perspectivas

Domingo, 18 Junho 2017

Enquanto um primeiro-ministro não for assassinado, a classe política não muda

Filed under: Política — O. Braga @ 9:28 am

 

O incêndio de Pedrogão que já matou 43 pessoas é produto directo ou indirecto de uma classe política irresponsável e um sistema jurídico falido e ineficaz.

Não vale a pena falar sempre do mesmo: legislação penal ridícula para os incendiários que chega mesmo a protegê-los com “tratamento psiquiátrico”, uma Polícia Judiciária descapitalizada e sem recursos humanos e científicos, uma vigilância das florestas praticamente inexistente (reduziram os guardas-florestais e acabaram com os guarda-rios do tempo de Salazar).

Por falar em Salazar: já lhe temos saudades…

A situação só mudará quando um primeiro-ministro levar um tiro na cabeça. Quem tem cu tem medo. Só com o assassínio de um “cão grande” a classe política mudará alguma coisa.

Terça-feira, 6 Junho 2017

Madrid instala semáforos contra a homofobia

 

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Segunda-feira, 5 Junho 2017

Putin condecora famílias com sete ou mais filhos.

 

Em Portugal, uma família com sete filhos é vista pela classe política como uma aberração e uma desgraça, de tal modo que merece que se retirem as crianças à mulher e se removam as Trompas de Falópio à mulher de forma coerciva, como aconteceu com a Liliana Melo.

 

Terça-feira, 23 Maio 2017

Feminismo, opressão patriarcal, e #mulhernãoentra

 

Um texto de uma tal Paula Cosme Pinto, que eu desconhecia (não conheço muita gente em Lisboa, nem quero conhecer), e que é de difícil classificação. O título é: Não queiram obrigar ninguém a ser feminista.

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Vamos resumir o texto:

  1. ser feminista é uma condição superior à do comum dos mortais;
  2. o feminismo é uma ideologia superior;
  3. o feminismo é uma ideologia que tem como base igualdade (entre os dois sexos), respeito e liberdade individual;
  4. o feminismo defende a “igualdade de género” independentemente da “igualdade de sexos”;
  5. o feminismo está na moda;
  6. o feminismo pretende que vivamos em um mundo igualitário;
  7. tal como acontece no Islamismo em que há maomerdanos radicais e/ou outros alegadamente moderados, assim também há feministas moderadas e feministas radicais;
  8. o feminismo “é sobre igualdade de escolha, tratamento e oportunidades”;
  9. definição de feminismo: “ movimento que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres”.

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1/ Comecemos pela definição de “feminismo”, segundo o dicionário: “movimento ético, político e cultural que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres”.

Trata-se de uma definição nominal, que assenta em uma convenção prévia. Se seguíssemos outra convenção qualquer, o termo “feminismo” poderia ter outra definição qualquer. Portanto, tratando-se de uma definição nominal, convencionou-se que o feminismo é um movimento que preconiza a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Mas, para além da definição nominal convencionada e muitas vezes politicamente correcta, existe a definição real de “feminismo”, que é a que resulta das características invariavelmente observadas a partir dos dados da experiência.

Ou, por outras palavras: as coisas são o que são, e não aquilo que se convenciona que são; se nós chamarmos “pedra” a um pau, o pau não passa por isso a ser pedra. As definições nominais valem o que valem; e é a definição real de “feminismo” — aquela que nos chega da observação dos dados da experiência — que é importante.

feminismo

2/ Quando se fala de “igualdade entre homem e mulher”, estamos a falar de uma impossibilidade objectiva. Não é possível uma “igualdade entre homem e mulher”. Mesmo que um homem corte o pénis e uma mulher retire o útero, nunca seriam “iguais”.

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3/ Só se pode falar em “igualdade de direitos” entre o homem e a mulher no Direito Natural. Todos os seres humanos são iguais face ao Direito Natural.

Ou, por outras palavras: o Direito não se pode fundar sobre os factos (não são os factos que fazem o Direito; no caso vertente, o facto de a mulher e o homem serem diferentes: essa diferença é um facto objectivo e natural); no entanto, somos obrigados a reconhecer (a partir dos dados da experiência) que os factos nos impõem o Direito.

Isto não significa que vejamos na Natureza um “modelo do Direito” (!); mas antes significa que os seres humanos são obrigados a instaurar o Direito em função da Natureza.

É certo que o Direito pode “corrigir a Natureza” nas diferenças entre os dois sexos através da Razão humana, mas essa correcção não implica que “se faça de conta que a Natureza não existe”, mas antes essa correcção é feita através do conceito aristotélico de “equidade” — mas nunca com a “igualdade” que é objectivamente impossível.

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Neste sentido podemos dizer que, em determinados casos, o Direito Natural rectifica o Direito Positivo — porque o Direito Positivo não elimina o problema de saber o que funda o Direito, a não ser reduzindo a norma legal ao facto (transformando o Código Civil e o Código Penal em autênticas bibliotecas com vários apêndices) e à sua lógica interna (o Direito Positivo que se alimenta burocraticamente a si próprio, em função da total discricionariedade das elites políticas).

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Domingo, 21 Maio 2017

Como um deputado socialista escapou a trabalho comunitário e à prisão

Filed under: corrupção,Partido Socialista,Política,PS — O. Braga @ 6:48 pm

 

Um artigo de uma tal Sílvia Caneco foi apagado pela revista Visão. Mas ficou o CACHE. Ó Sílvia!: C’um caneco! Também guardei o CACHE em ficheiro PDF, para memória futura.

Como um deputado escapou a trabalho comunitário

“Deputado do PS foi condenado a trabalho comunitário por conduzir embriagado, mas faltou às sessões. Salvou-se de ir preso com a ajuda de um membro da sua comissão política”.

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Domingo, 26 Março 2017

Posição política

Filed under: Política — O. Braga @ 1:10 pm

 

Podemos ver aqui um “simulador político”; aqui, em baixo, está uma imagem que resume a minha posição política que eu considero muito próxima da realidade:

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  • Sou mais liberal (53,4%) do que autoritarista (46,6%). Vêm daí as minhas reservas e cuidados em relação a um qualquer tipo de ditadura.
  • Sou mais conservador (72,3%) do que progressista (27,7%). Ou seja: ao contrário do que os estúpidos de Esquerda dizem, ser “conservador” não significa que se seja de extrema-direita ou mesmo de Direita.
  • Sou de Direita, mas apenas em 54,4%. Ou seja, estou mais ou menos ao centro. Isto reflecte-se na concepção da economia: entre a regulação (50,6%) e a desregulação da economia (49,4%), estou praticamente no meio.
  • Sou a favor de um Orçamento de Estado mínimo (em 58,6%), ou seja, que o Estado não se meta muito na vida do cidadão. Mas naquilo que compete intrinsecamente ao Estado (Defesa, Forças Armadas, polícia, política monetária, recursos naturais,etc.), sou a favor de uma estatização em 58%.

Sexta-feira, 10 Março 2017

A Isabel Moreira e o Zeitgeist do Estado niilista

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:58 am

 

A Isabel Moreira concebe a sociedade sob lentes jurídicas; ou melhor — tal como Kelsen, que foi objecto de crítica feroz da parte de Eric Voegelin —, a Isabel Moreira tem a tendência de reduzir o político ao jurídico.

“Ninguém pretende revogar os artigos do Código Penal que prevêem o “homicídio a pedido da vítima” ou o “incitamento ou ajuda ao suicídio”. Se o fizéssemos, qualquer pessoa poderia matar outra ou ajudar outra a morrer a simples pedido”.

Morte assistida e mitos.

eutanasia-velhariasA redução do político ao jurídico parte do princípio de que a lei jurídica substitui perfeitamente a lei moral — o que é uma estupidez. E quando uma auto-eleita elite se convence que a lei dos tribunais substitui a lei moral, entramos todos por um caminho muito perigoso.

Quando pessoas como a Isabel Moreira (que é deputada no paralamento) parecem não saber distinguir a lei jurídica, por um lado, da lei moral, por outro lado, misturando as duas noções, estamos todos tramados. Provavelmente iremos ter que rever as relações de Poder político e até mesmo o sistema político que temos hoje.

Toda a argumentação da Isabel Moreira parte do princípio errado da redução do político ao jurídico — e como dizia Aristóteles, se um princípio está errado, toda a teoria está errada também.

Por outro lado, ela utiliza a falácia lógica ad Novitatem em relação a um putativo “Estado de Direito que já não é paternalista” (faz lembrar as loas ideológicas ao “Estado Novo que já não era o velho”), quando de facto o que ela pretende é um Estado tão paternalista quanto seja possível ao próprio Estado matar em nome de uma alegada “autonomia” da pessoa.

Quando se utiliza a medicina paga pelo Estado para matar pessoas (mesmo que seja realista e verdadeiro dizer-se que “é a pedido da pessoa”), maior paternalismo do Estado é impossível.

A Isabel Moreira demonstra o seu paternalismo elitista quando proclama que “o Estado já não é paternalista”. Ou seja, emite juízos de valor que pretende sejam os válidos para todos, em nome de um Estado que (alegadamente) não emite juízos de valor. A Isabel Moreira pode enganar alguns tolos; mas não engana todos. A tese da “neutralidade moral e ética do Estado” está estafada e já foi destruída pelos filósofos comunitaristas, como por exemplo, Charles Taylor, Michael Sandel, Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, etc..

O Estado não é neutro do ponto de vista ético; o Estado impõe uma moral; compete ao povo (e não a uma minoria de auto-iluminados a que pertence a Isabel Moreira) estabelecer a ética e a moral do Estado. E por isso vamos pôr a eutanásia em referendo.

Mas como a Isabel Moreira só vê jurídico (reduz toda a realidade ao jurídico), seria prolixo estar-lhe a explicar por que razão ela é burrinha.

Por fim, olhemos para o que se passa em outros países que reduziram, na questão da eutanásia, o político ao jurídico: Holanda e Bélgica. Começaram pela eutanásia light, e hoje já é eutanásia hardcore — em que se mata “a pedido” porque a vítima tem (por exemplo) uma depressão psicológica.

Caro leitor: estamos entregues a uma elite política que pretende destruir a nossa sociedade porque está na moda.

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Segunda-feira, 27 Fevereiro 2017

Donald Trump é herdeiro da tradição alemã

Filed under: Política — O. Braga @ 3:27 pm
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Donald_Trump_vebO avô de Donald Trump era um alemão luterano nascido na cidade de Karlstadt am Main e que emigrou para os Estados Unidos em finais do século XIX. Ele casou com uma alemã luterana, e desse casamento alemão nasceu o pai luterano de Donald Trump que, por sua vez, casou com uma senhora escocesa calvinista (imigrante nos Estados Unidos) que foi a mãe de Donald Trump.

Se Donald Trump teve uma educação luterana, não deixou de ser influenciado pelo calvinismo da sua (dele) mãe escocesa.

O Pedro Arroja já não se lembra da tradição europeia, e por isso diz que Donald Trump é um “americano típico”.

Eu penso que Donald Trump não é um “típico americano”: ele é um típico alemão do tempo de Bismarck ou do tempo do imperador da Prússia Guilherme II, transportado para os nossos dias, e que vive nos Estados Unidos. Por isso (mas não só) é que o Establishment do Partido Republicano gosta quase tanto dele como dele gostam os democratas da Hillary Clinton e do Obama.

Sábado, 24 Dezembro 2016

Se o PNR (Partido Nacional Renovador) incomoda os me®dia, talvez comece a votar nele

Filed under: Política — O. Braga @ 1:03 pm
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contrapnr
Parece que a opinião do PNR (Partido Nacional Renovador) é censurada pelos me®dia.

“É vergonhoso que pessoas com carteira de Jornalista não tenham o menor código de ética, deontológico, e pratiquem a mais descarada e consciente censura. Tal é a posição manifestada na referida conversa, por Sónia Cerdeira, Liliana Valente, Sílvia Caneco, Bárbara Baldaia, Adriano Nobre, Joana Haderer e Miguel Marujo, jornalistas de órgãos de comunicação social como o Público, Expresso, Diário de Notícias, Sol, Visão, TSF e Lusa.”

Vou ter que repensar as minhas opções políticas.

Sábado, 3 Dezembro 2016

Em Portugal, até os mortos pagam impostos.

Filed under: Política — O. Braga @ 5:23 pm
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Em Portugal, até os mortos pagam impostos. O Estado ainda vai penhorar a Nação, por causa do imposto sucessório de D. Teresa em relação ao seu filho D. Afonso Henriques.

mortos-pagam-impostos

Segunda-feira, 28 Novembro 2016

Afinal, o maltês é maçon

Filed under: Política — O. Braga @ 6:45 pm
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Há alguns anos, quando escrevia em um blogue, o cabrão do maltês jurava, a pés juntos, que não pertencia à maçonaria.

“Na Valenciana, em Campolide, juntaram-se os partidários do politólogo José Adelino Maltez, possível candidato à liderança do GOL (Grande Oriente Lusitano) e grande opositor do actual Grão-Mestre, Fernando Lima.”

Jantares na sexta-feira negra

Ficamos a saber como o maltês conseguiu a cátedra e a atenção dos me®dia. Dêem-lhe tudo, porque ele não merece. Há-de morrer como os grilos: de cu virado para o ar e com os cornos enfiados no chão.

Segunda-feira, 7 Novembro 2016

Uma dupla imparável !

Filed under: Política — O. Braga @ 11:17 am
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