perspectivas

Domingo, 8 Maio 2016

Uma mão lava a outra

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 10:39 am

 

conraria

Sexta-feira, 4 Março 2016

A Itália teve uma Cicciolina; nós temos um Coelho

Filed under: A vida custa,Política,Portugal — O. Braga @ 10:59 am

 

Convenhamos que, entre o mal, o menos.

ciccio-coelho

Quinta-feira, 3 Março 2016

Os liberais querem a eutanásia da Banca portuguesa

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 10:53 am
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Em média, nos países da União Europeia, 80% da Banca pertence a nacionais desses países. Mas em Portugal, apenas 67% da Banca pertence a nacionais. E os liberais de pacotilha pretendem que a Banca portuguesa se reduza à Caixa Geral de Depósitos (até ver!), ou seja, a 25% de propriedade nacional.

Os liberais portugueses são suicidários por natureza. Aceitam que os liberais alemães, por exemplo, defendam a nacionalidade da sua Banca, ao mesmo tempo que defendem mesmo a alienação da Caixa Geral de Depósitos.

Segunda-feira, 29 Fevereiro 2016

O passaporte português é o sexto mais valioso do mundo

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:59 pm

 

¿Lembram-se das críticas da Esquerda em relação à política dos Vistos Gold de Paulo Portas?

O resultado dessa política está aí: o passaporte português é o sexto mais valioso do mundo, no mesmo nível do passaporte do Canadá e da Suíça.

passaporte

Domingo, 28 Fevereiro 2016

A lógica de seita da política portuguesa

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 1:11 pm
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logica de seita

Assunção Cristas é uma emulação da Catarina Martins, mas sem “pica”

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:02 am
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«Rejeitamos a lógica permanente da luta, dos ganhadores e dos perdedores» (Assunção Cristas)

Assunção-Cristas-webAssunção Cristas é a líder ideal do CDS/PP para que este não pareça ser “faxista” (Cruzes! Credo!). Será um CDS/PP sem o PP e bonzinho, apoiado pelo Anselmo Borges, e Assunção Cristas até poderá vir a ser Ministra de um governo socialista — tal como aconteceu com Freitas do Amaral.

O CDS sem o PP será um partido esquizofrénico: por exemplo, por um lado lado votará contra a lei da eutanásia apoiada pelo Partido Socialista; e, por outro lado, formará uma coligação de governo com esse mesmo Partido Socialista.

Assunção Cristas estará contra o Partido Socialista às Segundas, Quintas e Sábados, e a favor do Partido Socialista às Terças, Quartas e Sextas; ao Domingo estará de folga para ir à missa do Padre Milícias acolitada por Frei Bento Domingues.

Seja como for, abre-se à Direita um novo espaço político.

Quinta-feira, 11 Fevereiro 2016

Apertem os cintos!

Filed under: Portugal — O. Braga @ 2:48 pm
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apertem-os-cintos
«A maior subida semanal das taxas de juro desde 2012», refere o FT.

os-malandros-web

Quarta-feira, 10 Fevereiro 2016

O Partido Comunista irá extinguir-se rapidamente

 

Tradicionalmente, o Partido Comunista não adoptava uma ética utilitarista. Karl Marx dizia que “o utilitarismo é uma moral de merceeiro inglês”. Álvaro Cunhal dedicou a sua tese de doutoramento em Direito à justificação da legalização do aborto: o aborto era de tal modo repugnante para ele, que ele dedicou a tese inteira do seu doutoramento para justificar a sua legalização.

Desde a morte de Álvaro Cunhal, o Partido Comunista abandonou “progressivamente” a sua tradição não-utilitarista, em parte devido à influência do fenómeno Bloco de Esquerda, e por outra parte devido ao isolamento ideológico que sofreu dentro da União Europeia do Euro.

Isto faz com que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista sejam hoje intermutáveis: tanto faz votar num como no outro. A distinção não-utilitarista do Partido Comunista desapareceu.

À partida, o problema colocar-se-ia assim: a probabilidade do Bloco de Esquerda substituir o Partido Comunista é tão grande como a do Partido Comunista substituir o Bloco de Esquerda no eleitorado. joao-semedo-autonomia-web

Mas, para além do utilitarismo adoptado pelo Bloco de Esquerda, o Partido Comunista terá que seguir à risca o Culto da Autonomia 1 (a perversão do conceito iluminista de “autonomia” segundo Kant) que também caracteriza o Bloco de Esquerda.

O princípio utilitarista da “maior felicidade para o maior número”, sendo repugnante para Karl Marx, ainda tem qualquer coisa de colectivo; mas o Culto da Autonomia, que caracteriza o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e uma parte do Partido Social Democrata, destrói qualquer desígnio colectivista real, e transforma os partidos de Esquerda em meros projectos de poder apenas pelo Poder.

O Culto da Autonomia é, no seu fundamento, incompatível com qualquer partido marxista-leninista. Quando o Partido Comunista tenta ignorar esta contradição, desfigura-se e copia o original que é o Bloco de Esquerda. Entre a cópia e o original, os eleitores tendem instintivamente a seguir o original. Por isso é que o Partido Comunista tem os dias contados em Portugal.

eutanasia-velharias


Nota
1. A autonomia de Kant pode definir-se 1/ como liberdade no sentido negativo, isto é, como independência em relação a qualquer coacção exterior (o cidadão), 2/ mas também no sentido positivo, como legislação da própria Razão pura prática (o legislador).

A autonomia da vontade é, segundo Kant, “o princípio supremo da moralidade” (“Fundamentação da Metafísica dos Costumes”). Segundo Kant, uma acção não pode ser verdadeiramente moral se não obedece a razões sensíveis exteriores à razão legislativa. Por exemplo, segundo Kant, se ajo por amor à Humanidade, não ajo por dever, mas por sentimento.

Ora, uma acção cuja máxima se baseia num sentimento não pode aspirar à universalidade e servir de lei a todo o ser racional. Em contrapartida, e seja qual for o meu sentimento em relação à Humanidade, “tratar a Humanidade na minha pessoa e na pessoa de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fim, e não simplesmente como um meio”, é a máxima exigível universalmente, um dever para todos; a vontade que determina a sua acção a partir dela, é uma vontade autónoma, na medida em que se submete livremente à lei da razão pura prática.

Ou seja, para Kant, a autonomia consiste em ser simultaneamente “cidadão e legislador”: a vontade do Bem é ela própria uma criação livre.

A radicalização do princípio da autonomia de Kant, que ocorre na contemporaneidade, consiste grosso modo em adoptar a liberdade em sentido negativo (o “cidadão”) e excluir o sentido positivo da função da Razão no papel do “legislador”, transformando a autonomia em subjectivismo puro e não passível de universalidade, levando à atomização da sociedade.

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2016

O povo português vai ficar vacinado

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 12:15 pm
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O erro do anterior governo dito de centro-direita foi a arrogância e a pesporrência. Por exemplo, “Os portugueses que não sejam piegas!”; “ ¿Os jovens? Que emigrem!”. Há quem diga que foi um erro do comunicação; eu penso que foi a arrogância e a pesporrência de um primeiro-ministro debutante e impreparado.

Outro erro de Passos Coelho foi o de impôr medidas de austeridade sem uma estratégia de comunicação racional que demonstrasse a probabilidade de vislumbre de “luz ao fundo do túnel”. Por isso é que a palavra-mestra da Esquerda, “estratégia de empobrecimento”, se vinculou na opinião pública. Em vez de uma estratégia de comunicação, o anterior governo funcionava em termos de fé: havia a fé que o desemprego iria baixar, a fé de que a economia iria crescer, etc..

Ora, a fé é parte de uma ideologia qualquer. Como bem viu Agostinho da Silva, “os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.” A fé ideológica não convence os portugueses; precisam de factos, ou de demonstração de factos. os-malandros-web

Ora, o actual orçamento de Estado, do governo dos malandros radicais, é baseado também em uma fé ideológica; mas, ao contrário do que acontecia com o governo de Passos Coelho, os malandros têm uma boa estratégia de comunicação (com o apoio incondicional dos me®dia, em geral). Ou seja, a estratégia de comunicação dos malandros parece convencer agora os portugueses de que existe uma “luz ao fundo do túnel”.

O pior acontecerá quando vier a decepção, quando os portugueses verificarem que a estratégia de comunicação da malandragem nada mais foi do que um chorrilho de mentiras. Nessa altura, António Costa tentará descolar da Esquerda radical e colar ao centro, ou seja, colar à direita. Mas irá tarde.

É muito possível que, nas próximas eleições, o povo vacinado vote esmagadoramente à direita — estou a falar em percentagem acima dos 65%, em uma espécie de “hungarização” da política portuguesa. Neste cenário, das duas uma: ou o Partido Socialista desaparece e o Bloco de Esquerda ocupa o seu lugar, ou vice-versa. Não há espaço para os dois partidos políticos. Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite, por exemplo, continuarão a pregar no deserto contra a bipolarização da política, porque pretendem conciliar o que é inconciliável.

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

Portugal não tem elites: em vez disso, tem Kapos de Konzentrationslager

Filed under: Portugal — O. Braga @ 7:38 am
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“¿Como é que, algures pelo caminho dos últimos anos, perdemos a independência?

¿Como é que permitimos, todos, povo e governantes, o que se está a passar?

E não me venham com a dívida. A dívida ajuda e muito, mas não é a questão central. A questão central é que ao abdicarmos de soberania, abdicamos também de democracia.

E estamos agora governados por uma burocracia anónima, sem legitimidade eleitoral, que responde aos seus donos e nós não somos donos de nada. Nem sequer de nós próprios”.

José Pacheco Pereira


José Pacheco Pereira faz perguntas mas sabe as respostas. Ou, se não sabe, deveria saber.

Antes de mais, há que perguntar:

  • ¿quem são os “donos” de que fala o José Pacheco Pereira?
  • ¿E quem são os “capatazes” (os Kapos) dos “donos”?
  • ¿E quem são os aspirantes a “Kapos” do futuro “Konzentrationslager” em que se transforma Portugal?

Portanto, existem os “donos”, os capatazes (ou “Kapos”), e os aspirantes a Kapos. E o povo português faz parte da massa do Konzentrationslager. Os aspirantes a Kapos querem ser os futuros capatazes, independentemente da ideologia política que adoptam neste momento. Um Kapo foi Passos Coelho e é António Costa, por exemplo. E podem ser Catarina Martins ou Rui Tavares, no futuro: o que interessa ao Kapo é o Poder apenas pelo Poder (a política enquanto mero meio para atingir quaisquer fins inconfessos), e os “donos” sabem disso.

kapo-web

Por detrás da organização do Konzentrationslager existe uma hierarquia determinada por forças não democráticas que actuam decisiva- e ilegitimamente na sociedade — por exemplo, o grupo de Bilderberg do Pinto Balsemão que o José Pacheco Pereira tanto respeita, ou a maçonaria internacional a quem o José Pacheco Pereira tanto dá loas.

Os “donos” controlam o sistema hierárquico do Konzentrationslager, e nomeiam os Kapos.

Na sua condição de Kapo, este não toma partido pela massa do Konzentrationslager. O Kapo procura o compromisso com o povo que sirva os interesses dos “donos”. O Kapo é um capataz, e no Konzentrationslager não pode existir soberania que não lhe seja exterior. A soberania existe, de facto, mas está fora do Konzentrationslager.

Portanto, o problema de Portugal é o das elites que não existem enquanto tal. Portugal não tem elites: em vez disso, tem Kapos de Konzentrationslager.

Segunda-feira, 25 Janeiro 2016

Viva o progresso!

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:58 pm
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Pela primeira vez temos um presidente da república divorciado (não há primeira-dama).

O próximo presidente da república será uma lésbica “casada” com outra (uma marida com uma marida) e com um filho anónimo, produto de inseminação artificial (um filho-de-puta).

E depois teremos um gay poliândrico como presidente da república, que transformará o palácio de Belém em uma sauna gay. Há que ser moderno!

E para sermos ainda mais progressistas, iremos eleger para presidente da república um transsexual negro em uma relação poliamórica com 27 homens e mulheres de género neutro. Não há fome que não dê em fartura!

Ser progressista é fixe.


casal-real-web

Domingo, 10 Janeiro 2016

Pedro Arroja sobre a política bancária europeia

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 11:10 am
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