perspectivas

Quinta-feira, 26 Maio 2016

A Direita não se dá conta de como a Esquerda já ganhou a batalha ideológica do género

 

Repare-se no que escreveu a Maria Teixeira Alves:

“Nem queria acreditar quando li, assim de raspão (porque já nem vale a pena ralar-me com esta espiral de loucura em que vivemos) que o Bloco de Esquerda quer legalizar a mudança de sexo aos 16 anos. Já para beber só aos 18, tal como guiar e comprar cigarros!”.

catarina-martins-neanderthal-webO problema da Maria não é a “mudança de sexo”, entendida em si mesma: o problema dela é que a “mudança de sexo”, (seja o que isso for) se realize aos 16 anos de idade. Para a Maria, a “mudança de sexo” parece ser inócua e admissível, por exemplo, a partir dos 21 anos de idade.

Ou seja, a Catarina Martins já ganhou a batalha; mas ainda não ganhou a guerra (porque o futuro a Deus pertence).

O que o Bloco de Esquerda e a Catarina Martins defendem é uma monstruosidade; é uma desumanidade. Dizer que um transgénero é mulher, é o mesmo que dizer que não é um ser humano — na medida em que a sua mente é considerada independente dos respectivo corpo (biológico). Para além de a ideologia do Bloco de Esquerda ser anticientífica, a verdade é que a Lei governa pessoas de corpo inteiro, e não “mentes”.

Ao retirar, do Direito, a importância do corpo biológico do ser humano, o Bloco de Esquerda pretende minar o fundamento do próprio Direito — porque o corpo biológico é constitutivo daquilo que somos enquanto seres humanos e cidadãos. A dessexualização dos conceitos de “homem” e de “mulher” significa a expurgação do conceito de “corpo biológico” em relação ao Direito Positivo — sendo que a Lei apenas pode governar pessoas com corpos biológicos.

O movimento ideológico transgénero e/ou de género, defendido pelo Bloco de Esquerda, ataca principalmente a mulher.

Por exemplo, quando o Bloco de Esquerda defende que os homens podem ser mulheres, transformam o aborto em uma questão que não é tipicamente feminina — porque, alegadamente, os “homens” também podem engravidar. O seja, o Bloco de Esquerda recusa a ideia de que a mulher possa pertencer a uma categoria jurídica distinta da do homem: a mulher torna-se invisível na lei, na sociedade e na política.

Mesmo que retirem o útero a uma mulher, ela não deixa de ser mulher.

Retirar o sexo biológico a uma pessoa é o mesmo que transformá-la em coisa nenhuma. O sexo de uma pessoa não é nem uma parte da pessoa, nem é uma propriedade do corpo: o sexo é algo constitutivo da essência/natureza fundamental do próprio corpo. O sexo biológico é algo que nós somos, e não algo que nós temos.

Perante a impossibilidade de redefinir realmente as realidades naturais que se chamam “homem” ou “mulher”, o Bloco de Esquerda (e a Esquerda em geral) jogam com as palavras chamando “homem” a uma mulher e “mulher” a um homem. Mas, no Direito, essas palavras (homem e mulher) deixaram de ter corpos biológicos por detrás delas: ao retirarmos o sexo biológico da Lei, retiramos desta todos os corpos biológicos, tornando-os invisíveis no Direito Positivo. E este é o pior totalitarismo que podemos conceber.

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