perspectivas

Quarta-feira, 24 Abril 2019

O grande erro da Conferência Episcopal Portuguesa: adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook

 

A Conferência Episcopal Portuguesa pretende cativar a juventude através da banalização das Escrituras; mas a estratégia de marketing ideológico não irá certamente resultar: quem não é jovem não irá à missa por causa da vulgarização do discurso doutrinal; e quem é jovem não vai à igreja porque pode tratar Deus por “tu”. Eu, pelo menos, vou deixar de ir à missa católica se o Padre começar a tratar Deus por “meu cunhado” ou “tiozinho da aldeia”, ou coisa que o valha.

Nova tradução da Bíblia trata Deus por  tu  e altera orações como o Pai Nosso

Um absurdo, tudo isto. O clero continua um processo de deterioração hermenêutica e simbólica das Escrituras, fenómeno que já vem do Concílio do Vaticano II.

O clero progressista nunca decepciona quem é apreciador do ridículo — é este o clero que hoje absolve os pecados, em vez de absolver os pecadores.

Antes do Concílio do Vaticano II, os clérigos tontos (da espécie do Frei Bento Domingues) atacavam a Igreja — os mesmos tontos que hoje a reformam.

O progressismo católico é uma tentativa de adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook, e a outras opiniões patrocinadas pelas agências de notícias e por agentes de publicidade.

A degradação do Cristianismo, da responsabilidade do clero, já não é somente ética: é sobretudo sociológica.

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Quarta-feira, 20 Março 2019

Uma pessoa “Intersexo” ou é biologicamente XY (homem) ou é biologicamente XX (mulher)

 

Não há volta a dar: não me venham com merdas!

Do ponto de vista da biologia, uma pessoa dita “intersexo” ou tem cromossomas XY ou XX (não se inclui aqui o chamado “hermafroditismo”, que não é propriamente “intersexo”: o hermafroditismo não é apenas uma anomalia: é uma condição patológica!).

Não há, do ponto de vista cromossómico, “meio-sexo”; não há pessoas com cromossomas XYXX, ou coisa que o valha (excepto com a patologia hermafrodita); não há pessoas com cromossomas LGBTI.

Existem pessoas com cromossomas XYX ou XXX (um cromossoma a mais), mas nestes casos não há diferença entre as características sexuais internas e externas (ovários e vagina, por exemplo): o que existem, nestes casos, são problemas de níveis hormonais elevados.

Embora seja uma anomalia rara, uma pessoa “intersexo” tem os cromossomas de uma pessoa normal (ou XX, ou XY); ou seja, uma pessoa “intersexo” é biologicamente masculina ou feminina.

Terça-feira, 12 Março 2019

O Observador e as escrevinhadoras com cabeça de alho-chocho

 

O maior problema que temos na nossa democracia não são já os ignorantes, mas antes é a ignorância dos licenciados das academias, detentores de alvarás de inteligência, e que escrevem nos me®dia — como é o caso da maior parte dos escriturários de alpaca que escrevinham no Observador. É o caso, por exemplo, de uma jovenzinha que dá pelo nome de “Teresa Cunha Pinto” (sempre e invariavelmente os três nomes!):

“A lei da paridade é não só uma lei extremamente discriminatória e por isso injusta como tenta favorecer um dos sexos em detrimento do outro quando o que deve estar em cima da mesa é o mérito. O mérito falará pelas mulheres e pelos homens deste mundo.

(…)

Uma sociedade igualitária prende-se com relações que se caracterizam pela entre-ajuda e pela correcta e justa divisão das responsabilidades. Não queiramos atribuir funções a cada um dos sexos quando enquanto sociedade conseguimos ver que a diferença nos une e nos torna, também, iguais”.

Ainda sobre a mulher, o feminismo e a lei da paridade

Aquela pobre criatura não se deu conta de que os dois parágrafos citados (e da sua lavra) são contraditórios entre si — porque a lei da paridade só faz sentido em uma sociedade igualitária. Não é possível (logicamente) ser contra a lei da paridade, por um lado, e por outro lado ser a favor de uma sociedade igualitária.

Atribuir funções endógenas a cada um dos sexos é inevitável; desde logo, por exemplo, porque o homem não pode parir. E ainda estou para ver quantas mulheres trabalham em minas de carvão, por exemplo.

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Esta coisa do “feminismo” já começa a meter nojo; e este assunto só me incomoda porque a imbecilidade de certas mulheres (do género da supracitada) tem audiência garantida — este tipo de mulheres idiotas fazem escola, em uma espécie de imbecil colectivo que alimenta a idiotização progressiva (e progressista) da sociedade.

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Quinta-feira, 31 Janeiro 2019

O pensamento empedernido do galopim do carvalho

 

O galopim escreveu:

“Foram as pedras e os fósseis, que muitas delas trazem dentro, que nos deram a conhecer a origem e a evolução da Terra e da Vida, ao longo de centenas de milhões de anos (Ma). Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida e, através do cérebro humano, adquirir capacidade de pensar”.


Só uma pessoa com os neurónios enrijecidos e fossilizados, cristalizados no sistema ortorrômbico ou triclínico, pode afirmar que o cérebro humano adquiriu capacidade de pensar a partir das pedras e da matéria inerte.

O galopim tem um pensamento empedernido; da mente dele já não sai nada senão ideias fossilizadas.

O galopim faz lembrar o alemão Ernst Haeckel, que no século XIX afirmava que a célula viva era uma coisa muito simples e que surgia espontaneamente da lama depois de uma chuvada. Mas o Ernst Haeckel tinha atenuantes: no século XIX ainda não existia, por exemplo, a bioquímica — ao contrário do galopim que viveu a passagem do século XX para o XXI, e que é de facto um burro catedrático!

O galopim do carvalho é uma besta! Mas é solenemente citado por outras bestas alcandoradas na Academia coimbrinha, como é, por exemplo, o Carlos Fiolhais.

Mas reparem bem na besta: “Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida”.

Trata-se de um pensamento dogmático; trata-se de uma religião — a organização da matéria inerte é vista como detentora de um sentido metafísico que tem por objectivo final a geração da inteligência humana.

O galopim é tão burro (quase tão estúpido quanto é o Carlos Fiolhais ) que, na sua saga contra a metafísica, não consegue ver que ele próprio defende uma espécie de religião.


Ver o artigo do galopim em formato PDF.

Terça-feira, 22 Janeiro 2019

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

 

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Quando a Catarina Martins disse um dia que “as políticas do Bloco de Esquerda são necessárias para salvar o capitalismo”, estava em perfeita comunhão com o Adolfo Mesquita Nunes. As diferenças entre o Bloco de Esquerda e o CDS de Assunção Cristas andam muito esbatidas.

Em 2017, a Suécia (por exemplo, foi o quarto país da OCDE com mais impostos por percentagem do PIB (44% dos rendimentos dos suecos é para dar de mamar ao Estado). A Finlândia foi o quinto país com mais impostos (43,3% dos rendimentos para o Estado). A Dinamarca é o segundo país que mais impostos cobra (46%). A França está em primeiro lugar (em 2017) com 46,2% para sustentar os milhões de imigrantes Maome(r)das (com quatro mulheres e cinquenta filhos) que não trabalham.

Em Portugal, esta percentagem é de 34,7%. Portugal está na média dos países da OCDE, a par com a Espanha.

O que o Adolfo Mesquita Nunes pretende dizer é que é necessário colocar o nível percentual dos impostos em Portugal na casa dos 45% do PIB português. O CDS de Assunção Cristas é a favor do aumento de impostos.

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

Sábado, 22 Dezembro 2018

A Raquel Varela e os "gilets jaunes" Tugas

Diverti-me lendo a “análise” da Raquel Varela em relação à Manif dos coletes amarelos portugueses — em dois textículos: o primeiro com o título “Steve Banon, chegou?”, e o segundo titulado “Uma vitória para a direita e outra para extrema-direita”.


1/ A posição da Raquel Varela em relação aos "gilets jaunes" lusitanos é ambígua — porque, por um lado, ela critica os me®dia que, falando tanto da “Manif de extrema-direita”, fizeram a propaganda da chamada “extrema-direita”; e, por outro lado, a Raquel Varela diz que os motivos da Manif dos "gilets jaunes" de “extrema-direita” são justos (“salário mínimo, descida de impostos”).

E depois há uma contradição da Raquel Varela: ela esconde o facto de a Esquerda ser endogenamente contra qualquer descida geral de impostos, porque o próprio princípio de redução de impostos, entendido na cultura antropológica e exclusivamente em si mesmo, coloca em risco o estatuto (cultural) da omnipotência do Estado socialista.

“Esquerda” e “redução geral de impostos” são dois conceitos contraditórios nos seus próprios termos.

Por isso é que os me®dia (maioritariamente de Esquerda) criticaram a Manif dos "gilets jaunes" Tugas: se estes reclamam “descida de impostos” → só podem ser da “extrema-direita” — quando, de facto, é exactamente o contrário: eu ainda não vi, por exemplo, a Marine Le Pen a reclamar “descida de impostos” em França e em termos gerais, embora ela “cavalgue” habilmente os "gilets jaunes" franceses: o mais que ela faz é reclamar contra a descida de impostos (decretada pelo psicopata Macron) dos mais ricos.

A chamada “extrema-direita” francesa não é contra o roubo dos impostos: constitui-se apenas como uma forma nacionalista de socialismo.

(more…)

Quinta-feira, 25 Outubro 2018

QI baixo, mas com alvará de inteligente

 

O Ludwig Krippahl voltou ao problema da Teodiceia. Parece um disco de vinil riscado. Baixo QI: não há argumento racional que valha.

 

Sobre o problema da Teodiceia, ler o que eu escrevi aqui em 2014. Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe o texto (a não ser que a sua carreira profissional dependa de um alvará de inteligência politicamente correcto).

A Assunção Cristas e o Asno de Buridan

 

Temos aqui um “post” no Corta-fitas assinado por Henrique Pereira dos Santos.

Diz ele que a Assunção Cristas assumiu uma “posição moderada” ao afirmar que, entre Hadad e Bolsonaro, ela não votaria em nenhum deles. Ou seja, para a Assunção Cristas não há voto útil — a não ser que o voto útil seja no CDS dela.

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A Assunção Cristas — que visitou a mesquita de Lisboa e foi orgulhosa- e alegremente tratada como um ser humano de segunda classe — diz que é a representante da Não-esquerda em Portugal. E por isso é que até a Mariana Mortágua se ri dela.

Diga-se, em abono da verdade, que não estou a ver a Mariana Mortágua a visitar a mesquita de Lisboa e ser por lá tratada como um ser inferior…

A Assunção Cristas, tal como o tal Henrique e quejandos, padece de um Complexo de Inferioridade Moral imposto pela Teoria Crítica  marxista cultural.

Esse complexo de inferioridade moral impõe-lhes o politicamente correcto como uma espécie de “burocracia do espírito”.

Perante as invectivas (muitas vezes irracionais e até fazendo lembrar a Inquisição medieval) do marxismo cultural, a Não-esquerda entra em pânico moral e, no caso vertente, a Assunção Cristas faz lembrar o Asno de Buridan  (a “liberdade da indiferença”, o grau mais limitado da liberdade).

Quarta-feira, 17 Outubro 2018

Quando ouço falar em “mundo melhor”, fujo a sete pés !

 

PROBLEMAS, CONJECTURAS E TEORIAS PARA UM MUNDO MELHOR

Sábado, 22 Setembro 2018

Os irmãos Dupont e Dupond, na TSF aos Sábados

 

O Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva fazem lembrar as figuras dos irmãos Dupont e Dupond, da banda desenhada do Tintin.

Direi mesmo mais !: as figuras dos irmãos Dupont e Dupond, da banda desenhada do Tintin, fazem lembrar o Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva.

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Sábado, 15 Setembro 2018

A complexidade do pensamento do João César das Neves acerca de Donald Trump

 

Os “intelectuais” portugueses são a prova provada daquilo a que Olavo de Carvalho chamou de “imbecil colectivo” — por exemplo, quando vemos o João César das Neves a perguntar ¿quem é Donald Trump?

dating-a-nazi-webAntes de ser eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump era uma figura pública muito estimada no seu país — e a tal ponto que o próprio Obama afirmou (há anos) que “Donald Trump é o exemplo do sonho americano”. Mas o burrinho João César das Neves questiona-se sobre quem é Donald Trump

Depois, o burro tergiversa sobre o conceito de “totalitarismo”, escrevendo asneiras à boleia de Hannah Arendt. Meu caro João: a Hannah Arendt não tem culpa de você ser burro!

O burrinho (mas com alvará de inteligente!) escreve que Putin é um “tirano orgânico” — mas a Angela Merkel é (seguramente) democrata: ela foi eleita quatro vezes seguidas, e ele também; mas ele é “tirano orgânico”, e ela é democrata.

É assim que a merda dos intelectuais que temos interpretam a realidade (a começar pelo José Pacheco Pereira, que comanda o imbecil colectivo). Quando convém aos intelectualóides de urinol da nossa praça, a democracia é tirania ou vice-versa.

O problema do João César das Neves — assim como o de toda a classe política portuguesa, com excepção, talvez, do Partido Comunista — é o alinhamento com a plutocracia globalista: quem não alinha com o globalismo dos mais ricos do mundo, ou é chanfrado ou é nazi. E como Donald Trump desafia o globalismo, ou é chanfrado ou é uma espécie de nazi. O pensamento do João César das Neves acerca do Donald Trump resume-se a isto.

Quinta-feira, 6 Setembro 2018

Comparado com isto, o Bloco de Esquerda é de direita

 

A Esquerda americana pretende descriminalizar o tráfico de drogas (duras e leves) e descriminalizar o roubo em estabelecimentos comerciais (por exemplo, uma pessoa rouba num supermercado e depois não lhe acontece nada).

 

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