perspectivas

Sábado, 30 Abril 2016

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
Tags: , , ,

 

O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

mariana_mortagua_web

Sexta-feira, 15 Abril 2016

Sobre Portugal e o Euro

Filed under: economia — O. Braga @ 11:48 am
Tags: , , ,

 

A economia não é uma ciência exacta, ou melhor, não pode ser sujeita literalmente ao método das ciências da natureza — tal como acontece também com as chamadas “ciências sociais”. Obviamente que em economia há estatísticas que permitem estabelecer algumas leis; mas essas estatísticas são feitas no passado, e as variáveis são de tal forma vastas que qualquer previsão económica corre sempre muitos riscos de falhar.

Um Insurgente refere-se aqui a uma entrevista de João Ferreira do Amaral em que este defende a saída de Portugal do Euro.

Europa do Euro 400 webNão há qualquer garantia de que se Portugal permanecer no Euro, ou se Portugal sair do Euro, o nosso país terá um futuro mais risonho.

Permanecer do Euro ou sair dele é uma decisão política — porque as estatísticas de 15 anos de Euro revelam que as vantagens e desvantagens da permanência de Portugal no Euro se equivalem. Já não estamos aqui a falar de economia, mas antes de opções políticas e, obviamente, ideológicas.

João Ferreira do Amaral mencionou alguns factos (e contra factos não há argumentos). Por exemplo, com Portugal no Euro a crescer entre 1% e 1,5%, o país não tem viabilidade; é um país que não tem futuro. Este é um facto matematicamente verificável, em função do valor da dívida total do país. Quem defende, ainda assim, a permanência de Portugal no Euro, toma uma opção política, e não económica: sacrifica determinados valores para beneficiar outros valores.

Por outro lado, também não há quaisquer garantias de que, saindo Portugal do Euro, Portugal começaria automaticamente a crescer 3% por ano, permitindo assim o pagamento da dívida e juros, o decréscimo do desemprego e a sustentabilidade das despesas do Estado. Mas a experiência demonstra-nos que a permanência de Portugal no Euro levou ao endividamento e à descapitalização da economia portuguesa. Isto são factos. Porém, a experiência demonstra-nos que o soberanismo, entendido apenas isoladamente e sem uma renovação cultural, não é garantia de crescimento económico (como podemos ver no actual Brasil de Dilma).

Permanecer no Euro ou sair dele é escolher entre dois males — porque não há qualquer garantia de que cada um deles funcione para um melhor Portugal futuro. É uma decisão política que esta geração de políticos terá que assumir, para o bem ou para o mal de Portugal, e que ficará para a História.

Quarta-feira, 23 Março 2016

¿É possível salvar a União Europeia?

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:28 pm
Tags: ,

 

1/ É possível ainda salvar a União Europeia e o Euro, mas extremamente difícil.

Depois dos atentados bombistas recentes em Bruxelas, o BREXIT parece inevitável. O que é possível salvar, é o que resta, são os cacos; mas para isso é preciso uma reforma política das instituições da União Europeia — o que parece quase uma impossibilidade objectiva, porque a própria dinâmica das actuais instituições não permite essa reforma (o objecto de uma reforma não se pode reformar a si mesmo).

Essa reforma política das instituições europeias seria tão profunda como, por exemplo, implicar eleições directas (em todos os países da Europa) do presidente da comissão europeia; a composição do parlamento europeu seria o reflexo dessa eleição, tal como acontece no Congresso dos Estados Unidos.

2/ Já vimos que a actual política de “portas abertas” em relação aos ditos “refugiados” está a destruir a União Europeia.

Isto significa que a Esquerda (que inclui os Partidos Socialistas da Europa, para além de Angela Merkel) teria que fazer concessões à opinião pública, em uma atitude de bom-senso; mas esperar bom-senso da parte da Esquerda, é utopia. Imaginar que o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e o Partido Socialista de António Costa possam rever parcialmente as suas posições em relação à importação em massa de “refugiados”, é sonhar acordado.

3/ A União Europeia teria que ir contra a actual política dos Estados Unidos de Obama na Síria — o que significa que teria que ir contra a concepção política da Esquerda europeia em relação à Síria, porque os esquerdistas são os idiotas úteis ou serviçais dos americanos. Isto passa pelo apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad como parte da solução do problema sírio e do combate ao Daesh. Imaginar que algum dia isto possa acontecer, é imaginar o impossível.

Por isso, salvar a União Europeia é extremamente difícil.

A actual posição dos Estados Unidos em relação à Europa

Filed under: Política — O. Braga @ 12:33 pm
Tags: , , ,

 

Conferência com George Friedman, em Fevereiro de 2016: “a União Europeia acabou”.

Quinta-feira, 17 Março 2016

O mito do João César das Neves acerca do Euro

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
Tags: , ,

 

Segundo o raciocínio do João César das Neves, na Suíça, por exemplo, que não pertence ao Euro, “o Estado rouba os cidadãos regularmente, desvalorizando o dinheiro para beneficiar empresas exportadoras ineficientes”. Naturalmente que dirão que “a Suíça não é Portugal”.

Em sociologia e em política, um “mito” é uma representação colectiva estereotipada ou um preconceito social predominante.

O que o João César das Neves nos diz (implicitamente) é que o povo português é ontologicamente inferior ao povo suíço — seja o que for o que “povo suíço” signifique; Fernando Pessoa dizia que a Suíça, tal como a Bélgica, é uma pseudo-nação, porque “lhe falta a base linguística para mostrar ao mundo que tem personalidade”.

Ou seja, o João César das Neves adoptou um mito, mas critica os mitos dos outros. O mito adoptado pelo João César das Neves é o de que Portugal é um país inviável fora do Euro. E este mito está presente desde 1974, e sucedeu a outro mito do Estado Novo segundo o qual Portugal era um país maior do que a Europa inteira. Passamos do oitenta para o oito.

Sexta-feira, 11 Março 2016

Assobiar e chupar cana

Filed under: economia — O. Braga @ 9:51 am
Tags: , , ,

 

O BCE [Banco Central Europeu] pretende que os Bancos assobiem e chupem, ao mesmo tempo. O dinheiro não circula, porque os custos potenciais de circulação do dinheiro são superiores ao prejuízo de ter o dinheiro parado.

Por exemplo, eu prefiro ter um carro usado do que vendê-lo a crédito ao mendigo profissional que me pede uma moeda na rua: o prejuízo de ver o meu carro desvalorizar com a passagem do tempo é inferior ao prejuízo potencial de vendê-lo a quem eu penso que não o pode pagar.

Imaginemos um cano de água na nossa cozinha: tem um furo, e pinga água. Por mais água que metamos no cano, o furo não deixa de pingar. Ou seja, injectar mais dinheiro no sistema monetário não resolve o problema que o estrangula.

Imaginemos, também, caro leitor, que V. Exª acredita que o dinheiro valerá no futuro o mesmo que vale hoje; ou seja, tem a certeza de que a economia não muda. V. Exª seria estúpido se poupasse ou se investisse o seu dinheiro na economia real — porque se o dinheiro vale hoje o mesmo que valerá certamente amanhã, o mote será o carpe Diem: “bota e vira” a gastar! Ou seja, em vez de criar riqueza, o dinheiro destrói a economia e a possibilidade de criação de riqueza.

¿Qual a solução para o problema?

Este problema do Euro tem que ser resolvido nível nacional, em cada país do Euro. Não há “uma solução para todos”. A Finlândia, por exemplo, começa a discutir a sua permanência no Euro, porque esse país está em recessão há quatro anos seguidos; como não pode desvalorizar o Euro, a Finlândia está a cortar nos salários como forma de equilibrar a sua competitividade nas exportações.

Em Portugal, a situação é mais complicada. A saída do Euro (sem alívio da dívida) levaria a um novo PREC [Processo Revolucionário em Curso] elevado ao cubo, e possivelmente a um golpe-de-estado.

Segunda-feira, 15 Fevereiro 2016

Se o Deutsche Bank cair, o Euro cai com ele

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:26 pm
Tags: ,

 

Tomem nota: se o Deutsche Bank for intervencionado pelo Estado alemão (“Bail-Out”), o Euro arrebenta — porque a diferença de tratamento em relação aos Bancos gregos será de tal forma contrastante que qualquer alma insensível sentirá náuseas. Só nessa altura o cidadão comum perceberá por que razão o Euro foi criado.

Quinta-feira, 28 Janeiro 2016

Um exemplo do totalitarismo da União Europeia: o Bloco de Esquerda e George Soros estão de acordo

 

Muitos “liberais” — no Insurgente, no Blasfémias, etc. — são apoiantes da União Europeia e do Euro, ou seja, vêem na União Europeia um espaço de liberdade, não só na economia como também na política. Se assim fosse, eu também seria apoiante da União Europeia e do Euro, mas a realidade conta-nos uma história diferente.

No vídeo em baixo verificamos a recente criação do Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.), sob os auspícios da União Europeia. O vídeo está em francês. O que o C.E.T.R. pretende é impôr, de forma coerciva, a tolerância aos cidadãos da União Europeia servindo-se de Directivas transformadas em leis aplicadas em todos os países.

 

Segundo a União Europeia e o Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.), o crime de “intolerância verbal” será comparável, em termos penais, à agressão física agravada. Por exemplo, se eu escrever, aqui no blogue, qualquer coisa contra o feminismo, poderei apanhar pena de prisão até cinco anos de cadeia.

Trata-se de uma vigilância oficial dos cidadãos e de organizações privadas — à moda da URSS e do KGB — que são consideradas “intolerantes”. O engraçado é que são esses mesmos “liberais” que dizem que a o KGB ainda existe na Rússia e que a União Europeia é um espaço de liberdade…!

Também é curioso o facto de este tipo de vigilância estatal totalitária do cidadão em nome da “tolerância”, ser defendida simultaneamente pela plutocracia internacional (Bilderberg, etc.) e pela esquerda neomarxista.

Ou seja, George Soros, Rockefeller, por um lado, e Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, por outro lado, estão de acordo em relação àquilo a que eu chamei “sinificação da Europa”.

Está mesmo previsto um programa de reeducação dos cidadãos prevaricadores e recalcitrantes em relação à “tolerância” — semelhante aos programas de reeducação maoístas! ¿Percebem agora por que razão o maoísta Durão Barroso é uma acérrimo apoiante da União Europeia?

O que a União Europeia e o Conselho Europeu da Tolerância e da Reconciliação (C.E.T.R.) pretendem é limitar drasticamente a liberdade de expressão e de opinião, tendo em vista a sinificação da Europa.

Segundo o intelectual liberal suíço Thomas Hürlimann:

“O que a União Europeia pretende é criar o Homem Novo, em que tudo o que é especial no ser humano deve desaparecer, ou seja, o sexo, as crenças religiosas, a cor da pele, etc..

No futuro, apenas será autorizado um estereótipo cinzento da tolerância, ou seja, uma tolerância que se declara universal mas que se inverte e que se transforma em intolerância. E quem assinala hoje esta contradição em termos, arrisca a sua reputação e, dentro de pouco tempo, arriscará mesmo a sua vida. O estereótipo da tolerância vai erradicar, sem apelo, os últimos indivíduos”.

Domingo, 10 Janeiro 2016

Pedro Arroja sobre a política bancária europeia

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 11:10 am
Tags: , , ,

 

Segunda-feira, 31 Agosto 2015

Só há uma forma de salvar o Euro

Filed under: Política — O. Braga @ 9:36 am
Tags: , ,

 

A única forma de evitar o fim do Euro é democratizar a Europa, por um lado, e desnacionalizá-la totalmente, por outro lado.

“Democratizar a Europa” significa, por exemplo, a eleição directa de um presidente da União Europeia com poderes de regulação política; e dar poder político real ao parlamento europeu, do qual sairá o governo da Europa. Significa também o fim da Comissão Europeia e o fim do Conselho Europeu de primeiros-ministros.

Se a democratização da União Europeia é, em tese, possível, a desnacionalização dos países da União Europeia é impossível.

A desnacionalização dos países da Europa significa que os franceses, por exemplo, com cerca de 55 milhões de nacionais, teriam menos força política na União Europeia que os alemães com 80 milhões. Isso já acontece hoje de certa forma, mas a França tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, e a Alemanha não tem; ou seja, a França mantém o estatuto de vencedor da II Guerra Mundial, o que lhe dá uma vantagem política global que equilibra o poder fáctico com a Alemanha.

A desnacionalização dos países da União Europeia significaria a realização progressiva de um IV Reich alemão, com a ajuda dos países limítrofes da Alemanha: Holanda, Bélgica, Áustria, entre outros. E alguém terá que me convencer que os franceses, um dia qualquer, deixarão de ser franceses.

Quem defende o Euro vive o momento de hoje; não pensa no futuro. Carpe Diem é a característica dos políticos portugueses em geral.

Segunda-feira, 27 Julho 2015

Para o José Pacheco Pereira, o Fim da História é (também) a União Europeia e o Euro

 

« O que é a “realidade” para a qual “não há alternativa”?

Em primeiro lugar, é o que há, o que existe, e a ideia de que o “que existe tem muita força” e legitima-se por existir. Neste pensamento do TINA existe uma espécie de congelamento da história, ? o que se compreende visto que chegou ao “fim”, ? no actual momento europeu, visto que é uma doutrina essencialmente europeia. Não é global, nem americana, nem dos BRICs, nem asiática, vem da Europa e fixa-se na Europa. Mais: fixa-se no estado de coisas europeu dos últimos anos, nem sequer uma década, desde a crise financeira (real) seguida da crise das dívidas soberanas (politicamente gerada). »

→ José Pacheco Pereira: A direita radical encontrou o “fim da história” e chama-lhe “realidade”

O José Pacheco Pereira opõe o seu (dele) Fim da História, por um lado, ao Fim da História neoliberal (segundo o “santo” Fukuyama), por outro  lado: são dois tipos diferentes de Fim da História. O que há em comum entre o Fim da História de José Pacheco Pereira e o dos neoliberais, é a necessidade da União Europeia e do Euro.

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin


José Pacheco Pereira defendeu, na recente crise grega, que a União Europeia e o BCE [Banco Central Europeu] deveriam proceder de um determinado modo; e os neoliberais defenderam que as instituições deveriam proceder de modo diverso. São dois Fim da História que se opõem. Ou seja, o José Pacheco Pereira critica o determinismo histórico dos neoliberais opondo-lhe o seu (dele) próprio determinismo histórico: a União Europeia e o Euro fazem parte do seu (dele) Fim da História. Aliás, é sabido que o José Pacheco Pereira tem um arquétipo mental hegeliano, na esteira das opções políticas e ideológicas que o marcaram na juventude.

O José Pacheco Pereira é um federalista europeu, mas um federalista de tipo gramsciano: a União Europeia Federal (para ele) deverá ser construída a longo prazo através de uma democracia de base por intermédio de um “progresso da opinião pública” (leia-se, lenta lobotomia cultural, à boa maneira hegeliana de “progresso como uma lei da Natureza”). Em contraponto, os neoliberais e os socialistas (Partido Socialista) são também federalistas europeus, mas defendem que o federalismo deve ser uma espécie de leviatão que se impõe do cimo social e político, para baixo, para as massas anónimas e anódinas. O que difere, na posição de José Pacheco Pereira em relação à dos socialistas  e neoliberais em relação à União Europeia e ao Euro, é a forma, mas não o conteúdo: é a forma de se fazer as coisas, isto é, a forma de se atingir o federalismo europeu.

O que repugna ao José Pacheco Pereira é o conceito de Fim da História neoliberal, ou seja, a “realidade neoliberal”; e opõe-lhe os seu próprios conceitos de “realidade” e de Fim da História que apenas diferem do primeiro na sua forma: o conteúdo (o federalismo europeu) mantém-se comum aos dois tipos diferentes de “realidade”. Aqui, o José Pacheco Pereira está mais próximo do Bloco de Esquerda e do Livre do que do Partido Socialista (que também aceitou e ratificou o famigerado Tratado Orçamental).

O José Pacheco Pereira faz parte do actual “double blind” da política portuguesa, que apenas é “furado” — paradoxalmente! — pelo Partido Comunista que também tem o seu próprio Fim da História segundo Karl Marx.


Quando eu aqui critiquei o governo grego do Varoufucker e  do Tripas — e inclui nessa crítica a “puta da realidade” da União Europeia e do Euro que os gregos não aceitam —, essa minha crítica foi uma crítica ao determinismo histórico, ou seja, foi uma apologia à liberdade que passa sempre por povos que recusam a decadência e a subserviência canina em troca de um prato de lentilhas, e com elites corajosas e esclarecidas. Não existe um Eidos da História (Hegel estava errado!)  — pelo menos que seja perceptível pelo ser humano: os homens fazem a História que os faz; a História faz os homens que a fazem; os homens fazem a sua história sem a fazer.

Sábado, 27 Junho 2015

A postura Syrízica do José Pacheco Pereira

Filed under: Europa — O. Braga @ 8:31 pm
Tags: , , ,

 

Quando Passos Coelho fala da “herança socialista”, José Pacheco Pereira faz ouvidos de mercador; mas a “herança do Syriza” já desculpa toda a ineficácia e o amadorismo da governança radical grega.

pereira-apcheco-marx-web-600-2 (1)Sinceramente, penso que o José Pacheco Pereira está a mais no Partido Social Democrata, e deveria ter a coragem de o assumir entregando o cartão do partido. Pelo menos seria coerente. Aliás, penso que  posição do José Pacheco Pereira em relação ao Partido Social Democrata é uma posição Syrízica: “se querem que eu saia do Partido Social Democrata, terão que me expulsar, para que eu possa atirar a culpa para cima de outros”. 

Temos o Frei Bento Domingues na Igreja Católica portuguesa e o José Pacheco Pereira no Partido Social Democrata.

O me espanta é que gente como o José Pacheco Pereira, alegadamente com muita experiência política, se revolte em relação ao que acontece no caso grego — porque o que se está a passar era obviamente previsível. Esta gente construiu uma utopia europeia, e quando a realidade não bate certo com o sonho, desancam na realidade! A culpa não é do sonho!: a culpa é da grande puta da realidade!

“A ideia de que a Grécia não é um Estado ou que é um “país falhado” é um absurdo.”

José Pacheco Pereira

Nunca ouvi ninguém dizer que “a Grécia é um Estado falhado”. No seu desespero, o José Pacheco Pereira recorre à falácia do espantalho.

O que devemos fazer é constatar o óbvio, reconhecer a evidência, aquilo que não necessita de demonstração: por exemplo, o contributo da indústria grega (sector secundário) para o PIB está abaixo de 15%; ora, um país com estas características nunca deveria ter entrado no Euro estruturado da forma que está. Portugal, obviamente, não está muito melhor que a Grécia: a contribuição da indústria portuguesa para o PIB é de cerca de 22%; mas, mesmo assim, existe uma grande diferença: Portugal tem a Espanha ao lado; a Grécia não tem vizinhos no Euro. 

Se para Portugal é muito difícil manter-se no Euro (nas actuais condições do Euro), para a Grécia é praticamente impossível. Isto não é “querer mal à Grécia”: em vez disso, é constatar factos.

Ora, são os factos frios, ou sejam, a puta da realidade, que o José Pacheco Pereira não aceita! Que a negação da realidade seja uma característica dos lunáticos radicais de Esquerda, já eu estaria avisado; mas que um militante do Partido Social Democrata, que apoiou Cavaco Silva, venha negar a realidade, já me surpreende.

O radical José Pacheco Pereira deveria aprender com Lenine: “Os factos são teimosos”.

sirizicos

Página seguinte »

O tema Rubric. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 768 outros seguidores