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Quinta-feira, 23 Julho 2020

A função escatológica da comissária política Raquel Varela

Filed under: Raquel Varela,Totalitarismo de Veludo — O. Braga @ 12:35 pm

raque-varela-wc-webEu não sei se a Raquel Varela procede intencionalmente ou se é próprio da natural irracionalidade feminina:

“Segundo os Relatórios de Segurança Internos europeus (Portugal incluido), um dos lugares onde a extrema direita tem crescido é no seio de grupos de resgate de animais, onde exercitam a violência, criam espírito de seita, e muitas vezes conseguem financiamento público para cuidado dos animais, que é desviado para organizações partidárias extremistas”.

Em linguagem jornaleira, chama-se a isto um “spin”; Raquel Varela atribui à Direita o que é uma das principais características da Esquerda actual.

Trata-se de desviar as atenções do povo em relação ao radicalismo animalista endógeno da Esquerda, projectando esse radicalismo para a Direita; trata-se de tentar limpar a própria merda projectando os seus cagalhões para o campo do inimigo.

“No seio destas associações [de extrema-direita] encontram vários ideias típicas do fascismo, ou não fosse Hitler um forte defensor do animalismo.”

A estalinista (arrependida) Raquel Varela continua a linha ideológica do seu mestre: alegadamente, o regime encabeçado pelo socialista Hitler seria de Direita. Para a Raquel Varela, o nazismo que socializou e nacionalizou a economia alemã, era um regime de Direita.

Só falta à Raquel Varela ter a lata de dizer que o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é um partido da extrema-direita.

Uma das funções de comissários políticos do regimede que falei aqui —, como por exemplo a Raquel Varela, José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, Pedro Marques Lopes, entre outros, é a de limpar a merda que a Esquerda produz naturalmente: uma Esquerda sem merda já é flor que o povo possa cheirar.

E outra função dos comissários políticos esquerdistas é a de atirar a merda da Esquerda para a Direita: desta forma, a Esquerda fica limpinha e a Direita fica com o ónus da limpeza.

Segunda-feira, 3 Fevereiro 2020

A Raquel Varela e a falácia “Tu Quoque” : o branqueamento dos crimes do comunismo

Eu vou tentar moderar a minha linguagem… quando leio este textículo da Raquel Varela. (ver ficheiro PDF).

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Desde que a Raquel Varela escreveu que “as ciências sociais têm as mesmas características das ciências exactas”, já nada me admira vindo daquela cabecinha chocha.

Diz ela que o parlamento europeu declarou que “o nazismo e o comunismo são a mesma coisa — o que é absolutamente falso! A Raquel Varela não tem a noção de equivalência: como boa comunista, na Raquel Varela a diferença é vista como manifestação de indesejável hierarquia.

Duas coisas “equivalentes” não são “iguais”, e muito menos são “idênticas” (não são a “mesma coisa”).
Por exemplo, escrever que “2+2=4” significa que “2+2” e “4” são expressões equivalentes — mas não significa que “2+2” e “4” são a “mesma coisa”.

Dá-me a sensação de que os cursos universitários de História (e os respectivos mestrados) são imunes à Filosofia. E, lendo pessoas como a Raquel Varela, dá-me a sensação de esse tipo de gente é imune à experiência, por um lado; e, por outro lado, vive em função de uma Fé Metastática que faz com que a utopia se sobreponha à realidade. Verdadeiramente assustador!

É claro que o comunismo e o nazismo não são a “mesma coisa”! O comunismo conseguiu a proeza de ser pior — nas suas consequências em perdas de vidas humanas — do que o nazismo!

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “o comunismo é pré-marxista”, é extraordinariamente idiota — porque teríamos que considerar, por exemplo, que o socialismo francês (do século XIX) era comunista (o que não é verdade), ou que a sociedade de Esparta seria um modelo social recomendável.

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “foi a Alemanha (nazi) que invadiu a a URSS, mas não foi a URSS que invadiu a Alemanha ”, pretende fazer esquecer a invasão da URSS dos países do leste da Europa, nomeadamente a Checoslováquia e a Hungria.

Através da falácia "Tu Quoque", a Raquel Varela pretende branquear os crimes do comunismo.

Três décadas depois da queda do muro de Berlim, é espantoso como ainda existe gente da índole da Raquel Varela. Esta gente é imune à experiência; há qualquer coisa de psicopata nessa aversão aos factos e à realidade.

Como escreveu Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas, sejam o nazismo ou o comunismo, por exemplo) contém três elementos de natureza totalitária: 1/ a pretensão de explicar tudo; 2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência; 3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia (delírio interpretativo) a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Finalmente, e depois de mais de uma centena de milhões de vítimas mortais do comunismo, vem, de gente como a Raquel Varela, o argumento de que “Aquilo, no passado (da URSS, da China, etc) , não foi o verdadeiro socialismo! Dêem-me o poder absoluto e eu irei construir o verdadeiro socialismo”.

Esta gente é destrambelhada! E muito perigosa!

Terça-feira, 19 Novembro 2019

Gente perigosa controla a nossa cultura

Filed under: Esta gente vota,Raquel Varela — O. Braga @ 6:34 pm

A Raquel Varela tem que “crescer e ser adulta, em vez de viver de emoções fáceis”.

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Não existe qualquer possibilidade de se construir uma sociedade perfeita (o paraíso na Terra, ou a imanentização do éschatos), a não ser na mente revolucionária do tipo de pessoas psicóticas como a Raquel Varela.

Na cabeça da Raquel Varela, a culpa de todo o Mal já não é do Diabo (que, alegadamente, já não existe): o mal passou a ser “culpa do capitalismo” (que é o novo diabo).

Ou o Mal já não é a “ausência do Bem” (como defendeu, por exemplo, positivamente, S. Tomás de Aquino): para a Raquel Varela e para os seus confrades utopistas, o Mal é a ausência da sociedade utópica, tornada real por uma plêiade gnósticos modernos que controla a nossa cultura.

Temos aqui, chapado, o romantismo gnóstico que marcou o processo revolucionário moderno (desde Montaigne até Karl Marx, passando por Rousseau e os seus amigos jacobinos).

Para a Raquel Varela, a sociedade utópica que ela imagina é isenta de mal: não há, nessa sociedade utópica da Raquel Varela, mulheres que tentam o infanticídio dos filhos “por causa do capitalismo”.

Esta gente (do tipo da Raquel Varela) concebe a Natureza Humana, de tal forma que lhe seja possível a coacção total por parte do Estado, no sentido da limitação (a bel-prazer das elites gnósticas) das vontades egoístas de cada indivíduo — porque se “a culpa é do capitalismo”, a ausência do capitalismo elimina automaticamente a culpa que possa existir em relação às falhas da sociedade utópica engendrada em pleno delírio interpretativo.

Por isso é que a Raquel Varela continua a fazer de conta que não existiram mais de 100 milhões de vítimas da utopia romântica socialista, e só no século XX. É isto que nós temos, alcandorada a líder de opinião na televisão do Estado.


Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo (referindo-se às crianças, vítimas de violência) constatou aquilo que a Raquel Varela não consegue ver:

“ É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causa! Melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar, do que escandalizar um só destes pequeninos.” »

— (S. Lucas, 17, 1 – 2).

Em qualquer tipo de sociedade, haverá sempre mulheres (ou homens) que pratiquem o infanticídio; “é inevitável”, porque faz parte do avesso minoritário da Natureza Humana. O problema é o de saber como a sociedade deve lidar com este tipo de fenómenos, se os reprime ou tolera — e  independentemente de a sociedade ser “capitalista” ou outra coisa qualquer.

Quinta-feira, 14 Novembro 2019

A Raquel Varela e o Argumentum ad Salazarum

Filed under: CHEGA,Raquel Varela — O. Braga @ 4:35 pm

A Raquel Varela anda aflita, e por isso mente, desaforada; porque a “mama” do Estado pode estar em risco.

Diz ela queo CHEGA pretende proibir o sindicalismo — ai a menina mentirosa! “Atão faxisto?!”

O que o CHEGA defende, a propósito do sindicalismo, é o seguinte:

“Fim de subvenções públicas a fundações, sindicatos, associações patronais e organizações de proselitismo ideológico. Excluem-se os partidos legalmente constituídos”.

Se a Raquel Varela interpreta o trecho supracitado como “proibição do sindicalismo”, então teremos que concluir que as associações patronais, por exemplo, também deverão ser proibidas pelo CHEGA.

Ou seja, segundo o CHEGA, o Estado não tem que dar de “mamar” (com o dinheiro do povo) a matulões ideologicamente sustentados por avantesmas políticas.

Para disfarçar a mentira descarada, a Raquel Varela remata o textículo com o Argumentum ad Salazarum, que é a tentativa de invalidar a posição de alguém tendo como base a ideia segundo a qual “Salazar também tinha uma posição parecida com essa”.

Por exemplo, qualquer católico pode ser alvo do Argumentum ad Salazarum, porque “Salazar também era católico; e por isso, todos os católicos são salazaristas”.

Ou seja, através do Argumentum ad Salazarum, o CHEGA é considerado “culpado por associação”, mesmo tendo em conta o facto de a acusação ser falsavemos aqui o estalinismo latente da Raquel Varela em todo o seu esplendor …!

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A “mama” no Estado tem que ser restringida! Nós, o povo, já pagamos demasiados impostos para sustentar prebendas de sibaritas da laia da Raquel Varela!

Quinta-feira, 19 Setembro 2019

A aliança entre os Bilderbergers globalistas e os caciques da Esquerda internacionalista

Custa-me reconhecer que a Raquel Varela tem aqui parcialmente razão; e digo “parcialmente” porque já não concordo com ela quando diz que a culpa do radicalismo veganista do reitor da universidade coimbrinha “é do capitalismo” — quando, em boa verdade, impera o silêncio do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda em relação ao radicalismo animalista.

Quem manda hoje em Portugal é o PAN (Pessoas-Animais-Natureza): até o António Costa quer proibir a carne de porco.

Escreve a Raquel Varela:

“Marx explicava que a tendência do capitalismo era para tornar vegetarianas as classes trabalhadoras, desde logo diminuindo a parcela de proteína a que têm acesso na reprodução da força de trabalho, vulgo salário”.

Como dizia o velho António, “em política, o que parece, é!”. E parece (muito) que é a Esquerda (mais ou menos marxista) que transformou a ecologia em uma religião (a começar pelo Partido Comunista e os Verdes, desde a década de 1980), e os seguidores dessa nova religião em fanáticos.

Hoje, não sei quem é mais fanático: se o jihadista maomerdano, se o animalista abortista e eugenista.


Pela primeira vez na História, a Esquerda defende hoje um retrocesso do nível de vida das populações mais pobres.

Existe um pacto inconfessável entre a plutocracia globalista, por um lado, e os caciques locais de Esquerda internacionalista dos diversos países, por outro lado.

Esse pacto segue o paradigma fascista da China (sinificação), em que coexiste um capitalismo (propriedade privada) estritamente controlado pelo Estado, por um lado, e por outro lado um comunismo/marxismo/colectivismo estatal orgânico.

Esta coexistência contra-natura (entre o controlo do Estado em relação à produção das empresas privadas, e um colectivismo orgânico) é própria dos regimes fascistasvejam como Mussolini e Hitler controlaram a produção das empresas privadas através dos respectivos Estados.

O que acontece na China é um fascismo.

E é o modelo chinês (sinificação) que é defendido (desde a década de 1970, com Henry Kissinger, por exemplo) pela plutocracia globalista em relação às diversas regiões do globo, incluindo a União Europeia.

Por isso é que, por exemplo, o canal de televisão do Pinto Balsemão (o patrão português dos Bilderbergers) é muito “amigo” do Bloco de Esquerda da Catarina Martins: os Bilderbergers têm uma aliança tácita com os caciques locais esquerdistas.

Não devemos esquecer a influência do movimento ecologista radical alemão na construção ideológica do nazismo (Wandervögel). Hitler era radicalmente vegetariano e adorava animais (gostava muito mais de cães do que de seres humanos).

O novo fascismo (a sinificação), que está a ser construído à escala global, serve os interesses da plutocracia globalista, por um lado, mas por outro lado é adoptado pelos caciques de esquerda ávidos de Poder (o exercício do Poder político é uma droga altamente viciante).

E nem o Partido Comunista foge à aliança tácita entre o caciquismo internacionalista de Esquerda e a plutocracia globalista.

As famílias numerosas sempre assustaram os poderosos.

meat-is-murder-webNão é por acaso que a Esquerda americana defende o subsídio abortista da parte do Estado — porque é a mulher negra e pobre quem mais aborta.

O abortismo de Esquerda é uma forma de racismo classista encapotado (desde o tempo de Margaret Sanger), que se esconde por detrás da emoção hipócrita do “coitadismo” em relação aos mais pobres.

Em vez de defender a vida das crianças pobres, a Esquerda actual defende a eugenia em relação aos deserdados e o aborto grátis das crianças pobres – e aqui verificamos a aliança evidente entre a Esquerda (por exemplo, o comunista americano Bernie Sanders) e a plutocracia globalista.

Não é por acaso que o jornaleiro esquerdista Daniel Oliveira é muito querido dentro da organização me®diática do Bilderberger Pinto Balsemão. Les bons esprits se rencontrent…

Quarta-feira, 17 Julho 2019

A ignorância academista e elitista da Raquel Varela

O fenómeno “Donald Trump” deve-se à revolta da classe média americana (que é maioritariamente de origem europeia, mas que poderia ser de outra etnia qualquer), que tem vindo a perder poder de compra pelo menos desde o consulado do Bush filho; mas o fenómeno não é só económico, como é evidente: também é uma revolta cultural contra uma elite política americana manifestamente decadente do ponto de vista ético-civilizacional (só não vê quem não quer ver).

Há uma grande diferença entre uma classe média que, por razões culturais e históricas (entre elas, a tradição), defende (através do voto) um determinado status quo político burguês, por um lado, e, por outro lado, o surgimento de “uma linha de uma burguesia, com epicentro nos EUA, mais proteccionista, nacionalista” (como escreveu a Raquel Varela).

A Raquel Varela parte de preconceitos negativos, e não de uma qualquer racionalidade de análise. E confunde “racionalidade” e “racionalismo ”.


raque-varela-wc-webA Esquerda neomarxista (por exemplo, a Raquel Varela ou o José Pacheco Pereira) e a "Direitinha" liberal (por exemplo, os do Insurgente) parecem não compreender (ou fazem de conta que não compreendem) que a liberdade de comércio tem que ser biunívoca (tem dois sentidos): não faz qualquer sentido que uns países usufruam da liberdade de comércio na relação com outros países, e que a estes outros países não seja permitido esse mesmo usufruto.

Por exemplo, a União Europeia teve sempre uma política de comércio proteccionista em relação aos Estados Unidos (e a China também); e é este facto (o do proteccionismo da União Europeia e da China em relação aos Estados Unidos) que a Esquerda neomarxista e a "Direitinha" liberal escamoteiam sistematicamente para assim poderem acusar o Donald Trump de “proteccionismo”. Trata-se da falácia Tu Quoque.

A Raquel Varela mostra uma ignorância escandalosa, quando diz que “o pensamento científico é totalmente avesso à generalização” (ver ficheiro PDF do texto da Raquel Varela).

Alguém terá que explicar à Raquel Varela o que é a “indução” e a importância que a indução tem no pensamento e no método científicos. “O rei vai nu” (e eu estupefacto).


A Raquel Varela diz que “o Donald Trump é de extrema-direita”. ¿Mas por que razão o Donald Trump é de “extrema-direita”?! — pergunto eu. “Porque sim!” — responde (tacitamente) a Raquel Varela. É isto a que a Raquel Varela chama de “racionalismo”.


De resto, a Raquel Varela incorre no mesmo tipo de pensamento utópico dos incipientes marxistas militantes do século XIX e do princípio do século XX, que acreditavam que as classes operárias dos diferentes países europeus se revoltariam contra as respectivas burguesias nacionais, e que (por isso) fariam a “revolução global”o que não aconteceu (a classe operária nacional defende, em primeiro lugar e antes de tudo, a sua nação — como se verificou historicamente); e esta previsão ideológica falhada (a da “revolução global”) conduziu não só ao nacionalismo soviético (Estaline), mas deu sobretudo origem aos “revisionistas” da espécie de Lukacs ou Gramsci, e aos sequazes da Escola de Frankfurt (marxismo cultural).

O que é espantoso na Raquel Varela é que, por um lado, ela defende aquilo a que ela chama de “pleno emprego” (que faz parte do legado ideológico estalinista), mas, por outro lado, ela diz ser contra o estalinismo. Ou seja, ela é contra o estalinismo às segundas, quartas e sextas, e a favor do estalinismo às terças, quintas e sábados (e aos domingos está de folga).

O conceito de “pleno emprego” é complexo — porque teríamos que saber, em primeiro lugar, o que significa “emprego” (ou o que significa “trabalho”). Em uma visão não-utilitarista da sociedade, que é perfeitamente legítima, o conceito de “utilidade” não condiciona o conceito de “justiça” — mas é exactamente o movimento político que procura a aplicação deste princípio da independência da justiça em relação ao utilitarismo, que a Raquel Varela diaboliza chamando-o de “extrema-direita”.


O problema que se coloca é o de que não é possível a democracia (dita “burguesa”, segundo os marxistas, como por exemplo a Raquel Varela) sem a existência PRÉVIA do Estado-Nação.

É isto que incomoda a mente revolucionária da Raquel Varela, por um lado, e por outro lado “chateia” os sequazes do federalismo da União Europeia (como, por exemplo, o Rangel do PSD): não existindo (como não existe, de facto) uma “nação europeia”, não é possível uma “democracia na Europa” (como, por exemplo, defende o “fassista” Nigel Farage).

A Raquel Varela acredita que é necessária a imposição de um totalitarismo à escala global para contrariar a Natureza Humana (porque ela sente-se superior ao comum dos mortais). É esse o totalitarismo dos “progressistas que exigem a solidariedade real (material) entre os povos”, e, por isso, é um totalitarismo “bom” (Assim Falava Zaratustra).

O conceito de “internacionalismo”, segundo os neomarxistas como a Raquel Varela, abrange esse totalitarismo “bom” à escala global, mas que difere substancialmente do conceito “liberal-fascista” (defendido pelos liberais plutocratas e esquerdistas dos Estados Unidos) de “sinificação” (a China como modelo de organização política regional).

O conceito de “internacionalismo”, segundo a Raquel Varela, parece ser um conceito trotskista actualizado — o conceito de Trotski que a experiência comprovou não ser passível de aplicação prática. Eu comparo o “internacionalismo” de Trotski com o Distributismo de G. K. Chesterton: são conceitos bonitos, mas que não se aplicam (de forma geral) à prática humana.


A “análise” da Raquel Varela, acerca da origem da Política Identitária nos Estados Unidos, está errada.

« Com a OCDE e a UE a reconhecem a “crise demográfica”, necessidade de mais trabalho qualificado, surge toda a questão de género e quotas para entrarem mais contingentes de força de trabalho assalariada, impedindo a escassez que iria dar necessariamente aumento do preço da força de trabalho, e dos salários. É aqui que nasce, a partir dos EUA, a forma das políticas identitárias de esquerda. »

Fico de boca aberta perante este tipo de “análise” vinda da parte de uma “cientista social”. A Raquel Varela insulta o conceito de “análise”. Basta irmos à Wikipédia para verificarmos que a Raquel Varela deturpa as causas e o nexo ideológicos da Política Identitária.


O que a Raquel Varela pretende, com aquele relambório, é tentar imprimir um nexo racional ao irracionalismo típico da Esquerda; o que ela pretende é salvar a sua (dela) própria identidade que a Razão coloca em causa.

E, por isso, ela diz que “aquela Esquerda (a que existe) não é a verdadeira Esquerda” (trata-se de uma espécie de falácia lógica do Verdadeiro Escocês), assim como “as revoluções marxistas que mataram milhões de pessoas não foram Verdadeiras Revoluções”. Estamos perante um delírio interpretativo.


Quando os japoneses não aceitam a imigração (não existe imigração no Japão!), a Raquel Varela não nos vem falar do “homem amarelo a resgatar no xintoísmo a pureza das sociedades imperiais esquecidas” — porque o japonês não é “homem branco”.

A defesa da nação  e dos seus símbolos  é, para a Raquel Varela, de “extrema-direita” e “racista” — por um lado, a Raquel Varela é contra a “Esquerda dos Estados Unidos” que adoptou a Política Identitária, mas, por outro lado, concorda com as teses “anti-nação” da Política Identitária da Esquerda dos Estados Unidos.

Quando (por exemplo) os japoneses não aceitam a imigração (não existe imigração no Japão), a Raquel Varela não nos vem falar do “homem amarelo a resgatar no xintoísmo a pureza das sociedades imperiais esquecidas” — porque o japonês não é “homem branco”.

O problema da Raquel Varela, assim como os sequazes do marxismo cultural, é o “homem branco”. “Só o homem branco é racista”, dizem eles — até o japonês que é anti-imigração é uma vítima do “homem branco”.

Ou seja, a Raquel Varela segue a ideologia da Política Identitária (que, simplificando, tem origem na Escola de Frankfurt e na teoria da tolerância repressiva de Marcuse) ao mesmo tempo que a critica (“mais depressa apanhamos uma mentirosa do que um coxo”).

A Raquel Varela é uma coisa e o seu contrário — e tudo isto (alegadamente) em nome do racionalismo.


A ‘humanidade’ não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

→ Fernando Pessoa

Quinta-feira, 11 Abril 2019

“Why Liberalism Failed” (Patrick Deneen) — Parte 2

Filed under: Esta gente vota,filosofia,Raquel Varela — O. Braga @ 2:55 pm
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O chamado “liberalismo” evoluiu para um nominalismo radical, que se revela (no seu absurdo esplendor) quando se transforma a excepção em regra (a negação “liberal” do juízo universal, o que é uma característica do politicamente correcto e/ou marxismo cultural) — como podemos ver neste artigo no Insurgente assinado por um tal Martinho.

patrick-deneen-webEsse Martinho é de opinião segundo a qual um marxista pode defender a liberdade de expressão  (!).

De duas, uma: ou a Raquel Varela e o Ricardo Araújo Pereira não são marxistas, ou a defesa da liberdade de expressão (por parte destas duas avantesmas marxistas) faz parte de uma estratégia do processo dialéctico” de instauração de um regime marxizante em Portugal.

Afirmar que (por exemplo) a marxista Raquel Varela defende a liberdade de expressão, é um oxímoro só possível vindo da parte de um “liberal” que já perdeu as suas referências históricas — e é o que se passa com o actual “liberalismo”, não só em Portugal mas também um pouco por todo Ocidente.

Hoje, aplica-se integralmente, em relação ao chamado “liberalismo”, esta frase de Eric Voegelin:

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. »

Ou seja: quando as referências históricas do liberalismo político desvanecem-se da memória dos actuais “liberais”, a epistemologia  desaparece e só lhes resta a mera opinião. E a opinião não é necessariamente científica, porque não se escora necessariamente em factos e na experiência.

Sexta-feira, 11 Janeiro 2019

A Raquel Varela, a historiadora da treta; e a falácia de Parménides

Filed under: História,Raquel Varela — O. Braga @ 6:50 pm
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A falácia de Parménides consiste em uma falácia lógica que resulta da comparação de tempos diferentes, por exemplo, estabelecer a certeza de um determinado futuro baseando-se no presente, ou fazer juízos de valor acerca de um passado longínquo, estabelecendo como paradigmas de análise, os valores do presente.

É o tipo de argumentação que vai buscar ao passado as premissas que permitem a validação de uma determinada conclusão, no presente; como se o tempo não tivesse passado.


Dou um exemplo de falácia de Parménides: alguém dizer que “os políticos da Idade Média foram cruéis porque não empreenderam quaisquer iniciativas científicas no sentido de debelar a peste negra”.


A Raquel Varela, que se diz “historiadora”, utiliza muitas vezes a falácia de Parménides — por exemplo, quando ela diz que, no princípio da década de 1960, “em Lisboa as crianças ainda morriam de cólera e infecções provocadas por mordidas de ratos, porque 90 mil só na grande Lisboa viviam em Barracas”como se, em princípios da década de 1960, não tivessem existido barracas em Paris ou em Londres; ou como se, em princípios da década de 1960, a mortalidade infantil em Londres ou em Paris fosse a mesma que existe hoje nessas duas cidades (por exemplo).

A falácia de Parménides tem outro efeito pernicioso: a afirmação do contra-factual. Por exemplo, quando alguém diz: “se não fosse Portugal ter entrado no Euro, não haveria tanta gente com telemóveis em Portugal”. Trata-se da afirmação de um contra-facto — como se fosse possível afirmar que Portugal não teria evoluído economicamente se não tivesse entrado no Euro.

 

Segunda-feira, 7 Janeiro 2019

O nojo progressista

1/ Eu não vi (na totalidade) o programa com Mário Machado na TVI; vi apenas excertos. Dos excertos que vi, não me pareceu que a TVI (ou o entrevistador) desse qualquer legitimidade (ou sustentação) às teses políticas de Mário Machado: pelo contrário, (a julgar pelos excertos) o contraditório ideológico foi claramente enviesado contra as teses ideológicas de Mário Machado.

2/ Eu vivi (já espigado) sob o regime de Salazar e Caetano; eu tive a experiência do regime do Estado Novo que nem a Raquel Varela nem o Mário Machado tiveram.

Hoje há muita gente que fala do Salazarismo sem ter uma noção substantiva do que está a falar.

3/ O enorme erro político e ideológico dos “progressistas” (como é o caso da Raquel Varela) é o juízo crítico baseado na falácia ad Hominem; ou seja, (ao contrário do que a Esquerda faz!) a crítica a uma determinada ideologia deve ser independente de quem a defende: não é, por exemplo, por que o Mário Machado cumpriu 10 anos de prisão que a ideologia política que ele defende tem que ser necessariamente negativa: as ideias políticas são piores ou melhores entendidas em si mesmas (os valores valem por si mesmos, e não dependem de qualquer utilidade), independentemente de quem as defende.

O recurso sistemático ao ataque político ad Hominem (por parte da Esquerda) reduz drasticamente o volume de juízo crítico em circulação na sociedade.

4/ a censura de tipo “Marcelista” (a auto-censura) imposta à TVI (por parte da Esquerda) e aos me®dia em geral, não abona em favor das teses pessoais contra o Mário Machado; nem sequer consegue denegrir a imagem pública do Salazarismo, exactamente porque labora no mesmo tipo de práticas. Em bom rigor, Portugal vive hoje sob um novo tipo de ditadura.

5/ gente como a Raquel Varela (que se diz historiadora) continua a dizer que o Estado Novo foi um fascismo — quando basta ler Hannah Arendt para sabermos a diferença entre o fascismo (que é totalitário por sua própria natureza) e uma qualquer ditadura (que foi o caso do Salazarismo, ou/e como foi também o caso do regime militar no Brasil).

Como afirmou Goebbels, “uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser verdade”. É este o mote dos esquerdistas como a Raquel Varela.

É absolutamente falso que o Estado Novo tenha sido um “fascismo” → porque o Estado Novo não foi um regime totalitário (totalitarismo).

6/ o regime político que a Raquel Varela defende (comunismo marxista) é um totalitarismo.

Assistimos, com alguma ironia, à classificação de uma ditadura salazarista como sendo um regime totalitário, para se branquear a defesa camuflada de um totalitarismo que matou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e só no século XX.

7/ morreu mais gente inocente — nas ex-colónias portuguesas de África, incluindo centenas de milhar de crianças que morreram de fome em Angola e em Moçambique — depois de 1975, do que durante 500 anos de colonização portuguesa em África.

Ou seja, o processo “exemplar” de descolonização em África foi o maior crime colectivo praticado por Portugal.

É neste contexto que a Raquel Varela vem falar de “100 mil mortos”; naturalmente que ela não sabe o que diz; ou papagueia o que se diz por aí. A Raquel Varela é o espelho do pior que existe na actual cultura da “elite” da sociedade portuguesa.

Sábado, 22 Dezembro 2018

A Raquel Varela e os "gilets jaunes" Tugas

Diverti-me lendo a “análise” da Raquel Varela em relação à Manif dos coletes amarelos portugueses — em dois textículos: o primeiro com o título “Steve Banon, chegou?”, e o segundo titulado “Uma vitória para a direita e outra para extrema-direita”.


1/ A posição da Raquel Varela em relação aos "gilets jaunes" lusitanos é ambígua — porque, por um lado, ela critica os me®dia que, falando tanto da “Manif de extrema-direita”, fizeram a propaganda da chamada “extrema-direita”; e, por outro lado, a Raquel Varela diz que os motivos da Manif dos "gilets jaunes" de “extrema-direita” são justos (“salário mínimo, descida de impostos”).

E depois há uma contradição da Raquel Varela: ela esconde o facto de a Esquerda ser endogenamente contra qualquer descida geral de impostos, porque o próprio princípio de redução de impostos, entendido na cultura antropológica e exclusivamente em si mesmo, coloca em risco o estatuto (cultural) da omnipotência do Estado socialista.

“Esquerda” e “redução geral de impostos” são dois conceitos contraditórios nos seus próprios termos.

Por isso é que os me®dia (maioritariamente de Esquerda) criticaram a Manif dos "gilets jaunes" Tugas: se estes reclamam “descida de impostos” → só podem ser da “extrema-direita” — quando, de facto, é exactamente o contrário: eu ainda não vi, por exemplo, a Marine Le Pen a reclamar “descida de impostos” em França e em termos gerais, embora ela “cavalgue” habilmente os "gilets jaunes" franceses: o mais que ela faz é reclamar contra a descida de impostos (decretada pelo psicopata Macron) dos mais ricos.

A chamada “extrema-direita” francesa não é contra o roubo dos impostos: constitui-se apenas como uma forma nacionalista de socialismo.

(more…)

Segunda-feira, 3 Setembro 2018

A filha-da-putice da Raquel Varela

 

Depois de a Esquerda anti-capitalista (P.T.), e do Foro de S. Paulo, ter governado o Brasil durante 13 anos consecutivos (desde 2003 até Agosto de 2016); e em que o património cultural, financeiro e económico do Brasil foi sendo paulatinamente delapidado pelos revolucionários esquerdistas no Poder — a comunista, petista e chavista Raquel Varela vem dizer (a propósito do incêndio do museu no Rio de Janeiro) que a culpa do incêndio foi do “capitalismo sem oposição”.

Isto já não é descaramento: é mesmo filha-da-putice!

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

 pragmatismo-web

A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

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