perspectivas

Domingo, 28 Agosto 2016

¿Hillary Clinton não é populista?

 

Um tal Leonídio (podia ser Ovídio, Perfídio, Leôncio, Leopoldo… ) escreve um editorial no pasquim Diário de Notícias, segundo o qual Donald Trump é populista; mas a Hillary Clinton já não é populista.

¿E por que razão a Hillary Clinton não é populista? O Leopoldo não diz. Diz apenas que o Donald Trump é populista porque é apoiado por brancos pobres; segundo o raciocínio do Leopildo, se o Donald Trump fosse apoiado por pretos pobres já não seria populista.

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“Populismo” é o termo usado pelos democratas quando a democracia os assusta (Nicolás Gómez Dávila). Não vejo em que a Hillary Clinton seja menos populista do que o Donald Trump. Nem sei qual dos dois populismos é o mais perigoso — porque o populismo do Donald Trump tem vindo a ser muito escrutinado pelos me®dia, ao passo que o populismo de Hillary Clinton nem sequer é considerado populismo pelos me®dia.

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Sexta-feira, 15 Julho 2016

“A ameaça é o populismo”

 

“O que nos ameaça é o alastramento do populismo, mas eu não me deixarei intimidar por ameaças”.

François Hollande, entrevista a 14 de Julho de 2016

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Sábado, 28 Maio 2016

Quando a democracia assusta, então é “populismo”

Filed under: Política — O. Braga @ 6:34 pm
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“Populismo é o nome que os democratas usam quando a democracia os assusta” — Nicolás Gómez Dávila.


Face à ascensão de Donald Trump nas sondagens, um jornalista de um jornal conservador americano defende publicamente a ideia segundo a qual o voto deve ser restrito a uma “elite esclarecida”. Sublinho: “conservador”.

É este um dos problemas da democracia.

pendulum-loop3Um outro problema da democracia, é o de que quem saca prebendas do Estado e não paga impostos, vota sempre no sentido de manter o seu estilo de vida parasita. E por isso há quem defenda que só deve votar quem paga impostos ao Estado. Eu vou mais por esta ideia.

¿Por que razão o Donald Trump é popular nos Estados Unidos?

Porque os americanos sofreram dois mandatos desastrosos de Obama. Quando há excessos, na Natureza, esses excessos são compensados com excessos em sentido contrário, até que se estabeleça um equilíbrio natural. Donald Trump é o “excesso” que sucede ao “excesso Obama” — o que é natural e democrático.

O que pode surpreender é que ninguém apelou a um voto selectivo quando Obama concorreu às eleições; a democracia desvirtuou-se de tal forma, que qualquer manifestação de oposição a uma determinada corrente política é considerada “populismo”.

Se 99,99 % da população votasse em Hillary Clinton, a Esquerda (e os CU-servadores) consideraria isso como “democrático”; mas se 51% votar em Trump, já é “populismo”.

Domingo, 2 Janeiro 2011

O social-fascista Zapatero foge para a frente

O governo social-fascista de Zapatero acaba de radicalizar a lei anti-tabaco, com a particularidade de a nova lei ter duas características fascistas :

  1. é proibido fumar ao ar livre — em uma distância que se calcula de 500 metros mas que não foi definida pela lei — em redor de hospitais e outros estabelecimentos públicos;
  2. a nova lei social-fascista zapaterista permite e incentiva denúncias anónimas em relação a quem eventual e alegadamente estiver a fumar num local proibido.


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Segunda-feira, 6 Setembro 2010

O início do processo de branqueamento político de José Sócrates

“O País precisa de estadistas e não de demagogos!” — José Sócrates, no comício de Matosinhos que abriu a época política do PS.

José Sócrates deve estar muito grato a Passos Coelho. Ou será que Passos Coelho foi “contratado” precisamente para ajudar ao branqueamento político de José Sócrates ? (Passos Coelho = OMO LAVA MAIS BRANCO?)

Terça-feira, 29 Junho 2010

Para José Pacheco Pereira, o populismo é o povo

Por vezes, a classe política comete erros e depois coloca-se na posição de vítima. É o que parece expressar este postal do José Pacheco Pereira.

A classe política parece estar sempre isenta de culpa, e quando o povo se revolta, é populismo. Qualquer revolta popular contra a incompetência ou mesmo iniquidade da classe política é automaticamente classificada de populismo. Trata-se de um mecanismo de defesa que José Pacheco Pereira herdou da sua formação maoísta — um tanto semelhante ao mecanismo de defesa do movimento político gay, que sabendo das suas contradições idiossincráticas, considera homofóbico tudo quanto se lhe opõe ou assuma uma posição crítica.

Para o Pacheco Pereira, antes a ditadura do que a implementação, no nosso sistema político, de mecanismos de democracia directa que ele considera uma forma de ditadura.

Se o povo fala e comenta contra o comportamento da classe política, para o Pacheco é um prenúncio de morte (ou a linguagem do norte, que vai dar ao mesmo). A revolta do povo é, para ele, apocalíptica; o povo devia comer e calar.

A classe política representa a inquestionável legitimação ética do mostrengo (imundo e grosso): “Quem é que ousou entrar nas minhas cavernas que não desvendo, meus tectos negros do fim do mundo ?!” — mas contra a lei do mostrengo, o povo ao leme tremeu e disse: “El-Rei D. João Segundo!”.

E segue o povo, em poema: “Aqui ao leme sou mais do que eu: / Sou um povo que quer o mar que é teu; / E mais que o mostrengo, que me a alma teme / E roda nas trevas do fim do mundo, / Manda a vontade que me ata ao leme, / De El-Rei D. João Segundo!”

José Pacheco Pereira parece não querer compreender que o problema não é o de os políticos ganharem muito ou pouco dinheiro, mas o facto de não existir transparência sobre aquilo — muito ou pouco — que os políticos ganham. Quando um político passa pelo limbo da governança para depois entrar no paraíso das super-empresas dos lóbis da cidade-prostituta, estamos concerteza em face de um novo mostrengo “imundo e grosso”.

Porém, para o Pacheco, quem é o povo para poder reclamar qualquer tipo de ética para a classe política? “Quem vem poder o que só eu posso, / Que moro onde nunca ninguém me visse / E escorro os medos do mar sem fundo?”

Terça-feira, 30 Março 2010

O bloco-central-que-não-existe

A interpretação que eu faço da vitória de Passos Coelho nas recentes eleições internas no PSD, é a de que a base militante do PSD se identifica social e ideologicamente cada vez mais com a base militante do PS, ou vice-versa ― a ordem dos factores é arbitrária. Tanto Passos Coelho como José Sócrates defendem uma economia de direita e uma cultura de esquerda ― ou seja, defendem a quadratura do circulo que tem feito Portugal num oito e transforma a Europa num espaço politicamente híbrido, populista, amorfo e a-ideológico. Uma economia de direita e uma cultura de esquerda só beneficiam, a médio prazo, a esquerda marxista económica e/ou cultural; é esse o trabalhinho que tem sido feito pela pseudo-direita portuguesa.
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