perspectivas

Quinta-feira, 7 Abril 2016

¿Por que razão a Sociedade S. Pio X divergiu do Concílio do Vaticano II?

Filed under: cultura — O. Braga @ 11:31 am
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O papa Chico recebeu esta semana D. Bernard Fellay, o superior geral da Sociedade S. Pio X. Naturalmente que voltaram a surgir, nos me®dia, os convites do Chico para que a SSPX aceitasse o Concílio do Vaticano II. Afinal, ¿qual é a divergência da SSPX em relação ao Concílio do Vaticano II?

Existem divergências formais ou de conteúdo.

As divergências formais têm a ver com os símbolos (a liturgia); o Concílio do Vaticano II está imbuído de uma visão hegeliana da História que transforma os símbolos religiosos em meros sinais que podem ser mudados a qualquer momento e de forma arbitrária, dependendo do Zeitgeist (a imanência do Concílio do Vaticano II).

A divergência de conteúdo tem a ver com questão da “consciência” no ser humano.

Uma das razões por que eu não gosto de Kierkegaard é a noção dele (kantiana) segundo a qual “a verdade absoluta é sempre uma verdade individual”. O Concílio do Vaticano II levou esta noção ao extremo quando adoptou basicamente todos os preceitos da Nova Teologia, que faz com que o conceito de “verdade” se pulverize e se atomize.

Grosso modo, a noção de “verdade”, segundo o Concílio do Vaticano II, é a seguinte: “Cada indivíduo tem a sua verdade absoluta que é igual à verdade absoluta de qualquer outro”.

É dentro deste espírito do Concílio do Vaticano II que surgem criaturas como o Frei Bento Domingues e o Anselmo Borges, e em última análise, o papa Chico. Dentro desta concepção de “verdade”, o papa Chico estabelece um diálogo dito “ecuménico” com toda a espécie de gente (porque, alegadamente, “a verdade absoluta é de cada um”), recebe amistosamente no Vaticano maçons, pederastas e muçulmanos radicais, critica o capitalismo mas nunca criticou Fidel Castro, etc..

Para a Sociedade S. Pio X, a verdade e o bem são objectivos, e não meramente subjectivos. E na linha de S. Tomás de Aquino, a liberdade do ser humano consiste em escolher (ou não) essa verdade objectiva que implica o bem.

Ou seja, para o Sociedade S. Pio X, o Bem coincide com o Justo; mas para o Concílio do Vaticano II e para o papa Chico, o Justo é universal e o Bem é privado.

Quarta-feira, 30 Março 2016

Companhia alemã cria carruagem para mulheres e crianças

Filed under: cultura — O. Braga @ 4:32 pm
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“Uma companhia ferroviárias alemã vai começar a ter as suas primeiras carruagens apenas para mulheres e crianças em alguns dos seus comboios.

A empresa Mitteldeutsche Regiobahn avançou que o objectivo é proporcionar um ambiente mais seguro para as mulheres e crianças – que só poderão entrar até aos 10 anos de idade”.

Companhia alemã cria carruagem para mulheres e crianças


A ideia original é do esquerdista inglês Jeremy Corbyn, para quem o muro de Berlim ainda não caiuembora no Japão e na Rússia já seja prática corrente há bastante tempo.

 

corbyn-train-web

No contexto da amálgama muçulmana na Europa, é uma tentativa de esconder a manifestação pública da barbárie islâmica; e as feministas ficam caladas, em dissonância cognitiva.

No contexto do Cristianismo russo ou do tradicionalismo japonês, a discriminação positiva das mulheres e crianças é uma medida positiva que obedece a critérios conservantistas.

Isto não significa que Corbyn ou as feministas sejam conservadores; em vez disso, significa que o conservantismo tem razão.

Terça-feira, 29 Março 2016

O Carlos Fiolhais confunde “técnicos” e “cientistas”

 

“O autor é claro: "De psicologia, de gostos, de tendências e sentimentos quase iguais aos seus, a mulher do sábio deve ser dotada de um grande espírito de sacrifício." Imagine-se agora se o autor pudesse vir cá hoje e verificar que a maior parte dos cientistas são mulheres!

Carlos Fiolhais


Em ciência, existem os trabalhadores e os pensadores. Para os trabalhadores (os técnicos) existem “livros de receitas”: até mesmo um físico medíocre, por exemplo, pode fazer um trabalho de primeira qualidade no laboratório, aplicando fórmulas sem ter em consideração toda a problemática científica e filosófica do seu campo de trabalho.

No manual de metodologia das ciências da natureza de Herbert Pietschmann, distingue-se entre o físico trabalhador, por um lado, e o físico pensador, por outro lado:

“Os físicos trabalhadores que aplicam os métodos da física não têm quaisquer dificuldades em mecânica quântica. Porém, acontece frequentemente que nem sequer têm consciência das suas consequências de longo alcance para a questão da reprodução de uma ‘realidade’. Os conflitos só surgem na tentativa de interpretação da forma como o método utilizado, sem qualquer problema na prática, descreve uma ‘realidade’.”

Gribbin escreveu [John Gribbin (1984) In Search of Schrödinger’s Cat: Quantum Physics And Reality]:

“É precisamente por causa do grande êxito da equação de Schrödinger, como instrumento prático, que muitas pessoas foram impedidas de reflectir profundamente sobre a forma e a razão do funcionamento desde instrumento”.

É politicamente correcto que o Carlos Fiolhais afirme que “a maior parte dos cientistas são mulheres”. Para o Carlos Fiolhais, uma pessoa sentada num laboratório é tomaticamente “cientista”. O politicamente correcto de Carlos Fiolhais causa náuseas.

Quarta-feira, 9 Março 2016

Erdogan e a mulher

Filed under: cultura — O. Braga @ 10:31 am
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A visão islâmica acerca da mulher é intolerável. Temos que estudar (e não apenas ler) o Alcorão para chegar a esta conclusão.

Existem basicamente, no Ocidente, três formas de conceber a mulher:

  • O igualitarismo marxista cultural;
  • O Complementarismo;
  • O patriarcado bíblico.

O igualitarismo marxista cultural é adoptado pelos partidos de Esquerda (Partido Comunista, Bloco de Esquerda e Partido Socialista) e, em parte, pelos partidos liberais (Partido Social Democrata e CDS/PP). É a ideia segundo a qual o sexo (biológico) não tem qualquer função nos papéis desempenhados na sociedade; e a Esquerda vai mais longe: os “géneros” (os sexos) nada mais são do que “construções sociais e culturais”. Ou seja, a completa irracionalidade.

O Complementarismo é adoptado pela Igreja Católica. Os homens e mulheres são diferentes biologicamente (em geral, com papéis diferentes na sociedade) mas iguais nos seus direitos naturais (não confundir Direito Natural com Direito Positivo).

O patriarcado bíblico é adoptado, nomeadamente, pelos evangélicos, e baseia-se na ideia da relação entre sexos do Antigo Testamento (Judaísmo).

Uma coisa é o combate contra o feminismo que é uma forma psicótica de conceber a mulher; outra coisa é negar à mulher os seus direitos naturais — como faz o Islamismo.

Domingo, 31 Janeiro 2016

Os globalistas criaram o mosquito transgénico do vírus Zika

Filed under: cultura — O. Braga @ 12:48 pm
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bill-gatesVemos neste vídeo em baixo o que significa a palavra “prometaico”, que deriva da figura mitológica grega que deu pelo nome de Prometeu, e que estava convencido de que o conhecimento (a ciência) traria a solução para todos os problemas da humanidade. Quando Prometeu desobedeceu a Zeus, este criou Pandora, uma mulher lindíssima, e deu-lhe uma caixa em que estavam encerrados todos os males possíveis e imaginários. Ainda hoje se utiliza a expressão “caixa de Pandora” para designar o castigo de Zeus a Prometeu que é o símbolo do homem revolucionário.

O vídeo demonstra como Bill Gates financiou a criação do mosquito transgénico que inocula o vírus Zika nas Américas. Não podemos afirmar que Bill Gates agiu propositadamente, mas podemos certamente dizer a figura prometaica que é Bill Gates abriu uma caixa de Pandora cujas consequências são imprevisíveis.

O homem moderno está convencido de que a ciência controla a Realidade. Trata-se de uma espécie de fé religiosa em relação à ciência, uma fé no poder absoluto do ser humano sobre a Realidade. A ciência está convencida de que, através da verificação estatística, pode prever o futuro; mas a verdade é que a estatística baseia-se no passado, e não há nenhuma garantia de que o futuro se possa basear absolutamente no passado.

 

Sábado, 30 Janeiro 2016

Anselmo Borges e o enigma de Deus

 

Anselmo Borges escreve o seguinte:

“É possível que Deus exista, mas também pode não existir. Ninguém pode dizer que sabe que Deus existe, mas também ninguém pode dizer que sabe que Deus não existe. Ninguém sabe se na morte encontramos a vida na sua plenitude em Deus ou se, pelo contrário, para cada pessoa tudo acaba na morte. Este é o grande enigma da vida de cada homem, de cada mulher”.

Anselmo Borges poderia ter escrito: “Este é o grande enigma da vida de cada ser humano”, englobando o homem e a mulher em uma mesma categoria. Mas o politicamente correcto exige que o homem e a mulher pertençam a espécies diferentes. Noutros tempos, dizíamos “Minhas senhoras e meus senhores!” por uma questão de boa educação; hoje, dizemo-lo por obrigação politicamente correcta.


Anselmo Borges erra quando confunde “enigma”, por um lado, e “mistério”, por outro lado.

Aliás, esse erro foi decalcado do livro do jesuíta a que se refere o Anselmo Borges no artigo. Quando estudei a História de Portugal no liceu, pensei que a expulsão dos jesuítas por parte do Marquês de Pombal tivesse sido um exagero; hoje tenho dúvidas se não teria justificação racional. Não é acaso que o papa-açorda Francisco é jesuíta.

Um enigma tem solução, por princípio; um mistério é insolúvel, à luz da razão humana.

O problema do homem moderno é o de que não aceita, por princípio, de que há coisas que não compreende (no sentido do racional determinístico) e nem nunca compreenderá: a ideia segundo a qual possam haver realidades ou fenómenos racionalmente inacessíveis ao ser humano é um sacrilégio modernista e cientificista.

Perante o Ser de Deus (e não a “existência” de Deus, porque Deus não “existe” da mesma forma que o Anselmo Borges), o ser humano debate-se com um mistério, e não com um enigma. Por isso é que a Igreja Católica tradicional fala do “mistério da fé”; talvez a Igreja Católica do papa-açorda Francisco, cientificista e secularista, passe a falar no “enigma da fé”.


A julgar pelo texto de Anselmo Borges, Deus é uma espécie de velho com barbas brancas que vive acima das nuvens, na companhia de S. Pedro que é o manda-chuva. Por isso é que, segundo o Anselmo Borges e o jesuíta autor do livro, “ou Deus existe, ou não existe”. “O ser de Deus não pode ser compreendido como a existência de um existente ao lado ou acima de outros existentes. Se Deus fosse um existente, estaria submetido às categorias da finidade, sobretudo ao espaço e ao tempo” (Paul Tillich).

“O espiritual é fundamental para mim; vou mesmo ao ponto de afirmar que não existe matéria, mas apenas espírito. (…) Aquilo que constitui o fundamento da realidade não é a matéria, mas um campo que, no entanto, não é material, representando, contudo, uma espécie de potencialidade. Um potencial que possui a capacidade de se materializar”. Quem escreveu isto não foi o abade da minha paróquia: foi Hans-Peter Dürr 1.

A ciência actual não pode ser materialista; ou não é ciência. Mas a verdade é que o naturalismo continua a ser o esteio da ciência que impõe uma cultura materialista.


Finalmente, Anselmo Borges confunde “dogma religioso” com “dogma cientificista” — colocando os dois tipos de dogma no mesmo plano ou nível.

É certo que o cientificismo naturalista é uma espécie de religião, mas trata-se de um monismo, imanente e materialista; é uma espécie de religião que apenas se foca em uma pequena parte da Realidade.

A Bíblia é um livro com que os primeiros cristãos transmitiram as suas experiências com Deus sob a forma de imagens, mitos e metáforas. As imagens dizem mais do que as palavras, porque conseguem superar frequentemente a contradição entre o individual e o universal. Por exemplo, a arte: a arte começa onde a linguagem acaba. A religião utiliza a arte das imagens para criar símbolos intersubjectivos que formam a comunidade dos crentes.

Para que estas experiências, e as respectivas imagens (símbolos) que as representam, possam fundar uma comunidade, aquelas são formuladas em dogmas. No sentido religioso propriamente dito — mas não no sentido cientificista ou naturalista —, um dogma é uma afirmação sobre a Realidade que está para além daquilo que é alcançável através da linguagem. O dogma religioso é a tradução do modus ponens da experiência secular religiosa dos cristãos: é uma espécie de “ajuda racional”.

Ou seja, o dogma religioso é um dogma positivo; o dogma cientificista é um dogma negativo (a negação do Ser). Colocar os dois tipos de dogma no mesmo plano de análise, é uma estupidez.


Nota
1. “Gott, der Mensch und die Wissenschaft”, 1997

Quarta-feira, 27 Janeiro 2016

Como os russos vêem o homossexualismo

Filed under: cultura — O. Braga @ 7:22 pm
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(via)

A confusão do Rolando Almeida sobre factos e valores

Filed under: cultura — O. Braga @ 12:48 pm
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“Subjectividade e objectividade respeita às afirmações que fazemos e à sua relação com a verdade. Fazemos afirmações sobre factos e afirmações sobre valores, vulgo juízos de facto e juízos de valor. Especialmente no secundário haveria de corrigir alguns aspectos terminológicos. Isto porque se ensina na primeira unidade o que é uma proposição, mas quando se fala em valores fala-se em juízos. Nada me parece errado aqui. Mas seria preferível referir “proposições sobre factos” e “proposições sobre valores”, já que é disso que se trata e, desse modo, habituávamos os estudantes a uma uniformização lexical que me parece de todo vantajosa, pelo menos neste nível de ensino.”

Rolando Almeida


A oposição entre juízos de facto e juízos de valor é mais aparente do que real.

O uso do juízo de valor enuncia o que “deve ser”, e o que “não deve ser”. Embora não possa existir uma ciência normativa constituída por juízos de valor, mas apenas uma ciência crítica, podemos contudo tomar como base de discussão a afirmação inversa: os juízos de valor são meros juízos de facto que enunciam, embora de forma “sinuosa”, o pensamento (que é efectivamente um facto) "valorizador" daquele que fala.

O pensamento de uma pessoa acerca de um qualquer fenómeno, é um facto, que pode ser verdadeiro ou falso.

Essa verdade ou falsidade do juízo de valor pode ser verificada através de uma ciência crítica que, tal como na ciência normativa dos juízos de facto, depende dos pressupostos (postulados, axiomas) de que parte. Por exemplo, se eu disser que “o João mede 1,76 metros de altura”, essa verdade (a ser verdade) é intersubjectiva (ou seja, objectiva), mas parte do postulado de uma bitola de medição física macroscópica que tem como pressuposto (axioma) a velocidade de rotação e de translação da Terra, por exemplo. Outro exemplo: se colocarmos dois relógios acertados um com o outro — um deles na estratosfera, e outro dentro da crusta terrestre, ao fim de algum tempo os dois relógios deixam de estar acertados um com o outro.

Ou seja, a verdade de um juízo de facto depende da verdade de outro juízo de facto que lhe está subjacente e, assim ad infinitum.

Tal como acontece com os juízos de facto, os juízos de valor dependem de postulados e/ou axiomas.

Ou seja, à luz da ciência mais actual, o juízo de valor é tão relativo quanto é o juízo de facto. Não é possível, em bom rigor, afirmar que o juízo de valor é mais passível de ser verdadeiro ou falso do que um juízo de valor.

Se considerarmos que o juízo de valor é relativo, teremos também a aceitar que o juízo de facto também é relativo — o que seria a negação da ciência enquanto tal.

A ideia segundo a qual “a verdade das proposições sobre valores depende directamente das crenças” é tão válida quanto a ideia segundo a qual “as proposições sobre factos depende directamente das crenças” — porque a ciência (empírica ou teórica) também é baseada em crenças, embora crenças de grau superior.

O que interessa, tanto no juízo de facto quanto no juízo de valor, é a fundamentação racional do juízo que justifica a crença, e não apenas a crença entendida em si mesma.

Domingo, 24 Janeiro 2016

Movimento Identitário Europeu

 

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Legendas em inglês

Quarta-feira, 13 Janeiro 2016

Cátaros, albigenses e valdenses eram seitas gnósticas

 

O problema da narrativa histórica é o de que depende da interpretação dos factos, e não dos factos em si mesmos; ou melhor dizendo, os factos documentados apenas servem para fundamentar uma qualquer interpretação deles. Os historiadores contam uma história que não tem necessariamente uma relação causal e, sobretudo, não vai à essência dos factos.

Temos aqui uma narrativa histórica acerca dos cátaros, albigenses e valdenses; os factos citados (datas, eventos, nomes de pessoas) correspondem, grosso modo, à verdade histórica. Mas o erro da narrativa está na essência: parte-se do princípio (na narrativa) de que as seitas da Antiguidade Tardia que deram origem aos cátaros, albigenses e valdenses, eram cristãs — o que é absolutamente falso.

O problema dos historiadores em geral é o de não terem estudado suficientemente filosofia. Afirmar que as seitas gnósticas da Antiguidade Tardia eram cristãs, é um erro de palmatória.

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Domingo, 3 Janeiro 2016

Música celta portuguesa II

Filed under: cultura — O. Braga @ 4:57 pm
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Música celta portuguesa

Filed under: cultura — O. Braga @ 4:34 pm
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