perspectivas

Quinta-feira, 11 Abril 2019

“Why Liberalism Failed” (Patrick Deneen) — Parte 2

Filed under: Esta gente vota,filosofia,Raquel Varela — O. Braga @ 2:55 pm
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O chamado “liberalismo” evoluiu para um nominalismo radical, que se revela (no seu absurdo esplendor) quando se transforma a excepção em regra (a negação “liberal” do juízo universal, o que é uma característica do politicamente correcto e/ou marxismo cultural) — como podemos ver neste artigo no Insurgente assinado por um tal Martinho.

patrick-deneen-webEsse Martinho é de opinião segundo a qual um marxista pode defender a liberdade de expressão  (!).

De duas, uma: ou a Raquel Varela e o Ricardo Araújo Pereira não são marxistas, ou a defesa da liberdade de expressão (por parte destas duas avantesmas marxistas) faz parte de uma estratégia do processo dialéctico” de instauração de um regime marxizante em Portugal.

Afirmar que (por exemplo) a marxista Raquel Varela defende a liberdade de expressão, é um oxímoro só possível vindo da parte de um “liberal” que já perdeu as suas referências históricas — e é o que se passa com o actual “liberalismo”, não só em Portugal mas também um pouco por todo Ocidente.

Hoje, aplica-se integralmente, em relação ao chamado “liberalismo”, esta frase de Eric Voegelin:

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. »

Ou seja: quando as referências históricas do liberalismo político desvanecem-se da memória dos actuais “liberais”, a epistemologia  desaparece e só lhes resta a mera opinião. E a opinião não é necessariamente científica, porque não se escora necessariamente em factos e na experiência.

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Sexta-feira, 11 Janeiro 2019

A Raquel Varela, a historiadora da treta; e a falácia de Parménides

Filed under: História,Raquel Varela — O. Braga @ 6:50 pm
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A falácia de Parménides consiste em uma falácia lógica que resulta da comparação de tempos diferentes, por exemplo, estabelecer a certeza de um determinado futuro baseando-se no presente, ou fazer juízos de valor acerca de um passado longínquo, estabelecendo como paradigmas de análise, os valores do presente.

É o tipo de argumentação que vai buscar ao passado as premissas que permitem a validação de uma determinada conclusão, no presente; como se o tempo não tivesse passado.


Dou um exemplo de falácia de Parménides: alguém dizer que “os políticos da Idade Média foram cruéis porque não empreenderam quaisquer iniciativas científicas no sentido de debelar a peste negra”.


A Raquel Varela, que se diz “historiadora”, utiliza muitas vezes a falácia de Parménides — por exemplo, quando ela diz que, no princípio da década de 1960, “em Lisboa as crianças ainda morriam de cólera e infecções provocadas por mordidas de ratos, porque 90 mil só na grande Lisboa viviam em Barracas”como se, em princípios da década de 1960, não tivessem existido barracas em Paris ou em Londres; ou como se, em princípios da década de 1960, a mortalidade infantil em Londres ou em Paris fosse a mesma que existe hoje nessas duas cidades (por exemplo).

A falácia de Parménides tem outro efeito pernicioso: a afirmação do contra-factual. Por exemplo, quando alguém diz: “se não fosse Portugal ter entrado no Euro, não haveria tanta gente com telemóveis em Portugal”. Trata-se da afirmação de um contra-facto — como se fosse possível afirmar que Portugal não teria evoluído economicamente se não tivesse entrado no Euro.

 

Segunda-feira, 7 Janeiro 2019

O nojo progressista

1/ Eu não vi (na totalidade) o programa com Mário Machado na TVI; vi apenas excertos. Dos excertos que vi, não me pareceu que a TVI (ou o entrevistador) desse qualquer legitimidade (ou sustentação) às teses políticas de Mário Machado: pelo contrário, (a julgar pelos excertos) o contraditório ideológico foi claramente enviesado contra as teses ideológicas de Mário Machado.

2/ Eu vivi (já espigado) sob o regime de Salazar e Caetano; eu tive a experiência do regime do Estado Novo que nem a Raquel Varela nem o Mário Machado tiveram.

Hoje há muita gente que fala do Salazarismo sem ter uma noção substantiva do que está a falar.

3/ O enorme erro político e ideológico dos “progressistas” (como é o caso da Raquel Varela) é o juízo crítico baseado na falácia ad Hominem; ou seja, (ao contrário do que a Esquerda faz!) a crítica a uma determinada ideologia deve ser independente de quem a defende: não é, por exemplo, por que o Mário Machado cumpriu 10 anos de prisão que a ideologia política que ele defende tem que ser necessariamente negativa: as ideias políticas são piores ou melhores entendidas em si mesmas (os valores valem por si mesmos, e não dependem de qualquer utilidade), independentemente de quem as defende.

O recurso sistemático ao ataque político ad Hominem (por parte da Esquerda) reduz drasticamente o volume de juízo crítico em circulação na sociedade.

4/ a censura de tipo “Marcelista” (a auto-censura) imposta à TVI (por parte da Esquerda) e aos me®dia em geral, não abona em favor das teses pessoais contra o Mário Machado; nem sequer consegue denegrir a imagem pública do Salazarismo, exactamente porque labora no mesmo tipo de práticas. Em bom rigor, Portugal vive hoje sob um novo tipo de ditadura.

5/ gente como a Raquel Varela (que se diz historiadora) continua a dizer que o Estado Novo foi um fascismo — quando basta ler Hannah Arendt para sabermos a diferença entre o fascismo (que é totalitário por sua própria natureza) e uma qualquer ditadura (que foi o caso do Salazarismo, ou/e como foi também o caso do regime militar no Brasil).

Como afirmou Goebbels, “uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser verdade”. É este o mote dos esquerdistas como a Raquel Varela.

É absolutamente falso que o Estado Novo tenha sido um “fascismo” → porque o Estado Novo não foi um regime totalitário (totalitarismo).

6/ o regime político que a Raquel Varela defende (comunismo marxista) é um totalitarismo.

Assistimos, com alguma ironia, à classificação de uma ditadura salazarista como sendo um regime totalitário, para se branquear a defesa camuflada de um totalitarismo que matou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e só no século XX.

7/ morreu mais gente inocente — nas ex-colónias portuguesas de África, incluindo centenas de milhar de crianças que morreram de fome em Angola e em Moçambique — depois de 1975, do que durante 500 anos de colonização portuguesa em África.

Ou seja, o processo “exemplar” de descolonização em África foi o maior crime colectivo praticado por Portugal.

É neste contexto que a Raquel Varela vem falar de “100 mil mortos”; naturalmente que ela não sabe o que diz; ou papagueia o que se diz por aí. A Raquel Varela é o espelho do pior que existe na actual cultura da “elite” da sociedade portuguesa.

Sábado, 22 Dezembro 2018

A Raquel Varela e os "gilets jaunes" Tugas

Diverti-me lendo a “análise” da Raquel Varela em relação à Manif dos coletes amarelos portugueses — em dois textículos: o primeiro com o título “Steve Banon, chegou?”, e o segundo titulado “Uma vitória para a direita e outra para extrema-direita”.


1/ A posição da Raquel Varela em relação aos "gilets jaunes" lusitanos é ambígua — porque, por um lado, ela critica os me®dia que, falando tanto da “Manif de extrema-direita”, fizeram a propaganda da chamada “extrema-direita”; e, por outro lado, a Raquel Varela diz que os motivos da Manif dos "gilets jaunes" de “extrema-direita” são justos (“salário mínimo, descida de impostos”).

E depois há uma contradição da Raquel Varela: ela esconde o facto de a Esquerda ser endogenamente contra qualquer descida geral de impostos, porque o próprio princípio de redução de impostos, entendido na cultura antropológica e exclusivamente em si mesmo, coloca em risco o estatuto (cultural) da omnipotência do Estado socialista.

“Esquerda” e “redução geral de impostos” são dois conceitos contraditórios nos seus próprios termos.

Por isso é que os me®dia (maioritariamente de Esquerda) criticaram a Manif dos "gilets jaunes" Tugas: se estes reclamam “descida de impostos” → só podem ser da “extrema-direita” — quando, de facto, é exactamente o contrário: eu ainda não vi, por exemplo, a Marine Le Pen a reclamar “descida de impostos” em França e em termos gerais, embora ela “cavalgue” habilmente os "gilets jaunes" franceses: o mais que ela faz é reclamar contra a descida de impostos (decretada pelo psicopata Macron) dos mais ricos.

A chamada “extrema-direita” francesa não é contra o roubo dos impostos: constitui-se apenas como uma forma nacionalista de socialismo.

(more…)

Segunda-feira, 3 Setembro 2018

A filha-da-putice da Raquel Varela

 

Depois de a Esquerda anti-capitalista (P.T.), e do Foro de S. Paulo, ter governado o Brasil durante 13 anos consecutivos (desde 2003 até Agosto de 2016); e em que o património cultural, financeiro e económico do Brasil foi sendo paulatinamente delapidado pelos revolucionários esquerdistas no Poder — a comunista, petista e chavista Raquel Varela vem dizer (a propósito do incêndio do museu no Rio de Janeiro) que a culpa do incêndio foi do “capitalismo sem oposição”.

Isto já não é descaramento: é mesmo filha-da-putice!

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

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A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

Sexta-feira, 20 Julho 2018

Ainda não batemos no fundo…

 

“Estive no Canal Q a debater a interpretação histórica do nazismo. Creio que o racismo não foi a causa mas a consequência, a causa foi a crise de 29 e o temor da revolução por parte quer da URSS quer do SPD”.

Raquel Varela


“A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia”.

Raquel Varela


1/ a Raquel Varela deverá estudar melhor a Idade Média na Alemanha. Em Portugal e em Espanha, o “problema judeu” não foi um problema de “raça”: foi um problema de conversão ao catolicismo. Na Alemanha medieval, a situação cultural foi totalmente diferente.

2/ toda a gente tem direito a “comes e bebes”; longe de mim querer tirar o tacho à Raquel Varela. Que se refastele à fartazana à mesa do Orçamento de Estado.

Mas se “a História está sujeita a interpretações”, então segue-se que as ciências sociais (por exemplo, a História) não são tão exactas quanto as ciências formais (a matemática), ou mesmo quanto as ciências da natureza.

Ou seja: ao contrário do que a Raquel Varela disse, a separação entre ciências sociais, por um lado, e as ciências exactas, por outro lado, não é fictícia.

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Domingo, 18 Março 2018

A Raquel Varela e a Marielle

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Raquel Varela — O. Braga @ 10:13 am

 

“Marielle está morta. Vamos falar a sério sobre o que aconteceu e acabar com esta treta do “lugar de fala”. O Brasil não tolera mais brincar ao socialismo. Agora é a sério.

Ontem foi assassinada no Rio de Janeiro a vereadora do PSOL Marielle Franco, mãe adolescente que saiu do buraco da pobreza lutando pelos direitos humanos elementares”.

Raquel Varela


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“Gisele Palhares Gouveia, 34 anos, cuja profissão era salvar vidas actuando como médica foi assassinada ontem na Linha Vermelha (RJ) com dois tiros na cabeça após uma tentativa frustrada de assalto.

Gisele, embora mulher, não era negra, não era pobre, não era feminista, não era militante de partidos políticos, não frequentava os círculos LGBT, não era do MST, CUT ou PSOL, não estava dentro dos programas de assistência e cotas do governo. Enfim, não preenchia os requisitos necessários para uma mobilização nacional, tampouco que merecesse a menor atenção dos Direitos Humanos. Ela, como eu e você, não era ninguém!”.

Pastor Cláudio Duarte

Obs: Texto referente a facto ocorrido em 2016, o que não muda a realidade/actualidade de seu conteúdo.

Quinta-feira, 23 Novembro 2017

Psicose em estado irreversível e incurável

 

“Um dos grandes mitos da história de Portugal é a «balda» da gestão democrática na revolução. Na verdade nunca tivemos na nossa história uma gestão tão controlada, democrática, e limitada no seu poder de abuso como aquela que nasceu no 25 de Abril em escolas, hospitais, bancos, empresas”.

Raquel Varela

A Raquel Varela é um caso perdido de demência psicótica que a levou a um estado patológico de delírio interpretativo.

raque-varela-wc-web

Terça-feira, 31 Outubro 2017

Alô Brasil ! Baianos, cuidado !

Filed under: Brasil,Comunismo,marxismo,Raquel Varela — O. Braga @ 3:37 pm

 

A comunista empedernida e irracional Raquel Varela estará espalhando ódio revolucionário e racista na Universidade Federal da Baía.

Sexta-feira, 13 Outubro 2017

A diferença entre Fernando Rosas ou Raquel Varela, por um lado, e Rui Ramos, por outro lado.

Filed under: Fátima,História,Igreja Católica,Raquel Varela,religião — O. Braga @ 3:13 pm

 

Rui Ramos (historiador) escreveu aqui um ensaio notável acerca de Fátima. ¿E, “notável” por quê? Porque se apoiou em factos documentados (passo redundância), por um lado, e por outro lado porque se absteve de interpretações desconstrutivistas que caracterizam “historiadores” como Fernando Rosas e/ou Raquel Varela.

O desconstrutivismo histórico não é o cepticismo salutar do historiador: em vez disso, é a negação ou/e sonegação ou/e deturpação selectiva de alguns factos historicamente documentados — porque são julgados ideologicamente “inconvenientes”. Raquel Varela ou Fernando Rosas, entre outros “historiadores” marxistas, estabelecem a priori as conclusões da investigação histórica; mas um historiador propriamente dito segue os factos históricos independentemente das conclusões a que possa chegar.


Só há um reparo a fazer no ensaio de Rui Ramos: quando ele se refere à Renascença Portuguesa e aos nomes de “Teixeira Pascoaes, Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, Raul Proença, António Sérgio, Raul Brandão, e, ao princípio, Fernando Pessoa”.

« Nos seus artigos e conferências, Pascoaes, o líder da Renascença, citava, tal como Sardinha, Henri Bergson e William James, para repudiar o “egoísmo materialista”, o “cientismo estreito e superficial”, e saudar o “espírito religioso que ora aparece na Europa”. »

A Renascença Portuguesa pouco ou nada tem a ver (filosófica- e/ou teologicamente) com o catolicismo ou com a Igreja Católica do século XX.

Por exemplo, Leonardo Coimbra só se confessou “católico” pouco tempo antes da sua morte trágica; Bergson foi tentado pelo catolicismo mas não o adoptou. Todos nomes citados ou eram deístas (deísmo), ou eram panteístas (panteísmo, que é um monismo).

A mística teísta (teísmo católico) é incorruptível; mas a mística naturalista (o deísmo, ou “religião natural”) perverte-se em panteísmo, quando a consciência extática identifica o esplendor da Criação, por um lado, com o esplendor do Criador, por outro lado. E a mística personalista (a que é separada da religião) perverte-se em gnosticismo quando a consciência ensimesmada identifica a eviternidade da alma, por um lado, com a eternidade de Deus, por outro lado.

Quarta-feira, 27 Setembro 2017

A Raquel Varela e a Epistemologia da Justiça Social

 

Não é importante saber se a Raquel Varela tem uma qualquer (auto-proclamada ou não) autoridade de direito; o que importa é saber se ela tem autoridade de facto em um determinado domínio de uma qualquer discussão.

Ela diz que sim; que é uma autoridade de facto em economia e finanças.

¿Como funcionam hoje os cursos de ciências sociais e/ou humanidades?

Hoje, as ciências ditas “sociais” caracterizam-se pela Epistemologia da Justiça Social (por exemplo, com Boaventura Sousa Santos).

Primeiro, estipulam-se as conclusões a que se pretende chegar; essas conclusões devem ser paradigmas de inclusão social, igualdade identitária e económica, diversidade cultural, e bem-estar subjectivo do indivíduo, etc..

Depois de se definirem as conclusões a que devem chegar as investigações científicas, a Epistemologia da Justiça Social faz a análise dos dados (dos factos).

Se os dados estão em linha com as conclusões politicamente correctas definidas a priori, então os estudos e as investigações devem ser publicadas. Mas se a análise dos dados demonstrar que a igualdade económica é praticamente impossível, ou se os “dados forem intolerantes ou/e racistas” — então esses factos ou dados da realidade devem ser escondidos do público e rejeitados.

É assim que “raciocina” a Raquel Varela em termos de “ciência” — a mesma Raquel Varela que escreveu que as ciências sociais são tão exactas como é exacta a matemática.


É no contexto da Epistemologia da Justiça Social que a Raquel Varela escreve o seguinte:

“Parece que eu teria dito que a VW-Auto Europa não produz valor. Não disse, disse que não produz valor para Portugal, mas quero acrescentar algo – a AE é um custo para Portugal. E quando deixar de ser subsidiada ou pagar baixos salários (subsidiados indirectamente também) a empresa fecha portas aqui, semeando uma tragédia no distrito de Setúbal se o Governo não actuar”.

Em primeiro lugar, parece que a Auto-Europa é um “custo para Portugal”; e o corolário lógico da opinião da Raquel Varela é que se deve, desde já, fechar a Auto-Europa. Neste sentido, já percebo a acção destrutiva do Partido Comunista na Auto-Europa.

Em segundo lugar, a Raquel Varela parece pensar (digo “parece”, porque duvido que ela saiba o que significa “pensar”) que a Auto-Europa funciona em regime de Aperfeiçoamento Activo: manda vir todos os componentes do estrangeiro, só faz a montagem dos componentes, e depois exporta o produto acabado. Ou seja, segundo parece ser a opinião da Raquel Varela, só fica em Portugal o valor da mão-de-obra paga aos trabalhadores, e respectivos impostos sobre o trabalho.

Ou seja, segundo o “raciocínio” da Raquel Varela, o Parque Industrial da Auto-Europa também é um “custo para Portugal”, e também é subsidiado pelo Estado, porque provavelmente as empresas do referido Parque não pagam o salário normal francês ou alemão.

Eu sei que a Raquel Varela é boa peça (por enquanto), e por isso dá um certo colorido aos programas de televisão. Talvez seja boa ideia convidá-la para os programas de televisão com a condição de ficar caladinha.

raque-varela-wc-web

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