perspectivas

Sábado, 19 Abril 2014

O “Chico dos Porsches”

Filed under: Portugal — orlando braga @ 5:44 pm
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Acrescentaremos, apenas que, aparentemente, o G.B. [Grupo de Bilderberg], só começou a interferir — antes disso não se lhes dava confiança para tal — com o nosso devir colectivo, quando numa das suas reuniões (19/4/1974), ocorrida no hotel d’Arbois, em Megéve (Alpes Franceses), propriedade de Edmond Rotschild, se tpinto-balsemao-weberá dado luz verde à alteração de regime em Portugal — coisa que, certamente, nunca terá passado pela cabeça de nenhum capitão de Abril…

A partir daí – e por razões e processos que são objecto de especulação — foi alcandorado a uma espécie de “secretário” ou “representante permanente” do G.B., na antiga Ocidental Praia Lusitana, o Dr. Pinto Balsemão, grande amigo dos Reis de Espanha, também convivas nestes eventos. Provavelmente desde 1983.

Respigado aqui.


Nunca me esquecerei de que Pinto Balsemão afirmou, em uma entrevista na SICn e há poucos anos (pouco depois do pedido intervenção de José Sócrates à Troika), que “se Portugal tivesse metade da sua população actual, não teria problemas económicos”. Esta ficou-me para sempre!

Sexta-feira, 18 Abril 2014

A União Europeia é um hiper-mercado sem marca e sem identidade

Filed under: Europa,Política,Portugal — orlando braga @ 8:40 am
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Marine Le Pen Portugal comido vivo web

«A presidente da Frente Nacional francesa, Marine le Pen, é da opinião de que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, um “fardo com o qual teve de arcar durante alguns anos, no seio deste horror europeu que é a União Europeia”.»

uniao europeia hipermercado web

Quinta-feira, 17 Abril 2014

O Direito Positivo, o "casamento" gay e a União Europeia

 

O Direito Positivo, segundo o seu principal ideólogo e promotor (Kelsen), pode ter qualquer conteúdo. Repito: qualquer conteúdo. O Direito Positivo é como uma grelha de uma folha de Excel: podemos meter nos quadrados da folha de Excel aquilo que nos der na real gana para atingirmos os resultados que quisermos, e independentemente da realidade objectiva ou factual.

O conteúdo do Direito Positivo pode ser anti-social; pode até (legalmente) conduzir toda uma sociedade ao suicídio.

O conteúdo do Direito Positivo é arbitrário (ou depende das elites, ou depende do voto popular), e por isso é que Kelsen defendeu a ideia segundo a qual o Direito Positivo só pode existir legitimamente em uma sociedade democrática (uma sociedade onde existam eleições livres), para que se evite a instalação de tiranias através do Direito Positivo. Essa associação entre o Direito Positivo de conteúdo arbitrário, por um lado, e a democracia, por outro lado, deu naquilo a que se convencionou chamar “Estado de Direito”.

Quando acontece uma crise da democracia — por exemplo, na actual União Europeia, cujas instituições com real Poder não são eleitas directamente —, o Direito Positivo vira-se quase sempre contra a própria sociedade.

Por outro lado, a validação do Direito Positivo faz-se através do processo de promulgação das leis. Uma lei injusta, se promulgada segundo um determinado processo definido pelas elites, é válida. Ou seja, o conteúdo do Direito Positivo é arbitrário e depende apenas do processo de promulgação das leis.

Até Abril de 1974, em Portugal, o Direito Positivo estava condicionado pelo Direito Natural.

ue out webDepois do 25 de Abril de 1974, o Direito Natural foi “oficiosamente” banido da ordem jurídica portuguesa e por influência estrangeira. Mas em países europeus actuais, como por exemplo na Hungria, ainda hoje o Direito Positivo é claramente condicionado pelo Direito Natural.

Leio aqui que um perito em direito internacional afirma que o “casamento” gay é uma ficção jurídica.

Quando o Direito Natural é banido, toda e qualquer lei de casamento pode ser validada através do processo de promulgação das leis — processo esse que, em Portugal, não é democrático. Por exemplo, o “casamento” gay não foi referendado pelo povo português, o que significa que a arbitrariedade do conteúdo do Direito Positivo em Portugal não é sancionado por uma verdadeira democracia. Portugal não tem uma democracia verdadeira.

Portanto, a ideia segundo a qual “a lei deve ser feita a partir da realidade sensível externa e das instituições sociais consagradas pelo hábito durante centenas de gerações, que constituem o fundamento de uma civilização”, é Direito Natural. Não é Direito Positivo.

O Direito Positivo não está, por sua própria natureza, obrigado a promulgar leis “feitas a partir da realidade sensível externa e das instituições sociais consagradas pelo hábito durante centenas de gerações, que constituem o fundamento de uma civilização”. O Direito Positivo pode promulgar, se assim quiser, o casamento entre um cão e um gato — desde que o processo de promulgação (qualquer que seja) seja válido.

Por isso é que a nossa Constituição terá que ser revista no sentido de tornar clara a condição “a priori” do Direito Natural sobre o Direito Positivo no nosso ordenamento jurídico. Ora, é isto que a União Europeia não permite de modo algum — porque a União Europeia é um projecto totalitário que pretende aproveitar-se da arbitrariedade intrínseca do Direito Positivo.

Domingo, 13 Abril 2014

O Estado Social e a contradição do Vasco Pulido Valente

 

Para evitar mal-entendidos, convém dizer, desde já, que não sou a favor do Estado Social no sentido definido, já no século XVIII, por Kant na sua crítica ao Camaralismo (por favor, ler: Kant contra Wohlfahrtsstaat).

Este texto de Vasco Pulido Valente é tão lunático como é lunática a defesa actual do Wohlfahrtsstaat — porque o Estado Social é o Wohlfahrtsstaat do tempo de Kant, embora actualizado.

vpvÉ inconcebível que o Vasco Pulido Valente pense que uma pessoa pobre não possa ter, de jure, qualquer possibilidade financeira de ser operado à apendicite, por exemplo; pelo menos eu penso que ele não pensa que um pobre, por ser pobre, deve sofrer uma espécie de “eutanásia lenta”… é preciso ter cuidado com os paradigmas mentais e reais (a Indonésia, por exemplo, não deve ser um paradigma real, nem a ucronia do retorno histórico deve ser um paradigma mental).

Portanto, o Estado Social deve ser entendido, na sua essência, conforme a crítica que Kant fez ao Wohlfahrtsstaat. Afirmar que “ a recusa do Estado Social significa a negação do direito do cidadão à assistência médica e hospitalar”, só pode vir de uma pessoa em estado de delirium tremens.

Se lermos o texto do Vasco Pulido Valente até ao fim, ele fala na família. ¿E o que diz ele?

“A família, que ajudava e completava a escola, está frágil ou, para efeitos práticos, desapareceu, e a escola teve de a substituir. O peso financeiro disto aumentou de ano para ano, de dia para dia, e não se prevê que alguma vez venha a diminuir.”

Ou seja, o texto do Vasco Pulido Valente é auto-contraditório e aponta para o absurdo: por um lado, pretende afirmar que “a assistência médica-hospitalar economicamente acessível aos cidadãos em geral é igual a Estado Social”, que ele diz que é insustentável; mas, por outro lado, ele reconhece um facto: a família tradicional, e mesmo a família natural, tendem a perder o valor simbólico que existia na nossa cultura antropológica e ainda há pouco tempo, se é que a destruição desse simbolismo não é já total e irreversível.

Ou seja, como não é possível ter “chuva no nabal e sol na eira”, o Vasco Pulido Valente infere que mais vale acabar com a chuva e com o sol. Que se impluda Portugal! O princípio do terceiro excluído parece não fazer parte do arquétipo mental do Vasco Pulido Valente.

Esta contradição do Vasco Pulido Valente reflecte uma contradição da União Europeia de que Portugal “apanha” por tabela.

Por um lado, temos as agendas políticas das engenharias sociais que tendem a transformar os Estados europeus em uma série de Wohlfahrtsstäte submetidas ao “directório europeu” liderado pela Alemanha. Por isso é que o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” impõe aos Estados da União Europeia o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, etc., destruindo os símbolos culturais desses países. Eu não ouvi o Vasco Pulido Valente falar quando o José Sócrates legalizou o “casamento” gay sem consulta popular: andou caladinho que nem um rato.

Por outro lado, e em contraponto à política das engenharias sociais, a União Europeia impõe um princípio de libertarismo económico que tende a reduzir o Estado à condição de “Estado exíguo”, nas palavras do professor Adriano Moreira.

Ora, não é possível termos as engenharias sociais (impostas pela União Europeia) e, simultaneamente, o libertarismo económico do “Estado mínimo” (também impostas pela União Europeia). Não é possível termos “sol na eira e chuva no nabal”. Esta contradição da União Europeia é também a contradição do Vasco Pulido Valente e de quase toda a “Direita” portuguesa. No meio disto tudo, só a Esquerda é coerente: defende as engenharias sociais e o Estado de Wohlfahrtsstaat devidamente actualizado.

Em suma, para que a crítica de Vasco Pulido Valente fosse coerente e eficaz, ele teria que, em primeiro lugar, fazer a crítica à agenda da política correcta das engenharias sociais. Mas isso ele não faz, porque ele não é tolo!: não há nada que lhe possa tirar o regalo de um bom vinho, um saboroso conduto e, depois do repasto, um charuto cubano! E viva o Passos Coelho!

Ficheiro PDF do texto de VPV

Sábado, 12 Abril 2014

A contraproducente Assunção Esteves

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — orlando braga @ 7:48 am
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james-bond-webA recusa de Assunção Esteves — leia-se, Partido Social Democrata + CDS/PP — em convidar os “Militares de Abril” a participar nas comemorações do próximo 25 de Abril revela a miopia política de quem nos governa: a recusa do convite é contraproducente, porque estão (o PSD+CDS) a dar uma importância excessiva a um facto político que existirá de qualquer modo — ou seja, não é porque o convite não seja feito que o facto político da intervenção dos militares nas comemorações do 25 de Abril desaparece da cena política: pelo contrário!, a recusa da Assunção criou já um facto político ainda maior do que se tivesse sido feito o convite!

Há um ditado chinês que diz, mais ou menos isto: “mantém os teus inimigos próximos de ti para que possas controlá-los de uma forma mais eficaz”. Não perceber isto revela a burrice da Assunção Esteves e de quem manda nela (Passos Coelho). Estamos entregues a burros; mas burros que têm um ego do tamanho do universo e julgam-se o supra-sumo da perspicácia política.

Repare bem, caro leitor: Passos Coelho é o político mais burro que tivemos depois do 25 de Abril de 1974: consegue ser mais burro do que o General Vasco Gonçalves! Mas quem o vir, à primeira vista e naquela pose fatela de James Bond do bairro da Amadora, cai no conto do vigário.

Quinta-feira, 3 Abril 2014

¿Como se explica o arquétipo mental de Isabel Jonet?

 

É evidente que Isabel Jonet é mulher e sobretudo mãe.

isabel jonet webAs mulheres têm (estou a fazer um juízo universal) uma maior eficácia na acção comunitária e na acção política local, quando comparadas com os homens. Quando eu vejo uma mulher candidatar-se a uma autarquia, penso seriamente em votar nela. O nível de acção política das mulheres é diferente da dos homens — o que não significa que “diferença” seja sinónimo de “hierarquia”, como pensa a Esquerda.

Portanto, é evidente que as mulheres têm uma forma de ver o mundo diferente da dos homens (continuo a falar em termos de juízo universal). Essa diferença não significa “inferioridade” das mulheres, ao contrário do que a Esquerda e os neoliberais pensam.

Sendo que a mulher é naturalmente melhor talhada para a acção política comunitária, tende a construir padrões de raciocínio estruturados a partir da experiência própria colhida na acção comunitária. Uma pessoa que age na comunidade tem necessariamente um pensamento concreto (pragmatismo) e tende a colocar as abstracções em um segundo plano.

Por isso, aquilo que a Isabel Jonet pensa acerca dos desempregados e das redes sociais baseia-se em uma experiência concreta da mulher Isabel Jonet enquanto agente de uma determinada instituição comunitária que funciona em um determinado âmbito social e em um contexto geográfico restrito (área de Lisboa).

Segue-se que a opinião de Isabel Jonet acerca da relação entre desempregados e redes sociais é também um juízo universal que, em aparente contradição, não pode ser extrapolável para todo o nosso país — mas antes é um juízo universal restrito a um determinado contexto social e geográfico, juízo esse que é marcado pela experiência pessoal de alguém (Isabel Jonet) que se preocupa com o concreto e relega o abstracto para segundo plano das suas preocupações.

Ou seja, Isabel Jonet fala daquilo que ela conhece pessoalmente, da sua experiência própria no âmbito da sua (dela) acção comunitária.

Ora, aquilo que é evidente (por exemplo, a diferença entre o homem e a mulher) é hoje alvo de ocultação cultural premeditada e propositada pelo politicamente correcto. E por isso é que Isabel Jonet é atacada pelos me®dia, pela Esquerda e também pelos neoliberais: em nome da “igualdade” entre o homem e a mulher, atacam a idiossincrasia feminina! Estranha forma de defender a “igualdade”!

Terça-feira, 1 Abril 2014

Os portugueses em abstracto

Filed under: cultura,Portugal — orlando braga @ 3:01 pm
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abstracto portugueses web

 

“Os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.” — Agostinho da Silva


“Uma lista dos defeitos dos portugueses devia levar o político inteligente a elaborar um projecto de sociedade em que eles passassem apenas a ser características, ou quem sabe se qualidades.” — Agostinho da Silva

O fim da democracia?

Filed under: Democracia em perigo,Política,Portugal — orlando braga @ 2:36 pm

 

maioria silenciosa o diabo

Sábado, 29 Março 2014

João Galamba vs. João Miguel Tavares

Filed under: cultura,Política,Portugal — orlando braga @ 2:48 pm

 

Eu não simpatizo com o João Galamba; mas devo reconhecer que ele é coerente em relação a ideias com as quais eu não concordo. É coerente do princípio ao fim, e essa coerência pode até incomodar certas pessoas — como, por exemplo, parece incomodar o João Miguel Tavares que, de coerente, tem quase nada.

A mim não me incomoda — “absolutamente” nada! — a coerência do João Galamba: como sabemos, uma doutrina ou/e um sistema de ideias têm muitas vezes uma coerência interna que aparentemente a legitima. Por exemplo, o sistema hegeliano tem uma coerência lógica interna que desafia a crítica do espírito mais agudo. Mas a dialéctica de Hegel, quando aplicada à Realidade, não resiste à crítica racional — ainda mais quando já se sabe hoje muita coisa acerca da realidade quântica!

No caso do João Miguel Tavares, e em função das suas (dele) mais incoerentes tomadas de posição públicas — por exemplo, ¿como é possível conciliar o capitalismo propriamente dito, por um lado, com a destruição (na cultura antropológica) da família natural, por outro lado? ¿Como é possível ser-se simultaneamente apaniguado dos “pequenos passos” hegelianos da revolução na cultura antropológica, segundo a doutrina do marxista Gramsci, e simultaneamente defender o capitalismo que se fundou na família natural calvinista, segundo Max Weber? —, ainda me é mais repelente, porque ele orienta-se exclusivamente segundo a moda do Zeitgeist.

No João Galamba não há (apenas) moda: antes, há sobretudo a “lógica de uma ideia” (segundo o conceito de Hannah Arendt em relação às ideologias). Em contraponto, no João Miguel Tavares há a necessidade de “parecer bem”, nem que se tenha de defender simultaneamente uma coisa e o seu contrário. Ou seja: respeito muito mais o João Galamba.

Sexta-feira, 28 Março 2014

A Esquerda e o problema demográfico português

 

O que me espanta é que seja a Esquerda (incluindo o Partido Social Democrata de outros tempos, com alguma cumplicidade do CDS/PP de Paulo Portas) que venha agora falar de “problema demográfico endémico” — quando foi a Esquerda que legalizou o aborto “a pedido arbitrário da cliente”, defendeu já a legalização da eutanásia no parlamento (Bloco de Esquerda), legalizou o “divórcio unilateral e instantâneo”, instituiu o “casamento” gay, e quer agora legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos e o tráfico de crianças.

A Esquerda destruiu os valores da família na cultura antropológica portuguesa, e agora queixa-se do “problema demográfico português”.

A pobreza parece voltar a ser uma “virtude”

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — orlando braga @ 12:43 pm
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«Uma das ideias circulantes deste tempo cruel sem “sensibilidade” é a descoberta pelos mentores do Primeiro-ministro, que lhe escreveram a moção ao Congresso, e pela actual versão da JSD, de um abstruso e enganador termo a que chamam “justiça geracional”.

O termo designa uma espécie de legitimação para atacar os rendimentos dos pais e dos avós em nome dos netos. Na verdade, os “jovens “ que o usam de modo lampeiro não estão preocupados com o seu futuro, mas com o seu presente.

Roma não paga a traidores, diz-se, mas Lisboa paga aos serviçais. Aliás seria interessante ver se a ideia de “justiça geracional” serve, por exemplo, para justificar que se subam consideravelmente as reformas daqueles que começaram a trabalhar aos dez, onze, doze, treze, catorze anos, idade em que muitos dos reformados de miséria tiveram que ir trabalhar. Então nesses casos, as gerações do presente não lhes devem nenhuma “justiça”?»

José Pacheco Pereira

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A sinificação de Portugal

 

«Substituir cortes “temporários” por cortes permanentes é um gigantesco passo na transformação da pobreza conjuntural (que é aquela que os defensores do governo apresentam como um efeito colateral do “ajustamento”) por uma pobreza estrutural (o corolário da tese do “vivemos acima das nossas posses”, logo temos que regressar ao lugar virtuoso da nossa pobreza original).

O tempo é o grande construtor dessa pobreza estrutural, cada dia que passa, é um novo plano de austeridade. Transformar os cortes em permanentes remete para uma ideia sobre os portugueses, a sociedade e o estado, que vai muito para além de um “estado de emergência” gerado pela bancarrota de há dois anos.

Para além disso, permanente, ou seja para sempre, mostra a vontade de “empacotar” num armário recôndito, num gueto, ou num caixão, com o menor custo e o mais depressa possível, a geração presente que “não presta”, não é competitiva e esperar pelo desabrochar de uma nova geração empreendedora, inovadora, não-piegas, que despreza os direitos (dos outros), e que está à espera desta “justiça geracional”, com uma pequena ajuda dos que mandam.»

José Pacheco Pereira

liderança e igualdade web

Nota
1. Sinificação é a transformação social e económica de uma sociedade, de uma nação ou de um grupo de nações segundo o modelo burocrático e fascista chinês, em que coexiste o capitalismo privado de monopólio, por um lado, e por outro lado a coordenação da economia por parte de políticos e burocratas.

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