perspectivas

Quarta-feira, 25 Maio 2016

O fim do princípio da subsidariedade na União Europeia.

Filed under: Política — O. Braga @ 5:05 pm
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É tempo de deixarmos a União Europeia; é tempo de, pelo menos, começarmos a pensar no assunto.

Sophia in ‘t Veld, deputada liberal holandesa ao parlamento europeu, elaborou um relatório que se pretende transformar em uma nova instituição burocrática com poderes supra-nacionais. Trata-se de um relatório (no seguimento de outro de Viviane Reding) com recomendações à Comissão referentes à criação de um mecanismo da UE para a democracia, o Estado de direito e os direitos fundamentais.

Em nome da democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos, a elite política europeísta vai levando a cabo uma agenda política radical de engenharias sociais, que se pretende que passe agora pela criação de uma super-estrutura burocrática europeia que policie os Estados membros segundo critérios ideológicos indefinidos à partida, e que zelarão pelo correcto “progresso da opinião pública”.

Esse “mecanismo da UE para a democracia, o Estado de direito e os direitos fundamentais” é uma nova instituição burocrática, composta por membros não eleitos, e que farão a monitorização o comportamento político dos Estados membros. É uma espécie de Comissão de Censura coordenada pelo politicamente correcto.

Os critérios da censura política da União Europeia ficarão a cargo da discricionariedade de um painel de especialistas e burocratas não eleitos (os deuses), e em que os Estados membros não têm nenhuma influência na definição desses critérios. Os burocratas da União Europeia consideram-se uma espécie de “deuses do Olimpo”.

Esses “especialistas” terão o poder de censurar os Estados membros da União Europeia em qualquer situação, embora nenhum Tratado internacional legitime essa censura. Ou seja, esse painel de burocratas não eleitos será uma instituição supra-judicial cujo poder e competência não tem limites nem fronteiras.

Esses paineleiros burocratas classificarão cada país da União Europeia com três cores — verde, amarelo e vermelho — e forma anónima: se um país for classificado de “vermelho”, ninguém ficará a saber quem foram os paineleiros que o classificaram dessa forma. E se um país for classificado de “amarelo” — por exemplo, se não aprovou as "barriga de aluguer" —, iniciar-se-a um procedimento de expulsão da União Europeia (leiam o documento em PDF).

Os critérios da censura política dependerão dos 63 burocratas não eleitos que compõem o painel. Por exemplo: ¿um país não aprovou a lei da "barriga de aluguer"? Amarelo nele! ¿Um país limitou o activismo político judicial?! Vermelho com ele!

Em nome da democracia, a União Europeia subverte a democracia; em nome do Estado de Direito, a União Europeia mina o Estado de Direito; e transforma os “direitos humanos” em uma política subjectivista e radical.

Domingo, 15 Maio 2016

Historicamente o comunismo (e o jacobinismo) não é russo: é ocidental!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:30 am
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Algum discurso do Olavo de Carvalho é marcado por um certo desespero, o que eu compreendo porque também o sinto. Este desespero é produto da realidade concreta e do facto de que aquilo a que Olavo de Carvalho chama de “comunismo”, ter surgido na Europa Ocidental cristã — nomeadamente na Alemanha, em Inglaterra e em França — a partir do século XVIII. Esta é a verdade histórica insofismável.

Ou seja, a Rússia não foi o berço do comunismo. O berço do comunismo foi a Europa Ocidental.

As ideias embrionárias do comunismo — nomeadamente o jacobinismo — foram levadas para os Estados Unidos (e para o Brasil) em duas fases: a primeira com o apoio à independência dos Estados Unidos por parte da elite iluminista europeia, por um lado, e com o positivismo ideológico, por outro lado; e posteriormente através da transferência da Escola de Frankfurt (marxismo cultural) para os Estados Unidos com o advento do nazismo.

Segundo estatísticas credíveis, a Rússia tem hoje 78% de praticantes cristãos. Na Europa Ocidental, a percentagem de cristãos praticantes está muitíssimo longe dos números actuais da Rússia.

Ou seja, o comunismo permanece onde nasceu: na Europa Ocidental — depois de ter sido exportado para os Estados Unidos. O problema está na Europa Ocidental, e não na Rússia. O inimigo a combater é a Europa Ocidental. O nosso inimigo, enquanto europeus, encontra-se no nosso seio, como aliás atestam as múltiplas guerras internacionais e civis que aconteceram na Europa Ocidental desde a Revolução Francesa.

A Rússia voltou hoje a uma espécie de czarismo sem czar — e não ao comunismo (como defende Olavo de Carvalho). Não podemos saber o futuro, mas o possível retorno da Rússia ao comunismo só poderá ser feito à custa de muito derramamento de sangue, tendo em conta os tais 78% de cristãos praticantes na Rússia.

No tempo dos czares, a Rússia tinha uma polícia política interna formidável, e uma rede de espiões internacionais muito mais sofisticada do que a de muitos países da Europa Ocidental — a tal ponto que o próprio czar Pedro, O Grande, andou disfarçado e anónimo em Inglaterra a espiar a construção naval inglesa, informação essa que depois ele utilizou para desenvolver a construção naval bélica na Rússia. Nessa época ainda não havia comunismo na Rússia.

Ao contrário do que diz Olavo de Carvalho, a quantidade de espiões na Rússia não é característica do comunismo; tem uma tradição mais antiga que vem do tempo dos czares.

Em suma: historicamente, o comunismo (e o jacobinismo) não é russo: é Ocidental! Metam esta merda na cabeça!

Sábado, 14 Maio 2016

Como o feminismo destruiu a Europa

 

Quinta-feira, 5 Maio 2016

Assunção Cristas é bem-comportada e respeita a Esquerda

 

Um diplomata português foi preso pela polícia belga porque tirou uma fotografia a um edifício público em Bruxelas. A sorte dele é que era diplomata e foi libertado no mesmo dia: se fosse um simples cidadão português, ficaria de molho na cadeia.

Ao mesmo tempo que este clima de pânico acontece na Bélgica, a Esquerda (incluindo o José Pacheco Pereira e o papa Chiquinho) continua a defender a entrada livre de imigrantes islâmicos na Europa, a ponto de a União Europeia se preparar para autorizar a livre circulação de 77 milhões de turcos muçulmanos nos países da União.

Em Inglaterra, prepara-se uma lei que considera uma pessoa como “extremista” se não concordar com o "casamento" gay; e sendo “extremista”, é preso. Entramos no crime por ter uma opinião; quem afirmar publicamente o seguinte: “Não concordo com o "casamento" gay!”, é considerado “extremista” por lei e vai para a cadeia. Embora o cunservador David Cameron concorde com a lei, esta tem origem na Esquerda britânica. A repressão da liberdade de expressão é uma glória da Esquerda.

Diz a BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation) que, em Inglaterra, crianças com idade de três anos de idade são objecto de cirurgias para serem transexuais. Qualquer dia mudam-lhes o sexo à nascença.

Dei aqui alguns factos (e poderia dar muitos mais) que demonstram o estado de insanidade da cultura antropológica na Europa, a que nos conduziu a Esquerda. Ou limpamos a nossa casa, ou entramos em guerra.


No contexto desta cultura europeia insana, Assunção Cristas pretende revitalizar a natalidade em Portugal. ¿E como? Seguindo as mesmas receitas da Esquerda, ou sejam, paliativos.

O “faxista” Viktor Orbán implementou na Hungria — onde a taxa de IRS é única e universal, de 14% — algumas medidas a favor da natalidade que deveriam ser seguidas pela “direita” portuguesa:

  • se um avô ou avó cuidam dos netos enquanto os pais trabalham, têm direito a uma prestação social (adicional) equivalente a uma pensão mínima de velhice;
  • os patrões que empreguem pais que tenham pelo menos 3 filhos ficam isentos de prestações sociais (a “taxa única”) durante três anos (em relação a esses pais, obviamente), e depois ficam sujeitos a uma taxa única de 14% em vez da taxa normal de 27% durante os dois anos seguintes;
  • o pai ou a mãe têm direito, durante os primeiros três anos da criança nascida, ao trabalho em tempo parcial (part-time);
  • o Estado deposita a prazo em um Banco, e em nome da criança, um determinado valor que acumulará juros até poder ser levantado quando a criança tiver 18 anos;
  • ¼ das despesas com a criança (saúde, educação, etc.) são deduzidas em sede de IRS — para além dos normais incentivos fiscais em vigor no governo português de Passos Coelho e que o António Costa eliminou;
  • 32.000 Euros supridos (oferecidos) pelo Estado para aquisição ou obras em habitação própria, a famílias que se comprometam a ter pelo menos 3 filhos nos 10 anos seguintes.

Não veremos jamais Assunção Cristas propôr medidas destas. Jamais! Ela está demasiado comprometida com a mentalidade de Esquerda para correr o risco de ser faxista.

A União Europeia tornou-se em um instrumento de repressão política

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:50 am
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A União Europeia pretende estabelecer uma multa de 250.000 Euros por cada imigrante que um qualquer país recuse acolher. Isto significa que a Comissão Europeia pretende penalizar a Hungria em 500 milhões de Euros, e a Polónia em 1,6 mil milhões de Euros, só porque estes dois países recusam receber imigrantes islâmicos.

Estabelece-se assim um princípio perigoso. Nada impede que, no futuro, a União Europeia imponha uma multa, por exemplo, de 1 milhão de Euros por cada soldado que um determinado país recuse enviar para uma guerra qualquer que seja do interesse exclusivo dos países do directório (Alemanha e França).

Quando entramos na União Europeia, sabíamos que não havia almoços grátis; mas o que acontece hoje, é que não só os almoços não são grátis, como também já nos dizem qual é o tipo de dieta que temos que seguir. E qualquer dia proíbem-nos de comer.

Sábado, 30 Abril 2016

Sol na eira e chuva no nabal

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:45 am
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O Partido Socialista de António Costa e o Bloco de Esquerda da filha do bombista, querem sol na eira e chuva no nabal: querem pertencer ao Euro e não cumprir as regras do Euro. Ao menos, o Partido Comunista é coerente.

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Quarta-feira, 27 Abril 2016

O lóbi político gayzista pretende expulsar a Lituânia da União Europeia

 

A Lituânia tem uma lei de protecção de menores de idade, que impede a propaganda sodomita e gayzista nas escolas primárias e nos jardins infantis. Porém, o lóbi político sodomita pretende que a comissão europeia abra um procedimento de suspensão da Lituânia na União Europeia, apenas porque este país proíbe a propaganda gayzista em crianças até aos nove anos de idade.

Terça-feira, 19 Abril 2016

Vêm aí os turcos! Apertem os cintos!

Filed under: Política — O. Braga @ 3:42 pm
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“Le Parlement européen a voté par 375 voix contre 133 l’initiative du président chypriote Nicos Anastasiades, qui a demandé à la présidence néerlandaise de l’Union d’ajouter le turc aux 24 langues officielles de l’UE, dans l’espoir de faciliter les efforts en faveur de la réunification de l’île.”

Le turc est devenu une « langue officielle de l’UE »

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Sexta-feira, 15 Abril 2016

Sobre Portugal e o Euro

Filed under: economia — O. Braga @ 11:48 am
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A economia não é uma ciência exacta, ou melhor, não pode ser sujeita literalmente ao método das ciências da natureza — tal como acontece também com as chamadas “ciências sociais”. Obviamente que em economia há estatísticas que permitem estabelecer algumas leis; mas essas estatísticas são feitas no passado, e as variáveis são de tal forma vastas que qualquer previsão económica corre sempre muitos riscos de falhar.

Um Insurgente refere-se aqui a uma entrevista de João Ferreira do Amaral em que este defende a saída de Portugal do Euro.

Europa do Euro 400 webNão há qualquer garantia de que se Portugal permanecer no Euro, ou se Portugal sair do Euro, o nosso país terá um futuro mais risonho.

Permanecer do Euro ou sair dele é uma decisão política — porque as estatísticas de 15 anos de Euro revelam que as vantagens e desvantagens da permanência de Portugal no Euro se equivalem. Já não estamos aqui a falar de economia, mas antes de opções políticas e, obviamente, ideológicas.

João Ferreira do Amaral mencionou alguns factos (e contra factos não há argumentos). Por exemplo, com Portugal no Euro a crescer entre 1% e 1,5%, o país não tem viabilidade; é um país que não tem futuro. Este é um facto matematicamente verificável, em função do valor da dívida total do país. Quem defende, ainda assim, a permanência de Portugal no Euro, toma uma opção política, e não económica: sacrifica determinados valores para beneficiar outros valores.

Por outro lado, também não há quaisquer garantias de que, saindo Portugal do Euro, Portugal começaria automaticamente a crescer 3% por ano, permitindo assim o pagamento da dívida e juros, o decréscimo do desemprego e a sustentabilidade das despesas do Estado. Mas a experiência demonstra-nos que a permanência de Portugal no Euro levou ao endividamento e à descapitalização da economia portuguesa. Isto são factos. Porém, a experiência demonstra-nos que o soberanismo, entendido apenas isoladamente e sem uma renovação cultural, não é garantia de crescimento económico (como podemos ver no actual Brasil de Dilma).

Permanecer no Euro ou sair dele é escolher entre dois males — porque não há qualquer garantia de que cada um deles funcione para um melhor Portugal futuro. É uma decisão política que esta geração de políticos terá que assumir, para o bem ou para o mal de Portugal, e que ficará para a História.

Segunda-feira, 11 Abril 2016

Um bom artigo para o Carlos Fiolhais e a Helena Damião lerem

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:30 pm
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O Professor universitário dinamarquês Helmuth Nyborg é especialista na área da ligação entre as hormonas e a inteligência, e escreveu isto:

“In 2012 I wrote the article "The decay of Western civilization: Double relaxed Darwinian Selection". It assessed the effect of the Europeans having few children and immigrants with low IQ many, and concluded that Westerners will soon be a minority in Europe, and that the average IQ drops so much that prosperity, democracy and civilization is threatened”.

Professor: – Civil war is most likely

Também o podem ler a Raquel Varela, o Jugular, e a Esquerda em geral.

Quinta-feira, 7 Abril 2016

Holandeses contra a União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:10 pm
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Na Holanda, os referendos são válidos com 30% de votos do universo eleitoral; em Portugal são precisos 50%. Acresce que existe uma nova lei na Holanda que legitima um qualquer grupo de cidadãos a pedir um referendo sobre legislação da União Europeia que afecte o país. Em contraponto, em Portugal nunca houve um referendo sobre qualquer legislação ou Tratado ratificado pelo Estado português em relação à União Europeia.

Pelo que se vê, Portugal pretende dar lições de democracia ao mundo…

Realizou-se recentemente na Holanda um referendo sobre o novo Tratado entre a União Europeia e a Ucrânia. O resultado do referendo foi negativo, ou seja, a maioria dos referendários não concorda com esse Tratado — o que não significa que os holandeses tenham alguma coisa contra os ucranianos, mas antes significa que os holandeses são genericamente contra as políticas antidemocráticas da União Europeia.

Quarta-feira, 6 Abril 2016

O José Adelino Maltez e a alienação da soberania portuguesa

 

« Também o investigador de Ciência Política José Adelino Maltez disse à Lusa que não há aqui um convite a uma entidade estranha ao exercício da função dos órgãos de soberania” nacionais já que há uma “nova realidade constitucional” desde que Portugal se vinculou “a uma série de princípios e a tratados internacionais”.

O Banco Central Europeu “deixou de ser estrangeiro” e o “Banco de Portugal deixou de ser uma entidade dependente do Estado português”, afirmou. »

Draghi no Conselho de Estado: inovação ou “marketing institucional”?

Vamos partir do princípio de que o argumento do Maltez [segundo o qual Portugal se vinculou “a uma série de princípios e a tratados internacionais”] é válido. A pergunta é a seguinte: ¿o povo português foi directamente consultado nesses tratados assinados em seu nome? A resposta é “não”: não houve referendo nenhum sobre tratados de cedência de soberania. Portanto, mesmo que seja válido o argumento do Maltez, é uma filha-da-putice, um argumento cínico e insultuoso para o povo português.

Agora imaginemos outro cenário: Jean-Claude Juncker é convidado pelo primeiro-ministro António Costa para assistir a uma reunião do conselho de ministros. Segundo o Maltez, o convite é constitucionalmente válido, por analogia com o caso do convite do Marcelo Rebelo de Sousa a Draghi para assistir a uma reunião do Conselho de Estado.

Mesmo que o argumento do Maltez seja válido, ambos os convites colocam em causa o princípio da subsidiariedade (o princípio do “cada macaco no seu galho”).

Porém, a verdade é que o argumento do Maltez não é válido, porque contraria o estipulado na Constituição Portuguesa, nomeadamente o Artº 1, 3, 5, 6, para citar alguns.

Note bem, caro leitor: um tratado internacional assinado pelo governo, e não referendado, não pode ir contra o espírito e letra da Constituição! O Maltez já labora na ilegalidade.

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