perspectivas

Sábado, 25 Março 2017

O efeito do feminismo na cultura europeia

São os nossos políticos que nos dão o exemplo da emasculação da nossa sociedade: uma sociedade composta por eunucos ou panascas é muito mais fácil de controlar.

mrs-juncker

Quarta-feira, 15 Março 2017

A incoerência do esquerdalho universitário

 

Perguntam a estudantes da Universidade de Madison (Estado americano do Wisconsin, que é tradicionalmente de Esquerda):

¿Um músico muçulmano tem o direito de recusar um contrato para tocar em um evento cristão? Todos os estudantes responderam que “sim”, que o músico muçulmano tem o direito de não tocar em um evento cristão.

E, depois, outra pergunta:

¿Um fotógrafo cristão tem o direito de recusar um contrato para tirar fotografias de um "casamento" gay? Resposta dos estudantes: “a pergunta é estúpida”.

 

Sábado, 11 Março 2017

Involução

Filed under: A vida custa,cultura,cultura antropológica — O. Braga @ 11:47 am

 

A Helena Matos pergunta se Darwin tinha razão.

evolution-gay-web

Domingo, 15 Janeiro 2017

Boualem Sansal: "A França está no bom caminho para a total islamização".

 

Sábado, 25 Junho 2016

O protestantismo de Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges escreve o seguinte:

Muitos terão ouvido sermões semelhantes a este, de São Leonardo de Porto Maurício. Jesus tinha de morrer para pagar uma dívida infinita contraída com Deus pela humanidade e assim reconciliá-lo. Foi esta concepção que levou muitos ao abandono da fé. Aí está um Deus bárbaro, inexorável, que se não deixa comover, e uma teologia da satisfação expiatória que santifica a justiça próxima da vingança. O contrário do Deus que Jesus revelou como Abbá e Misericórdia, na parábola do filho pródigo. "O dolorismo heterodoxo que a Cruz produziu no nosso catolicismo vem, em boa parte, daqui: estamos a um passo de uma redenção "sadomasoquista", com a perversão de uma grande verdade: "Tudo o que vale custa" transformou-se num falso princípio: "Tudo o que custa vale."

As dez heresias do catolicismo actual (1)


Em traços muito gerais e básicos, podemos distinguir os católicos, os luteranos e os calvinistas da seguinte forma:

1/ Os católicos seguiam a doutrina da salvação de S. Anselmo (baseada em Santo Agostinho), segundo a qual o pecado humano poderia ser resgatado por intermédio da expiação e da penitência, através das quais o ser humano se tornaria “amigo de Deus” através da Graça; ou seja, segundo a Igreja Católica tradicional, existe uma relação “social” cognoscível entre Deus e o ser humano (a ideia cristã de Deus como “Pai”).

2/ Lutero convenceu-se (seguindo a ideia de Erasmo de Roterdão) de que a ideia de expiação do/pelo pecado, estava contra o Evangelho; e que todas as formas de comportamento penitencial ou compensatório eram inúteis — através de uma interpretação enviesada de S. Paulo. Ao dizer que estamos desculpados só porque temos fé, ou apenas pela dádiva gratuita de uma Graça que é recebida em um estado de desconfiança quanto à bondade de Deus, Lutero estava a dizer ao seu povo que a expiação ou a reparação dos actos eram irrelevantes para a reconciliação com Deus; ou que, se pensavam que Deus ficaria satisfeito com os actos compensatórios realizados em relação ao outro, estavam enganados.

Ao contrário de S. Anselmo, o pensamento de Lutero não partiu da relação entre o Pai e o Filho.

O que em Anselmo era uma oferta adequada de compensação para afastar a justa vingança de Deus, e reatar as relações amigáveis entre Deus ofendido e o homem ofensor, foi adaptado por Lutero como uma submissão ao castigo exigido por uma ofensa criminal (introdução ao Direito Positivo, que culminou em Grócio) de carácter público. Na teoria criminal e penal de Lutero sobre a expiação, não havia “troca” entre Deus e o pecador: as partes não eram propriamente “reconciliadas” no sentido em que os dois se poderiam transformar em um só, uma vez que o acto de reconciliação era puramente unilateral e unívoco (de Deus para o homem).

Não havia, em Lutero (e ao contrário do que acontecia em Anselmo, que explicava a relação de Jesus Cristo e Deus através do parentesco entre o Pai e o Filho), nenhum axioma natural ou social para explicar a ideia segundo a qual Jesus era um substituto do ser humano em geral, na relação com Deus.

3/ Calvino, nas “Instituições” [II XVI – XVII], representou em Cristo “as penas propostas a ladrões e malfeitores”, evocando a agonia que Cristo sentiu na cruz ao ser finalmente julgado pelo Pai, e “sofreu na sua alma os terríveis tormentos de um condenado e escorraçado”. Calvino aplicou à justiça divina a moderna analogia da lei do Direito Positivo, que já estava, de certo modo, implícita (mas não explícita) em Lutero — e de tal modo que o mistério da reconciliação com Deus, de Lutero, se transformou, com Calvino, na doutrina da predestinação.

Eu penso que o raciocínio do Anselmo Borges se aproxima do Calvinismo, ou pelo menos do luteranismo.

Sábado, 12 Dezembro 2015

Alberto Caeiro e o paganismo positivista

 

"A religião não só é a condição da liberdade eficaz do pensamento, como é a condição da função hígida do pensamento"
— Fernando Pessoa


Ser reaccionário é compreender que o ser humano é um problema sem solução humana.
(Nicolás Gómez Dávila)

Já demonstrei aqui que Fernando Pessoa era um gnóstico — não só no sentido moderno da atitude de revolta contra a Realidade, mas também no sentido místico próprio da Antiguidade Tardia. Portanto, os textos de Fernando Pessoa e dos seus personagens têm que ser “filtrados”.

Ou seja, Fernando Pessoa não era propriamente um reaccionário. Ser reaccionário é compreender que o ser humano é um problema sem solução humana (Nicolás Gómez Dávila). Qualquer tipo de ideologia prometaica dos “amanhãs que cantam” e do “futuro certo” é revolucionária, ou seja, é gnóstica.


Vejamos aqui um trecho de Fernando Pessoa, aliás, Alberto Caeiro:

“O neo-paganismo português reconhece que as pátrias são apenas meios para um fim, que as transcende. Esse fim nem é a Religião, nem a Humanidade, mas a Civilização — isto é, o aumento constante de aquisições científicas, de possibilidades de emoção agradável, e de meios fáceis de acção; o acréscimo em suma, do conteúdo da inteligência, do conteúdo da sensibilidade, do conteúdo da vontade”.

O neo-paganismo português


"O papel intelectual do sentimento religioso é, em primeiro lugar, o de estabilizador e disciplinador da inteligência"
— Fernando Pessoa

Para se perceber este trecho de Alberto Caeiro é necessário, em primeiro lugar, saber o que representa o Alberto Caeiro em relação a Fernando Pessoa; e depois ter a noção da oposição que movia o Fernando Pessoa contra o Alberto Caeiro.

Fernando Pessoa não concordava com Alberto Caeiro. Por isso é que é muito simplista apresentar um texto de um dos personagens de Fernando Pessoa e afirmar que é a opinião deste. Só devemos dizer que determinada opinião é de Fernando Pessoa quando é assinada pelo próprio Fernando Pessoa, e não por um dos seus múltiplos.

“A ausência de sentimento religioso tem isto de péssimo: é a ausência de toda a base, de todo o ponto de apoio para se progredir"
— Fernando Pessoa

Alberto Caeiro era um positivista (no sentido de Augusto Comte e do paganismo naturalista do Positivismo); Fernando Pessoa era anti-positivista (no sentido místico) .

Alberto Caeiro escreve o seguinte: “as três condições de criação civilizacional são: a liberdade do indivíduo, a homogeneidade da pátria, e a dedicação a um princípio superior à Pátria”. Fernando Pessoa escreve o seguinte: “tenho visto muita coisa neste mundo mas não vi ainda a liberdade.”

Segundo Fernando Pessoa, “o progresso é uma revolta contra a espécie humana” (sic). Segundo Alberto Caeiro, o progresso é uma lei da Natureza. Quem não compreender a idiossincrasia de Fernando Pessoa não compreende a sua “Mensagem”.

Fernando Pessoa sabia perfeitamente que não é possível haver civilização sem religião; ou, na terminologia de Kant, a religião é a condição da civilização. E o paganismo ou neo-paganismo, como quiserem, não é uma religião superior: quem estudou a História das Religiões sabe perfeitamente disso.


“A religião é a perpétua afirmação do presente; a História é a perpétua negação do presente”. — Gabriel Marcel

Domingo, 6 Dezembro 2015

O casamento é hoje uma amizade permitida pela polícia

 

O casamento foi uma instituição, passou a ser um contrato, e hoje é uma espécie de amizade permitida pela polícia.

casamento gay 300 webO casamento não é, hoje, sequer um contrato — porque um contrato, por definição, implica a existência de uma promessa mútua entre os contratantes em relação ao futuro, e uma penalização para quem não cumpre essa promessa.

Com o divórcio unilateral implementado pela Esquerda através do imoral José Sócrates, a noção de “contrato” já não se aplica ao casamento. O argumento da necessidade do “casamento” gay foi o pretexto para a erradicação do contrato do casamento do quadro legal.

O problema é o de que o fim do contrato do casamento que fundamenta a família, tem repercussão na economia — porque o fim do contrato que organiza a família tem consequências na cultura antropológica que está no centro da economia política.

São as regras e o cumprimento de promessas (os contratos) que tornam o mundo mais previsível e permitem o funcionamento da economia. Se o contrato fundador da sociedade (o casamento) é retirado da lei, não existe qualquer motivo racionalmente fundamentado para que se respeitem quaisquer outros contratos.

Site no WordPress.com.