perspectivas

Quarta-feira, 9 Março 2016

Temos que reprimir as crianças, em nome da “igualdade de géneros”.

 

A Inês Teotónio Pereira conta-nos aqui a história da sua (dela) filha reaccionária que tem atitudes discriminatórias que reforçam os estereótipos de género. Ora, a Inês Teotónio Pereira, como boa mãe, anda muito preocupada — porque as atitudes discriminatórias que reforçam os estereótipos de género não têm idade; e têm que ser reprimidas a qualquer custo.

O mesmo se passa com os “estereótipos étnicos” e com a “apropriação cultural”. Por exemplo, não interessa saber se o livro do Henrique Raposo acerca da cultura alentejana se aproxima ou não da realidade: é um caso escandaloso de estereótipo étnico, e por isso deve ser proibido nem que seja necessário recriar a PIDE.

Quarta-feira, 4 Novembro 2015

A minoria muito bem organizada

Filed under: Política — O. Braga @ 11:53 am
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«Nogenta» (o gê não é gralha), «fascista», «imbecil», «vómito», «cabra», «anormal», «gaja que devia estar na cozinha», «vê lá onde andas com os teus filhos…», «alguém devia tirar os filhos a esta gaja», «esta devia ser esmurrada no meio da rua», «dePUTAda», etc. E assim vai a extrema-esquerda.

Inês Teotónio Pereira

A minoria muito bem organizada é radical de esquerda e vive maioritariamente na zona de Lisboa, escondendo-se por detrás do anonimato da grande urbe; e o FaceBook alimenta a cobardia anónima.

Mas, ao contrário do que se depreende do texto de Inês Teotónio Pereira, o problema não é o insulto, entendido em si mesmo: o problema é o insulto sem justificação — o ad Hominem.

Quando um insulto é proporcionado e justificado racionalmente, não vejo mal nenhum nele.

Por exemplo, um indivíduo que defeca na via pública é um porco; e chamar-lhe “porco” não é insulto: é, em vez disso, constatar o facto insofismável de ele ser porco. Portanto, nem todos os insultos são injustificados, e nem todos os insultos são injúria desde que proporcionados ao acto criticável.

No caso vertente da Inês Teotónio Pereira, os insultos da esquerda radical não são proporcionados à sua brincadeira de mau gosto — os insultos excederam os limites do bom-senso, não se justificam racionalmente, e são ad Hominem.

Neste quadro excessivo e radical, os insultos revelam a negação ontológica da pessoa “Inês Teotónio Pereira”: ela não deveria ter nascido; a mera existência dela incomoda; ela é uma espécie de personificação medieval do demónio que justifica uma caça às bruxas de um novo tipo de Inquisição.

Domingo, 22 Março 2015

Cara Inês Teotónio Pereira : não compreendo essa coisa do “pai moderno”

 

“Aos pais de hoje pede-se que vão à escola às festas dos filhos, que mudem as fraldas dos bebés, que lavem a loiça, que saibam escolher as roupas das filhas e que cozinhem o jantar. Os pais de hoje têm de partilhar funções que dantes eram da exclusividade das mães. O mundo mudou e nessa mudança é obrigatório que os pais também mudem.”

Inês Teotónio Pereira

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um patriarca é isso mesmo!

No princípio da década de 1980 fui pai pela primeira vez. Quando estava em casa, fazia questão de ser eu a mudar-lhe as fraldas e a dar-lhe o banho diário — logo desde os primeiros dias de vida. De vez em quando também cozinhava, mas já não era de lavar a louça. A limpeza da casa era feita a meias. O meu filho mais velho só adormecia deitado em cima da minha barriga; e ali ficava eu (acordado, claro!) até ele adormecer e depois ia deitá-lo na cama dele.

Em finais da década nasceu o meu segundo filho, e o ritual repetiu-se: o banho diário dele era tarefa minha salvo raras excepções (sempre ao fim do dia, quando chegava do trabalho), e sempre que estava em casa também lhe trocava as fraldas; lembro-me bem dos produtos de limpeza e lencinhos próprios comprados na farmácia e utilizados na higiene da mudança da fralda, e da preocupação com a limpeza especial das pequenas rugas do bebé para evitar a inflamação da pele.

David 23 de Julho de 1982


A minha preocupação com os filhos nunca me inibiu de ser macho — ou seja, era eu quem mandava e quem tinha a última palavra em casa, para o bem e o para o mal. Portanto, essa coisa do “pai moderno” é treta: há, como sempre houve e apesar da cultura antropológica predominante em cada época, pais com bom-senso e pais sem ele.

Pelo contrário, o “pai moderno” é hoje — em juízo universal — aquele que faz os filhos, pede o divórcio unilateral e na hora para não ter que os aturar, deixa a mulher sozinha com os filhos nos braços, e não paga a educação dos filhos alegando que não tem dinheiro — e tudo isto em nome de leis que defendem o feminismo e a autonomia da mulher. Esta é a verdadeira “mudança” de que a Inês Teotónio Pereira não fala: a mudança que irresponsabiliza o homem (e a mulher, noutros aspectos) em nome da “luta contra a família patriarcal”.

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um bom patriarca é isso mesmo!

Sábado, 11 Outubro 2014

O ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado controlado pelas elites

 

“A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas”.Inês Teotónio Pereira

gandhi abortoO referendo de 2007 sobre a lei do aborto não foi vinculativo: votaram menos de 50% dos portugueses. A maioria dos portugueses já tinha expressa a sua posição negativa em um referendo anterior — que este sim!, foi vinculativo! Portanto, o ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado e da ruling class que o controla.

Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (a ruling class) pretendem introduzir uma lei injusta e até absurda, conseguem passar essa legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

Hoje, quem é contra o aborto e não se expressa publicamente, é vítima de uma espiral do silêncio. Essas pessoas são a maioria dos católicos.

Foi o que aconteceu em Portugal nomeadamente com a lei do aborto: apesar de o referendo não ter sido juridicamente válido (porque votaram menos de 50% dos portugueses), as elites (a ruling class) decidiu que o referendo foi válido.

Por tudo isto, não concordo com a Inês Teotónio Pereira.

O ónus — no sentido de “culpa” ou de “obrigação de redenção” — não está nas pessoas, porque foram enganadas. As elites deste regime, a que chamam de “democracia”, venderam gato por lebre. E as elites ganharam-lhe o gosto, porque a estratégia da “evolução da opinião pública” continua em outras áreas, como por exemplo no “casamento” gay e na normalização legal e cultural do acto homossexual, na adopção de crianças por pares de invertidos, no tráfico de crianças mediante a “barriga de aluguer”, na sonegação do direito dos pais a educarem os seus filhos, na destruição da família natural, e até na defesa do fim da Pátria portuguesa.

Domingo, 28 Setembro 2014

A Inês Teotónio Pereira , Rousseau e a família

Filed under: filosofia,Política,Portugal — O. Braga @ 8:50 pm
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“Quando Rousseau pensou no contrato social, não imaginou que por aqui se fosse tão longe. Não imaginou que as famílias não reclamariam poder, deveres e direitos, e que não se organizassem como a célula-base de qualquer sociedade”.Inês Teotónio Pereira


Acredite o leitor se quiser: Rousseau era contra as associações e contra a família. Talvez a melhor análise do Contrato Social de Rousseau foi a de Bertrand Russell:

“A teoria política de Rousseau é apresentada no Contrato Social, de 1762. É de carácter muito diverso do da maior parte da sua obra; tem pouca sentimentalidade e muito raciocínio. As suas doutrinas, embora preguem democracia, tendem a justificar um Estado totalitário”.

Bertrand Russell, “História da Filosofia Moderna”, página 635, 9ª Edição, tradução do professor doutor Vieira de Almeida, 1961, Lisboa.

E segue-se nas páginas 636 e 637:

“O contrato consiste na ‘alienação total dos direitos de cada associado em favor da comunidade; em primeiro lugar, como cada um se entrega absolutamente, as condições são iguais e daí ninguém ter interesse em torná-las opressivas a outros’. A alienação é sem reserva. ‘Se houvesse indivíduos com certos direitos, não havendo superior comum para decidir entre eles e o público, cada um deles, juiz de si mesmo, pretenderia sê-lo dos outros. Continuar-se-ia o estado de natureza, e a associação necessariamente se tornaria inoperante ou tirânica’.

Isto implica completa ab-rogação da liberdade e completa rejeição dos direitos do homem. É verdade que em capítulo ulterior se atenua a doutrina, dizendo que embora o contrato social dê ao corpo político poder absoluto sobre os seus membros, os seres humanos têm direitos naturais, como homens”.


Bem sei que a ideia que a Inês Teotónio Pereira tem de Rousseau é vulgar e comum; mas nem tudo o que é vulgar e comum corresponde à verdade. Ela deveria ter escrito o seguinte:

“Quando Rousseau pensou no contrato social, imaginou que por aqui se fosse tão longe. Imaginou que as famílias não reclamariam poder, deveres e direitos, e que não se organizassem como a célula-base de qualquer sociedade”.

Segunda-feira, 28 Abril 2014

Ser de Esquerda é estar na moda

 

boca-de-sinoLembram-se das “botas à Beatle” da década de 1960 ou das “calças à boca-de-sino”?

Os jovens que não as usassem não estavam na moda, e por isso teriam uma maior dificuldade de integração na roda de amigos. As modas são criadas pelas elites — por exemplo: as “botas à Beatle” foram criadas pelo grupo musical The Beatles, e as calças “à boca de sino” tornaram-se populares na década de 1960 e de 1970 por intermédio dos grupos musicais que também estavam na moda.

Ou seja, as modas aparecem em primeiro lugar na elites sociais, e através de um efeito cultural de Trickle-down (definido pelo filósofo Georg Simmel no princípio do século XX), estendem-se a toda a sociedade. ¿Toda?! Não! Quase toda; porque, como nas histórias do Astérix, há sempre um grupo de gauleses que resiste ao império da moda.

 

A Inês Teotónio Pereira escreve o seguinte:

“Se eu fosse de esquerda a minha vida seria muito mais simples. Ser de esquerda é ser boa pessoa e eu gostava que toda a gente me considerasse boa pessoa – ninguém duvidaria das minhas boas intenções mesmo que eu tivesse como sol o regime da Coreia do Norte. Mas quis o destino que eu gostasse mais dos mercados do que de Hugo Chávez e isso trama-me a vida. Não tenho credibilidade em matéria de bondades. É injusto.”

singularidades da nossa revoluçãoOra, acontece que “gostar de mercados” nem sempre esteve na moda da Direita — porque a Direita também esteve na moda até Maio de 1968 (e por azar, foi também em 1968 que o Salazar caiu abaixo da cadeira: parece que estava escrito nas estrelas). A moda dessa Direita era mais dos monopólios económicos e financeiros privados do que de outra coisa: essa Direita não gostava muito dos mercados abertos e globais: era uma moda de privilégio dos monopólios privados dos mercados nacionais; por exemplo, a moda da Direita de De Gaulle, ou a moda da Direita de Salazar, ou a moda da Direita de Franco, etc.

E, de repente, a moda mudou e tornou-se internacionalista através da Esquerda que passou a estar na moda; e é por isso que hoje a Direita também é internacionalista através do globalismo, ou seja, a Direita pegou na moda internacionalista da Esquerda e adoptou o seu princípio, embora adaptando-o ao “gosto dos mercados”.

A Inês Teotónio Pereira continua:

“Mas o pior nem é isso, o pior é que além de ser de direita também sou católica. Ora um católico praticante de direita 40 anos depois do 25 de Abril não é mais do que um beato fascista. Um retrógrado. Como se não não bastasse ser de direita, ainda tinha de inventar ser católica. É mau de mais. Se eu fosse de esquerda e católica, a minha circunstância seria muito mais agradável e já ninguém me chamava beata fascista. Seria com muita pinta apelidada de católica progressista, o que é muito mais chique e moderno. E eu gostava de ser chique e moderna, apesar de católica e de gostar dos mercados.”

Esta coisa de “estar na moda” tem muito que se lhe diga: entre outras coisas, obedece a símbolos, embora esteja hoje na moda dizer que “não se obedece a símbolos”. Por exemplo, se um católico se referir ao cardeal Bergoglio como “papa Francisco”, é imediatamente considerado de Esquerda. Mas se se referir a ele apenas como “papa”, ou como “papa Francisco I”, os próprios católicos progressistas olham para esse católico de esguelha, ou seja, de forma canhota e sinistra. É que agora há dois tipos de católicos: os “fassistas” e os “progressistas”. Os “fassistas” são aqueles católicos que obedecem a símbolos, e os “progressistas” são aqueles que também obedecem a símbolos mas que dizem que “não obedecem a símbolos”.

Acontece que “papa Francisco” é chique; está na moda e soa bem. Não tem aquela coisa dos números cardinais obsoletos, como por exemplo, João Paulo II ou Bento XVI. A numeração romana é coisa dos cotas do tempo dos reis. Agora é moderno o “papa Francisco”, tu-cá-tu-lá, “ó papa, estás porreiro?”, “boé de fixe, meu!”, “tudo numa boa, ó Chico!”.

“A coisa agrava-se ainda mais pelo facto de eu ter muitos filhos. Ter seis filhos, ser de direita e ainda por cima ser católica, é uma desgraça completa. É quase estupidez. É pedir chuva. É como gostar de ser gozado no recreio por causa da franja e teimar em manter a franja. Ainda por cima tenho o supremo azar de os meus filhos serem loiros (só tenho um moreno). Ora loiros, neste contexto, quer dizer betos. Tudo mau. Se eu fosse de esquerda ninguém olhava para os meus filhos como meia dúzia de betinhos mimados. Agora, esta coisa de ter uma família do tipo “Música no Coração” dá cabo da minha reputação. 40 anos depois do 25 de Abril e sem nenhum capitão de Abril na família (apenas um católico progressista), a minha reputação é, fatalmente, miserável.”

Ora, aqui está! Perguntem aos academistas coimbrinhas do blogue Rerum Natura o que significa “ter muitos filhos”, e eles dirão, sem qualquer hesitação que é própria da ciência, de que se trata de “um indício de subdesenvolvimento”. Essa coisa de ter muitos filhos é coisa dos pretos da África sub-sariana. E como os progressistas (por definição) não são racistas, tendem a transformar os pretos em seres humanos através do “progresso cultural da opinião pública”. É neste sentido que o Bill e a Melissa Gates também são progressistas e de Esquerda, embora gostem do mercado globalista.

Para a Esquerda, a Inês Teotónio Pereira é uma espécie de preta com cara de branca; ou uma espécie de Liliana Melo a quem os progressistas tiraram os filhos para adopção por serem muitos. A diferença entre a Inês Teotónio Pereira e a Liliana Melo é a de que os progressistas ainda não conseguiram arranjar um argumento legal para lhe retirar também os filhos para adopção (de preferência, para adopção gay, que também está na moda).

Segunda-feira, 24 Fevereiro 2014

O que é o bullying, segundo Inês Teotónio Pereira ?

 

Quando leio textos como este, da Inês Pereira, fico um pouco confuso, por assim dizer, porque se fala em um determinado conceito (neste caso, o bullying) sem uma definição desse conceito.

E fazemos uma pergunta: ¿o que é o bullying? Mas não há, no texto da Inês, uma noção de bullying: é um conceito alargado que é “pau para toda a colher”, que qualquer pessoa pode utilizar sem qualquer critério objectivo. Ou seja, o bullying é aquilo que qualquer pessoa quiser que seja.

A Inês é muito opinativa, como as mulheres em geral, mas as opiniões devem ser racionalmente fundamentadas.

Por exemplo, não se pode dizer que “se a minha avó tivesse tido rodas eu seria um autocarro”, porque para além de ser impossível colocar em causa um determinado nexo causal baseado em factos e defender o contra-factual, não há nenhuma garantia de que eu não pudesse ser um avião, que também tem rodas; nem existe qualquer certeza de que eu não teria rodas mesmo que a minha avó fosse um autocarro.

A ideia segundo a qual “o mal actual tem origem no mal do passado”, e que “seria possível que não existisse hoje qualquer mal se o mal do passado fosse evitado”, é de uma estupidez fundamental. Esta ideia é a base ideológica do movimento revolucionário que foi responsável por mais de cem milhões de vítimas mortais no século XX. O movimento revolucionário é especialista em bullying, e depois vem censurar o bullying entre as crianças.

Este puritanismo de “espécie cristã” da Inês é muito semelhante, nas suas características fundamentais, ao puritanismo do Bloco de Esquerda. Parte-se do princípio de que o “progresso”, entendido como uma lei da natureza, vai eliminado o mal com a passagem do tempo. Trata-se de uma visão idealista e hegeliana da História e do Homem.

Ora, Jesus Cristo disse exactamente o contrário:

“Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos! Mas ai do homem por quem vem o escândalo!” — Mateus, 18, 7

Repare-se bem: os escândalos são inevitáveis.

A Inês deseja um mundo perfeito, em que, por exemplo, não exista o bullying que não se sabe bem o que é. Por exemplo, se uma menina não traz cuecas vestidas e é gozada pelos colegas na escola, é (segundo a Inês) bullying. A Inês pretende que tudo o que seja fundamentado pelo espírito crítico das crianças seja considerado bullying, na medida em que o acto de criticar a menina sem cuecas é, segundo parece, uma “desumanidade”. Segundo a Inês, uma criança não pode ser gozada pelas outras crianças, eliminando-se assim não só a interacção crítica das crianças, como assim se promove a incapacidade de discernimento crítico. A julgar pelo critério da Inês, Voltaire, quando escreveu o “Cândido”, não fez outra coisa senão bullying em relação a Leibniz.

A verdade é que só pode ser considerado bullying o ataque ad Hominem — seja físico ou psicológico, ou seja, o ataque à pessoa (neste caso, à criança), entendida em si mesma. A crítica a um determinado comportamento — que seja universalmente criticável!, e não só em relação a uma determinada pessoa em particular — não é necessariamente bullying.

O bullying é, em primeiro lugar, agressão física. E depois é agressão psicológica ad Hominem, dirigida à pessoa enquanto ela própria (uma crítica a uma criança que possua um critério universal não é “agressão psicológica”, porque a crítica, neste caso, não lhe é dirigida especifica e particularmente).

A crítica, mesmo que seja “violenta”, pode não ser bullying. Uma coisa que a Inês parece ainda não ter compreendido, é que o grande problema da educação das crianças é o de que não há receitas (como as receitas de cozinha): elas têm que aprender com a experiência. E a experiência passa pela crítica, que pode vir das outras crianças, dos professores, dos pais, etc.. Essa experiência crítica não é necessariamente bullying.

O “gozar com alguém” pode não ser bullying, se esse “gozo” obedecer a critérios e juízos universais de reprovação de um determinado comportamento. Chamam-se a esse conjunto de critérios universais de “cultura antropológica”. Era o que faltava que as nossas crianças fossem tratadas como robôs politicamente correctos: os robôs não têm dignidade.

 

Ficheiro PDF do texto da Inês

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