perspectivas

Domingo, 20 Agosto 2017

A estupidez ignorante da Raquel Varela

 

Um dias destes, escrevi um comentário em um artigo do FaceBook que versava sobre as zonas de estacionamento destinadas aos deficientes motores:

“Eu estaciono nessas zonas, e saio do carro a mancar.”

Bem!, o leitor não imagina o chorrilho de insultos a que fui sujeito por gente da Esquerda.

Porém, acontece que a minha piada sobre o “mancar” era abstracta, ou seja, não se dirigia a ninguém em concreto; mesmo assim fui insultado do pior.


A Raquel Varela escreve o seguinte:

“Gosto do humor de João Quadros, mesmo quando não gosto das suas piadas. O que não tem piada alguma é definirmos colectivamente quais os limites do humor. Além disto – e isto é a liberdade de criação de um artista, não é pouco – o alvo da piada de JQ foi o fascismo e não a esposa de Passos Coelho. Quem não entendeu isto tem ou má vontade ou ignorância, a ambas não se deve ceder”.

Uma coisa é dizer uma piada sobre “mancos” (em geral), por exemplo; outra coisa, bem diferente, Ó Raquel!, é dizer uma piada sobre “aquele manco” em particular. Portanto, o limite do humor é o ad Hominem — mas não estejamos à espera que a estúpida criatura entenda isso: é muita “História” naquela cabecinha de alho chocho.

Além de não saber qual o limite do humor (o ad Hominem), a Raquel Varela pretende dizer que qualquer discurso depende da sua interpretação — o que exponencia a estupidez da criatura: diz ela que “o alvo da piada de JQ foi o fascismo e não a esposa de Passos Coelho”; ou seja, nós é que interpretamos mal.


"Interpretar" pode ter basicamente três sentidos:

  • tornar claro, encontrar um sentido escondido, hermenêutica;
  • deformar, desfigurar;
  • abordar uma obra de maneira a exprimir-lhe sentido; exegese.

No caso da Raquel Varela, “interpretar” é “deformar”.

raque-varela-wc-webGadamer defendeu a ideia segundo a qual o acto de compreender comporta três momentos: a apreensão da ideia original (ou compreensão propriamente dita), a interpretação, e a aplicação.

Por exemplo, podemos compreender o conceito de “virtude”, segundo Aristóteles, e conforme a sua ideia original. Depois, interpretarmos (à nossa maneira) esse conceito original, mesmo deturpando-o ou desfigurando-o, de forma "nova" e "diferente", a cada instante e conforme ao espírito de cada época. E finalmente podemos aplicar e adaptar, a cada situação concreta, essa interpretação.

Os três momentos — compreensão, interpretação e aplicação — são indissociáveis porque não pode existir compreensão sem interpretação, na medida em que a significação que podemos deduzir no fim de uma investigação nossa, encontra-se também no princípio da investigação, devendo o investigador antecipar sempre a significação consoante os seus interesses privados e as suas escolhas pessoais.

No entanto, a interpretação de uma ideia não se desliga, total ou parcialmente, da intenção dessa ideia.

Por exemplo, não é legítimo nem racional que se interprete a Bíblia num sentido oposto ou contraditório em relação às ideias originais nela expressas.

Ou seja, quando a interpretação é desprovida de lógica e de bom-senso, é deformação e desfiguração. Para a Raquel Varela, interpretar é deformar o significado original de uma determinada ideia. Por isso é que ela estudou História: para a deformar e desfigurar.

E se fizer uma exegese da piada de João Quadros, chegaremos à conclusão inevitável de que não é eticamente aceitável que se ataque politicamente uma determinada pessoa, por exemplo, através do ataque ad Hominem em relação à sua esposa ou à sua filha ou à sua bisneta (que o diga o Daniel Oliveira).

A Raquel Varela é um símbolo da putrefacção moral e intelectual da Esquerda — porque não podemos esperar do mentecapto João Quadros outra coisa; mas de uma criatura que aparece nos me®dia, esperaríamos pelo menos o silêncio acerca deste assunto.

Domingo, 13 Agosto 2017

Raquel Varela: é o sol na eira e a chuva no nabal

Filed under: Comunismo,marxismo,Raquel Varela — O. Braga @ 12:06 pm

 

“A onda de violência contra os turistas em Espanha, que não subscrevo – não tenho admiração alguma por violência gratuita ou aquela tese da violência entre trabalhadores como sintoma da violência do Estado e outras palermices – tem um fundo muito elementar, o drama não são os turistas (eu sou turista em muitos lugares) mas as rendas da propriedade em busca desesperada de valorização fora da produção – onde cai a taxa de lucro. Estas rendas estão a tornar a cidade para a maioria dos habitantes – de Paris ao Rio – num espaço inabitável para quem esteja lá mais do que 3 dias.”

Raquel Varela


Imaginemos uma renda de 500 Euros mensais para um T2 na zona da Boavista, no Porto.

São 6.000 Euros anuais brutos. Retiremos os 7% mensais da praxe para a imobiliária que tratou de alugar o apartamento: menos 420 Euros anuais = 5.580 Euros. Além disso, a imobiliária cobra uma renda inteira: menos 500 Euros = 5.080 Euros.

Depois temos o IMI : menos 250 Euros anuais = 4.830 Euros.

Depois temos as despesas de condomínio: 600 Euros anuais. Ou seja, 4.830 Euros menos 600 Euros = 4.230 Euros.

Depois temos o IRS: 28 % sobre 4.230 Euros = menos 1184,40 Euros = 3.045,60 Euros.

Ora, 3.045,60 Euros a dividir por 12 meses dá 253,80 Euros mensais — o que até não seria um mau rendimento mensal (livre de impostos) para o senhorio.

Mas o problema é que o apartamento necessita de manutenção : um cilindro que avaria, uma pintura de vez em quando, o vídeo-porteiro que avariou, o sistema de canalização que necessita de ser reparado ou/e renovado, trabalhos de carpinteiro aqui e ali, trabalhos de electricista, etc..

Portanto, o senhorio tem que ter uma reserva no mínimo de 1.000 Euros anuais para obras de manutenção de urgência — ou seja, 85 Euros mensais a menos = dá um rendimento líquido de 168 Euros por mês para um T2 em uma zona nobre da cidade do Porto. É um fraco rendimento para um investimento actual que ronda os 150 mil Euros (o custo de um T2 de boa construção em uma zona central da cidade do Porto).

Investir 150 mil Euros para ter um rendimento mensal líquido de 160 Euros, é negócio de burro. É só fazer as contas. Mas a Raquel Varela diz que “as rendas estão caras”.

Em primeiro lugar, para a Raquel Varela não há um “mercado”; tanto faz uma casa no centro de Lisboa como uma outra na Amadora. A mentalidade e a doutrinação comunista bloqueia a noção de “mercado”.

Em segundo lugar, na mente comunista da Raquel Varela, os impostos não podem baixar: o IMI e os 28% sobre o valor da renda, depois de deduzidas as despesas, é chupa-chupa (no cu do senhorio). Na mentalidade comunista, a única coisa que pode baixar ad infinitum é o rendimento do investidor / senhorio.

Sexta-feira, 10 Março 2017

A Raquel Varela tem uma mentalidade fascista

Filed under: censura,Comunismo,Esquerda,Estado,fascismo,liberdade,Raquel Varela — O. Braga @ 7:51 pm

 

A Raquel Varela pouco se distingue de uma agente comunista da STASI: ela é a favor da censura da opinião.

Talvez ela possa aprender alguma coisa com o Ludwig Krippahl — embora o fascismo seja caracterizado pelo controlo apertado do Estado sobre o cidadão: e ¿não é este controlo estatal sobre tudo o que mexe (a começar pela economia) que o partido “Livre” do Ludwig Krippahl defende?

 


“Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução.

Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.

O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem. »

→ Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”

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