perspectivas

Domingo, 23 Agosto 2015

Portugal no lugar 25 dos países mais livres do mundo

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:36 pm
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Em uma lista de 155 países, Portugal ocupa a posição nº 25 no que diz respeito à liberdade pessoal e à liberdade económica, por exemplo à frente da Espanha que ocupa o lugar 37, da França que ocupa o lugar 33, e da Itália que ocupa o lugar 34. O Brasil de Dilma Roussef ocupa o lugar 82.

A lista é de 2015. Se os socialistas ganharem as próximas eleições, seguramente que vamos (mais uma vez) baixar no índice mundial de liberdade.

Segunda-feira, 17 Agosto 2015

A região do Porto tem que se juntar à Galiza (e a Espanha)

Filed under: Portugal — O. Braga @ 4:53 pm
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Os jornaleiros lisboeiros do pasquim “A Bola” trazem a lista dos melhores marcadores da I Liga depois da 1ª jornada do campeonato, como se pode ver na imagem abaixo.

lisboeiros-aboubakar

O jogador do FC Porto, Aboubakar, marcou dois golos na 1ª jornada, mas não vem na lista. Para os lisboeiros, é como se o Porto não existisse. Já Salazar dizia: “Povo de Portugal e do Minho!”; para Salazar, o Minho não era parte de Portugal.

Os jornaleiros lisboeiros são salazaristas nos seus subconscientes. Mais vale à região norte de Portugal unir-se à Galiza e pertencer a Espanha; pelo menos víamo-nos livres da aldeia alface, a capital-do-império-que-já-não-existe.

(imagem daqui)

Sábado, 15 Agosto 2015

A criminalização dos maus tratos dos pais e das mães

 

“Governo aprovou a Estratégia para o Idoso, que prevê repressão de todas as formas de violência contra os mais velhos. Com a AR de férias, fica em banho-maria até à próxima legislatura”.

Aprovada criminalização do abandono ou exploração de idosos

Perante a decadência moral da sociedade, o Estado intervém cada vez mais; mas uma maior intervenção do Estado não compreende o problema. Não precisamos de mais leis e decretos. Do que precisamos novamente é de uma cultura moral razoável e segura, em que cada cidadão (ou a maioria deles) esteja disposto a assumir a responsabilidade não só por si próprio, mas também por todos os cidadãos.

Ainda há poucos anos, não passaria pela cabeça de ninguém criminalizar os maus tratos dos idosos, porque se tratavam de casos tão raros que eram apontados a dedo. Ainda existia, naquela altura, o estigma moral que a Esquerda erradicou da nossa cultura. A Esquerda passou a dizer que, em moral, vale quase tudo: é tudo uma questão de opinião e de desejo subjectivo. Os professores passaram a ser desrespeitados e mesmo maltratados nas escolas: o ensino tradicional desmorona-se e a Esquerda rejubila.

A Esquerda avança com o aborto livre e grátis, e com o “casamento” gay — com a anuência asinina de uma “Direita” culturalmente derrotada. As estruturas tradicionais entraram em colapso, sobretudo a família. Uma em cada duas crianças cresce numa família onde não nasceu. Muitas famílias degeneram em comunidades de conveniência composta por utilizadores de aparelhos dependentes de uma tomada eléctrica.

A Esquerda exulta!: vai destruindo a sociedade sem deixar impressões digitais.

Esta lei revela o colapso do regime político actual. E o Partido Social Democrata e o CDS/PP não estão isentos de responsabilidades.

A nossa sociedade ultrapassou o limiar da pobreza em termos éticos, morais, religiosos e ideológicos. Quando se tem que fazer uma lei para criminalizar especificamente os maus tratos das pessoas idosas, a sociedade já não tem combustível moral. Aquilo que fazia parte da cultura e dos costumes (o respeito pela mãe e pelo pai), é agora substituído pelo medo da polícia.

Quarta-feira, 12 Agosto 2015

A Esquerda, e a “ordem da desordem”

 

A Esquerda vê na desordem uma ordem. Desde já, devemos ter algum cuidado e saber o que significa “ordem” (e dirá o Ludwig Krippahl: “lá vem este gajo com as definições…! que mania!”).

No sentido comum, a “ordem” é a disposição ou arranjo harmonioso e regular das coisas, seres ou ideias. Mas em sociologia política, “ordem” é o conjunto de instituições e de normas que garantem a possibilidade de relações harmoniosas entre membros de uma sociedade — por exemplo, “ordem social”, “ordem pública”.

O problema é o de que “o conjunto de instituições e de regras que garantem a possibilidade de relações harmoniosas entre membros de uma sociedade” não significa a mesma coisa à Esquerda e à Direita — porque, na esteira de Rousseau, a Esquerda considera que não existe “civilização” enquanto forma de “ordem”, mas apenas existem “culturas diferentes”.

Esta posição da Esquerda é contraditória na medida em que a Esquerda defende acerrimamente o conceito de “humanidade”: mas, se se admite (como faz a Esquerda) que não há “várias humanidades” dentro da humanidade, segue-se que é essencial reclamar a unidade da nossa civilização (ou da nossa cultura), não definida como um “particularismo” (como faz a Esquerda), mas antes como condição de todos os seres humanos — da nossa sociedade — de acesso ao universal (como faz a Direita, nomeadamente os filósofos chamados de “comunitaristas”).

O José António Saraiva escreveu um artigo de que cito um parágrafo:

“Até há pouco era consensual, por exemplo, que as pessoas deviam sair à rua lavadas, penteadas e vestidas com roupa limpa e decente. Só os vagabundos não o faziam. Tal não estava escrito em parte nenhuma, mas não passava pela cabeça de ninguém contestar esta evidência. Ora bem: hoje as calças compram-se manchadas e rotas, as camisas usam-se com a fralda de fora, certos penteados tentam imitar os cabelos despenteados. Há uma vontade notória de desafiar as regras.”

As referências estão a desaparecer?

O José António Saraiva tem uma coragem rara em uma figura pública. A coragem dos homens honestos.

(more…)

Quarta-feira, 5 Agosto 2015

Vamos colocar o fascismo ao contrário

 

Imaginemos este cenário:

  • O Partido Socialista faz uma coligação eleitoral com o Bloco de Esquerda.
  • Passos Coelho diz que não debate com Catarina Martins, mas apenas com António Costa.
  • Logo → segue-se que Passos Coelho é “fascista”.

Mas quando o fascista é Esquerda, não é fascista.

Segunda-feira, 27 Julho 2015

Para o José Pacheco Pereira, o Fim da História é (também) a União Europeia e o Euro

 

« O que é a “realidade” para a qual “não há alternativa”?

Em primeiro lugar, é o que há, o que existe, e a ideia de que o “que existe tem muita força” e legitima-se por existir. Neste pensamento do TINA existe uma espécie de congelamento da história, ? o que se compreende visto que chegou ao “fim”, ? no actual momento europeu, visto que é uma doutrina essencialmente europeia. Não é global, nem americana, nem dos BRICs, nem asiática, vem da Europa e fixa-se na Europa. Mais: fixa-se no estado de coisas europeu dos últimos anos, nem sequer uma década, desde a crise financeira (real) seguida da crise das dívidas soberanas (politicamente gerada). »

→ José Pacheco Pereira: A direita radical encontrou o “fim da história” e chama-lhe “realidade”

O José Pacheco Pereira opõe o seu (dele) Fim da História, por um lado, ao Fim da História neoliberal (segundo o “santo” Fukuyama), por outro  lado: são dois tipos diferentes de Fim da História. O que há em comum entre o Fim da História de José Pacheco Pereira e o dos neoliberais, é a necessidade da União Europeia e do Euro.

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin


José Pacheco Pereira defendeu, na recente crise grega, que a União Europeia e o BCE [Banco Central Europeu] deveriam proceder de um determinado modo; e os neoliberais defenderam que as instituições deveriam proceder de modo diverso. São dois Fim da História que se opõem. Ou seja, o José Pacheco Pereira critica o determinismo histórico dos neoliberais opondo-lhe o seu (dele) próprio determinismo histórico: a União Europeia e o Euro fazem parte do seu (dele) Fim da História. Aliás, é sabido que o José Pacheco Pereira tem um arquétipo mental hegeliano, na esteira das opções políticas e ideológicas que o marcaram na juventude.

O José Pacheco Pereira é um federalista europeu, mas um federalista de tipo gramsciano: a União Europeia Federal (para ele) deverá ser construída a longo prazo através de uma democracia de base por intermédio de um “progresso da opinião pública” (leia-se, lenta lobotomia cultural, à boa maneira hegeliana de “progresso como uma lei da Natureza”). Em contraponto, os neoliberais e os socialistas (Partido Socialista) são também federalistas europeus, mas defendem que o federalismo deve ser uma espécie de leviatão que se impõe do cimo social e político, para baixo, para as massas anónimas e anódinas. O que difere, na posição de José Pacheco Pereira em relação à dos socialistas  e neoliberais em relação à União Europeia e ao Euro, é a forma, mas não o conteúdo: é a forma de se fazer as coisas, isto é, a forma de se atingir o federalismo europeu.

O que repugna ao José Pacheco Pereira é o conceito de Fim da História neoliberal, ou seja, a “realidade neoliberal”; e opõe-lhe os seu próprios conceitos de “realidade” e de Fim da História que apenas diferem do primeiro na sua forma: o conteúdo (o federalismo europeu) mantém-se comum aos dois tipos diferentes de “realidade”. Aqui, o José Pacheco Pereira está mais próximo do Bloco de Esquerda e do Livre do que do Partido Socialista (que também aceitou e ratificou o famigerado Tratado Orçamental).

O José Pacheco Pereira faz parte do actual “double blind” da política portuguesa, que apenas é “furado” — paradoxalmente! — pelo Partido Comunista que também tem o seu próprio Fim da História segundo Karl Marx.


Quando eu aqui critiquei o governo grego do Varoufucker e  do Tripas — e inclui nessa crítica a “puta da realidade” da União Europeia e do Euro que os gregos não aceitam —, essa minha crítica foi uma crítica ao determinismo histórico, ou seja, foi uma apologia à liberdade que passa sempre por povos que recusam a decadência e a subserviência canina em troca de um prato de lentilhas, e com elites corajosas e esclarecidas. Não existe um Eidos da História (Hegel estava errado!)  — pelo menos que seja perceptível pelo ser humano: os homens fazem a História que os faz; a História faz os homens que a fazem; os homens fazem a sua história sem a fazer.

Terça-feira, 21 Julho 2015

O caso Liliana Melo demonstra que a Justiça portuguesa é abjecta

 

 

“O Supremo Tribunal de Justiça não dá razão às pretensões da cabo-verdiana Liliana Melo, que tem travado um braço de ferro com a Justiça nos últimos três anos para voltar a ter os sete filhos de volta. E confirma assim as decisões dos tribunais de 1ª instância e da Relação. A defesa alegou várias nulidades no processo. Mas o Supremo nega que haja qualquer tipo de ilegalidades.”

→ Caso Liliana Melo: Supremo defende separação de Liliana e os sete filhos


A Justiça portuguesa é corporativista, por um lado, e por outro  lado controlada pela política (no sentido ideológico) — com poucas excepções que confirmam a regra.

É corporativista porque a magistratura, em juízo universal, protege o seu clã: é muito difícil revogar uma decisão de primeira instância salvo se o processo estiver ferido de irregularidades escandalosas; ou então, a revogabilidade da decisão da primeira instância em tribunais superiores, é ditada por razões meramente políticas-ideológicas.

O caso de Liliana Melo, a quem foram retirados, pelos tribunais, os seus filhos só porque ela é pobre, revela a abjecção, a baixeza moral, o estado ignóbil da Justiça portuguesa.

Mesmo depois de o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ter decidido que Liliana Melo tem o direito de ver os seus filhos e estar com eles, o Supremo Tribunal de Justiça vem corroborar, de forma corporativista (e obedecendo caninamente à ideologia política que coloca o Estado acima dos pais das crianças) o que tinha sido decidido — de forma vil, degradante, desprezível, torpe, indigna e abjecta — pelo tribunal de primeira instância.

Espero bem que os advogados de Liliana Melo recorram para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Sexta-feira, 17 Julho 2015

A nossa memória é curta; é preciso recordar

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:22 am
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antonio_costa_syriza

Segunda-feira, 13 Julho 2015

O alquimista das palavras

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:40 pm
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“Procura evitar essa gente (…) que está sempre a aprender, mas que é incapaz de chegar algum dia à verdade”.

— 2 Timóteo 3, 6-7

O José Pacheco Pereira é uma espécie de “alquimista das palavras”: tornando complexo aquilo que é simples, tenta transformar o chumbo da realidade em ouro da utopia.

Por exemplo, uma coisa é criticar o governo de Passos Coelho (eu próprio o tenho feito aqui); outra coisa é relacionar essa crítica — criando um falso nexo causal — com problema particular da Grécia: o alquimista das palavras pensa ter encontrado a síntese do mundo, uma espécie de TOE (Theory of Everything).

Tenhamos pena que os ódios de estimação do José Pacheco Pereira moldem a sua alquimia das palavras. E depois — diz ele — “os ressabiados são os outros”.

“Em partidos como o PSD e o CDS, mas em particular no PSD, houve uma clara deslocação à direita.”

Por um segundo pensei que o José Pacheco Pereira se estaria a referir ao Syriza quando falou em “deslocação à direita”. Ou melhor, “a deslocação política do Syriza conforme a puta da realidade!”.

Quando  o Partido Social Democrata e o CDS/PP se “deslocaram à direita”, a culpa é destes; quando o Syriza se “desloca à direita”, a culpa é dos Banksters, e o Syriza é uma vítima. O alquimista das palavras passa a vida a aprender, mas é incapaz de chegar a qualquer tipo de verdade.

Domingo, 12 Julho 2015

Isto é a democracia

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 8:05 am
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Não tenhamos ilusões: isto é a democracia. Não é um detalhe: é a essência da democracia portuguesa. E não é de agora: basta ver o que foi a democracia na primeira república.

 

(via)

Quarta-feira, 8 Julho 2015

Em 1985, a Grécia votou contra a entrada de Portugal na União Europeia

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:12 am
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« “Gregos mantêm veto contra alargamento”. Era esta a manchete do Diário de Lisboa a 28 de Março de 1985, quando Portugal e Espanha discutiam em Bruxelas a entrada na Comunidade Económica Europeia (CEE), antecessora da União Europeia. Era a Europa dos 10, antes de se tornar o clube dos 12 em 1986. Convencer os gregos, contudo, não foi fácil: o então primeiro-ministro, Andreas Papandreou, exigia mais fundos europeus para a Grécia como moeda de troca para aceitar o alargamento.

O processo de adesão de Portugal e Espanha estava há muito em cima da mesa, mas os gregos levantaram, desde o início, várias objecções, sobretudo em relação às dificuldades de competitividade económica que iriam enfrentar caso Portugal e Espanha entrassem na Comunidade. Em finais de Março, as negociações continuavam difíceis: “A Grécia entende que a sua economia não poderá fazer face ao alargamento da Comunidade sem receber os subsídios propostos pela Comissão e não aprovados para desenvolver as regiões agrícolas mais atrasadas”, escreveu o Diário de Lisboa na altura. »

→ Ler o resto: 1985: Quando a Grécia exigiu mais dinheiro para aceitar Portugal na CEE

Cá se fazem, cá se pagam.

Quarta-feira, 24 Junho 2015

Syrízicos

 

sirizicos

Neologismo criado pela Helena Matos.

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