perspectivas

Sexta-feira, 12 Julho 2019

Não devemos confundir “indivíduo” e “pessoa moral”

Filed under: Cuidado que esta gente tem opinião!,liberalismo — O. Braga @ 10:49 pm

Já não bastava o espírito anticientífico que ilumina a actual Esquerda, e vem agora alguém que se diz da Direita tentar eliminar as categorias da Realidade e, (tal como faz o Bloco de Esquerda), reduzindo toda a Realidade a um nominalismo radical.

liberalismoÉ esta “direitinha” que alimenta o progresso da Esquerda.

A ideia estúpida, dita “liberal”, segundo a qual “a acção individual é totalmente independente do colectivo” (nominalismo radical) conduziu-nos (não só, mas também) ao actual estertor do liberalismo político.

A defesa — feita pelo Bloco de Esquerda e afins — da anomia e do isolamento do indivíduo face ao Estado (o nominalismo aplicado à política: ver "Vontade Geral" de Rousseau) é corroborado por “liberais” que tratam de enterrar o liberalismo político com o mesmo afã com que o fazem os inimigos da liberdade. Só que estes ditos “liberais” são os idiotas úteis do processo político totalitarizante.

Muita merda se tem dito e escrito acerca do “liberalismo” — incluindo a Fátima Bonifácio, que também contribuiu bastamente para a escatologia —, e uma das merdas é a confusão que se faz aqui entre o conceito de “super-estruturas” de Karl Marx, por um lado, e, por outro lado, as diferentes categorias sociais marcadas pelas diferenças culturais e étnicas, que são reais e que condicionam fundamentalmente a acção dos indivíduos.

Tal como fazem os radicais de esquerda, os ditos “liberais” escamoteiam os factos que caracterizam a realidade social, e em nome de uma ideologia.


O que é preciso dizer aos ditos “liberais” é que não devemos confundir “indivíduo”, por um lado, e “pessoa moral”, por outro lado. Só um burro ou uma avantesma do Bloco de Esquerda faz essa confusão.

Enquanto a noção de “individualidade” remete, em primeiro lugar, para a unidade fisiológica ou biológica — já o princípio da “pessoa moral” é a identidade consciente e voluntária; e quando se fala de um determinado “indivíduo”, colocamos o acento tónico nas particularidades ou nas diferenças que o distinguem de qualquer outro — mas as pessoas morais, pelo contrário, são fundamentalmente parecidas pela Razão, pelo Ser e pela faculdade de comunicar.

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Sábado, 29 Junho 2019

Os charlatães do Aquecimento Global Antropogénico

Uma notícia em um “jornal” :

"Germany recorded its hottest-ever June temperature Wednesday — 101.5F — breaking a 72-year record."


Pretende-se assim fazer “prova” do Aquecimento Global Antropogénico; mas esta gente é tão burrinha que não se questiona sobre a razão por que essa temperatura foi superior (na Alemanha) há 72 anos, quando (alegadamente) havia menos CO2 na atmosfera.

¿Há 72 anos também havia Aquecimento Global?!

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Por outro lado, em 1930 fez muito mais calor em França do que agora. E em 1870 fez ainda mais calor em França do que em 1930 e em 2019 — e não consta que em 1870 houvesse “Aquecimento Global Antropogénico”.

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A teoria do Aquecimento Global Antropogénico foi a estratégia política mais engenhosa que poderia ter saído das mentes dos arquitectos da concepção de um leviatão controlado por um Estado plenipotenciário.


Os aquecimentistas, tal como os marxistas, têm a certeza do futuro (a mente revolucionária); e tiram partido do Milenarismo cristão, que marca a cultura das sociedades ocidentais pós-cristãs, para impôr, na cultura antropológica, uma visão apocalíptica do presente que justifique a transferência para o Estado de um Poder absolutista.

Quando alguém tem a certeza do futuro, não é possível discutir quaisquer ideias. A Esquerda nunca quer discutir ideias: a Esquerda apenas quer o Poder absoluto.

Quarta-feira, 26 Junho 2019

Não queremos a Política Identitária esquerdopata em Portugal

Sociologicamente, a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular.”

Nicolás Gómez Dávila 


Em termos práticos, um tal Alexandre Homem Cristo defende aqui a implementação em Portugal de uma Política Identitária — o Bloco de Esquerda não poderia estar mais de acordo com o tal Homem: está na moda importar as modas políticas mais nefastas oriundas dos Estados Unidos.

fap-webPortugal nunca teve uma tradição segregacionista marcada (nem sequer nas ex-colónias) — como aconteceu nos países de tradição anglo-saxónica; portanto não faz sentido copiar as práticas políticas americanas que conduziram à actual desunião radical da União Americana.

Pela primeira vez estou de acordo com o Carlos Fiolhais.

Quem, como eu, cresceu numa colónia portuguesa, sabe por experiência própria que muitos dos mais valorosos combatentes pelo exército português foram negros.

A negritude e o patriotismo português não têm sido (historicamente) conceitos contraditórios. E é necessário que continuem a não ser contraditórios.

A Política Identitária (que o tal Homem defende de uma forma indirecta, quiçá involuntariamente) iria dividir desnecessariamente a população de Portugal, por um lado; e por outro lado, a estatística não resolve problemas sociais exactamente porque as ciências humanas não são ciências exactas.

Terça-feira, 25 Junho 2019

A instrumentalização da ciência por parte da ideologia; ou a estupidez do Mealha Estrada


“¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?”

(Groucho Marx)


Vemos aqui um texto de um tal Miguel Mealha Estrada (nome alentejano, aposto) que é o exemplo da manipulação da ciência por parte de uma ideologia política — assim como o conceito nazi de “Untermensch” é pura manipulação ideológica da ciência.

O Mealha Estrada é um “nazi ao contrário”.

A existência de ideologias perigosas e desumanas não justifica que se escamoteie ou que se suprima a verdade científica.

(more…)

Quarta-feira, 24 Abril 2019

O grande erro da Conferência Episcopal Portuguesa: adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook

 

A Conferência Episcopal Portuguesa pretende cativar a juventude através da banalização das Escrituras; mas a estratégia de marketing ideológico não irá certamente resultar: quem não é jovem não irá à missa por causa da vulgarização do discurso doutrinal; e quem é jovem não vai à igreja porque pode tratar Deus por “tu”. Eu, pelo menos, vou deixar de ir à missa católica se o Padre começar a tratar Deus por “meu cunhado” ou “tiozinho da aldeia”, ou coisa que o valha.

Nova tradução da Bíblia trata Deus por  tu  e altera orações como o Pai Nosso

Um absurdo, tudo isto. O clero continua um processo de deterioração hermenêutica e simbólica das Escrituras, fenómeno que já vem do Concílio do Vaticano II.

O clero progressista nunca decepciona quem é apreciador do ridículo — é este o clero que hoje absolve os pecados, em vez de absolver os pecadores.

Antes do Concílio do Vaticano II, os clérigos tontos (da espécie do Frei Bento Domingues) atacavam a Igreja — os mesmos tontos que hoje a reformam.

O progressismo católico é uma tentativa de adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook, e a outras opiniões patrocinadas pelas agências de notícias e por agentes de publicidade.

A degradação do Cristianismo, da responsabilidade do clero, já não é somente ética: é sobretudo sociológica.

Quarta-feira, 20 Março 2019

Uma pessoa “Intersexo” ou é biologicamente XY (homem) ou é biologicamente XX (mulher)

 

Não há volta a dar: não me venham com merdas!

Do ponto de vista da biologia, uma pessoa dita “intersexo” ou tem cromossomas XY ou XX (não se inclui aqui o chamado “hermafroditismo”, que não é propriamente “intersexo”: o hermafroditismo não é apenas uma anomalia: é uma condição patológica!).

Não há, do ponto de vista cromossómico, “meio-sexo”; não há pessoas com cromossomas XYXX, ou coisa que o valha (excepto com a patologia hermafrodita); não há pessoas com cromossomas LGBTI.

Existem pessoas com cromossomas XYX ou XXX (um cromossoma a mais), mas nestes casos não há diferença entre as características sexuais internas e externas (ovários e vagina, por exemplo): o que existem, nestes casos, são problemas de níveis hormonais elevados.

Embora seja uma anomalia rara, uma pessoa “intersexo” tem os cromossomas de uma pessoa normal (ou XX, ou XY); ou seja, uma pessoa “intersexo” é biologicamente masculina ou feminina.

Terça-feira, 12 Março 2019

O Observador e as escrevinhadoras com cabeça de alho-chocho

 

O maior problema que temos na nossa democracia não são já os ignorantes, mas antes é a ignorância dos licenciados das academias, detentores de alvarás de inteligência, e que escrevem nos me®dia — como é o caso da maior parte dos escriturários de alpaca que escrevinham no Observador. É o caso, por exemplo, de uma jovenzinha que dá pelo nome de “Teresa Cunha Pinto” (sempre e invariavelmente os três nomes!):

“A lei da paridade é não só uma lei extremamente discriminatória e por isso injusta como tenta favorecer um dos sexos em detrimento do outro quando o que deve estar em cima da mesa é o mérito. O mérito falará pelas mulheres e pelos homens deste mundo.

(…)

Uma sociedade igualitária prende-se com relações que se caracterizam pela entre-ajuda e pela correcta e justa divisão das responsabilidades. Não queiramos atribuir funções a cada um dos sexos quando enquanto sociedade conseguimos ver que a diferença nos une e nos torna, também, iguais”.

Ainda sobre a mulher, o feminismo e a lei da paridade

Aquela pobre criatura não se deu conta de que os dois parágrafos citados (e da sua lavra) são contraditórios entre si — porque a lei da paridade só faz sentido em uma sociedade igualitária. Não é possível (logicamente) ser contra a lei da paridade, por um lado, e por outro lado ser a favor de uma sociedade igualitária.

Atribuir funções endógenas a cada um dos sexos é inevitável; desde logo, por exemplo, porque o homem não pode parir. E ainda estou para ver quantas mulheres trabalham em minas de carvão, por exemplo.

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Esta coisa do “feminismo” já começa a meter nojo; e este assunto só me incomoda porque a imbecilidade de certas mulheres (do género da supracitada) tem audiência garantida — este tipo de mulheres idiotas fazem escola, em uma espécie de imbecil colectivo que alimenta a idiotização progressiva (e progressista) da sociedade.

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Quinta-feira, 31 Janeiro 2019

O pensamento empedernido do galopim do carvalho

 

O galopim escreveu:

“Foram as pedras e os fósseis, que muitas delas trazem dentro, que nos deram a conhecer a origem e a evolução da Terra e da Vida, ao longo de centenas de milhões de anos (Ma). Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida e, através do cérebro humano, adquirir capacidade de pensar”.


Só uma pessoa com os neurónios enrijecidos e fossilizados, cristalizados no sistema ortorrômbico ou triclínico, pode afirmar que o cérebro humano adquiriu capacidade de pensar a partir das pedras e da matéria inerte.

O galopim tem um pensamento empedernido; da mente dele já não sai nada senão ideias fossilizadas.

O galopim faz lembrar o alemão Ernst Haeckel, que no século XIX afirmava que a célula viva era uma coisa muito simples e que surgia espontaneamente da lama depois de uma chuvada. Mas o Ernst Haeckel tinha atenuantes: no século XIX ainda não existia, por exemplo, a bioquímica — ao contrário do galopim que viveu a passagem do século XX para o XXI, e que é de facto um burro catedrático!

O galopim do carvalho é uma besta! Mas é solenemente citado por outras bestas alcandoradas na Academia coimbrinha, como é, por exemplo, o Carlos Fiolhais.

Mas reparem bem na besta: “Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida”.

Trata-se de um pensamento dogmático; trata-se de uma religião — a organização da matéria inerte é vista como detentora de um sentido metafísico que tem por objectivo final a geração da inteligência humana.

O galopim é tão burro (quase tão estúpido quanto é o Carlos Fiolhais ) que, na sua saga contra a metafísica, não consegue ver que ele próprio defende uma espécie de religião.


Ver o artigo do galopim em formato PDF.

Terça-feira, 22 Janeiro 2019

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

 

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Quando a Catarina Martins disse um dia que “as políticas do Bloco de Esquerda são necessárias para salvar o capitalismo”, estava em perfeita comunhão com o Adolfo Mesquita Nunes. As diferenças entre o Bloco de Esquerda e o CDS de Assunção Cristas andam muito esbatidas.

Em 2017, a Suécia (por exemplo, foi o quarto país da OCDE com mais impostos por percentagem do PIB (44% dos rendimentos dos suecos é para dar de mamar ao Estado). A Finlândia foi o quinto país com mais impostos (43,3% dos rendimentos para o Estado). A Dinamarca é o segundo país que mais impostos cobra (46%). A França está em primeiro lugar (em 2017) com 46,2% para sustentar os milhões de imigrantes Maome(r)das (com quatro mulheres e cinquenta filhos) que não trabalham.

Em Portugal, esta percentagem é de 34,7%. Portugal está na média dos países da OCDE, a par com a Espanha.

O que o Adolfo Mesquita Nunes pretende dizer é que é necessário colocar o nível percentual dos impostos em Portugal na casa dos 45% do PIB português. O CDS de Assunção Cristas é a favor do aumento de impostos.

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

Sábado, 22 Dezembro 2018

A Raquel Varela e os "gilets jaunes" Tugas

Diverti-me lendo a “análise” da Raquel Varela em relação à Manif dos coletes amarelos portugueses — em dois textículos: o primeiro com o título “Steve Banon, chegou?”, e o segundo titulado “Uma vitória para a direita e outra para extrema-direita”.


1/ A posição da Raquel Varela em relação aos "gilets jaunes" lusitanos é ambígua — porque, por um lado, ela critica os me®dia que, falando tanto da “Manif de extrema-direita”, fizeram a propaganda da chamada “extrema-direita”; e, por outro lado, a Raquel Varela diz que os motivos da Manif dos "gilets jaunes" de “extrema-direita” são justos (“salário mínimo, descida de impostos”).

E depois há uma contradição da Raquel Varela: ela esconde o facto de a Esquerda ser endogenamente contra qualquer descida geral de impostos, porque o próprio princípio de redução de impostos, entendido na cultura antropológica e exclusivamente em si mesmo, coloca em risco o estatuto (cultural) da omnipotência do Estado socialista.

“Esquerda” e “redução geral de impostos” são dois conceitos contraditórios nos seus próprios termos.

Por isso é que os me®dia (maioritariamente de Esquerda) criticaram a Manif dos "gilets jaunes" Tugas: se estes reclamam “descida de impostos” → só podem ser da “extrema-direita” — quando, de facto, é exactamente o contrário: eu ainda não vi, por exemplo, a Marine Le Pen a reclamar “descida de impostos” em França e em termos gerais, embora ela “cavalgue” habilmente os "gilets jaunes" franceses: o mais que ela faz é reclamar contra a descida de impostos (decretada pelo psicopata Macron) dos mais ricos.

A chamada “extrema-direita” francesa não é contra o roubo dos impostos: constitui-se apenas como uma forma nacionalista de socialismo.

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Quinta-feira, 25 Outubro 2018

QI baixo, mas com alvará de inteligente

 

O Ludwig Krippahl voltou ao problema da Teodiceia. Parece um disco de vinil riscado. Baixo QI: não há argumento racional que valha.

 

Sobre o problema da Teodiceia, ler o que eu escrevi aqui em 2014. Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe o texto (a não ser que a sua carreira profissional dependa de um alvará de inteligência politicamente correcto).

A Assunção Cristas e o Asno de Buridan

 

Temos aqui um “post” no Corta-fitas assinado por Henrique Pereira dos Santos.

Diz ele que a Assunção Cristas assumiu uma “posição moderada” ao afirmar que, entre Hadad e Bolsonaro, ela não votaria em nenhum deles. Ou seja, para a Assunção Cristas não há voto útil — a não ser que o voto útil seja no CDS dela.

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A Assunção Cristas — que visitou a mesquita de Lisboa e foi orgulhosa- e alegremente tratada como um ser humano de segunda classe — diz que é a representante da Não-esquerda em Portugal. E por isso é que até a Mariana Mortágua se ri dela.

Diga-se, em abono da verdade, que não estou a ver a Mariana Mortágua a visitar a mesquita de Lisboa e ser por lá tratada como um ser inferior…

A Assunção Cristas, tal como o tal Henrique e quejandos, padece de um Complexo de Inferioridade Moral imposto pela Teoria Crítica  marxista cultural.

Esse complexo de inferioridade moral impõe-lhes o politicamente correcto como uma espécie de “burocracia do espírito”.

Perante as invectivas (muitas vezes irracionais e até fazendo lembrar a Inquisição medieval) do marxismo cultural, a Não-esquerda entra em pânico moral e, no caso vertente, a Assunção Cristas faz lembrar o Asno de Buridan  (a “liberdade da indiferença”, o grau mais limitado da liberdade).

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