perspectivas

Sábado, 30 Julho 2016

O terrorismo e a singularidade islâmica

 

“As sociedades europeias / ocidentais são hoje muito diversas face à realidade de há meio século atrás. Abandonaram a ideia de uma cidadania culturalmente homogénea, a qual foi substituída por uma cidadania multicultural. O ideal é apreciável, especialmente face aos excessos nacionalistas do passado e a modelos de cidadania pouco inclusivos. Parece em sintonia com a diversidade do mundo globalizado. Mas enfrenta um problema delicado.

Entre as elites políticas, empresariais, académicas e artísticas emergiu uma cidadania cosmopolita e multicultural. Na grande maioria da população a ideia não teve ressonância. O principal quadro de referência continua a ser o Estado-nação, como se viu na crise da Zona Euro”.

O Daesh cresce no multiculturalismo de gueto na Europa


O conceito de “elite” é hoje pejorativo; a elite é hoje uma espécie de classe kitsch ou filistina cujos membros aparecem amiúde nos me®dia e que se regulam por um utilitarismo básico e bacoco a que chamam de “cosmopolitismo”.

Em vez de “elite”, adoptemos o conceito de “escol” segundo o critério de Fernando Pessoa: um escol é tanto mais perfeito quanto mais diferente é do resto da população em grau de tudo; quanto mais está, contudo, unido a esse resto da população por um interesse nacional; e na acção que tem sobre esse resto da população.

O escol não significa uma classe de pessoas, mas antes é uma série de indivíduos. Pode pertencer ao escol um rico ou um remediado e até um indivíduo despojado (como foi Agostinho da Silva), um intelectual ou um artista, um industrial ou um operário. Um membro do escol não frequenta necessariamente o Jet7 e a figuração pública, e a maioria prefere até o recato da privacidade.

As condições auxiliares do escol: a aristocracia de sangue, pois estabelece a cisão no país; segundo Fernando Pessoa, um país democratizado baixa imediatamente o nível do escol. A aristocracia não é estritamente necessária, mas ajuda. São condições biológicas do escol: não intervenção do Estado em matéria biológica ou demótica. Condições económicas do escol: regime concorrencial o mais apertado possível.


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A tese do “gueto islâmico na Europa” (conforme vemos no texto) que pretende explicar o terrorismo islâmico, é própria do Romantismo positivista do século XIX que voltou a estar na moda.

Para os românticos, o erro humano não é do domínio da psicologia, mas antes decorre do padrão de valores de uma sociedade; desde logo, a culpa do erro do indivíduo é da sociedade entendida de uma forma quase abstracta. O Positivismo é o romantismo na ciência que alimenta o laicismo radical actual das elites que transformam a ciência em uma religião (o Positivismo é uma metafísica): é a Religião da Humanidade de Augusto Comte que voltou a estar na moda depois da queda do muro de Berlim.


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Conforme constata o texto referido, o problema do terrorismo islâmico escora-se na diferença radicais entre culturas; mas a cultura tem pressupostos metafísicos e éticos.

Por exemplo, existem na Europa comunidades de siques ou comunidades de budistas, mas não vemos os membros dessas comunidades a cometer actos de terrorismo. São os tipos de metafísica e de ética que determinam a forma de uma determinada cultura antropológica e a sua psicologia.

A sociedade europeia actual é herdeira do Cristianismo que, desde as suas origens, separou o Poder político e a religião (“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”). Esta separação entre o Estado e a religião marcou a metafísica e a ética cristãs e, por isso, determinou um padrão cultural comum a quase todos os povos da Europa ocidental.

A metafísica islâmica tem como consequência, na ética e na política, exactamente o oposto da cristã: defende a teocracia, ou seja a fusão do Estado e da religião, e neste sentido é uma ideologia política, e não uma religião propriamente dita.

Esta diferença cultural entre o Cristianismo e o Islamismo é impossível de ultrapassar, porque tem origem na metafísica que marca indelevelmente uma mundividência (a ética e a cultura antropológica). A única forma de “secularizar” o Islamismo é a repressão cultural do Islamismo — o que iria contra a ideologia dos direitos humanos e contra a Religião da Humanidade. Portanto, a solução do problema do Islamismo é o de o confinar (dentro do possível) aos países de origem, por um lado, e por outro lado regular os fluxos de imigração islâmica para a Europa.

A partir de um certo patamar de influência na sociedade, a comunidade islâmica tende a exigir uma lei separada para ela — a Sharia, ou lei islâmica. Nestas condições estão, para além da França, a Suécia, a Inglaterra, a Bélgica e a Holanda.

A partir de uma determinada percentagem de muçulmanos (digamos, 10%) em relação à população total em uma sociedade europeia, surge o fenómeno da “singularidade islâmica1, que é o ponto através do qual a sua influência se começa a aproximar do infinito. É preciso que se note que a intenção do Islão não é só a conversão dos infiéis; é sobretudo a imposição da lei da Sharia em todo o mundo, independentemente da fidelidade ou não fidelidade ao Islão.

A partir dos 10% do total da população, começa uma guerra civil autêntica, como acontece na Índia (14%), Israel (16%), Rússia (15%), Etiópia (33%). A partir dos 40% começam os massacres em massa contra as populações não-islâmicas, como na Bósnia (40%), no Chade (53%), ou no Líbano ( 60%). A partir dos 60% começam as limpezas étnicas e a aplicação do imposto islâmico (Jizya) — Iraque, Malásia, Catar, Sudão…E por aí fora.


Nota
1. Em termos matemáticos, uma “singularidade” é o ponto em um determinado domínio de uma função no qual o valor da função se torna indefinido. Em uma singularidade típica, a função “aponta para o infinito”, ou seja, na área em torno da singularidade o valor da função aumenta à medida em que este se aproxima daquela ― quanto mais próximo da singularidade, maior é o valor; quando o valor chega à singularidade, torna-se infinito. Em termos da lógica, a singularidade aponta para o absurdo de uma função.

Na astrofísica, o buraco-negro é também referido como uma “singularidade”. Quando a matéria de uma estrela em fim de vida é comprimida para além de um terminado ponto — conhecido como “radius de Schwarzchild” —, torna-se impossível a alguma coisa escapar à sua gravidade, produzindo um ponto de massa de uma “densidade infinita”. Na singularidade, as leis da Física (e da ciência em geral) deixam de ser aplicáveis.

Sexta-feira, 29 Julho 2016

A União Europeia e o materialismo marxista

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:33 am
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O materialismo marxista do século XIX (conforme a 1ª Internacional) tinha três características principais:

  1. a negação de Deus;
  2. a negação da pátria;
  3. a negação da propriedade privada.

A Constituição da União Europeia (o Tratado de Lisboa) difere dessas três características do materialismo marxista apenas no ponto 3.

Portanto, a Esquerda marxista europeia já teve sucesso em dois pontos essenciais: 1/ a negação do papel fundamental da religião na sociedade e na civilização; 2/ a negação da pátria como lugar da nação que é fundamental para a instituição da democracia.

A luta da Esquerda marxista é agora restrita à limitação ou mesmo negação da propriedade privada. Sem Deus e sem pátria, a vitória da Esquerda marxista é certa.

Terça-feira, 26 Julho 2016

Como acabar com o terrorismo islâmico na Europa

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:33 pm
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“Trigo limpo, farinha amparo”. “Para grandes males, grandes remédios”.

garrote

A “estagnação secular” e a Religião da Humanidade

 

Ontem, em um programa na RTP3, três economistas falaram da “estagnação secular”. Um deles (de Esquerda) fez referência a Karl Marx, e outro (da Não-Esquerda) afirmou que a solução para o problema da estagnação económica é uma (ainda) maior globalização das economias (internacionalização). Vemos como a Esquerda e a Não-Esquerda estão de acordo em pontos essenciais sobre este assunto.

Em ambos os casos (na Esquerda e na Não-Esquerda) verificamos a eliminação do elemento ético nas relações económicas, e a redução de toda a realidade humana à economia.


Segundo Karl Marx (“Ideologia Alemã”), a estagnação da economia deve-se às “relações de propriedade” — que é a relação que existe entre as “forças produtivas” e as “relações de produção”: alegadamente, quando as “forças produtivas” atingem determinado estado de desenvolvimento, “entram em contradição” com as “relações de produção”, e essa “contradição” é a causa da estagnação económica.

Quando os marxistas e os neoliberais reduzem a realidade inteira à economia, simplificam o que é complexo e adoptam um pensamento dogmático que ignora as retroacções da História. A História é vista por eles como sendo linear e progressiva, sem possibilidade de recuperação, por parte da sociedade, de conceitos do passado; e quando esses conceitos retroactores surgem, marxistas e neoliberais adoptam o ad Novitatem, fazendo com que o “novo” nunca possa ter qualquer coisa em comum com o “velho”.

A reacção contra a estagnação secular já se está a fazer sentir. Por exemplo, o Brexit é uma reacção à estagnação económica na União Europeia; a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos também; na Hungria temos o Viktor Orbán com os 12% de IRS universal; fenómenos similares acontecem na Irlanda, na Polónia, na Rep. Checa, ou mesmo na Eslovénia. No Japão, a reacção à estagnação secular é por demais evidente:

“This week, Japan’s Liberal Democratic Party and its coalition partners won a two-thirds majority in the legislature’s upper house, to go along with their two-thirds majority in the lower house. A two-thirds majority is required in each house to begin the process of amending Japan’s constitution. And amending the constitution is one of the central planks in the LDP’s platform”.

Japan’s New Fascism

Os direitos humanos, entendidos em si mesmos como uma política, tende a ser colocada em causa ou questionada. Os Direitos do Homem não são uma Política [Marcel Gauchet, “Le Débat”, 1980].


É neste contexto que surge a imigração aberta e suicida na Europa. É uma fuga para a frente, no sentido errado.

mulher islamica em inglaterra kodachromeAntes de o problema da “estagnação” ser económico — é metafísico, ético, cultural e político. Os “comunistas do mercado” (os neoliberais) e os “comunistas da revolução” (os marxistas) descobriram a vantagem da imigração em massa, e dizem que os resultados são excelentes: ambos pensam que saem a ganhar do negócio da imigração em barda.

A instalação multiculturalista de comunidades de imigrantes acelera a proletarização dos imigrantes, e também reduz os trabalhadores indígenas (os brancos europeus) à antiga condição de proletários: privados da protecção de uma nação coerente, tratados como “suspeitos históricos” pelo poder político controlado pelos “comunistas do mercado” (os neoliberais) e pelos “comunistas da revolução” (os marxistas), os europeus indígenas perdem as suas últimas imunidades comunitárias: transformam-se em uma versão actualizada dos proletários do século XIX, em zômbis em potência.

Esta estratégia de proletarização geral da sociedade convém tanto aos neoliberais como aos marxistas, embora por razões distintas — é aquilo a que eu chamei de sinificação.

Trata-se de uma aliança entre Trotski e Hayek.

O neoliberalismo utiliza os velhos intelectuais marxistas (por exemplo, Francisco Louçã, José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, etc.) que são os seus compagnons de route, e que se transformam no novo clero inquisitorial da Religião da Humanidade (esse novo ópio do povo): uma religião que se baseia nas tábuas da lei dos direitos humanos, ou seja, nos direitos dos zômbis, e que se transformam nos deveres do Homem. A Religião da Humanidade tem os seus dogmas, e o seu braço secular: a União Europeia e os tribunais nacionais e internacionais.

Um dos instrumentos privilegiados de controlo dos zômbis europeus por parte dos “comunistas do mercado” e dos “comunistas da revolução”, é a exploração sistemática do sentimento de culpa colectiva dos europeus: a Victimilogia “virou” ciência, e transformou-se em um sistema de legitimização de uma sociedade pouco legítima.

“A classe que tem o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, a que tem o poder espiritual do dominante” → Karl Marx, “Miséria da Filosofia”

¿Quem detém hoje o Poder espiritual dominante? É a Religião da Humanidade. E repartem entre si o poder material. Trata-se de uma aliança que aparece ao povo como a mistificação de uma cisão política. É a nova “superstrutura” constituída pelos “comunistas do mercado” e pelos “comunistas da revolução” (Karl Marx pode ser útil, mesmo quando é inútil).

Segunda-feira, 25 Julho 2016

As tensões aumentam na Alemanha.

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:18 pm
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As tensões aumentam na Alemanha. No funeral das vítimas do atentado de Sábado, os anormais dos muçulmanos gritaram “Alaú Vamos Ao Bar!”. E a reacção dos alemães não se fez esperar. Muitos dos muçulmanos que vivem na Europa terão que ser deportados; é uma questão de tempo. A convivência é impossível.

Domingo, 24 Julho 2016

O enriquecimento cultural que nos traz a imigração islâmica

 

antistigma1“Un refugiado sirio solicitante de asilo en Alemania, de 21 años y con antecedentes policiales, mató este domingo con un machete a una mujer e hirió a otras dos personas en la ciudad de Reutlingen (suroeste del país), según informó la policía local en un comunicado”.

Detenido un refugiado sirio en Alemania tras matar con un machete a una mujer

É claro que não tem nada a ver com o Islão: nada de “amálgamas” e de confusões.

 

nonconfundir

Segunda-feira, 18 Julho 2016

Portugueses e turcos nunca se deram bem

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:26 am
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Eu não simpatizo com o Erdogan; mas quando vemos o Bloco de Esquerda a atacá-lo, não podemos também gostar dos golpistas. Os turcos não têm uma cultura de matriz europeia. Ponto final.

O QI médio turco é de 89, o que aproxima a Turquia da ingovernabilidade. A cultura islâmica promove o casamento entre primos direitos, o que é uma das causas do baixo QI dos turcos.

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A arbitrariedade política turca é de tal forma que o Erdogan pretende reintroduzir a pena-de-morte para crimes do passado — o que vai contra o definido pelo Iluminismo no Direito (por exemplo, com Reimarus): uma lei punitiva não se aplica retroactivamente; não devemos criar uma lei hoje para punir um crime de ontem.

Portugueses e turcos nunca se deram bem. Os portugueses, sempre em minoria, causaram terror entre os turcos.

Sábado, 16 Julho 2016

O que os me®dia portugueses não dizem sobre #Nice

 

Um outro camião, armadilhado com explosivos, foi ontem neutralizado pela polícia francesa em Nice.

Os me®dia, condicionados pelo Bloco de Esquerda, preferem ouvir a opinião da Ana Gomes e do José Manuel Pureza.

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Sexta-feira, 15 Julho 2016

“A ameaça é o populismo”

 

“O que nos ameaça é o alastramento do populismo, mas eu não me deixarei intimidar por ameaças”.

François Hollande, entrevista a 14 de Julho de 2016

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O terror de Nice coloca Marine Le Pen no Poder

 

O que está a acontecer em França ultrapassa tudo o que possamos conceber como anomalia política.

A política dita “moderada” não resolveu o problema do terrorismo islâmico, mas alguém vai ter que o resolver ou pelo menos mitigar, a bem ou a mal. E com a Front Nationale no Poder em França, vai ser a mal.

Se eu fosse francês, hoje votaria Front Nationale — porque não há alternativa credível.

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Votaria por necessidade, e não por liberdade e/ou por convicção. É preciso quem arrume a casa, que é como quem diz, é necessária alguma ordem e segurança para o povo francês. Naturalmente que o politicamente correcto vai chorar lágrimas de sangue, porque algumas minorias irão ser sujeitas a uma vigilância aturada; e as deportações de imigrantes irão estar na ordem do dia. E mais: é possível que a pena-de-morte seja reintroduzida em França para os crimes de terrorismo (activo ou passivo).

A União Europeia falhou; não soube proteger-se, não obstante inúmeros avisos vindos de diversos quadrantes — incluindo os dos ingleses do Brexit. Agora tem que vir o extremo político limpar a merda que o politicamente correcto deixou ficar um pouco por toda a Europa.

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Segunda-feira, 4 Julho 2016

Os liberais que vieram da extrema-esquerda.

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 12:27 pm
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Não seria justo que nos recriminássemos pelos devaneios utópicos da nossa juventude, no tempo em que acreditávamos que podíamos construir um Mundo Melhor e o Homem Novo do futuro. Eu nunca acreditei nisso: sempre fui naturalmente reaccionário e céptico; sou um reaccionário inato; mas reconheço que não somos todos iguais.

O Mundo Melhor do Homem Novo, que a estupidez imberbe proclama, não é baseada no passado — como aconteceu com o Renascimento, que se baseou no regresso ao passado: o Mundo Melhor do Homem Novo actual projecta-se absurdamente em um futuro que é impossível conhecer. Portanto, o Mundo Melhor dos “progressistas” não é baseado em nenhuma experiência histórica, mesmo que revestida de alguns mitos como aconteceu no Renascimento.

Em suma, ninguém está livre de ter sido um estúpido na sua juventude.

Porém, quando a estupidez do efebo se desvanece e se adopta o ideário do liberalismo político, é suposto que os princípios básicos da democracia prevaleçam no nosso pensamento. E “democracia” significa “representação popular”.

O que eu não consigo perceber é como um dito “liberal” apoia a construção de um leviatão europeu, em que decisões políticas fundamentais são tomadas à revelia da representação dos povos da Europa, e em que o parlamento europeu não tem poder real de decisão; e ao mesmo tempo que apoia uma instituição não-democrática, critica quem defende o princípio da democracia no Reino Unido; mas diz-se de si mesmo “liberal”!

Ninguém está livre de ter sido um estúpido na sua juventude; mas, quem mal começa, tarde ou nunca se endireita.

Sábado, 2 Julho 2016

A Europa maçónica está em crise

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:31 am
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O jornal Púbico publicou um editorial em que a repetição das eleições na Áustria (devido a fraude eleitoral) é diabolizada. Para o politicamente correcto, a democracia é boa quando ganha a Esquerda; e “populismo” é a palavra usada pela Esquerda (e pela Não-Esquerda) quando a democracia assusta. Tudo se justifica se a Esquerda (ou a Não-Esquerda, que é a “direita” direitinha obediente à Esquerda) ganha as eleições: a fraude eleitoral é boa desde que o politicamente correcto saia vencedor.

Acontece na Europa um fenómeno interessante: no sul, é a Esquerda radical que é crítica da União Europeia; e no norte, é a chamada “extrema-direita” que critica a União Europeia. Por outro lado, existe uma discrepância entre os partidos da “extrema-direita europeus”: em França e na Holanda, a “extrema-direita” apoia Putin; na Polónia e na Hungria, a “extrema-direita” apoia a NATO e os Estados Unidos (não apoiam Obama: apoiam os Estados Unidos). ue-esq-dir



Temos que denunciar o epíteto de “extrema-direita”.

Se o politicamente correcto radicaliza à esquerda, até o Partido Social Democrata corre o risco de ser incluído na extrema-direita. Qualquer dia, até o Partido Socialista é de extrema-direita. Se a democracia não é possível sem o Estado-Nação, então segue-se que a abolição de fronteiras, que os burocratas maçónicos da União Europeia defendem, é antidemocrática. À medida que a Esquerda radicaliza, o centro político passa a ser “extremista”. Por este andar, qualquer dia o António Costa é da extrema-direita. Ou seja, se existe extremismo político, é o do politicamente correcto a que o jornal Púbico obedece caninamente.

A União Europeia só tem uma saída: adoptar a visão de Charles de Gaulle acerca da Europa, em que este recusava o supra-nacionalismo e tentou sempre reduzir os poderes da burocracia em Bruxelas. De Gaulle defendia uma confederação, e não uma federação como defendem os actuais europeístas. E quando, no Tratado de Nice, a maçonaria fez questão de retirar a matriz cultural cristã do ideário de construção europeia, deu uma machadada decisiva na utopia europeísta.

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