perspectivas

Domingo, 15 Janeiro 2017

Boualem Sansal: "A França está no bom caminho para a total islamização".

 

Sexta-feira, 26 Agosto 2016

Há sempre o risco de ser um “fassista”, contra ou a favor do burkini

Filed under: cultura — O. Braga @ 1:49 pm
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Antes de lerem este “post” do João Távora acerca do burkini, peço que leiam estoutro meu sobre o mesmo assunto; mas leiam-no devagar, cogitando cada conceito — por exemplo, o conceito de “religião” que, segundo o João Távora (erradamente), não tem nada a ver com as antigas viúvas aldeãs portuguesas vestidas de negro e com lenço na cabeça.

O conceito de “religião” é assim reduzido a uma espécie de ideologia que contenha em si uma qualquer ideia de transcendência “sobrenatural” que a ciência não controla; e neste sentido, não passaria pela cabeça do João Távora considerar o materialismo dialéctico e/ou histórico como uma religião (embora o materialismo dialéctico não faça parte da ciência porque não é falsificável). E é também por isso que muitos “intelectuais” da treta consideram o Budismo como uma filosofia, e não como uma religião, alegadamente porque (dizem eles) se trata de um monismo imanente (imanência).


Foi Eric Voegelin que cunhou o termo “religião política” que caracterizou, por exemplo, os jacobinos, o romantismo do Positivismo, o marxismo, etc.. Até o ateísmo é uma espécie de religião desprovida de ritos comunitários, mas que inclui um conjunto comum de crenças que compreendem um aspecto subjectivo (o sentimento religioso da crença racionalista ou romântico-positivista). O empirismo e o puritanismo são duas faces da mesma moeda (o que justifica o puritanismo dos republicanos de 1910).

No fim da década de 1970, cheguei a ver homens e mulheres fisicamente separados (mulheres à direita, homens à esquerda na igreja), nas missas católicas em uma aldeia de Trás-os-Montes. Era o costume, dizia o povo; “que não tinha nada a ver com o Padre”. Portanto, é impossível separar os costumes, a moral, a ética, a estética, a metafísica, e portanto, a religião (ou “religiosidade” como soe moderno e prá-frentex dizer-se), da cultura.

burqui

O problema do burkini vestido por uma mulher islâmica (sublinho: islâmica) é o seu símbolo — é aquilo que o burkini simboliza através da cultura islâmica. Esse símbolo tem uma representação que é repugnante e que nunca existiu — nos mesmos moldes — na cultura europeia desde a Antiguidade Tardia.

Neste caldo de culturas em França, há duas possibilidades:

  • ou o burkini não é proibido, e as raparigas de raiz familiar islâmica passam a ser publicamente coagidas pela cultura islâmica a considerarem-se a si mesmas ontologicamente inferiores (de acordo com a ideologia política islâmica);
  • ou então o burkini é proibido e o laicismo transforma-se em uma religião de Estado em França, à maneira da ex-URSS.

Há uma terceira possibilidade, que não digo agora, porque não me apetece ser apodado de “fassista”.

Segunda-feira, 22 Agosto 2016

O burkini até poderia entrar na moda

Filed under: cultura — O. Braga @ 12:10 pm
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O poeta André Gide dizia que “o importante não são as coisas, mas a forma como olhamos as coisas”. E quando pensamos que os costumes (a moral) nada tem a ver com qualquer religião, é porque a sua relação com a religião é negativa.

Vemos aqui em baixo duas imagens: o burkini, e o fato de banho típico da década de 1920.

burkini-1920

O problema é o de que o burkini tem uma conotação religiosa, e aparentemente o fato feminino de 1920 não tem essa conotação; mas tinha. Todo e qualquer costume tem uma conotação religiosa, seja esta negativa em relação a uma religião predominante ou histórica, seja positiva em relação a uma forma religiosa emergente (que pode ser uma religião do não compromisso religioso, uma metafísica negativa).

Conforme escreveu Fernando Pessoa, “só as raças vestidas dão valor à beleza do corpo”.

Portanto, o que realmente incomoda não é a indumentária do burkini: é, em vez disso, o anacronismo do Islão que considera a mulher ontologicamente inferior.

E o problema é que eu não tenho a certeza de que andar de monoquini numa praia é mais civilizado do que andar de burkini. Não tenho a certeza de que o nudismo é sinal de “civilização”. Não fosse o anacronismo do Islão, o burkini até poderia “virar” moda.

Sexta-feira, 12 Agosto 2016

O Islão não tem solução

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:41 am
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Um tal Guilherme Valente escreve no Observador, começando por dizer que “não há dois Islãos”; mas na segunda parte do texto diz que há muçulmanos que “pretendem viver um Islão pacífico e tolerante”. Ou seja, parece que há aqui uma contradição, porque, ou há dois Islãos, ou não.

islam-evolution-webA primeira vez que li o Alcorão fiquei impressionado, para não dizer horrorizado. O Alcorão é exactamente a antítese do Novo Testamento cristão. Os muçulmanos que “pretendem viver um Islão pacífico e tolerante” pretendem apenas ser seres humanos normais, com uma religiosidade natural independente dos ditâmes do Alcorão. Um muçulmano “pacífico e tolerante” é alguém que, no seu íntimo, desvaloriza, até certo ponto, o Alcorão.

Um erro comum dos intelectuais ocidentais é o de acreditar que é possível reformar o Islão sem mexer no Alcorão (mantendo intacto o Alcorão).

Durante séculos, a turba analfabeta da Mafoma seguia os líderes espirituais maomedanos literatos, ou seja, seguia as interpretações politicamente convenientes do Alcorão e dos Hadith (a tradição) que passavam dos literatos para o povo analfabeto. A partir do momento em que o povo mafamético aprendeu a ler e a escrever, os literatos perderam o controlo da situação e o Alcorão passou a ser interpretado ad Litteram, como seria de esperar.


Hoje sabemos, devido a estudos aturados de muitos biblistas, que algumas passagens de algumas epístolas de S. Paulo não fora escritas por ele. As chamadas epístolas “deuteropaulinas” não foram escritas por S. Paulo, a ver:

  • Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito.

As que não fazem parte desta lista foram mesmo escritas por S. Paulo. Porém, mesmo nas que se demonstrou terem sido escritas por S. Paulo, existem as chamadas “interpolações”, como por exemplo em 1 COR 14, 34-35 — ou seja, esta passagem de Coríntios 1 não é de S. Paulo. As “interpolações” têm origem em notas marginais que os escribas mais tarde incorporaram no próprio texto, inserindo-as em alguns casos em um determinado lugar, e noutros casos, noutro lugar.

Portanto, e por exemplo, a subordinação ontológica da mulher em relação ao homem (1 COR 14, 34-35) não é (comprovadamente) da autoria de S. Paulo, e esta passagem foi convenientemente acrescentada mais tarde em função dos costumes vigentes na época.

O mesmo não se passa no Alcorão. O Alcorão é uma peça única que não pode ser desconstruída ou alterada sem que a religião islâmica seja destruída.

Segunda-feira, 25 Julho 2016

O enriquecimento cultural continua na Europa

 

Um sírio de 27 anos, a quem tinha sido negado o estatuto de refugiado e sofreria de problemas psiquiátricos, fez-se explodir nas imediações de um festival de música numa cidade da Baviera, naquele que é o terceiro ataque em apenas três semanas naquele estado no Sul da Alemanha. A explosão, que as autoridades estão a tratar como atentado, provocou 12 feridos, três dos quais em estado grave.”

É mais um louco por cerveja que gritou “Ali Há Um Bar!”; não tem nada a ver com o Islão nem com os refugiados. Nada de amálgamas e de confusões!

nonconfundir

Terça-feira, 19 Julho 2016

Nada de confusões!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:08 pm
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antistigma1“Os adolescentes são problemáticos. Lá porque um desses, refugiado, entra num comboio com um machado aos gritos de Allahu Akbar, isso não significa que tenha a ver com religião. Podia ter gritado abracadabrante, Isabel Moreira tatua-me ou dá-me o teu pénis rechonchudo. Seja como for, importante é que a família dos feridos seja compreensiva, tolerante e não se meta aí a votar nas Le Pens ou nos Trumps, que isso seria muito errado.”

Pequeno incidente sem a mínima importância

 

nonconfundir

Domingo, 17 Julho 2016

O aldrabão Daniel Oliveira e as vítimas do terrorismo na Europa

 

Em um determinado programa de televisão de ontem, o Daniel Oliveira afirmou o seguinte acerca do terrorismo:

  • nas décadas de 1970, 1980 e 1990, houve muitas mais vítimas de ataques terroristas na Europa do que nas décadas depois de 2000;
  • temos que nos habituar ao terrorismo, porque ele sempre existiu, e apenas aumentou a sua visibilidade devido aos me®dia e à Internet.

Podemos ver neste gráfico abaixo (fonte) que, de facto, nas décadas de 1970, 80 e 90, houve mais vítimas de terrorismo na Europa (de cor azul), mas tratou-se do terrorismo da ETA do país basco, do IRA da Irlanda, e do Baader-Meinhof na Alemanha — ou seja, tratou-se de um terrorismo direccionado principalmente contra as elites políticas e/ou contra as forças policiais ou militares.

terror-split2

daniel_oliveira-webjpgA ETA, o IRA ou o Baader-Meinhof não atacavam deliberadamente crianças e mulheres inocentes: atacavam polícias, militares e dignitários políticos; e não existia, durante essas três décadas, o terrorismo suicida islâmico, que é o que mais sofisticado que podemos conceber em termos de terror.

Vemos a vermelho na imagem, os ataques terroristas islâmicos na Europa que, a partir da década de 2000, aumentaram geometricamente e que implicam, na maior parte dos casos, a figura do kamikaze islâmico, por um lado, e por outro lado o ataque indiscriminado às populações em geral, incluindo mulheres e crianças.

Note bem: uma coisa é um ataque do IRA a um quartel de tropas britânicas na Irlanda que faz 100 mortos; outra coisa é o recente ataque islâmico de Nice que faz outras tantas mortes, mas em que as vítimas não são militares e muitas delas são crianças e mulheres. Não é possível confundir estes dois tipos de terrorismo, e só a mente perversa do Daniel Oliveira poderia misturar as duas coisas.

Uma coisa é a guerra convencional em que as populações inocentes são, em geral, poupadas; outra coisa, bem diferente, é uma guerra islâmica em que o inimigo é a população em geral. E dizemos, “não”: a este tipo de guerra não ficaremos habituados nem indiferentes, nem que passemos a deportar muçulmanos e o Daniel Oliveira também.

Sábado, 16 Julho 2016

O que os me®dia portugueses não dizem sobre #Nice

 

Um outro camião, armadilhado com explosivos, foi ontem neutralizado pela polícia francesa em Nice.

Os me®dia, condicionados pelo Bloco de Esquerda, preferem ouvir a opinião da Ana Gomes e do José Manuel Pureza.

French-investigators

Terça-feira, 14 Junho 2016

A Esquerda dividida entre dois amores

Filed under: Política — O. Braga @ 10:27 am
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No caso do massacre da cidade de Orlando, a Esquerda entrou em dissonância cognitiva (como é o caso da Raquel Varela e António Costa), porque as vítimas e o agressor fazem parte de dois grupos protegidos pelo politicamente correcto.

A Esquerda, dividida entre apoiar um dos grupos protegidos em detrimento do outro, decidiu classificar o morticínio como sendo produto de homofobia: a Esquerda recorre a uma linguagem da psicologia para fugir à ideologia.

“Este parolo [António Costa] chama-lhe “homofobia”. Portanto, o labrego-mor desta terrinha onde Judas perdeu as botas acha que um indivíduo mata 50 pessoas por medo (fobia) de pessoas do mesmo sexo. É, é isso: matou-as por medo, coitadinho, que estava assustadinho. Agora já não tem mais medinho, terrores nocturnos e suores frios, está curadinho. É um milagre, para gáudio de meio-milhar de aspirantes a labregos que metem o coraçãozinho no tweetzinho do sociopata que nos governa”.

os-malandros-web

Quinta-feira, 2 Junho 2016

Contra a Sharia islâmica, temos agora uma Sharia do Estado

 

Dois irmãos muçulmanos, filhos de pais imigrantes na Suíça, recusaram-se a cumprimentar, com aperto de mão, as professoras da sua escola, alegando que o Islamismo proibia qualquer contacto físico com gente do sexo oposto. Face a esta atitude, a escola permitiu que os dois muçulmanos deixassem de cumprimentar as professoras.

Mas o governo regional suíço decidiu que a recusa de apertar a mão das professoras é ilegal, e que os pais dos alunos que recusem apertar as mãos das professoras podem ter que pagar multas até 5.000 Euros.

Por isto vemos o efeito que a importação massiva de gente com culturas diferentes e até antagónicas, como é o caso do Islamismo, pode ter em uma sociedade europeia.

¿Por que carga de água o Estado pode obrigar alguém a apertar a mão a uma pessoa?! Está tudo louco?!

A imigração islâmica vai forçar a uma maior intervenção do Estado na sociedade, chegando ao absurdo de o Estado regular comportamentos individuais através de uma espécie de “Sharia estatal”.

Contra a Sharia islâmica, temos agora uma Sharia do Estado. É isto que a Esquerda pretende com a imigração desregrada: o reforço do poder do Estado.

A Europa ainda está a tempo de evitar uma catástrofe civilizacional, restringindo drasticamente a imigração islâmica.

Domingo, 29 Maio 2016

O Daniel Oliveira não é islamófobo; mas é feminista

 

“Existe a islamofobia, mas também existe o islamofascismo” — afirmou Clara Ferreira Alves, respondendo às acusações de “islamófoba”, nomeadamente por parte de Daniel Oliveira, no programa de ontem do Eixo do Mal.

claraa-ferreira-alvesEu compreendo a Clara Ferreira Alves: é mulher. Se eu fosse mulher, eu seria com certeza islamófoba; e não sendo mulher, também sou islamófobo.

Já o Daniel Oliveira faz questão de não ser islamófobo, embora seja feminista; e sendo militante da causa gay, o Daniel Oliveira não se importa “lá muito” com a defenestração e enforcamento de homossexuais no mundo islâmico.

“É preciso combater a islamofobia” — disse finalmente o Daniel Oliveira a Clara Ferreira Alves, com ares de guru que exerce uma autoridade moral.

Eu devo ter um défice cognitivo muito grande, porque não consigo compreender como é possível, por exemplo, ser feminista ou ser gayzista, por um lado, e por outro lado, não ser islamófobo. Não consigo compreender o Daniel Oliveira; alguém que me ajude, por favor. Pode dar-se a possibilidade — à medida que avança da idade — de o Daniel Oliveira se parecer cada vez mais com o Homer Simpson. Ou então, o Daniel Oliveira joga forte na estimulação contraditória através dos me®dia.

Lembro-me de ter visto o Daniel Oliveira na televisão, semanas após a fundação do Bloco de Esquerda, em uma visita de Francisco Louçã a uma qualquer infraestrutura no Alentejo: o Daniel Oliveira lá ia, atrás do Francisco Louçã, a abanar a cauda, calcando a lama alentejana com uns sapatos lisboetas de Verão de tipo “luva”. Foi ódio à primeira vista. Há qualquer coisa de indefinivelmente repulsivo na criatura.

Segunda-feira, 23 Maio 2016

Ser “islamófobo” é uma virtude

 

O jornal Púbico diz que o novo presidente da Áustria é de “extrema-direita” porque é “islamófobo”. Ou seja, parece que ser progressista e de Esquerda é ser islamófilo. Esta coisa das “fobias” (homofobia, islamofobia, etc.) tem a vantagem de criar as “filias” por contraposição.

  • Se ser islamófobo é defender os direitos naturais das mulheres enquanto seres humanos;
  • se ser islamófobo é defender os direitos naturais dos homossexuais enquanto seres humanos;
  • se ser islamófobo é defender a liberdade de expressão;
  • se ser islamófobo é defender o direito à existência das culturas antropológicas dos diferentes povos, e o legado histórico nacional,

então, ser islamófobo é uma virtude. Todos deveríamos ser islamófobos sem que o politicamente correcto e o jornal Púbico nos apodasse de “extrema-direita”.

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