perspectivas

Quinta-feira, 2 Abril 2020

O António Guterres está “lélé da cuca”

O Guterres nunca me enganou; um indivíduo insidioso, com ares de bonacheirão, que singrou na política através de um certo sincretismo ideológico característico da chamada Terceira Via socialista (por exemplo, Tony Blair).

Agora, o Guterres vem exigir 10% do total do PIB do planeta (de todos os países do mundo) para a ONU ! — alegadamente para combater o vírus da China.

O homúnculo está louco!

O valor total exigido por Guterres para a ONU é de cerca de 8 biliões de Euros (8 triliões Euros, na classificação anglo-saxónica), o que corresponde a 2.900 vezes o actual orçamento anual da ONU que é de 3 mil milhões de Euros (ou 3 biliões de Euros).

O homenzinho não pode estar bem da cabeça…!

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Quinta-feira, 26 Março 2020

O senhor António Figueiredo e Silva conclui que o mundo não está em ordem, e tira daí conclusões politicamente correctas

O senhor Figueiredo, que escreveu este texto, deveria ter lido estoutro para que não caísse na armadilha positivista.

antonio piedade cientismo profetico web

cientismoAfirmar que “a ciência se baseia em factos rigorosamente confirmados” é próprio de uma pessoa que sofreu uma lobotomia (por exemplo) do coimbrinha Carlos Fiolhais; e o senhor Figueiredo também é de Coimbra… estas coisas pegam-se pela vizinhança, tal como um vírus.

Também faz falta que o senhor Figueiredo leia qualquer coisa escrita por Karl Popper, antes de dizer “umas coisas” .

Noto que o senhor Figueiredo defende a criação de um paraíso na terra (a imanentização do éschatos), quando escreveu que “se o Deus do Homem não existisse, isto seria o paraíso”.

Naturalmente que o senhor figueiredo deveria estar a pensar em Cuba, ou na URSS ou na China de Mao Tsé Tung — sítios onde o tal “Deus do Homem” já foi erradicado, graças a Deus. Só lhe falta (ao senhor Figueiredo) cantar o “Imagine” de John Lennon, para que o cenário neo-ateísta “New Age” coimbrinha fique completo.

Os ateus (mais ou menos declarados, ou mais ou menos “New Age”) não perdoam ao “Deus do Homem” o facto de Ele não existir. Dedico ao senhor Figueiredo um textículo de Eric Voegelin:

« Quando o coração é sensível e o espírito contundente, basta lançar um olhar sobre o mundo para ver a miséria da criatura e pressentir as vias da redenção; se são insensíveis e embotados, serão necessárias perturbações maciças para desencadear sensações fracas.

É assim que um príncipe mimado se apercebeu pela primeira vez de um mendigo, de um doente e de um morto ― e tornou-se assim em Buda; em contrapartida, um escritor contemporâneo vive a experiência de montanhas de cadáveres e do horroroso aniquilamento de milhares de indivíduos nas conturbações do pós-guerra na Rússia ― e conclui que o mundo não está em ordem e tira daí uma série de romances muito comedidos.

Um, vê no sofrimento a essência do ser e procura uma libertação no fundamento do mundo; o outro, vê-a como uma situação de infelicidade à qual se pode, e deve, remediar activamente. Tal alma sentir-se-á mais fortemente interpelada pela imperfeição do mundo, enquanto a outra sê-lo-á pelo esplendor da criação.

Um, só vive o além como verdadeiro se ele se apresentar com brilho e com grande barulho, com a violência e o pavor de um poder superior sob a forma de uma pessoa soberana e de uma organização; para o outro, o rosto e os gestos de cada homem são transparentes e deixam transparecer nele a solidão de Deus. »

Segunda-feira, 16 Março 2020

O vírus da China e discurso apocalíptico dos me®dia

O João Miranda há muito tempo que andava afastado do Blasfémias (graças a Deus!), mas agora apareceu a escrever asneira — mas a culpa não é só dele: a um tal Bruno Arroja, é (desgraçadamente) dado tempo de antena na RTP com um discurso apocalíptico.

Pergunta: ¿a quem serve esta narrativa escatológica dos me®dia?!

Vemos aqui em baixo um gráfico sobre os casos de vírus da China na Coreia do Sul, nos últimos 30 dias: vemos como no espaço de um mês se deu o pico e o decréscimo abrupto de novas infecções com o vírus da China nesse país.

Não há nenhuma razão objectiva e racional para crer que, no país do senhor Bruno Arroja, a evolução da epidemia seja diferente — a não ser que esse senhor (e os me®dia) faça parte de uma agenda política com interesse na propagação do medo na população.

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Quinta-feira, 5 Março 2020

Na Austrália, a Esquerda não quer que os carros do Estado sejam racistas

Uma senadora da Esquerda australiana exige que os carros do Estado não sejam da cor branca, alegadamente (ver vídeo abaixo) porque “a cor branca reflecte o passado colonial”.

Quarta-feira, 19 Fevereiro 2020

A Teresa Leal Coelho faz, dos portugueses, estúpidos; e talvez tenha razão

Teresa Leal Coelho é uma criatura abjecta. Desde que a conheço no PSD que tenho esta ideia. Teresa Leal Coelho foi uma das razões por que me afastei do PSD.

teresalealcoelho-webA Teresa Leal Coelho aplica à legalização da eutanásia o mesmo raciocínio que aplicou à legalização do aborto: “ninguém é a favor do aborto…mas temos que legalizar o aborto”; “toda a gente é contra o aborto…mas o aborto tem que ser permitido”.

Imagine-se a seguinte proposição:

“Ninguém é a favor do homicídio…mas, em alguns casos, temos que despenalizar o homicídio… o que não significa que legalizemos o homicídio.”

Depois, vem o eufemismo que consiste em distinguir a “despenalização” do acto, por um lado, da “legalização” do dito, por outro lado. Para a Teresa Leal Coelho, “despenalizar um crime” não significa “legalizar esse crime”.

Esperteza saloia, a da criatura.

¿Alguém me sabe dizer quantos abortos “legais” foram realizados em Portugal após o prazo limite de gravidez estipulado pela lei? Ninguém sabe, porque não interessa saber, e porque são danos colaterais que decorrem da própria aplicação da lei.

A seguir, a referida criatura tergiversa sobre os “casos excepcionais” a que se aplica a legalização da eutanásia em Portugal — como se a experiência da legalização da eutanásia em outros países não exista.

A Teresa Leal Coelho faz, de todos nós, estúpidos.

Depois, a criatura confunde propositadamente “atenuante de uma pena aplicável a um crime”, por um lado, com “despenalização de um crime”, por outro lado. Para a Teresa Leal Coelho, um atenuante em um crime pode ser o meio caminho para a “despenalização” desse crime. E é esta gente que é especialista em Direito.

E, finalmente, a prepotência política da perversa criatura : os referendos que dizem respeito aos direitos e liberdades de cada um, não devem ser permitidos; somos nós, a elite política, que substitui a vontade do povo, e que decide de forma discricionária, em acto gratuito ou ao sabor da moda do Zeitgeist.

Para o idiota JCD, nada se altera com os factos

Eu tenho imensa dificuldade em entender um idiota, porque a sua idiossincrasia escapa a qualquer categorização ou generalização. Cada idiota é um caso único; o idiota é a expressão de um nominalismo total.

Porém, há um mínimo múltiplo comum dos idiotas: a capacidade coriácea de auto-imunização em relação à experiência.

Um indivíduo que se diz “libertário de Direita” e, simultaneamente, defende a ideia segundo a qual o Estado deve matar gente em hospitais estatais (alegadamente “a pedido”), é um perfeito idiota.

E quando esse indivíduo é imune a qualquer tipo de experiências nas áreas que aborda (fazendo de conta que a sua visão das coisas não tem precedentes nem antecedentes), estamos em presença de um idiota perigoso, isto é, de um estúpido.

Segundo Cipolla, «o estúpido é a pessoa mais perigosa que existe.»

Segunda-feira, 10 Fevereiro 2020

Ó Diogo Faro: levanta esse focinho!, e fareja!

Um palerma, de seu nome Diogo Faro, escreve o seguinte:

“A Cristina [Miranda] é anti-feminista, logo, essencialmente é contra a igualdade de género.”


pass-auf-ao-burro-webOu seja, o asno parte do princípio de que as feministas [em geral] são “a favor da igualdade de género”.

Desde logo, não sabemos o que ele quer dizer com “igualdade”: ¿será que “igualdade”, na opinião do burro, é o “direito” da mulher a ter um pénis? — porque se a uniformidade sexual dos dois sexos for um critério de igualdade, nem vale a pena continuar a “cumbersa”!

Se as feministas (em geral) fossem a favor da igualdade de direitos naturais dos dois sexos” (é nisto que consiste verdadeiramente a “igualdade de género”), então seriam elas (as feministas) as primeiras a criticar a condição feminina nos países de maioria islâmicao que não acontece!, devido à aliança entre Karl Marx e Maomé.

O chamado “feminismo” é um instrumento ideológico e de acção política do neomarxismo.

Ao lermos o texto todo do burro Diogo, verificamos o enorme problema de indigência cognitiva em Portugal: é gente desse calibre que controla a política e os me®dia!

É caso para dizer: Ó Diogo Faro: abre esses olhos, mula! Levanta esse focinho, e fareja!


Nota: embora o textículo do asno em epígrafe seja de 8 de Fevereiro de 2020, o texto original da Cristina Miranda é de 4 de Março de 2019.

Quinta-feira, 6 Fevereiro 2020

António de Oliveira Salazar, “o maior português de todos os tempos”

António de Oliveira Salazar foi eleito pela opinião pública portuguesa o maior português de todos os tempos. Portanto, a julgar pela opinião da Isabel Moreira e de um tal Anselmo Crespo, 41% dos portugueses que votaram em Salazar são fassistas, racistas, xenófobos, homófobos, sexistas, transfóbos, capitalistas, e com “cheiro bafiento a um nacionalismo retrógrado” (sic);

—  que horrível cheiro a povo !!!!


O tal Anselmo Crespo — que eu penso que seja jornalista — não sabe escrever em português: não tem uma noção correcta da sintaxe da língua. Senão, vejamos:

«Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado. Entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos. Onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós tem que assumir claramente o que é, o que defende e o que quer para o seu país.»

Correctamente, ele deveria ter escrito:

“Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado; entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos, onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós (plural) têm que assumir claramente o que são, o que defendem e o que querem para o seu país”.

É merda deste calibre que é “jornaleiro” e pretende formatar a opinião pública neste país.


Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo”.

Noto que, para o Anselmo, existe um certo “nacionalismo retrógrado” — o que significa que poderá existir eventualmente um nacionalismo que não seja “retrógrado” (o que já não é mau de todo!); mas ficamos sem saber o que é o tal “nacionalismo retrógrado”, por um lado, e por outro lado não sabemos como estes intelectuais de merda imaginam a democracia sem o EstadoNação!

A contradição entre a defesa da democracia, por um lado, e por outro lado a crítica feroz ao nacionalismo (defendendo, assim, a erradicação do Estado-Nação), tem como consequência um estado de dissonância cognitiva que revela a estupidez dos “intelectuais” portugueses em geral — incluindo a Isabel Moreira.

Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo” — são os donos da democracia a decretar que toda a gente é populista, excepto eles próprios (como seria de esperar!): são eles os únicos santos políticos canonizados nos altares das lojas maçónicas sob os auspícios do conceito de "Vontade Geral" de Rousseau.

Segunda-feira, 3 Fevereiro 2020

A Raquel Varela e a falácia “Tu Quoque” : o branqueamento dos crimes do comunismo

Eu vou tentar moderar a minha linguagem… quando leio este textículo da Raquel Varela. (ver ficheiro PDF).

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Desde que a Raquel Varela escreveu que “as ciências sociais têm as mesmas características das ciências exactas”, já nada me admira vindo daquela cabecinha chocha.

Diz ela que o parlamento europeu declarou que “o nazismo e o comunismo são a mesma coisa — o que é absolutamente falso! A Raquel Varela não tem a noção de equivalência: como boa comunista, na Raquel Varela a diferença é vista como manifestação de indesejável hierarquia.

Duas coisas “equivalentes” não são “iguais”, e muito menos são “idênticas” (não são a “mesma coisa”).
Por exemplo, escrever que “2+2=4” significa que “2+2” e “4” são expressões equivalentes — mas não significa que “2+2” e “4” são a “mesma coisa”.

Dá-me a sensação de que os cursos universitários de História (e os respectivos mestrados) são imunes à Filosofia. E, lendo pessoas como a Raquel Varela, dá-me a sensação de esse tipo de gente é imune à experiência, por um lado; e, por outro lado, vive em função de uma Fé Metastática que faz com que a utopia se sobreponha à realidade. Verdadeiramente assustador!

É claro que o comunismo e o nazismo não são a “mesma coisa”! O comunismo conseguiu a proeza de ser pior — nas suas consequências em perdas de vidas humanas — do que o nazismo!

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “o comunismo é pré-marxista”, é extraordinariamente idiota — porque teríamos que considerar, por exemplo, que o socialismo francês (do século XIX) era comunista (o que não é verdade), ou que a sociedade de Esparta seria um modelo social recomendável.

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “foi a Alemanha (nazi) que invadiu a a URSS, mas não foi a URSS que invadiu a Alemanha ”, pretende fazer esquecer a invasão da URSS dos países do leste da Europa, nomeadamente a Checoslováquia e a Hungria.

Através da falácia "Tu Quoque", a Raquel Varela pretende branquear os crimes do comunismo.

Três décadas depois da queda do muro de Berlim, é espantoso como ainda existe gente da índole da Raquel Varela. Esta gente é imune à experiência; há qualquer coisa de psicopata nessa aversão aos factos e à realidade.

Como escreveu Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas, sejam o nazismo ou o comunismo, por exemplo) contém três elementos de natureza totalitária: 1/ a pretensão de explicar tudo; 2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência; 3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia (delírio interpretativo) a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Finalmente, e depois de mais de uma centena de milhões de vítimas mortais do comunismo, vem, de gente como a Raquel Varela, o argumento de que “Aquilo, no passado (da URSS, da China, etc) , não foi o verdadeiro socialismo! Dêem-me o poder absoluto e eu irei construir o verdadeiro socialismo”.

Esta gente é destrambelhada! E muito perigosa!

Terça-feira, 28 Janeiro 2020

Temos que saber viver com este tipo de “liberalismo”

O Telmo Três Nomes escreve o seguinte:

«Deirdre McCloskey é uma académica de excelência internacional e das mais interessantes cabeças da actualidade.»

Vivemos numa época em que, quem é voluntariamente capado, passa a ser um génio; e quem toma no cu é “tomaticamente” inteligente.

É o caso de Donald McCloskey: primeiro, tomou no cu, o que fez dele um indivíduo inteligente; e depois castrou-se, em um acto final de afirmação de genialidade.

E o Telmo Três Nomes aplaude a inteligência e a genialidade do baitola.

Sábado, 25 Janeiro 2020

Burro todos os dias ! (graças a Deus! Mas já não há paciência!)

Segundo este “liberal”, “um democrata-cristão não é um liberal clássico” :

«Quanto à democracia-cristã alemã, há que ter em conta que os seus dois nomes maiores – Konrad Adenauer e Ludwig Erhard – eram, sobretudo o segundo, verdadeiros liberais clássicos, influenciados pelo pensamento austríaco de Menger e Mises, graças ao que a reconstrução alemã foi um êxito. Por isso, ser hoje «democrata-cristão» à alemã só pode significar uma coisa: ser liberal.»

O burro confunde Menger e Mises (coloca os dois no mesmo saco; e chama a isso “liberalismo clássico”) — como se o Marginalismo de Menger estivesse directamente ligado à escola económica escocesa a que se convencionou chamar de “liberalismo clássico”. É este tipo de asno que faz opinião em Portugal.

Ademais, o burro ignora que os princípios económicos basilares o chamado “liberalismo clássico” já existiam desde finais do século XVI, em Espanha e com a contra-reforma católica, nomeadamente com o clérigo católico Francisco Suárez (1548-1617), entre outros intelectuais católicos.

A originalidade da “escola escocesa” (o chamado “liberalismo clássico”) consistiu em reunir as teorias económicas esparsas previamente existentes (desde o espanhol Suárez até ao Boisguilbert e aos fisiocratas franceses) e transformá-las em doutrina sob a influência da filosofia do escocês David Hume — por exemplo, com Adam Smith (1723-1790).

Carl Menger não é “liberalismo clássico”. Carl Menger é Marginalismo.

A principal razão por que o CDS caiu no abismo foi correctamente diagnosticada pela Helena Matos em um recente artigo — a despolitização da Direita: ou seja, a redução de toda a realidade (incluindo a realidade política) à teoria económica marginalista (é isto que o burro defende). Mas nem os artigos dos seus colegas de blogue consegue ler!

Afirmar que a democracia-cristã não defende os princípios económicos do “liberalismo clássico”, não lembra ao careca. Só pode vir de um grande asno.

Para o burro, ser “liberal” é defender um modelo de sociedade onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes (ou seja, “vale tudo, até arrancar olhos!”); mas o “liberalismo clássico” não defende isso: basta verificarmos que a teoria económica de Adam Smith está imbuída de uma ética claramente cristã, que por isso não é utilitarista (no sentido de “utilitarismo” dado por Bentham que foi um dos precursores do socialismo).

Na teoria económica de Adam Smith, não há o “cálculo de prazeres” típico do utilitarismo, nem mesmo no plano económico.

Não sei qual é a confusão naquela cabeça asnil que faz com que a democracia-cristã seja por ela considerada “anti-capitalista”. Aconselho o asno a ler “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de 1905, de Max Weber. Aprende burro!

Sábado, 18 Janeiro 2020

A crítica de Alberto Gonçalves a André Ventura

«André Ventura aborreceu-se por não ser chamado a conviver com o lixo, atitude curiosa que traduz na perfeição a ambiguidade dele, dos seguidores dele e dos inimigos dele.

(…)

André Ventura queixa-se do desprezo do “sistema” que afirma combater.

(…)

A maior e mais indiscutível virtude do Chega é a capacidade de horrorizar criaturas horrorosas.»

Alberto Gonçalves


O Alberto Gonçalves tem razão em algumas críticas que faz a André Ventura — por exemplo quando aquele diz (implicitamente) que o André Ventura é muitíssimo vulnerável ao ataque ideológico vindo da Esquerda. É verdade.

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A mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

Porém, o Berto perde a razão quando diz que o Passos Coelho é melhor peça do que o Ventura — alegadamente porque este último é detentor de uma “bazófia nacionalista” (ao contrário de Passos Coelho, que felizmente vendeu o país inteiro por dez mil reis de mel coado), de uma “subtil aversão ao capitalismo e à globalização” (o que é falso, desde logo porque “globalização” não é a mesma coisa que “globalismo”, e depois porque o programa do CHEGA é de um capitalismo ortodoxo; só não vê quem é Betinho cegueta).

Ademais, quando o Berto não tem argumentos plausíveis, opta por chamar o seus interlocutores ideológicos de “malucos” (o Beto anda a aprender umas coisas com a Isabel Moreira).

O que me chateia em certo tipo de “liberais”, como é o caso do Berto, é o que nunca dizem claramente aquilo com que concordam; tal como os defensores da Teoria Crítica, só revelam publicamente aquilo com que não concordam. Ficamos com um vago esboço acerca do que eles pensam através de uma análise negativa.

“O liberalismo prega o direito do indivíduo ao embrutecimento, desde que esse embrutecimento não estorve o embrutecimento do seu vizinho.”Nicolás Gómez Dávila 

Para o Betinho, “a família é matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”; e por isso, o Ventura não teria que entrar pela “exaltação vazia da família”, por exemplo, quando este critica o "casamento" gay. Para o Beto, o "casamento" gay e adopção de crianças por pares de invertidos são supostamente “porreiros pá”, porque fazem parte de “matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”a mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

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