perspectivas

Quarta-feira, 17 Outubro 2018

Quando ouço falar em “mundo melhor”, fujo a sete pés !

 

PROBLEMAS, CONJECTURAS E TEORIAS PARA UM MUNDO MELHOR

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Sábado, 22 Setembro 2018

Os irmãos Dupont e Dupond, na TSF aos Sábados

 

O Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva fazem lembrar as figuras dos irmãos Dupont e Dupond, da banda desenhada do Tintin.

Direi mesmo mais !: as figuras dos irmãos Dupont e Dupond, da banda desenhada do Tintin, fazem lembrar o Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva.

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Sábado, 15 Setembro 2018

A complexidade do pensamento do João César das Neves acerca de Donald Trump

 

Os “intelectuais” portugueses são a prova provada daquilo a que Olavo de Carvalho chamou de “imbecil colectivo” — por exemplo, quando vemos o João César das Neves a perguntar ¿quem é Donald Trump?

dating-a-nazi-webAntes de ser eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump era uma figura pública muito estimada no seu país — e a tal ponto que o próprio Obama afirmou (há anos) que “Donald Trump é o exemplo do sonho americano”. Mas o burrinho João César das Neves questiona-se sobre quem é Donald Trump

Depois, o burro tergiversa sobre o conceito de “totalitarismo”, escrevendo asneiras à boleia de Hannah Arendt. Meu caro João: a Hannah Arendt não tem culpa de você ser burro!

O burrinho (mas com alvará de inteligente!) escreve que Putin é um “tirano orgânico” — mas a Angela Merkel é (seguramente) democrata: ela foi eleita quatro vezes seguidas, e ele também; mas ele é “tirano orgânico”, e ela é democrata.

É assim que a merda dos intelectuais que temos interpretam a realidade (a começar pelo José Pacheco Pereira, que comanda o imbecil colectivo). Quando convém aos intelectualóides de urinol da nossa praça, a democracia é tirania ou vice-versa.

O problema do João César das Neves — assim como o de toda a classe política portuguesa, com excepção, talvez, do Partido Comunista — é o alinhamento com a plutocracia globalista: quem não alinha com o globalismo dos mais ricos do mundo, ou é chanfrado ou é nazi. E como Donald Trump desafia o globalismo, ou é chanfrado ou é uma espécie de nazi. O pensamento do João César das Neves acerca do Donald Trump resume-se a isto.

Quinta-feira, 6 Setembro 2018

Comparado com isto, o Bloco de Esquerda é de direita

 

A Esquerda americana pretende descriminalizar o tráfico de drogas (duras e leves) e descriminalizar o roubo em estabelecimentos comerciais (por exemplo, uma pessoa rouba num supermercado e depois não lhe acontece nada).

 

Segunda-feira, 3 Setembro 2018

A filha-da-putice da Raquel Varela

 

Depois de a Esquerda anti-capitalista (P.T.), e do Foro de S. Paulo, ter governado o Brasil durante 13 anos consecutivos (desde 2003 até Agosto de 2016); e em que o património cultural, financeiro e económico do Brasil foi sendo paulatinamente delapidado pelos revolucionários esquerdistas no Poder — a comunista, petista e chavista Raquel Varela vem dizer (a propósito do incêndio do museu no Rio de Janeiro) que a culpa do incêndio foi do “capitalismo sem oposição”.

Isto já não é descaramento: é mesmo filha-da-putice!

Sábado, 25 Agosto 2018

O Diário de Notícias é uma vergonha escandalosa

 

O Diário de Notícias é o exemplo do que o jornalismo não deve ser.

Eu, que não sou jornalista, tenho uma preocupação mínima em verificar a veracidade das fontes de notícias que publico aqui; e, por maioria de razão, um jornalista deveria ter muito mais cuidado com as fontes do que eu.

Vemos aqui uma “notícia” do Diário de Notícias segundo a qual “Bolsonaro defende a esterilização dos pobres no Brasil”. A “notícia” teve a sua origem em um blogue brasileiro de Esquerda (pasme-se!, em um blogue!) e rapidamente alastrou como fogo em palheiro esquerdista.

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¿Verificar a veracidade da notícia? ¿Para quê? O que interessa é fazer do jornalismo um meio de propaganda política!

Vemos aqui em baixo um vídeo que esclarece a “notícia”.

 

O Diário de Notícias é uma vergonha. Em um país (como é Portugal), em que um jornal economicamente deficitário não fosse subsidiado por empresas privadas que dependem directamente dos favores do Estado, o Diário de Notícias já teria ido à falência.

Terça-feira, 21 Agosto 2018

Agora já não se chama “vagina”: passa a ser “buraco frontal”

 

Na sua guerra contra a Natureza, a Esquerda pretende agora abolir o nome “vagina”, porque (alegadamente) o conceito de “vagina” é discriminatório em relação aos transgéneros.

Assim, a Esquerda pretende substituir o nome “vagina” por “buraco frontal”.

É assim que as esganiçadas do Bloco de Esquerda, por exemplo, passam a ter um “buraco frontal”.

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Segunda-feira, 20 Agosto 2018

O Adolfo Mesquita Nunes é um espertalhão

 

Na política portuguesa há duas categorias de pessoas: os espertos, e os espertalhões. O Adolfo Mesquita Nunes encaixa na derradeira (como é notório).

Escreve o referido senhor que Marine Le Pen “consegue chegar a todos aqueles que, na sequência de uma crise internacional e na vertigem de uma nova economia digital, se sentem excluídos, a ficar para trás, sem oportunidades”.

Repare bem, caro leitor, como o espertalhão consegue reduzir a complexidade política e ideológica da aliança contra-natura entre marxistas trotskistas, por um lado, e globalistas e neocons, por outro lado (contra o Estado-Nação), a um problema de “nova economia digital”.


Eu sou insuspeito para abordar este tema porque prefiro (de longe!) Nigel Farage ou Donald Trump, a Marine Le Pen. Marine Le Pen é herdeira da metodologia política de Rousseau (com o seu conceito de "Vontade Geral", aliás também vigente em Portugal com a I república, com o Salazarismo ou II república, e com a III república actual), ao passo que os dois primeiros são herdeiros metodológicos de John Locke.


Esta forma espertalhona de colocar os problemas humanos e sociais, é repugnante: o espertalhão simplifica o que é complexo por sua própria natureza, e depois diz que “a Marine Le Pen é que é a ideóloga simplificadora”.

Num país — a França — onde 10% da população já é composta por gente de cultura islâmica (que atiraria o Adolfo Mesquita Nunes de um edifício abaixo por ele “encaixar na derradeira”, e talvez não se perdesse grande coisa), o espertalhão vem dizer que a causa da existência da Marine Le Pen é “uma nova economia digital”.

Mas nem todos os fanchonos são espertalhões: temos, por exemplo, o caso do inglês Douglas Murray, que é um indivíduo com muita classe (ver vídeo abaixo). Portanto, nem todos os fanchonos pensam que “encaixar na derradeira” lhes aumenta automaticamente o QI (coeficiente de inteligência).

 

Sexta-feira, 17 Agosto 2018

O jornal Púbico é uma anedota (¿aquela pocilga ainda não fechou?!)

 

“O PÚBLICO continuará a ser o lugar onde todas as opiniões cabem, excepto as que promovam valores atentatórios ao nosso estatuto editorial, sejam o racismo, a xenofobia, a homofobia ou a apologia da violência.”

Os compromissos da Direcção Editorial


O anti-racismo fica muito bem ao jornal Púbico, mas nunca vi nesse pasquim uma só notícia sobre o racismo negro na África do Sul e acerca do ostracismo em relação aos brancos neste país (por exemplo, quando existe agora um partido político reservado exclusivamente a negros).

Ou seja, quando se trata de discriminar os brancos, o jornal Púbico é racista.

Em relação à “apologia da violência”: é crime. O incitamento público à violência é punível pelo Código Penal. Portanto, era o que faltava que o jornal Púbico não cumprisse a lei…

Em relação à xenofobia, parece que existe uma xenofobia boa e outra má; a má é a xenofobia portuguesa, porque, por exemplo, as xenofobias moçambicana e/ou sul-africana são silenciadas pelos me®dia, a xenofobia chinesa é tabu me®diático, e ninguém fala da xenofobia japonesa. O que convém ao jornal Púbico é seguir à risca as ordens dos plutocratas globalistas contra qualquer resquício da pátria portuguesa. E, portanto, tudo o que mexe é xenófobo.

Quanto à “homofobia”, até hoje não encontrei uma definição real do conceito. Se ser contra a homofobia é ser homófilo, convém então que todo o corpo redactorial do jornal público venha a terreiro revelar que “saiu do armário”.

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

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A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

Domingo, 5 Agosto 2018

O Figueiredo é maroto

 

Eu já sabia que os me®dia são marotos — quando noticiam (por exemplo) que o “violador exorcista” é sacerdote católico, escamoteando o facto de o referido “senhor Padre” ter sido expulso da Igreja Católica em 1972 (ainda antes do 28 de Abril de Troca-o-passo). Temos uma me®dia que esconde os factos a seu bel-prazer.

O que eu não sabia era que o Figueiredo também é maroto; um maroto grisalho.

Segunda-feira, 23 Julho 2018

O Bloco de Esquerda e o trabalho reprodutivo

 

Chamaram-me à atenção para esta espécie de texto, cujos factos relatados são irremediavelmente falsos. Porém, toda a ideologia tem direito a manipular os factos e a falsear a realidade. E o Bloco de Esquerda não foge à regra.

O que é chocante, no referido textículo, é o conceito de “trabalho reprodutivo”: o termo é de uma crueza inaudita. O Bloco de Esquerda considera como sendo “trabalho” (no sentido económico moderno) o acto de parir e de criar um ser humano. Se isto não fosse sério, seria histriónico. E depois vem o Bloco de Esquerda para a praça pública dizer que defende a natalidade…

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

A redução de toda a actividade humana a “trabalho”, é assustadora; é semelhante ao conceito neoliberal de “não há almoços grátis” do “católico” João César das Neves (tão católico que ele é, que até anda caladinho acerca da acção política do papa Chico).

Segundo os modernos (que incluem a Catarina Martins e o João César das Neves), o objectivo do trabalho (que vem do latim “tripalium”, um instrumento de coacção através do qual se prendia o gado) é a transformação da Natureza num sentido útil para o Homem, tendo em vista as suas necessidades. Ou seja, o que não é útil, não é trabalho (e por isso é que “não há almoços grátis”); e, assim sendo, o acto de parir e de criar uma criança passa a ser considerado “útil” pelo Bloco de Esquerda, e é neste contexto que este partido diz “defender a natalidade”.

Porém, assim como há actividades remuneradas às quais é difícil chamar “trabalho”, assim há actividades desinteressadas cuja motivação principal reside no prazer que nos proporcionam. Desta forma, é possível distinguir as actividades socialmente úteis, e chamar de “trabalho” apenas aquelas que estão associadas à produção de bens e serviços necessários à vida; e, que eu saiba, um ser humano não é um “bem e serviço”, nem a sua mãe é uma “parideira industrial”.

A mundividência oficial do Bloco de Esquerda é de tal forma repulsiva que me causa náuseas.

Essa mundividência oficial do Bloco de Esquerda reflecte-se no conceito de “totalitarismo”, segundo Hannah Arendt no seu livro “Entre o Passado e o Futuro” (editora Relógio D’ Água, 2006, páginas 110 a 118).

Segundo a experiência da Hannah Arendt, o sistema totalitário difere do clássico autoritarismo político (por exemplo, o Salazarismo) porque se constrói (analogamente) através do chamado “sistema da cebola”: a liderança e o seu núcleo político encontra-se no centro da “cebola” que tem várias camadas até à superfície táctil.

A acção política da liderança e do núcleo duro do sistema totalitário é iniciada a partir de centro da organização para o exterior, e não a partir de cima para baixo como acontece no autoritarismo que tem uma estrutura piramidal e cujo poder do líder autoritarista é justificado por uma realidade que transcende a própria sociedade (Deus).

As camadas intermédias da “cebola” totalitária consistem em uma extraordinária diversidade de partes legais e clandestinas do movimento totalitário que se entre-cruzam e se intercomunicam ― organizações do partido, membros de um ou de mais partidos com idêntica sensibilidade política, sindicatos e agremiações profissionais, as formações da elite política e a máquina do Estado que inclui organizações policiais e para-policiais, etc., ― que estão relacionadas de tal modo entre si, que cada um desses centros de poder ou dessas organizações formam uma “fachada numa direcção”, e o “centro noutra direcção”.

Isto significa que o papel “do mundo exterior normalíssimo e corriqueiro do dia-a-dia do partido” é desempenhado por uma das faces, o que dá ao Bloco de Esquerda uma aparência pública vulgar e normal, e até relativamente consentânea com a generalidade dos conceitos do senso-comum ― enquanto que noutra face e/ou nas camadas mais inferiores, o radicalismo extremo vai aumentando à medida que se aproxima do centro da “cebola”. Esse radicalismo bloquista pretende a mudança revolucionária da natureza do ser humano por intermédio de engenharias sociais.

É neste contexto que devemos entender o conceito bloquista de “trabalho reprodutivo”.


Segundo a mesma Hannah Arendt, poderíamos também assumir a distinção de Aristóteles entre “teoria” (especulação), “práxis” (acção), e “poiesis” (fabricação, trabalho): nesta perspectiva, o trabalho seria a actividade humana mais próxima da animalidade, da necessidade biológica em virtude da sua finalidade consistir em satisfazer as nossas necessidades; nesta perspectiva, a lei do trabalho é a reprodução indefinida de objectos e dos actos consumados para os reproduzir, a repetição monótona do ciclo produção-consumo. Esta visão do trabalho está bastante próxima da visão de Karl Marx, segundo a qual “o trabalho é o resultado de um projecto consciente e voluntário, dado que a actividade animal é instintiva”.

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

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