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Segunda-feira, 13 Junho 2022

Para a Raquel Varela, “a separação entre ciências sociais e ciências exactas é fictícia”

Filed under: Ciência,Ciências Sociais,Fernando Pessoa,Raquel Varela — O. Braga @ 11:55 am

Qualquer pessoa com um cursinho em filosofia sabe que as “ciências sociais” não são “ciências exactas”. Desde (pelo menos) David Hume que sabemos isso. Fernando Pessoa colocou esta questão de uma forma superior:

«Um hábito social, isto é, uma tradição, uma vez quebrado, nunca mais se reata, porque é na continuidade que está a substância da tradição. Além de que, não sabendo ninguém o que é a sociedade, nem quais são as leis naturais por que se rege, ninguém sabe se qualquer mudança não irá infringir essas leis. Em igual receio se fundamentam as superstições, que só os tolos não têm — no receio de infringir leis que desconhecemos, e que, como não as conhecemos, não sabemos se não operarão por vias aparentemente absurdas. A tradição é uma superstição. »

Mais adiante, escreveu:

«Só pode ser universalmente aplicável o que é universalmente verdadeiro, isto é, um facto científico.

Ora, em matéria social não há factos científicos. A única coisa certa em “ciência social” é que não há ciência social. Desconhecemos por completo o que seja uma sociedade; não sabemos como as sociedades se formam, nem como se mantêm nem como declinam. Não há uma única lei social até hoje descoberta; há só teorias e especulações, que, por definição, não são ciência. E onde não há ciência não há universalidade.»

→ Fernando Pessoa, “Obras em Prosa coligidas”, 1975, Tomo III, página 22 e seguintes


A Raquel Varela considera-se intelectualmente superior não só em relação a Fernando Pessoa, mas também em relação a todos os filósofos que tenham existido, quando escreveu o seguinte:

“A separação entre ciências sociais e ciências exactas é fictícia (…)”

Ora, se duas substâncias não são separáveis, infere-se que pertencem a uma mesma categoria.


O que é profundamente lamentável é que a intelectualidade portuguesa esteja basicamente entregue a gente da laia da Raquel Varela, José Pacheco Pereira e Isabel Moreira
— gente que não distingue entre “ciências sociais”, por um lado, e “ciências naturais” e/ou “ciências exactas”, por outro lado.

Segundo a Raquel Varela, as ciências sociais e as ciências exactas (ou ciências formais) pertencem a uma mesma categoria. Aqui, a “especialista” em “ciências sociais” ambiciona, antes de mais, quantificar o óbvio; e depois diz que é uma “ciência exacta”.

Alguém que tenha compreendido uma noção específica das ciências naturais (também chamadas de “ciências experimentais ou empíricas”), percebeu tudo o que havia para perceber; mas uma pessoa que compreendeu uma noção específica as ciências sociais, percebeu o que só ela pode perceber.

Nas ciências humanas e/ou sociais, a inteligência é o único método que nos protege do erro: se entregarmos a responsabilidade das ciências sociais a uma burrinha, o resultado será catastrófico.

A História (que é uma “ciência humana”) — tal como acontece com a “sociedade”, descrita por Fernando Pessoa — contém leis, mas não se rege por leis.

A ambição de transcender as representações empíricas da consciência alheia, transforma a História em uma mera projecção do historiador. A História não tem leis científicas que permitam fazer previsões — embora tenha contextos que permitem (até certo ponto) explicar, e tendências que permitem pressentir; mas o pressentimento não é falsificável.

Se existissem leis que regessem a História, a descoberta dessas leis torná-las-iam (a si próprias) nulas.

A História não tem sentido; ou melhor: o que dá sentido à aventura humana transcende a História.

A diversidade da História é o efeito de causas sempre iguais que actuam, ao longo do tempo, sobre individualidades sempre diferentes.

O que é profundamente lamentável é que a intelectualidade portuguesa esteja basicamente entregue a gente da laia da Raquel Varela, do José Pacheco Pereira ou da Isabel Moreira — gente que não distingue entre “ciências sociais”, por um lado, e “ciências naturais” e/ou “ciências exactas”, por outro lado.

Triste sina, a nossa… estamos fodidos!


Adenda: este é o meu último escrito acerca das “ideias” da Raquel Varela.

Terça-feira, 7 Junho 2022

A prostituição não pode ser normal

Filed under: prostituição,Raquel Varela — O. Braga @ 9:27 pm

Desta vez estou (parcialmente) de acordo com a Raquel Varela — coisa rara, aliás: há quem defenda que o piropo seja criminalizado (por exemplo, a Isabel Moreira), mas essas mesmas pessoas pretendem a normalização da prostituição.

A normalização da prostituição é mais do que o simples conceito de “legalização”.

A normalização conduz à prescrição de comportamentos. O que é “normal” é o que está conforme com a norma. A moral e a estética (esta, enquanto define o belo) fazem parte (em filosofia) das “ciências normativas”.

curva de bell

Uma norma é instituída em referência a uma medida em relação à qual são medidos os desvios (Curva de Bell), cuja amplitude afasta mais ou menos da norma — ou é instituída em referência a um ideal (o bem, o belo, o verdadeiro, são valores nominativos na área da ética, da arte, e mesmo  da ciência).


Também concordo com a ideia de que as prostitutas não devem sofrer repressão policial; mas as redes de tráfico humano devem ser “barbaramente” combatidas pelo Estado.

Não devemos (o Estado não deve) confundir a prostituta, por um lado, e quem vive luxuosamente à custa dela, por outro lado.

Porém, para evitar que a prostituição se pratique na via pública e em qualquer local nas cidades (inclusivamente perto de escolas), sou a favor da delimitação geográfica da frequência de prostitutas (o que não significa legalização).

Terça-feira, 31 Maio 2022

O infortúnio da marxista Raquel Varela

Quando leio este escrito (e outros) da Raquel Varela, parece-me estar a ler um artigo do jornal revolucionário estudantil do meu tempo de faculdade, no fim da segunda metade da década de 1970. Porém, aquilo que é tolerável num miúdo de 18 anos, deixa de o ser em uma pessoa de 40.

O mundo não é perfeito; mas a Raquel Varela, nos seus 40, parece pretender a perfeição do mundo em nome de uma certa ideologia, e, por isso, revolta-se contra o mundo porque este não corresponde ao que (alegadamente) deveria ser.

Aquilo que poderia parecer (por parte da Raquel Varela) uma crítica social viável, razoável e plausível — transforma-se em uma hipérbole por intermédio de um radicalismo ideológico próprio de uma adolescente.

O que mais me espanta, na Raquel Varela, é a recusa radical da Natureza Humana; a ideia implícita segundo a qual “é possível haver uma outra Natureza Humana”.

Ora, a tentativa de construção de “uma outra Natureza Humana” foi o que se fez no século XX com as revoluções que causaram centenas de milhões mortes… e, ainda assim, a Raquel Varela — imbuída de uma superioridade moral em relação ao comum dos mortais — defende a construção dessa “outra Natureza Humana” que rejeita a estrutura da realidade, em uma crítica niilista (uma espécie de Teoria Crítica) e radical, criando uma “segunda realidade” que se sobrepõe à natureza das coisas e à realidade propriamente dita.

A deformação do real — e a recusa da Natureza Humana — levou à edificação dos sistemas ideológicos que mataram centenas de milhões de pessoas no século XX.

Sobre a realidade objectiva, um cristão diria o seguinte:

Meu Deus, dá-me a serenidade
para aceitar aquilo que não posso mudar,
a coragem para mudar o que for possível,
e a sabedoria para saber a diferença.

(Reinhold Niebuhr)

Para um revolucionário (Hitler, o revolucionário, do alto do seu palanque comicial, berrava: “Alles Muss Anders Sein!”), não existe essa diferença entre o possível (o que se pode mudar) e o impossível (por exemplo, aquilo que faz parte da Natureza Humana e que não pode ser mudado).

Por isso é que qualquer crítica social, vinda Raquel Varela, é uma espécie de defesa de uma política de terra queimada — como se fosse possível destruir a sociedade inteira para depois, a partir das cinzas do niilismo revolucionário, fazer renascer um “homem novo” com “outra Natureza Humana”.

A tragédia do marxista vencido degenera em um infortúnio patético — porque o marxismo (épico e romântico) ignora a categoria do “trágico”. Na hora de ser fuzilado, seja pelos seus compagnons de route, seja pelos seus inimigos, o marxista morre estupefacto.

Quinta-feira, 12 Maio 2022

O pacifismo comunista continua activo

Filed under: Raquel Varela — O. Braga @ 5:00 pm

ARaquel Varela insurge-se com a despesa do Estado em Defesa de 2% do PIB — tentando ocultar o facto de a Rússia gastar cerca de 50% do seu PIB em “Defesa”. Ou seja, depreende-se da Raquel Varela, que o aumento da despesa do Estado com a defesa nacional para 2% do PIB é culpa do Marcelo, e pouco ou nada tem a ver com Putin.

Os comunistas continuam “pacifistas” — e desde o tempo de Estaline. O que mudou foi a linguagem.


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Domingo, 8 Maio 2022

Os amigos da Raquel Varela e do Partido Comunista

Filed under: Partido Comunista,Putin,Raquel Varela,Rússia — O. Braga @ 2:52 pm

Terça-feira, 3 Maio 2022

A Raquel Varela e o movimento revolucionário burguês de Maio de 1968

Filed under: Raquel Varela — O. Braga @ 8:18 pm

Nem a eloquência revolucionária da Raquel Varela, nem as cartas de amor de uma sopeira, podem ser lidas por terceiros sem hilaridade.

Os marxistas (como a Raquel Varela) reduzem o conceito de “burguesia” à economia, para tentar esconder que pertencem a ela. A burguesia é menos uma classe social do que um ethos característico da sociedade industrial.

A actividade “revolucionária” dos jovens — em geral, e no Maio de 1968, em particular — é um rito de passagem entre a adolescência e a burguesia — é uma espécie de “queima-das-fitas à traulitada”. O Maio de 1968 foi um movimento revolucionário burguês.


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Segunda-feira, 2 Maio 2022

O problema “ucraniano” da Raquel Varela é um batalhão, que justifica a massiva invasão russa

Filed under: Raquel Varela — O. Braga @ 1:51 pm

Alguém que pergunte à Raquel Varela o que é um “batalhão” — porque, de duas, uma: ou o chamado “batalhão Azov” ucraniano é mesmo um batalhão (com um máximo de 800 homens), ou não é um batalhão e, a julgar pelo texto da Raquel Varela, é o exército ucraniano inteiro.

A Raquel Varela justifica a massiva invasão russa da Ucrânia por causa de 1 batalhão ucraniano, isto é., por causa de 800 homens armados. E os burros somos nós…!

A Raquel Varela tem todo o direito à sua (dela) opinião; mas não temos o dever de lhe pagar para ela dizer asneiras no canal público de televisão.


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Quinta-feira, 28 Abril 2022

A Raquel Varela e o branqueamento do Holodomor

Um bom comunista, que se preza como tal (ou um cripto-comunista, como é, por exemplo, Putin) nega a existência do Holodomor. É o caso da Raquel Varela.

A Raquel Varela chama ao Holodomor estalinista de “colectivização forçada”. É assim que os “historiadores” branqueiam a História. Não é “genocídio”!: é “colectivização forçada”. Desta não se lembrou o George Orwell!

Para a Raquel Varela, a teoria segundo a qual não teria existido “genocídio” na Ucrânia estalinista, mas antes apenas uma “colectivização forçada”, revela uma incapacidade de moldar os factos aos seus (dela) propósitos. E, a esta incapacidade, ela chama de “contexto”. E disto tudo, a Raquel Varela sai cada vez mais descredibilizada.

Comentar os textos da Raquel Varela é um exercício penoso, chegando por vezes a ponto de causar náusea.

As chamadas “ciências humanas” contemporâneas estão a estrangular a História, porque constroem esquemas atemporais que, de uma forma sub-reptícia, restauram o “homem abstracto” do século XIX — que os “reaccionários” populares actuais chamam de NPC (Non Personal Character).

npcmeme


A ideia segundo a qual “a bandeira portuguesa é (para o CHEGA) um símbolo fassista”, só poderia vir da cabecinha oca da Raquel Varela — ou então, a utilização da bandeira nacional só pode ser feita pela Esquerda e, portanto, a utilização simbólica da bandeira portuguesa por parte do CHEGA é ilegítima, senão mesmo ilegal, porque, para a Raquel Varela, o CHEGA é um partido “fassista”. Não há como contornar este problema.


Um historiador que investiga “causas”, “estruturas”, ou “leis” na História, acaba por se fechar na sua própria subjectividade: é o caso da Raquel Varela.

A ambição de transcender (ir para além delas) as representações empíricas e extrínsecas da consciência alheia, transforma a História em uma mera projecção do historiador: se tenta ir “para além” da consciência dos sujeitos históricos, o historiador não descobre senão a sua própria consciência.

A maioria dos “historiadores” crê que os critérios de verosimilhança, prevalecentes no seu tempo, são universais.

A complexidade dos factos históricos é de tal forma, que as teorias mais estapafúrdias encontram sempre justificações aplicáveis — como é o caso da redução da ligação simbólica da “cruz de ferro” ao nazismo, ou da redução simbólica da bandeira nacional ao alegado “fassismo do CHEGA”. Na História, abundam exemplos para ilustrar as teorias mais heterodoxas da Raquel Varela.

Para Raquel Varela, o totalitarismo cripto-comunista de Putin deve ser exclusivista: segundo a Raquel Varela, a Ucrânia não tem o direito de se defender utilizando meios políticos semelhantes aos de Putin.

Por isso, “a abolição de partidos políticos, jornalistas, perseguições a gente de esquerda e imposição da censura nos media ucranianos” (sic) são atributos e meios de acção a que só o Putin tem direito legítimo: para a Raquel Varela, a utilização destes expedientes “fassistas” para defesa da Ucrânia, não é legítima.

Para Raquel Varela, o “fassismo” do cripto-comunista Putin é tolerável; mas o “fassismo” semelhante, o do Zelensky, já não é.

É este o “contexto” histórico defendido pela Raquel Varela que transforma a sua (dela) análise histórica (da invasão russa da Ucrânia) em uma projecção da sua própria (dela) ideologia.

A Raquel Varela não se dá conta — porque o QI não ajuda, por um lado, e porque ela teria que ter estudado filosofia muitos anos a fio, por outro lado — de que um “historiador” estrangeiro, por mais sagaz que seja, transcreve sempre a sinfonia histórica da Ucrânia em uma partitura para flauta. E, a esta simplificação da História daquele país, a Raquel Varela chama de “contexto”.

Segunda-feira, 18 Abril 2022

O arquétipo mental sinuoso e soviético da Raquel Varela

Filed under: economia política,Raquel Varela — O. Braga @ 11:07 am

Diz a Raquel Varela que, se subirmos os salários dos portugueses, não será por isso que acontecerá inflação.

« A frase “se subirmos o salário subimos a inflação” de António Costa, apoiada e repetida em vários comentários públicos, e entre eles economistas, não tem qualquer valor científico-económico. Se subirmos o salário sem subir os preços não sobe a inflação. O que se faz é usar e abusar da iliteracia económica da população.»

→ Raquel Varela : “Subir os salários não sobe, necessariamente, a inflação”

E, até certo ponto, ela tem razão: por exemplo, o Donald Trump aumentou os rendimentos (salários) dos cidadãos americanos (em geral), e a inflação manteve-se em menos de 2% enquanto ele foi presidente dos Estados Unidos; mas o Donald Trump conseguiu esse aumento dos salários para o povo com a redução de impostos sobre o trabalho — e não com o aumento brutal de dinheiro impresso em circulação, como está agora a fazer o socialista João Bidé.

Ora, para a Raquel Varela, a redução de impostos é heresia.

E, portanto, se excluirmos a redução de impostos, só existem duas soluções para o problema do aumento dos salários: ou o aumento da produtividade na economia portuguesa (que também não causa inflação), ou o aumento do dinheiro impresso em circulação na economia (o que, em princípio, não é permitido pelo BCE [Banco Central Europeu]), mas que causa inflação ou mesmo estagflação.

Há uma terceira hipótese: descapitalizar as empresas portuguesas através de um aumento de salários por decreto-lei, e levá-las à falência. Desta forma, a Raquel Varela ficaria feliz ao ver realizado, em Portugal, o seu sonho da reconstrução da União Soviética.

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Domingo, 27 Março 2022

Agora é que a Raquel Varela vai defender a morte dos neonazis em todo o mundo

Filed under: Esta gente vota,Raquel Varela,Rússia,Ucrânia — O. Braga @ 12:49 pm

Ao fazer “zapping” na televisão, dei com a cara furibunda da cripto-comunista Raquel Varela porque os seus (dela) colegas de programa da RTP3 não aceitavam a ideia de que “toda a gente nas Forças Armadas da Ucrânia é neonazi”.

Os russos deram como justificação, para a invasão da Ucrânia, a “desnazificação” deste país — e a Raquel Varela claramente aceita o argumento russo como válido.

Agora, o parlamento russo pretende levar a cabo a “desnazificação” dos países bálticos, da Polónia, e do Cazaquistão.

desnazi russo web

Aposto que a Raquel Varela se enche agora de jubilo e de felicidade: os russos vão eliminar os nazis da Letónia, da Lituânia, da Estónia, da Polónia, e do Cazaquistão — quiçá com umas bombinhas atómicas para aquecer o ambiente frio da Primavera.

Não tarda nada, os russos (amigos da Raquel Varela) poderão lançar uma bombinha atómica no Terreiro do Paço para liquidar os “nazis do CHEGA”.

Quinta-feira, 24 Março 2022

A Raquel Varela tem um raciocínio extraordinário !

Filed under: Esta gente vota,Raquel Varela — O. Braga @ 6:27 pm

“As sanções [económicas e financeiras contra a Rússia] não são uma ajuda nem ao povo da Ucrânia nem contra a guerra. Se o objectivo era ajudar o povo ucraniano o Ocidente podia suspender a sua dívida pública, mas isso implicaria perdas para accionistas ocidentais que detêm esses títulos.”

Raquel Varela


Ou seja: segundo a Raquel Varela, as sanções à Rússia poderiam ser evitadas se o Ocidente perdoasse a dívida pública ucraniana !

Este “raciocínio” da Raquel Varela é uma logomaquia; ou uma falácia Non Causa Pro Causa.

É por demais conhecida a “guerra” que as mulheres (em juízo universal) detêm contra a lógica. Estou convencido de que a frase “a lógica é uma batata” foi cunhada por uma mulher.

A ideia segundo a qual “a melhor forma de combater os russos é perdoar a dívida ucraniana”, só poderia vir de uma mulher. E agora podem dizer à vontade que eu sou misógino.

Terça-feira, 15 Março 2022

A Raquel Varela e a Esquerda que se junta à Direita russófila e putinista

Filed under: Raquel Varela,Rússia,Ucrânia — O. Braga @ 5:11 pm

Tem uma certa piada ver a Raquel Varela criticar o “extremismo político”… o Daniel Oliveira tem razão: qualquer dia, a Raquel Varela será um farol do centro político…

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Se a Raquel Varela vivesse no início da década de 1930, seria contra a participação de estrangeiros na guerra civil contra Franco: por exemplo, George Orwell e Ernest Hemingway fizeram parte do albergue espanhol dos voluntários que combateram pela república espanhola; e que eu saiba, estes dois não eram “extremistas”.

É interessante verificar como a Esquerda (a que pertence a Raquel Varela) tem posições semelhantes a uma determinada Direita “pró-Rússia” que identifica as forças militares da Ucrânia com os neonazis: trata-se de uma falácia da generalização: basta que exista um só neonazi nas forças armadas ucranianas (dizem eles) para que toda tropa seja neonazi.

E depois, a Raquel Varela cai no ridículo: essa “extrema-direita” que (alegadamente) infesta as Forças Armadas ucranianas e a Legião Estrangeira, são (alegadamente) “supremacistas brancos” que se opõem… aos “pretos russos”! (?)

¿Será que os russos são pretos !?

A Raquel Varela compara a Legião Estrangeira ucraniana com os jihadistas…! E não me venham dizer que “o texto não é dela”! Quem não contraria uma determinada ideia, concorda com ela (ou, como dizia Salazar: “em política, o que parece, é!”)

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