perspectivas

Terça-feira, 19 Janeiro 2016

Os belgas andam a ficar muito bronzeados

 

Eis a fotografia de um belgasegundo os me®dia — detido ontem e ligado aos atentados de 13 de Novembro em Paris.

belga-moderno

Repare-se nas semelhanças com o capitão Haddock, do Tintim.

Captain_Haddock

Quinta-feira, 14 Janeiro 2016

O Francisco Sena Santos “supunheta”

 

Em ciência, desconfiamos das coincidências. A indução é raciocínio por analogia; perante uma coincidência, procuramos encontrar um qualquer nexo causal que a justifique. Podemos estar errados no nosso raciocínio, mas não podemos desprezar a indução.

Toussenel, que foi discípulo de Fourier, dizia que “a analogia possui o privilégio de não poder ensinar uma ciência sem as ensinar a todas”.

Quando dois fenómenos coincidem no tempo e no espaço, o espírito científico fica em estado de alerta e raciocina por analogia (indução). Por exemplo, coincide no tempo e no espaço que a Alemanha recebeu cerca de 1 milhão de “refugiados” desde o verão de 2015, por um lado, e por outro lado aconteceram as agressões a mulheres em várias cidades alemãs, durante a noite de Ano Novo, por parte de homens de origem muçulmana.

Mas o Francisco Sena Santos (FSS) não aceita o raciocínio por analogia e despreza as coincidências:

“Mas este caso da noite de passagem de ano em Colónia – há relatos de outros em outras cidades alemãs, o que já levou as autoridades alemãs a falarem de ataque organizado – remete unanimemente para agressores da bacia sul do Mediterrâneo. Apareceu logo quem apontasse o dedo aos refugiados a quem Merkel abriu as portas no último Verão. Custa crer que os agressores possam ser os novos refugiados. Não parece provável que gente que acaba de arriscar a vida para chegar à terra ambicionada arrisque pôr a esperança em causa encurralando-se numa noite de loucura. Aliás, os indícios já disponíveis apontam para imigrantes de segunda ou terceira geração, jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa e que sentem que conquistam poder ao impor o medo.

Não sabemos ao certo o que estava na cabeça dos agressores. Nem sabemos exactamente quem são. Sabemos que a maioria deles tem origens no mundo árabe-muçulmano. Supõe-se que a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”.

Ou seja, para o FSS, o facto de terem entrado em 2015, e na Alemanha, cerca de 1 milhão de “refugiados” não significa que os ataques a mulheres alemãs tenham vindo da parte destes.

Segundo o FSS, a culpa do comportamento dos jovens muçulmanos é da sociedade alemã: “jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa”. Coitados! Se os jovens muçulmanos violam mulheres alemãs, é óbvio que a culpa é dos alemães.

Isto é típico do arquétipo mental do politicamente correcto: a inversão da moral.

E depois, o FSS entra no âmbito do “supunhetamos”: ele “supunheta” que “a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”. E ¿por quê? Porque sim! Perante determinadas coincidências factuais, somos livres de “supunhetar”. Podemos supunhetar, por exemplo, que o facto de a chuva cair não tem nada a ver com o fenómeno da evaporação e da condensação da água; podemos dizer, em vez disso, que a chuva cai porque o S. Pedro está zangado connosco.

Supunhetar não paga imposto. O problema é que o FSS é jornalista e escreve nos me®dia, e por isso o povo tem que aturar a sua (dele) masturbação politicamente correcta.

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

O piropo dá prazer aos reles operários das classes baixas

 

A jornaleira Ana Paula Azevedo (seja ela quem for) escreve acerca da lei da piropofobia. E concorda com a lei: “habituem-se”, diz ela.

“Ora, segundo qualquer bom dicionário de Português, o piropo é um elogio dos atributos físicos de alguém.

Tendo em conta a formulação equilibrada encontrada na nova lei, não se compreendem as dúvidas e as reacções inflamadas. Pelo contrário, têm aí a melhor protecção que podia ser dada ao piropo e a quem tem o direito de continuar a expressar o seu espanto por ver uma flor a andar – é uma questão de gosto.

Já os comentários de carácter exibicionista ou de teor sexual e em tom intimidatório dirigidos a um homem ou a uma mulher, rapaz ou rapariga, todos sabemos quais são – e são estes que passaram a estar, e muito bem, sob alçada da lei. Habituem-se.”

Ou seja, a jornaleira Ana Paula Azevedo faz a distinção entre piropo (que ela considera com sendo “um elogio dos atributos físicos de alguém”), por um lado, e “comentários de teor sexual”, por outro lado — o que significa que, para ela, “um elogio dos atributos físicos de alguém” não é “um comentário de teor sexual”.

Por aqui se vê o nível de quem escreve nos me®dia e da elite política lisboeta que comanda os nossos destinos.

Se eu disser: “Tens um corpinho de sereia”, estou a fazer “um elogio dos atributos físicos de alguém”. Mas, segundo a jornaleira, não se trata de “um comentário de teor sexual”. Ela consegue a proeza de separar os elogios aos atributos físicos de alguém, por um lado, dos comentários de teor sexual, por outro lado. É obra desenganada!

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quakers) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

O politicamente correcto é uma nova forma de puritanismo. O piropo é proibido não porque uma mulher madura sofra com ele, mas porque dá prazer aos reles trabalhadores das classes baixas. Este puritanismo hipócrita e politicamente correcto estende-se ao feminismo: é proibido o piropo, mas pode-se abortar à fartazana a expensas do Estado.

Segunda-feira, 4 Janeiro 2016

A Elisabete Rodrigues e o mimetismo cultural do assassinato doméstico

 

¿Já reparou, o leitor, que raramente aparecem nos me®dia estatísticas sobre suicídios? ¿E por quê? Uma das razões — se não a principal — é a de que publicação de estatísticas de suicídios induz a um comportamento mimético (mimetismo cultural). Quanto mais se noticiam suicídios, mais suicídios ocorrem.

As últimas estatísticas publicadas em Espanha sobre o suicídio revelam que, em 2013, suicidaram-se 3.870 pessoas, e destas, 2.911 homens e 959 mulheres. Falamos de mais de mais de 10 mortes por dia, sem que saibamos ao certo as causas.

E notem que o número de homens que se suicida é muitíssimo superior ao de mulheres; e a estatísticas espanholas dizem também que a percentagem de homens que se suicidam em função do divórcio, cuja legislação beneficia as mulheres, é relativamente grande: muitas vezes, o divórcio tira-lhes a casa, os filhos, o salário, e a dignidade com falsas acusações que os estigmatizam para toda a vida.

¿Por que razão a estatística dos assassínios de mulheres perpetrados pelos respectivos maridos não é alvo de um tratamento noticioso mais cuidadoso?

A única ideia que me ocorre é a de que o que se pretende é que o fenómeno cultural mimético da violência doméstica mortífera prolifere na cultura antropológica — porque, não há razão para que se tenha cuidado com os números do suicídio, e não se tenha a mesma preocupação com os números dos assassinatos domésticos.

Perante isto, a Elisabete Rodrigues tinha que vir à tona falar das 35 mulheres que foram assassinadas em Portugal, em 2014, pelos respectivos companheiros. Este discurso nos me®dia é recorrente; os me®dia não se preocupam com o mimetismo cultural: querem é vender jornais, nem que seja à custa de mais mortes. Ademais, a política correcta não se preocupa com as causas do fenómeno; e ao quererem transformar a mulher em vítima endémica, nada mais fazem do que piorar o estatuto da mulher na cultura antropológica.

Domingo, 3 Janeiro 2016

A criptocracia e o Correio da Manhã

Filed under: Política — O. Braga @ 12:13 pm
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“A principal razão porque se lêem jornais é porque têm notícias, porque os seus jornalistas as procuram agressivamente e são capazes de passar dos “recados” semanais para a primeira página, do “cultivo das fontes”, do jornalismo de telefonema, da agenda igual para todos, do jornalismo de rebanho, da mistura crescente entre opinião e jornalismo, que normalmente é mais opinião do que jornalismo, para a procura de notícias, principalmente aquelas que os vários poderes não querem que sejam dadas e que são quase todas”.

José Pacheco Pereira.

Ámen.

criptocraciaEm primeiro lugar, a notícia é a novidade; mas não é qualquer novidade: há muitas novidades que não têm qualquer interesse geral. Por isso, em segundo lugar, a notícia é a novidade que a maioria das pessoas procura; e esta procura depende de uma sensação generalizada segundo a qual há novidades que são escondidas (sub-informação) ou escamoteadas (pseudo-informação) pelo Poder.

Ou seja, quando a notícia é a novidade procurada, o jornal que a veicula passa, de certa forma, a encarnar a Autoridade, e não o Poder.

Faz parte da cultura de Esquerda (e da “direita” neoliberal que também se fundamenta em pressupostos económicos, e não, em primeiro lugar, em pressupostos culturais) não fazer a distinção entre Autoridade, por um lado, e Poder, por outro lado. E a maioria dos jornais portugueses são de esquerda (com excepção do Correio da Manhã, que é o exemplo que o José Pacheco Pereira dá de jornalismo que escapa à crise).

É uma característica da Esquerda negar a Autoridade e venerar o Poder, misturando os dois conceitos como sendo um único; para a Esquerda, Poder é sinónimo de Autoridade.

E quando a Autoridade é escamoteada e o Poder exaltado, entramos em uma criptocracia, que é a legalização de um Poder oculto ou secreto, desprovido de Autoridade. E em uma criptocracia não podem haver novidades procuradas nos jornais, porque a própria razão de existência da criptocracia é o exercício do Poder secreto — e aqui entra também a maçonaria (que o José Pacheco Pereira tanto respeita) na construção da criptocracia.

Domingo, 27 Dezembro 2015

O jornal Público e a crise da imprensa diária

 

Eu não queria ser (actualmente) responsável pela área comercial de um jornal diário. A demonstração disto está neste artigo publicado no jornal Público por uma criatura que dá pelo nome de Alexandra Lucas Coelho.

Segundo a escriba, o corolário da crise da imprensa diária desemboca na necessidade de deixar de a imprensa ser um negócio, para ser um instrumento de “responsabilidade social”. Esta posição explica, em parte, a crise do jornal a que eu chamo de jornal “Púbico”.

“A mudança histórica, então, seria deixarem de ser pensados como um negócio — propício ao prejuízo, a cada ano decepcionante para accionistas e desestabilizador para trabalhadores que vão perdendo condições — e serem tomados como responsabilidade social”.

Para não acabar de vez com os jornais (e a democracia)

Desde o surgimento da imprensa com Gutemberg, esta sempre foi a sobreposição do negócio e da “responsabilidade social”; mas a criatura pensa que o negócio deve ser descurado para que a imprensa pertença sobretudo a uma área de “responsabilidade social”. Esta posição é um decalque actualizado da lógica comunista, onde o facto de os jornais darem prejuízo era justificado pela “responsabilidade social” que era um eufemismo para “propaganda ideológica”.

(more…)

Domingo, 22 Novembro 2015

"Et tu, Brute?": o enviesamento ideológico do semanário SOL

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 9:46 am
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“Opção idêntica querem ter os republicanos dos EUA, prontos a abortar um programa de Barack Obama para receber refugiados sírios.

O PR, numa cimeira nas Filipinas, criticou a retórica dos adversários políticos, que querem sujeitar os refugiados a testes religiosos para lhes confirmar a cristandade: “Isso é ofensivo”, disparou Obama, que também ridicularizou quem quer tomar decisões baseando-se “na histeria e no exagerar dos riscos” – algo que só favorece a estratégia dos extremistas”.

semanário SOL


“This is just priceless. President Obama attempted to shame those who question whether it’s intelligent or safe to allow thousands of Syrian refugees into the country, especially when there’s 2,098 Muslims and just 53 Christians.

But can we just recall that a few months ago that the Obama administration ordered Iraqi Christians who arrived here in America to be sent back to Iraq where they will inevitably be persecuted again.”

Obama Said No to Christian Refugees

O que é muçulmano é melhor. Que se fodam os cristãos. A Esquerda e o Sol têm sempre razão.

Domingo, 11 Outubro 2015

Le ménage à trois de la gauche

Filed under: me®dia,Política,Portugal — O. Braga @ 2:49 pm
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ruela

O problema do “ménage à trois” é quando alguém mete o dedo no cu do outro.

O enviesamento da Comunicação Social portuguesa acerca da homossexualidade

 

Os me®dia, em geral, não são fiáveis. Mas em Portugal a sua fiabilidade é mínima. Vejamos um artigo do SOL:

“Um grupo de investigadores norte-americanos afirma que conseguiu desenvolver um teste que prevê a orientação sexual dos homens, lê-se no site da FOX News.

O teste é feito com base nos marcadores moleculares que controla o ADN. No entanto, os investigadores alertam para o facto de este exame ter várias limitações e não revelar respostas “definitivas”, revela o mesmo site.

O exame é feito com base em 37 pares de homens gémeos, em que um é gay e o outro heterossexual, e 10 pares em que os dois homens são homossexuais. O estudo descobriu que a presença de uma marca epigenética específica em nove áreas do genoma humano pode ajudar a prever a preferência homossexual com 70% de certeza”.

¿O que é o SOL pretende fazer? Confundir genética, por um lado, com epigenética, por outro lado, de modo a que se possa afirmar, na opinião pública, que “a homossexualidade é geneticamente determinada”.


Vejamos o que diz, sobre o mesmo tema, um jornal inglês:

Homosexuality may be triggered by environmental factors during childhood after scientists found that genetic changes which happen after birth can determine whether a man is straight or gay.

The finding is highly controversial because it suggests that some men are not born gay, but are turned homosexual by their surroundings. It also raises privacy concerns that medical records could reveal sexuality.

Scientists studied 37 sets of identical male twins, who were born with the same genetic blueprint, to tease out which genes were associated with homosexuality. In each pair, one of the twins was gay.

Only 20 percent of identical twins are both gay leading researchers to believe that there must be causes which are not inherited”.

O que o jornal inglês “diz” é o seguinte:

1/ é possível que a homossexualidade seja espoletada por factores ambientais/culturais (os homossexuais sabem muito bem disto, embora não o digam publicamente);

gemeas-web2/ as máquinas moleculares “sentem” as modificações do meio-ambiente; e depois produzem as respostas adequadas a essas modificações; e passam essas respostas às gerações seguintes através da epigenética que não tem nada a ver com a sequência do ADN.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

3/ Os comportamentos de um indivíduo podem ser transmitidos, através da epigenética, à sua prole — não só à geração seguinte, mas também às gerações que se seguem; mas esses comportamentos não são determinados geneticamente, ou seja, o “herdeiro epigenético” mantém a liberdade de não adoptar esses comportamentos.

Por exemplo, o neto de um alcoólico — por influência da epigenética — pode ter a tendência para ser alcoólico, o que não significa que esteja destinado, por uma espécie de determinismo genético, a ser alcoólico: ele mantém a liberdade de não optar pelo alcoolismo.

Ao contrário do que acontece com a sequência de ADN de uma pessoa, que mantém um determinismo natural, a epigenética não determina comportamentos de forma infalível ou necessária.

Domingo, 27 Setembro 2015

A comunicação e a crise de autoridade

Filed under: cultura — O. Braga @ 7:52 pm
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Vejo aqui uma reprodução parcial de um texto de Isabel Lucas Bernardo Carvalho que aborda os problemas dos me®dia, das redes sociais, e da verdade.

julien bendaEla mistura, de certa forma, os três problemas; sendo, porém, que são distintos — é um pouco a confusão entre a dialéctica dos contrários, por um lado, e o nexo dos distintos, por outro lado: ao colocar os me®dia e as redes sociais em oposição dialéctica em relação à verdade, perde-se a noção dos distintos, fazendo com que os supostos contrários, abstractamente tomados, preencham as funções mesmas dos conceitos distintos, e fazendo com que esse erro da mistura dos conceitos se transmute em verdade (a verdade dela); uma verdade particular, uma verdade de grau inferior do espírito, ou uma categoria.

O problema dos me®dia é distinto dos outros dois, e tem a ver com a crise da autoridade de que nos falou a Hannah Arendt. Aqui, meus amigos, não há muito a fazer, porque baptizados os erros dos me®dia como verdades (de certa espécie), já nada impede que todos os erros (o erro em geral) sejam considerados como verdades particulares. A fenomenologia do erro assume, assim, as aparências de uma história ideal da verdade. E ao longo de um processo de incremento de um cepticismo na cultura antropológica, surge o cepticismo generalizado que coloca em causa a democratização da informação me®diática.

Quando a crise da autoridade entra pelos me®dia adentro — por culpa dos próprios me®dia que praticam sistematicamente a sub-informação e a pseudo-informação, por um lado, e por outro lado por culpa de uma cultura individualista radical que assume que a verdade está no indivíduo —, as redes sociais assumem uma função de filtragem céptica da comunicação me®diática. Mas essa filtragem é realizada de forma subjectiva porque vivemos em uma cultura solipsista em que o indivíduo, em geral, não se coloca em causa de forma racional. Neste caldo cultural, o facto deixa de ser um dado da experiência intersubjectiva com o qual o pensamento individual pode contar, para se transformar em algo que adquiriu uma estrutura meramente subjectiva na consciência do indivíduo.

Escreve a Helena Damião:

« Bernardo Carvalho escreveu um livro cujo título é “Reprodução” e que diz ser “uma reacção a este mundo que privilegia o discurso único, a leitura de primeiro grau, sem ironia nem imaginação, a ideia de que existe uma verdade num meio que parece absolutamente democrático, quando a democracia tem pouco a ver com absolutos”. »

Isabel Lucas Bernardo Carvalho entra em contradição. Por um lado, diz que “a democracia tem pouco a ver com absolutos”, mas por outro lado defende a ideia segundo a qual é possível a verdade em democracia — sendo que não é possível qualquer noção relativa, sem o respectivo conceito absoluto. Ou seja, a Isabel Lucas Bernardo Carvalho é ela própria vítima da crise de autoridade que ela critica na sociedade dita “democrática”.

Terça-feira, 11 Agosto 2015

Um exemplo da qualidade dos me®dia portugueses

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 1:03 pm
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expresso

(via)

Segunda-feira, 3 Agosto 2015

Os me®dia, o Partido Socialista, Alexandre Quintanilha, e o "direito à diferença"

 

“Uma transexual, uma cega, dois negros, uma refugiada e um cientista que poderá vir a tornar–se o primeiro ministro assumidamente gay: o I foi conhecer os rostos dos candidatos que poderão quebrar a monotonia no hemiciclo”.

Legislativas. Há lugar para as minorias no parlamento?

Antes de entrar na página do Jornal I, devo informar o leitor de que a referida página tem uma espécie de vírus informático. Mas não só: o vírus também é ideológico. Ademais, escreve-se “transsexual” (ou “trans-sexual”, se quiser), e não “transexual”.

O artigo é assinado pelo jornaleiro José Paiva Capucho, e revela o nível a que chegou o jornalismo em Portugal. Um jornalista deve possuir um espírito crítico; a culpa não é dele: é de quem controla o jornal.

1/ Uma pessoa deve ser escolhida para uma determinada função (neste caso, para deputada) porque tem valor intrínseco e capacidade necessários — e não porque é homossexual, mulher, preto, ou cega.

A lógica da narrativa do jornaleiro é arrepiante. O conceito de “minorias ao poder”, assumido nomeadamente por Alexandre Quintanilha, é sinónimo da reivindicação política do “direito à diferença” que é, em si mesmo, um conceito fascista. Existe um novo fascismo na Esquerda.

“Direito à diferença” não é a mesma coisa que “respeito pela diferença”.

A reivindicação de um “direito à diferença”, para além de ser contraditória e perigosa, é ideologicamente fascizante; ou, pelo menos, é tolerante em relação a uma nova espécie de fascismo. Repare-se nesta proposição do maçon Adelino Maltez (respigada do artigo):

“Somos tolerantes porque as minorias não nos ameaçam”.

O primeiro-ministro inglês Chamberlain diria o mesmo de Hitler: “Somos tolerantes porque os nazis não nos ameaçam”. E depois foi o que se viu. Ressalvadas as devidas proporções: assim como os nazis reivindicavam o “direito à diferença”, existe na actual cultura de Esquerda e maçónica uma reivindicação do “direito à diferença”.

O conceito de “direito à diferença” é contraditório na medida em que os Direitos do Homem têm como fundamento o princípio da igualdade natural de todos os seres humanos. O “direito à diferença” é contra os Direitos do Homem.

É perigoso porque reivindica direitos especiais para o que são consideradas “minorias” — por exemplo, para gays, para cegos, para pretos, e mesmo até para mulheres —, o que conduz a um retrocesso no princípio de igualdade.

O racismo, por exemplo (ou mesmo a misoginia do marialva), surge hoje como uma reacção suscitada por uma cultura de indiferenciação que resulta do igualitarismo politicamente correcto (“todos iguais em valor, independentemente do valor de cada um”) — e não já pela rejeição da diferença, como acontecia eventualmente no passado. Por outras palavras: o racismo já não é hoje a rejeição da diferença, mas antes é uma reacção contra uma cultura de indiferenciação igualitarista politicamente correcta. Isto significa que a Esquerda promove um novo tipo de racismo através do conceito de “direito à diferença”; e esta promoção de um novo tipo de racismo é propositada.

2/ Confundir, por exemplo, a cor da pele, ou a cor dos olhos, por um lado, com uma idiossincrasia (subjectiva), por outro lado, é uma monstruosidade cultural propalada pela Esquerda.

Não existe um gene gay. Quando o Alexandre Quintanilha, que se diz cientista, demonstrar que existe um gene gay, então será possível colocar em uma mesma categoria a existência de um preto e de um gay. A comparação entre um gay e um preto não é só monstruosa: é um verdadeiro atentado à condição humana e ao livre-arbítrio que a caracteriza.

Ninguém nasce gay. Todos os pretos nascem pretos. A negritude é uma característica determinada pela natureza humana: a homossexualidade não é.

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