perspectivas

Terça-feira, 25 Abril 2017

Os liberais portugueses (PSD) deveriam ser proibidos de criticar o José Pacheco Pereira

Filed under: globalização,Globalismo,Insurgente,liberalismo económico,PSD — O. Braga @ 11:05 am

 

Um Insurgente apresentou este gráfico abaixo com este título: “Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política”.

evolução-pib-relativo-1974-2000-web


Em primeiro lugar, parece que Portugal começou a ter o livre comércio depois dos outros países do mundo; dá a impressão de que o Estado Novo era contra o comércio livre — a não ser que “livre comércio” signifique “défice endémico da balança de transacções”, e, assim sendo, não vejo como se escapa à pobreza com esse défice endémico.

Em segundo lugar, vejam que desde o 25 de Abril de 1974 até ao ano 2000, o PIB português relativo subiu apenas 5 pontos percentuais (em 26 anos!), o que dá um crescimento real e relativo da economia de 0,2% por ano!; e se tivermos em consideração a crise económica e financeira de 2011, a economia portuguesa estará hoje nos mesmos níveis relativos de 1974 (sublinho: nível relativo).

Em terceiro lugar, a chamada “globalização” é hoje a mesma coisa que “globalismo”. E “globalismo” é uma ideologia política que colocou Portugal nos mesmos níveis de economia relativa de 1974 — não obstante a muleta da União Europeia e o apoio do BCE [Banco Central Europeu].

Sábado, 15 Abril 2017

O "casamento" gay é mais importante do que o terrorismo

 

A Helena Matos aborrece-se porque os me®dia praticamente não falaram do que aconteceu em Sevilha na Sexta-feira Santa passada — mas não é surpresa nenhuma: para os globalistas que nos comandam (e controlam os me®dia) , é mais importante impôr o "casamento" gay em todo o lado, do que combater o terrorismo islâmico em qualquer sítio.

Quinta-feira, 30 Março 2017

A candura dos 90 anos do professor Adriano Moreira; ou, nós somos a actual contra-cultura

 

A própria União Europeia reconhece que são esperados 30 milhões de imigrantes africanos nos próximos 10 anos (já não falando dos imigrantes do Oriente Médio), e o professor Adriano Moreira escreve o seguinte:

imigrantes-policia-web“Como os conflitos armados desempenham uma causa motora do que acontece, transformar o Mediterrâneo num cemitério, e a região num tumulto, a pergunta para tal desordem, em face da tão complexa pirâmide de organismos internacionais que possuímos vinculados a servir a paz, sobressaindo o Conselho de Segurança, é a de saber quem realmente governa o mundo, não na vertente de proclamar valores, mas na capacidade de alimentar a desordem armada.

Os sintomas visíveis vão no sentido de que não são apenas os Estados e as suas organizações regionalizadas. O enfraquecimento da solidez interna da União, cada dia mais visível enquanto os debates partidários para as eleições que se aproximam comprovam a erosão do espírito dos fundadores, também a solidariedade atlântica não mostra a firmeza do passado, parecendo inspirar-se na crença de que Deus colocou o Atlântico a separar a América dos contágios europeus. É uma atitude monetarista tão longe do pensamento de Roosevelt como os divisionistas dos países da União estão das inspirações dos fundadores.

Dos que esqueceram as responsabilidades pelas duas Guerras Mundiais, esquecimento bem lembrado para evitar qualquer repetição. O ambiente suscita a questão de saber quem governa a desordem em crescimento, aceitando que não é possível negar a evidência, pelos efeitos, de que nem todo o poder pertence a centros políticos identificados e reconhecidos. A inidentidade alastra, tão premente quanto a desordem se instala”.


O professor Moreira parece não saber quem governa o mundo, ou, ¿quem governa a desordem em crescimento?

Quando o parlamento europeu coloca a hipótese de importação de 30 milhões de africanos nos próximos 10 anos, ficamos a saber, desde logo, quem “governa a desordem europeia em crescimento”: é a própria União Europeia. Qualquer entidade política idónea não colocaria sequer a hipótese de importação de carne para canhão em quantidades babilónicas.

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Estamos a ser governados por gente que perdeu o contacto com a realidade.

Convém que se diga ao professor Adriano Moreira que a filha dele (Isabel Moreira) já não pertence à contra-cultura.

Hoje, a contra-cultura somos nós, os que nos opomos a ela e à Esquerda em geral, e a uma certa “Direita” muito direitinha e a gosto do professor — aquela direitinha que não incomoda muito a filha de V. Exª.

A contra-cultura somos nós, os que nos dedicamos diariamente a minar a cultura do politicamente correcto e o marxismo cultural — utilizando os métodos de Saúl Alinsky, mas no sentido contrário.

Combatemos a cultura do globalismo caótico defendido pela ONU que o professor Adriano Moreira tanto estima. Aos 90 anos, o professor faz parte da cultura vigente e acomodada (tal como a filha dele), convencida da vitória final já conquistada e do fim da História; e nós, fazemos parte da contra-cultura que está a desconstruir a ficção presentista do politicamente correcto.

Terça-feira, 21 Março 2017

Morreu um pobre diabo, rodeado de brinquedos

Filed under: Bilderberg,Globalismo,Nova Ordem Mundial — O. Braga @ 6:56 pm
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“Some even believe we are part of a secret cabal working against the best interests of the United States characterizing my family and me as ‘internationalists’ and conspiring with others around the world to build a more integrated global political and economic structure – one world, if you will. If that’s the charge, I stand guilty, and I am proud of it.”

David Rockefeller

David Rockefeller reconhece, nas suas memórias, que traiu — em acções concretas — o seu próprio país. E nada lhe aconteceu; permaneceu impune. O mesmo acontece ainda hoje com George Soros.

Na reunião de Bilderberg de 1991, David Rockefeller afirmou a agenda política dos globalistas, apoiados pelos me®dia:

“The supranational sovereignty of an intellectual elite and world bankers is surely preferable to the national autodetermination practiced in past centuries.”1

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David Rockefeller morreu aos 101 anos depois de 7 (sete) transplantes cardíacos realizados depois dos 70 anos. Sete! PQoP! Ele certamente estaria convencido de que se fizesse mais 20 transplantes cardíacos chegaria aos 200 anos de idade.


eric_voegelin«Para um (homem), as portas da existência estão abertas de par em par, para o deixar contemplar as etapas do ser, depois a natureza inanimada, até Deus. O mundo desdobra-se largamente nele, os seus significados confrontam-se numa relação bem reflectida, e dão assim lugar a uma ordem ontológica; depois, com a valorização destas etapas do ser, formam uma ordem hierárquica, e como resposta à questão da razão de ser, reenviam a uma ordem da criação.
Um máximo de acolhimento da realidade encontra-se ligada com um máximo de racionalidade na ordem e no encadeamento, e encontra-se coroada pela transfiguração dogmática2 da experiência espiritual e religiosa numa ideia de Deus, tal como o Ocidente a desenvolveu na doutrina analogia entis3 .

A outro (homem)4 , só foi dado o prazer de olhares áridos sobre a realidade, talvez mesmo apenas um único: sobre a Natureza, sobre o dinheiro ou Poder, sobre um grande homem, sobre um povo, sobre a humanidade — o que ele tenha visto tornar-se-á para ele em Realissimum, o ser mais verdadeiro que se eleva ao lugar de Deus e lhe esconde, assim, todo o resto — nomeadamente, e sobretudo, o próprio Deus.»

(Eric Voegelin, “As Religiões Políticas”, páginas 29/30)


Notas
1. “A soberania supranacional de uma elite intelectual e de banqueiros internacionais é seguramente preferível à autodeterminação nacional praticada em séculos passados”.
2. “Há duas espécies de pessoas: as que têm dogmas mas que não reconhecem que os têm, e os que têm dogmas e reconhecem que os têm.” → G. K. Chesterton
3. Semelhança (mas não igualdade) essencial entre o ser humano enquanto criatura, e Deus enquanto criador.
4. neste caso, David Rockefeller.

Terça-feira, 6 Outubro 2015

Vladimir Putin é o político mais lúcido da actualidade internacional

Filed under: Globalismo,Política — O. Braga @ 11:17 am
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“Russia has just achieved, in 72 hours, what the West failed to do in an entire year.”

ISIS ON THE RUN: Russian Airstrikes Totally Obliterate Terrorist Forces in Just 72 Hours

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A Rússia conseguiu em 72 horas o que os Estados Unidos de Obama não conseguiram em um ano inteiro: os terroristas do Daesh estão em debandada. Isto significa o seguinte: os Estados Unidos não querem resolver o problema do terrorismo islâmico: pelo contrário, os Estados Unidos incentivam o terrorismo islâmico desde que seja fora das suas fronteiras (em política, o que parece, é!).

E depois temos o politicamente correcto de Direita que diz que a Rússia ainda é a União Soviética e que o KGB existe e anda à solta.

obama putin web

“Russia has brought in a new that has already gained massive support and acceptance within the Russian realm: pedophiles will be castrated. Here is a video on this whole new development that we should all be supporting”.

Russia Brings In New Law: Pedophiles Will Be Castrated

Putin corta o mal dos pedófilos pela raiz: castração. Um nova lei na Rússia impõe a castração dos pedófilos condenados em tribunal. Remédio santo! Ainda vou ver a Direita politicamente correcta lamentar “a triste sina dos coitados dos pedófilos russos”…

barack doente putin web

Segunda-feira, 6 Julho 2015

O estado de negação dos americanófilos

Filed under: Globalismo — O. Braga @ 8:10 am
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Este texto de Olavo de Carvalho seria límpido e esclarecedor se pudesse explicar a acção dos maiores plutocratas do mundo — a maioria deles, americanos. Como o próprio Olavo de Carvalho escreveu no Twitter:

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¿Como é que as 400 maiores empresas dos Estados Unidos apoiam as engenharias sociais em curso — gayzismo, abortismo, Ideologia de Género, etc., — e a culpa é da ex-URSS?!

Estou de acordo com vários aspectos do texto, por exemplo: existe um esforço político das elites mundiais na construção de uma ordem mundial que se baseia em um movimento político global anti-cristão.

Mas este movimento político globalista anti-cristão não é conduzido e liderado pelos herdeiros ideológicos do socialismo: os actuais socialistas apenas adoptam, por conveniência óbvia, a tendência política imposta pela plutocracia anglo-saxónica (neoliberalismo) que detém o poder real no mundo.


Existe uma diferença entre a dialéctica de Hegel e a dialéctica de Karl Marx. Na dialéctica de Hegel, a oposição entre os contrários é subsumida (assumida) na síntese (Aufhebung), o que significa que o passado não é destruído mas antes é incorporado na síntese — ao passo que, na dialéctica de Karl Marx, o passado é destruído. Portanto, parece-me que o conceito de dialéctica de Hegel, referido por Olavo de Carvalho no texto, não condiz com a realidade política actual que pretende destruir, de facto, um determinado status quo cultural no Ocidente.

Mas como é possível que a plutocracia internacional seja “marxista”?!

A resposta é a seguinte: o que se passa hoje tem menos a ver com marxismo do que com a tentativa de imposição, por parte do neoliberalismo, de um novo tipo de fascismo aplicado às nações, e que tem a China como paradigma. E vejamos o que diz Nicolás Gómez Dávila acerca da dialéctica:

A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.”

É certo que a Rússia de Putin não é inocente nem virginal; mas o que não devemos fazer é tentar justificar a acção da plutocracia internacional utilizando, em pleno século XXI, o defunto comunismo soviético como bode expiatório. É certo que o marxismo não morreu, mas não devemos tentar branquear a acção de gente como George Soros ou Rockefeller, apenas porque são americanos, atirando a culpa toda para os russos.

Sábado, 19 Abril 2014

¿A Suíça é um Estado socialista?!

 

nacionalismo webNa Suíça, vai acontecer brevemente um referendo para aprovar um salário mínimo nacional 25 Euros / hora. A julgar pela ideologia neoliberal de Passos Coelho e, por exemplo, dos blogues Corta-fitas ou do Blasfémias, a Suíça é um país socialista!.

Há um fenómeno social e político que os “liberais” de pacotilha da nossa praça não compreendem: o nacionalismo.

A Suíça é nacionalista, e por isso é que restringe a imigração, controla as importações, faz aumentar a influência da classe média na economia, e mantém assim a coesão social. Aliás, o que nos valeu, nesta crise económica, foi o nacionalismo que é intrínseco ao povo português, e à revelia dos estúpidos que controlam este país.

Para a “tropa” do PSD do Pernalonga, falar-lhes em “nacionalismo” é como tentar explicar a um analfabeto o que é um soneto decassilábico.

Sábado, 1 Março 2014

Ou o Euro, ou o Caos

Filed under: bovinotecnia,Globalismo,Portugal — O. Braga @ 4:39 pm
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Se o ordenado mínimo é hoje de 480 Euros e o litro de gasolina está em 1,70 Euros por litro, isto equivale ao seguinte: 96 mil escudos (ou 96 contos) contra 340 escudos por litro de gasolina. Mas se um jovem licenciado, com um mestrado, ganha hoje 700 Euros brutos (se tiver a sorte de ter trabalho!), encontramos o tecto máximo salarial: 140 mil escudos.

Em 1990, eu era um jovem e ganhava 250 mil escudos líquidos. Qualquer licenciado com mérito, já nos idos de 1990, ganhava 140 mil escudos por mês — e a gasolina era mais barata do que os actuais 340 escudos por litro.

O que o bovinotécnico de serviço escreve aqui é o seguinte: “há prebendas que a permanência no Euro garante a uma elite de sibaritas” — para aquela minoria que vai sendo sempre cada vez menor (à medida em que os cortes salariais vão avançando), até que se estabilize em uma percentagem ínfima da população (uma espécie de economia à moda da China) que a bovinotecnia serve e em relação à qual se submete de forma canina.

Há aqui dois problemas:

O primeiro é o contra-factual: não é possível sabermos objectivamente como estaríamos hoje se não tivéssemos entrado no Euro. E o Euro nem sequer nos salvou da bancarrota! E a bovinotecnia joga com a falta de memória do povo, por um lado, e com a teoria do caos, por outro lado.

E o segundo problema é que a saída do Euro tem que ser concertada, ou seja, tem que ser acordada entre todos os países da zona Euro — o que me parece difícil. Mas isso não significa que o Euro seja bom para a economia portuguesa: o povo português foi tramado pela classe política portuguesa em aliança com uma minoria ínfima de sibaritas que vive de rendas pornográficas acordadas com o Estado; e isto vai ter que acabar! — nem que a vaca (bovinotécnica) tussa!

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Segunda-feira, 27 Janeiro 2014

A União Europeia, o Euro e a natalidade portuguesa

 

O Alexandre Homem de Cristo comete aqui um erro que é useiro e vezeiro por parte de uma certa “intelectualidade” ocidental (não é só portuguesa): a ideia segundo a qual a baixa taxa de natalidade está directamente ligada à economia.

O que eu vou dizer a seguir não pode ser provado, mas estou convencido de que se o ordenado mínimo nacional fosse neste momento de 5.000 Euros mensais e a taxa de desemprego fosse de 3 ou 4%, a taxa de natalidade portuguesa não aumentaria significativamente por isso. Aliás, temos o exemplo da Alemanha que demonstra o que eu quero dizer. Portanto, olhar para as “experiências internacionais”, como se sugere, não levará a nada, porque essas “experiências internacionais” — maioritariamente do Ocidente — serão apenas paliativos que “empurram” o problema demográfico lá mais para diante no tempo.

A evolução demográfica alemã tem-se salvado por causa dos imigrantes (maioritariamente islâmicos) que não deixam de se reproduzir. Mas, mesmo assim, a taxa de natalidade alemã está longe daquela que se verifica em França também graças aos imigrantes. Porém, os imigrantes de segunda geração tendem a seguir os valores da cultura dominante, o que significa que a taxa de natalidade actual na Alemanha e em França serão “sol de pouca dura”.

Portanto, a experiência diz-nos que a taxa de natalidade não é uma questão de dinheiro: o problema é outro, bem diferente, e de tal forma grave e complexo que nem quero falar dele aqui para não ser condenado à fogueira do politicamente correcto.

“Há uma enorme diferença entre a França e a Alemanha, quando 650 a 680 000 jovens que entram no mercado de trabalho na França, há menos de 350 mil na Alemanha. Calculamos que a taxa de desemprego seria se a Alemanha tivesse a mesma dinâmica populacional França: teria 1,5, 2.000,000 desempregados a mais. Alemanha pode-se dar ao luxo de ter uma política que só é bem sucedida no curto prazo, pois é uma população em declínio. No entanto, os países que tão diferentes como a Alemanha e a França em demografia, com uma taxa de fertilidade de 1,6 em comparação com 2,05 – que é uma grande diferença – são forçados pelo euro a terem a mesma política económica.”

A União Europeia está a caminho de uma guerra quando procurava a paz.

Terça-feira, 3 Dezembro 2013

¿O que é o “neoliberalismo”?

 

Quando se fala em “neoliberalismo”, geralmente há duas reacções: os que dizem que o conceito de “neoliberalismo” não existe, e os que dizem que o conceito existe, e que o capitalismo é o neoliberalismo (reduzem o capitalismo ao neoliberalismo). A razão por que isto acontece é que o neoliberalismo é um fenómeno relativamente recente, e todos os fenómenos sociais, culturais e económicos recentes são difíceis de categorizar.

A definição de neoliberalismo que eu encontrei é a seguinte:

O neoliberalismo é um estado de ausência (total ou progressiva) de regulação legal da actividade do capitalismo; é a alienação (total ou progressiva) do Estado de Direito e a sua submissão às leis do mercado.

(more…)

Segunda-feira, 7 Outubro 2013

Lampedusa, Francisco I, o aborto e a Igreja Católica

 

Mais um excelente texto do Padre Nuno Serras Pereira.

«Se alguém me dissesse que a Igreja anda obcecada com os já nascidos porque quotidianamente, e até várias vezes no mesmo dia, não cessa de falar neles eu, provavelmente, logo pensaria, independentemente da minha vontade, que esse fulano era um enorme imbecil, claro que imediatamente suplicaria interiormente a Deus que me perdoasse, e responderia a essa pessoa, com aquela frase típica dos jovens em Portugal: “Pá, não estás mesmo a ver o filme”.»

Vamos colocar o problema da tragédia de Lampedusa em perspectiva:

1/ Se tunisinos, sírios, líbios, sudaneses, deixam os seus países em massa, é porque são aterrorizados por grupos islâmicos que destroem as economias dos seus respectivos países.

2/ A chamada “Primavera Árabe”, que provocou o terror islâmico e destruiu as economias dos países do norte de África, é obra de Obama que tanto admira o cardeal Bergoglio (presumo que a admiração seja mútua).

3/ A União Europeia é responsável pela tragédia de Lampedusa na medida em que seguiu os passos de Obama (e da maçonaria) e encorajou a Primavera Árabe.

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