perspectivas

Sexta-feira, 21 Agosto 2015

A desinstitucionalização da família interessa simultaneamente à Esquerda e à plutocracia globalista

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:28 pm
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As actuais elites mundiais têm a certeza do futuro.

O fundamento dessa certeza do futuro são o fenómeno da globalização, por um lado, e, por outro lado, o potencial da capacidade de repressão brutal por parte dos Estados (em relação aos respectivos povos) controlados por essas elites.

Este binómio (globalização dos me®dia e das finanças  + repressão do Estado) pode ser traduzida através da imagem do polícia bom e do polícia mau: a globalização me®diática, que permite a propaganda em massa (a persuasão das massas utilizando a pseudo-informação e a sub-informação, em um contexto de espiral do silêncio), exerce o papel do polícia bom; a repressão brutal por parte do Estado representa a função do polícia mau.

Por exemplo, a razão por que o regime da Coreia do Norte permanece intocável até hoje, é a de que obedece a uma das premissas da certeza do futuro: a repressão brutal do Estado faz parte da certeza desse futuro. O que se pretende é que a Coreia do Norte se converta à democracia (mantendo contudo a repressão do Estado) para que globalização me®diática (a propaganda cultural) ocupe o lugar que falta no binómio: a persuasão das massas. Um fenómeno idêntico passou-se em Cuba.

Vemos essa certeza do futuro, por parte das elites globalistas, no que aconteceu recentemente na Grécia. O “veneno” do Syriza virou-se contra si mesmo, ou seja, o internacionalismo socialista serve os interesses dos globalistas. Aliás, o globalismo não tem cor ideológica-partidária, porque aquilo que se pretende atingir é independente dos meios parcialmente adoptados por esta ou por aquela corrente ideológica.

A certeza do futuro das elites baseia-se também no facto de, com a globalização política (a sinificação global), não será possível a figura jurídica do refugiado político — a não ser que os dissidentes políticos fujam para Marte ou Júpiter. Verificamos, no caso de Julian Assange, por exemplo, como se torna cada vez mais difícil o estatuto de refugiado político (independentemente de lhe darmos razão ou não). E se um determinado país concede asilo político a um refugiado, terá que pagar a factura das sanções económicas e financeiras acordadas ao mais alto nível (incluindo a ONU) pelas elites globalistas.

A democracia já passou a ser um pró-forma. A democracia é hoje um mero meio de persuasão das massas que garante a “evolução da opinião pública” através da pseudo-informação e da sub-informação pelos me®dia controlados pelas elites. A democracia é hoje uma palavra vazia, sem o sentido herdeiro da Grécia Antiga; nem sequer é uma aristocracia, como na Inglaterra vitoriana. A democracia é hoje uma abstracção, uma recordação vaga de um tempo que passou.

A pergunta que devemos fazer é a seguinte: ¿o que é que une a plutocracia globalista, por um lado, e a Esquerda neomarxista, por outro lado? Resposta: a sinificação do mundo.

À Esquerda caberá o governo de regiões do globo “sinificadas” (o exemplo do fascismo chinês actual) — porque a Direita propriamente dita já não existe senão nos Estados Unidos, e em uma percentagem muito pequena. À plutocracia globalista anglo-saxónica caberá o apoio tácito ou mesmo explícito às pseudo-democracias regionais (aos diversos leviatãs que se apresentam já em formação) controlados por regimes “sinificados” por uma Esquerda neomarxista. A própria União Europeia é um exemplo do processo em curso de sinificação do continente europeu.

A sinificação do mundo — que é um desiderato da plutocracia globalista em geral, e da Esquerda em geral — tem como um dos principais objectivos a redução da população global. A Esquerda e a plutocracia estão de acordo neste ponto — porventura por razões diferentes: eu posso concordar com uma determinada acção política por razões diferentes das do meu vizinho. E a redução da população global passa por alguns pontos:

1/ a desinstitucionalização da família no mundo ocidental, mas não só no Ocidente; ou seja, o ataque cultural e político à família antropológica;

2/ o combate ao Islão e à cultura islâmica;

3/ promover movimentos migratórios internacionais em massa, de modo a dissolver as culturas locais e promover o multiculturalismo que é o estado ideal para a sinificação de um território.

4/ a atomização das sociedades através da eliminação da capacidade crítica colectiva, por um lado, e por outro lado colocando o cidadão isolado face a um Estado plenipotenciário (leviatão).

A desinstitucionalização da família é simultaneamente realizada através da imposição pela força bruta do Estado (por exemplo, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida sem critérios e sem limites, as “barriga de aluguer” e o comércio de crianças, a progressiva legalização da pedofilia, etc.), e pela propaganda persuasiva dos me®dia (o polícia mau e o polícia bom). A condição antropológica do ser humano é esmagada pela imposição pela força de uma dissolução moral transversal à sociedade proveniente do próprio Estado, e essa mesma dissolução moral é propagandeada como sendo positiva e moderna pelos me®dia (o polícia mau e o polícia bom).

A desinstitucionalização da família faz parte da certeza do futuro por parte das elites — seja a plutocracia globalista, seja a Esquerda. Essa certeza do futuro em relação à desinstitucionalização da família baseia-se em dois pressupostos:

1/ não existe qualquer possibilidade de retroacção histórica — porque a História está cientificamente controlada. A História passou a ser plenamente determinista e determinada, tal como acontece em qualquer outra ciência como a química ou a física. A impossibilidade de retroacção histórica é garantida pela repressão do Estado através de uma legitimação absoluta do Direito Positivo (por mais arbitrário e discricionário que seja o Direito), por um lado, e pela propaganda massiva através dos me®dia, por outro lado.

2/ as leis não voltam atrás. Qualquer lei promulgada, em qualquer país ou região “sinificada”, que tenha o apoio da Esquerda local e da plutocracia globalista, é definitiva e irrevogável. O Direito Positivo passou a ser uma interpretação do conceito de “evolução darwinista” aplicada à sociedade humana e à cultura antropológica.

É isto que une o Francisco Louçã e o Bill Gates, o Pinto Balsemão e a Catarina Martins, o “papa Francisco” e o Richard Dawkins.

Sábado, 15 Agosto 2015

A criminalização dos maus tratos dos pais e das mães

 

“Governo aprovou a Estratégia para o Idoso, que prevê repressão de todas as formas de violência contra os mais velhos. Com a AR de férias, fica em banho-maria até à próxima legislatura”.

Aprovada criminalização do abandono ou exploração de idosos

Perante a decadência moral da sociedade, o Estado intervém cada vez mais; mas uma maior intervenção do Estado não compreende o problema. Não precisamos de mais leis e decretos. Do que precisamos novamente é de uma cultura moral razoável e segura, em que cada cidadão (ou a maioria deles) esteja disposto a assumir a responsabilidade não só por si próprio, mas também por todos os cidadãos.

Ainda há poucos anos, não passaria pela cabeça de ninguém criminalizar os maus tratos dos idosos, porque se tratavam de casos tão raros que eram apontados a dedo. Ainda existia, naquela altura, o estigma moral que a Esquerda erradicou da nossa cultura. A Esquerda passou a dizer que, em moral, vale quase tudo: é tudo uma questão de opinião e de desejo subjectivo. Os professores passaram a ser desrespeitados e mesmo maltratados nas escolas: o ensino tradicional desmorona-se e a Esquerda rejubila.

A Esquerda avança com o aborto livre e grátis, e com o “casamento” gay — com a anuência asinina de uma “Direita” culturalmente derrotada. As estruturas tradicionais entraram em colapso, sobretudo a família. Uma em cada duas crianças cresce numa família onde não nasceu. Muitas famílias degeneram em comunidades de conveniência composta por utilizadores de aparelhos dependentes de uma tomada eléctrica.

A Esquerda exulta!: vai destruindo a sociedade sem deixar impressões digitais.

Esta lei revela o colapso do regime político actual. E o Partido Social Democrata e o CDS/PP não estão isentos de responsabilidades.

A nossa sociedade ultrapassou o limiar da pobreza em termos éticos, morais, religiosos e ideológicos. Quando se tem que fazer uma lei para criminalizar especificamente os maus tratos das pessoas idosas, a sociedade já não tem combustível moral. Aquilo que fazia parte da cultura e dos costumes (o respeito pela mãe e pelo pai), é agora substituído pelo medo da polícia.

Sexta-feira, 7 Agosto 2015

Isto é moderno e progressista

 

« “During that first ovulation period, the guys would stop by and after every attempt, we’d have a cup of tea while Daantje sat on the couch with her legs up in the air.

Thankfully, it only took two months for her to get pregnant, because I remember thinking, Imagine if we have to do this for a full year: all those jars of semen and basters and all that,” elaborates Dewi. »

These Five People Are About to Have a Baby Together

familia-do-putedoO que não é novo neste conceito de “família” é a mulher enquanto puta

Terça-feira, 28 Julho 2015

Os magistrados do politicamente correcto, e a estatização da sociedade

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:02 am
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Está aqui um texto do Alberto Gonçalves (ex “Homem a Dias”) que reflecte o aumento dos poderes dos juízes. Os juízes já começam a decidir sobre detalhes íntimos da nossa vida privada. Parece que a tendência é a de que o cidadão só terá vida privada quando estiver a dormir. Mas o cidadão também é culpado quando não respeita a sua própria privacidade: temos, portanto, uma pescadinha de rabo na boca que alimenta a estatização do cidadão, nomeadamente através dos juízes que desempenham o papel dos magistrados na República de Platão.

Platão divide a sociedade em três classes: povo, militares e magistrados. Só estes últimos detêm o poder político e são em número muitíssimo inferior ao das outras classes. Os magistrados são escolhidos a dedo pelo Legislador (o Rei-filósofo). Platão está certo de que os magistrados seguirão sempre as intenções do Legislador (o que é um absurdo), e considera que os magistrados são uma classe à parte (como eram os membros do Partido Comunista na URSS). Parece ser esse o papel dos juízes que se prepara para a nossa sociedade.

“ (…) custa perceber a recente decisão dos tribunais de Setúbal e Évora, que proibiram um casal de exibir a filha nas ‘redes sociais’ (…)

A segunda razão [do tribunal] é um primor: ‘os filhos não são coisas ou objectos pertencentes aos pais e de que estes podem dispor a seu belo sic prazer’.”

A coisificação das crianças tende a ser um direito monopolista do Estado patrocinado pelos magistrados que, alegadamente, seguem as instruções do Legislador. “Alegadamente”, dizemos nós – porque na realidade os magistrados tendem a actuar em roda livre. Os magistrados acusam os pais de coisificação das crianças, justificando assim que passe a ser o Estado a deter o exclusivo da coisificação das crianças.

Para que esta estratégia de estatização da sociedade tenha sucesso, o Legislador e os magistrados têm, em primeiro lugar, de classificar toda e qualquer dissidência politicamente incorrecta (em geral e em abstracto) como sendo doença mental. A seguir, os magistrados decidirão que os malucos dissidentes (politicamente incorrectos) devem ser interditados e internados em hospitais psiquiátricos. Será nesta altura que o Júlio Machado Vaz (ou quejando) assumirá as funções de Ministro da Sanidade Mental.

Por exemplo: ¿não gostas da ideia do “casamento” gay e manifestas a tua opinião em público? Então, por decisão do magistrado, tens que ser internado, porque certamente estás maluco.


Na República de Platão, por exemplo, mães e amas só podem contar às crianças histórias autorizadas pelos magistrados que, alegadamente, seguem as instruções do Legislador; também não podem ser contadas histórias em que as pessoas politicamente incorrectas são felizes e em que as politicamente correctas são infelizes — porque o efeito moral entre os espíritos tenros pode ser desastroso. Impõe-se também uma austera alimentação das crianças: a politicamente correcta, se possível vegetariana; peixe e carne só assados, sem molhos nem doçuras; diz Platão que as crianças que seguem este regime não precisam de médico.

No fulcro da estatização das crianças está a abolição (em termos práticos) do casamento — tal como previra Platão na sua utopia: “Estas mulheres serão, sem excepção, esposas comuns, e ninguém terá mulher sua”.

Todas as crianças devem ser separadas dos pais ao nascer ou em tenra idade, e ter-se-á todo o cuidado em que os pais não as conheçam, nem elas aos pais. Crianças deformadas são eutanasiadas (já está acontecer hoje na Holanda e na Bélgica). Os filhos de uma união não sancionada pelo Estado são considerados ilegítimos. Nos casamentos controlados pelo Estado, as pessoas não têm direito a opinião: têm que pensar segundo o seu dever para com o Estado e não segundo aquelas emoções vulgares como, por exemplo, o afecto maternal — isto já é defendido hoje pela deputada socialista Isabel Moreira: procura-se diminuir as emoções privadas, removendo obstáculos ao domínio do espírito público estatal e concordar-se com a ausência da propriedade privada (não veremos, por exemplo, o José Pacheco Pereira a discordar disto).

Como ninguém sabe quem sãos os pais, pode-se chamar “pai” a quem quiser e que tenha idade conveniente, e o mesmo quanto à “mãe”, “irmão” e “irmã”.



A coisa política vai por este caminho. O actual aumento do poder dos juízes (dos actuais magistrados da República de Platão) deve-se essencialmente a uma concepção determinista do ser humano fundamentada pela ideia (errada!), e que está na moda, de que as ciências sociais são ciências exactas. Não existindo (alegadamente) livre-arbítrio no ser humano, aumenta o poder discricionário dos juízes (que são os únicos que têm livre-arbítrio!). Do que estamos aqui a falar é de liberdade, e do Estado que no-la quer tirar.

Segunda-feira, 13 Julho 2015

A casuística jesuíta do "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 8:26 pm
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A casuística é um ramo da teologia moral que se desenvolveu principalmente com a Contra-Reforma da Igreja Católica (a partir de finais do século XVI), e que proporcionou aos Jansenistas a ocasião para atacar os jesuítas que abordavam os casos de consciência dos penitentes católicos como simples problemas jurídicos e, nas suas apreciações, introduziram noções como “restrição mental” – que possibilita a mentira – e “direcção de intenção” – que justifica um crime pelo motivo segundo o qual se cometeu. Pascal criticou a casuística e os jesuítas.

Como sabemos, o “papa Francisco” é jesuíta; e por isso tende a impôr uma casuística adequada aos tempos actuais — o que também é uma especialidade dos jesuítas: alterar a doutrina da Igreja Católica para a adaptar a cada Zeitgeist.

É no contexto de uma actualização da casuística que o Sínodo da Família, patrocinado pelo “papa Francisco”, se prepara para conceder a cada clérigo a possibilidade de imposição da sua subjectividade a toda e qualquer comunidade católica, e independentemente da doutrina da Igreja Católica e do Direito Canónico.

We must approach the emerging forms of family and the individuals involved belong to these units with a hand of mercy. People have made decisions in the past (or had decisions made for them in the past) that places them in a situations or relationships contrary to the teaching of the Catholic Church. Due to the passing of time and/or physical/mental/emotional damage, there is no way to “turn back the clock” so that these people of good will can enter into a regular sacramental situation with the Catholic Church.

For the sake of mercy, we have found a pastoral solution that does not run counter to the theology or dogma of the Catholic Church regarding monogamy and sacramental marriage. The local conferences of bishops can authorize their bishops and pastors (those with canonical cure of souls) to determine, after prayer, counsel, and interviews, whether certain baptized faithful can be dispensed from certain irregularities due to the passing of time or through physical/mental/emotional trauma. The prayerful dispensation of the bishop or pastor should be honored and respected. The bishop or pastor’s dispensation is similar to the pastor’s power to dispense of the Sunday Mass obligation or rules for fasting for those under his care for pastoral reasons.”

Sexta-feira, 10 Julho 2015

#настоящаясемья ~ #realfamily ~ #familiaverdadeira

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:40 pm
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Quinta-feira, 2 Julho 2015

As verdadeiras cores do arco-íris

Filed under: aborto — O. Braga @ 7:53 pm
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verdadeiras core do arco iris

Terça-feira, 23 Junho 2015

Acusamos a classe política e a democracia pela degradação social e cultural em Portugal

 

“Passos, Portas e Costa sabem que o Estado Social tem os dias contados, mas evitam dizê-lo”.

A demografia (também) vai a votos…


“O ministro da Saúde, Paulo Macedo, assumiu hoje que os custos do Serviço Nacional de Saúde vão aumentar e que deve ser discutida a sua forma de financiamento, admitindo que poderá passar por um aumento de impostos”.

Ministro da Saúde: Solução para financiar SNS pode passar por aumento de impostos


“Sector privado realiza 30 por cento dos abortos em Portugal. Interrupção voluntária da gravidez custou ao Estado mais de 11 milhões de euros em 2014. Oito mulheres abortaram mais de dez vezes”.

Estado paga 45 abortos por dia


O problema não é só o do Estado Social. O problema principal é o de que a actual classe política, em geral, está afanosamente a destruir o valor da família nuclear na cultura antropológica.

A sociedade — ou parte dela — tem que se organizar para levar os responsáveis da Esquerda — incluindo os líderes da maçonaria — e seus sucessores ao paredão de fuzilamento.

Antes de existir o Estado Social em Portugal, a família nuclear e tradicional era fortemente valorizada na cultura antropológica. Na ausência de um Estado Social, a família natural supria em grande parte as necessidades de integração social e de sobrevivência do país.

abortoA classe política dita “democrática” investiu no Estado Social ao mesmo tempo que foi desvalorizando a família tradicional na cultura, por exemplo, através do aborto pago pelo Estado, a criação de estereótipos culturais (através dos me®dia) que ostracizam as famílias numerosas, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida para todos (transformando a criança em um objecto), as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças que estão na forja no programa político da Esquerda, a ideologia de género, etc..

Sem Estado Social e sem a valorização da família natural na cultura antropológica, Portugal estará entregue, a longo prazo, a uma ditadura.

O que temos que fazer é que essa ditadura não seja de Esquerda e internacional (sinificação de Portugal): temos que começar a trabalhar já na implementação de uma ditadura de Direita e nacional.

A ideia segundo a qual “a União Europeia nos irá ajudar”, é treta. Vimos no caso recente da Grécia que é treta: é uma evidência que é treta. Ou os portugueses olham por si, ou ninguém quer saber. A União Europeia pode desintegrar-se a qualquer momento enquanto o diabo esfrega um olho.

“Olhar pelo país” significa, desde já, julgar a classe política deste regime a que se convencionou chamar de “democrático”. Significa prepararmo-nos para o pior; ter a coragem de erradicar a iniquidade política pelos meios que forem necessários — sejam quais forem (literalmente).

Sexta-feira, 5 Junho 2015

A família moderna socialista


Atenção! Isto não é para rir!

Revealed: The bizarre family tree at the heart of an extraordinary court battle over one little girl – involving two lesbian mothers, a gay sperm donor and a transsexual lover now living with a man


Duas lésbicas (Rachel e Helen), vivendo juntas, recorrem ao esperma de um gay — que também vivia com outro gay — para que uma delas (Rachel) engravidasse.

Entretanto, nasceu a criança, Alice, filha biológica de Rachel e do tal gay que vivia com outro gay. Mas o par de lésbicas (Rachel e Helen) separou-se quando Alice tinha três anos de idade, e à mãe da menina (Rachel) foi diagnosticada uma esquizofrenia. A criança ficou entregue a Helen, a ex-companheira de Rachel.

Entretanto, Helen entrou em uma relação sexual de coabitação com Mathew, que era uma mulher que fez tratamentos para ser “homem” (transgénero ou transsexual). A relação de Mathew e Helen depressa se extinguiu, e Mathew juntou-se a James, que é um homem gay que gosta de mulheres transgéneros.

Entretanto, Mathew (que é uma mulher que diz que é homem) meteu um requerimento no tribunal para ter o direito a ver Alice, a filha biológica de Rachel que vive com Helen que, por sua vez tinha sido amante de Mathew. O tribunal recusou alegando que a vida de Mathew era muito complicada.

familia-moderna

Esta decisão do tribunal vai ao arrepio do conceito de família defendido pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Socialista de António Costa. Se a Isabel Moreira sabe disto irá escrever uma nota de protesto no FaceBook.

Quando o Partido Socialista de António Costa ( a reboque do Bloco de Esquerda) pretende estabelecer a procriação medicamente  assistida para todas as mulheres, está já a pensar na “família moderna” de que é exemplo o caso supracitado. Com um pouco de esperteza e com vários casamentos, uma pessoa será capaz de se tornar o seu próprio pai, avô, sogro, filho, neto, e sobrinho — tudo ao mesmo tempo.

Quinta-feira, 26 Fevereiro 2015

«Não existe um modelo único de família» — diz a deputada comunista Rita Rato

 

O que a deputada comunista diz, é verdade. Mas o que não pode haver é vários modelos de família em uma mesma sociedade. Por exemplo, em uma sociedade islâmica, a poligenia é o modelo oficial e cultural de família sancionada pelo Estado islâmico. Podem existir, nas sociedades islâmicas, casamentos monogâmicos, mas a monogamia é entendida pela doutrina estatal islâmica como a condição da poligenia (um primeiro estádio da poligenia).

evolução gay

O que a deputada do Partido Comunista tem que decidir é qual o modelo de família que o seu (dela) partido defende para a sociedade portuguesa. Engels abordou o problema da família e da propriedade privada, mas estava longe de supôr que, algum dia, um Partido Comunista defendesse o “casamento” gay. Álvaro Cunhal, o histórico dirigente do Partido Comunista, afirmou em uma entrevista na RTP conduzida por Carlos Cruz na década de 1990, que “a homossexualidade é uma coisa muito triste!” (sic).

Portanto, segundo o marxismo, o que estava em causa era o modelo da chamada “família patriarcal”, mas nunca passou pela cabeça de Karl Marx ou de Engels adoptar o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos. Pelo contrário: Engels criticou duramente o comportamento homossexual!, cuja causa atribuiu à desordem da sociedade causada pela “família patriarcal”. Nunca Engels ou Marx defenderam ou validaram a homossexualidade como comportamento normal ou normalizável.

Se querem discutir e colocar em causa o conceito de  “família patriarcal”, é uma coisa; se querem dizer que é possível coexistirem, em uma sociedade, vários modelos de família (por exemplo, a poligenia, a poliandria, a poliamoria, o “casamento” gay, etc.), é outra coisa que raia o absurdo.

Podemos deduzir que o ataque da Esquerda à “família patriarcal” justifica a defesa da proliferação de modelos de família na sociedade portuguesa. Não se trata aqui de libertarismo, mas de uma política cultural e social de terra queimada. É uma política de “roleta russa”: não se sabe bem no que dará essa política no futuro, mas confia-se que a bala não será disparada imediatamente quando se percutir o gatilho. Mas nunca se sabe o futuro!

A política de Esquerda em relação à  família resume-se a este conceito: “mais vale destruir tudo, do que termos o que temos neste momento; e depois de tudo destruído, logo se verá o que havemos de fazer”.

Domingo, 1 Fevereiro 2015

O papa Bergoglio sublinha a importância dos pais modernos

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 11:44 am
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elton-john

Segundo papa Bergoglio, a figura tradicional do pai (autoritário, repressivo, masculino) já passou de moda, o que leva a que os católicos se reproduzam como coelhos. Ora, um católico não é um laparoto. Por isso é que os pais católicos devem ser efeminados, tolerantes e libertários.

Um bom pai é um pai gay ou transgénero que não se reproduz como um leporídeo. 

A gravidez na mulher é uma doença, e por isso a figura tradicional do pai é doentia.

pai laparoto

Domingo, 7 Dezembro 2014

O João Miranda defende uma igualdade cínica

Filed under: bovinotecnia — O. Braga @ 8:41 pm
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O João Miranda tem, em relação à igualdade, uma relação esquizofrénica: normalmente acha que as pessoas não são todas iguais — e eu concordo! —, mas por vezes defende a ideia marxista de igualdade de meios e condições de existência.

“O governo introduziu um quociente familiar para determinação do rendimento colectável no calculo do IRS. Se bem percebi o rendimento de um casal passa a dividir por 2+0.3N em que N é o número de filhos. Num sistema de impostos progressivos, o resultado desta alteração é o aumento de transferências de quem não tem filhos para quem os tem. O que implica um agravamento das perversões causadas pela progressividade.”

mijando no copoOu seja, o governo de Passos Coelho — honra lhe seja feita! — passou a considerar que uma criança, que é um ser humano, vale 30% do valor de um adulto. E o João Miranda acha que é muito, que uma criança inserida no contexto familiar deveria valer zero em matéria de impostos.

Ou seja, o João Miranda considera que quando o governo atribui o valor de 30% de humanidade a uma criança está a conceder um privilégio à sua família — e não um direito.

Para o João Miranda, a igualdade perante a lei exigiria que a criança valesse zero em termos de dedução nos impostos. O conceito de “igualdade liberal” já é, neste caso, inconveniente para o João Miranda — porque a igualdade de direitos, segundo o liberalismo, não significa que todos tenham o mesmo poder ou as mesmas características, mas antes que têm uma dignidade igual. E retirar qualquer valor a uma criança é retirar a dignidade a um ser humano, independentemente de este pode pagar impostos, ou não.

O conceito de “igualdade” do João Miranda parece-me mais do tipo marxista, embora virado do avesso. Há ali um marxista apóstata!. É uma igualdade social ou de condições, uma espécie de igualitarismo marxista enviesado e do reviralho.

Ainda vou ver o João Miranda defender a eutanásia para os outros — porque, para ele, nunca!: pimenta no cu dos outros é chupa-chupa! — em nome da necessidade de limitar as transferências de fundos públicos de uns para outros.

Ou, como dizia o poeta Óscar Wilde: “O cínico é aquele que conhece o preço de tudo, mas não sabe o valor de nada”.

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