perspectivas

Segunda-feira, 30 Março 2015

A evolução dos actores franceses

Filed under: cultura,politicamente correcto — O. Braga @ 10:36 am
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Pierre Niney
(respigado no Twitter)

Sexta-feira, 27 Março 2015

O “suicídio colectivo” dos pilotos comerciais e o cientismo

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 6:56 am
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A Maria João Marques escreve aqui sobre os “perigos psicológicos”, sobre as “doenças psicológicas” que, entre outros casos, na última década têm levado ao “suicídio colectivo” de pilotos de aviões comerciais. Repito: na última década — porque tal nunca tinha acontecido desde o Dakota e o Super Constellation da década de 1950 até aos super jumbos de 2000.

super-constellation-tap-webMas a Maria João Marques não se questiona sobre a razão por que não existiram “suicídios colectivos” de pilotos durante 50 anos, e de repente e nos últimos 15 anos, aconteceram “uma data deles”. Prefere arrumar o problema nas gavetas da psicologia e da psiquiatria: “a ciência resolve todos os problemas da humanidade”.

Não é preciso ser psicólogo ou psiquiatra, ou licenciado em outra merda qualquer, para perceber que estamos perante um fenómeno cultural inédito. É uma coisa nova.

E devemos perguntar: se, durante 50 anos de aviação comercial, não foi precisa a psicologia e a psiquiatria para evitar “suicídios colectivos” de pilotos, então ¿por que razão presume a Maria João Marques que as ciências humanas e/ou sociais irão evitá-los no futuro?  

Se durante 50 anos nunca nenhum piloto sentiu a necessidade de se suicidar e levar consigo, para a morte, os passageiros, ¿por que razão este fenómeno passou a acontecer nos últimos 15 anos?

Esta é a pergunta que deveria ser respondida, e não tentando evitar a resposta incómoda — como faz a Maria João Marques — invocando a psicologia e a psiquiatria. Se alguma ciência humana pode ser chamada a estudar o fenómeno, é a sociologia, e não a psiquiatria ou a psicologia.

É certo que, até certo ponto, a psiquiatria pode detectar um psicopata, mas nem sempre. Estamos aqui no campo dos valores, no campo da ética que enforma uma determinada cultura antropológica, e por isso não há ciências humanas que valham para evitar mais “suicídios colectivos” de pilotos no futuro — a não ser que a liberdade do cidadão em geral vá sendo restringida em crescendo até ao advento de uma sociedade orwelliana: é assim que os liberais cientificistas se tornam totalitários (como eu compreendo o Carlos Abreu Amorim, que renegou o liberalismo!).

Por último: a Maria João Marques mistura o stress pós-traumático decorrente de uma situação de guerra de maior ou menor intensidade (soldados e polícias) com a situação do piloto comercial. Por aqui se vê a dificuldade que eu tive em analisar ideologicamente o verbete dela.

(imagem daqui).

Quinta-feira, 26 Março 2015

A Maria João Marques e “as barrigas e peitos de aluguer”

 

Pela minha experiência, parece-me que as pessoas nascidas depois de 1970 apresentam fortes tendências para a sociopatia (não confundir com psicopatia). Por exemplo, é normal no Twitter aparecerem anuências a imagens deste tipo:

gerações-de-urano

¿O que está errado nesta imagem? Uma pessoa nascida depois de 1970 (as “gerações de Urano”), regra geral, não saberá dizer. E dirá mesmo que concorda com a mensagem subliminar ou explícita da imagem. Se o leitor detectar alguma coisa de errada na imagem (do ponto de vista ético), deixe um comentário; se não, não se preocupe porque faz parte das “gerações de Urano”.


“Mas, em boa verdade, uma gravidez resultante de um preservativo que se rompeu num caso de uma noite também não é romântica. E um casal com problemas de fertilidade que se dedica mês após mês ao método tradicional de concepção de crianças acaba usando mais teimosia e voluntarismo do que desejo ou romantismo. Mais: o casamento por amor é uma realidade com pouco mais de um século e sempre houve numerosos filhos fora do casamento; não vale a pena exigirmos agora purismos às concepções que quantas vezes ocorreram distantes do ideal.”

Maria João Marques

Uma noite de amor em que o preservativo se rompe ¿deixa de ser uma noite romântica? E uma possível gravidez que advenha dessa noite romântica ¿já não é romântica porque o preservativo se rompeu?

A sociopatia da Maria João Marques e das gerações de Urano impedem qualquer análise objectiva que não seja a libertação da uniformidade a todo o custo, mesmo à custa do mais abstruso irracionalismo. O irracionalismo voltou a estar na moda. Nas gerações de Urano, os processos de separação em relação à sociedade e de individualização face ao colectivo implicam uma necessidade de marginalização que é erradamente tomada como “originalidade”.

E tal como na imagem acima, faz-se uma comparação entre coisas que não são comparáveis: os filhos fora do casamento, no neolítico como no século XXI, são feitos entre duas pessoas de sexos diferentes que se amaram, em princípio, em uma qualquer noite de amor, mesmo à custa do preço da infidelidade conjugal. Comparar o mal ético da infidelidade conjugal, que é amor apesar de tudo, por um lado, com o mal ético da inseminação in vitro ou com uma barriga que é alugada como se aluga um automóvel — só pode vir de uma mente sociopata das gerações de Urano.

O ableísmo homossexual

 

A melhor definição de “ableism” pode ser encontrada aqui:

«

“Ableism” é a ideia de que palavras comuns, usadas todos os dias, devem ser consideradas ofensivas em relação a certas pessoas com determinadas incapacidades e/ou anomalias.

Por exemplo:

Dizer “maluco” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas malucas.

Dizer “mudo” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas mudas.

Dizer “caminhar” é “ableism”, e é ofensivo a pessoas em cadeiras de rodas.

Dizer “invertido” é “ableism”, e é ofensivo para os gays”.

»


“Ableism” não é exactamente a mesma coisa que “capacitismo”, pelo menos no sentido dado aqui. O ableism não se aplica somente a pessoas com incapacidades físicas: também se aplica a qualquer tipo de característica, seja psicológica ou física, que afaste um determinado indivíduo da normalidade (qualquer que seja) constatada por uma curva de gauss. Se Albert Einstein vivesse hoje, poderia eventualmente acusar a sociedade de “ableism” por “tornar invisíveis” as pessoas com uma inteligência superior à média.

einstein-mesa-destrambelhada

À falta de melhor, e dado que “capacitismo” não é a mesma coisa que “ableism”, vamos importar o neologismo “ableísmo”.

ableism-web

O ableísmo impõe a ideia segundo a qual a sociedade é sempre culpada pela situação do indivíduo que, em qualquer aspecto da sua identidade (ou falta dela), se afaste da normalidade necessariamente imposta pela curva de gauss. O ableísmo pretende impôr à sociedade a ideia de que não existe qualquer tipo de normalidade, que o indivíduo é incategorizável, não existem categorias que classifiquem o ser humano, e portanto o pensamento racional e a ciência são também formas de ableísmo.

Por outro lado, o ableísmo projecta para a sociedade a culpa do comportamento pouco saudável de um indivíduo. Por exemplo, se um gay tem um cancro anal ou apanhou a SIDA, sente-se pouco à vontade em falar do seu problema e, por isso, ele diz que a sociedade o tornou invisível e que é vítima de ableísmo. A culpa é sempre da sociedade e nunca da putativa vítima de ableísmo.

Como é normal num blogue politicamente correcto como é o Jugular, os homossexuais são, alegadamente, “tornados invisíveis pela sociedade”, o que (alegadamente) constitui uma forma de ableísmo em relação aos homossexuais.

ableism2

O que torna o ableísmo insuportável é que inibe qualquer discurso: qualquer palavra proferida pode ser tida subjectivamente como uma forma de ableísmo. A vítima de ableísmo vive, como é óbvio, da sua subjectividade, e por isso qualquer interpretação subjectiva do homossexual pode ser uma forma de ableísmo. Ou seja, o próprio ableísmo impõe as barreiras ao discurso e à comunicação de que se queixa que não existem.

Por exemplo, se um médico se dirige a um homossexual de uma forma que este considere subjectivamente “paternalista”, o gay queixa-se de ableísmo. Ou se o médico diz ao gay que não convém ter muitos parceiros sexuais, automaticamente isso é interpretado como uma forma de ableísmo. No limite, não há nada que se possa dizer a um gay que não possa ser interpretado por ele como ableísmo.

Tornando o discurso impossível através da subjectivização das posições do homossexual, o movimento político gayzista consegue aquilo que pretende: a supremacia real da condição homossexual em relação ao comum dos mortais.

Sob a forma de vitimização ableísta, o comportamento gay (qualquer que seja) passa a ser inatacável, por um lado, e por outro lado a sociedade é sempre responsável pelas consequências objectivas de tal comportamento.

É evidente que não se procura a “igualdade”: em vez disso, procura-se uma superioridade ontológica do homossexual, na medida em que qualquer discurso ou debate são coarctados à partida, e é a subjectividade do homossexual que dita as regras do jogo. Não se procura a aceitação do homossexual: procura-se a sua celebração cultural como casta superior.

Domingo, 22 Março 2015

Cara Inês Teotónio Pereira : não compreendo essa coisa do “pai moderno”

 

“Aos pais de hoje pede-se que vão à escola às festas dos filhos, que mudem as fraldas dos bebés, que lavem a loiça, que saibam escolher as roupas das filhas e que cozinhem o jantar. Os pais de hoje têm de partilhar funções que dantes eram da exclusividade das mães. O mundo mudou e nessa mudança é obrigatório que os pais também mudem.”

Inês Teotónio Pereira

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um patriarca é isso mesmo!

No princípio da década de 1980 fui pai pela primeira vez. Quando estava em casa, fazia questão de ser eu a mudar-lhe as fraldas e a dar-lhe o banho diário — logo desde os primeiros dias de vida. De vez em quando também cozinhava, mas já não era de lavar a louça. A limpeza da casa era feita a meias. O meu filho mais velho só adormecia deitado em cima da minha barriga; e ali ficava eu (acordado, claro!) até ele adormecer e depois ia deitá-lo na cama dele.

Em finais da década nasceu o meu segundo filho, e o ritual repetiu-se: o banho diário dele era tarefa minha salvo raras excepções (sempre ao fim do dia, quando chegava do trabalho), e sempre que estava em casa também lhe trocava as fraldas; lembro-me bem dos produtos de limpeza e lencinhos próprios comprados na farmácia e utilizados na higiene da mudança da fralda, e da preocupação com a limpeza especial das pequenas rugas do bebé para evitar a inflamação da pele.

David 23 de Julho de 1982


A minha preocupação com os filhos nunca me inibiu de ser macho — ou seja, era eu quem mandava e quem tinha a última palavra em casa, para o bem e o para o mal. Portanto, essa coisa do “pai moderno” é treta: há, como sempre houve e apesar da cultura antropológica predominante em cada época, pais com bom-senso e pais sem ele.

Pelo contrário, o “pai moderno” é hoje — em juízo universal — aquele que faz os filhos, pede o divórcio unilateral e na hora para não ter que os aturar, deixa a mulher sozinha com os filhos nos braços, e não paga a educação dos filhos alegando que não tem dinheiro — e tudo isto em nome de leis que defendem o feminismo e a autonomia da mulher. Esta é a verdadeira “mudança” de que a Inês Teotónio Pereira não fala: a mudança que irresponsabiliza o homem (e a mulher, noutros aspectos) em nome da “luta contra a família patriarcal”.

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um bom patriarca é isso mesmo!

Quarta-feira, 11 Março 2015

A merda da cultura politicamente correcta

Filed under: A vida custa,cultura,politicamente correcto — O. Braga @ 8:43 am

 

Estudos “científicos” chegaram à  conclusão que um homem que não seja sexista trata a mulher como se fosse um homem.

Por exemplo: ¿você é atencioso e dá o lugar sentado a uma mulher no metro? Então você é um porco sexista! Você é rude com as mulheres? Então você também é um porco sexista!

De qualquer modo, você é sempre sexista por ser homem. Se você é delicado e atencioso com as mulheres, ou é gay ou é sexista; e para não ser sexista é preferível ser gay. E se você é bruto com as mulheres, também é sexista. Morto por ter cão e morto por não ter.

sexista

Segunda-feira, 2 Março 2015

O indivíduo socialmente atomizado é o novo elemento revolucionário

 

Na década de 1970, algumas autarquias controladas pela Esquerda exibiam gratuitamente filmes soviéticos às populações. Depois da queda do muro, os filmes soviéticos grátis acabaram. Mas surpreendeu-me a notícia de que a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, lá no cu de judas, exibiu recente- e gratuitamente o filme “As 50 Sombras de Grey” ao povo da autarquia — como se se tratasse de um filme pedagógico indispensável ao progresso cultural do povo…!

Depois da queda do muro, a renovada religião política de Esquerda — em conluio com uma certa direita libertária — transformou a mulher em uma espécie de hierodula, ou, em termos que toda a gente entenda, em uma prostituta sacrificial. E tudo isto em um momento em que a patética ministra da igualdade, Teresa Morais (¿será que ela foi ver o filme “As 50 Sombras de Grey”?), lança uma campanha nos me®dia contra a violência entre namorados. Há aqui qualquer coisa de profundamente contraditório, mas essa contradição é propositada; não se trata apenas de mera estupidez, mas também de uma ideologia que sustenta uma nova religião política.

A nova religião política que a Esquerda maçónica indrominou depois da queda do muro — e na sequência  das ideias marxistas culturais de Marcuse ou de Wilhem Reich — tem um dos fulcros na perversão do acto sexual. Isto não tem nada de novo: já os primeiros profetas de Yahweh, ainda antes do exílio, tinham denunciado os sacrifícios sexuais das virgens hierodulas ao deus Baal (a erotização da dominação e da subordinação, como acontece hoje n’ “As 50 Sombras de Grey” ), e foi por isso que o Judaísmo caiu no extremo oposto de um rigor moral radical no que respeita à  sexualidade. 

A Esquerda (e os libertários de direita, que segundo Lenine são os “idiotas úteis”) dizem que a perversão sexual deve ser vista no âmbito da “escolha individual”. Da mesma forma, dizem que o aborto, por exemplo, também deve ser visto em um âmbito de “escolha individual” — como se a “escolha individual”  pudesse ser inserida em um contexto de vácuo ético, político, social e cultural.

O conceito de “autonomia pessoal” passou a ser sinónimo absoluto de “liberdade negativa”1. O indivíduo socialmente atomizado é o novo elemento revolucionário. E é este novo conceito enviesado de “autonomia pessoal” que irá inexoravelmente colocar em causa – na nossa sociedade — a liberdade propriamente dita.


Nota
1. A liberdade negativa é aquela que consiste em não ser impedido de agir — a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura.

Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral

Terça-feira, 24 Fevereiro 2015

Os gnósticos modernos

 

A Gnose foi um movimento religioso da Antiguidade Tardia que teve as suas raízes em uma visão dualista (dualismo ontológico, e não propriamente um dualismo cartesiano) proveniente do Oriente [por exemplo, do Parsismo e do Maniqueísmo], e de acordo com a qual existe uma contradição entre o espírito e a matéria, bem e mal, luz e trevas. Os primeiros textos gnósticos datam do século II d.C.; as suas origens são obscuras; mas, provavelmente, a Gnose desenvolveu-se, no império romano, paralelamente ao Cristianismo e como uma grandeza religiosa independente.

(texto longo, com 1900 palavras)

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Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015

Ser um Mozart ou um Beethoven

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:27 am
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Diz a Inês Teotónio Pereira, corroborando o CR7,  que “competir connosco próprios é a estratégia certa”. Foi o que fez Beethoven.

partitura-BeethovenSe analisarmos as pautas musicais originais de Beethoven, vemos ali muita rasura, muita emenda, muita “competição com ele próprio”.

Mas isso não aconteceu com Mozart: com este último, a música fluía para a pauta musical original com raras emendas, como se a partitura estivesse já escrita na cabeça dele e apenas fosse necessário passá-la para o papel.

Ser um Mozart ou um Beethoven aplica-se a indivíduos, mas não a povos.

Não há “povos Mozart” ou “povos Beethoven”: há “indivíduos Mozart” (em todas as áreas da actividade humana, e não só na música ou no futebol), “indivíduos Beethoven”, e outros indivíduos que não são nem uma coisa nem outra.

O que pode haver é uma cultura antropológica que incentiva os indivíduos de um povo a serem “Beethoven” quando não nascem “Mozart” — porque ser Mozart é um dom, uma dádiva que a Natureza, o Destino e as Estrelas concedem ao indivíduo.

Ninguém é Mozart porque quer: nasce-se Mozart. Mas se é verdade que Beethoven não nasceu Mozart, podemos eventualmente ser Beethoven se “competirmos connosco próprios”; mas nunca seremos Mozart só porque queremos ser.

Sábado, 14 Fevereiro 2015

50 Shades of Grey e a pornografia feminina

Filed under: cultura — O. Braga @ 11:32 am
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A pornografia feminina tem que ter romance (uma narrativa e trama românticas). 50 Shades of Grey tem romance.

Portanto, se entendermos que a mulher — tal como o homem — também tem direito à pornografia, então diremos que o filme nada tem de mal. O único problema é o de saber se a pornografia é boa ou má, mas isso já não tem a ver directamente com o filme.

¿Será a pornografia sinal de “progresso cultural”?

Se a sua resposta a esta pergunta é “sim”, então para si o filme é bom. Apenas cito o seguinte:

“Promover o abuso como liberdade sexual é a maior das mentiras. Julgam as mulheres que são modernas, descomplexadas e receptivas quando na realidade estão a entrar no perigoso jogo da manipulação masculina. Isto não é moderno, é tão retrógrado que até dói.”

Quarta-feira, 11 Fevereiro 2015

A guerra ainda não acabou, e trava-se a Ocidente e não na Rússia

Filed under: cultura,Europa,Política — O. Braga @ 6:57 pm
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You can be a Christian, or you can be successful.” (para teres sucesso na vida, não podes ser cristão)

Um relato de um indivíduo que se deslocou a Budapeste, capital da Hungria. A certa altura, o guia turístico parou em frente à  catedral de São Estêvão e explicou aos turistas como foi que o regime comunista lidava com os cristãos:

“Na Hungria comunista você podia ser cristão; podia rezar em casa, com a sua família. Podia mesmo ser baptizado numa igreja e ir à  missa. Porém, você tinha que escolher: ou ter sucesso na vida, ou ser cristão.”

Ora, acontece que o mesmo método comunista está a ser seguido hoje em quase todos os países do Ocidente pelo marxismo cultural“para teres sucesso na vida, não podes ser cristão” — seja na área do Direito, seja na área da medicina, seja na da política, etc..

Por exemplo, quando o Direito Positivo elimina a objecção de consciência dos médicos em relação ao aborto, temos um perfeito exemplo de como o marxismo cultural entrou pelo Direito adentro e influencia directamente a carreira profissional dos médicos. Ou seja: “para seres um médico de sucesso, não podes ser cristão”.

Quando eu vejo gente importante da direita brandindo o espantalho da “Rússia comunista do século XXI”, fico espantado: a Rússia tem hoje o triplo dos bilionários do Brasil. ¿Como é que um país — a Rússia — com mais de 130 bilionários, é comunista?!

Em contraponto, essa mesma gente importante faz vista grossa em relação ao que se passa a ocidente, e diz mesmo que “o marxismo cultural não existe e é estória para boi dormir”.

A luta contra o comunismo continua, mas não é na Rússia!: é nos Estados Unidos de Obama, é na Inglaterra do “conservador” David Cameron, é na França do François Hollande, é na Espanha do partido Podemos, é na Grécia do Syriza, é nos países nórdicos da ideologia de género, é na Bélgica e na Holanda da eutanásia para crianças, enfim, é no Portugal do politicamente correcto e da subserviência canina à  União Europeia.

Quando você ouvir alguém dizer que “é preciso combater o KGB comunista”, mande-o à  bardamerda!. O KGB, embora com outro nome, existe de facto, mas para proteger os interesses nacionais da Rússia, assim como, por exemplo, a Agência Brasileira de Inteligência existe para proteger os interesses do Brasil.

Terça-feira, 10 Fevereiro 2015

A utopia revolucionária da imanência do paraíso na Terra

 

Temos aqui um texto de Eugénio de Andrade. O Júlio Machado Vaz, que cita o texto do Eugénio de Andrade, identifica-se obviamente com ele.

É sempre problemático quando os poetas filosofam, porque a poesia é filosofia desprovida de lógica. O texto é uma crítica à modernidade, mas trata-se de uma crítica que se baseia na utopia do Romantismo que se seguiu ao Iluminismo — utopia essa que ainda hoje persiste — e que concebia a possibilidade da alteração da natureza humana tendo em vista a construção de um paraíso na terra: a imanentização laica do Escathos que caracteriza a mente revolucionária (resquícios culturais de um certo Cristianismo milenarista). As engenharias sociais (“casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, ideologia de género, igualitarismo politicamente correcto, a negação das diferenças, etc.) que verificamos actualmente nada mais são do que a persistência na utopia que torna imanente o paraíso na Terra.

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