perspectivas

Quinta-feira, 16 Novembro 2017

Quem não concorda com a metafísica do Carlos Fiolhais, é ignorante

 

“Donald Trump não será um ditador, embora tenha tiques ditatoriais. É simplesmente um ignorante que desvaloriza o conhecimento científico para impor a sua agenda unilateral e egoísta”.

Rerum Natura : “a ciência e os seus inimigos”


É muito difícil aturar gente como o Carlos Fiolhais — desde logo porque assumem uma condição de superioridade moral e exibem o monopólio da virtude. Naturalmente ao Carlos Fiolhais diz que o Donald Trump é “ignorante” porque este duvida da teoria  do Aquecimento Global Antropogénico (sublinho: é uma teoria, porra!).

Quem não acredita na fé do Aquecimento Global Antropogénico é um relapso que tem que ser castigado.

É óbvio que o Carlos Fiolhais é como uma melancia: vermelho por dentro e verde por fora. Os novos malthusianos são comunistas disfarçados de humanistas. O Carlos Fiolhais faz parte daquela “ciência” que pretende 1/ reduzir a taxa de natalidade das mulheres; 2/ elaborar um modelo de população humana “cientificamente defensável” tendo em vista a redução da natalidade humana.

O Carlos Fiolhais é uma contradição com pernas: diz ele que, “em ciência, tem razão quem tem provas” (falta saber o que é uma “prova”); mas quando alguém lhe diz que “não há provas de que exista um Aquecimento Global Antropogénico”, o Carlos Fiolhais chama-o de “ignorante”, fazendo uso de uma putativa autoridade de direito que lhe permite escrever livros autoritaristas acerca da ciência.

Para o Carlos Fiolhais, “a ciência precisa da liberdade de pensamento” — excepto aquela liberdade do pensamento em relação ao qual ele não concorda. Tudo o que vá contra a fé cientificista do Carlos Fiolhais é “ignorância”.

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Quarta-feira, 8 Novembro 2017

A Direita tem vindo a ganhar a guerra cultural inteligente

 

Quando falo em “Direita”, não me refiro, por exemplo, ao CDS/PP politicamente correcto que fecha a Esquerda à direita; refiro-me ao páleo-conservadorismo que se opõe, em grande medida, ao neoliberalismo.


O Carlos Fiolhais cita um artigo de um tal Guilherme Valente que escreve no jornal Púbico e que eu não conheço:

"O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. […] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra."

Ou seja, a Esquerda está a fazer “marcha-atrás” porque já percebeu que a estratégia marxista cultural da auto-vitimização (política da identidade) está a dar mau resultado, e a Esquerda arrisca-se a “espalhar-se ao comprido”. Por isso, há que mudar um pouco a estratégia política de definhamento da cultura antropológica; mas a “marcha-atrás” da Esquerda é tímida e mínima, porque pretende ser quase uma ilusão para “fintar” o povo. Por isso, o Valente escreve a seguir:

“Elísio Macamo, professor moçambicano numa universidade suíça, brindou-nos recentemente com um rebuscamento "académico" desse queixume absurdo (PÚBLICO, 11/10/17). É a si próprio que Portugal deve pedir desculpas "por ter violado os seus próprios valores" no período dos Descobrimentos e da colonização, escreveu. "Tantas vezes quanto for necessário"!

Ou seja, quer que eu inclua nas minhas orações um pedido de perdão a mim próprio pelas atrocidades que, por exemplo, Vasco da Gama praticou no Índico, com as quais não tive nada a ver e me repugnam! Eu e Portugal estaríamos assim condenados a uma espécie de inferno católico, absurdo histórico há muito abandonado pela própria Igreja”.

Ou seja, para o Valente, por um lado, a auto-vitimização histórica do Ocidente é uma merda; mas, por outro lado, o Vasco da Gama (e os outros todos) também é uma merda. Entalado entre a merda da História e a merda da auto-vitimização, o Valente dá, assim, a volta ao texto político no sentido de enganar-se a si próprio e ao povinho, tentando sair da sua (dele) dissonância cognitiva em relação à realidade histórica e cultural.


Já agora: a ideia de “inferno católico” não foi abandonada pela Igreja Católica, ao contrário do que escreve o valente mentecapto.


Um páleo-conservador pensa de maneira diferente; desde logo, recusa a falácia de Parménides — o que, aplicando-se por exemplo à escravatura, significa que um determinado comportamento cultural (ou costume) pretérito teve lugar na sua época própria e é legítimo do ponto de vista histórico.

Ou seja, os portugueses não têm que se arrepender ou sentir “repugnância” porque Portugal praticou a escravatura no passado, nem têm que sentir “repugnância pelos feitos de Vasco da Gama”, porque os factos históricos devem ser valorizados no seu contexto próprio; e porque, sem a escravatura, por exemplo, não existiria hoje o Brasil.

Portanto, há que ter orgulho na História de Portugal no seu Todo — independentemente da opinião de detractores estrangeiros.


Finalmente, o Valente falou em Mandela e no seu putativo exemplo a seguir. Esqueceu-se de falar da carnificina dos agricultores brancos (assassinados aos milhares) que decorre actualmente na África do Sul.
 
O Mandela apenas ganhou o tempo necessário para tornar invisível a barbárie do racismo negro.
 

 

Quinta-feira, 2 Novembro 2017

António Damásio é extremamente perigoso, porque personifica a falácia ad Verecundiam

 

Eu não li o livro de António Damásio com o título “A Estranha Ordem Das Coisas” citado aqui pela Helena Damião; nem vou comprá-lo, porque estaria a beneficiar alguém que detesto solenemente.

Há muitas formas de espalhar o ódio e de “fomentar o recrudescimento dos extremismos na Europa”, mas o Damásio (à semelhança de outros intelectuais de merda como, por exemplo, o José Pacheco Pereira) só se fixa num dos lados do problema — e por isso é que ele é extremamente perigoso; e também porque se aproveita do seu estatuto para abusar da falácia ad Verecundiam.

Não ouviremos nunca o Tonho Damásio (nem o Zé Pacheco) criticar o Bloco de Esquerda, por exemplo, por este partido político pretender legalizar a “mudança de sexo” (como se fosse possível, do ponto de vista biológico, mudar de sexo) em crianças de 16 anos, e à revelia da opinião dos pais.

Para o Tonho Damásio, o Bloco de Esquerda não é um movimento político “extremista”; e “extremistas” são os que se opõem aos malucos da Esquerda.


Quando o Tonho Damásio diz que “o nosso sentimento de aceitar o outro” é a condição do “equilíbrio da sociedade”: aqui voltamos ao conceito de “autonomia” deturpado pelo politicamente correcto, em que o respeito pelo “princípio da autonomia” se torna mais importante do que o respeito pela pessoa em si mesma.

Por fim: quando o Tonho Damásio diz que a divisão entre Ciências Biológicas, por um lado, e as Humanidades, por outro lado, não faz sentido — o que ele pretende dizer é que o Positivismo se aplica de igual modo às Humanidades.

O Tonho colocou em causa a tese de Karl Popper segundo a qual as Ciências Sociais (as tais “Humanidades” a que o Tonho se refere) não podem ter o mesmo método de investigação das Ciências da Natureza.

Ou seja: o Tonho Damásio acaba de passar um atestado de burrice ao conhecido filósofo Karl Popper. O homúnculo Tonho tem que se lhe diga!

Sexta-feira, 27 Outubro 2017

Desta vez concordo com a Helena Damião

Filed under: economia,educação,liberdade,Rerum Natura — O. Braga @ 11:31 am
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A Helena Damião cita uma tal Catarina Nunes (não conheço) que escreveu o seguinte no semanário Expresso (não comprei, porque já tenho um bom stock de papel higiénico em casa):

"A teoria que valeu ao norte-americano Richard Thaler o Nobel da Economia de 2017 parte da aceitação de que as pessoas são imperfeitas e pouco capazes de, sem orientação, tomarem as melhores decisões. Por isso, precisam de um estímulo subliminar para seguirem na direcção que mais as beneficia. Na prática, trata-se daquilo que (…) define como "paternalismo libertário", suave e não intrusivo, aplicado a políticas públicas e privadas.

Trata-se do nudge (empurrão ou estímulo) que o professor de Economia e Ciência Comportamental da Universidade de Chicago defendeu no livro Nudge: como melhorar as decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade. De acordo com a teoria deste economista, as escolhas individuais não são bloqueadas ou restringidas, mas enviesadas para opções que mais beneficiam a própria pessoa e a população em geral (…). Outro dos conceitos desenvolvidos é o de "arquitecto da escolha", ou seja, a pessoa ou entidade responsável pela organização do mecanismo que leva as pessoas a tomar a decisão, encontrando a melhor e mais subtil forma de conduzir a um determinado comportamento."

O que está em causa na teoria da Catarina Nunes é a apologia do behaviourismo. “Paternalismo libertário” é um eufemismo de “estimulação pavloviana”. O behaviourismo concebe o ser humano como uma espécie de máquina, destituída de espírito e de liberdade.


Toda a acção cultural (e portanto, política e económica) que não favoreça a formação crítica do ser humano face à Realidade, é negativa.

A educação é exactamente a formação crítica do ser humano, e só nesta dimensão crítica da educação se pode conceber a liberdade. O ser humano é livre porque analisa, e analisa porque desenvolveu um espírito crítico; e a educação existe para desenvolver na criança esse espírito crítico.

Porém, não nos devemos esquecer de que muito daquilo que se constitui como tradição, é produto de uma experiência histórica — a tradição é, em grande parte, o resultado de uma espécie de modus ponens cultural que dispensa uma análise constante e a cada geração que passa.

Neste sentido, e como defende Hannah Arendt (A Crise da Cultura), a educação das nossas crianças deve ser conservadora e protectora, dando-lhes margem de manobra para que, quando forem adultas, possam ser “revolucionárias” à sua própria maneira.

Sábado, 15 Julho 2017

O Carlos Fiolhais acredita na construção da União Europeia, e por isso questiona a democracia que é nacionalista por defeito

 

O Carlos Fiolhais cita aqui um texto de um tal Brennan que diz que é um “cientista político”. Começo a ler o texto, e desato a fazer perguntas: por exemplo,

¿o que é “um governo que produza melhores resultados”? ¿quais são os critérios que definem os “melhores resultados”? ¿o que são “formas de governo que afectam a virtude moral e intelectual dos cidadãos”? ¿o que é a “virtude moral”? ¿o que é a “virtude intelectual”?

Quando começamos a fazer perguntas, o texto do Brennan vai perdendo sentido. Aliás, o conceito de “cientista político” — ou “politólogo”, como está agora em moda — causa-me comichões no cérebro. Quando alguém se anuncia como “politólogo”, só sai “poli-tolo”.

Esta “coisa” da construção política supranacional e antidemocrática que é o leviatão da União Europeia tem levado cérebros lustrosos (como, por exemplo, o Carlos Fiolhais ou o Anselmo Borges, e sobretudo “coimbrinhas”) a pensar como outrora pensou Hobbes acerca do sistema político; como escreveu Bertrand Russell acerca de Hobbes:

“[Hobbes] tem graves defeitos, que não permitem pô-lo na primeira fila [dos filósofos]. Não suporta subtilezas e tem grande tendência para cortar o nó górdio. As suas soluções são lógicas mas pecam por omissão de factos não enquadráveis”.

Esta descrição de Hobbes poderia aplicar-se ao “politólogo” Brennan. E se o Bertrand Russell disse isto de um seu compatriota, imaginem o que ele diria de Rousseau que, na linha de Hobbes, inventou o conceito de "Vontade Geral  que está na base dos totalitarismos do século XX que o Brennan implicitamente defende, para gáudio dos intelectualóides de urinol “europeístas” da nossa praça.


O problema da análise política começou há mais de 2 mil anos com Platão, que fez a seguinte pergunta:

“¿Quem deve governar?”

O corolário histórico desta pergunta gerou duas posturas políticas distintas com o advento da Idade Clássica: a do romântico Rousseau, com a sua "Vontade Geral", por um lado; e por outro lado a do empirista John Locke.

De Rousseau e da sua "Vontade Geral" herdamos, por exemplo, o Salazarismo e/ou o Partido Comunista Português, ou/e o Bloco de Esquerda; de John Locke herdamos a ideia da democracia britânica ou/e da Constituição Americana com a sua primeira emenda.

Os cabrões ideológicos da laia do Brennan — que estão literalmente a soldo da plutocracia globalista — fazem de conta que a manipulação política supranacional (ou, por outras palavras, a corrupção política proveniente da estranja) através do poder do dinheiro não tem qualquer influência na abstenção política dos votantes.

Ou seja, os sofistas pós-modernos, a soldo da plutocracia internacional, fazem de conta que o poder da economia financeira globalista, que se exerce sobre o poder político nacional, não existe.

E toda a retórica do Brennan é baseada na ideia de que não existe qualquer poder do dinheiro que se sobreponha a um qualquer poder político, por um lado; e por outro lado, baseia-se na na ideia de “nação” como uma “entidade metafísica” que, enquanto tal, está obsoleta face à ciência política (leia-se, “cientificismo paradigmático”) em voga (e em vaga) que já aboliu as entidades metafisicas — estupidamente fazendo de conta de que uma qualquer negação da metafísica também não é, ela própria, uma forma de metafisica.

Segundo o princípio de Pareto, 20% dos cidadãos são mais activos politicamente do que 80% deles.

Mas isso não significa que seja legítimo retirar a priori os direitos políticos dos 80% menos activos politicamente — como defende o Brennan e outros filhos da puta da nossa praça e em nome da construção do leviatão europeu, inserida em uma política globalista de sinificação das regiões do globo.

Verificamos, através das ideias do Brennan, como o libertarianismo pode ser uma forma de fascismo.

¿Quem deve governar?

Karl Popper — na linha de John Locke — deu-nos a resposta: para evitar recorrentes guerras civis e constante derramamento de sangue, deve governar quem o povo elegeu a cada período eleitoral — mesmo que os 20% do princípio de Pareto sejam mais activos do que a maioria do povo.

E, para além do problema de ¿quem deve governar?, as eleições baseiam-se na nação que tem que ter um escol que não se confunde com o povo, e nem se confunde necessariamente com os 20% a que o Brennan chama de “hooligans”.

Sem nação, não há democracia.

Por isso é que, cada vez mais, vemos manifestações contra a democracia por parte das luminárias que defendem a construção do leviatão da União Europeia — como por exemplo, o Paulo Rangel, o Anselmo Borges ou o Carlos Fiolhais; tudo gente pouco recomendável.

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