perspectivas

Quinta-feira, 18 Janeiro 2018

O absolutismo pode ser invocado a nível supranacional

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:22 am

 

“De todas as mentiras democráticas, nenhuma mais irrisória do que a da soberania do povo. Da soberania advém a faculdade de declarar o interesse nacional e o poder de o defender; mas o povo nunca atinge o grau de consciência e a unidade de pensar que o exercício da soberania exige”.

O Reaccionário


É exactamente este o argumento invocado pelos euro-federalistas — da laia do Paulo Rangel, por exemplo — para justificar a alienação da soberania portuguesa em favor da soberania (não-representativa) do leviatão da União Europeia sobre Portugal.

Ou seja: todo o argumento político absolutista (a nível nacional) pode se invocado para aniquilar a soberania nacional em favor de um poder supra-nacional (também este) absolutista.

Até ao reinado de D. Pedro II, sempre existiram Cortes em Portugal; ou seja, o absolutismo político (propriamente dito) não existia em Portugal até ao início do século XVIII. Foi no fim do reinado de D. Pedro II que as Cortes se foram tornando raras, sendo abolidas no reinado do seu filho D. João V.

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Terça-feira, 2 Janeiro 2018

Contra a igualdade politicamente correcta do merdívoro Luís Aguiar-Conraria

 

“Quem reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que se penalize quem é bem dotado. A igualdade é a condição psicológica prévia de decapitações científicas e frias.”

→ Nicolás Gómez Dávila


Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.

O Ludwig Krippahl faz aqui uma crítica ao alienado, igualitarista, politicamente correcto e merdívoro Luís Aguiar-Conraria. Parece-me extraordinário como uma qualquer publicação dê abrigo à narrativa alienada do Luís Aguiar-Conraria…!

Naturalmente que o Ludwig Krippahl estudou biologia, o que o transforma em uma espécie de “reaccionário” em relação à consensualidade do esquerdalho no respeitante à “igualdade dos géneros”. Mas o Ludwig Krippahl não se refere a “sexos”, mas antes a “géneros” — o que significa que ele não consegue distinguir-se totalmente do ambiente merdícola em que medra a merdalha da laia do merdívoro Luís Aguiar-Conraria.

“Géneros” tem utilização gramatical; “sexos” tem utilização biológica.


igualitarismoDepois, o Ludwig Krippahl entra em contradição em relação à educação das crianças, porque uma criança não pode ter a liberdade que deve ter um adulto. Por isso é que a filha dele não vê certamente filmes pornográficos — embora ele diga que a filha dele vê uma série de desenhos animados em que uma criança tem “dois pais” (dois homens). 
É óbvio que não é a mesma coisa; trata-se de uma analogia: as crianças têm que ser educadas, e não ver filmes pornográficos faz parte de uma boa educação, independentemente de os filmes pornográficos poderem ter, ou não, qualquer influência na dita “orientação sexual” da criança.

A aceitação, desde tenra idade, da ideia da possibilidade de uma criança ter “dois pais” ou “duas mães”, não é educação na tolerância: em vez disso, é educação na permissividade — porque só se tolera aquilo com que se não concorda, e uma criança não tem ainda espírito crítico suficiente para concordar, ou não, em algumas matérias mais complexas. O que o Ludwig Krippahl defende para a filha dele é uma lobotomia cultural homossexualista e politicamente correcta comparável ao igualitarismo defendido pelo merdívoro Luís Aguiar-Conraria.


Em uma sociedade onde todos se crêem iguais, a inevitável superioridade de uns poucos faz com que outros se sintam fracassados.

Inversamente, em sociedades onde a desigualdade é a norma, cada qual se instala na sua própria diferença, sem sentir a urgência nem conceber a possibilidade de se comparar com outros.

Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.


“Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.”

→ Nicolás Gómez Dávila

Sábado, 25 Novembro 2017

O caso Paulo Rangel contra Pedro Arroja

Filed under: Justiça,Paulo Rangel,Pedro Arroja,Política — O. Braga @ 8:06 pm

 

O Pedro Arroja afirmou no Porto Canal (salvo erro, neste canal de televisão) que “Paulo Rangel é um politiqueiro e um jurista de vão-de-escada”. E Paulo Rangel meteu um processo judicial contra Pedro Arroja, por alegada “difamação”.

Vamos fazer aqui uma pequena reflexão acerca das acções de ambos (de Pedro Arroja e de Paulo Rangel).

(more…)

Terça-feira, 25 Julho 2017

Temos que controlar o acesso das mulheres ao Poder político

 

Uma jornaleira do Jornal de Notícias que dá pelo nome de Catarina Pires escreveu esta pérola; e ¿o que são os “discursos de ódio”? São aqueles discursos em relação aos quais ela não concorda: tudo o que ela discorda é “de ódio”.

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Por exemplo, eu também poderia considerar que o discurso da Catarina Pires é “de ódio”; e, já agora: ¿que tal uma guerra civil para limpar o sebo ao esquerdalho inteiro? Por este andar e com esse ódio, lá virá o dia…. já não estamos muito longe: quanto mais não seja, a escumalha decadente de Esquerda será eliminada pela Sharia islâmica que se prepara para tomar conta da Europa. Ainda veremos a Catarina Pires vestida de Burka.

No Irão anterior a 1979, aconteceu um fenómeno político que se caracterizou pela aliança entre a Esquerda (marxista, ou marxista cultural) iraniana, por um lado, e o xiismo islâmico dos Aiatólas, por outro lado. E ambos, coligados, derrubaram o Xá da Pérsia. Depois, surgiu a revolução islâmica que massacrou a Esquerda de uma forma impiedosa: centenas de milhares de militantes da Esquerda (marxista) foram silenciosamente fuzilados ou enforcados sem julgamento.

Uma situação semelhante já está a acontecer na Europa, com a aliança entre Karl Marx e Maomé; e mais uma vez, os marxistas irão dar com os cornos no chão, porque os esquerdistas nunca aprendem com a experiência → o que é próprio dos psicóticos e dos psicopatas.

Reparem no título do textículo da tal Catarina: “Só a educação (e um mundo mais justo) pode salvar-nos”.

Traduzindo: trata-se de uma soteriologia, de uma ideologia de “salvação”, de uma religião imanente. Deparamo-nos com uma doutrina de salvação terrena, com a ideia da construção de um paraíso na Terra que será a “salvação da humanidade”. Para que a humanidade se possa “salvar”, há que classificar as pessoas de boas ou más — o maniqueísmo moral é imprescindível à “salvação”. Estamos perante uma nova espécie de “puritanismo” que necessita da existência dos “maus”, para que possam existir os “bons” que são eles.

Tal como aconteceu com os Quacres (puritanos) ingleses do tempo de Cromwell, a existência dos “maus”, dos “ímpios”, dos “pecadores”, era o combustível soteriológico que impelia o crente para uma superioridade moral e para um exibicionismo moral que o conduzia à “salvação”.

Hoje, ser “mau” ou/e “ímpio” é não concordar com o pensamento único emanado do marxismo cultural — mesmo que nos baseemos na ciência para contestar a sua “doutrina da salvação”. Tal como no tempo dos Quacres, quem pensa cientificamente é “pecador”: a irracionalidade voltou a estar na moda.

Esta irracionalidade (que voltou a estar na moda) deve-se, em grande medida, ao aumento da influência da mulher na sociedade e no Poder político — o que está a criar na Europa uma espécie de matriarcado, e a cultura islâmica imigrante aproveita-se para implantar um patriarcado muitíssimo mais marcante e feroz do que o patriarcado da “família cristã” segundo Karl Marx.

Ou seja, para podermos controlar a influência islâmica na Europa, temos que controlar previamente o acesso das mulheres ao Poder político e limitar a sua influência social — porque é o sentimentalismo feminino, e a sua força social, a principal causa da cedência cultural europeia ao Islamismo (como podemos verificar no caso da Suécia, por exemplo, ou da Alemanha de Angela Merkel).

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Em 1754, Rousseau publicou um ensaio denominado “Discurso sobre a Desigualdade”; nele, afirmou que “o homem é naturalmente bom e só as instituições o tornam mau” — ou seja, a antítese da doutrina do pecado original.

Nos românticos, o erro (o “pecado”) não é do âmbito da psicologia, mas antes é derivado do padrão de valores (meio-ambiente, educação, etc.). Para o romântico, o hábito de renunciar a satisfações presentes para obter vantagens futuras é muito penoso (vem daí o dito que está na moda: “carpe Diem”); e quando as paixões despertam, as restrições prudentes do comportamento social são difíceis de suportar.

A revolta dos instintos contra as restrições, é a chave da filosofia, da política, e dos sentimentos, não só do chamado “movimento romântico”, mas também da sua progénie até hoje. Hoje temos românticos da estirpe de Byron (os nietzscheanos ou os anti-semitas, por exemplo), ou românticos da estirpe de Rousseau (os marxistas, igualitaristas): as duas estirpes, cada uma à sua maneira, são uma ameaça à nossa civilização.

Domingo, 18 Junho 2017

Enquanto um primeiro-ministro não for assassinado, a classe política não muda

Filed under: Política — O. Braga @ 9:28 am

 

O incêndio de Pedrogão que já matou 43 pessoas é produto directo ou indirecto de uma classe política irresponsável e um sistema jurídico falido e ineficaz.

Não vale a pena falar sempre do mesmo: legislação penal ridícula para os incendiários que chega mesmo a protegê-los com “tratamento psiquiátrico”, uma Polícia Judiciária descapitalizada e sem recursos humanos e científicos, uma vigilância das florestas praticamente inexistente (reduziram os guardas-florestais e acabaram com os guarda-rios do tempo de Salazar).

Por falar em Salazar: já lhe temos saudades…

A situação só mudará quando um primeiro-ministro levar um tiro na cabeça. Quem tem cu tem medo. Só com o assassínio de um “cão grande” a classe política mudará alguma coisa.

Terça-feira, 6 Junho 2017

Madrid instala semáforos contra a homofobia

 

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Segunda-feira, 5 Junho 2017

Putin condecora famílias com sete ou mais filhos.

 

Em Portugal, uma família com sete filhos é vista pela classe política como uma aberração e uma desgraça, de tal modo que merece que se retirem as crianças à mulher e se removam as Trompas de Falópio à mulher de forma coerciva, como aconteceu com a Liliana Melo.

 

Terça-feira, 23 Maio 2017

Feminismo, opressão patriarcal, e #mulhernãoentra

 

Um texto de uma tal Paula Cosme Pinto, que eu desconhecia (não conheço muita gente em Lisboa, nem quero conhecer), e que é de difícil classificação. O título é: Não queiram obrigar ninguém a ser feminista.

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Vamos resumir o texto:

  1. ser feminista é uma condição superior à do comum dos mortais;
  2. o feminismo é uma ideologia superior;
  3. o feminismo é uma ideologia que tem como base igualdade (entre os dois sexos), respeito e liberdade individual;
  4. o feminismo defende a “igualdade de género” independentemente da “igualdade de sexos”;
  5. o feminismo está na moda;
  6. o feminismo pretende que vivamos em um mundo igualitário;
  7. tal como acontece no Islamismo em que há maomerdanos radicais e/ou outros alegadamente moderados, assim também há feministas moderadas e feministas radicais;
  8. o feminismo “é sobre igualdade de escolha, tratamento e oportunidades”;
  9. definição de feminismo: “ movimento que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres”.

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1/ Comecemos pela definição de “feminismo”, segundo o dicionário: “movimento ético, político e cultural que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres”.

Trata-se de uma definição nominal, que assenta em uma convenção prévia. Se seguíssemos outra convenção qualquer, o termo “feminismo” poderia ter outra definição qualquer. Portanto, tratando-se de uma definição nominal, convencionou-se que o feminismo é um movimento que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Mas, para além da definição nominal convencionada e muitas vezes politicamente correcta, existe a definição real de “feminismo”, que é a que resulta das características invariavelmente observadas a partir dos dados da experiência.

Ou, por outras palavras: as coisas são o que são, e não aquilo que se convenciona que são; se nós chamarmos “pedra” a um pau, o pau não passa por isso a ser pedra. As definições nominais valem o que valem; e é a definição real de “feminismo” — aquela que nos chega da observação dos dados da experiência — que é importante.

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2/ Quando se fala de “igualdade entre homem e mulher”, estamos a falar de uma impossibilidade objectiva. Não é possível uma “igualdade entre homem e mulher”. Mesmo que um homem corte o pénis e uma mulher retire o útero, nunca seriam “iguais”.

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3/ Só se pode falar em “igualdade de direitos” entre o homem e a mulher no Direito Natural. Todos os seres humanos são iguais face ao Direito Natural.

Ou, por outras palavras: o Direito não se pode fundar sobre os factos (não são os factos que fazem o Direito; no caso vertente, o facto de a mulher e o homem serem diferentes: essa diferença é um facto objectivo e natural); no entanto, somos obrigados a reconhecer (a partir dos dados da experiência) que os factos nos impõem o Direito.

Isto não significa que vejamos na Natureza um “modelo do Direito” (!); mas antes significa que os seres humanos são obrigados a instaurar o Direito em função da Natureza.

É certo que o Direito pode “corrigir a Natureza” nas diferenças entre os dois sexos através da Razão humana, mas essa correcção não implica que “se faça de conta que a Natureza não existe”, mas antes essa correcção é feita através do conceito aristotélico de “equidade” — mas nunca com a “igualdade” que é objectivamente impossível.

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Neste sentido podemos dizer que, em determinados casos, o Direito Natural rectifica o Direito Positivo — porque o Direito Positivo não elimina o problema de saber o que funda o Direito, a não ser reduzindo a norma legal ao facto (transformando o Código Civil e o Código Penal em autênticas bibliotecas com vários apêndices) e à sua lógica interna (o Direito Positivo que se alimenta burocraticamente a si próprio, em função da total discricionariedade das elites políticas).

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Domingo, 21 Maio 2017

Como um deputado socialista escapou a trabalho comunitário e à prisão

Filed under: corrupção,Partido Socialista,Política,PS — O. Braga @ 6:48 pm

 

Um artigo de uma tal Sílvia Caneco foi apagado pela revista Visão. Mas ficou o CACHE. Ó Sílvia!: C’um caneco! Também guardei o CACHE em ficheiro PDF, para memória futura.

Como um deputado escapou a trabalho comunitário

“Deputado do PS foi condenado a trabalho comunitário por conduzir embriagado, mas faltou às sessões. Salvou-se de ir preso com a ajuda de um membro da sua comissão política”.

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Domingo, 26 Março 2017

Posição política

Filed under: Política — O. Braga @ 1:10 pm

 

Podemos ver aqui um “simulador político”; aqui, em baixo, está uma imagem que resume a minha posição política que eu considero muito próxima da realidade:

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  • Sou mais liberal (53,4%) do que autoritarista (46,6%). Vêm daí as minhas reservas e cuidados em relação a um qualquer tipo de ditadura.
  • Sou mais conservador (72,3%) do que progressista (27,7%). Ou seja: ao contrário do que os estúpidos de Esquerda dizem, ser “conservador” não significa que se seja de extrema-direita ou mesmo de Direita.
  • Sou de Direita, mas apenas em 54,4%. Ou seja, estou mais ou menos ao centro. Isto reflecte-se na concepção da economia: entre a regulação (50,6%) e a desregulação da economia (49,4%), estou praticamente no meio.
  • Sou a favor de um Orçamento de Estado mínimo (em 58,6%), ou seja, que o Estado não se meta muito na vida do cidadão. Mas naquilo que compete intrinsecamente ao Estado (Defesa, Forças Armadas, polícia, política monetária, recursos naturais,etc.), sou a favor de uma estatização em 58%.

Sexta-feira, 10 Março 2017

A Isabel Moreira e o Zeitgeist do Estado niilista

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:58 am

 

A Isabel Moreira concebe a sociedade sob lentes jurídicas; ou melhor — tal como Kelsen, que foi objecto de crítica feroz da parte de Eric Voegelin —, a Isabel Moreira tem a tendência de reduzir o político ao jurídico.

“Ninguém pretende revogar os artigos do Código Penal que prevêem o “homicídio a pedido da vítima” ou o “incitamento ou ajuda ao suicídio”. Se o fizéssemos, qualquer pessoa poderia matar outra ou ajudar outra a morrer a simples pedido”.

Morte assistida e mitos.

eutanasia-velhariasA redução do político ao jurídico parte do princípio de que a lei jurídica substitui perfeitamente a lei moral — o que é uma estupidez. E quando uma auto-eleita elite se convence que a lei dos tribunais substitui a lei moral, entramos todos por um caminho muito perigoso.

Quando pessoas como a Isabel Moreira (que é deputada no paralamento) parecem não saber distinguir a lei jurídica, por um lado, da lei moral, por outro lado, misturando as duas noções, estamos todos tramados. Provavelmente iremos ter que rever as relações de Poder político e até mesmo o sistema político que temos hoje.

Toda a argumentação da Isabel Moreira parte do princípio errado da redução do político ao jurídico — e como dizia Aristóteles, se um princípio está errado, toda a teoria está errada também.

Por outro lado, ela utiliza a falácia lógica ad Novitatem em relação a um putativo “Estado de Direito que já não é paternalista” (faz lembrar as loas ideológicas ao “Estado Novo que já não era o velho”), quando de facto o que ela pretende é um Estado tão paternalista quanto seja possível ao próprio Estado matar em nome de uma alegada “autonomia” da pessoa.

Quando se utiliza a medicina paga pelo Estado para matar pessoas (mesmo que seja realista e verdadeiro dizer-se que “é a pedido da pessoa”), maior paternalismo do Estado é impossível.

A Isabel Moreira demonstra o seu paternalismo elitista quando proclama que “o Estado já não é paternalista”. Ou seja, emite juízos de valor que pretende sejam os válidos para todos, em nome de um Estado que (alegadamente) não emite juízos de valor. A Isabel Moreira pode enganar alguns tolos; mas não engana todos. A tese da “neutralidade moral e ética do Estado” está estafada e já foi destruída pelos filósofos comunitaristas, como por exemplo, Charles Taylor, Michael Sandel, Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, etc..

O Estado não é neutro do ponto de vista ético; o Estado impõe uma moral; compete ao povo (e não a uma minoria de auto-iluminados a que pertence a Isabel Moreira) estabelecer a ética e a moral do Estado. E por isso vamos pôr a eutanásia em referendo.

Mas como a Isabel Moreira só vê jurídico (reduz toda a realidade ao jurídico), seria prolixo estar-lhe a explicar por que razão ela é burrinha.

Por fim, olhemos para o que se passa em outros países que reduziram, na questão da eutanásia, o político ao jurídico: Holanda e Bélgica. Começaram pela eutanásia light, e hoje já é eutanásia hardcore — em que se mata “a pedido” porque a vítima tem (por exemplo) uma depressão psicológica.

Caro leitor: estamos entregues a uma elite política que pretende destruir a nossa sociedade porque está na moda.

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Segunda-feira, 27 Fevereiro 2017

Donald Trump é herdeiro da tradição alemã

Filed under: Política — O. Braga @ 3:27 pm
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Donald_Trump_vebO avô de Donald Trump era um alemão luterano nascido na cidade de Karlstadt am Main e que emigrou para os Estados Unidos em finais do século XIX. Ele casou com uma alemã luterana, e desse casamento alemão nasceu o pai luterano de Donald Trump que, por sua vez, casou com uma senhora escocesa calvinista (imigrante nos Estados Unidos) que foi a mãe de Donald Trump.

Se Donald Trump teve uma educação luterana, não deixou de ser influenciado pelo calvinismo da sua (dele) mãe escocesa.

O Pedro Arroja já não se lembra da tradição europeia, e por isso diz que Donald Trump é um “americano típico”.

Eu penso que Donald Trump não é um “típico americano”: ele é um típico alemão do tempo de Bismarck ou do tempo do imperador da Prússia Guilherme II, transportado para os nossos dias, e que vive nos Estados Unidos. Por isso (mas não só) é que o Establishment do Partido Republicano gosta quase tanto dele como dele gostam os democratas da Hillary Clinton e do Obama.

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