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Sexta-feira, 19 Fevereiro 2016

O acolhimento da TAP na cidade do Porto

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:55 pm
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Sábado, 19 Dezembro 2015

A minha posição acerca da TAP

Filed under: economia — O. Braga @ 10:54 am
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Há três coisas em relação às quais sou contra a privatização: a privatização da água, a privatização da REN (Rede Eléctrica Nacional), e a privatização da TAP que não tenha como accionistas cidadãos portugueses. De resto, podem privatizar tudo.

Qualquer contrato de venda da TAP tem que ter como condição que os seus proprietários privados sejam maioritariamente portugueses, por um lado, e que qualquer alienação do capital maioritário da TAP a estrangeiros implique automaticamente o processo de inversão da privatização.

No caso dos actuais proprietários privados da TAP, a maioria do capital pertence (formalmente) a um cidadão português. E, portanto, não há problema nenhum — senão o de assegurar contratualmente que a venda do capital português da TAP a estrangeiros terá como consequência a renacionalização da empresa.

Sexta-feira, 12 Junho 2015

A má consciência de quem sabe que defende o fim da TAP

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 6:13 am
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A lógica permite chegar a uma conclusão errada com total confiança: quando a estupidez é uma explicação suficiente, não há necessidade de qualquer outra. A idiotice é a mais estranha das doenças: o doente nunca sofre, e quem aguenta tudo são os outros; e temos um governo idiota.

Disse-me um dia atrasado um homem do povo: “os outros (os socialistas) eram ladrões; estes (Passos Coelho e comandita) são burros”. Mas “os estúpidos são os outros”, como soe aos burros dizer.

Toda a gente sabe — o povo não é estúpido tanto quanto se pensa! — que a TAP é já um cadáver adiado. Mas eles brandem “os amanhãs que cantam” à moda do Partido Comunista: “o sol brilhará, o dia radioso virá, a TAP vai ter isto e aquilo”; têm a certeza do futuro. É esta gente que critica o Partido Comunista: eles são iguaizinhos aos comunas, embora com uma segunda realidade nos antípodas.

É bom que o Ministério Público se mantenha atento a esta pressa de vender a TAP a patacos. Não chega que a União Europeia aprove a venda de Portugal: tem que ser os portugueses a aceitar explicitamente vendê-lo.

A Igreja Católica e a TAP

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 5:24 am
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A Igreja Católica encontra-se analogamente na situação da TAP: ou reduz a sua dimensão e influência política mas mantendo-se fiel aos seus princípios fundacionais; ou deixa-se comprar pela plutocracia internacional para poder manter uma influência política globalista que não terá já nada a ver com o ideário do catolicismo original.

A opção da Igreja Católica é entre o poder do dinheiro e o poder da doutrina. O “papa Francisco” resolveu sacrificar a doutrina ao mesmo tempo que diz que é contra o dinheiro. Ficamos sem saber como é possível combater as duas coisas simultaneamente.

Por mim, preferia uma TAP mais pequena mas fiel aos seus princípios nacionais, assim como preferiria uma Igreja Católica menos globalista e mais obediente à tradição do catolicismo.

Hoje vivemos a confusão nas elites. A mediocridade tomou conta dos mandadores. Assim como a TAP desaparecerá em 10 anos (mais coisa, menos coisa), da Igreja Católica restarão, em pouco tempo, as pedras do museu da cidade do Vaticano e as ruínas das igrejas na Europa.

Quinta-feira, 11 Junho 2015

TAP: o Estado recebe “piners”

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 7:44 pm
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O Estado vendeu a TAP e recebe “piners”. Com negócios destes, mais vale fechar de vez o país.

pppsPassos Coelho vai perder as eleições, e com jeitinho vai fazer companhia ao preso 44; este negócio da TAP cheira a corrupção que tresanda.

Outro negócio fechado por Passos Coelho é o da redução das pensões de reforma:

“O povo português é sempre tão benigno e sempre tão imbecil que nem sequer se apercebe de que o governo anunciou mais um corte de seiscentos milhões de euros nas pensões e reformas, incluindo o mesmo num plano que entregou em Bruxelas.”

Foi esta semana atormentada por fait divers que demonstram a verdadeira idiotia do povo português.

Entretanto:

600 mil idosos com fome ou mal alimentados:

“30,7% dos mais velhos têm baixo peso e são poucos os que tomam suplementos.”

A dita “Direita” entregou já o Poder de bandeja à Esquerda. O António Costa não precisa de fazer mais nada para ser primeiro-ministro.

Sábado, 16 Maio 2015

El preso nº 45

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:15 pm
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Sábado, 18 Abril 2015

A greve dos pilotos da TAP é crime público

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 10:00 am
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Uma greve que vai causar muitas de dezenas de milhões de Euros de prejuízos à TAP e várias centenas de milhões de prejuízos à economia portuguesa, só pode fazer parte de uma estratégia de privatização da TAP — é uma política de terra queimada para tornar mais barata a TAP e mais fácil a sua aquisição.

Quando estamos perante um crime, devemos perguntar: ¿quem beneficiou com o crime?

Neste caso, quem beneficia com o crime da greve dos pilotos na TAP só pode ser um qualquer lóbi político e financeiro que queira comprar a TAP.

Terça-feira, 23 Dezembro 2014

Os antolhos ideológicos do jornal “O Diabo”

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:32 am
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Qualquer português sabe que a privatização dos CTT (uma empresa pública que dava lucro!) deu na degradação dos serviços de correios, por um lado, e por outro  lado transformou um monopólio do Estado em um monopólio privado.

A maior contradição liberal que possamos conceber é a ideia de “monopólio privado”; um liberal (em economia) que defenda um monopólio privado não faz ideia do que seja o liberalismo económico. Por isso é que o Carlos Abreu Amorim acaba por ser mais coerente do que os liberais de pacotilha que por aí pululam.

Portanto, é evidente que os serviços de correio, prestados pelos CTT, estão hoje degradados, e ainda não passou um ano sobre a privatização. Por este andar, Portugal vai voltar aos correios da Idade Média.

O jornal “O Diabo” tenta justificar a opção ideológica do governo de Passos Coelho de privatizar a TAP (nos termos em que a quer privatizar) através da crítica à ideologia aos sindicatos. Ou seja: tu quoque.

É este tipo de irracionalidade, de ambas as partes (capital versus sindicatos), que tomou conta de Portugal desde 1974, e que impede que ambas as partes tenham argumentos sólidos e atitudes e acções úteis — porque aquilo que é útil pode não ser pragmático, e porque o pragmatismo não considera a verdade como um valor. O pragmatismo de Passos Coelho (tal como o pragmatismo dos sindicatos) também é ideológico e não se preocupa com a verdade.


Diz O Diabo:

“O argumento oficial dos grevistas é primário: a TAP não deveria ser entregue a privados porque a empresa representa um interesse estratégico nacional. De nada tem servido lembrar-lhes que não cabe aos sindicatos decidir o que é ou não é o interesse nacional e como este deve ou não deve ser defendido, pois não detêm qualquer prerrogativa legislativa ou executiva no regime democrático.

Essa decisão cabe aos deputados da Nação, legitimamente eleitos pelo povo, e ao Governo que desse Parlamento imana e periodicamente presta contas ao eleitorado.”

burro com oculos 300 webQuando Passos Coelho foi eleito com um programa eleitoral que depois virou (literalmente) do avesso, é estranho que se venha defender a “legitimidade dos deputados da Nação”.

Ou seja, os “deputados da Nação” podem defender uma coisa e o seu contrário, mas a opinião pública e as organizações da sociedade civil (como é o caso dos sindicatos: são organizações da sociedade civil) não podem ter qualquer opinião ou empreender quaisquer acções “em defesa da Nação”. Foi com posições destas que o Estado chegou a este estado.

Com o programa eleitoral apresentado por Passos Coelho em 2011, e com o qual ganhou as eleições, o presidente da república deveria ter convocado eleições antecipadas logo que possível — porque Passos Coelho foi eleito de forma legal mas não é um legítimo primeiro-ministro. Nem tudo o que é legal é legítimo. Não é legítimo enganar os portugueses, embora neste país seja legal.

Mas como o presidente da república é da mesma cor política do primeiro-ministro, tornou-se legítimo o que é de facto ilegítimo. Esta é uma das muitas razões por que o Chefe-de-estado deve ser o Rei.

Sexta-feira, 19 Dezembro 2014

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária

 

o KapoUma característica da Esquerda é a de que não só respeita os mais velhos do seu grupo político, mas também aprende com a experiência deles. Por exemplo, vimos esse facto com o silêncio respeitoso da Esquerda em geral em relação às palavras escabrosas proferidas por Mário Soares quando foi visitar o seu (dele) amigo José Sócrates à prisão.

Já a Direita não segue o mesmo critério: a opinião dos mais velhos conta pouco.

Isto significa que é a actual Direita que é revolucionária, e que a Esquerda é conservadora — porque uma das características do conservadorismo é o respeito pela opinião, em princípio, mais experiente dos mais velhos.

Passos Coelho veio introduzir na política um espírito revolucionário que se opõe ao conservadorismo — a tal ponto que os prosélitos deste Partido Social Democrata de Passos Coelho (ou da ala de Paulo Portas do CDS/PP, o que vai dar no mesmo) tratam os seus compagnons de route mais velhos como “relapsos da revolução cultural”.

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária.

passos-coelho-wrong-way-webA greve na TAP não tem justificação. Mas a teimosia do governo de Passos Coelho em não querer dialogar com os sindicatos também não tem justificação. Há três hipóteses em relação à privatização da TAP, a ver:

1/ uma questão puramente ideológica, da parte de Passos Coelho. Ele vê o mundo de certa forma, e essa mundividência é transformada em dogma: coloca uns antolhos e segue sempre em frente.

2/ a TAP não tem qualquer possibilidade de sobrevivência se não for privatizada a 100%. Esta hipótese já provou ser falsa, e por isso não passa de retórica de baixo coturno vinda do governo de Passos Coelho.

3/ há interesses obscuros, não só da parte do Passos Coelho, mas também de outros píncaros da actual coligação, que consiste em participação em negócio, tráfico de influências, corrupção e possível branqueamento de capitais.

Eu inclino-me mais para a terceira hipótese. Depois da TAP privatizada com dolo para os interesses de Portugal, vamos ver o Passos Coelho — e outros da actual elite política da Direita — na prisão de Évora a fazer companhia a José Sócrates.

E a democracia é isto.

Sábado, 13 Dezembro 2014

Sobre a privatização da TAP

Filed under: Europa,Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 7:24 am
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O IV ReichPassos Coelho acredita que a TAP pode ser privatizada e continuar a ser uma companhia aérea de “bandeira” nacional. Eu penso que ele, ou é burro, ou é ingénuo. Ou então é maquiavélico, tal como o seu antecessor José Sócrates — espero que Passos Coelho não acabe no banco dos réus.

Mais vale que Passos Coelho seja honesto para com os portugueses: “somos obrigados pela União Europeia (controlada pela Alemanha) a privatizar, e é certo que vamos perder a ‘companhia de bandeira’”.

Mas ser honesto, na política portuguesa, é sempre colocar em causa a União Europeia — e isso não convém. A União Europeia da Alemanha é sacrossanta: substitui hoje o Sacro Império Romano-Germânico.

Quinta-feira, 13 Novembro 2014

Passos Coelho é incansável

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 6:57 pm
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Já deu cabo da Portugal Telecom, e agora prepara-se para destruir a TAP. O rapaz tem genica! 

Quinta-feira, 23 Outubro 2014

O idiota volta a atacar

 

A Lufthansa (a congénere alemã da TAP) tem um capital privado de 88 % do total das acções da companhia. O resto das acções — 12% — pertencem a instituições ligadas directa ou indirectamente ao Estado alemão.

Mas desses 88% de acções da Lufthansa que estão em mãos privadas, 68% estão em mãos de cidadãos e/ou empresas alemães.

masoquistasOu seja, a Alemanha — enquanto nação — controla, directa ou indirectamente, cerca de 80% do capital da Lufthansa. E isto não aconteceu por acaso: a privatização da Lufthansa foi desenhada de forma tal que a maioria do capital da empresa permanecesse na Alemanha. E mais: os estatutos da empresa prevêem a possibilidade de uma intervenção do Estado (leia-se, compra de acções por parte do Estado) no caso de uma OPA hostil.

Aquilo que não é pecado na Alemanha, já é pecado em Portugal.

Existe em Portugal um grupo de sado-masoquistas que se auto-intitulam de “liberais”, que pretendem que a TAP saia do controlo português. É o caso deste idiota.

Os “liberais” de pacotilha não se importam que o Estado pague biliões de Euros dos contribuintes para salvar um Banco privado (como vai acontecer com o caso do BES); mas já ficam incomodados se o Estado mantém uma qualquer posição accionista em uma empresa estratégica como é a TAP.

É certo que Portugal não é a Alemanha; e por isso teremos que ter soluções portuguesas, e não copiar as soluções alemãs. A Alemanha “blindou” a Lufthansa de uma determinada maneira; Portugal terá que “blindar” a TAP de uma forma diferente.

Se a Alemanha, enquanto nação, controla 80% da Lufthansa, segue-se que Portugal, enquanto nação, tem também o direito de controlar pelo menos a maioria do capital da TAP. E se os meios a utilizar não podem ser os mesmos, terão que ser diferentes. E mais!: PQP as “regras europeias”!

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