perspectivas

Quinta-feira, 3 Março 2016

As crianças não são propriedade do Estado

 

A vida não é um mar de rosas; mas há pessoas que pensam que pode ser um mar de rosas. ¿E como? Substituindo a responsabilidade do cidadão, literalmente, pela do Estado.

Vou aqui reproduzir as palavras de Jesus Cristo acerca das crianças:

“Se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, seria preferível que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar.

Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos; mas ai do homem por quem vem o escândalo”.

(S. Mateus, 18, 6 – 7)

Quem defende o controlo das crianças por parte do Estado tem uma mentalidade totalitária.

Jesus Cristo viu aquilo que a Inês Pedrosa não vê: os escândalos são inevitáveis; o que importa é reduzi-los ao mínimo, mas é impossível acabar com os escândalos. Mas a minimização dos escândalos só pode ser levada a cabo através da responsabilização do cidadão. Recordemos Kant:

“Um governo que fosse fundado sobre o princípio da benevolência para com o povo — tal o do pai para com os seus filhos, quer dizer, um governo paternal —, onde, por consequência, os sujeitos, tais filhos menores, incapazes de decidir acerca do que lhes é verdadeiramente útil ou nocivo, são obrigados a comportar-se de um modo unicamente passivo, a fim de esperar, apenas do juízo do chefe do Estado, a maneira como devem ser felizes, e unicamente da sua bondade que ele o queira igualmente — um tal governo, digo, é o maior despotismo que se pode conceber.”

O controlo das crianças por parte do Estado e desde tenra idade corresponde ao ideal totalitário espartano (que Rousseau admirava) em oposição ao ideal democrático ateniense. Isto é um facto histórico. Quem defende o controlo das crianças por parte do Estado tem uma mentalidade totalitária.

Segunda-feira, 22 Fevereiro 2016

A Isabel Moreira e a preocupação com o Estado

 

foi cesarianaA Isabel Moreira sabe bem que a lei é a melhor forma de exercer a tirania; e a tirania é o poder de uma minoria sobre a maioria. Por isso é que ela se preocupa tanto com a lei e com o Estado que a impõe.

Ela sabe que a “celebração” que ela invoca é minoritária, e por isso é que a adopção de crianças por pares de invertidos não foi referendada. E retira deste facto a necessidade de o Estado impôr coercivamente a toda a sociedade — sobretudo aos “prevaricadores”, que são maioritários — ou o silêncio dos medrosos ou a anuência dos emasculados.

O texto da Isabel Moreira é um manifesto totalitário, embora em nome da “igualdade”; ou seja, é uma contradição em termos. “O esquerdista modifica as definições, para nos persuadir que transformou as coisas.” — Nicolás Gómez Dávila

E é em nome dessa “igualdade” auto-contraditória que ela compara a raça e a dita “orientação sexual”: ou seja, segundo ela, um negro existe na mesma condição de um gay — negros que são casados, têm família natural e filhos, são comparados com pessoas que optam por um estilo de vida sexualmente promíscuo e niilista.

A Isabel Moreira insulta os negros com a mesma desfaçatez com que pretende impôr à maioria a ideia de que a igualdade é sinónimo de medo imposto pela força bruta do Estado; ela  modifica as noções do senso-comum para nos persuadir (à maioria) que as coisas são transformadas.

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

¿Por que é que a Isabel Moreira se preocupa tanto com o veto de Cavaco Silva?

 

isabel-moreira-bw-nomeSe os vetos de Cavaco Silva em relação à lei da adopção de crianças por pares de invertidos e à lei da promoção cultural do aborto, irão ser anulados brevemente na assembleia da república, Isabel Moreira deveria estar em paz e sossego e com a consciência tranquila. Mas não está. Isabel Moreira anda preocupada com Cavaco Silva.

A razão dessa preocupação é a seguinte: Cavaco Silva resistiu. O pensamento único e politicamente correcto não admite resistência.

Mas não só: Isabel Moreira sabe essas leis são passíveis de revogação, por parte da sociedade, em qualquer momento futuro. Ninguém conhece o futuro, e a Isabel Moreira também não (esta proposição é propositada).

A partir do momento em que a Isabel Moreira — e a Esquerda, em geral, mas não só a Esquerda — concebe a política apenas como um meio para atingir determinados fins, ela perdeu legitimidade política e abriga-se só na legalidade — porque a política é uma forma de associação que é um fim em si mesma, baseada na legitimidade.

Como escreveu Rousseau, “um direito digno desse nome não pode ser um direito que caduca quando a força bruta do Estado acaba”. É isto que preocupa a Isabel Moreira; e justifica-se a preocupação dela.

Sexta-feira, 20 Novembro 2015

‘Somos governados por gays, lésbicas e gatunos’

 

Semanário SOL   ÚLTIMA HORA

O melhor comentário:

Semanário SOL  comentario

A Esquerda é mais inteligente do que a Direita

 

No discurso ético, político e jurídico, não devemos apresentar a nossa oposição a uma determinada ideia “útil” apresentando uma alternativa “útil”.

Ou, por outras palavras: não devemos apresentar uma alternativa utilitarista a uma ideia utilitarista — como se faz aqui. Não devemos apagar o fogo com gasolina. Vejamos este panfleto:

adohomo-utilitarista-web

Esta forma utilitarista de apresentar alternativas a ideias utilitaristas pode ser ilustrada da seguinte forma:

“Em Portugal não se justifica o aborto, porque existe uma distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.

A verdade é que o aborto não se justifica por si mesmo, independentemente da “distribuição quase gratuita de preservativos e de contraceptivos”.


Não podemos criar uma relação de nexo causal utilitarista entre o aborto, por um lado, e os preservativos e contraceptivos, por outro lado — até porque esse nexo não existe de facto. Estamos a falar de coisas diferentes; o aborto não é a mesma coisa que o onanismo sexual, por exemplo. E não podemos dizer que “o aborto não se justifica porque existe a possibilidade do onanismo sexual” — porque estaríamos a justificar a negação de uma acção utilitarista através de uma outra acção utilitarista.

A Direita que temos está embrutecida, porque se deixou vencer pelo utilitarismo, que é a expressão do positivismo na ética. Nem tudo o que é útil é bom; e quem não sabe ver a diferença entre aquilo que é útil, por um lado, e aquilo que é bom e/ou belo, por outro lado, é um utilitarista.

Pelo seu lado, a Esquerda é utilitarista quando lhe convém, porque tira partido da contradição endógena do utilitarismo entre uma proposição positiva (que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista), por um lado, e por outro lado, uma proposição normativa (que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do “maior número”).

Por exemplo, a Esquerda é utilitarista nas matérias de costumes, porque lhe interessa destruir a tradição e a cultura antropológica. Mas já não é utilitarista, por exemplo, em matéria de economia: a posição da Esquerda em relação à privatização da TAP, por exemplo, é uma posição não-utilitarista.

A oposição à adopção de crianças por pares de invertidos deve ser justificada em si mesma, e não recorrendo a paliativos utilitaristas alternativos.

A Direita deve ter valores que não se submetam ao “útil”.

Domingo, 13 Julho 2014

Hotéis portugueses proíbem o alojamento de famílias com filhos

 

A Helena Matos chama aqui à atenção da nova moda: hotéis que proíbem a hospedagem de famílias com crianças (mas os animais de estimação não estão proibidos). Em um país com uma depressão demográfica inédita, é incrível como podem existir hotéis que proíbem o alojamento das famílias.

hotel no children allowed web

O Diário de Notícias escreve:

“A lei mudou e não é taxativa sobre a interdição de crianças nos hotéis e restaurantes. Polémica reacendeu-se com debate na blogosfera.”

Segunda-feira, 21 Abril 2014

As "barriga de aluguer", segundo o Partido Social Democrata e o Partido Socialista : para já é “excepcionalmente”

 

O Partido Social Democrata e o Partido Socialista chegaram a um acordo: as mulheres que nascem com uma anomalia congénita conhecida por “agenesia vaginal”, vão ter direito a recorrer à “barriga de aluguer”.

Segundo parece, e nos casos da agenesia vaginal, a “barriga de aluguer” terá que ser gratuita — ou seja, não pode haver negócio de compra e venda de bebés. Porém, parece também que o critério adoptado é o da “infuncionalidade do útero”, o que significa que o próprio critério aponta para a permissão das “barriga de aluguer” para além dos casos de agenesia vaginal (portanto, já não se trata apenas de acomodar na lei os casos de agenesia vaginal, mas antes qualquer “infuncionalidade do útero” terá direito a “barriga de aluguer”, e que se pretende que não seja um negócio).

Como é que se prova que houve negócio?

Fiquei sem saber se a mulher com agenesia vaginal e com direito a “barriga de aluguer” deve ser casada, ou não. ¿Qualquer mulher com agenesia vaginal tem automaticamente direito à “barriga de aluguer”? Em que circunstâncias uma mulher pode ter acesso à “barriga de aluguer”? O texto não nos diz nada sobre o assunto — e não diz de forma propositada, não conhecêssemos nós o pasquim Público.

Brevemente veremos o Partido Social Democrata e o Partido Socialista anunciar que o critério mudou: de “infuncionalidade do útero”, o critério passará a ser o da “ausência de útero”, para que os gays também tenham direito à “barriga de aluguer”. E ainda hei-de ver um ex-deputado do Partido Social Democrata a montar um negócio de compra e venda de crianças.

Domingo, 30 Março 2014

O Professor Doutor Paulo Otero sobre a co-adopção de crianças por pares de invertidos

 

Segunda-feira, 24 Março 2014

Outro caso de sucesso de adopção de crianças por casais de homossexuais

 

Depois de ter mencionado ontem um caso de sucesso de adopção de crianças por um “casal” de lésbicas, vemos aqui um outro caso de sucesso de adopção de crianças por pares de invertidos:

dois gays que adoptam web“The case of a same-sex Connecticut couple accused of repeatedly raping and abusing two of their nine adopted boys is headed for trial.

Married couple George Harasz and Douglas Wirth of Glastonbury were supposed to be sentenced Friday in Hartford Superior Court under a plea deal, but instead withdrew from their agreement with prosecutors. The men had already pleaded no contest in January to one felony count each of risk of injury to a minor — a reduction from even more serious charges related to sexual assault.”

Fica, então, demonstrado mediante “estudos científicos” absolutamente verdadeiros que um “casal” de homossexuais educa melhor uma criança do que um casal natural.

Sábado, 15 Março 2014

Deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para memória futura:

Teresa Leal Coelho (15), Miguel Frasquilho (14), Luís Menezes (1), Francisca Almeida (5), Nuno Encarnação (13), Mónica Ferro (12), Cristóvão Norte (2), Ana Oliveira (3), Ângela Guerra (11), Paula Cardoso (9), Joana Barata Lopes (4), Pedro Pinto (8), Sérgio Azevedo (10), Odete Silva (7) e Gabriel Corte-Real Goucha (6).

Conceição Caldeira e Maria José Castelo Branco abstiveram-se.

a quinta coluna do psd

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

A hipocrisia do CDS/PP na questão da adopção de crianças por pares de invertidos

 

“O CDS-PP disse hoje respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, que ‘chumbou’ a proposta de referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, e reiterou que “no actual contexto do país” não considera esta matéria prioritária.

“O CDS, como sempre, respeita as decisões do Tribunal Constitucional e mantém que no actual contexto de dificuldade do país a co-adopção não é uma prioridade“, referiu, numa declaração escrita enviada à Lusa, o porta-voz do CDS, Filipe Lobo d’ Ávila.

foi-cesarianaUma coisa que, alegadamente, não é prioritária, não significa necessariamente que não seja legítima. A prioridade de uma acção não condiciona necessariamente a sua putativa legitimidade. Ou seja, parece que, para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos não é prioritária, mas nada indica que não seja legítima. Para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos é uma questão de prioridade, e nada mais do que isso.

Eu sempre pensei que pelo facto de Paulo Portas ser homossexual, isso não influenciaria a linha política tradicional do CDS/PP. Enganei-me. Estamos sempre a aprender.

Até Bagão Félix alinhou pelo diapasão sodomita deste CDS/PP de Paulo Portas: segundo ele, “o Presidente da República fez muito bem” em pedir a fiscalização preventiva do documento, e agiu “como manda a Constituição”. Até porque, continuou, “não era uma questão de prioridade” visto que o referendo “tinha sido aprovado apenas por um partido”.

Porém, a vergonha deste CDS/PP é exposta pelo constitucionalista Jorge Miranda, que dá o exemplo daquilo que este CDS/PP invertido deveria dizer:

O constitucionalista Jorge Miranda disse esta quarta-feira não ver inconstitucionalidade na proposta de referendo sobre a Co-adopção e adopção de crianças por casais homossexuais, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional. “Inconstitucional não é. A Constituição diz quais são as matérias que não podem ser objecto de referendo e essa matéria não está excluída”, disse Jorge Miranda em declarações à agência Lusa.

O professor reconhece que as perguntas que constam da proposta de consulta popular “são um pouco diferentes”, mas mesmo assim considera que é sempre “possível responder ‘sim’ a uma e ‘não’ a outra”. Sobre o facto de uma das perguntas propostas (sobre a adopção plena) não ter qualquer iniciativa legislativa associada, questão que várias vozes defendem poder suscitar dúvidas de constitucionalidade, Jorge Miranda sustentou que “não é necessário que tenha”.

Ressalvando que “tem acompanhado pouco a questão”, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, adiantou que resta aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional. A proposta de referendo sobre esta matéria foi enviada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, ao Tribunal Constitucional, que se encontra a avaliar a constitucionalidade das duas perguntas contidas na proposta, uma sobre a Co-adopção e outra sobre a adopção plena de crianças por parte de casais do mesmo sexo. A proposta de referendo, apresentada pelo PSD, foi aprovada no Parlamento, com a abstenção do CDS-PP e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV, há três semanas.”

Ainda hei-de ver este CDS/PP reduzido ao “partido da bicicleta”. Enganou meio mundo mas não engana o mundo inteiro.

Terça-feira, 28 Janeiro 2014

Olavo de Carvalho e a ditadura da União Europeia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:11 am
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