perspectivas

Quinta-feira, 3 Abril 2014

John Dewey e Karl Marx

Filed under: filosofia — orlando braga @ 5:28 am

 

Entre a filosofia de John Dewey, por um lado, e a de Karl Marx, por outro, a diferença é mínima. Mas a de Dewey consegue ser pior, porque enquanto Marx pretendia transformar a utopia em uma realidade, Dewey conseguiu a redundância de transformar a utopia em uma utopia.

Terça-feira, 25 Março 2014

Comentários a um texto de Olavo de Carvalho

Filed under: filosofia — orlando braga @ 6:30 pm
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1/ O mundo é um fluxo de estados transitórios directa ou indirectamente perceptíveis fundado numa eternidade imperceptível.

2/ O mundo não é uma ilusão, mas é uma tela invertida onde as aparências do ser, que são reais mas impermanentes, encobrem o ser das aparências, que é permanente e por isso mesmo parece irreal. Essa inversão ocorre tanto na nossa percepção do mundo quanto na de nós mesmos.

3/ A identidade por baixo dos nossos estados e percepções é totalmente inacessível ao nosso conhecimento mas ao mesmo tempo nenhum conhecimento poderia existir sem ela. Por isso é que práticas místicas e ascéticas não levam a parte alguma se a acção decisiva é nossa e não vem do próprio Deus.

Olavo de Carvalho (FaceBook)


1/ “o mundo é fundado em uma eternidade imperceptível”. Ou seja, deduzo que essa eternidade imperceptível é a causa do mundo, causa essa que não se confunde com o efeito que é o próprio mundo. Essa eternidade imperceptível é infinita, e por isso não se confunde com o mundo que é finito. Quando se diz que essa eternidade é “imperceptível”, quer-se dizer que ela não é perceptível pelos sentidos humanos (percepção entendida como uma relação sensível ao mundo).

2/ a “aparência do Ser” é aquilo que pertence ao Ser e que aparece à percepção: é real e impermanente: ou seja, é o mundo. E o “Ser das aparências” é aquilo que está encoberto ou oculto pelo mundo, e que é permanente e que parece irreal.

Aqui coloca-se um problema: a analogia da “tela invertida”.

Se a relação entre o Ser permanente, por um lado, e, por outro lado, o mundo ou Ser impermanente é o de uma “tela invertida”, então o Ser não pode ser a causa do mundo, porque a causa não pode pertencer a uma categoria idêntica ou semelhante da do efeito.

O Ser permanente (a causa) e o Ser impermanente (o efeito, ou o mundo) pertencem a categorias diferentes e não se confundem um com o outro, nem podem, por isso, ser uma “inversão” de um pelo outro. A causa actua no efeito, mas não se confunde, de qualquer modo, com este.

O que é “invertido”, em relação ao mundo que é objecto da nossa percepção, é imanência do Ser — e não a transcendência do Ser ou a causa impermanente permanente.

Existem, por isso, três categorias básicas da realidade: o mundo perceptível (impermanente), a imanência que só é perceptível através dos axiomas lógicos — que não são físicos — mas que é semi-permanente (a categoria da “semi-permanência”: por exemplo, as partículas elementares físicas são todas idênticas (iguais) entre si, o que revela um carácter de semi-permanência ou de resistência à mudança), e a transcendência que se infere a partir das duas categorias anteriores, e que é permanente. Em vez de uma “tela invertida” em um mesmo nível ontológico, temos a analogia de três categorias distintas de três níveis ontológicos diferenciados entre si.

3/ quando se diz que “a identidade por baixo dos nossos estados e percepções”, quer-se dizer “a identidade subjacente aos nossos estados e percepções”. E ela, a “identidade”, é totalmente inacessível ao nosso conhecimento”; “mas ao mesmo tempo nenhum conhecimento poderia existir sem essa identidade”.

Essa “identidade”, colocada nestes termos, equivale ao conceito de “X”, de Kant.

É este X que constitui a diferença entre um ser humano, por um lado, e um autómato, por outro lado. Neste X (nessa “identidade”) — que corresponde à afirmação segundo a qual “eu penso!”, do sujeito (humano) —, todos os conteúdos da consciência estão ligados, e essa “identidade” é a condição lógica de qualquer pensamento e da percepção e, por isso, do conhecimento.

Essa “identidade” constitui o último ponto de referência lógico e o ponto de unidade de todo o conhecimento do sujeito. E não é possível, ao sujeito, reconhecer esse X (ou essa “identidade”) porque qualquer acto do pensamento já o pressupõe! Mas este X, ou essa “identidade”, é comparável ao conceito platónico de “alma”.

Quantidade e qualidade

Filed under: filosofia — orlando braga @ 12:51 pm
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A qualidade e a quantidade opõem-se, embora não em si mesmas. Opõem-se porque a qualidade diz respeito às essências (normalmente transcendentes), ao passo que a quantidade diz respeito ao espaço-tempo e à mudança (normalmente imanentes).

Na medida em que a imanência aponta para a linha limite da transcendência (por analogia: infere a transcendência, da mesma forma que a linha limite do horizonte infere a terra que está para além dela), então podemos afirmar que “a qualidade é susceptível de mais ou menos” — e só neste sentido podemos atribuir uma quantidade à qualidade. É a imanência que quantifica a qualidade, mas essa quantificação não é própria da transcendência.

Quando se diz que “a afirmação ou a negação indicam a qualidade do juízo”, devemos pensar que estamos no âmbito da imanência. Por exemplo, quando dizemos: “este homem é louro”, estamos a fazer um juízo de qualidade (de valor); quando dizemos que “este homem é alto”, estamos a fazer um juízo de quantidade (de facto); mas também podemos dizer que “este homem é mais louro do que aqueloutro”, o que não coloca em causa a independência da essência da “louridade”, mas apenas atribui à essência da “louridade” um atributo quantitativo que não desvirtua a independência da essência da “louridade”.

Sábado, 22 Março 2014

“Todas as crenças são falsas, excepto as crenças das ciências naturais”

Filed under: Ciência,filosofia — orlando braga @ 8:00 am
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Normalmente não vejo televisão — excepto os jogos de futebol do meu FC Porto, o programa do José Pacheco Pereira ao Domingo na SICn pelas 20 horas, e o encontro com Manuela Ferreira Leite na TVI24 às Quintas-feiras. E não vejo televisão porque tenho coisas mais interessantes para fazer no tempo que me resta; por exemplo, ler; ou escrever.

Por isso, não sei bem do que o David Marçal, do blogue Rerum Natura, diz ser um programa da RTP que “promove a crendice e o obscurantismo” — porque não vi esses programas. Mas vamos partir do princípio de que esses programas dizem respeito a determinadas crenças — que o Rerum Natura  chama de “crendices”.

O que me aborrece não é a crítica do David Marçal às crenças dos referidos programas da RTP: ninguém está acima da crítica e é saudável que exista um espírito crítico vivo na sociedade.

O que me aborrece é que os cientistas se considerem acima de qualquer crítica, quando criticam as crenças dos outros — partindo do princípio segundo o qual a ciência não é uma crença. Ou seja, está implícita, na crítica do David Marçal às “crenças”, a ideia segundo a qual a ciência não é uma crença. Ora, este exclusivismo implícito ou explícito, do cientista revela estupidez.


“A fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável.”Roland Omnès, físico francês, professor de Física Teórica da Faculdade de Ciências de Orsay, Paris

Não há nenhuma ciência empírica — por exemplo, a medicina — que não se baseie em uma certa interpretação da realidade. E essa interpretação não é necessariamente — não corresponde necessariamente à — a própria realidade. A partir do empirismo constrói-se uma teoria (Aristóteles) e da teoria volta-se à prática empírica para confirmação lógica (verificação) da teoria.

E “as nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecerem para sempre conjecturas ou hipóteses” – Karl Popper, em conferência proferida em 8 de Junho de 1979 no Salão Nobre da Universidade de Frankfurt , por ocasião da atribuição do grau de Doctor Honoris Causa.

Portanto, o David Marçal tem todo o direito de criticar as “crenças falsas” dos outros, mas se pensa que a sua (dele) crença corresponde necessariamente à verdade, mais valia estar calado.

A teoria do conhecimento e as ciências naturais

Filed under: Ciência,filosofia — orlando braga @ 6:53 am

 

“No princípio da teoria do conhecimento, não é permitido recorrer ao conteúdo das ciências naturais e transcendentemente objectivantes, mas também o não é no seu total desenvolvimento. Prova, pois, a tese fundamental de que a teoria do conhecimento jamais pode edificar-se sobre a ciência natural de qualquer espécie.”

— Edmund Husserl, “A Ideia da Fenomenologia”, Edições 70, página 60.

Terça-feira, 18 Março 2014

A síntese dos contrários, de Hegel

Filed under: filosofia — orlando braga @ 12:46 pm
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Temos o seguinte número binário:

0101000001101111011100100111010001110101011001110110000101101100

Podemos ver aqui o que significa este número, em linguagem corrente.

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Sábado, 8 Março 2014

Os princípios errados da metafísica de Hegel

Filed under: filosofia — orlando braga @ 6:42 am
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Muitos cristãos culpam Kant de ter sido o precursor do relativismo moral e do niilismo actuais. Em parte, é verdade, porque Kant separou o Saber (conhecimento), por um lado, do Absoluto (Deus), por outro lado — mas Kant não fez essa separação na ética. Portanto, Kant não foi o grande responsável relativismo moral e pelo niilismo actuais. Também não foi Nietzsche o precursor do relativismo moral e do niilismo actuais, porque Nietzsche só surgiu em finais do século XIX. O maior responsável ideológico pelo relativismo moral e pelo niilismo actuais foi Hegel.

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Sexta-feira, 7 Março 2014

Dois livros sobre Hegel

Filed under: filosofia,Livros — orlando braga @ 10:05 am
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Dois livros para quem já estudou alguma coisa de Hegel:

  • “O Pensamento de Hegel”, de François Châtelet, Editorial Presença, 1976
  • “O que é vivo e o que é morto na filosofia de Hegel”, de Benedetto Croce, Imprensa da Universidade de Coimbra, 1933

Não sei se existem edições mais recentes.

Terça-feira, 18 Fevereiro 2014

A noite no terraço das ruínas de Pappenheim, no Verão de 1920

Filed under: filosofia — orlando braga @ 10:14 pm
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pappenheim web«Eu não tenho qualquer inibição em voltar às questões antigas, assim como não tenho qualquer inibição em utilizar a linguagem tradicional de uma religião antiga. ¿Podes, ou pode alguém defrontar a ordem central das coisas ou dos acontecimentos, sobre a qual não se pode duvidar, de maneira tão imediata, entrar em relação com ela de uma maneira tão directa como o pode a alma de um outro ser humano? Utilizo aqui expressamente a palavra “alma”, tão difícil de interpretar, de modo a não ser mal entendido.

Se perguntas assim, responderei com um “sim”. Talvez possamos dizer que, de repente, a ligação com um outro mundo, um mundo superior, nos surgiu de uma maneira que nos obriga para toda a vida e que nos falou (eu próprio pensaria aqui, por exemplo, antes de mais, na noite no terraço das ruínas de Pappenheim, no Verão de 1920); ou podemos exprimi-lo dizendo que, de repente, o sentido da nossa vida se tornou claro…

“Quem se aproximou uma vez da chama, fica sempre escravo da chama” — esta consciência do outro mundo, de um mundo superior, é algo que se aproxima de nós de maneira absolutamente directa, de certo modo, a partir de fora, de forma que não podemos sequer duvidar de que é justamente um outro mundo que está subitamente à nossa frente e que nos desafia.»

Werner Heisenberg, citado por Hans-Peter Dürr em “Física e Transcendência”

Uma sociedade sem o conceito de “milagre” é uma sociedade destruída

Filed under: A vida custa,cultura,filosofia,Sociedade — orlando braga @ 8:39 am
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No fim de cada tentativa de fundamentação da realidade, surge apenas aquilo que foi introduzido nela no início. Fazendo uma analogia: se introduzirmos carne em uma picadora de carne, obtemos carne picada com o resultado da nossa acção — e não outra coisa qualquer.

Assim, em uma sociedade fundamentada no materialismo não pode haver lugar para um Deus imaterial, porque a própria hipótese de um mundo exclusivamente material implica a não existência de Deus. O pensamento humano é circular e contraditório, por natureza.

Em uma sociedade em que não há lugar para um Deus imaterial, também não há lugar para os milagres — mesmo que eles aconteçam a cada momento. No fim da tentativa da fundamentação materialista da realidade, surge apenas materialismo e nada mais do que isto. E, em uma sociedade materialista, o ser humano não consegue ver nada senão matéria, e é por isso que os milagres deixam de existir, porque ninguém os vê.

Quinta-feira, 30 Janeiro 2014

O inatismo é uma forma de “a priori”

Filed under: filosofia — orlando braga @ 8:58 pm

 

Ao contrário do que está aqui escrito — e com todo o respeito pelo estilo gongórico do filósofo profissional e academista —, o inatismo é uma forma de a priori. A diferença entre os dois conceitos é o de que o inatismo aplica-se exclusivamente ao indivíduo (humano) enquanto tal, ao passo que o a priori aplica-se à espécie humana (é um conceito universal) — mas o fundamento dos dois conceitos é idêntico.

Vamos utilizar uma linguagem tão simples quanto possível, porque o gongorismo não é sinal de inteligência.

Segundo o inatismo (por exemplo, em Descartes) existem no nosso espírito “sementes de verdade nascidas comigo” — sendo que essas “sementes de verdade” diferem de indivíduo para indivíduo (uns têm mais consciência das “sementes de verdade”, e outros menos). E essas “sementes de verdade” são as ideias mais simples e mais evidentes que o espírito pode conceber: as ideias inatas constituem os fundamentos do primeiro saber.

O conceito de inatismo foi recusado pelos estóicos através do conceito de “tábua-rasa”, e teve a sua origem em Platão e no conceito platónico de “Ideia” e de “Reminiscência”. Karl Popper admite, de certa forma, o inatismo (individual) mediante o seu conceito de “Mundo 3” — o mundo das ideias, não só daquelas “criadas” ou “descobertas” pelo homem enquanto indivíduo, como as que o homem desconhece (ainda).

O a priori de Kant é, grosso modo, a teoria segundo a qual o ser humano tem uma espécie de software no seu cérebro que lhe permite interpretar o mundo de uma certa maneira que é comum a todos os indivíduos da espécie humana através da intersubjectividade.

Aqui, o inatismo é extensível a toda a humanidade (é universal), e não apenas caso-a-caso e dependendo de cada indivíduo. Esse “software cerebral” permite, por um lado, ordenar a realidade macroscópica onde o homem se move; e, por outro lado, torna possível a partilha das “sementes de verdade nascidas comigo” com todos os outros homens — não só aquelas “sementes” que só me dizem respeito exclusivamente (subjectivas), mas sobretudo aquelas “sementes da verdade” que são objectivas e intersubjectivas.

Noam Chomsky chegou à mesma conclusão — a de que o inatismo é uma forma de a priori: as regras que permitem a aprendizagem de qualquer língua são “regras constitutivas” do espírito humano, são a condição do homem para a aprendizagem de uma gramática qualquer; são simultaneamente uma forma de inatismo (individual) e de a priori (universal).

Sábado, 25 Janeiro 2014

A pobreza da Ética de Karl Popper

Filed under: ética,filosofia — orlando braga @ 3:30 pm
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“Antes de mais, uma observação sobre a ambiguidade da palavra “sentido” na expressão “sentido da vida”. Esta expressão é usada muitas vezes como se com ela se pretendesse falar de um sentido interior oculto, um pouco como se pode falar do sentido oculto de um anagrama ou de um epigrama ou do sentido do Chorus Mysticus no Fausto de Goethe.

Porém, a filosofia dos poetas e dos filósofos ensinou-nos que a expressão “o sentido da vida” deve ser entendida de outro modo: que o sentido da vida não é algo de oculto, que podemos encontrar ou descobrir na própria vida, mas algo a nós próprios podemos dar à nossa vida. Podemos conferir um sentido à nossa vida através das nossas acções, do nosso comportamento, da nossa atitude perante a vida, perante os outros e perante o mundo.”

— Karl Popper, trecho da conferência proferida na Rádio da Baviera em 1961 (Der Sinn der Geschichte, Munique, 1974)

Em primeiro lugar, convém dizer que os poetas, enquanto tal, não são filósofos. Por exemplo, Fernando Pessoa foi filósofo mas não enquanto poeta: ora foi uma coisa, ora foi outra, mas não ao mesmo tempo — porque a poesia é filosofia sem a Lógica. Ou seja, se retirarmos a lógica à filosofia, temos poesia.

Karl Popper foi muito fraco em ética; muito fraco, mesmo! Não é exagero meu. Em metafísica também não foi grande coisa. Na História das Ideias foi sofrível. A única área em Karl Popper se afirmou de facto, e até não lhe foi reconhecido devidamente o mérito, foi em epistemologia (no sentido europeu continental de “história da ciência”).

Karl Popper, no trecho citado, atribui o sentido da vida à acção, tomando o efeito pela causa: segundo ele, não precisamos de descobrir o sentido da vida para depois agir em conformidade com essa descoberta: pelo contrário, agimos, primeiro e antes de mais nada, para podermos depois, e em função da acção, dar sentido à vida. Esta visão do “sentido da vida” está muito próxima do Pragmatismo americano de princípios do século XX.

Seria como se nós disséssemos que “a visão dá sentido ao olho”, em vez de dizer que “o olho dá sentido à visão”. Ou que disséssemos que “o andar dá sentido à perna”, em vez de dizer que “a perna dá sentido ao andar”. Karl Popper inverte o nexo causal entre o “sentido” e a “acção”. Para ele, é a acção que define o sentido da vida (o que é uma impossibilidade), e não o sentido da vida que define a acção (como seria lógico).

Aquilo que um qualquer ser humano deseja, não é ser feliz, mas antes é uma razão para (tentar) ser feliz. E essa razão para (tentar) ser feliz não depende da acção, mas cada um tem que descobri-la antes da acção: é a própria razão para ser feliz — o sentido da vida — que determina depois a acção.

Aquilo que preenche o ser humano (que não seja neurótico) não é a vontade de Poder nem a vontade de prazer, mas antes é a vontade de sentido, porque esta oferece uma razão para o Poder e para o prazer. Em um ser humano normal, o Poder e o prazer são efeitos secundários do sentido realizado. Porém, se o prazer se torna no objectivo primeiro de uma intenção, como acontece com o neurótico, o ser humano perde de vista a razão do prazer, e o efeito “prazer” deixa de fazer sentido.

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