perspectivas

Quarta-feira, 27 Julho 2016

A polícia francesa perde a paciência

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:45 pm
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Uma refugida islâmica recusa-se a sair de um campo de refugiados ad hoc que foi fechado pela polícia francesa.

É inevitável que, depois dos atentados terroristas islâmicos em França, a própria polícia francesa comece a perder a paciência com os “refugiados”: muita desta gente é mesmo refugiada de guerra, mas a maioria são imigrantes económicos ou gente da pior espécie. Cabe ao poder político estabelecer critérios de selecção que distinga os que são realmente refugiados, e os oportunistas; e é isto que os países da Europa não sabem fazer.

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico (2)

 

O Anselmo Borges considera o Islamismo como uma religião como outra qualquer; é das mentiras mais imundas que grassam pelos me®dia, e o Anselmo Borges é um dos mentores desta mentira generalizada.

O Islão é um princípio de ordem política, e não uma religião propriamente dita.

Decorre dessa mentira obscena e imunda, a ideia de que a causa do terrorismo islâmico está na sociedade; escreve o Anselmo Borges:

“Daí, a urgência da educação para os grandes valores humanistas, para a paz, para a convivência na comunicação humana, e a atenção que é necessário prestar às causas que podem agudizar a violência: marginalização, não integração, falta de comunidade e de sentido, desorientação, injustiça. Certamente, o niilismo de valores reinante e o aliciamento das redes sociais para ideais de vinculação, com a participação na restauração do califado universal, por exemplo, ajudam nesta explicação”.

A História parece que se repete, e voltamos hoje ao Romantismo dos séculos XVIII e XIX que explicava o comportamento do ser humano em função da influência da sociedade. “A culpa é os outros”. Gente como o Anselmo Borges escreve obscenidades deste calibre sem qualquer responsabilização e sem contraditório. A filha-da-putice parece estar impune.

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico

 

“Antes, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, absolve os pecados” — Nicolás Gómez Dávila

Perante o terrorismo islâmico que degolou um sacerdote dentro de uma igreja francesa , “a única solução é rezar”diz o Padre Portocarrero de Almada. Recordemos o que nos disse Dietrich Bonhoeffer: “O silêncio em relação ao Mal é, em si mesmo, um mal: Deus não deixará de nos responsabilizar. Não falar é falar. Não agir é agir”.

Não chega rezar. É preciso agir. Se “a única solução é rezar”, o Padre Portocarrero de Almada torna-se cúmplice do mal. Quando não agimos, absolvemos os pecados, e não o pecador.

Dietrich  Bonhoeffer

Terça-feira, 26 Julho 2016

Como acabar com o terrorismo islâmico na Europa

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:33 pm
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“Trigo limpo, farinha amparo”. “Para grandes males, grandes remédios”.

garrote

A “estagnação secular” e a Religião da Humanidade

 

Ontem, em um programa na RTP3, três economistas falaram da “estagnação secular”. Um deles (de Esquerda) fez referência a Karl Marx, e outro (da Não-Esquerda) afirmou que a solução para o problema da estagnação económica é uma (ainda) maior globalização das economias (internacionalização). Vemos como a Esquerda e a Não-Esquerda estão de acordo em pontos essenciais sobre este assunto.

Em ambos os casos (na Esquerda e na Não-Esquerda) verificamos a eliminação do elemento ético nas relações económicas, e a redução de toda a realidade humana à economia.


Segundo Karl Marx (“Ideologia Alemã”), a estagnação da economia deve-se às “relações de propriedade” — que é a relação que existe entre as “forças produtivas” e as “relações de produção”: alegadamente, quando as “forças produtivas” atingem determinado estado de desenvolvimento, “entram em contradição” com as “relações de produção”, e essa “contradição” é a causa da estagnação económica.

Quando os marxistas e os neoliberais reduzem a realidade inteira à economia, simplificam o que é complexo e adoptam um pensamento dogmático que ignora as retroacções da História. A História é vista por eles como sendo linear e progressiva, sem possibilidade de recuperação, por parte da sociedade, de conceitos do passado; e quando esses conceitos retroactores surgem, marxistas e neoliberais adoptam o ad Novitatem, fazendo com que o “novo” nunca possa ter qualquer coisa em comum com o “velho”.

A reacção contra a estagnação secular já se está a fazer sentir. Por exemplo, o Brexit é uma reacção à estagnação económica na União Europeia; a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos também; na Hungria temos o Viktor Orbán com os 12% de IRS universal; fenómenos similares acontecem na Irlanda, na Polónia, na Rep. Checa, ou mesmo na Eslovénia. No Japão, a reacção à estagnação secular é por demais evidente:

“This week, Japan’s Liberal Democratic Party and its coalition partners won a two-thirds majority in the legislature’s upper house, to go along with their two-thirds majority in the lower house. A two-thirds majority is required in each house to begin the process of amending Japan’s constitution. And amending the constitution is one of the central planks in the LDP’s platform”.

Japan’s New Fascism

Os direitos humanos, entendidos em si mesmos como uma política, tende a ser colocada em causa ou questionada. Os Direitos do Homem não são uma Política [Marcel Gauchet, “Le Débat”, 1980].


É neste contexto que surge a imigração aberta e suicida na Europa. É uma fuga para a frente, no sentido errado.

mulher islamica em inglaterra kodachromeAntes de o problema da “estagnação” ser económico — é metafísico, ético, cultural e político. Os “comunistas do mercado” (os neoliberais) e os “comunistas da revolução” (os marxistas) descobriram a vantagem da imigração em massa, e dizem que os resultados são excelentes: ambos pensam que saem a ganhar do negócio da imigração em barda.

A instalação multiculturalista de comunidades de imigrantes acelera a proletarização dos imigrantes, e também reduz os trabalhadores indígenas (os brancos europeus) à antiga condição de proletários: privados da protecção de uma nação coerente, tratados como “suspeitos históricos” pelo poder político controlado pelos “comunistas do mercado” (os neoliberais) e pelos “comunistas da revolução” (os marxistas), os europeus indígenas perdem as suas últimas imunidades comunitárias: transformam-se em uma versão actualizada dos proletários do século XIX, em zômbis em potência.

Esta estratégia de proletarização geral da sociedade convém tanto aos neoliberais como aos marxistas, embora por razões distintas — é aquilo a que eu chamei de sinificação.

Trata-se de uma aliança entre Trotski e Hayek.

O neoliberalismo utiliza os velhos intelectuais marxistas (por exemplo, Francisco Louçã, José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, etc.) que são os seus compagnons de route, e que se transformam no novo clero inquisitorial da Religião da Humanidade (esse novo ópio do povo): uma religião que se baseia nas tábuas da lei dos direitos humanos, ou seja, nos direitos dos zômbis, e que se transformam nos deveres do Homem. A Religião da Humanidade tem os seus dogmas, e o seu braço secular: a União Europeia e os tribunais nacionais e internacionais.

Um dos instrumentos privilegiados de controlo dos zômbis europeus por parte dos “comunistas do mercado” e dos “comunistas da revolução”, é a exploração sistemática do sentimento de culpa colectiva dos europeus: a Victimilogia “virou” ciência, e transformou-se em um sistema de legitimização de uma sociedade pouco legítima.

“A classe que tem o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, a que tem o poder espiritual do dominante” → Karl Marx, “Miséria da Filosofia”

¿Quem detém hoje o Poder espiritual dominante? É a Religião da Humanidade. E repartem entre si o poder material. Trata-se de uma aliança que aparece ao povo como a mistificação de uma cisão política. É a nova “superstrutura” constituída pelos “comunistas do mercado” e pelos “comunistas da revolução” (Karl Marx pode ser útil, mesmo quando é inútil).

Segunda-feira, 25 Julho 2016

O enriquecimento cultural continua na Europa

 

Um sírio de 27 anos, a quem tinha sido negado o estatuto de refugiado e sofreria de problemas psiquiátricos, fez-se explodir nas imediações de um festival de música numa cidade da Baviera, naquele que é o terceiro ataque em apenas três semanas naquele estado no Sul da Alemanha. A explosão, que as autoridades estão a tratar como atentado, provocou 12 feridos, três dos quais em estado grave.”

É mais um louco por cerveja que gritou “Ali Há Um Bar!”; não tem nada a ver com o Islão nem com os refugiados. Nada de amálgamas e de confusões!

nonconfundir

Sábado, 23 Julho 2016

Era um alemão persa — disse a RTP

 

precisa-se-terrorista-webA RTP3 entretinha-se a defender a tese segundo a qual o terrorista de Munique era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico, ou seja, de “extrema-direita”: um tal professor Luís burrinho discursava sobre as maleitas do “terrorismo de extrema-direita”, para deleite da apresentadora escolhida a dedo pela televisão que deveria ser de todos nós — e eis que a polícia alemã vem dizer (em bom alemão) de que se tratava de “um iraniano de Munique”.

Aquilo foi um choque nos paineleiros da RTP3! Afinal não era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico… Ganda nóia!

Mas a apresentadora não se deixou ficar: como dizia o filósofo, “os tolos perdem as esperanças mas não perdem as ilusões”; e vai daí fez uma correcção ao comunicado da polícia alemã: o terrorista é um “germano-iraniano”! — disse ela. Ou seja, é uma alemão persa, o que é diferente de um persa alemão. No futuro, poderá haver, por exemplo, um alemão-persa-italiano-português-espanhol-chinês; o que não poderá haver é um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico.

Finalmente, a RTP3 conclui que o atentado terrorista não teve nada a ver com o Islão, porque o homem é um alemão persa — excepto de que se tratava de um muçulmano.

Quinta-feira, 21 Julho 2016

O João César das Neves não percebeu tudo; ou faz de conta

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:48 pm
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O João César das Neves escreveu:

“¿Por que razão então a Europa e os Estados Unidos são vistos como inimigos figadais [do terrorismo islâmico]?

O motivo é cultural, não político ou militar. O maior inimigo dos fundamentalistas islâmicos não é o governo norte-americano, mas o seu cinema; não são os EUA ou a União Europeia que os atingem, mas o laicismo ocidental, o seu consumismo, promiscuidade, liberdade de expressão e hábitos religiosos, familiares, de vestuário, alimentação e tantos outros. Esses são os adversários que eles abominam, precisamente por serem tão atraentes. O Ocidente é execrado porque se insinua de forma imparável na vida e costumes das populações muçulmanas, algo que esses extremistas consideram inaceitável. E reagem da única forma que sabem, gerando o terror.”

Nas décadas de 1930, 1940, 1950 e 1960, muitos países islâmicos tentaram separar o Islão e o Estado — por exemplo, o Egipto, a Jordânia, a Síria, o Líbano, a Pérsia (hoje Irão), Argélia, Marrocos, Tunísia, Turquia, entre outros. Naquele tempo (e não vai há muito), a cultura ocidental era vista com bons olhos pelo mundo islâmico, e muitos países islâmicos adoptaram uma tentativa de secularização (e não “laicização”, como diz o João César das Neves) da sociedade nos seus países.

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Com o chamado pós-modernismo (principalmente a partir de Maio de 1968), a cultura intelectual ocidental mudou, e com ela foi mudando a cultura antropológica (por Trickle-down Effect), mas para bem pior. Em nome de uma pretensa “liberdade”, o Ocidente entrou pelo libertinismo adentro. Mas este libertinismo não é isento de uma determinada ordem social que é negativa: tenta apenas e só destruir a ordem social anterior. Hoje já não podemos falar propriamente de uma “civilização ocidental”.

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O divórcio entre as culturas islâmica e ocidental também ocorreu com a Rússia do Cristianismo Ortodoxo; e países como a Hungria, a Polónia, Eslovénia, Sérvia e os países bálticos (e até o Japão), mantêm sérias reservas em relação à actual cultura antropológica da maioria dos países ocidentais.

O fenómeno de recusa da influência actual cultura antropológica ocidental não é apenas uma característica dos países islâmicos.

Por detrás da propagação da actual cultura antropológica decadente — através me®dia controlados pelo poder do dinheiro — está a plutocracia internacional em um certo encontro de vontades com uma certa Esquerda dita “marxista cultural” (Bloco de Esquerda, alas esquerdas do Partido Socialista e do Partido Social Democrata).

O “choque de civilizações” entre o Islão e o Ocidente, no sentido estritamente cultural, é relativamente  recente.

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As sociedades europeias mudam agora rapidamente para matriarcados desestruturados, e sustentados pelo Estado, negando o patriarcado moderado anterior à “revolução sexual” do pós-modernismo — patriarcado moderado esse que os muçulmanos tinham adoptado como uma via plausível para escapar ao patriarcado radical estipulado pelo Alcorão.

A sociedade europeia caminha rapidamente para o predomínio de um matriarcado alimentado por um Estado plenipotenciário; os atributos tradicionais da masculinidade são não só negados, mas mesmo condenados à exclusão cultural — o que torna as sociedades mais fracas e totalmente dependentes do Estado.

A cultura islâmica poderia ter entrado por uma espécie de “Iluminismo”; mas a decadência ética e moral da cultura antropológica ocidental fez com que o Islão mais retrógrado e bárbaro encontrasse argumentos para predominar na maioria dos países islâmicos.

Segunda-feira, 18 Julho 2016

Portugueses e turcos nunca se deram bem

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:26 am
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Eu não simpatizo com o Erdogan; mas quando vemos o Bloco de Esquerda a atacá-lo, não podemos também gostar dos golpistas. Os turcos não têm uma cultura de matriz europeia. Ponto final.

O QI médio turco é de 89, o que aproxima a Turquia da ingovernabilidade. A cultura islâmica promove o casamento entre primos direitos, o que é uma das causas do baixo QI dos turcos.

erdogan

A arbitrariedade política turca é de tal forma que o Erdogan pretende reintroduzir a pena-de-morte para crimes do passado — o que vai contra o definido pelo Iluminismo no Direito (por exemplo, com Reimarus): uma lei punitiva não se aplica retroactivamente; não devemos criar uma lei hoje para punir um crime de ontem.

Portugueses e turcos nunca se deram bem. Os portugueses, sempre em minoria, causaram terror entre os turcos.

Domingo, 17 Julho 2016

O aldrabão Daniel Oliveira e as vítimas do terrorismo na Europa

 

Em um determinado programa de televisão de ontem, o Daniel Oliveira afirmou o seguinte acerca do terrorismo:

  • nas décadas de 1970, 1980 e 1990, houve muitas mais vítimas de ataques terroristas na Europa do que nas décadas depois de 2000;
  • temos que nos habituar ao terrorismo, porque ele sempre existiu, e apenas aumentou a sua visibilidade devido aos me®dia e à Internet.

Podemos ver neste gráfico abaixo (fonte) que, de facto, nas décadas de 1970, 80 e 90, houve mais vítimas de terrorismo na Europa (de cor azul), mas tratou-se do terrorismo da ETA do país basco, do IRA da Irlanda, e do Baader-Meinhof na Alemanha — ou seja, tratou-se de um terrorismo direccionado principalmente contra as elites políticas e/ou contra as forças policiais ou militares.

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daniel_oliveira-webjpgA ETA, o IRA ou o Baader-Meinhof não atacavam deliberadamente crianças e mulheres inocentes: atacavam polícias, militares e dignitários políticos; e não existia, durante essas três décadas, o terrorismo suicida islâmico, que é o que mais sofisticado que podemos conceber em termos de terror.

Vemos a vermelho na imagem, os ataques terroristas islâmicos na Europa que, a partir da década de 2000, aumentaram geometricamente e que implicam, na maior parte dos casos, a figura do kamikaze islâmico, por um lado, e por outro lado o ataque indiscriminado às populações em geral, incluindo mulheres e crianças.

Note bem: uma coisa é um ataque do IRA a um quartel de tropas britânicas na Irlanda que faz 100 mortos; outra coisa é o recente ataque islâmico de Nice que faz outras tantas mortes, mas em que as vítimas não são militares e muitas delas são crianças e mulheres. Não é possível confundir estes dois tipos de terrorismo, e só a mente perversa do Daniel Oliveira poderia misturar as duas coisas.

Uma coisa é a guerra convencional em que as populações inocentes são, em geral, poupadas; outra coisa, bem diferente, é uma guerra islâmica em que o inimigo é a população em geral. E dizemos, “não”: a este tipo de guerra não ficaremos habituados nem indiferentes, nem que passemos a deportar muçulmanos e o Daniel Oliveira também.

Quinta-feira, 14 Julho 2016

A cultura islâmica é absolutamente incompatível com a cultura europeia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:43 pm
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Um muçulmano ameaça decapitar um alemão, em plena via pública:

Não há outra alternativa: é pôr essa gente a andar daqui para fora.

Quinta-feira, 23 Junho 2016

BREXIT: a Esquerda aliou-se às classes mais altas

Filed under: Política — O. Braga @ 11:03 am
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A Esquerda europeia e britânica aliou-se às classes altas do Reino Unido. Quem luta pelo LEAVE são as classes trabalhadoras e os mais pobres.

brexit-classes

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