perspectivas

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

A língua de pau da Esquerda: o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia

 

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o heterossexismo prevalente, o preconceito sexual e a homofobia”.


O trecho foi escrito por Diana Martins Correia que diz de si mesma ser médica. Há três perguntas que devemos fazer:

  • ¿O que é “heterossexismo”?
  • ¿O que é “preconceito sexual”?
  • ¿O que é “homofobia”?

Quando perguntamos, por exemplo, ¿o que significa heterossexismo?, pretendemos uma noção de “heterossexismo” — e não um conceito de “heterossexismo”. Porém, desafio qualquer inteligente de Esquerda a definir “heterossexismo”, “preconceito sexual” e “homofobia”. Venham daí as definições!

Seria exactamente o mesmo se a dita médica escrevesse, por exemplo, o seguinte:

“O que constitui ainda uma resistência à promulgação da lei da adopção de crianças por casais do mesmo sexo é o testiculismo prevalente, o preconceito escrotal e a hormonofobia”.

A noção de “testiculismo prevalente” é o que você, caro leitor, quiser — porque tal noção não existe verdadeiramente. Você pode elaborar em um conceito de “testiculismo prevalente” escrevendo 25 livros sobre o termo, mas nunca se chega a uma noção. É uma palavra-mestra ideológica.

De modo semelhante, o “preconceito escrotal” é uma palavra mágica que não tem significado concreto (não existe uma noção de “preconceito escrotal”), embora se possa inventar um conceito tão abrangente de “preconceito escrotal” que permita qualquer interpretação subjectiva do termo.

A “hormonofobia” seria, por definição (ou seja, noção), uma fobia em relação às hormonas. Mas, que se saiba, não consta que exista, por parte de alguém, um medo irracional em relação ao sistema hormonal.

Ou seja, “heterossexismo prevalente”, o “preconceito sexual” e “homofobia” são abstracções delirantes, conceitos artificialmente construídos e sem aderência à realidade, desprovidos de quaisquer noções que lhes dêem um sentido preciso e claro. É língua de pau.

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

Direita ou Esquerda: não há que se enganar

Filed under: Política — O. Braga @ 9:29 am
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Olavo de Carvalho escreve aqui sobre Direita e Esquerda e sobre os seus vários níveis de significado. Mas, para o cidadão comum é fácil compreender minimamente os conceitos de Esquerda e de Direita se colocados da seguinte forma:


Um indivíduo de direita segue os princípios da cultura ancestral — conforme Mircea Eliade nos relatou nos seus livros de investigação antropológica — que se baseiam, por exemplo, no conceito de “pecado original”. O ser humano é visto como um “anjo caído”, um “animal ferido” na sua origem ontológica, e o objectivo da política é o de suprir as lacunas dessa fraqueza originária humana mediante instituições fortes da sociedade civil, e que se fundamentem na herança histórica.

O indivíduo de direita é um herdeiro de uma civilização, e ao mesmo tempo é o transmissor dessa civilização para as gerações futuras. O indivíduo de direita é um “reaccionário” no sentido em que não acredita que os problemas humanos fundamentais possam ter soluções humanas.

Para um indivíduo de direita, a tradição é a condição do progresso (tal como acontece na ciência), mas o progresso não é concebido como uma lei da natureza, mas antes é a consequência da civilização.


Um indivíduo de esquerda recusa a herança da tradição porque acredita que o futuro é portador de maior felicidade e de sempre crescente liberdade, e considera o passado como limitador dessa felicidade e dessa liberdade.

Por isso, para o indivíduo de esquerda, a política significa romper com a tradição em nome do “progresso”.

Para a esquerda, o ser humano é um ser naturalmente bom (o “bom selvagem”, do romântico Rousseau: o romantismo é uma característica da Esquerda) e sem “pecado original”, que tende, pelo sentido da História, a um progresso em direcção à perfeição (Historicismo, o Absoluto de Hegel, e o “progresso” é visto como uma lei da natureza), sendo que considera os “arcaísmos do passado” são obstáculos a ser removidos em função desse progresso rumo à perfeição do ser humano, a construção romântica do Homem Novo — e a política é vista como uma forma de libertação desse “passado arcaico”.


Eu sou de direita. ¿E você?

Quinta-feira, 28 Janeiro 2016

O corolário da lei da eutanásia (Monty Phyton)

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 4:33 pm
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Segunda-feira, 18 Janeiro 2016

O problema do Estado

 

Da palestra de Paul Gottfried podemos retirar as seguintes e principais conclusões:

  • O domínio da Esquerda no ocidente só vai parar quando as populações imigrantes (muçulmanas, na maioria) assumirem um papel preponderante nos países ocidentais.

A partir do momento em que a população islâmica na Europa, por exemplo, atingir uma determinada percentagem — a singularidade islâmica  —, todas as “vitórias” sociais e culturais da Esquerda serão revertidas e abolidas.

  • A única forma de derrotar a Esquerda (sem a contribuição islâmica) consiste no combate contra o Estado.

A Esquerda serve-se do Estado para prosseguir uma política de engenharias sociais e culturais; os partidos políticos legalizados existentes são extensões do Estado, sem excepção; a cultura antropológica é modelada pelo Estado e pela Administração Pública centralizada. O multiculturalismo, a burocracia e a Administração Pública centralizada são instrumentos políticos da Esquerda.

Neste contexto, por exemplo, a União Europeia é um instrumento político de Esquerda. Os partidos ditos de Direita que existem na maioria dos países da União Europeia são apenas instrumentos do maniqueísmo político da Esquerda, que se serve deles (dos partidos da dita Direita) para implementar uma política de “progresso da opinião pública”, em que a dita Direita é demonizada por forma a justificar a radicalização crescente do aprofundamento da intervenção do Estado na sociedade, e o aumento do Poder burocrático sem rosto.

É neste sentido que eu digo que Paulo Portas (com a ajuda de Adolfo Mesquita Nunes) “fechou a Esquerda à direita”. E Assunção Cristas vai continuar a mesma política de Paulo Portas de fechamento da Esquerda à direita (o CDS/PP transformado em um partido tampão que tenta impedir a formação de partidos políticos paleo-conservadores fora deste sistema político controlado pela Esquerda). Neste sentido podemos dizer que o CDS/PP é um partido político de Esquerda.

  • O combate contra o Estado consiste na redução drástica do seu Poder.

sociedade-civil
A receita foi dada por Tocqueville em finais do século XIX: o Estado tem que ser apenas mais uma instituição da sociedade civil. Não se trata apenas de uma descentralização do Poder do Estado: é também a transformação do Estado em um mero parceiro da sociedade civil, dando liberdade às comunidades locais e instituições da sociedade civil de se organizarem autonomamente.

Dado o Poder actual e crescente concentrado no Estado que serve a Esquerda, esta mudança não se fará sem violência — porque é todo o sistema político actual que está em causa. A actual “democracia” não é democrática: serve apenas uma elite de iluminados esquerdistas.

Sábado, 16 Janeiro 2016

Prof. Paul Gottfried: “Como a Esquerda derrotou a Direita”

Filed under: Política — O. Braga @ 1:13 pm
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Terça-feira, 5 Janeiro 2016

Não é loucura: é ignorância induzida!

Filed under: Política — O. Braga @ 11:24 am
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Por vezes dou razão aos que criticam a democracia, porque a democracia pretende dar legitimidade à ignorância, por um lado, e por outro lado consegue fazer da ignorância uma manifestação de sabedoria. Dou como exemplo uma publicação no Twitter:

islamo-lgbt

¿Como é possível compatibilizar o Islão, por um lado, e por outro lado o movimento LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]?

Alguém poderá pensar: “trata-se de uma manifestação isolada”. Não é! Aquele burro que publicou aquilo pode ser ignorante, mas a sua ignorância é induzida pelas elites da Esquerda. Aquela burrice não saiu dele por acaso: foi programada, como se pode ver (também) aqui.

Uma pessoa (ou um movimento político) pode ser radical se tiver, no seu ideário, alguma razão (“radical” vem de “raiz”: o retorno à raiz das situações e dos problemas). O que não se admite é que se seja radical sem razão.

A radicalização estupidificada do discurso de esquerda deixa pouco espaço de manobra à sociedade em geral. A radicalização absurda da Esquerda não tem outro remédio senão a exigência da radicalização em sentido contrário — o que significa, literalmente, colocar em causa a democracia.


desfazendo-o genero

Domingo, 27 Dezembro 2015

As obrigações deontológicas do médico nazi Josef Mengele

 

O médico nazi Josef Mengele entendia que as suas obrigações deontológicas tinham de ser aferidas com rigor nas estruturas competentes – os serviços do Estado alemão onde ele trabalhava, o Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas do Estado Nazi, e os tribunais nazis se for caso disso.

Neste sentido, o juramento de Hipócrates foi para Mengele um mero “acto simbólico” que “nada acrescentava ao exercício da medicina no seu tempo”.

mengele

Sexta-feira, 4 Dezembro 2015

O general Alcazar e o general Tapioca são a favor do “progresso”

Filed under: A vida custa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:35 am
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O filósofo Rémi Brague:

“É difícil de encontrar alguém que não seja progressista. Estaline era progressista, Hitler também, e o general Alcazar e o general Tapioca também. O homem bom é progressista, e o homem mau é conservador, reaccionário, integrista, fundamentalista, etc.”

Quarta-feira, 2 Dezembro 2015

Estamos fod*dos, e mal pagos!

 

Aumentar alguns impostos para poder investir mais foi uma das ideias deixadas por Joseph Stiglitz ao novo Governo para que Portugal consiga voltar a crescer, mesmo “dentro dos constrangimentos do euro”. O economista, que falou esta terça-feira em Lisboa numa conferência organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, mostrou ter “uma esperança considerável” de que o executivo liderado por António Costa será capaz de cumprir essa tarefa”.

Cobrar mais impostos para investir é ideia de Stiglitz para Portugal crescer

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Segunda-feira, 23 Novembro 2015

O ideal da Esquerda em relação à Europa

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Sexta-feira, 20 Novembro 2015

A Esquerda é mais inteligente do que a Direita

 

No discurso ético, político e jurídico, não devemos apresentar a nossa oposição a uma determinada ideia “útil” apresentando uma alternativa “útil”.

Ou, por outras palavras: não devemos apresentar uma alternativa utilitarista a uma ideia utilitarista — como se faz aqui. Não devemos apagar o fogo com gasolina. Vejamos este panfleto:

adohomo-utilitarista-web

Esta forma utilitarista de apresentar alternativas a ideias utilitaristas pode ser ilustrada da seguinte forma:

“Em Portugal não se justifica o aborto, porque existe uma distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.

A verdade é que o aborto não se justifica por si mesmo, independentemente da “distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.


Não podemos criar uma relação de nexo causal utilitarista entre o aborto, por um lado, e os preservativos e contraceptivos, por outro lado — até porque esse nexo não existe de facto. Estamos a falar de coisas diferentes; o aborto não é a mesma coisa que o onanismo sexual, por exemplo. E não podemos dizer que “o aborto não se justifica porque existe a possibilidade do onanismo sexual” — porque estaríamos a justificar a negação de uma acção utilitarista através de uma outra acção utilitarista.

A Direita que temos está embrutecida, porque se deixou vencer pelo utilitarismo, que é a expressão do positivismo na ética. Nem tudo o que é útil é bom; e quem não sabe ver a diferença entre aquilo que é útil, por um lado, e aquilo que é bom e/ou belo, por outro lado, é um utilitarista.

Pelo seu lado, a Esquerda é utilitarista quando lhe convém, porque tira partido da contradição endógena do utilitarismo entre uma proposição positiva (que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista), por um lado, e por outro lado, uma proposição normativa (que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do “maior número”).

Por exemplo, a Esquerda é utilitarista nas matérias de costumes, porque lhe interessa destruir a tradição e a cultura antropológica. Mas já não é utilitarista, por exemplo, em matéria de economia: a posição da Esquerda em relação à privatização da TAP, por exemplo, é uma posição não-utilitarista.

A oposição à adopção de crianças por pares de invertidos deve ser justificada em si mesma, e não recorrendo a paliativos utilitaristas alternativos.

A Direita deve ter valores que não se submetam ao “útil”.

Quarta-feira, 4 Novembro 2015

A minoria muito bem organizada

Filed under: Política — O. Braga @ 11:53 am
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«Nogenta» (o gê não é gralha), «fascista», «imbecil», «vómito», «cabra», «anormal», «gaja que devia estar na cozinha», «vê lá onde andas com os teus filhos…», «alguém devia tirar os filhos a esta gaja», «esta devia ser esmurrada no meio da rua», «dePUTAda», etc. E assim vai a extrema-esquerda.

Inês Teotónio Pereira

A minoria muito bem organizada é radical de esquerda e vive maioritariamente na zona de Lisboa, escondendo-se por detrás do anonimato da grande urbe; e o FaceBook alimenta a cobardia anónima.

Mas, ao contrário do que se depreende do texto de Inês Teotónio Pereira, o problema não é o insulto, entendido em si mesmo: o problema é o insulto sem justificação — o ad Hominem.

Quando um insulto é proporcionado e justificado racionalmente, não vejo mal nenhum nele.

Por exemplo, um indivíduo que defeca na via pública é um porco; e chamar-lhe “porco” não é insulto: é, em vez disso, constatar o facto insofismável de ele ser porco. Portanto, nem todos os insultos são injustificados, e nem todos os insultos são injúria desde que proporcionados ao acto criticável.

No caso vertente da Inês Teotónio Pereira, os insultos da esquerda radical não são proporcionados à sua brincadeira de mau gosto — os insultos excederam os limites do bom-senso, não se justificam racionalmente, e são ad Hominem.

Neste quadro excessivo e radical, os insultos revelam a negação ontológica da pessoa “Inês Teotónio Pereira”: ela não deveria ter nascido; a mera existência dela incomoda; ela é uma espécie de personificação medieval do demónio que justifica uma caça às bruxas de um novo tipo de Inquisição.

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