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Segunda-feira, 11 Março 2019

Jornalista da RTP chama de “ladrões” aos jogadores do FC Porto

Filed under: Lisboa,Lisboeiros — O. Braga @ 8:44 pm
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Sábado, 23 Julho 2016

Era um alemão persa — disse a RTP

 

precisa-se-terrorista-webA RTP3 entretinha-se a defender a tese segundo a qual o terrorista de Munique era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico, ou seja, de “extrema-direita”: um tal professor Luís burrinho discursava sobre as maleitas do “terrorismo de extrema-direita”, para deleite da apresentadora escolhida a dedo pela televisão que deveria ser de todos nós — e eis que a polícia alemã vem dizer (em bom alemão) de que se tratava de “um iraniano de Munique”.

Aquilo foi um choque nos paineleiros da RTP3! Afinal não era um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico… Ganda nóia!

Mas a apresentadora não se deixou ficar: como dizia o filósofo, “os tolos perdem as esperanças mas não perdem as ilusões”; e vai daí fez uma correcção ao comunicado da polícia alemã: o terrorista é um “germano-iraniano”! — disse ela. Ou seja, é uma alemão persa, o que é diferente de um persa alemão. No futuro, poderá haver, por exemplo, um alemão-persa-italiano-português-espanhol-chinês; o que não poderá haver é um branco-racista-nacionalista-xenófobo-heterossexual-fassista-sexista-rico.

Finalmente, a RTP3 conclui que o atentado terrorista não teve nada a ver com o Islão, porque o homem é um alemão persa — excepto de que se tratava de um muçulmano.

Segunda-feira, 11 Abril 2016

É preciso avisar a Ana Lourenço que a RTP não é a SIC

 

Na sequência do documento vergonhoso emitido pelo papa Chico sobre a família, a Ana Lourenço chamou ao estúdio da RTP o Frei Bento Domingues em entrevista exclusiva; ou seja, sem contraditório. Parece que a Ana Lourenço chegou à RTP com os vícios adquiridos na SIC, em que o Bilderberger Pinto Balsemão impõe a lei da rolha em matéria de discussão de costumes e tradição.

Sobre a entrevista exclusiva do Frei Bento Domingues à Ana Lourenço, ler este artigo.

Quinta-feira, 14 Agosto 2014

A Gaystapo e a adopção de crianças por pares de invertidos: ¿A criança não tem pai biológico?

 

O lóbi político gayzista “ILGA” publicou hoje um vídeo que pode ser visto abaixo.

Cerca do minuto 1:15, a amiga da mãe biológica diz o seguinte:

“Se acontecesse alguma coisa à criança e a tivesse que a levar ao hospital, iam perguntar quem eu era. Apresento o cartão de cidadã da criança, e eu não estou lá. Está lá só o nome da mãe biológica… e eu? Estou onde? Não estou em lado nenhum…”

Admira-me que a RTP tenha transmitido este documentário. A RTP anda a brincar com assuntos sérios à custa dos contribuintes portugueses.

O Código Civil português estipula que não podem haver filhos de pai incógnito. Ao que parece, aquela criança é filha de pai incógnito — o que vai contra o espírito da lei.


Artigo 1835 do Código Civil

1. A paternidade nos termos dos dos artigos anteriores contará obrigatoriamente do registo do nascimento do filho, não sendo admitidas menções que a contrariem.

(…)

Artigo 1865 do Código Civil — Averiguação Oficiosa

1. Sempre que possível, o tribunal ouvirá a mãe acerca da paternidade que atribui ao filho.

2. Se a mãe indicar quem é o pai ou por outro meio chegar ao conhecimento do tribunal a identidade do pretenso progenitor, será este também ouvido.

3. No caso de o pretenso progenitor confirmar a paternidade, será lavrado termo de perfilhação e remetida certidão para averbamento à repartição competente de registo.

4. Se o presumido pai negar ou se recusar a confirmar a paternidade, o tribunal procederá às diligências necessárias para averiguar a viabilidade da acção de investigação de paternidade1.

5. Se o tribunal concluir pela existência de provas seguras da paternidade, ordenará a remessa do processo ao agente do Ministério Público junto do tribunal competente, a fim de ser intentada a acção de investigação.

 


No caso concreto das duas amigas (uma das quais é mãe da criança), pode ter acontecido que o tribunal não tivesse ouvido a mãe biológica — como estipula a alínea 1. do artigo 1865 —, talvez porque a juíza estivesse com diarreia ou o juiz estivesse com o penso.

Se a mãe biológica foi ouvida pelo juiz ou pela juíza, o que aconteceu certamente é que a mãe biológica se recusou a indicar a identidade do pai biológico — e não há nada na lei que obrigue a mãe biológica a indicar a identidade do progenitor da criança. Parece certo que a mãe da criança não quis revelar o nome do pai que ela sabe bem quem é, porque em Portugal não é permitida a inseminação artificial in vitro em mulheres solteiras.

Portanto, estamos perante uma lésbica que engravidou de um homem e não quis identificar o pai da criança no tribunal. Ou seja, estamos perante alguém que quis criar um facto para, a partir dele, criar uma norma jurídica: a perfilhação da criança por parte da sua amiga.


Quando uma mulher, com filhos, se divorcia do seu marido e volta a casar com outro, a situação do segundo marido em relação aos filhos da sua esposa é exactamente a mesma se ele (o segundo marido) for ao hospital com um dos filhos da sua actual esposa e mãe biológica — porque o segundo marido não perfilhou nem pode perfilhar os filhos da sua actual esposa, uma vez que as crianças foram previamente perfilhadas pelo pai biológico (o primeiro marido dela).

Portanto, o que está aqui em causa não é adopção, mas antes é a perfilhação.

O que o lóbi político gayzista (vulgo “Gaystapo”) pretende é que um dos elementos de um par de homossexuais possa perfilhar um filho biológico do outro elemento da parelha, à revelia do espírito da lei que diz que “o tribunal ouvirá a mãe acerca da paternidade que atribui ao filho”.

Ou seja, e em resumo: o que a Gaystapo pretende é instituir a legalização do estatuto de “filho da puta”, por um lado, e por outro lado pretende erradicar a árvore genealógica das crianças.

Estamos perante uma tentativa de uma revolução antropológica delirante, através de engenharias sociais psicóticas.

Nota
1. por exemplo, fazer testes de ADN ao putativo pai e ao filho.

Terça-feira, 22 Abril 2014

O “benfiquista de Paredes” e a RTP

Filed under: Futebol — O. Braga @ 10:13 am
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É evidente que os canais privados de televisão de Lisboa — para além de serem benfiquistas, em primeiro lugar, e depois adeptos do lema “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” —  são anti-portistas. Só não vê quem não quer.

Carlos_Daniel_webMas o que me aborrece é que um canal público de televisão — a RTP —  tenha como coordenador-sombra para a área do desporto, o “benfiquista de Paredes” — leia-se, o Carlos Daniel —, que é a pessoa que “mexe os cordelinhos” para colocar nos programas desportivos da RTP os seus amigos benfiquistas (jornalistas ou não).

E mais grave: quem não se submete aos interesses do Benfica é dispensado de participar nos programas da RTP, naturalmente por influência política do benfiquista de Paredes: é o caso do jornalista Bernardino Barros (adepto do FC Porto), de que podemos ver um vídeo aqui em baixo. Mas, em contraponto, quem festeja os golos do Benfica em directo nos programas desportivos da RTP (o caso do João Gobern) é reabilitado e metido (pelo benfiquista de Paredes) em outro qualquer programa desportivo da RTP.

A área do desporto da RTP é uma coutada do Carlos Daniel, aka “benfiquista de Paredes”.

É preciso sublinhar o facto de a RTP não ser um canal de televisão privado, nem deve ser uma coutada do benfiquista de Paredes. Por isso, seria conveniente que o Carlos Daniel se mudasse para a SIC ou para a TVI (os canais privados de Lisboa), ou ainda se tornasse um pivô da Benfica TV, onde certamente se sentiria melhor consigo mesmo.

O que não pode acontecer é que um país inteiro esteja a sustentar a RTP para que um punhado de parolos nascidos atrás do sol-posto, e que viram num clube da capital a redenção da sua insignificância ontológica, nos venha impôr critérios de jornalismo que se baseiam em dois pesos e duas medidas. Para isso, já nos basta a SIC e a TVI.

Quarta-feira, 9 Abril 2014

O David Marçal (e o blogue Rerum Natura) representa o que há de pior na mentalidade cientificista em Portugal

Filed under: Ciência — O. Braga @ 7:20 am
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Em relação a mais esta escrevinhação do David Marçal, escolhi uma citação de um pensador ateu, para que fique acima de qualquer suspeita “supersticiosa”:

“Os técnicos que utilizam a técnica científica e, ainda mais, os governos e as grandes indústrias que utilizam os técnicos adquirem uma mentalidade completamente diferente da que caracteriza o homem de ciência, uma mentalidade onde impera a convicção de um Poder ilimitado, de uma certeza arrogante e de um prazer em manipular o material humano”.

(…)

A esfera dos valores está fora da ciência, salvo no que diz respeito ao facto de a ciência consistir na investigação do saber. A ciência, enquanto investigação do saber, não deve ser um obstáculo à esfera dos valores, e a técnica científica, se pretende enriquecer a vida humana, não deve superar os fins que deveria servir.”

– Bertrand Russell 1 


O David Marçal (e os outros) precisam de ler, por exemplo, o ateu Bertrand Russell (para não falar em outros ateus empedernidos como, por exemplo, Sir Fred Hoyle) e da sua Teoria do Conhecimento. O próprio Russell demonstra que é impossível à ciência “esclarecer os temas tabu” (pelo menos alguns temas tabus), como contrariamente defende David Marçal. 2

Acerca da guerra da “ciência” (que se confunde hoje com cientismo) em relação às religiões em geral, e embora Russell, como bom ateu, reconheça a falsidade da religião, diz ele que o corolário dessa guerra será uma “nova ética” que “tenderá a fazer sofrer os indivíduos a fim de salvar o bem público, e isto sem se sentir obrigada a provar que esse sofrimento seja merecido”. Ou seja, a “nova ética”, segundo Russell, será totalitária. E é essa essa “nova ética” que é defendida no blogue Rerum Natura — não só por este ataque do David Marçal em relação à religiosidade dos indivíduos relatados nas peças da RTP, mas pela própria orientação editorial, em geral, daquele blogue.

Notas
1. citado na “História da Filosofia” de Nicola Abbagnano, § 804
2. “O Conhecimento Humano, o seu âmbito e os seus limites” (1948)

Sábado, 22 Março 2014

“Todas as crenças são falsas, excepto as crenças das ciências naturais”

Filed under: Ciência,filosofia — O. Braga @ 8:00 am
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Normalmente não vejo televisão — excepto os jogos de futebol do meu FC Porto, o programa do José Pacheco Pereira ao Domingo na SICn pelas 20 horas, e o encontro com Manuela Ferreira Leite na TVI24 às Quintas-feiras. E não vejo televisão porque tenho coisas mais interessantes para fazer no tempo que me resta; por exemplo, ler; ou escrever.

Por isso, não sei bem do que o David Marçal, do blogue Rerum Natura, diz ser um programa da RTP que “promove a crendice e o obscurantismo” — porque não vi esses programas. Mas vamos partir do princípio de que esses programas dizem respeito a determinadas crenças — que o Rerum Natura  chama de “crendices”.

O que me aborrece não é a crítica do David Marçal às crenças dos referidos programas da RTP: ninguém está acima da crítica e é saudável que exista um espírito crítico vivo na sociedade.

O que me aborrece é que os cientistas se considerem acima de qualquer crítica, quando criticam as crenças dos outros — partindo do princípio segundo o qual a ciência não é uma crença. Ou seja, está implícita, na crítica do David Marçal às “crenças”, a ideia segundo a qual a ciência não é uma crença. Ora, este exclusivismo implícito ou explícito, do cientista revela estupidez.


“A fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável.”Roland Omnès, físico francês, professor de Física Teórica da Faculdade de Ciências de Orsay, Paris

Não há nenhuma ciência empírica — por exemplo, a medicina — que não se baseie em uma certa interpretação da realidade. E essa interpretação não é necessariamente — não corresponde necessariamente à — a própria realidade. A partir do empirismo constrói-se uma teoria (Aristóteles) e da teoria volta-se à prática empírica para confirmação lógica (verificação) da teoria.

E “as nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecerem para sempre conjecturas ou hipóteses” – Karl Popper, em conferência proferida em 8 de Junho de 1979 no Salão Nobre da Universidade de Frankfurt , por ocasião da atribuição do grau de Doctor Honoris Causa.

Portanto, o David Marçal tem todo o direito de criticar as “crenças falsas” dos outros, mas se pensa que a sua (dele) crença corresponde necessariamente à verdade, mais valia estar calado.

Segunda-feira, 2 Setembro 2013

O que é um cínico?

Filed under: A vida custa,bovinotecnia,Esta gente vota — O. Braga @ 6:07 am
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“O cínico é aquele que sabe o preço de tudo mas não conhece o valor de nada.” – Óscar Wilde


«O orgulho de termos uma RTP pública custa , por baixo, qualquer coisa como 200 milhões de euros por ano. Privatizá-la e fazê-la pagar-se pelo capital de investidores privados e por publicidade seria um crime de lesa-portugalidade, que os contribuintes portugueses não podem aceitar.»


A bovinotecnia é a arte de tratar do “gado” de uma forma tal que se consiga fazer crer aos “bovinos” que serão livres se abandonarem o seu estatuto de bovinidade.

bovinotecnia-2 web.jpg

Adenda: a Suiça não é um país capitalista: tem uma série de canais públicos de televisão.

Terça-feira, 2 Abril 2013

O abandono de Dias Ferreira do programa “Dia Seguinte” e o assalto do Benfica à comunicação social

Filed under: Futebol,me®dia — O. Braga @ 10:26 am
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O canal de televisão mais imparcial, em termos clubísticos, é hoje a TVI. Não digo que seja totalmente imparcial, mas é seguramente o mais imparcial. Na TVI, o Benfica tem os mesmos direitos que o Sporting ou o Porto — o que não acontece nem na RTP, nem na SIC, onde o Benfica tem um tratamento especial quando comparado com os dos outros dois clubes.

No caso da RTP, a influência do “benfiquista de Paredes” (Carlos Daniel) é evidente; só não vê quem não quer. Por exemplo, foi o “benfiquista de Paredes” que mexeu os cordelinhos para que João Gobern fosse recuperado da sua desgraça e transitasse de um programa da RTP para outro, e à custa de uma punhalada nas costas a Júlio Machado Vaz. O “benfiquista de Paredes” exige um “paineleiro” benfiquista mal-educado e agressivo — e Júlio Machado Vaz era muito educado.

Nos programas da RTP sobre futebol, todos os jornalistas ou pivôs são benfiquistas.

Uma situação idêntica passa-se na SIC e no programa “O Dia Seguinte”. Salta aos olhos que o pivô Paulo Garcia é um benfiquista “doente” que não consegue esconder, na pantalha, o seu clubismo. O tratamento que Paulo Garcia dá ao benfiquista Rui Gomes da Silva é manifestamente discriminatório em relação a Dias Ferreira e a Guilherme Aguiar. A Rui Gomes da Silva é-lhe permitido, por Paulo Garcia, ser mal educado e agressivo — o que já não é permitido aos outros dois intervenientes do programa.

O que estamos a ver todos é um assalto escandaloso do Benfica à comunicação social. Hoje, a RTP e a SIC são meras extensões do Canal Benfica. Os próprios debates são à partida enviesados, não só na forma como os temas são tratados, mas também na discriminação positiva de que os comentadores benfiquistas são objecto.

Não seria má ideia que Guilherme Aguiar secundasse Dias Ferreira e anunciasse o seu abandono do programa da SIC. “Dos fracos não reza a História”, e Dias Ferreira já fez história.

Quinta-feira, 21 Março 2013

Vergonha na RTP!

Filed under: Coelhismo,josé sócrates — O. Braga @ 2:54 pm
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Petição Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N37935

Terça-feira, 11 Dezembro 2012

Nuno Santos e a RTP

Se a RTP é uma estação de televisão do Estado, e se Nuno Santos foi tramado pela RTP porque prestou declarações a um órgão do Estado (o parlamento), imaginem agora o que aconteceria se a RTP fosse já uma estação de televisão privada: Nuno Santos chegaria ao parlamento com uma estória “delineada” pela administração da empresa.

procura-se passos coelho web

Sexta-feira, 7 Setembro 2012

Sobre a nova administração da RTP e Alberto da Ponte

Quando o novo administrador da RTP, que é da confiança política de Miguel Relvas, vem dizer publicamente que Passos Coelho é o melhor primeiro-ministro de Portugal desde há 40 anos — é de desconfiar. O pássaro traz água no bico.

Se Passos Coelho é, ou não, o melhor primeiro-ministro de há 40 anos a esta parte, é apenas uma opinião non sequitur que não é sustentada nem sustentável epistemologicamente. Por exemplo, também há quem diga que Vasco Gonçalves foi o melhor primeiro-ministro depois de 1974, mas não há nada de racional que sustente essa opinião.

O que é surpreendente no discurso do novo administrador da RTP (Alberto da Ponte) é que a sua opinião, desprovida de nexo causal, seja de tal forma considerada importante que ele faça questão de a tornar pública.

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