perspectivas

Quinta-feira, 21 Maio 2015

Com o Tratado de Lisboa, talvez não seja má ideia reinstituir a pena-de-morte

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 5:49 am
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Em 2007 escrevi um verbete sobre o Tratado de Lisboa. Parece que só agora se dão conta do problema:

“Militares portugueses sob comando de oficial espanhol? Secção Viriato? informação enviada através do Estado-Maior de Espanha?

Quer fazer o favor de explicar que cegada vem a ser esta, senhor Ministro?”

só pode ser brincadeira de mau gosto

Estava tudo escrito no Tratado. O problema é que o povo não foi informado e nem sequer o Tratado foi sujeito a plebiscito ou referendo. O povo português foi fodido pela classe política; mas ainda não fica por aqui! Noutros tempos, alguns membros desta classe política seriam enforcados em praça pública. Haja esperança!

Segunda-feira, 11 Maio 2015

O Quim tem razão

 

O Quim escreveu o seguinte:

“É altura de começarmos a pensar em sair do Euro, uma moeda forte não é viável num país socialista.”

Eu acho que ele tem razão. Por isso é que a Suíça não está no Euro: é um país socialista. E no Reino Unido, ainda agora ganharam os socialistas as eleições, e por isso é que este país não está no Euro — já não falando na Dinamarca, Suécia e na Noruega, onde predomina o socialismo estalinista. E a Hungria, que é um país socialista que tem uma taxa única de IRS de 16%, também não está no Euro, o que é sintomático da superioridade e da liberdade da economia na zona Euro.

Já a França, por exemplo, que está no Euro, não é socialista — como é evidente! O Euro é incompatível com o socialismo! O Quim tem razão.

O medo da rebelião

Filed under: Europa — O. Braga @ 2:32 pm
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A tendência natural de um qualquer governo para a tirania só se pode combater com o medo da rebelião.

Os governos são piores se os cidadãos adoptam a espécie de submissão defendida por Hobbes no “Leviatão”. Vemos como, no Brasil, a classe política subverteu e prostituiu os mecanismos democráticos de “check & balance”, o que significa que o regime democrático, por si só, não garante a tendência natural dos governos — controlados pelas elites — para a tirania. É preciso que as elites tenham medo da rebelião.

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Sexta-feira, 8 Maio 2015

É melhor deixar passar a pretalhada toda no Mediterrâneo

Filed under: Europa,Portugal — O. Braga @ 9:37 pm
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“O FMI reiterou hoje a necessidade de Portugal cortar mais na despesa pública, insistindo na necessidade de realizar uma “reforma abrangente dos salários e das pensões” e de “continuar as reformas estruturais” para melhorar a competitividade.”

FMI volta a pedir reformas nos salários e pensões em Portugal

pretalhada-toda

Domingo, 3 Maio 2015

Com esta “direita”, vamos andar tortos

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:41 pm
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Alguém colocou o seguinte comentário neste verbete em que me referi a um artigo do José Pacheco Pereira:

“A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 500 € à juventude com IVA a 23% é matar o país… entretanto pensões de 1000 e 1500 € é ao pontapé por aqui… uma vergonha.”

Esta forma de pensar caracteriza a chamada “direita” em Portugal, que de direita tem quase nada — mas também de um certo Partido Socialista. ¿Onde é que este raciocínio está errado?

1/ Parte do princípio de que a estada de Portugal no Euro só tem vantagens; daí a ideia de que “a Europa está a ser justa”, como se o Euro fosse uma dádiva de uma entidade abstracta chamada Europa — uma dádiva dos deuses.

2/ Os dez primeiros anos de permanência de Portugal no Euro são escamoteados, como se um passado muito recente não existisse. A situação de bancarrota a que Portugal chegou em 2011 era inevitável — poderia ser mais tarde, mas era inevitável — à luz da política monetária então vigente que serviu, entre outras coisas, para salvar a economia alemã da crise da Bolsa de 1999.

3/ Em consequência da política monetária do Euro da primeira década de vigência da moeda, surgiu a bancarrota de 2011 catalisada pela crise americana de 2008. A própria lógica do Euro impunha uma bancarrota de Portugal a prazo: era uma questão de tempo. Neste contexto, o actual dirigente do BCE [Banco Central Europeu], o português Vítor Constâncio, dizia em 2005 que o endividamento da economia portuguesa seria compensado pela federalização da União Europeia. Até hoje não vimos qualquer federalização, nem veremos.

4/ Se a permanência de Portugal no Euro começa a trazer mais desvantagens do que vantagens, ¿qual o interesse dos portugueses permanecerem no Euro? A resposta da “direita” é a seguinte: “A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 500 € à juventude com IVA a 23% é matar o país”.

E ¿qual a razão por que os salários médios baixaram em Portugal? E por que razão o PIB per capita grego, apesar da dita “crise que castiga o sul da Europa”, se mantém equiparado ao PIB per capita da região de Madrid? Por que é que Portugal, com a dita crise, passou a ser o país da zona Euro com mais baixos salários?

O problema daquele raciocínio é que é desprovido de quaisquer princípios; é uma opinião sem qualquer atenção a qualquer nexo causal, opinião essa divulgada pela “direita” e que serve para enganar os tolos.

Que seu saiba, a Direita — desde o tempo de Salazar — sempre serviu o país em primeiro lugar. A “direita” que temos hoje serve outros interesses que não o país.

5/ O corolário daquele raciocínio é o seguinte:

“A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 100 € à juventude com IVA a 23% é matar o país… entretanto pensões de 300 e 500 € é ao pontapé por aqui… uma vergonha.”

Por isso é que “a Europa tem razão” e Portugal deve continuar a aceitar passivamente as regras do Euro impostas pela Alemanha.

Sábado, 2 Maio 2015

A Escolástica da União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:49 pm
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O José Pacheco Pereira parece um radical de direita. Digo isto com certa ironia porque, hoje, quem pensa “fora do penico” é imediatamente apodado de “extremista”.

IV-reich-webEu próprio tenho sido aqui acusado de “extremista”. Como diz Olavo de Carvalho: “Chamar um adversário de “extremista” não refuta o que ele disse. É expediente de vigarista”. E de facto é difícil refutar o que o José Pacheco Pereira diz aqui.

Na actual União Europeia, qualquer tese política heterodoxa é imediatamente condenada; vivemos em uma espécie de Escolástica, entendida no pior sentido: as teorias são passadas a pente fino, e qualquer dissensão do politicamente correcto é imediatamente considerado heresia. A União Europeia vive em uma “Idade Média actual”.

G. K. Chesterton dizia (cito de cor) que “quando virmos os socialistas, liberais e conservadores concordarem todos com um determinado tipo de política, tenhamos então cuidado com as nossas carteiras”. Este unanimismo em relação à União Europeia e ao Euro vai-se reflectir nas nossas carteiras.

Ou a União Europeia se reforma e se democratiza, e a filosofia económica que preside ao Euro é alterada, ou então esta União Europeia está condenada a dar o “peido-mestre”, mais cedo que tarde. Não tenhamos dúvida disto.

Porém, o José Pacheco Pereira acaba por cometer um erro crasso (no ponto 7), quando situa o problema da União Europeia na dicotomia esquerda/direita. O problema é o de um princípio geral que é violado, e não o de uma dicotomia ideológica de qualquer índole. Estamos no domínio dos princípios, e não no domínio de uma qualquer ideologia ou conjunto de ideologias. Por exemplo, o Tratado Orçamental ditado pela União Europeia é antidemocrático por definição, e viola um princípio inalienável do Estado de Direito. São os princípios que nos interessam preservar, e não fazer ressaltar ideologias. O José Pacheco Pereira, neste aspecto, esteve pior.

Mesmo que a “realidade” coincidisse totalmente com o neoliberalismo da escola de Chicago — o que seria absurdo! —, essa “realidade” não justificaria a alienação de princípios fundamentais do Estado de Direito.

Domingo, 12 Abril 2015

Os me®dia andam a enganar os povos europeus acerca da queda do avião da GermanWings

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:24 pm
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Podem ler aqui em baixo uma carta (clique para ampliar) do deputado alemão Hans-Peter Bartels ao presidente da república da Alemanha, Gehard Schindler, acerca do relatório dos serviços secretos alemães que revelam que o co-piloto suicida, Andreas Lubitz, estava ligado ao Islamismo radical.

germanwings-web

Lubitz tinha aderido recentemente ao Islão, frequentou assiduamente a mesquita da cidade alemã de Bremen, e tinha relações estreitas com radicais islâmicos — pelo menos é isto que os serviços secretos alemães revelaram ao Bundestag, o parlamento alemão.

Hans-Peter Bartels recomenda ao presidente Gehard Schindler que mantenha a informação secreta (pelo visto, não muito), alegadamente porque poderia provocar alarme social na Alemanha contra os muçulmanos imigrantes.

A Europa anda a brincar com assuntos sérios.

Sexta-feira, 10 Abril 2015

O emporcalhamento limpinho

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 8:36 pm
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Agostinho da Silva disse um dia em uma entrevista que “os portugueses têm que ser os médicos e os enfermeiros desta Europa doente”, a propósito da entrada de Portugal na União Europeia. O que está a acontecer é Portugal está a ficar mortalmente infectado pela doença da Europa.

Portugal, que foi o primeiro país do mundo a abolir a pena-de-morte, ainda no tempo dos reis, vê-se agora na contingência de a reintroduzir sob as ordens da União Europeia. E vemos um sociólogo, de seu nome Paulo Pereira de Almeida, aparentemente ligado ao Partido Social Democrata, a escrever um artigo com o título “criminosos merecem morrer”.

E do outro lado da barricada vemos o determinismo do comportamento humano, a negação do livre-arbítrio que faz lembrar aquela cena caricata de um assassino que se dirige ao juiz e diz: “Senhor Doutor Juiz: a culpa do assassínio não foi minha! É dos meus genes! Já nasci assim!”. Em vez do Portugal desinfectado (com consoante muda!), defende-se ali o Portugal emporcalhado.

Entre o Portugal desinfectado e o emporcalhado, o cidadão anónimo e anódino interroga-se sobre a qualidade dos auto-denominados “intelectuais” portugueses. Os dois “Portugais” fazem parte do mesmo problema: o dos que se limitam a definir a realidade inteira segundo critérios diferentes de limpeza.

Concordo com Passos Coelho: o custo do trabalho é muito alto, e por isso temos que sair do Euro

 

¿Quantos minutos tem que trabalhar um português médio para comprar um litro de leite? E façamos agora as contas em relação a um alemão médio, e comparemos. Mas tanto o português como o alemão vivem na zona Euro…

Passos Coelho nunca trabalhou na sua (dele) vida. Viveu sempre de expedientes políticos e saiu-lhe a sorte grande quando chegou a primeiro-ministro — neste aspecto não é diferente de António Costa.

Se Passos Coelho chega à conclusão que o custo do trabalho em Portugal é alto, então é porque existe uma incompatibilidade entre a economia portuguesa e o valor da moeda Euro, porque o português médio ganha 25% do que ganha um alemão médio. Naturalmente que Portugal tem 10 milhões de consumidores, ao passo que a Alemanha tem 80 milhões (economia de escala), e para além das diferenças no tipo de indústria.

Mas Passos Coelho pretende fazer a quadratura do círculo: manter o Euro (moeda forte) e reduzir o custo de trabalho em Portugal. Nem os chineses fazem isto!: 1 Yuan = 0,15 Euros. Por isso é que a classe média chinesa vive hoje melhor do que a classe média portuguesa, porque os chineses exportam mais do que importam e são auto-suficientes em grande parte da economia (ao contrário de Portugal).

À medida que o tempo passa, o povo português está cada vez mais confrontado em uma situação de “double blind”: ou vota na merda (Passos Coelho), ou então vota na merda (António Costa). E esta alternativa sistémica e merdosa só nos vai levar a um sítio: a criação de uma espécie de Front Nationale em Portugal. É a própria merda do sistema político que nos vai empurrar para um qualquer radicalismo.

Terça-feira, 7 Abril 2015

A Grécia está a ser governada por doentes mentais

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:10 pm
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“Greece has demanded nearly €279bn in reparations from Germany, more than the value of its current bail-out, as the cash-strapped country continues to pursue compensation for crimes carried out by the Third Reich.”

Greece demands €279bn from Germany in Nazi war reparations

A Grécia é um manicómio. Dentro desta União Europeia pouco normal e nada homogénea, só nos faltava um país de malucos. Cheguei à conclusão de que é melhor que a Grécia saia do Euro, porque é impossível lidar com psicóticos que não reconhecem qualquer responsabilidade na sua doença. Este ambiente de manicómio europeu é insuportável.

Um dia destes, os psicóticos que governam a Grécia irão pedir compensações financeiras à Itália por causa da ocupação romana na Antiguidade Tardia.

Terça-feira, 24 Março 2015

Para mim é claro que o BCE [Banco Central Europeu] prepara a saída da Grécia do Euro

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:56 pm
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“The European Central Bank is set to make it illegal for Greek lenders to add to their holdings of government debt in a move that effectively cuts off a key source of funding for Athens and heightens the risk of a sovereign default.”

ECB set to tighten rules for Greek banks on T-bills

Segunda-feira, 23 Março 2015

Marine Le Pen, o Insurgente e o Jugular

 

marine-le-pen-web

Começo por dizer que, se eu fosse francês, não votaria na Front Nationale de Marine Le Pen,  a não ser por voto de protesto contra o sistema político; por várias razões, e fundamentalmente porque a Front Nationale é tão radicalmente laicista quanto o Partido Socialista francês.

nigel-farage-web

Eu vou mais pelo secularismo, por exemplo, de um UKIP (United Kingdom Independent Party); vou mais por aqui, mas vou mais longe: em minha opinião, a Igreja Católica deveria fazer parte do protocolo de Estado, e portanto, fui contra a posição do Partido Social Democrata que há anos se aliou à  Esquerda e à  maçonaria para revogar a tradição portuguesa da presença da Igreja Católica nos protocolos de Estado que vigorava desde a fundação de nacionalidade.

Segundo o critério do Insurgente, o UKIP, sendo um partido nacionalista e que defende até a saída do Reino Unido da União Europeia, é um partido socialista.

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