perspectivas

Sábado, 12 Março 2022

Sempre que a Liberdade fenece, a Ciência adormece

Filed under: China,Ciência,Estados Unidos,liberdade,Rússia — O. Braga @ 2:44 pm

Em um dos livros de Ortega y Gasset (não me lembro agora qual), li a seguinte frase:

“Enquanto os chineses desenvolviam a Técnica, os gregos inventavam a Ciência”.

Esta constatação de facto histórico é extremamente importante.


liberdade webNa Antiguidade Tardia, os chineses viviam “agrilhoados” (simbolicamente) pelo despotismo do seu Imperador — o que não os impediu de desenvolver a Técnica; mas, para inventar a Ciência e para a desenvolver, é necessário que exista liberdade (e a democracia grega) em circulação na sociedade.

A tradição despótica chinesa não se alterou, desde o tempo em que o Confucionismo se tornou a ideologia dos seus imperadores. Uma das razões por que o maoísmo foi tão bem aceite na China está intimamente ligada a milénios de cultura confucionista.

Ora, a Ciência necessita de criatividade e empreendimento individual para se desenvolver, e estes dependem, em muito, da liberdade política.

A recente tendência de decadência do Ocidente está relacionada com uma certa deriva para-totalitária, promovida por uma aliança contra-natura entre uma certa Esquerda Neanderthal (marxismo cultural, que o estafermo José Pacheco Pereira diz que não existe) e a plutocracia globalista.

O Poder político actual, a ocidente, é exercido por uma elite que tenta restringir claramente a liberdade política nos países ocidentais, nomeadamente através do politicamente correcto e do controlo globalista dos me®dia.

Sempre que a Liberdade fenece, a Ciência adormece.

Os Estados Unidos (e o mundo anglo-saxónico, em geral) foram o farol da Ciência no mundo — e, concomitantemente, o farol da liberdade — até há escassos 20 anos; basta vermos a lista dos prémios Nobel desde 1901.

Os russos (da União Soviética) e os chineses, com tradições milenares de tirania política, sempre foram uma espécie de “parasitas” que se aproveitavam da criatividade provida pela liberdade anglo-saxónica que naturalmente desenvolvia a Ciência, para depois aplicarem os resultados (da liberdade dos outros) no desenvolvimento das suas Técnicas nacionais.

A liberdade tradicional anglo-saxónica (que nos chegou, nomeadamente, de John Locke) foi minada por dentro nos países anglo-saxónicos (notoriamente desde o advento do pós-modernismo, mas principalmente com a eleição de Bill Clinton), por intermédio do marxismo cultural (que o burro José Pacheco Pereira diz que não existe) ou Esquerda Neanderthal, aliada à ganância descontrolada do Grupo dos Trezentos.

Esta decadência — a decadência da liberdade, e por isso, da Ciência — dos Estados Unidos tornou-se ainda mais notória e evidente com a ascensão de Barack Hussein Obama à presidência deste país.

Com a eleição de Donald Trump, parecia que os faróis da Liberdade e da Ciência voltavam a brilhar; mas foi sol de pouca dura: a aliança entre a Esquerda Neanderthal e o Grupo dos Trezentos  voltou a funcionar, pervertendo a democracia, minando profundamente o sistema político americano e a tradição anglo-saxónica de respeito pela liberdade, e cooptando ao Poder o histrião Joe Biden.

Terça-feira, 8 Março 2022

Não confundir Iluminismo e Positivismo

Vemos aqui um texto de Kant — talvez o último filósofo iluminista.

Um dos grandes erros de alguns académicos em filosofia é confundir o Iluminismo (por exemplo, Kant), por um lado, com o denominado “Idealismo” (por exemplo, Hegel, que nada tem a ver com o Idealismo/Realismo de Platão). O Idealismo de Hegel, ou de Fichte, são derivas do Romantismo.

As principais conquistas intelectuais dos últimos dois mil anos foram 1/ o Cristianismo e popularização da ideia de “Criação”, 2/ o princípio da inércia, 3/ o Criticismo (Kant), 4/ a noção de “selecção natural”, e 5/ o conceito de “historicidade” — porém, isto não significa que Kant não seja criticável; mas Hegel não passou de um bom jurista.

Conforme podemos verificar no referido texto de Kant — e ao contrário do que preconizava o Idealismo, que foi um monismo determinista —, o Iluminismo adoptou a defesa do livre-arbítrio no ser humano.


Vejamos a frase que abriu o referido trecho:

«O dever é a necessidade de cumprir uma acção por respeito à lei

Está subentendida, ali, a “lei dos homens”; mas não só: está implícito o respeito pela Lei Natural (não confundir com Leis da Natureza, ou leis científicas) — as leis naturais são de explicação irredutível, como qualquer mistério — e pelo tabu que decorre da violação da Lei Natural, sendo que o tabu é o pilar de um sistema moral viável.

A “lei dos homens” (o Direito) deve ser baseada na Lei Natural (são os chamados “princípios metajurídicos” necessários a um Direito coerente, que a jurista Isabel Moreira tanto despreza).

Princípios metajurídicos = princípios que estão para além (ou antes de) do jurídico.

Sem este “para além do jurídico”, o Direito torna-se aleatório e sujeito à vontade arbitrária de uma elite composta de gente desligada da realidade, neognóstica, decadente, mimada e mesmo pueril, como é por exemplo a Isabel Moreira.

isabel moreira antinatural web


É verdade que a Lei Natural descreve meramente o comportamento de um sistema definido; na Lei Natural não há necessidade, nem finalidade. Na Lei Natural, a necessidade é metáfora lógica, e a finalidade é metáfora mental. Com a defesa do livre-arbítrio no ser humano (a “vontade”, de Kant), a liberdade individual instala uma necessidade no seio de uma contingência: um valor estético na pintura, por exemplo, é uma configuração de pigmentos. Ou o Pártenon, assente na sua rocha, é uma necessidade levantada por um acto livre sobre um facto bruto; mas este “facto bruto” não deixa de ser um princípio subjacente à liberdade humana.

A Lei Natural é o facto bruto sobre o qual o ser humano assenta o Direito Positivo.

A negação da influência do Direito Natural no Direito Positivo (defendido pela Isabel Moreira, por exemplo) implica a transformação dos membros da elite social em espécie de deuses. E isto já não tem nada a ver com o Iluminismo de Kant (livre-arbítrio), mas antes tem a ver com o Positivismo (determinista, não para ela, mas sim para os outros) que é o Romantismo na ciência.

Quarta-feira, 19 Janeiro 2022

António Costa é um político muito perigoso

“A liberdade não é uma coisa abstracta, depende das condições de cada um.” → António Costa

Respigado aqui.


Esta noção de “liberdade” é extremamente nociva à própria liberdade, por várias razões.

monhe-das-cobras-webEm primeiro lugar — e como o autor escreveu —, o António Costa reduz a liberdade ao condicionalismo financeiro do indivíduo, o que é uma visão utilitarista de liberdade e do ser humano; e esta visão utilitarista do ser humano não é de origem marxista (vem do inglês Bentham): Karl Marx foi um acérrimo e feroz crítico do Utilitarismo, a que chamou de “moral de merceeiro inglês”.

Em segundo lugar (e mais grave do que a concepção utilitarista do ser humano e da liberdade), a noção de “liberdade”, segundo António Costa, encerra em si mesma uma ideia determinista (ver “determinismo”) da acção humana, em que o livre-arbítrio desaparece para dar lugar a um puro e duro nexo causal no comportamento humano: aqui, sim, há uma influência directa do materialismo dialéctico marxista no pensamento de António Costa — o ser humano é considerado como uma espécie de robô que apenas responde a estímulos cerebrais e materiais.

A Esquerda actual, junta de uma forma sincrética e em uma mesma doutrina existencial, o Utilitarismo (da escola escocesa, por um lado, e do Pragmatismo americano, por outro lado) e o Determinismo (pseudo-científico ou cientismo do século XIX, por um lado, e o materialismo dialéctico marxista, por outro lado), no que diz respeito à concepção ética e moral do ser humano — como podemos verificar, por exemplo, em um dos paladinos da actual Esquerda, que é o australiano Peter Singer (nem a Hannah Arendt escapou ao ardil do materialismo comportamental!).

Ou seja, para António Costa, “o ser humano é livre porque age” — tal qual acontece com um animal irracional.

Em contraponto, e até ao Idealismo de Hegel (Kant defendeu a possibilidade de livre-arbítrio do ser humano, ao separar a “razão pura” e a “razão prática”, e diferencia-se assim radicalmente de Hegel), e desde os pré-socráticos, os filósofos diziam que “o ser humano age porque é livre” — a liberdade, até Hegel, era a condição da acção: os gregos antigos não falavam de “liberdade” porque ela estava implícita no conceito de cidadania — assim como os cristãos da Idade Média não falavam em “religião” (cristã) porque o Cristianismo fazia parte integrante da própria Realidade colectiva e dos indivíduos.

A partir da dialéctica de Hegel e do materialismo dialéctico de Karl Marx, a acção passou a ser a condição da liberdade: com estes dois “filósofos”, aconteceu uma total inversão de parâmetros e de valores.

Karl Popper fez uma crítica demolidora ao determinismo comportamental no ser humano (a chamada Teoria da Identidade, ou Fisicalismo), chamando à atenção para o facto de esta teoria (a Teoria da Identidade) não poder ter qualquer sentido se obedecer aos seus próprios pressupostos.

Se as minhas ideias são produtos ou efeitos da química que se processa na minha cabeça, então nem sequer é possível discutir a neurociência ou a liberdade do António Costa: a teoria da identidade não pode ter qualquer pretensão de verdade, visto que as alegadas “provas”  apresentadas pela neurociência são também também química pura: se alguém defende uma teoria contrária ou oposta ao Fisicalismo, esse alguém também tem razão, dado que a sua química apenas chegou a um resultado diferente. Karl Popper chamou a esta armadilha lógica de “pesadelo do determinismo físico”.

Porém, o mais grave na noção de “liberdade” de António Costa é que ele implicitamente nega a ideia de “liberdade política” que, em juízo universal, é independente das características particulares de cada indivíduo e da necessidade 

(liberdade política ≠ necessidade)

— a não ser que o ser humano seja considerado uma espécie de escravo, o que me parece ser a ideia que António Costa tem do cidadão comum.

A noção de “liberdade” de António Costa coincide simultaneamente com a ideia de “liberdade” que é proveniente da plutocracia globalista (o Utilitarismo e o Pragmatismo), e com a ideia de “liberdade” característica dos materialistas e/ou cientificistas, e/ou do materialismo dialéctico dos marxistas.


António Costa é um político muito perigoso. Esta concepção de “liberdade” nunca seria perfilhada por Mário Soares ou por Manuel Alegre, por exemplo. Com António Costa, o Partido Socialista sofreu uma evidente e clara involução para um radicalismo trauliteiro de Esquerda.

Sábado, 1 Janeiro 2022

A União Europeia da globalista Ursula von der Leyen

Filed under: liberdade,União Europeia — O. Braga @ 1:20 pm
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foi isto que hitler disse web

Quarta-feira, 8 Dezembro 2021

Eu concordo com Jair Bolsonaro

Filed under: Jair Bolsonaro,liberdade,vacinas — O. Braga @ 11:31 am
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Domingo, 31 Outubro 2021

Não obedecer, ou querer a liberdade, passa a ser crime capital

Na Austrália — um país cuja elite política é totalmente subserviente em relação ao globalismo (ou Império Mundial do Dinheiro) —, é mais grave (do ponto de vista penal) não usar máscara na rua do que violar sexualmente uma mulher.

Isto não acontece por “equívoco judicial”!: é mesmo propositado. Não é defeito do sistema judicial; é feitio.

australia shithole web

A leis, impostas aos Estados pelo Império Mundial do Dinheiro, tendem (actualmente) a privilegiar a repressão / restrição das liberdades políticas (à moda da China), em detrimento da repressão da criminalidade comum (à moda da violência do Black Lives Matter nos Estados Unidos).

A criminalidade comum passou a ser apanágio e característica da nova classe revolucionária (o Lumpemproletariado) promovida pela plutocracia globalista.

Por isso é que a violação de uma mulher tende a ser menos grave, do ponto de vista jurídico, do que não usar máscara na rua — porque a recusa do uso da máscara na rua (ou a recusa da vacina covideira) significa a negação de uma imposição política inegociável proveniente da elite globalista. LIBERDADE-DEMOCRACIA-OVELHA-web (more…)

Quarta-feira, 1 Setembro 2021

A Esquerda pretende proibir a tua existência enquanto ser humano livre

Filed under: Bloco de Esquerda,liberdade,PAN,touradas,vacinas — O. Braga @ 11:40 am

A Esquerda pretende proibir as touradas.

tourada-faena-webJá lá vai o tempo (Maio de 1968) em que a Esquerda dizia que “é proibido proibir”; e a proibição das touradas é apenas a ponta do aicebergue: a seguir, a Esquerda irá decidir (por exemplo), por decreto, aquilo que podemos (ou não) comer.

É nisto que consiste o enorme poder das minorias, em uma sociedade permissiva e complacente (a “complacência” é coisa diferente de “tolerância”).

Imaginemos uma família composta por pai, mãe e quatro filhos. Bastaria que a filha mais velha (por exemplo, de 14 anos) assumisse ser uma Vegan fundamentalista, e não tardaria muito tempo até que toda a família seguisse (de uma forma mais ou menos coerciva) uma dieta mais ou menos veganista.

É este o poder fáctico da minoria, em uma sociedade (neste caso, uma família) que perdeu as suas referências tradicionais e históricas.

Porém, a grande vitória da Esquerda (apoiada pelos neoliberais) foi a de tornar obrigatória a inoculação de uma qualquer substância na corrente sanguínea dos indivíduos: hoje é uma vacina; amanhã será uma outra substância qualquer — a partir do momento em que os indivíduos sigam as ordens (de uma minoria) no sentido da obrigação da auto-inoculação de uma qualquer substância, fica instalada a maior tirania que alguma vez foi pensada: Estaline ou Hitler, se vivessem hoje, ficariam extasiados!.

Ninguém é obrigado a ver touradas; mas não te esqueças (nunca!) que o que o Bloco de Esquerda e/ou o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) pretendem, não é apenas proibir as touradas: é sobretudo proibir a tua existência, enquanto ser humano politicamente livre.

Segunda-feira, 2 Agosto 2021

A liberdade de expressão no GETTR

Filed under: liberdade,liberdade de expressão — O. Braga @ 3:28 pm
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Se cumprirmos a lei dos Estados Unidos, ou/e se assumirmos os valores do bom-senso e de senso-comum, então podemos verificar que o GETTR será talvez a rede-social mais livre que existe actualmente.

gettr-web

O GETTR é uma rede-social congénere do Twitter, mas com liberdade de expressão (que não existe no Twitter).

No Twitter, por exemplo, se colocas em causa a versão oficial das grandes multinacionais farmacêuticas acerca das vacinas contra o COVID-19, és imediatamente censurado e rapidamente expulso desta rede-social. No GETTR, não te acontece nada; ou o mais que te pode acontecer é aparecer alguém que não concorda contigo; e a isto chama-se “liberdade de expressão”.

Eu optei pela liberdade.


Nota: Jair Messias Bolsonaro no GETTR

Quarta-feira, 28 Abril 2021

O estado do Estado, no Ocidente

estado-do-Estado-web

Segunda-feira, 17 Agosto 2020

The Physical Determinism Nightmare

Filed under: Karl Popper,liberdade — O. Braga @ 1:31 pm

Lawrence Krauss and Richard Dawkins defend here the theory of “Epiphenomenalism” — the idea that there’s no such thing as “consciousness” (and free will) that is independent from matter.

Karl Popper showed us that the theory of Epiphenomenalism makes no sense if it follows its own presuppositions: if my ideas cannot exist without a physical support, i.e., if my ideas are uniquely products of the chemistry of my brain — then it would not even be possible to discuss the issue regarding “Epiphenomenalism”: this theory (Epiphenomenalism) may not have any possibility to be true, because the eventual evidences that we make out of it are also pure chemistry; and if somebody defends a theory that is contrary to Epiphenomenalism, then he/she should also be correct, as his/her chemistry led him/her to a different conclusion.

Karl Popper calls this logical trap the “physical determinism nightmare”.

Segunda-feira, 20 Julho 2020

A longa viagem da Maria João Marques: do libertarismo do Insurgente → à defesa das posições políticas do Bloco de Esquerda

Filed under: educação,Ensino,Estado,liberdade,Maria João Marques — O. Braga @ 7:28 pm

Através do método de indução (método científico) cheguei à conclusão de que a seguinte proposição é verdadeira: “quem discorda da Maria João Marques é por ela bloqueado no Twitter”.

Por isso, a Maria João Marques não merece credibilidade; os seus (dela) correligionários do Insurgente devem conhecê-la melhor do que eu; aliás, não consigo empreender como foi possível a Maria João Marques escrever no blogue libertário Insurgente … porém, no caso deste tuite (ver abaixo a imagem), vou abrir uma excepção e vou comentar — mais até pelos comentários que se seguem ao referido tuite.

mjm-direitos

A Maria João Marques refere-se ao caso de um pai e de uma mãe que recusam a interferência do Estado na formação ética e moral dos seus filhos — o caso do cidadão Artur Mesquita Guimarães & Família, contra o Estado português.

artur-mesquita-guimaraes-web


1/ O (principal) argumento daquela (pobre) criatura é o seguinte:

Os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm deveres. E os filhos só têm direitos (não têm deveres em relação aos pais).

O que está implícito na proposição daquela criatura é o seguinte: “apenas o Estado tem direitos sobre as crianças”.

Os direitos que a Maria João Marques nega aos pais das crianças são (por ela) transferidos para o Estado.

Contudo, neste caso concreto, é o próprio Estado que nega direitos às duas crianças em causa, quando o Estado anula dois anos de escolaridade das ditas crianças, e apenas para afirmar a sua autoridade face aos respectivos pais.

Se o Estado estivesse preocupado com os direitos das crianças em causa, teria encontrado outra forma de lidar com a situação da família Mesquita Guimarães.

É claro que o Estado não se preocupa com os “direitos das crianças”; o Estado preocupa-se, isso sim, com os direitos e os interesses das elites políticas (da ruling class).


2/ há que distinguir entre “dever”, por um lado, e “obrigação”, por outro lado. Aquela criatura parece não saber a diferença entre uma coisa e outra.

Um dever é normalmente concebido como algo de pessoal: dizemos: “cumprir o seu dever”, mas não damos tanto ênfase a “cumprir as suas obrigações”.

Um dever é ético e/ou moral; uma obrigação é essencialmente legal (implica uma relação jurídica) — que pode não ser legítima: não nos esqueçamos de que o holocausto nazi, por exemplo, foi legal. Um qualquer fenómeno social, apenas por ser legal, não significa que seja uma coisa boa.

Por exemplo, ¿se, no futuro (e por absurdo), um governo do Bloco de Esquerda decidir incluir, no currículo escolar de educação sexual, a tese segundo a qual “a pedofilia é uma orientação sexual equivalente a outra qualquer” — ¿será que (por exemplo), apenas por ser legal, a promoção da pedofilia entre as crianças passa a ser legítima? A julgar pelo “raciocínio” da Maria João Marques, tudo leva a crer que sim.


3/ existe um princípio (básico) jurídico que é o seguinte: “quem não tem direitos, não tem obrigações”.

Do ponto de vista jurídico, uma obrigação implica direito. Uma obrigação sem reciprocidade de direito(s) é coisa própria de uma sociedade esclavagista.

Quem afirma que “os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm obrigações”, tem um problema cognitivo profundo (um problema de percepção da realidade): não se trata apenas de ignorância ou falta de instrução, mas trata-se sobretudo de falta de sensibilidade que a intuição nos providencia.

Qualquer criatura minimamente sensível intui a reciprocidade entre o direito e a obrigação.

“O intelecto e a razão diferem no que respeita ao modo de conhecer — porque o intelecto conhece por simples intuição, ao passo que a razão conhece através do processo discursivo” (dedução , indução , inferência) “de uma coisa para outra” (S. Tomás de Aquino).

O problema da Maria João Marques não é só a irracionalidade manifesta; é também uma pobre intuição que revela um intelecto limitado.

Sábado, 30 Maio 2020

Luís Neves tem que sair da direcção da Polícia Judiciária

Filed under: geringonça,liberdade,liberdade de expressão — O. Braga @ 1:04 pm

Uma coisa é criminalizar (acções) actos violentos (como consta do Código Penal) ; outra coisa, bem diferente, é tentar criminalizar a opinião — que é o que fez hoje, na estação de rádio TSF, Luís Neves, o director da Polícia Judiciária.

censura-geringonça

O director da Polícia Judiciária, Luís Neves, confunde acções, por um lado, com opiniões, por outro lado.

Para Luís Neves — por exemplo e segundo ouvi hoje na TSF — qualquer opinião contra o comportamento sexual guei, é opinião criminosa; e quem emite esse tipo de opinião (nas redes sociais) deve ser investigado e preso.

E quem for de opinião que se deve acabar com a imigração, segundo o Luís Neves, deve ser investigado e preso. Foi isto que eu ouvi hoje na TSF da boca de Luís Neves.

A tentativa de criminalização da opinião (restrição da liberdade de expressão), defendida hoje em directo na TSF por Luís Neves, acontece na sequência da forte influência totalitária do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista no actual regime político da Geringonça.

Pessoas como Luís Neves devem ser banidas de qualquer tipo de liderança política e/ou institucional. Eu diria mais: Luís Neves deve ser banido sumariamente do funcionalismo público.

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