perspectivas

Terça-feira, 28 Junho 2016

A teoria da “Escócia independente e dentro da União Europeia”

 

Os me®dia, na sequência do Brexit, têm propagandeado a ideia segundo a qual a Escócia quer ser independente e aderir à União Europeia. Esta notícia é veiculada todos os dias nos me®dia para enganar o parolo português.

A Escócia tem uma população de 5 milhões de almas, uma dívida de 150 mil milhões de Euros, e sobretudo, um défice anual de 15 mil milhões de Euros. Com estes números, duvido que Angela Merkel aceite a adesão à União Europeia de uma “Escócia independente”. Mas os me®dia continuam a mentir.

Domingo, 12 Junho 2016

Mais vale arrebentar, para começar de novo. O que começa mal, tarde ou nunca se endireita.

Filed under: Política — O. Braga @ 9:46 am
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Sábado, 11 Junho 2016

A favor da reintrodução de taxas alfandegárias em Portugal

Filed under: Política — O. Braga @ 1:41 pm
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1/ Se a perfeita liberdade de mercado consiste em uma completa ausência de influência política na actividade económica, então segue-se que nenhum mercado pode ser livre. Neste sentido literal, a liberdade de mercado é uma utopia.

2/ Não existe nenhuma razão para preferir a liberdade de mercado, senão quando ela patrocina e fomenta o desenvolvimento de uma determinada sociedade. Quando a liberdade de mercado é sinónimo de definhamento da economia de uma nação, não há nenhuma razão objectiva para a adoptar. O PIB português actual não é real porque é baseado em dívida, e a economia portuguesa tem sofrido um definhamento objectivo pelo menos desde a entrada de Portugal no Euro.

3/ A liberdade contratual tem sempre que ter em conta os custos e benefícios das partes nos contratos. As taxas alfandegárias fazem parte desses custos — desde que esses custos sejam iguais para todos e não privilegiem ninguém em particular. Concebidas neste sentido, as tarifas alfandegárias não deformam os preços; e dada a igualdade em todas as transacções, elas não afectarão o consumo de forma a reduzir benefícios.

4/ As taxas alfandegárias não se focam especificamente naquilo que é importado, mas preocupa-se com o facto de que, seja o que for que seja importado, tenha que pagar o preço de entrada no mercado.

5/ A função de qualquer governo é a de estabelecer regras para uma interacção económica e social, e penalizar as infracções. Sem regras, não há jogo económico.

Quinta-feira, 9 Junho 2016

O João César das Neves é incoerente

Filed under: Política — O. Braga @ 11:27 am
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“Vivemos hoje em Portugal uma das situações mais terríveis e perturbadoras da humanidade: a lenta gestação de uma catástrofe. No futuro, quando olharem para o nosso tempo, as pessoas terão muita dificuldade em entender a apatia nacional que conduziu ao colapso de 2017-2018. Nessa altura muitos perguntarão como foi possível tal cegueira, ignorando os verdadeiros problemas, até se cair na ruína? Nós temos a resposta a este terrível enigma em directo e ao vivo.

César das Neves, no DN


O João César das Neves perde a razão quando se coloca do lado do federalismo da União Europeia.

A União Europeia tem um discurso anti-nacionalista, mas defende uma “nação” europeia federalista: “o nacionalismo é mau” — dizem os burocratas da União Europeia; mas a “nação” da União Europeia é boa. No entanto, o mal-estar está já instalado na Europa, devido ao despotismo dos burocratas de Bruxelas.

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Aparentemente, a única razão por que a Esquerda diz que “a União Europeia não é socialista”, é devida à relação que a União Europeia tem com a propriedade privada. Mas, como escreveu G. K. Chesterton, ‘Demasiado capitalismo’ não significa a existência de muitos capitalistas, mas antes significa a existência de poucos capitalistas.

A União Europeia bloqueia o pequeno e médio capitalismo e protege os grandes monopólios plutocratas transnacionais — o que significa que a independência material dos cidadãos em relação ao Estado é transferida para uma dependência material em relação a oligarquias. Por exemplo, em França, apenas 5.000 pessoas controlam o país inteiro de 60 milhões de pessoas, ligadas pela academia e pelo casamento.

A luta final dos marxistas europeus consiste na transferência da dependência material dos cidadãos para o Estado (porque os outros pressupostos do socialismo, a destruição da religião e da família, na cultura antropológica, já foram atingidos na União Europeia). Mas o João César das Neves continua a ser europeísta.

O outro problema é a democracia, que alimenta o parasitismo social e uma cultura de irresponsabilidade. Ou seja, a democracia é o instrumento da Esquerda para submissão total do cidadão ao Estado, o que significa a negação da democracia.

O objectivo da Esquerda é acabar com a democracia, utilizando a democracia.


«A nossa civilização corre o risco de ficar submersa como a Grécia (Atenas) sob a extensão da democracia, de cair inteiramente nas mãos dos escravos, ou então de ficar como Roma, não nas mãos de imperadores filhos do acaso e da decadência, mas de grupos financeiros sem pátria, sem lar na inteligência, sem escrúpulos intelectuais e sem causa em Deus.

O único antídoto para isto é uma lenta aristocratização

→ Fernando Pessoa

Segunda-feira, 30 Maio 2016

O José António Saraiva pensa que a Suíça é um país sem futuro

 

Ao ler um artigo do José António Saraiva, ia concordando com ele até que surgiu o seguinte parágrafo:

“Neste momento, Portugal só tem dois caminhos: ou sair da UE e regressar ao escudo (com a extrema-esquerda e os sectores esquerdistas do PS a liderar, assumindo uma vocação terceiro-mundista), ou continuar na UE e aceitar a globalização. Mas, para isto, é preciso inverter rapidamente a marcha”.

Ou seja, para o José António Saraiva, a Suíça (por exemplo; ou a Dinamarca, ou a Noruega, ou a Inglaterra, etc.) é um país do terceiro-mundo — porque a Suíça não adoptou o Euro e não pertence à União Europeia. Segundo o José António Saraiva, a Suíça é um país controlado pela Esquerda radical e que não tem futuro.

O que se passa é que uma certa “direita” já desistiu de Portugal, e projecta na União Europeia e no Euro a salvação do país (o novo Encoberto). Faz parte desta “direita” o Partido Social Democrata, o CDS/PP, o José António Saraiva como o João César das Neves. Essa direita já não acredita em Portugal, e raciocina assim:

“Dado que a Esquerda radical — incluindo uma parte do Partido Socialista — tem grande votação em Portugal, o país é um caso perdido. A única forma de salvar Portugal é fazer com que as orientações políticas e económicas sejam impostas coercivamente a partir da estranja.”

Porém, e simultaneamente, essa “direita” do José António Saraiva, que critica o grande Poder do Estado na sociedade, é a mesma que defende que as escolas privadas devem ser financiadas pelo Estado.

Podemos chamar à “direita” do José António Saraiva a “direita esquizofrénica”.

Essa “direita” não conseguiu convencer o povo acerca das virtualidades do Estado mínimo — porque, o povo não é burro e verificou que, para essa “direita”, o Estado só deve ser mínimo para os outros: para quem pertence ao clube privado dessa “direita”, o Estado é máximo!. E foi assim que o Bloco de Esquerda, que estava em extinção, atingiu os 10% nas últimas eleições.

Precisamos de uma nova Direita que acredite em Portugal; que pense na União Europeia e no Euro como meios para atingir fins, e não como fins em si mesmos. A Esquerda radical só pode ser derrotada se existir uma oposição que acredite em Portugal.

Sábado, 30 Abril 2016

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
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O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

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Sexta-feira, 15 Abril 2016

Sobre Portugal e o Euro

Filed under: economia — O. Braga @ 11:48 am
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A economia não é uma ciência exacta, ou melhor, não pode ser sujeita literalmente ao método das ciências da natureza — tal como acontece também com as chamadas “ciências sociais”. Obviamente que em economia há estatísticas que permitem estabelecer algumas leis; mas essas estatísticas são feitas no passado, e as variáveis são de tal forma vastas que qualquer previsão económica corre sempre muitos riscos de falhar.

Um Insurgente refere-se aqui a uma entrevista de João Ferreira do Amaral em que este defende a saída de Portugal do Euro.

Europa do Euro 400 webNão há qualquer garantia de que se Portugal permanecer no Euro, ou se Portugal sair do Euro, o nosso país terá um futuro mais risonho.

Permanecer do Euro ou sair dele é uma decisão política — porque as estatísticas de 15 anos de Euro revelam que as vantagens e desvantagens da permanência de Portugal no Euro se equivalem. Já não estamos aqui a falar de economia, mas antes de opções políticas e, obviamente, ideológicas.

João Ferreira do Amaral mencionou alguns factos (e contra factos não há argumentos). Por exemplo, com Portugal no Euro a crescer entre 1% e 1,5%, o país não tem viabilidade; é um país que não tem futuro. Este é um facto matematicamente verificável, em função do valor da dívida total do país. Quem defende, ainda assim, a permanência de Portugal no Euro, toma uma opção política, e não económica: sacrifica determinados valores para beneficiar outros valores.

Por outro lado, também não há quaisquer garantias de que, saindo Portugal do Euro, Portugal começaria automaticamente a crescer 3% por ano, permitindo assim o pagamento da dívida e juros, o decréscimo do desemprego e a sustentabilidade das despesas do Estado. Mas a experiência demonstra-nos que a permanência de Portugal no Euro levou ao endividamento e à descapitalização da economia portuguesa. Isto são factos. Porém, a experiência demonstra-nos que o soberanismo, entendido apenas isoladamente e sem uma renovação cultural, não é garantia de crescimento económico (como podemos ver no actual Brasil de Dilma).

Permanecer no Euro ou sair dele é escolher entre dois males — porque não há qualquer garantia de que cada um deles funcione para um melhor Portugal futuro. É uma decisão política que esta geração de políticos terá que assumir, para o bem ou para o mal de Portugal, e que ficará para a História.

Quarta-feira, 23 Março 2016

¿É possível salvar a União Europeia?

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:28 pm
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1/ É possível ainda salvar a União Europeia e o Euro, mas extremamente difícil.

Depois dos atentados bombistas recentes em Bruxelas, o BREXIT parece inevitável. O que é possível salvar, é o que resta, são os cacos; mas para isso é preciso uma reforma política das instituições da União Europeia — o que parece quase uma impossibilidade objectiva, porque a própria dinâmica das actuais instituições não permite essa reforma (o objecto de uma reforma não se pode reformar a si mesmo).

Essa reforma política das instituições europeias seria tão profunda como, por exemplo, implicar eleições directas (em todos os países da Europa) do presidente da comissão europeia; a composição do parlamento europeu seria o reflexo dessa eleição, tal como acontece no Congresso dos Estados Unidos.

2/ Já vimos que a actual política de “portas abertas” em relação aos ditos “refugiados” está a destruir a União Europeia.

Isto significa que a Esquerda (que inclui os Partidos Socialistas da Europa, para além de Angela Merkel) teria que fazer concessões à opinião pública, em uma atitude de bom-senso; mas esperar bom-senso da parte da Esquerda, é utopia. Imaginar que o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e o Partido Socialista de António Costa possam rever parcialmente as suas posições em relação à importação em massa de “refugiados”, é sonhar acordado.

3/ A União Europeia teria que ir contra a actual política dos Estados Unidos de Obama na Síria — o que significa que teria que ir contra a concepção política da Esquerda europeia em relação à Síria, porque os esquerdistas são os idiotas úteis ou serviçais dos americanos. Isto passa pelo apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad como parte da solução do problema sírio e do combate ao Daesh. Imaginar que algum dia isto possa acontecer, é imaginar o impossível.

Por isso, salvar a União Europeia é extremamente difícil.

A actual posição dos Estados Unidos em relação à Europa

Filed under: Política — O. Braga @ 12:33 pm
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Conferência com George Friedman, em Fevereiro de 2016: “a União Europeia acabou”.

Quinta-feira, 17 Março 2016

O mito do João César das Neves acerca do Euro

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
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Segundo o raciocínio do João César das Neves, na Suíça, por exemplo, que não pertence ao Euro, “o Estado rouba os cidadãos regularmente, desvalorizando o dinheiro para beneficiar empresas exportadoras ineficientes”. Naturalmente que dirão que “a Suíça não é Portugal”.

Em sociologia e em política, um “mito” é uma representação colectiva estereotipada ou um preconceito social predominante.

O que o João César das Neves nos diz (implicitamente) é que o povo português é ontologicamente inferior ao povo suíço — seja o que for o que “povo suíço” signifique; Fernando Pessoa dizia que a Suíça, tal como a Bélgica, é uma pseudo-nação, porque “lhe falta a base linguística para mostrar ao mundo que tem personalidade”.

Ou seja, o João César das Neves adoptou um mito, mas critica os mitos dos outros. O mito adoptado pelo João César das Neves é o de que Portugal é um país inviável fora do Euro. E este mito está presente desde 1974, e sucedeu a outro mito do Estado Novo segundo o qual Portugal era um país maior do que a Europa inteira. Passamos do oitenta para o oito.

Sexta-feira, 11 Março 2016

Assobiar e chupar cana

Filed under: economia — O. Braga @ 9:51 am
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O BCE [Banco Central Europeu] pretende que os Bancos assobiem e chupem, ao mesmo tempo. O dinheiro não circula, porque os custos potenciais de circulação do dinheiro são superiores ao prejuízo de ter o dinheiro parado.

Por exemplo, eu prefiro ter um carro usado do que vendê-lo a crédito ao mendigo profissional que me pede uma moeda na rua: o prejuízo de ver o meu carro desvalorizar com a passagem do tempo é inferior ao prejuízo potencial de vendê-lo a quem eu penso que não o pode pagar.

Imaginemos um cano de água na nossa cozinha: tem um furo, e pinga água. Por mais água que metamos no cano, o furo não deixa de pingar. Ou seja, injectar mais dinheiro no sistema monetário não resolve o problema que o estrangula.

Imaginemos, também, caro leitor, que V. Exª acredita que o dinheiro valerá no futuro o mesmo que vale hoje; ou seja, tem a certeza de que a economia não muda. V. Exª seria estúpido se poupasse ou se investisse o seu dinheiro na economia real — porque se o dinheiro vale hoje o mesmo que valerá certamente amanhã, o mote será o carpe Diem: “bota e vira” a gastar! Ou seja, em vez de criar riqueza, o dinheiro destrói a economia e a possibilidade de criação de riqueza.

¿Qual a solução para o problema?

Este problema do Euro tem que ser resolvido nível nacional, em cada país do Euro. Não há “uma solução para todos”. A Finlândia, por exemplo, começa a discutir a sua permanência no Euro, porque esse país está em recessão há quatro anos seguidos; como não pode desvalorizar o Euro, a Finlândia está a cortar nos salários como forma de equilibrar a sua competitividade nas exportações.

Em Portugal, a situação é mais complicada. A saída do Euro (sem alívio da dívida) levaria a um novo PREC [Processo Revolucionário em Curso] elevado ao cubo, e possivelmente a um golpe-de-estado.

Segunda-feira, 15 Fevereiro 2016

Se o Deutsche Bank cair, o Euro cai com ele

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:26 pm
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Tomem nota: se o Deutsche Bank for intervencionado pelo Estado alemão (“Bail-Out”), o Euro arrebenta — porque a diferença de tratamento em relação aos Bancos gregos será de tal forma contrastante que qualquer alma insensível sentirá náuseas. Só nessa altura o cidadão comum perceberá por que razão o Euro foi criado.

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