perspectivas

Domingo, 10 Janeiro 2016

Pedro Arroja sobre a política bancária europeia

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 11:10 am
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Sábado, 19 Dezembro 2015

A minha posição acerca da TAP

Filed under: economia — O. Braga @ 10:54 am
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Há três coisas em relação às quais sou contra a privatização: a privatização da água, a privatização da REN (Rede Eléctrica Nacional), e a privatização da TAP que não tenha como accionistas cidadãos portugueses. De resto, podem privatizar tudo.

Qualquer contrato de venda da TAP tem que ter como condição que os seus proprietários privados sejam maioritariamente portugueses, por um lado, e que qualquer alienação do capital maioritário da TAP a estrangeiros implique automaticamente o processo de inversão da privatização.

No caso dos actuais proprietários privados da TAP, a maioria do capital pertence (formalmente) a um cidadão português. E, portanto, não há problema nenhum — senão o de assegurar contratualmente que a venda do capital português da TAP a estrangeiros terá como consequência a renacionalização da empresa.

Quinta-feira, 10 Dezembro 2015

Pela defesa do fim das PPP (Parcerias Público-privadas) nas auto-estradas portuguesas

Filed under: economia,Política,Portugal,PPP — O. Braga @ 9:33 am

 

“O Bloco de Esquerda entregou já na AR um projecto lei para acabar com as portagens na A22, a Via do Infante, no Algarve. A seguir apresentará proposta idêntica para a A23. O PCP anunciou também projectos de recomendação para pedir o fim das portagens na A22, A23 e A24. Pelo seu lado o Governo fez saber que não está disponível para abolir qualquer portagem”.

Pagar ou não pagar portagens, eis a questão…

O problema não é o de não pagar portagens. É claro e evidente que as portagens têm que ser pagas!

O problema é o de saber se o Estado tem que dar de mamar às empresas privadas. Vejo por aí muitos liberais de pacotilha (por exemplo, o Insurgente) a defender a ideia segundo a qual o Estado deve dar de mamar aos privados. São liberais de vez em quando, quando lhes dá jeito.

Vou dar um exemplo do que pretendo dizer.

Combinei com um cliente espanhol, que mora em Madrid, um encontro na fronteira, em Vilar Formoso. Eu paguei 21,65 Euros de portagens do Porto a Vilar Formoso, e espanhol, de Madrid a Vilar Formoso pagou 9 Euros de portagens. As distâncias percorridas são praticamente as mesmas (313 quilómetros e 329 quilómetros).

¿Por que razão o português tem que pagar o dobro do espanhol em portagens para percorrer a mesma distância?

Resposta: os concessionários privados das auto-estradas portuguesas andam a mamar à custa do Estado através das PPP (Parcerias Público-privadas) que tem margens de renda extraordinárias.

O exemplo que dei acima é absolutamente verdadeiro. Por isso, a conclusão que qualquer mente lúcida deve chegar é a seguinte: ou os privados compram a participação do Estado nas PPP (Parcerias Público-privadas) das auto-estradas (e cobram as portagens que quiserem, e o Estado concentra-se nas alternativas de percursos), ou o Estado compra a participação dos privados nas ditas cujas. O que não pode continuar é esta “mama desenganada e desenfreada” à custa do contribuinte. Mas os liberais de pacotilha continuam a defender que o Estado é essencial para dar de mamar às empresas privadas.

Domingo, 6 Dezembro 2015

O casamento é hoje uma amizade permitida pela polícia

 

O casamento foi uma instituição, passou a ser um contrato, e hoje é uma espécie de amizade permitida pela polícia.

casamento gay 300 webO casamento não é, hoje, sequer um contrato — porque um contrato, por definição, implica a existência de uma promessa mútua entre os contratantes em relação ao futuro, e uma penalização para quem não cumpre essa promessa.

Com o divórcio unilateral implementado pela Esquerda através do imoral José Sócrates, a noção de “contrato” já não se aplica ao casamento. O argumento da necessidade do “casamento” gay foi o pretexto para a erradicação do contrato do casamento do quadro legal.

O problema é o de que o fim do contrato do casamento que fundamenta a família, tem repercussão na economia — porque o fim do contrato que organiza a família tem consequências na cultura antropológica que está no centro da economia política.

São as regras e o cumprimento de promessas (os contratos) que tornam o mundo mais previsível e permitem o funcionamento da economia. Se o contrato fundador da sociedade (o casamento) é retirado da lei, não existe qualquer motivo racionalmente fundamentado para que se respeitem quaisquer outros contratos.

Sexta-feira, 4 Setembro 2015

O Paulo que já não é Querido

Filed under: economia — O. Braga @ 1:43 pm

 

O Paulo Querido é um “jornaleiro” radical que apoiou José Sócrates nas últimas eleições que este ganhou; chegou mesmo a organizar um encontro de blogueiros em que esteve presente o próprio José Sócrates.
Quando Passos Coelho ganhou as eleições, o Paulo continuou a ser Querido: organizou umas manifs de agit-prop junto ao palácio de S. Bento e em Belém. Quando José Sócrates foi preso, o Paulo deixou de ser Querido: entrou na clandestinidade me®diática e deixou de ser notícia. De vez em quando, aparece qualquer coisa escrita por ele em locais espúrios, como é o caso deste:

“Sim: há casos de sucesso, há casos excelentes. Mas o movimento das startups não difere de outros movimentos anteriores na produção de um mar de insucessos. Pelo contrário: até ver, é das maiores produtoras de insucessos.”

A CULTURA DA LOTARIA: DESVENDANDO O LADO NEGRO DAS START-UPS

Antes de mais, para quem não sabe o que é uma startup, ler isto. Uma startup é, em português, uma micro-empresa.

O que o Querido pretende dizer é que a criação de micro-empresas é uma lotaria; e que, por ser uma lotaria, a criação de micro-empresas é uma coisa má. Os casos de sucesso são excepções à regra; e a regra é má exactamente porque apenas as excepções são boas — porque se parte do princípio de que os casos de sucesso deveriam ser a regra e não a excepção.

A noção de “igualdade” é de tal forma levada a um extremo conceptual que se concebe como regra geral que as micro-empresas deveriam ter sucesso, e que as micro-empresas sem sucesso deveriam ser uma minoria (deveriam ser a excepção à regra). É assim que o Paulo que já não é Querido raciocina. Se seguirmos, de forma consistente, os preceitos de “igualdade” e de “não discriminação” da Esquerda radical, torna-se impossível viver uma vida decente.

Existe desde logo uma contradição fundamental (de base) no raciocínio do Paulo que já não é Querido: por um lado, a mundividência é darwinista (relativismo ético cientificista) como antítese da mundividência religiosa; e, por outro lado, combate-se o social-darwinismo que, alegadamente, está subjacente à criação das micro-empresas. Ou seja, é-se darwinista sem assumir as consequências de se ser darwinista. Este é um caso muito vulgar na actual política.

Por exemplo, Richard Dawkins que é ateu e darwinista convicto e confesso, e que foi um dos fundadores da sociobiologia, diz-se de Esquerda. Ora, a sociobiologia (por exemplo, através do conceito do “gene egoísta”) é a principal arma ideológica dos defensores do racismo. Perguntas: ¿como é possível criticar o racismo e simultaneamente ser darwinista? Como é possível ser darwinista e, ao mesmo tempo, não ser darwinista?


O problema que eu vejo nas micro-empresas (startups) não é o do sucesso ou do insucesso — porque ambos fazem parte da vida e temos todos que aprender a viver com eles. O problema é que as boas ideias, aquelas que têm sucesso, beneficiam muito menos quem as teve e quem as criou, do que os “tubarões” plutocratas que se aproveitam delas.

Sexta-feira, 6 Março 2015

A Espanha está f*did*!

 

Aquilo que me chateia no “pensamento único” é que o Estado se meta, através dele, na minha vida privada; se o pensamento único não tiver nada a ver com a força bruta do Estado, então não me preocupa grande coisa.

Se toda a gente pensar da mesma maneira mas que não se coloque o Estado a vasculhar a minha casa, por mim podem pensar como quiserem.

tu-quoqueEm Espanha, os socialistas dizem que os neoliberais seguem um “pensamento único”, e estes dizem o mesmo daqueles. A verdade é que os neoliberais aproveitam-se do socialismo para aumentar impostos; e os socialistas aproveitam-se do neoliberalismo para ir reforçando o poder do Estado com o aumento dos impostos. A diferença é que uns chupam o povo de uma maneira, e os outros “xuxam” no povo de outra maneira. O que há de comum entre eles é que ambos defendem — na prática e por razões diferentes — aumento de impostos.

Portanto, o “pensamento único” é o aumento de impostos — seja para pagar a dívida pública rapidamente porque os Bancos alemães andam aflitos (os neoliberais) e não podem esperar, seja porque “a dívida pública não é para pagar” (os socialistas) e o “necessário aumento de impostos” serve para reforçar o poder absoluto do Estado.

Enquanto não se quebrar este “pensamento único” comum a neoliberais e socialistas, não saímos da cepa torta; ou então saímos do Euro. Neoliberais e socialistas fazem parte do problema, e não da solução.

Razão tinha o Salazar: quando chegou ao Poder (na década de 1920) só ia pagando os juros da dívida pública: o pagamento da dívida propriamente dita ficou congelado até meados da década de 1950. Mas hoje a Alemanha não facilita pagamentos, não obstante tenha tido condições muito favoráveis para o pagamento da sua dívida contraída com a II Guerra Mundial. “Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa”.

“Liberalismo económico” com brutal aumento de impostos, para pagar a dívida pública aos Bancos alemães em uma década, é abuso de poder.

Quarta-feira, 18 Fevereiro 2015

A Raquel Varela e o horário de trabalho de 21 horas semanais

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 1:21 pm
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Eu não sou libertário e por isso estou à  vontade para dizer que o programa televisivo “Barca do Inferno” deveria ser enviado para o diabo que o carregue. Não podemos viver em uma sociedade em que o mais sórdido é permitido, em que a razão é violentada por uma classe académica com “direitos de Estado” adquiridos. Mesmo os canais de televisão privados não têm o direito de ter programas que defendam o absurdo, ou que convidem pessoas a defender publicamente o absurdo.

A Raquel Varela mistura no mesmo saco três fenómenos distintos: 1/ a concentração excessiva de capital que acontece hoje (como aconteceu no século XIX); 2/ as horas semanais de trabalho; 3/ o desemprego.

1/ a concentração excessiva de capital é uma realidade, mas está ligada ao fenómeno político da desnacionalização. Que eu saiba, a Raquel Varela — à  semelhança do Bloco de Esquerda — defende a permanência de Portugal no Euro.

2/ as horas de trabalho devem estar ligadas a uma ética de recompensa por quem mais se esforça e se preocupa com o trabalho.

Reparem bem como a Raquel Varela defende 21 horas de trabalho semanais sem redução de salário. É isto que deveria ser proibido de passar na televisão do Estado, nem que se tivesse de demitir a administração da RTP.

Para a Raquel Varela, a produtividade é uma coisa mágica que não depende do contexto político, cultural e social em que uma sociedade está inserida.

3/ a Raquel Varela não quer a saída de Portugal do Euro, e portanto defende a desnacionalização de Portugal (Trotskismo). Mas, ao mesmo tempo, pensa que a economia portuguesa poderá crescer, estando dentro do Euro, 2 a 3% por ano para permitir a absorção do desemprego — o que é uma impossibilidade objectiva.

Só saindo do Euro, Portugal poderá ter taxas de crescimento iguais ou superiores a 2% ao ano. Portanto, quem defender o Euro terá que defender necessariamente um desemprego alto. Claro que, no primeiro ano da saída do Euro, instala-se uma situação económica caótica em Portugal; mas passada primeira fase de choque económico, a economia passa a crescer tanto ou mais do que cresceu na década de 1990.

Portanto, há que escolher: ou o Euro e desemprego alto; ou fora do Euro e absorção de desemprego.


Adenda:

A economia é uma ciência social. Estar fora ou dentro do Euro têm vantagens e desvantagens, segundo a ciência económica.

Mas a opção de estar dentro ou fora do Euro é uma opção ética que não é determinada pela ciência económica: a ciência, qualquer que seja, não determina e não define a ética. Essa opção ética, qualquer que seja, está a montante da política, ou seja, influencia a política.

Isto significa que quem utiliza a ciência económica para defender a permanência de Portugal no Euro escamoteia ou esconde uma opção ética: a de que é preferível um desemprego alto a um desemprego baixo. Cada um defende a ética em que se vê reflectido.

Sábado, 24 Janeiro 2015

O "Quantitative Easing" do BCE [Banco Central Europeu]

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 10:10 am
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Deflação” não é a mesma que “desinflação” que é estabilização de preços. Quando o preço do petróleo baixa, por exemplo, não há deflação mas sim desinflação.

Mesmo que venha a existir deflação, isso não significa que não haja crescimento económico: depende da flexibilidade dos agentes económicos (o “desenrascanço”).

A decisão do BCE [Banco Central Europeu]  de proceder ao um “Quantitative Easing” nas vésperas das eleições na Grécia em que o Syriza parece ganhar, não acontece por acaso; e não tem nada ver com a deflação na União Europeia. E por não ter nada a ver com a deflação é que a Esquerda e o António Costa, que sempre desejaram um “Quantitative Easing”, agora parece que não gostaram da ideia.

O “Quantitative Easing” é um prémio de Angela Merkel para os alunos bem comportados da União Europeia, em contraste com uma Grécia indisciplinada.

A Grécia fica a um canto da sala de aula, com as orelhas de burro na cabeça, e Passos Coelho pode alardear a sua menção honrosa no recreio. A União Europeia de Angela Merkel mata dois coelhos com uma cajadada só: isola a Grécia e evita um contágio ainda maior do fenómeno Syriza nos países do sul da Europa.

O “Quantitative Easing” do BCE [Banco Central Europeu]  foi menos um acto económico do que político. Não é apenas política monetária: é sobretudo política politiqueira  pura e dura.

Sexta-feira, 23 Janeiro 2015

¿O Distributismo é utopia?

Filed under: economia,Política,Portugal — O. Braga @ 8:31 am
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“Quem duvida… que o poder que um multimilionário — que pode ser meu vizinho ou talvez meu patrão — tem sobre mim é muito menor do que o que detém o mais pequeno funcionário [do Estado], que transporta consigo o poder do Estado, e de cuja discrição depende se e como me é permitido viver e trabalhar?”

Hayek, “The Road to Serfdom” (tradução minha)

Os recentes acontecimentos, desde a crise financeira de 2008, às dívidas soberanas, até à queda estrondosa do grupo BES, demonstram que Hayek não tinha razão: o poder de um multimilionário em relação à  minha vida é pelo menos tão grande como o do Estado.

Dar poder ao Estado para controlar o multimilionário é reforçar o poder do Estado; deixar o multimilionário actuar em roda livre é aumentar o seu poder discricionário sobre a minha vida, que não se reduz ao presente mas também a um futuro próximo. Eu não quero que o Estado e/ou o multimilionário condicionem a minha liberdade e a minha vida de uma forma para além do razoável e tolerável.

O poder discricionário do multimilionário sobre a minha vida baseia-se em uma visão de desmoralização daquilo que é útil à  sociedade: essa corrente ideológica teve a sua origem no Marginalismo do século XIX: tudo aquilo que é útil à  sociedade passou a estar desligado de qualquer corrente moral. Ou melhor: a moral subjacente àquilo que é útil passou a ser o que cada um quiser, e o limite do acto gratuito decorrente da desmoralização do útil é a lei positivista que pode ser mudada a bel-prazer dos poderes instituídos.

O poder discricionário do Estado sobre a minha vida começou com o despotismo iluminado do absolutismo monárquico do século XVIII que teve origem nas teorias da Razão de Estado dos séculos XVI, XVII e XVIII; evoluiu para o marxismo, por um lado, e para a alienação do corporativismo medieval — as guildas —  que foi o fascismo, por outro  lado.

Tanto o marxismo como o fascismo foram consequências directas do conceito abstracto de “Vontade Geral” de Rousseau.

Desde o século XIX que vivemos em um sistema económico maniqueísta e em double blind: ou o Marginalismo — que é defendido por Hayek e que deixa o multimilionário em roda livre — ou o marxismo suave que reforça o poder do Estado e estabelece salários mínimos que são defendidos por sindicatos — que é defendido por Habermas ou por John Rawls.

Nós não precisamos nem de salários mínimos,  nem de multimilionários que desmoralizam o útil e transformam, muitas vezes, a acção económica e financeira em actos gratuitos (Bill Gates, George Soros, Rockefeller, Rothschild, etc.) que têm impacto directo nas nossas vidas. A dependência do trabalhador em relação ao salário mínimo interessa tanto ao multimilionário como aos sindicatos (mais ou menos) marxistas.

Queremos que a maioria das pessoas tenham acesso à  propriedade privada, ou seja, que sejam patrões de si mesmos, e que o seu rendimento seja o produto do seu trabalho.

O poder discricionário do multimilionário e o poder burocrático do Estado fazem parte do problema, e não de qualquer solução. A contradição entre os dois é aparente: precisam um do outro para poderem sobreviver.

Sexta-feira, 16 Janeiro 2015

À atenção de Paulo Portas

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 9:30 am
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“O Banco Central Suíço decidiu cancelar o câmbio mínimo entre Franco – Euro. Um euro vale agora 1.0062 francos suíços.

Significa que os trabalhadores dos Consulados e Professores do Ensino Português na Suíça perderão cerca 300 francos no salário deste mês. Acredito que é necessária uma revisão das tabelas salariais ou uma medida extraordinária compensatória.”

Funcionários Públicos a trabalhar na Suíça sofrem com queda do euro

Quinta-feira, 11 Dezembro 2014

A Alemanha quer ver o seu ouro, mas os americanos não estão pelos ajustes

Filed under: economia — O. Braga @ 10:26 am

 

Lembro-me de que no início da década de 1980, estava eu a tratar de assuntos meus no Banco e entrou um paisano serôdio que se dirigiu ao balcão, ao meu lado, e disse ao funcionário: “Quero ver o meu dinheiro!”.

O funcionário foi e veio já com um papel na mão que deu ao senhor: “Aqui está o seu extracto de conta”. “Não, não!” — retorquiu o paisano — “quero ver o meu dinheiro com estes olhos que a terra há-de comer!”. O funcionário do Banco e eu ficámos atónitos!

Lá foi o empregado buscar o dinheiro em notas de Escudo (saudades!) e colocou-as em cima do balcão para gáudio do paisano que se entreteve longamente a contá-las. Depois entregou o dinheiro ao funcionário, agradeceu e saiu.

Naquela altura pensei que a atitude do paisano seria estúpida. Hoje já não tenho a certeza. A Alemanha quer ver repatriadas as 1.500 toneladas do seu ouro que tinha depositado na Fed Reserve americana, mas os americanos recusam-se a devolver o ouro que não é deles.

Terça-feira, 11 Novembro 2014

Passos Coelho e a economia do “amanhã veremos”

Filed under: economia — O. Braga @ 1:02 pm

 

Anda toda a gente a adiar investimentos, sejam pequenos ou grandes. As pessoas sabem que têm que investir, mas não têm a certeza se está na hora de investir. Para já vão tendo o dinheiro no Banco, mesmo a taxas de juro baixas. É a economia do “amanhã veremos”.

Porém, a crise na Banca faz com que se instale uma certa intranquilidade: por um lado, é o “amanhã veremos”; mas, por outro lado, a falência do BES espalhou uma desconfiança no sistema bancário. As pessoas já não sabem onde colocar o dinheiro.

É preciso uma outra política que dê mais tranquilidade à economia.

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