perspectivas

Sexta-feira, 11 Maio 2018

A hipocrisia puritana do Júlio Machado Vaz

 

Hoje ouvi na rádio pública (Antena 1, rádio do Estado) o Júlio Machado Vaz insurgir-se contra as touradas e, de uma forma implícita, a defender a proibição das touradas — argumentando, por exemplo, que “a tourada não é uma tradição em Portugal porque, de um total de 308 concelhos, apenas em 40 se realizam espectáculos de tourada” (este argumento é o mais estúpido que alguém poderia conceber: como se uma tradição pudesse ser considerada como tal independentemente da cultura antropológica; como se fosse necessário que a maioria dos concelhos de Portugal tivesse praças-de-touros para que a tourada fosse considerada tradição em Portugal.

julio machado vaz webO Júlio Machado Vaz, que hoje ouvi defender publicamente (implicitamente) a proibição das touradas em nome do alegado “sofrimento do touro”, é o mesmo Júlio Machado Vaz que fez campanha a favor da legalização do aborto gratuito pago pelo Estado (ou seja, abortos pagos por todos os portugueses).

Quando se trata do sofrimento de um ser em que já bate um coração, o Júlio Machado Vaz “chuta para canto”, porque entra em dissonância cognitiva, por um lado; e por outro lado porque ele adopta uma agenda política tenebrosa que pretende substituir uma série de tabus tradicionais e seculares por outros tabus anti-naturais.

Neste caso, o Júlio Machado Vaz (e a Esquerda em geral) pretende substituir um tabu tradicional, que eticamente impede o aborto, por um novo tabu que proíbe a tourada (eliminando o tabu do aborto da cultura antropológica). O Júlio Machado Vaz sabe que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado; e por isso sabe que é imprescindível substituir os tabus tradicionais por outros tabus que permitam (ou que facilitem) o assalto totalitário ao Poder.

Este fenómeno político e cultural, de que é exemplo o Júlio Machado Vaz, ganhou um nome nos Estados Unidos : Virtue signalling”. Traduzindo em português: “Sinalização de Virtudes”. No fundo, trata-se de um tipo de puritanismo hipócrita que, na esteira cultural da Reforma protestante, se caracteriza por uma “guerra” contra a tradição.

Os esquerdistas actuais são os herdeiros culturais de Lutero e/ou Calvino. “Nietzsche, o grego; Karl Marx, o cristão protestante” (Albert Camus).

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »Thomas B. Macaulay 

Esse puritanismo hipócrita, de Sinalização de Virtudes e anti-tradicionalista que esteve sempre presente na cultura europeia cristã através do gnosticismo anti-cristão, evoluiu para o gnosticismo puritano moderno.

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da Esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For”“Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Ernest Sternberg chama ao novo tipo de esquerdismo (renascido do marxismo cultural) que desponta e se organiza a nível internacional, de “Purificacionismo” (trata-se de uma religião monista !). O nome dado por Ernest Sternberg (Purificacionismo) está intimamente ligado ao movimento puritano inglês dos princípios da idade moderna, que Eric Voegelin descreve com uma minúcia surpreendente na sua obra “A Nova Ciência da Política”.

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Sábado, 5 Maio 2018

A hipocrisia do movimento ‘feminista’ #metoo

 

Não sou que o digo: são mulheres intelectuais (coisa rara, aliás).

Desde logo uma conferência no Hillsdale College (Michigan, EUA) conduzida por Heather Mac Donald. Podem ver aqui a conferência toda, e em baixo um extracto da dita.

 

Vemos aqui uma intervenção pública da inglesa Melanie Philips acerca do mesmo assunto. E a professora universitária canadiana Janice Fiamengo faz a crítica do movimento #metoo e até do feminismo. E isto para não falar na crítica da feminista (de segunda geração) Germaine Greer ao movimento #metoo.

Mas, em Portugal, vemos mulheres estúpidas — por exemplo, uma tal Ana Sousa Dias — que escrevem nos me®dia e fazem a apologia do #metoo.

Sexta-feira, 4 Maio 2018

“Melting pot” não é a mesma coisa que “multiculturalismo”

Filed under: cultura,cultura antropológica,multiculturalismo — O. Braga @ 2:31 pm

 

Temos aqui um texto que começa por uma falsidade, ou um princípio errado:

« Durante muito tempo os EUA foram conhecidos como um Melting Pot, querendo com isso dizer-se que havia lugar para todos viessem donde viessem, que todos eram bem recebidos e que a pouco e pouco as diferenças culturais se iriam esbatendo a favor da “nova realidade cultural” ».

A ideia — autêntico delírio interpretativo que desconstrói a História — segundo a qual “existe um histórico de acolhimento de todos os imigrantes nos Estados Unidos”, é falsa.

Embora todas as crianças que viajassem sozinhas, vindas da Europa, fossem acolhidas em Nova Iorque e posteriormente institucionalizadas, já o mesmo não se passava com todos os adultos que viajassem sem família: uma grande percentagem de adultos viu a sua entrada barrada pelos Estados Unidos durante o século XIX e a primeira metade do século XX. Muita gente teve que voltar para trás.

Portanto, é falsa ideia de que “havia lugar para todos viessem donde viessem”; mas faz parte da actual narrativa política que está na moda. E esta narrativa politicamente correcta não faz a distinção entre o conceito clássico de “migração”, por um lado, e a “migração massiva” actual, por outro lado. Durante os séculos 19 e 20, os imigrantes chegavam aos Estados Unidos a “conta-gotas”, por assim dizer — até porque não havia grande imigração vinda do México, entre outras razões porque a guerra com o este país (século XIX) ainda estava fresca na memória e na cultura dos americanos no início do século XX.

Portanto, durante o século XIX e até à primeira metade do século XX, a imigração vinda do México era mínima, e a maior parte dos imigrantes entrava por via marítima em Nova Iorque, em pequenas quantidades de cada vez, vinda (principalmente) da Europa. imigrantes-us-web


Também a definição de ‘multiculturalismo’ (naquele texto) é abstrusa: “teoria que advoga a necessidade de assegurar representação no espaço público – universidades, meios de comunicação, política – aos diversos grupos culturais”. Em termos práticos, não é isto que o multiculturalismo faz (a ‘representação’).

O Multiculturalismo é a preservação de diferentes culturas antropológicas, ou de diferentes identidades culturais, em uma sociedade unificada por intermédio do Estado.

Esta é a correcta definição de ‘multiculturalismo’.

Não se pode, por isso, falar de uma "nação multiculturalista”, mas antes de um “Estado multiculturalista”. O conceito de "nação multiculturalista" é contraditório em termos (um oxímoro).


Para que os Estados Unidos pudessem continuar a ser uma nação, houve sempre uma cultura dominante que moldava as culturas imigrantes (desde logo a questão da língua inglesa), independentemente da imigração (e por isso é que os Estados Unidos são um ‘melting pot’, e não um multiculturalismo). Ora, é essa cultura dominante dos Estados Unidos que está hoje a ser colocada em causa pelo marxismo cultural — como, aliás, se pode constatar com a leitura daquele texto.


A autora daquele texto confunde (propositadamente) ‘multiculturalismo’, por um lado, e ‘melting pot’, por outro lado. Em verdade, tradicionalmente, o melting pot significa ‘assimilação cultural por parte da cultura dominante’:

“Historically, it is often used to describe the assimilation of immigrants to the United States”.

Ora, no multiculturalismo, nenhuma das culturas antropológicas em presença sacrifica a sua existência em função de uma cultura dominante, e por isso não existe uma assimilação cultural em relação a uma cultura dominante. Portanto, é um erro dizer-se que “multiculturalismo é a mesma coisa que melting pot”, como se tenta dizer aquele texto.

Um dos erros da autora daquele texto consiste em conceber a possibilidade (atenção!: metáfora adiante!) de uma pequena aldeia onde se falem várias línguas muito diferentes entre si; ou seja, uma impossibilidade objectiva.
Karl Popper dá o exemplo da proficuidade cultural do império austro-húngaro, mas a verdade é que a cultura dominante daquele império falava alemão e tinha uma ética cristã — e ainda hoje, na Hungria, o alemão é uma segunda língua popular.

Por outro lado, o conceito ético de ‘universalismo moderado’ (expresso naquele texto) é um absurdo.

Para além da impossibilidade de se falarem diferentes línguas em uma pequena aldeia (metáfora, outra vez!), também é impossível a coexistência de diferentes códigos morais em uma pequena povoação.

Os valores da ética (em uma determinada sociedade) têm necessariamente que ser: 1/ universais, 2/ racionalmente fundamentados, 3/ intemporais, e 4/ facilmente reconhecidos (pelo povo) nas suas características principais.

Qualquer truncamento deste conjunto de quatro princípios não traduz qualquer tipo de universalidade dos valores da ética. Não existe tal coisa como “universalismo moderado”: ou existe universalismo, ou não — assim como não existe, por exemplo, “Islamismo moderado”: existe Islamismo, e ponto final.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O pequeno Alfie e o novo totalitarismo

 

goya- saturn-devouring-one-of-his-children-webQuem ler este artigo do Juan Manuel de Prada pensará que eu o copiei quando escrevi estoutro; mas a verdade é que eu escrevi o meu em uma data anterior.

« El asesinato del niño Alfie Evans ha servido para que, desde algunos ámbitos, se haya señalado la crueldad ensañada de una nueva forma de totalitarismo, que no tiene empacho en decidir sobre nuestra vida y nuestra muerte. Pero este enfoque nos parece erróneo, pues se acaba identificando el moderno Leviatán con formas de totalitarismo antañón, como el comunismo, que no tenían empacho en destruir vidas para llevar a cabo sus designios. Lo cierto es que el moderno Leviatán es mucho más maligno que aquellos totalitarismos antañones; pues, como nos recuerda el Evangelio, no debemos temer a quienes matan solamente el cuerpo, sino a quienes matan el cuerpo y el alma. »

Juan Manuel de Prada diz, com verdade, que o moderno leviatão destruiu já o poder paternal (o que é o mesmo que dizer “destruição do poder da família natural”), e que o assassinato do pequeno Alfie traduz a demonstração de um poder total sobre o cidadão por parte do novo Estado totalitário que se vai construindo na Europa sobre os escombros dos antigos totalitarismos do século XX.

“O leviatão moderno fez em fanicos o poder paternal mediante a anatematização do patriarcado e da conversão das escolas em corruptórios oficiais”.

É disto que fala, por exemplo, a deputada socialista Isabel Moreira quando diz que “o Direito deve ser anti-natural” (ver PDF): trata-se da construção de um novo totalitarismo que tende a separar total- e arbitrariamente a Natureza, por um lado, do Direito, por outro lado — e que pretende que se dê a um Estado plenipotenciário o poder de vida e de morte sobre os cidadãos.

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Sábado, 10 Março 2018

O feminismo e a destruição do masculino na cultura antropológica

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A tentativa de destruição simbólica do masculino na cultura antropológica — concertada pelo marxismo cultural, e perpetrada pelo feminismo aliado ao homossexualismo.

Sábado, 3 Março 2018

A Suécia dos esquerdistas e das feministas

Quarta-feira, 28 Fevereiro 2018

Podes tirar o negro da selva; mas nunca tiras a selva do negro

Filed under: África,África do Sul,cultura,cultura antropológica,Racismo — O. Braga @ 8:30 pm

 

Imagine o leitor o seguinte cenário:

Dado que a população não-branca de Portugal é (suponhamos!) de 2% do total da população do país, as empresas e o Estado não podem ultrapassar os 2% de empregados não-brancos. Trata-se de uma quota máxima estabelecida por lei para os negros e outras raças.

Este cenário é praticamente impossível na Europa — pelo menos, para já —; mas já se aplica na República da África do Sul.

Dado que a população europeia (branca) da África do Sul é de 8% do total, as empresas e o Estado só podem contratar (por lei) 8% de brancos.

Portanto, caro leitor, trata-se de racismo puro e duro, dos negros contra os brancos. O racismo negro é perfeitamente permitido pelo politicamente correcto (ou marxismo cultural). (more…)

Domingo, 18 Fevereiro 2018

A “música ligeira” está praticamente morta

Filed under: arte,cultura,cultura antropológica,música — O. Braga @ 5:12 pm

 

james-last-webDesde muito pequeno que me habituaram a ouvir a chamada “música ligeira”, que era uma espécie de versões de música ritmada instrumental e orquestrada de temas clássicos ou/e modernos, desde a música clássica até à chamada “música POP”.

Por exemplo, o meu pai comprou muitos discos do maestro francês Paul Mauriat que é um exemplo de um maestro de “música ligeira”, e eu habituei-me a ouvi-lo em casa e na rádio. Mauriat morreu em 2006.

Outro maestro muito divulgado e conhecido de “música ligeira” foi o americano Ray Conniff; morreu em 2002. De repente veio-me à memória o maestro francês de “música ligeira” Franck Pourcel; fui ver à Wikipédia: morreu em 2000.

Talvez o precursor da “música ligeira” e o mais antigo terá sido o maestro americano Percy Faith: faleceu em 1976. Billy Vaughn, outro maestro e compositor americano de música ligeira, faleceu em 1991. Finalmente, o maestro alemão de “música ligeira” James Last, nascido em Bremen (Alemanha) e residindo na Florida (Estados Unidos), deixou-nos em 2015.

Salvo esteja eu errado, o único espécimen ainda vivo da “música ligeira” é o pianista e maestro francês Richard Clayderman. Já não há mais ninguém.

A crise ou mesmo o desaparecimento da “música ligeira” reflecte a crise da música contemporânea que deixou de ter criatividade e não tem qualquer qualidade harmónica, por um lado, e por outro lado traduz a falta de educação dos nossos jovens no que respeita à chamada “música clássica” — porque a “música ligeira”, de certa forma, faz a simbiose (por assim dizer) entre a música clássica e a música contemporânea.

Quinta-feira, 25 Janeiro 2018

A CNN faz a apologia dos cornudos

Filed under: CNN,cultura,cultura antropológica,Esquerda,esquerdalho — O. Braga @ 10:58 am

 

Para a Esquerda, ser cornudo é muito fixe — a julgar pela opinião do canal de televisão progressista CNN.

cnn-cornudos-web

Ou seja, se já és cornudo, torna-te militante do Partido Socialista ou do Bloco de Esquerda; e se ainda não és cornudo, inscreve-te num desses partidos para teres a honra de um par de cornos.

Quinta-feira, 18 Janeiro 2018

O Henrique Raposo anda a ver mal a “coisa”

 

“No entanto, meu caro, o problema central não é a rapariga. É o rapaz, é o homem. O problema não é o corpo vestido ou tapado da rapariga, é a cabeça do rapaz e do homem. No passado, nas sociedades ocidentais, as mulheres andavam tapadas, mas isso não impedia o abuso sistemático”.

Henrique Raposo


O Henrique Raposo faz uma confusão de tal forma que torna o texto dele ininteligível; é uma logomaquia acerca do fenómeno cultural feminista que é o #metoo .

Vejamos este vídeo do Tucker Carlson da Fox News:

 

Ao contrário do que parece, e ao contrário do que ele próprio diz, o Henrique Raposo segue o feminismo de quarta geração (que saiu da Revolução Sexual pós-moderna); e Catherine Deneuve segue o paradigma cultural vigente anterior aos pós-modernismo.

Nota bem: “seguir um paradigma” não é a mesma coisa que “voltar ao passado” — como parece implicitamente defender o Henrique Raposo. “Seguir um paradigma” é adoptar o conceito de Fernando Pessoa de “velhice do eterno novo”: as coisas podem ser novas dentro de um paradigma antigo.


O movimento #metoo é uma manifestação do feminismo radical americano, que é um liberalismo (“liberalismo” no sentido anglo-saxónico de “esquerdismo”), uma ode ao indivíduo que se emancipa das tradições e das estruturas colectivas: o feminismo americano é comunitarista (no sentido de “identitário”).

Mas quando o predador masculino vem dos países do sul e/ou dos países muçulmanos, o feminismo americano do #Metoo encontra todas as desculpas possíveis para os abusos sexuais, porque é um feminismo aliado às minorias raciais: feministas e minorias raciais combatem em conjunto o inimigo comum: o macho heterossexual branco.

Por isto é que o Henrique Raposo anda a ver mal a “coisa”.


A terceira parte do vídeo é a mais importante, no minuto 8:30 — uma conversa com Heather MacDonald do Manhattan Institute. A opinião desta senhora é exactamente a mesma expressa por Catherine Deneuve e que (alegadamente) o Henrique Raposo diz que decorre da Revolução Sexual pós-moderna.

  • “Homens e mulheres são diferentes, não se trata de construções sociais”: têm biologias diferentes e libidos distintos.
  • Antes da Revolução Sexual (antes de 1968, nomeadamente), tínhamos um conjunto de normas que condicionavam e reprimiam a libido do macho — normas (culturais) de cavalheirismo e de cortesia, e as mulheres tinham, por definição cultural, o poder primordial de dizer “não” e, por isso, não tinham que negociar com o homem o relacionamento sexual.

A Revolução Sexual acabou com essa cultura, e decidiu que os homens e mulheres são iguais, e é isto que o Henrique Raposo parece não ter compreendido, talvez porque só tem filhas.

Sexta-feira, 15 Dezembro 2017

A esmagadora maioria dos doentes terminais em cuidados paliativos não sofre com dores

 

Um estudo científico constatou que mais de 85% dos doentes terminais em cuidados paliativos não sofre com quaisquer dores (ler artigo). Dos restantes 15%, uma grande parte não sofre com dores que não sejam suportáveis.

O problema é o de que apenas uma pequena parte da população tem acesso aos cuidados paliativos.


eutanasia-velhariasÉ neste contexto que a “elite” política (a ruling class)   pretende legalizar a eutanásia, como uma estratégia economicista para evitar gastos futuros do Estado com os cuidados paliativos. Senão, vejamos o resumo de um “debate” sobre a eutanásia realizado no hospital Padre Américo, em Penafiel, em que participou o Anselmo Borges.

« Confrontado com a ideia de se a melhoria na qualidade dos cuidados paliativos poderia alterar esta realidade, Miguel Ricou foi peremptório: “Nunca vamos ter excelentes cuidados paliativos para toda a gente. Dizer que só vamos aceitar a eutanásia quando tivermos cuidados paliativos de qualidade é dizer que nunca a vamos aceitar”. »

Ora aqui está! O argumento (absurdo) da cavalgadura é o seguinte:

  1. nunca haverá cuidados paliativos universais;
  2. por isso, mais vale universalizar a eutanásia.

A premissa do Ricou está errada, e portanto o resto do raciocínio também está errado. Os cuidados paliativos universais dependem de decisões políticas, assim como a legalização da eutanásia universal é uma decisão política.

Colocada entre dois caminhos, — ou os cuidados paliativos universais, ou optar por forçar as pessoas a optar pelo suicídio, — a “elite” política (em geral) prefere matar as pessoas, porque sai mais barato ao Estado. O argumento político da “liberdade do indivíduo” é pura retórica.

O que temos que fazer urgentemente é mudar a “elite” política, nem que seja à custa de um golpe-de-estado.

eutanasia-cadeiras


Ficheiro PDF do estudo científico // Ficheiro PDF da notícia do “debate”

Quinta-feira, 16 Novembro 2017

Homo-correctness against men

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