perspectivas

Quarta-feira, 12 Maio 2021

Na luta contra o Totalitarismo de Veludo, todos os meios são justificados (para bom entendedor…)

monhe-das-cobras“Por responsabilidade de quem decide, de quem está no espaço público e mediático e do perfil de ligeireza da participação cívica e do exercício da liberdade de expressão, Portugal está a transformar-se num país intolerante.

Intolerante perante a crítica, com crescente agressividade perante a diferença e construção de narrativas inacreditáveis para responder às realidades e desculpar os protagonistas políticos pelas suas decisões, inabilidades e incompetências.

Intolerante perante a diversidade, numa deriva bipolar que consagra direitos de nichos populacionais ou temáticos enquanto pretende proibir realidades que são parte das vivências das comunidades e pilares das economias locais, também com projecções na economia nacional e na coesão territorial.

Ninguém é obrigado a gostar de touradas, a compreender a importância que têm para algumas comunidades e os impactos nas dinâmicas económicas de alguns territórios. Ninguém deveria gerir a coisa pública com base em gostos pessoais, preconceitos e tiques de arrogância urbana pseudo-modernista.

Infelizmente é o que temos na proposta de contrato de concessão do serviço público de rádio e televisão em que se exclui, proibi e segrega a possibilidade de transmissão televisiva de touradas. A manta foi curta para responder às gentes da cultura, mas para exercitar o preconceito não faltou tecido. Como ser um serviço público universal pudesse ser parcial, sectário e eivado de preconceito contra o mundo rural.”

João Galamba


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Uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

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