perspectivas

Segunda-feira, 10 Março 2014

Esta gente está a fazer de você um estúpido!

 

Você considera-se estúpido? Não?! Não adianta o que você pensa de si mesmo: você é estúpido!, quer queira, quer não queira.

angela-merkel-ue-webDepois do que os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO fizeram no Kosovo, Angela Merkel diz agora a Putin que um referendo na Crimeia é ilegal. Ou seja, o referendo no Kosovo foi legal, mas o da Crimeia já não é.

Percebeu? Não?!!!!! Então você é estúpido!

Repare-se numa coisa: eu não sou a favor da Rússia. O que eu recuso é ser classificado de estúpido.

Chateia-me ser estúpido! Mesmo os estúpidos não gostam de ser estúpidos. É um direito que nos assiste, a recusa a ser catalogado de estúpido. Um verdadeiro estúpido, porém, é aquele que aceita que o referendo no Kosovo tenha sido legal, mas que o referendo na Crimeia seja agora ilegal. É esse o verdadeiro estúpido!

Mas Angela Merkel não fica por aqui: depois de ter destruído as economias dos países mais pobres da Europa e de ter perdido o debate político, Angela Merkel e os federalistas europeístas pretendem agora a lobotomia das nossas crianças através de lavagens cerebrais nas escolas, e a instalação de um pensamento único na Europa.

Sexta-feira, 7 Fevereiro 2014

A Alemanha e a união bancária na zona Euro

Filed under: Europa — orlando braga @ 11:01 am
Tags: , , ,

 

“Eurodeputados rejeitaram ontem por larga maioria mecanismo único de resolução imposto pela Alemanha”União bancária: Parlamento Europeu em guerra com Berlim

strait-jacket-euro-sexwebA organização monetária do Euro é de tal forma absurda que só depois de 10 anos de vigência da moeda única é que a política se viu forçada a reconhecer a necessidade da união bancária. Mas agora é tarde.

A Alemanha não abrirá nunca — jamais! — mão do excedente (em 2013, de 7% do PIB alemão) na sua balança de pagamentos, que se seguiu a 12 anos de Euro e depois da crise financeira que a Alemanha sofreu em 1999/2000. A Alemanha pode facilitar alguma coisa, aqui ou ali — por exemplo, quando introduz agora o salário mínimo nacional, e quando baixa a idade de reforma, o que vai aumentar ligeiramente o consumo interno desse país —, mas a união bancária propriamente dita está fora de questão.

Para a Alemanha do Euro, existirão sempre dois tipos de Bancos: os Bancos alemães, e os outros Bancos dos outros países do Euro. Qualquer tentativa de mudar isto é “chover no molhado”: como diz o povo: “quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte”.

Por outro lado, a união bancária iria abrir a porta à mutualização das dívidas estatais dos diferentes países da zona Euro — e são, em grande parte, as dívidas estatais dos países da zona Euro que alimentam o superavit comercial da Alemanha. Portanto, o que a Alemanha quer é que os outros países se endividem para comprar produtos à Alemanha, e sem ter que participar em qualquer tipo de mutualização dessas dívidas contraídas pelos outros países do Euro.

A imagem aqui ao lado resume a posição política da Alemanha em relação à zona Euro.

Sexta-feira, 24 Janeiro 2014

Um pouco de decoro não lhe ficaria mal

Filed under: IV Reich — orlando braga @ 7:28 pm
Tags: , , , ,

 

angela-merkel-na-praia-do-guincho

“Depois da pressão sobre os pares europeus para as subidas da idade da reforma, a coligação alemã decide agora fazer o contrário no seu próprio país”.

Alemanha vai baixar a idade da reforma para os 63 anos

Sexta-feira, 13 Dezembro 2013

A “Direita Fukuyama” e do “Fim da História”, aquela que tem a certeza do futuro

Filed under: Política,politicamente correcto — orlando braga @ 1:39 pm
Tags: , , , ,

 

Fernando Pessoa escreveu que o povo raramente se manifesta a favor de uma causa, mas quase sempre contra uma outra. Mesmo que uma manifestação popular resulte no apoio a uma causa qualquer, esse apoio é apenas a consequência da principal razão da manifestação: estar contra uma outra causa. Isto é tão claro que até fere a vista.

E quando falamos em manifestações populares — quase sempre contra alguma coisa — que possam identificar-se com a opinião pública maioritária, devemos distinguir entre “vontade da maioria”, por um lado, e “vontade nacional”, por outro lado: a vontade da maioria é consciente, ao passo que a vontade nacional é inconsciente e, por isso, o rumo histórico de uma nação foge ao controlo dos políticos e das elites.

As vontades das maiorias e/ou das minorias não determinam, pelo menos de uma forma clara e óbvia, a vontade nacional; e a uma corrente política muito minoritária1 pode ser entregue, pelo consentimento inconsciente do povo e a um determinado momento, a tarefa de reorientar o rumo da nação, e sem que a opinião maioritária popular — mesmo que não seja claramente a favor essa reorientação nacional — se resolva manifestar.

Por isso é que qualquer análise política nacional — como esta, aqui — que pretenda prever o futuro, está condenada ao fracasso: a ideia segundo a qual “o vento sopra para um lado e nunca muda de direcção”, ou a ideia segundo a qual “o marxismo foi definitivamente derrotado”, só podem prevalecer se apenas considerarmos a “vontade da maioria” e esquecermos a “vontade nacional”. Não é por acaso que nações como Portugal e a Grécia, que têm muitos séculos de existência, estão a ser alvo de um ataque vil por parte da União Europeia: não se trata apenas da questão da dívida: o que se pretende é quebrar a espinha dorsal dos povos e, concomitante, tentar controlar a vontade nacional que é inconsciente. E destruindo a vontade nacional portuguesa, a União Europeia do directório alemão destruirá a nação portuguesa. É isto que está hoje em causa.

Por isso, quando eu vejo “nacionalistas” de Direita a apoiar a política de Passos Coelho, fico com os cabelos em pé. A Direita do “Fim da História” tem a certeza do futuro: pensa que o marxismo acabou e que o vento nunca muda.

Nota
1. Essa corrente política minoritária pode ser marxista.

Sexta-feira, 22 Novembro 2013

O princípio darwinista aplicado à política da União Europeia

Filed under: Democracia em perigo,Europa — orlando braga @ 11:24 am
Tags: , , , ,

 

“O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse, na quinta-feira à noite, acreditar que pode haver uma Zona Euro sem orçamento e que poderia existir um círculo permanente de ministros de Finanças.”

Presidente do Eurogrupo propõe zona Euro sem orçamento

Uma zona Euro sem orçamento significa uma discussão permanente acerca da aplicação de um orçamento real que, à partida, não existe. Ou seja, existiria de facto um orçamento, só que esse orçamento seria aplicado, ao longo do tempo, ao sabor da lei do mais forte; os compromissos políticos acerca da aplicação do dinheiro disponível na União Europeia não seriam feitos a priori (na medida em que, não havendo orçamento, não há uma discussão prévia sobre ele), mas antes seriam realizados à medida em que o ano civil ia decorrendo.

Uma das intenções desta proposta é afastar, da opinião pública, o critério da distribuição do dinheiro pelos diversos países — porque se o orçamento é “volante” e “volátil”, a opinião pública dificilmente se dá conta dos compromissos políticos celebrados a cada momento do ano civil.

Decorre da anterior razão — o afastamento do orçamento, da opinião pública — a tentativa de impôr a lei do mais forte no critério de distribuição de verbas pelos vários países da zona Euro. Recorde-se que Jeroen Dijsselbloem foi nomeado para presidente do Eurogrupo pela Alemanha.

Domingo, 10 Novembro 2013

A saída do Euro já é assunto da Direita francesa

Filed under: Europa — orlando braga @ 6:50 am
Tags: , , , ,

 

Depois de a França ter visto a sua notação cair, em dois anos de AAA para AA+ e depois para AA, Christian Vanneste, que de esquerdista não tem absolutamente nada, escreveu o seguinte:

Vanneste«L’Euro a été une excellente affaire pour l’Allemagne et une calamité pour notre industrie.

Avec une monnaie plus faible que le Mark, et une industrie déjà performante, plus compétitive encore après les réformes, protégée des dévaluations de ses concurrents européens, l’Allemagne est le seul grand pays à gagner au système.

Il est assez clair que des pays comme la France, l’Italie, et même l’Espagne, qui, malgré ses efforts, n’est pas sortie de son auberge, devraient vouloir en changer. L’offre politique, l’alternance semblent exclure pareille révolution.»

Sexta-feira, 8 Novembro 2013

Standard & Poor’s baixa nota da França para AA

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:37 am
Tags: , , ,

 

Em dois anos, a França passou de AAA para AA+, e agora para AA.

Mas não fica por aqui: para que a Alemanha possa manter o seu AAA e o seu superavit de 7%, é preciso que a França baixe para a nota A dentro de um ano. E é neste contexto que surge a Front Nationale de Marie Le Pen à frente nas sondagens para as eleições do parlamento europeu do próximo ano.

Domingo, 27 Outubro 2013

As análises históricas deve ser feitas em contexto

 

Uma qualquer análise às origens do nazismo não pode prescindir do contexto histórico e político, ou seja, não devemos considerar as correntes ideológicas nacionalistas alemãs, a partir da Reforma de Lutero, sem ter em conta a realidade política e efectiva daquilo a que se veio a tornar, na segunda metade do século XIX e com Bismarck, no “Segundo Reich” na Alemanha.

(more…)

Quinta-feira, 24 Outubro 2013

É tão evidente que até fere a vista (andamos ceguinhos de todo!)

 

joao-ferreira-do-amaral-daguerre-webPortugal deve sair do euro, mas a saída deve ser "negociada e com apoio comunitário", afirma João Ferreira do Amaral.

«"Num cenário de estabilização da zona euro, a saída de um país deve ser feita em acordo com as autoridades comunitárias, quer o Conselho [Europeu], quer a Comissão Europeia quer o Banco Central Europeu [BCE]", diz Ferreira do Amaral em entrevista à agência Lusa.

Esse acordo visaria "garantir apoio" durante a saída: "Nesse período crucial [de saída] deve haver apoio, que se traduz no prolongamento do empréstimo ao nível do que temos agora" no âmbito do programa de assistência negociado com a ‘troika’.»


E já agora (para quem sabe ler em inglês):

Crise começou com salvação da Alemanha

 

«”A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, braço de pesquisa da Nomura Securities, em Tóquio, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade”  dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.»

Terça-feira, 15 Outubro 2013

A Croácia entrou para a União Europeia e… F***U!

Filed under: Europa — orlando braga @ 8:20 am
Tags: , , , , , ,

 

A Croácia entrou para a União Europeia há dois meses. E apenas nesses dois meses, as exportações daquele país caíram em 11%! Agora imaginem o descalabro da economia croata se algum dia entrar no Euro…!

Uma quebra de 11% nas exportações, e em dois meses, é obra! Um fenómeno destes só acontece em situação de ameaça de guerra. A verdade é que entrar para a União Europeia é a mesma coisa que entrar numa situação de guerra contra a soberania nacional.

A União Europeia do Tratado de Lisboa servem para duas coisas: enriquecer desalmadamente uma pequeníssima elite nacional, e servir os interesses económicos e vitais da potência imperial (Alemanha). Sempre foram estes os princípios de construção de qualquer império.

Sexta-feira, 27 Setembro 2013

Você votou em Angela Merkel? Eu não!

Filed under: Europa — orlando braga @ 8:23 am
Tags: , , ,

 

Não votei em Angela Merkel porque não posso votar nela: não sou alemão. Mas as políticas de Angela Merkel vão determinar o modo como os cidadãos de outros países da Europa vão viver nos próximos quatro anos. Os países chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) não elegeram Angela Merkel, mas vão ter que se sujeitar às decisões dela.

E qual é a política de Angela Merkel para os próximos quatro anos? Impedir que os gregos saiam da bancarrota, que os espanhóis saiam da crise económica, que os italianos saiam da crise política, que os portugueses e os irlandeses saiam de uma dívida impagável. Foi para isso que os alemães elegeram Angela Merkel.

É certo que os alemães e Angela Merkel não são responsáveis pela bolha imobiliária e pelo endividamento público que estão na origem desta crise na Europa. Isto é absolutamente verdade. Mas também é verdade que a solução dos problemas da Europa não podem depender do arbítrio de Angela Merkel e dos alemães — nem que tenhamos que acabar com o Euro!

Sábado, 21 Setembro 2013

A Helena Matos acredita no Pai Natal

Filed under: A vida custa,bovinotecnia — orlando braga @ 1:16 pm
Tags: , ,

«O lado sombrio da baixa taxa de desemprego alemã Nem uma voz discordante. Nem uma opinião contrária. Apenas uma certeza: « Na Alemanha, a taxa de desemprego é de 6,8%, muito baixa quando comparada com a de outros países da UE. A precariedade em que vivem muitos trabalhadores é, porém, o lado sombrio do modelo alemão, apresentado por vezes como exemplo. Trabalho barato, minijobs, trabalho em part-time e temporário, salários de 450 euros dispensados de pagar segurança social… Estas formas de trabalho ocupavam, em 2012, oito milhões de alemães» Que insensíveis estes alemães. Eles deviam ter seguido o modelo português. Acabaremos falidos mas festivos!!!»

(Helena Matos)

Vamos interpretar o que a Helena Matos quis dizer. Em primeiro lugar, temos que partir do princípio de que a notícia é verdadeira, ou seja, de que 8 milhões de alemães — cerca de 20% da população activa da Alemanha — vivem com 450 Euros por mês. Eu não acredito nisso, mas a Helena Matos acredita, e por isso vamos dar a notícia, por princípio, como sendo boa.

A corolário da tese da Helena Matos é a seguinte: se não existisse precariedade nas leis laborais da Alemanha, a taxa de desemprego nesse país não seria de 6,8%, mas antes seria de 6,8% + 20% = 26,8%; ou seja, seria equivalente à taxa de desemprego espanhola.

(more…)

Página seguinte »

The Rubric Theme Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 445 outros seguidores