perspectivas

Sexta-feira, 22 Maio 2015

Dez deputados socialistas apoiaram a lei do cultivo de marijuana do Bloco de Esquerda

 

“PSD, CDS e PCP rejeitaram hoje, na generalidade, o projecto do Bloco de Esquerda que pretendia legalizar o cultivo de canábis para consumo pessoal e criar um enquadramento legal para a existência de clubes sociais de canábis.

O diploma do Bloco de Esquerda teve o apoio de dez deputados socialistas: Maria Antónia Almeida Santos, João Paulo Pedrosa, Paulo Campos, João Galamba, Elza Pais, Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves e Gabriela Canavilhas.”

PSD, CDS e PCP chumbam projecto do Bloco para legalizar cultivo de canábis

Dez deputados socialistas já é alguma coisa. António Costa pode ter esperança.

antonio costa marijuana web

A alma do republicano José Alberto Carvalho

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 5:45 am
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“Informam-me que José Alberto Carvalho terminou o Telejornal da TVI em directo do novo Museu dos Coches ao lado do Landau do Rei Dom Carlos a citar o testamento do Buiça, louvando o facto de ele saber que ia dar a vida pelo futuro dos seus filhos ao assassinar um Chefe de Estado constitucional e o Príncipe Real (por sinal marido e filho da fundadora do Museu) como exemplo dos “valores republicanos”. Ainda há quem acredite na evolução da humanidade. Tenho o estômago revirado.”

Tenho o estômago revirado de nojo

Eu vi e ouvi o encómio ao crime. Lembrei-me então de Fernando Pessoa:

“O regime [republicano] está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional — trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicano português — o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.”

Quinta-feira, 21 Maio 2015

A imoralidade de António Costa e do Partido Socialista

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:08 pm
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António Costa prepara-se para contrariar a Justiça e libertar o seu amigo criminoso José Sócrates:

“Os socialistas querem “introduzir o conceito de pena contínua de prisão na habitação com vigilância electrónica”, uma possibilidade que existe já para os detidos em prisão preventiva, mas que seria alargada às situações de cumprimento de pena efectiva.”

PS: Penas de prisão vão poder ser cumpridas em casa

Trata-se da figura da regime de “meia-prisão” para os militantes do Partido Socialista e provavelmente para os membros da classe política em geral (“uma mão lava a outra”): podes roubar o povo à vontade que, sendo apanhado, vais ter uma prisão dourada com a tua mulher na cama e tudo. O Partido Socialista e António Costa estão a passar uma mensagem clara para o povo português: o crime dos políticos compensa.

Estão a fazer a cama onde se irão deitar; estão absolutamente convencidos que o seu Poder é arbitrário e podem fazer o que quiserem e lhes dá na real na gana, até um dia que aconteça uma desgraça que espolete uma mudança política radical.

Essa gente pensa que a democracia dura para sempre porque é imposta de fora; o problema é quando, de fora, a “democracia das elites” passar a estar em causa por alguma conveniência política das grandes potências.

Com o Tratado de Lisboa, talvez não seja má ideia reinstituir a pena-de-morte

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 5:49 am
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Em 2007 escrevi um verbete sobre o Tratado de Lisboa. Parece que só agora se dão conta do problema:

“Militares portugueses sob comando de oficial espanhol? Secção Viriato? informação enviada através do Estado-Maior de Espanha?

Quer fazer o favor de explicar que cegada vem a ser esta, senhor Ministro?”

só pode ser brincadeira de mau gosto

Estava tudo escrito no Tratado. O problema é que o povo não foi informado e nem sequer o Tratado foi sujeito a plebiscito ou referendo. O povo português foi fodido pela classe política; mas ainda não fica por aqui! Noutros tempos, alguns membros desta classe política seriam enforcados em praça pública. Haja esperança!

Sexta-feira, 15 Maio 2015

PPP (Parcerias Público-privadas) rodoviárias: ou o Estado compra a justo preço, ou o Estado aliena a sua parte aos privados

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:45 am
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Os privados que são “sócios” das PPP (Parcerias Público-privadas) rodoviárias têm todo o direito ao seu património, o que significa que o Estado deve alienar a sua participação e responsabilidade nessas empresas. As PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias deverão passar a ser totalmente privadas, mesmo que aumentem as portagens em 10.000%. Caberá, então, ao Estado encontrar alternativas úteis e suficientes que compensem o aumento das portagens por parte dos privados.

Mas se as empresas privadas não quiserem assumir sozinhas as PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias, devem então alienar a sua participação ao Estado. E se as empresas privadas não quiserem vender nem comprar (mantendo a actual situação de promiscuidade entre o sector privado e o Estado que alimenta o aumento de impostos), as PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias deverão ser nacionalizadas coercivamente e segundo critérios do interesse do Estado; e depois veremos o que se passa nos tribunais.

Isto não tem nada de complicado: é apenas uma questão política. E a política está a montante do Direito e da economia.

FaceBook: pela nacionalização das PPP’s

Quinta-feira, 14 Maio 2015

Corrupção no Estado é altíssima em Portugal

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 6:48 pm
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A Ernst & Young publicou um relatório sobre a corrupção na Europa, e Portugal está atrás de países como a Roménia e a Hungria. Trata-se de uma sondagem feita a cerca de 3.500 empresas em todo o mundo sobre os subornos pagos a funcionários públicos para “fazer andar as coisas”.

Enquanto Portugal não fizer baixar a corrupção no Estado, não saímos da cepa torta.

Segunda-feira, 11 Maio 2015

O Banco de Portugal diz que o salário mínimo é máximo

Filed under: Portugal — O. Braga @ 12:03 pm
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Conheço pessoalmente alguém que tem um mestrado em bioquímica e que ganha cerca de 600 Euros brutos no controlo de qualidade em uma empresa privada; o governador do Banco de Portugal pensa que 600 Euros brutos é muito dinheiro.

O corolário da ideia do Banco de Portugal parece ser a seguinte: se toda a gente ganhar o salário mínimo, o desemprego diminui. É preciso nivelar por baixo. Em última análise, poderíamos abolir o salário mínimo de forma a que o nível salarial português fosse equiparado ao chinês no câmbio monetário — porque a nível interno, o chinês teria um salário real superior, como é óbvio.

Para o Banco de Portugal, já não chega a actual flexibilidade para despedir: é preciso também flexibilidade para reduzir salários.

Esta posição do Banco de Portugal revela que os donos do sistema que se apoia no Euro estão “entalados”. Para salvarem o Euro em Portugal estão já dispostos a tudo, inclusivamente a condenar o povo em geral a uma situação de indigência. A posição portuguesa pró-euro atingiu um nível de fanatismo ideológico — mas continuam a dizer que quem coloca o Euro em causa é “fanático”.

O Banco de Portugal não conhece a economia real. O governador deveria ser demitido, se possível. Os técnicos do Banco de Portugal são incompetentes, e por isso deveriam ver os seus salários diminuídos.

Os factores de competitividade em Portugal estão menos relacionados com os salários do que com os custos estruturais de funcionamento das empresas — por exemplo, o custo da energia que é mais elevado do que em Espanha; mas nunca se ouvirá o Banco de Portugal criticar o monopólios privados no sector da energia: prefere manter as rendas fixas na EDP e sugerir o nivelamento por baixo dos salários.

A “incompetência” do Banco de Portugal vai ao ponto de comparar o Portugal do Escudo de 1985 com o Portugal do Euro de 2015! — sem ter em conta o poder de compra real nos dois casos. Por exemplo, ¿quanto custava um litro de leite, em escudos e em relação percentual com o salário médio, em 1985? e quanto custa hoje um litro de leite, na mesma proporção, em Euros?

Mesmo que a proporção (nos dois casos) fosse idêntica, a comparação do Banco de Portugal só revela que o Euro é um fracasso — porque seria suposto que a alienação da soberania monetária traria alguma vantagem ao povo. Se a adesão ao Euro não trouxe nenhuma vantagem concreta ao nível de vida do povo, ¿como se pode explicar ao povo que a alienação da soberania monetária é boa para o país?

Sexta-feira, 8 Maio 2015

É melhor deixar passar a pretalhada toda no Mediterrâneo

Filed under: Europa,Portugal — O. Braga @ 9:37 pm
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“O FMI reiterou hoje a necessidade de Portugal cortar mais na despesa pública, insistindo na necessidade de realizar uma “reforma abrangente dos salários e das pensões” e de “continuar as reformas estruturais” para melhorar a competitividade.”

FMI volta a pedir reformas nos salários e pensões em Portugal

pretalhada-toda

O aborto de um feto de cinco meses e a irracionalidade das elites

Filed under: ética,Portugal — O. Braga @ 8:40 pm
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“Na realidade, havia outras hipóteses, não tão gravosas do ponto de vista ético e igualmente exequíveis: pelo menos uma instituição de solidariedade social ofereceu-se, em tempo útil, para receber a mãe violada e o respectivo filho.”

No rescaldo da polémica (pelo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada)

Mesmo que não se quisesse levar a gravidez até ao seu fim alegando a “saúde psíquica da mãe”, abriram cirurgicamente a mãe-criança de 12 anos para abortar o feto de 5 meses de gestação; ¿por que razão não a abriram duas semanas depois para manter o feto vivo em uma incubadora, uma vez que o feto, com 24 semanas de gestação, já tinha pelo menos 50% de possibilidade de sobrevivência? (para depois dar a criança nascida para adopção). ¿Por que é que não se fez um esforço para salvar o nascituro e simultaneamente “defender a saúde psíquica” da mãe-criança?

A resposta só pode ser uma: a urgência da afirmação política — das elites em relação à cultura antropológica — de que o mal deve prevalecer.

Aqui, neste caso, o mal deve ser entendido como a negação irracional da excepcionalidade da vida humana defendida por todas as religiões universais, a ver: Budismo, Hinduísmo, Islão, Judaísmo, Cristianismo, Siquismo, Bahá’ís.

nascituro-5mesesO acto de abortar um feto de 5 meses foi um acto gratuito perpetrado por uma elite que funciona em roda livre e sem censura legal, afirmando na sociedade uma liberdade total contra toda a moral e mesmo contra a Razão.

As elites de uma sociedade procederão melhor quando dependam de uma população virtuosa, do que de uma indiferente a considerações morais — assim como serão melhores em uma comunidade onde os seus crimes possam ser vastamente conhecidos do que em outra onde as elites controlem uma censura estrita.

Ora, vivemos em uma sociedade em que um primeiro-ministro (José Sócrates) andou anos a fio a roubar o Estado sem que o povo soubesse, e foi preciso um juiz corajoso e católico para que o caso fosse levado à justiça.

É neste país que um feto de 5 meses é morto ainda que pudesse ser colocado em uma incubadora duas semanas depois e salva a sua vida. Trata-se da afirmação positiva da banalidade do mal, em uma sociedade em que a população deixou de ser virtuosa e merece não só o José Sócrates como primeiro-ministro, como tudo o mais que vier por aí.

O mal, através das elites que temos, instalou-se na sociedade portuguesa e sente-se perfeitamente à vontade. Parece que é imparável. Parece que ninguém o detém. Parece invencível, como os dinossauros desaparecidos.

Caro concidadão: não peça factura; está a ser enganado!

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:01 am
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Fernando Pessoa escreveu que o povo português é parecido com o alemão: é gregário, colectivo, ordeiro, segue facilmente as ordens da elite. A diferença entre o alemão e o português são as respectivas elites: a elite portuguesa é desnacionalizada e corrompida, o que não se passa com a elite alemã.

O governo de Passos Coelho incentivou o povo a pedir facturas em todas as compras que faz, alegadamente para combater a fuga aos impostos. E agora dão-se casos caricatos, como por exemplo uma pessoa da classe baixa que, sempre que vai lanchar a um café, pede sistematicamente factura; e ao fim do ano o fisco investiga o tuga desgraçado, tentando saber onde é que ele foi buscar o dinheiro para pagar as despesas que fez e que foram justificadas com as respectivas facturas entregues ao fisco.


“As first reported by Forbes, the International Monetary Fund (IMF) dropped a bomb in its October Fiscal Monitor Report.  The report paints a dire picture for high-debt nations that fail to aggressively “mobilize domestic revenue,” which is code for “aggressively tax its citizens.”  It goes on to build a case for drastic measures and recommends a series of escalating income and consumption tax increases – culminating in the direct confiscation of assets”.

The IMF Proposes “Global Wealth Confiscation”. The Appropriation of Household Savings

A política de Passos Coelho e de António Costa é, e será sempre, uma obediência ao confisco do FMI, seja um confisco directo através das intervenções do FMI, seja um confisco indirecto através da União Europeia.

Quando Passos Coelho e António Costa estão a querer mexer no financiamento da SS (Segurança Social), estão a obedecer a instruções do FMI:

“IMF economists know there are not enough rich people to fund today’s governments even if 100 percent of the assets of the 1 percent were expropriated. That means that all households with positive net wealth—everyone with retirement savings or home equity—would have their assets plundered under the IMF’s formulation.”

A democracia representativa resume-se então à imagem dos quatro lobos (a plutocracia) e um cordeiro (o povo) que votam em conjunto sobre o que se vai comer ao jantar.

Segunda-feira, 4 Maio 2015

Está na hora de fazer um referendo acerca do "casamento" gay, e provavelmente anulá-lo

 

foi cesarianaRecentemente, o Conselho da Europa veio rectificar posições anteriores acerca do “casamento” gay: através da comissão de ministros e da comissão de Veneza, o Conselho da Europa decidiu que a recusa do “casamento” gay não viola as normas europeias.

O “casamento” gay foi imposto em Portugal coercivamente por um governo minoritário dirigido pelo corrupto José Sócrates e à revelia de qualquer consulta popular. Podemos, por isso, dizer que o “casamento” gay é inconstitucional.

No seguimento de um referendo a realizar, o “casamento” gay deverá ser revertido para a união-civil entre duas pessoas do mesmo sexo.

O propósito do casamento é, em princípio e em juízo universal, a fundação de uma família — ao passo que o propósito de uma união-civil é o da organização da vida privada, o que corresponde sensivelmente à diferença estabelecida nos artigos 8 e 12 da convenção dos direitos humanos. E, neste contexto, as uniões-civis devem ser limitadas a pares de homossexuais.

Sábado, 2 Maio 2015

Proibir as touradas em Portugal é um acto de violência que merece resposta violenta.

 

Quando um libertário defende a proibição das touradas, apetece-me logo mandá-lo para a prisão — porque partimos do princípio de que um libertário é amigo da liberdade. E mais grave é quando os libertários se apoiam na máxima de Goebbels segundo a qual “uma mentira mil vezes repetida acaba por ser verdade”: toda a gente sabe que o Estado não financia as touradas, mas aquela gentalha pretende aldrabar o povo seguindo à risca o princípio propagandístico nazi da “mentira credibilizada”.

O Ludwig Krippahl é burro todos os dias; mas parece que ele anda pelos meandros académicos, e se a academia estiver infestada por gentinha daquela laia, temos explicada a decadência da alta cultura em Portugal. Vou explicar por que razão o Ludwig Krippahl é burro, para que a invectiva não seja um mero ad Hominem.

“Mas não é a pertença à cultura que torna algo bom. É precisamente o contrário. O que queremos é incluir na nossa cultura aquilo que nos ajude a ser melhores seres humanos, individualmente e colectivamente. É por isso que vamos mudando a nossa cultura. Proibimos o trabalho infantil em favor da escolaridade obrigatória para as crianças. Proibimos a escravatura e consagramos na Constituição liberdades inalienáveis. Proibimos a discriminação e defendemos a igualdade de direitos para pessoas de todas as raças, credos e sexos. Em vez de alegar que a tourada merece um estatuto especial por fazer parte da nossa cultura, os defensores deste espectáculo teriam de demonstrar que a tourada merece fazer parte da nossa cultura. O que não conseguem porque a tourada é uma barbaridade cruel que até repugnaria a maioria dos aficionados se a vítima fosse outro animal qualquer que não aquele a cujo sofrimento o hábito os dessensibilizou.”

Vamos dissecar este cadáver ideológico.

O “progresso” da sociedade é visto (pelo Ludwig Krippahl) como uma lei da natureza. Só um burro como o Ludwig Krippahl poderia conceber o progresso como uma lei da natureza. Só podemos falar de “progresso” na ciência; em tudo o resto é burrice. Basta uma geração de bárbaros, por muito bem intencionados que sejam, para fazer alterar a lógica de qualquer  “progresso”.

Partindo do princípio de que “o progresso é uma lei da natureza”, o burro vulgar da academia tem a tendência em cair na retrofobia: fobia ou aversão a tudo o que seja antigo, clássico, ou tradicional. E para fundamentar a retrofobia, o burro académico compara ou coloca no mesmo nível de análise, por exemplo, a tourada e a escravatura.

Por outro  lado, o estereótipo do burro académico tende a conceber a “sociedade ideal”, pura e asséptica; e esta sociedade pura e asséptica passa alegadamente também pela proibição das touradas. Estamos aqui em uma espécie de sociedade ideal totalitária da “República” de Platão, em nome de uma concepção puritana da sociedade. Acreditam que a tourada é um mal, e que a sociedade portuguesa sem a tourada seria mais perfeita. O que está aqui em causa é a ideia abstrusa de que é possível uma sociedade caminhando progressivamente para a perfeição.

Por exemplo, o Brasil não tem a tradição da tourada, mas tem mais de 50 mil homicídios por ano; na Bélgica e na Holanda não há touradas, mas a eutanásia já deixou de ser voluntária e passou a ser compulsiva; as sociedades ditas “perfeitas” do norte da Europa — o modelo politicamente correcto dos burros académicos — condenam a tourada, mas consideram o aborto um “direito humano”.

Portanto, temos que partir racionalmente do seguinte princípio: não existem, nem nunca existirão, sociedades perfeitas, e o progresso não é uma lei da natureza.

Se considerarmos válido este princípio, poderemos começar a aprender alguma coisa. Por exemplo, podemos começar a fazer escolhas éticas que sustentem critérios racionais de positividade dos valores em uma cultura antropológica.

Por exemplo, eu prefiro viver em uma sociedade que não proíba as touradas mas que critique o aborto na cultura antropológica — porque considero a vida humana superior ao valor da vida de um boi (parece certo que, para o Ludwig Krippahl, um bovino é equiparável a um ser humano).

Prefiro viver em uma sociedade que não proíbe as touradas do que viver em um outro que as proíbe mas tem a pena-de-morte; ou prefiro viver em Portugal com as touradas do que viver na Bélgica com a eutanásia compulsiva e sem a concordância do idoso. Prefiro viver em Portugal em que a tourada é uma festa da família, do que viver na Holanda onde a família natural vai sendo destruída pelas elites políticas.

Uma sociedade sem tabus é um círculo quadrado. É impossível uma sociedade sem tabus. Por outro  lado, não é possível uma cultura antropológica sem defeitos: não existe (nem nunca existirá) uma sociedade perfeita. A ideia segundo a qual  é possível uma sociedade perfeita só pode vir de um lunático ou de um filho-da-puta que age na política.

Se uma sociedade não pode ser perfeita, temos que ter cuidado com a mudança de tabus e com as engenharias sociais e culturais. Podemos ter a pretensão de criar um “mundo melhor” estando a gerar uma futura sociedade monstruosa, e muitas vezes sem que tenhamos consciência disso.

Portanto, de uma vez por todas, deixem as touradas em paz — porque, de contrário, haverá violência. Proibir as touradas em Portugal é um acto de violência que merece resposta violenta.

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