problemas das milhares de crianças que estão em orfanatos;

3/ a adopção de crianças por pares de invertidos, as “barriga de aluguer”, a procriação medicamente assistida sem qualquer critério restritivo, por exemplo, não são culturalmente fracturantes; pelo contrário, segundo Isabel Moreira, “são estruturantes de uma sociedade digna de igualdade”;

4/ defender a família nuclear e natural, é um retrocesso civilizacional.


isabel-moreira-straightjacket-webO ponto 1 é falso. A esmagadora maioria dos países europeus não tem adopção de crianças por pares de invertidos. É da natureza da Isabel Moreira mentir sem vergonha.

O ponto 2 é um apelo demagógico à emoção — o que é uma característica não só da Isabel Moreira mas também da Esquerda em geral. É evidente que a adopção de crianças por pares de invertidos é uma forma de instrumentalização das crianças no sentido de uma afirmação pública e legitimação de um estilo de vida anómalo e anti-social. Para Isabel Moreira, não basta que a condição homossexual seja compreendida pela sociedade: tem que ser não só aceite mas também celebrada por toda a gente.

No ponto 3, o conceito de “igualdade” passa pela afirmação do “direito à diferença”, por um lado, e por outro lado, a “igualdade” é sinónimo de “homogeneização legal” — a contradição é apenas aparente: a afirmação do direito à diferença conduz à separação cultural entre os dois sexos, que é exactamente o que pretende o movimento político gayzista de que a Isabel Moreira e o Partido Socialista de António Costa são protagonistas.

No ponto 4, o necessário ataque, por via do Direito Positivo, à família nuclear e natural portuguesa deve ser compensado com a imigração em massa de países islâmicos, com a criação artificial de uma nova classe de pessoas desenraizada culturalmente e que se constituirá como uma clientela política que perpetue a Esquerda no Poder. Ora, o governo de Passos Coelho e Paulo Portas procura defender a família nuclear e natural; logo, é considerado pela Isabel Moreira como reaccionário e troglodita.

Terça-feira, 25 Agosto 2015

Alemanha: os pais de uma menina foram para a cadeia por a retirar de uma aula de Ideologia de Género

 

A União Europeia começa a assustar. Este fenómeno que vemos no vídeo em baixo não é só alemão: é uma doença política contagiosa que tem origem no parlamento europeu controlado pelo politicamente correcto (leia-se: controlo esquerdista) e que se vai expandindo como uma metástase por todos os países da União Europeia. Alguns países vão resistindo, mas é uma questão de tempo.

Durante uma aula de “educação sexual” pornográfica — leia-se, aula de Ideologia de Género — uma menina que frequentava a 4ª classe do ensino básico na Alemanha, abandonou a aula daquilo a que se convencionou chamar de “educação sexual”, mas que de facto se trata de educação pornográfica inserida no contexto da lobotomia cultural da Ideologia de Género.

Dado que os pais da menina apoiaram a sua decisão de abandonar as aulas de educação pornográfica, foram parar à cadeia.

Domingo, 23 Agosto 2015

Portugal no lugar 25 dos países mais livres do mundo

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:36 pm
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Em uma lista de 155 países, Portugal ocupa a posição nº 25 no que diz respeito à liberdade pessoal e à liberdade económica, por exemplo à frente da Espanha que ocupa o lugar 37, da França que ocupa o lugar 33, e da Itália que ocupa o lugar 34. O Brasil de Dilma Roussef ocupa o lugar 82.

A lista é de 2015. Se os socialistas ganharem as próximas eleições, seguramente que vamos (mais uma vez) baixar no índice mundial de liberdade.

Sexta-feira, 21 Agosto 2015

A desinstitucionalização da família interessa simultaneamente à Esquerda e à plutocracia globalista

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:28 pm
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As actuais elites mundiais têm a certeza do futuro.

O fundamento dessa certeza do futuro são o fenómeno da globalização, por um lado, e, por outro lado, o potencial da capacidade de repressão brutal por parte dos Estados (em relação aos respectivos povos) controlados por essas elites.

Este binómio (globalização dos me®dia e das finanças  + repressão do Estado) pode ser traduzida através da imagem do polícia bom e do polícia mau: a globalização me®diática, que permite a propaganda em massa (a persuasão das massas utilizando a pseudo-informação e a sub-informação, em um contexto de espiral do silêncio), exerce o papel do polícia bom; a repressão brutal por parte do Estado representa a função do polícia mau.

Por exemplo, a razão por que o regime da Coreia do Norte permanece intocável até hoje, é a de que obedece a uma das premissas da certeza do futuro: a repressão brutal do Estado faz parte da certeza desse futuro. O que se pretende é que a Coreia do Norte se converta à democracia (mantendo contudo a repressão do Estado) para que globalização me®diática (a propaganda cultural) ocupe o lugar que falta no binómio: a persuasão das massas. Um fenómeno idêntico passou-se em Cuba.

Vemos essa certeza do futuro, por parte das elites globalistas, no que aconteceu recentemente na Grécia. O “veneno” do Syriza virou-se contra si mesmo, ou seja, o internacionalismo socialista serve os interesses dos globalistas. Aliás, o globalismo não tem cor ideológica-partidária, porque aquilo que se pretende atingir é independente dos meios parcialmente adoptados por esta ou por aquela corrente ideológica.

A certeza do futuro das elites baseia-se também no facto de, com a globalização política (a sinificação global), não será possível a figura jurídica do refugiado político — a não ser que os dissidentes políticos fujam para Marte ou Júpiter. Verificamos, no caso de Julian Assange, por exemplo, como se torna cada vez mais difícil o estatuto de refugiado político (independentemente de lhe darmos razão ou não). E se um determinado país concede asilo político a um refugiado, terá que pagar a factura das sanções económicas e financeiras acordadas ao mais alto nível (incluindo a ONU) pelas elites globalistas.

A democracia já passou a ser um pró-forma. A democracia é hoje um mero meio de persuasão das massas que garante a “evolução da opinião pública” através da pseudo-informação e da sub-informação pelos me®dia controlados pelas elites. A democracia é hoje uma palavra vazia, sem o sentido herdeiro da Grécia Antiga; nem sequer é uma aristocracia, como na Inglaterra vitoriana. A democracia é hoje uma abstracção, uma recordação vaga de um tempo que passou.

A pergunta que devemos fazer é a seguinte: ¿o que é que une a plutocracia globalista, por um lado, e a Esquerda neomarxista, por outro lado? Resposta: a sinificação do mundo.

À Esquerda caberá o governo de regiões do globo “sinificadas” (o exemplo do fascismo chinês actual) — porque a Direita propriamente dita já não existe senão nos Estados Unidos, e em uma percentagem muito pequena. À plutocracia globalista anglo-saxónica caberá o apoio tácito ou mesmo explícito às pseudo-democracias regionais (aos diversos leviatãs que se apresentam já em formação) controlados por regimes “sinificados” por uma Esquerda neomarxista. A própria União Europeia é um exemplo do processo em curso de sinificação do continente europeu.

A sinificação do mundo — que é um desiderato da plutocracia globalista em geral, e da Esquerda em geral — tem como um dos principais objectivos a redução da população global. A Esquerda e a plutocracia estão de acordo neste ponto — porventura por razões diferentes: eu posso concordar com uma determinada acção política por razões diferentes das do meu vizinho. E a redução da população global passa por alguns pontos:

1/ a desinstitucionalização da família no mundo ocidental, mas não só no Ocidente; ou seja, o ataque cultural e político à família antropológica;

2/ o combate ao Islão e à cultura islâmica;

3/ promover movimentos migratórios internacionais em massa, de modo a dissolver as culturas locais e promover o multiculturalismo que é o estado ideal para a sinificação de um território.

4/ a atomização das sociedades através da eliminação da capacidade crítica colectiva, por um lado, e por outro lado colocando o cidadão isolado face a um Estado plenipotenciário (leviatão).

A desinstitucionalização da família é simultaneamente realizada através da imposição pela força bruta do Estado (por exemplo, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida sem critérios e sem limites, as “barriga de aluguer” e o comércio de crianças, a progressiva legalização da pedofilia, etc.), e pela propaganda persuasiva dos me®dia (o polícia mau e o polícia bom). A condição antropológica do ser humano é esmagada pela imposição pela força de uma dissolução moral transversal à sociedade proveniente do próprio Estado, e essa mesma dissolução moral é propagandeada como sendo positiva e moderna pelos me®dia (o polícia mau e o polícia bom).

A desinstitucionalização da família faz parte da certeza do futuro por parte das elites — seja a plutocracia globalista, seja a Esquerda. Essa certeza do futuro em relação à desinstitucionalização da família baseia-se em dois pressupostos:

1/ não existe qualquer possibilidade de retroacção histórica — porque a História está cientificamente controlada. A História passou a ser plenamente determinista e determinada, tal como acontece em qualquer outra ciência como a química ou a física. A impossibilidade de retroacção histórica é garantida pela repressão do Estado através de uma legitimação absoluta do Direito Positivo (por mais arbitrário e discricionário que seja o Direito), por um lado, e pela propaganda massiva através dos me®dia, por outro lado.

2/ as leis não voltam atrás. Qualquer lei promulgada, em qualquer país ou região “sinificada”, que tenha o apoio da Esquerda local e da plutocracia globalista, é definitiva e irrevogável. O Direito Positivo passou a ser uma interpretação do conceito de “evolução darwinista” aplicada à sociedade humana e à cultura antropológica.

É isto que une o Francisco Louçã e o Bill Gates, o Pinto Balsemão e a Catarina Martins, o “papa Francisco” e o Richard Dawkins.

Quinta-feira, 20 Agosto 2015

O prevenção em relação às parafilias é um “horror” — diz Isabel Moreira

 

Tudo o que seja estigma social em relação aos desvios sexuais — por exemplo, a pedofilia — é considerado pela deputada lésbica do Partido Socialista como um “horror”; a prevenção das consequências sociais e culturais da pedofilia “é um horror”, segundo a lésbica Isabel Moreira.

 

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Segunda-feira, 17 Agosto 2015

Os libertários seguem Nietzsche

 

A Helena Damião chama aqui à atenção para a “coimbrização” 1 da classe académica em geral: hoje é preciso ter muito cuidado com os professores universitários, tanto em Portugal como no Brasil. Hoje, professor que se preze é “coimbrinha”. A inteligência académica atingiu o grau zero — embora ainda longe do zero absoluto.

Temos aqui um texto de um professor de Direito do Brasil. Vou citar uma amostra:

“O direito ao próprio corpo ainda está longe de ser conquistado e reconhecido como um direito fundamental da pessoa humana”.

pessoa-humana
Gostaria que um professor de Direito (coimbrinha) me explicasse o que é uma “pessoa não humana” — porque se existem “pessoas humanas” (e “círculos redondos”, também), também devem existir pessoas que não sejam humanas. Quando uma “pessoa humana” — como parece ser o meu caso — verifica que um professor de Direito constata a existência (do ponto de vista ontológico) de “pessoas não humanas”, começa a desconfiar da merda do Direito Positivo. Talvez o distinto professor de Direito estivesse a pensar no pai dele.

Temos ali um professor de Direito que recusa a normalização do Direito. Ou seja, defende a lei da selva. Ou melhor: o Direito é visto como negação da sociedade.2 Kant explica por que razão o professor é coimbrinha.

1/ Os homens são “insociavelmente sociáveis” (Kant); querem viver em sociedade, pois sabem que isso é necessário (sociabilidade), mas nenhum está disposto a impôr a si próprio as exigências provenientes dessa existência colectiva (insociabilidade). Se entregues a si mesmas, as relações humanas seriam passionais e gerariam conflitos e insegurança, acabando numa situação contrária ao objectivo da associação. É necessário, por isso, compreender em que condições um direito é verdadeiramente um direito — garantindo realmente a cada um a faculdade de usar os seus direitos (direitos subjectivos), mas impondo-lhe também deveres legítimos.

2/ Se a função do Direito Positivo é o de rectificar, seria contraditório que fosse buscar os seus fundamentos àquilo que existe (na sociedade e na Natureza). Por exemplo, não é porque existem (na Natureza e/ou na sociedade) homens mais fortes do que outros que o Direito tem que necessariamente defender os mais fortes; ou não é porque existem gays que se torna necessário legalizar o “casamento” gay como um direito; ou não é porque existem pessoas viciadas em heroína que o seu consumo deve ser necessariamente legalizado como sendo um direito.

Os factos não justificam o direito e não fundam o Direito. Um professor de Direito deveria saber disto.

A redução da norma ao facto, que caracteriza o Direito Positivo actual, deve-se ao problema de saber o que funda o direito: trata-se de um problema metafísico que os coimbrinhas fazem de conta que não existe.

3/

“Cada qual se considera livre exactamente onde o seu sentimento de existir é mais forte.”

— Nietzsche

Toda a actual infra-estrutura ideológica politicamente correcta do Direito e da política é baseada nas ideias de Nietzsche (que depois tiveram os seus sucessores ideológicos, desde Heidegger, Ayn Rand, a Foucault e a Derrida, por exemplo), — e, na economia liberal, nos marginalistas do século XIX que descambou na actual concepção de uma total subjectivização do capitalismo (neoliberalismo). Ou seja, a infra-estrutura ideológica vigente é baseada no sentimento, no subjectivo absolutizado, e na emoção; mas não na Razão.

Se o acto de meter uma bala nos miolos traduz o meu “sentimento mais forte de existir”, então segue-se que a minha felicidade de existir e de viver é reduzida à minha própria morte. O acto niilista do suicídio passa a traduzir uma felicidade de viver — o que é uma contradição em termos.

Segundo Nietzsche, por exemplo, o sentido da vida escolhido por Hitler é ontológica- e eticamente equivalente ao sentido de vida escolhido por Albert Schweitzer — porque, para ambos, alegadamente o que conta é que as suas (deles) liberdades foram apenas condicionadas pela força dos seus (deles) sentimentos (emoções) de existir.

A esta infra-estrutura ideológica niilista e nietzscheana, o politicamente correcto acrescentou uma super-estrutura ideológica baseada na absolutização (metafísica, ética, política e jurídica) da liberdade negativa a que chama “autonomia”.

À semelhança de Kant, o americano Isaiah Berlin3 opõe a liberdade negativa (por exemplo, a liberdade de se exprimir sem censura) à liberdade positiva que é o poder de tomar parte nas decisões públicas e de exercer a autoridade em geral.

Estes dois aspectos da liberdade deveriam sempre coincidir: aquele que exerce o Poder não pode (racionalmente) querer anular-se a si próprio.

Mesmo que coloquemos reservas a Kant e a Berlin, e seguíssemos o ponto de vista de Raymond Aron segundo o qual a liberdade negativa é a liberdade por excelência, então teríamos que aceitar todo o “pacote” ideológico de Aron que afirma que todas as outras liberdades — para além da liberdade negativa — não passam de “direitos-capacidades” ou de “direitos-crenças”: por exemplo, o direito a um emprego; ou o direito à educação; ou o direito ao reconhecimento legal de que um gay foi sexualmente violado durante a confusão de uma orgia gay; ou o direito ao “casamento” gay: tudo isto são “direitos-capacidades” ou de “direitos-crenças” (segundo Aron) que podemos exigir do Estado, mas que o Estado (ou seja, a sociedade organizada) não tem qualquer obrigação de conceder.

Porém, o que o professor coimbrinha brasileiro defende é liberdade negativa de Aron, e ao mesmo tempo a obrigação da sociedade em conceder “direitos-capacidades” ou de “direitos-crenças” em função da subjectivização absoluta do Direito e da ética, ou seja, negando qualquer critério à liberdade positiva: pretende conciliar Berlin e Kant, por um lado, e Aron, por outro lado, o que é uma impossibilidade objectiva.


Notas
1. A “coimbrização” é o equivalente português do Imbecil Colectivo, segundo Olavo de Carvalho: “O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

2. A sociedade é um reagrupamento de individualidades, estruturado por ligações de dependência recíproca, e evoluindo segundo esquemas regulamentados e regidas por instituições — sendo que “instituição” é uma forma de organização de vida social que a sociedade concede a si mesma para assegurar a sua perenidade.

3. “Duas Concepções da Liberdade”.

Domingo, 16 Agosto 2015

O feminismo exige uma mutação genética na espécie humana

 

O feminismo, ao colocar a ética e a metafísica sob o domínio e jugo da política, pretende a guerra entre os sexos, e não a paz.

Temos aqui o discurso ideológico feminista da Esquerda radical actual, através de Beatriz Gimeno. O feminismo, na sequência do marxismo cultural, tem a tendência de atribuir todas as especificidades das relações entre homem e mulher à cultura antropológica; trata-se de uma simplificação da realidade, tal como fazem todas as ideologias. Ou seja, assim como os marxistas clássicos (Leninistas) reduzem a realidade à economia e à luta de classes, os novos marxistas reduzem a realidade à cultura e à política. Daí a proposição de Beatriz Gimeno:

“Os homens matam (as mulheres) por uma determinada ideia política”.

Esta redução da realidade (das relações entre os dois sexos) à política e à cultura, é assustadora — mais ainda vinda de gente que aspira ao Poder político.

É certo que a política e a cultura antropológica tem um papel importante a desempenhar nas relações entre os sexos; é verdade que existem más e boas tradições. Por exemplo, a tradição do morgadio, que já não existe entre nós, prejudicou durante séculos tanto filhas como filhos em Portugal e na Europa; entre os maomedanos, a tradição da excisão feminina é eticamente condenável; e segundo o Alcorão, uma filha tem apenas direito a 1/3 da herança quando comparada com um filho que tem direito aos 2/3 da herança. Aqui falamos, de facto, de problemas culturais e políticos que podem ser corrigidos através do Direito Positivo.

Porém, a correcção de injustiças não justifica a criação de outras injustiças, porventura até maiores do que as anteriores. O que o feminismo exige é que o homem deixe de ser ontologicamente masculino, em nome de uma putativa igualdade entre o homem e a mulher — sendo que esta igualdade não é apenas de jure: reclama-se uma igualdade radical que tenha como bitola ou referência a natureza da mulher e, por isso, exige-se implícita- ou explicitamente a feminização do homem, ou pelo menos a anulação e a repressão do masculino. Recusa-se a ideia de que existem naturezas intrínsecas diferentes no homem e na mulher. O feminismo e a ideologia de género estão intimamente ligadas e alimentam a psicose política contemporânea.

¿Onde é que Beatriz Gimeno e quejandas se baseiam para tentar legitimar o feminismo? Resposta: no problema ético das relações entre os dois sexos. Mas a ética está a montante da política e da cultura antropológica.

Metafísica → ética → cultura → política → economia

A ética está na causa — ou é o fundamento — da política e da cultura. E a montante da ética está a metafísica. Mas, para Beatriz Gimeno e para as feministas em geral, a ética e a metafísica não contam: reduz-se a realidade toda à política. Seria como se analisássemos um rio sem reconhecer a existência da nascente do rio: observávamos apenas o seu caudal (doxa), em um determinado ponto do seu curso, e intencionalmente ignorássemos a nascente (a causa) e a foz (a consequência) (episteme). O discurso feminista não deixa de ser intrinsecamente feminino: pleno de emoção e com pouca lógica; e o mais grave é que não se deixa permear pela Razão.

A ética é constituída por valores que existem independentemente de qualquer utilidade. Mas, para a visão radical feminista, os valores têm que ser úteis (utilitarismo), ou seja, têm que ter um estrito sentido prático adequado a determinadas circunstâncias políticas.

Inverte-se o sentido da realidade: a política passa a determinar a ética, e não o contrário, como seria de esperar. E a própria metafísica é reduzida à política do Zeitgeist. É esta a doença incurável do nosso tempo.

É o próprio feminismo (o “mulismo”) que legitima o evidente aumento actual da violência homicida contra as mulheres — porque se os valores (como defende o feminismo) têm que ter uma qualquer utilidade prática específica, e por isso não existem em si mesmos independentemente do que é útil —, então segue-se que a violência sobre as mulheres, de certa maneira, acaba por se justificar por uma qualquer utilidade prática. O feminismo, ao colocar a ética e a metafísica sob o domínio e jugo da política, pretende a guerra entre os sexos, e não a paz.

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