perspectivas

Domingo, 29 Março 2015

¿Qual a diferença entre o Herman José e o Ricardo Araújo Pereira?

 

É a de que não consta que seja pederasta.1

Nota
1. Anfibologia. A partir de agora vai ser descascar até a mãe dele chorar. É incompreensível como um país se rende a uma personalidade histriónica que se tem aproveitado do nacional-porreirismo para orientar a sua vidinha.

Segunda-feira, 23 Março 2015

Catarina Martins, o Bloco de Esquerda e as “medidas de natalidade”

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 7:00 am
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Lemos aqui um artigo que nos fala de Singapura e como este pequeno país está em extinção por ter a mais pequena taxa de natalidade do mundo. Durante as décadas de 1960 e 1970, o governo de Singapura lançou campanhas de infertilização das suas mulheres e de aborto gratuito; porém, na década de 1980 tentou inverter, sem sucesso, a situação de natalidade negativa quando se verificou que o país caminhava a passos largos para a extinção. E esse insucesso tem a ver com os valores que foram inculcados na cultura antropológica dos habitantes de Singapura.

Singapura, tal qual a conhecemos hoje, tem certamente os seus dias contados. catarina-martins-neanderthal-web

O Bloco de Esquerda (na companhia do Partido Comunista) foi o paladino-mor da defesa do aborto gratuito e pago pelo Estado — portanto, aborto para toda a gente, a nossas expensas, através dos nossos impostos. Foi também o grande defensor da proliferação, através dos Centros de Saúde, de todo o tipo de anti-conceptivos a baixo custo e subsidiados pelo Estado, através do famigerado “planeamento familiar”.

O resultado está à  vista: Portugal, tal como  Singapura, está em extinção.

Agora, tal como a criminosa que pensa que não deixou impressões digitais no local do crime, a Catarina Martins e o Bloco de Esquerda vêm propôr “medidas para aumentar a natalidade”. Depois de terem contribuído decisivamente para a destruição da cultura antropológica portuguesa tradicional e da família natural, o Bloco de Esquerda vem agora fazer de conta de que não teve nada a ver com a criação do problema.

Quando a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, em um discurso recente dirigido a jovens universitários, lhes disse (mais ou menos isto):

“vocês são jovens: multiplicai-vos: não estejam à  espera do melhor momento para terem filhos, porque esse melhor momento, ideal, nunca chegará”,

ela traduziu em palavras o bom-senso que pode garantir o futuro do nosso país. Não sei se ainda se vai a tempo de evitar o desastre, porque a cultura antropológica portuguesa foi já formatada por uma ideologia niilista de que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista são os principais responsáveis — mas também o Partido Socialista de gentalha como a Isabel Moreira, e mesmo do Partido Social Democrata de feminazistas como a deputada Teresa Leal Coelho ou a ministra da justiça Paula Teixeira da Cruz.

Tal como o problema demográfico português se apresenta hoje — ou a nação, a cultura e a língua portuguesas históricas se extinguem, e o país é ocupado por gente de outras paragens, ou então este processo de extinção da nação portuguesa só pode ser revertido através da suspensão do liberalismo político e da repressão violenta do movimento revolucionário em geral. Não há terceiro excluído.

Sábado, 21 Março 2015

Ou se é liberal ou não

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 6:33 am
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Quando os liberais (de Direita) da nossa praça são confrontados com a Lista Fiscal VIP, entram em dissonância cognitiva — como acontece com a Helena Matos.

Os liberais fundamentam o seu conceito de “igualdade” na igualdade perante a lei que se opõe aos privilégios — o que não significa que todos tenham o mesmo Poder ou as mesmas características, mas significa que todos têm uma dignidade igual.

Ora, raciocinando como um liberal, diria eu que, por exemplo, o primeiro-ministro tem uma dignidade igual ao Zé da Esquina. Por isso, o primeiro-ministro tem o mesmo direito do Zé da Esquina a não ver a sua vida privada — neste caso, fiscal — vasculhada e divulgada na praça pública. E é em nome dessa putativa igualdade na dignidade que a Helena Matos defende a ideia de que deveria haver uma Lista Fiscal VIP, para assegurar que o primeiro-ministro tenha os mesmos direitos que o Zé da Esquina tem.

Ora, aqui é que está o sofisma da Helena Matos: é que o Zé da Esquina não tem qualquer garantia ao direito de não ter a sua vida fiscal vasculhada; a diferença é que o vasculho não sai publicado nos jornais — e portanto ela mistura aqui dois planos diferentes do problema: o vasculho propriamente dito, de que ninguém está livre neste país, por um lado, e a publicação do vasculho que atinge as figuras públicas. Mas não é porque o Zé da Esquina não é figura pública que o vasculho se torna justificado.

O vasculho da vida fiscal privada do Zé da Esquina traduz-se, por exemplo, no acesso a ficheiros do fisco por parte de entidades privadas — que não pertencem ao Estado — na cobrança de dívidas, devidas ou indevidas; e como o acesso aos tribunais é caro, o vasculho fiscal da vida do pobre Zé da Esquina traduz-se numa cobrança coerciva, com ou sem razão; ou então o vasculho fiscal generalizado permite que uma entidade privada possa obter informações acerca da vida fiscal privada de um candidato a seu empregado: o que é preciso é ter alguém amigo na repartição de Finanças para fornecer a informação.

Ou seja, a filosofia política liberal não deveria permitir que existisse qualquer tipo de vasculho; ou então, toda a gente tem o direito a ser vasculhada. Mas não é isto que a Helena Matos defende.

Numa sociedade sem uma tradição democrática forte; em que ainda existem fortes resquícios estalinistas na política; em que a maçonaria se transformou em uma associação de malfeitores que mina a política e que sustenta, em grande parte, o tráfico de influências; em que os me®dia que temos fomentam, no povo, todos os dias, uma cultura da coscuvilhice e da inveja — nesta sociedade não há liberalismo político que aguente. Ou então, a ser-se coerentemente liberal, mesmo na merda da sociedade que temos, há que correr o risco de não admitir qualquer Lista Fiscal VIP.

Quinta-feira, 19 Março 2015

¿ Salazar estaria na Lista Fiscal VIP?

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 6:26 pm
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“Demagogia é o vocábulo que os democratas empregam quando a democracia os assusta.”

— Nicolás Gómez Dávila


Se Salazar estivesse hoje no Poder, ¿haveria uma Lista Fiscal VIP para membros da classe política?

Duvido que houvesse. Poderia talvez existir uma Lista Fiscal VIP para os banqueiros, mas nunca Salazar permitiria que existisse uma Lista Fiscal VIP para deputados, presidente da república, funcionários públicos, ou outros membros da classe política.

“Conta-se que filho do presidente da república Francisco Higino Craveiro Lopes, Nuno Craveiro Lopes e sua mulher, então grávida, se encontravam entre os passageiros do comboio da linha do Estoril que descarrilou devido à derrocada da barreira junto ao farol de Caxias, em 1952. Embora não tenham ficado feridos, no meio da confusão entre mortos e feridos a esposa ter-se-á sentido mal. Não sendo possível arranjar transporte no local, o filho telefonou ao Presidente, no sentido de lhe enviar um carro da Presidência para os levar a casa. Francisco Higino, depois de se certificar de que se encontravam bem, retorquiu que não podia dar ordem para enviarem o carro pois estes eram exclusivamente para serviço oficial; que procurassem um táxi para o efeito. E seu filho assim fez: foram andando a pé em direcção a Lisboa e um pouco adiante conseguiram apanhar um táxi.

Como norma, nas viagens e visitas, não eram oferecidos objectos de valor, conforme o desejo do Presidente que era transmitido previamente às entidades pelos elementos do protocolo. Apenas aceitava flores, medalhas comemorativas e diplomas honoríficos. Livros, só oferecidos pelos autores. Isto devia-se ao facto de que durante a inauguração das Feiras do Livro, era usual nos governos anteriores enviar uma camioneta que os livreiros faziam carregar com livros, facto que o Presidente achava despropositado. Do mesmo modo, nas visitas ao Ultramar, fez saber que não aceitava diamantes, metais de valor, peles, marfim, e coisas semelhantes. Até um boi que lhe foi oferecido pelo Rei do Congo, que não podia recusar por motivos de protocolo, foi abatido e comido pelo seu povo, com grande satisfação.”1

A Lista Fiscal VIP é um fenómeno democrático que é, em si mesmo, anti-democrático. Por isso é que os democratas dizem que Salazar era “faxista”.


Nota
1. Fonte

Sexta-feira, 13 Março 2015

O maniqueísmo do Partido Socialista e do Partido Social Democrata acerca dos pobres e reformados

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 12:41 pm
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Vamos tentar analisar este texto (aqui, em PDF).

Diz-se, no texto, que é preferível a ajuda em géneros (comida) aos pobres e reformados (defendida pelo Partido Social Democrata de Passos Coelho, e aparentemente também pelo CDS/PP de Paulo Portas), do que a ajuda através de prestações pecuniárias (em dinheiro), dadas aos mesmos pobres e reformados, pela SS (Segurança Social) — posição esta defendida pelo Partido Socialista de António Costa.

A posição do Partido Social Democrata é a de que a ajuda em géneros (comida) é mais justa e mais protectora dos pobres e reformados, quando comparada com a posição do Partido Socialista — em um contexto de gestão da pobreza que, alegadamente, decorre de escassez de recursos financeiros do país.

Ambas as posições partem do princípio de que pobreza é sinónimo de miséria, no sentido em que o pobre é aquele que vive apenas para não passar fome; nenhuma das posições reconhece ao cidadão (neste caso pobre e/ou reformado) qualquer potencialidade que possa ser útil à sociedade. Em ambas as posições, o pobre ou/e reformado é tratado como algo que poderia perfeitamente ser dispensável pela sociedade, como uma espécie de “imobilizado” contabilístico cuja despesa poderia ter sido evitada.

(more…)

A “Direita” de Passos Coelho: apelar à Pátria é “distrair as massas”

 

“Não é a primeira vez que a extrema-esquerda apela aos sentimentos nacionalistas para distrair as massas e afastá-las do que é importante. No caso do Syriza não se trata apenas de desespero, mas também de ideologia.”

Nacionalismo: desespero e ideologia

Vindo da chamada “Direita”, ¿como se há-de classificar “isto”? ¿O que é que se passa com a Direita? ¿Tornou-se internacionalista? ¿será que esta “Direita” tem cérebro?

Esta “Direita” — a de Passos Coelho — critica o nacionalismo e o patriotismo, mas apenas quando se refere a Portugal.

Quando (por exemplo) a Alemanha é nacionalista e patriótica através de Angela Merkel e do senhor Schäuble, então o patriotismo da Alemanha é bom; mas quando um qualquer português é patriota e nacionalista, ou é da extrema-esquerda ou é da extrema-direita.

Hoje é a própria “Direita” que diz que os patriotas são “faxistas”. ¿Esta merda é Direita?!!!

Esta “Direita” de Passos Coelho e o Partido Socialista de António Costa partilham a mesma visão internacionalista de apanascamento de Portugal a qualquer bicho careta que venha da estranja. A forma como esta gente vê o nosso país é confrangedora; chega a ser absurda, porque o sentido que se dá à nossa (mas não as dos outros países) comunidade enquanto nação é um sentido negativo: critica-se o nacionalismo mas não se diz o que oferecem em troca — talvez porque a contrapartida  seja inconfessável.

Quando a Islândia anuncia hoje que não só não quer entrar para a União Europeia como até despreza Bruxelas, vem esta gente denunciar a “ideologia do nacionalismo” — como se a nação fosse produto de uma qualquer ideologia.

O Acordo Ortográfico vai ter que ser cobrado politicamente

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 9:06 am
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É bom que se saiba quem, na classe política, foi a favor do Acordo Ortográfico que desfigurou a língua portuguesa, porque o povo português terá direito a um ajuste de contas com a História.

Desde logo e em primeiro lugar, todos os ministros da Educação desde 1990: quem cala, consente. Depois, todos os primeiros-ministros desde essa data; todos os presidentes da república e principalmente o actual que era primeiro-ministro quando Santana Lopes — o dos “violinos de Chopin” — assinou o acordo com as “santanetes” brasileiras.

É preciso que mantenhamos a memória; e preciso não esquecer e legar a memória da desgraça às gerações futuras.

Nunca a liberdade é tão grande quando no-la querem tirar, quando nos pretendem oprimir; e não há maior opressão do que aquela que nos pretende retirar a identidade. E, neste sentido, a III república tem sido uma tirania, não só alienando a soberania portuguesa e fazendo ajoelhar a pátria, como chegando ao ponto de sonegar ao povo a sua própria identidade.

“A imposição do Ministério da Educação desagrada a muitos alunos e professores e, na Escola Secundária de Camões, em Lisboa, os estudantes criaram uma comissão que está a lutar pela tolerância. Uma das primeiras medidas da Comissão Estudantil para a Tolerância quanto ao AO90 nos Exames foi o lançamento de uma petição online.”

Acordo ortográfico: a luta já chegou aos alunos

Quinta-feira, 12 Março 2015

A Atlântida e a origem do povo Basco

Filed under: Portugal — O. Braga @ 4:37 pm
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No “Timeu”, Platão falou da Atlântida, um continente perdido que terá sido destruído por uma catástrofe natural. Ao largo da costa dos Açores foi recentemente descoberta uma pirâmide subaquática com 60 metros de altura e com uma base com uma área de um campo de futebol. Platão dizia que a Atlântida ficava “para além das colunas de Hércules”, sendo que “as colunas de Hércules” são as duas costas (a europeia e a africana) do estreito de Gibraltar.

atlandida-web

A pirâmide subaquática descoberta nos Açores tem cerca de 20 mil anos, o que destrói a ideia de que as civilizações das pirâmides (por exemplo, no Egipto) pertencem à  História: ou as pirâmides do Egipto foram construídas muito antes dos impérios dos faraós (as pirâmides simplesmente já la estavam há mais de 10 mil anos, quando os faraós reinavam), ou foram construídas pelos faraós seguindo uma técnica e uma cultura que alegadamente pertenceria ao paleolítico superior (o que é uma impossibilidade objectiva, porque uma cultura do paleolítico não permitiria uma construção tão complexa).

A descoberta desta pirâmide com 20 mil anos de idade obriga a desconstruir a nossa ideia da Pré-história e mesmo da História. A ideia tradicional da História segundo a qual existiu um “processo” de evolução linear contínua e temporal, está agora radicalmente colocada em causa. Talvez Julius Evola não estivesse totalmente errado, e Platão teria as suas razões para falar na Atlântida. É perfeitamente sustentável e coerente que se diga que a Atlântida existiu e que se situava na zona do arquipélago dos Açores.

A existência da Atlântida pode teoricamente justificar a existência do povo basco, que tem uma língua sem qualquer raiz indo-europeia. A língua basca não tem nada a ver com o latim ou com qualquer língua germânica. Até hoje, a origem da língua basca permanece um enigma. Uma tese possível é a de que, na eminência da catástrofe natural que destruiu a Atlântida, uma elite atlante tivesse saído do continente perdido e emigrado nomeadamente para a região que corresponde hoje à  península ibérica. Uma pequena parte desses emigrantes atlantes não sofreram as inculturações históricas sucessivas de iberos, celtas, romanos, visigodos e árabes, porque se manteve isolada na região montanhosa dos Pirenéus, dando origem a uma cultura e a uma língua que até hoje ninguém sabe de onde veio.

Quarta-feira, 11 Março 2015

Deputados portugueses no parlamento europeu que defendem que “o aborto é um direito humano”

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 6:36 pm
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Os seguintes deputados portugueses ao parlamento europeu votaram a favor do relatório Tarabella que define o aborto como um direito humano:

deputados-peJoão Ferreira (Partido Comunista)
Miguel Viegas (Partido Comunista)
Inês Zuber (Partido Comunista)

Marisa Matias (Bloco de Esquerda)

Carlos Zorrinho (Partido Socialista)
Francisco Assis (Partido Socialista)
Elisa Ferreira (Partido Socialista)
Liliana Rodrigues  (Partido Socialista)
Maria João Rodrigues (Partido Socialista)
Pedro Silva Pereira (Partido Socialista)
Ana Gomes (Partido Socialista)

Não consegui perceber o voto do deputado Ricardo Serrão Santos (Partido Socialista)

José Inácio Faria (MPT)
Marinho e Pinto (MPT)

Carlos Coelho (Partido Social Democrata)
José Manuel Fernandes (Partido Social Democrata)

Cláudia Monteiro de Aguiar (Partido Social Democrata)
Paulo Rangel (Partido Social Democrata)
Sofia Ribeiro (Partido Social Democrata)

Votaram contra:

Nuno Melo (CDS/PP)
Fernando Ruas (Partido Social Democrata)

Portanto, caros cristãos e/ou católicos: continuem a votar Partido Social Democrata! Ou então deixem-se de hipocrisias “católicas”!


(fonte — ver nas páginas 82 e 83)
Ver aqui a lista de deputados portugueses ao parlamento europeu.

Terça-feira, 10 Março 2015

Um conservador não é um troglodita

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:54 am
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Eu considero-me “conservador” mas não concordo com muita coisa neste texto. Vamos começar por aquilo com que concordo no texto: o sistema de valores de uma sociedade tem que se fundamentar (não só, mas essencialmente) em valores intemporais — o sistema fundamental de valores não deve mudar conforme as modas de cada época.

Mas (e aqui passo a discordar com o texto), o sistema de valores deve ser racionalmente fundamentado.

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Segunda-feira, 9 Março 2015

A democracia, a Esquerda, a Direita da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e os direitos de braguilha

Depois da rejeição do Relatório Estrela pelo parlamento europeu, surgiram dois novos relatórios no mesmo sentido: o de instituir o aborto como um “direito humano”. São os relatórios Tarabella e Panzeri.

Se estes dois relatórios forem rejeitados pelo parlamento europeu, irão surgir provavelmente quatro novos relatórios no mesmo sentido; e se os quatro forem rejeitados, surgirão oito novos relatórios no sentido de instituir o aborto como “direito humano”. E assim por diante…

A democracia é isto: é o “progresso da opinião pública” mediante uma pressão política (por parte de uma elite psicótica) de tal forma violenta que vence pelo cansaço qualquer oposição e para além de qualquer racionalidade.

À  medida em que o tempo passa, e em função desta União Europeia, estou cada vez mais céptico em relação àquilo a que se convencionou chamar “democracia”. Se a democracia serve para nos impôr a desumanidade através do formalismo processual de promulgação do Direito Positivo, então nada distingue a democracia de um totalitarismo. E, totalitarismo por totalitarismo, mais vale optar por um que defenda a vida humana.

A estratégia seguida pelos progressistas (de direita e de esquerda, por que já não podemos falar de Direita ou de Esquerda) é o de Aldous Huxley na novela “Maravilhoso Mundo Novo”: o controlo das massas era realizado através de um mecanismo repetitivo e incessante dirigido ao inconsciente do cidadão durante as horas de sono. Hoje, essa função é realizada pelos me®dia apoiados por organizações capitalistas como, por exemplo, a Fundação Francisco Manuel dos Santos, ou a SIC de Pinto Balsemão  — e por isso é que já não faz sentido falar de Esquerda ou de Direita: a única coisa que os divide é o conceito de “propriedade privada”; em tudo o resto são iguais.

A “libertação das massas”, que o sistema democrático defende, segue o conceito de Marcuse de “desenvolvimento não repressivo da libido” (“Eros e Civilização”); se juntarmos ao “desenvolvimento não repressivo da libido” os efeitos afrodisíacos do consumismo exigido, por exemplo, pelos donos do Pingo Doce ou do Continente, em vez de libertação das massas temos uma nova escravatura das massas à  moda de Aldous Huxley. A felicidade passa a ser sinónimo de irresponsabilidade.

E, na actual época de crise económica, quando os afrodisíacos do consumismo estão pela hora da morte, resta aos donos da democracia propôr às massas a “libertação da libido” através da promulgação de direitos de braguilha que compensam os salários de miséria, até que se alcance um estado de animalização colectiva a que cinicamente se chama de “felicidade”, promovida por literatura “filosófica” barata (no preço e no conteúdo) como, por exemplo, a do Pedro Galvão subsidiada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Para se conseguir este estado de animalização feliz, o sistema democrático propõe-se erradicar o livre-arbítrio do ser humano. É neste contexto que surge o conceito contraditório de “aborto como direito humano” — como se assassinar um ser humano passasse a ser um direito — que se baseia em uma estratégia de estimulação contraditória que induz uma dissonância cognitiva nas massas que reduz drasticamente a capacidade crítica e o livre-arbítrio do cidadão.

A liberdade democrática é utilizada para retirar o livre-arbítrio e a capacidade de discernimento ao cidadão. Se isto é liberdade, então uma ditadura pode ser melhor.

Domingo, 8 Março 2015

A atomização da sociedade conduz a um colectivismo totalitário

 

A ideologia de género é mais um passo negativo no impulso da individualização do ser humano que se iniciou na Europa com o Cristianismo. Com o Renascimento e com Lutero, esse impulso de individualização aumentou (viragem subjectiva). Com o Iluminismo (por exemplo, com Kant), esse impulso de individualização atingiu o seu auge enquanto sistema sujeito a uma determinada ordem.

A partir do século XIX, o impulso de individualização tornou-se caótico e a-social (liberalismo e Marginalismo): os motes liberais eram os de “salve-se quem puder”, e “pimenta no cu do meu vizinho é chupa-chupa”.

A religião cristã, que tinha sido durante séculos um elemento de aglutinação social e cultural na Europa, passou a ser criticada (viragem crítica), em primeiro lugar, pelos liberais vendidos à  burguesia (por exemplo, Voltaire), e depois pela chamada Esquerda Hegeliana (por exemplo, Feuerbach).

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