perspectivas

Segunda-feira, 30 Maio 2016

O José António Saraiva pensa que a Suíça é um país sem futuro

 

Ao ler um artigo do José António Saraiva, ia concordando com ele até que surgiu o seguinte parágrafo:

“Neste momento, Portugal só tem dois caminhos: ou sair da UE e regressar ao escudo (com a extrema-esquerda e os sectores esquerdistas do PS a liderar, assumindo uma vocação terceiro-mundista), ou continuar na UE e aceitar a globalização. Mas, para isto, é preciso inverter rapidamente a marcha”.

Ou seja, para o José António Saraiva, a Suíça (por exemplo; ou a Dinamarca, ou a Noruega, ou a Inglaterra, etc.) é um país do terceiro-mundo — porque a Suíça não adoptou o Euro e não pertence à União Europeia. Segundo o José António Saraiva, a Suíça é um país controlado pela Esquerda radical e que não tem futuro.

O que se passa é que uma certa “direita” já desistiu de Portugal, e projecta na União Europeia e no Euro a salvação do país (o novo Encoberto). Faz parte desta “direita” o Partido Social Democrata, o CDS/PP, o José António Saraiva como o João César das Neves. Essa direita já não acredita em Portugal, e raciocina assim:

“Dado que a Esquerda radical — incluindo uma parte do Partido Socialista — tem grande votação em Portugal, o país é um caso perdido. A única forma de salvar Portugal é fazer com que as orientações políticas e económicas sejam impostas coercivamente a partir da estranja.”

Porém, e simultaneamente, essa “direita” do José António Saraiva, que critica o grande Poder do Estado na sociedade, é a mesma que defende que as escolas privadas devem ser financiadas pelo Estado.

Podemos chamar à “direita” do José António Saraiva a “direita esquizofrénica”.

Essa “direita” não conseguiu convencer o povo acerca das virtualidades do Estado mínimo — porque, o povo não é burro e verificou que, para essa “direita”, o Estado só deve ser mínimo para os outros: para quem pertence ao clube privado dessa “direita”, o Estado é máximo!. E foi assim que o Bloco de Esquerda, que estava em extinção, atingiu os 10% nas últimas eleições.

Precisamos de uma nova Direita que acredite em Portugal; que pense na União Europeia e no Euro como meios para atingir fins, e não como fins em si mesmos. A Esquerda radical só pode ser derrotada se existir uma oposição que acredite em Portugal.

1 Comentário »

  1. Ainda há dias dizia um advogado português que os EUA não são democracia porque têm pena de morte, democracia é Portugal que não há nada disso… como é que não é um caso perdido? Onde vou buscar vontade para fazer alguma coisa pelo Império que já não existe? Sinto.me mais americano do que português, porque lá há um movimento conservador organizado pelo povo…

    Comentar por Eu Mesmo — Segunda-feira, 30 Maio 2016 @ 1:03 pm | Responder


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