perspectivas

Quinta-feira, 16 Fevereiro 2017

O circo da TVI

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:34 am
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A TVI do José Alberto Carvalho faz lembrar, cada vez mais, um circo de província que eu visitei na década de 1980: o homem da bilheteira era o dono do circo, que era também o palhaço e o domador do único leão velho que lá existia. Penso que esse circo já faleceu.

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Sexta-feira, 22 Maio 2015

A alma do republicano José Alberto Carvalho

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 5:45 am
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“Informam-me que José Alberto Carvalho terminou o Telejornal da TVI em directo do novo Museu dos Coches ao lado do Landau do Rei Dom Carlos a citar o testamento do Buiça, louvando o facto de ele saber que ia dar a vida pelo futuro dos seus filhos ao assassinar um Chefe de Estado constitucional e o Príncipe Real (por sinal marido e filho da fundadora do Museu) como exemplo dos “valores republicanos”. Ainda há quem acredite na evolução da humanidade. Tenho o estômago revirado.”

Tenho o estômago revirado de nojo

Eu vi e ouvi o encómio ao crime. Lembrei-me então de Fernando Pessoa:

“O regime [republicano] está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional — trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicano português — o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.”

Terça-feira, 2 Abril 2013

O abandono de Dias Ferreira do programa “Dia Seguinte” e o assalto do Benfica à comunicação social

Filed under: Futebol,me®dia — O. Braga @ 10:26 am
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O canal de televisão mais imparcial, em termos clubísticos, é hoje a TVI. Não digo que seja totalmente imparcial, mas é seguramente o mais imparcial. Na TVI, o Benfica tem os mesmos direitos que o Sporting ou o Porto — o que não acontece nem na RTP, nem na SIC, onde o Benfica tem um tratamento especial quando comparado com os dos outros dois clubes.

No caso da RTP, a influência do “benfiquista de Paredes” (Carlos Daniel) é evidente; só não vê quem não quer. Por exemplo, foi o “benfiquista de Paredes” que mexeu os cordelinhos para que João Gobern fosse recuperado da sua desgraça e transitasse de um programa da RTP para outro, e à custa de uma punhalada nas costas a Júlio Machado Vaz. O “benfiquista de Paredes” exige um “paineleiro” benfiquista mal-educado e agressivo — e Júlio Machado Vaz era muito educado.

Nos programas da RTP sobre futebol, todos os jornalistas ou pivôs são benfiquistas.

Uma situação idêntica passa-se na SIC e no programa “O Dia Seguinte”. Salta aos olhos que o pivô Paulo Garcia é um benfiquista “doente” que não consegue esconder, na pantalha, o seu clubismo. O tratamento que Paulo Garcia dá ao benfiquista Rui Gomes da Silva é manifestamente discriminatório em relação a Dias Ferreira e a Guilherme Aguiar. A Rui Gomes da Silva é-lhe permitido, por Paulo Garcia, ser mal educado e agressivo — o que já não é permitido aos outros dois intervenientes do programa.

O que estamos a ver todos é um assalto escandaloso do Benfica à comunicação social. Hoje, a RTP e a SIC são meras extensões do Canal Benfica. Os próprios debates são à partida enviesados, não só na forma como os temas são tratados, mas também na discriminação positiva de que os comentadores benfiquistas são objecto.

Não seria má ideia que Guilherme Aguiar secundasse Dias Ferreira e anunciasse o seu abandono do programa da SIC. “Dos fracos não reza a História”, e Dias Ferreira já fez história.

Quarta-feira, 21 Março 2012

Sobre o FC Porto e Benfica desta época

Filed under: FCP,Futebol,me®dia — O. Braga @ 6:54 am
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  • Se o FC Porto beneficiou de um erro do árbitro que teve influência no resultado final, no jogo Benfica 2 – FC Porto 3 de há uma semana atrás e para o campeonato; em contraponto, o Benfica beneficiou ontem, no jogo para a Taça da Liga Benfica 3 – FC Porto 2, de um erro do árbitro que garantiu a vitória do Benfica. Porém, não vemos agora, nos me®dia, o mesmo alarido vermelhusco que vimos nas pantalhas e nas parangonas de há uma semana.
  • A dualidade de critérios da comunicação social — vulgo, “me®dia” — no tratamento das notícias do futebol, é vergonhosa, porque se trata de uma dualidade de critérios noticiosa aplicada a todos os clubes e favorecendo o Benfica. A RTP é o canal de televisão mais comedido no enviesamento noticioso vermelhusco, mas a TVI é embotada de vermelho e a SIC já é uma vergonha! [nem sei como o Guilherme Aguiar ainda está presente no programa “O Dia Seguinte”].
  • A grande vantagem do Benfica sobre o FC Porto é o treinador; a diferença de qualidade entre ambos os treinadores é notória. De resto, o FC Porto, em geral, tem os melhores jogadores, mas o Benfica consegue ter uma melhor equipa devido ao melhor treinador que tem. Se o Benfica for campeão este ano, esse facto dever-se-á ao demérito do treinador do FC Porto e ao mérito do treinador do Benfica.

Segunda-feira, 24 Maio 2010

A aniquilação socratina da vontade popular

José Pacheco Pereira fala aqui de duas realidades humanas que coexistem invariavelmente: a acédia e o nepotismo.
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Quinta-feira, 18 Fevereiro 2010

A irracionalidade de Pinto Monteiro

Filed under: ética,josé sócrates,Justiça,Política — O. Braga @ 8:16 pm
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« No mesmo despacho de arquivamento, adiantou hoje a mesma fonte à agência Lusa, o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, refere que das escutas telefónicas feitas no âmbito do processo Face Oculta não resulta sequer que o primeiro-ministro, José Sócrates, tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital da PRISA [que detém a TVI], tal como não se mostram claras as circunstâncias em que teve conhecimento do alegado negócio.

Pelo contrário, o PGR considera que nas escutas há informação de descontentamento do primeiro-ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da alegada operação. »

― respigado aqui.

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Sábado, 13 Fevereiro 2010

O algodão (como a lógica) não engana

« Se, conforme insiste o primeiro-ministro, secundado pelo presidente da PT, o governo nunca procurou influenciar a compra da TVI por aquela empresa, então como se explica o frenesim de dois típicos boys socráticos, Rui Pedro Soares e Paulo Penedos (1), nos contactos com a PRISA ? (2)

Agiram por mera pulsão de um arrivismo videirinho, sem mandato da PT e do “chefe”? »

― Vicente Jorge Silva (semanário SOL)

(1) ― Rui Pedro Soares e Paulo Penedos foram nomeados pelo governo de José Sócrates para exercício de funções na PT, ao abrigo da Golden Share que o Estado português tem nessa empresa.
(2) ― A PRISA era a empresa espanhola detentora de 30% da Media Capital que, por sua vez, era proprietária da TVI

Face aos factos publicados no semanário “SOL”, o presidente da república, Prof. Cavaco Silva, deve demitir o primeiro-ministro, José Sócrates

Dos factos relatados nas duas últimas edições do semanário “SOL” acerca de escutas telefónicas realizadas no processo Face Oculta que ― segundo as interpretações do juiz de instrução e do procurador do Ministério Público do processo, ambos de Aveiro ― constituem fortes indícios de crime de atentado ao Estado de Direito envolvendo o nome do primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, há que retirar imediatamente as seguintes ilações:

  1. O primeiro-ministro de Portugal não tem condições políticas objectivas para continuar no cargo; ou se demite, ou deve ser demitido pelo presidente da república.
  2. A cúpula da justiça portuguesa revelou-se em todo este processo ― no mínimo ― incompetente; porém, atendendo à interpretação racional dos factos e à forma como essa cúpula se comportou em todo o processo, o senso-comum aponta para a existência de fortes indícios de obstaculização da própria justiça que essa cúpula deveria coordenar e proteger. Essa obstaculização da justiça por parte de agentes de cúpula da própria justiça, só pode ter tido motivações políticas, o que significa que ou a justiça “arruma a sua casa” autónoma e rapidamente, ou deverá ser a política (em consenso alargado) a intervir na justiça de forma a repor a sua imparcialidade.


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Sábado, 6 Fevereiro 2010

O “esquema” nauseabundo de José Sócrates

Aquilo que soubemos hoje no semanário “SOL”, e em termos de justiça, não aquece nem arrefece. A justiça, através dos seus dignitários (alguns deles pertencentes à maçonaria) já encerrou o processo do “esquema” de José Sócrates e da sua escumalha para controlar os me®dia em Portugal. Nenhum dos protagonistas desse “esquema” sórdido poderá responder em tribunal pelos seus crimes. Mas o facto de a justiça já não poder actuar neste caso ― porque a maçonaria infiltrada na justiça lhe atalhou o passo mandando arquivar o processo ― não significa que os envolvidos saiam politicamente impunes.

A crise não justificaria a manutenção de uma quadrilha no Poder. Cavaco Silva deveria ter demitido José Sócrates, e não o fazendo, tornou-se parte do problema, e perdeu parte da sua credibilidade.

Os 100 anos da república estão manchados sem remédio. Esta é a república de que se comemora este ano o centenário: corrupta, amoral, desnacionalizada, despótico-populista, anti-popular, nepotista. A evolução do nosso sistema republicano, inserido no leviatão europeu, só pode agravar o que já acontece hoje; a tendência é para piorar.

Adenda: a ler: “Os deuses devem estar loucos”

Segunda-feira, 14 Setembro 2009

A hostilidade espanhola

A nossa colaboração com Espanha foi sempre sinónimo do nosso prejuízo; a História já nos demonstrou isso muitíssimas vezes e há que aprender com a experiência.

A reacção pública do ministro do Fomento espanhol às palavras de Manuela Ferreira Leite que esta proferiu em um debate televisivo efectuadas no nosso país acerca da construção do TGV em Portugal ― e portanto, declarações feitas no nosso país, que é estrangeiro a Espanha ― são preocupantes. Mandariam as boas regras da diplomacia que o ministro espanhol se abstivesse de declarações públicas acerca do debate político interno português, e o facto de essas regras não terem sido observadas pelo governo espanhol demonstra um clima de hostilização espanhola em relação à nação portuguesa.

Não passaria pela cabeça de um político português moderado pronunciar-se em público sobre o debate político interno espanhol. Contudo, os políticos espanhóis não têm o menor pejo em se intrometerem nos assuntos políticos internos portugueses.
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Quinta-feira, 10 Setembro 2009

A asfixia democrática e a lei do mercado

jornal-e-oculosO fenómeno do Jornal de Sexta da TVI e de Manuela Moura Guedes (MMG) surgiu como reacção do mercado de televisão em relação à domesticação política por parte do governo socialista da informação televisiva tanto na RTP como na SIC. Por razões diferentes, tanto a RTP como a SIC obedeciam a orientações internas de auto-contenção em relação a notícias sobre o governo e sobre o partido socialista. A TVI simplesmente constatou a existência de um nicho de mercado importante e tratou de se demarcar da concorrência através do Jornal de Sexta com MMG.

Os socialistas socratinos em vez de perceberem esse fenómeno típico da concorrência em mercado aberto, passaram a hostilizar a TVI: recusaram convites para entrevistas, impuseram a rei da rolha a todos os militantes mais importantes do PS em relação àquela estação de televisão. Perante o blackout informativo radical por parte do governo socialista e do PS, a TVI retaliou com a insistência nas notícias mais “quentes” envolvendo eventualmente o PS, o governo e José Sócrates.
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Segunda-feira, 7 Setembro 2009

O discurso redondo

Filed under: Blogosfera,Política — O. Braga @ 9:03 pm
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