perspectivas

Domingo, 16 Setembro 2018

¿Qual é a semelhança entre a Theresa May e a Assunção Cristas?

 

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Quarta-feira, 7 Setembro 2016

A Direita Alternativa (AltRight)

Filed under: Política — O. Braga @ 11:17 am
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Praticamente tudo que está condensado aqui, de uma forma muito simplificada, foi defendido (desde há anos!) neste meu blogue.

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Joseph de Maistre

Segunda-feira, 30 Maio 2016

O José António Saraiva pensa que a Suíça é um país sem futuro

 

Ao ler um artigo do José António Saraiva, ia concordando com ele até que surgiu o seguinte parágrafo:

“Neste momento, Portugal só tem dois caminhos: ou sair da UE e regressar ao escudo (com a extrema-esquerda e os sectores esquerdistas do PS a liderar, assumindo uma vocação terceiro-mundista), ou continuar na UE e aceitar a globalização. Mas, para isto, é preciso inverter rapidamente a marcha”.

Ou seja, para o José António Saraiva, a Suíça (por exemplo; ou a Dinamarca, ou a Noruega, ou a Inglaterra, etc.) é um país do terceiro-mundo — porque a Suíça não adoptou o Euro e não pertence à União Europeia. Segundo o José António Saraiva, a Suíça é um país controlado pela Esquerda radical e que não tem futuro.

O que se passa é que uma certa “direita” já desistiu de Portugal, e projecta na União Europeia e no Euro a salvação do país (o novo Encoberto). Faz parte desta “direita” o Partido Social Democrata, o CDS/PP, o José António Saraiva como o João César das Neves. Essa direita já não acredita em Portugal, e raciocina assim:

“Dado que a Esquerda radical — incluindo uma parte do Partido Socialista — tem grande votação em Portugal, o país é um caso perdido. A única forma de salvar Portugal é fazer com que as orientações políticas e económicas sejam impostas coercivamente a partir da estranja.”

Porém, e simultaneamente, essa “direita” do José António Saraiva, que critica o grande Poder do Estado na sociedade, é a mesma que defende que as escolas privadas devem ser financiadas pelo Estado.

Podemos chamar à “direita” do José António Saraiva a “direita esquizofrénica”.

Essa “direita” não conseguiu convencer o povo acerca das virtualidades do Estado mínimo — porque, o povo não é burro e verificou que, para essa “direita”, o Estado só deve ser mínimo para os outros: para quem pertence ao clube privado dessa “direita”, o Estado é máximo!. E foi assim que o Bloco de Esquerda, que estava em extinção, atingiu os 10% nas últimas eleições.

Precisamos de uma nova Direita que acredite em Portugal; que pense na União Europeia e no Euro como meios para atingir fins, e não como fins em si mesmos. A Esquerda radical só pode ser derrotada se existir uma oposição que acredite em Portugal.

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

Direita ou Esquerda: não há que se enganar

Filed under: Política — O. Braga @ 9:29 am
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Olavo de Carvalho escreve aqui sobre Direita e Esquerda e sobre os seus vários níveis de significado. Mas, para o cidadão comum é fácil compreender minimamente os conceitos de Esquerda e de Direita se colocados da seguinte forma:


Um indivíduo de direita segue os princípios da cultura ancestral — conforme Mircea Eliade nos relatou nos seus livros de investigação antropológica — que se baseiam, por exemplo, no conceito de “pecado original”. O ser humano é visto como um “anjo caído”, um “animal ferido” na sua origem ontológica, e o objectivo da política é o de suprir as lacunas dessa fraqueza originária humana mediante instituições fortes da sociedade civil, e que se fundamentem na herança histórica.

O indivíduo de direita é um herdeiro de uma civilização, e ao mesmo tempo é o transmissor dessa civilização para as gerações futuras. O indivíduo de direita é um “reaccionário” no sentido em que não acredita que os problemas humanos fundamentais possam ter soluções humanas.

Para um indivíduo de direita, a tradição é a condição do progresso (tal como acontece na ciência), mas o progresso não é concebido como uma lei da natureza, mas antes é a consequência da civilização.


Um indivíduo de esquerda recusa a herança da tradição porque acredita que o futuro é portador de maior felicidade e de sempre crescente liberdade, e considera o passado como limitador dessa felicidade e dessa liberdade.

Por isso, para o indivíduo de esquerda, a política significa romper com a tradição em nome do “progresso”.

Para a esquerda, o ser humano é um ser naturalmente bom (o “bom selvagem”, do romântico Rousseau: o romantismo é uma característica da Esquerda) e sem “pecado original”, que tende, pelo sentido da História, a um progresso em direcção à perfeição (Historicismo, o Absoluto de Hegel, e o “progresso” é visto como uma lei da natureza), sendo que considera os “arcaísmos do passado” são obstáculos a ser removidos em função desse progresso rumo à perfeição do ser humano, a construção romântica do Homem Novo — e a política é vista como uma forma de libertação desse “passado arcaico”.


Eu sou de direita. ¿E você?

Sábado, 16 Janeiro 2016

Prof. Paul Gottfried: “Como a Esquerda derrotou a Direita”

Filed under: Política — O. Braga @ 1:13 pm
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Sexta-feira, 20 Novembro 2015

A Esquerda é mais inteligente do que a Direita

 

No discurso ético, político e jurídico, não devemos apresentar a nossa oposição a uma determinada ideia “útil” apresentando uma alternativa “útil”.

Ou, por outras palavras: não devemos apresentar uma alternativa utilitarista a uma ideia utilitarista — como se faz aqui. Não devemos apagar o fogo com gasolina. Vejamos este panfleto:

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Esta forma utilitarista de apresentar alternativas a ideias utilitaristas pode ser ilustrada da seguinte forma:

“Em Portugal não se justifica o aborto, porque existe uma distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.

A verdade é que o aborto não se justifica por si mesmo, independentemente da “distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.


Não podemos criar uma relação de nexo causal utilitarista entre o aborto, por um lado, e os preservativos e contraceptivos, por outro lado — até porque esse nexo não existe de facto. Estamos a falar de coisas diferentes; o aborto não é a mesma coisa que o onanismo sexual, por exemplo. E não podemos dizer que “o aborto não se justifica porque existe a possibilidade do onanismo sexual” — porque estaríamos a justificar a negação de uma acção utilitarista através de uma outra acção utilitarista.

A Direita que temos está embrutecida, porque se deixou vencer pelo utilitarismo, que é a expressão do positivismo na ética. Nem tudo o que é útil é bom; e quem não sabe ver a diferença entre aquilo que é útil, por um lado, e aquilo que é bom e/ou belo, por outro lado, é um utilitarista.

Pelo seu lado, a Esquerda é utilitarista quando lhe convém, porque tira partido da contradição endógena do utilitarismo entre uma proposição positiva (que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista), por um lado, e por outro lado, uma proposição normativa (que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do “maior número”).

Por exemplo, a Esquerda é utilitarista nas matérias de costumes, porque lhe interessa destruir a tradição e a cultura antropológica. Mas já não é utilitarista, por exemplo, em matéria de economia: a posição da Esquerda em relação à privatização da TAP, por exemplo, é uma posição não-utilitarista.

A oposição à adopção de crianças por pares de invertidos deve ser justificada em si mesma, e não recorrendo a paliativos utilitaristas alternativos.

A Direita deve ter valores que não se submetam ao “útil”.

Terça-feira, 27 Outubro 2015

A diferença entre a Esquerda e a Direita é a liberdade responsável

 

O Partido Socialista espanhol anunciou que se ganhar as eleições em Dezembro, vai proibir as aulas de religião e moral, mesmo nos estabelecimentos de ensino privados. Obviamente que o Partido Socialista espanhol tem o apoio de toda a Esquerda radical espanhola (Podemos & Cia.).

É provável que, com a deriva radical esquerdista do Partido Socialista de António Costa, um governo de Esquerda em Portugal venha também proibir as aulas de religião e moral no ensino privado. A diferença entre a Esquerda e a Direita é sobretudo a liberdade responsável.

Outra diferença entre a Esquerda e a Direita é a de que as leis de Esquerda são consideradas irrevogáveis pela Direita. Dou um exemplo:

a lei do aborto foi revista e reformulada pela coligação Partido Social Democrata / CDS/PP. A radical socialista Isabel Moreira anuncia a anulação da reforma da lei. Seria previsível que um próximo governo maioritário de Direita voltasse a introduzir a reforma anulada pelos radicais; mas provavelmente isso não acontecerá, porque a Direita move-se menos por convicções e valores do que pelo cálculo. Muitos dos votos da coligação de Direita são de pessoas de outras áreas políticas que não concordam com a lei do aborto esquerdista.


barriga-de-aluguerOutra lei radical anunciada é a adopção de crianças por pares de invertidos, que terá como consequência a normalização do estatuto de filho-de-puta (na medida em que a herança genealógica é intencionalmente coarctada, na lei, como princípio válido) , que até agora era uma condição excepcional na lei. Até agora, a adopção de crianças sem pai e/ou mãe era exclusiva de casais (naturais, obviamente: mulher e homem) que assumiam, de forma simbólica na educação da criança adoptada, o papel e função de ambos os sexos.

A adopção de crianças por pares de invertidos introduz na lei a validade do “grau zero” da árvore genealógica da criança — ao contrário do que acontece com a adopção de crianças por casais, em que a ausência de uma árvore genealógica é vista pela lei como um mal a remediar através da adopção. Com a adopção de crianças por pares de invertidos, esse mal é validado por lei.

Em termos de princípio da lei, a adopção de crianças por pares de invertidos colide com a obrigatoriedade de assunção da paternidade por parte do homem. Qualquer bom advogado poderá pegar na lei da adopção de crianças por pares de invertidos e, com ela, refutar a lei que obriga ao homem assumir a paternidade de uma criança — porque o espírito da lei é contraditório.


Outra lei radical é a procriação medicamente assistida para toda a gente. Até agora, a procriação medicamente assistida é exclusiva para pessoas casadas (ver definição de casamento). A procriação medicamente assistida para toda a gente vai incentivar o negócio das “barriga de aluguer” que sacrifica e explora as mulheres mais pobres, para além de transformar a criança em um objecto que se compra e vende. É este o desiderato de radicais sinistros como a Isabel Moreira.


Em Espanha, prepara-se a fundação de um novo partido de Direita, alternativo ao P.P. espanhol e ideologicamente semelhante ao UKIP (United Kingdom Independent Party) britânico. Em toda a Europa surge uma nova Direita que tende a substituir paulatinamente uma “direita” submetida aos radicais de Esquerda (como é o caso do Partido Social Democrata português). É possível que um partido dessa nova Direita surja em Portugal, depois de aparecer em Espanha. Será uma Direita do não-compromisso com os radicais esquerdistas, uma Direita que defenderá a irreversibilidade absoluta das suas propostas.

Domingo, 15 Junho 2014

A linguagem do pasquim Público ou “a direita à João Miguel Tavares”

 

“Ser de direita já não provoca confrangimento nem má consciência. Não significa necessariamente defender os privilegiados, ser socialmente insensível, retrógrado e reaccionário. Nem sequer o conservadorismo dos costumes. Ser de direita já não é um sinal de inferioridade intelectual, nem de indiferença à injustiça, ódio à mudança, ou pertença às classes altas. Pelo menos é isto que acham os novos arautos da direita. Por ser de direita, já não perdemos os amigos. Já não nos caem os parentes na lama.”

Os intelectuais de direita estão a sair do armário


Segundo o pasquim Público, a Esquerda nunca defendeu privilegiados (cruzes, canhoto!); a Esquerda nunca foi socialmente insensível (Valha-nos o santo Estaline!); e qualquer pessoa que se tenha alguma vez colocado contra Mao Tsé Tung ou contra o Che Gjmtuevara foi um “retrógrado e um reaccionário”.

Segundo o pasquim Público (talvez reflectindo a moda da “direita à João Miguel Tavares”), a direita não é “conservadora em relação aos costumes”. Ou seja, a “direita à João Miguel Tavares” coincide mais ou menos com a esquerda nos costumes — mas não é de esquerda (Abrenúncio! Valha-nos o beato Hayek!).

Segundo parece, antigamente, ser de direita foi sinal de inferioridade intelectual.

Por exemplo, Jaime Nogueira Pinto, que defende os valores da verdadeira direita (que não é a “direita à João Miguel Tavares”) desde que me conheço, é supostamente um retardado mental. E mais ainda: segundo o jornaleiro do Público, “a direita odiava a mudança e pertencia às classes altas” — o conceito de “ódio à mudança” implica o conceito de “amor à mudança”; a nova direita, a do João Miguel Tavares, ama tanto a mudança como a esquerda a ama. É uma “direita dialéctica”, a modos que “marxista cultural”. O conceito de “direita marxista cultural” parece estar na moda.  

O corolário do “pensamento” do pasquim Público é o de que a “direita à João Miguel Tavares” e a esquerda são iguais excepto nas folhas Excel da economia.

O que faz a diferença entre a esquerda e a direita (à João Miguel Tavares) é uma questão de fórmulas matemáticas e funções operativas que utilizamos no cálculo do PIB.

Ser de direita passou a ser uma espécie de “sócio de um clube” — como se é sócio do Benfica ou do Sporting: já “não lhes caem os parentes na lama;” é uma direita “porreira pá!”, que depois de uma conversa (envergonhada) com a esquerda, vai com ela beber uns copos (porque esta vida são dois dias e o carnaval são três). É uma espécie de nacional-porreirismo de direita. Fica tudo em família.

Domingo, 8 Dezembro 2013

A Direita e a Lei de O’Sullivan

 

“As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…” — Jean-Edern Hallier

A Lei de O’Sullivan estabelece o princípio segundo o qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios éticos, com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda. E a razão por que isto acontece é a de que a Esquerda é, em geral, muitíssimo mais intolerante do que a Direita que procura sistematicamente a inclusão de elementos da Esquerda nas suas instituições — ao passo que é impensável que um esquerdista alguma vez admita, na sua organização, a proximidade física e intelectual de alguém da Direita.

No Brasil chama-se a esta postura suicida do indivíduo da Direita, em relação à Esquerda, de “bom-mocismo”; em Portugal chamamos de “nacional-porreirismo”.

O indivíduo de Esquerda é altamente intolerante, mas mascara a sua intolerância através do anúncio público da defesa da utopia. Por outro lado, o esquerdismo é, em si mesmo, uma forma de decadência civilizacional: o esquerdista, em vez de dedicar o seu tempo e energia a criar civilização, torna-se em um introspectivo obcecado. O esquerdismo é a entropia do espírito e do intelecto.

“Quando se deixa de lutar pela posse da propriedade privada, luta-se então pelo usufruto da propriedade colectiva” — Nicolás Gómez Dávila

Não há ninguém mais obcecado com o dinheiro do que o esquerdista; e de tal forma que, onde houver dinheiro, lá está o esquerdista parasita a reivindicar direitos indevidos em relação ao dinheiro que não é seu. E quando já não houver propriedade privada, o esquerdista pretende sempre o monopólio do usufruto da propriedade colectiva — o esquerdista vê na colectivização da propriedade uma nova forma de propriedade privada de que pretende o usufruto privilegiado e, se possível, exclusivo.

Por isso é que as organizações de Direita devem ter um uma vigilância ética interna eficaz e constante: qualquer infiltração de um esquerdista na organização pode ser fatal, porque a esquerda funciona como uma metástase e mediante de uma fé metastática.

Sexta-feira, 15 Novembro 2013

Mas de que “direita” se está a falar?!

 

Este texto chamou-me à atenção (o que é excepcional, vindo daquele blogue).

O problema da Esquerda é um problema prático: “tirar as pedras do caminho”, por assim dizer. O problema prático caracteriza-se pela tentativa de fazer com que uma coisa que não é, passe a ser: é “tirar as pedras do caminho”. E aquilo a que o escriba chama de “teorias” e “doutrinas” da Esquerda, não são teorias ou doutrinas na verdadeira acepção dos termos: antes, são justificações (a posteriori) para a acção política que decorre do problema prático que tende a “tirar as pedras do caminho”.

As teorias e doutrinas, propriamente ditas, decorrem de problemas teóricos; e o problema teórico é absolutamente irredutível ao problema prático1. O problema teórico é aquele que pretende fazer que uma coisa que é, passe a não ser — o que, devido à natural insuficiência do intelecto humano, causa irritação. E a única forma de se harmonizar, de certa maneira, o problema teórico com o problema prático, não é através da política, mas antes é seguindo a montante da política e entrar na metafísica, primeiro, e depois e em consequência, na ética; e só depois vem e se deduz a política! E quem faz este exercício de aproximação do problema teórico ao problema prático é a Direita propriamente dita. Sublinho: propriamente dita.

O João Vilela e a Helena Matos são vergônteas da mesma cepa. São “irmãos” desavindos. São ambos produtos do movimento revolucionário e da revolução burguesa de 1789; divergiram a partir de um mesmo ponto, bem delimitado pela História. Para os dois, é o problema prático que é importante: a diferença é que o João confunde o problema prático com o problema teórico, ao passo que a Helena Matos não o faz. E a razão por que o João faz essa confusão é a de que a Esquerda julga-se intelectualmente superior à chamada “direita utilitária” (“presunção e água benta, cada um toma a que quer”).

Se fosse verdade que a Esquerda se preocupasse com o problema teórico — metafísico, e depois ético, para a seguir entroncar na política —, não teríamos tido a monstruosidade ontológica das centenas de milhões de mortos causados pelo movimento revolucionário só no século XX! E muitas dezenas de milhões desses mortos foram pessoas inocentes, velhos, mulheres e crianças. Mas quem ouvir o João discorrer sobre as “teorias” e as “doutrinas” (que nada mais são do que retórica de justificação de um determinado método de acção política e de uma visão teleológica do ser humano), até parece que o século XX nunca existiu.

Havia uma outra Direita que penso que já desapareceu da Europa: a democracia-cristã.

Essa era a Direita do problema teórico que fazia a aproximação à política através da metafísica e da ética. Hoje, temos uma outra direita que, à semelhança da Esquerda, só se preocupa em “tirar as pedras do caminho”.

1. Ortega y Gasset

Sexta-feira, 4 Outubro 2013

O exemplo dos políticos da “direita” francesa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 9:04 pm
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Domingo, 1 Setembro 2013

A Direita que temos não deixa nunca de me surpreender

Um “estudo” chegou à conclusão – pasme-se!!! – que o Tribunal Constitucional é politizado !

«O estudo declara que os juízes nomeados pela Esquerda estão “fortemente associados” ao voto de inconstitucionalidade. Mas que uma associação entre os nomeados pela Direita e o voto pela constitucionalidade “é fraca”.

Ao eliminar as decisões tomadas por unanimidade (eliminando também o relevante factor de pressão de grupo) verifica-se que 85% dos votos dos juízes de Direita foram a favor da constitucionalidade, contra apenas 35% dos votos de juízes de Esquerda.»

Ora, devemos depreender desse “estudo” que o Tribunal Constitucional, não só pode não ser politizado, como não deveria ser politizado. Esta conclusão implícita no “estudo” é genial!

Batemos no nível zero da política.

Podemos também concluir, segundo o “estudo”, que se a nossa Constituição fosse igual à da Indonésia ou à das Ilhas Filipinas, ou semelhante à da Etiópia, então o Tribunal Constitucional não seria politizado. Segundo o “estudo”, o que faz com que o Tribunal Constitucional seja politizado é a própria Constituição que não deveria ter qualquer conteúdo político…!

O que o “estudo” não diz, é o seguinte: a culpa da Constituição ser politizada à esquerda é da Direita que temos. Quando a Direita diz publicamente que “um bom cidadão é descartável e deve emigrar”, não tem depois de se queixar porque a Constituição é politizada à esquerda.

A Direita actual – a de Passos Coelho – não tem ética por onde se lhe pegue. E ainda critica Adriano Moreira.

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